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Contestação à Ação de Reparação de Danos pelo Rito Sumário


Petições - Ações Indenizatórias
Os réus alegam, em contestação, que o acidente de trânsito ocorreu em razão da culpa exclusiva da autora e que os valores trazidos aos autos são exorbitantes.



EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA .... ª VARA CÍVEL DE ....



....................... e ............. já qualificados nos autos nº ...., de AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS - PROCEDIMENTO SUMÁRIO, comparece respeitosamente à presença de V. Exa., através de seu procurador adiante firmado, advogado inscrito na OAB/...., com o nº ...., com endereço profissional na Rua .... nº ...., onde recebe intimações e notificações, com a finalidade de apresentar

CONTESTAÇÃO

à Ação, para tanto expondo e requerendo da forma que segue:

DOS FATOS

Reclama a autora, Sra. ...., a importância de R$ .... (....), devidamente corrigidos, como indenização pelos danos oriundos de acidente de trânsito ocorrido em .... de .... do ano que passou, por volta das .... horas, ao pressuposto de que o primeiro reclamado fosse o responsável pelo ocorrido.

Não são verdadeiras as afirmações da autora desde o princípio até o final.

Nem o condutor do veículo marca ...., placa ...., de propriedade da .... foi o responsável pela colisão, nem os danos causados no veículo da reclamante poderiam alçar aos valores trazidos à colação através dos orçamentos anexos ao processo.

A estória contada no pedido inicial é irreal.

O motorista requerido não agiu com imprudência ou imperícia, muito menos foi negligente, antes muito pelo contrário, a pequena colisão se deu em função de ato de imprudência da condutora do veículo autor.

Na realidade vinham ambos os veículos circulando na mesma direção, na Rua ...., sentido ...., o requerido pela direita e a autora pela esquerda.

Esta, com a intenção de virar à direita, na Rua ...., sentido ...., cruzou a frente do motorista; quando ainda não havia completado a manobra, freiou bruscamente em razão de o sinal haver fechado, havendo mais veículos a sua frente, que evidentemente já havia interrompido o movimento; o motorista requerido que estava mantendo distância prudente do veículo que lhe antecedia, não pode evitar o choque de pequena monta na ponteira do pára-choque lateral esquerdo do .... ano ..., aproximadamente, que se havia introduzido à sua frente intempestivamente e indevidamente, no afã de realizar o curso que tinha em mente, sem levar em consideração o risco.

Como já afirmado, da colisão resultou dano de mínima monta, sem qualquer interrupção no fluxo normal dos veículos, não tendo parado ninguém, absolutamente, na ocasião.

A reclamante, bastante nervosa, recusou-se a apresentar ao motorista requerido seus documentos e os do veículo por ela conduzido, tendo-lhe parecidos que não estava devidamente habilitada.

A princípio, como somente havia caído e quebrado a ponteira do pára-choque da autora e na ambulância absolutamente nenhum toque por menor que fosse, o motorista, no temor de ter complicações junto à empresa em que trabalha, ofereceu-se para pagar o valor da ponteira e sua colocação.

A autora chegou a acompanhá-lo até a clínica e Pronto Socorro Central mas ao ali entrar arrependeu-se e foi embora sem sequer dizer o que quer que fosse.

Passadas algumas horas retornou já acompanhada de um senhor, de péssimo comportamento, que aos gritos chamou o motorista e o diretor da clínica, numa demonstração de não haver estado nunca em um ambiente hospitalar e não ter muita noção de educação.

Então começou a exigir valores totalmente disparatados, dizendo que teria de pintar toda a traseira e mais um sem fim de barbaridades e que iria à justiça.

Evidentemente achou uma boa oportunidade de sacar alguma vantagem da pequena colisão, a autora, quando viu que havia possibilidades econômicas da clínica proprietária do veículo requerido, recorreu ao Senhor de fino trato.

Evidentemente o motorista disse que somente havia sugerido pagar a ponteira do pára-choque e sua colocação para evitar problemas com seu emprego mas que não se submeteria a tal disparate.

Nunca mais foi procurado a não ser agora, em Juízo.

Isto ocorreu.

Impugna, pois, com veemência a versão da autora com relação ao acidente, embora, da leitura da mesma se possa extrair que o choque foi de pequena monta pois segundo ela todos os veículos estavam parados à espera do sinal abrir e a colisão somente se deu porque todos os veículos seguiram o primeiro da fila que furou o sinal fechado; impugnados os orçamentos apresentados.

É uma estória estranha não?

Ao que nos parece os condutores devem fixar sua atenção no sinal à sua frente e não acompanhar a procissão sem outros cuidados.

Ao prevalecer então a versão da autora a culpa no mínimo seria concorrente e não exclusivamente do condutor.

Cabe aqui também frisar que a batida não foi na traseira da mesma e sim na lateral traseira, não atingindo a lataria e sequer danificando o normal funcionamento do farol.

Do exposto, Senhor Juiz, e do mais que nos autos virá, requer ao final seja julgada improcedente a ação ou no máximo seja a culpa recíproca.

Coloca também o primeiro requerido, por pertinente, que sequer sabe se a ora autora era a condutora do veículo em questão, vez que esta se recusou a apresentar qualquer documento, seja seu ou do carro.

Não houveram testemunhas oculares do acidente, razão pela qual de nada servirão os depoimentos das testemunhas trazidas à colação pela autora, desde já impugnadas.

Protesta pela produção de todo o gênero de provas em direito admitidas, requerendo a improcedência da ação e a condenação da autora nas custas processuais e honorários advocatícios.

Prova testemunhal na pessoa da Sra. ...., ex administradora da Clínica requerida, que comparecerá independente da intimação.

Depoimento pessoal da condutora do veículo e autora, que deverá apresentar aos autos Nota Fiscal Fatura do conserto do veículo em questão.

Prova pericial no veículo da autora, se necessário se fizer.

Termos em que,

Pede deferimento.

...., .... de .... de ....

..................
Advogado OAB/...

 

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