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Como Publicar Um Livro Pela Creative Commons Com O Suporte Da Editora...

Ter seu livro publicado sob a licença da Creative Commons talvez seja uma das mais difíceis tarefas pela qual um escritor deve passar, já que a maioria das editoras enxergam regimes de licenciamento aberto como o CC com bastante ceticismo e medo.

Mas de acordo com Xtine Burrough e Michael Mandeberg, que já passaram por essa situação, existem algumas formas e estratégias que podem te ajudar a convencer até mesmo a editora mais conservadora.

Mostrar à editora as principais ressalvas, medos e preconceitos, enquanto mostrando os benefícios, resultados de vendas e o potencial de lucro que livros já publicados sob a licença da Creative Commons conseguem obter, podem mudar significativamente a percepção e aceitação que essas editoras podem ter com sua proposta de licenciamento pra lá de inovativa.

O importante de ser lembrado é que, isso já foi feito antes, e sem relatos de pessoas que tenham saído feridas. Na verdade, na maioria dos casos, a presença de uma licença Creative Commons deu à publicação maior exposição e visibilidade, sem perda de lucro quando comparada a livros similares que mantiveram seu conteúdo sob uma rigorosa licença do tipo copyright.

Se você é um escritor e está considerando seriamente adotar uma licença Creative Commons para seu próximo livro, os conselhos e recomendações apresentados aqui por Michael Mandeberg e Xtine Burrough, podem revelar-se preciosos:

Como Negociar Uma Licença Creative Commons: Dez Passos
por Xtine Burrough e Michael Mandiberg

Introdução
Xtine Burrough e eu publicamos recentemente Digital Foundations: an Intro to Media Design with the Adobe Creative Suite com AIGA Design Press / New Riders sob uma licença CC (a primeira para a editora.) O livro ensina os princípios convencionais e exercícios da escola de design Bauhaus através de aulas no Adobe Creative Suite. Há uma infinidade de razões pelas quais nós escrevemos esse livro, mas o foco dessa postagem é de como termos conseguido negociar uma licença Creative Commons para o New Riders, cujo o dono é a Peachpit, que tem como dono a Pearson (negócios de gente grande.)

Os Dez Passos
1) Descubra O Que Você Quer E Peça
Todo contrato é negociável. Escolha o que você quer e peça. Não tenha medo de pedir. No nosso caso, nos focamos em conseguir um licenciamento Creative Commons para o contrato, mas nós também pedimos e sofremos outras modificações, incluindo uma percentagem maior nos royalties após um certo número de livros vendidos, uma quantia em dinheiro para fazer o design do livro e o direito de propriedade do design e layout do livro (que licenciamos pelo CC).

2) Saiba Que Sua Editora Está Com Medo
As editoras viram o que aconteceu com a indústria fonográfica. As vendas de livros impressos estão descendo ladeira abaixo. As editoras sabem que as coisas vão mudar, mas não sabem quais mudanças serão essas. Fique sabendo que sua editora está disposta a experimentar.
“Inspire eles para que sejam líderes.” (irônico, mas sério)
Quando criamos o nosso próprio domínio e mostramos à editora o wiki (licenciado CC bem antes de assinarmos nosso contrato) e nosso blog, nós tivemos medo de que eles ficassem chateados com a gente. Ficamos surpresos e aliviados quando eles enviaram para todo mundo na empresa um modelo de como usar os wikis e blogs. Era uma coisa que eles já queriam fazer, mas não tinham conseguido.
Seja o líder.

3) Mostre O Dinheiro
No final das contas, tudo tem a ver com o dinheiro. Mark Hurst escreveu uma análise – na qual as regras são postas de lado – mostrando como tudo é por causa da grana..
Seu argumento tem de ser “você vai ganhar mais dinheiro.” Claro, você pode estar interessado na democratização da cultura, colaboração, ou aumentar a difusão do conhecimento, mas alguém que fará a decisão precisa ser convencido que isso vai aumentar as vendas, ou na pior das hipóteses, que não vai resultar em perda de dinheiro.

4) Contra Fatos Não Há Argumentos
Use estudos de caso para discutir os fatos. Isso também ajuda para mostrar que outras respeitáveis editoras possuem livros licenciados pelo Creative Commons. O’Reilly tem um tipo de estudo sobre o livro Asterisk que nós usamos de maneira muito eficaz para isso.
O Asterisk vendeu 19 mil cópias em dois anos, mas seu download foi feito 180.000 vezes em *um* dos 5 sites que o divulgaram.
Também considere o Google como um juiz:
Resultados de busca do Google com referência aos dois livros de estudo de caso de O’Reilly (à época da negociação, no início de 2008):
a) "Asterisk" 139.000 referências em dois anos (2005-2007), ou 70.000 por ano
b) "Understanding the Linux Kernel" 42.000 referências em 7 anos (2000-2007), 60.000 por ano
Houve 10x mais cliques na imprensa / blog / referência nos links do livro licenciado pela CC.
E para explicar estes números:
“David Blackburn, candidato a PhD de Economia por Harvard, publicou um estudo em 2004 no qual calculou que, para a música, a “pirataria” resulta em um aumento líquido nas vendas para todos os títulos no percentual 75 e inferior; mudanças insignificantes nas vendas para a “classe média” de títulos entre os percentuais 75 e 97; e um pequeno aumento na classe dos “super-ricos” no percentual 97 e superior.
O editor Tim O’Reilly descreve isso como a “tributação progressiva imposta pela pirataria,” atribuindo uma pequena redistribuição da riqueza para a vasta maioria dos trabalhos, sem nenhuma mudança substancial para a classe média, e um pequeno custo para os poucos que são muito ricos”
E argumente que daqueles que pegam o livro de graça, a maioria não o compraria em primeiro lugar. E que nesse grupo, terá uma pequena porcentagem de convertidos que vão comprar o livro para eles próprios, ou para presentear. Essa porcentagem de convertidos mais do que compensa qualquer perda nas vendas por conta da versão gratuita.

5) Identifique Seus Defensores & Quem Toma As Decisões
Editoras diferentes possuem agentes ou editores diferentes,, mas no nosso caso, estávamos trabalhando com um excelente Editor de Aquisições, que entendeu o projeto rapidamente, do conceito do livro à importância da Creative Commons. Nós o convencemos, e ele convenceu a editora.
Descubra quem na empresa é o tomador de decisões sobre o assunto. Geralmente essa pessoa é o editor-chefe, ou a própria editora. Descubra quem é o chefe e quais são seus interesses. Descubra as motivações deles. Eles são conservadores? Fale sobre o potencial de lucro. Eles são conhecidos por lançarem livros inovadores? Traga a “novidade” da estratégia. etc. No nosso caso, mostramos o potencial de lucro, as sinergias (veja abaixo), a blogabilidade, e a inovação, o barato disso.

6) Construa Parcerias E Trace Planos Em Relação À CC
Logo no início, um colega nos colocou em contato com Adam Hyde da FlossManuals.net, um empreendedor social que criou um site de documentação comunitário e com fontes também livres. Nós percebemos o enorme potencial da licença Creative Commons para “traduzir” o livro do Adobe Creative Suite para o GIMP, Inkscape, e outras aplicações FLOSS ; e por causa do jeito que o sistema opera, o trabalho seria traduzido em persa, português do Brasil, espanhol, etc.
Mostrar este exemplo bastante concreto de uma forma bem evidente de como uma licença Creative Commons iria aumentar o impacto do livro, ajudou a editora a perceber o poder da licença.

7) Escreva Em Um Wiki
Dê uma licença CC ao livro logo de cara. Escreva seu livro em um wiki antes de começar as negociações. Dê ao wiki uma licença Creative Commons. O wiki, ou alguma outra versão eletrônica, é um trabalho diferente, e portanto se ao final você não tiver conseguido convencer a editora, ao menos o wiki já possui a licença. Outros autores com quem conversamos simplesmente escreveram seus manuscritos em um wiki e deram a ele a licença CC. Mesmo que um advogado possa lhe dar uma opinião sobre postar um manuscrito do livro, e lhe dar uma licença CC retroativa, eu acredito que é mais seguro fazer antes a licença para o wiki.

8) Forneça Uma Amostra Do Palavreado
Facilite para eles. Forneça-os o palavreado. Os departamentos jurídicos vão reescrever o contrato. Outros procurarão outra alternativa. Cory Doctorow foi gentil o bastante de nos mostrar o vocabulário que seu agente empregou no seu contrato. Esses foram os termos simples que terminamos usando:
“A editora concorda em adicionar a licença Creative Commons ao Copyright do trabalho.”
Isso não é perfeito, e tivemos algumas discussões posteriores quando chegou o momento do layout da capa. Provavelmente poderíamos ter sido mais específicos sobre a licença, mas isso foi o que o departamento jurídico deles concordaram, e considerando que estamos fazendo uma CC-BY-NC-SA, que é a mais restritiva, não nos preocupamos muito.

9) Faça O Seu Dever De Casa
Reprima qualquer dos medos deles fazendo o seu dever de casa, e respondendo às suas perguntas. Uma das questões que surgiram foi a inclusão de imagens (C) em nosso trabalho licenciado pela CC. O departamento jurídico pensou que poderíamos estar infringindo os direitos dessas imagens, ao publicá-la indevidamente como CC. Ao mesmo tempo, tivemos receio de que as imagens de Domínio Público pudessem estar restritas pela licença da Creative Commons no livro, algo conhecido como Commons Enclosure.
Após alguns telefonemas e emails, tivemos a confirmação de que, na verdade, não é bem assim. Nathan Yergler da Creative Commons Foundation nos escreveu, dizendo:
“Vocês podem usar um trabalho com copyright, supondo que vocês tem o direito de fazê-lo (seja por uso legítimo ou negociável), em um trabalho licenciado pela CC, desde que apontem as exceções na autorização da licença. Isso é o que a Creative Commons faz com nosso site – vejam o texto de rodapé que diz “Salvo se notar…”
Como eu disse no telefone, a Creative Commons não pode oferecer ajuda jurídica ou pareceres, e isto não deve ser interpretado como tal.
É claro que não incluímos imagens (C) em um livro licenciado CC; simplesmente queríamos deixar claro que elas eram (C). Nós também deixamos claro na página de rosto do livro, (logo abaixo a declaração de CC) que todas as imagens no livro eram de Domínio Público, exceto quando dito o contrário. Os advogados gostaram disso.

10) Seja Paciente
Leva um tempo. Continue escrevendo no wiki e planejando sua bem sucedida negociação. Departamentos jurídicos agem devagar. Demorou bastante, eu sequer me lembro das datas. Pelo menos, 6 meses. Mas levou mais tempo para escrever o livro, então a espera não desanimou a gente!
Valerá a pena.
 

Tipos De Licenças Creative Commons




Texto originalmente escrito por Michael Mandiberg e Xtine Burrough - Digital Foundations e publicado pela primeira vez sob o título How To Negotiate a Creative Commons License: Ten Steps em 12 de janeiro de 2009.

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