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Biografia
Filho de português e mãe sueca, Manoel Berstron Lourenço Filho nasceu em 1897, em Porto Ferreira, interior de São Paulo. Cursou duas vezes a escola Normal (em Pirassununga e em São Paulo), fez dois anos de Medicina e formou-se em Direito. Antes mesmo de concluir o curso, foi indicado, aos 24 anos, para diretor da instrução Pública do Ceará, com a incumbência de reorganizar o ensino do Estado. O trabalho, que durou dois anos e meio, foi uma das primeiras realizações da Escola Nova e obteve grande repercussão do período passado no Ceará resultou o livro Juazeiro do Padre Cícero, análise do fanatismo religioso para a qual se utilizou seu conhecimento de psicologia. Em Fortaleza, propôs ainda uma orientação na formação de professores para a prática em sala de aula e par ao domínio das competências profissionais. Pelo trabalho, recebeu um prêmio da academia Brasileira de Letras.
Junto com Anisio Teixeira e Fernando de Azevedo, idealizou a revolução do movimento da Escola Nova. Em 1932, o professor paulista teve intensa atividade teórica e administrativa, sempre ligado a democratização e a profissionalização.
Até o fim da vida Lourenço filho escreveu e publicou grande numero de artigos e livros de psicologia, pedagogia, gestão educacional e literatura infantil, além de obras didáticas. Traduziu títulos importantes de autores como Émile Durkheim e Edouard Claparede. Entre outros cargos públicos que ocupou, foi diretor-geral da instrução Publica do Estado e São Paulo, chefiou o gabinete do ministro da Educação e Saúde, no governo Getulio Vargas, dirigiu o Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos INEP, a frente do qual criou, em 1944, a Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. Morreu em 1970, no Rio de Janeiro.

Idéias
Suas idéias quanto a formação de professores é preservada pela Leis de Diretrizes e Bases de 1996. frente ao Instituto de Educação do Distrito Federal, no Rio de Janeiro, até então, ele reformulou a estrutura curricular do curso Normal tornando-o profissionalizante, criando o modelo para as demais unidades da federação.
Para ele, o problema da educação estava na própria organização social, que faltava emancipação técnica, reordenação com princípios racionais e científicos. Seus conceitos sobre educação tem como base saberes que estavam sendo desenvolvidos no exterior. Conhecedor de Lev Vygotsky e de Piaget, como psicólogo, se identificava com as escolas norte-americanas influenciadas pelo principio da determinação biológica.- o esquema fundamental do reflexo condicionado explica toda a aprendizagem. Sua obra foi marcada pela possibilidade de modificação do ser humano e o principal instrumento par isso seria a educação.
Via a educação como um conjunto de técnicas desligadas de ideologia e injunções históricas, porem, sua obra se subordina a idéia de ensino como instrumento a transformações sociais.
Para ele, o domínio de técnicas e métodos científicos permitiria o conhecimento da realidade par que fossem superadas as deficiências do ensino, como os sintomas de atraso, entre eles o coronelismo e as ingerências políticas na educação, que o impressionaram quando trabalhou no Ceará
Ele combinou a estatística a psicologia pra criar uma técnica de avaliação de habilidades e prever as possibilidades de aprendizado: os Testes AABC. O objetivo do material era verificar a maturidade necessária a alfabetização, que formava as classes homogêneas. Foi o trabalho mais difundido do educador, tanto no Brasil como no exterior.
Hoje, tanto a aplicação de testes caiu em descrédito entre os psicólogos quando as idéias de classes homogêneas é criticada pelos educadores. Considerava o aluno como individuo, com características pessoais, um ser ativo que se educa, reagindo ao contato com o meio ambiente.
Ele defendia a necessidade da elevação dos níveis de instrução de toda a população como condição para o desenvolvimento da nação.
Em 1940, sua iniciativa na administração publica como a Campanha de Educação de Adultos, visava instituir políticas globais para tornar possível solucionar problemas (o analfabetismo) e não remediá-los. Eliminar o analfabetismo e democratizar o ensino erma vistos como requisitos pra desenvolver a capacidade produtiva do educando e integrá-lo a sociedade.


Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova
A maior influência teórica do movimento da Escola Nova se sustentava em dois princípios básicos: o ensino universal público e gratuito e o primado da experiência na formação do conhecimento. o documento Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova, de 1932, surgiu de um chamado do presidente Getulio Vargas aos profissionais do Ensino para que colaborassem com o governo. A intenção do manifesto foi distinguir os educadores liberais dos ligados ao ensino católico e conservador. O ministro Francisco Campos acabara de favorecer o ultimo grupo ao reintroduzir o ensino religioso facultativo. O Manifesto defende a laicidade do ensino e a obrigação do Estado de tornar efetivo “o principio do direito biológico de cada individuo a sua educação integral.”
Critica
Critica a escola tradicional por conceber um tipo de criança em abstrato, uma criança de tipo ideal por todos os aspectos, na vida real inexistente, antecipando assim o atual conceito de diversidade. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O recado do morro é um dos sete contos que compõe o volume Corpo de Baile, de Guimarães Rosa. Trata-se de uma espécie de alegoria da formação do Brasil. É uma narrativa mais longa, quase uma novela, que descreve uma viagem de ida e volta pelo sertão, partindo de uma região central de Minas em direção ao norte até o Rio São Francisco, quando indica o ciclo do retorno. Caminham em tropa um naturalista estrangeiro, um religioso e um letrado - ilustrações dos desbravadores do país. À frente deles, dois homens do interior mineiro, conhecedores da região e do sertão, servem como guias. A trama irá opor os dois homens simples, por meio de uma emboscada de morte, que trará àquele espaço uma nova configuração.

A história ilustra o mundo sem lei. No sertão, vigora a regra, e não a lei - a regra da aliança e da vingança. Para o autor, estão em jogo ali novamente os destinos da civilização e da cidadania brasileira.

O recado do morro, os personagens-viajantes se deslocam pelo interior de Minas e por vários campos do saber, ao mesmo tempo em que recontam e decifram antigas estórias, relatos da loucura e mitos anônimos. Nesse conto, uma rede de narradores é estabelecida para passar adiante uma estória que, ao final, ainda é a mesma embora já seja outra. O recado do morro, ouvido por Gorgulho, é contado para seu irmão Catraz, que o reconta para o jovem Joãozezim, que o narra para Guégue, o guia que se orienta por referências móveis.

A partir daí, o recado vira boato e pode ser ouvido no discurso apocalíptico de Nômini Dômini, nos números inscritos pelo Coletor na parede da igreja, ou na letra cantada ao violão por Laudelim, até que se torna compreendido por seu destinatário, o guia Pedro Orósio, que sempre ouvira as diversas variações da mesma história sem atinar para o fato de que isso era um aviso de sua própria morte. Constituído pelas relações cooperativas e desarmônicas entre saber e não-saber - entre aquele que sabe e aquele que não sabe, entre o que cada personagem sabe e as formas como o sabe e o compartilha -, o conto opera com formas e temas não-excludentes, que podem ser verificados pelos freqüentes processos de tradução capazes de dar sustentação a uma poderosa estrutura fractal e em rede.

Apropriando-se de saberes das áreas de Matemática, Medicina, Biologia, Lingüística e da tecnologia de seu tempo, o conto também recorre aos diferentes saberes do sertanejo, construindo um incessante processo tradutório entre esses diversos campos. Os saberes acadêmicos, artísticos, religiosos, populares, e também os não-saberes, presentes em todas essas instâncias, são articulados numa rede discursiva que é a própria literatura de ficção.

Retomando variadas tradições discursivas – literárias e extraliterárias – o conto lhes permite uma cooperação desarmônica, criando a tensão narrativa que preside todo texto ficcional.

O conto realiza uma inter-relação entre os relatos dos habitantes do lugar e a estória dos que habitam a obra do autor. Parte deste conto se passa em Buritizeiro, na vertente do Formoso.

As descrições da paisagem, do lugar, das veredas, dos chapadões e do povo sertanejo se fundem com a memória dos habitantes do lugar: Neste conto um pequeno grupo de viajantes estrangeiros via a cavalo pelo sertão para fins de investigação. Os dois guias do país, os vaqueiros Pedro e Ivo, são inimigos ferozes. Pedro é um Casanova campesino, que já roubou a muitos colegas as boas graças das suas moças. Presságios sinistros acompanham a expedição. No seu trajeto encontra um velho alienado, que pretende ter ouvido uma mensagem do monte próximo. O velho já não consegue lembrar-se do conteúdo da mensagem, apenas recorda, que falava de um rei. Pedro não dá ouvido ao palavreado do velho, mas a enigmática mensagem vai dando que falar no sertão e os viajantes ouvem-na com freqüência, em fragmentos confusos. O pressentimento inarticulado de um ato de violência vai aumentando, quando Ivo, no fim da viagem, convida o seu odiado rival para uma festa de reconciliação. Na noite da festa os investigadores e seus companheiros reúnem-se numa pequena taberna, um dos convivas recita uma balada popular, a história do jovem rei, que na viagem de peregrinação a Belém é atacado e assassinado pelos próprios vassalos. Torna-se clara então a mensagem do monte. Ivo e seus cúmplices arrastam o Pedro embriagado, e ficamos a saber que não se trata de reconciliação, mas de um ato de vingança traiçoeiro. Mas eis que esta expectativa é repentinamente contrariada: sussurrando os versos da balada, Pedro de relance compreende a intenção dos seus companheiros, atira-se a eles e consegue pô-los em fuga. Nessa novela, o Morrão torna-se “belo como uma palavra” e porta-voz de um recado para a personagem principal, Pedro Orósio, guia de uma comitiva que parte de Pirapora para Cordisburgo.

À medida que a comitiva avança sertão adentro, o recado vai sendo passado de boca em boca a personagens excêntricos: bobos, loucos, lunáticos, fanáticos religiosos e um menino, até chegar aos ouvidos do músico Laudelim, que transforma a mensagem numa canção. Traduzido para a música, o recado é então compreendido por Pedro Orósio, a tempo de receber o aviso do Morro sobre as intenções de seus falsos amigos.

O morro da Garça, em Minas Gerais, assume papel de destaque no conto, ao enviar mensagem de morte à personagem principal do conto, captada por um visionário sertanejo e afinal percebida a tempo por tal personagem.

Com a poesia que lhe é peculiar, Guimarães Rosa transformou o Morro da Garça, a paisagem sertaneja, as estórias e os costumes do povo do sertão em obra de arte, fazendo do espaço físico, cenário para seus personagens, lugares imaginados, “mais ou menos como a gente vive”. O conto retrata o desdobramento de uma história, contada e recontada sete vezes. No conto o vaqueiro Pedro Orósio faz uma viagem pelo sertão e alguns de seus companheiros preparam uma cilada para matá-lo. Ele só escapa porque o morro lhe manda uma mensagem construída ao longo de uma semana (de sete etapas). Pedro com pedra, Orósio como oros (montanha), também conhecido como Pê-boi, pé na terra. Da terra recebe o recado. Durante a viagem, percorreu as fazendas de Apolinário, Nhá Selena, Marciano, Nhô Hermes, Jove, Dona Vininha e Juca Saturnino. Em companhia dos Vaqueiros Helio Dias Nemes, João Lualino, Martinho, Zé Azougue, Jovelino, Veneriano e Ivo Crônico. Assim enfilerados, dá pra perceber o que no texto vem diluído: a alusão aos dias da semana (tais como são nomeados em outras línguas) e aos deuses aos quais são dedicados: Apolo / Sol; Selene / Lua; Marte, Mercúrio / Hermes; Júpter, Vênus, Saturno / Cronos. O que acontece em cada fazenda tem a ver com cada deus dominante (beleza, festa, guerra, comércio / mensagem, poder e fartura, amor, tempo). Mas a terra escapa. O recado é decifrado por Pedrão Chãbergo (chão e berg, rocha em alemão). veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Botão-de-Rosa (RUBIÃO, 1997: 223-233) (Botão de rosa)

Em Botão-de-Rosa encontramos novamente a temática da justiça, de uma forma bastante parecida a como se apresenta em A Cidade, mas desta vez com uma diferença: Botão-de-Rosa, o réu, conhece o crime que cometeu, mas não é julgado por ele. Botão-de-Rosa é, na realidade, um dos contos menos fantásticos de Rubião, tanto pelos eventos narrados quanto pela forma de a história ser apresentado. Botão-de-Rosa é culpado por ter engravidado e, presumidamente, estuprado/seduzido todas as mulheres da cidade. O incrível aí é: ao mesmo tempo! “Quando, numa segunda-feira de março, as mulheres da cidade amanheceram grávidas, Botão-de-Rosa sentiu que era um homem liquidado” (p. 223). Não obstante o crime cometido, é acusado de tráfico de drogas. A falsa acusação é assumida para preservar a imagem dos homens da cidade, nada menos fantástico que isso. Para surpresa do advogado de defesa, o procedimento revela-se completamente legal: não só a determinação fora expressa pelo juiz, dono de mais de metade da cidade, mas todos os códigos de Direito haviam se transformado!

Leu até de madrugada. A cada página lida, se abismava com a preocupação do legislador em cercear a defesa dos transgressores das leis penais. Principalmente no capítulo dos entorpecentes, onde não se permitia apresentar determinados recursos, requerer desaforamento. A violação de seus artigos era considerada crime gravíssimo contra a sociedade e punível por tribunal popular. As penas variavam entre dez anos de reclusão, prisão perpétua ou morte (p.228).

O advogado de defesa optou, muito realisticamente, por nada fazer em favor do réu. Sua carreira e sua vida estariam em risco. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Autor dos mais respeitados na literatura brasileira, desde os anos trinta, Jorge Amado tem pontificado e feito sucesso de crítica e de público. Sua obra explora os mais diferentes aspectos da vida baiana: a posse violenta da terra, com as conseqüências sociais terríveis, como ocorreu na colonização da zona cacaueira do Sul da Bahia, está magistralmente imortalizada em Cacau, São Jorge de Ilhéus, Gabriela, Cravo e Canela e Terras do Sem Fim. Os tipos folclóricos das ladeiras de Salvador estão presentes em Tenda dos Milagres, Capitães da Areia, Mar Morto. A literatura engajada, comprometida com a ideologia política do Autor faz-se presente em Os Subterrâneos da Liberdade, O Cavaleiro da Esperança. Os perfis de mulheres extraordinárias que comovem e seduzem estão em Tieta do Agreste, Dona Flor e seus Dois Maridos, Gabriela e muitos outros... Primeiro é preciso que se tenha em mente o "descompromisso" do Autor com o registro formal culto, para se entender melhor o comentário que se faz constantemente sobre seu "estilo". Jorge Amado já se auto proclamou "um baiano romântico e sensual". É o que a crítica costuma rotular de contador de estórias. Não segue, intencionalmente, o rigor da técnica de construção literária e nem dá a mínima para as normas gramaticais e ortográficas. Incorpora, com a maior naturalidade, à língua escrita, termos e expressões típicas da língua oral e de sua Bahia idolatrada. Não espere o leitor, portanto, defrontar-se com um texto primoroso, regular, pasteurizado. Entretanto, quem se aventurar nos meandros de suas páginas, esteja preparado para o deguste de um texto saboroso e suculento que transpira a trópico, a calor, a vida. Suas histórias são tramadas sobre o povo simples e rude, numa língua que esse povo fala e entende. O texto que serve de suporte a este estudo centra-se na fixação dos tipos marginalizados para, por intermédio deles, analisar e criticar toda a sociedade. A ação dá-se, basicamente, em Salvador e gira em torno da boêmia desqualificada das cercanias do cais do porto. A Morte e a Morte de Quincas Berro d'água é uma das melhores narrativas publicadas por Jorge Amado. Veio a lume em 1958 e conquistou desde logo a admiração de quantos dela se aproximaram. Nitidamente imbricada no Realismo Mágico, mistura sonho e realidade; loucura e racionalidade; amor e desamor; ternura e rancor, de forma envolvente e instigante: Joaquim Soares da Cunha foi funcionário público, pai e marido exemplar até o dia em que se aposentou do serviço público. A partir daí, jogou tudo para o alto: família, respeitabilidade, conhecidos, amigos, tradição. Caiu na malandragem, no alcoolismo, na jogatina. Trocou a vida familiar pela convivência com as prostitutas, os bêbados, os marinheiros, os jogadores e pequenos meliantes e contraventores da ralé de Salvador. Sua sede era saciada com cachaça e seu descanso era no ombro acolhedor da prostituta. Fez-se respeitado e admirado entre seus novos companheiros de infortúnio: era o paizinho, sábio e conselheiro, sempre disposto a mais uma farra ou bebedeira. Sua opção pela bandalha representa o grito terrível do homem dominado e cerceado por preconceitos de toda sorte e que um dia rompe as amarras e grita por liberdade. Morreu solitariamente sobre uma enxerga imunda e sua morte detonou todo o processo de reconhecimento/desconhecimento por parte da família real e da família adotada. Os amigos durante o velório se embriagam e resolvem, bêbados, levar o defunto para um último "giro" pelo baixo-mundo que habitavam. O passeio passa pelos bordéis e botecos, terminando em um saveiro, onde há comida e mulheres. Vem uma tempestade e o corpo de Quincas cai ao mar. Ao renunciar à família, mudar de ambiente e de costumes, Quincas morreu pela primeira vez; na solidão de seu quartinho imundo, envolvido por farrapos e curtindo a última bebedeira, morreu pela segunda vez; ao cair ao mar, não deixando qualquer testemunho físico de sua passagem pela vida, morreu pela terceira vez. A narrativa poderia chamar-se A morte e a morte e a morte de Quincas Berro d'água, acrescentando-se uma morte ao protagonista, que ficaria bem de acordo com a progressão da trama. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O livro tem uma trama bastante simples, mas torna-se um pouco longo porque o escritor exagera um pouco com as descrições.Bruno Stein é um oleiro bastante conservador. Mora no interior do RS, sua olaria tem apenas 4 empregados sendo que um havia sido demitido a pouco. É casado, sua esposa chama-se Olga. Tem apenas um filho, chamado Luís que casou-se com Valéria. Eles, por sua vez, tiveram quatro filhas: Sandra, Luíza, Eunice e Verônica. A história começa a acontecer quando chega Gabriel, homem que procura emprego e vem de Santa Catarina, Bruno emprega Gabriel em sua olaria. Bruno mostra-se sempre contra a televisão e outras modernidades. Ele, vária vezes cita no livro o desagrado em ver as netas o dia inteiro assistindo televisão. Começa a despertar uma secreta paixão por Valéria, sua nora, quando a vê na banheira nua. Ela corresponde também a este amor, mas nunca comentam isto. Até um dia em que ela entra na sua oficina e se vê moldada igual quando estava na banheira nua. Ela descobriu que ele também a amava. Certo dia, atendendo a seus desejos, Bruno corresponde as vontades de Valéria Gabriel também apresenta paixão, mas pela irmã de seu colega de trabalho Mário. Outros que trabalha na olaria é Pedro e Erandi. Ao término do livro, Bruno assiste pela primeira vez com gosta a televisão. E entra para sua lista de seus prazeres. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
É proibido miar (1983) - Editora Moderna

Neste livro, o desafio principal foi criar um narrador na terceira pessoa que não sabe tudo; narra apenas aquilo que as personagens podem compreender. E, como as personagens são cães, muitas das ocorrências são narradas do modo equivocado como aqueles cães as interpretam.

Por exemplo: no Canil Municipal, alguém, com um revólver, mata um cão hidrófobo. Os cães jamais tinham visto alguém morrer e jamais tinham visto um revólver disparar. Assim, eles confundem o ruído do tiro com o ruído das descargas dos canos de escapamento dos automóveis, do qual eles têm medo, e comentam: "Por que o vira-lata amarelo ficou quietinho depois daquele barulho de escapamento de automóvel? Vai ver ficou com medo. Eu também tenho medo de barulho de escapamento...".

Desse modo, o jovem leitor, aí entre os oito e os dez anos, deve ler o livro compreendendo o engano das personagens, descobrindo a verdade por trás desses enganos, e até concluindo que a ingenuidade deles pode ser a responsável pelas agruras de que eles são vítimas.

Em "O dinossauro que fazia au-au" já não há final feliz mas, neste É proibido miar o final é realmente infeliz, uma vez que o cãozinho protagonista, perseguido e expulso de casa por que resolve miar, termina a história fugindo para longe e não voltando para casa e sendo novamente aceito pelos pais. Ser separada dos pais é, para uma criança, a pior das infelicidades e o livro causa, assim, um impacto muito grande nos leitores. Eu sabia disso e mesmo assim resolvi arriscar.

Eu procurava mostrar os preconceitos que perseguem as pessoas de raças, idéias e comportamentos diferentes dos dominantes. Desse modo, se eu terminasse o livro com o cãozinho sendo aceito por todos, eu estaria mostrando à criança que o problema do preconceito estava resolvido. Como eu já disse acima, jamais poderia pregar tal mentira aos meus leitores.
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O autor analisa a autonomia da reprovação escolar e explicações múltiplas, abrangendo dimensões socioculturais, psicológicas, institucionais e didático-pedagógicos, para reafirmar o caráter educativo da escola, tomando medidas que removam condicionantes da reprovação. Denuncia ainda políticas educacionais que desconsideram determinantes fundamentais da qualidade do ensino e anuncia os caminhos em direção à outra escola, co prometida com a constituição do educando como cidadão.

Objetivos
Geral: formação do pedagogo através da vivência e reflexão sobre a prática pedagógica, no planejamento, execução e avaliação de atividade e projetos educacionais das metodologias de ensino das áreas específicas.
Especíifico:
a) Implementar métodos de observação do cotidiano escolar;
b) Articular conhecimentos das áreas específicas para sistematizar a observação, problematização e reflexão do processo pedagógico;
c) Conhecer e refletir rotinas escolares;
d) Conhecer a concepção de conhecimento e educação de toda comunidade escolar, buscando compreender as condições e contextos que geram a prática;
e) Identificar no planejamento e avaliação, seleção, seqüência de conteúdos, métodos e procedimentos; direção e organização das atividades; controle e avaliação do ensino-aprendizagem; integração do projeto pedagógico da escola.
f) Reconhecer que o trabalho pedagógico vise à promoção do desenvolvimento social psicológico e cognitivo;
g) Propor discussão e discussão para o ensino de diferentes áreas;
h) Promover a integração da universidade com as instituições escolares;
i) Refletir sobre aplicações éticas na escola, no estágio e direitos dos diferentes atores institucionais.

Conteúdos
Articulado entre teoria e prática das disciplinas de fundamento e metodologia baseados numa ampla educação da sociedade e métodos de observação do cotidiano escolar.

Métodos
Aulas com momentos de observação, reflexão e discussão de situações vividas, contextualizadas de artigos e textos das disciplinas, utilizando procedimentos como discussão de um roteiro observado, de métodos de observação, coleta de dados, compromisso e postura ética do estagiário; discussão na elaboração do projeto de estágio, orientação, supervisão e acompanhamento da ação do estagiário, discussão de situações registros.

Atividades
Discutir, compartilhar e responsabilizar-se pela interação, universidade-escola: elaboração do projeto e discussão com colegas, participação em atividades e dinâmicas, apresentações e discussões coletivas, aplicação do projeto, atitudes reflexivas e colaborativas entre estagiários, grupo da escola.

Avaliação
Alunos: através de elaboração e desenvolvimento do projeto de estágio, participação em discussões coletivas e dinâmicas e relatórios de estágios.

Recuperação
Não haverá recuperação. As atividades devem ser cumpridas no decorrer das disciplinas. A participação do aluno nas discussões, supervisões e dinâmicas de grupo são insubstituíveis por outras atividades.

Problemas De Aprendizagem E Evasão Atingem Alunos Que Cursam Novamente A Mesma Série
A distorção idade-série, alunos que estudam em séries não compatíveis com a sua idade é a principal causa da repetência e da evasão. A entrada tardia na escola, não é mais motivo da distorção, já que com a criação do FUNDEF, secretarias tentam criar vagas para todos, pois recebem o recursos de acordo com o número de matrícula.
Quem repete tem desempenho cada vez pior, revê os mesmos conteúdos, métodos e ao lado de colegas mais novos, que nem sempre compreendem a sua situação. O sentimento de fracasso faz com que o jovem encare os estudos como fonte de sofrimento e crie bloqueios em relação à aprendizagem.

Caminho Aberto Pela LDB
A reprovação não é só culpa da criança, família e condições sociais, a escola e o sistema também tem culpa. A LDB de 1996 rompe com a cultura de repetência com ferramentas como a progressão continuada e as classes de aceleração. Esta última consiste em reunir numa mesma turma estudantes em defasagem, aplicar um programa para que os alunos reconquistem confiança e capacidade de aprender. Essa iniciativa vem sido criticado por deixar os conteúdos aligeirados, não oferecendo base para os alunos continuar a aprender. No Paraná romperam com o programa de aceleração, substituindo por um programa de correção de fluxo onde estudantes deveriam caminhar em sua própria velocidade. Em São Paulo, pesquisadores avaliam positivamente classes de aceleração apontando condições dadas, como turmas menores, conteúdos pertinentes, formação profissional no acompanhamento. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Carlos Heitor Cony tinha passado duas décadas sem publicar romance quando ressurgiu com Quase memória (1995). Como cronista, publicou pouco em livro: Da arte de falar mal (1963), O ato e o fato (1964) e agora este Os anos mais antigos do passado que, como Quase memória, é livro que já nasce clássico. Uma reunião de crônicas que vale como um volume de memórias. Embora fragmentado em relatos de viagens, em recordações da infância, em alegorias de fatos políticos (cheias de humor e sarcasmo), em registros da rotina do mundo fixados com o pulso do ficcionista, a espinha dorsal do livro é uma longa e mansa busca do tempo perdido. A sua fragmentação é condicionada sobretudo pelo exercício diário que define o gênero, mas suas páginas não deixam de nos transmitir o gosto difuso e fascinante da grande aventura da vida. Seja através da visão retrospectiva dos anos mais antigos do passado (elemento do memorialismo), seja pela notação diária dos fatos transpostos num lirismo de primeira água. São as marés montantes do passado, como queria Mário Quintana, que chegam sem avisar, e tanto são motivo de apreensão quanto de surpresa e maravilhamento. A face amargurada, marcante em Cony, dá sempre lugar a um certo tom elegíaco e à índole lírica.

As suas memórias, que a rigor talvez Cony nunca escreveria, aqui estão, como em Quase memória, disfarçadas, quem sabe exorcizadas. É a sua história, o belo e o feio da humana lida, que aos poucos ele dilui e transfixa nos romances e nas crônicas. Neles, Cony sabe rir como poucos deste circo do mundo, com toda sua carga de frustrações e desastres, sua beleza e sua glória. Ri de um universo que é regido dos altos tronos, seja por Deus, o diabo ou um ser qualquer que se arrogue. Descido aos infernos de sua saudade e de sua incompreensão das coisas, o cronista revive uma fantasia de carnaval antigo, as rezas da mãe contra possíveis desgraças, os extraordinários balões que o pai fabricava, os tantos personagens de rua do subúrbio do menino, o amigo Otto Maria Carpeaux, a visão das mãos do pai morto, impressionante visão: “Mãos que começaram a ficar mais brancas e mais quietas: dentro delas, o nada cheio de tudo o que ele fora”. O lirismo é mesmo o elemento fixador desses movimentos de fluxo e refluxo da memória, pois Cony vê as coisas com os olhos transfigurados do poeta. Se podemos dizer que o seu humor é uma doce herança machadiana, na crônica sua veia lírica só encontra paralelo em escritores da estirpe de Rubem Braga, Antonio Maria e Drummond. E também José Carlos Oliveira ou o Tabajara Ruas de Um porto alegre (Mercado Aberto, 1998). São cronistas que escrevem iluminados pelo poeta que não deixam de ser. Líricos deste tempo escuro e trepidante. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Provavelmente uma reação ao Jeca-Tatu de Monteiro Lobato, como aponta Paulo Rónai, é um poemeto sertanista de comunicabilidade fácil e vigorosa, o que justifica sua popularidade de permanência (?). Publicado em 1917, conheceu até hoje numerosas edições. O entrecho resume-se no seguinte: Juca Mulato era o caboclo feliz até o dia em que deitou o olhar na filha da patroa. Imerso agora num irreprimível sofrimento, procura num curandeiro o lenitivo. Em vão. Acreditando que só na fuga encontraria o esquecimento, abraça-se à terra em despedida , e ouve da alma das coisas uma imprecação contra seu gesto extremista. Apaziguado, recobra o alento e volta ao mundo a que realmente pertence. Aqui o final do poemeto: E mulato parou Do alto daquela serra, Cismando , o seu olhar era vago e tristonho: "Se minha alma surgiu para a glória do sonho, o meu braço nasceu para a faina da terra." Reviu o cafezal, as plantas alinhadas, Todo o heróico labor que se agita na empreita, Palpitou na esperança imensa das floradas, Pressentiu a fartura enorme da colheita... Consolou-se depois:" O Senhor jamais erra... Vai! Esquece a emoção que na alma tumultua, Juca Mulato! Volta outra vez para a terra, Procura o teu amor numa alma irmã da tua, Esquece calmo e forte.

O destino que impera Um recíproco amor às almas todas deu. Em vez de desejar o olhar , que te espreita e te espera, Que há por certo um olhar que espera pelo teu... O "Juca Mulato"- "gênio triste da nossa raça", como foi apelidado na época , constituiu-se numa unanimidade nacional. Identíficava-se na obra "conformidade com o meio, perfeita radicação no solo pátrio", dentro do propósito de que "a arte brasileira, isto é , girar na ambiência física e moral da nossa terra e do nosso povo", conforme anotou Tristão de Ataíde, referindo-se ao poemeto. No seu discurso da 2ª noite da Semana de 1922, Menotti clamava por "uma arte genuinamente brasileira". E acrescentava: "Hoje que , em Rio Preto, o "cow-boy" nacional reproduz , no seu cavalo chita, e epopéia eqüestre dos Rolandos furibundos; que o industrial de visão aquilina amontoa milhões mais vistosos que os de Creso; que Edu Chaves reproduz com audácia paulista o sonho de Ícaro, porque não atualizarmos nossa arte", cantando essas Ilíadas brasileiras?" veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Memórias Póstumas de Brás Cubas, conta a história de Brás Cubas a partir de sua morte, já que inicialmente o próprio narrador observa que para tornar a narrativa mais interessante e "galante" havia decidido começá-la pelo fim -; ele era, portanto, não um autor defunto mas um defunto autor-. Assim, o primeiro capítulo começa justamente com a morte de Brás e seu enterro. A causa de sua morte teria sido, oficialmente, uma pneumonia, da qual ele não cuidou de forma correta. Entretanto, sua morte de fato deve-se a uma idéia, segundo ele, grandiosa e útil, uma idéia que se transformou em fixação. Um dia de manhã, caminhando pela chácara onde vivia, pensou em inventar um medicamento sublime, um emplasto anti-hipocondríaco, destinado a aliviar a melancólica humanidade. Para justificar a criação de tal emplasto frente às autoridades, brás chamou a atenção de que a cura que traria seria algo verdadeiramente cristão, além de não negar as vantagens financeiras que o tal produto traria. Contudo, já do outro lado do mundo, confessa que o real motivo era ver seu nome escrito nas caixinhas do medicamento e em todas as fontes publicitárias, pois as embalagens levariam seu nome. Brás Cubas nasceu no dia 20 de outubro de 1805. Foi uma grande festa para toda a família. Houvem muitas visitas à casa e o pai estava orgulhoso por haver tido um filho homem. Todas as informações dadas são curtas, mas revelam os mimos recebidos pelo garoto durante toda a infância.

Desde os cinco anos recebera o apelido de "menino diabo". Reconhece ele mesmo que, de fato, foi um dos mais malvados e travessos de seu tempo. Uma de suas diabruras foi ter quebrado a cabeça de uma escrava porque ela lhe negara uma colher de doce de côco, quando o menino tinha seis anos. Prudêncio, um moleque escravo da família, era seu cavalo de todos os dias. Brás conta ainda diabruras que fazia, entretanto, na disso parecia ter importância para seu pai, que o admirava e, se lhe repreendia na presença dos outros, em particular lhe dava beijos. Com nove anos, o garoto assistiu em sua casa um jantar organizado pelo pai em comemoração à derrota de Napoleão. No final do jantar, Brás queria uma compota de doces, mas todos estavam distraídos escutando um dos letrados presentes, o doutor Vilaça, que fazia glosas e recebia, naquele momento, todas as atenções dos convidados. O menino começou a pedir o doce, depois gritou, berrou e foi tirado da sala por tia Emerenciana. Isso bastou para que sentisse uma enorme necessidade de vingança contra o doutor Vilaça. Ficou vigiando-o até surpreendê-lo numa noite beijando dona Eusébia, irmã de um sargento-mor. Para que todos soubessem, saiu pela chácara gritando o que havia visto. Em seguida, após relatar tal episódio, Brás conta que cresceu normalmente. Foi à escola, que ele chama de enfadonha, onde teve aulas com um professor de nome Ludgero Barata. É justamente ali que conhece um de seus melhores amigos de infância, Quincas Borba, com quem se reencontrará mais tarde. Ambos garotos revelam-se travessos e mimados, já que o Quincas era filho único, adorado pela mãe, que o vestia muito bem, mandando um pajem indulgente acompanhá-lo a todos os lugares. Passado este período da vida do personagem, sobre o qual ele pouco fala, revela-nos seu caso com uma prostituta espanhola, a primeira mulher de sua vida. Brás a conheceu quando tinha dezessete anos. O jovem estava completamente envolvido pelos encantos da bela Marcela, a quem conseguiu conquistar, o que, contudo lhe custou muitas jóias caras e presentes diversos. Brás confessa-se muito apaixonado neste período, motivo pelo qual o pai enviou para estudar na Europa, receoso do envolvimento profundo do filho com uma prostituta. Brás viaja para Portugal, onde estuda. Confessa haver sido um estudante medíocre, mas nem por isso deixou de conseguir o diploma. Nos tempos da universidade, apenas mencionados, preferia sair a fazer qualquer tipo de tarefa ou estudo. O diploma que lhe conferem estava longe de representar o conhecimento artificial que havia adquirido, artificialidade esta que marcou toda a sua vida e as ações das pessoas que estavam à sua volta. De volta ao Rio, Brás chega a tempo de ver sua mãe viva, mas já muito mal, à beira da morte, por causa de um câncer no estômago. Pela primeira vez, deparava-se com uma perda real e confessa que até então era um presunçoso que apenas havia se preocupado com coisas fúteis. Estava inconformado com a morte da mãe, pois lhe parecia enorme injustiça que uma pessoa tão santa, em seu jugamento, pudesse morrer de tão implacável doença. Por isso mesmo, após a missa de sétimo dia, resolveu passar algum tempo numa velha propriedade da família localizada na Tijuca. Levou consigo alguns livros, uma espingarda, roupas, charutos e Prudêncio. Ali ficou durante uma semana, quando então já se mostrava cansado da solidão e havia decidido voltar à cidade. Justamente neste momento, o escravo conta ao patrão que na noite anterior havia se mudado para a casa ao lado uma antiga amiga da família, dona Eusébia, com uma filha. Brás reluta, não quer revê-la, já que se lembra da travessura da infância, quando denunciara a mulher e o doutor Vilaça que se beijavam às escondidas atrás de uma moita. Prudêncio, entretanto, recorda-lhe que fora dona Eusébia quem vestira sua mãe já morta. Ele decide, assim, visitá-la para retornar em seguida para a cidade. Nesse mesmo dia, pai de Brás sobe à chácara, pois quer sua volta à vida social. Traz consigo dois projetos para o filho: uma candidatura a deputado e um excelente casamento com uma moça de nome Virgília, filha do conselheiro Dutra, importante político. Brás reluta, mas o pai não se deixa vencer. Aconselha o filho, dizendo-lhe que ele não devia ficar ali, era preciso temer a obscuridade, as coisas pequenas. Conclui dizendo que o fundamental era valer pelo que a sociedade pensava. Brás concorda, finalmente, com os projetos e diz que descerá no dia seguinte, já que precisava visitar dona Eusébia. De fato, a visita à velha amiga da família retardou a descida de Brás, que permaneceu ainda alguns dias na chácara. Foi ali que conheceu Eugênia, a quem ele mentalmente chamava de "a flor da moita", pois a jovem era fruto das relações ilícitas entre dona Eusébia e doutor Vilaça. O narrador simpatiza com a jovem e, mais que isso, pensa que pode tirar proveito da situação. Cinicamente, lembra-se como era a mãe, motivo pelo qual espera conseguir algo da filha. Consegue, é verdade, beijá-la, entretanto, a moça revela-se dona de enorme dignidade, o que confunde Brás Cubas. ALém disso, ele descobre que Eugênia tem um defeito de nascença: é coxa (manca). Todos esses aspectos fazem com que ele confirme que não se deve envolver seriamente com ela, já que, além de tudo, ela estava em condição social inferior à sua. (Preconceito) Resolvido a terminar qualquer tipo de relacionamento, Brás volta à cidade, disposto a acatar os dois projetos do pai. Conhece Virgília, começam a namorar e ele está em vias de candidatar-se. Nesse ínterim, passa por um ouvires certo dia para consertar o vidro do relógio que lhe havia caído e depara com Marcela, que agora está com o rosto repleto de bexigas. A beleza de sua juventude desaparecera, dando lugar à deformação, que o narrador faz questão de descrever detalhadamente. Aquela visão o incomoda por algum tempo, entretanto não dura muito, como praticamente todos seus problemas. Algum tempo depois de seu noivado com Virgília, surge, de repente, Lobo Neves, um homem inteligente e astuto, que lhe arrebata Virgília e a candidatura. O pai nào resistiu ao fracasso do filho, o que teria acelerado sua morte, quatro meses depois, tempo durante o qual ele repetia decepcionado a expressão "Um Cubas", incorfomado com a sorte do herdeiro da família. Passada a morte do pai, os irmãos Brás e Sabina, com a participação de Cotrim - marido de Sabina -, fazem a partilha dos bens. Arma-se uma grande e mesquinha discussão, os dois brigam por causa da herança deixada pelo pai, desde propriedades atá a prataria, motivo de grande desavença, pois nenhum dos irmãos queria abrir mão da antiga relíquia da casa, usada em ocasiões importantes como o jantar em comemoração à derrota de Napoleão. No fim da disputa, os dois irmãos saíram brigados e já não conversam entre si. Por esta mesma época, Brás recebe Luís Dutra, um primo de Virgília, a notícia de que ela estava voltando de São Paulo com o marido, então deputado. Encontram-se um dia e ela estava lindíssima. Algum tempo depois, como haviam se encontrado em dois outros bailes, o marido de Virgília convidou Brás para uma reunião íntima em casa. Brás, por essa época, escrevia textos literários e políticos num jornal. Foi justamente nesta noite que os dois antigos noivos tiveram um maior contato. A partir daí, reataram sua antiga união, sobre a qual o narrador relata vários encontros e a paixão que sentiam naquele momento. Certo dia, foi à casa de Virgília e encontrou-a triste, pois lhe parecia que seu marido desconfiava de alguma coisa. Para Brás, a melhor maneira de resolver o problema era que fugissem, mas Virgília não concordou. O marido chegou justamente nesse momento, e ela comportou-se como se nada hovesse acontecido, tratando Brás com enorme frieza, o que lhe dá terrível ódio de Virgília. No dia seguinte, ela o procurou com a idéia de que eles deveriam arrumar uma casinha onde se encontrariam, um lugar que seria só deles, já que sempre se encontravam na presença de outras pessoas, principalmente do marido. A casinha da Gamboa foi , de fato, a saída encontrada pelos amantes para que pudessem continuar seu romance, pois grande parte da sociedade desconfiava de que havia algo entre os dois, por isso os comentários estavam cada vez maiores. Assim, a casinha foi importantíssima. Ali colocaram, D. Plácida, uma velha amiga da família de Virgília e podiam encontrar-se com maior tranqüilidade. Algum tempo depois, entretanto, Lobo Neves foi convidado a ocupar uma presidência da provincia do Norte. Os amantes ficaram desesperados, mas a saída foi dada pelo próprio marido, que convidou Brás a acompanhá-lo como seu secretário. Estava ainda relutante, pois toda gente comentava seus amores com Virgília. Entretanto, o próprio Lobo Neves resolveu o problema ao recusar a nomeação. Tudo porque o drecreto que o nomeava trazia o número 13, que ele considerava fatídico por vários acontecimentos tristes de sua vida. Dessa forma, o casal continuou vivendo seu relacionamento da mesma maneira que antes, na casinha da Gamboa. Durante tais acontecimentos, Brás Cubas se reencontra com Quincas Borba, que está em uma situação deplorável, tornare-se um mendigo. Quincas acaba roubando o relógio de Brás nesse encontro. Ainda nesse período, ocorre a reconciliação com a família, motivo de alegria para o narrador, que volta a visitar regularmente a irmã Sabina. Ela, como sempre, continua insistindo na idéia de que Brás precisava se casar, um homem em sua posição não podia continuar sem um herdeiro para o nome da família. No entanto, o amor de Brás e Virgília, neste momento, vive seu ponto máximo, já que ambos haviam passado pela possibilidade de separação em virtude da nomeação de Lobo Neves, o que fortaleceu o sentimento que os unia. Além disso, Virgília disse estar grávida. Brás não perde a oportunidade de comentar que aquele era um embrião de "obscura paternidade", imaginava-o como sendo seu filho, dono de um belo futuro, vendo-o ir à escola, tornando-se bacharel e discursando na câmara dos deputados. Contudo, Virgília perdeu o filho que estava esperando. Além do mais, o marido recebeu uma carta anônima acusando os dois amantes. A mulher negou veementemente que aquilo pudesse ter qualquer fundo de verdade, mas como Lobo Neves ficara desconfiado, Brás afastou-se da residência do casal, mesmo porque o espaço da Gamboa continuava resguardado. Algum tempo depois, Lobo Neves acabou reatando suas relações com o Ministério, desgastadas devido à sua recusa em aceitar o cargo anterior, conseguindo desta vez uma posição de presidente de província. O narrador brinca com o número do decreto, 31 agora, ressaltando que a simples inversão dos algarismos bastou para que a vida tomasse novo rumo. Brás e Virgília mantém um curto diálogo antes da partida, despedem-se e ele conta que depois que ela viajou sentiu um misto de alívio e saudade em doses iguais. Não houve desespero, nem mesmo dor, o fato trouxe-lhe apenas alguns poucos dias de reclusão em sua casa e uma amostra do que era a viuvez. Morreram seu tio cônego, Ildefonso, e dois primos, pelos quais ele não sofreu. Também nesceu sua segunda sobrinha. Segundo ele, esta era a filosofia das folhas velhas, que caem e morrem, enquanto outras nascem. Ele mesmo agitava-se de quando em quando e recorria às suas cartas de juventude. Tal reclusão, entretanto, como qualquer de seus pensamentos mais profundos, passou rapidamente, em especial pelo reaparecimento de Quincas Borba e seu envolvimento com dona Eulália, chamada familiarmente de Nhã-Loló. A jovem tinha dezenove anos, era filha de Damasceno, faltava-lhe certa elegância, segundo Brás, mas tinha belos olhos e uma expressão angelical. O narrador conheceu-a ainda quando Virgília estava no Rio de Janeiro e estava grávida. Sabina insistia na idéia de que Nhã-Loló seria uma excelente esposa para o irmão, que se esquivava por aquela época. Contudo, Quando se deu conta, estava praticamente nos braços da jovem e acabaram noivos três meses após a viagem de Virgília. Acontece, porém, que a jovem morreu repentinamente, antes do casamento, fato que nos vem anunciado não pela voz do narrador, mas sim pela apresentação do epitáfio. Em relação ao Quincas, ele reaparece após ter recebido uma herança e voltado a ocupar boa posição social. O narrador observa que o amigo está com um comportamento um pouco estranho. Quincas defende uma filosofia criada por ele mesmo, o Humanitismo. Diz o filósofo que o mundo é uma projeção de Humanistas, que seria a substância de todas as coisas existentes, da qual elas emanam e para qual convergem. Dito de outra maneira, para ele, todos os homens são iguais entre si, já que trazem consigo uma parte da tal substância original e todas suas atitudes têm uma explicação que busca o equilíbrio do mundo, mesmo que por meio da guerra e da violência, já que tudo deve voltar para onde começou. Nesse sentido, ainda na visão do filósofo Quincas Borba, mesmo aquilo que nos parece negativo tem uma função essencial. Segundo o seu sistema, a dor e o sexo são excluídos do mundo, enquanto a guerra, a fome e outras formas de violência existem para que o meio possa selecionar aqueles que são mais fortes. Os mais fracos não sobrevivem e assim deve ser. Além de tudo, devem sentir-se felizes também, já que estão tomando parte do sistema do Humanitas. Em outros termos, estes mais fracos, mesmo derrotados, estariam servindo de alguma maneira, ao princípio do qual descendem, que prevê tais injustiças como forma de equilibrar o mundo ou até mesmo de quebrar a monotonia universal. Brás Cubas, desde que conhece os princípios do Humanitismo até o final de sua vida, esteve tentando entender melhor tal sistema, sempre relacionando-o a algum acontecimento cotidiano de sua vida, questionando sua validade ou não. Articula, então, uma série de teorias e preocupações filosóficas, presentes inclusive em seu delírio. Ali também a onça mata o novilho, pela sobrevivência, o mais forte vence o mais fraco. Segundo o Humanitismo, não há outra saída para a existência, de maneira que mesmo as coisas negativas devem ser vistas como necessárias e justificadas, por fazerem parte do sistema universal, por saírem daquela tal substância básica da qual saímos todos e para a qual voltaremos, segundo Quincas Borba. Quincas será um personagem com quem Brás se encontra muitas vezes a partir desse momento até sua morte. Quanto à vida diária, depois de algum tempo Brás tornou-se deputado e Lobo Neves voltou ao Rio. Ambos estavam na mesma câmara e Brás ouvia um discurso proferido pelo marido de Virgília. Não sentiu nenhum tipo de remorso e reencontrou a antiga amante num baile em 1855. Observou que contnuava muito bonita, ainda que fosse, claro, uma beleza diferente. Os dois conversaram muito, mas sem falar do passado. Brás teve alguns momentos de reflexão e uma certa tristeza. Tinha cinqüenta anos! Mas o Quincas garantiu-lhe que ele não poderia estar preocupado, já que era a idade da ciência e do amadurecimento. Brás decidiu então que participaria de maneira mais ativa nas discussões, já que tinha sido sempre um político afastado dos problemas, assim como era na vida pessoal. Almejava o cargo de ministro, coisa que também não conseguiu e nem mesmo a explicação através de Quincas sobre o Humanitismo, foi capaz de animá-lo. Passado algum tempo, Brás recebe uma carta de Virgília pedindo-lhe que vá ver dona Plácida, que está morrendo na miséria. Ele pensa recusar, mas acaba indo, ajuda a mulher que serviu de alcoviteira durante tanto tempo. Morre dona Plácida e Brás decide fundar um jornal, que era uma aplicação política do Humanitismo. Era um jornal oposicionista, o que preocupou Cotrim, que rompeu relações com o cunhado. Algum tempo depois, morreu Lobo Neves, Brás Cubas reconciliou-se novamente com o cunhado e filiou-se a uma Ordem Terceira, responsável por ajudar as pessoas necessitadas. Cansou-se depois de alguns meses. Na Ordem Terceira encontrou Marcela, que morreu no mesmo dia em que ele visitava um cortiço no qual encontrou Eugênia, segundo ele, tão coxa como a deixara e ainda mais triste. Finalmente, Brás conta que Quincas partiu para Minas Gerais algum tempo antes e, ao voltar, estava louco. E, o mais triste e paradoxal, tinha consciência de sua loucura. O narrador explica que entre a morte do Quincas Borba e a sua aconteceram os episódios narrados no começo do livro, em especial a idéia fixa da criação do emplasto Brás Cubas. Conclui sua longa e entrecortada narrativa através de um capítulo que busca resumir a vida pela negação: não alcançou a celebridade, não foi califa, não se casou, não foi ministro. Entretanto, observa Que a negação também pode ser positiva: não padeceu a morte de Dona Plácida ou a demência do Quincas Borba. Assim, alguns leitores até poderiam imaginar Que ele saiu quite com a vida. Mas não. A negativa última revela o ceticismo do narrador em relação ao mundo, diz que ao não ter o filho seu saldo positivo, pois assim não transmitiu a nenhuma criatura o legado de nossa miséria. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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