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A marca de uma lágrima (1986) - Editora Moderna

É uma recriação de Cyrano de Bergerac, de Edmond Rostand. A idéia romântica do autor francês é muito boa, mas sua forma, atualmente, é rebuscada demais para uma leitura popular. Usei apenas a idéia central das cartas escritas secretamente, mas criei outra história. Há, porém, equivalências: a guerra, em Cyrano, virou o crime, em A marca...; a cena do balcão é feita ao telefone; a famosa fala do nariz está no final, quando Isabel desiste de Cristiano.

Por que eu transformei uma grande personagem masculina em uma personagem feminina? Porque, se eu usasse um rapaz, correria o risco de fazer autobiografia; lançando mão de uma menina, vi-me obrigado a pesquisar, a sentir fora da minha pele, a imaginar o que pensa alguém que eu nunca poderia encarnar. E não é essa a função de um escritor?

Para este livro, desde o título, adotei descaradamente a forma folhetim por duas razões. Primeiro, porque este é o estilo de Rostand, o autor de Cyrano, e segundo porque eu creio que esta forma apaixonada, radical, melodramática de comunicação ajuda muito a conquistar as jovens leitoras, principalmente aquelas pouco afeitas ao hábito de ler. E, como estas são a maioria...

A marca de uma lágrima tem um interessante recurso literário que, até agora, pelo menos que eu saiba, ninguém percebeu. Eu pretendi criar uma personagem feminina que descobre bastar-se a si mesma, descobre poder realizar-se e ser feliz sem que a felicidade dependa única e exclusivamente do apêndice masculino, tomando-se apêndice em seus dois sentidos, o social e o sexual.

Não importa o que eu penso sobre isso, importa a coerência interna da personagem Isabel, uma cabeça superior, realizadora, corajosa e independente. Neste livro, é possível ver que, no transcorrer do enredo, a lógica aponta para uma solução, se não solitária, pelo menos de grande independência em relação ao sexo oposto. Assim, como pode ser visto no desfecho dramático do enredo, há um rompimento moderno do estilo folhetinesco que eu adotei para este livro.

Procurei, com o final racionalizante, uma saída a la Brecht, com a quebra de clima e tudo o mais. O tal distanciamento brechtiano. Em seguida, baseando-me no mesmo Brecht, usei a solução genialmente bolada por ele em A ópera dos três vinténs.

Esta peça termina de modo lógico, racional, com o enforcamento de Mac Navalha. No momento em que o carrasco vai puxar a corda, o Autor interrompe a peça e faz um dos personagens ir à boca-de-cena e explicar para a platéia que o Autor sabe que as pessoas não vêm ao teatro para ver finais infelizes e que gostam de voltar para casa com a alma lavada pela catarse. Eis então que, pensando nisso, o Autor preparou um outro final.

Nesse instante, a peça assume um clima operístico e entra em cena um mensageiro com um perdão real, Mac Navalha abraça sua namorada, é perdoado por todos e os espectadores saem do teatro com uma sensação de terem sido cinicamente enganados e manipulados pelo Autor em sua (deles) expectativa estética convencional. Desse modo, criei também um segundo final para A marca de uma lágrima, operístico, novelesco, falso, no melhor estilo de M. Delly.

Parece, felizmente, que as leitoras entenderam estas boas intenções, ou encontraram outras qualidades aqui não indigitadas. O livro é um grande sucesso de vendas. A marca... foi também bem acolhido pela crítica, recebendo o Prêmio A.P.C.A. como O melhor livro juvenil de 1986. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Publicado em 1928 ( ano do Manisfesto Antropófago de Macunaína e do radicalismo primitivista) , representa o ponto alto da vertente nacionalista e ujanista do verdeamarealismo. Constituido de poemas de rítmo e forma vária, como um "livro de figuras", aproxima- se da técnica do desenho animado ou da estória em quadrinhos. O caráter épico e narrativo de Martim Cererê tem sido alvo de inúmeros trabalhos que procuram dimensionar a participação desses elementos , de qualquer modo, identificáveis no lendário, na visão estética do mito, na universalidade do sentimento que vai buscar o elemento estrangeiro para salientar o elemento nacional, especialmente nas aproximações com o Ulisses grego: "Certo dia, chegou um marinheiro e ouviu o canto da Uiara, Não se faz amarrar ao castro do navio, nem mandou tapar os ouvidos dos demais marinheiros. Saltou logo em terra e ofereceu-se para casar com ela". O enredo desenvolve a lenda do surgimento da noite e do desenvolvimento do Brasil. O índio Aimberê e o marinheiro branco Martim apaixonam- se pela Uiara, que se propõe a se casar com aquele que lhe trouxesse a noite. Martim vai a Àfrica e traz a noite que são os negros escravos. Da união, surgem os bandeirantes, que desbravam; os sertões, plantam o mar verde dos cafezais e constroem as fábricas e arranha-céus da metrópole paulistana. O poema tematiza formação do Brasil, resultante da oposição entre o mundo primitivo, da fantasia, dos mitos (ontem") e "a vida rodando fremindo batendo martelo (hoje) . Dentro da proposta do Verdeamarelismo e do grupo da Anta, para se chegar ao progresso foi necessário "engolir" as matas, o índio, o café e tudo o que ousasse interromper a marcha do progresso. " Os tupis desceram para ser absorvidos. Para se diluírem no sangue da gente nova" ( Manisfesto da Anta) Observe que o Totem dos tupis , a anta não é carnívora. Observe também a oposição entre as propostas da corrente nacionalista e da primitivista ( antropofagia). veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Na colméia do inferno (1984) - Editora Moderna

Neste livro eu procurei uma narração mais visceral, com um foco narrativo quase nas entranhas do personagem central: suas raivas, suas revoltas, suas idiossincrasias. A narrativa é linear, mas os acontecimentos misturam-se às emoções do protagonista, formando um quadro duro, áspero, revoltado. A intenção foi justapor o tal conflito de gerações, mostrando-o como uma diferença de pontos de vista acerca do mundo ditados pela evolução das necessidades da própria História (História da sociedade, não história-enredo).

Já fiz teatro no passado e isto faz com que a forma teatral cênica não se afaste de meu pensamento. Assim, procurei utilizar essas técnicas no livro: veja-se o clima cênico do início do Capítulo Nha Nana. Os personagens são também verborrágicos, como seria necessário no teatro, e procurei criar as falas de modo que elas funcionassem como falas de teatro, isto é, um texto que daria certo se fosse lido em voz alta. A varanda, no texto, representa o estrado (chamado praticável) em teatro, para criar planos que definam as desigualdades entre as pessoas: os reis, os senhores, sempre estarão sobre estes estrados; o povo, os outros, sempre estarão ao rés-do-chão, submissos.

Durante a redação desse livro, surgiu um personagem, não planejado anteriormente, que se agigantou e tomou o livro, forçando, inclusive, um desfecho que sequer me havia ocorrido. É o Velho Santinho, uma imposição quase parapsicológica, que se desenvolveu, falando diretamente, sem que, ao reler o que havia escrito, eu mudasse uma palavra do que ele dissera.
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A Normalista , considerada obra "libidinosa", quando de seu lançamento, ajusta-se perfeitamente às propostas do Determinismo. João da Mata desfruta sexia;,emte de sai afilhada. Maria da Mata , moça ingênua, de uma excepcional brandura de caráter, educada em uma casa de caridade e depois normalista. Pressionada pelo instinto sexual e por circunstâncias superiores à sua vontade, Maria do Carmo entrega-se ao padrinho, submetendo-se totalmente à lascivia de João da Mata.

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O livro trata de Isaura, escrava que nasceu quase branca e é tratada como filha por sua sinhá, alvo da luxúria e paixão de Henrique (fugazmente), Leôncio (maléfica, controladora e luxuriante), Belchior (ridícula, servil e confusa) e Álvaro (pura e amorosamente). Outros sentimentos dirigidos a Isaura incluem a inveja de Rosa (outra escrava, preterida por Leôncio como amante)e o carinho de seu pai Miguel. No começo trata-se do passado de sua mãe, maltratada por seu dono, o pai de Leôncio, que a tem com um ex-feitor de bom coração. Quando estava para ser forra morre este dono e Leôncio a herda, sem intenções de alforriá-la. A esposa deste o deixa e ele manda Isaura para um cativeiro. De lá ela e o pai fogem para Recife onde conhece Álvaro e se apaixona por ele. Vai a um baile da alta sociedade e é muito admirada por seus dotes físicos e culturais, mas é denunciada como escrava pelo ganancioso Martinho. De volta no Rio é presa por dois meses no tronco e seu pai vai para a cadeia. Prestes a ser liberta para se casar obrigada com o deformado Belchior pela liberdade, achando que Álvaro está casado, é impedida por este que liquida os bens de do falido Leôncio, que se mata para fugir da humilhação. A história foi adaptada várias vezes para outras mídias, a mais célebre sendo a novela com Lucélia Santos no papel-título. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
FREIRE, Paulo. A Im portancia do Ato de Ler. Em Três Artigos que se Completam. São Paulo. Cortez, 2001.

A Importância do Ato de Ler – resenha
A leitura envolve vários momentos na vida do ser humano. Há aí, uma retrospectiva na vida do autor.Palavras, textos se encaixam a percepção do mundo. Pássaros, animais e o convívio com os pais se iniciou a leitura da palavra, ou seja, pelo mundo imediato, palavra que se decifra da leitura do mundo particular.
Cita o seu modo particular que foi alfabetizado sobre as areias usando como lápis o graveto..
A sua proposta no ensino em 20 anos de magistério foi o de transformar a regência verbal, crase, pronomes em assuntos que despertassem a curiosidade dos alunos, através da aprendizagem do significado profundo das coisas.
Para Freire a alfabetização de adultos era como um ato político e de conhecimento, assim criado. Era contra a memorização mecânica da alfabetização silábica, e da redução do ensino da puro da palavra, silaba ou letras.
Por ser um ato criador, o processo de alfabetização tem no alfabetizando o seu sujeito, que com a ajuda pedagógica, não se deve anular sua criatividade e sua responsabilidade de construção da escrita e na leitura.
Ressalta que a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra, quer dizer, conhecendo o objeto, sentido – e expressando seu nome verbalmente para depois ter o conhecimento da escrita e da leitura.

A Alfabetização De Adultos E Bibliotecas Populares. Uma Introdução
É impossível não perceber uma natureza política no processo educativo. Não existe educação neutra. Todo partido político é um educador.
Criticamente, a educação é uma questão de poder. Não é autônoma, nem neutra, nem por isso reprodutora da ideologia dominante e sim se relaciona com o sistema de forma dinâmica, contraditória e não mecânica. Apesar de reproduzir a ideologia dominante, ela penetra nas instituições pedagógicas onde dá-se a alteração de sue papel de reprodutor dessa ideologia.
A educação deve priorizar a democracia e o respeito a individualidade do educando, reconhecendo sua bagagem cultural e que o conhecimento é algo em construção e contínuo, isto é, não concluído.
Defende a criação de uma sociedade com indivíduos virtuosos, porém, enquanto isso não ocorre, sugere obras humanitárias e sociais.
Alfabetizar-se é ser sujeito criativo, ler o mundo e a palavra é algo em conjunto. Sugere, que os populares elaborem trabalhos sobre suas historias, como sujeitos do conhecimento a fim que estes trabalhos sirvam de material de pesquisa de história.

O Povo Diz A Sua Palavra Ou A Alfabetização Em São Tome E Príncipe
Alfabetizar é sempre uma novidade. O artigo é sobre a alfabetização de adultos nas cidades citadas. Os cadernos de Cultura Popular e livros são usados na alfabetização.
Na pós-alfabetização no 2.º Caderno de Cultua Popular fala-se sobre o momento do país no material não há a neutralidade.
Essas sociedades passaram por um processo de independência da colônia e a alfabetização serviu pra a reconstrução nacional.
Com isso, todos devem assumir o papel nesta reconstrução, partindo de si mesmos, sem isso eles perderiam seu valor na História, passando a serem sujeitos representados por uma liderança. O ideal seria liderança e povo responder juntos ao desafio.
A participação e tarefa político pedagógica onde a alfabetização tem papel fundamental a este desafio, é ima informação formadora e não manipuladora.
A alfabetização quanto ato político e de conhecimento, comprometida com a aprendizagem da escrita e da leitura da palavra com a leitura e a reescrita da realidade e a pós-alfabetização como continuidade marcha para a reconstrução nacional e para práticas impulsionadoras de reconstrução.
A curiosidade estimula a crítica ao sujeitos do conhecimento. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


Urupês não contém uma única história, mas vários contos e um artigo, quase todos passados na cidadezinha de Itaoca, no interior de SP, com várias histórias, geralmente de final trágico e algum elemento cômico. O último conto, Urupês, apresenta a figura de Jeca Tatu, o caboclo típico e preguiçoso, no seu comportamento típico. No mais, as histórias contam de pessoas típicas da região, suas venturas e desventuras, com seu linguajar e costumes. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Sua única obra importante, Dona Guidinha do Poço, ficou ignorada até 1952 ,quando foi editada , sessenta anos após a morte do autor. Coube a Lúcia Miguel Pereira redescobri-la, fazendo na primeira Edição uma elogiosa ( e merecida) apresentação. Obra de profundidade, psicológica e sociológica, vale-se de um estilo vivo, onde se fundem poesia, reflexão, senso de humor, a presença do falar regional nordestino, além do aproveitamento das tradições orais e das narrativas dos contadores de história. Narra a história da poderosa Margarida Reginaldo de Oliveira Barros , dona de cinco fazendas, prédios, gado , prataria e muitos escravos. Mulher bravia e apaixonada, envolve-se com um sobrinho de seu marido, soldado elegante e vaidoso. Este, acusado de homicídio, esconde-se na casa do tio, que desconfiado de seus amores com a mulher, Dona Guidinha resolve entrega-lo à polícia. Como vingança, Dona Guidinha, manda um caboclo matar o marido , e , como sempre altaneira, é conduzida a prisão, sob vaias da população. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Um coronel aposentado isola-se em Porto Belo para escrever um livro. Seu nome? Todos o conheciam por Coronel. Como é um livro dentro de outro, Harry Laus alterna capítulos que mostram o cotidiano do Coronel em Porto Belo, seu universo interior, seu processo literário e capítulos escritos pelo próprio Coronel. Pois bem: No livro escrito pelo Coronel, ele conta sua vida desde o começo da carreira militar, o casamento com Elza Alves, o nascimento do filho, Alírio, as promoções, as sucessivas transferências para Juiz de Fora, Natal, Corumbá e Rio de Janeiro até a maturidade de Alírio , que se tornou pintor. Tudo leva a crer, até o final da obra de Harry Laus, que o livro do Coronel seja uma autobiografia realista, apesar de narrado na 3a pessoa: Ele não escreve "Eu fui promovido a Major" e sim " Vitório de Lima e Silva foi promovido a Major. "Na verdade, o Coronel mistura ficção e realidade. Mas só na penúltima página é que se vai descobrir que Elza e Alírio nunca existiram - são apenas personagens fictícios que povoavam a imaginação do Coronel. Só a imaginação? Não. A solidão também. Mesmo no cotidiano em Porto Belo, o Coronel pensa em Elza e Alírio como se realmente eles existissem. Chega mesmo a desejá-los junto a si, sabendo que é impossível. Veja este trecho. Voltou à varanda e sentou-se satisfeito para admirar a tarefa que havia concluído (horta).

"Ao homem cabe apenas semear", pensou "à terra cabe germinar". O Coronel nunca sentiu tanta falta de Elza e Alírio como naquele momento de sorrateira tristeza... estaria se referindo à mulher e ao filho que ele não teve? Analogamente, semear corresponde a fecundar e mulher, a terra que germina. A obra de Harry Laus termina assim: O Coronel revelando seu projeto de assistir à virada do século em Nova York ou em Paris nos Champs Elisées. Vitório de Lima e Silva, habitante da Terra desde 1902, não veria despontar o novo século; o Coronel, com vinte anos a menos... (percebeu? Vitório de Lima e Silva não é o verdadeiro nome do Coronel, como também as idades são diferentes. Por este cálculo seria de 1922, e teria, portanto, a mesma idade de Harry Laus. Ou seja: Vitório é tão Coronel quanto o Coronel é Harry Laus. Não seriam então, o Coronel e Vitório, os papéis despachados por Harry Laus? Pois na introdução desta obra há um poema de Paulo Leminsky que diz: O outro que há em mim é você. Você E você... Mas, voltando ao texto interrompido... o Coronel, com vinte anos a menos, poderia manter essa esperança, mesmo sem as figuras fictícias de mulher e filho que lhe povoavam a imaginação. Ainda que sozinho, pensou (...) Quem sabe - imaginou - entre a resplandecência dos fogos de artifício... quem sabe se nesse momento de nervosa exaltação não poderia ver Alírio surgir no meio do povaréu, procurando-o aflito. Chegaria ofegante e diria sorrindo: - Vamos, pai. Pensei que não o encontrasse mais. (Você pode pensar: então o Coronel era maluco? Pois se Alírio não existia!) Maluco não. Apenas um escritor. E extremamente solitário. Através do Coronel, Harry Laus retrata o sofrido, solitário e envolvente processo de escrever e, neste caso, tambem de viver. O resumo A obra de Harry Laus alterna: 1. Capítulos do Coronel em Porto Belo/Seu universo interior. 2. O livro do Coronel 1. Às vezes as histórias se fundem, como no diálogo entre Vitório e a namorada de Alírio (Ponciana): - Então o senhor é General? - Por favor, me chame de Coronel. - O senhor esteve na guerra? - Não. - Tomou parte em alguma batalha? - Não. - O diálogo com Ponciana deixou o Coronel exasperado. Largou a caneta e levantou-se da mesa. Andou às escuras, acendeu luzes ... voltou ao quarto e sentiu profundo desgosto por tudo o que tinha escrito. Agora vamos por partes. O cotidiano do Coronel em Porto Belo tem pouca, ou quase nenhuma ação, e muito sentimento ( a vida em Porto Belo era de uma pasmaceira enervante). O Coronel vai revelando suas mais profundas angústias, questionamentos e solidão. Por exemplo: A frustração com a carreira militar, profissão que não lhe rendeu nenhuma glória (há profissões que terminam antes que a vidas se encerre, outros prolongam-se até a morte e, as mais nobres, permanecem depois dela). Quando a escrever, o Coronel se esmerava e sofria na busca da perfeição (arte é resumo, é sumo, é essência). Lera uma vez em Tchekov que se aparecer uma espingarda num conto, ela tem que atirar. Nada deve ser gratuito, nenhuma palavra vã... (A lembrança da ponte pênsil, em Florianópolis, deixou o Coronel perplexo. Milhares de parafusos cuja existência nem se consegue perceber e tudo absolutamente necessário: uma verdadeira obra de arte, como deve ser a criação literária. O Coronel, desde os tempos do Exército, adorava fazer hortas. Trouxe de Florianópolis três pacotinhos coloridos, citados no começo da obra, que eram sementes de rabanete, beterraba e alface. Gostava de participar de alguma forma no processo de germinação daquelas coisas vivas, as hortaliças. Outra fonte de angústia: o envelhecimento. (O choque maior recebeu num ônibus onde viajava de pé: uma bela estudante ofereceu-lhe o lugar que ele recusou, risonho mas ofendido). No fim, concluiu que a idade só conta para quem nos vê de fora. Parou de ler o obituário do jornal, convencido de que ainda não estava tão velho para pensar na morte. Seus impulsos homossexuais, dissimulados a vida inteira, também são revelados. (Nas noites de Sábado, recebia a visita dos rapazes de Porto Belo. Tinham entre 17 e 20 anos, a maioria filhos de pescadores - só Lalo, Macaco e Lazinho eram filhos de comerciantes. Na casa do Coronel, comiam e bebiam de graça, pois seu dinheiro era curto. Depois iam bolinar as meninas ... Às vezes um deles bebia demais (ou fingia estar bêbado) e acabava dormindo lá mesmo (ou fingia que dormia) ... O Coronel nem sempre resistia à beleza incandescente e disponível do corpo adormecido no sofá ou no quarto de hóspedes. A estes, o Coronel costumava repensar com dinheiro, fora o que dele furtavam. Mas a satisfação do impulso tinha no fundo um gosto amargo. Certa vez recebeu a visita de Bernardo, colega dos tempos da Escola Militar. Os rapazes chegaram. Bernardo, chocado com aquela intimidade - os rapazes chamando o Coronel de "tu", contando sacanagens - foi embora sem se despedir e deixou um bilhete: tenho nojo de você. Personagens Os rapazes de Porto Belo (Lalo morreu num acidente de moto) Lila , a empregada do Coronel Elizeth , a cachorrinha 2. O livro do Coronel: Começa em Joinville, num baile de carnaval, quando Vitório de Lima e Silva era um simples aspirante a Oficial. Neste baile, conheceu Elza Alves, com quem se casou e teve um filho, Alírio. Em plena lua-de-mel, rebentou a Revolução de 30. Que importância teve a Revolução de 30 na vida de Vitório? Nenhuma. Fôra um simples secretário de batalhão, longe de qualquer perigo. Vitório ressentia-se pela absoluta falta de glória em sua militar. Além do mais, achava a rotina do Exército monótona e irritante mas com dinheiro certo no final do mês. E assim foi transferido para Passo Fundo. Depois para Juiz de Fora. Em Juiz de Fora, aconteceu o seguinte: - Quem estiver com Getúlio, um passo à frente. Vitório nunca soube porque deu aquele passo. Logo ele, nem aí com a Política". Acabou sendo transferido para Natal quando Getúlio foi deposto. Em Natal, o Coronel Boca de Bagre pediu a ele que fizesse um discurso em homenagem às vítimas da Intentona Comunista (em 1935). Vitório copiou a Ordem do Dia publicada pelo Boletim do Exército, só alterando algumas frases. Por causa disto, foi repreendido por Boca de Bagre considerado comunista e transferido para Corumbá, no Mato Grosso. vitrines. Vitório foi transferido para o Rio de Janeiro. Depois de dois anos usando borracha e lápis para alterar fichários, cada vez mais desgostoso e humilhado com um trabalho banal que poderia ter sido feito por qualquer cabo ou sargento, Vitório pediu transferência para a Reserva (pendurou os coturnos). Como tinha direito a mais uma promoção, aposentou-se como general para incorporar o salário. No entanto, preferiu ser chamado de Coronel e não General de pijamas - como dizia o pessoal da ativa. Vitório encerrou definitivamente a sua carreira militar, tão sem brilho, levando na memória as barbaridades que testemunhou pelos quartéis do Brasil - a miséria, a pobreza, a precariedade. Alírio fez a primeira exposição individual no Rio de Janeiro. Vitório continuou encarando com certo desgosto a profissão do filho. Começou a pensar em escrever um livro, quem sabe aproveitar a experiência dos anos no Exército e assim tornar o resto dos seus dias menos penosos e inúteis. Além do mais, sempre fôra apaixonado pela leitura. Tinha como referência grandes mestres! Então Vitória resolve ir para Porto Belo, onde poderia escrever o livro e fazer uma horta. Elza Alves negou-se a acompanhá-lo. Preferiu ficar perto do filho no Rio de Janeiro. Obs.: Em certo ponto, ao escrever sobre as profissões de pai e filho, o Coronel chega a sentir inveja de Alírio. Como pintor, Alírio poderia alcançar a glória que ele, como militar, nunca tinha alcançado. No entanto, como já sabemos, Alírio é um personagem fictício. Por isto o Coronel se questionava: "Como admitir que um ser criado por ele o suplantasse? E por que não sonhar com a glória para quem nasceu dele, se o criador não conseguia alcançá-la?" Personagens: 1. Vitório de Lima e Silva (que representava o próprio Coronel) 2. Elza Alves, a esposa. 3. Alírio, o filho. 4. Ponciana, a namorada do filho. 5. Tenente Correntino, um amigo da família Natal. 6. Coronel Boca de Bagre, responsável pela transferência de Vitório para Corumbá. 7. O cão Almofadinha. Obs.: Harry Laus foi crítico de arte. As cores estão presentes, de maneira muito marcante, nas descrições dos cenários e na profissão de Alírio, pintor. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Bento Santiago, um advogado de meia idade, vive sozinho numa boa casa, em bairro distante do centro do Rio de Janeiro onde é conhecido como Dom Casmurro. Para preencher a vida pacata de viúvo sem filhos, Dom Casmurro resolve contar suas lembranças, isto é, atar as duas pontas da vida, a adolescência e a maturidade. Adolescente, Bentinho descobre-se apaixonado pela menina da casa ao lado, a Capitu. Inteligente, com idéias atrevidas, Capitu convence Bentinho a não concordar com o projeto de sua mãe, Dona Glória, senhora viúva e rica, que queria fazê-lo padre. Bentinho tanto encanta-se pela firmeza de Capitu quanto fica fascinado por seus cabelos, pelos olhos de ressaca e começa a conhecer as regras do amar. A vida toma o rumo que desejam os apaixonados: depois do seminário, do curso de Direito em São Paulo, casam-se. A vida corre feliz até o dia em que brota o ciúme, de tudo e de todos. A história de amor transforma-se numa história de suspeita de traição. O ciúme faz de Bento Santiago um homem cruel e perverso. Mordido pela dúvida de que o pequeno Ezequiel seja não seu filho, mas de seu amigo Escobar, com que aparenta visível semelhança, impõe a separação à Capitu. Para todos os efeitos, o bacharel rico enviava o filho, acompanhado da mãe para estudar na Suíça. Nunca mais Bentinho encontrou Capitu, que morre na Europa. Só revê o filho uma vez, antes de o rapaz morrer de tifo, numa viagem científica a Jerusalém. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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