Ser pobre é Ir ao restaurante e, antes de pedir a comida, perguntar se aceita ticket....

veja todos os voos de drone em

www.Zmaro.tv/Drone

 

 

Mais
acessados

Principal

Modelos de
Documento

Receitas

Resumos
de Livros

 Perguntas e Respostas
 Jurídicas

Idéias para
ficar rico

Dicas gerais

Dizem que

Ser pobre é


Memorização

Curso de Memorização

Memorização:
que dia cai?

Demais
Cursos e
apostilas


Gastronomia

carnes

bacalhau

dicas gerais

microondas

 receitas diversas

Receitas

em vídeo

tudo sobre congelamento

vinhos


Download

delivery

palpites para loteria

simulador keno (bingo)

treine digitação

ringtones de graça

Saiba quais números
mais e menos saem
na MEGASENA


Contato

Fale com o Zmaro
e/ou
PobreVirtual

Site do
Programa Zmaro

Vídeos do
Programa Zmaro
Humor inteligente
de forma descontraída...

 
RUBEM, Alve- Conversas com quem gosta de ensinar
envie seus resumos e sugestões, clique aqui
No meio da narrativa de sua travessia solitária num pequeno barcoC a remo entre a África e a Bahia, Amyr Klink nos revela a sua atração pelos relatos de expedições marítimas de três navegadores que fizeram a conquista do pólo sul. Segundo Amyr, eram relatos fascinantes, principalmente porque ele os lia sentado numa escrivaninha, na casa da família em Paraty. Assim dizendo, o autor desvenda o segredo das histórias que leu e das que escreve desde então: aventura é aventura mesmo quando é vivida e, depois, contada. Os mares a que Amyr Klink se lançou já tinham sido antes por vários outros navegados. Não havia propriamente novidade no trajeto, que muito se baseava nas avenidas abertas entre correntes e ciclos de ventos pelos portugueses dos tempos dos grandes descobrimentos. Também não havia grande espanto no pequeno tamanho do barco a remo, já que outros de seu porte já tinham vencido águas geladas e raivosas. Mas sobrava a vontade de se valer das experiências anteriores para desenhar um desafio: o de querer fazer e conseguir juntar gente em torno de uma idéia. A preparação da viagem é tão rica em coincidências e cuidados quanto o desenrolar dos dias no mar é rico em peripécias. As emoções vêm do respeito às grandes tempestades, dos sustos com os ataques dos tubarões, das belas surpresas, como a companhia dos peixes dourados, e do maravilhamento com a aproximação de uma creche: filhotes de baleias, fêmeas e um zeloso macho negro.

O cotidiano é feito de remar oito horas por dia, de fazer cálculos precisos, de tirar alegria da refeição deliciosamente desidratada, e de ter muito tempo para só contar consigo diante do poder maior da natureza. Dessa rotina surge um homem sem dúvidas, forte o suficiente para traduzir o que aprendeu, em belas frases (O medo de quem navega não é o mar, mas a terra) ou em sinceros e sábios lugares-comuns (No mar, o menor caminho entre dois pontos não é necessariamente o mais curto, mas aquele que conta com o máximo de condições favoráveis). Ao final da leitura, também na escrivaninha ou no sofá, o leitor sente-se um pouco aprendiz dos mares, e disposto a enfrentar um de seus medos, aliás o único permitido ao navegador: o medo de nunca partir. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Cem anos de perdão (Conto da obra Felicidade clandestina), de Clarice Lispector

Neste breve conto, também passado nas ruas de Recife, Clarice Lispector aborda novamente o tema da rosa, que lhe é tão caro.

Em “Cem anos de perdão” ela fala de outra fantasia, tornada talvez realidade, e cuja satisfação da conquista se assemelha a uma visita aos bairros ricos da cidade, diferentes do seu, onde em vez de sobrados simples como aquele em que mora há imponentes palacetes cercados de pomares e jardins, que despertam a sua admiração e cobiça.

O relato memorialístico lembra a menina Clarice, com uma amiguinha, olhando “com a cara imprensada nas grades”, estrangeiras e ávidas, o mundo de beleza e fartura que lhes é vedado, do qual se sentem exiladas e no qual são, efetivamente, proibidas de entrar. Elas olhavam para os palacetes e disputavam a posse imaginária deles.

O enredo se desenvolve em torno dos cálculos da menina para roubar uma rosa de um jardim. O objeto do roubo é tão pequeno para a importância que lhe dá a autora, que chega a produzir uma suspeita no leitor.

Ao contrário dos demais contos, nos quais ela implora a outros a satisfação de seus desejos, ou cede à frustração dos mesmos, neste conto ela não espera nem se conforma, ao contrário, tece os seus ardis e vai em busca daquilo que deseja, sem se importar com as conseqüências. É como se toda aquela exuberância e alegria alheias pudessem ser experimentadas por vias sorrateiras, ilegais, mas tão legítimas quanto quaisquer outras.

A menina apanha a rosa, tomando cuidado para não ser vista.

Enquanto ela colhia as rosas a fim de levar para casa, a colega vigiava.

As duas, usando dessa estratégia, uma colhia, a outra vigiava, passaram a furtar rosas com freqüência. Além de rosas, furtavam também pitangas. “Ladrão de rosas e pitangas têm cem anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem pra ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens.”

O conto é permeado por símbolos: há a alusão ao jardim ou pomar, que evoca o Paraíso bíblico; há a interdição às crianças, ou aos não-iniciados, da experiência das delícias e dores do conhecimento; há os diversos motivos ocultistas que ligam à paixão física à Paixão mística, como a rosa e seus espinhos. O erotismo não se expressa explicitamente, portanto, mas na escolha dos objetos roubados: rosas e pitangas; no motivo elementar e ausente do roubo: roubava simplesmente para possuir as rosas, para comer as pitangas; mas, sobretudo, nas descrições ardentes e sensuais da flor e do fruto, cuja adjetivação generosa não deixa dúvidas quanto ao papel alegórico desses elementos na narrativa: “A flor soberana, de pétalas grossas e aveludadas, com vários entretons de rosa-chá. No centro dela a cor se concentrava e seu coração quase parecia vermelho”. Vermelho como as pitangas, que “escondidas na folhagem era preciso buscar às apalpadelas cegas, até sentir o úmido da frutinha”. O colher das pitangas, que muitas vezes, na sua “pressa”, deixava-lhe os dedos “como ensangüentados”, imagem que também é utilizada na descrição da colheita da rosa: “Finalmente começo a lhe quebrar o talo, arranhando-me com os espinhos, e chupando o sangue dos dedos”, chega a sugerir sucessivos defloramentos, dedução que a autora reforça no último parágrafo, quando diz que “as pitangas pedem para ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens”.

Não deixa de ser estranho a autora atribuir à menina o papel de defloradora de virgens. Mas não há como negar que a descrição das rosas e das pitangas são sugestivas evocações do órgão sexual feminino. A evidência da proibição e a presença marcante de uma culpa que deveria, mas não é sentida, são contrapostas à excitação do roubo e à detalhada descrição do processo, feito a duas: “a menina vigiando, eu entrando, eu quebrando o talo e fugindo com a rosa na mão. Sempre com o coração batendo e sempre com aquela glória que ninguém me tirava”. A satisfação do resultado contribui para a perpetuação da brincadeira: “Foi tão bom. Foi tão bom que simplesmente passei a roubar rosas”.

Uma confissão íntima, velada, de algum jogo sexual infantil, arrancado alegoricamente à memória culpada (por não sentir culpa) da mulher adulta? Um texto ocultista, que esconde na aparente simplicidade do tema uma mensagem vedada aos não-iniciados? Uma alusão metalingüística à natureza do exercício do seu mestrado literário? “Não me arrependo” – diz ela, afinal. “Ladrão de rosas e de pitangas tem cem anos de perdão”. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A Abóbada do Mosteiro da Batalha é o centro deste conto. O arquiteto Afonso Domingues, que lutou para por D. João I no trono, está construindo um mosteiro e projetou uma abóbada incrível. Mas em 1401 ele fica cego e el-rei, aconselhado por seus conselheiros, chama um arquiteto irlandês, mestre Ouguet, para concluir o projeto. Ele altera o projeto da abóbada e, logo após a compleição desta, a abóbada desaba sobre ele enquanto ele estava tendo um ataque. El-rei chama Afonso, reconstitui-lhe o emprego e este o aceita após muitas desculpas. Ele então passa três dias de jejum sob a abóbada e morre quando conclui que a abóbada tal como a projetou não cairá. Ouguet, que ria do velho cego, torna-se seu admirador. O que transparece nesse conto é principalmente o nacionalismo de Herculano: o português honrado e que fora guerreiro estava certo, e o estrangeiro arrogante (bretão, ainda por cima) estava errado e arrepende-se humildemente no fina. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A obra, de 1904, é o penúltimo livro machadiano. O romance apresenta como motivação a estória de Pedro e Paulo, os gêmeos, filhos de Agostinhos Santos e Natividade. Os irmãos sempre foram rivais, pois desde o ventre materno brigavam. Para os desgostos da mãe, Pedro e Paulo se desentendiam por qualquer coisa. Pedro, estudante de Direito, era republicano; enquantos Paulo, estudante de Medicina, era monárquico (conservador). Os rapazes adversos se apaixonam pela mesma senhorita, a Flora Batista, a qual deveria escolher entre um deles. Contudo, a inexplicável "namorada" não conseguiu se decidir. Pressionada por esse conflito emocional, ela começa a delirar que esses dois amdos fundiam-se em uma única pessoa, pois para ela, um sem o outro não fazia sentido. O insolúvel triângulo amoroso se desfez diante à morte da moça. O trato de paz durou pouco, como era de suas naturezas, retornaram a brigar. Nem os pedidos da mãe, nem os conselhos de Aires, possuíam forças para estabelecer uma concórdia entre Pedro e Paulo. Eles seguiam na vida, cumprindo a mesma sina dos irmãos bíblicos "Esaú e Jacó", entretanto, em comoção, perante o leito de morte da mãe, prometem tréguas de paz. Já eleitos deputados, moviam todos os esforços para não entrarem em conflito.

Os gêmeos de partidos políticos opostos, começaram a se contradizer politicamente frente aos companheiros partidários. Poucos meses depois. Pedro e Paulo voltaram ao estado natural: completamente irreconciliáveis. As profecias da cabocla do castelo ( mensagem do destino irrevogável) confirmam-se : os filhos de Natividade tornam-se grandes homens e implacáveis inimigos. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Tragédia contemporânea contrastando poesia e vulgaridade. Conserva-se fiel ao expressionismo freudiano e realismo, o autor vem de encontro a preconceitos e inseguranças bem como à falsidade, ao juízo fundado na aparência e a condições unânimes. Arandir testemunha um atropelamento e ao socorrer a vítima, dá-lhe um beijo na boca a pedido do agonizante. É imediatamente acusado de homossexualismo pela imprensa e pela polícia. Ridicularizado perante a opinião pública os amigos e desamparado pela esposa (Selminha) vem a refugiar-se em uma pensão É visitado pelo sogro (Aprígio) que declara-lhe seu ódio, revelando-se apaixonado por ele e com ciúmes pelo fato de Arandir ter-se casado com Selminha e por vir a beijar outro . Com dos tiros Arandir é morto por Aprígio. Fragmento "(...) Em toda a minha vida, a única coisa que salva é o beijo no asfalto (...) É lindo! é lindo, eles não entendem. Lindo beijar quem está morrendo (grita). Eu não me arrependo! Eu não me arrependo." Cale-se. Preste Atenção "O morto é o grande personagem invisível, Arandir ao beijar o agonizante, beijou a morte na boca". veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Em Pau-Brasil, põe em prática as propostas do manifesto do mesmo nome. Na primeira parte do livro, "História do Brasil", Oswald recupera documentos da nossa literatura de informação, dando-lhe um vigor poético surpreendente. Na segunda parte de Pau-Brasil - "Poemas da colonização" -, o escritor revê alguns momentos de nossa época colonial. O que mais chama a atenção nesses poemas é o poder de síntese do autor. No Pau-Brasil há ainda a descrição da paisagem brasileira, de cenas do cotidiano, além de poemas metalingüísticos. (Oswald de Andrade - Pau-Brasil) O Verso livre, o tom de prosa, a simplicidade da linguagem e a extrema condensação, ou síntese, são os principais elementos de modernidade deste poema-metalinguístico, poesia sobre poesia. Ele sugere a idéia da poesia como ingenuidade, surpresa, e também imaginação, invenção, magia, liberdade, na medida em que é associada ao universo infantil: um universo sem fronteiras entre sonho e realidade, um universo poético, portanto, que pode ensinar ao adulto, talvez não exatamente a descoberta, mas a redescoberta da poesia. Pronominais Dê-me um cigarro Diz a gramática Do professor e do aluno E do mulato sabido Mas o bom negro e o bom branco Da nação brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro (Oswald de Andrade - Pau-Brasil) Aqui, a valorização da linguagem coloquial, popular, próxima da vida, opõe a gramática, o professor e o mulato sabido ( ou seja, a escola, a regra, a norma, o pedantismo), ao bom negro e ao bom branco da Nação brasileira: nacionalismo e crítica ao "mestiço", que lembra Gregório de Matos. O Capoeira - Qué apanhá sordado? - O quê? - Qué apanhá? Pernas e cabeças na calçada (Oswald de Andrade - Pau-Brasil) A idéia de luta é sugerida apenas por um diálogo-relâmpago, tipicamente popular (note o texto escrito copia a oralidade) e pela metonímia (pernas e cabeças na calçada - a parte pelo todo), que ilustra o estilo teegráfico, extremamente sintético, de Oswald de Andrade. Segundo Antônio Cândido , Oswald foi o inaugurador, em nossa literatura, da transposição de técnicas de cinema - "montagem" de cenas, tentativa de descontinuidade para causar a impressão de "imagens simultâneas" - para o texto literário. Relicário No baile da corte Foi o conde d'Eu quem disse Pra Dona Benvinda Que farinha de Suruí Pinga de Parati Fumo de Baependi É comê bebê pitá e caí (Oswald de Andrade - Pau-Brasil) Este poema é representativo da proposta Pau-Brasil de poesia de exportação. Recontar momentos significativos da história da colonização do Brasil de maneira irônica, crítica, como na cena de Relicário . Nela, um personagem histórico, o Conde d'Eu, no baile da Corte, conversa com Dona Benvinda uma "conversa de cozinha": rítmica, folclórica, engraçada, surpreendente para o contexto do baile da Corte. Note que o relicário significa recinto ou lugar especial, próprio. Está na impropriedade, então, este contexto e tipo de conversa, a ironia e a blague (a piada) oswaldianas. Canção de Regresso à Pátria Minha terra tem palmares Onde gorjeia o mar Os passarinhos daqui Não cantam como os de lá Minha terra tem mais rosas E quase que mais amores Minha terra tem mais ouro Minha terra tem mais terra Ouro terra amor e rosas Eu quero tudo de lá Não permita Deus que eu morra Sem que eu volte para lá Não permita Deus que eu morra Sem que eu volte para São Paulo Sem que eu veja a rua 15 E o progresso de São Paulo (Oswald de Andrade - Pau-Brasil) Esta é a primeira paródia modernista da Canção do Exílio de Gonçalves Dias, poeta romântico. Hino à nacionalidade, o poema original apresenta uma visão ufanista, idealizadora da pátria. Em sua paródia, Oswald de Andrade troca palmeiras por palmares, mostrando, assim, o nacionalismo crítico dos modernistas: minha terra tem opressão, escravidão, dominação e também lutas pela libertação. Palmares é o nome do mais famoso quilombo para onde fugiam os escravos. Há, também, uma referência clara, ao progresso de São Paulo - símbolo do desenvolvimento econômico do país - que se opõe à valorização da natureza presente no poema de Gonçalves Dias. Ao dizer que os passarinhos daqui, isto é, do estrangeiro, não cantam como os de lá - os do Brasil - Oswald relativiza o juízo de valor, a idéia da superioridade de nossa fauna e de nossa flora em relação à Europa, afirmando a diferença em oposição ao que se encontra em Gonçalves Dias. O verso E quase que mais amores acentua a relativização do patriotismo romântico a que nos referimos e, finalmente, a ausência de pontuação, especialmente em Ouro terra amor e rosas, acaba de configurar a modernidade da Canção de Regresso à Pátria: poema paródico que, aparentemente imitando o texto a partir do qual foi escrito, o que faz, na verdade, é inverter o seus sentidos através da sátira. A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos. O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança. Toda a história bandeirante e a história comercial do Brasil. O lado doutor, o lado citações, o lado autores conhecidos. Comovente. Rui Barbosa: uma cartola na Senegâmbia. Tudo revertendo em riqueza. A riqueza dos bailes e das frases feitas. Negras de Jockey. Odaliscas no Catumbi. Falar difícil. O lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportado e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos. O Império foi assim. Eruditamos tudo. Esquecemos o gavião de penacho. A nunca exportação de poesia. A poesia anda oculta nos cipós maliciosos da sabedoria. Nas lianas da saudade universitária. Mas houve um estouro nos aprendimentos. Os homens que sabiam tudo se deformaram como borrachas sopradas. Rebentaram. A volta à especialização. Filósofos fazendo filosofia, críticos, critica, donas de casa tratando de cozinha. A Poesia para os poetas. Alegria dos que não sabem e descobrem. Tinha havido a inversão de tudo, a invasão de tudo : o teatro de tese e a luta no palco entre morais e imorais. A tese deve ser decidida em guerra de sociólogos, de homens de lei, gordos e dourados como Corpus Juris. Ágil o teatro, filho do saltimbanco. Agil e ilógico. Ágil o romance, nascido da invenção. Ágil a poesia. A poesia Pau-Brasil. Ágil e cândida. Como uma criança. Uma sugestão de Blaise Cendrars : - Tendes as locomotivas cheias, ides partir. Um negro gira a manivela do desvio rotativo em que estais. O menor descuido vos fará partir na direção oposta ao vosso destino. Contra o gabinetismo, a prática culta da vida. Engenheiros em vez de jurisconsultos, perdidos como chineses na genealogia das idéias. A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos. Não há luta na terra de vocações acadêmicas. Há só fardas. Os futuristas e os outros. Uma única luta - a luta pelo caminho. Dividamos: Poesia de importação. E a Poesia Pau-Brasil, de exportação. Houve um fenômeno de democratização estética nas cinco partes sábias do mundo. Instituíra-se o naturalismo. Copiar. Quadros de carneiros que não fosse lã mesmo, não prestava. A interpretação no dicionário oral das Escolas de Belas Artes queria dizer reproduzir igualzinho... Veio a pirogravura. As meninas de todos os lares ficaram artistas. Apareceu a máquina fotográfica. E com todas as prerrogativas do cabelo grande, da caspa e da misteriosa genialidade de olho virado - o artista fotógrafo. Na música, o piano invadiu as saletas nuas, de folhinha na parede. Todas as meninas ficaram pianistas. Surgiu o piano de manivela, o piano de patas. A pleyela. E a ironia eslava compôs para a pleyela. Stravinski. A estatuária andou atrás. As procissões saíram novinhas das fábricas. Só não se inventou uma máquina de fazer versos - já havia o poeta parnasiano. Ora, a revolução indicou apenas que a arte voltava para as elites. E as elites começaram desmanchando. Duas fases: 10) a deformação através do impressionismo, a fragmentação, o caos voluntário. De Cézanne e Malarmé, Rodin e Debussy até agora. 20) o lirismo, a apresentação no templo, os materiais, a inocência construtiva. O Brasil profiteur. O Brasil doutor. E a coincidência da primeira construção brasileira no movimento de reconstrução geral. Poesia Pau-Brasil. Como a época é miraculosa, as leis nasceram do próprio rotamento dinâmico dos fatores destrutivos. A síntese O equilíbrio O acabamento de carrosserie A invenção A surpresa Uma nova perspectiva Uma nova escala. Qualquer esforço natural nesse sentido será bom. Poesia Pau-Brasil O trabalho contra o detalhe naturalista - pela síntese; contra a morbidez romântica - pelo equilíbrio geômetra e pelo acabamento técnico; contra a cópia, pela invenção e pela surpresa. Uma nova perspectiva. A outra, a de Paolo Ucello criou o naturalismo de apogeu. Era uma ilusão ética. Os objetos distantes não diminuíam. Era uma lei de aparência. Ora, o momento é de reação à aparência. Reação à cópia. Substituir a perspectiva visual e naturalista por uma perspectiva de outra ordem: sentimental, intelectual, irônica, ingênua. Uma nova escala: A outra, a de um mundo proporcionado e catalogado com letras nos livros, crianças nos colos. O redame produzindo letras maiores que torres. E as novas formas da indústria, da viação, da aviação. Postes. Gasômetros Rails. Laboratórios e oficinas técnicas. Vozes e tics de fios e ondas e fulgurações. Estrelas familiarizadas com negativos fotográficos. O correspondente da surpresa física em arte. A reação contra o assunto invasor, diverso da finalidade. A peça de tese era um arranjo monstruoso. O romance de idéias, uma mistura. O quadro histórico, uma aberração. A escultura eloquente, um pavor sem sentido. Nossa época anuncia a volta ao sentido puro. Um quadro são linhas e cores. A estatuária são volumes sob a luz. A Poesia Pau-Brasil é uma sala de jantar domingueira, com passarinhos cantando na mata resumida das gaiolas, um sujeito magro compondo uma valsa para flauta e a Maricota lendo o jornal. No jornal anda todo o presente. Nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo. Ver com olhos livres. Temos a base dupla e presente - a floresta e a escola. A raça crédula e dualista e a geometria, a algebra e a química logo depois da mamadeira e do chá de erva-doce. Um misto de "dorme nenê que o bicho vem pegá" e de equações. Uma visão que bata nos cilindros dos moinhos, nas turbinas elétricas; nas usinas produtoras, nas questões cambiais, sem perder de vista o Museu Nacional. Pau-Brasil. Obuses de elevadores, cubos de arranha-céus e a sábia preguiça solar. A reza. O Carnaval. A energia íntima. O sabiá. A hospitalidade um pouco sensual, amorosa. A saudade dos pajés e os campos de aviação militar. Pau-Brasil. O trabalho da geração futurista foi ciclópico. Acertar o relógio império da literatura nacional. Realizada essa etapa, o problema é outro. Ser regional e puro em sua época. O estado de inocência substituindo o estada de graça que pode ser uma atitude do espírito. O contrapeso da originalidade nativa para inutilizar a adesão acadêmica. A reação contra todas as indigestões de sabedoria. O melhor de nossa tradição lírica. O melhor de nossa demonstração moderna. Apenas brasileiros de nossa época. O necessário de química, de mecânica, de economia e de balística. Tudo digerido. Sem meeting cultural. Práticos. Experimentais. Poetas. Sem reminiscências livrescas. Sem comparações de apoio. Sem pesquisa etimológica. Sem ontologia. Bárbaros, crédulos, pitorescos e meigos. Leitores de jornais. Pau-Brasil. A floresta e a escola. O Museu Nacional. A cozinha, o minério e a dança. A vegetação. Pau-Brasil. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Edu sonha em ser médico, mas nem dinheiro para o cursinho tem. Já seu amigo Rogério só pensa em se divertir. Camila quer ser atriz, mas o pai é contra. Kátia, filha da socialite Yeda Maravilha, mesmo não se identificando com a vida da mãe, não pensa muito em estudar e trabalhar. A vida desses jovens está prestes a mudar. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Cancioneiro é composto por poemas líricos, rimados e metrificados, de forte influência simbolista. É do Cancioneiro um dos poemas mais célebres de Pessoa, Autopsicografia, em que reflete sobre o fazer poético: "O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm." O leitor atento há de perceber que o poeta parte de uma dor sua, real, integral. Só quem sente uma dor pode fingir outra que não sente. Só quem tem personalidade pode ser ator. Como Fernando Pessoa. Já os leitores, lêem no poema a dor ou o sentimento que lhes falta e que gostariam de ter. Sentem-na ao atribuí-la a poeta. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Makarenko e a pedagogia socialista

o professor soviético, Anton Makarenko, 1888-1939, propõe a escola baseada no trabalho produtivo. A escola seria uma comunidade, um coletivo que produza bens econômicos.
Os Educandos fazem parte de uma comunidade de vida. Sua liberdade se acha limitada pelos interesses do grupo. O coletivo é uma célula da grande sociedade comunista. No coletivo não se a prepara para a vida, mas vive-se através do trabalho, da disciplina e do sentimento do dever, que constituem as bases da solidariedade humana. A vontade do grupo deve prevalecer sobre a vontade individual.
A União Soviética enfrentou o problema de organizar uma sólida estrutura educativa estatal,. A escola seria única de sete anos, depois estendida para dez anos. Deu-se ao ensino um caráter politécnico, para familiarizar os alunos com as bases cientificas e os aspectos técnico-práticos das atividades produtivas industriais e agrícolas. A educação tornou-se gratuito. Para a reorganização da educação, as idéias de Makarenko foram de grande utilidade e predominaram não só na organização das escolas, mas também na organização da juventude comunista e em outras associações de jovens.
PILETTI, Claudino e Nelson, Filosofia e Historia da Educação, 7.ª edição, 1988, editora Ática, São Paulo,SP veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
CONVERSAS COM QUEM GOSTA DE ENSINAR
ALVES,Rubem
Coleção Polêmicas do Nosso Tempo
Editora Cortez – Autores Associados
25ª edição 1991

Resumo:

Professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor.Educador não é profissão; é vocação. É toda vocação nasce de um grande amor, de uma esperança.
Profissões e vocações são como plantas. Vicejam e florescem em nichos ecológicos. Destruído esse habitat, a vida vai se encolhendo, murchando, fica triste, entra para o fundo da terra. Até sumir. Uma vez cortada à floresta virgem, tudo muda. É bem verdade que é possível plantar eucaliptos, essa raça cresce depressa, para substituir as velhas árvores. Pode ser que educadores sejam confundidos com professores, da mesma forma como se dizer: jequitibás e eucaliptos.

Os educadores são como as velhas árvores. Possui uma fase, um nome, uma “estória” a ser contada. Habitam um mundo em que o que vale é a relação que os liga aos alunos, sendo que cada aluno é uma entidade, portador de um nome, de uma ‘estória, sofrendo. Tristeza e alimentando esperança. E a educação é algo pra acontecer neste espaço invisível e denso, que se estabelece a dois. Espaço artesanal.

Mas professores são habitantes de um mundo diferente, onde o educador pouco importa, pois o que interessa é um crédito cultural que o aluno adquire numa disciplina identificada por uma sigla, para fins institucionais, nenhuma diferença faz aquele que a ministros.
De educadores para professores realizamos o salto pessoa para funções.

Segundo o autor, grande parte das pessoas que entram no campo das ciências sociais havia pensado, em algum momento de sua vida, em seguir uma vocação religiosa. Acontece que a ética religiosa cristã clássica sempre foi muito clara ao indicar que a moralidade de uma ação se baseia na intenção. Com o advento do utilitarismo, a pessoa passou a ser definida pela sua produção; a identidade é engolida pela função. Quando alguém nos pergunta o que somos, respondemos inevitavelmente dizendo o que fazemos com esta revolução instaurou-se a possibilidade de se gerenciar e administrar a personalidade.

O educador habita um mundo em que a interioridade faz uma diferença, em que as pessoas se definem por suas visões, paixões, esperanças e horizontes utópicos. O professor é o funcionário de um mundo dominado pelo Estado e pelas empresas. É uma entidade gerenciada, administrada segundo a sua excelência funcional. Freqüentemente o educador é mau funcionário, porque o ritmo do mundo do educador não segue o ritmo do mundo da instituição.

Descobriu-se que a educação, como tudo o mais, tem a ver com instituições, classes, grandes unidades estruturais, que funcionam como se fossem coisas, regidas por leis e totalmente independentes dos sujeitos envolvidos. A realidade não se move por intenções, desejos, tristezas e esperanças. A interioridade foi engolida. É justo que nos preocupemos com pessoas, mestres e aprendizes. Mas não é neste nível que se encontram as explicações, a ciência do real. Reprodução aparelho ideológico de Estado. A paixão é o segredo do sentido da vida.”Cada pessoa que entra em contato com a criança é um professor que incessantemente lhe descreve o mundo, até o momento em que a criança é capaz de perceber o mundo tal como foi descrito”. Professores que não sabem que são professores, sem créditos em didática nem conhecimento de psicologia.

Todo cientista que se preza faz a crítica às ideologias, vê com clareza, percebe o equívoco dos outros. Cada teoria social é uma teoria pessoal, falar no impessoal, sem sujeito, não passa de uma consumada mentira, um passe de mágica que procura fazer o perplexo leitor acreditar que não foi alguém muito concreto que escreveu o texto, mas um sujeito universal que contempla a realidade fora dela.Não é preciso reconhecer que o mundo dos operários é diferente do mundo dos intelectuais, as diferenças se encontram em categorias menos abrangentes. Acontece com os seus corpos faz uma diferença, e que nem tudo pode ser reduzido á sua classe social. É possíveis que o pensamento livre de valores seja um ideal, com toda a certeza ele não é uma realidade em parte alguma.

A significação humana de um conceito como o de classe social e a sua possível eficácia política se derivam do fato de que uma classe é uma forma social de se manipular o corpo, pois o propósito de toda educação é a domesticação do corpo.

Dispomos de métodos de análises do que nos permitem compreender cm rigor certas relações estruturalmente determinas.

Escolas são instituições tardias e apertadas, enquanto a educação tem a idade do nascimento da cultura do homem, que fazem os mestres - pais, mães, irmãos, sacerdotes, padrinhos - senão ensinar a um aprendiz o uso correto do seu corpo. E o corpo aprende a fazer as necessidades fisiológicas nos lugares e tempos permitidos, a conquistar o relógio biológico e a acordar segundo o tempo convencional das atividades socialmente organizadas, a se disciplinar como guerreiro, como artistas ou como puro cérebro.

Voltar ao corpo como grande razão tem sentido político, porque é o corpo que dispõe de um olfato sensível aos aspectos qualitativos da vida social. Pedagógico, porque a sabedoria do corpo o impede de sentir, aprender, processar, entender, resolver problemas que não desejam diretamente ligados as suas condições concretas. O corpo só preserva as idéias que lhe sejam instrumentos ou brinquedos, que lhe sejam úteis, que o estendam.

A palavra é o testemunho de uma ausência. Ela possui uma intenção mágica, a de trazer á existência o que não está lá... A intenção de manter viva a promessa do retorno.Um dos ardis da palavra está em que ela req6uentemente significa o oposto do que enuncia. Porém, toda palavra pe para ser acreditadas. O educador fala ás pessoas e assim constrói as bases que tornam possível o mundo humano, mas esta construção depende da capacidade do educador de usar os símbolos que circulam ente as pessoas comuns. O conteúdo de nossa fala sobre a educação é fazer com que pensássemos sobre pecualidades do nosso discurso no ato esmo de educar.

O conhecimento já nasce solidário com o corpo e faz com que o corpo faça o que tem de fazer.
Repetição sem fim. Cada geração reproduz a outra. Graças à repetição e á reprodução a vida é possível.

Educação é o processo pelo qual aprendemos uma forma de humanidade. E ele é mediado pela linguagem. Aprender o mundo humano é aprender numa linguagem, porque os limites da minha linguagem denotam os limites do meu mundo.

A massa de informações que me atinge a cada momento é filtrada, selecionada, organizada, estruturada pela mediação da linguagem. E é este mundo estruturado que eu posso conhecer e é em relação a e a que se organiza o meu comportamento.

A linguagem tem a possibilidade de fazer curtos-circuitos em sistemas orgânicos intactos, produzindo úlceras, impotência ou frigidez, carregam consigo as proibições, as exigências e expectativas o á personalidade do homem se forma por este complexo lingüístico.Os leigos pensam em decorrência dos seus hábitos de linguagem; os cientistas em decorrência da exigência da lógica e da investigação.Ser capaz de dizer a verdade como ela é, usa o empirismo, para consolidar a ruptura por meio de explicações psicológicas das origens das idéias e das palavras.

OBJETO – ESTÍMULO -- IMPRESSÃO -- IDÉIA—PALAVRA

Devemos tomar cuidado sobre o discurso ideológico é um mascaramento dos valores que realmente revelam os nossos investimentos emocionais, os únicos que conduzem á ação.A questão de valores deixa lugar ao político e materialista, numa utopia, numa esperança, num paraíso futuro, são discursos que nascem do amor e provocam o amor a ação se mistura com eles, como a atividade criadora que traz á existência aquilo que ainda não existe.
O educador se desculpa apontando para as leis do capitalismo. A escola é aparelho ideológico do Estado, sua autonomia e relativa, muito pequena e no final o processo desemboca na reprodução.Grande parte das misérias da educação decorre dos acordos mesquinhos que educadores e cientistas estabelecem entre si.

Ao tratar da educação, eu prefiro me concentrar a análise institucional, pois ela se abre numa esfera em que a minha decisão conta, em que as pequenas alianças fazem uma diferença, em que o indivíduo e os grupos reduzidos ganham significação. Porque é somente a partir de pessoas concretas, de carne e osso a linguagem é falada.

Quanto ao método, a precisão mão é o único critério para a escolha do método, pois o uso rigoroso de um método não pode ser o critério inicial e final na determinação da pesquisa.
Não se pode entender o processo educacional, na sua totalidade, se não se levar em conta fatores de ordem biológica, psicológica, social, econômica e política.

O ponto inicial de uma pesquisa deve ser a relevância do problema. Devemos avaliar individualmente o desempenho de uma pessoa. O rigor metodológico pode deixar de ser um ideal científico válido e se transformar num artifício institucional pelo qual as instituições mais criativas são bloqueadas. É necessário que nos lembremos de que o rigor metodológico é apenas uma ferramenta provisória.
O método se subordina a uma construção teórica. Quando as construções teóricas dominantes entram em colapso, a permanência do método que lhes era próprio, só conduz a equívocos cada vez maiores.

É necessário saber discriminar os problemas que merecem e devem ser investigados. Este poder de discriminação não nos vem da ciência. A ciência só nos pode oferecer métodos para explorar, organizar, explicar e testar problemas escolhidos. Ela não pode dizer o que é importante ou não. A escolha dos problemas é um ato anterior á pesquisa, que tem a ver com os valores do investigador.

A ciência pela ciência é uma ilusão d cientistas que se fecham em seus laboratórios ou mundos mentais. Não é possível ao investigador ficar de fora dos problemas que ele investiga. É necessário tomar partido.A pretensão do educador é ser não apenas uma peça manipulada, mas um agente que toma a iniciativa.

Ter consciência da sua situação estratégica é ter consciência de o serviço de quem o pesquisador se encontra. Sabe-se que os processos de educação são processos de controle. Pela educação o educando aprende as regras das relações sociais dominantes e adquire as informações de quem irão transformá-lo em um cidadão atuante.

Tecnólogos hoje valem mais do que filósofos porque o seu conhecimento pode ser facilmente transformado em formas políticas e econômicas de poder. O ato de pesquisa é um ato político.

Educação e política têm a mesma função; controlar o comportamento. Na educação busca-se levar o indivíduo a aceitar voluntariamente as regras do jogo social. O educador consciente de que a função social da educação é reduplicar a sociedade, mas consciente ao mesmo tempo de que freqüentemente é a própria ordem social que se constitui num problema. A abordagem adequada do problema contemplaria a necessidade de mudanças sociais. Ou educação para a integração, na linha de uma engenharia do comportamento, ou educação par a transformação, na linha de uma engenharia da ordem social.

A ciência não poderá ajudá-lo na tomada de decisão. Ela poderá simplesmente ajudá-lo a antever as conseqüências de sua decisão, uma vez tomada.

Para pesquisar, a nível filosófico, seria questionar os cenários, as estruturas, os pressupostos comumente aceitos sem exame. A filosófica o que se busca é questionar o conhecimento familiar de que lançamos mão pa explicar nossas práticas cotidianas. Em relação à educação compete á filosofia fazer as perguntas embaraçosas acerca das ilusões e das ideologias da educação, buscar as sínteses criativas e construir novas sínteses a partir de conceitos divorciados de homens de carne e osso. O filósofo tende a se tornar um profissional do conceito. Ele trabalha dentro de um esquema rígido d divisão de trabalho na qual a única matéria prima de que dispõe são suas idéias. É necessário que o filósofo trabalhe com as idéias poderosas para informar a ação. A missão do filósofo é sentir os sofrimentos dos oprimidos, ouvir as suas esperanças, elabora-las de forma conceptual há um tempo rigorosos e compreensível e devolvê-las àqueles de onde surgiram. A tarefa do filósofo não é gerar, mas partejar, não é criar, mas permitir que aquilo que está sendo criado venha á luz.

Na pesquisa científica é natural qual a relevância do problema seja colocada em segundo plano.Nenhum indivíduo pode levar a cabo uma pesquisa. Ele em de pertencer a instituições ricas o bastante par possuir tais recursos. As pesquisas são financiadas por convênios com organização cujo interesse é puramente econômico. O conhecimento científico é feito sob encomenda, vendido e comprado. O que se deseja é uma receita simples para um problema prático com que se defronta.Além da dificuldade do seu tratamento metodológico e do fato de que ninguém faz encomendas de conhecimento a cerca do todo, existe esta postura ideológica par justificar a prática científica.

A situação estratégica da Universidade é ta que a maior resistência deve vir dos interesses econômicos e políticos. O produto deve ser lançado ao mercado o mais rapidamente possível, pois só assim virão. Os dividendos dos investimentos anteriores da pesquisa.

Mensagem

Existem professores e educadores. A diferença que existe entre eles é o amor.São confundidos assim com se confundem jequitibás e eucaliptos. Na analogia jequitibás são os educadores, arvores rara que demora crescer. Preocupa-se com a relação alunos de forma que interioriza, definida por sua paixão, sonhos e esperanças. E os professores, são como eucaliptos, nascem em qualquer lugar sem nascem em qualquer lugar, ensina a profissão. Que se interessa no crédito cultural das disciplinas que é dominado e segue leis a partir de um interesse de sistemas, qualquer um que ensina é professor.

Deve se acordar para a expressão, o educador deve saber discursar no ato de educar, saber usas os símbolos e palavras, que circulam ente os educandos. Acordar as teorias que são postas em formas pessoais, o pensamento livre de valores seja um ideal, máster a certeza que não é uma realidade em parte alguma.

O nascimento nasce com o corpo e o que aprendemos no mundo é uma linguagem adequada e trabalhamos com ela para liberar nossos pensamentos, ideologias, sentimentos e provocar a ação.

O processo educacional deve ser entendido junto com os fatores biológicos, sociais e políticos da criança. Deve-se escolher os problemas de questão educacional e pesquisa-los, onde o educador tem que ser um agente que toma iniciativas. Por sua vez, hoje, o educando é manipulado conforme os interesses da sociedade, que controla o seu comportamento e é orientada à integração a vida social. Filosoficamente devemos analisar os cenários para explicar a rotina, com consciência tranqüila e o uso da certeza lógica, trabalhar com idéias poderosas para informar a ação, tendo o objetivo de criar e usufruir a criação. A nível científico o objetivo é a economia, a exploração e conquista de um produto com lucros rápidos. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


Clique abaixo para ver um pouco do Programa Zmaro
Humor inteligente de forma descontraída...

 

De grão em grão a galinha enche o bico!!!
Contribua com o PobreVirtual e Programa Zmaro. Curta, comente e compartilhe o Programa Zmaro nas suas redes sociais.
Envie seus resumos, receitas, dicas, provérbios e o que mais tiver para comaprtilhar no PobreVirtual e no Programa Zmaro. Basta acessar
www.pobrevirtual.com.br/fale
Ou se preferir você pode contribuir financeiramente depositanto qualquer valor em qualquer lotérica (Caixa Econômica Federal): agência 1998, operação 013, Poupança número 8155-0, ou veja outros meios em www.Zmaro.tv/doe 
Livros e cursos são caros, me ajude a aprender novas linguagens para lhe ensinar melhor e incrementar este site com várias novidades. Quando você passar em frente a uma lotérica, lembre-se que existe alguém que precisa muito desta(s) moedinha(s), ponha a mão no bolso e perca alguns segundos do seu tempo e faça um depósito. Pegue aquela moedinha que vai acabar caindo do seu bolso e dê um bom destino a ela.