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A Nova Califórnia - Lima Barreto
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Este livro é dividido em três partes: A Terra, O Homem e A Luta. A Terra é uma descrição detalhada feita pelo cientista Euclides da Cunha, mostrando todas as características do lugar, o clima, as secas, a terra, enfim. O Homem é uma descrição feita pelo sociólogo e antropólogo Euclides da Cunha, que mostra o habitante do lugar, sua relação com o meio, sua gênese etnológica, seu comportamento, crença e costume; mas depois se fixa na figura de Antônio Conselheiro, o líder de Canudos. Apresenta se caráter, seu passado e relatos de como era a vida e os costumes de Canudos, como relatados por visitantes e habitantes capturados. Estas duas partes são essencialmente descritivas, pois na verdade "armam o palco" e "introduzem os personagens" para a verdadeira história, a Guerra de Canudos, relatada na terceira parte, A Luta. A Luta é uma descrição feita pelo jornalista e ser humano Euclides da Cunha, relatando as quatro expedições a Canudos, criando o retrato real só possível pela testemunha ocular da fome, da peste, da miséria, da violência e da insanidade da guerra. Retratando minuciosamente movimento de tropas, o autor constantemente se prende à individualidade das ações e mostra casos isolados marcantes que demonstram bem o absurdo de um massacre que começou por um motivo tolo - Antônio Conselheiro reclamando um estoque de madeira não entregue - escalou para um conflito onde havia paranóia nacional pois suspeitava-se que os "monarquistas" de Canudos, liderados pelo "famigerado e bárbaro Bom Jesus Conselheiro" tinham apoio externo. No final, foi apenas um massacre violento onde estavam todos errados e o lado mais fraco resistiu até o fim com seus derradeiros defensores - um velho, dois adultos e uma criança. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Cancioneiro é composto por poemas líricos, rimados e metrificados, de forte influência simbolista. É do Cancioneiro um dos poemas mais célebres de Pessoa, Autopsicografia, em que reflete sobre o fazer poético: "O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm." O leitor atento há de perceber que o poeta parte de uma dor sua, real, integral. Só quem sente uma dor pode fingir outra que não sente. Só quem tem personalidade pode ser ator. Como Fernando Pessoa. Já os leitores, lêem no poema a dor ou o sentimento que lhes falta e que gostariam de ter. Sentem-na ao atribuí-la a poeta. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Rubião é desses autores que estão um tanto esquecidos. Um dos precursores do realismo fantástico no Brasil (outros atribuem este início ao - infelizmente - pouco lido Rosário Fusco). "O Convidado" é um livro com nove contos que foi editado nos anos 70. À primeira vista as histórias causam um estranhamento, é inevitável, entretanto são ali tratados assuntos profundamente filosóficos. O que deixou Rubião conhecido foram as epígrafes, invariavelmente trechos da Bíblia. Note-se o objetivo de Murilo neste livro: 1) anunciar o fato; 2) deixar o leitor perplexo diante do fato; 3) fazer com que o leitor se acostume ao fato - seja ele estranho ou não. Todavia, ele quer, em seus nove contos, apenas uma coisa: retratar o absurdo da condição humana. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Na melhor tradição romântica, Lucíola é um livro onde se debatem paixões tórridas e contraditórias. O amor que não resiste às barreiras sociais e morais. Assim é o romance da bela Lúcia, a mais rica e cobiçada cortesã do Rio de Janeiro, e Paulo, um jovem modesto e frágil. Um romance que sacode a corte e provoca um excitado burburinho na sociedade. De um lado a mulher que, sendo de todos, jurava não prender-se a nenhum homem, de outro o homem em dúvida entre o amor e o preconceito.José de Alencar utiliza este instigante argumento para descrever a enorme atração física entre um homem e uma mulher. A pena moralizadora do escritor busca a idealização espiritual da prostituta que quer se modificar e a alma pura de Paulo cuja amor arrebatador supera todas as barreiras. Lucíola é um dos mais curiosos trabalhos de José de Alencar. Há nele um clima de sensualidade constante combinado com o ardor e sofrimento, bem no clima da literatura romântica que predominava na segunda metade do século passado quando foi escrito este romance. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
GARCIA, Regina L. Revisitando a Pré-escola. 3.ª edição. São Paulo: Cortez, 1997.

Este livro discute uma proposta política empenhada em democratizar o acesso aos bens culturais.

O VALOR DAS INTERAÇÕES SOCIAIS PARA A APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA

As interações sócias estabelecidas entre as crianças e destas com os adultos podem contribuir pra emergência de conhecimentos mais complexos durante o processo de aprendizagem. É a teoria de Vygotsky que orienta esta investigação.
No final da década de 80, a alfabetização vem sendo pensada numa perspectiva de valorizar a construção do conhecimento da leitura e da escruta, dando importância a interação social como motor dessa construção, apropriando-se de diálogos, interlocução e confronto de pontos de vista entre sujeitos envolvidos neste processo.

Uma Experiência de alfabetização na Abordagem Sócio-Interacionista
Esta baseia-se na proposição de atividades significativas e desafiadoras que favorece o emergir dos conhecimentos e amplia o universo simbólico dos sujeitos.
Trabalhar na produção coletiva de textos, investigando o cotidiano da sala de aulas e as interações sociais m esta fundamentada no pressuposto de que as crianças antes de ingressarem na escola já detêm um conhecimento do sistema lecto-escrita. Como coloca Teberosky, as crianças não são totalmente iletradas, por isso mão saber ler e escrever e desconhecer padrões formais do sistema da escrita não são motivos pra que a escola se esquive de trabalhar com textos.
Para isso deve se analisar os processos interacionais estabelecidos entre parceiros e adulto como: repetição, associação, percepção de que a escrita serve para registrar a fala.
Durante o processo interacional compartilhar repetições, mesclá-las a diferentes formas de associações são comportamentos presentes no decorrer da construção de texto. Repetir intui-se assegurar-se do saber, imitando e reafirmando a idéia do outro. Essa imitação verbal na perspectiva walloniana consolida o colocado no grupo.
A estratégia de associação revela um outro modo de apropriação do conhecimento, trazendo o conhecimento formal par aperto de si. Na perspectiva piagentiana a atitude de associar revela uma tentativa de acomodar o conhecimento que esta tendo acesso.

A Escrita vista Pelos Alfabetizandos como Instrumento de Registro da Fala
O processo interacional incentivado em sala de aula contribui para o conhecimento da construção do conhecimento, contribuindo de modo significativo para que a escola exerça com maior propriedade a sua função, isto é, seja capaz de transmitir os conhecimentos acumulados pela humanidade de maneira vida e interessante.m melhorando a qualidade do ensino no processo de alfabetização.

A CRIANÇA DA EDUCAÇÃO INFANTIL E O MUNDO LETRADO
A criança vive numa sociedade letrada muito antes de entrar na escola. A aquisição da língua escrita é imprescindível para que ela tenha ampliada as suas possibilidades de entender e intervir na realidade. Entretanto, nem todas apresentam interesse pela alfabetização durante a educação infantil, pois ainda não estão motivadas. A criança quando motivada quer entender como se escreve e lê certa palavra e se torna capaz de construir suas categorias de pensamento, organizar suas idéias e assim entender o que deseja.

A Alfabetização na Educação Infantil
Antes dos anos 70, acreditava-se que as crianças não possuíam nenhum entendimento ou conhecimento com relação a escrita.
A realidade atual nas escolas infantis esta muito diferente daqueles descritas nas décadas passadas. Sabemos que as crianças não precisam freqüentar uma escola para terem contado com a escrita, portando, a criança convive com a leitura e escrita em todos os momentos, manejando historias infantis, lendo embalagens, observando outdoors, propagandas, vitrines, entre outros. Quanto mais se oferecer a criança o contado com diferentes linguagens, maior será seu universo cultural. As escolas precisam estar atentas ao momento certo de começar a introduzir a alfabetização.
O desenvolvimento da linguagem escrita não é a única razão de ser da educação pré-escolar, deve se preocupar em desenvolver ações que envolvam o conhecimento, socialização, construção da autonomia, criatividade, solidariedade, cooperação e autoconfiança. Proporcionar um ambiente desafiador, respeitando a espontaneidade e a criatividade da criança, favorecendo informações sobre o mundo que a cerca, satisfazendo as necessidades emocionais, sociais e físicas.
Durante muitos anos, acreditou se que ela tinha funções de formar hábitos atitudes e prepará-las para o ingresso a 1.ª serie. Priorizava atividades que envolvessem desenhar, recortar, colar, pintar, modelar, correr, ouvir, cantar, entre outros.
Nas décadas de 60 e 70, segundo o ABC, testes de prontidão, acreditavam-se que a criança poderia ou não começar sua aprendizagem sistemática se tivesse um mínimo de maturidade, coordenação motora, bom quociente intelectual e um mínimo de linguagem.
Hoje, com as mudanças, a pré-escola tem que dar contato a leitura e a escrita, tomando da realidade e dos conhecimentos infantis com ponto de partida e os ampliando, através de atividades que tem significado concreto, assegurando novas aquisições de conhecimento.
Porem pra Cagliari aos 5 anos uma criança já esta mais do quem pronta a ser alfabetizada, mas isso não significa que ela queira ser alfabetizada. O mais importante não é a idade mas a vontade do aluno de se alfabetizar.
Aprender a ler e escrever requer integração, natureza intuitiva usar apropriadamente a língua como instrumento de comunicação. Exige um determinado estagio de amadurecimento global. Enquanto esse estágio não tiver sido atingido pela criança, não convém forçá-la a adquirir uma habilidade que ainda não esta preparada.
Lima escolhe a idade de 7 anos para alfabetizar por achar que estão capacitadas por já possuírem, uma estrutura mental operatória e compreender regras e obedecê-las e organizar-se no mundo e organizá-lo.
Tais opiniões geram conflitos na educação infantil.
Para Cagliari, alfabetizar é aprender ler e escrever, quando o aprendiz descobre como o sistema de escrita funciona, aprende a ler e decifrar a escrita.
Kramer e Abramoray entendem a alfabetização como um processo ativo, em permanente construção, acredita que na pré-escola deve extrapolar as vogais, escreve ro nome contar de zero a dez. na rede privada, a ansiedade dos pais está relacionado a um melhor aproveitamento do ano escolar considerando o investimento financeiro.
Ávila defende a idéia de uma adaptação ao processo não tornando a pré-escola uma primeira serve, mas também não retirando das paredes vestígios de escrita.
Para Ferreiro, na sala de aula pré-escolar deve haver coisas para ler. Ela se alfabetiza de acordo com os estímulos e o meio em que está inserido, não precisamos forçar assim uma alfabetização precoce. Oferecer um contado com a leitura e a escrita permite experiências novas, mas em nenhum momento um trabalho imposto.
A educação infantil não deve ter a função social, mas oferecer condições para que decifre o mundo que a cerca. Deve se respeitar o ritmo próprio de cada crianças.

Considerações Finais
Não se tem provado se deve ou não alfabetizar crianças de 4 ou 5 anos.
Para a autora tem tempo pra tudo, não podemos forçar algo que a criança não tem vontade. A escola deve ser um lugar agradável, e desenvolver todas as habilidades da criança, social e de interação com os outros. A alfabetização na educação infantil só deve acontecer se mudar os conteúdos e a proposta da primeira serie.
A escruta deve ser prazerosa, nessa escolaridade, com o objetivo de conhecer e não como obrigação de aprender.
Destaca trabalhar com:
• Conhecer e escrever seu nome e dos colegas;
• Ouvir e contar histórias, dramatizações
• Contato com livros, encartes de jornais e revistas;
• Participar de feiras, museus, peças teatrais;
• Conhecer o alfabeto e identificar palavras entre outros.
Mas, se alguma criança tiver interesse alem, não devemos desmotivá-la. A alfabetização deve ser natural, partindo do interesse de cada um, pois temos nosso próprio ritmo. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
É proibido miar (1983) - Editora Moderna

Neste livro, o desafio principal foi criar um narrador na terceira pessoa que não sabe tudo; narra apenas aquilo que as personagens podem compreender. E, como as personagens são cães, muitas das ocorrências são narradas do modo equivocado como aqueles cães as interpretam.

Por exemplo: no Canil Municipal, alguém, com um revólver, mata um cão hidrófobo. Os cães jamais tinham visto alguém morrer e jamais tinham visto um revólver disparar. Assim, eles confundem o ruído do tiro com o ruído das descargas dos canos de escapamento dos automóveis, do qual eles têm medo, e comentam: "Por que o vira-lata amarelo ficou quietinho depois daquele barulho de escapamento de automóvel? Vai ver ficou com medo. Eu também tenho medo de barulho de escapamento...".

Desse modo, o jovem leitor, aí entre os oito e os dez anos, deve ler o livro compreendendo o engano das personagens, descobrindo a verdade por trás desses enganos, e até concluindo que a ingenuidade deles pode ser a responsável pelas agruras de que eles são vítimas.

Em "O dinossauro que fazia au-au" já não há final feliz mas, neste É proibido miar o final é realmente infeliz, uma vez que o cãozinho protagonista, perseguido e expulso de casa por que resolve miar, termina a história fugindo para longe e não voltando para casa e sendo novamente aceito pelos pais. Ser separada dos pais é, para uma criança, a pior das infelicidades e o livro causa, assim, um impacto muito grande nos leitores. Eu sabia disso e mesmo assim resolvi arriscar.

Eu procurava mostrar os preconceitos que perseguem as pessoas de raças, idéias e comportamentos diferentes dos dominantes. Desse modo, se eu terminasse o livro com o cãozinho sendo aceito por todos, eu estaria mostrando à criança que o problema do preconceito estava resolvido. Como eu já disse acima, jamais poderia pregar tal mentira aos meus leitores.
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Um dos autos religiosos de Gil Vicente, esta peça é cheia de figuras alegóricas e que segue os preceitos católicos da época. Nele, a figura da Alma aparece, e é levada pelo Anjo Custódio até a Igreja, sendo obstaculizada pelo Diabo, que a tenta com vários pecados. Chegando na estalajadeira que é representação da Igreja, a alma descansa e é derrotado o Diabo. Dentro da Igreja aparece a figura de quatro grandes teólogos: São Tomás, Jerônimo, Ambrósio e Agostinho. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Os sete Saberes Necessários a Educação do Futuro
MORIN, Edgar. Cortez, São Paulo,2002
Morin, Edgar. Publicado no Boletim da SEMTEC-MEC Informativo Eletrônico da
Secretaria de Educação Média e Tecnológica – Ano 1 – Número 4 – junho/julho de 2000.

Introdução
Os sete saberes necessários à educação do futuro não têm nenhum programa educativo, escolar ou universitário. Aliás, não estão concentrados no primário, nem no secundário, nem no ensino universitário, mas abordam problemas específicos para cada um desses níveis. Eles dizem respeito aos setes buracos negros da educação, completamente ignorados, subestimados ou fragmentados nos programas educativos. Programas esses que, na minha opinião, devem ser colocados no centro das preocupações sobre a formação dos jovens, futuros cidadãos.

Capítulo 1 – As Cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão
Todo conhecimento comporta o risco do erro e da ilusão. O primeiro buraco negro diz respeito ao conhecimento. Naturalmente, o ensino fornece conhecimento, fornece saberes. Porém, apesar de sua fundamental importância, nunca se ensina o que é, de fato, o conhecimento. E sabemos que os maiores problemas neste caso são o erro e a ilusão. A educação do futuro deve enfrentar o problema de dupla face do erro e da ilusão. O erro seria subestimar o problema do erro, a maior ilusão seria subestimar o problema da ilusão. O reconhecimento do erro e da ilusão é ainda mais difícil, porque o erro e a ilusão não se reconhecem, em absoluto como tais).
Erro e ilusão parasitam a mente humana desde o aparecimento do homo sapiens.
Ao examinarmos as crenças do passado, concluímos que a maioria contém erros e ilusões. Mesmo quando pensamos em vinte anos atrás, podemos constatar como erramos e nos iludimos sobre o mundo e a realidade. E por que isso é tão importante? Porque o conhecimento nunca é um reflexo ou espelho da realidade. O conhecimento é sempre uma tradução, seguida de uma reconstrução. Mesmo no fenômeno da percepção, através do qual os olhos recebem estímulos luminosos que são transformados, decodificados, transportados a um outro código, que transita pelo nervo ótico, atravessa várias partes do cérebro para, enfim, transformar aquela informação primeira em percepção. A partir deste exemplo, podemos concluir que a percepção é uma reconstrução.
Tomemos um outro exemplo de percepção constante: a imagem do ponto de vista da retina. As pessoas que estão próximas parecem muito maiores do que aquelas que estão mais distantes, pois à distância, o cérebro não realiza o registro e termina por atribuir uma dimensão idêntica para todas as pessoas. Assim como os raios ultravioletas e infravermelhos que nós não vemos, mas sabemos que estão aí e nos impõem uma visão segundo as suas incidências. Portanto, temos percepções, ou seja, reconstruções, traduções da realidade. E toda tradução comporta o risco de erro. Como dizem os italianos "tradotore/traditore".
Também sabemos que não há nenhuma diferença intrínseca entre uma percepção e uma alucinação. Por exemplo: se tenho uma alucinação e vejo Napoleão ou Júlio César, não há nada que me diga que estou enganado, exceto o fato de saber que eles estão mortos. São os outros que vão me dizer se o que vejo é verdade ou não. Quero dizer com isso que estamos sempre ameaçados pela alucinação. Até nos processos de leitura isto acontece. Nós sabemos que não seguimos a linha do que está escrito, pois, às vezes, nossos olhos saltam de uma palavra para outra e reconstroem o conjunto de uma maneira quase alucinatória. Neste momento, é o nosso espírito que colabora com o que nós lemos. E não reconhecemos os erros porque deslizamos neles. O mesmo acontece, por exemplo, quando há um acidente de carro. As versões e as visões do acidente são completamente diferentes, principalmente pela emoção e pelo fato das pessoas estarem em ângulos diferentes.
No plano histórico há erros, se me permitem o jogo de palavras, histéricos. Tomemos um exemplo um pouco distante de nós: os debates sobre a Primeira Guerra Mundial.Uma época em que a França e a Alemanha tinham partidos socialistas fortes, potentes e muito pacifistas, e que, evidentemente, eram contrários à guerra que se anunciava. Mas, a partir do momento em que se desencadeou a guerra, os dois partidos se lançaram, massivamente a uma campanha de propaganda, cada um imputando ao outro os atos mais ignóbeis. Isto durou até o fim da guerra. Hoje, podemos constatar com os eventos trágicos do Oriente Médio a mesma maneira de tratar a informação. Cada um prefere camuflar a parte que lhe é desvantajosa para colocar em relevo a parte criminosa do outro. Na ideologia alemã, nem Marx escapa dos erros.
Este problema se apresenta de uma maneira perceptível e muito evidente, porque as traduções e as reconstruções são também um risco de erro e muitas vezes o maior erro é pensar que a idéia é a realidade. E tomar a idéia como algo real é confundir o mapa com o terreno.
Outras causas de erro são as diferenças culturais, sociais e de origem. Cada um pensa que suas idéias são as mais evidentes e esse pensamento leva a idéias normativas. Aquelas que não estão dentro desta norma, que não são consideradas normais, são julgadas como um desvio patológico e são taxadas como ridículas. Isso não ocorre somente no domínio das grandes religiões ou das ideologias políticas, mas também das ciências. Quando Watson e Crick decodificaram a estrutura do código genético, o DNA (ácido desoxirribonucléico), surpreenderam e escandalizaram a maioria dos biólogos, que jamais imaginavam que isto poderia ser transcrito em moléculas químicas. Foi preciso muito tempo para que essas idéias pudessem ser aceitas.
Na realidade, as idéias adquirem consistência como os deuses nas religiões. É algo que nos envolve e nos domina a ponto de nos levar a matar ou morrer. Lenin dizia: "os fatos são teimosos, mas, na realidade, as idéias são ainda mais teimosas do que os fatos e resistem aos fatos durante muito tempo". Portanto, o problema do conhecimento não deve ser um problema restrito aos filósofos. É um problema de todos e cada um deve levá-lo em conta desde muito cedo e explorar as possibilidades de erro para ter condições de ver a realidade, porque não existe receita milagrosa.
A educação deve mostrar que não há conhecimento que não esteja ameaça do pelo erro e a ilusão.
O conhecimento, as percepções de mundo são traduções e reconstruções mentais codificados pelos sentidos. Os erros nos vêem pela visão que acrescenta o erro intelectual. O conhecimento é fruto de uma tradução por meio da linguagem e do pensamento e está sujeita ao erro na hora da interpretação a subjetividade do conhecedor introduz o risco do erro.
Eliminar o risco de erro recalca toda afetividade. O desenvolvimento da inteligência é inseparável do mundo da afetividade, curiosidade, paixão que são a mola da pesquisa filosófica ou cientifica. A afetividade pode asfixiar o conhecimento. A emoção é indispensável ao estabelecimento de comportamentos racionais.
O conhecimento cientifico detecta erros e luta contras as ilusões, mas pode também desenvolver ilusões, por isso não pode tratar sozinhos conhecimentos científicos sem os epistemológicos, filosóficos e éticos. E a educação deve-se dedicar a identificação da origem dos erros.
Os erros mentais
Nenhum dispositivo cerebral permite distinguir a alucinação da percepção, o sonho da vigília, o imaginário do real, o subjetivo do objetivoA fantasia é importante, há um mundo psíquico independente que fermenta necessidades, sonhos, desejos, idéias, imagens, fantasias e infiltra-se a nossa concepção de mundo exterior.
Cada mente é dotada da mentira de si próprios, exemplo do egocentrismo, a necessidade de autojustificativa, tendência de a projetar sobre o outro a causa do mal, sem detectar esta mentira da qual é autor. A memória se degrada, embeleza ou desfigura, fazendo ter falsas lembranças, por isso está sujeita a erros.
Erros da razão: a racionalidade é corretiva ela nos faz distinguir entre o intelectual e o afetivo, é a proteção contra o erro e a ilusão, ela elabora teorias coerentes e permanece aberta ao que contesta para evitar que se feche em doutrina. Mas também tem nela uma possibilidade de erro, quando se torna uma doutrina que obedece a um modelo mecanicista e determinista para considerar o mundo não racional, mas racionalizadora. A racionalidade aberta por natureza dialoga com o real, debate idéias, conhece limites da lógica do determinismo e do mecanicismo, negocia com a rracionalidade, é autocrítica.Somos racionais quando reconhecemos a racionalização, nossos próprios mitos, e o da nossa razão e do progresso garantido.
Reconhecer na educação do futuro um princípio de incerteza racional, a verdadeira racionalidade ser autocrítica.
As cegueiras paradigmáticas.
O imprinting e a normalização: O imprinting.As doutrinas e ideologias dominantes dispõem da força imperativa que traz a evidencia aos convencidos e da força coercitiva que suscita o medo inibidor nos outros. Determina os estereótipos cognitivos, as idéias concebidas sem exame, as crenças não-contestadas, os absurdos, a rejeição de evidência em nome da evidencia e faz reinar os conformismos cognitivos e intelectuais. Inscreve o conformismo. A normalização: o imprinting cultural marca os seres humanos desde o nascimento, assim a seleção sociológica das idéias raramente obedece às verdades.
Capítulo 2 O Conhecimento Pertinente
O segundo buraco negro é que não ensinamos as condições de um conhecimento pertinente, isto é, de um conhecimento que não mutila o seu objeto. Nós seguimos, em primeiro lugar, um mundo formado pelo ensino disciplinar. É evidente que as disciplinas de toda ordem ajudaram o avanço do conhecimento e são insubstituíveis. O que existe entre as disciplinas é invisível e as conexões entre elas também são invisíveis. Mas isto não significa que seja necessário conhecer somente uma parte da realidade. É preciso ter uma visão capaz de situar o conjunto. É necessário dizer que não é a quantidade de informações, nem a sofisticação em Matemática que podem dar sozinhas um conhecimento pertinente, mas sim a capacidade de colocar o conhecimento no contexto.
A economia, que é das ciências humanas, a mais avançada, a mais sofisticada, tem um poder muito fraco e erra muitas vezes nas suas previsões, porque está ensinando de modo a privilegiar o cálculo. Com isso, acaba esquecendo os aspectos humanos, como o sentimento, a paixão, o desejo, o temor, o medo. Quando há um problema na bolsa, quando as ações despencam, aparece um fator totalmente irracional que é o pânico, e que, freqüentemente, faz com que o fator econômico tenha a ver com o humano, ligando-se, assim, à sociedade, à psicologia, à mitologia. Essa realidade social é multidimensional e o econômico é apenas uma dimensão dessa sociedade. Por isso, é necessário contextualizar todos os dados.
Se não houver, por exemplo, a contextualização dos conhecimentos históricos e geográficos, cada vez que aparecer um acontecimento novo que nos fizer descobrir uma região desconhecida, como o Kosovo, o Timor ou a Serra Leoa, não entenderemos nada. Portanto, o ensino por disciplina, fragmentado e dividido, impede a capacidade natural que o espírito tem de contextualizar. E é essa capacidade que deve ser estimulada e desenvolvida pelo ensino, a de ligar as partes ao todo e o todo às partes. Pascal dizia, já no século XVII: "não se pode conhecer as partes sem conhecer o todo, nem conhecer o todo sem conhecer as partes".
O contexto tem necessidade, ele mesmo, de seu próprio contexto. E o conhecimento, atualmente, deve se referir ao global. Os acidentes locais têm repercussão sobre o conjunto e as ações do conjunto sobre os acidentes locais. Isso foi comprovado depois da guerra do Iraque, da guerra da Iugoslávia e, atualmente, pode ser verificado com o conflito do Oriente Médio.


Capitulo III - Ensinar a condição Humana

A educação do futuro deverá ser o ensino universal, centrado na condição humana. Estamos na era planetária (globalizada) onde os seres humanos devem reconhecer-se em sua humanidade comum e ao mesmo tempo reconhecer a diversidade cultural. Conhecer o humano é situá-lo no universo e interrogar sobre nossa posição no mundo. Os progressos modo ficaram as idéias sobre universo, a Terra, a Vida e sobre o próprio Homem. Mas estas contribuições permanecem ainda desunidas. É impossível conceber a unidade complexa do ser humano pelo pensamento disjuntivo que nossa humanidade, dos cosmos, da matéria física e do espírito. As ciências são fragmentadas e compartimentadas. A unidade humana torna-se invisível. O novo saber não é assimilado nem integrado. Existe um agravamento da ignorância do todo enquanto avança o conhecimento das partes. A educação do futuro deve promover o remembramento dos conhecimentos das ciências naturais a fim de situar a condição humana no mundo dos conhecimentos derivados das ciências humanas e colocar em evidência a multidimensionalidade e a complexidade humana, bem como integrar a filosofia, a historia, a literatura, poesia e as artes. O ser humano enraizado nos cosmos, a partir de substâncias e evolução, faz com que fazemos parte integrada no Universo. A condição física organizou-se sobre a Terra. A vida é solar. Nos os seres vivos somos um elemento da diáspora, algumas migalhas da existência solar, um diminuto broto da existência terra. Pertencemos a Terra, mas estamos marginalizados a Ela, pois Ela se auto-organizou na dependência do Sol e nos somos a um só tempo seres cósmicos e terrestres, que nos desenvolvemos, mas lutamos para sobreviver, pois na Terra desenvolveu-se também um ecossistema. Dependemos vitalmente da biosfera terrestre e devemos reconhecer nossa identidade terrena física e biológica.
A importância da hominização é primordial a educação voltada à condição humana. A animalidade e a humanidade constituem nossa condição humana. Ela, a hominização conduz ao novo inicio, o conceito de homem biofísico e psico-sócio-cultural. Pois devido a nossa humanidade, cultura, mente, consciência tornamo-nos estranho ao cosmos. Nosso pensamento e consciência fazem-nos conhecer o mundo físico e distanciam-nos dele. Nossa cultura nos leva além de sermos matéria física, separamos do Universo quando buscamos na natureza modificá-la e transformá-la. Trazemos em cada um toda a humanidade, a vida, e todo mistério do cosmo. O homem traz em si o mistério do cosmos. Somos um cosmo no nosso universo.
Nossa condição biológica e cultural traz em si a unidualidade originária. O homem se realiza como humano pela e na cultura.O circuito razão/afeto/pulsão são instâncias antagônicas e complementares, que comportam conflitos, nela há uma relação instável, permutante.
O circuito individuo/sociedade/espécie – somos indivíduos porque somos produtos do processo reprodutor. As interações entre indivíduos produzem a sociedade. A sociedade vive para o individuo, que vive pra a sociedade. A sociedade e o individuo vive para a espécie, que vive para o individuo e para a sociedadeCada termo é meio e fim. A cultura garante a realização tanto do individuo como da sociedade. A plenitude constitui nosso propósito ético e político, e a própria finalidade desta tríade. Todo desenvolvimento conjunto das autonomias individuais, das participações comunitárias e do sentimento de pertencer à espécie humana. Cabe a educação do futuro cuidar para a idéia de unidade da espécie humana não apague a idéia dae diversidade e que esta não apague a unidade. Unidade - traços biológicos, psicológicos, culturais, sociais. Esta traz os princípios de sus múltiplas diversidade, sua diversidade na unidade e conceber a unidade do múltiplo, a multiplicidade do uno. A unidade/diversidade genética possui carater comuns e ao mesmo tempo singularidades cerebrais, mentais, psicológicas, afetivas, intelectuais, subjetivas...
Unidade/diversidade social existe em relação às línguas, organizações sociais e culturais. O ser humano traz dentro de si o cosmos e as multiplicidades interiores.
Há uma relação manifesta no homem sábio e o louco. E o conhecimento racional-empírico-técnico jamais anulou os conhecimentos simbólicos, míticos, mágicos e poéticos. Somos seres infantis, neuróticos, delirantes e racionais e os progressos da complexidade se fazem apesar, com e por causa da loucura humana. O ser humano não é prisioneiro do real, da lógica, do código genético, da cultura, da sociedade. O gênio brota na brecha do incontrolável da união entre as profundas obscuras psicoafetivas e a chama viva da consciência. A educação ao ilustrar o destino multifacetado do humano, seja como espécie, como individuo, social, histórico, todos devem estar entrelaçados e inseparáveis.

Capítulo 4 - A Compreensão Humana
O quarto aspecto é sobre a compreensão humana. Nunca se ensina sobre como compreender uns aos outros, como compreender nossos vizinhos, nossos parentes, nossos pais. O que significa compreender?
A palavra compreender vem do latim, compreendere, que quer dizer: colocar junto todos os elementos de explicação, ou seja, não ter somente um elemento de explicação, mas diversos. Mas a compreensão humana vai além disso, porque, na realidade, ela comporta uma parte de empatia e identificação. O que faz com que se compreenda alguém que chora, por exemplo, não é analisar as lágrimas no microscópio, mas saber o significado da dor, da emoção. Por isso, é preciso compreender a compaixão, que significa sofrer junto. É isto que permite a verdadeira comunicação humana.
A grande inimiga da compreensão é a falta de preocupação em ensiná-la. Na realidade, isto está se agravando, já que o individualismo ganha um espaço cada vez maior. Estamos vivendo numa sociedade individualista, que favorece o sentido de responsabilidade individual, que desenvolve o egocentrismo, o egoísmo e que, consequentemente, alimenta a autojustificação e a rejeição ao próximo. A redução do outro, a visão unilateral e a falta de percepção sobre a complexidade humana são os grandes empecilhos da compreensão. Outro aspecto da incompreensão é a indiferença. E, por este lado, é interessante abordar o cinema, que os intelectuais tanto acusam de alienante. Na verdade, o cinema é uma arte que nos ensina a superar a indiferença, pois transforma em heróis os invisíveis sociais, ensinando-nos a vê-los por um outro prisma. Charlie Chaplin, por exemplo, sensibilizou platéias inteiras com o personagem do vagabundo. Outro exemplo é Coppola, que popularizou os chefes da Máfia com "O Chefão". No teatro, temos a complexidade dos personagens de Shakspeare: reis, gangsters, assassinos e ditadores. No cinema, como na filosofia de Heráclito: "Despertados, eles dormem". Estamos adormecidos, apesar de despertos, pois diante da realidade tão complexa, mal percebemos o que se passa ao nosso redor.
Por isso, é importante este quarto ponto: compreender não só os outros como a si mesmo, a necessidade de se auto-examinar, de analisar a autojustificação, pois o mundo está cada vez mais devastado pela incompreensão, que é o câncer do relacionamento entre os seres humanos.
Capítulo 5 - A Incerteza
O quinto aspecto é a incerteza. Apesar de, nas escolas, ensinar-se somente as certezas, como a gravitação de Newton e o eletromagnetismo, atualmente a ciência tem abandonado determinados elementos mecânicos para assimilar o jogo entre certeza e incerteza, da micro-física às ciências humanas. É necessário mostrar em todos os domínios, sobretudo na história, o surgimento do inesperado. Eurípides dizia no fim de três de suas tragédias que: "os deuses nos causam grandes surpresas, não é o esperado que chega e sim o inesperado que nos acontece". É a velha idéia de 2.500 anos, que nós esquecemos sempre.
As ciências mantêm diálogos entre dados hipotéticos e outros dados que parecem mais prováveis. Os processos físicos, assim como outros também, pressupõem variações que nos levam à desordem caótica ou à criação de uma nova organização, como nas teorias sobre a incerteza de Prigogine, baseadas nos exemplos dos turbilhões de Born. Analisando retroativamente a história da vida, constata-se que ela não foi linear, que não teve uma evolução de baixo para cima. A evolução segundo Darwin foi uma evolução composta de ramificações, a exemplo do mundo vegetal e o mundo animal. O homem vem de uma dessas ramificações e conseguiu chegar à consciência e à inteligência, mas não somos a meta da evolução, fazemos parte desse processo. A história da vida foi, na verdade, marcada por catástrofes.
As duas guerras mundiais destruíram muito na primeira metade do século XX. Três grandes impérios da época, por exemplo, o romano-otomano, o austro-húngaro e o soviético, desapareceram.

Isto nos demonstra a necessidade de ensinar o que chamamos de ecologia da ação: a atitude que se toma quando uma ação é desencadeada e escapa ao desejo e às intenções daquele que a provocou, desencadeando influências múltiplas que podem desviá-la até para o sentido oposto ao intencionado.

A história humana está repleta de exemplos dessa natureza. O mais evidente no final do século XX foi o projeto político de Gorbatchev, que pretendeu reformar o sistema político da União Soviética, mas acabou provocando o começo de sua própria desagregação e implosão.
Assim tem acontecido em todas as etapas da história. O inesperado aconteceu e acontecerá, porque não temos futuro e não temos certeza nenhuma do futuro. As previsões não foram concretizadas, não existe determinismo do progresso. Os espíritos, portanto, têm que ser fortes e armados para enfrentarem essa incerteza e não se desencorajarem.Essa incerteza é uma incitação à coragem. A aventura humana não é previsível, mas o imprevisto não é totalmente desconhecido. Somente agora se admite que não se conhece o destino da aventura humana. É necessário tomar consciência de que as futuras decisões devem ser tomadas contando com o risco do erro e estabelecer estratégias que possam ser corrigidas no processo da ação, a partir dos imprevistos e das informações que se tem.

Capítulo 6 - A Condição Planetária
O sexto aspecto é a condição planetária, sobretudo na era da globalização no século XX – que começou, na verdade no século XVI com a colonização da América e a interligação de toda a humanidade. Esse fenômeno que estamos vivendo hoje, em que tudo está conectado, é um outro aspecto que o ensino ainda não tocou, assim como o planeta e seus problemas, a aceleração histórica, a quantidade de informação que não conseguimos processar e organizar.
Este ponto é importante porque existe, neste momento, um destino comum para todos os seres humanos. O crescimento da ameaça letal se expande em vez de diminuir: a ameaça nuclear, a ameaça ecológica, a degradação da vida planetária. Ainda que haja uma tomada de consciência de todos esses problemas, ela é tímida e não conduziu ainda a nenhuma decisão efetiva. Por isso, faz-se urgente a construção de uma consciência planetária.
É necessária uma certa distância em relação ao imediato para podermos compreendê-lo. E, atualmente, dada a aceleração e a complexidade do mundo, é quase impossível. Mas, faz-se necessário ressaltar, é esta a dificuldade. É necessário ensinar que não é suficiente reduzir a um só a complexidade dos problemas importantes do planeta, como a demografia, ou a escassez de alimentos, ou a bomba atômica, ou a ecologia. Os problemas estão todos amarrados uns aos outros.

Daqui para frente, existem, sobretudo, os perigos de vida e morte para a humanidade, como a ameaça da arma nuclear, como a ameaça ecológica, como o desencadeamento dos nacionalismos acentuados pelas religiões. É preciso mostrar que a humanidade vive agora uma comunidade de destino comum.


Capítulo 7 - a Ética do Gênero Humano
Antropo-ética
Individuo/sociedade/espécie são inseparáveis e co-produtor do outro cada um com seu meio e fim dos outros. Não podem ser entendidos como dissociado qualquer concepção do gênero humano significa desenvolvimento conjunto à das autonomias individuais, participações comunitárias e do sentimento de pertencer à espécie humana. Nossa ética emerge nossa consciência e espírito propriamente humano que supõe a decisão consciente e esclarecida de assumir a condição humana na complexidade do ser, alcançar a humanidade em nos mesmo assumir o destino humano de contradições e plenitude. Com a missão de trabalhar a humanização, guiar a vida, alcançar a unidade planetária na diversidade..
A democracia é mais que um regime político; é a regeneração continua de uma cadeia complexa e retroativa: os cidadãos produzem a democracia que produz cidadãos. Na democracia o individuo é cidadão, pessoa jurídica e responsável; por outro lado, exprime seus desejos e interesses, por outro, é responsável e solidário com sua cidade.
A democracia comporta ao mesmo tempo a autolimitação do poder do Estado pela separação dos poderes, a garantia dos direitos individuais e a proteção da vida privada.. Ela necessita de diversidade e antagonismo. Supõe e nutre a diversidade dos interesses e idéias, comporta o direito das minorias e dos contestadores a existência e a expressão. Para se vital e produtiva ela deve obedecer regras que regulam os antagonismos nutrindo o ideal liberdade/igualdade/fraternidade/ bem comum. É preciso proteger a diversidade das espécies pra salvaguardar a biosfera, é preciso proteger a diversidade de idéias e opiniões.
A comunidade de destino planetário permite assumir e compre esta parte do antro-ética que se refere à relação entre individuo singular e espécie humana como um todo. A escola com a democracia nos debates em sala de aula na discussão de regras, tomadas de consciência das necessidades e procedimentos de compreensão do pensamento do outro da escuta e do respeito às vozes da minoria. A aprendizagem da compreensão deve desempenhar um papel capital no aprendizado democrático. A permanência integrada dos indivíduos no desenvolvimento mútuo dos termos da tríade individuo/sociedade/espécie. A busca da hominização na humanização pelo acesso a cidadania terrena.
O último aspecto é o que vou chamar de antropo-ético, porque os problemas da moral e da ética diferem a depender da cultura e da natureza humana. Existe um aspecto individual, outro social e outro genético, diria de espécie. Algo como uma trindade em que as terminações são ligadas: a antropo-ética. Cabe ao ser humano desenvolver, ao mesmo tempo, a ética e a autonomia pessoal (as nossas responsabilidades pessoais), além de desenvolver a participação social (as responsabilidades sociais), ou seja, a nossa participação no gênero humano, pois compartilhamos um destino comum.
A antropo-ética tem um lado social que não tem sentido se não for na democracia, porque a democracia permite uma relação indivíduo-sociedade e nela o cidadão deve se sentir solidário e responsável. A democracia permite aos cidadãos exercerem suas responsabilidades através do voto. Somente assim é possível fazer com que o poder circule, de forma que aquele que foi uma vez controlado, terá a chance de controlar. Porque a democracia é, por princípio, um exercício de controle.
Não existe, evidentemente, democracia absoluta. Ela é sempre incompleta. Mas sabemos que vivemos em uma época de regressão democrática, pois o poder tecnológico agrava cada vez mais os problemas econômicos. Na verdade, é importante orientar e guiar essa tomada de consciência social que leva à cidadania, para que o indivíduo possa exercer sua responsabilidade.
Por outro lado, a ética do ser humano está se desenvolvendo através das associações não-governamentais, como os Médicos Sem Fronteiras, o Greenpeace, a Aliança pelo Mundo Solidário e tantas outras que trabalham acima de entidades religiosas, políticas ou de Estados nacionais, assistindo aos países ou às nações que estão sendo ameaçadas ou em graves conflitos. Devemos conscientizar a todos sobre essas causas tão importantes, pois estamos falando do destino da humanidade.
Seremos capazes de civilizar a terra e fazer com que ela se torne uma verdadeira pátria? Estes são os sete saberes necessários ao ensino. E não digo isso para modificar programas. Na minha opinião, não temos que destruir disciplinas, mas sim integrá-las, reuni-las em uma ciência como, por exemplo, as ciências da terra (a sismologia, a vulcanologia, a meteorologia), todas elas articuladas em uma concepção sistêmica da terra.Penso que tudo deva estar integrado para permitir uma mudança de pensamento; para que se transforme a concepção fragmentada e dividida do mundo, que impede a visão total da realidade. Essa visão fragmentada faz com que os problemas permaneçam invisíveis para muitos, principalmente para muitos governantes. E hoje que o planeta já está, ao mesmo tempo, unido e fragmentado, começa a se desenvolver uma ética do gênero humano, para que possamos superar esse estado de caos e começar, talvez, a civilizar a terra. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Escrita em 1933 e publicada em 1937, em tres atos, O Rei da Vela constitui- se no texto teatral mais importante de Oswald de Andrade. A Peça demorou trinta anos para ser apresentada em São Paulo, pelo Grupo Oficina, sob a direção de José Celso Martinez Correa; a encenação marcou época na história do teatro brasileiro. As protagonistas Abelardo I e Heloisa, da tradição medieval. Abelardo I é um representante da burguesia ascendente da época. Seu oportunismo, aliado à crise da Bolsa de Valores de Nova Iorque, de 1929, permite- lhe todo tipo de especulação:'com o café , com a indústria etc. Sua caracterização como o "Rei da Vela"é extremamente irônica e significativa: ele fabrica e vende velas, pois "As empresas elétricas da luz". Também é costume popular colocar uma vela na mão de cada defundo, assim Abelardo I "herda um tostão de cada morto nacional". Abelardo torna - se então o símbolo da exploração, à custa da pobreza e das superstições populares. Como personagem, ele também denuncia a invasão do capital estrangeiro; daí a irônica consideração sobre "a chave milagrosa da fortuna, uma chave vale" . Seus devedores se apresentam , na peça , dentro de uma jaula. Heloísa representa a ruína da classe fazendeira. Seu pai , coronel latifundiário, vai à falência, num retrato em que predomina a perversão e o vício, símbolos de uma classe social em decadência. A aliança de Abelardo e Heloísa pode assim, representar a fusão de duas classes sociais corruptas pelo sistema capitalista. Uma terceira personagem vem a completar o quadro social do Brasil da época: Mr Jones, que simboliza o capital americano; sua presença revela um país endividado: "Os ingleses e americanos temem por nós. Estamos ligados ao destino deles. Devemos tudo o que temos e o que não temos. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
É uma saborosa narrativa satirica em que a cupidez e o ridiculo do comportamento nacional andam lado a lado. Parodiando o enredo dos antigos relatos sobre a "corrida do ouro", nas Estados Unidos do final do século XIX. o Autor monta um cenário em que, além da crítica universal ao comportamento humano, ressalta a pobreza de imaginação e falta de criatividade do Homo Brasilicus. Um lugarejo do interior do Rio de Janeiro, Tubiacanga, recebe um morador estranho que intriga a todos com seu comportamento arredio. Após algum tempo é admirado por sua generosidade e doçura no trato com as pessoas. O novo morador, Raimundo Flamel, procura as pessoas mais importantes e respeitadas do lugar: o farmacéutico Bastos, o procurador Carvalhaes e o Coronel Bentes para que testemunhassem sua grande descoberta: é capaz de fabricar ouro, tendo ossos humanos como matéria prima. Em seguida desaparece misteriosamente. Após alguns dias, o cemitério começa a ser assaltado e as sepulturas profanadas. Monta-se uma guarda com moradores voluntários, que matam um dos profanadores (carvalhaes) e prendem o outro (coronel Bentes). Bentes revela o nome do terceiro: é o farmacêutico Bastos. Revelado o mistério, as pessoas vão para suas casas, cada uma delas com o pensamento voltado para um só objetivo:

A riqueza fàcil que resolveria, de imediato, os problemas e atenderia à fantasia de luxo e bem-estar econômico. Aos poucos, com o passar das horas, a cidade parece voltar à calma. Estão dormindo. Mas qual!... Sorrateiramente os habitantes dirigem-se ao cemitério e buscam reunir a maior quantidade possível de ossos para produzir ouro. Moças sonhadoras e orgulhosas de sua brejeirice, senhoras compenetradas, homens respeitáveis, funcionàrios públicos, comerciantes e humildes trabalhadores engalfinham-se e escarafuncham as sepulturas em busca da preciosa mercadoria. As máscaras são desvendadas, cada um com sua essência desprezivel, reprovável e nem sequer sonhada pelos demais. O tumulto termina em baderna, agressão e mortes. O único a escapar do ridiculo da situação é o bêbado contumaz de Tubiacanga que, enbragado com o álcool, não se dá conta ou não quer se envolver em algo tão mesquinho e rigosamente material. O farmacéutico foge sem revelar o segredo de se transformar ossos em ouro. O texto parodia o enredo dos antigos contos sobre a "corrida do ouro" no Oeste dos Estados Unidos, a final, transformar ossos humanos em ouro é uma piada macabra para o capitalismo selvagem Raimundo Flamel, o sábio e respeitado, põe à disposição de homens ganaciosos (Coronel Bentes e o famaceutico simbolizam o poder, Carvalhaes é o coletor de impostos) , um conhecimento temível: a riqueza fácil que é possivel e está ao alcance das mãos. Para alcançá-la, entretanto, é preciso abdicar-se de valores arraigados como família, tradiçào, respeito aos antepassados e imagem pública. Sátira às leis cientificas, tão exploradas pela literatura realista/naturalista, o texto ri da famosa Lei da Conservação da Matéria, dos nossos estudos de Química, no Segundo Grau: "Na natureza, nada se cria, nada se perde. Tudo se transforma.". Ossos humanos são transformados em ouro, assim como pessoas aparentemente respeitáveis transmutam-se em seres abjetos, movidos pelo sentimento sórdido da cupidez (um dos sete pecados capitais). O autor antecipa a postura jocosa e irreverente do inicio do movimento modernista e realiza um texto atraente, bem urdido e com uma fabulação que prende o leitor do principio ao fim, numa linguagem corrente e de fácil assimilação. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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