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Carl Rogers
Biografia

Carl Ransom Rogers nasceu em Oak Park, perto de Chicago, em 1902. teve uma infância isolada e uma educação fortemente marcada pela religião. Nascido no meio rural, sua vida foi marcda pela idéia da natureza e pelo fenômeno do cescimento.Tornou-se pastor e encaminhou os estudos para a teologia, quando começou a se interessar por psicologia.
Na nova carreira, o primeiro foco de trabalho foram crianças submetidas a abusos e maus-tratos. Por essa época começou, por observação, a desenvolver sua teoria sobre personalidade e pratica terapêutica. Aos 40 anos publicou o primeiro livro. Seguiram-se mais de cem publicações destinadas a divulgar suas idéias, que ganharam seguidores em todo o mundo. Rogers quis provocar uma ruptura na psicologia, dando a condução do tratamento ao cliente, e não temeu acusar de autoritários a maioria dos métodos hegemônicos na área. pilar da terapia rogeriana são os grupos de encontro, em que os vários clientes interagem. Rogers foi um dos primeiros a gravar e filmar as sessões de terapia. Morreu de um ataque cardíaco em 1987, em San Diego, Califórnia.
Idéias
Opondo-se as concepções e práticas dominantes dos consultórios e nas escolas, a terapia rogeriana se define como não-diretivo, sua educação é baseada na terapia centrada no cliente/aluno, porque nele cabe a responsabilidade pela condução e pelo sucesso do tratamento. Professor facilitador, relação confiança aluno, ambiente diversificado, importância do aspecto interacional do aprendizado, professor e aluno são co-responsável pela aprendizagem.
Sua teoria caracteriza-se pela psicanálise de Freud, com sua prática balizada pela ortodoxia, e o behaviorismo, como expoente e se caracteriza pela submissão a biologia. Sua corrente ficou conhecida como humanista, porque, em acentuado contraste com a teoria freudiana, ela se baseia numa visão otimista do homem.
Par ele, a sanidade mental e o desenvolvimento pleno das potencialidades pessoa são tendências naturais da evolução humana. Removidos eventuais obstáculos nesse processo, as pessoas retomam a progressão construtiva.
Rogers sustentava que o organismo humano – assim como todos os outros incluindo o as plantas – possui uma tendência a atualização, que tem como fim a autonomia. Na teoria rogeriana, essa é a única forma motriz dos seres vivos. No caso particular os seres humanos, o processo constante de atualização gerou a sociedade e a cultura, que se tornam forças independentes dos indivíduos e podem trabalhar contra o desenvolvimento de suas potencialidades.
Uma crença básica de rogers é que o organismo humano sabe o que é melhor para isso conta com sentidos aprimorados ao longo da evolução da espécie. Tato, olfato, e paladar reconhecem como prazeroso o que é saudável. Igualmente, nossos instintos estão prontos a valorizar a consideração positiva, conceito rogeriano que engloba atitudes como cuidado, carinho, atenção, etc.
O problema é que a sociedade e a cultura desenvolvem mecanismos que contrariam essas relações potencialmente harmoniosas. Entre os mais nocivos está a valorização condicional,o hábito familiar,a escola e outras instituições sociais tem que apenas atender as necessidades do individuo se ele se provar merecedor. Decorrem disso a consideração positiva condicional –originada pela tendência que as pessoas tem a absorver os valores culturais e utilizá-las como parâmetro par a valorização de si mesmas.
Do conflito entre o individuo “sou” e o que se exige dele “devo ser” nasce o que Rogers chama de incongruência, que gera sofrimento. Este é o processo que, para ele, define neurose. Ao se ver pressionada a corresponder as expectativas sociais, a pessoa se vê numa situação de ameaça, o que a leva a desenvolver defesas psicológicas.
Diante disso, o objetivo do terapeuta e do professor é permitir que seus clientes e alunos se tornem pessoas funcionais, ou seja, saudáveis. As principais marcas desse estado de funcionalidade são a abertura a novas experienciasm, capacidade de viver o aqui e o agora, confiança nos próprios a desejos e intuição, liberdade e responsabilidade de agir e disponibilidade para criar.
Tornar-se saudável [é uma questão de ouvir a si mesmo e satisfazer os próprios desejos (ou interesses), as melhores qualidades de um terapeuta ou de um professor são saber facilitar esses processos e interferir o mesmo possível. É esse o significado do termo não-diretivo, a marca registrada do rogerianismo. Para que o terapeuta ou o professor seja capaz de exercer tal papel, três bqualidades são requeridas:
1. congruência – ser autentico com o cliente/aluno;
2. empatia – compreender seus sentimentos;
3. respeito – consideração positiva incondicional
o difícil da teoria rogeriana é mudar a postura diante do outro e não se surpreender com o que é humano. Em grande parte, a chave do ensino produtivo é uma questão de ética.
No campo da educação, Carl Rogers pouco se preocupou em definir práticas. Chegou a afirmar eu os resultados do ensino ou não tem importância ou são perniciosos. Acreditava ser impossível comunicar diretamente a outra pessoa o conhecimento que realmente importa e que ele definiu como a verdade que foi captada e assimilada pela experiência pessoal. Ale, disso, Rogers estava convencido de que as pessoas só aprendem aquilo de que necessitam ou o que querem aprender. Sua intenção recai sobre a relação aluno-professor, que deve ser impregnada de confiança e destituída de noções de hierarquia. Instituições como a avaliação, recompensa e punição estão completamente excluídas, exceto na forma de auto-avaliação. Embora anticonvencional, a pedagogia rogeriana não significa abandonar os alunos a si mesmo, mas dar apoio para que caminhem sozinhos.
O objetivo de sua terapia era o crescimento pessoal e não a idéia estática de maturidade emocional., o que o levou a aprofundar no estudo da obra do educador e filósofo norte-americano John Dewey (1859-1952) .Como alguém cujo tempo de vida quase coincidiu com o século XX, Rogers teve a possibilidade de testemunhar o surgimento de varias correntes pedagógicas e a disseminação da psicoterapia – própria corrente. O aspecto marcadamente antiautoritário e anticonvencional de seu pensamento o tornou muito atraente nos anos 1960, durante o auge da contra cultura, representada em patê pelo movimento hippie. No Brasil, a influencia de Rogers também se deu por essa época, em particular na formação de orientadores educacionais. Os orientadores agiam em grande parte como mediadores de conflito e o conhecimento de Rogers permitia que eles pudessem exercer a função sem punições, mas também sem fechar os olhos para os problemas.

Bibliografia
Nova escola, edição 172, maio de 2004,pp.42 a 44

Contrato: atende programas e conteúdos pela necessidade dos alunos, salas ambientes, pré-adolescentes e adolescentes, participativo, problema de aprendizagem, terapeuta. Progressão continuada, ciclos.
Tanto Skinner como Mosel consideram o ensino como um processo de moldagem do comportamento do aluno, feito através da manipulação dos estímulos exteriores, incluindo ente estes as instruções averbais do professor.
Rogers acha que ensinar, no sentido de instruir, impartir conhecimentos ou habilidades é uma função a qual se tem dado uma importância exagerada.
No ambiente de hoje, a função da educação não deveria ser ensinar, mas facilitar a mudança e a aprendizagem. Para ele “o único homem educado é aquele que aprendeu como aprender, como se adaptar a mudança; o homem que tenha compreendido que nenhum acontecimento é seguro, e que somente o processo de busca o conhecimento dá uma base para a segurança”. Recomenda, então, o foco de ensino para a facilitação da aprendizagem.Não se preocupar com que as coisas o aluno precisa aprender, mas como porque e quando aprendem os alunos, como se vive e se sente a aprendizagem, e quais as suas conseqüências sobre a vida do aluno. A aprendizagem genuína depende do tipo de atitude existente na relação interpessoal entre o facilitador e o aprendiz:
-o facilitador deve ser uma pessoa autêntica no sentido de se re viver os sentimentos e pensamentos de cada momento;
-deve apreciar e respeitar o estudante;
-escutar com empatia;
-devem confiar na capacidade potencial do estudante de crescer e aprender proporcionando um clima de liberdade e apoio;
Somente pessoas agindo como pessoas em suas relações com seus estudantes, podem abrir uma brecha neste problema tão urgente da educação moderna.
A liberdade facilita a aprendizagem e incluem-e:
-enfrentar os estudantes com um problema real e significativo;
-proporcionar todo tipo de recursos;
-fazer acordos com os estudantes, estabelecendo seus objetivos e seus planos;
-dividir os estudantes em grupos onde cada grupo planeja seu trabalho, e tem liberdade de convidar o professor a reunir com eles quando assim o desejar.
-organizar grupos de pesquisar;
-empregar experiências de estimulação;
-utilizar a instrução programada, ferramenta para a aquisição de informações tais como maneira de operar um microscópio, introdução à estatística. Etc.
[]-formar grupos de encontros básicos;
-aceitar a auto-avaliação. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Vasco caminha pela vida numa incansável e persistente busca: de emprego, de amor, de dias melhores... Mas não importa. Já se habituou a viver em constante contradição. Busca as aventuras da boemia e descobre os prazeres de um viver regrado. Como será o amanhã? Não se sabe... Há dificuldades imensas, mas é certo que também existe Clarissa, sua paixão, o elo que o prende à realidade. A vida ainda vale a pena! Permanecer e lutar ou ganhar mundo com seu pai, num percurso solitário? Erico Verissimo consegue, neste livro contundente e atual, mostrar que, apesar dos pesares que marcam o destino inexorável do homem, todos nós temos direito a Um Lugar ao Sol. Neste livro, o escritor consegue elaborar de modo impecável um retrato vivo da complexidade do ser humano e das questões que o inquietam. Reunindo personagens já conhecidas de suas obras anteriores, coloca-as a nu, com uma linguagem sincera e comovente, criando situações em que o cotidiano se impõe sempre, implacável. Assim, à miséria e à violência que marcam o destino do homem, somam-se aspectos do mais profundo humanismo: a solidariedade irrestrita, a esperança de uma vida melhor, a amizade, a paixão.

Sempre crítico, o autor analisa a sociedade procurando compreendê-la de forma realista, isenta. E as personagens, vivendo o presente intensamente, ao sabor dos acontecimentos, não se preocupam com o amanhã. É melhor "seguir ao acaso, como os barcos antigos, sem bússula nem porto certo, guiados apenas pelas estrelas". Com uma temática atual e forte, o enredo envolve o leitor e leva-o a refletir sobre o próprio destino, seus encantos e desencantos, sua impotência e pequenez frente à vida. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Auto da Barca do Inferno é um auto onde o barqueiro do inferno e o do céu esperam à margem os condenados e os agraciados. Os que morrem chegam e são acusados pelo Diabo e pelo Anjo, ma apenas o Anjo absolve. O primeiro a chegar é um Fidalgo, a seguida um agiota, um Parvo (bobo), um sapateiro, um frade, uma cafetina, um judeu, um juiz, um promotor, um enforcado e quatro cavaleiros. Um a um eles aproximam-se do Diabo, carregando o que na vida lhes pesou. Perguntam para onde vai a barca; ao saber que vai para o inferno ficam horrorizados e se dizem merecedores do Céu. Aproximam-se então do Anjo que os condena ao inferno por seus pecados. O Fidalgo, o Onzeneiro (agiota), o Sapateiro, o Frade (e sua amante), a Alcoviteira Brísida Vaz (cafetina e bruxa), o judeu, o Corregedor (juiz), o Procurador (promotor) e o enforcado são todos condenados ao inferno por seus pecados, que achavam pouco ou compensados por visitas a Igreja e esmolas. Apenas o Parvo é absolvido pelo Anjo. Os cavaleiros sequer são acusados, pois deram a vida pela Igreja. O texto do Auto é escrito em versos rimados, fundindo poesia e teatro, fazendo com que o texto, cheio de ironia, trocadilhos, metáforas e ritmo, flua naturalmente. Faz parte da trilogia dos Autos da Barca (do Inferno, do Purgatório, do Céu) veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Publicadas em folhetins anônimos entre 1852 e 1853, as Memórias de um Sargento de Milícias são contemporâneas da geração dos poetas byronianos, egóticos, ultra-românticos (Álvares de Azevedo morreu em 1852 e Lira dos Vinte Anos saiu em 1853). Divergem, contudo, dos exageros sentimentais e imaginativos do “mal-do-século”, bem como da idealização heróica e galante dos romances históricos e dos “perfis de mulher”, que eram as correntes majoritárias na poesia e na ficção, e tinham em Alvares de Azevedo e José de Alencar os melhores paradigmas.

Obra “excêntrica”, destoante, original, não logrou sucesso junto ao leitor de sua época, mas antecipou algumas linhas do Realismo, do Modernismo, da Literatura Contemporânea e do folclore nacional. As aventuras e desventuras de Leonardo, o primeiro “malandro” da nossa literatura, ancestral de Macunaíma, “herói-sem-nenhum caráter”, moldado pelas contingências, impulsionado pelo prazer e pela oportunidade, vão compondo um saboroso retrato da vida social e familiar do Rio Colonial, fervilhante com a presença da corte joanina, já em transição para a vida independente.

A escassa trama romanesca (a relação Leonardo-Luisinha) serve de suporte à fixação dos costumes da época e à caracterização dos tipos populares: os meirinhos, as saloias, as súcias, as maltas, o barbeiro, a parteira, as festas e procissões, a música e a dança, a vida forense e religiosa, padres libidinosos, pais-de-santo, fofoqueiras e, onipresente, a fina flor da malandragem (“o mundo da desordem”), acossada pelo temível Vidigal (executor do “mundo da ordem”), tudo misturado numa sucessão vertiginosa, que Antonio Candido denominou “romance em motocontínuo”.

Algumas marcas da “excentricidade” devem ser assinaladas: – O narrador é neutro e mantém-se eqüidistante, como um observador curioso, divertido e, algumas vezes, intrometido. – Não há a tensão bem X mal, ninguém é herói, nem vilão; é um “romance sem culpa”, sem dramas morais. – As camadas populares são privilegiadas e, apesar de seus apertos e infortúnios, ninguém trabalha.

É uma malandragem meio idílica, que escamoteia as diferenças sociais extremas. São omitidos tanto o trabalho escravo, ainda sustentáculo da produção, como a elite cortesã e burguesa. – O tom humorístico substitui o sentimentalismo e o ufanismo; o realismo ingênuo, espontâneo (não-programático), registra cenas vulgares, nada poéticas. – A linguagem é coerente com o seu objetivo: norma culta, em estilo jornalístico, prosaico, sem afetações. Nos diálogos, incorpora, algumas vezes, o registro coloquial do falar da época, eivado de lusitanismos, solecismos e outras “anomalias”.

É um anti-herói, malandro, oportunista, que se aproxima do pícaro espanhol pela bastardia, pela ausência de uma linha “ética” de conduta, mas, diferentemente do pícaro espanhol, não é ele, Leonardo, quem relata suas peripécias. Além disso, não chega a ser um “excluído”: nunca trabalhou, teve sempre o amparo do Barbeiro, da Comadre e de outros e, por fim, também se arranja, e muito bem, com status de sargento e cinco heranças no bolso. É um genuíno malandro que deu certo. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Saindo criança de São Luís para Lisboa, Raimundo viajava órfão de pai, um ex-comerciante português, e afastado da mãe, Domingas, uma ex-escrava do pai. Depois de anos na Europa, Raimundos volta formado para o Brasil. Passa um ano no Rio e decide voltar para São Luís para rever se tutor e tio, Manuel Pescada. Bem recebido pela família do tio, Raimundo loga desperta as atenções de sua prima Ana Rosa que, em dado momento, declara-lhe seu amor. Essa paixão correspondida, encontra, todavia, três obstáculos : o do pai, que queria a filha casada com um dos caixeiros da loja; o da avó Maria Bárbara, mulher racista e de maus bofes; o do cônego Diogo, comensal da casa e adversário natural de Raimundo. Todos os três conheciam as origens de raimundo. e o cônego Diogo era o mais empenhado em impedir a ligação, uma vez que foi responsável pela morte do pai do jovem. Foi assim : depois que Raimundo nasceu, seu pai, José Pedro da Silva, casou-se com Quitéria Inocência de Freitas Santiago, mulher branca. Suspeitando da atenção particular que José Pedro dedicava ao pequeno raimundo e à escrava Domingas, Quitéria ordena que açoitem a negra e lhe queimem as partes genitais. Desesperado, José Pedro carrega o filho e leva-o para a casa do irmão, em São Luís. De volta à fazenda, imaginando Quitéria ainda refugiada na casa da mãe, José Pedro ouve vozes em seu quarto. Invadindo-o, o fazendeiro surpreende Quitéria e o então Padre Diogo em pleno adultério. Desonrado, o pai de Raimundo mata Quitéria, tendo Diogo como testemnha. Graças à culpa do adultério e à culpa do homicídio, forma-se um pacto de cumplicidade entre ambos. Diante de mais essa desgraça, José Pedro abandona a fazenda, retira-se para a casa do irmão e adoece. Algum tempo depois, já restabelecido, josé Pedro resolve voltar à fazenda, mas, no meio do caminho, é tocaiado e morto. Por outro lado, devagarzinho, o Padre Diogo começara a insinuar-se também na casa de Manuel Pescada. Raimundo ignorava tudo isso. Em São Luís, já adulto, sua preocupação básica é a de desvendar suas origens e, por isso, insiste com o tioo e visistar a fazenda onde nascera. Durante a percursoa São Brás, raimundo começa a descobrir os primeiros dados sobre suas origens e insiste com o tio para que lhe conceda mão de Ana Rosa. Depois de várias recusas, raimundo fica sabendo que o motivo da proibiÇão devia-se à cor da sua pele. De volta à a São Luis, Raimundo muda-se da casa do tio, decide voltar para o Rio, confessa em carta a Ana Rosa seu amor, mas acaba não viajando. Apesar das proibições, Ana Rosa e ele concertam um plano de fuga. No entanto, a carta principal fora interceptada por um cúmplice do cônego Diogo, o caixeiro Dias, empregado de Manuel Pescada e forte pretendente, sempre repelido, à mão de Ana Rosa. Na hora da fuga, os namorados são surpreendidos. Arma-se o escânda=lo do qual o cônego é o grande regente. Raimundo retira-se desolado e, o abrir a porta de casa, um tiro acerta-o pelas costas. Com uma arma que lhe emprestara o cônego Diogo, o caixeiro Dias assassina o rival. Ana Rosa aborta. Entretanto, seis anos depois, vemo-la saindo de uma recepção oficial, de braço com o Sr. dias e preocupada com os "três filhinhos que ficaram em casa, a dormir". veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Obra-chave dentro da produção de Drummond, A rosa do povo, publicada em 1945, reflete a maturidade que o poeta alcançou desde sua estréia. Nela, conforme já se afirmou, além de acentuado progresso técnico-formal, estão presentes duas conquistas decisivas para a evolução de nossa literatura: o realismo social, particularmente penetrante e que não se restringe, apenas ao lirismo da poesia engajada; a poesia metapoética, alimentada pela reflexão introspectiva sobre o sentido da escrita como obra de arte. Este é o mais extenso e o mais variado dos livros de Drummond ( 55 poemas, alguns longos). Nele desfilam os principais temas de sua obra; o verso livre e a estrofação irregular alternam com versos de métrica tradicional dispostos em estrofes regulares; o estilo ora é "puro"(elevado, "poético" ), ora é "mesclado"(mistura de elevado e vulgar, sério e grotesco). Livro difícil, é dos mais discutidos e apreciados da poesia moderna brasileira. Obra de linguagem poética com participação social. Os poemas de A rosa do povo foram escritos nos anos sombrios da ditadura de Vargas e da Segunda Guerra Mundial. Os acontecimentos provocam o poeta, que se aproxima da ideologia revolucionária anticapitalista de inspiração socialista, e manifesta sua revolta e sua esperança em poemas indignados e intenso.

Temas: eu-estar no mundo ( o amor, a família, o tempo, a velhice), a metapoesia (poesia pela própria poesia), eu igual ao mundo,... Portanto, em A rosa do povo, o poeta testemunha sua reação ante a dor coletiva e a miséria do mundo moderno, com seu mecanismo, seu materialismo, sua falta de humanidade. Essa fase enriqueceu sua essencialidade lírica e emocional, e, através da profunda consciência artística, o poeta atingiu a plenitude, a cristalização, a humanização, sob a forma suave e terna, em que o itabirano mergulha no lençol profundo de sua província e de seus antepassados, para melhor compreender a "máquina do mundo", a angústia de seu tempo, o desarvoramento do homem contemporâneo, com um largo sentimento de fraternidade. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Na colméia do inferno (1984) - Editora Moderna

Neste livro eu procurei uma narração mais visceral, com um foco narrativo quase nas entranhas do personagem central: suas raivas, suas revoltas, suas idiossincrasias. A narrativa é linear, mas os acontecimentos misturam-se às emoções do protagonista, formando um quadro duro, áspero, revoltado. A intenção foi justapor o tal conflito de gerações, mostrando-o como uma diferença de pontos de vista acerca do mundo ditados pela evolução das necessidades da própria História (História da sociedade, não história-enredo).

Já fiz teatro no passado e isto faz com que a forma teatral cênica não se afaste de meu pensamento. Assim, procurei utilizar essas técnicas no livro: veja-se o clima cênico do início do Capítulo Nha Nana. Os personagens são também verborrágicos, como seria necessário no teatro, e procurei criar as falas de modo que elas funcionassem como falas de teatro, isto é, um texto que daria certo se fosse lido em voz alta. A varanda, no texto, representa o estrado (chamado praticável) em teatro, para criar planos que definam as desigualdades entre as pessoas: os reis, os senhores, sempre estarão sobre estes estrados; o povo, os outros, sempre estarão ao rés-do-chão, submissos.

Durante a redação desse livro, surgiu um personagem, não planejado anteriormente, que se agigantou e tomou o livro, forçando, inclusive, um desfecho que sequer me havia ocorrido. É o Velho Santinho, uma imposição quase parapsicológica, que se desenvolveu, falando diretamente, sem que, ao reler o que havia escrito, eu mudasse uma palavra do que ele dissera.
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A carta que Pero Vaz de Caminha escreveu para D. Manuel, o rei de Portugal na época do descobrimento do Brasil, relata com detalhes a chegada dos portugueses no Brasil, como foramos primeiros contatos destes com os indígenas e, a partir desta carta, podemos perceber as intenções portuguesas quanto à nova terra e, o que seria dela depois de então. A partida frota portuguesa de Belém-Portugal ocorreu no dia 9 de março, a chegada às canérias no dia 14 do mesmo mês, e no dia 22 chegaram à ilha de São Nicolau. Nodia 21 de abril, toparam com sinais de terra, o que eles chamam de botelho, espéciede ervas compridas. No dia seguinte, houveram vista de terra, que foi chamada de Terra De Vera Cruz, a qual tinho um monte alto, que recebeu o nome de o Monte Pascoal. Avistaram os primeiros habitantes da terra, os quais eram, de acordo com a decrição de Caminha, pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e narizes, nus, traziam arcos e setas, o beiço de baixo furado com um osso metido nele, cabelos corredios e corpos pintados. Com eles tentaram estabelecer um primeiro contato, o que foi uma surpresa, pois um deles começou a paontar para o colar de ouro do capitão da frota e, em seguida, para a terra, como se quisesse dizer que naquela terra havia ouro. A mesma coisa ocorreu com o castçal de prata e o papagaio. Ao verem coisas que não conheciam, faziam sinais, dando-se a entender que queriam propor uma troca.

Conclui-se então, que desta forma começou a troca de ouro, prata e madeira, por quinquilharis vindas da Europa. Os portugueses traziam os indígenas para as embarcações, a fim de estabelecer um melhor contato com os indígenas. No início, eles mostraram-se muito esquivos, mas com o passar dos dias, passaram a conviver mais com os portugueses e, até mesmo, à ajudá-los no que precisavam e levá-los às suas aldeias. Os portuguese realizaram uma missa, construíram uma enorme cruz. Tudo para mostrar aos nativos a acatamento que tinham pela cruz, ou melhor, pela religião. Desde já, possuíam a vontade de convertê-los à igeja, tendo em vista, sua inocência, já que faziam tudo o que os portugueses faziam ou mandavam... A intenção de dominé-los é facilmente observada na seguinte passagem : "Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parce-me que será salvar esta gente." veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Noviço é dividido em três atos, passados no RJ. No primeiro apresentam-se o hipócrita e interesseiro Ambrósio, que casou com a crédula Florência ; o noviço Carlos que com mais vocação para militar fugiu do convento para casar-se com Emília (filha de Florência e sua prima). Aparece também Rosa, primeira esposa de Ambrósio (não havia divórcio na época), que foi abandonada por ele após ter seus bens roubados. Carlos encontra Rosa e esta fornece-lhe meios para chantagear Ambrósio e permitir-lhe sair corretamente do convento, retirar Emília e Juca (irmão mais novo de Emília) da vida religiosa que Ambrósio planejava para eles e casar com Emília. A chantagem ocorre no segundo ato, junto com a revelação a Florência de que o marido é bígamo; Ambrósio foge. No terceiro ato, após muita confusão, Ambrósio é preso, Carlos liberto de ir ao convento ou ser preso (ele atacara um frade na fuga) e o casal fica livre para casar. A peça toda lembra as comédias pastelões dos anos 10, com personagens caricatos, situações mirabolantes, perseguições e violência gratuita. O Juiz de Paz da Roça O Juiz de Paz da Roça se passa, logicamente, na roça e tem apenas um ato. Conta sobre Aninha e José. Aninha e José amam-se e planejam casar em segredo, mas José é capturado para tornar-se soldado contra a Revolução Farroupilha. Após algumas deliberações sobre as disputas locais entre os lavradores, o juiz ordena Manuel João, pai de Aninha, a levar José a manter-lhe em casa por um dia e levá-lo quartel a seguir (ninguém sabe do amor do casal). No meio da noite o Aninha e José fogem e casam-se em segredo. Após descobrirem o fato consumado os pais perdoam a jovem e vão até o juiz esclarecer o caso. O rapaz fica assim desobrigado de servir e a peça acaba com todos comemorando. Quem casa, quer casa Quem casa, quer casa é um "provérbio" em ato único, passado no Rio de Janeiro de 1845. Mas os dois casais da peça não seguem o ditado, já que nela uma família passa o tempo todo brigando. Motivo: o casal de filhos de Dona Fabiana casou-se com o casal de filhos de Anselmo e nenhum dos quatro faz nada além de brigar. os cinco (os dois casais e Fabiana) passam a peça toda aos gritos enquanto o marido de Dona Fabiana, um carola molengão, faz nada. Ao final Anselmo aparece e acaba com a briga (que já havia escalado ao nível da agressão física generalizada) e entrega a chave de duas casas alugadas aos filhos. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
“Hilfe!”, “Hilfe!”, “Hilfe!” – A ópera começa com a entrada de Pamino, esbaforido, gritando por socorro num bosque desconhecido. Antes de entendermos do que foge, esta maneira de começar a peça musical denota o estabelecimento de uma marca: vamos entrar num terreno iniciático, diferente do cotidiano regular.


Fugia de uma serpente de uma enorme serpente, pronta para devorá-lo. Acaba desfalecendo e é salvo por três Damas da Rainha o observam em segredo e correm a dar a notícia de sua chegada ao reino da Rainha da Noite. Entrementes, um caçador de pássaros, Papageno, entra em cena e, vendo a carcaça da serpente acaba assumindo a autoria da salvação diante de um atônito Tamino. Quando este se encontra no auge de sua fanfarronada, chegam as três Damas novamente, bem a tempo de pegá-lo mentindo. Papageno e castigado e elas, na condição de porta-vozes da Rainha da Noite, dão as boas vindas a Pamino e contam a história de Pamina. A jovem e bela princesa, filha da Rainha da Noite, seqüestrada pelo perverso Sarastro, um poderoso feiticeiro, em cujo castelo a mantém cativa. Elas entregam um retrato de Pamina enviado pela própria Rainha da Noite a Tamino, que imediatamente se apaixona pela beleza da princesa.


Tamino canta uma ária em louvor à beleza de Pamina. Nisso a Rainha da Noite, um ser sobrenatural que usa um véu negro, surge diante dele. Ela confirma a história contada por suas três Damas, fala da perda de sua filha para Sarastro e roga a Tamino que liberte sua filha das garras de Sarastro. Apaixonado, Tamino decide empreender a tarefa imediatamente. A Rainha, usando seus poderes mágicos oferece ao príncipe uma arma: uma flauta dotada também de poderes sobrenaturais. Sempre que enfrentar quaisquer perigos bastará tocar esta flauta mágica que todos os obstáculos serão vencidos. A Rainha recruta ainda Papageno para auxiliar Tamino nesta tarefa e lhe dá como arma um “glockenspiel”, um pequenino carrilhão que imita sons de sinos. Como auxiliares em sua longa jornada, ambos contarão ainda com três Gênios da Floresta que os ajudarão a encontrar Sarastro e Pamina, assim como a superar dificuldades que surjam.


Saem os heróis principais, armados com seus instrumentos, guiados pelos três Gênios da Floresta.


Pamina é mantida prisioneira sob a guarda de três escravos liderados pelo mouro Monostatos, serviçal de Sarastro. Monostatos a deseja e, dominado por intensa sensualidade tenta por todos os meios seduzir Pamina. No interior do palácio, Monostatos avança mais uma vez sobre Pamina quando Papageno entra em cena. Ambos se assustam. O mouro foge da presença da estranha figura do caçador de pássaros. Pamina, aliviada do assédio de Monostatos, conversa com Papageno, que se apresenta como embaixador da Rainha da Noite – fazendo a princesa feliz – e conta os planos de sua mãe para libertá-la. Pamina fortalece suas esperanças na libertação ao saber que um jovem e belo príncipe se encontra a caminho para tirá-la das garras do poderoso Sarastro. Ignorando a real história de seu cativeiro, a real personalidade de Sarastro e seguem as orientações da Rainha da Noite, cujas intenções também ignoram. Quando pela primeira vez se encontram, por sinal, Pamina e Tamino cantam em dueto uma belíssima ode ao amor sublime entre um homem e uma mulher.


Entrementes, Tamino, guiado pela magia dos três Gênios da Floresta, chega aos domínios de Sarastro. Antes de prosseguir na sua missão, recebe ele a recomendação de observar três virtudes essenciais: firmeza, paciência e sigilo. “Empenhe-se como verdadeiro homem e conseguirá seu objetivo”. Pamino chega a um bosque no qual se erguem três templos muito belos. Colocados lado a lado, no da esquerda está escrito “Natur” – Templo da Natureza, “Weisheit” – Templo da Sabedoria – “Vernunft” – Templo da Razão. Em dúvida sobre qual dos templos detém o ideal que busca e já partindo para o processo de tentativas, Tamino está prestes a bater à porta do Templo da Natureza quando escuta um coral que lhe barra a entrada dizendo: “Zurük” – para trás! A seguir prestes a bater à porta do Templo da Razão escuta novamente: “Zurük” - para trás! Finalmente, ao bater à porta do Templo da Sabedoria a porta se abre e um velho sacerdote, ricamente trajado em vestes brancas e com voz suave se dirige a Tamino: “Que traz você aqui, jovem audacioso? Que procuras neste local sagrado?” Tamino lhe revela suas intenções: quer libertar a princesa Pamina das mãos do cruel feiticeiro Sarastro. O Sacerdote percebe que Tamino é movido pelo Amor mas que está mal informado acerca de Sarastro. Passa a buscar desfazer a imagem errônea que dele faz Tamino. Este insiste em saber onde a princesa se encontra tendo por toda a resposta o silêncio. Fica aliviado ao saber, contudo, por vozes estranhas ao templo, que ela ainda vive. O sacerdote se afasta e Tamino agora resolve tocar a Flauta Mágica, sua arma salvadora. Papageno, ao longe, ouve o som e lhe responde com a sua flauta de caçador de pássaros. Fica imaginando se Papageno teria encontrado Pamina. Em instantes Papageno entra em cena com Pamina – livre de suas correntes – orientado que fora pelo som da Flauta Mágica. Monostatos segue a ambos, com auxílio dos escravos e os alcança já próximos de Tamino. Estão prestes a aprisioná-los quando Papageno se recorda de sua arma mágica, o “glockenspiel”, e o toca. Ao som de uma dança alegre e saltitante os bandidos saem dançando, como que enfeitiçados.
Pamina, Tamino e Papageno estão respirando aliviados quando um som de trombetas anuncia a chegada de Sarastro. Papageno teme por sua sorte e Pamina julga-se perdida. Afinal, acabara de fugir de Monostatos, que o mantinha cativa por ordem de Sarastro.


O séqüito de Sarastro chega ao local em que se encontram. Sarastro, saudado pelo coral, entra em cena. O coral diz: “O homem sábio o aclama, o falso aprende a temê-lo. Com paciência ele nos guia para a Sabedoria e para a Luz. Pois ele é nosso líder, proclamando a retidão.”


Monostatos conta a Sarastro a sua versão dos eventos recentes. De como aquela “estranha ave” – Papageno – o havia surpreendido e retirado Pamina de seus olhos. Sarastro compreende tudo e ordena que dêem “77 chibatadas” nos pés de Monostatos, que sai carregado por outros escravos para a sua punição.


Pamina se aproxima do Grão Sacerdote Sarastro e confessa sua transgressão, seu desejo de escapar para voltar ao convívio de sua mãe. Revela ainda o assédio que vinha sofrendo por parte do mouro Monostatos. Sarastro informa compreender suas intenções e que não poderia se interpor entre ela e seu anseio de amar. Ressalta, contudo, que não poderá, ainda, libertá-la. Revela quem de fato é sua mãe e seus planos para destruir a fraternidade de Ísis e Osíris – propõe-se a manter Pamina a seus cuidados e dos membros daquela fraternidade.


Papageno e Tamino percebem que tinham uma impressão equivocada sobre Sarastro, impressão neles inculcada pela Rainha da Noite, e agora, admirados com Sarastro e a irmandade de Ísis e Osíris manifestam sua vontade de também serem membros. Sarastro lhes informa que, neste caso, deverão passar por um julgamento e uma série de provas a fim de que sejam aceitos. Têm início aqui os preparativos para a Iniciação de Tamino e de Papageno que, com a cabeça recoberta por espessa venda, saem de cena.

Chegamos ao final do I Ato.

O II Ato começa num bosque com desenhos estranhos e uma pirâmide truncada ao fundo. Dezoito sacerdotes se posicionam em três pontos da cena, à esquerda, à direita e ao fundo. Sarastro, de pé ao centro, abre a reunião anunciando: “Iniciaremos neste Templo da Sabedoria, servos de Ísis e Osíris. Com alma pura eu declaro a todos vós que esta assembléia é uma das mais importantes do nosso Templo. Tamino, filho de um rei, vinte anos de idade, está à porta de nosso Templo.” Três dos sacerdotes se levantam, um a cada vez. O primeiro questiona: “Ele é virtuoso?” pergunta o primeiro. “Ele é discreto?” pergunta o segundo. “É um homem caridoso?” pergunta o terceiro. Sarastro responde afirmativamente a todas as questões e pergunta se todos concordam com a iniciação, devendo manifestar-se erguendo uma das mãos. O grupo de sacerdotes que se encontra à esquerda o faz e mantém-se assim enquanto a orquestra entoa uma nota constante. A seguir, o mesmo para o grupo que está à direita e, finalmente, o grupo que está ao fundo, pontuados por uma mesma nota cada, totalizando três toques. Sarastro encerra a reunião cantando uma ária em que invoca a proteção de Ísis e Osíris.

Os dois iniciandos estão prontos para o cerimonial. Este tem início com Tamino e Papageno conduzidos por um sacerdote cada um, no átrio do Templo. Desvendado, Tamino reafirma sua intenção de galgar a sabedoria e ter como recompensa o amor de Pamina. Quando questionado pelo Orador, emite respostas simples, firmes e diretas. Papageno contudo, questionado pelo sacerdote, manifesta-se apenas ansioso pelos prazeres da vida: “comer, dormir e beber. Isto é bastante para mim. Se possível, ter uma bela esposa.” O Orador dá a palavra final: aconteça o que acontecer daqui para frente ambos terão de manter silêncio absoluto. Se violarem esta ordem estarão perdidos. Orador e Sacerdote previnem a ambos quanto às malévolas tentações femininas. Logo que estes saem, deixando os dois sozinhos com suas meditações, entram as três Damas da Rainha da Noite que advertem os dois sobre o perigo que correm se permanecerem naquele lugar. “Tamino, certamente a morte o aguarda. Papageno, você está perdido para sempre.” Apavorado, Papageno começa a tagarelar e é por várias vezes repreendido por Tamino que lhe faz recordar o que ambos prometeram aos sacerdotes. Diante das três Damas, Tamino mantém silêncio e elas se vão. A prova termina com os sacerdotes entrando em cena e informando que Tamino vencera aquela etapa.

Na cena seguinte, vemos Pamina a ser preparada para a sua Iniciação. Pamina está adormecida no jardim do palácio de Sarastro. Monostatos surge para mais uma vez tentar seduzir a jovem. Canta a sua paixão pela beleza da princesa. A Rainha da Noite surge em meio a trovões fazendo Monostatos esconder-se amedrontado. Ao perguntar a Pamina sobre o destino do jovem que ela lhe havia enviado a filha retruca que este será iniciado na fraternidade de Ísis e Osíris. Percebendo a gravidade da situação a Rainha, sabedora de que Pamina também está enredada pela fraternidade dos iniciados, entoa a magnífica “Ária da Vingança”, um desafio para a soprano que o interpreta. Extravasa toda a sua cólera contra Sarastro e seus seguidores. Entrega um punhal à filha com a recomendação de que assassine seu inimigo mortal. A Rainha da Noite desaparece tão misteriosamente como havia surgido. Monostatos, que se ocultara diante da aparição da Rainha, reaparece e toma o punhal das mãos da princesa ameaçando-a caso não se entregasse a seu apetite sensual. Exatamente no momento em que ele tenta possuir a jovem, Sarastro entra em cena, compreende o que se passa e repreende Monostatos. Este sai, ficando Sarastro e Pamina a sós. Este revela a Pamina que já conhecia os planos de vingança da Rainha da Noite contra ele e a fraternidade de Ísis e Osíris. De sua parte, numa bela ária, Sarastro mostra quais são as armas de que dispõe para derrotar a Rainha:



“Em nosso sagrado templo,

A vingança é desconhecida,

E aqueles que se desviam do dever

O caminho lhes é mostrado com amor

Com ternura são levados pela mão fraterna

Até encontrarem, com alegria, um lugar melhor



Dentro de nossa sagrada maçonaria,

Por laços de amor estamos unidos

Cada um perdoa o seu próximo

Aqui não há traição

E aqueles que desprezam este nobre plano

Não merecem ser chamados de homem.”



Com esta ária, de forma serena e firme, Sarastro ressalta a diferença entre o que a Rainha da Noite diz e o que a fraternidade de Ísis e Osíris realmente representa. Pamina conhece agora a face da verdade: a crueldade e os propósitos de vingança da Rainha da Noite estão em vivo contraste com a serenidade e o equilíbrio, temperados com o mais sincero amor fraternal revelados por Sarastro. Aqui se encontra o clímax da ópera, a universal confrontação da Luz contra as Trevas.

Na próxima cena, Tamino e Papageno prosseguem em suas provas. Ambos devem continuar guardando o mais absoluto silêncio, conforme recomendação do Orador e do Sacerdote. Para Papageno um teste estranho: surge a seu lado uma mulher muito velha coberta por um capuz e uma longa capa que, ocultando sua face e suas formas. Puxando conversa com ele e revela que tem dezoito anos e que seu namorado se chama Papageno. Vai revelar o seu nome quando desaparece num alçapão. Espantado, puxa conversa com Tamino, que sucessivas vezes o repreende. Tamino será submetido à prova ainda mais difícil: Pamina entra em cena e lhe dirige palavras de amor, mas ele está impedido, por seu juramento de silêncio, de dirigir-lhe a palavra. Ambos sofrem muito com esta situação. Tamino desejaria falar-lhe, mas está impedido. Pamina julga, desconcertada, que Tamino lhe renega seu amor. Chorando convulsivamente, deixa a cena com Tamino sofrendo muito pela dor que, involuntariamente, impôs à princesa.

Seguem as provas. Agora, no interior do Templo, Sarastro e outros sacerdotes entoam um coral em louvor a Ísis e Osíris. Tamino e Pamina são trazidos à sua presença. Faz-se silêncio em toda a assembléia. Sarastro previne a ambos que ainda deverão se submeter a outras provas. O casal deve despedir-se com um adeus pois agora o príncipe deve submeter-se à prova final – e seu futuro é incerto. Papageno também entra em cena e o sacerdote que o acompanha lhe diz que, embora não tenha sido bem sucedido na prova anterior, os deuses estavam dispostos a satisfazer-lhe um desejo. Ele pede um copo de vinho. A seguir recorda-se, numa alegre ária, Papageno canta seu maior anseio maior: que lhe seja concedida uma bem-amada, tão ansiosamente aguardada. A mesma velha de antes surge e informa que ele tem duas alternativas: casar-se com ela ou morrer. Ele se decide a aceitá-la e, como por encanto, ela se transforma numa jovem linda, a Papagena. Papageno corre a abraçá-la e é contido pelo sacerdote que lhe adverte: “Afaste-se, jovem! Você ainda não tem este direito!” E sai com a bela jovem deixando Papageno só e desolado.

Pamina, por sua vez, encontra-se num aprazível jardim envolvida por pensamentos melancólicos. Não tem certeza do amor de Tamino e, sentindo-se abandonada, pensa em suicidar-se utilizando o punhal que a mãe lhe dera. Surgem os três Gênios da Floresta, que buscam dissuadi-la daqueles maus pensamentos com a revelação de que Tamino está se submetendo a provas a fim de se unir a ela. Eles recomendam que Pamina os siga e verá Tamino em sua prova final.

Tamino está próximo ao Templo, onde se vêem duas cavernas – uma de cada lado do palco – com um portão gradeado. No centro, uma escada conduz a uma porta onde estão postados dois guardas armados. Os guardas cantam em dueto:



“Aquele que andar

Por estes caminhos

Cheios de dificuldades,

Terá de passar pelas provas

Do fogo, da água, do ar e da terra

E, se vencer

O temor da morte

Como que deixará a terra

Em direção ao brilho do céu.

Iluminados, coração e mente,

Empenhar-se-ão pelo direito

E no sagrado rito de Ísis

Encontrarão a verdadeira luz.”



Os dois guardas, avisando-lhe dos perigos, exortam à coragem de Tamino e Pamina no início destas provas. Tamino segue firme em seu propósito e informa que nenhuma ameaça pode amedrontá-lo.

Tamino prepara-se para enfrentar a primeira prova, a prova do fogo. Pamina se aproxima dele para participar também desta prova. Ambos entram na caverna por onde saem labaredas de fogo. Tamino, tocando a Flauta Mágica, passeia com desenvoltura em companhia de Pamina, pelas chamas que vão desaparecendo. A seguir atravessam por uma torrente de águas como de uma grande cachoeira sem que nada lhes aconteça, graças ao mágico som da Flauta. Ao retornarem vitoriosos são saudados por um coral de sacerdotes, Sarastro à frente, que se rejubilam com os iniciandos.

Próximo dali, Papageno ainda está atormentado, desconsolado sem a sua sonhada bem-amada. Canta com saudade e diz, diante de uma forca, que contará só até três para que Papagena reapareça. Papageno está prestes a suicidar-se quando surgem os três Gênios da Floresta que exortam-no a tocar seu “glockenspiel” e assim fazer com que Papagena volte. Ele se recorda de seu instrumento mágico, toca-o e Papagena surge magicamente, tendo início o delicioso dueto “Papagena-Papageno.”

Na cena final vemos a chegada da Rainha da Noite, das três Damas e de Monostatos, que havia passado para o lado da Rainha a fim de, usufruindo de seus poderes mágicos, chegar a seu intento: seduzir Pamina. A Rainha, ensandecida ao ver Pamina e Tamino agora iniciados e membros da fraternidade que odiava, tenta invadir os domínios dos iniciados para derrotá-los definitivamente. Chegam em meio a densa treva, os invasores portam tochas. Nesse instante, tem lugar uma grande tempestade, com raios e trovões, que obriga os invasores a se dispersarem. A noite vai aos poucos dando lugar à aurora. O sol surge e o ambiente ganha cada vez mais luz. Sarastro, o Grande Sacerdote, surge cercado pelos irmãos e sacerdotes e canta:



“A glória do dourado Sol,

Conquistou a noite.

O falso mundo das trevas

Conhece agora o poder da luz.”



Um majestoso coral encerra a ópera com louvores a Ísis e Osíris e aos iniciados:



“Salve, novos iluminados!

Passastes pela noite

Louvamos a ti, Osíris.

Louvamos a ti, Ísis.

Pela força são vitoriosos

São dignos da coroa

A beleza e a sabedoria

Haverão de iluminá-los como o Sol.” veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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