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BIOGRAFIAS RELACIONADAS A EDUCAÇÃO - LOURENÇO FILHO
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Estudos sobre o culto, o direito, as instituições da grécia e de roma. A Cidade Antiga é um tratado sobre a civilização greco-romana. Religião, política, costumes, instituições - o erudito historiador Fustel de Coulanges realiza um estudo exaustivo da formação da cultura e Estado clássicos, seu desenvolvimento, dinâmica, caraterísticas e transformação ao longo do tempo que perdurou a civilização greco-romana. Descreve-se e se analisa seu florescimento, ascensão e queda. Foi professor de História Medieval na Sorbonne e devido aos métodos de pesquisa que utilizou, é tido como um dos precursores da moderna historiografia francesa. Dois princípios fundamentais norteiam o estudo de Coulanges. Segundo ele a obtenção do verdadeiro conhecimento desses povos (grego e romano) exige que os estudemos sem a idéia fixa de considerá-los como nós, dado o fato de sermos seus herdeiros culturais; é preciso estudá-los como se nos fossem inteiramente estranhos. O segundo princípio é a necessidade e condição sine qua non de considerar as crenças religiosas desses povos para compreender suas instituições em geral, sem o que estas surgirão obscuras, extravagantes e inexplicáveis diante de nossos olhos veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Uma tarde, o jornalista Carlos Heitor Cony recebe inesperadamente um envelope. Reparando bem, identifica no sobrescrito a letra do pai falecido havia dez anos. A visão do embrulho desata a memória, e tem início, assim, a cerimônia de reencontro de um filho com seu pai. De um simples pacote, ainda não aberto, saltam alguns sinais: a técnica de fazer o embrulho, a perfeição do nó no barbante, o formato da letra, a tinta roxa e certos cheiros (de alfazema, de brilhantina e de manga). Cada sinal trás de volta uma história inesperada do homem Ernesto Cony Filho, que possuía um formidável apetite de viver. Apetite que se manifestava nas maneiras de reinventar a vida com muito bom- humor , mesmo em momentos difíceis, quando perde o posto nas redações de jornais devido a reviravoltas na política brasileira. Nem quando Carlos Heitor Cony esteve no Seminário houve separação e ausência. O pai dava um jeito de aparecer, sempre inesperadamente, no meio de cerimônias públicas para entregar ao menino Cony um sanduíche de presunto, um prato com deliciosa comida de botequim. Para quem viver era mais importante que ganhar dinheiro, os sonhos eram fundamentais: uma viagem à Itália, para estabelecer contatos promocionais entre uma estação de águas medicinais e o Brasil, ficou pela metade, mas era contada para sempre como se tivesse acontecido, com os detalhes precisos, com entusiasmo e convicção. No quase - romance , pequenos gestos ganham dimensão de grande aventura e poesia: separar papéis de seda de várias cores, fazer balões, soltar balões, recolher o balão que volta à casa em que foi construído. Cruzando os céus e o tempo, os balões são o símbolo da mais forte e definitiva relação entre dois homens - pai e filho. O escritor Carlos Heitor Cony, carioca, nascido em 1926, é um grande nome da literatura brasileira da atualidade. Com este romance, que ganhou o prêmio Jabuti em 1996, rompe com a tradição dos memorialistas brasileiros para quem escrever sobre o passado é uma forma de fazer um acerto de contas com a família, de se vingar de pessoas que ficaram pelo caminho. A memória, quando é quase - memória , não se apresenta como testemunha da história, nem como escrita do ressentimento. Torna-se, principalmente, uma maneira de se expressar a alegria de lembrar do passado, além de reafirmar cumplicidades definitivas, como a criada com o homem que nos toma pela mão e nos leva para o mundo, o nosso pai. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e Lingüística. São Paulo: Scipione, 1997.

Alfabetização e a Língua Portuguesa
É habitual pensar na Língua Portuguesa em dois estágios:
1. o que dura um ano - o professor ensina o sistema alfabético de escrita (correspondência fonografia) e convenções ortográficas.
2. desenvolver exercícios de redação e trinos ortográficos e gramaticais.
Por trás da prática desses dois estágios, esta a teoria que concebe a capacidade de produzir textos como dependente da capacidade de grafá-los de próprio punho.
Na Antigüidade grega, o autor era quem compunha e ditava para ser escrito ao escriba.
Na compreensão natural, redigir e grafar rompe com a crença arraigada do domínio do be-a-bá para início do ensino da língua, mostrando que redigir - aprendizagem do conhecimento-e grafar- aprendizagem da linguagem - podem e devem ocorrer de forma simultânea.
A conquista da escrita alfabética não garante ao aluno a possibilidade de compreender e produzir testos em linguagem escrita. Essa aprendizagem exige um trabalho pedagógico sistemático. Ao ler históricas ou noticias do jornal, ensina-se como são organizados na escritas esses gêneros, o vocabulário adequado e os recursos que são característicos. O aluno que dita, está produzindo-o criando um discurso, grafando o ou não.
Todo texto pertence a um gênero literário, com forma própria, e essa diversidade textual deve estar a serviço da expansão do conhecimento letrado do aluno.
Decifrar o escrito é um saber de grande valor social, alfabetizar exige ação e reflexão do aluno, e a intervenção pedagógica permite ao professor ajustar a informação oferecida as condições de interpretação em cada momento do processo.
O ensino da Língua Portuguesa tem sido marcado em ensinar a juntar silabas ou letras, formar palavras, frases e textos. Levando a escola a trabalhar com textos que só sevem pra ensinar a ler.
Um texto não se define por sua extensão. O nome que assina um desenho, a lista do que deve ser comprado, um conto ou romance, todos são textos. A palavra Pare escrita no asfalto, por exemplo pode ser trabalhado pelo professor.
Um texto adequado a um leitor iniciante, tem sido equivocadamente escolhidos pela sua simplicidade, deixando de aproximar as crianças de textos de qualidade. Não se forma bons leitores oferecendo materiais de leitura empobrecidas. As pessoas aprendem a gostar de ler quando de alguma forma, a qualidade de sus vidas melhora com a leitura.
É importante que se trabalhe textos literários no cotidiano da sala de aula.. a literatura não é a copia do real, sua ligação com pó real é indireta, mediado por signos verbais.
Pensar a literatura a partir dessa autonomia ante o real implica dizer que diante de um tipo de dialogo há jogos de aproximações e afastamentos em que a invenção de linguagem, expressões subjetivas, sensações podem se misturar a processos racionalizantes.
O ensino da literatura envolve exercícios de reconhecimento das singularidades e de propriedades compositivas de escrita. Com isso, equívocos costumam estar presentes quando colocados de forma descontextualizadas, não contribuindo para formação de leitores.
Pensar e falar sobre linguagem realiza-se uma atividade reflexiva. Por isso é necessário o planejamento de situações que possibilitem a reflexão sobre is recursos expressivo utilizados pelo produtor autor do texto, quanto aos aspectos gramáticas dos discursos não se deve se preocupar com a categorização, classificação ou a regularização sobre essas questões.
As atividades metalingüísticas estão relacionadas a analises voltada para descrição, por meio de categorização e sistematização de elementos lingüísticos, não estão vinculadas ao processo discursivo.
O ensino da Língua Portuguesa nas práticas habituais trata a fala e a linguagem cmo conteúdo em si e não modo de melhorar a qualidade da produção lingüística. A gramática de forma descontextualizada serve pra ir bem na prova e passar de ano. Por isso tem se discutido a necessidade de ensiná-la, porem a questão é como ensiná-la.
Nos primeiros ciclos deve se centrar em atividades epilingüísticas na reflexão sobre a língua em situações de produção e interpretação no caminho de aprimorar o controle de sobre a própria produção lingüística.
Ai longo dos oito anos de ensino fundamento espera-se que os aluno adquiram uma competência em relação a linguagem que lhes permitam resolver problemas da vida cotidiana, ter acesso a bens culturais e alcançar a participação plena no mundo letrado. Para isso, o ensino da Língua Portuguesa deve organizar-se de modo que os alunos sejam capazes de:
• Expandir o uso da linguagem utilizando com eficácia assumindo a palavra e produzindo textos;
• Utilizar diferentes registros, sabendo adequá-los a situações comunicativas que participa;
• Conhecer e respeitar as diferentes variedades lingüísticas do português falado;
• Compreender os textos orais e escritos;
• Valorizar a leitura como fonte de informação;
• Utilizar a linguagem como instrumento de aprendizagem;
• Valer-se da linguagem para melhorar a qualidade de suas relações pessoas;
• Usar os conhecimentos adquiridos por reflexão sobre a língua pra expandirem as possibilidades do uso da linguagem a capacidade de analises criticas;
• Conhecer e analisar criticamente o uso da língua como veiculo de valores e preconceitos de classes, credo, gênero ou etnia. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A Cartomante (publicado no livro Várias histórias) narra a história de Camilo, Vilela e Rita. Os dois primeiros eram melhores amigos; a segunda era esposa do segundo e amante do primeiro. Quando Camilo começa receber denúncias anônimas, diminui a freqüência das visitas ao amigo. Preocupada, Rita visita uma cartomante, fato que faz Camilo rir. Quando Vilela chama Camilo a sua casa ele vai preocupado, e passa antes na cartomante pensando que não tem nada a perder. Ela lhe assegura que nada vai dar errado e ele chega despreocupado a casa de Vilela, onde encontra Rita morta. Vilela então o mata. A Causa Secreta (publicado no livro Várias histórias) fala de dois homens que, após um salvar a vida do outro e passar-se algum tempo, tornam-se sócios. Mas pouco a pouco um deles vai demonstrando tendências sádicas, torturando animais, fato que atordoa a esposa. Quando ela morre, Fortunato, o sádico, presencia o amigo beijar a testa da mulher e derreter-se em choro, saboreando o momento de dor do amigo que lhe traía. D. Paula (publicado no livro Várias histórias) conta sobre um casal que realiza uma separação temporária por ciúmes, com fundos, do marido. O caso é mediado pela tia da esposa, Dona Paula, que quando descobre quem é o outro, fica abalada. É o filho do homem com quem teve caso análogo, fato que deixa seus sentimentos bem abalados em relação ao caso.

Noite de Almirante (publicado no livro Várias histórias) é sobre Deolindo, jovem marinheiro que volta de uma viagem longa para encontrar a namorada, com quem fizera um voto de fidelidade (e cumprira) com um novo homem. Ele a procura, conversa com ela, dá-lhe um presente e sai desesperado, pensando em suicídio. Não o comete, mas tem vergonha de admitir aos amigos a verdade e mente que realmente passou uma noite de almirante. O Enfermeiro (publicado no livro Várias histórias) conta sobre um homem que, a beira da morte, conta um caso de seu passado. Ele foi em 1860 ser enfermeiro de um velho e mau coronel, que acaba esganando alguns dias antes de partir por não mais o suportar. Quando abre-se o testamento ele é declarado herdeiro universal e distribui lentamente o dinheiro em esmolas. Enquanto isto se passa, vai lentamente se convencendo de sua inocência, apoiado pela sociedade que odiava o velho e suas ações que considera redentoras. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Os sete Saberes Necessários a Educação do Futuro
MORIN, Edgar. Cortez, São Paulo,2002
Morin, Edgar. Publicado no Boletim da SEMTEC-MEC Informativo Eletrônico da
Secretaria de Educação Média e Tecnológica – Ano 1 – Número 4 – junho/julho de 2000.

Introdução
Os sete saberes necessários à educação do futuro não têm nenhum programa educativo, escolar ou universitário. Aliás, não estão concentrados no primário, nem no secundário, nem no ensino universitário, mas abordam problemas específicos para cada um desses níveis. Eles dizem respeito aos setes buracos negros da educação, completamente ignorados, subestimados ou fragmentados nos programas educativos. Programas esses que, na minha opinião, devem ser colocados no centro das preocupações sobre a formação dos jovens, futuros cidadãos.

Capítulo 1 – As Cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão
Todo conhecimento comporta o risco do erro e da ilusão. O primeiro buraco negro diz respeito ao conhecimento. Naturalmente, o ensino fornece conhecimento, fornece saberes. Porém, apesar de sua fundamental importância, nunca se ensina o que é, de fato, o conhecimento. E sabemos que os maiores problemas neste caso são o erro e a ilusão. A educação do futuro deve enfrentar o problema de dupla face do erro e da ilusão. O erro seria subestimar o problema do erro, a maior ilusão seria subestimar o problema da ilusão. O reconhecimento do erro e da ilusão é ainda mais difícil, porque o erro e a ilusão não se reconhecem, em absoluto como tais).
Erro e ilusão parasitam a mente humana desde o aparecimento do homo sapiens.
Ao examinarmos as crenças do passado, concluímos que a maioria contém erros e ilusões. Mesmo quando pensamos em vinte anos atrás, podemos constatar como erramos e nos iludimos sobre o mundo e a realidade. E por que isso é tão importante? Porque o conhecimento nunca é um reflexo ou espelho da realidade. O conhecimento é sempre uma tradução, seguida de uma reconstrução. Mesmo no fenômeno da percepção, através do qual os olhos recebem estímulos luminosos que são transformados, decodificados, transportados a um outro código, que transita pelo nervo ótico, atravessa várias partes do cérebro para, enfim, transformar aquela informação primeira em percepção. A partir deste exemplo, podemos concluir que a percepção é uma reconstrução.
Tomemos um outro exemplo de percepção constante: a imagem do ponto de vista da retina. As pessoas que estão próximas parecem muito maiores do que aquelas que estão mais distantes, pois à distância, o cérebro não realiza o registro e termina por atribuir uma dimensão idêntica para todas as pessoas. Assim como os raios ultravioletas e infravermelhos que nós não vemos, mas sabemos que estão aí e nos impõem uma visão segundo as suas incidências. Portanto, temos percepções, ou seja, reconstruções, traduções da realidade. E toda tradução comporta o risco de erro. Como dizem os italianos "tradotore/traditore".
Também sabemos que não há nenhuma diferença intrínseca entre uma percepção e uma alucinação. Por exemplo: se tenho uma alucinação e vejo Napoleão ou Júlio César, não há nada que me diga que estou enganado, exceto o fato de saber que eles estão mortos. São os outros que vão me dizer se o que vejo é verdade ou não. Quero dizer com isso que estamos sempre ameaçados pela alucinação. Até nos processos de leitura isto acontece. Nós sabemos que não seguimos a linha do que está escrito, pois, às vezes, nossos olhos saltam de uma palavra para outra e reconstroem o conjunto de uma maneira quase alucinatória. Neste momento, é o nosso espírito que colabora com o que nós lemos. E não reconhecemos os erros porque deslizamos neles. O mesmo acontece, por exemplo, quando há um acidente de carro. As versões e as visões do acidente são completamente diferentes, principalmente pela emoção e pelo fato das pessoas estarem em ângulos diferentes.
No plano histórico há erros, se me permitem o jogo de palavras, histéricos. Tomemos um exemplo um pouco distante de nós: os debates sobre a Primeira Guerra Mundial.Uma época em que a França e a Alemanha tinham partidos socialistas fortes, potentes e muito pacifistas, e que, evidentemente, eram contrários à guerra que se anunciava. Mas, a partir do momento em que se desencadeou a guerra, os dois partidos se lançaram, massivamente a uma campanha de propaganda, cada um imputando ao outro os atos mais ignóbeis. Isto durou até o fim da guerra. Hoje, podemos constatar com os eventos trágicos do Oriente Médio a mesma maneira de tratar a informação. Cada um prefere camuflar a parte que lhe é desvantajosa para colocar em relevo a parte criminosa do outro. Na ideologia alemã, nem Marx escapa dos erros.
Este problema se apresenta de uma maneira perceptível e muito evidente, porque as traduções e as reconstruções são também um risco de erro e muitas vezes o maior erro é pensar que a idéia é a realidade. E tomar a idéia como algo real é confundir o mapa com o terreno.
Outras causas de erro são as diferenças culturais, sociais e de origem. Cada um pensa que suas idéias são as mais evidentes e esse pensamento leva a idéias normativas. Aquelas que não estão dentro desta norma, que não são consideradas normais, são julgadas como um desvio patológico e são taxadas como ridículas. Isso não ocorre somente no domínio das grandes religiões ou das ideologias políticas, mas também das ciências. Quando Watson e Crick decodificaram a estrutura do código genético, o DNA (ácido desoxirribonucléico), surpreenderam e escandalizaram a maioria dos biólogos, que jamais imaginavam que isto poderia ser transcrito em moléculas químicas. Foi preciso muito tempo para que essas idéias pudessem ser aceitas.
Na realidade, as idéias adquirem consistência como os deuses nas religiões. É algo que nos envolve e nos domina a ponto de nos levar a matar ou morrer. Lenin dizia: "os fatos são teimosos, mas, na realidade, as idéias são ainda mais teimosas do que os fatos e resistem aos fatos durante muito tempo". Portanto, o problema do conhecimento não deve ser um problema restrito aos filósofos. É um problema de todos e cada um deve levá-lo em conta desde muito cedo e explorar as possibilidades de erro para ter condições de ver a realidade, porque não existe receita milagrosa.
A educação deve mostrar que não há conhecimento que não esteja ameaça do pelo erro e a ilusão.
O conhecimento, as percepções de mundo são traduções e reconstruções mentais codificados pelos sentidos. Os erros nos vêem pela visão que acrescenta o erro intelectual. O conhecimento é fruto de uma tradução por meio da linguagem e do pensamento e está sujeita ao erro na hora da interpretação a subjetividade do conhecedor introduz o risco do erro.
Eliminar o risco de erro recalca toda afetividade. O desenvolvimento da inteligência é inseparável do mundo da afetividade, curiosidade, paixão que são a mola da pesquisa filosófica ou cientifica. A afetividade pode asfixiar o conhecimento. A emoção é indispensável ao estabelecimento de comportamentos racionais.
O conhecimento cientifico detecta erros e luta contras as ilusões, mas pode também desenvolver ilusões, por isso não pode tratar sozinhos conhecimentos científicos sem os epistemológicos, filosóficos e éticos. E a educação deve-se dedicar a identificação da origem dos erros.
Os erros mentais
Nenhum dispositivo cerebral permite distinguir a alucinação da percepção, o sonho da vigília, o imaginário do real, o subjetivo do objetivoA fantasia é importante, há um mundo psíquico independente que fermenta necessidades, sonhos, desejos, idéias, imagens, fantasias e infiltra-se a nossa concepção de mundo exterior.
Cada mente é dotada da mentira de si próprios, exemplo do egocentrismo, a necessidade de autojustificativa, tendência de a projetar sobre o outro a causa do mal, sem detectar esta mentira da qual é autor. A memória se degrada, embeleza ou desfigura, fazendo ter falsas lembranças, por isso está sujeita a erros.
Erros da razão: a racionalidade é corretiva ela nos faz distinguir entre o intelectual e o afetivo, é a proteção contra o erro e a ilusão, ela elabora teorias coerentes e permanece aberta ao que contesta para evitar que se feche em doutrina. Mas também tem nela uma possibilidade de erro, quando se torna uma doutrina que obedece a um modelo mecanicista e determinista para considerar o mundo não racional, mas racionalizadora. A racionalidade aberta por natureza dialoga com o real, debate idéias, conhece limites da lógica do determinismo e do mecanicismo, negocia com a rracionalidade, é autocrítica.Somos racionais quando reconhecemos a racionalização, nossos próprios mitos, e o da nossa razão e do progresso garantido.
Reconhecer na educação do futuro um princípio de incerteza racional, a verdadeira racionalidade ser autocrítica.
As cegueiras paradigmáticas.
O imprinting e a normalização: O imprinting.As doutrinas e ideologias dominantes dispõem da força imperativa que traz a evidencia aos convencidos e da força coercitiva que suscita o medo inibidor nos outros. Determina os estereótipos cognitivos, as idéias concebidas sem exame, as crenças não-contestadas, os absurdos, a rejeição de evidência em nome da evidencia e faz reinar os conformismos cognitivos e intelectuais. Inscreve o conformismo. A normalização: o imprinting cultural marca os seres humanos desde o nascimento, assim a seleção sociológica das idéias raramente obedece às verdades.
Capítulo 2 O Conhecimento Pertinente
O segundo buraco negro é que não ensinamos as condições de um conhecimento pertinente, isto é, de um conhecimento que não mutila o seu objeto. Nós seguimos, em primeiro lugar, um mundo formado pelo ensino disciplinar. É evidente que as disciplinas de toda ordem ajudaram o avanço do conhecimento e são insubstituíveis. O que existe entre as disciplinas é invisível e as conexões entre elas também são invisíveis. Mas isto não significa que seja necessário conhecer somente uma parte da realidade. É preciso ter uma visão capaz de situar o conjunto. É necessário dizer que não é a quantidade de informações, nem a sofisticação em Matemática que podem dar sozinhas um conhecimento pertinente, mas sim a capacidade de colocar o conhecimento no contexto.
A economia, que é das ciências humanas, a mais avançada, a mais sofisticada, tem um poder muito fraco e erra muitas vezes nas suas previsões, porque está ensinando de modo a privilegiar o cálculo. Com isso, acaba esquecendo os aspectos humanos, como o sentimento, a paixão, o desejo, o temor, o medo. Quando há um problema na bolsa, quando as ações despencam, aparece um fator totalmente irracional que é o pânico, e que, freqüentemente, faz com que o fator econômico tenha a ver com o humano, ligando-se, assim, à sociedade, à psicologia, à mitologia. Essa realidade social é multidimensional e o econômico é apenas uma dimensão dessa sociedade. Por isso, é necessário contextualizar todos os dados.
Se não houver, por exemplo, a contextualização dos conhecimentos históricos e geográficos, cada vez que aparecer um acontecimento novo que nos fizer descobrir uma região desconhecida, como o Kosovo, o Timor ou a Serra Leoa, não entenderemos nada. Portanto, o ensino por disciplina, fragmentado e dividido, impede a capacidade natural que o espírito tem de contextualizar. E é essa capacidade que deve ser estimulada e desenvolvida pelo ensino, a de ligar as partes ao todo e o todo às partes. Pascal dizia, já no século XVII: "não se pode conhecer as partes sem conhecer o todo, nem conhecer o todo sem conhecer as partes".
O contexto tem necessidade, ele mesmo, de seu próprio contexto. E o conhecimento, atualmente, deve se referir ao global. Os acidentes locais têm repercussão sobre o conjunto e as ações do conjunto sobre os acidentes locais. Isso foi comprovado depois da guerra do Iraque, da guerra da Iugoslávia e, atualmente, pode ser verificado com o conflito do Oriente Médio.


Capitulo III - Ensinar a condição Humana

A educação do futuro deverá ser o ensino universal, centrado na condição humana. Estamos na era planetária (globalizada) onde os seres humanos devem reconhecer-se em sua humanidade comum e ao mesmo tempo reconhecer a diversidade cultural. Conhecer o humano é situá-lo no universo e interrogar sobre nossa posição no mundo. Os progressos modo ficaram as idéias sobre universo, a Terra, a Vida e sobre o próprio Homem. Mas estas contribuições permanecem ainda desunidas. É impossível conceber a unidade complexa do ser humano pelo pensamento disjuntivo que nossa humanidade, dos cosmos, da matéria física e do espírito. As ciências são fragmentadas e compartimentadas. A unidade humana torna-se invisível. O novo saber não é assimilado nem integrado. Existe um agravamento da ignorância do todo enquanto avança o conhecimento das partes. A educação do futuro deve promover o remembramento dos conhecimentos das ciências naturais a fim de situar a condição humana no mundo dos conhecimentos derivados das ciências humanas e colocar em evidência a multidimensionalidade e a complexidade humana, bem como integrar a filosofia, a historia, a literatura, poesia e as artes. O ser humano enraizado nos cosmos, a partir de substâncias e evolução, faz com que fazemos parte integrada no Universo. A condição física organizou-se sobre a Terra. A vida é solar. Nos os seres vivos somos um elemento da diáspora, algumas migalhas da existência solar, um diminuto broto da existência terra. Pertencemos a Terra, mas estamos marginalizados a Ela, pois Ela se auto-organizou na dependência do Sol e nos somos a um só tempo seres cósmicos e terrestres, que nos desenvolvemos, mas lutamos para sobreviver, pois na Terra desenvolveu-se também um ecossistema. Dependemos vitalmente da biosfera terrestre e devemos reconhecer nossa identidade terrena física e biológica.
A importância da hominização é primordial a educação voltada à condição humana. A animalidade e a humanidade constituem nossa condição humana. Ela, a hominização conduz ao novo inicio, o conceito de homem biofísico e psico-sócio-cultural. Pois devido a nossa humanidade, cultura, mente, consciência tornamo-nos estranho ao cosmos. Nosso pensamento e consciência fazem-nos conhecer o mundo físico e distanciam-nos dele. Nossa cultura nos leva além de sermos matéria física, separamos do Universo quando buscamos na natureza modificá-la e transformá-la. Trazemos em cada um toda a humanidade, a vida, e todo mistério do cosmo. O homem traz em si o mistério do cosmos. Somos um cosmo no nosso universo.
Nossa condição biológica e cultural traz em si a unidualidade originária. O homem se realiza como humano pela e na cultura.O circuito razão/afeto/pulsão são instâncias antagônicas e complementares, que comportam conflitos, nela há uma relação instável, permutante.
O circuito individuo/sociedade/espécie – somos indivíduos porque somos produtos do processo reprodutor. As interações entre indivíduos produzem a sociedade. A sociedade vive para o individuo, que vive pra a sociedade. A sociedade e o individuo vive para a espécie, que vive para o individuo e para a sociedadeCada termo é meio e fim. A cultura garante a realização tanto do individuo como da sociedade. A plenitude constitui nosso propósito ético e político, e a própria finalidade desta tríade. Todo desenvolvimento conjunto das autonomias individuais, das participações comunitárias e do sentimento de pertencer à espécie humana. Cabe a educação do futuro cuidar para a idéia de unidade da espécie humana não apague a idéia dae diversidade e que esta não apague a unidade. Unidade - traços biológicos, psicológicos, culturais, sociais. Esta traz os princípios de sus múltiplas diversidade, sua diversidade na unidade e conceber a unidade do múltiplo, a multiplicidade do uno. A unidade/diversidade genética possui carater comuns e ao mesmo tempo singularidades cerebrais, mentais, psicológicas, afetivas, intelectuais, subjetivas...
Unidade/diversidade social existe em relação às línguas, organizações sociais e culturais. O ser humano traz dentro de si o cosmos e as multiplicidades interiores.
Há uma relação manifesta no homem sábio e o louco. E o conhecimento racional-empírico-técnico jamais anulou os conhecimentos simbólicos, míticos, mágicos e poéticos. Somos seres infantis, neuróticos, delirantes e racionais e os progressos da complexidade se fazem apesar, com e por causa da loucura humana. O ser humano não é prisioneiro do real, da lógica, do código genético, da cultura, da sociedade. O gênio brota na brecha do incontrolável da união entre as profundas obscuras psicoafetivas e a chama viva da consciência. A educação ao ilustrar o destino multifacetado do humano, seja como espécie, como individuo, social, histórico, todos devem estar entrelaçados e inseparáveis.

Capítulo 4 - A Compreensão Humana
O quarto aspecto é sobre a compreensão humana. Nunca se ensina sobre como compreender uns aos outros, como compreender nossos vizinhos, nossos parentes, nossos pais. O que significa compreender?
A palavra compreender vem do latim, compreendere, que quer dizer: colocar junto todos os elementos de explicação, ou seja, não ter somente um elemento de explicação, mas diversos. Mas a compreensão humana vai além disso, porque, na realidade, ela comporta uma parte de empatia e identificação. O que faz com que se compreenda alguém que chora, por exemplo, não é analisar as lágrimas no microscópio, mas saber o significado da dor, da emoção. Por isso, é preciso compreender a compaixão, que significa sofrer junto. É isto que permite a verdadeira comunicação humana.
A grande inimiga da compreensão é a falta de preocupação em ensiná-la. Na realidade, isto está se agravando, já que o individualismo ganha um espaço cada vez maior. Estamos vivendo numa sociedade individualista, que favorece o sentido de responsabilidade individual, que desenvolve o egocentrismo, o egoísmo e que, consequentemente, alimenta a autojustificação e a rejeição ao próximo. A redução do outro, a visão unilateral e a falta de percepção sobre a complexidade humana são os grandes empecilhos da compreensão. Outro aspecto da incompreensão é a indiferença. E, por este lado, é interessante abordar o cinema, que os intelectuais tanto acusam de alienante. Na verdade, o cinema é uma arte que nos ensina a superar a indiferença, pois transforma em heróis os invisíveis sociais, ensinando-nos a vê-los por um outro prisma. Charlie Chaplin, por exemplo, sensibilizou platéias inteiras com o personagem do vagabundo. Outro exemplo é Coppola, que popularizou os chefes da Máfia com "O Chefão". No teatro, temos a complexidade dos personagens de Shakspeare: reis, gangsters, assassinos e ditadores. No cinema, como na filosofia de Heráclito: "Despertados, eles dormem". Estamos adormecidos, apesar de despertos, pois diante da realidade tão complexa, mal percebemos o que se passa ao nosso redor.
Por isso, é importante este quarto ponto: compreender não só os outros como a si mesmo, a necessidade de se auto-examinar, de analisar a autojustificação, pois o mundo está cada vez mais devastado pela incompreensão, que é o câncer do relacionamento entre os seres humanos.
Capítulo 5 - A Incerteza
O quinto aspecto é a incerteza. Apesar de, nas escolas, ensinar-se somente as certezas, como a gravitação de Newton e o eletromagnetismo, atualmente a ciência tem abandonado determinados elementos mecânicos para assimilar o jogo entre certeza e incerteza, da micro-física às ciências humanas. É necessário mostrar em todos os domínios, sobretudo na história, o surgimento do inesperado. Eurípides dizia no fim de três de suas tragédias que: "os deuses nos causam grandes surpresas, não é o esperado que chega e sim o inesperado que nos acontece". É a velha idéia de 2.500 anos, que nós esquecemos sempre.
As ciências mantêm diálogos entre dados hipotéticos e outros dados que parecem mais prováveis. Os processos físicos, assim como outros também, pressupõem variações que nos levam à desordem caótica ou à criação de uma nova organização, como nas teorias sobre a incerteza de Prigogine, baseadas nos exemplos dos turbilhões de Born. Analisando retroativamente a história da vida, constata-se que ela não foi linear, que não teve uma evolução de baixo para cima. A evolução segundo Darwin foi uma evolução composta de ramificações, a exemplo do mundo vegetal e o mundo animal. O homem vem de uma dessas ramificações e conseguiu chegar à consciência e à inteligência, mas não somos a meta da evolução, fazemos parte desse processo. A história da vida foi, na verdade, marcada por catástrofes.
As duas guerras mundiais destruíram muito na primeira metade do século XX. Três grandes impérios da época, por exemplo, o romano-otomano, o austro-húngaro e o soviético, desapareceram.

Isto nos demonstra a necessidade de ensinar o que chamamos de ecologia da ação: a atitude que se toma quando uma ação é desencadeada e escapa ao desejo e às intenções daquele que a provocou, desencadeando influências múltiplas que podem desviá-la até para o sentido oposto ao intencionado.

A história humana está repleta de exemplos dessa natureza. O mais evidente no final do século XX foi o projeto político de Gorbatchev, que pretendeu reformar o sistema político da União Soviética, mas acabou provocando o começo de sua própria desagregação e implosão.
Assim tem acontecido em todas as etapas da história. O inesperado aconteceu e acontecerá, porque não temos futuro e não temos certeza nenhuma do futuro. As previsões não foram concretizadas, não existe determinismo do progresso. Os espíritos, portanto, têm que ser fortes e armados para enfrentarem essa incerteza e não se desencorajarem.Essa incerteza é uma incitação à coragem. A aventura humana não é previsível, mas o imprevisto não é totalmente desconhecido. Somente agora se admite que não se conhece o destino da aventura humana. É necessário tomar consciência de que as futuras decisões devem ser tomadas contando com o risco do erro e estabelecer estratégias que possam ser corrigidas no processo da ação, a partir dos imprevistos e das informações que se tem.

Capítulo 6 - A Condição Planetária
O sexto aspecto é a condição planetária, sobretudo na era da globalização no século XX – que começou, na verdade no século XVI com a colonização da América e a interligação de toda a humanidade. Esse fenômeno que estamos vivendo hoje, em que tudo está conectado, é um outro aspecto que o ensino ainda não tocou, assim como o planeta e seus problemas, a aceleração histórica, a quantidade de informação que não conseguimos processar e organizar.
Este ponto é importante porque existe, neste momento, um destino comum para todos os seres humanos. O crescimento da ameaça letal se expande em vez de diminuir: a ameaça nuclear, a ameaça ecológica, a degradação da vida planetária. Ainda que haja uma tomada de consciência de todos esses problemas, ela é tímida e não conduziu ainda a nenhuma decisão efetiva. Por isso, faz-se urgente a construção de uma consciência planetária.
É necessária uma certa distância em relação ao imediato para podermos compreendê-lo. E, atualmente, dada a aceleração e a complexidade do mundo, é quase impossível. Mas, faz-se necessário ressaltar, é esta a dificuldade. É necessário ensinar que não é suficiente reduzir a um só a complexidade dos problemas importantes do planeta, como a demografia, ou a escassez de alimentos, ou a bomba atômica, ou a ecologia. Os problemas estão todos amarrados uns aos outros.

Daqui para frente, existem, sobretudo, os perigos de vida e morte para a humanidade, como a ameaça da arma nuclear, como a ameaça ecológica, como o desencadeamento dos nacionalismos acentuados pelas religiões. É preciso mostrar que a humanidade vive agora uma comunidade de destino comum.


Capítulo 7 - a Ética do Gênero Humano
Antropo-ética
Individuo/sociedade/espécie são inseparáveis e co-produtor do outro cada um com seu meio e fim dos outros. Não podem ser entendidos como dissociado qualquer concepção do gênero humano significa desenvolvimento conjunto à das autonomias individuais, participações comunitárias e do sentimento de pertencer à espécie humana. Nossa ética emerge nossa consciência e espírito propriamente humano que supõe a decisão consciente e esclarecida de assumir a condição humana na complexidade do ser, alcançar a humanidade em nos mesmo assumir o destino humano de contradições e plenitude. Com a missão de trabalhar a humanização, guiar a vida, alcançar a unidade planetária na diversidade..
A democracia é mais que um regime político; é a regeneração continua de uma cadeia complexa e retroativa: os cidadãos produzem a democracia que produz cidadãos. Na democracia o individuo é cidadão, pessoa jurídica e responsável; por outro lado, exprime seus desejos e interesses, por outro, é responsável e solidário com sua cidade.
A democracia comporta ao mesmo tempo a autolimitação do poder do Estado pela separação dos poderes, a garantia dos direitos individuais e a proteção da vida privada.. Ela necessita de diversidade e antagonismo. Supõe e nutre a diversidade dos interesses e idéias, comporta o direito das minorias e dos contestadores a existência e a expressão. Para se vital e produtiva ela deve obedecer regras que regulam os antagonismos nutrindo o ideal liberdade/igualdade/fraternidade/ bem comum. É preciso proteger a diversidade das espécies pra salvaguardar a biosfera, é preciso proteger a diversidade de idéias e opiniões.
A comunidade de destino planetário permite assumir e compre esta parte do antro-ética que se refere à relação entre individuo singular e espécie humana como um todo. A escola com a democracia nos debates em sala de aula na discussão de regras, tomadas de consciência das necessidades e procedimentos de compreensão do pensamento do outro da escuta e do respeito às vozes da minoria. A aprendizagem da compreensão deve desempenhar um papel capital no aprendizado democrático. A permanência integrada dos indivíduos no desenvolvimento mútuo dos termos da tríade individuo/sociedade/espécie. A busca da hominização na humanização pelo acesso a cidadania terrena.
O último aspecto é o que vou chamar de antropo-ético, porque os problemas da moral e da ética diferem a depender da cultura e da natureza humana. Existe um aspecto individual, outro social e outro genético, diria de espécie. Algo como uma trindade em que as terminações são ligadas: a antropo-ética. Cabe ao ser humano desenvolver, ao mesmo tempo, a ética e a autonomia pessoal (as nossas responsabilidades pessoais), além de desenvolver a participação social (as responsabilidades sociais), ou seja, a nossa participação no gênero humano, pois compartilhamos um destino comum.
A antropo-ética tem um lado social que não tem sentido se não for na democracia, porque a democracia permite uma relação indivíduo-sociedade e nela o cidadão deve se sentir solidário e responsável. A democracia permite aos cidadãos exercerem suas responsabilidades através do voto. Somente assim é possível fazer com que o poder circule, de forma que aquele que foi uma vez controlado, terá a chance de controlar. Porque a democracia é, por princípio, um exercício de controle.
Não existe, evidentemente, democracia absoluta. Ela é sempre incompleta. Mas sabemos que vivemos em uma época de regressão democrática, pois o poder tecnológico agrava cada vez mais os problemas econômicos. Na verdade, é importante orientar e guiar essa tomada de consciência social que leva à cidadania, para que o indivíduo possa exercer sua responsabilidade.
Por outro lado, a ética do ser humano está se desenvolvendo através das associações não-governamentais, como os Médicos Sem Fronteiras, o Greenpeace, a Aliança pelo Mundo Solidário e tantas outras que trabalham acima de entidades religiosas, políticas ou de Estados nacionais, assistindo aos países ou às nações que estão sendo ameaçadas ou em graves conflitos. Devemos conscientizar a todos sobre essas causas tão importantes, pois estamos falando do destino da humanidade.
Seremos capazes de civilizar a terra e fazer com que ela se torne uma verdadeira pátria? Estes são os sete saberes necessários ao ensino. E não digo isso para modificar programas. Na minha opinião, não temos que destruir disciplinas, mas sim integrá-las, reuni-las em uma ciência como, por exemplo, as ciências da terra (a sismologia, a vulcanologia, a meteorologia), todas elas articuladas em uma concepção sistêmica da terra.Penso que tudo deva estar integrado para permitir uma mudança de pensamento; para que se transforme a concepção fragmentada e dividida do mundo, que impede a visão total da realidade. Essa visão fragmentada faz com que os problemas permaneçam invisíveis para muitos, principalmente para muitos governantes. E hoje que o planeta já está, ao mesmo tempo, unido e fragmentado, começa a se desenvolver uma ética do gênero humano, para que possamos superar esse estado de caos e começar, talvez, a civilizar a terra. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
É uma narração dividida em uma introdução e quatro cantos. Neles são narrados os feitos de guerreiros timbiras, principalmente do chefe Itajuba e do jovem guerreiro Jatir. Altamente idealizados, estes índios falam apenas em valor, coragem, guerra e honra, num mundo populado por inimigos vis, piagas (pajés) sábios e guerreiros valorosos. O autor usa e abusa de termos em tupi e do verso branco (sem rima). veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Tamino é um jovem príncipe que está prestes a se tornar rei. Para isso, precisa passar por uma prova de sabedoria no templo do temível bruxo Sarastro, na qual terá que enfrentar muitos perigos. Perigo ainda maior é a paixão proibida por Pamina, a princesa prisioneira de Sarastro, filha da poderosa Rainha da Noite. Será que a flauta mágica ajudará Tamino a vencer tantos obstáculos? veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Maria Moisés é dividido em duas partes. A primeira parte começa em 1813 com a história de um jovem pastor que, procurando por uma rês perdida, vê a filha do patrão se suicidar de modo misterioso. Então revelam-se os motivos: Josefa, a jovem suicida está apaixonada e tem um caso com um jovem militar. Seu pai é casto e sua mãe carola; quando ela engravida passa a ser escondida dentro de casa. Quando o namorado lhe anuncia que vai fugir, dá a luz (prematuramente, como se descore depois) e carrega a criança. Quando a criança cai no rio, ela se atira para salvá-la e acaba morrendo. A segunda parte começa com uma menina sendo encontrada rio abaixo da cidade onde Josefa morreu por um caseiro. A criança é nomeada Maria Moisés em honra ao patriarca bíblico que teve história análoga. Ela cresce e passa a cuidar de jovens enjeitados. No começo são dois, mas o número logo cresce. Com o tempo Marai vai empobrecendo por causa de sua caridade. Quando pai de Josefa, voltando general do Brasil, chega na cidade, ele começa a montar as peças do quebra-cabeça da morte de sua amada que nunca esqueceu. Ele vai descobrindo a história de Maria e seu estado financeiro, com a quinta hipotecada, em 1850. Ele se dirige então a quinta, paga a Maria mais do que as dívidas e revela então ser seu pai. A história acaba com ambos emocionados, chorando abraçados. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Obra-chave dentro da produção de Drummond, A rosa do povo, publicada em 1945, reflete a maturidade que o poeta alcançou desde sua estréia. Nela, conforme já se afirmou, além de acentuado progresso técnico-formal, estão presentes duas conquistas decisivas para a evolução de nossa literatura: o realismo social, particularmente penetrante e que não se restringe, apenas ao lirismo da poesia engajada; a poesia metapoética, alimentada pela reflexão introspectiva sobre o sentido da escrita como obra de arte. Este é o mais extenso e o mais variado dos livros de Drummond ( 55 poemas, alguns longos). Nele desfilam os principais temas de sua obra; o verso livre e a estrofação irregular alternam com versos de métrica tradicional dispostos em estrofes regulares; o estilo ora é "puro"(elevado, "poético" ), ora é "mesclado"(mistura de elevado e vulgar, sério e grotesco). Livro difícil, é dos mais discutidos e apreciados da poesia moderna brasileira. Obra de linguagem poética com participação social. Os poemas de A rosa do povo foram escritos nos anos sombrios da ditadura de Vargas e da Segunda Guerra Mundial. Os acontecimentos provocam o poeta, que se aproxima da ideologia revolucionária anticapitalista de inspiração socialista, e manifesta sua revolta e sua esperança em poemas indignados e intenso.

Temas: eu-estar no mundo ( o amor, a família, o tempo, a velhice), a metapoesia (poesia pela própria poesia), eu igual ao mundo,... Portanto, em A rosa do povo, o poeta testemunha sua reação ante a dor coletiva e a miséria do mundo moderno, com seu mecanismo, seu materialismo, sua falta de humanidade. Essa fase enriqueceu sua essencialidade lírica e emocional, e, através da profunda consciência artística, o poeta atingiu a plenitude, a cristalização, a humanização, sob a forma suave e terna, em que o itabirano mergulha no lençol profundo de sua província e de seus antepassados, para melhor compreender a "máquina do mundo", a angústia de seu tempo, o desarvoramento do homem contemporâneo, com um largo sentimento de fraternidade. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Biografia
Filho de português e mãe sueca, Manoel Berstron Lourenço Filho nasceu em 1897, em Porto Ferreira, interior de São Paulo. Cursou duas vezes a escola Normal (em Pirassununga e em São Paulo), fez dois anos de Medicina e formou-se em Direito. Antes mesmo de concluir o curso, foi indicado, aos 24 anos, para diretor da instrução Pública do Ceará, com a incumbência de reorganizar o ensino do Estado. O trabalho, que durou dois anos e meio, foi uma das primeiras realizações da Escola Nova e obteve grande repercussão do período passado no Ceará resultou o livro Juazeiro do Padre Cícero, análise do fanatismo religioso para a qual se utilizou seu conhecimento de psicologia. Em Fortaleza, propôs ainda uma orientação na formação de professores para a prática em sala de aula e par ao domínio das competências profissionais. Pelo trabalho, recebeu um prêmio da academia Brasileira de Letras.
Junto com Anisio Teixeira e Fernando de Azevedo, idealizou a revolução do movimento da Escola Nova. Em 1932, o professor paulista teve intensa atividade teórica e administrativa, sempre ligado a democratização e a profissionalização.
Até o fim da vida Lourenço filho escreveu e publicou grande numero de artigos e livros de psicologia, pedagogia, gestão educacional e literatura infantil, além de obras didáticas. Traduziu títulos importantes de autores como Émile Durkheim e Edouard Claparede. Entre outros cargos públicos que ocupou, foi diretor-geral da instrução Publica do Estado e São Paulo, chefiou o gabinete do ministro da Educação e Saúde, no governo Getulio Vargas, dirigiu o Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos INEP, a frente do qual criou, em 1944, a Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. Morreu em 1970, no Rio de Janeiro.

Idéias
Suas idéias quanto a formação de professores é preservada pela Leis de Diretrizes e Bases de 1996. frente ao Instituto de Educação do Distrito Federal, no Rio de Janeiro, até então, ele reformulou a estrutura curricular do curso Normal tornando-o profissionalizante, criando o modelo para as demais unidades da federação.
Para ele, o problema da educação estava na própria organização social, que faltava emancipação técnica, reordenação com princípios racionais e científicos. Seus conceitos sobre educação tem como base saberes que estavam sendo desenvolvidos no exterior. Conhecedor de Lev Vygotsky e de Piaget, como psicólogo, se identificava com as escolas norte-americanas influenciadas pelo principio da determinação biológica.- o esquema fundamental do reflexo condicionado explica toda a aprendizagem. Sua obra foi marcada pela possibilidade de modificação do ser humano e o principal instrumento par isso seria a educação.
Via a educação como um conjunto de técnicas desligadas de ideologia e injunções históricas, porem, sua obra se subordina a idéia de ensino como instrumento a transformações sociais.
Para ele, o domínio de técnicas e métodos científicos permitiria o conhecimento da realidade par que fossem superadas as deficiências do ensino, como os sintomas de atraso, entre eles o coronelismo e as ingerências políticas na educação, que o impressionaram quando trabalhou no Ceará
Ele combinou a estatística a psicologia pra criar uma técnica de avaliação de habilidades e prever as possibilidades de aprendizado: os Testes AABC. O objetivo do material era verificar a maturidade necessária a alfabetização, que formava as classes homogêneas. Foi o trabalho mais difundido do educador, tanto no Brasil como no exterior.
Hoje, tanto a aplicação de testes caiu em descrédito entre os psicólogos quando as idéias de classes homogêneas é criticada pelos educadores. Considerava o aluno como individuo, com características pessoais, um ser ativo que se educa, reagindo ao contato com o meio ambiente.
Ele defendia a necessidade da elevação dos níveis de instrução de toda a população como condição para o desenvolvimento da nação.
Em 1940, sua iniciativa na administração publica como a Campanha de Educação de Adultos, visava instituir políticas globais para tornar possível solucionar problemas (o analfabetismo) e não remediá-los. Eliminar o analfabetismo e democratizar o ensino erma vistos como requisitos pra desenvolver a capacidade produtiva do educando e integrá-lo a sociedade.


Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova
A maior influência teórica do movimento da Escola Nova se sustentava em dois princípios básicos: o ensino universal público e gratuito e o primado da experiência na formação do conhecimento. o documento Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova, de 1932, surgiu de um chamado do presidente Getulio Vargas aos profissionais do Ensino para que colaborassem com o governo. A intenção do manifesto foi distinguir os educadores liberais dos ligados ao ensino católico e conservador. O ministro Francisco Campos acabara de favorecer o ultimo grupo ao reintroduzir o ensino religioso facultativo. O Manifesto defende a laicidade do ensino e a obrigação do Estado de tornar efetivo “o principio do direito biológico de cada individuo a sua educação integral.”
Critica
Critica a escola tradicional por conceber um tipo de criança em abstrato, uma criança de tipo ideal por todos os aspectos, na vida real inexistente, antecipando assim o atual conceito de diversidade. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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