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O Ermitão de Muquém - Bernardo Guimarães
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Incluï-se entre os melhores livros de contos de nossa Literatura. São 13 contos centrados, tematicamente, no processo de aprisionamento dos indivíduos através dos "laços de família", de sua prisão doméstica, de seu cotidiano.

As formas de vida convencionais e estereotipadas não se repetindo de geração para geração , submetendo-se as consciências e as vontades.A dissecação da classe média carioca resulta numa visão, desencantada e descrente dos liames familiares, dos "laços" de convenção e interesse que minam a precária união familiar.

Os três mais conhecidos são Amor, Uma galinha, e Feliz Aniversário.

"Devaneio e embriaguez duma rapariga'

Uma típica senhora portuguesa casada, certo dia ao encontrar-se defronte ao espelho a mirar-se, estando só em casa ( os filhos e o marido estavam fora ) começou a devanear. Tanto que ficou o tempo inteiro no quarto sob a cama_ o que fez o marido pensar que esta estava doente.

Tão logo os filhos voltam ao lar, a vida retoma o seu norte e nossa personagem volta ao seu ritmo cotidiano, apenas desmanchado por um encontro de negócios entre seu marido e respectivo chefe.

Embriaga-se e desenvolve muita prosa com o chefe do marido_ em verdade enciumava a beleza da vestimenta de outra mulher no recinto e isto feriu-lhe a vaidade.

Ao chegar em casa repensa sua própria sensualidade e o desejo que podia despertar nos homens.
"Amor"

Ana_ urna mulher casada, pacata e mãe de dois filhos, tinha uma vida doméstica muito calma, donde cuidava dos seus com o esmero e amor típicos de uma pessoa fraterna e sensível. Aliás Ana, em hebraico significa "pessoa benéfica, piedosa".

Certo dia ao ir às compras encontrou-se com um cego que muito a impressionou; com a freada brusca do bonde onde se encontrava_ os ovos que carregava acabaram quebrando-se_ pronto! A sua paz tão duramente conquistada desapareceu.

Transtornada acabou por descer no Jardim Botânico que por sua beleza fê-la temer o próprio inferno. Aqui podemos fazer um paralelo entre a beleza que salta aos olhos e o cego que está privado disto_ este último vive o próprio inferno em terra. Esta então é a explicação de tanto que impressionara a personagem.

Ao voltar para casa sentia que alguma coisa havia mudado dentro de si, abraçou o filho tão fortemente que o assustou e foi ajudar o marido quando este derrubou o café. Carinhosamente este pegou-lhe a mão e levou-a para o quarto para dormirem.
"Uma galinha"

Uma galinha de domingo, pronta para o abate. Contudo quando apanhada pelo pai da menina que é a narradora da estória, a galinha acaba pondo um ovo_ imediatamente a menina avisa os demais familiares do fato e alerta-os para a nova condição de "mãe" da galinha.

O pai de família, sentindo-se culpado por tê-la feito correr para o abate, acaba por nomear a ave como de estimação sob pena de que se o animal fosse sacrificado nunca mais voltaria a alimentar-se da galinha.

Contudo, houve um dia em que "mataram-na, comeram-na e passaram-se anos."
"A imitação da rosa"

Laura, casada e sem filhos, preparava-se para um jantar na casa de amigos. Era a primeira vez que ela faria isto desde que voltara do hospital, onde fora internada. provavelmente por causa de um surto. Ela pretendia estar pronta, de banho tomado, em seu vestido marrom, a casa limpa e a empregada despachada, quando seu marido, Armando, chegasse. Assim teria tempo livre para ficar à disposição dele. e ajudá-lo a arrumar-se.

Laura parecia perseguir a perfeição a todo custo, vigiava-se para ser um esposa modelo, submissa e obediente, mediana até na cor dos cabelos, nem loura, nem morena: de modestos cabelos marrons Ela procura parecer normal, premedita todos os seus gostos. Não quer que os outros se preocupem com ela. Pensa o quanto seria bom ver o marido enfim relaxado, conversando como amigo, no jantar, sem lembrar-se de que ela existe.

Exausta e feliz, pois acabara de passar em ferro todas as camisas de Armando. Laura sentou-se na poltrona da sala e cochilou um breve instante.

Quando acordou, teve a sensação de que a sala estava renovada.

Admirou intensamente as rosas que comprara pela manhã, na feira. Eram perfeitas. Resolveu então dá-las á amiga que iria, à noite visitar. Estava decidido, mandaria as flores pela empregada. Mas, logo depois, Laura hesitava. Por que as rosas, tão bonitas, não podiam ser dela mesma? Por que a beleza e exuberância das rosas a ameaçava? Acabou cedendo-as, a empregada levou as flores, e ela não conseguiu voltar atrás.

É provável que a perfeição que Laura vira nas rosas tivesse lhe provocado o impulso de romper novamente com seu lado submisso e servil para se tornar incansável. super-.humana, independente. tranquila, perfeita e serena.

Quando o marido chegou do trabalho, Laura ainda estava sentada na poltrona, e nada tinha feito do que planejara Dirigiu-se a ele: "Voltou. Armando. Voltou. (..) Não pude impedir. disse ela, e a derradeira piedade pelo homem estava ria sua voz, o último pedido de perdão que já vinha misturado à altivez de uma solidão já quase perfeita. Não pude impedir. repetiu, (...) Foi por causa das rosas, disse cor,, modéstia(...) Ele a olhou envelhecido e curioso.

Ela estava sentada com seu vestidinho de casa. Ele sabia que ela fizera o possível para não se tornar luminosa e inalcansável. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O robô errou os calculos!!! Azar para Delon, um estudante do sec. XXX que acabou se deslocando no tempo e foi parar em 1987. Pior ainda para os seus amigos B-Hor, Thera e Plick, que resolveram procura-lo no ano de 1710, quando piratas franceses havia imvadido o Rio de Janeiro. Será que a turma conseguirá se reunir e retornar ao futuro? Aperte os cintos e embarque nesta fantastica aventura.

Sobre o autor:

Wilson Rocha é um carioca de multiplas atividades: advogado, autor e diretor teatral, roterista cinematrografico, roteirista diretor de televisão e o mais importante um escritor especialmente apaixonado pela literatura infanto-juvenil. Sua carrera começou cedo quando ainda era estudante que montava peças teatrais na escola e posteriormente na universidade. Essa esperiencia amadora ajudou a ser descoberto pela televisão e assim foi contratado pela tv Globo em 1964, no cargo de produtor e redator. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Resumo da Ficção: Cirilo, um biólogo leva a sua irmã Débora, marido Robson, o filho Ivan de 15 anos e sobrinhas Lia de 14 anos e Leda a uma expedição a uma ilha.Também levaram o cão de estimação, Ralfe. Nessa ilha, chamada ilha de Cacaia, o biólogo quer estudar sobre as aves que fazem seus ninhos nesta ilha.
Só que estas aves fazem seus ninhos do outro lado da ilha, um lado que é fechado e ninguém nunca foi lá e também é cheio de Mistérios.
Quando chegaram à ilha, primeiramente foram explorá-la, dando nomes aos lugares que iam encontrando. A pequena Leda está na praia e um pequeno caranguejo gruda com a pinça em seu pezinho. Ela dá um grito que todos que estão por perto vão a seu socorro.
Foram à torre que tinha na praia desta ilha e descobriram que lá existia um mapa desenhado na parede de pedras, e já um pouco apagado pelo tempo, vento, chuva...
A princípio as crianças acharam que se tratava de um mapa do tesouro, estava escrito em francês. Entretanto, tio Cirilo esclareceu que não se tratava de um mapa do tesouro, mas sim, que no mapa falava de caranguejos gigantes.
Tio Cirilo percebeu que não teria outro jeito de abrir passagem para o outro lado da Ilha, senão explodindo as pedras que impendiam à passagem. Então, ele, Ivan e Robson colocam dinamites e explodem as pedras.
À noite, todos da casa são acordados com os enormes gritos da pequena Leda. A tia Débora vai ao quarto de Leda e Lia para tentar acalmá-la. Leda só sabia gritar que tinha visto um enorme caranguejo e tia Débora diz que foi apenas sonho.
No dia seguinte, os homens foram explorar o outro lado da Ilha. E também, Ivan e Lia sentem que algo diferente está acontecendo entre eles.
Ao explorarem o outro lado da ilha, no começo, Ivan ficou até um pouco decepcionado, afinal, não tinha nada de diferente por ali. Até que eles viram várias carcaças de aves e um odor horrível infestava o ar. Robson, Cirilo e Ivan ficaram em dúvida se existiria algum animal muito grande na ilha.
Naquela noite aconteceu algo assustador. Ralfe, o cão, que estava dormindo fora da casa começou a latir muito, de repente os latidos se transformaram em ganidos de medo. Robson abriu a porta para Ralf entrar, e este entrou rapidinho e se escondeu atrás do sofá. Leda deu outro grito de medo, todos tentaram olhar pela janela mas estava escuro, a lua estava escondida entre as nuvens e estava chovendo muito, por isso, não conseguiram porque Ralf estava com tanto medo.
No outro dia, Robson, Cirilo e Ivan, junto com o Ralfe foram ver se conseguiam achar alguma pista do que tinha acontecido naquela noite.
Perceberam que havia manchas de sangue no curral onde ficavam as cabras selvagens que habitavam naquela ilha. Não restava mais dúvida de que alguma coisa habitava aquela ilha.
Naquela noite começou o pesadelo novamente: as cabra gritando, assustadas, Ralfe latindo, só que desta vez ele estava dentro de casa. Robson, Cirilo e Ivan tentaram mais uma vez ver o que estava acontecendo ali fora.
Desta vez o bicho quebrou o vidro da janela e todos se assustaram e gritaram.
Cirilo que tinha apagado a lanterna desta vez viu o enorme bicho. Era um caranguejo gigante! Leda quando viu disse a tia que foi aquele caranguejo que ela tinha visto na noite passada. Robson pegou a espingarda e atirou no bicho que foi embora.
Na manha seguinte, Débora já tinha tomado a decisão de ir embora. Se Robson e Cirilo quisessem ficar, tudo bem, mas ela, seu filho e suas sobrinhas iriam embora.
Robson e Cirilo foram atrás do barco para poder levá-los embora, entretanto Cirilo estava machucado por causa dos estilhaços de vidro da janela que quebrou na noite passada.
Ao chegar ao local que estava o barco viram que o barco não estava mais lá. E, para piorar a situação, apareceram dois caranguejos gigantescos e foram para cima deles. Robson que estava com a arma atirou e os dois caíram na ribanceira.
Depois do susto, eles decidiram voltar e avisar que não tinha como ir embora, afinal, o barco havia desaparecido. Como Cirilo estava muito machucado no pescoço, Robson achou melhor colocá-lo em segurança dentro de uma estreita gruta que havia ali perto enquanto ele voltava para pedir ajuda e pegar um pouco de comida para o cunhado.
Chegando a casa pediu para Débora preparar um lanche para levar a Cirilo enquanto ele almoçava e pediu que Ivan fosse junto para poder ajudar a trazer o tio.
Quando voltaram, viram que Cirilo não estava mais lá, só estava a arma do mesmo jeito que Robson havia deixado para a proteção de Cirilo.
Diante dessa situação, resolveram voltar e avisar as meninas que Cirilo havia desaparecido e sobre o barco também.
Débora Lia e Leda ficaram desesperadas. Até que Ivan teve a idéia de ascenderem uma fogueira para que se passasse algum barco por ali, saberia que teria pessoas ali. E de dia eles procurariam Cirilo, que era mais seguro do que sair a noite com os caranguejos a solta.
Foram à busca de Cirilo, entretanto, em vão.
Ivan teve a idéia de fazer da torre que existia ali na praia de farol. Foram ele Lia e o cão.
Chegando lá tentaram ascender o lampião de querosene para iluminar bem, tentaram uma vez, mas apagou, outra vez e nada, a terceira vez ascendeu! Uma luz forte e brilhante. Eles vibraram. Entretanto, apagou novamente.
Ivan aproveitou a situação para puxar Lia e lhe dar um beijo, que não achou ruim e retribuiu o beijo.
O beijo foi interrompido com os latidos de Ralfe. Ivan tentou ascender o lampião mais uma vez e viu a sombra de enormes pinças tentando subir as escadas. Eles ficaram sem saber o q fazer. Até que Ivan teve a idéia de jogar o lampião de querosene em cima dos caranguejos para poderem ir embora.
Funcionou!
Quando chegaram a casa, o tio Cirilo e seu amigo francês Jean Clautel (naturalista e cientista que levou Cirilo pela primeira vez a ilha, anos atrás) estavam na casa junto com Débora, Robson e Leda.
Eles se apresentaram, mas não tinham tempo de explicações, pois os caranguejos tinham ido à floresta que existia na ilha e a floresta estava pegando fogo.
Clautel teve a idéia de isolar o fogo derrubando alguns troncos de árvore numa parte rala da ilha, com grandes clareiras.
Finalmente, depois de horas de trabalho duro de Cirilo, Robson e Clautel, o fogo estava restrito a uma pequena parte da mata.
Voltaram a casa e ai sim começou as explicações. Cirilo explicou de onde conhecia Clautel que contou que morava naquela ilha desde a época em que levou Cirilo para a primeira expedição a ilha, e Clautel quem tinha criado os caranguejos gigantes, mas estava arrependido de tê-los criado, afinal, estavam acabando com toda a fauna da ilha.
Contou também que só criou seis desses monstros. E pelas contas de Ivan só faltava um caranguejo.
O fogo que estava na mata chamou a atenção de um barco que estava passando por ali e este os levou de volta para a casa.

este resumo foi enviado pela NESSA. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A história do Moleque Ricardo a partir de sua prisão com os companheiros grevistas em Fernando de Noronha, o qual retorna ao engenho. Com pouco mais estariam no velho Santa Rosa, que Ricardo deixara há oito anos, fugido como de um presídio, de uma ilha de trabalhos. Fugira de lá para não ser um alugado e fora pior que isso. Tivera dores que os alugados não sofriam nunca. Na segunda parte do livro , começa propriamente Usina Narra os acontecimentos que envolvem Santa Rosa depois que Carlos Melo, fugindo dos problemas que envolviam o engenho , entrega o seu patrimônio aos parentes. O Santa Rosa transforma-se na usina Bom Jesus. O Dr. Juca sonha com o prestígio. Negociando com Zé Marreira, proprietário da Fazenda São Felix, na figura do Dr. Luiz, terminam por forçar a venda. A enchente do rio Paraíba, destruindo a antiga propriedade, simboliza o fim de um ciclo. O usineiro retira-se com a família no meio da destruição física dos seus domínios. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Primeiro colocado no 3º Prêmio Érico Veríssimo de Romance, este livro bem merece o patrocínio do nome do maior romancista gaúcho. Como ele, também Gilvan Lemos é homem de compromisso com o seu tempo, e visualiza com olhos críticos os descaminhos da sociedade brasileira e das suas velhas estruturas de poder. Nesse sentido, O Anjo do Quarto Dia surpreende: alegoria com poderoso substrato bíblico e mítico, faz-se denúncia irreverente e cruel do jogo de interesses políticos individualistas que estrangula a vida do nosso povo há gerações. O mundo da narrativa é aparentemente o de uma cidadezinha sertaneja do Nordeste e sua história a da ascensão de um chefe local, exguardador de porcos, e de sua dinastia de ladrões. Pintor mordaz, mas que evita transformar seus personagens em tipos eles pulsam de genuína humanidade - o narrador entrelaça vidas de opressores e oprimidos, vilões e heróis, sem cair na tentação de etiquetar uns e outros, num quadro estuante de ambições, rancores, corrupção e ânsia de justiça, de uma clareza solar. Microcosmo inquietante, em que as leis só valem quando convêm aos poderosos, em que aos fracos só resta a esperança de um milagre, O Anjo do Quarto Dia retrata um sistema político cruel, que anula as vontades, espezinha a verdade, cala pelo assassínio e apaga com a força a revolta legítima dos perseguidos. Entretanto, há nele também as hesitações de parte a parte, o medo da queda e da morte, a tolice de governantes e governados, e uma solução irônica, enigmática.

Por essa índole, a obra se inscreve na longa tradição ocidental da sátira alegórica, conservando, por outro lado, com fidelidade, as raízes do romance social brasileiro, sem concessões. Se encerra uma visão muito pessoal da problemática da tirania, não há sombra de dúvida que convence e comove. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Menino é o título de uma coletânea de contos e é também o ponto mais alto da prosa de ficção de João Uchôa Cavalcanti Netto. O livro tem como epígrafe, célebre passagem do Evangelho. Jesus diz aos discípulos que o modelo de vida deve ser o dos meninos: "Não entrareis no reino dos céus se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos". Para exemplificar o ensinamento, chama uma criança e a põe na roda da conversa.

O primeiro conto, "A mãe", descreve o nascimento. Serve-se de viés absolutamente original, não no conceito, mas na forma de expressá-lo, já que a dependência que os meninos têm da mãe tem sido matéria tratada à exaustão por profissionais de diversos ofícios, alguns até apresentando os meninos como parricidas natos, como é o caso de Freud ao examinar o mito de Édipo e operá-lo como metáfora esclarecedora dos conflitos iniciais de nossa existência.

Neste conto o menino vê a mãe como "o primeiro deus": "Aquele Ser o completa e apaga num instante todas as dores. E nasce o medo (de perder), o desejo (de receber), o amor (se integrar, se identificar), o ódio (pela ausência), a culpa (sim, pois odiou), todos os sentimentos se endereçam àquele Ser indispensável, poderoso. Poderoso". O fechamento do conto, um dos três momentos decisivos de qualquer narração - os outros dois são a abertura e as tramas que se sucedem para preparar o fim - traz um ensinamento que lembra o "claro raio ordenador", de que Drummond fala num poema.

O conto seguinte, "O velho", trata de junção já famosa em tantas literaturas, as tais "duas pontas da vida" que Machado de Assis quer atar em Dom Camurro, quando narra os amores de Capitu, cujo amor é partilhado por dois meninos, Bentinho e Escobar. As "duas pontas da vida" neste conto celebram outro amor, aquele que vige entre avô e neto, talvez o mais puro dos amores, já que um dos mais desinteressados. O avô nada quer do neto, o neto nada quer do avô, querem apenas o amor um do outro.

Com efeito, o amor dos pais, conquanto incomensurável, não pode contudo deixar de lado a responsabilidade de educar os filhos, criando um clima de direitos e deveres mútuos. Para avós e netos, não. O avô pode ter a alegre irresponsabilidade de deixar a tarefa para os filhos. Eles que eduquem seus filhos. Os avós querem convívio sem obrigações. Nem todos conseguem, mas este é o projeto.

No conto, porém, o avô tem com o neto, de mãos dadas com ele, o estilo que Dalton Trevisan disse que o contista busca a vida inteira, o estilo escorreito e sintético do suicida. Mas o neto já dorme, e o velho fala de si para si mesmo, lembrando o suicídio do sócio, que se enforcou aos 89 anos. No velório, certa moça dissera: "nessa idade se suicidar: já não custava esperar". Mas custava e muito. O avô, aproveitando que o interlocutor mirim está dormindo, exala recomendação impossível de ser acolhida: "meu neto, meu neto, um conselho: não cresça, e não há mais o que acrescentar".

Em "O cachorro", a narrativa é simplesmente vertiginosa. Um homem leva ao veterinário um cachorro atropelado: "o senhor falando em mártires, os mártires, e enchendo a boca, mas os mártires são felizes, quem me dera ser mártir, duro é sacrifício sem direção, como o dos meninos e dos bichos, e no entanto reparou? são os únicos que agonizam mansamente".

A coletânea O menino, é terna sem ser piegas. Verdadeira e profunda, nos conduz a uma leitura agradável, entretanto sem concessões. A última frase do conto que fecha o volume, "A morte", é: "Deus precisava ter piedade do mundo". Deus um dia se fez menino. Naquele tempo, parece que tinha compaixão pelo mundo. Como os meninos são imortais, pode ser que ainda tenha.

Observação: O Menino tem frases com 78 palavras. Por exemplo: Mas o funcionamento porco da morte, a preguiça da transformação, a rigidez medonha, a fedentina da carne apodrecida misturada ao cheiro das flores murchas machucadas, o colarinho branco engomado sob rosto em carniça, o cadáver sórdido em trajes solenes comido e comido pelos vermes no vazio da tumba, os beiços devorados e a dentadura exibida, o silêncio brutal enquanto à noite lá fora os vivos, contentes, esqueciam a condição natural, e a gratuidade do desassistido show infernal. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A narrativa transcorre em Porto Alegre, porém é entremeada por lembranças de quando o narrador, protagonista do romance, vivera nos Estados Unidos. Romance em primeira pessoa no qual, do início ao fim, é omitido o nome do protagonista . Inicia com o protagonista relembrando do amigo doente, que vem a falecer em seus braços a caminho do hospital. O episódio ocorre em Porto Alegre, no verão. Eram velhos amigos. O protagonista viera dos Estados Unidos, onde residia, especialmente para ficar com o amigo. Ada, sua esposa na época, tenta salvar um casamento em ruínas mantendo relações sexuais com outros homens, num apelo desesperado para reconquistar um marido que já não lhe demonstra o menor interesse. Separam-se. Ada vai viver numa praia em Santa Catarina, e lá conhece um pescador por quem apaixona-se. O protagonista é um escritor. Seu último livro, um romance destacado pelos críticos, não vendera nada. Entrega-se à bebida. Há um mês veste a mesma roupa. Vive de traduções das quais está saturado. Encerrado em seu ostracismo e solidão, e sob o espectro do fracasso, vagueia pelas ruas e bares ainda pelas manhãs. Nos bares, bebendo dreher e com firme intuito de turvar a realidade, sente-se incomodado com conversas alheias. Vê-se obrigado a escutar um garoto que se diz fã dos seus livros. Escuta-o sem o ouvir. Lembra-se de quando Ada era professora numa escola pública experimental, antes de debandar para tantas outras coisas que tentou fazer na vida. Agora Ada aprendia a pescar. Lembranças permeando-lhe os pensamentos.

A menina, aluna de Ada, que se sentara sem calcinha à sua frente no dia em que ele apresentara-se de operário para uma de suas aulas de sociologia. Onde andaria a danadinha, pensava. Bêbado, joga a chave do apartamento num bueiro. Novamente se vê no passado, deitado no degrau de um prédio público. Avista o negro cego tocando sax e chama-o. Conhecera-o há anos. Era músico. O cego sofria de fome. Mas preferia assim, viver sem calendário. Foram para o bar tomar café. Depois para a rua, à deriva, enquanto o vento soprava forte. De volta ao apartamento, recebe um telefonema que mal consegue entender, apenas que é de um estrangeiro. Pega o ônibus para Viamão. No fim da linha uma igreja, uma galinha, uma menina vendendo caramelos. No lugarejo olhares esquivos dos habitantes. Sobe o morro bêbado; o ar puro revitaliza-o. Está indo para o Vale que fica depois do morro. Lá do alto avista uma casinha de madeira sozinha no meio da vegetação árida lá embaixo. Ao chegar à casa bastante abandonada e sentindo muita sede, chama por alguém. Aparece um homem com sotaque estrangeiro que lhe diz não ter água em casa, só cachaça. Era louro, vestia uma calça branca arregaçada e tinha uma tatuagem no peito e um olho tatuado. Beberam duas garrafas de cachaça na casa escura, iluminada apenas por um lampião. O americano chaava-se Steve e discorria sobre sua vida, sobre o tempo do colégio, deixando seu visitante completamente entediado. Este, perguntado-se se alguém neste mundo ainda poderia lhe interessar. Steve conta-lhe que estudou em Harvad e que durante anos foi dopado por um psiquiatra. Abandonou Harvard. Internou-se numa clínica e adquiriu uma grave amnésia. Recebera tantos choques insulínicos que nunca mais recuperara de todo a memória. Estava ali a falar o quanto a clínica o havia aniquilado. A vida tornara-se-lhe vil. Steve prossegue sua história. A vida que tivera em Boston. Fora casado com Jill antes de decidir mudar-se para o Brasil. Reencontrara o amigo Baby Buffalo, que desde os treze anos não via. Baby Buffalo contou-lhe que aos vinte anos estuprara uma mulher em Vermont, passara um tempo na prisão, e estava tentando refazer a vida em Boston. A partir daí voltaram à velha amizade até Baby Buffalo ser preso novamente. Nosso protagonista começa então a falar sobre a experiência que teve no mesmo parque de Boston em que Steve reencontrou Baby Buffalo. Conta-lhe que pisou num corpo de mulher desenhado a giz no chão. Ao pé do corpo estava escrito que havia sido estuprada. Steve torna-se possesso. Quer matá-lo, inicia-se uma briga que os levará à extrema violência. Steve acaba extenuado e todo ensanguentado, mas resiste ainda. Nosso protagonista também tendo sido muito golpeado, ameaça-o com uma pedra, e acaba conseguindo escapar. Steve fica caído no morro, ao relento. Na estada em Boston, Ada esteve lendo um livro pelo qual apaixonou-se, chamado Minimal Society. Tratava de uma sociedade autosuficiente na qual tudo de que se necessitasse seria produzido, abolindo a introdução do comércio exterior. Nesta sociedade autogerida, o sentido de nacionalidade não existia, pois o importante seria ser um cidadão minimalista. Ali se desenvolveria também a crença na reencarnação. E assim cada vez que se morresse, o espírito voltaria para uma sociedade minimalista mais evoluída, já redimido dos erros passados. Por esta época, o protagonista e Ada já andavam entendiados um com o outro. Ada fazia quindins para viver. Ada mantinha uma relação estranha com Alícia, a mexicana com quem dividia o apartamento. Ia além da amizade. Uma espécie de dependência por parte de Ada e paixão por parte de Alícia. Quanto à sociedade minimalista de Ada, em que todos seriam livres, tudo seria permitido: banhos grupais, trocas de casais, até que seria uma boa idéia passar por essas experiências. Teria muito o que contar nos livros. Mas Ada lhe dizia que por enquanto era melhor mesmo que voltasse para o Brasil. "A bem da verdade, qual o dia que passa sem alguém dissolver minha última esperança? Há sempre alguém a postos para declarar que estou perdido. Que já é outro o rumo das coisas e que eu me atrasei. Que a história marcha e olha como ainda estou cheio de ilusões. Tudo marcha em direção a uma clareza que absolutamente não compreendo. (...) Eu e tudo estávamos sofrendo de um ridículo, mas esse ridículo não me dava vontade de rir mas sim um medo atroz. Então entrei num bar e pensei num porre. Daqueles que eu costumava ter no Brasil. Daquelas noites que no dia seguinte você não lembra de nada. E eu tinha um bom motivo para beber: esquecer por uma noite do ridículo, o mais completamente." Mary viera do Quênia. Era uma negra forte, de grandes seios. Fora aos Estados Unidos apresentar um vasto relatório sobre pesquisas minimalistas desenvolvidas em seu país. Falava de como os cegos seriam úteis nas sociedades minimalistas, pois através de suas experiências com a escuridão é que se chegaria à luz. Nos ensinariam que só há um único caminho: o da luz. Dizia também que pesquisas recentes sobre o sono afirmavam a importância de não se observar alguém dormindo, porque o ser humano é a única espécie que odeia o seu semelhante, e quando este dorme, sente um desejo intenso de eliminá-lo, embora esse desejo visceral seja reprimido pela moral social. As conversas de Ada, Alícia e Mary giravam em torno da sociedade minimalista. Não havia espaço entre elas para um intruso que não estivesse de tal modo integrado. Foi quando Ada pediu-lhe que voltasse ao Brasil. Em Porto Alegre, nosso protagonista fala a João sobre a sociedade minimalista. João quer saber como é encarado o Terceiro Mundo, as relações de produção, os velhos. E irrita-se pelo amigo não ser capaz de responder-lhe. João era um escritor corajoso. Escrevera um romance esperançoso em contraponto à atual sociedade corrosiva. João dizia que era preciso manter a serenidade diante das crises. Morreu alguns dias depois dessa discussão. Ada retornara dos Estados Unidos numa cadeira de rodas, sobrevivendo de soro e sedativos, sem dizer palavra e incapaz de reconhecê-lo. Nosso protagonista ficou a seu lado até sua completa recuperação. Finalmente curada, Ada explicou-lhe o que acontecera. Alícia tentara matá-la sufocando-a com um saco plástico enquanto dormia. Ada livrou-se de Alícia dando-lhe um empurrão com os pés, jogando-a contra a parede e causando-lhe um dano irreversível. Alícia hoje está sobre uma cama, levando uma vida vegetativa. Mary, que viu o que acontecera, prestou um excelente testemunho, livrando-a da prisão. Mary aproveitou para escrever uma tese sobre o sono minimalista, e foi comprovado o ódio do homem pelo homem e sua irresistível tentação de matá-lo enquanto assiste-o dormir. A tese virou livro, que virou best-seller. Mary comprou uma fazenda no Quênia e lá fundou a primeira comunidade minimalista. O protagonista conhecera Steve na ocasião em que fora "convidado" pelas três mulheres minimalistas a voltar para o Brasil. Tinha ido beber num bar quando Steve, após puxar assunto, convidou-o a conhecer seu refúgio, uma velha casa de campo nos arredores de Boston. No trajeto, Steve contou-lhe sobre a casa abandonada que conhecera em Viamão, lá em Porto Alegre. Contou-lhe também pormenores de sua vida, que pouco o interessou. Steve, muito alcoolizado, entrou em coma alcoólico, e antes defecou na roupa. Deitado de bruços sobre a cama da velha casa implorou ao amigo que o limpasse. Este, por sua vez, esgotado com aquela situação insuportável e extremamente nauseado, por um momento desejou matá-lo.Acabou por tirar-lhe as roupas sujas, arrastou-o até o banheiro e colocou-o dentro da banheira. Enquanto banhava-o, alguém abriu a porta da sala e entrou. Era Jill, uma bela mulher ruiva com olhos verdes. Disse-lhe estar cuidando de Steve. Agarrou- a . Houve reciprocidade. Despiu- a . Ficaram ali se bulinando por um longo tempo até que Steve deu um grito e Jill foi até ele. Steve caíra no banheiro e estava sangrando. Trouxeram-no para fora. Jill debruçou-se sobre ele e abraçou-o ali, no chão mesmo. Nosso protagonista partiu rumo ao Brasil. Já no Galeão só pensava em reencontrar João. Ao avistá-lo sorrindo por detrás do vidro a poucos passos, largou a mala que havia exigido-lhe um enorme esforço. Abandonou a mala com todas as suas coisas gastas e foi direto ao encontro de João, sem saber que dias depois... "Porque João sorria, e não importava coisa alguma que ele fosse morrer. João vai. Eu vou". Todos nós vamos morrer. Então, o que importava era aquilo mesmo - eu devolver esse largo sorriso para João, que está ali, do outro lado do vidro, me sorrindo. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. 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Onde termina Menino de Engenho começa o romance Doidinho. O título do livro é o apelido que Carlos Melo adquirira e narra as experiências do personagem como interno em um colégio severo. O grande sonho de Doidinho é voltar ao engenho Santa Rosa do avô José Paulino. Enquanto alimenta o desejo de voltar, tem oportunidade de ampliar as relações e o conhecimento das pessoas: há os intrigantes, os maus, os protegidos , os pequenos pederastas. Conhece a amizade leal no Coruja e também o amor na figura de Maria Luísa. Doidinho foge do colégio e retorna ao engenho. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Casa-grande & Senzala tem como cerne as origens da sociedade brasileira vista através do cotidiano na casa senhorial no Brasil colônia. A casa-grande é utilizada como uma metáfora do Brasil colonial, cuja sociedade teve seu arcabouço na atividade econômica, a monocultura açucareira; dela resultando uma sociedade patriarcal, agrária, escravista e mestiça.

em Casa-grande & Senzala a natureza na nova terra é descrita como um obstáculo à civilização, enfrentado pelo colonizador português em busca de enriquecimento rápido e prestígio. As famílias que se assentaram no Brasil fundaram espaços públicos e consolidaram seu poder, criando redes de relações e influência, o Estado aparece como um coadjuvante por trás destas famílias, que se denominam a “nobreza da terra”. A colonização é apresentada por seus aspectos positivos como a miscigenação e a aculturação, por motivos econômicos e sem objetivo civilizacional. Movida pelo comércio e pela exploração da terra, surgiu a necessidade de permanência. A partir de 1532, incentivada pela Coroa, surgiu uma sociedade fundamentada na exportação e estabelecida em uma unidade de produção, a casa-grande, seu núcleo de dinâmica social e política.

Freyre discute a formação da sociedade brasileira a partir das contribuições das raças branca, índia e negra, imbricado aos conceitos de raça e cultura. Através da relação entre os primeiros portugueses, degredados ou não, e as índias, vistas com exuberância pelos olhos europeus, que tem início a povoação num clima de “intoxicação sexual” (p. 161). A principal influência do colonizador europeu sobre o índio deve-se a atuação da Companhia de Jesus, através do ensino religioso e moralizante. Como reação aos invasores portugueses, os indígenas tiveram como alternativas as missões jesuíticas, o trabalho nas lavouras ou a dispersão nas matas. Muitos ainda sucumbiram às doenças adquiridas no contato com os europeus.
Freyre busca também as origens que levariam ao sucesso da adaptabilidade dos portugueses nos trópicos. Em casa-grande, os portugueses são retratados como um tipo que devido ao contato com diversos povos na atividade mercantil, não apresentava como os demais povos europeus, uma consciência de superioridade racial, daí serem mais receptivos às demais raças e misturarem-se com facilidade. O ponto de convergência da sociedade colonizadora era o catolicismo enrijecido, que funcionava como um aglutinador social. Das conquistas ultramarinas os portugueses herdaram particularidades da cultura dos povos por eles submetidos, como os árabes e os africanos. Tais relações, para Freyre, agiram sobre o português no sentido “deseuropeizante”. A sociedade portuguesa era nostálgica da nobreza vivida durante a fase áurea ultramarina iniciada com a conquista de Ceuta, após este curto período seguiu-se a necessidade de manutenção do pesado império luso com recursos de exploração encontrados no Brasil. As famílias colonizadoras das regiões de Pernambuco e Bahia foram sua mais evidente expressão: uma aristocracia agrária, preocupada em ostentar status de nobreza, desempenhado, nestas circunstâncias, como senhor de engenho.

E é sobre a relação desta sociedade que se desenvolveu no nordeste com o escravo africano que tratam os capítulos finais. A sujeição do africano ao português, tanto nas relações de trabalho como sexuais produziu a base do que seria a sociedade brasileira. Ainda que já houvesse contato entre ambos desde o início do período ultramarino, foi no Brasil que aconteceu o aprofundamento das relações em uma fusão cultural e racial entre brancos e negros. Embora a análise de Freyre sobre a sociedade patriarcal e escravocrata seja vista como açucarada, a obra não nega a violência do sistema, e por não ser este seu foco, ela aparece entremeada às relações no cotidiano dos senhores de engenhos e escravos. Assim como o branco português, o negro africano também foi apresentado como colonizador, mas dentro da lógicada escravidão. A sua influência se daria através da criação de um mundo paralelo ao dos brancos, utilizando para isso a relação de submissão, necessária para sua sobrevivência, e as lembranças de suas tradições e sua cultura de origem. É principalmente o escravo doméstico, por sua ligação “intima” com a casa-grande, o veículo da colonização através do sexo forçado pelo senhor à mucama resultando no filho mulato, no negrinho que servia de brinquedo para o filho do senhor, ambos criados sob os cuidados das mesmas escravas, que se resignavam com o sadismo da sinhá para garantir sua sobrevivência. É dessa relação entre poder e sobrevivência, respectivamente entre brancos e negros, que surgiria uma cultura propriamente brasileira expressa na fusão do vocabulário das duas raças, nas práticas diárias, nas crenças e nas representações de poder.

Assim como as relações raciais, a visão positiva do autor sobre a colonização foi interpretada por seus críticos como um esvaziamento do conflito entre colonizador e colonizado. Outros autores, como Sergio Buarque de Holanda em Raízes do Brasili, obra contemporânea à de Freyre, viram na colonização portuguesa seu aspecto violento e predatório. Nascido em Pernambuco, Gilberto Freyre retratou em Casa-grande & senzala as relações sociais e o cenário do Brasil colonial a partir de sua terra natal, sob a influência da antropologia cultural norte-americana, sua formação acadêmica. Estudou as características socioculturais dos povos formadores da sociedade brasileira sob a ótica do relativismo, valorizando a mestiçagem, antes depreciada, e a contribuição do negro, antes ignorada. Através da exteriorização da intimidade da sociedade colonial, revelou o contexto em que foram criados os antagonismos que compõem a ordem social no Brasil de hoje. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Poeta, advogado, jornalista e crítico literário é em 1869 que Bernardo Guimarães inaugura, com O ermitão de Muquém, sua fase romancista. Autor de outros títulos românticos, entre eles O seminarista, A filha do fazendeiro, Jupira e O garimpeiro, é através do romance A escrava Isaura que Bernardo Guimarães se populariza. Neste romance fica demonstrado o caráter abolicionista do autor. O ermitão de Muquém, romance regionalista brasileiro, expõe em toda a sua simplicidade, crueza e exuberância nativa as intenções nacionalistas. O aspecto estilístico da obra de Bernardo Guimarães pode ser apreciado pela narrativa pormenorizada, em detalhes que fazem "ver" ao leitor, tanto a intensidade dos costumes e da vida social quanto das formas da natureza. O culto à natureza é um dos artifícios imaginários mais envolventes desse período literário. Os estados da natureza são retratados em toda a sua pungência: correntezas, tempestades e bonanças, raios e trovões, animais selvagens e a selva indecifrável. Fala-se, também, das naturezas indomáveis dos sentimentos humanos: amores, ódios, invejas, intrigas, ciúmes e luta pelo poder. Tudo isso retratado visceralmente pela narrativa envolvente de Bernardo Guimarães. No estilo romântico anseia-se pela mudança dos modos prescritos; ao mesmo tempo, a ausência de regras e a espontaneidade individual acrescentam aos protagonistas desse tipo de narrativa literária um caráter revolucionário diante dos acontecimentos e da vida.

O feitio romântico privilegia o espírito exaltado e a contraposição de humores: amor e ódio, alegria e tristeza, entusiasmo e melancolia, exaltação apaixonada e sofrimento amoroso, culpa e redenção. A intuição romântica se contrapõe ao primado da razão que determina o temperamento clássico. Heroísmo, aventura e amor. Protagonista da obra, Gonçalo, destemido e corajoso, se torna herói em inúmeras bravuras. No entanto, Gonçalo é também mártir; mártir do amor e do destino. Tudo em seu caráter pulsa, retratando a veemência dos sentimentos e sentidos românticos: entusiasmo, emoção, paixão, fantasia e liberdade pessoal. Para o romântico, os caminhos fantasiosos são a fonte de liberdade. Fé, mística e intuição; a alma como fonte de inspiração. Gonçalo, homem mundano e passional, deixa predominar, em essência, o ato simples de exprimir nos diversos embates da sua vida de aventuras a força da fé. Para nosso herói, a fé constitui-se em alento diante das perdas e incongruências do mundo; e é a partir daí que é capaz de recomeçar seu sonho de paz e de perdão.Finalmente, cabe acrescentar que esta obra que se apresenta ao público foi editada pelo Instituto Nacional do Livro, em 1972, e as correções que aqui se fizeram restringiram-se à atualização da ortografia. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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