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Cem anos de perdão (Conto da obra Felicidade clandestina), de Clarice Lispector
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BERTAZZO, Ivaldo. Cidadão Corpo: identidade e autonomia do movimento. São Paulo: Summus Editorial, 1998.

A obra trata-se do entendimento e saúde do corpo, da Escola de Reeducação do Movimento, desenvolvida pelo autor, projetos que desenvolve em comunidades carentes.
Desde os anos 70, o autor vem desenvolvendo trabalhos com “cidadãos-dançantes”, questionando idéias habituais sobre o corpo e revendo a idéia de Brasil. Paulistano da Mooca, começou a dançar com 16 anos. Esteve um tempo no Taiti, Indonésia e Índia.
Para Bertazzo, é na fusão dos mundos que a arte se dá “culturalmente, o Brasil é tão diferente (...) que temos de propor um exercício de troca e escuta. O coreógrafo, espera de que a dança catalise os movimentos entre pessoas para renovar nossa percepção. o seu desafio é ensinar os modos de capacitar a expressão humana, corporal pela reeducação da motricidade, reunindo montagens teatrais, grupos de indivíduos dispostos a explorar as possibilidades de movimento do próprio corpo. Formulou para si o conceito de cidadão-corpo- um corpo com particularidades reconhecidas e valorizadas, qualquer um pode dançar desde que se envolva. Elaborou métodos, propósitos e organização motora no intuito de preservar o bom funcionamento do corpo.
A Escola de Reeducação do Movimento foi criada em 1975, onde ensaiam e depois se apresentam em palco. O objetivo principal da Escola é atingir a identidade e autonomia do movimento, proporcionando ao aluno a presentificação de seu aparelho corporal, conscientização da autonomia e da estrutura de movimento..
A dança cidadania se alterna e cruza-se numa linguagem própria e inconfundível. Do ponto de vista da técnica de movimento, notava-se em que todas elas a busca de um eixo de equilíbrio corpora, tensões circulam e co corpo e adquire seu volume próprio, e onde o gesto ganha significado pleno.
A partir de 1996, com o espetáculo Cidadão Corpo, o autor passou a trabalhar questões da atualidade cultural e social brasileira, numa serie de criações. A identidade brasileira do movimento torna-se um grande tema subjacente aos outros, revelando e quanto o corpo está ligado a questão da cidadania.
Vem trabalhando agora com comunidades carentes, em projetos de experimentação de princípios da coordenação motora. Trabalho que propiciou espetáculos como Mãe Gentil, Folias Guanabaras e Dança das Marés.
A dança serve como instrumento de comunicação e organização dos elementos. Bertazzo trabalha hoje com jovens e arte-educadores, visando expandir seus ensinamentos. A preparação do espetáculo requer cursos de reeducação do movimento e coordenação motora, complementados por aulas de canto, percussão, ritmo, origami, lingüística e dança.
A preocupação é prepara indivíduos para um cotidiano digno, trabalhando com adolescentes em zonas de riscos, exercendo influencia para transformar os seus participantes em termos sociais e psicológicos, encontrando uma linguagem expressiva do corpo, esculpindo e incorporando o movimento, até gerar uma identidade produzida pelo conhecimento e pelo trabalho com a prática da dança. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Uma educação pela pedra: por lições; para aprender da pedra, freqüentá-la; captar sua voz inenfática, impessoal (pela de dicção ela começa as aulas). A lição de moral, sua resistência fria ao que flui e a fluir, a ser maleada; a de poética, sua carnadura concreta; a de economia, seu adensar-se compacta: lições de pedra (de fora para dentro, cartilha muda), para quem soletrá-la. Outra educação pela pedra: no Sertão (de dentro para fora, e pré-didática). No Sertão a pedra não sabe lecionar, e se lecionasse, não ensinaria nada; lá não se aprende a pedra; lá a pedra, uma pedra de nascença, entranha a alma. João Cabral de Melo Neto consagrou-se como um dos maiores poetas dos últimos tempos graças ao seu estilo pouco usual. João era seco tanto que fez uma poesia sobre a pedra!!. Aqui a pedra ensina ao homem. A pedra, um objeto inanimado, duro, frio, que à princípio não tem nenhuma qualidade, não demonstra nada, não faz nada, é passada despercebida, ganha em João Cabral essa poesia fantástica. Só mesmo ele para tirar leite de pedra!. O poeta detestava música, comparava a poesia a um cálculo matemático, relegava a emoção a segundo plano para chegar à perfeição da construção do poema, calcado na colocação das palavras precisas e fundamentais para cada espaço do papel, nada a mais, nada a menos, só a precisão, o contido, o visual.

Sobre o poeta, que morreu em 9 de outubro de 1999, os concretistas Haroldo e Augusto de Campos falam: "É quase impossível falar sobre João Cabral sem recorrer abundantemente aos seus próprios versos. É que Cabral, como Mallarmé no século passado, como Pound e Maiakóvski, no presente, é um poeta-crítico, ou seja, um poeta que analisa e critica o próprio fazer poético em seus poemas [...] a melhor crítica de poesia que se fez neste século não foi feita por críticos, mas por poetas, em poemas como (...) "Antiode", em "Psicologia da composição", em "A palo seco", de João Cabral. [...] Contra os que querem "poetizar o seu poema", fazê-lo dócil, submisso às concessões sentimentais, Cabral (...) opõe o dique de sua poesia-prosa, sua poesia-crítica, sua poesia-pedra". Augusto de Campos, "Da antiode à antilira", texto de 1966, reeditado em Poesia, antipoesia, antropofagia, Cortez & Moraes, 1978. "A obra de JCMN, obra que está longe de seu término e que nos reserva ainda muitas surpresas, é hoje sem dúvida a que mantém maior unidade e coerência de produção, dentro de um alto gabarito, na poesia brasileira. Obra que honraria qualquer literatura e que em qualquer literatura seria rara pela sua qualidade [...] entre os poetas, especialmente na nova geração, a poesia de JCMN tem um lugar privilegiado: o lugar cartesiano da lucidez mais extrema. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O recado do morro é um dos sete contos que compõe o volume Corpo de Baile, de Guimarães Rosa. Trata-se de uma espécie de alegoria da formação do Brasil. É uma narrativa mais longa, quase uma novela, que descreve uma viagem de ida e volta pelo sertão, partindo de uma região central de Minas em direção ao norte até o Rio São Francisco, quando indica o ciclo do retorno. Caminham em tropa um naturalista estrangeiro, um religioso e um letrado - ilustrações dos desbravadores do país. À frente deles, dois homens do interior mineiro, conhecedores da região e do sertão, servem como guias. A trama irá opor os dois homens simples, por meio de uma emboscada de morte, que trará àquele espaço uma nova configuração.

A história ilustra o mundo sem lei. No sertão, vigora a regra, e não a lei - a regra da aliança e da vingança. Para o autor, estão em jogo ali novamente os destinos da civilização e da cidadania brasileira.

O recado do morro, os personagens-viajantes se deslocam pelo interior de Minas e por vários campos do saber, ao mesmo tempo em que recontam e decifram antigas estórias, relatos da loucura e mitos anônimos. Nesse conto, uma rede de narradores é estabelecida para passar adiante uma estória que, ao final, ainda é a mesma embora já seja outra. O recado do morro, ouvido por Gorgulho, é contado para seu irmão Catraz, que o reconta para o jovem Joãozezim, que o narra para Guégue, o guia que se orienta por referências móveis.

A partir daí, o recado vira boato e pode ser ouvido no discurso apocalíptico de Nômini Dômini, nos números inscritos pelo Coletor na parede da igreja, ou na letra cantada ao violão por Laudelim, até que se torna compreendido por seu destinatário, o guia Pedro Orósio, que sempre ouvira as diversas variações da mesma história sem atinar para o fato de que isso era um aviso de sua própria morte. Constituído pelas relações cooperativas e desarmônicas entre saber e não-saber - entre aquele que sabe e aquele que não sabe, entre o que cada personagem sabe e as formas como o sabe e o compartilha -, o conto opera com formas e temas não-excludentes, que podem ser verificados pelos freqüentes processos de tradução capazes de dar sustentação a uma poderosa estrutura fractal e em rede.

Apropriando-se de saberes das áreas de Matemática, Medicina, Biologia, Lingüística e da tecnologia de seu tempo, o conto também recorre aos diferentes saberes do sertanejo, construindo um incessante processo tradutório entre esses diversos campos. Os saberes acadêmicos, artísticos, religiosos, populares, e também os não-saberes, presentes em todas essas instâncias, são articulados numa rede discursiva que é a própria literatura de ficção.

Retomando variadas tradições discursivas – literárias e extraliterárias – o conto lhes permite uma cooperação desarmônica, criando a tensão narrativa que preside todo texto ficcional.

O conto realiza uma inter-relação entre os relatos dos habitantes do lugar e a estória dos que habitam a obra do autor. Parte deste conto se passa em Buritizeiro, na vertente do Formoso.

As descrições da paisagem, do lugar, das veredas, dos chapadões e do povo sertanejo se fundem com a memória dos habitantes do lugar: Neste conto um pequeno grupo de viajantes estrangeiros via a cavalo pelo sertão para fins de investigação. Os dois guias do país, os vaqueiros Pedro e Ivo, são inimigos ferozes. Pedro é um Casanova campesino, que já roubou a muitos colegas as boas graças das suas moças. Presságios sinistros acompanham a expedição. No seu trajeto encontra um velho alienado, que pretende ter ouvido uma mensagem do monte próximo. O velho já não consegue lembrar-se do conteúdo da mensagem, apenas recorda, que falava de um rei. Pedro não dá ouvido ao palavreado do velho, mas a enigmática mensagem vai dando que falar no sertão e os viajantes ouvem-na com freqüência, em fragmentos confusos. O pressentimento inarticulado de um ato de violência vai aumentando, quando Ivo, no fim da viagem, convida o seu odiado rival para uma festa de reconciliação. Na noite da festa os investigadores e seus companheiros reúnem-se numa pequena taberna, um dos convivas recita uma balada popular, a história do jovem rei, que na viagem de peregrinação a Belém é atacado e assassinado pelos próprios vassalos. Torna-se clara então a mensagem do monte. Ivo e seus cúmplices arrastam o Pedro embriagado, e ficamos a saber que não se trata de reconciliação, mas de um ato de vingança traiçoeiro. Mas eis que esta expectativa é repentinamente contrariada: sussurrando os versos da balada, Pedro de relance compreende a intenção dos seus companheiros, atira-se a eles e consegue pô-los em fuga. Nessa novela, o Morrão torna-se “belo como uma palavra” e porta-voz de um recado para a personagem principal, Pedro Orósio, guia de uma comitiva que parte de Pirapora para Cordisburgo.

À medida que a comitiva avança sertão adentro, o recado vai sendo passado de boca em boca a personagens excêntricos: bobos, loucos, lunáticos, fanáticos religiosos e um menino, até chegar aos ouvidos do músico Laudelim, que transforma a mensagem numa canção. Traduzido para a música, o recado é então compreendido por Pedro Orósio, a tempo de receber o aviso do Morro sobre as intenções de seus falsos amigos.

O morro da Garça, em Minas Gerais, assume papel de destaque no conto, ao enviar mensagem de morte à personagem principal do conto, captada por um visionário sertanejo e afinal percebida a tempo por tal personagem.

Com a poesia que lhe é peculiar, Guimarães Rosa transformou o Morro da Garça, a paisagem sertaneja, as estórias e os costumes do povo do sertão em obra de arte, fazendo do espaço físico, cenário para seus personagens, lugares imaginados, “mais ou menos como a gente vive”. O conto retrata o desdobramento de uma história, contada e recontada sete vezes. No conto o vaqueiro Pedro Orósio faz uma viagem pelo sertão e alguns de seus companheiros preparam uma cilada para matá-lo. Ele só escapa porque o morro lhe manda uma mensagem construída ao longo de uma semana (de sete etapas). Pedro com pedra, Orósio como oros (montanha), também conhecido como Pê-boi, pé na terra. Da terra recebe o recado. Durante a viagem, percorreu as fazendas de Apolinário, Nhá Selena, Marciano, Nhô Hermes, Jove, Dona Vininha e Juca Saturnino. Em companhia dos Vaqueiros Helio Dias Nemes, João Lualino, Martinho, Zé Azougue, Jovelino, Veneriano e Ivo Crônico. Assim enfilerados, dá pra perceber o que no texto vem diluído: a alusão aos dias da semana (tais como são nomeados em outras línguas) e aos deuses aos quais são dedicados: Apolo / Sol; Selene / Lua; Marte, Mercúrio / Hermes; Júpter, Vênus, Saturno / Cronos. O que acontece em cada fazenda tem a ver com cada deus dominante (beleza, festa, guerra, comércio / mensagem, poder e fartura, amor, tempo). Mas a terra escapa. O recado é decifrado por Pedrão Chãbergo (chão e berg, rocha em alemão). veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.
Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.
Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.
Quando os corpos passarem,
eu ficarei sozinho
desfiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microcopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer
esse amanhecer
mais noite que a noite.

(poema: Sentimento do Mundo, de Carlos Drummond de Andrade)

Os poemas de Sentimento do mundo foram produzidos entre 1935 e 1940. São 28 no total. Poema: Sentimento do mundo O primeiro poema (que deu nome ao livro) revela a visão-de-mundo do poeta: não é alegre, antes, é cheia da realidade que sempre nos estarrece, porque, por mais que sonhemos, a realidade geralmente é dura e muito desafiante. O poeta inicia (estrofe 1) indicando suas limitações para ver o mundo: "Tenho apenas duas mãos"; mas aponta, em seguida, alguns elementos auxiliares que o ajudarão a suprir suas deficiências de visão: escravos, lembranças e o mistério do amor (versos 3 a 5); escravos podem ser os meios escusos de que nos utilizamos para tocar a vida e decifrá-la e dela nos aproveitarmos. O pessimismo denuncia-se com as mortes do céu e do próprio poeta, na estrofe 2. Apesar da ajuda incompleta dos companheiros de vida ("Camaradas"), o poeta não consegue decifrar os códigos existenciais e pede, humilde, desculpas. Nas duas últimas estrofes, Drummond pinta uma visão de futuro bem negativo, mas bem real: mortos, lembranças, tipos de pessoas que sumiram nas batalhas da vida ("guerra", na estrofe 3). Conclui, na estrofe 5, que o futuro ("amanhecer") é bem negro, tenebroso. Feita só de dois versos, sintetiza seu sentimento do mundo. Os demais 27 poemas são nuances, explicações dessa amarga visão inicial da vida. Poema: Confidência do Itabirano O poema começa com a saudade profunda de seu lugar de nascimento, traçado em quatro belas, mas sofredoras estrofes. Confessa (estrofe 3) que aprendeu a sofrer por causa de Itabira; mas, paradoxalmente: "A vontade de amor (...) vem de Itabira"; vale dizer que o amor nasce e é servido no sofrimento. De Itabira vem a explicação de Drummond viver de "cabeça baixa" (estrofe 3), verso 6). Afinal, apesar das negatividades, o poeta sente uma incomensurável saudade de sua cidade natal. Poema: O operário do mar O texto número 6 faz o autor escapar da linguagem poética material (versos) e se apropriar dessa linguagem poética sem versos, mas bastante poesia imaterial, em belo painel-definição explicita a grande diferença social entre operários e não-operários. Esta belíssima crônica poética, de base surrealista – tão em voga nos anos trinta, quarenta – serve bem para duas constatações: 1ª) o sentimento socialista de Drummond que iria espraiar-se cinco anos após Sentimento do mundo, na publicação de Rosa do povo, em 1945; 2ª) a visão-de-mundo onírica e bem poética de um operário universalizado em São Pedro; ele anda sobre águas por graça de Deus, enquanto burgueses se espantam por não poderem realizar a mágica; isto é, aos humildes: a magia divina, aos prepotentes: a inveja. Esta crônica poética também pode permitir que se compare a "apreensão do mistério da palavra" nos poemas explícitos de Drummond diante desta prosa poética; por exemplo: "minhas lembranças escorrem" (Sentimento do mundo, estrofe 1, verso 4) e "feixes escorrem" (das mãos do operário, em O operário no mar, linha 26). O mistério poético de lembranças escorrem é bem mais profundo do que peixes escorrerem imaginariamente das mãos do operário. Poema: Privilégio do mar No poema 12, o autor continua detendo-se alegoricamente no problema social das diferenças humanas. Poema: Inocentes do Lelbon Ainda no enfoque da visão social, o poeta fala da riqueza: "inocentes" significa os que querem ignorar; por isto fingem e se aproveitam. Poema: La possession du monde Neste poema 17, Drummond indica o membro da Academia Francesa de Letras, em 1884, Georges Duhamel, pedindo uma risível fruta estragada; como se isso fosse, como diz o título do poema, ter o mundo nas mãos. Poema: Ode no cinqüentenário do poeta brasileiro O belo elogio do poema 18 é a palavra drummondiana a Manuel Bandeira, nascido em 1886 e que, em 1936, completava 50 anos de vida. Drummond pede que "seu canto confidencial (a poesia de Bandeira) ressoe acima dos vãos disfarces do homem"! E para concluir esta fugaz visão do livro Sentimento do mundo, fiquemos com as palavras do último poema, Noturno à janela do apartamento: " A vida na escuridão absoluta, como líquido, circunda." veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Modernismo de segunda fase. Clarissa é uma jovem de 13 anos que mora na pensão da tia enquanto estuda em Porto Alegre. Ela é uma jovem curiosa, descobrindo o mundo, a adolescência e a vida. Não gosta muito de escola, sente saudades da fazenda em sua cidade natal, Jacarecanga e observa as pessoas que moram na pensão da tia e na vizinhança: Ondina, a infiel esposa de Barata; Amaro, o músico triste e contemplativo; o distraído major; a conservadora tia e seu desempregado marido; a família rica que mora ao lado e a viúva com o filho mutilado. Este último, Tonico, perdeu as duas pernas num acidente de bonde e sonha em marchar com exércitos. Frágil, acaba morrendo. Quanto a Amaro, este sempre contempla Clarissa, sua juventude, sua inocência, sua beleza aflorando da menina que vai se tornando moça. Clarissa faz 14 anos (e ganha permissão para usar salto alto) e passa na escola. O livro acaba com Clarissa voltando para Jacarecanga (e encontrar o primo Vasco) enquanto Amaro fica triste na pensão a pensar nela. O primeiro romance de Érico Veríssimo, Clarissa apresenta um panorama da vida de uma jovem na Porto Alegre de 1932 e começa a história que se estenderá por seus romances da primeira fase. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Robert Mills Gagné, Nasceu em 1916, na cidade d Andover Norte, Massachutts, EUA. Recebeu PhD e Psicologia em 40, e lecionou na Universidade de Connectitck par mulheres de 1940 a 1949.
Foi diretor de pesquisa do laboratório da formação aérea dos EUA e consultor do departamento de defesa.
Em 1962, publicou o artigo Treinamento Militar e princípios de aprendizagem.
Em 1968 publicou Hierarquias da Aprendizagem e quatro anos depois , adiando seu trabalho identificando categorias. A habilidade de cada um varia conforme a capacidade de cada um.
Para que aconteça a aprendizagem precisa se ter o interesse do aluno, motivação, desejo de realizar a tarefa.
Deve-se respeitar a capacidade do aluno, diferenças individuais, e as habilidades especificas, com avaliações constantes.
Definição do currículo deve se seqüências de unidades arranjadas de maneira tal q eu a aprendizagem de uma unidade pode ser concebida como um simples ato, uma vez que a capacidades descrita por unidades especificas previamente aprendidos já tiverem sido desenvolvidas.
Ele é adepto de Skinner, aprendizagem de maneira superficial para responder as exigências do cotidiano. A escola perde a qualidade porque não avança par novos conceitos. A avaliação não comparativa, só é valida se houver mudança de comportamento desejados, não precisa ser escrita mas tem que ser desafiar.
As contribuições de Gagné
Este destaca a importância de uma hierarquia de tipos d aprendizagem que vai da simples associação de estímulos à complexidade da solução de problemas. Cada tipo de aprendizagem exige estratégias de ensino mais adequadas.
1. Na aprendizagem de signos que é a indicação de outra coisa associadas entre elas. São signos naturais, mas que pode ser criar os artificiais. É aquilo que chama atenção em termo de símbolo involuntário. Não há nada que força a isso, que chame a atenção, como outdoors, porem nem todos chamam a atenção, aquilo que conecta – condicionamento pavloriano. Condicionamento involuntário – resposta automática, hábito, preso a aprendizagem anterior- Ausubel- ancora, subsunçores.
2. Na aprendizagem estimulo-reposta, a resposta aprendida é precisa implicando em movimentos musculares, este é o condicionamento operante de Skinner;, não é involuntário, passa a ser voluntário. Skinner –crio a situação e induzo o aluno a agir daquele jeito ( o professor é responsável pela aprendizagem).
3. Na aprendizagem em cadeia, é quando há casos que deve ser aprendida uma determinada seqüência ou ordem e ações. Para Skinner, este tipo de aprendizagem é apenas uma serie de ligações estimulo-respostas. Gestalt consideram uma visão de conjunto onde cada etapa é apenas uma parte do todo, que é aprendido como globalidade. Há um desempenho físico, - dei um sinal, me chama a tenção, me dá uma resposta interessante, envolvimento, porem este movimento é ativo que desperta uma ação que exige o desencadeamento de reações motoras, que não é preciso pensar automático como dirigir o carro.
4. A aprendizagem de associações verbais consiste num tipo de aprendizagem de cadeia, mas implica uma operação de processos simbólicos. Não pode ser passado se antes não tiver com o que se associar (figuras), associação.
5. discriminação múltiplas - Quando a criança se dedica a distinguir marcas e modelos de automóveis e reconhecê-los, implica numa associação de vários elementos, mas também separados e discriminá-los. Classificar, diferenciar, nomes de pessoas. As crianças são capazzes de identificar mínimos detalhes. Segundo Aristóteles a associação sai do mais simples para o complexo.
6. A aprendizagem de conceitos, para Gagné significa aprender a responder a estímulos em termos de propriedades abstratas e concretas. Definir, explicar com minhas palavras o que entendi, a respeito desse assunto.
Aprendizagem de princípios consiste na relação entre dois ou mais conceitos.
7. Aprendizagem de Resolução de problemas, este consiste em elaborar um novo princípio combinando princípios já aprendidos. A pessoa que aprende deve ser capaz de identificar os traços essenciais da reposta que dará a solução antes de chegar à mesma. Não é transferir o conhecimento para resolver a situação/problema, e sim, tem que ser algo autentico renovador para contribuir para evolução.
Resolver problemas aprende novos princípios, uma série de estratégias mentais, aprende a pensar. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Cinco Minutos, assim como "A Viuvinha", foram escritos no início da carreira do autor. Assim como os outros romances caracterizados pelo romantismo ingênuo de Alencar, esses dois não fogem à regra, são feitos aos moldes de folhetim, curtos, quase infantis. Têm como pano de fundo o Rio de Janeiro. Cinco Minutos faz parte da fase urbana do escritor. Cinco Minutos conta a hstória do casamento do autor com Carlota. No entanto, para o leitor, parece que está escutando uma história que não é para ele, já que Alencar dirige seu texto a uma prima. O leitor aqui é uma terceira pessoa, um "voyer" que fica entre José de Alencar e sua prima. Ao mesmo tempo em que tenta levar o leitor a pensar que tudo é imaginário e faz parte das fantasias do autor, José de Alencar faz questão de narrar fatos verídicos da época, acontecimentos reais que marcaram o Rio de Janeiro no início do século. É tão minucioso nesse aspecto que até narra datas e horários etc. Atualmente as histórias do autor romântico passam como que quase infantis e ingênuas para o leitor moderno. São narrações em que o amor sempre vence, decisões passionais de amantes, amor e amor e amor. À época, os folhetins eram lidos pelas senhoras burgueses. Exagerando-se um pouco na dose, poderíamos dizer que Alencar lembra remotamente, os livrinhos que embalam os sonhos de moças solteiras, no entanto não se pode deixar de dizer que sua escrita, linguagem, e modo estilísco são de extrema qualidade.

Foi Alencar quem dissociou-se do modelo português da escrita para definitivamente inaugurar o texto nosso, brasileiro. Os livros Cinco Minutos e A Viuvinha falam sobre a vida burguesa. Suas personagens são personagens que, no fundo, representam o ideal acabado da vida burguesa, tropicalmente reproduzida na Corte brasileira. Em Cinco Minutos, o narrador-personagem está disponível, da primeira à última página, para satisfazer a todos os caprichos de sua imaginação. Sem compromisso profissional algum, o aspecto financeiro de suas peregrinações atrás de Carlota não chegam jamais a preocupá-lo. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A Igreja do Diabo (publicado no livro Histórias sem Data) é uma nova idéia do diabo: fundar uma Igreja e organizar seu rebanho, tal qual Deus. Após comunicar Deus de seu futuro ato, vai à Terra e funda com muito sucesso uma Igreja que idolatra os defeitos humanos. Mas aos poucos os homens vão secretamente exercitando virtudes, Furioso, o Diabo vai falar com Deus, que lhe aponta que aquilo faz parte da eterna contradição humana. Anedota Pecuniária (publicado no livro Histórias sem Data) é uma pequena crítica a ganância. Nela um homem "vende" suas sobrinhas aos homens que as amam por causa de sua fascinação com o dinheiro. Capítulo dos Chapéus (publicado no livro Histórias sem Data) é um conto onde aparece a frivolidade e ostentação da época de Machado. Mariana, após pedir ao marido que troque o seu simples chapéu, testemunha a sociedade (na famosa rua do Ouvidor) e acaba pedindo que ele permaneça com seu chapéu. Fulano (publicado no livro Histórias sem Data) Beltrão é um homem que vai aos poucos se tornando mais um homem público que privado após receber elogios públicos e acaba deixando seu dinheiro para a posteridade e não a família. Galeria Póstuma (publicado no livro Histórias sem Data) é uma crítica a hipocrisia, onde o sobrinho de um falecido recente lê em seu diário as verdadeiras opiniões do tio sobre aqueles que o cercavam em vida, incluindo o rapaz. Singular Ocorrência (publicado no livro Histórias sem data) é o relato de um homem a um amigo sobre o caso extraconjugal de outro amigo. Ele conta que esse amigo e a amante eram apaixonados (ela abandonou a difícil vida fácil por ele) e que, numa única vez, o traiu. E foi este caso que gerou um grande turbilhão emocional que quase acabou no rompimento e suicídio dela, mas eles por fim se reconciliam e vivem felizes até que ele muda de província e morre antes de voltar. Último Capítulo (publicado no livro Histórias sem data) é o bilhete de um suicida. Azarado a vida toda (ele literalmente caiu de costas e quebrou o nariz), sua vida foi povoada de desgraças. Quando estava inventariando os bens da esposa morta, achou cartas de amor de seu sócio. Decidiu matar-se e deixar em seu testamento a cláusula que deveriam ser comprados sapatos e distribuídos, já que vira um pobre coitado (mais que ele) feliz a contemplar seus calçados. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Paulo Freire
INTRODUÇÃO
“Qual a herança que posso deixar? Exatamente uma. Penso que poderá ser dito quando já não esteja no mundo: Paulo Freire foi um homem que amou. Ele não podia compreender a vida, a existência humana sem amor e sem a busca de conhecimento. Paulo Freire viveu, amou tentou saber. Por isso mesmo, foi um ser constantemente curioso. É isto o que espero seja a expressão de minha passagem pelo mundo. Mesmo quando tudo o que tenha dito e escrito sobre educação possa haver mergulhado no silêncio”.
(Paulo Freire)
BIOGRAFIA
Paulo Freire nasceu em Recife em 1921 e faleceu em 1997. É considerado um dos grandes pedagogos da atualidade e respeitado mundialmente. Em uma pesquisa no Altavista encontramos um número maior de textos escritos em outras línguas sobre ele, do que em nossa própria língua.
Embora suas idéias e práticas tenham sido objeto das mais diversas críticas, é inegável a sua grande contribuição em favor da educação popular.
Durante toda a década de 1950. Paulo Freire vinha acumulando experiência no campo da alfabetização de adultos em áreas urbanas e rurais próxima a Recife, experimentando novos métodos,. Técnicas e processos de comunicação. A partir de 1961, o método já estruturado foi posto em pratica no Recife.
Publicou várias obras que foram traduzidas e comentadas em vários países.
Em 1962, estendeu-se a João Pessoa, Paraíba, e a Natal no /Rio Grande do Norte, onde se desenvolveu a campanha “de pé no chão também se aprende a ler”. Mas a experiência que deu divulgação nacional ao novo método foi a realizada em Angicos, no Rio grande do Norte, cujo encerramento contou com a presença do Presidente da Republica. Essas foram suas primeiras experiências educacionais foram realizadas em Angicos, no Rio Grande do Norte, onde 300 trabalhadores rurais se alfabetizaram em 45 dias.
Participou ativamente do MCP (Movimento de Cultura Popular) do Recife.
Suas atividades são interrompidas com o golpe militar de 1964, que determinou sua prisão. Exila-se por 14 anos no Chile e posteriormente vive como cidadão do mundo. Com sua participação, o Chile, recebe uma distinção da UNESCO, por ser um dos países que mais contribuíram na época, para a superação do analfabetismo.
Em 1970, junto a outros brasileiros exilados, em Genebra, Suíça, cria o IDAC (Instituto de Ação Cultural), que assessora diversos movimentos populares, em vários locais do mundo. Retornando do exílio, Paulo Freire continua com suas atividades de escritor e debatedor, assume cargos em universidades e ocupa, ainda, o cargo de Secretário Municipal de Educação da Prefeitura de São Paulo, na gestão da Prefeita Luisa Erundina do PT.
Algumas de suas principais obras: Educação como Prática de Liberdade, Pedagogia do Oprimido, Cartas à Guiné Bissau, Vivendo e Aprendendo, A importância do ato de ler.
Pedagogia do Oprimido
Para Paulo Freire, vivemos em uma sociedade dividida em classes, sendo que os privilégios de uns, impedem que a maioria, usufrua dos bens produzidos e, coloca como um desses bens produzidos e necessários para concretizar a vocação humana de ser mais, a educação, da qual é excluída grande parte da população do Terceiro Mundo. Refere-se então a dois tipos de pedagogia: a pedagogia dos dominantes, onde a educação existe como prática da dominação, e a pedagogia do oprimido, que precisa ser realizada, na qual a educação surgiria como prática da liberdade.
O movimento para a liberdade, deve surgir e partir dos próprios oprimidos, e a pedagogia decorrente será " aquela que tem que ser forjada com ele e não para ele, enquanto homens ou povos, na luta incessante de recuperação de sua humanidade". Vê-se que não é suficiente que o oprimido tenha consciência crítica da opressão, mas, que se disponha a transformar essa realidade; trata-se de um trabalho de conscientização e politização.
A pedagogia do dominante é fundamentada em uma concepção bancária de educação, (predomina o discurso e a prática, na qual, quem é o sujeito da educação é o educador, sendo os educandos, como vasilhas a serem cheias; o educador deposita "comunicados" que estes, recebem, memorizam e repetem), da qual deriva uma prática totalmente verbalista, dirigida para a transmissão e avaliação de conhecimentos abstratos, numa relação vertical, o saber é dado, fornecido de cima para baixo, e autoritária, pois manda quem sabe.
Dessa maneira, o educando em sua passividade, torna-se um objeto para receber paternalisticamente a doação do saber do educador, sujeito único de todo o processo. Esse tipo de educação pressupõe um mundo harmonioso, no qual não há contradições, daí a conservação da ingenuidade do oprimido, que como tal se acostuma e acomoda no mundo conhecido (o mundo da opressão)- -e eis aí, a educação exercida como uma prática da dominação.
Método Paulo Freire
A idéia básica do Método Paulo Freire é a educação do processo educativo as características do meio. O método era simples, começa a por localizar e recruta os analfabetos residentes na área escolhida para os trabalhos de alfabetização. As palavras dos entrevistados, respondidas nas questões sobre as experiências vividas na família, no trabalho, nas atividades religiosas, políticas, recreativa, etc.o conjunto das entrevistas fornece a equipe de educadores uma extensa relação das palavras de uso corrente na localidade. Essa relação era entendida como representativa do universo vocabular local. E dela se extraiam as palavras geradoras – unidade básica na organização do programa de atividades e na futura orientação dos debates que teriam lugar nos círculos de cultura.
As palavras geradoras selecionadas eram aproximadamente dezessete. Dentre elas, eram mais freqüentes: eleição, voto polvo, governo, tijolo, enxada, panela, cozinha. Cada uma dessas palavras era dividida em sílabas; estas eram reunidas em composição diferentes, formando novas palavras. A discussão das situações sugeridas pelas palavras geradoras permitia que o indivíduo se conscientizasse da realidade em que vivia e de sua participação na transformação dessa realidade, o que tornava mais significativo e eficiente o processo de alfabetização. Era o próprio adulto que se educava, orientado pelo coordenador de debates, o professor, mediante a discussão de suas experiências de vida com outros indivíduos que participavam, das mesmas experiências.
No método PAULO FREIRE as palavras geradoras são escolhidas após pesquisa no meio ambiente. Assim, por exemplo, numa comunidade que vive em favela, a palavra FAVELA é geradora porque, evidentemente, está associada às necessidades fundamentais do grupo, tais como: habitação, alimentação, vestuário, transporte, saúde e educação.

Se houver possibilidade de utilizar um “slide”, projeta-se a palavra FAVELA e, logo em seguida a sua separação em sílabas: FA-VE-LA. O educador passa, então, a pronunciar as sílabas em voz alta, o que é repetido, várias vezes, pelos educandos.

Em seguida, projeta-se a palavra dividida em sílabas, na posição vertical :
FA
VE
LA
Completando o quadro com os respectivos fonemas:
FA FE FI FO FU
VA VE VI VO VU
LA LE LI LO LU
A partir daí, o grupo passa a criar outras palavras, como FALA, VALA, VELA, VOVO, VIVO, LUVA, LEVE, FILA, VILA.
Outro exemplo, adaptável ao meio ambiente, é a palavra TRABALHO OU SALÁRIO.
TRA TRE TRI TRO TRU
BA BE BI BO BU
LHA LHE LHI LHO LHU
E assim por diante, vai-se fazendo, também a formação de palavras com fonemas já usados em palavras apresentadas anteriormente. Essas palavras constituem o que se chama FICHAS DE CULTURA, que podem ser acompanhadas de desenhos respectivos, por exemplo: CA – SA.
As palavras geradoras não precisam ser muitas: de 16 a 23 é o bastante. No conjunto, elas devem atender a três critérios básicos de escolha :
• a riqueza fonêmica da palavra geradora;
• as dificuldades fonéticas da língua;
• e do sentido pragmático dos exercícios.
Na medida em que o aprendizado vai se desenvolvendo, forma-se um “circuito de cultura entre educadores e educandos, possibilitando a colocação de temas geradores para discussão através do diálogo. Dessa forma, o objetivo da alfabetização de adultos vai levando a educando a conscientização dos problemas que o cercam, à compreensão do mundo e ao conhecimento da realidade social. Fica claro, então, que a alfabetização é o do programa de educação. Uma idéia desse contexto pode ser visualizada na discussão da palavra geradora SALÁRIO, vejamos: 1) Idéias para discussão :
1) Idéias para discussão :
• valorização do trabalho e recompensa;
• finalidade do salário: manutenção do trabalhador e de sua família;
• horário de trabalho;
• o salário mínimo, o 13º salário;
• repouso semanal e férias. 2)Finalidade da conversa:
2) Finalidade da conversa :
• discutir a situação do salário dos trabalhadores;
• despertar no grupo o conhecimento das leis trabalhistas;
• levar o grupo a exigir salários justos.
Evidentemente, o sentido pedagógico do método Paulo Freire é a politização do trabalhador, único meio de fortalecer a classe dos oprimidos e dar-lhe armas para lutar pela revolução social, contra as desigualdades e a favor da liberdade.
PRINCIPAIS IDÉIAS
Segundo Paulo Freire, a educação é uma prática política tanto quanto qualquer prática política é pedagógica. Não há educação neutra. Toda educação é um ato político.
Assim, sendo, os educadores necessitam construir conhecimentos com seus alunos tendo como horizonte um projeto político de sociedade. Os professores, são, portanto, profissionais da pedagogia da política, da pedagogia da esperança.
Sua pedagogia tem sido conhecida como Pedagogia do Oprimido, Pedagogia da Liberdade, Pedagogia da Esperança. Paulo Freire é autor de uma vasta obra, traduzida em vários idiomas.
Em seus trabalhos, Freire defende a idéia de que a educação não pode ser um depósito de informações do professor sobre o aluno. Esta "pedagogia bancária" , segundo Freire, não leva em consideração os conhecimentos e a cultura dos educadores.
Respeitando-se a linguagem, a cultura e a história de vida dos educandos pode-se levá-los a tomar consciência da realidade que os cerca, discutindo-a criticamente. Conteúdos, portanto, jamais poderão ser desvinculados da vida.
Tanto quanto Freinet, Paulo Freire cultiva o nexo escola/vida, respeitando o educando como sujeito da história.
As pessoas podem não ser letradas mas todas estão imersas na cultura e, quando o educador consegue fazer a ponte entre a cultura dos alunos, estabelece-se o diálogo para que novos conhecimentos sejam construídos.
A base da pedagogia de Paulo Freire é o diálogo libertador e não o monólogo opressivo do educador sobre o educando.
Na relação dialógica estabelecida entre o educador e o educando faz-se com que este aprenda a aprender.
Paulo Freire afirma que a "leitura do mundo precede a leitura da palavra", com isto querendo dizer que a realidade vivida é a base para qualquer construção de conhecimento.
Respeita-se o educando não o excluindo da sua cultura, fazendo-o de mero depositário da cultura dominante.
Ao se descobrir como produtor de cultura, os homens se vêem como sujeitos e não como objetos da aprendizagem. A partir da leitura de mundo de cada educando, através de trocas dialógicas, constróem-se novos conhecimentos sobre leitura, escrita, cálculo. Vai-se do senso comum do conhecimento cientifico num continuum de respeito.
A educação, segundo Freire, deve ter como objetivo maior desvelar as relações opressivas vividas pelos homens, transformando-os para que eles transformem o mundo.
Paulo Freire é um educador com profunda consciência social. Mais do que ler, escrever e contar, a escola tem tarefas mais sérias - desvelar para os homens as contradições da sociedade em que vivem.
Paulo Freire além de sua obra de pensador, tornou-se conhecido pelo método de alfabetização de adultos que criou, conhecido como Método de Alfabetização Paulo Freire.
Paulo Freire – “É preciso pôr fim à educação bancária, em que o professor deposita em seus alunos os conhecimentos que possui. – a técnica de silabação utilizada por ele em seu método de alfabetização de adultos está ultrapassada, ainda que a idéia de trabalhar com palavras geradoras permaneça bastante atual”.
O processo educativo seria um ato político uma ação que resultaria em relação e domínio ou de liberdade entre as pessoas. Se opunha ao que chamava de educação bancária. Esse tipo de ensino se caracteriza pela presença de um professor depositante e um aluno depositário da educação. Quem é educado assim tende a tornar-se incapaz de ler o mundo criticamente. Acreditava que o educador deve se comportar como um provocador de situações, um animador cultural num ambiente em que todos aprendem em comunhão. A preparação da criança para tomar uma decisão à necessidade de cada escola ter um projeto pedagógico que reconheça a cultural local. Foi previsto aa democratização da educação em que a inclusão de todos não só dos portadores de deficiência é fator fundamental. O projeto pedagógico de cada escola de Betim, Minas Gerais, é definido com a participação dos alunos e comunidade, que escolhemos diretores pelo voto direto. Conselhos pedagógicos discutem currículo, avaliações, conteúdo, calendário e metodologia. Foi criada também a escola de pais. Formados eles podem participar mais ativamente dos fóruns de decisão. O município mantém ainda um programa de alfabetização de adultos, porém a técnica de alfabetização está ultrapassada. Ele dizia que antes de ensinar uma pessoa a ler as palavras era preciso ensiná-las a ler o mundo. Essa é a essência de suas idéias.
Conclusão
Paulo Freire foi mais que um educador, foi um pensador, legado de sua inteligência a serviço dos mais humildes. “Pedagogia do Oprimido”,uma de suas obras mais significativas, nos remete ao ser humano sem recursos e submetido à opressão cotidiana e que encontra saída pela consciência e pela ação, ele é uma dessas pessoas que ficarão na história por ter pensado no povo oprimido com uma teoria e a prática para que essa gente recuperasse a dignidade devida com seu Método de alfabetização de adultos. Revolucionário porque o aprendizado foge das formas mecânicas, valorizando as experiências e percepções pessoais e regionais.
Paulo Freire tornou-se referencia mundial. Hoje há centros de estudos e difusão de seu método em todo planeta.
Principais Obras
• A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 1961.
• Conscientização e alfabetização: uma nova visão do processo. Estudos Universitários – Revista de Cultura da Universidade do Recife. Núm 4, 1963: 5-22.
• Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967.
• Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1970.
• Educação e mudança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1979.
• A importância do ato de ler em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora, 1982.
• A educação na cidade. São Paulo: Cortez Editora, 1991.
• Pedagogia da esperança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1992.
• Política e educação. São Paulo: Cortez Editora, 1993.
• Cartas a Cristina. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1974.
• À sombra desta mangueira. São Paulo: Editora Olho d’Água, 1995.
•Pedagogia da autonomia. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1997.
• Mudar é difícil, mas é possível (Palestra proferida no SESI de Pernambuco). Recife: CNI/SESI, 1997-b.
• Pedagogia da indignação. São Paulo: UNESP, 2000.
• Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Cortez Editora, 2001.
Bibliografia
Freire.Paulo.Educação Como Prática de Liberdade.23ed.Paz e Terra.1966.
Freire.Paulo.A importância do ato de ler.Cortez.1982.
Barreto.Motta José.Centro de Estudos em Educação.Vereda.1982.
Gadotti. Moacir. Convite à leitura de Paulo Freire. Scipione. 1989.
Brandão. Carlos Rodrigues. O que é método Paulo Freire. Brasiliense. 1981. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Cem anos de perdão (Conto da obra Felicidade clandestina), de Clarice Lispector

Neste breve conto, também passado nas ruas de Recife, Clarice Lispector aborda novamente o tema da rosa, que lhe é tão caro.

Em “Cem anos de perdão” ela fala de outra fantasia, tornada talvez realidade, e cuja satisfação da conquista se assemelha a uma visita aos bairros ricos da cidade, diferentes do seu, onde em vez de sobrados simples como aquele em que mora há imponentes palacetes cercados de pomares e jardins, que despertam a sua admiração e cobiça.

O relato memorialístico lembra a menina Clarice, com uma amiguinha, olhando “com a cara imprensada nas grades”, estrangeiras e ávidas, o mundo de beleza e fartura que lhes é vedado, do qual se sentem exiladas e no qual são, efetivamente, proibidas de entrar. Elas olhavam para os palacetes e disputavam a posse imaginária deles.

O enredo se desenvolve em torno dos cálculos da menina para roubar uma rosa de um jardim. O objeto do roubo é tão pequeno para a importância que lhe dá a autora, que chega a produzir uma suspeita no leitor.

Ao contrário dos demais contos, nos quais ela implora a outros a satisfação de seus desejos, ou cede à frustração dos mesmos, neste conto ela não espera nem se conforma, ao contrário, tece os seus ardis e vai em busca daquilo que deseja, sem se importar com as conseqüências. É como se toda aquela exuberância e alegria alheias pudessem ser experimentadas por vias sorrateiras, ilegais, mas tão legítimas quanto quaisquer outras.

A menina apanha a rosa, tomando cuidado para não ser vista.

Enquanto ela colhia as rosas a fim de levar para casa, a colega vigiava.

As duas, usando dessa estratégia, uma colhia, a outra vigiava, passaram a furtar rosas com freqüência. Além de rosas, furtavam também pitangas. “Ladrão de rosas e pitangas têm cem anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem pra ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens.”

O conto é permeado por símbolos: há a alusão ao jardim ou pomar, que evoca o Paraíso bíblico; há a interdição às crianças, ou aos não-iniciados, da experiência das delícias e dores do conhecimento; há os diversos motivos ocultistas que ligam à paixão física à Paixão mística, como a rosa e seus espinhos. O erotismo não se expressa explicitamente, portanto, mas na escolha dos objetos roubados: rosas e pitangas; no motivo elementar e ausente do roubo: roubava simplesmente para possuir as rosas, para comer as pitangas; mas, sobretudo, nas descrições ardentes e sensuais da flor e do fruto, cuja adjetivação generosa não deixa dúvidas quanto ao papel alegórico desses elementos na narrativa: “A flor soberana, de pétalas grossas e aveludadas, com vários entretons de rosa-chá. No centro dela a cor se concentrava e seu coração quase parecia vermelho”. Vermelho como as pitangas, que “escondidas na folhagem era preciso buscar às apalpadelas cegas, até sentir o úmido da frutinha”. O colher das pitangas, que muitas vezes, na sua “pressa”, deixava-lhe os dedos “como ensangüentados”, imagem que também é utilizada na descrição da colheita da rosa: “Finalmente começo a lhe quebrar o talo, arranhando-me com os espinhos, e chupando o sangue dos dedos”, chega a sugerir sucessivos defloramentos, dedução que a autora reforça no último parágrafo, quando diz que “as pitangas pedem para ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens”.

Não deixa de ser estranho a autora atribuir à menina o papel de defloradora de virgens. Mas não há como negar que a descrição das rosas e das pitangas são sugestivas evocações do órgão sexual feminino. A evidência da proibição e a presença marcante de uma culpa que deveria, mas não é sentida, são contrapostas à excitação do roubo e à detalhada descrição do processo, feito a duas: “a menina vigiando, eu entrando, eu quebrando o talo e fugindo com a rosa na mão. Sempre com o coração batendo e sempre com aquela glória que ninguém me tirava”. A satisfação do resultado contribui para a perpetuação da brincadeira: “Foi tão bom. Foi tão bom que simplesmente passei a roubar rosas”.

Uma confissão íntima, velada, de algum jogo sexual infantil, arrancado alegoricamente à memória culpada (por não sentir culpa) da mulher adulta? Um texto ocultista, que esconde na aparente simplicidade do tema uma mensagem vedada aos não-iniciados? Uma alusão metalingüística à natureza do exercício do seu mestrado literário? “Não me arrependo” – diz ela, afinal. “Ladrão de rosas e de pitangas tem cem anos de perdão”. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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