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O Sertanejo - José de Alencar
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"Nunca pude esquecer sua morte. Eu o vi, mas na hora não entendi tudo. Eu só vi o sangue. Tinha sangue por toda parte. O lençol estava vermelho. Tinha uma poça no chão. Tinha sangue até na parede. Nunca tinha visto tanto sangue. Nunca pensara que, uma pessoa se cortando, pudesse sair tanto sangue assim. Ele estava na cama e tinha uma faca enterrada no peito. Seu rosto eu não vi. Depois soube que ele tinha cortado os pulsos e aí cortado o pescoço e então enterrado a faca. Não sei como deu tempo de ele fazer isso tudo, mas o fato é que ele fez. Tudo isso. Como, eu não sei. Nem por quê." Um Mundo Despoetizado Os Contos de Tarde da Noite, de Luiz Vilela, em geral são breves, centrados em uns poucos personagens e uma única ação, e chegam a criar um início de expectativa sobre o desenvolvimento; aí, parecem estagnar-se em direção ao final, que nunca é algo muito inesperado. Ao contrário, os finais geralmente são o que se espera que aconteça, como a afirmar que a ruindade do mundo não comporta muitas surpresas; nada de muito diferente deve acontecer para quebrar a miséria dominante. Os personagens são meninos, meninas, jovens casais e casais não tão jovens e velhos, que transitam num mundo de perversidade, incompreensão, tédio, ostentação, dominação, medo, incerteza. A linguagem é coloquial, bastante direta, despojada, sem muitas surpresas também, com poucas imagens, a maioria comuns ou desgastadas. Pouca poesia para falar de um mundo despoetizado. Impressões Infantis O ponto de vista da criança predomina nos contos, como uma voz que tenta se opor ao sistema de opressão do grupo social, mas raramente consegue. Em "Lembrança", conto que abre o livro, o narrador volta a seu passado infantil e reencontra a figura do avô. O velho parecia um ser tranqüilo, de pouca conversa, as pessoas nem o notavam direito, em seu quartinho dos fundos. Sua vida passada, entretanto, havia sido recheada de perdas, abandonos, mortes. O que as pessoas viam como um velho distinto era um monte de amargura. Suicidou-se cortando os pulsos e o pescoço, e enterrando a faca no coração. Morte violenta para quem vivera na paz destroçada da perda. Sua aparência de limpo na mente do menino, entretanto, não fora maculada. Tanto sangue, para o menino, não era sujeira. Era diferente. Era o símbolo da limpeza que o velho precisava fazer em sua vida, a purificação que conduz à morte. A criança não consegue se manter imune às misérias da sociedade, como as que destruíram o avô do primeiro conto e as que se apresentam ao protagonista do conto "Aprendizado". Eduardo tirou nota máxima na redação e correu a casa para exibir com orgulho o texto ao pai e à mãe. Jordão e Grilo o abordam, dizendo que também querem ler o texto, e usam de todos os subterfúgios para que ele ceda. Ao ver sua redação rasgada pelos colegas invejosos, Eduardo tenta agredi-los, mas a reação de seus "semelhantes" promete ser muito mais violenta. O menino aparece como um ser humano frágil, inexperiente, que tem de aprender a duras penas como sobreviver em um mundo repleto de perversidade, que ofusca as pequenas vitórias pessoais. A arte de escrever exige um longo aprendizado. Conhecer as fraquezas e as maldades das pessoas também, desde a infância. Mais uma vez, o menino aparece como um ser humano frágil, inexperiente, que tem de aprender a duras penas como sobreviver em um mundo repleto de perversidade, que ofusca as pequenas vitórias pessoais. A incompreensão dos atos dos adultos também faz parte do sistema infantil. Em "Um peixe", o menino volta da pescaria no domingo. Os peixes estão mortos no tanque, apenas a traíra se mexe. Ela é separada dos demais, e "ressuscita" na pia com água limpa. O menino vibra com a ressurreição e vai à padaria comprar pão para sua nova cria, para a qual já havia feito planos para o futuro. Ao chegar a casa, constata que a empregada havia assassinado seu mascote, para fritar. O menino é o caçador de peixes por esporte, é o predador dos animais, mas tem afinidade com eles. Se um deles escapa, manda o código de honra infantil que ele seja preservado, por ter adquirido o direito a uma vida mais longa através da bravura. O adulto intrometido joga por terra a construção moral da criança. O mundo dos homens cansa. No conto "Suzana", os dois meninos combinam como é que vai ser a abordagem de Suzana, como é que eles vão fazer "aquilo" com ela. E se ela não deixar hoje? O medo é o velho aparecer. Tudo verificado, os meninos se aproximam e um deles se adianta: - Suzana - chamou, e a égua apareceu. Ainda na linha da relação da criança com os animais, os meninos aqui têm sua iniciação sexual proporcionada por um animal, um elemento puro, não contaminado pelas mazelas sociais: - Doença? Essa é boa; mais fácil a gente pear doença nela. Criança e animais produz outro conto, "As Formigas". O conforto do mundo desconfortável é dado ao menino ao conversar - e ser correspondido - com as formigas que fazem fila na parede saindo do rachado. Seu mundo de formigas é muito melhor do que o de homens: sem gritos, mentiras. E o perverso mundo dos homens é que se encarrega de destruir sua fantasia confortante: o pai cimenta o rachado por onde saíam as suas amigas. É o fim, a angústia, o bolo na garganta. Há também o menino levado e desaforado, que aprende rápido a se defender na selva social, em "Menino". Márcio é o protótipo do menino teimoso, não lava as mãos, não almoça direito, faz birra com a mãe dizendo que não vai à escola, manda o professor à merda, e fica de castigo. Chegando tarde a casa, a mãe o repreende e ele diz que ficou de castigo por ter respondido mal ao professor. Márcio pergunta à mãe se era mau menino; a mãe fica enternecida com o filhinho levadinho e responde que não. O menino correu e saltou na quina da banheira. - Striknik! Striknik! A temática do conto é a relação entre mãe e filho; ela briga todo o tempo com o menino, tenta conter seu espírito inquieto, mas o ama, e engole apertado quando ele diz que se julga um mau menino. A menina que tem medo aparece em "Os mortos que não morreram". Há aí uma mistura de impressões infantis sobre uma rachadura no teto, que se lhe afigura o rasto de um bicho, e diálogos de adultos. O tema das conversas dos homens e mulheres é a ameaça que paira sobre os animais, com efeitos piores sobre o animal homem, que é consciente disso e tem seu maior fator de sofrimento na memória, onde habitam os mortos que não morreram. Dois dos homens trocam ironias e sarcasmos, um deles tenta seduzir a esposa de um terceiro, na cozinha. Em seu retorno, discute-se a permissividade e a moral. Lá dentro, a menina chorava, assustada com o bicho que riscou a parede. O ser humano, seja criança ou adulto, vive num mundo de medo, incerteza, desavenças e seduções. O saber, ou a aparência dele, é uma forma de poder, que provoca admiração ou inveja, e prepotência daquele que julga possuí-lo. Os mortos que não morreram são, portanto, todas as misérias que compõem a vida do homem, e sem as quais ele não consegue sobreviver. A falsa autoridade das instituições dos adultos também contamina as crianças. "Com seus próprios olhos" tem uma estrutura dialógica, em que o diretor da escola faz perguntas incessantes ao menino Ivo, que havia presenciado na noite anterior uma cena de sedução entre o distinto diretor e outro menino. O diretor conta com a discrição de Ivo para que ninguém saiba do ocorrido, que seria um escândalo. É a temática do abuso de poder, da falsa aparência de probidade e respeitabilidade. As ações das pessoas desmentem o que sua superfície aparenta, e de repente toda a consideração que o mundo social tem pela nobreza do cargo de diretor fica na dependência de um menino frágil e humilde. Outra forma de abuso de autoridade que a criança ou o jovem não quer aceitar aparece em "O professor de inglês". O professor corresponde à tradicional caricatura do mestre autoritário, com cara de rato, cabelos ralos na cabeça. O professor pune com notas baixas, ameaça com reprovação, humilha os alunos, responde mal a todos. Os alunos não têm nome; apenas números. O aluno novato indigna-se com a postura do professor, e pergunta a um colega por que é que eles não reclamam dele. Para a escola, o professor sabe o conteúdo e dá aulas, portanto não há motivo para tirá-lo. O aluno novato, mais sensível, afirma que esse sistema é horrível, e, diante da afirmação do colega de que um dia ele iria é achar graça da situação, ele se torna grave e declara: - Nunca vou achar graça disso, nem vou esquecer. Nunca vou esquecer disso. A temática do conto é o autoritarismo do sistema escolar, representado pelo professor de inglês. O sistema é fechado, de absoluta dominação, e as pessoas normais devem-se sujeitar a ela, para, talvez, até acharem graça posteriormente. A exceção é o personagem Carlos, que não pensa como os outros. Expectativas Nulas A visão do adolescente, ou do jovem adulto, também transmite perplexidade, ou desesperança, ou amargo conformismo. O título de "A pátria precisa de você" ironiza o apelo patriótico do cartaz que leva os adolescentes a imaginarem que serão bem-vindos ao exército (que se auto-intitula "pátria"), já que eles constituem o elemento necessário lá. Entretanto, o grupo de jovens que se apresenta "para servir a pátria" sofre maus tratos e ofensas dos representantes da lei. O autoritarismo e a prepotência do militares no pequeno tempo de convivência do adolescente narrador naquele lugar dão a ele uma grande sensação de liberdade quando terminam aqueles momentos de opressão e ele afinal pode seguir para casa. O adolescente tem suas carências, que precisam ser refreadas. "Uma namorada" era tudo de que o narrador não precisava, até que seu chefe, o doutor, lembrou-lhe de que isso existia no Dia dos Namorados. Foi aí que as noites se tornaram um problema. Até então suas noites, após um dia de trabalho dedicado e comprometido, se resumiam às idas ao cinema e um copo de leite. O próprio cinema começa então a despertá-lo para a existência de namorados e namoradas. Sua primeira tentativa de namorar revela-se, entretanto, tão desastrada, que ele tenta o suicídio. É salvo pela perícia do motorista do ônibus. Com persistência, consegue "curar-se" do desejo de ter uma namorada e sua vida volta a ser como antes. A temática desse conto é a da adolescência morta pela mecanização do trabalho e a solidão. Se se exige do homem esse tipo de vida, ele tem que corresponder a ela, e "curar-se" de qualquer desvio do que se espera dele como pessoa: funcionário exemplar e pessoa "normal". Pobreza e solidão, dois fortes motivos para depressão, que não pode ser evitada nem pela juventude dos vinte anos. A vida é triste, amarga, só resta entregar-se à dor. "Num Sábado" contém uma temática análoga. O rapaz pobre que trabalha duro a semana inteira sai pela manhã de sábado, toma uns chopes, volta para casa à tarde, dorme para esquecer a tarde, acorda, come pão e veste um terno. Termina por não sair, e fica pensando em si mesmo, em sua pobreza e solidão, e tem vontade de morrer. Pobreza e solidão, dois fortes motivos para depressão, que não pode ser evitada nem pela juventude dos vinte anos. A vida é triste, amarga, só resta entregar-se à dor. Outro suicídio não perpetrado aparece em "O Suicida". Alguém anunciou numa rádio que iria pular do alto de determinado prédio às dezessete horas. Nesse contexto desenvolve-se a narrativa. O infortúnio de uma hipotética pessoa que se atira do alto de um poço profundo transforma-se em espetáculo para os devoradores de emoções fortes. Tenta-se descobrir a causa da tentativa de suicídio, discutem-se outros casos de suicídio. Um pedreiro que trabalhava no alto põe uma perna para fora da janela e é vaiado, torcem para que ele caia. Ao final, o anunciado suicida nem aparece, e todos acabam se retirando tristes e decepcionados, exceto um dos estudantes, que ganhara a aposta de que não haveria suicídio. Para os espectadores, o espetáculo da morte alimenta a vida, produz emoções, salvar uma vida é perder um espetáculo que faz correr adrenalina. É a perversidade do ser humano, que precisa da desgraça alheia para alimentar uns instantes de vida fora da rotina. Amor Cansado A temática amorosa confirma a negatividade geral, como em "Amor": fim de tarde, cansaço, proximidade de fim de namoro. Ele não consegue prestar atenção nos sapatos que ela admira na vitrine. Ela se impacienta com o alheamento dele, diz que ele está ríspido, nervoso, uma pilha, e que não tem mais amor a ela. Após um grande silêncio, ela propõe terminar, ele não acha que é o caso, ela entra no ônibus, ele pergunta se é para telefonar, ela deixa por conta dele. O amor se apresenta como aquela rotina cansativa da cidade; precisa-se dele, mas ele não dá completa satisfação. E as pessoas continuam a chamar isso de amor: Ele ficou vendo o ônibus se distanciar pela avenida, o rosto abatido, pensando por que o amor era tão difícil. "Ousadia" é o que o marido tentou para quebrar o cansaço da relação, mas não conseguiu ir adiante. Marido e mulher deitados para dormir, ela quase dormindo, ele tentando conversar com ela cheio de evasivas, buscando concretizar uma proposta de alguma coisa ousada, provavelmente de natureza sexual, em suas vidas. Uma troca de casais, talvez? Ménage a trois? O máximo que ela consegue entender é que ele queria fazer amor, mas o dispensa, dizendo-se muito cansada. Não há bons sentimentos que resistam a um amor cansado, ou a um amor igual a todos os amores com todas as pessoas, em todos os casos sem esperanças. É a infalibilidade da banda podre. A rotina da vida de casado chega a momentos em que a pessoa quer tentar qualquer coisa para afastar a monotonia. As leis sociais são, entretanto, muito rígidas, e amarram as pessoas aos "bons costumes". Qualquer ousadia maior, qualquer ruptura com o sistema tem que ser muito bem considerado, pelo risco de execração social. Muitas vezes, é melhor deixar a ousadia permanecer no plano ideal do que concretizá-la. É mais cômodo e distinto. Tanto no fim da tarde, quanto à noite, ou "Ao Nascer do Dia", não há bons sentimentos que resistam a um amor cansado, ou a um amor igual a todos os amores com todas as pessoas, em todos os casos sem esperanças. É a infalibilidade da banda podre. E as pessoas têm de se conformar de que tudo seja assim. Não há a quem recorrer. O conto "Tarde da noite" repete o tema do casamento cansado numa situação insólita. O casal está na cama, e uma desconhecida telefona. Alguém querendo conversar discou um número a esmo, chega a falar em suicídio, e a conversa se prolonga. O marido cansado de ser casado se sente seduzido por aquela voz, e transforma o telefonema numa emocionante aventura extra-conjugal. Depois de um longo diálogo, a moça finalmente desliga, e o marido cansado continua sonhando com a possibilidade da aventura. Em "Esse Amor Besta de Inicial Maiúscula", há uma tentativa de amar diferente. Marcos, de namorada recente, encontra-se com um amigo de velhos tempos. Os dois têm uma concepção bem diferente de amor. O amigo considera-se mais realista, mais maduro. As mulheres são avançadas em assuntos sexuais, desacreditam o amor besta de inicial maiúscula, o que importa é o império do corpo, os sentidos. Mulher é sexo, carne, desejo, amor animal. O outro pensamento, representado por Marcos, é considerado pelo amigo como romântico no mau sentido, doença mental, coisa anacrônica e ingênua. Ao final um ônibus que ia passando esmaga uma coisa que Marcos trazia dentro de um embrulhinho: uma flor que ele ia levando para a namorada. O amigo de Marcos é o que tem voz mais atuante, é o mais articulado, o mais expansivo, é o que representa os que se impõem pela pose, os que se passam por conhecedores perfeitos do mundo, o mundo dos espertos, dos que sabem viver a vida. Marcos participa de um mundo mais humilde, que acredita no amor, mas que tem que conviver com o outro mundo e tolerá-lo. A Paz Destroçada A velhice é retomada em "Os sobreviventes". Neste conto predomina o diálogo entre dois homens em torno de cinqüenta anos, a fala dos dois é que conduz o desenrolar dos acontecimentos. Encontrando-se depois de mais de vinte anos num bar que freqüentavam quando jovens, vão tentando lembrar-se dos personagens que povoaram o tempo de sua juventude, mais precisamente o espaço daquele bar. Afonso é o mais melancólico, o mais saudoso dos bons tempos, e também o mais pessimista, o que lhe vale uma repreensão de Brandão. Afonso reclama que seu fígado já não lhe permite beber como na mocidade, e declara sua imensa e velha amizade ao colega, que retribui. Brandão destila sua amargura contra a juventude - barulhentos, afeminados -; Afonso agora é quem contemporiza. Num determinado momento, Brandão resolve alterar com uns rapazes que ele supunha estarem rindo dele na mesa ao lado. A provocação resulta numa briga dele com um dos moços, que lhe esmurra a cara. Embriagado, humilhado e com o nariz escorrendo, Brandão sai amparado pelo amigo Afonso. O conto aborda a temática do envelhecer, que impede as pessoas de quererem fazer o que faziam na juventude. Em confronto com aquela mesma juventude que lhes pertencera outrora, os mais velhos se tornam impotentes e se retiram, mesmo contra a vontade. Enfoque semelhante da velhice ocorre em "Bárbaro". Dois jovens em um quarto, um tenta ler e o outro quer por força contar a festa a que ele tinha ido. Numa linguagem cheia de gírias, palavrões e lugares-comuns, conta como ele e seus amigos se vingaram de um velho de cinqüenta e cinco anos que os havia convidado a uma festa "quadrada". A vingança foi arquitetada e perpetrada pelo Luquinha, que ridicularizou o homem, embebedou-o e quase fez com que ele se despisse diante de todos, à guisa de strip tease. Luquinha e os amigos representam a juventude entediada que não respeita os velhos, julgando-se superiores a eles. Aquilo para eles não fora nada de mais, uma brincadeirinha inocente, pois eles nem enrabaram o velho ou qualquer troço assim. o interlocutor do sujeito que conta o caso tenta voltar a concentrar-se em seu livro, e é considerado estranho pelo amigo Nem todos os jovens, entretanto, desprezam a velhice. Em "Luz sob a porta", Nelson está numa festa de jovens da classe média pseudo-intelectualizada, que discute Kafka, faz que lê Sartre e ouve os Beatles. Nelson precisa deixar a festa para visitar a mãe, que aniversaria. Por isso é motivo de chacotas dos amigos e amigas. Embora pressionado, ele insiste e vai, por volta de meia noite. Havia luz sob a porta, ela estava esperando-o. Na casa da mãe, fica sabendo que ela não recebeu nenhuma visita naquele dia. Dulce não foi, nem Rubens, nem Álvaro, nem ninguém. A mãe se emociona, e chora baixinho, de medo da velhice, da solidão. O conto é mais um pequeno drama da miséria humana. Como várias outras dessas pequenas narrativas, este não tem propriamente um final, mas algo como uma interrupção, ou suspensão. Não há nenhum suspiro de alívio nem grande emoção com o desfecho, apenas a triste constatação de que a velhice é assim mesmo. Mas agora não chore mais. "Preocupações de uma velhinha": ela tem medo da guerra, não entende bem o porquê de povos se matarem, e faz várias perguntas ao filho, embora saiba que os mais novos não gostam de ficar explicando coisas para gente velha; ela, entretanto, não resiste às perguntas. Cidinho, o netinho maior, ameaça puxar o gatilho da arma que fará a avó desaparecer, e ela roga que ele não o faça. Ele puxa o gatilho e nada acontece. O susto é grande, a velhinha começa a chorar. O tema da velhice aparece novamente cercado de conotações negativas. A velha é quem não compreende o mundo, não é compreendida pelas pessoas, possui uma ingenuidade indesejável, pior do que as crianças, mas cuja pureza não é admirada por ninguém. Até a criança, o neto Cidinho, portador de uma certa perversidade, é mais esperto que ela; era boba mesmo, era boba. Outras Frustrações Há alguns outros contos que abordam outros assuntos, que terminam sempre por convergir para o mesmo ponto de vista da frustração, da insatisfação, da despoetização. Em "Subir na vida", Vicente é professor, e o amigo Domício quer convencê-lo a largar a miséria do magistério e ser seu sócio em um empreendimento. Vicente resiste, embora, segundo Domício, a própria esposa do primeiro já houvesse reclamado. O professor é descrito como uma pessoa abnegada, de bom coração, corajoso. Domício, entretanto, acha - e diz ao amigo - que abnegação em excesso vira imbecilidade. Domício havia ido à casa de Vicente aquela tarde, e tinha estado com a esposa dele, a quem achou com cara de preocupada com a situação do marido. Após toda aquela pressão para que ele abandonasse a carreira de professor primário, ele vai à escola e, ao voltar a casa, declara à esposa que resolveu aceitar a oferta de parceria do amigo, e que ia pedir demissão da escola. Em seguida, vai ao bar telefonar para o amigo comunicando a decisão. Depois do telefonema, ele pede uma pinga, ele que nunca havia bebido. As poucas esperanças que a vida proporciona estão nas remotas possibilidades de transgressão, como a loucura, a poesia, o amor sincero, a pureza, a fantasia. Essas transgressões, entretanto, são tentativas efêmeras e impotentes diante da máquina de perversidade que movimenta as relações entre as pessoas. A abnegação e a paixão pelo ensino são vistos aqui como fraqueza; ajudar os outros, no entender da classe média emergente, não faz ninguém feliz. Se deixar o magistério é subir na vida, o personagem pretende deixá-lo, para dedicar-se a algo de novo. Fica também a sugestão de que embriagar-se é tão algo de novo como ingressar no consumismo; são fraquezas equivalentes. A loucura poética de "Françoise" é um momento de reação à sociedade: um observador sentado num banco de rodoviária vê uma loura bonitinha, ele jura que ela está esperando alguém. Ela acaba sentando-se no banco e puxa conversa com ele, diz que tem vontade de ir a Lindóia, por causa de uma música que ouvia quando criança, e gosta de ficar na rodoviária vendo as pessoas irem e virem, desculpa-se por estar incomodando. Ela lhe pede uma fumadinha, diz que os olhos dele são belos, depois fica falando sobre o sexo das frutas. O irmão da moça órfã é um poeta, o tio dono de bar reprova. ela fala sobre palavras bonitas e palavras feias. Palavras são como gente, tem de todo jeito: bonitas, feias gordas, magras, simpáticas, antipáticas, sérias, alegres, engraçadas, alegres, tristes; todo jeito. Ela compara os poetas a loucos, se diz uma solitária, uma esquisita. Logo tem um ataque de choro e volta repentinamente ao "normal". O tio aparece e interpela o observador. Ele não quer que a sobrinha converse com estranhos, principalmente porque ela é mentalmente perturbada, acha que o irmão que morreu está viajando. A menina e o tio vão embora e o observador levanta-se para ir embora, segurando a corrente que margeava o passeio. O tema explorado é a loucura, que é apresentada com uma aura de romantismo, de poesia. A menina Françoise é um ser que tenta superar a dor do acidente em que perdeu o irmão evadindo-se da realidade. "Felicidade" apresenta o contraste entre o que se convencionou ser feliz e o que as pessoas realmente desejam. O infeliz aniversário é uma camisa de força, de sorrisos forçados, piadas forçadas, discursos idem. O único momento feliz é proporcionado pela ida ao banheiro, que traz minutos de sossego. Esse é o mundo amargo apresentado nos contos de Vilela. As poucas esperanças que a vida proporciona estão nas remotas possibilidades de transgressão de um sistema opressor e fortemente estabelecido, como a loucura, a poesia, o amor sincero, a pureza, a fantasia. Essas transgressões, entretanto, são tentativas efêmeras e impotentes diante da máquina de perversidade que movimenta as relações entre as pessoas. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
GENTILLI, Pablo e FRIGOTTO, Gaudêncio (org.). A Cidadania Negada: Politicas de Exclusão na Educação e no Trabalho. Capítulos II, III,IV,U.VI.,VII,.X. São Paulo> Cortez, 2001.

Capítulo 2 – Trabalho e Precarização Numa Ordem Neo Liberal
Ricardo Antunes
A sociedade contemporânea está em crise estrutural e de capital, expande-se um projeto econômico, social e político neoliberal, e a globalização produtiva gera uma sociedade dos excluídos e dos precarizados. A destruição advinda do capitalismo traz tendências como:
• a substituição do sistema produtivo taylorista e fordista em produção flexibilizadas e desregulamentadas, o toyotismo.
• um modelo social-democrático que sustenta o bem estar social , vem sendo solapado pela dês regularização neoliberal e anti-social.
O toyotismo, oriunda da Toyota, Japão, tem por característica>
• uma produção vinculada a demanda;
• é variada e heterogênea;
• fundamenta-se no trabalho operário e equipe com multivariedade de funções;
• tem por principio o just in time o melhor aproveitamento do tempo da produção.
Esta flexibilidade leva:
• a um acrescente redução do proletariado fabril;
• incrementa-se um novo proletariado;
• Aumento do trabalho feminino;
• Incremento de assalariados médios e de serviço;
• Exclui-se jovens e velhos no mercado de trabalho nos paises centrais;
• Inclusão precoce e criminosa de crianças no mercado de trabalho;
• Há um trabalho social combinado em que trabalhadores de diversas partes do mundo participam do processo de produção.

Capitulo 3 – Qualificação, Crise do Trabalho Assalariada e Exclusão Social
Vanilda Paiva
Transformação produtiva, crise do Assalariamento e a Exclusão Social
A tranformação produtiva ligada a comunicação do uso da microinformática e mudanças organizacionais, são importantes no quadro econômico social deste fim de século. O fim do socialismo na Europa significou uma vitória política e ideológica dos princípios do capitalismo liberal, provocando dificuldades práticas e de propostas políticas dos trabalhadores. Políticas como da renda mínima tem pouco efeito no futuro.

Qualificação e Inserção alternativa no Mundo do Trabalho
Não é mais possível enfatizar a educação como um meio de ascensão social, uma vez que, há uma desigualdade cumulativa. Porem, a competição educacional e a e trabalho ocorrem ao mesmo tempo transforma a vida da população, isso significa que os processos educacionais ainda desempenham um o papel de mudanças, contribuindo para passagens menos traumáticas identificação de novos lugares sociais.

Qualificação Formal e assalariamento X Novas Relações de Trabalho e Modelo de Competência
As competências modernas incluem capacidade de mudar constantemente, aprender novas técnicas, aceitar novas relações sociais e laborais, com isso muitos direitos e vantagens estão sendo eliminados.

Capítulo 4 – Política Educacional, Emprego e Exclusão Social
O século XX é o século do desemprego em massa. Cresce o conhecimento e a capacidade de produzir riquezas mas aumenta a incerteza da sobrevivência humana devido a efeitos catastróficos para os recursos naturais e meio ambiente, alem de ampliar o trabalho supérfluo destruindo postos de trabalho.

Trabalho, Produtividade e Custo Social.
A reestruturação produtiva compreende o processo de acumulação capitalista e produz pressões sociais, econômicas, políticas e culturais.
No campo educacional. Deve ser refletir sobre algumas idéias sobre as políticas sociais e a ideologia da globalização.

Globalização, Desregualação e Contenção Social
O pensamento neoliberal povoa a educação nacional e as políticas de formação profissional

Flexibilização e Subordinação. A Reforma Educacional Brasileira
A luta pela educação igualitária e publica e elemento fundamental de resistência a implantação das políticas sociais neoliberais na educação brasileira. O futuro depende da luta contra o capitalismo e das expressões da globalização para isso é preciso fortalecer as finanças publicas, o mercado financeiro, melhorar as atividades do setor privado, reformar o setor público e melhorar a governabilidade.

Capítulo 5 – Educação, Trabalho e Lutas Sociais
1.ª Parte – O Cenário da Educação, Trabalho e Lutas Sociais mos anos 90
A mídia tem divulgado crianças e jovens nas ruas e nas favelas.
Falta diálogo entre técnicos e planejadores da comunidade, o eu deveria ser o ponto de partida para reformas. Conselhos devem servir como vigilâncias sobre gestão publica, eles são uma conquista de movimentos populares e da sociedade organizada.
A qualidade da educação escolar se reduz ao pedagógico curricular centralizando em provões como o ENEM e vestibulares indicadores de qualidade.

2.ª Parte – O Cenário Especifico: As Reformas Educacionais No Estado De São Paulo
a secretaria do Estado do Governo do Estado de São Paulo defende a municipalização alegando que esta instância está mais próxima da população por ter meios mais ágeis para resolver sus necessidades de educação, estes argumentos são de ordem econômica, visado a racionalização dos gastos.

Capítulo 6 – O MST E A Dos Sem Terra O Movimento Social Como Princípio Educativo
Roseli Salete Caldart
O MST é fruto de uma questão agrária que e estrutural e histórica no Brasil. Nasceu da articulação de lutas pela terra que foram retomadas a partir dói final da década de 70. ela se caracteriza-se pela:
• Radicalidade do seu modo de fazer luta e dos sujeitos que envolve;
• A multiplicidade de dimensões que atua;
• A combinação de formatos organizativos diversos;
• Capacidade que vem construindo de universalizar.
Ela projetou uma identidade coletiva, o que é uma grande lição no ponto de vista político pedagógico.

Capitulo 7 – Tempo, Autonomia, Sociedade Civil E Esfera Publica: Uma Introdução Ao Debate A Propósitos Dos Novos Movimentos Sociais Na Educação
Roberto Leher
Tempo e Periodização: Notas Para Uma Sociedade
A periodização é condição para tornar pensável a historia e objetos de embates políticos. É diferente compreender o capitalismo como um modo de produção resultante da evolução natural da sociedade, ou como um modo de produção histórico, determinado, construído a partir da destruição do modo de produção anterior.

Globalização: Uma Periodização Para o Capital
A globalização corrobora o revigoramento das ideologias salvídicas, de um lado, associando as com noções de progresso, bem estar e prosperidade. Já nações que resistem a ela associa-se a pobreza, atraso e arcaísmo. Conflitos e lutas de classes fica, ocultados delimitando relações sociais de produção entre o político e o econômico.

Capítulo 10 – Reformas Educacionais, Reconversão Produtiva E A Constituição De Um Novo Sujeito
João dos Reis Silva Júnior
Na segunda metade dos anos 90 apresentaram-se mudanças educacionais formando população em processos cognitivos, necessários conteúdos postos pela mundialização do capital, tornando cada cidadão apto para o trabalho e preparando um novo cidadão pra o mundo globalizado. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Canaã conta a história de Milkau e Lentz, dois jovens imigrantes alemães que se estabelecem em Porto do Cachoeiro, ES. Amigos e antagônicos ao mesmo tempo, Milkau é a integração e a paz, admirando o Novo Mundo, Lentz é a conquista e a guerra, pensando no dia que a Alemanha invadirá e conquistará aquela terra. Ainda assim, ambos se unem e trabalham juntos na terra e prosperam. Mais tarde aparece Maria, filha de imigrantes pobres, que é abandonada ao léu quando morre seu protetor e lhe abandona o amante, que pensava ser seu futuro marido. Vagando, tomada como louca e prostituta, é rejeitada até na igreja antes de ser salva por Milkau, quem conheceu uma vez em uma festa e vai morar numa fazenda. Lá continua a ser maltratada até que um dia seu filho é morto por porcos e ela é acusada de infanticídio. Na cadeia Milkau passa a visitá-la enquanto ela é repudiada pela cidade inteira. Por fim a salva com uma fuga no meio da noite. A história em si é apenas pano de fundo para as discussões ideológicas entre Milkau e Lentz, somando-se a isto retratos da imigração alemã e da corrupta administração brasileira da época (notavelmente no capítulo VI). veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Vermelho coral: uma cor que fala paixão . Como aquela que percorre esta historia intensa, dominada por uma protogonista determindada a concretizar os seus sonhos sem se trair a si propria . Na Milão do pós-guerra, Liliana Corti e os seus tres irmãos crescem no seio de uma familia singularmente unida . Dos pais, ela aprendeu a manter a dignidade e a reivindicar os seus direitos numa sociedade que menospreza os mais fracos . Entretanto, chegam os anos do boom economico, da constetação, os dias negros do terrorismo, que Liliana exprimenta na sua própria pele, das relações priviligiadas entre a politica e os negocios . . .
Com empenho e sacrificio , Liliana constroi uma carreira profissional brilhante, que concilia com a vida familiar graças á ajuda do marido, um homem carinhoso, compreensivo e desponivel . O que não a impede de, por um momento acalentar a ideia de se entregar a outro homem . Assiste desorientada ao fim da sua longa carreira, mas, uma vez mais, vence esta batalha . Com alguma sorte e muita força de vontade, tambem os seus irmãos conseguem trinunfar na vida . . veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Quando falamos em ensino e aprendizagem buscamos evidenciar questões que favoreçam o entendimento de todos, para tanto buscamos o autor Miguel G. Arroyo para discutirmos sobre o papel da escola, ensino e aprendizagem baseado nas idéias do mesmo.
Podemos considerar que o termo ofício faz uma relação com o fazer qualificado e profissional através de segredos, saberes da profissão, além disso, estamos falando em mestre que é um foco importante para a prática educacional.
Ao falarmos de escola carregamos sonhos e angústias, o fato de que ser professor faz parte de uma vida pessoal. Podemos então considerar que o magistério há um tempo profissional delimitado.

Segundo Arroyo o professor do ensino básico é medido pelo social sua competência na forma de comportamento, com traços morais e éticos no terreno do dever. Hoje se procura preparar como técnicos competente o que pode contribuir pra sua imagem profissional. Por meio disso consideramos que a escola é a humana docência, baseando-se nessa questão o autor do livro redigiu um capítulo que fala basicamente sobre o termo escola que mais uma vez é evidenciado pela conduta seguida, em vista disso o capitulo “A humana docência” o mesmo trás um questionamento pertinente onde foi feito um passeio em uma zona rural, com o propósito de investigar algumas questões sobre escola, tendo como resposta de um individuo que disse o seguinte “Não precisamos de escola”, será mesmo que conseguimos algo sem escolaridade?

A escola, o ensino e o aprender visam elementos básicos que favorecem o processo educacional, podemos então atribuir que a escola é vista como tempo de ensino, mais do que como tempo de educação, dos saberes que formam a mente humana, sendo então a escola a instituição facilitadora e socializadora que inicia o desenvolvimento intelectual e o ensino. Os mestres têm que aprender, tem de aprender que no seu cotidiano lições que nem sempre aprendem nos tempos é de formação o bastante para os tempos de aprendizagem e saberes necessários a seu ofício docente, histórias do currículo, sociologia do currículo, conteúdos de ensino de cada área e disciplinas, onde no seu cotidiano como docente teve que aprender que a matéria-prima cotidiana com que lidam são apenas conhecimentos, nem falas ou lições que todas as crianças, adolescentes ou jovens têm que aprender como pessoas. Aprender que lidar com pessoas é saber acompanhar seus processos complexos de formação de produção e apreensão de saberes e valores adiquiridos no decorre do processo de ensino e aprendizagem. Exige do docente iventar e reiventar práticas, atividades e intervenção. Esse é o seu ofício, seu saber e suas destrezas. Porque é através dele que deveriam saber mais, muito mais, partindo das práticas cotidianas de repensar o currículo escolar.

As habilidades e competências dos alunos faz com que as práticas cotidianas da escola girem em torno dos educandos, da formação de sua mente, do domínio de competências, de sua formação como humanos. É os professores não têm como ignorá -los.

A ação de Educar é o encontro dos mestres do viver e do ser, com os iniciantes nas artes de viver e de ser gente. A escola é um lugar vivo, em que encontramos pessoas com ânimo e desanimo, mas vivas, porque são humanas, é um lugar de encontro cultural de gerações, do adulto e da infância.

O autor traz o magistério para o centro do movimento de renovação educativa. Apresentando o professor como sujeito e que a melhor maneira de inovar, é dialogar com os mesmos. Destaca o reconhecimento e valorização dos mestres; que infelizmente anda esquecido e desacreditado. O ofício de mestre faz parte de um imaginário onde se cruzam traços sociais, afetivos, religiosos e culturais. Aprender que lidar com pessoas é saber acompanhar seus processos complexos de formaçãode produção e apreensão de saberes e valores adiquiridos no decorrer do processo de ensino e aprendizagem. Exige do docente iventar e reiventar práticas, atividades e intervenção. Esse é o seu ofício, seu saber e suas destrezas. porque é através dele que deveriam saber mais, muito mais, partindo da práticas cotidianas de repensar o currículo escolar.
As habilidades e competências dos alunos faz com que as práticas cotidianas da escola girem em torno dos educandos, da formação de sua mente, do domínio de competências, de sua formação como humanos. E os professores não têm com como ignorá -los.
A escola é uma experiência humana bem mais plural do que a visão futurista e cognitivista que nos passa. Uma experência presente de um caráter provisório dos textos curriculares, dos conteúdos e das disciplinas. Ao aprender lidar com as experiências humanas que vivenciamos e construimos na escola; é fazer agir com a pluralidade de dimensões humanas, trazer atividades que envolvam um processo educativo de construção. Os textos retratam os sentimentos, memórias, experiências vividas durante a vida do professor. 
BERTAZZO, Ivaldo. Cidadão Corpo: identidade e autonomia do movimento. São Paulo: Summus Editorial, 1998.

A obra trata-se do entendimento e saúde do corpo, da Escola de Reeducação do Movimento, desenvolvida pelo autor, projetos que desenvolve em comunidades carentes.
Desde os anos 70, o autor vem desenvolvendo trabalhos com “cidadãos-dançantes”, questionando idéias habituais sobre o corpo e revendo a idéia de Brasil. Paulistano da Mooca, começou a dançar com 16 anos. Esteve um tempo no Taiti, Indonésia e Índia.
Para Bertazzo, é na fusão dos mundos que a arte se dá “culturalmente, o Brasil é tão diferente (...) que temos de propor um exercício de troca e escuta. O coreógrafo, espera de que a dança catalise os movimentos entre pessoas para renovar nossa percepção. o seu desafio é ensinar os modos de capacitar a expressão humana, corporal pela reeducação da motricidade, reunindo montagens teatrais, grupos de indivíduos dispostos a explorar as possibilidades de movimento do próprio corpo. Formulou para si o conceito de cidadão-corpo- um corpo com particularidades reconhecidas e valorizadas, qualquer um pode dançar desde que se envolva. Elaborou métodos, propósitos e organização motora no intuito de preservar o bom funcionamento do corpo.
A Escola de Reeducação do Movimento foi criada em 1975, onde ensaiam e depois se apresentam em palco. O objetivo principal da Escola é atingir a identidade e autonomia do movimento, proporcionando ao aluno a presentificação de seu aparelho corporal, conscientização da autonomia e da estrutura de movimento..
A dança cidadania se alterna e cruza-se numa linguagem própria e inconfundível. Do ponto de vista da técnica de movimento, notava-se em que todas elas a busca de um eixo de equilíbrio corpora, tensões circulam e co corpo e adquire seu volume próprio, e onde o gesto ganha significado pleno.
A partir de 1996, com o espetáculo Cidadão Corpo, o autor passou a trabalhar questões da atualidade cultural e social brasileira, numa serie de criações. A identidade brasileira do movimento torna-se um grande tema subjacente aos outros, revelando e quanto o corpo está ligado a questão da cidadania.
Vem trabalhando agora com comunidades carentes, em projetos de experimentação de princípios da coordenação motora. Trabalho que propiciou espetáculos como Mãe Gentil, Folias Guanabaras e Dança das Marés.
A dança serve como instrumento de comunicação e organização dos elementos. Bertazzo trabalha hoje com jovens e arte-educadores, visando expandir seus ensinamentos. A preparação do espetáculo requer cursos de reeducação do movimento e coordenação motora, complementados por aulas de canto, percussão, ritmo, origami, lingüística e dança.
A preocupação é prepara indivíduos para um cotidiano digno, trabalhando com adolescentes em zonas de riscos, exercendo influencia para transformar os seus participantes em termos sociais e psicológicos, encontrando uma linguagem expressiva do corpo, esculpindo e incorporando o movimento, até gerar uma identidade produzida pelo conhecimento e pelo trabalho com a prática da dança. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Summerhill – princípios de liberdade, autonomia e responsabilidade – método de liberdade centrado no aluno.


Neil queria que seu método fosse utilizado como remédio para a infelicidade causada pela repressão e pela educação tradicional.
Gostaria antes ver a escola produzir um varredor de rua feliz do que um erudito neurótico.
Toda e qualquer interferência por parte dos adultos sós as tornam robôs.
Summerhill: a escola lembra a escola da Ponte, trabalho com classes ambientes, na hora que quiser, trabalhos em grupos, reuniões periódicas.
Contra a religião porque os princípios agridem a natureza da criança.

Não tem punições contra as faltas, ela é colocada em publico em assembléia, os votos são do júri formado pelo diretor, professor e alunos.
A noite há atividades artísticas culturais. Uma vez por semana vão ara a Cidade ver algo.
Nível social alto descarrega a criança internatos. São 20 meninas e 25 meninos por faixa etária de 5 a 16 anos no sistema inglês aqui no Brasil de 5 a 18 anos.
De 5 a 7 ,De 8 a 11 e 12 a 16
Dormem e quartos próximos dos professores e quem cuida são os grupos de maiores idades.
Critica:promiscuidade. As crianças andam nuas e são dados quartos a que querem avançar.
Teoria baseada em Rousseau, a criança é Boa, a escola deve dar a possibilidade de desenvolver. O Belo é curiosidade e depois se adquire o saber.
Objetivo: formar homens felizes.
Brasil Lumia, em São Paulo, caminho para São Roque, Itaquaquecetuba e Suzano.
Na Escócia Neil não teve uma infância livre trabalhou com o pai na escola

Formam empresários humanos produtivos, e nunca políticos. Tende a ampliar cada vez mais. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A Abóbada do Mosteiro da Batalha é o centro deste conto. O arquiteto Afonso Domingues, que lutou para por D. João I no trono, está construindo um mosteiro e projetou uma abóbada incrível. Mas em 1401 ele fica cego e el-rei, aconselhado por seus conselheiros, chama um arquiteto irlandês, mestre Ouguet, para concluir o projeto. Ele altera o projeto da abóbada e, logo após a compleição desta, a abóbada desaba sobre ele enquanto ele estava tendo um ataque. El-rei chama Afonso, reconstitui-lhe o emprego e este o aceita após muitas desculpas. Ele então passa três dias de jejum sob a abóbada e morre quando conclui que a abóbada tal como a projetou não cairá. Ouguet, que ria do velho cego, torna-se seu admirador. O que transparece nesse conto é principalmente o nacionalismo de Herculano: o português honrado e que fora guerreiro estava certo, e o estrangeiro arrogante (bretão, ainda por cima) estava errado e arrepende-se humildemente no fina. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Dividida em três partes, Lira dos Vinte Anos é um marco do chamado ultra-romantismo. A primeira parte é marcada pela idealização gigantesca da mulher e do amor, a presença constante da idéia da morte próxima e religiosidade. Como especificado no segundo prefácio, a primeira parte é mais Ariel e a segunda Caliban. Esta Segunda parte contém uma poesia mais sombria, povoada de cadáveres, mulheres (melhor dizer vultos) e festas boêmias, com até certo escárnio em alguns poemas; há também uma peça de teatro (Boêmios, ato único de uma comédia não escrita). Já a terceira parte mistura um pouco das duas anteriores, muito mais a da primeira que a da outra, com uma irregularidade típica do autor. A obra é toda marcada pela influência dos autores estrangeiros como Musset e Byron (este último e sua obra é presença constante nas poesias e epígrafes). Álvares de Azevedo é um dos vultos exponenciais do Romantismo. Embora tenha morrido aos vinte anos, produziu uma obra poética de alto nível, deixando registrada a sua incapacidade de adaptação ao mundo real e sua capacidade de elevar-se a outras esferas através do sonho e da fantasia para, por fim, refugiar-se na morte, certo de aí encontrar a paz tão almejada. Grande leitor, Álvares de Azevedo parace ter "devorado" tantos os clássicos como os românticos, por quem se viu irremediavelmente influenciado. Embebedendo-se na dúvida dos poetas da geração do mal du siècle, herdou deles o pendor do desregramento, para a vida boêmia e para o tédio. Contrabalança a influência de Byron com os devaneios de Musset, Hoffman e outros. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Um dos romances bastantes brasileiros em que Alencar dá expansão ao seu gênero de pincelador retratando com belas e radiantes cores a paisagem do sertão um destemido vaqueiro a serviço capitão-mor Arnaldo Campelo que enfrenta os mais sérios riscos na esperança de constar a simpatia da filha do fazendeiro. Arnaldo tem destaque nas cavalhadas a maneira medieval de Ivone famosas liças. Marcos Fragoso se faz seu único rival. Afinal Dona Flor é prometida a Leandro Barbilho. No instante casamento, surge os inimigos de Campelo. Encerra o tiroteio, morre Leandro Barbalho, Dona Flor lamente enquanto Arnaldo tenta consolá-la. O trecho selecionado permitirá a análise do relacionamento exixtente entre Arnaldo e D. Flôr. Possibilitando-nos a comparação com o trecho de Inocência. "Já tinham soado no sino da capela as últimas badaladas do toque de recolher. Por toda a fazenda da Oiticica , sujeita a um certo regime militar, apagavam-se os fogos e cessava o burburinho da labutação quotidiana. Só nas noites de festa dispensava o capitão-mor essa rigorosa disciplina, e dava licença oara is sanbasm que então por desforra atravessavam de sol a sol. Era uma noite de escuro; mas como o são as noites do sertão, recamadas de estrelas rutilantes, cujas centelhas se cruzam e urdem como a finíssima teia de uma lhama acetinada. A casa principal acabava de fechar-se e das portas e janelas apenas escapavam-se pelos interstícios uma réstias de luz, que iam a pouco extinguindo-se . Nesse momento um vulto oscilou na sombra, e coseu-se à parece que olhava para o nascente. Era Arnaldo. Resvalando ao longo do outão, chegara à janela do camarim de D. Flôr, e uma força irresistível o deteve ali. No gradil das rótulas recendia um breve perfume, como se por ali tivesse coado a brisa carregada das exalações da baunilha. Arnaldo adivinhou que a donzela antes de recolher-se, viera respirar a frescura da noite e encostara a gentil cabeça na gelosia , onde ficara a fraguância de seus cabelos e de sua cútis acetinada. Então o sertanejo, que não se animaria nunca a tocar esses cabelos e essa cútis, beijou as grades para colher aquela emanação de D. Flôr, e não trocaria decerto a delícia daquela adoração pelas voluptuosas carícias da mulher mais formosa. Aplicando o ouvido percebeu o sertanejo no interior do aposento um frolico de roupas, acompanhado pelo rumor de um passo breve e sutil. D. Flôr volvia pelo aposento. Naturalmente ocupada nos vários aprestos do repouso da noite. Um doce sussuro,como da abelha ao seio do rosal, advertiu a Arnaldo que a donzela rezava antes de deitar-se e involuntariamente também ajoelhou-se para rogar a Deus por ela. Mas acabvou suplicando a flôr perdão para a sua ternura. Terminada a prece a donzela aproximou-se do leito. O amarrotar das cambraias a atulharem-se indicou ao sertanejo que Flor despia as suas vestes e ia trocá-las pela roupa de dormir. Atraves das abas da janela, que lhe escondiam o aposento, enxergou com os olhos d'álma a donzela, naquele instante em que os castos véus a abandonavam; porém seu puro o céu azul ao deslize de uma nuvem branca de jaspe surgisse uma estrela. A trepidação da luz cega; e tece um véu cintilante, porém mais espesso do que a seda e o linho. Cessaram de todo os rumores do aposento, sinal de que D.Flôr se havia deitado/ Ouvindo um respiro brando e sutil como de um passarinho, conheceu Arnaldo que a donzela dormia o sono plácido e feliz. Só então afastou-se para acudir ao emprazamento que recebera" veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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