Ser pobre é viveV reclamando do emprego enao tem coragem de pedir demissao para nao perder os direitos......

veja todos os voos de drone em

www.Zmaro.tv/Drone

 

 

Mais
acessados

Principal

Modelos de
Documento

Receitas

Resumos
de Livros

 Perguntas e Respostas
 Jurídicas

Idéias para
ficar rico

Dicas gerais

Dizem que

Ser pobre é


Memorização

Curso de Memorização

Memorização:
que dia cai?

Demais
Cursos e
apostilas


Gastronomia

carnes

bacalhau

dicas gerais

microondas

 receitas diversas

Receitas

em vídeo

tudo sobre congelamento

vinhos


Download

delivery

palpites para loteria

simulador keno (bingo)

treine digitação

ringtones de graça

Saiba quais números
mais e menos saem
na MEGASENA


Contato

Fale com o Zmaro
e/ou
PobreVirtual

Site do
Programa Zmaro

Vídeos do
Programa Zmaro
Humor inteligente
de forma descontraída...

 
Amor de Salvação - Camilo Castelo Branco
envie seus resumos e sugestões, clique aqui
A Cartomante Narra a história de Camilo, Vilela e Rita. Os dois primeiros eram melhores amigos; a segunda era esposa do segundo e amante do primeiro. Quando Camilo começa receber denúncias anônimas, diminui a freqüência das visitas ao amigo. Preocupada, Rita visita uma cartomante, fato que faz Camilo rir. Quando Vilela chama Camilo a sua casa ele vai preocupado, e passa antes na cartomante pensando que não tem nada a perder. Ela lhe assegura que nada vai dar errado e ele chega despreocupado a casa de Vilela, onde encontra Rita morta. Vilela então o mata. A Causa Secreta Fala de dois homens que, após um salvar a vida do outro e passar-se algum tempo, tornam-se sócios. Mas pouco a pouco um deles vai demonstrando tendências sádicas, torturando animais, fato que atordoa a esposa. Quando ela morre, Fortunato, o sádico, presencia o amigo beijar a testa da mulher e derreter-se em choro, saboreando o momento de dor do amigo que lhe traía. A Igreja do Diabo É uma nova idéia do diabo: fundar uma Igreja e organizar seu rebanho, tal qual Deus. Após comunicar Deus de seu futuro ato, vai à Terra e funda com muito sucesso uma Igreja que idolatra os defeitos humanos. Mas aos poucos os homens vão secretamente exercitando virtudes, Furioso, o Diabo vai falar com Deus, que lhe aponta que aquilo faz parte da eterna contradição humana. Anedota Pecuniária É uma pequena crítica a ganância. Nela um homem "vende" suas sobrinhas aos homens que as amam por causa de sua fascinação com o dinheiro.

A Sereníssima República É uma crítica ao processo eleitoral, feito como um discurso de um cônego que afirma ter achado uma espécie de aranha que fala e criado uma sociedade delas, uma república chamada Sereníssima República. Ele escolhe como sistema de eleição um baseado no da República de Veneza, onde retirava-se bolas de um saco com o nome dos eleitos. Este sistema vai sendo fraudado pelas aranhas, corrigindo-se, adaptando-se e variando-se diversas vezes e de diversos modos, eternamente corrupto. Capítulo dos Chapéus É um conto onde aparece a frivolidade e ostentação da época de Machado. Mariana, após pedir ao marido que troque o seu simples chapéu, testemunha a sociedade (na famosa rua do Ouvidor) e acaba pedindo que ele permaneça com seu chapéu. D. Paula Conta sobre um casal que realiza uma separação temporária por ciúmes, com fundos, do marido. O caso é mediado pela tia da esposa, Dona Paula, que quando descobre quem é o outro, fica abalada. É o filho do homem com quem teve caso análogo, fato que deixa seus sentimentos bem abalados em relação ao caso. Fulano Beltrão é um homem que vai aos poucos se tornando mais um homem público que privado após receber elogios públicos e acaba deixando seu dinheiro para a posteridade e não a família. O Espelho Conta sobre um homem falando de sua opinião sobre a alma humana num grupo de amigos que realizam discussões metafísicas. Ele descreve uma situação de sua juventude onde, após ter sido engrandecido pelo recém-conquistado posto de alferes, encontra-se sozinho. Solitário, passa a ter medo até a que um dia veste-se com seu uniforme de alferes e encara o espelho, encontrando assim o outro lado de sua alma (sua opinião é que temos duas almas, uma externa que nos vigia e a nossa que vigia o exterior). Isso retira-o da solidão. Portanto, este conto envidencia o conflito entre a essência (a alma interior) e a aparência (alma exterior). Teoria do Medalhão É um pai aconselhando um filho no dia de seus 21 anos. Ele lhe diz que um futuro lhe espera, que pode ter várias carreiras diferentes, mas que devia ter uma de resguardo, preferencialmente a de medalhão. Para isto devia ter pouquíssimo conhecimento, originalidade, ironia, gosto ou qualquer idéia própria. E nisso disserta sobre a necessidade do filho de sempre manter-se neutro, usar e abusar de palavras sem sentido, conhecer pouco, ter vocabulário limitado, etc. Ao final, é uma bela ironia machadiana sobre como encontram-se os valores da sociedade de sua época. O Enfermeiro Conta sobre um homem que, a beira da morte, conta um caso de seu passado. Ele foi em 1860 ser enfermeiro de um velho e mau coronel, que acaba esganando alguns dias antes de partir por não mais o suportar. Quando abre-se o testamento ele é declarado herdeiro universal e distribui lentamente o dinheiro em esmolas. Enquanto isto se passa, vai lentamente se convencendo de sua inocência, apoiado pela sociedade que odiava o velho e suas ações que considera redentoras Pai Contra Mãe Cândido Neves, caçador de escravos fujões. Não o é por opção, apenas o é porque não agüenta qualquer outro emprego. Casa e passa a adquirir dívidas, com clientela cada vez menor; quando engravida a mulher, as dívidas aumentam. Depois de despejados vão morar em um quarto emprestado e o menino nasce. Após ceder às pressões da tia da esposa, Candinho vai por a criança na Roda dos enjeitados. Mas no caminho captura uma escrava, recebendo uma gorda recompensa, mantendo assim a criança. Mas a escrava estava grávida, e provavelmente abortou com os castigos recebidos, ficando a vida do filho de Candinho em troca da de outra Missa do Galo Fala de uma singular conversa entre uma senhora de 30 anos e um jovem 17, que tinha que manter-se acordado para acordar o amigo para irem à missa do galo. Eles conversam, ele apieda-se dela (o marido traía e ela resignava-se), admira-a e distrai-se. Por fim o amigo lhe chama, já que já havia passado da meia-noite e ele nunca mais tem outra conversa profunda com ela. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Primeiro colocado no 3º Prêmio Érico Veríssimo de Romance, este livro bem merece o patrocínio do nome do maior romancista gaúcho. Como ele, também Gilvan Lemos é homem de compromisso com o seu tempo, e visualiza com olhos críticos os descaminhos da sociedade brasileira e das suas velhas estruturas de poder. Nesse sentido, O Anjo do Quarto Dia surpreende: alegoria com poderoso substrato bíblico e mítico, faz-se denúncia irreverente e cruel do jogo de interesses políticos individualistas que estrangula a vida do nosso povo há gerações. O mundo da narrativa é aparentemente o de uma cidadezinha sertaneja do Nordeste e sua história a da ascensão de um chefe local, exguardador de porcos, e de sua dinastia de ladrões. Pintor mordaz, mas que evita transformar seus personagens em tipos eles pulsam de genuína humanidade - o narrador entrelaça vidas de opressores e oprimidos, vilões e heróis, sem cair na tentação de etiquetar uns e outros, num quadro estuante de ambições, rancores, corrupção e ânsia de justiça, de uma clareza solar. Microcosmo inquietante, em que as leis só valem quando convêm aos poderosos, em que aos fracos só resta a esperança de um milagre, O Anjo do Quarto Dia retrata um sistema político cruel, que anula as vontades, espezinha a verdade, cala pelo assassínio e apaga com a força a revolta legítima dos perseguidos. Entretanto, há nele também as hesitações de parte a parte, o medo da queda e da morte, a tolice de governantes e governados, e uma solução irônica, enigmática.

Por essa índole, a obra se inscreve na longa tradição ocidental da sátira alegórica, conservando, por outro lado, com fidelidade, as raízes do romance social brasileiro, sem concessões. Se encerra uma visão muito pessoal da problemática da tirania, não há sombra de dúvida que convence e comove. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
ldo Tolentino "E ali estava ele: Aldo Tolentino, 50 anos de idade, advogado, viúvo , um filho do primeiro casamento, dois do segundo, traído pela mulher com seu amigo e colega de escritório, escondido em sua própria casa..." Dr. Marco Túlio. "mais baixo, mas desenvolto, bem vestido, queimado de sol, aparência esportiva" Maria Lúcia fútil e infiel Paulo Sérgio o filho de Aldo Tolentino acusado injustamente de homicídio_ representa o outro lado do gume (ferido) Síntese - enredo Aldo tenta vingar-se de sua adúltera esposa Maria Lúcia; para tanto furta a identidade de um subalterno do escritório, forja uma viagem de negócios e embarca para São Paulo a mando de seu chefe Marco Túlio. Já em solo paulista nosso herói hospeda-se em um hotel, para que não haja suspeitas e, discretamente evade-se do hotel direto para o Rio de Janeiro via ponte-aérea com passaporte falso na volta. Ao retornar sigilosamente para casa, promove um flagrante nos adúlteros, aniquilando-os. O crime perfeito ocorre e a vítima será o próprio Aldo Tolentino que vê o próprio filho pagar por seu crime ao suicidar-se na cadeia. Paulo Sérgio chegara na madrugada do crime em casa, lá encontrara os cadáveres e fora o principal suspeito do crime.

Estrutura da obra: Desfragmentação da estrutura narrativa - o discurso em 3° pessoa é permeada de psicologismo, e o fluxo de consciência é retomado o tempo todo por Aldo Tolentino. Estrutura textual: A violência das obras contemporâneas é recurso notório do retrato de nosso tempo na literatura. A visão do desejo enquanto sexualidade e ódios urbanos se confundem, veja exemplo: "...Ao fim, ele a virou de bruços e tombou sobre ela, possui-a com fúria: - Fale mais mulher. Fale mais, sua cadela, conte tudo sua puta ordinária - e ele terminou, afinal, enquanto ela gemia de gozo sob seu corpo." A coloquialidade do discurso é também outro fator que nos interessa, o pessimismo é notório e o existencialismo acerca da vida, é clara no final do conto: "...O delegado informou que Paulo Sérgio havia se enforcado com a camiseta em sua cela. - Vou já para aí ( disse Aldo Tolentino) Em vez de sair, foi até a copa, ainda sonolento, apanhou o vidro no armário e tomou todos os comprimidos. Depois voltou ao escritório, estendeu-se no sofá e em pouco voltava a dormir. Aspectos Relevantes Tendências Contemporâneas O experimentalismo estético da Semana de 22 gera uma ideologia com a qual foram reexaminados os problemas da cultura, como qualidade e tradição. O interesse pela vida contemporânea norteou Josué de Castro, Caio Prado Júnior, Jorge Amado e Jorge de Lima. O Estado Novo (1937-1945) e a Segunda Guerra Mundial aguçaram as tensões no plano das idéias e novas configurações históricas geraram novas experiências nas artes, principalmente na literatura. A produção dos autores da primeira metade do nosso século deixa transparecer angústias e projetos inéditos nos trabalhos de poetas, narradores e ensaístas. Na poesia, a geração de 45 isolou os cuidados métricos, procurando se contrapor à literatura de 22, menosprezando as conquistas do modernismo. No panorama da nova poesia brasileira, Fernando Ferreira de Loanda insiste na afirmação da diferença e na busca de novos caminhos. É a posição de Alphonsus Guimarães Filho, Péricles Eugenio da Silva Ramos, João Cabral de Melo Neto, Paulo Mendes Campos, Hélio Pellegrino e Lêdo Ivo, entre outros. Todos defendem um gênero intimista onde imagens são correlatas ao sentimento que os símbolos ocultam e sugerem. Submetem-se às exigências técnicas e formalizantes. No romance psicológico caminha-se pela introspeção da psicanálise. Socialismo, freudismo, catolicismo são usados para a compreensão do homem social. Esteja sempre atento para a leitura de obras contemporâneas, pois o que melhor interessa-nos é a sua estrutura narrativa, condensadora e atrativa para o leitor contemporâneo de tantas imagens do mundo digital. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Este é um romance escrito em 3ª pessoa e dividido em A Cidade, O Crime, A Vingança, A Devassa, A Queda e O Destino, passado no século XVII (1863), na Bahia colonial, durante o governo tirânico do militar Antônio de Souza de Menezes, apelidado de Braço de Prata, por usar uma peça deste metal no lugar do braço (perdido numa batalha naval contra os invasores holandeses). A ação se passa em Salvador. Nessa cidade de desmandos e devassidão, desenrola-se a trama de Boca do Inferno, recriação de uma época turbulenta centrada na feroz luta pelo poder entre o governador Antônio de Souza de Menezes, o temível Braço de Prata, e a facção liderada por Bernardo Vieira Ravasco, da qual faziam parte o padre Antônio Vieira e o poeta Gregório de Matos. Note-se a linguagem histórica, com expressões chulas (vulgares), uma referência à sátira mordaz do poeta Gregório de Matos Guerra. A Cidade Descrição da Bahia do século XVII - imagem de um paraíso natural, mas onde os demônios aliciavam almas para proverem o inferno - há também a apresentação do poeta sátiro Gregório, o Boca do Inferno, de estilo barroco. O Crime Francisco Teles de Menezes é emborrado por 8 homens encapuzados, tem sua mão arrancada do braço e é morto por Antônio de Brito. O motivo se deu por perseguição política - estarão envolvidos no crime: Ravasco, irmão do Padre Vieira e Moura Rolim, primo de Gregório.

Os homens fogem para o Colégio dos Jesuítas, mas o governador da Bahia - Antônio de Sousa Menezes, O Braço de Prata, será avisado e começará uma terrível perseguição contra todos envolvidos. A Vingança Antônio de Brito será torturado e delatará os envolvidos - Viera será perseguido - mas por representar a igreja e o poder papal, o governador releva, mas quer o irmão Bernardo Ravasco preso e destituído do cargo de Secretário do Estado. Ao tentar proteger a filha Bernardina Ravasco, Gregório conhece Maria Berco, que será presa ao saber que ela possuía a mão e o anel do Alcaide (o anel será penhorado). São confiscados de Bernardo documentos escritos e os poemas de Gregório. Bernardina é presa para pressionar Ravasco a se entregar. A Devassa Rocha Pita é nomeado desembargador para investigar a morte do Alcaide. Palma, também desembargador, nega a vingança planejada pelo governador e por falta de provas, exige a soltura dos envolvidos mas, para soltar Maria Berco, Gregório teria que pagar uma fiança de 600 mil réis. O Queda Bernardino é libertado e expatriado. O governador é destituído do cardo e o Marquês de Minas é nomeado para substituí-lo, restituir o cargo de secretário a Bernardo Ravasco e se apresentar imediatamente ao Rei de Portugal. Mesmo assim sai do Brasil com muitas riquezas. O próximo governador, Antônio Luís da Câmara Coutinho, também será satirizado pelo poeta Gregório que terá sua morte encomendada, mas só o próximo governador, João de Lancastre, é que conseguirá prendê-lo e expatriá-lo para a Angola, volta mais tarde para Pernambuco, mas será proibido de escrever suas sátiras. Volta a advogar e morre em 1695, aos 59 anos. O Destino Padre Vieira lutará por justiça social através de seus sermões, morre cego e surdo em 1697. Bernardo Ravasco recebe sentença favorável ao crime contra o Alcaide e é substituído pelo filho, Gonçalo Ravasco. Maria Berco ficará rica mas deformada, rejeita pedidos de casamento à espera do poeta Gregório, que se casa com uma negra viúva, Maria de Povos, mas não se afasta da vida de devassidão pelos bordéis da cidade. ...se eu tiver que morrer, seja por aqui mesmo. E valha-me Deus, que não seja pela boca de uma garrucha, mas pela cona de uma mulher. A cidade da Bahia cresceu, modificou-se o cenário de prazer e pecado da cidade onde viveu o poeta Boca do Inferno. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Conta uma história de amor, magia e vingança: D. Inigo Lopes, após 12 anos longe (onde dizem aprendeu magia), volta para vingar-se de uma briga entre famílias que está acabando com um casamento. Ele enfeitiça a jovem Ausenda e quando seu noivo D. Moço o mata e quebra o feitiço, ela morre também. D. Moço passa a vida triste e se une com ela depois de morto, onde o espírito do vingativo D. Inigo ainda tenta separá-los, sem sucesso. A história é toda contada como que por um frade. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Considerações Gerais Romance metaliterário (o narrador fala da obra) em linguagem fragmentária, através da qual o narrador, um crítico de teatro, conta-nos seu envolvimento criminoso com Inês, uma mulher manca e misteriosa. Consciente de que a verdade em si é uma composição de signos (representações), se diverte com o leitor. Afinal, onde a verdade do ocorrido estará? Nas ações do teatro que ele critica? Nas pinceladas do pintor? Nas palavras do escritor? Como espelhos estilhaçados que precisam se unir, ou como linguagens diferentes costurando-se umas às outras, talvez encontremos a(s) resposta(s) para o fato: um crime delicado! E foi através desses espelhos, que refletem uns aos outros, que minha observação se deu, bastante discreta e oblíqua. O que importa, então, é deixar correr solta a mente, e talvez a esse fluxo é que se deva chamar verdadeiramente de vida. Pois mesmo quando nos envolvemos em grandes aventuras, o que é vivê-las senão a subjetividade de quem as vive? Sou crítico profissional de teatro. Mas a profissão talvez explique muitas coisas em meu comportamento e na minha forma de viver, em minha personalidade enfim, embora eu não saiba dizer se foi esta personalidade que me conduziu naturalmente à crítica, ou se foi o exercício desta que terminou por contaminar meu comportamento e minha personalidade. Antônio Martins, ao tentar reconstituir retrospectivamente sua história, representando-a em diferentes linguagens, deixa em aberto várias possibilidades de interpretar o que se passou.

Teria ele sido vítima de uma armadilha elaborada pelo artista plástico Vitório Brancatti, protetor e possível amante de Inês? Estaria ele próprio falando a verdade sobre o seu relacionamento com a moça, ou apenas criando o seu texto? O crítico agora é você, leitor! Resumo Romance narrado em 1ª pessoa, em três partes, subdivididas em capítulos e numa linguagem que acompanha o vaivém da memória do narrador, um crítico profissional de teatro, que alguns consideravam excêntrico, solitário: Antônio Martins. Inicia o texto falando que teria visto Inês num café cujas paredes e colunas eram espelhadas. ...uma visão discreta e oblíqua, mas que por vezes, podia jurar que o observado era ele. Inês, uma mulher com rosto de traços finos e delicados, seios pouco salientes, mulher magra, com o corpo bem- proporcionado, cabelos claros, encaracolados - de olhar melancólico e solidão recatada - assim a teria visto, após duas doses de conhaque - o que, segundo o narrador, eram suficientes, pois se continuasse a beber... ...no dia seguinte poderia descambar, acelerar de forma desritmada os fluxos de sua mente, passar de uma exaltação quase feliz para um abatimento cheio de imagens e pensamentos dolorosos - uma tendência que ele procurava controlar: o alcoolismo. Antes de se retirar do café, ele observa que um homem de meia-idade, com cabelos revoltos e grisalhos, inicia uma conversa familiar com a moça, mas percebe que ele os observa, lançando-lhe um olhar firme, mais curioso do que hostil. No capítulo seguinte, certa tarde, Antônio atravessava o largo do Machado, no centro do Rio de Janeiro, e fora acometido por uma premonição, a de que algum incidente estava prestes a ocorrer. No metrô, ainda quando descia os degraus da escada, ao virar-se instintivamente uma mulher cai sobre o seu corpo, e é amparada em seus braços. A moça é manca, mas de uma beleza singular. Antônio a reconhece como a moça que o impressionara no café. Segue-a até a rua Paissandu, local de sua residência. Inês era seu nome, e ela também o reconhece. Num espetáculo teatral, Antônio percebe que o que se passara com Inês e ele no metrô o emocionara - e isso interferiria - embora não devesse, em seu julgamento da peça que analisava. ...dois jovens em crises existenciais que, segundo o crítico, uma simulação do amor beirando a impotência e buscando ostentar-se na própria teatralidade, numa pretensa metalinguagem que não passava de um álibi - uma coisa tediosa e medíocre. Enfim o espetáculo. Folhas de outono (folhas secas que caíam através de uma janela cênica) representavam o aprisionamento da atriz. Podemos ler esse aprisionamento observado na peça como signo- sinal da relação de também aprisionamento entre Inês e Brancatt, ou seja, uma dica do narrador, que retira fragmentos da linguagem do teatro que analisa para construir o seu texto e confundir ou brincar com o leitor. Neste "texto" também há forte comparação da atriz com Inês. ...a imagem de Inês que insistia em pairar, no decorrer da peça, em meu palco interior? Relembrando: Antônio e Inês trocam olhares no café; Inês cai em seus braços no metrô no dia seguinte; Antônio a acompanha até a rua de seu apartamento; marcam um encontro num bar- restaurante no Leblon, onde Inês já o estaria esperando. ...ele que chega 10 minutos antes da hora marcada, depois de haver tomado um uísque em casa, de puro nervosismo. Inês ri ao saber que Antônio era crítico de teatro e, entre goles de uísque, Antônio tem a impressão desconfortável de que ela apenas se deixara tomar pela mão sem nenhum tipo de retorno; mas o induziria a ir a seu apartamento, e que no dia seguinte entre imagens superpostas, lembranças e projeções vagas que lhe vinham em forma de lampejos, ele descreve-nos o local: uma muleta e uma tela sobre o cavalete, sons de um trompete, cheiro de tinta e perfume no ar além de um biombo negro com ramagens prateadas. Embriagado, envolto nos sentimentos que o levavam a desvendar Inês, acreditou na força do destino, mas já em casa questionava: seria ela uma pintora? E o biombo escondia uma Inês com problemas físicos? Seria o local para despir-se fora das vistas mesmo de um amante? Ou preparado por Inês para enciumá-lo? Inês teria neste encontro no Leblon pedido a Antônio que fosse comprar analgésicos e tranqüilizantes enquanto esta daria um telefonema. Antônio sequer a viu andando. Sua perna manca teria sido um artifício para eles se aproximarem? No apartamento, Inês se coloca inerte no divã. Teria misturado o tranquilizante álcool? Sente por ela um arrebatamento de uma força delicada. Antônio a conduz para a cama, despindo-a. Inês abre os olhos, arregalando-os em pânico. Antônio tem a reação de exibir a transparência de suas intenções, mas ao acender a luz, Inês tinha os olhos fechados. Parecia dormir, ou fingia que dormia? Exibir transparência ou como narra Antônio: ...tentava fugir para não ser surpreendido numa situação dúbia? O resto? Ele apenas se erguera e voltara para casa, acordando em sua cama. Antônio teme um reencontro com Inês, preocupa-se com a seqüência dos fatos produzidos por uma memória prejudicada, deixando vazios que possivelmente encobririam algum ato que sua mente não ousava trazer à tona. Antônio a teria despido? E o cheiro de tinta que ainda ficava em sua memória olfática, saíra do biombo? O que Inês pensaria de seu delicado gesto? Despi-la para a cama? Como ela os interpretaria? E o quadro, e o cavalete atrás do biombo? Relembra o encontro no metrô, teme reencontrá-la e se isso ocorresse, como despistá-la da coincidência sem que ela tecesse suspeitas? Em casa constata um pequeno ferimento no joelho; desiste de um contato com Inês, vai ao teatro. Antônio recebe um envelope de Inês Brancatti, levado por um homem de moto e uma moça. Enciumado por imaginar Inês com o motoqueiro , rasga o envelope com raiva e junto a um convite há uma cartinha em papel perfumado e cor-de-rosa, com o endereço e telefone. Trata-se de uma mostra coletiva de pintura com o título de Os Divergentes. Os Divergentes expunham no Centro de Expressão Vida, na rua Viúva Lacerda, no Humaitá. Ao sondar a exposição, crítico que era, não encontra nela valores contemporâneos mas: ...fruto de pincéis de pessoas medianas, talvez normais, com suas figuras, paisagens, naturezas mortas. Antônio encontra Inês próxima a um quadro que revelava o apartamento onde estiveram. Imagens refletidas reproduziam, em detalhes, o cenário em que se encontraram, e Inês ali o concretizava. Ele percebe que ela não os poderia ter pintado (um auto-retrato fazendo uso de um espelho). Fora usada como modelo do pintor Vitorio Brancatti - o homem que a acompanhava no café quando se viram pela primeira vez. Antônio é fotografado em frente ao quadro, e a sensação que tem é que caíra numa armadilha. Na tentativa de encontrar uma confidente entre as muitas amigas que tinha, tenta ligar para Maria Luísa, uma professora universitária, bonita, madura um tanto séria, mas relaciona o telefone a outra Maria Luísa, essa uma atriz de teatro e TV. Luísa atuava em uma adaptação de Vestido de Noiva, de Nélson Rodrigues - era Lúcia, uma das irmãs que disputavam o mesmo homem: Pedro. Na saída da peça, esperando-a trocar de roupa, Antônio bebe um conhaque para relaxar. Vai ao café com Luísa, e lá não vê Inês. Entre Antônio e Luísa o encontro é um fracasso. Ambos cumpriam um ritual de interesse e sedução. Da parte dele, um equívoco. Antônio procura Maria Clara, uma amiga quarentona e solitária, que o aconselha a transar com Inês, nem que fosse apenas para libertar-se dela. Antônio vai a peça Albertine - uma adaptação livre de temas proustianos , de autoria da paulista Beatriz Sampaio. Nessa peça há algo de traiçoeiro para o leitor: o narrador por meio de códigos, oferece-nos pistas sobre seu envolvimento com Inês. A peça é em pré- texto. Proust sempre numa cama adornada de rendas, enquanto vários de seus personagens - numa movimentação por vezes lenteada, pairavam surgindo e desaparecendo ao redor do leito - numa cenografia móvel, constituída, entre outras coisas, de obras de arte ou pretensamente (como já vulgarizadas reproduções de Monet, Renoir.), além de texto do mestre Proust que podia ser ouvido, ora em off, ora através de personagens. Lembre-se, leitor, do biombo, do perfume, da muleta, da música, enfim... sinais que nos remetem ao apartamento de Inês. Dois dias depois do espetáculo Albertine, Antônio encontra um recado de Inês em sua secretária eletrônica: precisava falar com ele. Ele aceita um convite de Inês para um chá naquela tarde em seu apartamento, e mais confiante não pretendia baixar a guarda emocional e a crítica. Exporia isso ao revelar suas impressões quanto ao quadro de Vitório Brancatti. Veja: modelo em plano desproporcional em relação aos demais elementos da composição; · Perspectiva chapada, aproximando e realçando os elementos de fundo - a tela no cavalete, a muleta e o divã - sem ofuscar o principal; · Desvio estético - Inês devassada em sua intimidade; · O biombo tornava a cena mais poética - cingindo de uma auréola de inocência a modelo, que, atrás daquele compartimento, não estaria supostamente se percebendo observada, e que não teria como se achar presente naquele espaço; · Gosto duvidoso ao macular pela exibição, sobre a borda do biombo, a calcinha branca e o sutiã vermelho, cuja textura em tintas materializava como algo tátil sobre a tela. Tudo isso, pensa Antônio, quase alegre, confiante por ter cercado criticamente a obra de Vitório por todos os ângulos enquanto se aproxima do edifício de Inês. Inês o introduz ao apartamento elegantemente e Antônio ao atingir a sala é assaltado pela sensação... ...vizinha da loucura - de que não penetrava num cômodo real e sim num espaço preparado, onde havia algo de falso, como um cenário, ou mais abissalmente, o interior de um quadro de Vitório Brancatti. Inês agradece, referindo-se à noite em que ela havia sido levada para a cama e que não desgostara do fato. Estaria querendo reviver o que se passou? Ou estaria usando Antônio que teve uma brilhante intuição. ...se Vitório dispunha de Inês, que tentava dispor de mim, Vitório estaria dispondo de mim, caso eu me deixasse levar; e alguém (Vitório?) poderia estar se ocultando atrás do biombo para nos espionar... Durante o chá, Antônio questiona e analisa Inês, que aos poucos, cai em contradição - E o apartamento, é de Vitório? Inês ergue-se subitamente, derrubando a xícara, com um resto de chá, sobre a mesa. Eu só a vira assim tão transtornada depois da queda na estação do metrô. - Ele o alugou para mim. Eu sou sua modelo. O que está querendo ensinuar? Depositei minha xícara na mesa. - Desculpe-me, não quis ser indelicado. Mas ele também o reformou para você, não foi? - Sim, reformou a seu gosto e daí? Vitório é um artista. - Será possível que você não se dá conta? - Dou-me conta de quê? - ela disse, com a voz embargada. - De que o apartamento é um cenário para você se movimentar dentro dele segundo um esquema de probabilidades previsto por Vitório de acordo com seus caprichos? E de que a obra que vi na exposição não passa de uma documentação disso? A obra de Vitório, de certa forma é você mesma, Inês, e ele precisa mantê-la encerrada aqui. É diabólico e aviltante. Mas posso dizer que ele está de parabéns. Antes de, pelo menos aparentemente Inês perder os sentidos, julguei ouvi-la sussurrar, quase coincidindo com o fim da música: - Ele me escraviza. Tomado por uma delicadeza e impetuosidade indescritiva, Antônio toma Inês nos braços - como que se a personagem-modelo e personagem da pintura que Antônio via na exposição houvesse se soltado da obra , naquele cenário com seus móveis e adereços, fazendo deles imagens de um quadro em movimento; uma cena para qual Antônio fora tragado. Amam-se sem resistência, mesmo que nos últimos momentos Inês tenha murmurado repentinamente "oh não", "oh não", que Antônio interpreta como um sim de entrega dentro de um código amoroso. Na consciência de estar agindo como autor e ator de uma cena de uma instalação de Vitório, Antônio volta a si e percebe Inês chorando, denunciando a chegada, provavelmente, de Brancatti, Nilton, o motoqueiro e Lenita - o que faz Antônio, às pressas, deixar o apartamento. Ao passar pela portaria, Antônio está com uma aparência suspeita – roupas e cabelos desgrenhados, o colete vestido pelo avesso - e enfrenta o olhar do porteiro, que o faz sentir-se como alguém que foge depois de ter cometido alguma ação criminosa. No entanto, Antônio está comendo um biscoitinho! Raivoso com o ato de Inês e já em seu apartamento, percebe no canto dos lábios um resquício ínfimo de sangue, sente-se dominado por Inês, e num impulso, escreve-lhe uma carta que mais tarde seria publicada nos jornais, dando margem a chacotas no meio teatral. Veja leitor como um ato aparentemente viril segundo Antônio como uma dose de agressividade e até de maneira brutal) isso serve aos envolvidos à Inês como para Brancatti principalmente como fato para uma acusação judicial contra Antônio: estupro. É intimado portanto a comparecer à 9º DP, no catete, para justificar seu envolvimento com Maria Inês de Jesus. Fim do 2º Capítulo Antônio é submetido a exames legais: mostras seminais, resquícios de pele colhidos nas unhas de Inês, arranhões, enfim marcas que corroboravam terem sido produzidos por Inês. Antônio rejeita a hipótese de ter coagido ou muito menos violentado Inês, mas sim ter havido entrega sem reservas por parte de Inês, que aliás não trazia em seu corpo marcas à exceção de um corte na orelha – aliás fato importante pois na falta de provas Antônio tem chances de responder em liberdade à acusação: " – Não estariam eles na presença de um criminoso delicado, refinado"? Antônio duvida de si mesmo, "teria usado Inês, uma prostituta evitando assim, ser usado por ela e o amante Brancatti?" Na sala de audiência o olhar de ambos se encontram como da primeira vez no café." Antônio percebe não ter realmente conhecido Inês, o que ela pensava de tudo aquilo e dele? Uma nova realidade abre-se a percepção de Antônio: Brancatti usava Inês e Lenita como fachadas para esconder seu relacionamento com Nílton – Veja sua crítica: "um pintor europeu do terceiro escalão que se refugia artisticamente num país provinciano e toma como esposa e ornamento uma beleza exótica dos trópicos; como amante elege um motociclista primitivo e, como modelo ou enteada e até quem sabe eventual amante uma frágil e bela jovem coxa." E para ele, qual teria sido seu papel nessa teia diabólica? Para Antônio parecia uma luta estética: um jogo de xadrez entre o crítico e o pintor. "Este escravizando a modelo num cárcere privado, físico, psicológico e artístico, e pior condenando Antônio por um pretenso crime sexual se auto prevalecia, enfim ......empenhava-se em convencer as pessoas do alto valor artístico de sua obra – propaganda em suma – o crítico teatral manipulado num cenário em plena performance entre o casal!" Fora bem sucedido em grande parte em seus objetivos escusos, conclui Antônio. Durante o inquérito será acusado também de ter saído do apartamento praguejando contra Inês – enraivecido, mordendo um biscoitinho – argumento rejeitado por seu advogado como sinal da calma, da paz de espírito dos que nada têm a temer, depois de um encontro amoroso consentido. Nessa fase processual Antônio vem a saber que os desmaios de Inês tinham uma causa cerebral definida – que sua lesão na perna, se originava de um atropelamento na infância; fato esse que legitima a idéia dela ter desmaiado ao ser possuída e a coloca como vítima de Antônio, que por sua vez percebe a força de sedução de tal desmaio, o que valorizou ainda mais a relação de ambos. Tentando reverter seu papel, Antônio contra-argumenta: " _ Não serão o verdadeiro amor e a sexualidade mais autêntica, sempre, o encontro de dois incoscientes? No que o advogado de acusação responde: - "No caso das violações, não estaremos diante da imposição do inconsciente de um sobre o incosciente de outro? Antônio tenta um novo argumento dizendo que Inês foi subjugada pela força psíquica de Brancatti e que ele a teria libertado em momentos preciosos, possuindo e sendo correspondido por ela – e tudo ocorrendo dentro de um cenário – instalação, portanto fazendo parte da mesma, ou seja, tudo fora maquinalmente enquadrado por Brancatti, e Antônio e Inês vítimas. Segundo o juiz, aturdido em face dos argumentos inusitados – e até esdrúxulos utilizados por ambas partes, absolve Antônio por falta de provas. As conseqüências do fato: Antônio perde seu lugar de consultor na fundação cultural do estado, já afastado do jornal que trabalhava, ruas a índole sensacionalista fez com que o jornal concorrente o contratasse para ser seu colunista de teatro e o caso Inês esmiuçado em seus páginas – Antônio foi criticado severamente por seus colegas como: " exemplo vivo e eloqüente dos extremos patológicos a que pode ser conduzida uma personalidade que se destaca pela contenção de seus sentimentos por meio de uma racionalidade exacerbada, a qual de repente, libera-se através do crime. Brancatti conquista renome e reconhecimento artístico – a obra A Modelo foi exibida como instalação com grande alarido crítico, na Alemanha. Quanto à Nilton abre uma academia de psicultura, bastante concorrida. Antônio não deixou de considerar o jato ou seja as duas hipóteses sedutoras – afinal como o próprio tribunal apontou – um sedutor ou violador muito especial e delicado? Claro sem deixar de lado o escutor que também era - "nessa tarefa que é narrar todas as contradições, truques e divergências e conclui. " – tanto na obra de Brancatti ou neste relato – encontra-se o absurdo, a loucura da arte, essa tentativa ansiosa, desesperada e as vezes vã, que nos alucina, de, à parte toda vaidade, registramos, no breve tempo em que estamos na vida, nossa passagem por ela, em momentos que realmente estivemos vivos e merecem ser perpetuados. Personagens - Antônio Martins: crítico profissional de teatro, narrador. Alguns o consideram excêntrico – solitário – cinquentão. - Maria Inês de Jesus, modelo do pintor Vitório Brancatti, mulher com rosto de traços finos e delicados, magra, cabelos claros, encaracolados, de olhar melancólico e solidão recatada com pequeno defeito na perna – manca. - Vitório Brancatti – pintor que envolveria Antônio e Inês em suas performances, meia idade, com cabelos revoltos e grisalhos, vestia-se com a desenvoltura de um jovem, calça jeans e camiseta branca. - Nílton – motociclista que conduzira Inês ao edifício de Antônio Martins, provável amante de Vitório Brancatti. - Lenita – jovem negra, bonita, esposa – álibi de Vitório? - Maria Luísa I – professora universitária séria, amiga e confidente de Antônio. - Maria Luísa II – jovem atriz de teatro e tv, atlética e exuberante. - Maria Clara – ex jornalista, quarentona, também amiga de Antônio. Enredo: Romance narrado em terceira pessoa. A ação desenvolve-se em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, trazendo à tona os conflitos de uma geração em busca da própria identidade e de um sentido para a vida. Eduardo, protagonista deste drama existencial, sentindo-se esmagado por uma sociedade opressiva e aniqualadora, tenta desesperadamente, até o fim, encontrar uma saída. Preste atenção: no misterioso homem de smoking que por três vezes aparece na narrativa. Estilo: Contemporâneo. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Onde termina Menino de Engenho começa o romance Doidinho. O título do livro é o apelido que Carlos Melo adquirira e narra as experiências do personagem como interno em um colégio severo. O grande sonho de Doidinho é voltar ao engenho Santa Rosa do avô José Paulino. Enquanto alimenta o desejo de voltar, tem oportunidade de ampliar as relações e o conhecimento das pessoas: há os intrigantes, os maus, os protegidos , os pequenos pederastas. Conhece a amizade leal no Coruja e também o amor na figura de Maria Luísa. Doidinho foge do colégio e retorna ao engenho. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O título desta obra é enganador: pouco se vê da vida ou da morte de Manuel Joaquim Gonzaga de Sá. O que se vê são conversas entre o sexagenário Gonzaga de Sá e seu jovem amigo Augusto Machado (mulato, é um dos muitos alter-egos do autor), onde o que transpira é uma conversa do autor consigo próprio, denunciando sempre os absurdos: burocrata da Secretaria de Cultos, Gonzaga de Sá critica sempre a mania estúpida de aristocracia (logo ele, que descendente de Salvador de Sá) e a burocracia ineficiente, arcaica, mesquinha e inútil. Existem ainda mais umas pitadas dos temas eternos de Lima Barreto: uma crítica ao preconceito, ao governo, a sociedade; a tudo, enfim, que de podre afligia então e aflige hoje a humanidade. Existe ainda um conto relacionado: Três Gênios de Secretaria.


veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Ana Terra era uma moça que morava com sua família em um sítio muito longe da cidade e tinha uma vida sofrida, e a única coisa que Ana e sua família faziam era trabalhar. Embora Ana tinha o desejo de abraçar e beijar algum homem. O princípio de seu desejo veio com a chegada do índio Pedro Missioneiro, e que lentamente foi crescendo na sua condição de macho: uma cara moça e trigueira, de maçãs salientes. Ana, quando o via sentia uma coisa que não podia explicar: um mal-estar sem nome, mistura de acanhamento, nojo e fascinação. Em sua singeleza, atraía-se pelo estranho, confirmando-se como aquela mulher desejável que enxergara no fundo das águas. Entregar-se àquele desconhecido foi um passo tão natural como o suceder das estações naqueles ermos. Antes, arriscou um jogo delicioso de avanços e recuos, sabendo que, quisesse ou não quisesse, agindo a favor ou contra a lei paterna, seria daquele homem. E, numa tarde, considerou-se pronta, e o desejo palpitava em todas as sua artérias; encaminhou-se para a barraca do índio, o reino de Pedro Missioneiro. E lá aconteceu algo que Ana queria. Os dias seguintes foram de medo, pânico misturado à vergonha e depois disso, logo soube que estava grávida, e o isso tornou-se um espaço de lágrimas. Carregou o segredo o quanto pôde, mas um dia, não se contendo mais, revelou tudo à mãe. Dona Henriqueta nem teve tempo de consolá-la: e o pai declarou já saber de tudo e foi como se um trovão cortasse os céus. Nada mais poderia ser feito: cumprindo um código ancestral, ele convocou os dois filhos, e esses mataram Pedro Missioneiro. Sabia que sua vida naquela casa dali por diante seria um inferno.

De um instante para outro tornou-se invisível aos olhos do Pai, transfigurando-se numa entidade pecadora. Simbolicamente expulsa de sua casa, procurou fazer-se pequena, para que sua pequenez diminuísse a dor da culpa; tratava-se, porém, de uma culpa mais aceita do que entendida. Logo aconteceu o nascimento do filho de Ana Terra e, Dona Henriqueta assistiu-a, cortando o cordão umbilical do menino Pedro. Mesmo assim, os pais e irmãos não tomaram conhecimento do novo ser que habitaria o rancho. Contra toda as possibilidades, Pedrinho cresceu, e a vida seguiu seu rumo. Os irmãos casaram-se, e, para Ana, cada dia era a repetição do dia anterior. Depois disso, sua mãe morreu, de nó nas tripas, mas esta morte não abalou muito à Ana. Então vieram vários castelhanos, assassinando, incendiando, violando. Ana mandou a esposa de seu irmão e as duas crianças irem se esconder no mato, e fingindo ser a única mulher da casa, imola-se voluntariamente à sanha dos bandidos. Foi estuprada várias vezes, e ao acordar de seu desfalecimento, encontrou um quadro de horrores: o pai, o irmão Antônio, os escravos, todos estavam mortos no meio da casa já destruída. Ana entendia naquele momento que estava liberta de sua mancha original, e pela forma mais bárbara e purificadora. Nada lhe fora poupado em sofrimento, e pelo sofrimento reconciliava-se com a vida. Numa exaltação próxima a uma feroz alegria, aceitou o convite de um forasteiro para ir formar o núcleo inicial de uma nova vida, e uma longa viagem a levou para um planalto. Lá ela construiu uma casa, morando com seu filho, que logo teve que ir para uma guerra contra os castelhanos. Voltando da guerra vivo, casou-se com uma moça, teve um filho e logo teve que voltar para a guerra, com o compromisso de voltar vivo, pois agora ele tinha uma mulher e um filho para cuidar. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Amor de Salvação é uma novela passional, considerada pela crítica uma das obras mais bem acabada do autor. A história relata lembranças que são contadas ao narrador pelo protagonista, em uma noite de Natal, após um reencontro entre os dois que não se viam há quase doze anos. Afonso e Teodora foram prometidos um ao outro, por suas mães que eram amigas desde os tempos em que estudavam num convento. Após a morte da mãe, Teodora vai para um convento e tem como tutor seu tio, pai de Eleutério Romão. Teodora e Afonso estão sempre em contato aguardando o tempo certo para casarem. Afonso resolve estudar fora por dois anos. Teodora influenciada pela amiga Libana quer casar-se o mais rápido possível. A mãe de Afonso, D. Eulália, pede-lhe para aguardar. Mas com a saída de Libana do convento Teodora se desespera e resolve casar-se com seu primo, Eleutério, para libertar-se das grades do convento. Eleutério era o oposto a beleza de Teodora, era rude e vestia-se de forma hilariante. Apesar da grande tentativa de seu tio, o padre Hilário, em ensinar-lhe a ler, nada conseguiu. Vencido pela incapacidade de seu sobrinho, Padre Hilário desistiu afirmando que somente através de uma fresta no cérebro, aberta a machado, seria possível tal façanha. Teodora viveu em pompas, trajes de sedas, cavalos, bailes, etc., mas nunca esquecera Afonso, enviava-lhe cartas de amor mas nunca obtivera resposta. Afonso sofreu muito com a notícia do casamento de Teodora, pediu a mãe permissão para se ausentar de Portugal. Contava sempre com o apoio e o consolo das cartas de sua mãe e sua prima Mafalda, que o amava pacientemente. Após anos de amargura, sofrimento e luta contendo-se diante das cartas de Teodora, para não fugir aos ensinamentos religiosos aos quais sua mãe o educou, foi fulminado pela influencia do amigo José de Noronha que o incentivou a escrever à Teodora. Relutou mas não conseguiu. A tal carta foi cair nas mãos de Eleutério, leu mas nada entendeu. Pediu então a um amigo ajuda para interpretá-la. A carta acabou sendo rasgada por Fernão de Teive, dando a desculpa de serem grandes sandices, após junto com sua filha Mafalda, reconhecer as intenções do remetente, seu sobrinho Afonso de Teive. Não conformado Afonso parte ao encontro de Teodora. Eleutério quando os encontra juntos, pede-lhes explicações. Teodora responde-lhe que é uma mulher livre a partir daquele momento, e vai viver com Afonso. Passam momentos, ilusoriamente, felizes. Afonso abandona até a sua própria mãe para viver ardentemente esta paixão que sempre o consumiu. Sua mãe sempre afetuosa, apesar da grande tristeza, sustenta a vida luxuosa que Afonso tem ao lado de Teodora . Afonso quando fica sabendo da morte de sua mãe, através de carta escrita por Mafalda, se desespera. Teodora tenta consolá-lo, mas ele sente em suas palavras ironia e sente nojo de tamanho fingimento. Procura isolar-se de Teodora e dos amigos. Durante este período, Tranqueira, velho criado da família, alerta-o sobre as intenções do amigo José de Noronha por Teodora. No início se revolta contra o criado, mas acaba escutando-o e passa a observá-los. Encontra umas cartas que confirmam as suspeitas. Certo dia os pega juntinhos com gestos de muita familiaridade. Aborrece-se pede para que Noronha saia de sua casa. Teodora dissimulada como sempre, tenta enganá-lo, mas ele atira-lhe as cartas. Teodora desmaia enquanto Tranqueira derruba Noronha na cisterna para vingar seu patrão. Afonso passa alguns dias fora de casa, quando retorna encontra uma carta de Toedora informando os pertences que havia levado consigo. Apesar de traído sente saudade da encantadora Teodora. Vende tudo e parte para Paris atrás de um amor que o salve. Gasta tudo o que tem. Por fim, pede ao seu tio Fernão para comprar-lhe a casa onde viveram seus pais e avós, pois não queria ofender a memória de sua mãe que o havia pedido, em carta antes morrer que não a vendesse. Mafalda com seu coração generoso e cheio de amor pelo primo, pede a seu pai que o atenda, e este assim o faz mas, com a condição de que a casa continuaria sendo de Afonso. Afonso afunda-se cada vez mais em seus vícios e extravagâncias a ponto de querer suicidar-se. Tranqueira, que nunca o abandonou, percebeu sua intenção e disse-lhe severas palavras que o livraram de tamanha loucura. Mudou de vida, passou a trabalhar e a estudar com apoio de seu criado. Fernão de Teive adoece, e prestes a morrer pede ao padre Joaquim que vá a Paris entregar a Afonso, os documentos de propriedade da casa a qual comprara, apenas com intuito de ajudar o sobrinho. Após a morte de Fernão, Mafalda sentindo-se sozinha, resolve viajar com o padre Joaquim para Paris com a objetivo de juntar-se as irmãs de caridade. Quando o padre Joaquim encontra Afonso e conta-lhe da morte do tio, este chora e corre ao encontro da prima que ficara em uma hospedaria. Mafalda conta ao primo sua decisão, mas padre Joaquim pede-lhes, pelo amor de Deus, que ao invés disso, casem-se. Afonso aceitou de imediato e agradeceu à Deus por ter ouvido os pedidos de suas mães. Afonso e Mafalda voltaram para sua cidade, casaram-se, tiveram oito filhos e foram muito felizes. Apesar do título “Amor de Salvação” a novela relata em quase toda sua extensão, um “amor de perdição” entre Afonso de Teive e Teodora Palmira. Ao “amor de salvação”, Mafalda, são dedicadas somente as ultimas páginas do romance. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


Clique abaixo para ver um pouco do Programa Zmaro
Humor inteligente de forma descontraída...

 

De grão em grão a galinha enche o bico!!!
Contribua com o PobreVirtual e Programa Zmaro. Curta, comente e compartilhe o Programa Zmaro nas suas redes sociais.
Envie seus resumos, receitas, dicas, provérbios e o que mais tiver para comaprtilhar no PobreVirtual e no Programa Zmaro. Basta acessar
www.pobrevirtual.com.br/fale
Ou se preferir você pode contribuir financeiramente depositanto qualquer valor em qualquer lotérica (Caixa Econômica Federal): agência 1998, operação 013, Poupança número 8155-0, ou veja outros meios em www.Zmaro.tv/doe 
Livros e cursos são caros, me ajude a aprender novas linguagens para lhe ensinar melhor e incrementar este site com várias novidades. Quando você passar em frente a uma lotérica, lembre-se que existe alguém que precisa muito desta(s) moedinha(s), ponha a mão no bolso e perca alguns segundos do seu tempo e faça um depósito. Pegue aquela moedinha que vai acabar caindo do seu bolso e dê um bom destino a ela.