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Modernismo de segunda fase. A história começa com o leiteiro ameaçando cortar o fornecimento caso Naziazeno, um modesto funcionário público, não lhe pague os $53000. Naziazeno passa então o dia atormentado, tentando conseguir o dinheiro: pede emprestado ao chefe (que lhe nega), joga (não consegue na roleta ou no bicho) e acaba conseguindo um empréstimo com o amigo Alcides. À noite, não consegue dormir preocupado com o dinheiro e com a idéia (quase certeza) de que os ratos roem o dinheiro para o leite de seu filho. Só dorme quando ouve o leiteiro despejar o leite. Numa prosa urbana (a história se passa na cidade), regionalista (porto-alegrenses reconhecem facilmente sua cidade) e intimista (o drama de Naziazeno, embora banal, é sempre apresentado detalhadamente), Os Ratos passa-se apenas em um dia de muito drama para seu protagonista. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Maria Moisés é dividido em duas partes. A primeira parte começa em 1813 com a história de um jovem pastor que, procurando por uma rês perdida, vê a filha do patrão se suicidar de modo misterioso. Então revelam-se os motivos: Josefa, a jovem suicida está apaixonada e tem um caso com um jovem militar. Seu pai é casto e sua mãe carola; quando ela engravida passa a ser escondida dentro de casa. Quando o namorado lhe anuncia que vai fugir, dá a luz (prematuramente, como se descore depois) e carrega a criança. Quando a criança cai no rio, ela se atira para salvá-la e acaba morrendo. A segunda parte começa com uma menina sendo encontrada rio abaixo da cidade onde Josefa morreu por um caseiro. A criança é nomeada Maria Moisés em honra ao patriarca bíblico que teve história análoga. Ela cresce e passa a cuidar de jovens enjeitados. No começo são dois, mas o número logo cresce. Com o tempo Marai vai empobrecendo por causa de sua caridade. Quando pai de Josefa, voltando general do Brasil, chega na cidade, ele começa a montar as peças do quebra-cabeça da morte de sua amada que nunca esqueceu. Ele vai descobrindo a história de Maria e seu estado financeiro, com a quinta hipotecada, em 1850. Ele se dirige então a quinta, paga a Maria mais do que as dívidas e revela então ser seu pai. A história acaba com ambos emocionados, chorando abraçados. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Numa perspectiva psicológica, o interesse da teoria reside nas ideias que esta desenvolve sobre a criança, sobre a natureza do seu pensamento e sobre os estádios do seu desenvolvimento. Para quem necessita conhecer e estudar o desenvolvimento da criança, a teoria é útil para responder às questões de fundo: Como pensa a criança? , Como pensa nos diferentes estádios? Contudo, Piaget, mais do que pela criança em si, interessou-se pela epistemologia. E como epistemólogo, também para ele as questões básicas foram as eternas perguntas sobre O que é o conhecimento? e Como é que aprendemos? Estudou o desenvolvimento da criança porque estava convencido ser este o melhor meio de responder às questões epistemológicas sobre a natureza do conhecimento dos adultos e sobre a história geral do conhecimento humano. Os educadores devem compreender as ideias de Piaget, a natureza do conhecimento e sobre os mecanismos do seu desenvolvimento. Neste livro, estas ideias serão tratadas em função da orientação epistemológica do pensamento de Piaget, da sua perspectiva biológica e do seu construtivismo. Trata-se de um livro simples, vivo e suficientemente profundo que, em linguagem acessível a quem quer que seja, pai, educador, professor, psicólogo ou estudioso, dá uma perspectiva nova para a aplicação prática da teoria de Piaget. CONSTANCE KAMII é professora associada do Colégio da Educação, Universidade de Ilinois, núcleo de Chicago, e responsável de curso na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Genebra. ''
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Froebel

Friedrich Froebel, 1782-1852, enfatizou a importância da criança, destacando suas atividades estimuladas e dirigidas.
A grande contribuição foi a aplicação práticas acerca dos jardins de infância, a educação durante os primeiros anos da vida infantil. A escola é o lugar onde a criança deve aprenderas coisas importantes da vida, da verdade, da justiça da personalidade livre, da responsabilidade, da iniciativa, das relações causais, vivenciando. Considera importante o brinquedo, o trabalho manual e o estudo da natureza, enquanto processos espontâneos na criança e ao meio educativo.
Os interesses e tendências inatos da criança pra a cão, o jardim da infância deve ajudar os alunos a expressarem-se e a se desenvolverem, na auto-atividade, de conhecimentos e crescimento pela atividade.
O gesto, op canto e a linguagem são as formas de expressão de sentimentos e idéias apropriadas à educação infantil. A historia deve ser expressa pela criança por meio de linguagem canção, representações, figuras ou construção de objetos simples com papel, barro ou outro material adequando.

PILETTI, Claudino e Nelson, Filosofia e Historia da Educação, 7.ª edição, 1988, editora Ática, São Paulo,SP veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Passado no subúrbio do Rio de Janeiro, Clara dos Anjos conta sobre a jovem e ingênua mulata Clara, filha do carteiro Joaquim dos Anjos, que é seduzida pelo malandro Cassi Jones. Cassi é um jovem branco, ignorante e torpe, que usa este sobrenome porque, supostamente, descende de um nobre inglês. Seu pai não fala mais com ele após suas diversas aventuras que desonraram várias donzelas e acabaram com vários casamentos (a mãe de uma das vítimas se suicidou; o marido que ela arranjou depois distribui anonimamente um dossiê sobre Cassi pelo RJ). Cassi toma Clara como seu próximo alvo e vai tentando se aproximar dela. Começa pela festa de aniversário desta e vai seguindo, apesar dos pais dela não deixarem e do padrinho dela e tantos outros falarem sobre ele. Clara não acredita e continua curiosa sobre Cassi. Cassi passa a usar um velho, "dentista", que tratava de Clara; ele manda as cartas de um e outro. Depois de um tempo Cassi parte para São Paulo para um possível emprego; Clara está grávida. Após pensar em abort, Clara revela a verdade à mãe, que vai falar à família de Cassi. Lá ela é tratada como só "mais uma mulatinha" e percebe a verdade total. Pontilhado com referências sobre o preconceito racial (um dos personagens é poeta Leonardo Flores; mulato e talentoso, fica pobre pois foi explorado), este foi o primeiro romance de Lima Barreto mais um dos últimos a ser publicado. Todos os personagens são tipicamente suburbanos e o vocabulário já transpira a coloquialidade como é característico ao autor. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Escrita em 1933 e publicada em 1937, em tres atos, O Rei da Vela constitui- se no texto teatral mais importante de Oswald de Andrade. A Peça demorou trinta anos para ser apresentada em São Paulo, pelo Grupo Oficina, sob a direção de José Celso Martinez Correa; a encenação marcou época na história do teatro brasileiro. As protagonistas Abelardo I e Heloisa, da tradição medieval. Abelardo I é um representante da burguesia ascendente da época. Seu oportunismo, aliado à crise da Bolsa de Valores de Nova Iorque, de 1929, permite- lhe todo tipo de especulação:'com o café , com a indústria etc. Sua caracterização como o "Rei da Vela"é extremamente irônica e significativa: ele fabrica e vende velas, pois "As empresas elétricas da luz". Também é costume popular colocar uma vela na mão de cada defundo, assim Abelardo I "herda um tostão de cada morto nacional". Abelardo torna - se então o símbolo da exploração, à custa da pobreza e das superstições populares. Como personagem, ele também denuncia a invasão do capital estrangeiro; daí a irônica consideração sobre "a chave milagrosa da fortuna, uma chave vale" . Seus devedores se apresentam , na peça , dentro de uma jaula. Heloísa representa a ruína da classe fazendeira. Seu pai , coronel latifundiário, vai à falência, num retrato em que predomina a perversão e o vício, símbolos de uma classe social em decadência. A aliança de Abelardo e Heloísa pode assim, representar a fusão de duas classes sociais corruptas pelo sistema capitalista. Uma terceira personagem vem a completar o quadro social do Brasil da época: Mr Jones, que simboliza o capital americano; sua presença revela um país endividado: "Os ingleses e americanos temem por nós. Estamos ligados ao destino deles. Devemos tudo o que temos e o que não temos. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Língua Portuguesa – 1.ª a 4.ª série

A repetência nas séries iniciais está diretamente ligada à dificuldade que a escola tem de ensinar ler e escrever. Por outro lado, a dificuldade dos alunos universitários em compreender textos e organizar idéias por escrito são evidências do fracasso escolar e apontam a necessidade de reestruturação do ensino da língua portuguesa.
A contribuição da psicogênese da língua escrita ajuda a compreender aspectos importantes do processo de aprendizagem da leitura e escrita. Os resultados dessa investigação permitem compreender alfabetização não um processo baseado em perceber e memorizar, mas que para aprender a ler e escrever, o aluno precisa construir um conhecimento de natureza conceitual.
O silabário da cartilha tem sido substituído por uma grande variedade de textos. Hoje se permite repensar considerando não só o conhecimento didático acumulado, mas também as contribuições de outras áreas como a psicologia da aprendizagem, a psicologia cultura e as ciências das linguagens.
Ser usuário competente da escrita é condição para a efetiva participação social. O projeto educativo deve estar comprometido com a democratização social e cultural atribui a seus alunos o acesso a saberes lingüísticos necessários para o exercício da cidadania. A escola precisa responder a novas exigências da sociedade, há uma forte demanda por um ensino eficaz.
Considerando os conhecimentos prévios cabe a escola promover a sua ampliação de forma que durante os oito anos de ensino fundamental, o aluno se torne capaz de interpretar diferentes textos.
A língua é um sistema de signos histórico e social que possibilita ao homem significar o mundo e a realidade. A comunicação com as pessoas permite a construção de novos modos de compreender o mundo. A linguagem deve se considerar o vínculo com a situação concreta da produção. Produzindo linguagem, aprende-se linguagem.
O ensino e a aprendizagem da língua portuguesa é resultado da articulação do aluno (sujeito da ação), a língua (objeto do conhecimento) e o ensino (enfoque teórico), a prÁtica educacional organiza a mediação entre sujeito e objeto do conhecimento.
As construções do aprendiz interpretadas de maneira espontânea esvaziam a função do professor.

Conteúdos
Parte do pressuposto que o ensino da língua se realiza no uso, nas praticas sociais. A linguagem verbal tem como resultado textos orais ou escritos. Os processos de produção e compreensão desdobram em atividades de fala e escrita, leitura e escuta. Disso decorre os conteúdos da língua portuguesa que devem ser propostos, selecionados e organizados em função do eixo USO e REEFLEXÃO e USO, em função do desenvolvimento dessas habilidades e organizado em torno da pratica de leitura, de produção de texto e na análise e reflexão sobre a língua oral e escrita. Eles são os mesmos ao longo da escolaridade, e sua seqüência deve possibilitar a continuidade através, de consideração de conhecimentos prévios, complexidade de conteúdo definindo a autonomia possível dos alunos, e o nível de aprofundamento de cada conteúdo adequando a possibilidade de compreensão dos alunos..é responsabilidade da escola adequa-los a sua realidade, tendo ele uma direta realçaão os objetivos colocados.

Textos
Os textos são produzidos, lidos e ouvidos em razão de finalidades desse tipo. E são eles que favorecem a reflexão critica e imaginativa.
A escola viabiliza o acesso ao universo de textos que circulam socialmente, ensinar a produzi-los e interpretá-los. Assim, todas as disciplinas têm a responsabilidade de ensinar a utilizar os textos, mas é a Língua Portuguesa que deve tornar para si o papel de fazê-lo de modo mais sistemático. Cabe a escola ensinar o aluno a utilizar a linguagem oral nas diversas situações comunicativas, especialmente nas mais formais: planejamento e realização de entrevistas, debates, seminários, diálogos com autoridades, dramatizações, etc.
Na prática dos dois estágios concebe-se a capacidade de produzir textos. A conquista alfabética não garante ao aluno a possibilidade de compreender e produzir textos. Criá-lo oralmente, sem grafá-lo já é um ato de produção. Ensinar a escrever textos torna-se muito difícil, requer uma alfabetização, um processo mais amplo de aprendizagem da língua portuguesa. Juntar silabas, palavras e formar frases formar textos só serve para ensinar a ler. O objetivo atual é que o aluno aprenda a produzir e a interpretar textos. Dentro desse marco, a unidade de ensino só pode ser o texto, que pode ser o nome que assina um desenho, a palavra PARE, no estacionamento, a lista do que se deve ser comprado, um conto um romance, todos são textos. O uso de textos sem as silabas complexas é algo remoto, não se pode formar bons leitores com leitura empobrecida.
Situações didáticas devem ser planejadas possibilitando uma reflexão sobre os recursos expressivos do autor/produtor.
Todo texto se organiza dentro de gêneros são caracterizados por conteúdo temático, estilo e construção composicional.
Ensino da literatura envolve exercício de reconhecimento das singularidades e propriedades compositivas da escrita. Possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades na língua, na sistematização e na classificação de características específicas, como discutir acentuação gráfica, por exemplo, é necessário alguns aspectos da língua como a tonicidade, classificação quanto ao número de silabas, e outros. O ensino da gramática de forma descontextualizada, tem trazido discussões sobre a necessidade ou não de ensiná-la.

LINGUA ORAL: USOS E FORMAS
Deve se respeitar a acolhe da voz, diferença e a diversidade oral do aluno. Mas cabe a escola ensinar o aluno a utilizar adequadamente a linguagem em diferentes situações comunicativas. É preciso que as atividades de uso e as reflexões sobre a língua oral estejam contextualizadas em projetos de estudo, como: atividades em grupo com temas definidos, tomadas de decisões, divisão de tarefas,; na resolução de problemas estimativas de resultados, comparação e confronto de procedimentos; na produção oral de planejamento de textos, e analise de sua qualidade;. Esse tipo de tarefa requer preparação previa, requer que seja ensinado nas series iniciais, intensificando-se posteriormente.
A preparação e realização de atividades e exposição oral permitem a articulação de conteúdos da língua oral e escrita, intersecção de diferentes áreas do conhecimento. A linguagem oral pode aparecer em dramatizações teatrais, simulação de programas de radio e televisão, de discursos políticos, e outros.

LÍNGUA ESCRITA: USOS E FORMAS
Leitura e escritas são formas complementares no processo de letramento. A escrita transforma a fala e a fala influencia a escrita.
É preciso superar que ler é decodificar, converter letras em sons.é preciso que antecipem, que façam inferências, que verifiquem suas suposições, adquiram conhecimento da correspondência fonográfica, de compreender a natureza e o funcionamento do sistema alfabético, numa pratica ampla de leitura. A intervenção do professor pode se dar em agrupar seus alunos de forma a favorecer a circulação de informações entre eles, procurar garantir que a heterogeneidade do grupo seja um instrumento a serviço da troca, da colaboração e da aprendizagem.

A leitura é a uma construção do significado do texto escrito. O significado constrói pelo esforço da interpretação do leitor a partir não só do que está escrito, mas do conhecimento que traz para o texto. Não se trata de extrair informação da escrita decodificando-a letra por letra, palavra por palavra. Trata-se de uma atividade que implica compreensão na qual os sentidos começam a ser constituído antes da leitura propriamente dita.
Para formar um leitor competente a escola deverá mobilizá-lo internamente, pois aprender a ler requer esforço, a leitura é algo interessante e desafiado, supõe formar alguém que compreende o que lê; identifique elementos implícitos, estabeleça relações entre o texto que lê e outros já lidos, que saiba que vários sentidos podem ser atribuídos a um texto. Deve-se trabalhar com diversidades de textos e de combinação entre eles, isto é diversidade de objetivos e modalidades seja pra resolver problemas práticos, informar-se, divertir-se, estudar, escrever ou revisar. Alem disso requer condições favoráveis para a prática da leitura como uma boa biblioteca, dispor de acervos nas classes e outros materiais de leitura, ter organizado tempos de leitura livre e que o professor também leia; atividades diárias de leitura, escolhas de boas leituras, garantia de não serem importunados enquanto leiam; possibilidade de empréstimos de livros; sugestões de títulos; construção de uma política de formação de leitores.
A leitura diária pode ser realizada de forma silenciosa, em voz alta, pela escuta de alguém que lê. Textos com mais significados devem ser negociados com compreensão do grupo, produção de argumentação. Leituras devem ser explicitadas de objetivos pra preparar os alunos, usando seus conhecimentos prévios, levantando hipóteses, criando informações sobre a leitura, criando suspense se for o caso. Refletir sobre as diferentes modalidades, ler para se divertir, informar-se, estudar, etc.
A leitura colaborativa, onde o professor lê o texto, durante a leitura deve questionar os alunos sobre as pistas que possibilitam a atribuição do sentido, antecipar e validar antecipações feitas, interrogar sobre a diferenciação entre realidade e ficção, identificar elementos discriminatórios, recursos persuasivos, interpretar sentidos figurados, etc.
Projetos de leitura devem ser compartilhado por todos os envolvidos, deve-se dispor de tempo, e todos devem decidir sobre o controle de tempo, divisão e redimensionamento das tarefas, avaliar resultados, etc. neles, linguagem oral, escrita, leitura e produção de textos se inter-relacionam de forma contextualizada, podem ser a produção de uma fita cassete, vídeos, eventos de leitura, etc.
Na escola, a leitura intensa:
• Amplia a visão de mundo e insere o leitor a cultura letrada;
• Estimula o desejo de outras leituras;
• Possibilita a vivencia de emoções, fantasias e imaginação;
• Permite compreender a escrita e o que é lido;
• Expandi o conhecimento da leitura;
• Aproxima o leitor os textos, dando condições a produzi-lo;
• Possibilita produções orais, escritas e outras linguagens;
• Informar como escrever e sugerir o que escrever, entre fala e escrita;
• Relaciona fala e escrita;
• Favorece a velocidade na leitura e a estabilização de formas ortográficas.
Produção de textos
A produção de texto tem por finalidade formar escritores competentes, coerentes, coesos e eficazes. Um leitor competente é alguém que planeja o discurso em função do seu objetivo e do leitor que se destina e as características do gênero. Já o escrito competente sabe elaborar um resumo ou tomar notas de uma exposição oral, esquematizar anotações, expressar por escrito, sentimentos, experiências ou opiniões. Sabe olhar par ao seu próprio texto e verificar se está confuso, ambíguo, redundante, obscuro ou incompleto e é capaz de revisá-lo e reescrevê-lo, usar o rascunho e a revisão. A criação de textos em oficinas ou ateliês possibilita a disposição de matérias diferentes para consulta e o conhecimento do processo criador de outros autores.
Escrever não é um meio de praticas centradas apenas na decifração de sons em letras, é preciso dar ao aluno oportunidades que aprendam a escreverem condições semelhantes às caracterizadas fora da escola, aprender a escrever, escrevendo. Tendo contado com diversos textos escritos, testemunhar a utilizado que se faz da escrita em diversas circunstancias, receber ajuda de quem já sabe.
Reescrever bons textos, transformar um gênero em outro, produzir textos a partir de outros já conhecidos, dar um começo ao texto, planejar o texto coletivamente, são algumas propostas de trabalhar a produção de textos.
Analisar textos permite refletir sobre a explicitação e implicitação de saberes abrindo espaço para sua reelaboração, formulação e verificação de hipóteses sobre ao funcionamento da linguagem. Na leitura a reflexão sobre a língua possibilita a discussão sobre sentidos atribuídos aos textos, elementos discursivos que validam ou não a atribuição de sentido, alem do reconhecimento de uma linguagem característica, interpretação critica da mensagem. A gravação em áudio permite observar a exploração ativa e a observação de regularidades no funcionamento da linguagem, adequação da fala e a eficácias de expressões no uso oral e escrito.
Na revisão se detecta pontos que está dito o que não se pretendia, e ao acrescentar, retirar, deslocar ou transformar porções do texto torna-o mais claro, isso exige reflexão, procedimentos de coesão como pontuação, ortografia. No inicio é interessante usar textos alheios coletivamente por intermédio do professor.

A alfabetização
Alfabetização requer pensar sobre a escrita e sua representação gráfica da linguagem.
O uso de quadrinhas, parlendas canções, embalagens comerciais, anúncios folhetos de propagandas possibilitam suposições , imaginar o que está escrito. A partir disso progride em direção a um procedimento de analise que corresponde a imagem com o falado e o escrito. Essa correspondência passa por um momento silábico antes de chegar a compreender o que realmente cada letra representa.

Ortografia
Apesar do forte apelo de repetições e memorizações, a aprendizagem da ortografia não é um processo passivo, trata-se de uma construção individual que a intervenção pedagógica tem muito a contribuir, fazê-los refletir sobre alternativas de grafias, regularidades, comparações da escrita convencional faça os tomar progressivamente consciência do funcionamento da ortografia. É preciso que se diferencie o que deve estar automatizado o mais cedo possível para liberar a atenção do aluno para outros aspectos da escrita e o que pode ser objeto de consulta ao dicionário,

Pontuação
Pontuar é parte da atividade de textualização, ela aprece sempre em posições que indicam fronteiras sintático-semânticas, que serve para separar, obtendo assim efeitos estilísticos, estabelecendo formas de articulação entre as partes. A única regra obrigatória da pontuação é a que diz onde não se pode pontuar, sujeito e verbo, verbo e complemento.

Aspectos gramaticais
A gramática ganha utilidade quando na produção de textos assegurando sua adequação, coerência, coesão e correção. Saber gramática não significa ser capaz de construir bons textos. Isso não significa que não é para ensinar fonética, morfologia ou sintaxe, mas que elas devem ser oferecidas a medida que se tornarem necessárias para a reflexão sobre a língua.

Recursos didáticos
Ao selecioná-los devem se levar em conta a sua utilização na situação de comunicação e as necessidades colocadas pelas situações de ensino aprendizagem.
Textos autênticos pressupõem cuidado com a manutenção de características como formatação, paginação, diferentes elementos de atribuição de sentido, como fotografias, desenhos gráficos, ilustrações, etc.
As bibliotecas são fundamentais ao trabalho, a escola deve organizar critérios para organizar uma leitura autônoma, aprendizagem de procedimentos e utilização da biblioteca (empréstimos). A organização do espaço físico, emprego de recursos áudios-visuais, gravadores, vídeos, computadores são recursos que devem favorecer a aprendizagem.

Objetivos gerais da língua portuguesa no ensino fundamental.
Ao longo dos oito anos espera-se que os alunos adquiram competência quanto a linguagem possibilitando resolver problemas cotidianos, tendo acesso aos bens culturais e alcançar participação plena no mundo letrado, para isso serem capazes de:
• Utilizar a língua adequadamente e produzir textos orais e escritos, adequados ao destinatários, utilizar-se de registros;
• Conhecer e respeitar variedades da língua do português falado;
• Compreender textos orais e escritos inferindo as intenções de quem os produziu;
• Valorizar a leitura como fonte de informação estética;
• Utilizar a linguagem para ter acesso, compreender e fazer uso de informações: identificando aspectos relevantes, organizando notas, elaborando roteiros, compondo textos, fazendo resumos, relacionando com os outros, expressando sentimentos, experiências, idéias e opiniões e acolher, interpretar e considerar as dos outros.
• Refletir sobre a língua, seu uso e capacidade de analise critica;
• Criticar o uso como veículo de valores e preconceitos de classe, credo, gênero e etnia.

Primeiro ciclo
Escrita
• fazer correspondência entre segmentos falados e escritos;
• aprender a escrever um texto sepatrando as palavras;
• dividir o texto escrito em reses (uso de maiúsculas, pontuação)
• conhecer regularidas ortograficas e irregularidasde (regras ou não regras)
• usar dicionário, evitar uso de conectivos como e, aí, em excesso, separar discurso direto do indireto.
Linguagem oral
• Ouvir co atenção, formular, responder perguntas e manifestar-se;
• Acolher opiniões;
• Fazer exposição oral;
• Narrar fatos respeitando a temporalidade e registrando relações de causa e efeito;
• Contar historias;
• Descrever cenários, Objetos e personagens,
• Relatar experiências, sentimentos, idéias e opiniões claras e ordenadamente

Avaliação narrar historias com seqüências, respeitando ordem temporal, lógica e compreensão, demonstrar que compreendeu ao escrever, preocupar-se com segmentos de texto ortográfico.

2.º ciclo
escrita
• usar critérios pra selecionar leituras, acentuar palavras e usar regras de tonicidade;
• explorar diferentes modalidades de leitura;
• desenvolver estratégicas de escrita (planejar textos, redigir, rascunhos, usar esboços) ;
• compor textos coerentes, com pontuação, uso de conectivos, tempo verbal e expressões temporal e causal adequados;
• usar regências verbais e concordâncias verbal e nominal;
• fazer resumos

Linguagem oral
• produzir textos simular meios de comunicação;
• perceber elementos intencionais (sons e inflexões de voz); identificar elementos não verbais (gestos, tons);
• usar linguagem com maior nível de formalidade, m
• manter um ponto de vista coerente.

Avaliação
Saber resumir idéias centrais, seja oral ou escrito.
Leitura clara;
Encontrar elementos e significados de palavras no dicionário;
Escrever textos com falhas de pontuação e ortografia;
Conhecer regras ortográficas;
Respeitar características de gênero, pontuação, escrever textos auto explicativos.

Deve ter por ponto de partida os usos que o aluno já faz da língua ao chegar à escola.
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A carta que Pero Vaz de Caminha escreveu para D. Manuel, o rei de Portugal na época do descobrimento do Brasil, relata com detalhes a chegada dos portugueses no Brasil, como foramos primeiros contatos destes com os indígenas e, a partir desta carta, podemos perceber as intenções portuguesas quanto à nova terra e, o que seria dela depois de então. A partida frota portuguesa de Belém-Portugal ocorreu no dia 9 de março, a chegada às canérias no dia 14 do mesmo mês, e no dia 22 chegaram à ilha de São Nicolau. Nodia 21 de abril, toparam com sinais de terra, o que eles chamam de botelho, espéciede ervas compridas. No dia seguinte, houveram vista de terra, que foi chamada de Terra De Vera Cruz, a qual tinho um monte alto, que recebeu o nome de o Monte Pascoal. Avistaram os primeiros habitantes da terra, os quais eram, de acordo com a decrição de Caminha, pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e narizes, nus, traziam arcos e setas, o beiço de baixo furado com um osso metido nele, cabelos corredios e corpos pintados. Com eles tentaram estabelecer um primeiro contato, o que foi uma surpresa, pois um deles começou a paontar para o colar de ouro do capitão da frota e, em seguida, para a terra, como se quisesse dizer que naquela terra havia ouro. A mesma coisa ocorreu com o castçal de prata e o papagaio. Ao verem coisas que não conheciam, faziam sinais, dando-se a entender que queriam propor uma troca.

Conclui-se então, que desta forma começou a troca de ouro, prata e madeira, por quinquilharis vindas da Europa. Os portugueses traziam os indígenas para as embarcações, a fim de estabelecer um melhor contato com os indígenas. No início, eles mostraram-se muito esquivos, mas com o passar dos dias, passaram a conviver mais com os portugueses e, até mesmo, à ajudá-los no que precisavam e levá-los às suas aldeias. Os portuguese realizaram uma missa, construíram uma enorme cruz. Tudo para mostrar aos nativos a acatamento que tinham pela cruz, ou melhor, pela religião. Desde já, possuíam a vontade de convertê-los à igeja, tendo em vista, sua inocência, já que faziam tudo o que os portugueses faziam ou mandavam... A intenção de dominé-los é facilmente observada na seguinte passagem : "Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parce-me que será salvar esta gente." veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Exemplo de romance afro-brasileiro, falando da identidade negra, Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, vai de encontro à tese segundo a qual a escrita dos descendentes de escravos estaria restrita ao conto e à poesia. Além de estabelecer um saudável contraponto com o abolicionismo branco do século XIX e com o negrismo modernista de um Jorge Amado, um José Lins do Rego ou Josué Montello, Ponciá Vicêncio remete ao Isaías Caminha, de Lima Barreto; em menor escala, ao Brás Cubas, de Machado de Assis; e, com certeza, ao memorialismo de Carolina Maria de Jesus e ao Ai de vós, de Francisca Souza da Silva, entre outros.

Em todo o romance percebe-se a prosa recheada de linguagem poética. A obra nos narra pequenos acontecimentos do cotidiano, mas o seu olhar transcende o automatismo viciado com que se observam as coisas do dia-a-dia para olhar com essência a poesia da vida.

O texto de Ponciá Vicêncio destaca-se também pelo território feminino de onde emana um olhar outro e uma discursividade específica. É desse lugar marcado pela etnicidade que provém a voz e as vozes-ecos das correntes arrastadas. Vê-se que no romance fala um sujeito étnico, com as marcas da exclusão inscritas na pele, a percorrer nosso passado em contraponto com a história dos vencedores e seus mitos de cordialidade e democracia racial. Mas, também, fala um sujeito gendrado, tocado pela condição de ser mulher e negra num país que faz dela vítima de olhares e ofensas nascidas do preconceito. Esse ser construído pelas relações de gênero se inscreve de forma indelével no romance de Conceição Evaristo, que, sem descartar a necessidade histórica do testemunho, supera-o para torná-lo perene na ficção.

A história de Ponciá Vicêncio, contada no romance, descreve os caminhos, as andanças, as marcas, os sonhos e os desencantos da protagonista. A autora traça a trajetória da personagem da infância à idade adulta, analisando seus afetos e desafetos e seu envolvimento com a família e os amigos. Discute a questão da identidade de Ponciá, centrada na herança identitária do avô e estabelece um diálogo entre o passado e o presente, entre a lembrança e a vivência, entre o real e o imaginado.

Descendente de escravos africanos, Ponciá surge já de início despojada do nome de família, pois o "Vicêncio", que todos os seus usam como sobrenome, provém do antigo dono da terra e era como lâmina afiada a torturar-lhe o corpo. Essa marca de subalternidade, que denuncia a ausência entre os remanescentes de escravos dos mínimos requisitos de cidadania, estende-se pelo penoso circuito de vazios e derrotas, no qual tanto a menina quanto a mulher vão sendo alijadas dos entes queridos e de tudo o que possa significar enraizamento identitário. E depois de perder também os sete filhos que gerou, Ponciá cai na letargia que a faz perder-se de si mesma.

Ponciá vai em busca de dias melhores na cidade, mas acaba desterritorializada numa favela, vegetando ao lado de um marido que não a compreende. Sua descendência escrava vai se confirmando na vida difícil que leva, nos sonhos apagados pela discriminação e pela marginalização que tanto ela, quanto os outros de sua família sofrem. Sua condição social e cultural continua, portanto, sendo regida pelo passado africano. Sua trajetória do espaço rural para o urbano representa sua condição diaspórica. A passagem em que a menina faz a viagem de trem para a cidade confirma isso:

O inspirado coração de Ponciá ditava futuros sucessos para a vida da moça. A crença era o único bem que ela havia trazido para enfrentar uma viagem que durou três dias e três noites. Apesar do desconforto, da fome, da broa de fubá que acabara ainda no primeiro dia, do café ralo guardado na garrafinha, dos pedaços de rapadura que apenas lambia, sem ao menos chupar, para que eles durassem até ao final do trajeto, ela trazia a esperança como bilhete de passagem. Haveria, sim, de traçar o seu destino.

Também o irmão de Ponciá, Luandi, vai para a cidade em busca de sonhos como achar a irmã que há muito havia partido e juntar dinheiro. Sua viagem também marca a diáspora daqueles que, desterritorializados, perpetuam as histórias do navio negreiro. Luandi chega à cidade sem eira nem beira. Tinha perdido pelo caminho o endereço da irmã. Chegou num dia de chuva e frio. Trazia muita fome também.

Outra personagem que embarca no trem negreiro em busca dos filhos é a mãe de Ponciá e de Luandi: Maria Vicêncio. Em um dos capítulos do livro, o narrador nos diz que ela sabia que, por mais que relutasse, um dia a cidade também faria parte de sua travessia. Não sentia desejo algum pela aventura da viagem. Se a sua vida era a da terra, em que ela vivia, o que faria longe de lá?

E a viagem de Maria Vicêncio ocorre semelhante a dos filhos: Quando o trem, depois de intermináveis dias e noites, parou na estação, Maria Vicêncio esticou as pernas com dificuldade. Ficara todo tempo da viagem encolhida com a trouxa no colo, rezando suas orações. Sentiu a bexiga pesada, estava com vontade de urinar, mas o medo não permitira que ela se levantasse e fosse ao banheirinho do trem ou mesmo dos lugarejos em que máquina parava.

Em Ponciá Vicêncio, a autora retoma o procedimento que arriscaria chamar de brutalismo poético ao narrar, numa linguagem concisa e densa de sentido, a vida de uma mulher oriunda do mundo rural, desde a infância até a "maturidade" desterritorializada na favela em que vegeta junto ao companheiro. A narrativa configura-se como um Bildusgsroman feminino e negro ao dramatizar a busca quase intemporal da protagonista, a fim de recuperar e reconstituir família, memória, identidade. No entanto, o ímpeto antropofágico se faz presente na postura de rasurar o modelo europeu para conformá-lo às peculiaridades da matéria representada. Assim, a apropriação feita por Conceição Evaristo ganha contornos paródicos, pois em lugar da trajetória ascendente do personagem em formação, oriunda de Goethe e tantos mais, o que se tem é um percurso de perdas materiais, familiares e culturais. E, em lugar da linearidade triunfante do herói romanesco, temos uma narrativa complexa e entrecortada, a mesclar de forma tensa passado e presente, recordação e devaneio.

O interesse da narrativa cresce justamente nos gestos de resistência a esse processo de espoliação. Nele, vão surgindo as histórias dolorosas como a do pai, que, quando criança e já no período posterior à Lei Áurea, tinha que ser o pajem do filho do patrão, o cavalo no qual este montava, e até aparar com a boca o mijo do sinhô-moço... A passagem retoma de forma ampliada e crua a cena do menino Brás Cubas, de Machado de Assis, reposicionando-a num nível inédito de violência. Já o avô, suicida frustrado, decepara parte do braço e matara a própria esposa depois de ver quatro de seus filhos serem vendidos em plena vigência da Lei do Ventre Livre... Essas histórias surgem desgarradas umas das outras, e vão sendo evocadas em meio aos hiatos de racionalidade da protagonista. Formam, todavia, uma rede discursiva pela qual se recupera a memória de uma dor que é física e moral, individual e coletiva. E o corpo feito de ausências de Ponciá se recupera na arte da cerâmica, reatando no barro moldado o fio da existência. A terra, antes paliativo para a fome da menina, passa a matéria-prima para a afirmação da mulher. Ao final, o desterro na cidade grande se ameniza no reencontro com a mãe e o irmão, que parece pôr fim à errância sofrida da personagem.

Herdeira da memória familiar, Ponciá Vicêncio segue os passos de Conceição Evaristo, também esta herdeira de uma forte linhagem memorialística existente na literatura afro-brasileira. Como Maria Firmina dos Reis e Carolina Maria de Jesus, Conceição traz a narrativa dos despojados da liberdade, mas não da consciência. E a repetição insistente dessa presença desvalida nos incomoda e nos diz de uma aurora ainda à espera do sol... A fala diaspórica desses condenados da terra se articula de forma sincrônica e a posteriori, desconhecendo a encarnação do espírito de nacionali-dade que marca boa parte da literatura canônica.

A força e o poder das mulheres ficam também evidenciados no romance, mesmo quando há uma aparente fraqueza ou mesmo quando as mulheres sofrem até um visível domínio, como no caso de Biliza, nas mãos do cafetão. Só a eliminação física de Biliza acaba com os sonhos e a determinação da moça. O pai de Ponciá, mesmo resmungando, tinha suas ações orientadas pela mãe de Ponciá. Nêngua Kainda, uma velha mulher, era a consciência do grupo. O romance destaca as dores, as angústias, as violências que as mulheres sofrem, a solidão que elas enfrentam, mas ao mesmo tempo mostra essas mulheres em busca da vida, exibe o eterno ato de se reconstruir que elas executam no dia-a-dia. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Rousseau
Biografia

Jean Jacques Rousseau, nasceu em Genebra, Suíça, em 1712. sua mãe morreu no parto. Viveu primeiro com o pai, depois, com parentes da mãe e aos 16 anos partiu para uma vida de aventureiro. Foi acolhido por uma baronesa benfeitora na província francesa de Savoy, de quem se tornou- amante. Converteu-se à religião dela, o catolicismo (era calvinista). Até os 30 anos, alternou atividades que foram de pequenos furtos à tutoria de crianças ricas. Ao chegar a Paris, ficou amigo dos filósofos iluministas e iniciou uma breve mas bem sucedida carreira de compositor participante do Iluminismo rebelou-se contra todas as formas de absolutismo, por isso está ligado a Revolução Francesa. Dos três lemas dos revolucionários – liberdade, igualdade e fraternidade-, apenas o último não foi objeto de exame profundo na obra do filósofo, e os mais apaixonados líderes da revolta contra o regime monárquico francês, como Robespierre, o admiravam com devoção. Suas idéias favoráveis a liberdade intelectual e à independência do homem influenciaram a Revolução Francesa.. Em 1745 conheceu a lavadeira Therese Levasseur, com quem teria cinco filhos, todos entregues a adoção – os remorsos decorrentes marcariam grande parte de sua obra. Em 1756, já famoso por seus ensaios, Rousseau recolhe-se ao campo, até 1762. foram os anos e que produziu as obras mais célebres (Do Contrato Social, Emílio e o romance A Nova Heloisa), que despertaram a ira de monarquistas e religiosos. Viveu, a partir daí, fugindo de perseguições até que, nos últimos dias de sua vida, recobrou a paz. Em 1778 no interior da França. Durante a Revolução Francesa, 11 anos depois, foi homenageado como translado de sues ossos para o Panteão de Paris.

O contexto iluminista
Havia mais desacordos do que harmonia entre Rousseau e os outros pensadores iluministas que inspiravam os ideais da Revolução Francesa. Voltaire, Diderot e seus pares exaltavam a razão e a cultura acumulada ao longo da historia da humanidade, mas Rousseau defendia a primazia da emoção e afirmava que a civilização havia afastado o ser humano da felicidade. Enquanto Diderot organizava sistematizar todo o saber do munpo de uma perspectiuva iluminista, Rousseau pregava a experiência direta, a simplicidade e a intuição em lugar da erudição-, embora tenha se encarregado do verbete sobre musica na obra conjunta dos filósofos das luzes. Também o misticismo os opunha: Rousseau rejeitava o racionalismo ateu e recomendava a religião natural, pela qual cada um deve buscar a Deus em si mesmo e na natureza. Com o tempo, as relações entre Rousseau e seus contemporâneos chegou ao conflito aberto. Voltaire fez campanha publica contra ele, divulgando o fato ter entregue os filhos a adoção. Os seguidores mais fiéis seria os artista filiados ao Romantismo. Por meio deles, suas idéias influenciaram o espírito da época. No Brasil, José de Alencar escorou seus romances indigenistas no mito rousseauniano do bom selvagem.

Idéias
O principio de toda obra de Rousseau é que o homem é bom por natureza, mas está submetido a influencia corruptora da sociedade. um dos sintomas das falhas da civilização em atingir o bem comum, segundo o pensador, é a desigualdade, que pode ser de dois tipos: a que se deve as características individuais de cada ser humano, que é algo natural, e aquela causada por circunstâncias sociais, que deve ser combatido. Entre essas causas, Rousseau inclui desde o surgimento do ciúme nas relações amorosas até a institucionalização da propriedade privada como pilar do funcionamento econômico.
A desigualdade nociva teria suprimido a liberdade dos indivíduos e em seu lugar restaram artifícios como o culto das aparências e as regras de polidez. Ao renunciar a liberdade, o homem abre mão da própria qualidade que o define como humano. Ele não está apenas impedindo de agir, mas privado do instrumento essencial para a realização do espírito. Para recobrar a liberdade perdida nos descaminhos tomados pela sociedade, o filosofo preconiza um mergulho ao autoconhecimento, por meio da emoção.
O mito criado por ele, em torno da figura do bom selvagem – o ser humano em seu estado natural, não contaminado por constrangimentos sociais – deve ser entendido como uma idealização teórica. Sugerindo caminhos pra reconduzir a espécie humana a felicidade. Liberdade significa democracia, concebida como um regime em que todos se submetem a lei, porque ela foi elaborada de acordo com a vontade geral. Não foi por acaso que Rousseau escolheu publicar simultaneamente, em 1762, suas dus obras principais. Do Contrato Social – em que expõe sua concepção de ordem política- e Emílio – tratado de educação, que descreve passo-a-passo da formação de um jovem fictício, do nascimento aos 25 anos.
A criança, apara ele, devia ser educada sobretudo em liberdade e viver cada vez mais a infância na plenitude de seus sentidos – mesmo porque, aos 12 anos, o ser humano é só sentidos, emoção e corpo físico, enquanto ainda a razão se forma. Liberdade para ele, significa auma dependência das coisas (em oposição a dependência da vontade dos adultos).
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Contribuições para a educação posterior:
Rousseau via o jovem como um ser integral e não uma pessoa incompleta, e intuiu na infância varias fases de desenvolvimento, sobretudo cognitivo. Foi, portanto um dos precursores da pedagogia de Maria Montessori e de John Dewey.
A educação natural, porque deve ocorrer por meio da ação dos instintos e das forças naturais, respeitando o desenvolvimento natural da criança.
Educação como processo continuo. Dando-se liberdade as forças naturais, transforma-se o processo de desenvolvimento numa vida agradável, equilibrada, natural.
A simplificação do processos educativos, que é simples por natureza, nunca substituir a coisa por representação.
A importância das crianças, foi Rousseau o primeiro a considerar a criança enquanto tal, com sentimentos, desejos e idéias próprias, deferentes dos do adulto. Foi o precursor da psicologia do desenvolvimento, ao dar atenção às diversas fases do desenvolvimento da criança e ao defender uma educação diferente para cada fase.

Tal tendência desenvolveu-se acentuada no século XIX com os movimentos de Pestalozzi, Herbart e Froebel.

Resumo. A origem da desigualdade dos homens
Na obra sobre a DESIGUALDADE ENTRE OS HOMENS, afirmava que a desigualdade não é natural entre os homens, mas se desenvolveu juntamente com a propriedade privada, a partir do momento em que foi construída a primeira cerca

O homem natural: o homem é bom naturalmente, o mal é conseqüência da sociedade.é solitário, ocioso e vive do momento presente. O homem natural é bom e inocente. Estuda o homem primitivo buscando o passado para entender o presente. A desigualdade natural é mais justa, como idade, uns vivem mais outros vivem menos, isso coloca o homem em uma situação de igualdade, são livres e iguais em estado natural. Ele não tem consciência de ser homem. É um animal melhor organizado nem a linguagem, razão, família, a sociedade, trabalho propriedade são naturais do homem. O que distingui o homem do animal não é a razão e sim a liberdade.
A sociedade surge quando o homem descobre que pode sugar o outro, egoísmo. Ele não tem mais uma concepção que atende suas necessidades, mas para a ter acúmulos. O homem se corrompe com a sociedade, e se torna mal e egoísta. A política e a autoridade não têm origem natural, deriva de uma convenção, de um contrato. O homem social nasce para ser acorrentado.constrói anzol , arc os, fogo, abrigos, estabelecem famílias, linguagens e laços.
Existem dois tipos de desigualdade a natural ou física e a moral e política:
• a natural tem seu fluxo, saúdem, doença, todos morrerão. Não depende dos homens.
• A Política e Moral depende da convenção dos homens e consiste em direitos e privilégios que dominam prejuízo dos outros que trabalham e dão o prazer após dominadores. Traz a relação dos fortes e oprimidos. O homem torna-se egoísta. E oprimido aceita pacificamente o dominador.
• Rousseau reivindica uma combinação dosada de igualdade natural e de desigualdade social, busca a democracia, desejava ter nascido em um país ponde o soberano e o povo pudessem ter um mesmo interesse.
Para Rousseau, analisa que a invenção das Artes foi , portanto necessária para forçar o gênero humano a se dedicar a agricultura. A partir do momento em que se precisou de homens para fundir o ferro, precisou de outros pra alimenta-lo. Surge a divisão do trabalho.
A medida em que as idéias e sentimentos se sucedem, que espírito e o coração se aperfeiçoa, o gênero humano continua a se domesticar, as ligações estendem-se e os laços estreitam-se.
O homem metafísico começa a descobrir seu conhecimento e se perde, o processo de dependência com a família. O homem com o auxilio da máquina sai do natural e passa para o metafísico, ele agora só pensa em produzir. Com a evolução está chegando a sociedade civil capitalista.
O trabalho é o cultivador dá direito a propriedade.surge o cidadão, as primeiras leis, documentos formou o cidadão.
A linguagem surge com os instintos, alivio, dores. Quando o homem natural conhece a palavra, aquilo que ele conhece como sublime deteriorou ainda mais . Os gritos passa a persuadir e impor aos outros o poder.
EXISTENCIALISMO o primeiro sentimento do homem foi o de sua existência, seus instintos.
GÊNERO humano passagem doa animal para o humano. A diferença do solos climas, estações, fazem novas invenções como a linha o anzol, tornaram-se pescadores, arcos e flechas , caçadores.
Da passagem do homem natural para o social aparecem a desigualdade, a servidão, o mal,. Isso ocorre por causa de circunstâncias externas: a linguagem, a divisão do trabalho, e a descoberta da metalurgia, o homem torna-se dependente do meio. A agricultura dá origem a propriedade e a desigualdade. A metalurgia ele percebe os metais, ferro, aço que serão as matérias primas das futuras máquinas pelo progresso da ciência. A propriedade as pessoas aceitam isto é meu e estabelece-se a propriedade e o poder e crise



Na obra CONTRATO SOCIAL, defendia o ponto de vista de que a organização social resultou de um contrato, de uma convenção entre os homens, que delegaram aos governantes a autoridade pra a exercer o poder, mas que este deve ser exercido de acordo com a vontade geral do povo.

Na obra EMILIO, não há escola, mas a descrição de um romance, dos primeiros anos de vida de um personagem fictício, filho de um homem rico, entregue a um professor ideal que a educa segundo os padrões da natureza e em contato com esta, com os animais, plantas fenômenos e elementos físicos –água terra. Contrapõe as idéias da época sobre a natureza humana de ser ma, que o homem nasce com o pecado original e caberia a educação substituí-la moldando a sociedade. Para ele, “tudo que é bom ao sair das mãos do autor da natureza, mas tudo se degenera nas mãos do homem”.
A educação deveria seguir o livre desenvolvimento da própria natureza da criança.
A primeira educação, a de um a cinco anos, consistiria de proteger o coração contra o vicio e o espírito contra o erro, condenava o excesso e o aperto das roupas, a falta de liberdade, a vida fechada, a repressão às inclinações e aos desejos naturais. A liberdade segundo a natureza, que tornará a criança forte, implicará um corpo obediente e protegido contra o vício.
A educação dos cinco a doze anos, a educação negativa é a que tende a aperfeiçoar os órgãos do corpo, e a educação moral deve ser conseqüência natural do desenvolvimento da criança. Treinas os seus sentidos através do contato íntimo com as forças e fenômenos naturais. Dessa forma, a criança julga, prevê e raciocina sobre tudo o que se relaciona com ela.
A educação de doze a quinze anos, é a fase de aquisição de conhecimentos, de acordo com a curiosidade. A aprendizagem de um oficio tem muitas vantagens sociais e ajuda na educação.
A educação de quinze a vinte anos, quando se educa o coração, para a vida em comum e as relações sociais. É o período que se desenvolvem as noções do bem e do mal, educação religiosa.
O objetivo de Rousseau era de planejar uma educação com vistas a formação futura, na idade adulta e a intenção de propiciar felicidade a criança enquanto ela ainda é criança. Ele criticava a educação elitista de seu tempo que tinha os padres jesuítas os expoentes. Rousseau condenava em blocos os métodos de ensino utilizados até ali, por se escorarem na repetição e memorização de conteúdos,e pregava sua substituição pela experiência direta por parte dos aluno, a quem caberia conduzir pelo próprio interesse o aprendizado. Mais do que instruir, a educação deveria se preocupar com a formação moral e política.
Critica
Rousseau ao criar o mito do bom selvagem. Acabou dando argumentos pra negar a importância ou o valor da educação. Afinal, a educação é antes de tudo ação intencional para moldar o homem de acordo com um ideal ou um modelo que a sociedade, ou um segmento dela, valoriza.



PILETTI, Claudino e Nelson, Filosofia e Historia da Educação, 7.ª edição, 1988, editora Ática, São Paulo,SP
Nova escola, edição 174, agosto de 2004 veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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