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História da Província de Santa Cruz - Pero de M. G.
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O poeta e o cavaleiro (1998) - Editora FTD

Se Literatura fosse como carnaval e também concorresse aos prêmios das categorias Luxo e Originalidade, este livro deveria receber, por seu foco narrativo, o prêmio Originalidade. Criei um narrador, na primeira pessoa, que é apenas mais uma das vítimas de um vigarista que, com suas artimanhas, submete toda uma cidade medieval a seus caprichos. Assim, ele não está entendendo aquilo que narra. O leitor tem de compreender a história apesar do que diz o tal personagem. Adorei trabalhar esta idéia. Este livro procura também mostrar que a palavra tem força até mesmo para enganar os outros. O personagem vigarista fala difícil o tempo todo, de modo a ser mal compreendido mas, ao mesmo tempo, de modo a ser temido e atingir seus objetivos desonestos.

O livro pretende mostrar o perigo de votarmos errado, de nos deixarmos envolver por discursos floreados e promessas vãs de nossos políticos ou dos militares, que tomaram o poder em nosso País durante tanto tempo, às custas da ameaça de, no alto do Corcovado, haver o dragão do comunismo, que a todos devoraria, a menos que nós, o povo brasileiro, concordássemos em entregar-lhes (aos militares, à burguesia, às oligarquias rurais e às multinacionais), sem resistência, todo o poder, todo o exercício da justiça e toda a condução da economia.

Durante duas décadas, o povo brasileiro concordou com arrochos, com desmandos, com corrupção, com tortura, com assassinatos, com cassações, aceitando que aquele talvez fosse um mal menor frente à grande ameaça do comunismo, que certamente estaria a ponto de tomar o poder no Brasil e promover arrochos, desmandos, corrupção, tortura, assassinatos e cassações. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A narrativa transcorre em Porto Alegre, porém é entremeada por lembranças de quando o narrador, protagonista do romance, vivera nos Estados Unidos. Romance em primeira pessoa no qual, do início ao fim, é omitido o nome do protagonista . Inicia com o protagonista relembrando do amigo doente, que vem a falecer em seus braços a caminho do hospital. O episódio ocorre em Porto Alegre, no verão. Eram velhos amigos. O protagonista viera dos Estados Unidos, onde residia, especialmente para ficar com o amigo. Ada, sua esposa na época, tenta salvar um casamento em ruínas mantendo relações sexuais com outros homens, num apelo desesperado para reconquistar um marido que já não lhe demonstra o menor interesse. Separam-se. Ada vai viver numa praia em Santa Catarina, e lá conhece um pescador por quem apaixona-se. O protagonista é um escritor. Seu último livro, um romance destacado pelos críticos, não vendera nada. Entrega-se à bebida. Há um mês veste a mesma roupa. Vive de traduções das quais está saturado. Encerrado em seu ostracismo e solidão, e sob o espectro do fracasso, vagueia pelas ruas e bares ainda pelas manhãs. Nos bares, bebendo dreher e com firme intuito de turvar a realidade, sente-se incomodado com conversas alheias. Vê-se obrigado a escutar um garoto que se diz fã dos seus livros. Escuta-o sem o ouvir. Lembra-se de quando Ada era professora numa escola pública experimental, antes de debandar para tantas outras coisas que tentou fazer na vida. Agora Ada aprendia a pescar. Lembranças permeando-lhe os pensamentos.

A menina, aluna de Ada, que se sentara sem calcinha à sua frente no dia em que ele apresentara-se de operário para uma de suas aulas de sociologia. Onde andaria a danadinha, pensava. Bêbado, joga a chave do apartamento num bueiro. Novamente se vê no passado, deitado no degrau de um prédio público. Avista o negro cego tocando sax e chama-o. Conhecera-o há anos. Era músico. O cego sofria de fome. Mas preferia assim, viver sem calendário. Foram para o bar tomar café. Depois para a rua, à deriva, enquanto o vento soprava forte. De volta ao apartamento, recebe um telefonema que mal consegue entender, apenas que é de um estrangeiro. Pega o ônibus para Viamão. No fim da linha uma igreja, uma galinha, uma menina vendendo caramelos. No lugarejo olhares esquivos dos habitantes. Sobe o morro bêbado; o ar puro revitaliza-o. Está indo para o Vale que fica depois do morro. Lá do alto avista uma casinha de madeira sozinha no meio da vegetação árida lá embaixo. Ao chegar à casa bastante abandonada e sentindo muita sede, chama por alguém. Aparece um homem com sotaque estrangeiro que lhe diz não ter água em casa, só cachaça. Era louro, vestia uma calça branca arregaçada e tinha uma tatuagem no peito e um olho tatuado. Beberam duas garrafas de cachaça na casa escura, iluminada apenas por um lampião. O americano chaava-se Steve e discorria sobre sua vida, sobre o tempo do colégio, deixando seu visitante completamente entediado. Este, perguntado-se se alguém neste mundo ainda poderia lhe interessar. Steve conta-lhe que estudou em Harvad e que durante anos foi dopado por um psiquiatra. Abandonou Harvard. Internou-se numa clínica e adquiriu uma grave amnésia. Recebera tantos choques insulínicos que nunca mais recuperara de todo a memória. Estava ali a falar o quanto a clínica o havia aniquilado. A vida tornara-se-lhe vil. Steve prossegue sua história. A vida que tivera em Boston. Fora casado com Jill antes de decidir mudar-se para o Brasil. Reencontrara o amigo Baby Buffalo, que desde os treze anos não via. Baby Buffalo contou-lhe que aos vinte anos estuprara uma mulher em Vermont, passara um tempo na prisão, e estava tentando refazer a vida em Boston. A partir daí voltaram à velha amizade até Baby Buffalo ser preso novamente. Nosso protagonista começa então a falar sobre a experiência que teve no mesmo parque de Boston em que Steve reencontrou Baby Buffalo. Conta-lhe que pisou num corpo de mulher desenhado a giz no chão. Ao pé do corpo estava escrito que havia sido estuprada. Steve torna-se possesso. Quer matá-lo, inicia-se uma briga que os levará à extrema violência. Steve acaba extenuado e todo ensanguentado, mas resiste ainda. Nosso protagonista também tendo sido muito golpeado, ameaça-o com uma pedra, e acaba conseguindo escapar. Steve fica caído no morro, ao relento. Na estada em Boston, Ada esteve lendo um livro pelo qual apaixonou-se, chamado Minimal Society. Tratava de uma sociedade autosuficiente na qual tudo de que se necessitasse seria produzido, abolindo a introdução do comércio exterior. Nesta sociedade autogerida, o sentido de nacionalidade não existia, pois o importante seria ser um cidadão minimalista. Ali se desenvolveria também a crença na reencarnação. E assim cada vez que se morresse, o espírito voltaria para uma sociedade minimalista mais evoluída, já redimido dos erros passados. Por esta época, o protagonista e Ada já andavam entendiados um com o outro. Ada fazia quindins para viver. Ada mantinha uma relação estranha com Alícia, a mexicana com quem dividia o apartamento. Ia além da amizade. Uma espécie de dependência por parte de Ada e paixão por parte de Alícia. Quanto à sociedade minimalista de Ada, em que todos seriam livres, tudo seria permitido: banhos grupais, trocas de casais, até que seria uma boa idéia passar por essas experiências. Teria muito o que contar nos livros. Mas Ada lhe dizia que por enquanto era melhor mesmo que voltasse para o Brasil. "A bem da verdade, qual o dia que passa sem alguém dissolver minha última esperança? Há sempre alguém a postos para declarar que estou perdido. Que já é outro o rumo das coisas e que eu me atrasei. Que a história marcha e olha como ainda estou cheio de ilusões. Tudo marcha em direção a uma clareza que absolutamente não compreendo. (...) Eu e tudo estávamos sofrendo de um ridículo, mas esse ridículo não me dava vontade de rir mas sim um medo atroz. Então entrei num bar e pensei num porre. Daqueles que eu costumava ter no Brasil. Daquelas noites que no dia seguinte você não lembra de nada. E eu tinha um bom motivo para beber: esquecer por uma noite do ridículo, o mais completamente." Mary viera do Quênia. Era uma negra forte, de grandes seios. Fora aos Estados Unidos apresentar um vasto relatório sobre pesquisas minimalistas desenvolvidas em seu país. Falava de como os cegos seriam úteis nas sociedades minimalistas, pois através de suas experiências com a escuridão é que se chegaria à luz. Nos ensinariam que só há um único caminho: o da luz. Dizia também que pesquisas recentes sobre o sono afirmavam a importância de não se observar alguém dormindo, porque o ser humano é a única espécie que odeia o seu semelhante, e quando este dorme, sente um desejo intenso de eliminá-lo, embora esse desejo visceral seja reprimido pela moral social. As conversas de Ada, Alícia e Mary giravam em torno da sociedade minimalista. Não havia espaço entre elas para um intruso que não estivesse de tal modo integrado. Foi quando Ada pediu-lhe que voltasse ao Brasil. Em Porto Alegre, nosso protagonista fala a João sobre a sociedade minimalista. João quer saber como é encarado o Terceiro Mundo, as relações de produção, os velhos. E irrita-se pelo amigo não ser capaz de responder-lhe. João era um escritor corajoso. Escrevera um romance esperançoso em contraponto à atual sociedade corrosiva. João dizia que era preciso manter a serenidade diante das crises. Morreu alguns dias depois dessa discussão. Ada retornara dos Estados Unidos numa cadeira de rodas, sobrevivendo de soro e sedativos, sem dizer palavra e incapaz de reconhecê-lo. Nosso protagonista ficou a seu lado até sua completa recuperação. Finalmente curada, Ada explicou-lhe o que acontecera. Alícia tentara matá-la sufocando-a com um saco plástico enquanto dormia. Ada livrou-se de Alícia dando-lhe um empurrão com os pés, jogando-a contra a parede e causando-lhe um dano irreversível. Alícia hoje está sobre uma cama, levando uma vida vegetativa. Mary, que viu o que acontecera, prestou um excelente testemunho, livrando-a da prisão. Mary aproveitou para escrever uma tese sobre o sono minimalista, e foi comprovado o ódio do homem pelo homem e sua irresistível tentação de matá-lo enquanto assiste-o dormir. A tese virou livro, que virou best-seller. Mary comprou uma fazenda no Quênia e lá fundou a primeira comunidade minimalista. O protagonista conhecera Steve na ocasião em que fora "convidado" pelas três mulheres minimalistas a voltar para o Brasil. Tinha ido beber num bar quando Steve, após puxar assunto, convidou-o a conhecer seu refúgio, uma velha casa de campo nos arredores de Boston. No trajeto, Steve contou-lhe sobre a casa abandonada que conhecera em Viamão, lá em Porto Alegre. Contou-lhe também pormenores de sua vida, que pouco o interessou. Steve, muito alcoolizado, entrou em coma alcoólico, e antes defecou na roupa. Deitado de bruços sobre a cama da velha casa implorou ao amigo que o limpasse. Este, por sua vez, esgotado com aquela situação insuportável e extremamente nauseado, por um momento desejou matá-lo.Acabou por tirar-lhe as roupas sujas, arrastou-o até o banheiro e colocou-o dentro da banheira. Enquanto banhava-o, alguém abriu a porta da sala e entrou. Era Jill, uma bela mulher ruiva com olhos verdes. Disse-lhe estar cuidando de Steve. Agarrou- a . Houve reciprocidade. Despiu- a . Ficaram ali se bulinando por um longo tempo até que Steve deu um grito e Jill foi até ele. Steve caíra no banheiro e estava sangrando. Trouxeram-no para fora. Jill debruçou-se sobre ele e abraçou-o ali, no chão mesmo. Nosso protagonista partiu rumo ao Brasil. Já no Galeão só pensava em reencontrar João. Ao avistá-lo sorrindo por detrás do vidro a poucos passos, largou a mala que havia exigido-lhe um enorme esforço. Abandonou a mala com todas as suas coisas gastas e foi direto ao encontro de João, sem saber que dias depois... "Porque João sorria, e não importava coisa alguma que ele fosse morrer. João vai. Eu vou". Todos nós vamos morrer. Então, o que importava era aquilo mesmo - eu devolver esse largo sorriso para João, que está ali, do outro lado do vidro, me sorrindo. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. 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D. Casmurro é o terceiro romance realista que faz parte da chamada “obra madura” de Machado de Assis (os outros são Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881, e Quincas Borba, 1892) e para os teóricos da Literatura é o mais importante e bem acabado romance do escritor.

Além disso, guarda dentro dele, a personagem mais inquietante daquele autor realista: Capitu, a que tem “os olhos de cigana oblíqua e dissimulada”, os famosos “olhos de ressaca”.

Cem anos passados desde a publicação, o romance continua sendo instigante e inovador e despertando nos leitores a sensação de que, para entender Machado de Assis, há muito, ainda, que se jogar com ele um bom jogo de xadrez.

O livro está disposto em 148 capítulos curtos e se inicia quando Bento Santiago, um advogado de 50 e poucos anos se dispõe a “atar as duas pontas da vida e restaurar na velhice a adolescência”. Para isso, ele precisa contar com você, leitor. Precisa também engana-lo e seduzi-lo a fim de provar que Capitu o traiu, a fim de contar com você para concluir isso ou desculpar-se. Toma você, leitor, como um refém desde o segundo capítulo.

Narrado em primeira pessoa, o que significa sempre um perigo, o romance é integralmente contado por Bento Santiago que o conduz de maneira parcial e, ainda, leva o leitor a conhecera história por meio de alinearidade temporal. Ou seja: está aí obtida uma outra armadilha: enquanto quem o lê procura colocar em ordem temporal a narrativa, o narrador vai contando, como quem não quer nada, a sua história de suposições, ciúmes e desconfianças.

Linearmente, a história é a seguinte: Quando Bento Santiago nasceu, a mãe prometeu que o daria como padre à Igreja se ele crescesse saudável ( ela havia perdido um outro filho, antes dele); o pai padeceu em seguida e D. Glória criou o menino entre carinhos e mimos. Na casa, ficaram os adultos e seus problemas: a mãe viúva, ainda bonita, a prima Justina, o tio Cosme e n José Dias, um agregado, que tem as falas sempre marcadas por superlativos.

No início da adolescência, ainda em casa porque a mãe hesitava em manda-lo para o seminário, Bentinho se apaixona pela vizinha Capitu, amigos que eram desde a infância. E Capitu se apaixona por ele.

Alertada por José Dias, D. Glória resolve mandar o filho ao seminário. Bentinho e Capitu são separados, então, para a grande tristeza de ambos. Mas no seminário, Bento Santiago conhece Escobar Ezequiel, que lá estava para estudar para o comércio, e este lhe sugere que fale com a mãe para pedir ao bispo uma troca: Bentinho deixaria o seminário e D, Glória pagaria a um menino pobre para estudar e ser padre.

E assim foi feito. Livre para o amor de Capitu, Bento vai para São Paulo estudar Direito e de lá volta formado. Casa-se com Capitu no mesmo dia que Escobar casa-se com Sancha, a dileta e querida amiga de Capitu.

Desde o início da narrativa, Bento Santiago encarrega-se de algo detestável: dissiminar no leitor a desconfiança. Para tanto, conta episódios em que Capitu é vista como dissimulada ( o beijo, o jogo do sério…). Cria, a cada capítulo e com genial maestria, a desconfiança do leitor que, por fim, há de lhe dar razão quanto à traição da mulher.

Casados, não tinham filhos. Sancha e Escobar têm uma menina que, em homenagem à amizade, recebe o nome de Capitolina.

Capitu engravida finalmente e nasce Ezequiel. É aí que começa a tormenta: para Bentinho, o menino se assemelhava, cada dia mais, ao amigo Escobar.

Um dia, tomado pela obsessão do ciúme, resolve ir à cidade e comprar um veneno: quer finalizar-se. Mas também vai ao teatro e vê Othelo, de Shakespeare, drama que trata da ruína que a desconfiança faz nas criaturas. Ao voltar, depois de oferecer numa xícara de café o veneno ao pequenino Ezequiel e arrepender-se na última hora, briga com Capitu que o surpreende a dizer a Ezequiel que não é o pai dele. E, por fim, vão Ezequiel e Capitu para a Suíça, num exílio imposto pelo marido desconfiado e infeliz.

Capitu padece na Europa; Ezequiel, já adulto, vem visitar o pai. Mas, ao voltar para as escavações no norte da África, padece de uma febre esquisita.

No fim do romance, o narrador nos anuncia livre para escrever a História dos Subúrbios. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Laços de Família, de 1960, é uma coletânea de treze contos, dentre os quais seis publicados em 1952 com o título de Alguns Contos. Nesses contos Clarice Lispector procura focalizar o processo de aprisionamento dos seres humanos em suas prisões domésticas', daí o titulo, Laços de Família. Em seus contos, a autora busca o questionamento das formas convencionais e estereotipadas das relações familiares, ritualmente repetidas de geração em geração, dentre as quais, a relação marido/mulher, mãe/filhos, avó/familiares, filha/mãe, dentre outros. "Devaneio e embriaguez duma rapariga" Uma típica senhora portuguesa casada, certo dia ao encontrar-se defronte ao espelho a mirar-se, estando só em casa ( os filhos e o marido estavam fora ) começou a devanear. Tanto que ficou o tempo inteiro no quarto sob a cama, o que fez o marido pensar que esta estava doente. Tão logo os filhos voltam ao lar, a vida retoma o seu norte e nossa personagem volta ao seu ritmo cotidiano, apenas desmanchado por um encontro de negócios entre seu marido e respectivo chefe. Embriaga-se e desenvolve muita prosa com o chefe do marido, em verdade enciumava a beleza da vestimenta de outra mulher no recinto e isto feriu-lhe a vaidade. Ao chegar em casa repensa sua própria sensualidade e o desejo que podia despertar nos homens. "Amor" Ana, urna mulher casada, pacata e mãe de dois filhos, tinha uma vida doméstica muito calma, donde cuidava dos seus com o esmero e amor típicos de uma pessoa fraterna e sensível.

Aliás Ana, em hebraico significa "pessoa benéfica, piedosa". Certo dia ao ir às compras encontrou-se com um cego que muito a impressionou; com a freada brusca do bonde onde se encontrava, os ovos que carregava acabaram quebrando-se, pronto! A sua paz tão duramente conquistada desapareceu. Transtornada acabou por descer no Jardim Botânico que por sua beleza fê-la temer o próprio inferno. Aqui podemos fazer um paralelo entre a beleza que salta aos olhos e o cego que está privado disto, este último vive o próprio inferno em terra. Esta então é a explicação de tanto que impressionara a personagem. Ao voltar para casa sentia que alguma coisa havia mudado dentro de si, abraçou o filho tão fortemente que o assustou e foi ajudar o marido quando este derrubou o café. Carinhosamente este pegou-lhe a mão e levou-a para o quarto para dormirem. "Uma galinha" Uma galinha de domingo, pronta para o abate. Contudo quando apanhada pelo pai da menina que é a narradora da estória, a galinha acaba pondo um ovo, imediatamente a menina avisa os demais familiares do fato e alerta-os para a nova condição de "mãe" da galinha. O pai de família, sentindo-se culpado por tê-la feito correr para o abate, acaba por nomear a ave como de estimação sob pena de que se o animal fosse sacrificado nunca mais voltaria a alimentar-se da galinha. Contudo, houve um dia em que "mataram-na, comeram-na e passaram-se anos." "A imitação da rosa" Laura, casada e sem filhos, preparava-se para um jantar na casa de amigos. Era a primeira vez que ela faria isto desde que voltara do hospital, onde fora internada. provavelmente por causa de um surto. Ela pretendia estar pronta, de banho tomado, em seu vestido marrom, a casa limpa e a empregada despachada, quando seu marido, Armando, chegasse. Assim teria tempo livre para ficar à disposição dele. e ajudá-lo a arrumar-se. Laura parecia perseguir a perfeição a todo custo, vigiava-se para ser um esposa modelo, submissa e obediente, mediana até na cor dos cabelos, nem loura, nem morena: de modestos cabelos marrons Ela procura parecer normal, premedita todos os seus gostos. Não quer que os outros se preocupem com ela. Pensa o quanto seria bom ver o marido enfim relaxado, conversando como amigo, no jantar, sem lembrar-se de que ela existe. Exausta e feliz, pois acabara de passar em ferro todas as camisas de Armando. Laura sentou-se na poltrona da sala e cochilou um breve instante. Quando acordou, teve a sensação de que a sala estava renovada. Admirou intensamente as rosas que comprara pela manhã, na feira. Eram perfeitas. Resolveu então dá-las á amiga que iria, à noite visitar. Estava decidido, mandaria as flores pela empregada. Mas, logo depois, Laura hesitava. Por que as rosas, tão bonitas, não podiam ser dela mesma? Por que a beleza e exuberância das rosas a ameaçava? Acabou cedendo-as, a empregada levou as flores, e ela não conseguiu voltar atrás. É provável que a perfeição que Laura vira nas rosas tivesse lhe provocado o impulso de romper novamente com seu lado submisso e servil para se tornar incansável. super-.humana, independente. tranquila, perfeita e serena. Quando o marido chegou do trabalho, Laura ainda estava sentada na poltrona, e nada tinha feito do que planejara Dirigiu-se a ele: "Voltou. Armando. Voltou. (..) Não pude impedir. disse ela, e a derradeira piedade pelo homem estava ria sua voz, o último pedido de perdão que já vinha misturado à altivez de uma solidão já quase perfeita. Não pude impedir. repetiu, (...) Foi por causa das rosas, disse cor,, modéstia(...) Ele a olhou envelhecido e curioso. Ela estava sentada com seu vestidinho de casa. Ele sabia que ela fizera o possível para não se tornar luminosa e inalcansável. "Feliz aniversário" Tudo preparado para o encontro anual da família. Na casa de Zilda, a única filha, as bolas coloridas espalhavam-se pela sala e o bolo confeitado enfeitava o centro da mesa. Na cabeceira, arrumada e perfumada com água de colônia para disfarçar o cheiro de guardado, estava Cornélia, a matriarca e aniversariante que completava 89 anos. Primeiro chegaram as noras com os netos, depois os filhos. A velha. sentada. impassível, se perguntava como ela, tão forte, pudera gerar uma família tão medíocre. Cantaram, parabéns atrapalhados todos fingiam entusiasmo, incapazes de uma alegria verdadeira A velha foi ríspida o quanto pode. Escandalizou os presentes e envergonhou Zilda, cuspindo no chão. Temos o retrato de uma velha amargurada pela morte do filho que admirava, e o desprezo por todos os demais é oriundo neste fato. É preciso observar que Cornélia é a matriarca de todo o clã e seu nome é de acepção latina e significa duro, forte. "A menor mulher do mundo" Encontrada no coração da África, por Marcel Pretre, um caçador e explorador, a menor mulher do mundo tinha 45cm e era escura como um macaco. Vivia numa árvore com o seu concubino e estava grávida. A sua foto, tirada pelo francês, na qual ela aparecia em tamanho natural, foi publicada em jornais de todo o planeta despertando nas famílias o desejo de possuir e proteger aquele pigmeu do sexo feminino, ser humano em miniatura. Os selvagens Bantos, conterrâneos da menor mulher do mundo, adoravam capturar e comer aquelas miniaturas. As crianças queriam a mulher para brincarem de boneca. "Mamãe, se eu botasse essa mulherzinha africana na cama de Paulinho enquanto ele está dormindo? Quando ele acordasse, que susto, hein", disse um menino. Sua mãe olhava-se no espelho e enrolava o cabelo quando ouviu isso, Lembrou-se de uma história contada pela empregada, que passara a vida num orfanato. As meninas da instituição não tinham brinquedos. Um dia, uma delas morreu, e as outras esconderam-na das freiras no armário. Quando não estavam sendo vigiadas, pegavam a defunta como se fosse uma boneca, davam-lhe banho, penteavam-lhe os cabelos botavam-na de castigo, punham-na para dormir... Pensando nisso a mulher considerou cruel a necessidade humana de amar e possuir, a malignidade de nosso desejo de ser feliz, a ferocidade com que queremos brincar. A alma das famílias queria devotar-se àquela frágil criatura africana. Enquanto isso, a própria coisa rara, a menor mulher do mundo, grávida, sentia o seu peito morno de amor. Amava e ria. Amava o explorador amarelo, a sua bota, o seu anel brilhante. Amava e ria, e deixava o homem grande perplexo. Pequena Flor, era assim que o francês a chamava, sabia que o amor era não ser comida pelos Bantos, era achar uma bota bonita, gostar da cor do homem que não é negro, e rir. O explorador não entendia o amor que lhe saía por aquele riso. Ele, que já conhecia um pouco da sua língua, fazia-lhe algumas perguntas, às quais Pequena Flor respondia "sim", "Que era muito bom ter uma árvore para morar, sua, sua mesmo, pois é bom possuir, é bom possuir, é bom possuir." "O Jantar" Num restaurante, um homem observa atentamente um velho a comer. Ambos não se conheciam. A brusquidão e a dureza do velho chamaram a atenção do homem, que lhe vigiava cada gesto. Até que o homem, extasiado, e sentindo certa náusea, percebeu no velho uma lágrima. Então, não tocou mais no prato, enquanto o velho terminou a sua refeição, comeu a sobremesa, pagou a conta, deixou uma gorjeta para o garçom e atravessou o salão, luminoso, desaparecendo. O observador medita: "eu sou um homem ainda." "Quando me traíram ou assassinaram, quando alguém foi embora para sempre, ou perdi o que de melhor me restava, ou quando soube que vou morrer eu não como. Não sou ainda esta potência, esta construção, esta ruiria. Empurro o prato, rejeito a carne e seu sangue". "Preciosidade" Ela era uma estudante de 15 anos, não era bonita, mas tinha sua preciosidade. A mocinha, protagonista deste conto, atravessará este estado transformando-se em mulher, rito em que se dará a perda do que lhe é precioso possivelmente sua virgindade. Acordava muito cedo para ir à escola, precisava tomar um ônibus e um bonde, além de caminhar até o ponto. O caminho era difícil, não gostava que a olhassem. Andava rígida, severa, não admitindo sequer que os homens no ônibus ou os rapazes na escola pensassem nela. Mas o barulho de seus sapatos com saltos de madeira chamavam a atenção de todos, o que a perturbava terrivelmente. Ela era inteligente e aplicada nos estudos (uma maneira de ser respeitada e manter os homens afastados), À tarde tinha em casa apenas a companhia dos livros e da empregada. Certa manhã, ao sair para a escola, só na rua percebeu que ainda estava muito escuro, quase noite. Prosseguiu, enfrentando a madrugada. A caminho do ponto, viu na rua dois rapazes que andavam em sentido oposto ao seu. Procurou manter o ritmo e a calma, eles passariam por ela e continuariam naquela direção, distanciando-se. Avançou, procurando não olhar para eles, nem demonstrar medo. Mas o que se seguiu não teve explicação. (..) foram quatro mãos que não sabiam o que queriam, quatro mãos erradas de quem não tinha a vocação, quatro mãos que a tocaram tão inesperadamente que ela fez a coisa mais certa que poderia ter feito no mundo dos movimentos: ficou paralisada," Na fuga os sapatos dos dois rapazes fizeram um barulho louco que soou por algum tempo na sua cabeça. Ela premiu-se contra o muro, ficou ali impossibilitada de qualquer ação, até que, lentamente, começou a mover-se, catar os seus livros e cadernos, e neles via a sua antiga caligrafia. Ela era outra. Dirigiu-se à escola, onde chegou com duas horas de atraso. Não falou a ninguém sobre o que ocorrera. No banheiro, gritou: "estou sozinha no mundo!". Em casa, durante o jantar, reivindicou:" Preciso de sapatos novos! Os meus fazem muito barulho, uma mulher não pode andar com salto de madeira, chama muita atenção ao que lhe responderam: "Você não é uma mulher e todo salto é de madeira." "Ate que, assim como uma pessoa engorda, ela deixou, sem saber por que processo, do ser preciosa. "Os laços de família" Depois de duas semanas de visita, Catarina levava a sua mãe para a estação, onde a senhora tomaria o trem e se despediria da filha. Elas estão no táxi. Catarina recorda-se do desconforto causado pela breve convivência entre a sua mãe e o seu marido. O genro e a sogra mal se suportavam. Mas, na hora da partida, ambos encheram-se de generosidade e delicadeza. Catarina tinha vontade de rir. Ria então pelos olhos, como permitia seu estrabismo. A mãe desta jovem mulher chamava-se Severina, A severa mãe, em tom de desafio e acusação, lembrava o quanto o menino, seu neto, estava magro. Magro e nervoso." Catarina concordava, paciente. Antônio, esposo de Catarina e pai do menino nervoso, certa noite irritou-se profundamente com tais observações da sogra. De repente, uma freada do carro lançou as duas mulheres uma contra a outra, provocando entre elas uma brusca intimidade de corpos já esquecida. Era como se lhes acontecesse um desastre, uma catástrofe irremediável. Não esqueci nada?", perguntava Severina pela terceira vez. Elas evitaram olhar-se até a estação. Catarina nunca fora de muitos carinhos e intimidades com a mãe. Fora, sim. uma filha muito próxima, muito achegada ao pai, cheia de beijos, abraços, cumplicidade. Dentro do trem, como elas não tivessem o que dizer, a mãe retirou um espelho da bolsa, examinando a sua aparência. Quando a campainha da estação tocou, mãe e filha se olharam assustadas, chamando uma pela outra. Parecia que, todos aqueles anos, elas se tinham esquecido de dizer algo, como: 'sou tua mãe, Catarina. E ela deveria ter respondido: e eu sou tua filha". Mas não o disseram, fizeram-se recomendações. mandaram lembranças para os parentes, e o trem se foi. Agora, sem a mãe, Catarina recuperava o seu modo firme de andar. Caminhar sozinha era mais fácil, nada a impediria de subir mais um degrau misterioso nos seus dias. Catarina voltou para casa "disposta a usufruir da largueza do mundo inteiro, caminho aberto pela sua mãe que lhe ardia no peito." Encontrou o marido na sala, lendo os jornais de sábado, o seu dia tomado de volta com a partida da sogra. O menino magro e nervoso estava no quarto, distraído... Procurando chamar a atenção do filho, a mãe sacudia uma toalha na sua frente. Foi quando. pela primeira vez, o menino lhe disse: 'Mamãe', sem nada pedir, e num tom diferente do que usava antes. Alguma coisa se quebrara entre eles e Catarina estava extasiada, O seu corpo inteiro riu, não só os olhos. Tomou o seu filho pela mão e saíram para um passeio, deixando Antônio atônito na sala, sem saber aonde iam O homem dirigiu-se a janela e viu, já na calçada, a mulher e o filho. Ele olhava pela janela, a mulher andando depressa com o filho. Sentia-se frustrado, ela tomava sozinha o seu momento de alegria. Decidiu que depois do jantar iriam ao cinema. Depois do cinema, seria noite. E "este dia se quebraria com as ondas nos rochedos do Arpoador", "Começos de uma fortuna" Artur é um garoto obcecado por dinheiro. O conto gira em torno das suas preocupações em como ganhá-lo: dai, a presença de palavras como mesada e frases como: "logo que alguém tem dinheiro aparecem os outros querendo aplicá-lo, explicando como se perde dinheiro" ou "basta você ter uns cruzeirinhos que mulher logo fareja e cai em cima. Indo ao cinema com o seu colega Carlinhos, com Glorinha e uma amiga desta, Artur se mostra menos preocupado em divertir-se do que em imaginar se está sendo explorado ou não. De certo modo, Carlinhos é o oposto de Artur: acredita que dinheiro existe para ser gasto, preocupando-se menos em ganhá-lo do que em ganhar uma garota. Já Artur não pretende tomar quantias emprestadas (para não ter de devolvê-las), não planeja empregá-las em coisas. No entanto, ele se vê obrigado a fazer um empréstimo com Carlinhos, uma vez que não tem como pagar a entrada de cinema para Glorinha. "O crime do professor de matemática" Era domingo, os católicos dirigiam-se à igreja. Um homem os observava da colina mais alta da chapada. Carregava um saco pesado na mão e, nas costas, a culpa de um dia ter abandonado um cão com o qual tinha uma relação de afeto. De dentro do saco o senhor retirou um cachorro morto. Era-lhe desconhecido, sentou-se ao seu lado e observou, solitário, a paisagem ao redor, a chapada deserta com a sua única árvore. Do saco tirou uma pá e começou a pensar onde enterraria o defunto. Talvez rio centro da chapada, lugar em que ele mesmo gostaria de ser enterrado. Diante da dificuldade de determinar a exata posição do centro da chapada, resolveu enterrá-lo ali mesmo, precisamente embaixo dos seus pés. Pegou a pá e pôs-se a cavar. O crime do professor de matemática não consistia em ter matado o cão desconhecido. Encontrara-o já morto, numa esquina, e surpreendera-se com a idéia de enterrá-lo. O corpo do cão representava para ele o cão verdadeiro, o que abandonou ao mudar-se com a família de uma cidade para aquela em que agora vivia. Enfim, o professor enterrou o cão, bem à superfície, para que não perdesse a sensibilidade. Para o homem, esse ato era a maneira que achara de redimir-se do seu pecado, de punir-se do seu crime com o outro cão, o abandonado. Sentindo-se finalmente livre, o homem pôs-se a pensar no verdadeiro cão, como quem pensasse na verdadeira vida, Enquanto eu te fazia à minha imagem, tu me fazias á tua", pensou com saudades. "Dei-te o nome de José para te dar um nome que te servisse ao mesmo tempo de alma, (...) Quanto me amaste mais do que te amei. Refletindo a relação que estabelecera com o cão, o homem revelará aos poucos os motivos que tornaram impossível a convivência entre ambos: "E, abanando tranquilo o rabo, parecias rejeitar em silêncio o nome que eu te dera. (...) Porque, embora meu, nunca me cedeste nem um pouco de teu passado e de tua natureza. E, inquieto, eu começava a compreender que não exigias de mim que eu cedesse nada da minha para te amar, e isso começava a me importunar. Era o ponto de realidade resistente das duas naturezas que esperavas que entendêssemos. Minha ferocidade e a tua não deveriam se trocar por doçura: era isso que pouco a pouco me ensinavas, e era isso também que estava se tornando pesado. Não me pedindo nada , me pedias demais. De ti mesmo exigias que fosses um cão. De mim exigias que eu fosse um homem." A cabeça matemática e fria do homem pouco a pouco entendeu que o que fizera ao cão era impune e definitivo, pois "não haviam inventado castigo para os grandes crimes disfarçados e para as profundas traições'. O professor, então, passou a olhar a cova onde havia enterrado sua "fraqueza e sua condição, e era como se "José, o cão abandonado, exigisse dele (...) num último arranco, que fosse um homem e como homem assumisse o seu crime. O professor não queria mais se sentir livre de seu crime, não seria nunca um homem se abandonasse tão facilmente também sua culpa. "Agora. mais matemático ainda, procurava um meio de não se ter punido." O homem. lentamente, desenterrou o cachorro desconhecido e renovou o seu crime para sempre. transformando em um verdadeiro homem, o professor desceu a chapada. "O búfalo" "Eu te odeio" disse a mulher, muito depressa, a um homem que não a amava. Mas a mulher só sabia amar e perdoar, e 'se aquela mulher perdoasse mais uma vez, uma só vez que fosse, sua vida estaria perdida'. Então, numa tarde de primavera, ela visitou o jardim zoológico em busca de um animal que lhe ensinasse a odiar. Encontrara amor nos leões, na girafa, nos macacos. O camelo fizera-lhe topar com a paciência e a poeira. Só a última, e a sua aridez, a interessava. A aridez e não mais as lágrimas. Onde estaria o bicho que lhe daria o sentimento que procurava? Com a sua violência, sozinha, foi para a 'fila dos namorados", esperando a sua vez de entrar no carrinho da montanha russa. Depois de ser sacudida no ar como uma boneca, saiu pálida, como se fora "jogada fora de uma igreja". Voltou a andar, procurando o animal e o ódio. Encontrou o búfalo, que a espiava ao longe. Ele era negro e seus cornos muito alvos. A mulher ficou desconfiada, parecia que o búfalo a olhava. Ela desviou os olhos, o seu coração batia descompassado. "O búfalo deu uma volta lenta. A poeira. A mulher apertou os dentes, o rosto todo doeu um pouco. (...) Uma coisa branca espalhara-se dentro dela (...). A morte zumbia nos seus ouvidos. Novos passos do búfalo trouxeram-na a si mesma e, em novo e longo suspiro ela voltou à tona. Não sabia onde estivera. Estava de pé, muito débil, emergida daquela coisa branca e remota onde estivera.' O animal agora lhe parecia mais negro e maior. Começou a provocá-lo, gritando e jogando-lhe pedras. O ódio, como um fio de "sangue negro', como gotas de "óleo amargo" começou a pingar dentro dela, "fêmea desprezada". O búfalo voltou-se para ela e encarou-a de longe. "Eu te amo, disse ela então com ódio para o homem cujo grande crime impunível era o de não querê-la. Eu te odeio, disse implorando amor ao búfalo'. O búfalo, provocado, aproximou-se lentamente. "Ele se aproximava, a poeira erguia-se'. Como a mulher não recuava um só passo, os seus olhos e os do animal fitaram-se diretamente. "Lentamente a mulher meneava a cabeça, espantada com o ódio com que o búfalo, tranquilo de ódio, a olhava. O olhar a mantinha presa "ao mútuo assassinato (.) como se sua mão se tivesse grudado para sempre ao punhal que ela mesma cravara. Presa, enquanto escorregava enfeitiçada ao longo das grades. Em tão lenta vertigem que antes do corpo baquear macio a mulher viu o céu inteiro e um búfalo'. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Pitágoras já
acreditava na magia dos números, além deles estarem intimamente conectados à natureza. Foi ele
quem revelou as principais características dos números, como por exemplo, o
número 1 – este era o início de tudo. O legado desse matemático grego vai muito
além do famoso “Teorema de Pitágoras”. A ele, devemos a criação da palavra
“filosofia” (= amor pela verdade) e “matemática” (= aquilo que é aprendido). Mario Livio demonstra detalhadamente a
importância do “Teorema de Pitágoras”, assim como a interessante afirmação de
que os babilônios já conheciam a tripla pitagória (i. e, o quadrado sobre a
hipotenusa é claramente igual em área à soma dos dois quadrados menores).
Ainda, atribui-se a Pitágoras e aos pitagóricos a descoberta das progressões
harmônicas nas notas de escala musical, por observar que os intervalos musicais
e o tom das notas correspondiam aos cumprimentos relativos das cordas que
vibravam.

O mais
interessante, é a ligação de Pitágoras com o Phi – ou Fi –. Phi é também
conhecido por “Número Áureo”, “Proporção Divina” ou “Razão Divina”.
Recentemente, tem vindo à tona todo seu potencial, tendo sido explorado em
alguns romances e filmes. Ainda assim, o Phi é menos conhecido do que o Pi.
Aliás, Phi foi assim chamado pelo matemático americano Mike Barr, em homenagem
ao famoso arquiteto grego Phidias, porquanto a “Razão Áurea” era conhecida pela
legra grega ‘tau’, que significava “o corte”. E o que é essa “Razão Áurea”?
Simplesmente esse número - cujo valor é
infinito, mas seus primeiros números são 1,618... – aparece nos mais diversos
lugares: em uma maçã cortada pela sua circunferência (as sementes estão
arrumadas em um padrão de estrelas de cinco pontas – o pentagrama. Cada um dos
cinco triângulos isóceles que formam as pontas do pentagrama tem a propriedade
de que a razão entre o comprimento de seu lado mais comprido e do mais curto (a
base) é igual à Razão Áurea); em uma
rosa; em um náutilo...

Mario Livio
afirma que a origem do Phi com os pitagóricos, tem como base o pentagrama (o
número representava a união do primeiro número feminino, 2, com o primeiro
número masculino, 3e como tal, era o número do amor e do casamento) – que tem
relação estreita com o pentágano regular. Em resumo, pode-se obter uma
progressão infinita, desenhando um pentragrama dentro de um pentágono.

Há mais
surpresas interessantíssimas, como a Seqüência de Fibonacci. Não há espaço para
explicar algo tão complexo, mas a seqüência criada por Leonardo de Pisa –
conhecido como Fibonacci – é: 1,1,2,3,5,8,13,21,34..., tendo como base a soma
dos dois números anteriores. Fibonacci descobriu essa seqüência quase por
acaso, quando propôs um probleminha de reprodução de coelhos. Logo descobriu-se
que essa seqüência está presente nos mais diversos campos – desde o crescimento
de pétalas em flores, da proporção logarítmica da concha do náutilo, até o
padrão logarítmico da formação das estrelas. Foi o matemático e astrônomo
Johannes Kepler que descobriu que a razão entre dois números de Fibonacci
consecutivos converge para a Razão Áurea.

O livro de
Mario Livio é bastante atrativo, mesmo para aqueles que não apreciam
matemática. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A) Narrado na primeira pessoa, por João Valério. A ação desenvolve-se em Palmeira dos Índios. João Valério, o personagem principal, introvertido e fantasioso, apaixona-se por Luisa, mulher de Adrião, dono da firma comercial, onde trabalha. O caso amoroso é denunciado por uma carta anônima, levando o marido traido ao suicídio. Arrependido, e arrefecidos os sentimentos, João Valério afasta-se de Luisa, continuando, porém como sócio da firma. O título do Livro, Caetés, é a aproximação que faz o Autor com selvagem caeté, devorando o Bispo Sardinha (1602-1656) numa correspondência simbólica com a antropofagia de João Valério "devorando" Adrião, o rival. João Valério, é ao mesmo tempo, homem e selvagem: "Não ser selvagem! Que sou eu senão um selvagem, ligeiramente polido, com uma tênue camada de verniz por fora? Quatrocentos anos de civilização, outras raças, outros costumes. É eu disse que não sabia o que se passava na alma de um caeté! Provavelmente o que se passa na minha com algumas diferenças." B) APRECIAÇÃO B1) Caetés dá a impressão , quanto ao estilo e análise, de deliberado preâmbulo; um exercício de técnica literária mediante o qual pôde aparelhar-se para os grandes livros posteriores. Publicado em pleno surto nordestino (1933),contrasta com os livros talentosos e apressados de então pelo cuidado da escrita e o equilíbrio do plano.

Dá idéia de temporão, de livro nascido aos dez meses, espiritualmente vinculado ao galho já cedido do pós-naturalismo, cujo medíocre fastígio foi depois de Machado de Assis e antes de 1930 . Nele, vemos aplicadas as melhores receitas da ficção realista tradicional, quer na estrutura literária , quer na concepção da vida. APRECIAÇÃO B2) A atmosfera geral do livro se liga também à lição pós- naturalista, onde encontramos a celebração dos aspectos mais banais e intencionalmente anti- heróicos do quotidiano. A intenção do autor parece Ter sido horizontalizar ao máximo a vida dos personagens, as relações que mantém uns com os outros. Exceto o narrador, João Valério, os demais são delineados por meio de aspectos exteriores, em que se vão progressivamente revelando. O autor não apenas procura conhecê-los através do comportamento , como se revela amador pitoresco da morfologia corporal, definindo-lhe o modo de ser em ligação estreita às características somáticas: fisionomia, tiques, mãos, papada de um olho esbugalhado de outro, barbicha de um terceiro. Apresenta-os por esta edição de pequenos sinais externos, completando-os aos poucos no decorrer do livro, não sem alguma confusão, que requer esforço do leitor para identificar os nomes chamados à baila. E assim vemos de que modo a minúcia descritiva do naturalismo colide neste livro com uma qualidade que se tornará clara nas obras posteriores: a discrição e a tendência à elipse psicológica, cujo correlativo formal é a contenção e a síntese do estilo. "Com a pena irresoluta, muito tempo contemplei destroços flutuantes. Eu tinha confiado naquele naufrágio, idealizara um grande naufrágio cheio de adjetivos enérgicos, e por fim me aparecia um pequenino naufrágio inexpressivo, um naufrágio reles. E outro: dezoito linhas de letra espichada, com emendas." A vocação para a brevidade e o essencial aparece aqui na busca do efeito máximo por meio dos recursos mínimos, que terá em São Bernardo a expressão mais alta. E se Caetés ainda não tem a sua prosa áspera, já possui sem dúvida a parcimônia de vocábulos, a brevidade dos períodos, devidos à busca do necessário, ao desencanto seco e humor algo cortante, que se reúnem para definir o perfil literário do autor. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Poder-se-ia afirmar que esta obra é a continuação de seu primeiro livro, Um Quarto de Légua em Quadro. Com efeito, as personagens são descendentes dos primeiros portugueses que por aqui aportaram a partir da primeira metade do século XVIII. Os fatos ocorrem nas proximidades de Viamão. A narrativa inicia com o casamento do sargento Miguel de Azevedo Beirão, fazendeiro da Lagoa dos Patos, com Dona Camila. Na noite de núpcias, Miguel descobre que Camila não era virgem. Pede às autoridades eclesiásticas a anulação do casamento. Quando o sacristão Bernardo leva uma intimação a Camila, para que fique enclausurada na própria casa enquanto correr o processo de anulação das bodas, esta pratica uma aventura sexual com o sacristão, a fim de se vingar do marido. Bernardo apaixona-se pela senhora que, ao se aproximar do padre Ramiro, é tocada pelo amor deste. O padre, por sua vez, entra num dilema: corresponde ao amor de Camila ou se mantém fiel ao celibato? Enquanto isso, o sacristão fica possesso por um ódio surdo ao padre Ramiro. Configuram-se, ao mesmo tempo, o triângulo amoroso do romance romântico e a angústia barroca que se apodera do pároco. O final trágico, pois, numa manhã, na véspera da celebração religiosa, Bernardo passa a perseguir o sacerdote Ramiro campanário acima. No alto da torre Bernardo acerta um golpe com o turíbulo na cabeça do padre, que morre imediatamente. A seguir, desequilibra-se da torre, vindo a morrer sobre as pedras. A obra relata as dificuldades, os preconceitos e o abandono a que foram submetidos os imigrante portugueses que vieram desbravar as paragens da Província de São Pedro do Rio Grande. Em Manhã Transfigurada:

· A narrativa é ambientada em Viamão, no século passado, o que nos remete a uma característica da obra de Assis Brasil: a pesquisa histórica.

· A novela é centrada na personagem Camila, e através de sua trajetória podemos perceber a condição de submissão a que a mulher estava exposta na época.

· No início do relato, Laurinda apronta o vestido que Camila usará para ir à igreja, logo, o caso Camila com Bernardo já ocorreu, assim como o clima de sedução que se estabelece entre Camila e o padre Ramiro. Isto caracteriza a quebra da linearidade. Somente após este início, um flash back nos esclarece o adultério que ocorre envolvendo Camila e Bernardo e a atmosfera que se cria entre o padre e a mulher.

· Quando Camila seduz Bernardo, está tentando afirmar-se como mulher, desejada, capaz de atrair um homem, uma vez que a rejeição do esposo a deprimira muito. Já o Padre Ramiro desperta na moça o que ela acredita ser o verdadeiro amor. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O narrador faz uma viagem até Santarém, depois que deixa Lisboa. Durante a viagem, vai observando a paisagem e tipos humanos, neles analisando o que há de pitoresco enquanto reflete sobre as coisas e seres humanos. Chegando ao Vale de Santarém, conta a estória da Joaninha dos Olhos Verdes, tipicamente romântica: a moça se apaixonara por seu primo Carlos que ,não sabendo escolher entre o amor de várias mulheres, tinha voltado para a Inglaterra, donde viera. Joaninha , caracterizada como "menina dos rouxinóis", morreu de desgosto. Desde a sua morte, o vale perdeu sua exuberância, tornando-se triste. Acabada a viagem, o narrador retorna a Lisboa. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Este é um romance escrito em 3ª pessoa e dividido em A Cidade, O Crime, A Vingança, A Devassa, A Queda e O Destino, passado no século XVII (1863), na Bahia colonial, durante o governo tirânico do militar Antônio de Souza de Menezes, apelidado de Braço de Prata, por usar uma peça deste metal no lugar do braço (perdido numa batalha naval contra os invasores holandeses). A ação se passa em Salvador. Nessa cidade de desmandos e devassidão, desenrola-se a trama de Boca do Inferno, recriação de uma época turbulenta centrada na feroz luta pelo poder entre o governador Antônio de Souza de Menezes, o temível Braço de Prata, e a facção liderada por Bernardo Vieira Ravasco, da qual faziam parte o padre Antônio Vieira e o poeta Gregório de Matos. Note-se a linguagem histórica, com expressões chulas (vulgares), uma referência à sátira mordaz do poeta Gregório de Matos Guerra. A Cidade Descrição da Bahia do século XVII - imagem de um paraíso natural, mas onde os demônios aliciavam almas para proverem o inferno - há também a apresentação do poeta sátiro Gregório, o Boca do Inferno, de estilo barroco. O Crime Francisco Teles de Menezes é emborrado por 8 homens encapuzados, tem sua mão arrancada do braço e é morto por Antônio de Brito. O motivo se deu por perseguição política - estarão envolvidos no crime: Ravasco, irmão do Padre Vieira e Moura Rolim, primo de Gregório.

Os homens fogem para o Colégio dos Jesuítas, mas o governador da Bahia - Antônio de Sousa Menezes, O Braço de Prata, será avisado e começará uma terrível perseguição contra todos envolvidos. A Vingança Antônio de Brito será torturado e delatará os envolvidos - Viera será perseguido - mas por representar a igreja e o poder papal, o governador releva, mas quer o irmão Bernardo Ravasco preso e destituído do cargo de Secretário do Estado. Ao tentar proteger a filha Bernardina Ravasco, Gregório conhece Maria Berco, que será presa ao saber que ela possuía a mão e o anel do Alcaide (o anel será penhorado). São confiscados de Bernardo documentos escritos e os poemas de Gregório. Bernardina é presa para pressionar Ravasco a se entregar. A Devassa Rocha Pita é nomeado desembargador para investigar a morte do Alcaide. Palma, também desembargador, nega a vingança planejada pelo governador e por falta de provas, exige a soltura dos envolvidos mas, para soltar Maria Berco, Gregório teria que pagar uma fiança de 600 mil réis. O Queda Bernardino é libertado e expatriado. O governador é destituído do cardo e o Marquês de Minas é nomeado para substituí-lo, restituir o cargo de secretário a Bernardo Ravasco e se apresentar imediatamente ao Rei de Portugal. Mesmo assim sai do Brasil com muitas riquezas. O próximo governador, Antônio Luís da Câmara Coutinho, também será satirizado pelo poeta Gregório que terá sua morte encomendada, mas só o próximo governador, João de Lancastre, é que conseguirá prendê-lo e expatriá-lo para a Angola, volta mais tarde para Pernambuco, mas será proibido de escrever suas sátiras. Volta a advogar e morre em 1695, aos 59 anos. O Destino Padre Vieira lutará por justiça social através de seus sermões, morre cego e surdo em 1697. Bernardo Ravasco recebe sentença favorável ao crime contra o Alcaide e é substituído pelo filho, Gonçalo Ravasco. Maria Berco ficará rica mas deformada, rejeita pedidos de casamento à espera do poeta Gregório, que se casa com uma negra viúva, Maria de Povos, mas não se afasta da vida de devassidão pelos bordéis da cidade. ...se eu tiver que morrer, seja por aqui mesmo. E valha-me Deus, que não seja pela boca de uma garrucha, mas pela cona de uma mulher. A cidade da Bahia cresceu, modificou-se o cenário de prazer e pecado da cidade onde viveu o poeta Boca do Inferno. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A História da Província Santa Cruz ao qual vulgarmente chamando Brasil é o relato do viajante Pero de Magalhães Gândavo em sua viagem por aqui. Tal qual no Tratado da Terra do Brasil, Gândavo descreve a terra, flora e a fauna. História, propriamente dita, há pouca em seu relato. Existe a narrativa do descobrimento e menções a vários ocorridos, como a expulsão dos franceses de São Sebastião (cidade do Rio de Janeiro hoje em dia) e a morte do filho de Mem de Sá, assim como fala-se dos costumes e das guerras de povos indígenas. É nesta parte que se destaca o forte preconceito do autor, que tal qual em sua obra anterior sustenta que os índios são maus e que os Portugueses deveriam salvá-los… Não acho que preciso, mas vou lembrar a todos que os portugueses e espanhóis quando vieram para ca cometeram tantas e tão horríveis atrocidades motivados por ganância cega que a antropofagia dos nativos parece tão horrível quanto esmagar uma formiga. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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