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É surpreendente estréia de Gilberto Freyre na ficção. Estréia previsível. Gilberto seria ficcionista quando quisesse. O novelista in fieri já se anunciara no poder de visão artística da trilogia iniciada com Casa-Grande & Senzala. E na prosa de Nordeste, onde a ecologia se faz sensualidade e poética. Mas o interesse da "seminovela" gilbertiana não provém apenas desse pormenor confiando À história da sensibilidade do autor. Êle se amplia se inserirmos Dona Sinhá e o Filho Padre no contexto da ficção brasileira e, ainda, da novela contemporânea. Porque se trata de obra duplamente original: a) por suas soluções inovadoras da estrutura básica da novela enquanto gênero literário; b) pelo tratamento, literário e cientìficamente válido, de um tema insidioso: o do homossexualismo masculino. Entre essas soluções, são mais perceptíveis: a intercessão de diversos tempos psicológicos, culturais e sociais numa história de amor, digamos, intemporal; a técnica da psicobiografia; o emprego adequado de notícias de jornal para a recriação de momentos de um passado também coletivo, onde o real se torna ficção. O tema complexo do homossexualismo-mal tratado, literariamente, antes de Dona Sinhá e o Filho Padre (Gilberto soube revivê-lo com imparcial acuidade de psicólogo, de sociólogo e de poeta.

Nem a apologia gidiana, nem a caricatura envergonhada de Proust. O homossexualismo como fenômeno humano que exige antes compreensão e respeito que defesa ou escárnio. Esteticamente , a " seminovela" gilbertiana aparece realizada em todas as múltiplas intenções do autor. Suas duas primeiras páginas) com Dona Sinhá convocando o narrador para uma conversa íntima, através de bilhete levado por um moleque - poderiam evocar, num leitor superficial, o prólogo sufocante do Absalão, Absalão, de Willian Faulkner. Talvez porque a formação e o desenvolvimento da família patriarcal tivessem, no Pernambuco açucareira e no Mississipi do algodão e do fumo, análoga ambiência cultural. Mas a validade da reminiscência detém-se aí. Na novela brasileira, o narrador é, como homem, o antiirmão de Quentin Compson . Nem Dona Sinhá (que é uma dona de casa à brasileira e, portanto, termos de decoração, uma esguia jarra nobre de sala de visita em solar tropical) poderia sequer reviver Miss Rosa Coldfiel. Aquela Miss Rosa também inesquecível por seu porte e sua alma de frustrada matrona barroca. Creio, aliás, que pela primeira vez numa novela brasileira, ocorre a necessária convivência harmoniosa entre o psicológico, o social, o cultural, o histórico o científico, sem que um deles se imponha, totalitàriamente, aos demais. Dona Sinhá e o Filho Padre é, pelo back ground, um reconto de província nordestina. Mas sem amesquinhar-se no pitoresco absorvente da paisagem e do folclore locais. Antes, narrada por um escritor cuja sensibilidade pelas motivações mais secretas e monos estudadas do chamado comportamento humano exprime-se através de um método original de revelação das realidades. Métodos que é, afinal, evidência da melhor modernidade de espírito diante da vida. Do ponto de vista científico, Dona Sinhá e o Filho Padre é, também, novela impecável. E corajosamente inovadora. Não poderia Ter sido escrita, é certo, sem o conhecimento prévio da imagem do homem segundo Freud. Mas Gilberto não é, felizmente, um freudiano ortodoxo. Num, menos ainda, novelista preocupado com os inumeráveis Freuds de terceira classe, como Erich Fromm, que, num mundo de mísseis e da poesia de Jermemias Sem Chorar de Cassiano Ricardo, não passam de esforçados parnasianos do inconsciente. Impecável, sugeri. Basta ver e sentir o José Maria da novela. Um personagem literariamente vivo, e para sempre. Com um prenome não apenas característico de filho-família brasileiro; mas, simbolicamente , homossexual: o Maria se mostrando, aos poucos, mais sexualmente verdadeiro que o José, como a revelar, indiscreto, o sexo emocional do menino. José Maria: mais que um personagem, um tipo da novela contemporânea. Cientìficamente inovadora , lembrei, ainda. Provas? Uma: a hipótese de que o centro de interesse patriarcal da família brasileira pode condicionar a gênese e a deflagração de certas neuroses de fixação, como o homossexualismo. Outra: a observação sutil e pioneira de que em certos casos (como o de José Maria) não só a pressão de fatores culturais pode explicar satisfatoriamente a inversão sexual. Nesses casos, existiria, ao lado de tais fatôres, e como difusa virtualidade, certa predisposição, nascida da estrutura não apenas endócrina mas bioquímica da personalidade. Ainda: o estudo da deformação, em termos de situação místico-erótico-existencial, da alma de um adolescente por uma falsa educação católica. E, nesta, a oposição - numa espécie de dialética emocional - entre o binômio Dona sinhá-moça Senhora e a bela e proibida Iemanjá. Iemanjá: talvez a única mulher que o menino conseguir conhecer com os olhos da imaginação e de certa curiosidade contida. Obra renovadora em literatura e em ciência, Dona Sinhá e o Filho Padre é, sem dúvida, uma obra-prima da literatura contemporânea. Dela emerge pelo menos um tipo literário: José Maria. Os leitores haverão de lembrar-se sempre de sua pureza e de sua pungência essenciais. Como se lembram de certos meninos vestidos de anjos de procissão - frágeis, belos e tímidos em sua inocência - cujas asas murcham a uma simples chuva de verão. A vida, essa outra chuva impiedosa. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Como já dito anteriormente o romance é muito desfragmentado, pois possui constantes mudanças de enfoques. Para facilitar o nosso trabalho proporemos que se faça duas leituras: 1. uma primeira que almeja desvendar o mistério da garota do maiô dourado ( a Hilda que desfilava sua beleza pelo Minas Tênis e depois tornou-se prostituta); 2. uma segunda que mistura ficção e realidade histórica brasileira (ditadura militar e censura); o mais brilhante é que tudo começa e termina no dia 1° de abril que simboliza o dia da mentira_ eis então a grande proposta ficcional do autor. Roberto começa narrando em 1° pessoa a sua própria condição jovem de comunista e idealista. pretendo ser um grande jornalista e irritadiço por compararem seu sobrenome com o grande poeta Carlos Drummond de Andrade. Pelo que o narrador fala de si e da cidade observamos que o tempo precede os anos de 64 (época do golpe militar). Nesse interím, o narrador trava correspondência com as tias de Santana dos Ferros - Tia Ciana e Çãozinha, que são as interlocutoras do relato. A grande trama da obra verifica-se no encontro entre o santo Frei Malthus e a bela Hilda no qual aquele, ao tentar expurgar o mal da zona boêmia acaba enredado pela paixão que estabelece-se entre ele e Hilda.

Roberto é o jornalista que relatará ao leitor como estão acontecendo os fatos na zona boêmia (lembre-se que Malthus, Aramel e Roberto são os três mosqueteiros - amigos de infância e desta forma Roberto terá maior possibilidade de levantar dados para o leitor). Após o desaparecimento do seu sapato, Hilda lança um concurso para que o devolvam - então inicia-se um conto de cinderela às avessas pois Malthus acabará por reconhecer o seu amor pela bela. Contudo o final é triste pois ambos desencontram-se quando da fuga para viverem um grande amor - Malthus será preso no primeiro dia de vigência do golpe militar de 64. Outras estórias entrecortam a narrativa - a cidade de Santana dos Ferros e seus caso hilários demonstram a habilidade deste escritor - o episódio do Adão nu pintado pela artista Yara Tupinambá no painel da Igreja que foi fiel aos moldes do modelo escandaliza a cidade entre elas está a tia Ciana, que passa a entrar na igreja de costas. Ou quando do milagre do choro da santa que tia Ciana descobriu e que depois configurou um erro pois era urina do sobrinho do padre. A história do Brasil ficcionada, apaixonada e brilhantemente pinçada pelas habilidosas tintas do escritor Roberto Drummond fazem desta obra um marco da literatura contemporânea nacional. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Mapinguari reúne crônicas selecionadas de dois livros, o Brasileiro perplexo e as menininhas, respectivamente de 1963 e de 1976. Rachel de Queiroz tem sempre o costume de dar aos seus volumes de crônicas escolhidas o nome de uma delas. Na crônica "As Menininhas", de 15 de dezembro de 1975, considera com argúcia a nova geração feminina, seu rítimo alucinante, suas tendência e frustrações, maluquices, sonhos. Mas por que Mapinguari? Por que chamar-se a esta coletânea de crônicas Mapinguari? O que será Mapinguari? Rachel de Queiroz tem a habilidade ou a astúcia de descobrir o que importa. Mapinguari... é uma lenda amazônica, terrível, que ela deve ter ouvido no seu tempo de Belém, quer dizer, nos dias da sua infância de que nos falou em A donzela e a moura torta. Trata-se de um bicho que se deliciaria com a carne humana, com o sangue humano, um bicho descomunal, assustador. Rachel imagina dois seringueiros e reproduz deliciosamente a história tétrica que ouvira. Mapinguari é um pequeno conto, como tantas das crônicas da escritora. Ficção e realidade se misturam densamente, misteriosamente, dentro dela e da sua crônica. Assim como dentro da vida, que ela sabe captar com a agudeza. A crônica "Mapinguari" é de 21 de junho de 1972. Como o "brasileiro perplexo" é de 11 de maio de 1963 e de uma atualidade total. Este é um dos segredos da crônica de Rachel. Vencer o tempo, superar o tempo, simplesmente pela transfiguração da arte. Seu estilo é inconfundível. E aqui vemos crônicas que não se esquecem mais, como "Duas histórias para Flávio, ambas de onça", e "A arte de ser avó", "Cidade do Rio" ou "O ateu", "Velho: o você de amanhã", crônica empregnadas de humanidade. Ficcionista, cronista e dramaturga se unem, nestas páginas marcadas pela vida. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Administração Escolar e Qualidade do Ensino: O que Os Pais ou Responsáveis Têm a Ver Com Isso?
Para uma sociedade democrática é importante de que esta preveja em sua estrutura, a instalação do mecanismo institucionais que estimulem a participação em sua gestão não só de educadores e funcionários mas também dos usuários, a quem ela deve servir.
A noção de qualidade do ensino está ligado a preparação para o mercado de trabalho, e o ingresso para o ensino superior. Sem minimizar a importância desses dois elementos, o conhecimeto, técnicas, valores, comportamentos, atitudes construídos historicamente, deve ser passado de geração em geração. Essa produção tem sido mediada pela educação, e é por ela que o homem tem a possibilidade de construir-se historicamente diferenciando-se da mera natureza..
A escola ao prover a educação precisa tomá-la em todo seu significado humano não em apenas algumas de suas dimensões. A escola publica tem baixa qualidade, porque não fornece o mínimo necessário para a criança e o adolescente construir-se enquanto seres humanos, diferenciados do simples animal. Na prática cotidiana, professores influenciados pela ideologia liberal buscam para as camadas sociais usuárias a mesmas metas de ingressar na universidade, que era o objetivo da escola publica de três quatro anos atrás.
A reprovação, a evasão e o baixo nível de conhecimento produzidos na escola caem sobre a culpa de professores por serem incompetentes. Estes por sua vez alegam a falta de interesse dos alunos como mau desempenho escolar. Considerando assim, o trabalho docente, a situação de ensino que é o próprio trabalho, não é o produto. Se a escola tem que responder por produtos, estes só podem ser o resultado da apropriação do saber de seus alunos. Se eles não aprendem é que a escola não é produtiva.
O querer aprender como questão didática, é essencial para que a produção se realize, este querer aprender é um valor cultivado historicamente pelo homem e, um conteúdo cultural que precisa ser apropriado pelas novas gerações, por meio do processo educativo. Não cabe a escola como agência encarregada da educação sistematizada renunciar essa tarefa. Por isso é que não tem sentido a alegação de que, se o aluno não quer aprender não cabe a escola a responsabilidade por seu fracasso. Cabe sim, e esta é uma de suas tarefas. Levar o educando a querer aprender é o desafio primeiro da didática.
Não há duvida que a escola pouco ou nada tem feito para tornar o ensino prazeroso, condição mais que necessária porá o interesse do aluno. Porém, não depende exclusivamente dela. Aprender e estudar é um valor cultural que precisa ser permanentemente cultivada. Começa a formar-se desde os primeiros anos de vida. A continuidade entre a educação familiar e a escolar esta em conseguir a adesão da família para a tarefa de desenvolver nos educandos atitudes positivas e duradouras com relação ao aprender e ao estudar. Levá-los a querer aprender implica fazê-los sujeitos, quando com seus pais, trazendo-os para o convívio da escola, mostrando que é importante sua participação.
Em termos de política educacional, a relevância de estudos sobre a colaboração que os pais tem em casa para o processo pedagógico, procurando conhecer, o que eles pensam a respeito do ensino e quais as predisposições em que colaborar com a escola no desenvolvimento de valores favoráveis a aquisição do saber, o que se quer é um desenvolvimento destes em atividades costumeiras. É unânime dentro da escola que esta crença é importante para o desempenho do aluno. Todos os pais podem estimular seus filhos, interessando-se por seus estudos, verificando seus cadernos, reforçando sua auto-estima, enfim, levando-os a perceber a importância do aprender e a sentir-se bem estudando. Porem, cabe a escola esclarecê-los a respeito de como desempenhar seu papel. Há um perigo de tornar essa missão catequética ou doutrinária. Para isso a pesquisa de campo, como projeto de formação de pais autorizado pela delegacia de ensino e com previsão de recursos para a execução.

A GESTÃO COMPARTILHADA NA ESCOLA PÚBLICA

Neste artigo, explicita determinantes históricos da gestão na educação. A escola tem a função de garantir a contundência histórica da pratica educativa e a integração do conjunto de praticas pedagógica.

A Falácia da Educação Escolar e de sua (pseudo)Democratização
Há hoje no país, condições mínimas de se exercer a cidadania, faltas de perspectivas e de esperanças.

As Bases Fundantes da Gestão Democrática
A globalização e a tecnologia, que fundam e dão base pra a exclusão e para o neoliberalismo, também fundam e dão base para a inclusão e pra o estatuto de partilha e da companheirice da sociedade da inclusão universal, fundada dna colaboração econômica, na co-responsabilidade política e na solidariedade ideológica.
A gestão compartilhada na escola só faz sentido como uma prática social que qualifica o processo educativo na construção da revolução sócio-antropológico emancipadora. Este é oi processo histórico em construção que faz sentido, superando o autoritarismo, fundado na imposição anti-educativa e evitando a falácia da democratite, fundada na irresponsabilidade coletiva.
A indignação crescente da sociedade civil com o estado da educação brasileira vem acompanhada de uma enorme e fundada esperança, que resgata o próprio e real sentido da intervenção educativa escolar. Dois eixos se fundam e alicerçam uma gestão democrática conseqüente:
1. o sentido social da educação que emerge o novo mundo do trabalho e as novas demandas que se exige pensar e trabalhar em equipe, tornando exigente e complexa a parceria e co-responsabilidade na sua gestão; o conhecimento como nova base de relação, produção material, excluindo pessoas e por outro lado constituindo como oportunidade pra a construção de uma nova sociedade; o tempo livre gerado pelo desemprego, aposentadorias, folgas semanais e outros, tornam-se desafio, de transformá-lo em tempo para conviver e curtir e não a servir ao senhor nosso deus capital.
2. a concepção de aprendizagem e conhecimento, fundada de experiências recentes pedagógicas. A educação no sentido amplo é um processo de produção histórica humana; num sentido restrito é uma prática social que contribui no processo dessa história, através da aprendizagem do conhecimento. O conhecimento pode ser entendido como produto ou informação – o saber histórico acumulado pela humanidade- ou processo ou construção – é a construção do saber, onde conteúdos são trabalhados no ato pedagógico e o importante é que o aluno compreenda, construa seu dizer, a sua própria palavra e desenvolva a sua competência para exercer o direito de se pronunciar. Este processo implica a intersubjetividade, parceria, partilha e se opõe a toda forma de redução à mercadoria.
A emancipação humana é um processo antropossocial, coletivo e individual, social e antropológico, forjado na história da humanidade e das pessoas desenvolvendo três características humanas:
1. o pensamento – é a capacidade de intervir inteligentemente, trabalhar mentalmente o real, elaborando um projeto de mudança do mesmo. A escola é um espaço social o que privilegia o desenvolvimento de aptidões cognitivas de todos e de cada um, reforça a responsabilidade sócio-política da escola de construir o futuro.
2. a convivência – as pessoas se produzem historicamente no encontro com outras pessoas. Esta convivência é indispensável para o processo de construção de si. A escola é o espaço de intervenção educativa onde pessoas se qualificam para a ventura de conviver, implicando numa construção de aptidões atitudinais, parcerias, encontros de convivência das demandas e se concretiza na gestão democrática.
3. o encantamento – e a possibilidade de encontrar e construir sentido para suas vidas e para o mundo. Na escola a avaliação deve ser vista como um processo de acompanhamento da construção da celebração de aprender, avançar na construção do conhecimento e mediar uma melhora na relação pedagógica.

Conclusão
A escola é um espaço social que celebra a aprendizagem, vive o encanto da construção da emancipação humana, consolida relações, contribui pra a humanidade. E pela gestão democrática se garante uma pratica da construção emancipadora da existência das pessoas e da humanidade. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Cousinet

Roger Cousinet nasceu na França em 1881 e morreu em 1973. Cousinet formou-se na Escola Normal Superior, licenciando-se em Letras pela Sorbonne. Pertencente ao grupo dos fundadores da Escola Nova, Cousinet compartilhava as idéias de Claparède, Ferrière e outros.
Em 1922, Cousinet criou a Revista Nouvelle Éducation que seria um instrumento privilegiado de difusão das idéias da Escola Nova. Em 1945 ele publica seu mais conhecido trabalho: "Une méthode libre de travail en groupes".
Cousinet sempre procurou articular teoria e prática pedagógica seja como professor, inspetor formador ou pesquisador e era um adepto da psicologia experimental, como muitos de sua época.
O jogo é a base do Método Pedagógico Cousinet de trabalho em grupo. Para ele o jogo, a brincadeira, eram atividades naturais da criança e portanto, a atividade educativa deveria ser fundamentada nessas atividades. Cousinet considera a criança como ela é e não como o adulto que deverá vir a ser.
Cousinet valorizava a auto-confiança dos alunos. Não havia resultados pré-determinados para avaliar o desempenho dos alunos, nem se media seu trabalho por notas. Os resultados dos trabalhos das crianças eram aceitos, do jeito que pudessem ser realizados. Se a realização não era a desejável, não se culpava a criança. Havia uma crença nas possibilidades de cada um em relação ao seu próprio crescimento intelectual e moral. As tarefas para os alunos não seguiam hierarquias ou ritos. Cousinet acreditava que os aspectos desconcertantes desapareceriam por si próprios ao termo de uma evolução natural.
Na realidade Cousinet substituiu a pedagogia do ensino pela pedagogia da aprendizagem. Criticava os métodos escolares de ensino vigentes e os saberes factuais, informativos que condenava. Para ela o que importava eram os saberes operacionais. Aprende-se a ler para conhecer o pensamento escrito, aprende-se a escrever para expressar o pensamento. Com o que se aprende pode-se fazer muita coisa. Com o que se decora, muito pouco. O professor, desta forma, não deveria expor o saber aos alunos. Trabalhava-se em grupo para realizar descobertas coletivamente.
Construir o saber é construir métodos de trabalho utilizando os instrumentos adequados (observação, experimentação, análise de documentos ...) Só se aprende, portanto, o que se pesquisa e não o que nos informaram. A lógica da aprendizagem, dentro desta perspectiva se transforma. A ordem pré-estabelecida pelos professores cede lugar à ordem das preocupações que determinados temas suscitam nos alunos.
Cousinet não trabalhava com os centros de interesse da mesma forma que Dècroly. Não havia um esquema de temas organizados que o professor devia seguir. A valorizava a auto-confiança dos alunos para disciplinas, separação entre elas, nem notas, nem classes, somente a liberdade de aprender. O trabalho em grupo ocupa lugar de destaque na Pedagogia de Cousinet. As crianças se organizam livremente, escolhem seu grupo, trabalham com seus pares e adquirem a capacidade de corrigir seus trabalhos.
Uma concepção de educação centrada no aluno, sujeito do seu próprio conhecimento, decidindo o que aprender e quando aprender, assimilando seu erro e corrigindo seus próprios trabalhos. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Ovide Decroly
Biografia


Ovide Decroly, nasceu em 1871, em Renaux, na Bélgica, filho de um industrial e de uma professora de música.
Como estudante, não teve dificuldade de aprendizado, mas, por causa de indisciplina, foi expulso de várias escolas. Recusava-se a freqüentar as aulas de catecismo e não se adaptava ao autoritarismo do pai.
Formou-se em medicina e estudou neurologia na Bélgica e na Alemanha.
Sua atenção voltou-se desde o início para as crianças deficientes mentais, o que o levou a fazer uma transição entre medicina e educação. Nesta época criou uma disciplina, a “pedotecnia”, dirigida ao estudo das atividades pedagógicas coordenadas ao conhecimento da evolução física e mental das crianças, sendo um dos primeiros estudiosos da educação infantil do final do século XIX e inicio do século XX.
Casou-se e teve três filhos.
Em 1907 fundou a École de I’Ermitage, em Bruxelas, para crianças consideradas normais. A escola se tornou celebre na Europa, servindo como espaço de experimentação para o próprio. Nos anos de formação de Decroly, as Ciências Naturais — e, por tabela, a filosofia e as religiões — continuavam sob efeito do terremoto causado pela teoria da evolução das espécies, divulgada em 1859 pelo naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882). O educador belga acreditava que o meio natural e a saúde física condicionam a evolução intelectual. A idéia de que há uma lógica no desenvolvimento dos organismos, implícita na teoria darwinista, guarda relação com a crença de que o desenvolvimento de uma criança pode ser ditado "naturalmente" por seus interesses e suas necessidades. Decroly também defendia a universalização do ensino, como John Dewey. Idéias como as dos centros de interesses e a defesa de que o aprendizado deve ser prazeroso e responder aos interesses do aluno fizeram com que a obra de Decroly exercesse forte influência na pedagogia de Celestin Freinet (1896-1966). Passou a viajar pela Europa e América fazendo contatos com outros educadores, como John Dewey. Escreveu mais de 400 livros, mas nunca sistematizou se método por escrito por julgá-lo em construção permanente. Morreu em 1932 em Ucle, em Bruxelas.

Suas idéias

Pensador da educação que contestava o modelo de escola que existia, que formava criança por conhecimento destinados à formação profissional, propôs uma nova concepção de ensino que preparasse as crianças para viverem em sociedade. Criticava os programas de ensino porque estes se inspiravam em mestres sábios em suas especializadas e, alem das supervalorização do trabalho intelectual e da expressão verbal. Por ter sido um estudante indisciplinado, dedicou-se a experimentar uma escola centrada no aluno e não no professor.
Precursor dos métodos ativos, onde alunos conduzem o próprio aprendizado, são propostas pedagógicas atualmente difundida em salas de aulas. Em suas obras, teoria e prática e articulam.
Baseia-se teorias biossociais do desenvolvimento da criança e do curso natural de evolução e que necessita de um meio enriquecedor para estimular as suas potencialidades. Insiste na questão hereditariedade/meio, e o papel da família, onde a criança agiria sobre trações hereditários que forneceria como base para a formação da personalidade e das aptidões.
Sua obra educacional destaca-se pelo valor que colocou nas condições do desenvolvimento infantil; destaca o caráter global da atividade da criança e a função de globalização do ensino.
Sua teorias têm um fundamento psicológico e sociológico e podemos resumir os critérios de sua metodologia no interesse e na auto-avaliação. Promove o trabalho em equipe, mas, mantendo a individualidade do ensino com o fim de preparar o educando para a vida. A ausência de ideais religiosos é uma das características de seu modelo pedagógico.
Para ele, a educação não se constitui em uma preparação para a vida adulta; a criança deve aproveitar sua juventude e resolver as dificuldades compatíveis ao seu momento de vida. Como pressuposto básico postulava que a necessidade gera o interesse, verdadeiro móvel em direção ao conhecimento. Essas necessidades básicas do homem em sua troca com o meio, seriam: a alimentação, a defesa contra intempéries, à luta contra perigos e inimigos e o trabalho em sociedade, descanso e diversão.
Desse pressuposto deriva sua proposta de organização da escola.
Seu método, mais conhecido como centros de interesse, destinava-se especialmente às crianças das classes primárias. Nesses centros, a criança passava por três momentos:
Os centros de interesse são grupos de aprendizado organizados segundo faixas de idade dos estudantes. Eles também foram concebidos com base nas etapas da evolução neurológica infantil e na convicção de que as crianças entram na escola dotadas de condições biológicas suficientes para procurar e desenvolver os conhecimentos de seu interesse. "A criança tem espírito de observação; basta não matá-lo", escreveu Decroly.


Metodologia
Decroly foi um dos precursores dos métodos ativos, fundamentados na possibilidade de o aluno conduzir o próprio aprendizado e, assim, aprender a aprender. Alguns de seus pensamentos estão bem vivos nas salas de aula e coincidem com propostas pedagógicas difundidas atualmente. É o caso da idéia de globalização de conhecimentos — que inclui o chamado método global de alfabetização — e dos centros de interesse.
O objeto de estudo de Decroly, é a observação de crianças praticando atividades em seu meio, aprendendo a fazer, onde tentativas e descobertas através das necessidades do aluno e etapas de desenvolvimento. Por isso, a escola deveria lidar com interesses e necessidades primários das crianças e a escola se adequaria as suas necessidades básicas.
Sua base metodologia seria:
A globalização de conhecimento: método global de alfabetização e centros de interesses
O princípio de globalização de Decroly se baseia na idéia de que as crianças apreendem o mundo com base em uma visão do todo, que posteriormente pode se organizar em partes, ou seja, que vai do caos à ordem. O modo mais adequado de aprender a ler, portanto, teria seu início nas atividades de associação de significados, de discursos completos, e não do conhecimento isolado de sílabas e letras.
O modo mais adequado de aprender a ler, seria ter seu início em atividades associadas de significados, de discursos completos e não do conhecimento de sílabas e letras. Este caráter global na vida intelectual onde um conhecimento segue a outro sucessivamente.
Para ele, as unidades de globalização que se chama de centros de interesses – grupos de aprendizados organizados segundo a faixa de idade dos estudantes, concebidos com base na evolução neurológica infantil. São centros de interesses: a criança e a família, a criança e a escola, a criança e o mundo animal, a criança e o mundo vegetal, a criança e o mundo geográfico, a criança e o universo, que devem ser determinados de acordo com as quatro necessidades primordiais da criança: alimentação, abrigo, defesa e produção.
Para ele, as necessidades geram o interesse e só este leva ao conhecimento.influenciado pelas idéias de natureza de Jean Jacques Rousseau, Decroly atribuía as necessidades básicas à determinação da vida intelectual.
As atividades e as disciplinas escolares devem gerar em torno destes centros de interesses e cada um deles seguem –se de três etapas de aprendizagem:
- observação: direta das coisas, não por meio de lição nem em um momento determinado da técnica educativa,, nem de técnica educativa, pois, deve ser considerada como uma atitude, chamando a atenção do aluno constantemente.
- associação das coisas observadas: permite que o conhecimento adquirido pela observação seja entendido em termos de tempo e espaço; em termos de tempo e espaço.
- expressão do pensamento da criança pela por esse meio a criança poderia externar sua aprendizagem, através de qualquer meio de linguagem, desenho, modelagem e outros trabalhos manuais, integrando conhecimentos de maneira globalizada integrando os conhecimentos adquiridos. A expressão seria a culminância do processo e nela pode-se destacar:
Expressão concreta (materialização das observações e criações pessoais; se traduz em
desenho livre, trabalhos manuais...).
Expressão abstrata (materialização do pensamento através de símbolos e códigos
convencionais; apresenta-se no texto livre, linguagem matemática, musical...).
Linguagem múltiplas: Após a observação e a associação, a linguagem (expressa) ganha uma a tenção grandiosa pra Decroly. Seus métodos e atividades têm por objetivo desenvolver os atributos da criança.a observação é compreendida como uma atitude contínua no processo educativo., com matéria concretos e acessíveis.
A associação permite que o conhecimento adquirido pela observação seja entendido e termos de espaço e tempo, classificando, comparando,.
Na expressão a criança compartilha o que aprende.
A linguagem se amplia em expressões orais, corporais, desenhos, construção e arte, não como copia, mas como expressão de seu pensamento. Ampliando assim, dissociava a idéia de inteligência da capacidade de dominar a linguagem convenciona, valorizando expressões concretas como trabalhos manuais, esportes e desenhos
Com a ampliação do conceito de linguagem, que a lingüística viria a corroborar, Decroly pretendia dissociar a idéia de inteligência da capacidade de dominar a linguagem convencional, valorizando expressões "concretas" como os trabalhos manuais, os esportes e os desenhos.
"O meio natural é o verdadeiro material intuitivo capaz de estimular forças escondidas da criança"


Escola Escolas que são oficinas para o corpo e a mente

Nos centros de interesses, os alunos escolhem o que querem aprender, que constroem o próprio currículo, segundo a sua curiosidade, conduzindo sua formação desde os primeiros anos de escola, sem a separação tradicional entre as disciplinas, nada mais que a interdisciplinaridade e os projetos atuais
.As salas de aulas são semelhantes a oficinas e laboratórios onde alunos observam, analisam, manipulam, experimentam, confeccionam, colecionam materiais e informações sobre eles.
Das necessidades de comer pode surgir curiosidade sobre alimentos, da historia de um preparo dos mecanismos econômicos da agricultura e do comercio.
As atividades manuais (jogos e brincadeiras), esportes, ,exercícios ao ar livre em grupo são estimulados. A escola deve ser vista como uma sociedade em miniatura com função preventiva para garantir a formação intelectual, física e moral e a cidadania,
A aprendizagem deve ser prazerosa, defendia liberdade de iniciativa e responsabilidade pessoa e social, respeito singular de cada um e das diferenças.


Outras propostas:
-formação de classes e homogêneas pela necessidade e aprendizagem;
-diminuição do numero de alunos nas classes;
-programas de ensino partindo da necessidade da criança;

pontos positivos:
a postura do professor como auxiliar do desenvolvimento livre e espontâneo do aluno, intervindo se necessário ou só quando solicitado, em carater democrático.

Ponto negativos:
As necessidades básicas defendidas por ele seria de adultos e não de crianças;.
Aquisição de conhecimentos determinados,onde o ensino-aprendizagem onde o conhecimento trabalhado nos centros seriam organizados pelos conhecimentos contidos nas matérias escolares e o ensino continuaria sendo o conteúdo predeterminado pelo professor e pala instituição.
-o carater conteudista de busca alternativa de manter os eixos da escola e´ o que fundamenta os pilares de século de aplicação do conhecimento.
A aprendizagem deve ser prazerosa, defendia liberdade de iniciativa e responsabilidade pessoa e social, respeito singular de cada um e das diferenças.

Semelhanças e influências Da necessidade nascem os interesses
O conceito de interesse é fundamental no pensamento de Decroly. Segundo ele, a necessidade gera o interesse e só este leva ao conhecimento. Fortemente influenciado pelas idéias sobre a natureza intrínseca do ser humano preconizadas por Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), Decroly atribuía às necessidades básicas a determinação da vida intelectual. Para ele, as quatro necessidades humanas principais são comer, abrigar-se, defender-se e produzir.
Decroly assemelha-se com Montessori, pois ambos são formados em medicina, encaminhando estes trabalhos para deficientes mentais e acreditavam em aproveitar aptidões naturais de cada faixa etária, tendências piagentianas e de Rousseau.
Ao contrário de Montessori, que atendia individualmente em sala de aula, Decroly preferia trabalhos coletivos e a escola deveria preparar para o convívio social. Alem que para Montessori, as crianças deveriam ser recebidas em ambientes preparados para tornar produtivo os impulsos naturais e Decroly trabalhava elementos reais saídos do dia-a-dia.
Nesta época as idéias darwianas de desenvolvimento dos organismos e do desenvolvimento infantil natural de interesses e necessidades foram inspirações para vários educadores.
Com Dewey ele herdou a universalização do ensino.
Seus centros de interesses e o aprendizado prazeroso foram aspectos que influenciaram posteriormente Celestin Freinet. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A narrativa compõe-se de pequeninos gestos e detalhes que vão formando a atmosfera moral, em que se movimentam personagens extremamente sensíveis a qualquer oscilação. Todos os gestos e sinais carregam-se da máxima gravidade. Mas ao contrário do que ocorre no típico "romance introspectivo", suas personagens não ficam completamente abandonadas a si mesmas. Não ha a incomunicabilidade , suas criaturas mantêm-se abertas à interação humana, ao fato social e por isso são capazes de história. O entrecho, composto de "manchas"ou de episódios como que destravados, mas ligados por uma continuidade dramática profunda, gira em torno de Bernardo Vieira Cedro, sua mulher Teresa, Antônio Cha, Ascânio, Cissone e outros. O Romance narra a reconstituição interior de Bernardo, desde os escombros deixados por seu filho que morre, a luta contra toda sorte de adversidades, até o nascimento de outro filho e o anúncio de um tempo novo. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Gente de estimação (1986) - Editora Ática

Neste trabalho, há duas intenções a destacar. A primeira foi a decisão de criar um foco narrativo tradicional, linear, onisciente ao extremo, pois ele informa sobre o passado das personagens, sobre suas intenções e até sobre fatos sobrenaturais. Ao narrar uma história de modo tão tradicional, eu pretendi afastar qualquer distração formal do leitor, de modo a fazer com que ele se preocupasse apenas em meditar sobre o conteúdo central do livro. Nesse ponto, entra a segunda intenção. O texto está quase que totalmente metrificado de acordo com a música da nossa língua, de modo que a leitura possa fluir suavemente, ainda com o intuito de não distrair o leitor do tema central.

Gente de estimação, Feiurinha e O poeta e o cavaleiro foram escritos um após o outro, em 1984, sendo que suas diferentes formas e focos narrativos estavam planejados de antemão, quase como se eu quisesse compará-los depois e descobrir qual a melhor forma de narrar uma história para jovens. Parece que, pela aceitação comercial e de crítica, Feiurinha ganhou longe ... veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Publicado em 1928 ( ano do Manisfesto Antropófago de Macunaína e do radicalismo primitivista) , representa o ponto alto da vertente nacionalista e ujanista do verdeamarealismo. Constituido de poemas de rítmo e forma vária, como um "livro de figuras", aproxima- se da técnica do desenho animado ou da estória em quadrinhos. O caráter épico e narrativo de Martim Cererê tem sido alvo de inúmeros trabalhos que procuram dimensionar a participação desses elementos , de qualquer modo, identificáveis no lendário, na visão estética do mito, na universalidade do sentimento que vai buscar o elemento estrangeiro para salientar o elemento nacional, especialmente nas aproximações com o Ulisses grego: "Certo dia, chegou um marinheiro e ouviu o canto da Uiara, Não se faz amarrar ao castro do navio, nem mandou tapar os ouvidos dos demais marinheiros. Saltou logo em terra e ofereceu-se para casar com ela". O enredo desenvolve a lenda do surgimento da noite e do desenvolvimento do Brasil. O índio Aimberê e o marinheiro branco Martim apaixonam- se pela Uiara, que se propõe a se casar com aquele que lhe trouxesse a noite. Martim vai a Àfrica e traz a noite que são os negros escravos. Da união, surgem os bandeirantes, que desbravam; os sertões, plantam o mar verde dos cafezais e constroem as fábricas e arranha-céus da metrópole paulistana. O poema tematiza formação do Brasil, resultante da oposição entre o mundo primitivo, da fantasia, dos mitos (ontem") e "a vida rodando fremindo batendo martelo (hoje) . Dentro da proposta do Verdeamarelismo e do grupo da Anta, para se chegar ao progresso foi necessário "engolir" as matas, o índio, o café e tudo o que ousasse interromper a marcha do progresso. " Os tupis desceram para ser absorvidos. Para se diluírem no sangue da gente nova" ( Manisfesto da Anta) Observe que o Totem dos tupis , a anta não é carnívora. Observe também a oposição entre as propostas da corrente nacionalista e da primitivista ( antropofagia). veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A peça "Vestido de Noiva" tem, em seu cenário, três planos que se intercalam: o plano da alucinação, o plano da realidade e o plano da memória. Alaíde, moça rica da sociedade carioca, é atropelada numa das noites do Rio. No plano da realidade, jornalistas correm para se informar e publicar em seus jornais o fato, enquanto médicos correm para salvar o corpo inerte da mulher, jogada numa mesa de operação entre a vida e a morte. No plano da alucinação, Alaíde procura por uma mulher chamada Madame Clessi, sua heroína, que foi assassinada no início do século, vestida de noiva, pelo seu namorado. As duas se encontram e conversam. Um homem acusa Alaíde de assassina, e ela revela a Madame Clessi que assassinou o marido Pedro com um ferro após uma discussão (o plano da memória reconstitui a cena). Mais tarde, ambas percebem que o assassinato de Pedro não passou de um sonho de Alaíde. Enquanto os médicos tentam quase o impossível para salvá-la da morte no plano da realidade, Alaíde e Madame Clessi conversam no plano da alucinação, tentando se lembrar do dia do casamento da primeira, e de duas mulheres que estavam presentes enquanto Alaíde se preparava para a cerimônia: a mulher de véu e uma moça chamada Lúcia. Ambas são, na verdade, a mesma pessoa: a irmã de Alaíde, que reclama o fato desta ter lhe roubado o namorado. Segue-se uma série de intercalações entre os planos: no plano da realidade, o trabalho dos médicos para reanimar Alaíde, e dos jornalistas querendo informações sobre a tragédia do atropelamento. Nos planos da alucinação e da memória, a história de Madame Clessi, com seu namoro com um jovem rapaz e sua morte, se funde com a de Alaíde no dia do casamento com Pedro. Segue-se a discussão com Lúcia minutos antes da cerimônia, que a acusa violentamente de ter lhe roubado o noivo. O casamento acontece, e Alaíde se vê vítima de uma conspiração entre Lúcia e Pedro, que pretendem matá-la para ficarem juntos. No plano da realidade, Alaíde morre na mesa de operação. Enquanto Alaíde assiste com Madame Clessi cenas de seu enterro e de sua discussão com Lúcia momentos antes do atropelamento, quando jura que mesmo morta não a deixaria ficar com Pedro. Lúcia, no entanto, casa-se com Pedro, mesmo tendo em sua mente a imagem de Alaíde com seu vestido de noiva. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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