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EDUCAÇÃO – 1.ª a 4.ª série

Os Parâmetros Curriculares Nacionais

Os PCNs têm por objetivo dar apoio à execução do trabalho do professor, constitui um referencial da qualidade, tendo por função orientar e garantir investimentos no sistema educacional, socializando discussões, pesquisas e recomendações, com participação de técnicos e professores. Trata-se de um instrumento democrático, forçando a educação de qualidade para todos e a possibilidade de participação social.
As propostas são abertas e flexíveis, concretizando decisões regionais e locais, portanto NÃO se configura um modelo curricular homogêneo e impositivo, leva em conta as vivências em diferentes formas de inserção sóciopolíticos e cultura, devendo garantir e se adequar às diversidades culturais, regionais, étnicas, religiosas e políticas, além de igualdade de direitos entre os cidadãos e o acesso a totalidade dos bens públicos. Na medida em que o princípio de equidade reconhece-se a diferença e a necessidade de diferenciar o processo educacional, não se promove uma uniformalização que descaracterize e desvalorize as peculiaridades culturais e regionais.
Na busca de melhorar a qualidade da educação impõe a necessidade de investimentos, formação inicial e continuada de professores, salários dignos, planos de carreira, qualidade de livro didático, recursos de multimídia e televisivos e disponibilidade de materiais didáticos.
Discute-se ainda sobre a dignidade do ser humano, a igualdade de direitos e a recusa de discriminação, a importância da solidariedade e do respeito. E temas como inserção no mundo do trabalho e do consumo, cuidado com o corpo, saúde educação sexual e meio ambiente.
As metodologias devem privilegiar a construção de estratégias de verificação e comprovação de hipóteses na construção do conhecimento, a construção de argumentação, capaz de controlar resultados do processo, desenvolver espírito critica, favorecer a criatividade e compreensão de limites, através de trabalhos individuais e coletivos. Assim, garantir aprendizagem essencial para a formação de cidadãos autônomos, críticos e participativos.
Como referencial nacional, estabelece metas com função de subsidiar a elaboração ou revisão curricular de Estados e Municípios, dialogando com propostas já existentes e na elaboração de projetos como material de reflexão para Secretarias de Educação, pelos responsáveis locais, e cada instituição de ensino, em processo democrático e pelo trabalho diário dos professores sob discussão e reflexão freqüentes de forma democrática, desde que explicitam valores e propostas que orientam um trabalho educacional que atendam as reais necessidades dos alunos. Todos devem se apropriar utilizando-o para a formação de uma identidade escolar, assim validando o pondo o em consonância social. Para esta validade necessita-se de processos periódicos de avaliação e revisão sob a coordenação do MEC.
A escola amplia a responsabilidade de desenvolver novas competências, novas tecnologias e linguagens. Através de projetos devem ser formulados metas e meios para valorização da rotina do trabalho pedagógico, delimitando prioridades, definindo resultados desejados, incorporando auto-avaliação ao trabalho do professor, planejando coletivamente, e refletindo continuamente. Propiciando o domínio de recursos para discutir formas e utilização critica da participação social e política. Além de desenvolver capacidades relações interpessoais, cognitivas, afetivas, motoras, étnicas estéticas de inserção social torna-se possível mediante processo de construção e reconstituição de conhecimento, assim abre oportunidade para que os alunos atuem propositalmente na formação de valores em relação ao outro, a política, a econômica, sexo, droga, saúde, meio ambiente, tecnologia, etc. favorecendo condições para desenvolver competências e consciência profissional. Em síntese, para exercer a função social proposta, a escola precisa possibilitar o cultivo de bens culturais e sociais, considerando as expectativas e as necessidades dos alunos, pais, membros da comunidade e professores, onde todos aprendem a respeitar e ser respeitados, ouvir e ser ouvidos, reivindicar diretos e cumprir obrigações, participando da vida cientifica, cultural social e política do país e do mundo.


Histórico
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A LDB consolida uma organização curricular conferindo flexibilidade no currículo com o objetivo maior de proporcionar a todos, formação básica para a cidadania, através de escolas capazes de capacitar para aprender, o domínio da leitura, escrita e calculo, compreensão do meio natural e social, político, tecnológico, artístico e de valores, fortalecendo os vínculos familiares, de solidariedade humana e tolerância.

A pratica pedagógica pressupõe uma concepção de ensino e arpendizagem que compreende papeis de professor e aluno, metodologias, função social da escola e conteúdos a serem trabalhados. Estas concepções permeiam a formação educacional e o percurso do profissional incluindo suas experiências de vida, ideologias compartilhadas com seu grupo e tendências pedagógicas contemporâneas. Na tradição brasileira há quatro tendências: a tradicional, a renovada, a tecnicista e a que se critico social e política.
A “Pedagogia tradicional” centrada no professor que vigia, aconselha alunos, corrige e ensina a matéria, e que é visto como autoridade máxima e guia exclusivo do processo educativo. A metodologia baseia-se em exposição oral de conteúdos, que enfatizam exercícios repetidos e memorização. A escola cabe transmitir conhecimentos para a formação geral dos alunos. Os conteúdos correspondem a conhecimentos e valores acumulados por gerações, verdades acabadas. Caracteriza-se por sobrecarga de informações e aquisições de conhecimento muitas vezes burocratizado e destituído de significação.
A “Pedagogia renovada”, ligada no movimento da Escola Nova ou Escola Ativa, tem por principio norteador a valorização do individuo como ser livre, ativo e social. Destaca o principio de aprendizagem por descoberta e atitudes de interesses dos alunos. O professor torna-se um facilitador do processo, cabendo a ele organizar e coordenar situações de aprendizagem adaptando ás características individuais dos alunos para desenvolver suas capacidades e habilidades intelectuais. O ensino guiado pelo interesse dos alunos muitas vezes, descpnsidera a necessidade de um trabalho pedagógico e pode acabar perdendo de vista o que se deve ser ensinado e aprendido. Essa tendência ainda influencia muitas práticas pedagógicas.
O “tecnicismo educacional”, proliferado nas décadas de 70, inspirado em teorias behavioristas, definiu-se por uma pratica pedagógica controlada e dirigida pelo professor. A supervalorização da tecnologia revestiu a escola de uma auto-suficiência criando uma falsa idéia de que aprender não é algo natural, mas que depende de especialistas e técnicas. O que é valorizado não é o professor e sim a tecnologia. O aluno corresponde às respostas esperadas pela escola.
As “teorias reprodutivas”, oriundas do final do regime militar, no final dos anos 70 e inicio dos anos 80, coincidiu com uma intensa mobilização de educadores em busca de uma educação critica a serviço de transformações sociais, econômicas e políticas. As duas tendências assumem orientação marxista. A “pedagogia libertadora”, originada nos anos 50 e 60, retorna nas décadas posteriores propondo uma atividade escolar pautada em discussões de temas sociais e políticas e em ações sobre a realidade social imediata. A “pedagogia crítico-social dos conteúdos” se põe como uma reação de alguns educadores que não aceitam a pouca relevância que a pedagogia libertadora dá ao aprendizado do chamado saber historicamente acumulado. Esta última assegura a função social e política da escola mediante o trabalho com conhecimentos sistematizados, a fim de colocar as classes populares em condição de uma efetiva participação nas lutas sociais, e para isso é necessário que se domine o conhecimento, habilidades e capacidades para que os alunos possam interpretar suas experiências e defender seus interesses de classe.
No final dos anos 70, os viés psicológicos, sociológicos e políticos, marcam o inicio de uma pedagogia que se adeqüe características de um aluno que pensa, um professor que sabe e a conteúdos de valor social e formativo.
No enfoque social, a importância da relação interpessoais, e entre cultua e educação. Cabe a escola promover o desenvolvimento e a socialização dos alunos, construindo os como pessoas iguais, mas ao mesmo tempo, diferentes de todas as outras. A diferenciação na construção de uma identidade pessoal e os processos de socialização que conduzem a padrões de identidade coletiva constitui duas faces de um mesmo processo. Isso se dá com a valorização da cultura de sua própria comunidade e buscando ultrapassar limites, proporcionando as crianças acesso ao saber socialmente relevantes nacional e regional que fazem parte do patrimônio universal da humanidade.
A psicologia genética aprofunda a compreensão sobre mecanismos de construção de conhecimento da criança, e a psicogênese da língua escrita, é um exemplo sobre a atividade construtiva do aluno sobre a língua escrita.

Construtivismos, entendimentos e equívocos
A configuração do marco explicativo construtivista deu-se a partir da psicologia genética, da teoria sociointeracionista e das explicações da atividade significativa. O núcleo central da integração de todas essas contribuições refere-se ao reconhecimento da atividade mental construtiva nos processos de aquisição do conhecimento.
A pesquisa sobre a psicogênese da língua escrita evidencia a atividade construtiva do aluno sobre a língua escrita. Metodologias utilizadas nesta pesquisa foram muitas vezes interpretadas como proposta construtivista para a alfabetização, o que expressa um duplo equívoco: redução do construtivismo a uma teoria psicogenética de aquisição da escrita e transformação de uma investigação acadêmica em método de ensino.
Quanto ao ERRO, hoje ele é visto como algo inerente ao processo de aprendizagem, porém, idéias de que não se devem corrigir os erros e que as crianças aprendem do seu jeito, desconsidera a função primordial da escola que é ensinar, intervindo para que os alunos aprendam. Na verdade, é necessária uma intervenção pedagógica para ajudar a superá-lo. Na prática construtivista, é importante a participação da intervenção do professor, já que o processo cognitivo acontece por reorganização do conhecimento, aproximações sucessivas que permitem reconstrução, ou seja, modificação, reorganização e construção de conhecimentos que os alunos assimilam e interpretam conteúdos escolares. A superação do erro é resultado do processo de incorporação de novas idéias e de transformação das anteriores, e de alcance a níveis superiores de conhecimento.

Conteúdos
São instrumentos para o desenvolvimento, socialização e exercício da cidadania democrática, e é compromisso da escola garantir o acesso aos saberes elaborados socialmente, portanto, devem estar em consonância com questões sociais que marcam cada momento histórico. Devem favorecer a inserção e compreensão do aluno as questões e fenômenos sociais e culturais, e servir de meio para que desenvolvam capacidades que lhes permitam produzir e usufruir dos bens culturais, sociais e econômicos.

O processo de atribuição de sentido aos conteúdos escolares é um processo individual, nada substitui a atuação do próprio aluno na tarefa de construir significados sobre o conteúdo de aprendizagem, porém, as formas e saberes socialmente estruturados ganham vida assim que ganham significação. O conceito de aprendizagem significativa implica num trabalho de significar a realidade que se conhece, estabelecendo relações entre conteúdos e conhecimentos previamente construídos, articulando de novos significados. Cabe ao educador, por meio da intervenção pedagógica promover significado, propondo problemas, fazendo o aluno elaborar hipóteses e experimentos. As situações escolares de ensino e aprendizagem são situações comunicativas onde alunos e professores atuam como co-responsáveis para o êxito do processo.
A prática escolar constitui-se a uma ação intencional, sistemática, planejada e continuada para crianças e jovens durante um período contínuo, contribuindo para que a apropriação dos conteúdos sejam feita de maneira critica e construtiva.
Os alunos constroem conhecimentos também por influencia da mídia, família, igreja, amigos, esses conhecimentos influenciam a aprendizagem escolar, por isso é necessária a escola considerar as direções destes conhecimentos e fornecer interpretação e intervenção articulando de interação e integração os diversos tipos de conhecimentos.
A seleção dos mesmos deve ser feita pela ressignificação, de conteúdos conceitual, procedimental e atitudinal, que se integram no processo de ensino e aprendizagem e não em atividades especificas.
Conteúdos conceituais – se referem a operar com símbolos, idéias, imagens e representação que permitam organizar a realidade. A memorização de vê ser entendida como recurso que torna o aluno capaz de representar informações de maneira genérica, memória significativa, para poder relacioná-las com outros conteúdos.
Conteúdos procedimentais – expressam um saber fazer, que envolve decisões e realizar ações de ordenada pra atingir uma meta. Estão presentes em resumos, experimentos, pesquisas, maquete, etc. é preciso de intervenção, ajuda, ensiná-lo a proceder apropriadamente, como pesquisar mais de uma fonte, registrar dados, orientar-se para entrevistas e organizar os dados. Ao ensinar procedimentos também se ensina produzir conhecimentos.
Conteúdos atitudinais – a escola é um contexto socializador, gerador de atitudes, por isso deve adotar uma posição critica em relação aos valores. Uma prática constante de valores e atitudes expressa questões de ordem emocional.

A organização da escolaridade em ciclos
Os PCNs adotam uma proposta de estruturação por ciclos, tornando possível distribuir conteúdos de forma adequada, e favorecendo uma apresentação menos parcelada do conhecimento. A organização em ciclos é uma tentativa de superar a segmentação excessiva produzida pelo regime seriado e de buscar princípios de ordenação que possibilitem maior integração do conhecimento. Tem por objetivo propiciar maiores oportunidades de escolarização, voltada para a alfabetização efetiva das crianças e superar problemas do desenvolvimento escolar.
A adoção de ciclos possibilita trabalhar melhor com as diferenças, levam em conta a desigualdade de oportunidades de escolarização, e os ritmos diferentes de aprendizagem, desempenhos diferentes na relação com objetos de conhecimento.
A pratica escolar tem buscado incorporar essa diversidade de modo a garantir respeito aos alunos e a criar condições que possam progredir nas suas aprendizagens. A lógica dos ciclos consiste em evitar que o processo de aprendizagem tenha obstáculos inúteis e, desnecessários e nocivos. Todos da escola se co-responsabiliza com o processo criando condições que permitam destinar espaço e tempo à realização de reuniões de professores para a discussão do assunto. Professores realizem adaptações sucessivas da ação pedagógica adaptando as com as diferentes necessidades dos alunos.

Organização do conhecimento escolar: Áreas e Temas Transversais
O tratamento da área e de seus conteúdos integra uma serie de conhecimentos de diferentes disciplinas, e contribuem para a construção e compreensão e,intervenção na realidade dos alunos. A concepção de área evidencia a natureza dos conteúdos definindo o corpo do conhecimento e o objeto de aprendizagem par que os professores possa se situar dentro de um conjunto de conhecimentos. Cada área, nos PCNs, se estrutura com objetivos e conteúdos, critérios de avaliação, orientação pra a avaliação e orientações didáticas. Além das áreas, temas de problemáticas sociais são incluídos na proposta educacional como Temas Transversais: Ética, Saúde, Meio Ambiente, Pluralidade Cultural e Orientação Sexual.
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Avaliação
A avaliação é considerada instrumento de auto-regulação, que requer que ocorra em todo processo de ensino e aprendizagem, possibilitando ajustes constantes de regulação do processo e contribui para o efetivo sucesso.
A avaliação deve compreender um conjunto de atuações que tem por função alimentar, sustentar e orientar a intervenção pedagógica, analisando e adequando situações didáticas, subsidiando assim, o professor com elementos de reflexão contínua sobre sua prática.
Avaliar significa emitir um juízo de valor, por isso exige-se critérios que orientem a leitura dos aspectos a serem avaliados, estabelecendo expectativas de aprendizagem dos alunos, expressando objetivos como testemunho da aprendizagem. Esses critérios devem refletir sobre diferentes tipos de capacidades e as três dimensões de conteúdos para encaminhar a programação e atividades do ensino aprendizagem.
A avaliação inicial instrumentará o professor para que possa por em pratica seu planejamento de forma adequada às características de seus alunos, servindo de informação pra propor atividades e gerar novos conhecimentos.
A avaliação contínua ela subsidia a avaliação final. Ela intenciona averiguar a relação entre a construção do conhecimento, por parte do aluno e os objetivos a que o professor se propôs, é indispensável para se saber se todos os alunos estão aprendendo e quais condições estão sendo ou não favoráveis para isso, como indicadores para reorientação da pratica educacional e nunca como um meio de estigmatizar os alunos. Avaliar a aprendizagem implica avaliar o ensino oferecido.
As avaliações devem ser feitas de modos sistemáticos, com observações, uso de instrumentos como registros de tabelas, listas de controle, diário de classe e outros, e na analise de produção dos alunos, em atividades especificas para avaliação com objetividade expor o tema, e responder questionários.
Par ao aluno, é um instrumento de tomada de consciência de suas conquistas, dificuldades e possibilidades de reorganização de seu investimento. Na autoavaliação, o aluno desenvolve estratégias de analises e interpretação de suas produções e dos diferentes procedimentos para se avaliar.
Para a escola, possibilita definir prioridades e localizar aspectos das ações educacionais, demandam maior apoio. A ela se delega a responsabilidade de estabelecer uma serie de registros e documentos, atestados oficiais de aproveitamento como notas, boletins, recuperações, aprovações, reprovações, diplomas, etc.como testemunhos oficial e social do aproveitamento do aluno.
O resultado da avaliação leva a decisões, medidas didáticas, acompanhamentos individualizados, grupo de apoio, lições extras. Aprovar ou reprovar requer analise dos professores. Devem-se considerar critérios de avaliação a sociabilidade e ordem emocional. No caso da reprovação, discussão de conselhos de classes deve considerar questões trazidas pelos pais para subsidiar o professor na tomada de decisão. A repetência cristaliza uma situação em que o problema é do aluno e não do sistema educacional, por isso deve ser estudado caso a caso. A permanência em mais um ano deve ser compreendia como medida educativa para que o aluno tenha oportunidade e expectativa de sucesso e motivação. Aprovar ou reprovar alunos com dificuldades deve sempre ser acompanhada de encaminhamentos de apoio e ajuda que garantam a qualidade de aprendizagem e desenvolvimento das capacidades esperadas.

Orientações didáticas
O eixo de formação no ensino fundamental é a formação de cidadão autônomo e participativo. Os alunos constroem significados a partir de múltiplas e complexas interações. O aluno é o sujeito da aprendizagem, o professor é o mediador entre o aluno e o objeto. Os profissionais da educação devem levar em conta aspectos como:
• Autonomia – princípio didático, orientador das praticas pedagógicas, onde alunos devem ser levados a refletir criticamente, participar eticamente e assumir responsabilidades, valorizando tais ações, construindo seu próprio conhecimento valorizando seus conhecimentos prévios, e interação professor-aluno. O desenvolvimento da autonomia depende de suportes materiais, intelectuais e emocionais, por isso a intervenção do professor define esses suportes, além disso, trabalhar coletivamente, responsabilizarem por suas ações, idéias, tarefas, organização, envolve o objeto de estudo.

• Diversidade – há necessidade de adequar objetivos , conteúdos e critérios de avaliação, forma a atender a diversidade no pais, além da especificidade de cada individuo, analisando suas possibilidades de aprendizagem. O professor deve levar em conta fatores sociais, culturais, e a historia educativa de cada aluno, como características pessoais de déficit sensorial, motor ou psíquico ou superdotação intelectual.

• Interação e cooperação – compreendem saber dialogar, ouvir, ajudar, pedir ajuda, aproveitar críticas, explicar seus pontos de vistas. Essas interações têm caráter cognitivo, emocional e afetivo, por isso interferem diretamente na produção do trabalho. Aprender a conviver em grupo supõe um domínio de procedimentos, valores, normas e atitudes.

• Disponibilidade para a aprendizagem – tal disponibilidade depende do envolvimento do aluno, das relações do que já sabe e o que está aprendendo, da motivação intrínseca, ou seja, vontade de aprender, atitude curiosa e investigativa. A aprendizagem se torna significativa a partir da intervenção do professor em garantir que o aluno conheça o objetivo da atividade, situe a tarefa, reconheça o problema e tome decisões, de forma organizada e ajustadas às possibilidades dos alunos. Além disso, aa relação professor-aluno deve ser com vínculos de confiança, cooperativa e solidária.

• Organização do tempo - O professor deve orientar o trabalho, planejando e executando junto aos alunos sobre o uso do tempo. O professor deve definir atividades, organizar grupos, recursos matérias e definir período de execução, obedecendo tempo mínimo estabelecido pela legislação.

• Organização do espaço

• É preciso que as carteiras sejam moveis, que as crianças tenham acesso aos materiais de uso freqüente, paredes utilizadas para exposição de trabalhos . os alunos devem assumir responsabilidade pela decoração e limpeza da classe. A programação deve contar com passeios e excursões, laboratórios, teatro, artes plásticas, etc. a organização do espaço interfere diretamente na autonomia.

• Seleção de material – todo material é fonte de informação. Livros didáticos devem ser coerentes, de qualidade e deve se estar atentos a eventuais restrições. O uso de materiais de uso social, jornais, revistas, folhetos, calculadoras, computadores, atualizados estabelece vínculos entre o que é aprendido na escola e o conhecimento extra-escolar.

Objetivos gerais do ensino fundamental
Que os alunos sejam capazes de estabelecer capacidades relativas aos aspectos cognitivos, afetivo, físico, ético, estético, de atuação e inserção social, que devem ser adquirido ao termino da escolaridade obrigatória:
• Compreender a cidadania como participação social, exercício dos direitos e deveres políticos, civis e sociais; repudiando as injustiças.
• Posicionar-se critica, responsável e construtivamente nos conflitos e tomadas de decisões;
• Conhecer características do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais;
• Conhecer e valorizar a pluralidade sociocultural brasileiro e outros países, sem discriminação.
• Perceber-se integrante transformador do ambiente
• Desenvolver conhecimento sobre si mesmo, cuidar do seu corpo, cognitiva, física, afetivamente, responsabilizando pela sua saúde e da saúde coletiva;
• Utilizar diferentes linguagens;
• Utilizar diferentes fontes de informações e recursos tecnológicos;
• Questionar a realidade criticamente, selecionando procedimentos, tomando decisões, verificando adequações. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O gênero A crônica é fruto do jornal, onde aparece entre notícias efêmeras. Trata-se de um gênero literário que se caracteriza por estar perto do dia-a-dia, seja nos temas, ligados à vida cotidiana, seja na linguagem despojada e coloquial do jornalismo. Mais do que isso, surge inesperadamente como um instante de pausa para o leitor fatigado com a frieza da objetividade jornalística. De extensão limitada, essa pausa se caracteriza exatamente por ir contra as tendências fundamentais do meio em que aparece, o jornal diário. Se a notícia deve ser sempre objetiva e impessoal, a crônica é subjetiva e pessoal. Se a linguagem jornalística deve ser precisa e enxuta, a crônica é impressionista e lírica. Se o jornalista deve ser metódico e claro, o cronista costuma escrever pelo método da conversa fiada, do assunto- puxa- assunto, estabelecendo uma atmosfera de intimidade com o leitor. A obra Os melhores contos de Rubem Braga (1985) na verdade são 39 crônicas, selecionadas pelo professor Davi Arrigucci Jr., que podem ser divididas em: 1. Passado interiorano ou em Cachoeiro do Itapemirim - reunindo as crônicas em que o narrador aborda, de forma lírica e nostálgica, a vida na cidade pequena do interior, entre caçadas de passarinho, encontro com moradores da cidade grande, peladas na rua, pescarias, cachorros amigos, e a vegetação abundante do meio quase rural: 1. Tuim criado no dedo - Menino, durante férias em cidade do interior, cria um tuim, o menor dos periquitos brasileiros, "no dedo", ou seja, o ensina a obedecer seus chamados e deixa-o viver livre, fora da gaiola. Quando a família retorna a São Paulo, o tuim foge e é aprisionado por outra família. Recuperando-o, o menino corta-lhe as asas. Mas, no instante seguinte, o tuim é devorado por um gato. 2. Diário de um subversivo - No "remoto ano de 1936", durante a perseguição getulista aos comunistas após a Intentona de 35, o narrador apresenta sua fuga da repressão, em forma de diário, do dia 15 de fevereiro ao dia 1o de março. Adotando pseudônimo, finge-se alienado em conversas com integralistas que vivem na pensão onde mora. Procurado pela polícia na pensão, é auxiliado por velho conhecido, Edgar, que o abriga em sua casa. Ao poucos vai se envolvendo com a mulher de Edgar, Alice. Afirma que se "tivesse qualquer coisa com essa mulher, seria o último dos canalhas." Termina a crônica afirmando laconicamente: "Sou." 3. A moça rica - Relincho de cavalo desperta em pescador humilde a memória de uma moça rica que viera do Rio. Usando calças, caçando e pescando, a moça de início o assusta, mas, em seguida, ao cantar, o encanta. Dois anos mais velha do que ele, pára um dia na praia solitária para conversar com o rapaz, que, assustado e ingênuo, esquiva-se de suas tentativas de aproximação e deixa escapar a chance de se envolver com a moça bonita e rica. 4. O jovem casal - Casal jovem espera o bonde. Lutam contra a miséria vivendo em uma pensão barata e suja. Vivem na feiúra de uma "vida estreita". Não podem pegar o ônibus por ser muito caro, sofrem de dores de cabeça e dentes, mas tratam-se com carinho e amor. Pára, à sua frente, um automóvel de luxo com um casal. A mulher diz, no momento em que o carro partia, que iria comprar um anel por quinze contos. O rapaz ouve isto como se fosse um soco em seu estômago mal alimentado. Com esse dinheiro, poderia pagar anos de pensão e aliviar o sofrimento de sua amada. Chega o bonde. 5. Negócio de menino - Diálogo entre um menino e o narrador, vendedor de passarinhos. O garoto vai intercalando perguntas sobre os pássaros e pausas até pedir ao narrador um passarinho de presente e depois sair correndo. 6. Coração de mãe - Marina e Dorinha são irmãs e moram com sua mãe, dona de pensão no bairro do Catete , no Rio de Janeiro. Loiras, de olhos azuis, vivem cantando. Certa noite, as moças chegam já de madrugada e "um pouco tontas". A mãe, dona Rosalina, briga com as filhas. No dia seguinte, ouve Marina ao telefone referindo-se a ela como "a velha" e as expulsa de casa. Na rua, o "cavalheirismo do bairro" se manifesta e as moças recebem várias propostas de ajuda dos "bondosos homens". Porém, são interrompidos pela mãe, que manda as filhas de volta para casa. Conclusão do narrador: não há nada no mundo como o coração de mãe. 7. Marinheiro na rua - De madrugada, na rua deserta, um "pequeno marinheiro" bate à porta de um edifício às escuras, observado do alto e à distância pelo narrador. O som da batida chega uma fração de segundo após o gesto, o que desperta no narrador uma recordação da infância e, depois, uma série de idéias, como a suspeita de que talvez o marinheiro fosse seu filho ou ele mesmo e dentro do prédio estivesse sua amada. A porta não abre e o marinheiro, cansado de bater, segue pela calçada até o narrador o perder de vista. O narrador olha, então, para a fachada do prédio e todas as luzes se acendem. O edifício fica maior e começa a se mover como um grande navio, partindo lentamente. 8. O homem da estação - Numa aldeia, na França, o narrador procura hospedagem para passar a noite. Ninguém lhe dá abrigo. Anda pelo campo e um homem de bicicleta pára e lhe pergunta se precisa de alguma coisa. Responde que não achou lugar para dormir e está indo para outra aldeia. O homem indica ao narrador onde fica a estação da estrada de ferro em que trabalha e informa que virá um trem em duas horas. Quando chega na estação, o homem lhe preparou uma cama e lhe oferece vinho. O narrador bebe "em silêncio à saúde de um homem que não teme nem despreza outro homem. 9. Falamos de carambolas - Narrador conta uma conversa com uma amiga (?) em um bar. Falam de sorvetes e frutas até que ele pergunta o que o médico disse. Ela responde vagamente que era uma síndroma e não iria se enganar. O narrador afirma que é pessimismo dela. Ela nega, hesita, mas não pronuncia o nome da doença, para alívio do narrador. Mudam de assunto e, enquanto conversam, o narrador pensa que é insuportável saber que ela morreria. Ela critica o seu bigode e ele pergunta por que ela não toma conta dele. Ela "ri uma risada... clara, alegre, ... como o cristal..., que se parte tão fácil." 10. Era uma noite de luar - O narrador conta sobre uma noite, na época da repressão do Estado Novo, em que foi levar notícias à Marina, mulher de Alberto, um militante comunista preso. Descreve as precauções que tinha que tomar e a conversa com Marina, que está sem dinheiro, solitária, triste e cansada de se esconder. Durante a conversa, o narrador abre uma banda da janela para jogar o cigarro e comenta que o luar está bonito. Ela se aproxima da janela e ele abre a outra banda. Então ela fecha a janela com brutalidade, chama-o de estúpido, pois "está sozinha desde a prisão do marido", manda-o embora, atira-se na cama e começa a chorar. 11. Viúva na praia - Narrador conta que viu a viúva na praia com o filho e deitou-se na areia para contemplá-la. Conhecera vagamente o marido dela no café da esquina, onde soube que ele ficara muito tempo doente antes de morrer. Descreve a beleza da mulher e pensa que, se fosse ele o marido, ficaria ressentido ao saber que, poucos dias depois da sua morte, um estranho estaria olhando o corpo de sua mulher, mesmo que discretamente. Mas ele é o outro homem, está vivo, e sente-se, por isso, superior. Descreve a viúva depois de um mergulho e conclui que o sol ama a viúva. 12. A navegação da casa - O narrador é um senhor, brasileiro, que saiu do hotel e está numa casa antiga, em Paris. É abril, início da primavera. Seus amigos fazem uma festa. O narrador sente-se alegre e diz que a casa parece uma velha fragata tripulada por bêbados. Quando a festa termina, anda sozinho pela casa, imaginando os invernos difíceis que os antigos moradores lá passaram. No dia seguinte está muito frio. Os amigos chegam e ele acende todas as lareiras. As luzes são apagadas e o narrador - diante do fogo - imagina que lá estão também os fantasmas dos antigos amigos. Lembra de um sagüi - presente para a sua noiva, que ele, por distração, deixara morrer de frio em Belo Horizonte, assim como "matamos, por distração, muitas ternuras". Por fim, pensa em meninos, "em um menino". 13. Aula de inglês - Crítica ao famoso "método Berlitz ", de ensino de línguas através de perguntas e respostas. A professora pergunta em inglês, ao aluno (o narrador), se determinado objeto é um elefante. Após uma cuidadosa análise, ele responde que não. Pergunta, então, se é um livro; prontamente o narrador responde que não. Pergunta se é um handkerchief (lenço) , palavra que o aluno não conhece, mas acha antipática e responde que não. À última pergunta, se é um cinzeiro (ash-tray ), o aluno responde que sim. A reação eufórica da professora faz o narrador sair satisfeito da sua primeira aula. Pensa em comprar um cachimbo inglês e, se encontrasse o embaixador britânico, imagina "entabular uma longa conversação", em que diria que o cachimbo não é um "ash-tray". 14. Caçada de paca - O narrador conta que uma conversa sobre paca o levou a abandonar a rede, onde descansava, embaixo da mangueira e sair à noite para caçar paca, acompanhado por Anti. Depois de muito andar na noite escura, subindo e descendo morro, pensam que viram uma paca, atiram e matam um cachorro. Discutem se havia paca mesmo, mas na verdade estavam bêbados. Chegam de madrugada e as mulheres ainda riem deles. Para o narrador, Deus fez o domingo, o brasileiro armou a rede e o Diabo inventou a paca. 15. A partilha - Dois irmãos se separam e o narrador transcreve o que um deles, o mais velho, diz, enquanto fazem a partilha dos objetos da casa. Ele deseja ficar com a rede, o retrato da mãe e, principalmente, o canivete do irmão mais novo. Enquanto argumenta, as características de cada um vão sendo descritas, do ponto de vista do mais velho, que sabe pescar e lidar com o canivete, além de fazer os consertos da casa. O mais novo ganha mais dinheiro, escreve cartas e tem namorada. Através do monólogo, nota-se que o mais novo ameaça o irmão com o canivete e este lhe dá o conselho de nunca puxar canivete para outro homem, pois é arma de menino. É melhor dar um tiro com garrucha. Diz que se o matasse naquele momento estaria matando um inimigo, não seria como ele "que levantou a arma contra um irmão". Pega o canivete, reclama que o irmão não presta nem para limpá-lo, mas é bom para outras coisas e despede-se. 16. Noite de chuva - Homem está em casa em noite de temporal, após um dia difícil. Antes de dormir, pensa que há muitos anos adia consertar as coisas, dos dentes a um caso sentimental. Começa a dormir quando Joaquina Maria, "negra velha" que lavava as suas roupas, bate na porta e pede ajuda para tirar o corpo do neto dos escombros do barraco, que fora derrubado pelo temporal. Nada está funcionando na cidade. Deixa a velha na entrada da casa, tenta parar uns carros, bebe uma bagaceira e conta a história num botequim , sentindo que era ridículo o que fazia. Volta para casa pensando que de nada ia adiantar se conseguisse telefonar, pois não conseguiria assistência com aquela chuva. Encontra a velha chorando e diz secamente que arrumou tudo "para amanhã de manhã". Ela vai embora, com um ar desamparado. 17. Os perseguidos - Durante a repressão do Estado Novo, o narrador, acompanhado de Moreira, que ficara um mês preso e fora torturado, chegam ao apartamento indicado. O narrador "tem pena e desgosto" de Moreira, que está sujo e mal vestido. Uma empregada de uniforme os atende, pede que entrem e se sentem. É uma sala luxuosa com uma janela imensa com vista para o mar, que surpreende o narrador: o mar dos ricos é mais amplo, puro e azul do que o mar dos pobres, visto lá embaixo. O narrador inspira o ar salgado e limpo e tem a impressão de que aquele ar não é dele e ele nem o merece, já que o ar dos pobres é quente e parado, com poeira e fumaça. 18. A mulher que ia navegar - Mulher é observada pelo narrador, enquanto se desenrola, numa roda de intelectuais, conversa sobre pintura. Além da mulher e do narrador, participam da roda o marido dela, "todo bovino", um pintor, uma senhora, um físico e uma outra senhora desquitada. A mulher, junto à janela, está atenta às mudança de cor em seu braço, provocadas por um anúncio luminoso de um edifício em frente. Quando o marido refere-se a certo pintor com uma palavra vulgar, a mulher o olha com "menos zanga do que tédio" e o narrador sente que ela se preparava para enganá-lo, como "um belo barco prestes a se fazer ao mar". Ela procura e escolhe o físico para ser o " piloto de longo, longo curso" com quem vai navegar. 19. Força de vontade - Narrador conhece comerciante em hotel em Foz do Iguaçu. Ele não tem vícios, é solteiro e mora em São Paulo, com os pais. Durante a conversa, o comerciante comenta que está realizando o último dos seus três ideais: visitar pelo menos um país estrangeiro. Outro ideal, já cumprido, era ter um diploma. Depois do jantar, o narrador cumprimenta o comerciante por ter realizado seu ideal "em duplicata", afinal visitara dois países, Argentina e Paraguai. O comerciante afirma que provou a sua força de vontade e que, para isso, passara por muitas dificuldades. Mais tarde, o narrador o convida para um passeio de carro, ele recusa e fica no saguão do hotel. Quando o narrador volta para buscar a sua lanterna, o comerciante está com um ar "vazio como quem não tivesse coisa alguma a fazer na vida e acabasse de descobrir isto". 20. O espanhol que morreu - Em um bar no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, o amigo do narrador é confundido com um espanhol, já falecido, que freqüentava o lugar, era amigo de todos e amado de Sueli. As mulheres, Sueli e Betty, dizem que são idênticos, com a mesma cara triste e jeito de falar. O amigo do narrador se aborrece, diz que "não é espanhol, não trabalha no comércio e nem sequer está morto". As mulheres contam casos do Espanhol e como foi o seu enterro. O garçom pergunta se ele é irmão do Espanhol. Quando saem, algumas mulheres acompanham os amigos até a escada e o narrador diz ao amigo que aquela despedida era o enterro dele. O amigo, bêbado, sai andando na chuva, falando espanhol e some. O narrador o procura, mas não o encontra e conclui que "na verdade ele é o Espanhol, e morreu". 21. O rei secreto de França - Em Paris, na primavera, o narrador tem um encontro marcado com uma mulher. Enquanto espera chegar a hora, visita o túmulo de Maria Antonieta e conversa, distraído, com o guarda do lugar. Está ansioso e pensa que se sentia o rei secreto da França porque a "mais fina e bela mulher da França" viria ao seu encontro. Corre ao casarão, local do encontro, toma mais dois conhaques. A mulher chega e diz que aquele seria uma despedida, pois partiria para "remotas suécias". Ao sair, vai telefonar, enquanto ele entrega a chave do apartamento 14 à velha "concierge"e paga em dobro. A velha diz para ele nunca perder uma mulher como aquela. A mulher sai da cabine , ele beija a sua mão, ela entra no táxi chorando e o narrador a descreve como "a futura Rainha da Suécia, das distantes suécias e noruegas do nunca mais." 22. Visita de uma senhora - O narrador atende a porta e entra uma moça bonita. Segue-se um diálogo em que o narrador responde "claro" às três primeiras perguntas. A mulher afirma que ele não a conhece, que mora no bairro, é casada, já tinha visto o narrador na praia e pergunta se ele só sabe dizer "claro". Diz que há muito tempo lia o que o narrador escrevia, e que uma vez ele escreveu algo como se conhecesse todos os segredos dela. Depois pergunta se ele é homem mesmo, chama-o de cínico e afirma ser uma pena ele ser tão velho Então o narrador pergunta o que ela deseja, ela responde que "que gosta muito do marido" e de repente começa a chorar. O narrador sugere que ela vá embora. Ela retoca a pintura, despede-se e vai "embora para nunca mais". 23. Praga de menino - O narrador conta que, quando menino, ele e seus amigos jogavam bola na rua, em frente à casa das irmãs Teixeiras . Elas eram "suas inimigas" porque brigavam com eles devido ao barulho que faziam e o receio de que quebrassem alguma das inúmeras janelas da casa. Um garoto trouxe uma bola maior e colorida e um dia essa bola quebrou uma vidraça. Uma das irmãs, depois de brigar com eles, cortou a bola com um canivete. Os garotos se vingaram entrando na casa delas quando não havia ninguém, fizeram uma grande bagunça e roubaram um anel sem valor, uma lata de goiabada, uma faca de cozinha e um martelo. Ninguém descobriu quem foi. Os meninos nunca mais jogaram bola diante da casa das Teixeiras e deixaram de cumprimentar aquela que havia cortado a bola. O narrador não sabe se ela foi feliz, mas "se foi, é porque praga de menino não tem força." 24. Um braço de mulher - Em um vôo Rio de Janeiro- São Paulo, o narrador ocupa-se em acalmar uma senhora sentada ao seu lado, aflita porque o avião, sobrevoando São Paulo, demora a descer. Quando sugere trocar de lugar com a amiga da senhora, ela diz que prefere ter um homem ao seu lado. Ele sente-se útil e responsável. A senhora se acalma e o narrador começa a pensar que realmente estava demorando muito para pousar. Tem a idéia de que a morte deveria ser assim: um nevoeiro imenso... para sempre". No entanto, a senhora volta a se preocupar e o narrador de repente repara que ela tem um braço "belo, harmonioso e musculado ". Então sente-se despertar, e a idéia da morte, antes agradável, agora é "uma coisa sem a delicadeza e o calor, a força macia de um braço ou de uma coxa..." No aeroporto, o marido da senhora agradece formalmente ao narrador, que se sente um intruso, como se tivesse traído aquele senhor. A senhora lhe dá um pequeno sorriso, "vagamente cúmplice". O narrador diz que certamente não a verá mais, mas vai demorar para esquecer de seu belo braço que, "durante um instante, foi a própria imagem da vida". 25. Conto de Natal - Despedidos da fazenda em que trabalhavam, casal de colonos com filho de seis anos caminha em direção à Fazenda Boa Vista, a duas léguas e meia do lugar em que se encontram. A mulher está grávida de oito meses. Começa a chover, ela não pode mais andar. Conseguem carona num carro de bois e chegam à noite na fazenda, que está fechada. Alojam-se junto a um burro e a uma vaca num lugar coberto. Durante a noite, o menino nasce. O carreiro chega e lembra que é Natal. O marido, Faustino, sugere à mulher que chamem o recém-nascido de Jesus Cristo. A mulher não acha graça. O menino de seis anos chama o pai para ver o irmão, embrulhado em trapos em cima do capim. O pai olha. A criança está morta. 26. Lembrança de Zig - O narrador lembra de Zig , o cachorro de sua família, quando era criança em Cachoeiro do Itapemirim. O cachorro era conhecido na cidade por Zig Braga, mordia a todos que estivessem de farda e tinha um profunda amizade por uma gata, com a qual dormia. Essa amizade só se esfriou quando a gata teve cria e os filhotes incomodavam o cachorro. Também seguia pela rua quem saísse da casa e, principalmente, a mãe do narrador, que tinha de prendê-lo quando ia à missa aos domingos. Muitas vezes, ele se soltava e, para desgosto do padre e dos fiéis, cheirava a todos na igreja até encontrar a mãe do narrador, quando então latia e abanava o rabo. Hoje a mãe do narrador está velha e não vai mais à igreja, que é distante. O narrador conclui que Deus deve mandar um santo de vez em quando visitar a sua mãe, na antiga casa e, ao voltar, este deve "se demorar um pouco sob o velho pé de fruta-pão", onde Zig foi enterrado. 27. Os amantes - O narrador conta sobre os seis dias que passou trancado no apartamento com sua amada, sem atender telefone ou abrir a porta, desfrutando de "um entendimento que era além do amor". Na manhã que a fome os deixa tontos, ele sai e compra uvas. No entanto, quando volta, o "pequeno mundo" dos amantes foi invadido (o carteiro está lá, o telefone toca e "agora é preciso atender", as janelas estão escancaradas) e "o milagre se acabara". No "lento olhar" da mulher, entretanto, "ainda havia uma inútil, resignada esperança." 28. O sino de ouro - O narrador conta que, em uma localidade no sertão de Goiás, há um sino de ouro numa pequena igreja, cujo som puro se estende, à tarde, pelas matas e cerrados e dá aos homens pobres do lugar uma "ração de alegria". Os habitantes acham que vivem do sino de ouro, não se importam com nada, fazendo somente o essencial para viver. Não estão interessados em progresso, negócios ou corrupção. O narrador afirma que ouviu essa história de um homem velho, que a contou com espanto e desprezo. Depois, o narrador contou a história para uma criança, cujos olhos diziam que "a coisa mais bonita do mundo deve ser ouvir um sino de ouro". O narrador acredita que Deus, mesmo que não exista, deve ter a mesma opinião. E conclui que nós, quando crianças, temos, dentro da alma, um sino de ouro que com o tempo vai virando "lama e podridão". 29. A primeira mulher do Nunes - Na praça Serzedelo Correia, em Copacabana, o narrador vai tomar um táxi e vê uma mulher bonita, com ar de estrangeira, sentada num banco do ponto de táxi. Tem a impressão de que a mulher o segue com os olhos quando se dirige para o táxi e, ao partir, tem a certeza de que tinha visto Marissa , a primeira mulher do Nunes. Explica que nunca a conhecera, devido a uma série de desencontros, mas chegara a se apaixonar, há uns quatro ou cinco anos, graças à descrição que faziam dela e ao momento ruim porque estava passando. Ela ficou sendo um mito e aquela mulher vista na praça em Copacabana correspondia à imagem que o narrador fazia de Marissa. No rápido olhar que trocaram, o narrador acredita ter "lido" a irônica mensagem de que o destino deles era o de nunca se conhecerem. 30. O cajueiro - Uma carta da irmã do narrador contando sobre a queda do velho cajueiro que ficava no alto do morro, atrás da casa de seus pais, desperta lembranças da sua infância. Ele descreve como os meninos, à medida que cresciam, iam conhecendo a árvore e que, no último verão, levou Carybé para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo um parente querido. 31. Encontro - O narrador encontra casualmente, em um bar, antiga namorada. Compara a sua beleza e jeito de mulher com a imagem que trazia dela quando jovem. Ao despedir-se, o seu olhar lhe dá a certeza "de que nem tudo se perde na confusão da vida e que uma vaga mas imperecível ternura é o prêmio dos que muito souberam amar." 32. O afogado - Homem consegue se salvar de morrer afogado, sem pedir ajuda. Esgotado, deita-se na areia da praia e sente-se superior às pessoas que estão conversando sobre cinema numa barraca próxima - "uma idiota superioridade de quem não morreu, mas podia estar morto". 33. Madrugada - O narrador sonha com a mulher que estivera na festa na sua casa. Acorda de madrugada, vai até a varanda e descreve o nascer do dia, o mar, os pescadores preparando-se para a pesca, os pássaros despertando, o silêncio da casa e as sensações que a madrugada despertava nele. 34. História de pescaria - O narrador conta a pescaria feita por ele, Zé Carlos e Manuel, motivados pela notícia de que um marlin fora visto na Praia Azedinha. Não encontraram o marlin, mas ele fisgou "um olho-de-boi que tinha seus vinte e cinco quilos" e ficou lutando com o peixe durante mais de uma hora. Porém, o peixe quebrou a linha quando a hélice do barco foi ligada, e fugiu. 35. O mato - No entardecer de um dia chuvoso, no Rio de Janeiro, homem se afasta da cidade e anda lentamente por um morro próximo à sua casa. Pensa na nervosa vida da cidade, depois volta a sua atenção para a natureza, sente paz e vontade de se tornar uma árvore, sem desejos e sentimentos - "forte, quieto, imóvel, feliz". 36. Do Carmo - Na praia, o narrador encontra um velho amigo. Conversam sobre o passado, lembram de amigos de vinte anos antes e falam de Maria do Carmo, sua beleza e seu encanto. Esta lembrança os aproxima mais. De repente, correm para o mar e mergulham, com o sentimento de que a água limpa também a poeira que a passagem do tempo vai deixando na alma. 37. Visão - O narrador descreve como, no meio de um dia cinzento, no centro do Rio, a visão de uma mulher que, por um instante, lhe fitou e sorriu de dentro de um carro fez com que se sentisse como um preso que visse "uma parede se abrir sobre uma paisagem úmida e brilhante de todos os sonhos de luz." 38. As luvas - O narrador encontra um par de luvas atirado atrás de uns livros e imagina que sejam de uma mulher que o visitara duas vezes e sumira há mais de uma semana, dizendo que telefonaria. O telefone toca, mas não é a dona das luvas. Ao sair para um jantar, segura as luvas "como se tivesse na mão um problema" e as joga atrás dos livros, "onde estavam antes." 39. As meninas - Narrador recorda a imagem de duas meninas em uma praia, com vestidos compridos, azul e verde, brincando no mar, acontecida há muito tempo. Evoca o sentimento de angústia "leve, quase suave" que a cena produziu nele. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Alcaide de Santarém é uma história de intriga na corte do califa no ano de 950. Nela o mendigo que chamam al-muulim (o triste) informa al-munimim (o príncipe dos crentes, o califa), que seu filho mais novo é um traidor e que pretende derrubá-lo com uma conspiração. O califa manda executar o traidor, mas passa a vida toda triste e 11 anos depois al-muulim revela a ele na hora da morte que estava mentindo para poder vingar-se do califa, que matou seu irmão. Al-muulim é o dito alcaide de Santarém. Este é um dos contos históricos de Alexandre Herculano, que era historiador, e passa-se no tempo em que os árabes dominavam a província; existe assim certa precisão histórica. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Os Contos Gauchescos são uma coleção de contos que tem como ambientação no pampa gaúcho. Contado pelo envelhecido vaqueano Blau Nunes, as histórias contam de aventuras de peões e soldados. Ora protagonizadas, ora testemunhadas por Blau, as histórias narram sempre sobre o gaúcho, guerreiro, trabalhador, rústico. Nelas a linguagem é sempre um dialeto característico do interior do Rio Grande do Sul e existe um enorme respeito pelos elementos deste estilo de vida: os animais, os instrumentos, a paisagem. Existe também uma grande exaltação do espírito guerreiro do gaúcho, especialmente nas narrativas de guerra, ambientadas na maioria das vezes na Revolução Farroupilha. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Depois de 11 anos e várias versões, o autor do romance Hilda Furacão publica o livro em que surgiu a personagem: Hilda, que em 1998 tornou-se nacionalmente conhecida com a exibição da minissérie da Rede Globo, era uma "coadjuvante" em O Cheiro de Deus, que agora chega à livrarias publicado pela Objetiva. Cheiros, na verdade, são uma obsessão na obra de Drummond. "Eu não tinha percebido, até que uma pesquisadora de Juiz de Fora, Miriam Delgado Senra Duque, me enviou uma relação de cheiros em todos os meus livros; todos eles têm cheiro", conta Drummond. Em Sangue de Coca-Cola, por exemplo, o leitor abre o livro e logo é informado que se trata de um "relato de alucinações num dia 1.º de abril que cheirava a carnaval". Outra obsessão é seu nome de família. Se Hilda Furacão era narrada por um tal de Roberto Drummond, dessa vez toda a trama gira em torno dos Drummond, uma estranha família do interior de Minas, em que os casamentos incestuosos são freqüentes e todos os homens têm nome de uísque, representando a fixação dos seus parentes com a linhagem escocesa. "Aprendi com Thomas Mann e Ivan Turguenevi que, se você tem uma família, não precisa inventar outra", brinca Drummond. Segundo ele, seu Drummond é "mais puro" que o do poeta Carlos Drummond de Andrade, um parente distante, porque há mais casos de casamentos co-sanguíneos em sua família.

"Coloquei todo o folclore, as lendas e as idéias fixas da família no livro", diz Drummond. A protagonista, desta vez, é Inácia Micaéla, uma mulher de 65 anos, cega e que, cada vez mais, apura seu olfato, tentando descobrir qual é o cheiro de Deus. Em busca desse cheiro, chega a acreditar que talvez ele se assemelhe às coisas mais estranhas - como o cheiro da classe operária. Micaéla tem como inimigo o Coronel Bim Bim, que vai a Belo Horizonte com o intuito de cortar a cabeça de Micaéla e pendurá-la no casarão de 28 janelas. Na verdade, eles, que defendem as cores da UDN e do PSD (partidos que dominaram a cena política brasileira de 1945 a 1964), vivem uma paixão inconfessável. Drummond tem clara preferência pelo PSD. "Era assim mesmo: o dr. Hilton Rocha existiu, um coronel Bim Bim existiu, Barbacena vivia uma disputa que transpus para a fictícia Cruz dos Homens", relata Drummond. "A sabedoria do PSD era maravilhosa; a política de verdade era essa antiga, a de hoje não corresponde à realidade brasileira." veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


Inútil, nada, coisa, bichos. Essas são algumas das palavras-chave de uma obra que tenta reconstruir o mundo. Alguns poetas passam, em suas obras, uma determinada visão de mundo; outros não se contentam com isso e vão além: tentam reconstruir o mundo. Manoel de Barros é um deles. Por isso mesmo, como afirma o editor Ênio Silveira, "guiados por ele, vamos abrindo horizontes de uma insuspeita nova ordem natural, onde as verdades essenciais, escondidas sob a ostensiva banalidade do óbvio e do cotidiano" vão se revelando em imagens surrealistas descritas com absoluta concisão. No texto que abre o Livro sobre nada, o poeta afirma que "o nada de meu livro é nada mesmo. É coisa nenhuma por escrito: um alarme para o silêncio, um abridor de amanhecer, pessoa apropriada para pedras, o parafuso de veludo, etc. O que eu queria era fazer brinquedos com as palavras. Fazer coisas desúteis. O nada mesmo. Tudo que use abandono por dentro e por fora." Carlos Drummond de Andrade, em uma fase de sua produção "coisificou" o mundo industrial em plena Guerra Fria; Manoel de Barros faz exercícios poéticos no sentido de "descoisificar" o mundo, buscando uma nova forma de organizá-lo, que respeite a leitura daqueles que só têm "entidade coisal". Transcreveremos, a seguir , os três primeiros poemas do Livro sobre nada. Observe a força expressiva dos prefixos que indicam ação contrária ( tentativa de mudar a ordem das coisas?) e a grande antítese formada por aqueles que só têm "entidade coisal "X o "senhor doutor". I "...As coisas tinham para nós uma desutilidade poética. Nos fundos do quintal era riquíssimo o nosso dessabor. A gente inventou um truque para fabricar brinquedos com palavras..." II o pai morava no fim de um lugar. Aqui é lacuna de gente _ ele falou: Só quase que tem bicho andorinha e árvore. Quem aperta o botão do amanhecer é o arãquã. Um dia apareceu por lá um doutro formado: cheio de suspensórios e ademanes. Na beira dos brejos gaviões-caranguejeiros comiam caranguejos. E era mesma distância entre as rãs e a relva. A gente brincava com terra. O doutor apareceu. Disse: Precisam de tomar anquilostomina. Perto de nós sempre havia uma espera de rolinhas. O doutor espantou as rolinhas. Observe que o poeta assume a postura de uma criança, o olhar intangível do infante percebe o mundo muito grandiosamente_ quando surge o doutor formado que por ter sido educado e se tornado adulto perdeu a percepção do mundo real ( sensacional ). Tanto isto é claro quando as andorinhas são espantadas por ele. Extremamente humanista e por que não dizer, ecológica é a visão do autor sobre o mundo que o cerceia. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Agustina Bessa-Luís é considerada uma das maiores revelações da literatura moderna e contemporânea de Portugal. A Sibila, romance de 1954, recebido com entusiasmo pela crítica, torna-se o ponto de partida para uma vasta obra voltada para temas universais que, ao mesmo tempo, inserem-se nas vertentes do nacionalismo português, bem como do regionalismo. Em A Sibila, a autora casa perfeitamente os tempos passado e presente, colocando as dúvidas, as angústias e os problemas mais substanciais que determinam a rigidez de personagens que afloram em um espaço agrícola tipicamente regional. No plano da intriga, trata-se da reconstrução da trajetória da família Teixeira e de sua casa secular que caminha da decadência/ruína ao ressurgimento grandioso/triunfal. Situada no norte de Portugal, a casa de Vessada é o motivo primeiro para o registro de situações que ocor rem tanto entre as paredes, quanto nas redondezas da casa. As situações vividas e descritas revelam gradativamente o sistema de valores que rege um universo fechado. Ao mesmo tempo deixam entrever a visão de mundo dos homens e mulheres que povoam esse universo, notadamente a partir de uma força que emanado lado feminino: sob a gestão de mulheres fortes e destemidas, capazes de lutar para o reerguimento de seu patrimônio. O poder de mando da mulher vai se revelando e se efetivando após um incêndio da casa. Quina (Joaquina Augusta) é o destaque do clã feminino, Germa (Germana), sua herdeira que serve de ponte para o futuro. Ao morrer, Quina lega a Germa suacontinuidade (herança) porque em ambas existe a coincidência do estado de equilíbrio. São uma espécie de sibila, detentoras de secretas potências, "alguma coisa que ultrapassa o humano". veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O poeta e o cavaleiro (1998) - Editora FTD

Se Literatura fosse como carnaval e também concorresse aos prêmios das categorias Luxo e Originalidade, este livro deveria receber, por seu foco narrativo, o prêmio Originalidade. Criei um narrador, na primeira pessoa, que é apenas mais uma das vítimas de um vigarista que, com suas artimanhas, submete toda uma cidade medieval a seus caprichos. Assim, ele não está entendendo aquilo que narra. O leitor tem de compreender a história apesar do que diz o tal personagem. Adorei trabalhar esta idéia. Este livro procura também mostrar que a palavra tem força até mesmo para enganar os outros. O personagem vigarista fala difícil o tempo todo, de modo a ser mal compreendido mas, ao mesmo tempo, de modo a ser temido e atingir seus objetivos desonestos.

O livro pretende mostrar o perigo de votarmos errado, de nos deixarmos envolver por discursos floreados e promessas vãs de nossos políticos ou dos militares, que tomaram o poder em nosso País durante tanto tempo, às custas da ameaça de, no alto do Corcovado, haver o dragão do comunismo, que a todos devoraria, a menos que nós, o povo brasileiro, concordássemos em entregar-lhes (aos militares, à burguesia, às oligarquias rurais e às multinacionais), sem resistência, todo o poder, todo o exercício da justiça e toda a condução da economia.

Durante duas décadas, o povo brasileiro concordou com arrochos, com desmandos, com corrupção, com tortura, com assassinatos, com cassações, aceitando que aquele talvez fosse um mal menor frente à grande ameaça do comunismo, que certamente estaria a ponto de tomar o poder no Brasil e promover arrochos, desmandos, corrupção, tortura, assassinatos e cassações. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Uma obra de transição para o Realismo. O livro conta a história do jovem Leonardo, filho de pais separados que é criado pelo padrinho barbeiro, sendo uma peste tanto criança quanto mais velho. No começo indicado para ser clérigo, sua rejeição a Igreja lhe leva a vadiar. Na companhia do padrinho na casa de D. Maria conhece Luisinha, por quem se apaixona. Luisinha no entanto se casa com um espertalhão de nome José Manoel. Quando o padrinho morre ele volta a morar com o pai, mas por pouco tempo porque este o expulsa de casa por causa de seus desentendimentos com a madrasta. Vai morar na casa de um amigo dos tempos que era sacristão (o tio queria lhe preparar para a vida clerical) e conhece Vidinha, por quem se apaixona. Após muitas intrigas feitas pelos pretendentes de Vidinha, sai desta casa também e é nomeado pelo major Vidigal, figura policial constante na obra, soldado. Não param por aí suas diabruras e ofensas e sabotagens com o major lhe garantem a cadeia. A madrinha e a tia de Luisinha intercedem em seu favor e este não é só liberto, mas promovido a sargento. Logo após isto morre José Manoel e reata o namoro com Luisinha. Transferido para as Milícias, casa-se com ela. A obra toda é um verdadeiro marco para a transição para o Realismo: os personagens não são idealizados, o amor não é supervalorizado e idealizado (e muito menos são as volúveis mulheres), o herói está longe de perfeito existe uma certa comicidade incomum nos romances da época. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Dois Parlamentos é dividido em duas partes. A primeira é Congresso no Polígono das Secas, onde o autor compara permanentemente o sertão com um cemitério auto-suficiente, onde nasce e morre o sertanejo e nem mesmo os vermes proliferam. A segunda é Festa na Casa-grande. Nesta parte fala-se dos habitantes do engenho (os engenhos na época já eram poucos, definhando com a competição das usinas), sempre referidos pelo autor como cassacos (um pequeno mamífero), sempre pobres, sujos e famintos, com pouca instrução, chance de desenvolvimento e uma única certeza na vida: a morte na miséria. Todas as duas partes de Dois Parlamentos tem seus fragmentos precedidos por números aleatórios. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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