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A Cidade Antiga - Fustel de Coulanges
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Em A Rosa do Povo, livro de Carlos Drummond de Andrade, ao qual pertence o poema "O Elefante", objeto central deste trabalho, encontra-se também o poema Procura da Poesia, em que o poeta coloca seu conceito acerca da construção da arte poética: "Penetra surdamente no reino das palavras. / Lá estão os poemas que esperam ser escritos. / Estão paralisados, mas não há desespero, / há calma e frescura na superfície intacta." Em O Elefante, encontramos uma relação semelhante à desse texto acima transcrito: o poeta será aquele que se coloca diante de seu desígnio - a palavra -, esperando decodificá-la, nomeá-la poeticamente; feito isso, estabelece-se a relação criador/criação, autor/material. Tal fusão será tão intensa, que chegaremos ao momento em que um se confundirá com o outro, num mesmo instante poético. A dialética criador/criação é um dos pontos mais abordados pela arte literária moderna, tanto em sua escritura como em sua crítica. Modernamente, o conteúdo é conseqüência do trabalho que o poeta faz com a palavra, e não mais sua causa. A criação poética passa a ser exatamente essa relação entre o autor e seu material. Segundo Alfredo Bosi, em O Ser e o Tempo na Poesia, o homem, ao criar, coloca-se como o "deus" da criação, a partir do momento em que, como o "Grande Criador", tem o poder de nomear os seres.

Nomear significa reconhecer, identificar; no nome, encontra-se toda a vivência do criador: é como ele vê o mundo, como entra em contato com ele, como estabelece esta inter-relação. No caso do poeta-criador, este mundo a ser reconhecido é o "reino das palavras"; a palavra é o seu desafio maior, no desígnio de nomeá-la, dando-lhe sentidos especiais, tornando-a poética. Sendo assim, ao nomear, é como se se colocasse diante da vida, criando um processo metalingüístico dela. É o reconhecimento de que a "Grande Obra" do Criador está incompleta... Afinal, é como se Ele deixasse uma parte - pequena apenas na aparência -a essa sua criatura, que se transforma em criador ao relacionar-se com ela. A sensibilidade do poeta reconhece tudo isso: à imagem do Criador, que se estende em sua Grande Obra, desdobra-se na criação... desdobra-se tanto, até chegar a um momento em que não há diferença entre um e outro - criador e criação fundem-se num único espaço e tempo, sem limites, como resistência - conforme coloca Alfredo Bosi - diante da rotulação pré-estabelecida. Assim, também busca algo, ao mesmo tempo grande e grandioso em seu desígnio: sua criação é um elefante; não é o elefante, mas um elefante; não se pretende único, definido, específico, mas busca apenas ser um, modestamente composto de "poucos recursos"; é grande (elefante), porém, indefinido (um). É como se houvesse aí o primeiro de uma seqüência de paradoxos: "o elefante"- como nós o conhecemos- é definido ao extremo (visível e espalhafatoso em sua forma), mas "um elefante"- este, criado pelo poeta - será indefinido, etéreo, com todo o direito a sê-lo... é sua criação, em sua capacidade de perceber a forma, que pede para ser interpretada. O material de que será composto sairá da observação da "vida presente" (de que o poeta fala em "Mãos Dadas"), parte a parte, ainda etéreo, indefinido: "Um tanto de madeira / tirado a móveis velhos / talvez lhe dê apoio". É assim o pretenso apoio do elefante- "móveis velhos"; o mundo, a vida já existente, que o poeta pretende recriar. Sua essência mantém a estrutura diáfana: "... o encho de algodão, / de paina, de doçura". Ele é leve - é tudo o que não esperávamos de um elefante! As orelhas são "pensas", mantendo a estrutura inicialmente delineada: tem nelas, pela sua audição, seu acesso inicial - embora ineficiente - ao mundo. Mas "a parte mais feliz / de sua arquitetura" é a tromba. O elefante, como observamos no prosseguimento da montagem, terá nela seu acesso mais possível: é possível sentir o cheiro do mundo, inalá-lo e envolvê-lo no enchimento de doçura e algodão, todavia é pouco possível ouvi-lo e comunicar-se com ele. Quem enxergaria um elefante tão etéreo ("Vai meu elefante/ pela rua povoada, / mas não o querem ver")? Tal impossibilidade de comunicação será ainda mais flagrante na tentativa de figurar as presas. Todos sabemos que o mundo valoriza o marfim; mata-se por ele... e é exatamente essa parte que o criador não consegue edificar - esta ele deixa para os circos; seu elefante é para a rua. Na atitude de o poeta colocá-lo na rua, localiza-se o ponto alto de tensão do poema: o elefante é a criação do poeta mandada às ruas, num desejo de contato sensacionista, num desejo de comunicação... é querer atingir o mundo... o criador expõe-se através da criatura, no início da fusão entre o autor e o material. A tensão resulta do fato de que o eu poético não concretizará seu desejo. O primeiro índice disso está no fato, já anteriormente mencionado, de não conseguir figurar as presas, exatamente aquilo que, de forma mais convencional, é observado num elefante. A riqueza de sua criação irá parta os olhos - "a parte do elefante / mais fluida e permanente, / alheia a toda fraude", pois, enquanto portais da alma, os olhos transmitem e geram vida; assim sendo, ninguém mata por eles: ninguém os ambiciona, porque ninguém os entende. Nessa tensão, o elefante, ingenuamente, tenta o contato, pois "sai à procura de amigos": "e move lentamente / a pele costurada / onde há flores de pano / e nuvens, alusões / a um mundo mais poético / onde o amor reagrupa / as formas naturais". É esta a sua arma maior: o amor. Como Platão, também acredita no Amor como energia maior do Mundo Inteligível, capaz de reagrupar, articular o que se apresenta desarticulado. Sua inocência é tão etérea quanto sua forma incognoscível; sua percepção não é suficiente para captar sua imensa fragilidade ("a cauda ameaça deixá-lo ir sozinho").Num processo de gradação, consegue ser "todo graça", embora "as pernas não ajudem / e seu ventre balofo / se arrisque a desabar / ao mais leve empurrão". O ventre, refúgio da vida, é preenchido também de doçura... mas ainda falta, sempre falta, e ele ainda está "faminto" Como não é visto, corre o risco de ser empurrado; como é apenas costurado, corre o risco de arrebentar e desabar. Mesmo assim, sustenta "sua mínima vida", mesmo que não haja "...na cidade / alma que se disponha / a recolher em si/ desse corpo sensível / a fugitiva imagem". Sensível e engraçado, dois adjetivos paradoxalmente entrelaçados. O paradoxo se dá devido à existência de dois ângulos de enfoque: ele é sensível em sua essência; é engraçado a partir do olhar alheio - é tocante, mas não é tocável. É como se os seres, no máximo, conseguissem ter pena dele... mais daí a tocá-lo, há uma grande distância, visto que, para chegar-se perto do que não se conhece, dá medo, é arriscado, principalmente se for algo que pode desabar a qualquer momento, de tão pesado. É um peso a não compreensão... o elefante está balofo de tanta vida; ele respira pela tromba enorme. É vivo demais para que se possa suportar, daí a idéia da comicidade... o riso preenche a lacuna deixada pela falta de entendimento: algo cômico torna-se algo descompromissado e, por conseguinte, não há razão para se entender. O mundo recua... e ele avança, acentuando o paradoxo inicial; tudo porque "o campo de batalha" o convida. Em detrimento do riso alheio, o elefante mantém-se faminto. É a tensão do Eu X Mundo que se reforça: os outros riem; ele tem fome. A contraposição intensifica-se na conjunção adversativa utilizada pelo poeta - "mas" - revelando toda a desarmonia, a desarticulação entre o universo do criador/criatura e o do mundo. "Mas faminto de seres / e de situações patéticas" - também (e, talvez, principalmente) o patético faz parte da "vida presente"; porém é preciso entendê-lo para poder prosseguir. O patético riso é o desafio para chegar-se aos "encontros ao luar / no mais profundo oceano / sob a raiz das árvores / ou no seio das conchas / de luzes que não cegam / e brilham através dos troncos mais espessos" - é a máxima docilidade, que busca atingir o que o comum jamais atinge, o estrato vivo e essencial de cada ser, a luz, brilho na totalidade, desde o "profundo oceano", chegando ao "seio das conchas" - o fora (oceano, árvores) e o dentro (conchas)... num caminho ascendente, sem causar danos a nada, "sem esmagar as plantas / no campo de batalha". Mais importante que tudo é caminhar "à procura de sítios, / segredos, episódios / não contados em livro", aquilo que "os homens ignoram", por trazerem a "pálpebra cerrada"; novamente, para o homem, é preciso ignorar por medo de surpreender-se. Feito de "nuvens" e "flores de pano", ele "volta fatigado / as patas vacilantes / se desmancham no pó". Os passos, até agora desengonçados e constantes, fraquejam, por alguns instantes, tristes e cansados. "Ele não encontrou o de que carecia, / o de que carecemos, / eu e meu elefante, / em que amo disfarçar-me." Até esse instante do poema, tínhamos um elefante andando sozinho, buscando sozinho, qual personagem criado, "o de que carecia, / o de que carecemos". O pronome demonstrativo o é neutro: a essência buscada é vaga, ampla, grande demais, pois é luz (como anteriormente se mencionou), toda resumida no demonstrativo o; é a simplicidade reforçada. A criação carece... o criador carece... mais do que isso, um carece através do outro e vice-versa. Enfim, "eu e meu elefante, / em que amo disfarçar-me", num momento de epifania para o leitor: o elefante fabricado é o poeta e sua poesia (autor/material). Desta vez, o gauche do "Poema das Sete Faces" transformou-se num grande e desengonçado elefante, mantendo, em sua origem, o estigma de personagem torta: "caiu-lhe o vasto engenho / como simples papel", descolado, "e todo o seu conteúdo / de perdão, de carícia, / de pluma, de algodão, / jorra sobre o tapete, / qual mito desmontado"... imagem triste que pode gerar a idéia de que o criador vai desistir. Novamente, contrariando nossas expectativas, com a forma simples que lhe é característica, ele afirma: "Amanhã recomeço". Recomeçar, reconstruir, refazer... a poesia, constante diálogo com o mundo, perpetua-se na certeza da possibilidade de busca... é a palavra tornando-se vida, continuamente. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
No início do século XX, Manaus, a capital da borracha, recebeu estrangeiros como o jovem Halim, aprendiz de mascate, e Zana, uma menina que chegou sob a asa do pai, o viúvo Galib, dono de um restaurante perto do porto. Halim e Zana vão gerar três filhos: Rânia, que não vai casar nunca, e os gêmeos Yaqub e Omar, permanentemente em conflito. O casarão que habitam é servido por Domingas, a empregada índia, e mais tarde também pelo filho de pai desconhecido que ela terá. Esse menino — o filho da empregada — será o narrador. Trinta anos depois dos acontecimentos, ele conta os dramas que testemunhou calado. Dois irmãos é a história de como se faz e se desfaz a casa de Halim e Zana. Apaixonado pela mulher, depois do nascimento dos filhos Halim se condena à nostalgia dos tempos em que não era pai, em que não precisava disputar o amor de Zana, em que os dois tinham todo o tempo do mundo para deitar na rede do alpendre e se entregar aos prazeres sensuais. Pelo que nos conta o narrador, Halim estará sempre à espera da decisão mais acertada diante dos abismos familiares: a desmedida dedicação de Zana a Omar, seu filho preferido; o trauma de Yaqub, o filho que, adolescente, foi separado da família supostamente para amenizar os conflitos com Omar; a relação amorosa entre os gêmeos e a irmã, Rânia.

De Domingas, com quem compartilhava o quartinho nos fundos do quintal, o narrador nos diz que esta é uma mulher que não fez escolhas. Aparentemente, não escolheu nem mesmo o pai de seu filho. Milton Hatoum faz os dramas da casa estenderem-se à cidade e ao rio: Manaus e o Negro transformam-se em símbolos das ruínas e da passagem do tempo. E, pela voz de um narrador solitário, revive também os tempos sombrios em que as praças manauaras foram ocupadas por tanques e homens de verde. Esses tempos foram responsáveis pelo destino trágico de um grande personagem do livro: o professor Antenor Laval. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Argumento desse romance se esboça através de situações e detalhes, que compõem o ambiente e com ele submergem numa atmosfera que delimita o seu próprio mundo. De repente , todos os seus componentes materiais, humanos e temporais avultam nitidamente em torno de um símbolo de poder unificador e punitivo, a "menina morta". Evocada em sua curta existência , ela deisa entrever a sua missão conciliadora, também inspiradora do perdão e da bondade. Morta, abandona os vivos que se aprisionam cada vez mais nas cadeias do orgulho, do grande latifúndio escravocrata e monocultor, todos surdos aos gemidos da humildade passiva do escravo seviciado e aterrorizado. A paisagem é a de uma grande fazenda de café no Vale do Paraíba, com seu imenso solar, inúmeros agregados e trezentos escravos. Seus senhores sofrem um drama íntimo, contido pelo orgulho e pelo amor-próprio, que intimidam e impedem qualquer possibilidade de alusão , de quem quer que seja, ao que possa ter acontecido. Ao mesmo tempo pressente-se a iminência da revolução social e econômica, com a extinção do trabalho servil. A criança , que seria a esperança de uma reconciliação humana geral naquela paisagem de riqueza e poderio às vésperas de se extinguir , se converte naquele símbolo da "menina morta". É a sombra punitiva que paira sobre os desumanizados. Tanto que , como num misterioso processo de metempsicose. Tanto que, como num misterioso processo de metempsicose, ela é confundida com a irmã que sobrevive e é feita herdeira da fazenda. É quando esse vasto latinjúndio de repente se desola, quase se intemporaliza , para envolver a sobrevivente numa imensa sombra, justamente com sua mãe, física e mentalmente debilitada. O romance parece então dividir-se em duas partes: a primeira, em que perdura a lembrança da menina morta, coexistindo com o seu retrato a óleo na parede, enquanto ela se faz atuante como verdadeira força catalítica; a segunda preenchida pelo retorno da irmã, coincidindo com a ausência dos pais, até ao entorpecimento sombrio de todo aquele imenso e fervilhante domínio. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Modernismo da segunda fase. Olhai os Lírios do Campo é dividido em duas partes de doze capítulos cada. Na primeira parte Eugênio, o personagem principal, vai tendo flashbacks de seu passado enquanto se dirige ao hospital onde está Olívia. Vai lembrando sua infância pobre, quando tinha pena de seu pai e era humilhado na escola por sua condição social, a escola de Medicina (o preço dele ir à escola de Medicina foi não esmerarem-se na educação de seu irmão Ernesto, que se torna um vagabundo). Na faculdade conhece Olívia, que se torna uma grande amiga e com quem tem uma noite de amor no dia do estopim da Revolução de 30. Eugênio conhece a futura esposa, Eunice, num atendimento a uma empregada desta e casa-se com ela apenas para ascender socialmente, sem ter nenhum amor. Preso num casamento sem amor, num emprego de fachada na fábrica do sogro rico e com uma amante a quem não ama, Eugênio reencontra Olívia, que estava numa colônia de italianos. Ela apresenta-lhe Anamaria, sua filha. No presente (finais da década de 1930), ao chegar ao hospital já mais otimista sobre o estado de saúde de Olívia do que na partida, Eugênio recebe a notícia de que ela morreu.

A Segunda parte, passada no presente após a morte de Olívia, é no presente e intercalada por partes de algumas das cartas que Olívia escreveu para Eugênio e nunca lhe enviou. Eugênio toma coragem e separa-se da esposa, abandona a amante, vai viver com a filha (na casa onde Olívia morava com um casal de alemães) e volta a clinicar para os pobres. Eugênio vai assim, sempre com a memória de Olívia, mesmo que ela vá desaparecendo aos poucos, redimindo-se e vendo melhor a pobreza de que sempre tinha tanto asco. Mas não sem seus momentos negros, como o caso de Simão e Dora. Dora é a filha de sua amante (que é uma mãe negligente) com um engenheiro fascista e workaholic que dá mais importância ao prédio que está construindo do que a ela. Ela se apaixona por Simão, um jovem e pobre estudante judeu. A união é desaprovada pelos pais e ela acaba morrendo num aborto feito por uma parteira após Eugênio negar-lhes o ato. Mas por todo o tempo Eugênio vai se ligando a uma vida mais simples, a amigos mais simples e verdadeiros como o céptico Dr. Seixas a quem admirava quando criança. A história acaba com ele e Anamaria saindo para passear num ensolarado dia de verão de Porto Alegre. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
São 101 crônicas - pequenas estórias sobre as ironias do cotidiano- humor - piada crônicas divididas em 6 capítulos, a saber:
1. Fidelidade e infidelidades - 14 crônicas
2. Encontros e desencontros - 16 crônicas.
3. Eles e ou Elas - 41 crônicas.
4. Família - 13 crônicas.
5. Pais e Filhos - 5 crônicas.
6. Metafísicas - 8 crônicas.
1. Fidelidades e Infidelidades
A fidelidade
Em plena terça-feira, mulher e filhos descansavam na praia. Chegou o marido e contou que recebera um telefonema anônimo revelando que a esposa tinha um amante surfista. Ela negou e pediu que ele nunca desconfiasse da fidelidade dela. Ele
voltou para Porto Alegre, pois teria um compromisso no dia seguinte. Mas o compromisso era naquela noite mesmo: ela se chamava Maitê. Na verdade, com toda essa história, conseguira um habeas-corpus preventivo.
Zona Norte, Zona Sul
Depois de muito tempo, Vânia aceitou encontrar-se com Rogério, seu amante, no apartamento dele. Saiu de casa dizendo que ia a Copacabana fazer compras. Quando os dois já estavam tirando a roupa, ouviram um rebuliço no corredor. Em seguida, batidas na porta. Era a polícia procurando Gatão, um famoso bandido que morava no apartamento vizinho e que conseguira fugir. No quarto, os policiais encontram Vânia seminua. Ela corre para a cozinha onde Gatão a agarra. Ele exigia um carro para a fuga. Nesta altura, já havia repórteres e câmeras de TV por todo lado. Gatão consegue fugir levando Vânia. Quando ele a liberta, ela pensa no marido, nos filhos e nos amigos naquele momento já deveriam estar sabendo de tudo. Então, pede ao bandido que a leve junto. Hoje, vive com Gatão em Rezende e jamais o trai. Outro final: Vânia chega em casa preparada para tudo, mas se surpreende com a animação da família por terem visto-a na televisão.
Infidelidade
Um homem conta a seu médico que para conseguir fazer sexo com a sua mulher tinha que pensar em outras mulheres, alguns objetos ... E passado algum tempo, isso já não adiantava mais. Ele agora só se excitava quando pensava numa mulher madura, com o cabelo começando a ficar grisalho, olhos castanhos...E esta era a sua própria mulher.
O encontro
Um casal que havia se separado há pouco tempo, reencontra-se por acaso num supermercado. Era a primeira vez que se encontravam depois da separação. Os dois estavam embaraçados. Ele perguntou se ela costumava fazer compras de madrugada. Ela respondeu que estava lá aquela hora porque tinha alguns amigos em casa. Ele usou a mesma desculpa quando ela perguntou sobre ele. Na verdade os dois estavam sozinhos.
Sala de espera
Uma mulher jovem e muito bonita e um homem com seus quarenta anos encontram-se na sala de espera do dentista. Os dois interessam-se um pelo outro. Pensam em falar muita coisa. Mas no fim acabam não dizendo nada. Aí a enfermeira abre a porta e diz: - O próximo. E eles nunca mais se vêem.
Cantada
Um homem e uma mulher tentam "desvendar o mistério" de onde já se conheciam. Ambos mentem dizendo que poderia ser em Nice, Nova York, Londres, Paris... Depois de passarem a noite juntos eles confessam que nunca estiveram nesses lugares. Na verdade, eles já haviam se conhecido, mas na praia de Guarapari.
Lixo
Um casal se encontrava-se na área de serviço do prédio onde morava. Cada um trazia o seu pacote de lixo. Depois de alguma conversa descobrem que, já há algum tempo, um analisava o lixo do outro. Sabiam muitas coisas a respeito do outro através do lixo. Ela o convida para jantar camarões. Ele não quer dar trabalho. Ela diz que rapidamente limpa tudo e põe os restos fora. No seu lixo ou no meu?
02) Eles &/ou Elas
A comadre
Aquele veraneio terminou mal. Tudo porque o Itaborá tinha soltado um omnahnmon! ao ver a comadre Mirna de biquíni fio-dental. Isamara, a esposa exigiu explicações. O compadre Adélio, deixou passar. Afinal, eram amigos demais e o aluguel da casa já estava pago para um mês. Mas até o fim ficou aquela coisa chata entre os quatro. O Itaborá não podia tossir que todos olhavam desconfiados.
O Mendoncinha
Um casal estava tendo uma conversa durante o ato sexual. Falavam que parecia haver outras pessoas ali com eles naquele momento: pai, mãe, o analista, o superego de cada um... Ela diz que parecia que Mendoncinha, o seu primeiro namorado, também estava ali. A reação dele foi imediata: Bota o Mendoncinha para fora desta cama. (...) Ou sai o Mendoncinha, ou saímos eu e a minha turma!
O brinco
Maurão, às três horas da manhã, liga para a casa do Russo, querendo falar com a sua esposa, Moira. Russo responde que ela não está com ele. Maurão insiste. Não acredita. tinha visto o Russo comprar um brinco e este apareceu na orelha de Moira. Na verdade, quem tinha recebido os brincos era Roberto. E era ele que estava deitado com Russo. Quem fica intrigado, agora, é o próprio Russo. Como os brincos foram parar nas orelhas de Moira? Roberto explica que dera os brincos a Lise, sua esposa. E concluindo: Lise deu-os a Moira. - Você acha que a Lise e a Moira...
Flagrante de praia
Uma mulher bonita está na praia passando óleo para bronzear. Faltavam as costas. Perto dela, um homem lia jornal. De repente, ela pergunta por que ele estava olhando. Ela diz que nem olhou para os lados. Ele continua a conversa perguntando se ele não estava pensando em propor-lhe um programa ou caisa parecida. Ele responde que não. Não queria nenhum envolvimento emocional naquele momento. Perfeito. Ela levantou-se, caminhou até onde ele estava, sentou ao seu lado e pediu: - Me passa óleo nas costas?
O homem trocado
O homem acorda da anestesia e pergunta à enfermeira se foi tudo bem na operação. Esta dá resposta positiva. Ele estranha, pois a sua vida sempre fora rodeada de trocas. Trocaram-no na maternidade; no cartório, ao invés de Lauro, escreveram Lírio; na escola pagava por aquilo que não tinha feito; passara no vestibular, mas o computador se enganara e seu nome não aparecera na lista; contas telefônicas astronômicas para pagar e ele nem tinha telefone; fora preso por engano. E agora a sua operação de apendicite tinha sido um sucesso. A enfermeira parou de sorrir. - Apendicite? - perguntou, hesitante. - É. A operação era para tirar o apêndice. - Não era para trocar de sexo?
03) Família
A rocha
Dona Mimosa, aos 100 anos, adquirira uma sólida autoridade moral sobre a família. Todos vinham pedir conselhos a ela, sobreeducação, aplicação de dinheiro, etc, e tudo era resolvido por ela. Mas certo dia Dona Mimosa sentiu que o mundo lhe escapava. - A Berenice vai sair de casa. - Não deixa. - Não adianta. Ela vai juntar. - O quê? - Com a Valdirene. - Ah, bom. Vai morar com uma amiga. - Não. Vão formar um casal. Silêncio. - O que a senhora acha? Dona Mimosa sentiu que o mundo lhe escapava. Seu nariz não lhe diz mais nada. Era preciso, no entanto, resguardar a autoridade. Com um esforço, recompôs-se e perguntou: - E essa Valdirene, tem uma posição?
Reencontro
Frederico encontra, no elevador, o amigo Parra que não via há vinte anos. Leva-o para seu apartamento e apresenta-o à mulher. Começam a conversar sobre os velhos tempos. No meio da conversa, Frederico diz que está velho, que a Sandra, já tinha noivo. Parra disse que sabia. Frederico pergunta se ele conhece a sua filha. Parra disse que ele era o noivo de Sandra. Os dois começam a discutir e Parra vai embora. A mulher que pegara a conversa pela metade, não entende nada.
Tios
A primeira história é sobre tio Paulito. Era um homem quieto que sempre almoçava com a família de sua irmã. Certo dia, a filha mais moça foi à conferência do Prestes no PT e encontrou o tio Paulito, que se mostrava íntimo do político. No outro dia, tio Paulito foi o centro da admiração de todos na mesa do almoço. Já tio Dedé fazia questão de contar a sua vida. Era muito falador. Sempre falava que tinha feito um filme em Hollywood, aparecia numa cena do filme "Island of Love". Certo dia, o filme passou na televisão; juntou-se muita gente na casa da família, todos ansiosos para verem o tio Dedé. Mas ele não apareceu. Então, ele pulou da cadeira e bradou aos céus: Cortaram! Cortaram!
Férias
A família está discutindo sobre onde passar as férias. O pai tenta uma proposta que não seja muito cara. Decidem passar uma semana na praia e outra na serra. Vão a um hotel numa praia ainda não desenvolvida, pois é mais barato. O pai fica o dia inteiro lendo Agatha Christie e falando mal do general. Em seguida, viajam para a serra. O pai permanece no hotel, mas descobre que o general também está hospedado ali. Então anuncia para a família: Vamos passear no mato!
04) Pais e Filhos
Pai não entende nada
A filha pede um biquíni novo para o pai. Este lhe pergunta se ela não tinha comprado um no ano passado. Ela diz que cresceu, que passou de 14 para 15 anos. Enfim, ele deixa a filha comprar um maior. Maior não, pai. Menor!
Suflê de chuchu
Duda viajara para a França sozinha. Os pais estavam aflitos, aqui no Brasil, pois ela nunca fizera nada em casa. Lá, começou a trabalhar de empregada e, às vezes, ligava para seus pais para pedir alguma receita de comida. Duda estava indo bem. Certo dia, a mãe deu a receita errada de um suflê de chuchu, com esperança do fracasso da filha por lá que assim voltaria ao Brasil. Provavelmente Duda foi despedida da casa. Mas dias depois ligou para pedir a letra de uma música ao pai. O pai foi categórico: Diz pra essa menina voltar pra casa. Já.
A bola
Um pai dá uma bola de presente ao filho e esse não se entusiasma muito. Outro dia, o pai vê o menino com um jogo de bola no video game. O pai ainda tenta animar o filho com a bola que lhe dera de presente fazendo embaixadas, mas este mal desvia os olhos da tela. Talvez um manual de instrução fosse uma boa idéia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
A descoberta
O pai chega de surpresa no apartamento do filho que mora em outra cidade. Este sempre mandava cartas dizendo que precisava de dinheiro para gastar em bebida, som e mulheres. O pa orgulha-se do filho por causa disso. Mas tem uma decepção quando descobre que o filho gastava tudo em materiais para pesquisa, livros e material didático.
O mundo restaurado
Um pai de família adora brincar com os brinquedos das crianças e lembrar da sua infância. Mas os adultos não o entendem; falam e agem num tom muito sério. Mas ele não ouve mais nada. Ergue o Henry Kissinger até os olhos, como se mirasse uma metralhadora, e começa a girar uma manivela invisível do lado do livro. Ao mesmo tempo, com a boca imita o ruído de tiros, e descobre entusiasmado que ainda não perdeu o jeito. O cunhado fica olhando, entre surpreso e divertido, enquanto ele varre a sala com rajadas imaginárias.
05) No Bar
Dezesseis chopes
Estão cinco amigos num bar conversando e bebendo chope. Nos primeiros copos a conversa é normal. Depois passam por vários assuntos diferentes, alguns, já sem qualquer nexo. Nos últimos copos, começam a falar de coisas nostálgicas. Um deles afirma não ser feliz porque nunca teve um canivete decente. Outro levanta-se e diz que teve um bom canivete. Ali está o melhor dos homens, o homem completo, e eles não sabiam.
Conversas de bar
Dois amigos, sentados num bar, conversam. Era um reencontro e eles relembravam as coisas boas da juventude. Reconhecem que o garçom também tinha sido um grande amigo deles, mas não falam nada.De tudo que Mafra falava Tarol duvidava. Eram inseparáveis, mas viviam brigando. Mafra contava histórias absurdas, impossíveis. Certo dia, os dois foram viajar. Quando voltaram, Mafra contou para a turma que tinha um apito de chamar mulheres e para não desmerecer o amigo, Tarol confirmou, mas revelou que só chamava bagulho.A mesa Cinco amigos, cada um com sua família, iam todos os dias a um bar para um chope, mas logo voltavam para casa. Certo dia, um deles jantou lá. Com o tempo os outros foram jantando também. Passado mais um tempo, Gordo (o primeiro que tinha jantado no bar) resolveu dormir por lá. Decidiu, ainda, não sair mais do bar. Os outros gostaram da idéia e também resolveram viver lá, comendo, bebendo e conversando. Os familiares tentam convencê-los a ir para casa, mas estes não dão bola. Já perderam os empregos e certamente não terão dinheiro para pagar a conta, mas é pouco provável que peçam a conta num futuro próximo. O papo está cada vez mais animado.
06) Metafísicas
Borgianas
O narrador estava jogando "xadrez" com Jorge Luís Borges, no escuro. Este ficava contando várias histórias. Ouvia barulho na rua e inventava mais coisas. Também falou do Antigo Egito. Outra vez, jogava xadrez com peças invisíveis e tabuleiro imaginário. Conversavam sobre a importância da experiência para o escritor. Borges não achava importante. Soubera da história de um tigre que tinha entrado na biblioteca de um escritor e que nunca mais saiu de lá. Esse escritor não poderia escrever de maneira convincente sobre o tigre, pois teria que voltar à biblioteca para pesquisar e isso ele não pode fazer pois tem um tigre na sua biblioteca.
Contículos
Jorge Luís Borges está sonhando, mas pensa que está acordado, pois até fala com dois homens que já tinham morrido. Tinham avisado Sandrinha sobre o mau comportamento do rapaz. Mesmo assim Sandrinha se aproximou. Depois pôde perceber que todos tinham razão.O desejo da Madre de começar um conto com um palavrão. Um dia o pai saiu de casa, afirmando que voltaria muito rico e os buscaria. Ele voltou amarrado na balsa todo ensangüentado com uma tabuleta no peito. O filho tem curiosidade de saber o que estava escrito na tabuleta. Dois fatos que não se relacionam: Marisa abrindo uma lata de pêssego e o desmoronamento do Himalaia.Encontraram-se 25 anos depois. Um deles chamou o outro de kid. Este diz que não era o kid. O primeiro tem certeza de que ele era o Kid. Agora não é mais. Maria José casou com José Maria por uma certa fascinação intelectual. Foram muito felizes.
Gravações
No fim do dia, um homem escuta todas as conversas que foram gravadas no seu telefone durante o dia. Espera ansioso pela última. E ouve: Alô, aqui é o Mário. Algum recado para mim?
Conto Erótico
O chefe tenta fazer uma ligação, mas não consegue porque instalaram um novo sistema telefônico. No começo ele pensa que é a secretária falando. Mais tarde descobre que é uma gravação. Tem pensamentos eróticos com a "gravação", pois acha a voz linda. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Desenvolve-se de maneira mais compacta. A ação do romance decorre no curto espaço de tempo entre a tarde de uma quinta - feira santa e a noite do Sábado de aleluia . O autor analisa um grupo de personagens, distintas uma das outras. Mas ligadas por um elo comum : o suicídio de uma moça que se atira do décimo antar de um edifício. Este elo comum evita a repetição e dá originalidade ao romance. Além disso, foi o artifício encontrado para estudar as reações de indivíduos diferentes uns dos outros, diante de um mesmo acontecimento. Assim, o autor analisa o frio Chicharro; o Sete, pequeno vendedor de jornais; Aristides Barreiro , homem de negócios; Bernardo Resende , vaidoso compositor; Tônio Santiago, romancista célebre; Marina , uma mulher angustiada, o Dr.Lustosa, desenbargador aposentado. Érico Veríssimo mostra uma ficção de técnica avançada, onde destacam-se o monólogo interior da personagem e o simultaneísmo narrativo, embora sua linguagem seja pouco estilizada. O registro da vida cotidiana em uma grande metrôpola é sempre feito pelo ponto de vista do personagem, o que garante um clima psicológico maior. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Senhor Embaixador, cuja ação se desenvolve paralelamente na capital americana e na pequena republiqueta de Sacramento, dominada por uma ditadura corrupta e sanguinária, revela a figura de Gabriel Eliodoro. Caudilho, compadre do tirano, nomeado embaixador em Washington, mostra a ambigüidade clássica dos caudilhos - indefinição ideológica e carisma pessoal. Diante dele, o secretário da embaixada, um intelectual de origem burguesa, Pablo Ortega, é obrigado a definir-se. O letrado, no final do texto, torna-se homem de ação, participando do movimento revolucionário que derruba o ditador. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
ARROYO, Miguel G. Oficio de Mestre: Imagens e Auto-|Imagens. Petrópolis, Rio de Janeiro. Vozes,2000.

A educação escolar é um campo propício a modas. Nossas práticas se orientam por saberes e artes aprendidas desde o berço da historia cultural e social. A Escola Plural vem tentar recuperar artes, saberes e fazeres mais perenes do oficio do magistério, inovando no que diz respeito no dialogando com mestres da escola, estes colocados em primeiro plano, já que quando se constrói uma escola, pensam em toda estrutura e organização só depois nos recursos humanos.
1. CONVERSAS SOBRE O OFICIO DE MESTRE
A memória de nossas históricas nos leva ao reencontro com uma história que pensamento não existir mais, estamos atrás de uma identidade de mestre, de um ofício que carrega longa memória.

Os Segredos E As Artes Do Oficio
O termo Ofício de Mestre remete a nossa memória. Ofício quer dizer um fazer qualificado, profissional, com segredos, saberes e artes de sua profissão, reflete o pensar e o fazer educativos influenciados no trado e na socialização das novas gerações. Eles precisam ser artesãos, artífices, artistas pra dar conta do magistério. Mestres resistem às pressões de manter e reproduzir a herança de um saber específico. A sociedade depende de suas qualificações.
As greves, congressos e encontros, afloram o orgulho conquistado de lutas pra serem socialmente reconhecidos, no final não tem suas reivindicações atendidas e suas auto-imagem ficam reconstruídas, tentativas de construir de forma coletiva a escola e de nos construirmos por novas imagens, como profissionais.
Hoje está na moda interesses neoliberais dos progressistas que querem colocar no centro da ação educativa escola a comunidade, famílias e organizações sociais, a sociedade difusa dos empresários, mídia e os amigos da escola, isso corre o risco de descaracterizar o núcleo constitutivo da ação educativa tirando de foco a dimensão pessoal, do diálogo e convívio de gerações, do saber fazer, das artes dos professores. A ação participativa não deve ser confundida com a relação educativa. As gestões progressistas abrem espaço a responsabilidade social e da comunidade descaracterizando a ação qualificada dos profissionais. Estes tentam defender e reafirmar a especialidade de ação, do seu oficio, planejando, intervindo e educando. A educação é um direito social, mesmo que professores levantem a bandeira da gestão democrática, a educação não acontece sem eles. O trabalho qualificado é insubstituível e o seu oficio não é descartável.

Especialidade Do Saber-Fazer Educativo
Ter um oficio significa orgulho, satisfação pessoal, afirmação e defesa de uma identidade individual e coletiva. O movimento de a formação dos professores é histórica social e política. Desde 70, essa luta tem se intensificado, e uma nova identidade deve se afirmar frente à nova descaracterização da escola e da ação educativa da década de 90. O momento é de se defender essa função social, o trabalho e o saber qualificado, a identidade baseada na garantia do direito social a educação e a cultura.
Desde da LDB de 1971, escolas e currículos de formação desfiguram os mestres, empobrecendo o conhecimento, a escola e os professores, reduzindo os a ensinantes, o que leva a uma desvalorização da categoria frente ao governo e a sociedade.

Mestre De Oficio, Não Cata-Ventos
As políticas de formação e de currículo perderam a referência do passado, a memória e a história. Procuram redefinir o nosso perfil, papel social, nossos saberes e competência, um oficio de decretos e currículos manipuláveis.

2.UM MODO DE SER
Poucos trabalhos se identificam tanto com a totalidade da vida pessoal, ao levar pra casa matérias da escola, carregamos sonhos e angústias, o fato de que ser professor faz parte de uma vida pessoal. É outro de nós. Gostaria de se libertar desse entrecruzamento e reduzir o magistério a um tempo profissional delimitado, mas não conseguimos superar este fato.

O Ambiguo Sonho Da Profissionalização
A profissionalização nos aparece como remédio pra afirmar nossa identidade. Nos anos 70 procurou-se definir como trabalhadores da educação, porém não conseguiu definir a auto-imagem, nem a imagem social. Os cursos de graduação, especializados, pós-graduação ou formação permanente dos professores de Educação Básica tornam carreira de critérios profissional, mesmo sem ter um estatuto profissional, espera-se que possa definir o imaginário social. Os professores são a imagem social que foi construída sobre o oficio de mestre, sobre a forma de exercer.

Imagens Tão Diversas
Há vários níveis sociais entre os professores e auto-imagens diversas, reconhecimentos sociais que depende de lentos processos de reconhecimento.

A Herança Que Carregamos
A idéia de vocação perde peso, embora a visão seja forte na auto-imagem de muitos professores. A figura do professor cola-se a uma idéia de profecia, abraçar doutrinas, modos de vida, ideais, amor e dedicação. A identidade de trabalhadores e de profissionais, não consegue apagar esses traços. Nosso oficio está amassado por interesses que extrapolam a escola. Nos encontros de professores sentem-se relação de amor e de ódio com o magistério, sentimentos desencontrados e apaixonados. Neles aprendemos mais sobre nos que sobre conteúdos ou métodos.

3. UM DEVER SER
O professor do ensino básico é medido pelo social sua competência na forma de comportamento, com traços morais e éticos no terreno do dever. Hoje procura-se preparar como técnicos competente o que pode contribuir pra sua imagem profissional.

Voltar A Estação Primeira, A Infância
A infância enquanto sujeito social e cultural é mais que um ser letrável, e a pedagogia mais que um bom técnico em letramento. A criança tem direito de aprender e o pedagogo a obrigação de ensinar. Ambos são insolúveis. Papéis de projetos enraizados em ideais, deveres e valores. Ser mestre-educador é um modo de ser e um dever ser pedagogo de nós mesmos, porque exige domínio de teorias e uma elaboração pedagógica, o saber pedagógico é para ser vivido mais que transmitido, envolve sensibilidade, intuição, escuta, sintonia com a vida e com o humano.

Como Voltar A Infância Não Vivida?
A motriz formadora do pedagogo, para Freire, deve ser que educar é o direito e o dever à indignação diante da desumanização da infância, como educador é preciso recuperar sua humanidade roubada, dialogando.

4. A HUMANA DOCÊNCIA
Na LDB a educação e o trabalho com as infância adolescentes e jovens não é reconhecido como educação e sim como ensino, o que confunde nas nossas auto-imagens.

Docentes-Educadores, Uma Relação Tensa
Nos anos 60 e 70 foi articulado um movimento de Educação Popular, com vínculo de libertação, emancipação e politização, dando a escola função instrumentalizadora, o que fez se descobrir os educando como gente e não mais como alunos. Reencontramos o sentido educativo de nosso oficio de mestres, descobrindo a docência humana. Aprendemos a ser humanos.
Como profissionais temos de extinguir toda estrutura, lógica excludente e seletiva que acabam reforçando o processo de desumanização que se submetem alunos fora da escola, tentando fazer da escola um espaço e tempo de direitos, de humanização que se faz recuperar nosso oficio.

5.CONTEÚDO DA HUMANA DOCÊNCIA
A LDB de 1996 amplia a educação, defendendo conteúdos, defendendo nos mesmos, por isso repensá-los está de encontro de um novo sentido para nosso saber-fazer. Abri-los caminhando para incorporá-los a um novo e melhor conteúdo.

6. INTRANQUILIDADE NOS QUINTAIS DO CONHECIMENTO
Alargar horizontes da docência foi positivo. Trouxe inseguranças, vontades de ler mais, de acompanhar avanços, encontros, de ter tempo para debates e estudo.

7. PARÂMETROS E AUSÊNCIAS
Os PCNs trazem debates teóricos e políticos, concretizam estratégias e políticas de governo e de interesses sociais e políticos, traduzindo sobre a função social e cultural da escola. Abre horizontes redefinindo conteúdos redefinem a docência.

8.O SUBSOLO COMUM DE NOSSA DOCÊNCIA
Somos profissionais dos saberes e dos processos que formam a mente humana. A docência pode ser um exercício de tomada de consciência, mediação da cultura. A escola um lugar facilitador, que trava o desenvolvimento intelectual o ensino deve ser significativo.

9. O APRENDIZADO DO OFÍCIO
Carregado por múltiplos espaços, tempos e vivências aprendidas, experimentando, sentindo com a convivência do oficio, e de condições de vida que condiciona escolhas, a vida se mistura com a condição de professor e faz o seu aprendizado.

10.APRENDENDO NAS TRANSGRESSÕES
Nos fazemos e nos desfazemos, somos uma categoria histórica, em construção, a cada confronto construímos nossa história. Criticar amplia a consciência de múltiplas determinações sociais. As transgressões políticas e pedagógicas são muitas vezes saídas encontradas diante de um legalismo autoritário de controle e do trato infantilizado que determinou o perfil do profissional com este aprendizado, afirmando a dimensão do oficio de mestre, aprendendo a liberdade para ensinar a liberdade, na escola e pros professores.

11. UMA TRAMA DE PRATICAS
As propostas de ciclo estimulam a criação de uma rede de praticas entre os diversos ciclos de desenvolvimento e entre as escolas, requer que se quebre com trabalhos isolados, fortalecendo o trabalho de equipe.

Aprender Os Significados Das Escolhas
Em cada escolha o professor põe em ação, pensamentos, concepções, valores, culturas e significados. Registrar consolida hábitos de esforços mentais e pedagógicos e exploram dimensões. Somos o que produzimos, a escola é um amontoado de práticas do coletivo, por isso, é saudável trocar experiências. A reprodução da cultura precisa das continuidades ritualizadas. Por mais que as políticas educativas nos convidem a olhar para o futuro, o mercado e nos digam que esqueçamos e superemos praticas tradicionais, a escola e seus mestres estão fincados na tradição, nos remetem a tradição e nos criam um gosto, uma sensibilidade com a tradição.

12. COMUNIDADES APRENDIZES MÚTUAS
As propostas educativas inovadores trazem um clima de dúvida e inseguranças.
A implantação de ciclos confronta cultura profissional, cultura de reprovação com a teoria pedagógica e com a plena formação dos educandos. Valores, crenças que justificaram a retenção, reprovação, e separação dos educandos de sues pares, perdem sentido quando o foco de nosso olhar passa a ser os educandos, sua formação e seu desenvolvimento pleno. O convívio escolar será educativo, no encontro de gerações, com ciclos diversos de aprendizado vivencia e de interpetação de cultura, esta é a base da pedagogia, trabalhar com os semelhantes e os diversos. Precisamos reinventar valores e crenças para suportar a nossa docência, a cada dia, como na vida.

13. CERTEZAS NEM TÃO CERTAS
Certezas sobre a cultura escolar, cultura profissional, valores e religiosidade protegem nossa tranqüilidades. Abrir caminhos incertos é mais criativo e realizador que trilhar os já batidos. Inovar desestabiliza, faz se trabalhar com a insegurança provocando movimento formador para os mestres.

14.CAIXA DE FERRAMENTA
Ao incorporarem o preparo para a cidadania, as orientações aos professores ficaram confusas, trabalhar ferramentas como o uso da mente e do raciocínio, contribui pra mudar o mundo.

15. CULTURA PROFISSIONAL DO MAGISTÉRIO
O magistério tenta finca raízes nos valores sociais nas idéias, valores, da herança histórica que vem se consolidando. A procura do reconhecimento social revela a luta dos professores trabalhadores da educação. Sua identidade ainda está distante da cultura do trabalho.

16.CONSCIÊNCIA POLÍ
TICA E PROFISSIONAL
A mídia, e intelectuais debatem sobre a cultura, valores e saberes que sufocam nossa sociedade, causando uma insegurança justificada. O valor humano de todo conhecimento está nas questões do momento, a cultura mercantil e a humanista esta em tensão, a procura de uma concepção mais global do mundo e da sociedade, dos conhecimentos científicos e tecnológicos.

17. UMA CATEGORIAFRAGMENTADA
Os interesses da categoria são diversos. A LDB de 71 fragmentou a categoria e a nova LDB não conseguiu recuperar a unidade perdida.

18. A INOVAÇÃO CONTROLADA
Nas escolas há inovação e um traço disso é a transgressão, reações frente ao legalismo.

Mudar O Estilo Da Gestão
Inovar as formas de gerir invoca-se crença dos efeitos multiplicados da proposta.

O Legalismo Inovador
Tenta sufocar as oportunidades dos professores criarem e se afirmarem como pessoas, coletivos, se livrarem das engrenagens das disciplinas, das grades e dos currículos. Construir coletivamente no diálogo entre educadores, deve se criar coletivamente uma nova cultura de gestão do poder público pode ser um dos podutos da proposta político pedagógica.

19. TROCA DE APRENDIZADOS DO OFÍCIO
Os professores estão adquirindo competências para equacionar suas práticas, escolher temáticas de reflexão, propor alternativas de intervenção, criando estilos de debates. Aprender as artes de lidar com pessoas, acompanhar seus processos de formação de produção e apreensão de saberes e valores exige artes especiais, exige reinventar práticas, atividades e intervenções, reinventar o currículo escolar.

20. RECUPERAR A HUMANIDADE ROUBADA
Educar é humanizar, e a tarefa pedagógica é contribuir pra a humanização.

A Desumanização Como Realidade Histórica
O movimento de humanização e desumanização acompanham os seres humanos desde a infância, educadores têm que resgatar o que foi perdido.

Aprender Com Os Outros Educadores As Artes Do Mesmo Oficio
No trabalho de cada um partilhado recupera-se a infância e o sentido do oficio de ser mestre. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Se a história de Carrol “Alice no País das Maravilhas”, desafia claramente o leitor pela sua riqueza simbólica, dificilmente cifrada pelo adulto, a Flauta Mágica tem sido considerada como uma história simplória, com versos medíocres, com uma moral primária e corriqueira.

O libreto de a Flauta Mágica parece ter sido inspirado na Vida de Setos, obra escrita em 1731, relacionada com os mistérios egípcios. O próprio Mozart, como iniciado, conhecia-a certamente.

O enredo de A Flauta Mágica é, em resumo, o seguinte:

“Um príncipe (Tamino), e um caçador de pássaros (Papagueno), atendendo ao apelo de uma rainha (a Rainha da Noite), tentam resgatar a princesa (Pamina), sequestrada num castelo.

Para cumprir essa missão, Tamino e Papagueno recebem da Rainha da Noite, por intermédio das suas damas, um carrilhão e uma flauta mágicos, além de três génios que serviriam de guias. São representados, na ópera, por três crianças.

Por caminhos diferentes, Tamino e Papagueno
chegam ao palácio de Sarastro. Pamina está lá, realmente, prisioneira, atormentada por um escravo mouro de Sarastro (Monostatos), que já tentara violá-la na ausência do amo.

Chega Papagueno e Monostatos foge. Entretanto, Tamino discute com um sacerdote do templo de Sarastro: este diz-lhe que Sarastro não é mau, mas nobre e justo e que um dia, ele, Tamino, compreenderá tudo. Isto abala completamente os propósitos inicias de Tamino.

Os três acabam por serem presos, quando Sarastro chega. Manda chicotear o escravo, explica a Pamina que sua mãe, a Rainha da Noite, é uma mulher perigosa e determina que Tamino e Papagueno sejam submetidos a duras provas no templo, como, por exemplo, a prova do silêncio.

Se passarem trais provas, entrarão para a irmandade. Tamino receberá ainda a mão de Pamina e Papagueno o que ele mais deseja na vida: uma mulher para se casar.

Entretanto, Pamina, adormecida, desperta a luxúria de Monostatos. Mas chega então a Rainha da Noite e mostra que Sarastro tinha razão: ela aterroriza a filha e dá-lhe, cheia de ódio, um punhal, para que assassine Sarastro. Depois desaparece. Monostatos, que viu tudo, chantageia Pamina. Contudo, chega Sarastro, que expulsa o mouro e tranquiliza a rapariga, dizendo que naquele templo não há lugar para a vingança.

Enquanto isso, Tamino vai passando nas provas, mas Papagueno não consegue sequer ficar calado. Acaba por ser expulso do templo. Pamina vai encontrar-se com o príncipe e não compreende que ele não lhe resposta. Julga que Tamino não mais a ama, fica desesperada, pensa em suicidar-se com o punhal - mas é impedida pelos três génios.

Volta ao templo e tem permissão para acompanhar Tamino nas suas últimas provas: a do fogo e a da água - o que os dois conseguem superar com sucesso, protegidos pelo som da flauta mágica.

Vagueando pelos bosques, Papagueno, inconsolado e cómico, pensa também no suicídio, mas também ele é salvo pelos três. Sugerem-lhe que ele, Papageno, toque o seu carrilhão mágico: ao som do instrumento aparece-lhe o que mais desejava: uma companheira.

Na escuridão da noite chegam a Rainha da Noite e o seu séquito, guiados agora por Monostatos, que se aliou contra Sarastro, ante a promessa da mão de Pamina. Vão destruir o templo e matar Sarastro e os sacerdotes. Mas estes irrompem com um poder descomunal e aniquilam as pérfidas criaturas. Pamina e Tamino casam-se com grande pompa e com muitas congratulações pela sua coragem, fidelidade e virtude”.

O libreto fascinou tanto o rosacruz Goethe que se propôs fazer com ele o mesmo que fizera com a sua obra rima - Fausto: escrever uma Segunda parte.

Comecemos o estudo pelo simbolismo do número das personagens: são nove. A primeira é o príncipe Tamino. É verdadeiramente o herói da história. Logo nos primeiros acordes surge Tamino numa situação incrível: a fugir de um dragão (uma serpente, no original).

A representação de uma personagem de Mozart é sempre feita de modo que qualquer pessoa a compreenda de imediato.

As primeiras palavras de Tamino, que grita por socorro, é um autentico aviso do autor de que vamos entrar num território inédito.

Reside aqui precisamente a falta de compreensão desta obra musical. É que ela trata de segredos iniciáticos, que não são do conhecimento vulgar.

A 2ª personagem é a princesa Pamina. Tamino, o príncipe, apaixona-se ao ver o seu retrato. Muito se tem escrito sobre esta dualidade, Tamino-Pamina. Quando Tamino vê o retrato, canta uma ária lindíssima. Serviu de fundo musical ao filme “O Enigma de Kaspar Hauser”.

A 3ª personagem é Papagueno. É a mais exótica, popular e sedutora. É o caçador de pássaros.

A 4ª é Monostatos, o criado mouro. No filme, a cena entre Monostatos e Pamina foi alterada em relação ao original. Bergman substituiu as ameaças e a tentativa de Monostatos apunhalar Pamina por uma única, curta e sibilante entrada do mouro, muito no seu estilo.

A 5ª, 6ª e 7ª personagens são as três crianças. Guiam Tamino, informam-no como deve escolher e as atitudes de firmeza que devem adoptar, mesmo as de obediência. Quando Pamino pensa no suicídio, estas personagens fazem-lhe ver que não conhece verdadeiramente a situação e a inutilidade do seu tresloucado acto.

O mesmo acontece quando Papagueno, a quem explicam que nem tudo está perdido e ainda há alguma coisa por que lutar.

A 8ª e a 9ª personagens são a Rainha da Noite e Sarastro.

Há, nesta ópera, um triângulo dramático: Sarastro, a Rainha da Noite e os dois príncipes.

Psicologicamente, a primeira personagem, Tamino, pode ser comparada à criança adaptada. A 2ª, a princesa Tamina, representa a criança rebelde.

A 3ª, que é Papagueno, é a criança livre. A 4ª, Monostatos, é a personalidade perversa, infantil e demente. A 5ª, 6ª e 8ª, as três crianças, simbolizam o resíduo infantil do adulto e a sua pureza original.

A 8ª, a Rainha da Noite, e a 9ª, Sarastro, completam a representação dos estados do eu e simbolizam os dois aspectos polarizados do eu, o pai perseguidor ou possessivo e o pai protector.

Esotericamente... bom, reside aqui todo o valor desta obra.

A Flauta Mágica inicia-se com três acordes majestosos, que se referem aos três passos ou graus fundamentais de todos os ensinamentos místicos. O terceiro acorde corresponde aos três toques do candidato, quando a procura a parta do templo.

A estes acordes segue-se, no original, uma marcha solene, preparada para instrumentos de metal, que simboliza o caminho a percorrer pelo candidato.

O caminho é longo e o trabalho cansativo. Mas o aspirante digno chega ao ponto culminante e torna-se um iniciado.

Na abertura descrevem-se vários processos pelos quais a pedra bruta se transforma numa pedra trabalhada e viva. A abertura finaliza com a repetição das três pancadas ou acordes.

Esta cena desenrola-se no Egipto, num campo aberto, perto do templo de Ísis (onde se nota a influência de A Vida de Setos)

Tamino, quando entra em cena, é perseguido por um dragão, símbolo dos desejos inferiores. Faz uma prece e cai inconsciente.

Surgem três jovens cobertas por véus. Simbolizam a purificação do corpo físico, do corpo de desejos e da mente. A morte do dragão indica que Tamino alcançou a vitória sobre a natureza inferior.

Surge depois o passarinheiro. Enquanto que Tamino simboliza o aspirante que procura a luz, Papagueno, caçador de pássaros, representa aquela parte da humanidade que é indiferente ao progresso espiritual.

Tamino e Papagueno encontram-se. Logo depois surgem as três jovens que repreendem Tamino por reivindicar a morte do dragão.

Dão a Tamino o retrato de Pamina, a filha da Rainha. Pamina representa a natureza espiritual do ser humano, que é correntemente representada por uma figura feminina - como vemos nos textos de Salomão e de Camões.

Quando o discípulo se aperfeiçoa na busca e começa a sentir a maravilhosa beleza superior, se lhe dedica e consagra, realiza-se o que chamamos “bodas místicas”.

As três jovens informam Tamino que foi escolhido para libertar Pamina, subjugada pela magia negra. Há um ensurdecedor barulho e surge a Rainha da Noite.

Com palavras extremamente solenes relata o desaparecimento de Pamina, sua filha. Reconhece a piedade e sapiência de Tamino que considera capaz de a salvar. O cenário escurece de novo.

É então que no aspirante se começa a desenvolver a clarividência. Esta visão permite-lhe ver os mundos internos ou superiores.

A pergunta que Tamino faz é a mesma de todos os aspirantes: “É verdade aquilo que vejo? Ou será apenas ilusão?”.

O segundo acto começa com uma marcha solene, com música para instrumentos de sopro. Os sacerdotes, acompanhados por Sarastro, querem saber qual o objectivo da vinda de Papagueno.

Este responde-lhe que não se preocupa com a sabedoria, que apenas lhe interessa comer e beber. Tamino, por seu lado, deseja a sabedoria e, também, unir-se a Pamina.

Há poucas pessoas, como Tamino, dedicadas ao serviço da Sabedoria!

As três jovens experimentam Tamino, tentando-o convencer de que Sarastro lhe prepara uma traição. Tamino nega-se a ouví-las. É que em tempos de crise as forças unem-se para impedir o espírito de alcançar a luz e confundí-lo, separando-o da fonte de sabedoria.

O segundo acto, na sua maior parte, é dedicado às provas do aspirante. Esta cena termina com uma magnífica ária de Sarastro.

Cada instituição que se dedica ao estudo das leis divinas, cria uma força dinâmica, que pode ser utilizada para construir ou destruir. É da máxima importância que cada grupo aprenda a pôr em prática a seguinte regra: “viver e deixar viver”.

A prudência é a melhor arma para combater qualquer tendência para a bisbilhotice, ciúme, inveja ou ódio.

Se isto for negligenciado, haverá discórdias, dissidências e, por fim a destruição.


As jovens oferecem-lhe então uma flauta mágica, o símbolo dos poderes latentes do espírito, da divindade adormecida no homem.

O mago negro, Monostatos, símbolo dos poderes do espírito usados incorrectamente, arrasta Pamina. Atira-a para um cadeirão e ordena a três escravos que a prendam.

Os três escravos são o corpo físico, vital e de desejos, relacionados com os prazeres inferiores, com o medo e a ignorância.

Quando o cenário muda, vêem-se três templos: o da Razão, à direita; o da Natureza, à esquerda e o da Sabedoria, no meio.

Os três templos representam as três forças distintas: a masculina, a feminina e a união de ambas, isto é, a força masculina, a beleza feminina e a sabedoria, que é filha das duas.

Aparece depois um sacerdote idoso e Pamino fica a saber que está no templo de Sarastro, o sacerdote do Sol, o mago branco ou iniciado.

Explica-lhe que vivemos cercados de estímulos aos quais se reagem conforme a espiritualidade que se tem. É assim que tem de começar o trabalho de auto-aperfeiçoamento.

A lei fundamental diz que a verdadeira acção esotérica só pode ter sucesso se for baseada na união com o espírito.

A pedra fundamental de todas as sociedades ocultistas iniciáticas pode ser encontrada nas palavras de Sarastro: “nestas amplas galerias não se conhece vingança” que não são mais, afinal, do que a repetição daquelas que lemos numa das obras de Max Heindel “na nossa sociedade, não há disputas, nem controvérsias, nem especulações, nem sofismas, nem dúvidas, nem cepticismos”.

A cena final começa numa quase total escuridão. A Rainha da Noite aproxima-se de Monostatos, que leva uma tocha. Ouve-se um grito de pavor e surge Sarastro e os sacerdotes, Pamina e Tamino.

Nesta ópera, Mozart descreve a senda do candidato, que procura a luz, “pobre, nu e cego”.

Demonstra os passos do caminho, as suas provas, nas quais se prepara o espírito para se tornar digno de entrar no templo, mas naquele templo verdadeiro, que é feito sem ruído de pedra nem de martelo, onde a luz do conhecimento permanece eternamente. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Estudos sobre o culto, o direito, as instituições da grécia e de roma. A Cidade Antiga é um tratado sobre a civilização greco-romana. Religião, política, costumes, instituições - o erudito historiador Fustel de Coulanges realiza um estudo exaustivo da formação da cultura e Estado clássicos, seu desenvolvimento, dinâmica, caraterísticas e transformação ao longo do tempo que perdurou a civilização greco-romana. Descreve-se e se analisa seu florescimento, ascensão e queda. Foi professor de História Medieval na Sorbonne e devido aos métodos de pesquisa que utilizou, é tido como um dos precursores da moderna historiografia francesa. Dois princípios fundamentais norteiam o estudo de Coulanges. Segundo ele a obtenção do verdadeiro conhecimento desses povos (grego e romano) exige que os estudemos sem a idéia fixa de considerá-los como nós, dado o fato de sermos seus herdeiros culturais; é preciso estudá-los como se nos fossem inteiramente estranhos. O segundo princípio é a necessidade e condição sine qua non de considerar as crenças religiosas desses povos para compreender suas instituições em geral, sem o que estas surgirão obscuras, extravagantes e inexplicáveis diante de nossos olhos veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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