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O Sorriso do Lagarto - João Ubaldo Ribeiro
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O Cancioneiro é composto por poemas líricos, rimados e metrificados, de forte influência simbolista. É do Cancioneiro um dos poemas mais célebres de Pessoa, Autopsicografia, em que reflete sobre o fazer poético: "O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm." O leitor atento há de perceber que o poeta parte de uma dor sua, real, integral. Só quem sente uma dor pode fingir outra que não sente. Só quem tem personalidade pode ser ator. Como Fernando Pessoa. Já os leitores, lêem no poema a dor ou o sentimento que lhes falta e que gostariam de ter. Sentem-na ao atribuí-la a poeta. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
História e aventura de Alexandre um menino pobre - vendedor ambulante das sinaleiras do Rio de Janeiro que vai para o interior em busca da casa de sua madrinha. Um de seus companheiros de viagem será um pavão que repetia tudo o que Alexandre falava - fora viciado por seus donos. Fazem sucesso com mágicas e contando histórias. Alex soube da casa da madrinha por seu irmão (Augusto). Resolve ir conhecê-la já que saíra da escola porque seus pais não gostavam da professora que inventava aulas com sua maleta colorida. Após fazerem sucesso aparecem vários donos do pavão que procuram prendê-lo e ele se solta várias vezes. Até que ele vai parar na Escola Osarta do Pensamento (ATRASO) onde lá terá aula: papo, linha e filtro. Depois de fugir de Osarta o povão conhece o marinheiro João das mil e uma namoradas que as presenteava com suas penas. Em uma das apresentações Alex conhece Vera que passa a conviver com eles embora os pais de Vera o rejeitasse por achá-lo largado, afinal um pai e uma mãe metódicos - Vera tinha horário para tudo. Por outro lado a história do pavão não era diferente:

Após conhecer o marinheiro e ser depenado é tratado por um veterinário e levado para um zoológico até que o vigia Joca resolve roubá-lo para um número numa Escola de Samba mas com a saída de Joca da Escola de Samba o pavão será vendido para uma família que o usaria para enfeitar o jardim, nisso conhece a Gata da Capa uma vira lata matratada que se escondia atrás de uma capa de chuva - moraram juntos até que a casa foi demolida, ao ir procurar a gata por terem se separado, o pavão encontra Alexandre e juntos reiniciam nova jornada. Montados no Cavalo Ah: Alexandre , Vera e o Pavão rumam em novas aventuras para a casa da madrinha, reencontram Augusto - irmão de Alexandre a gata da capa e a maleta da professora e também algumas fantasias deixada por Sr. Joca. Nessas aventuras usam do desenho para materializar o sonho: já que o medo da viagem os obscurecia; um lindo caminho e a casa também são desenhados por Alexandre. Vera por achar que na casa havia tudo o que uma criança precisava e que lá seriam felizes pediu que a casa se trancasse, após, tenta fugir - precisava voltar para casa pois em meio a tanta brincadeira e fantasia perdera a noção do tempo. Alex vai atrás de Vera, reencontra a chave da casa perdida dentro de uma flor amarela - agora dominado o medo voltaria à casa da madrinha e continuariam viajando para o mundo do sonho e da fantasia. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Lúcio Cardoso revela pendor para criação da atmosfera de pesadelo e de sondagem interior a que lograria dar uma rara densidade poética. Aproveita as sugestões do surrealismo, sem perder de vista a paisagem moral da província que entra como clima nos seus romances. A Crônica da Casa Assassinada reconstrói de maneira admirável o clima de morbidez que envolve os ambientes e os seres. Fixa a angústia de um amor que se crê incestuoso. Em vez de referências diretas, são as cartas, os diários e as confissões das pessoas que conheceram a protagonista ( e dela própria), que vão entrar como partes estruturais do livro. A tragédia de um ser passa a refletir-se no caso das testemunhas; e estas percorrem a vária gama de reações que vai da febre amorosa ao ódio, deste à indiferença ou ao juízo convencional. O caso psicanalítico sai, portanto , do beco da auto- análise e assume dimensões familiares e grupais. Realiza uma forma complexa de romance em que o introspectivo, o atmosférico e o sensorial não mais se justapusessem, mas se combinassem no nível de uma escritura cerrada, capaz de converter o descritivo em onírico e adensar o psicológico no existencial.

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Vasco caminha pela vida numa incansável e persistente busca: de emprego, de amor, de dias melhores... Mas não importa. Já se habituou a viver em constante contradição. Busca as aventuras da boemia e descobre os prazeres de um viver regrado. Como será o amanhã? Não se sabe... Há dificuldades imensas, mas é certo que também existe Clarissa, sua paixão, o elo que o prende à realidade. A vida ainda vale a pena! Permanecer e lutar ou ganhar mundo com seu pai, num percurso solitário? Erico Verissimo consegue, neste livro contundente e atual, mostrar que, apesar dos pesares que marcam o destino inexorável do homem, todos nós temos direito a Um Lugar ao Sol. Neste livro, o escritor consegue elaborar de modo impecável um retrato vivo da complexidade do ser humano e das questões que o inquietam. Reunindo personagens já conhecidas de suas obras anteriores, coloca-as a nu, com uma linguagem sincera e comovente, criando situações em que o cotidiano se impõe sempre, implacável. Assim, à miséria e à violência que marcam o destino do homem, somam-se aspectos do mais profundo humanismo: a solidariedade irrestrita, a esperança de uma vida melhor, a amizade, a paixão.

Sempre crítico, o autor analisa a sociedade procurando compreendê-la de forma realista, isenta. E as personagens, vivendo o presente intensamente, ao sabor dos acontecimentos, não se preocupam com o amanhã. É melhor "seguir ao acaso, como os barcos antigos, sem bússula nem porto certo, guiados apenas pelas estrelas". Com uma temática atual e forte, o enredo envolve o leitor e leva-o a refletir sobre o próprio destino, seus encantos e desencantos, sua impotência e pequenez frente à vida. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Carlos Drummond de Andrade (1901-1987) é um dos poetas máximos da Língua Portuguesa. Sua poesia consegue ser, ao mesmo tempo, absolutamente brasileira (às vezes, mineiríssima) e ser universal. Seu estilo conjuga a limpidez clássica às impertinências irônicas de um prosaísmo bem colocado, o que torna Drummond um modernista além do seu tempo. Despedida do poeta? Recomeço? Farewell (1996), a obra póstuma de Carlos Drummond de Andrade, guarda, no bem humorado adeus à moda inglesa, um sorriso maroto como aquele da crônica Ciao (1984), na qual o poeta se despedia dos leitores de sua página semanal no JB. Um misto de gratidão ("aos leitores a minha gratidão -essa palavra tudo") e de alívio de quem se vê afinal desobrigado da vida "O pássaro é livre /na prisão do ar./ O espírito é livre/ na prisão do corpo./Mas livre, bem livre/é mesmo estar morto". Nesse breve livro de poemas, estão presentes os temas caros ao poeta mineiro: a meditação serena/ convulsa sobre a passagem do tempo, sobre o amor, sobre os amores tardios (os amores fora de hora), que acendem o desejo na carne envelhecida; o tema da permanência na mudança (as sete faces do anjo torto), fazendo aparecer o "feixe de contrastes" de que se compõe o ser humano; o tema da memória que pode converter em presença o que está ausente e pode transformar em doçura o horror do sofrimento; a leitura sensível de obras de outros artistas ("A Cadeira (Van Gogh): ninguém está sentado/ mas adivinha-se o homem angustiado").

Por conseguir reunir em tão densa obra poemas modelares, Farewell é um livro-síntese, e também um convite a recomeçar a leitura dos outros livros do poeta mineiro, esse "tigre disfarçado", animal poético de sonsa ternura e doce crueza que nos ensina a "sempre, e até de olhos vidrados, amar". (ANDRADE, Carlos Drummond de. Farewell. Rio de Janeiro : Record, 1996.) veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O romance se inicia com a narração de alguns casos insólitos - Joana Carda e a vara de negrilho, Joaquim Sassa e o arremesso de uma pedra ao mar, José Anaiço e os estorninhos e Pedro Orce e o tremor da terra e Maria Guavaira e o fio de lã - onde são interligados mais adiante na narrativa. A Península Ibérica acaba por se soltar do continente europeu. Joaquim Sassa fica sabendo do fenômeno ocorrido com José Anaiço, indo em sua procura para saber a correlação desses fatos com a desagregação da Península. Joaquim Sassa e José Anaiço partem em Dois Cavalos ( carro de Joaquim Sassa ) rumo à Venta Micena (Espanha) à procura de Pedro Orce , que sente constantemente a terra tremer. As autoridades, comprovando tal fenômeno, e, embora não consigam explicá-lo, pedem a Pedro Orce que não comente isso com ninguém. No encontro dos três, viajam à região fronteiriça da Espanha com a França para verem o fenômeno. Decidem por ir à Lisboa. A caminho da capital portuguesa, fazem uma pequena estada em Albufeira. O caos nesta e noutras cidades se torna generalizado. A população, sem ter moradia, começa a invadir os hotéis, que estão vazios por falta de turistas. Choques entre o povo e as tropas do governo geram um clima de intranqüilidade.

A parcela rica da Península ibérica acaba por abandoná-la, levando consigo boa parte de seus capitais por receio dos movimentos populares que aconteciam. Ao chegarem à Lisboa, hospedam-se no Hotel Bragança. O fenômeno dos estorninhos chama a atenção da imprensa, que descobre os nossos protagonistas. Manchetes nas redes de televisão, rádios e jornais levam as autoridades a buscarem Joaquim Sassa e Pedro Orce para averiguações. Joana Carda vai ao encontro do grupo por ser portadora de outro fenômeno (aludido no início do enredo). Joana Carda hospeda-se no Hotel Borges. O grupo empreende uma viagem à Ereira, onde Joana passou a viver depois de separada e se dá o fenômeno da vara de negrilho. Inicia-se um romance entre Joana e José Anaiço. Ao chegarem ao local do risco, encontram o Cão Constante, carregando um fio de lã azul à boca, que se junta ao grupo, afeiçoando-se a Pedro Orce. Os quatro seguem o cachorro que os leva à região da Galiza, hospedando-se no caminho na casa de Joaquim Sassa no Porto. O destino do grupo é a casa de Maria Guavaira, viúva há três anos, portadora de outro fenômeno: "... não fiz mais do que desmanchar uma meia velha, dessas que serviam para guardar dinheiro, mas a meia que desmanchei daria um punhado de lã, ora o que aí está corresponde à lã de cem ovelhas, e quem diz cem diz cem mil, que explicação se encontrará para este caso,...". Começa um idílio amoroso entre Maria Guavaira e Joaquim Sassa . O rádio noticia a probabilidade de colisão entre a Península e o arquipélago de Açores. Inicia-se outra etapa da viagem, em direção ao oeste peninsular. A viagem é feita pelo grupo em uma galera, pois Dois Cavalos não funcionara mais. Maria Guavaira conduz a galera que é puxada inicialmente por um, posteriormente por dois cavalos (Pigarço e Alasão). A evacuação do leste português é generalizada, deixando cidades abandonadas e a população em desespero. Os governos português e espanhol se mostram ineficientes quanto ao amparo desse grande contigente de emigrantes. Já distantes da Europa, os Estados Unidos e o Canadá se preparam para dar as boas vindas à Península, começando a idealizar as novas relações estrangeiras entre esses dois grupos. Acontece o inesperado - a Península acaba por se desviar do arquipélago de Açores, mudando naturalmente seu curso ao norte. Todos reiniciam o retorno às suas casas. Nossos viajantes, entretanto, resolvem continuar viajando - agora em direção aos Pirineus. As duas mulheres do grupo acabam por ter relações com Pedro Orce, o que provoca um clima instável nos viajantes. Os viajantes permanecem juntos,mesmo com um certo ressentimento que predominava. Chegam ao fim da Península, extasiados com o espetáculo natural que presenciam. A Jangada de Pedra pára. Portugal fica voltado aos Estados Unidos e a Espanha para a Europa. Pedro Orce ainda afirma que a terra treme, o que acaba por se confirmar com a retomada do movimento peninsular, que fica a girar em torno de seu próprio eixo durante um mês. "Dois Cavalos seguia devagar (...), agora os viajantes demoravam-se nos lugares (...)". Por essa ocasião, as mulheres percebem que estão grávidas, não sabendo ao certo sobre a paternidade. O grupo encontra Roque Lozano, o qual viera em seu burro ( Platero) para ver o desregramento. Roque Lozano junta-se aos viajantes para retornar à sua casa (Zufre), como era idéia de todos. A Península começa a vagar rumo ao sul. Os Estados Unidos perdem o interesse de antes pelos povos peninsulares, onde "todas" as mulheres ficam grávidas. Joana Carda tem pressentimentos quanto a Pedro Orce . Este morre no momento em que a galera pára e ele não sente mais o tremor da terra. O grupo descansa para retomar a viagem. O tempo da narrativa é psicológico. Embora haja referências cronológicas, elas não predominam, além de serem em grande parte imprecisas. O espaço é a Península Ibérica a vagar pelo Oceano Atlântico. Os narradores são múltiplos e alternados (variando entre 10 pessoa do singular e plural e 30 pessoa ), o que anula um pouca a presença do narrador tradicional. Personagens principais: Joana Carda Portuguesa divorciada que mora na região de Ereira. Ao riscar o chão com uma vara de negrilho, os cachorros de Cerbère começam a ladrar, ação que não faziam a séculos. Joaquim Sassa Português (Porto), trabalha em um escritório, estando de férias por uma praia ao norte de Portugal. Lança uma pesada pedra no mar, espantando-se com a grande distância que ela vem a tomar antes de afundar. José Anaiço Português (Ribatejo) com o ofício de professor que fica sendo acompanhado constantemente por uma nuvem de estorninho. Pedro Orce Próximo dos sessenta anos, espanhol da região de Orce, farmacêutico no vilarejo de Venta Micena. Ele sente a terra tremer enquanto que os sismógrafos não conseguem detectar nenhum tremor. Maria Guavaira Habitante da região rural da Galiza, puxa um fio azul de lã de uma meia que se multiplica exageradamente em comprimento. É este fio, através do cão Constante, que traz os outros personagens acima à sua casa. A linguagem e o estilo da obra O autor se utiliza de períodos e parágrafos muito longos (estes chegando às vezes a uma página ou mais). Há uma total erradicação dos sinais de pontuação (usando predominantemente a vírgula e o ponto). As falas de narrador e personagens são às vezes confundidas, onde o uso do discurso indireto livre é bastante influenciador. A metalinguagem também se faz presente no romance, onde se percebe leves doses de ironia. Dividida em 23 capítulos, a obra preserva o português lusitano (imposição do autor aos países de língua portuguesa), fazendo-se valer de expressões populares típicas de Portugal. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Obra publicada em 1962, reúne 21 contos. Trata-se do primeiro conjunto de histórias compactas a seguir a linha do conto tradicional, daí o "Primeiras" do título. O escritos acrescenta, logo após, o termo estória, tomando-o emprestado do inglês, em oposição ao termo História , designando algo mais próximo da invenção, ficção. No volume, aborda as diferentes faces do gênero: a psicológica, a fantástica, a autobiográfica, a anedótica, a satírica, vazadas em diferentes tons: o cômico, o trágico, o patético, o lírico, o sarcástico, o erudito, o popular. As estórias captam episódios aparentemente banais. As ocorrências farejadas através dos protagonistas transformam-se de uma espécie de milagre que surge do nada, do que não se vê, como diz o próprio Guimarães Rosa; "Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo". Este milagre pode ser então, responsável pela poesia extraída dos fatos mais corriqueiros, pela beleza de pensar no cotidiano e não apenas vivê-lo, pelo amor que se pode ter pelas coisas da terra, pelo homem simples, pelo mistério da vida. Dos "causos " narrados brotam encanto e magia frutos da sensibilidade de um poeta deslumbrado com a paisagem natural e/ou recriada de Minas Gerais. Enredos I - "As margens da alegria". Um menino descobre a vida, em ciclos alternados de alegria (viagem de avião, deslumbramento pela flora, e fauna) e tristeza (morte do peru e derrubada de uma árvore). II - "Famigerado".

O jagunço Damázio Siqueira atormenta-se com um problema vocabular: ouviu a palavra "famigerado" de um moço do governo e vai procurar o farmacêutico, pessoa letrada do lugar, para saber se tal termo era um insulto contra ele, jagunço. III - "Sorôco, sua mãe, sua filha". Um trem aguarda a chegada da mãe e da filha de Sorôco, para conduzi - las ao manicômio de Barbacena. Durante o trajeto até a estação, levadas por Sorôco , elas começam surpreendentemente a cantar. Quando o trem parte, Sorôco volta para casa cantando a mesma canção, e os amigos da cidadezinha , solidariamente, cantam junto. IV - "A menina e lá". Nhinhinha possuía dotes paranormais : seus desejos, por mais estranhos que fossem, sempre se realizavam. Isolados na roça, seus parentes guardam em segredo o fenômeno, para dele tirar proveito. As reticentes falas da menina tinham caráter de premonição: por exemplo, o pai reclamara da impiedosa seca. Nhinhinha "quis" um arco-íris, que se fez no céu, depois de alentadora chuva. Quando ela pede um caixãozinho cor-de-rosa com enfeites brilhantes ninguém percebe que o que ela queria era morrer... V - "Os irmão Dagobé". O valentão Damastor Dagobé, depois de muito ridicularizar Liojorge, é morto por ele. No arraial, todos dão como certa a vingança dos outros Dagobé : Doricão , Dismundo e Derval. A expectativa da revanche cresce quando Liojorge comunica a intenção de participar do enterro de Damastor. Para surpresa de todos, os irmãos não só concordam, como justificam a atitude de Liojorge, dizendo que Damastor teve o fim que mereceu. VI - "A terceira margem do rio". Um homem abandona família e sociedade, para viver à deriva numa canoa, no meio de um grande rio. Com o tempo, todos, menos o filho primogênito, desistem de apelar para o seu retorno e se mudam do lugar. O filho, por vínculo de amor, esforça-se para compreender o gesto paterno: por isso, ali permanece por muitos anos. Já de cabelos brancos e tomado por intensa culpa, ele decide substituir o pai na canoa e comunica-lhe sua decisão. Quando o pai faz menção de se aproximar, o filho se apavora e foge, para viver o resto de seus dias ruminando seu "falimento" e sua covardia. VII - "Pirlimpsiquice". Um grupo de colegiais ensaia um drama para apresentá-lo na festa do colégio. No dia da apresentação, há um imprevisto, e um dos atores se vê obrigado a faltar. Como não havia mais possibilidade de se adiar a apresentação, os adolescentes improvisam uma comédia, que é entusiasticamente bem recebida pela platéia. VIII - "Nenhum, nenhuma". Uma criança, não se sabe se em sonho ou realidade, passa férias numa fazenda, em companhia de um casal de noivos, de um homem triste e de uma velha velhíssima, de quem a noiva cuidava. O casal interrompe o noivado, e o menino, que conhecera o Amor observando-os, volta para a casa paterna. Lá chegando, explode sua fúria diante dos pais ao notar que eles se suportavam, pois tinham transformado seu casamento num desastre confortável. IX - "Fatalidade". Zé Centeralfe procura o delegado de uma cidadezinha, queixando-se de que Herculinão Socó vivia cantando sua esposa. A situação tornara-se tão insuportável que o casal mudara de arraial. Não adiantou: o Herculinão foi atrás. O delegado, misto de filósofo, justiceiro e poeta, depois de ouvir pacientemente a queixa, procura o conquistador e, sem a mínima hesitação, mata-o, justificando o fato como necessário, em nome da paz e do bem-estar do universo. X - "Seqüência". Uma vaca fugitiva retorna a sua fazenda de origem. Decidido a resgatá-la, um vaqueiro persegue-a com incomum denodo. Ao chegar à fazenda para onde a vaca retornara, o vaqueiro descobre que havia outro motivo para sua determinação: a filha do fazendeiro, com quem o rapaz se casa. XI - "O espelho". Um sujeito se coloca diante de um espelho, procurando reeducar seu olhar. apagando as imagens do seu rosto externo. A progressão desses exercícios lhe permite, daí a algum tempo, conhecer sua fisionomia mais pura, a que revela a imagem de sua essência. XII - "Nada e a nossa condição". O fazendeiro Tio Man 'Antônio, com a morte da esposa e o casamento das filhas, sente-se envelhecido e solitário. Decide vender o gado, distribuindo o dinheiro entre as filhas e genros. A seguir, divide sua fazenda em lotes e os distribui entre os empregados, estipulando em testamento uma condição que só deveria ser revelada quando morresse. Quando o fato ocorre, os empregados colocam seu corpo na mesa da sala da casa-grande e incendeiam a casa: a insólita cerimônia de cremação era seu último desejo. XIII - "O cavalo que bebia cerveja". Giovânio era um velho italiano de hábitos excêntricos: comia caramujo e dava cerveja para cavalo. Isso o tornara alvo da atenção do delegado e de funcionários do Consulado, que convocam o empregado da chácara de "seo Giovânio", Reivalino, para um interrogatório. Notando que o empregado ficava cada vez mais ressabiado e curioso, o italiano resolve então abrir a sua casa para Reivalino e para o delegado: dentro havia um cavalo branco empalhado. Passado um tempo, outra surpresa: Giovânio leva Reivalino até a sala, onde o corpo de seu irmão Josepe , desfigurado pela guerra, jazia no chão. Reivalino é incumbido de enterrá-lo, conforme a tradição cristã. Com isso, afeiçoa-se cada vez mais ao patrão, a ponto de ser nomeado seu herdeiro quando o italiano morre. XIV - "Um moço muito branco". Os habitantes de Serro Frio, numa noite de novembro de 1872, têm a impressão de que um disco voador atravessou o espaço, depois de um terremoto. Após esses eventos, aparece na fazenda de Hilário Cordeiro um moço muito branco, portando roupas maltrapilhas. Com seu ar angelical, impõe-se como um ser superior, capaz de prodígios: os negócios de Hilário Cordeiro, o fazendeiro que o acolheu, têm uma guinada espantosamente positiva. Depois de fatos igualmente miraculosos, o moço desaparece do memo modo que chegara. XV - "Luas-de-mel". Joaquim Norberto e Sa- Maria Andreza recebem em sua fazenda um casal fugitivo, versão sertaneja de Romeu e Julieta. Certos de que os capangas do pai da moça virão resgatá-la, todos se preparam para um enfrentamento: a casa da fazenda transforma-se num castelo fortificado. É nesse clima de tensão que se celebra o casamento dos jovens, a que se segue a lua-de-mel, que acontece em dose dupla: dos noivos e do velho casal de anfitriões, cujo amor fora reavivado com o fato. Na manhã seguinte, a expectativa se esvazia com a chegada do irmão da donzela, que propõe solução satisfatória para o caso. XVI - "Partida do audaz navegante". Quatro crianças, três irmãs e um primo, brincam dentro de casa, aguardando o término da chuva. A caçula, Brejeirinha , brinca com o que lhe dava mais prazer: as palavras. Inventa uma estória do tipo Simbad , o marujo, que ganha novos elementos quando todos vão brincar no quintal, à beira de um riacho. Liberando sua fantasia, Brejeirinha transforma um excremento de gado no "audaz navegante", colocando-o para navegar riacho abaixo. XVII - "A benfazeja". Mula- Marmela era mulher de Mumbungo , sujeito perverso que se excitava com o sangue de suas vítimas. Esse vampiro tinha um filho, Retrupé , cujo prazer só diferia do do pai quanto à faixa etária das vítimas: preferia as mais frescas. Apesar de amar seu homem e ser correspondida, Mula-Marmela não hesitara em matá-lo e depois cegar Retrupé, de quem se torna guia. Passado algum tempo, resolve assassiná-lo: percebe que esta seria a única maneira de refrear o instinto de lobisomem do rapaz. XVIII - "Darandina". Um sujeito bem- vestido rouba uma caneta, é surpreendido e, para escapar dos que o perseguem, escala uma palmeira. Uma multidão acompanha atentamente os esforços das autoridades, que procuram convencer o rapaz a descer. Resistindo, ele diz frases desconexas e tira toda a roupa, revelando notável equilíbrio físico. A sessão de nudismo leva um médico a nova tentativa de diálogo. Ao se aproximar, o médico percebe que o sujeito voltara à normalidade e que, envergonhado, pedia socorro. A multidão, sentindo-se ludibriada, não aceita essa sanidade repentina e se dispõe a linchá-lo. Sentindo o risco, o sujeito berra um grito de louvor à liberdade, motivo bastante para a multidão ovacioná-lo e carregá-lo nos ombros. XIX - "Substância". O fazendeiro Sionésio apaixona-se por sua empregada Maria Exita , que fora abandonada pela família e criada pela peneireira Nhatiaga . Na fazenda, o ofício de Maria Exita era o de quebrar polvilho, trabalho duro mas que a moça realizava com prazer e competência. Embora preocupado com a ascendência da moça, Sionésio sente que a paixão é maior que o preconceito e pede-a em casamento. XX - "Tarantão, meu patrão". O fazendeiro João - de - Barros - Dinis - Robertes tem uma surpreendente explosão de vitalidade em sua velhice caduca. Como se fora um Quixote, determina-se a matar seu médico: o Magrinho, seu sobrinho - neto. Ao longo da viagem rumo à cidade, recruta um bando de desocupados, ciganos e jagunços, que acatam sua liderança, pelo carisma natural do velho. Chegando à "frente de batalha", Tarantão percebe que era dia de festa: uma das filhas de Magrinho fazia aniversário. O susto inicial, provocado pela invasão do "exército", transforma-se em alívio quando o velho discursa, dizendo de seu apreço pela família e pelos novos amigos, colecionados ao longo da última cavalgada. XXI - "Os cimos". O menino da primeira estória revela agora a face do sofrimento, causado pela doença da Mãe, fato que apressa sua viagem de volta à casa paterna. Os últimos dias de férias são de preocupação. O Menino só relaxava quando via, todas as manhãs e sempre à mesma hora, um tucano se aproximar da casa dos rios, onde se hospedava. Num processo de sublimação, desencadeado pela beleza da ave, o Menino ganha energia para resistir e para transferir à Mãe uma carga de fluidos mentais positivos, que lhe permitam superar a doença. Quando o Tio o procura para comunicar a melhora da Mãe, o Menino experimenta momentos de êxtase, pois só ele sabia do motivo da cura. Foco Narrativo As indicações feitas a seguir são pontuadas com os algarismos que indicam a ordem de publicação de cada estória no livro. Assim, dez delas têm o foco relato centrado na terceira pessoa: I-" As margens da alegria"; II-" Famigerado" ;III- "Sorôco, sua mãe, sua filha"; IV-"A menina de lá"; V-" Os irmãos Dagobé"; VIII-" Nenhum , nenhuma"; X-"Seqüência "; XIV-"Um moço muito branco"; XIX-" Substância" e XXI-"Os cismos". As onze estórias restantes são relatadas em primeira pessoa: VI-"A terceira margem do rio"; VII- " Pirlimpsiquice"; IX-" Fatalidade "; XI-"O espelho"; XII- "Nada e a nossa condição"; XIII-"O cavalo que bebia cerveja"; XV-" Luas de mel"; XVI-" Partida do audaz navegante"; XVII-"A benfazeja"; XVIII-" Darandina " e XX-"Tarantão, meu patrão". Dessas onze estórias, apenas duas apresentam o narrador como protagonista: "O espelho" e "Pirlimpsiquice"; nas outras, o relato é feito por um espectador privilegiado, que presencia a ação e registra suas impressões a respeito do que assiste. O narrador pode ser também um personagem secundário da estória, com laços de parentesco ou e amizade com o protagonista. Quanto ao emprego dos tempos verbais, nota-se que, na maior parte das estórias, o relato se faz através de uma mistura do pretérito perfeito com o pretérito imperfeito do indicativo. Espaço A maioria das estórias se passa em ambiente rural não especificado, em sítios e fazendas; algumas têm como cenário pequenos lugarejos, arraiais ou vilas. Os ambientes são apresentados com poucos mas precisos toques: moldura de altos morros, vastos horizontes, grandes rios, pastos extensos, escassas lavouras. Duas estórias, no entanto - "O espelho" e "Darandina" -, transcorrem em cidades, pressupostas até como grandes centros urbanos, pelo fato de mencionarem a existência de secretarias de governo, hospício, corpo de bombeiros, jornalistas, parques de diversões, prédios de repartições públicas e outros serviços tipicamente urbanos.Personagens Embora variem muito quanto à faixa etária e experiência de vida, as personagens se ligam por um aspecto comum: suas reações psicossociais extrapolam o limite da normalidade. São crianças e adolescentes superdotados, santos, bandidos, gurus sertanejos, vampiros e, principalmente, loucos: sete estórias apresentam personagens com este traço. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
São poemas de Últimos Sonetos: Piedade, Caminho da Glória, Presa do Ódio, Alucinação, Vida Obscura, Conciliação, Glória, A Perfeição, Madona da Tristeza, De Alma em Alma, Ironia de Lágrimas, O Grande Momento, Prodígio, Cogitação, Grandeza Oculta, Voz Fugitiva, Quando Será?, Imortal Atitude, Livre!, Cárcere das Almas, Supremo Verbo, Vão Arrebatamento, Benditas Cadeias!, Único Remédio, Floresce!, Deus do Mal, A Harpa, Almas Indecisas, Celeste Abrigo, Mudez Perversa, Coração Confiante, Espírito Imortal, Crê!, Alma Fatigada, Flor Nirvanizada , Feliz, Cruzada Nova, O Soneto, Fogo- Fátuo, Mundo Inacessível, Consolo Amargo, Vinho Negro, Eternos Atalaias, Perante a Morte, O Assinalado, Acima de Tudo, Imortal Falerno , Luz da Natureza, Asas Abertas, Velha Eternidade Retrospectiva, Alma Máter , O Coração, Invulnerável, Lírio Lutuoso, A Grande Sede, Domus Aurea, Um Ser, O Grande Sonho, Condenação Fatal, Alma Ferida, Alma Solitária, Visionários, Demônios, Ódio Sagrado, Exortação, Bondade, Na Luz, Cavador do Infinito, Santos Óleos, Sorriso Interior, Mealheiro de Almas, Espasmos, Evocação, No Seio da Terra, Anima Mea, Sempre o Sonho, Aspiração Suprema, Inefável, Ser dos Seres, Sexta- Feira Santa, Sentimento Esquisito, Clamor Supremo, Ansiedade, Grande Amor, Silêncios, A Morte, Só!, Fruto Envelhecido, Êxtase Búdico, Triunfo Supremo, Assim Seja, Renascimento. Resumo Maturidade Segundo o professor Lauro Junkes , em o Mito e o Rito, Últimos Sonetos é o livro da maturidade, a quintessência depurada da estética cruzesouseana. Mais do que nos livros anteriores, aqui a linguagem é sempre culta e nobre, esmerada na construção frasal e na seleção vocabular. A estrutura dos sonetos decassílabos é perfeita. Últimos Sonetos é o livro em que expressa a própria condição existencial do poeta cujos apelos da explosiva carnalidade luxuriosa amenizaram quase que de todo. Os dilaceramentos dramáticos de sua angústia trágica arrefeceram suas erupções revoltosas. E revela-se um poeta essencialmente interiorizado. Constata-se, agora , até uma certa harmonia, um relativo equilíbrio ante o sofrimento, sublimado, dentro duma perspectiva transcendente. A tônica está sempre voltada para a vida interior, a alma, o sentimento, o destino além- matéria. Persiste ainda a consciência da trágica condição humana (Vida Obscura). A revolta interior não logrou ser totalmente dominada, manifestando-se nos sentimentos de ódio (Presa de Ódio ou Ódio Sagrado). Por isso, impõe-se ainda, irresistível, o apelo tão freqüente do sonho, com toda sua carga de ilusoriedade, de evasão, de compensação (O Grande Sonho ou Sempre o Sonho), ou então impõe-se a inclinação e inebriante atração pelo vinho, a "sede de falerno" (Vinho Negro e Imortal Falerno). Vida Obscura Ninguém sentiu o teu espasmo obscuro, Ó ser humilde entre os humildes seres. Embriagado, tonto dos prazeres, O mundo para ti foi negro e duro. Atravessaste no silêncio escuro A vida presa a trágicos deveres E chegaste ao saber de altos saberes Tornando-se mais simples e mais puro. Ninguém te viu o sentimento inquieto, Magoado, oculto e aterrador, secreto. Que o coração te apunhalou no mundo. Mas eu, que sempre te segui os passos, Sei que cruz infernal prendeu-te os braços E o teu suspiro como foi profundo! Transcendência Entretanto, acima de todos os outros sentimentos carnais, sensoriais e mundanos, impõe-se "a grande sede" do Amor Infinito, a "aspiração suprema", a "ansiedade" do Cavador do Infinito, que espera O Grande Momento em que, "longe de tudo" e liberto do Cárcere das Almas, o espírito esteja "livre" e possa, "para sempre", realizar seu Triunfo Supremo. Profundamente desiludido deste mundo material e concreto, inclina-se o poeta, irresistivelmente, para um universo superior, transcendente, vagamente místico e espiritual. Cárcere das Almas Ah! Toda a alma num cárcere anda presa, Soluçando nas trevas, entre as grades Do calabouço olhando imensidades, Mares, estrelas, tardes, natureza. Tudo se veste de uma igual grandeza Quando a alma entre grilhões as liberdades Sonha e sonhando, as imortalidades Rasga no etéreo Espaço da Pureza. Ó almas presas, mudas e fechadas Nas prisões colossais e abandonadas, Da Dor no calabouço atroz, funéreo! Nesses silêncios solitários, graves, Que chaveiro do Céu possui as chaves Para abrir-vos as portas do Mistério? A alma - e talvez seja preciso reafirmar explicitamente que a alma é o cerne, a realidade quase única, a obsessão de Últimos Sonetos, referindo-se praticamente todos os sonetos a essa essência espiritual, razão de ser superior do homem, único valor nobre, sublime e transcendente do ser humano, preocupação última que deve angustiar a existência humana - a alma, que é espiritual, tende constantemente a purificar-se, a libertar-se da "vã matéria". Exilada no mundo, presa ao "cárcere" que é a materialidade. Antologia Texto I Madona da Tristeza Quando te escuto e te olho reverente E sinto a tua graça triste e bela De ave medrosa, tímida, singela, Fico a cismar entermecidamente. Tua voz, teu olhar, teu ar dolente Toda a delicadeza ideal revela E de sonhos e lágrimas estrela O meu ser comovido e penitente. Com que mágoa te adoro e te contemplo, Ó da Piedade soberano exemplo, Flor divina e secreta da Beleza. Os meus soluços enchem os espaços Quando te aperto nos estreitos braços, Solitária madona da tristeza! Este soneto também foi inspirado pela esposa do poeta Texto II De Alma em Alma Tu andas de alma em alma errando, errando, Como de santuário em santuário. És o secreto e místico templário As almas, em silêncio, contemplando. Não sei que de harpas há em ti vibrando, Que sons de peregrino estradivário Que lembras reverências de sacrário E de vozes celestes murmurando. Mas sei que de alma em alma andas perdido Atrás de um belo mundo indefinido De silêncio, de Amor, de Maravilha. Vai! Sonhador das nobres reverências! A alma da Fé tem dessas florescências , Mesmo da Morte ressuscitou e brilha! Texto III O Grande Momento Inicia-te, enfim, Alma imprevista, Entra no seio dos Iniciados. Esperam-te de luz maravilhados Os Dons que vão te consagrar Artista. Toda uma Esfera te deslumbra a vista, Os ativos sentidos requintados. Céus mais céus e céus transfigurados Abrem-te as portas da imortal Conquista. Eis o grande Momento prodigioso Para entrares sereno e majestoso Num mundo estranho d´esplendor sidéreo. Borboletas de sol, surge da lesma... Oh! Vai, entra na posse de ti mesma, Quebra os selos augustos do Mistério! Texto IV Deus do Mal Espírito do Mal, ó deus perverso Que tantas almas dúbias acalentas, Veneno tentador na luz disperso Que a própria luz e a própria sombra tentas. Símbolo atroz das culpas do Universo, Espelho fiel das convulsões violentas Do gasto coração no lodo imerso Das tormentas vulcânicas, sangrentas. Toda a tua sinistra trajetória Tem um brilho de lágrima ilusório, As melodias mórbidas do Inferno... És Mal, mas sendo Mal és soluçante , Sem a graça divina e consolante , Réprobo estranho do Perdão eterno! Texto V Almas Indecisas Almas ansiosas, trêmulas, inquietas, Fugitivas abelhas delicadas Das colméias de luz das alvoradas, Almas de melancólicos poetas. Que dor fatal e que emoções secretas Vos tornam sempre assim desconsoladas, Na pungência de todas as espadas, Na dolência de todos os ascetas?! Nessa esfera em que andas, sempre indecisa, Que tormento cruel vos nirvaniza , Que agonias titânicas são essas?! Por que não vindes, Almas imprevistas Para a missão das límpidas Conquistas E das augustas, imortais Promessas?! Texto VI O Soneto Nas formas voluptuosas o Soneto Tem fascinante, cálida fragrância E as leves, langues curvas de elegância De extravagante e mórbido esqueleto. A graça nobre e grave do quarteto Recebe a original intolerância. Toda a sutil, secreta extravagância Que transborda terceto por terceto... E como um singular polichinelo Ondula, ondeia, curioso e belo, O Soneto, nas formas caprichosas. As rimas dão-lhe a púrpura vetusta E na mais rara procissão augusta Surge o Sonho das almas dolorosas ... Texto que revela a também maturidade artística do poeta; consciência do fazer artístico. Texto VII Demônios A língua vil, ignívoma , purpúrea Dos pecados mortais bava e braveja, Com os seres impoluídos mercadeja, Mordendo os fundo injúria por injúria. É um grito infernal de atroz luxúria, Dor de danados, dor do Caos que almeja A toda alma serena que viceja, Só fúria, fúria, fúria, fúria, fúria! São pecados mortais feitos hirsutos Demônios maus que os venenosos frutos Morderam com volúpia de quem ama... Vermes da Inveja, a lesma verde e oleosa, Anões da Dor torcida e cancerona, Abortos de almas a sangrar na lama! Texto VIII Assim Seja Fecha os olhos e morre calmamente! Morre sereno do Dever cumprido! Nem o mais leve, nem um só gemido Traia, sequer, o teu Sentir latente. Morre com a alma leal, clarividente, Da crença errando no Vergel florido E o Pensamento pelos céus, brandido Como um gládio soberbo e refulgente. Vai abrindo sacrário por sacrário Do teu Sonho no templo imaginário, Na hora glacial da negra Morte imensa... Morre com o teu Dever! Na lata confiança De quem triunfou e sabe que descansa Desdenhando de toda a Recompensa! São numerosíssimos os que hoje têm de cor este soneto, de irresistível sentimento de beleza. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Narra a história de Guiomar, moça altiva e segura de si, que procura, com frieza e calculismo, realizar o ambicioso plano de ascender socialmente, compensando a sua modesta origem. Três homens pretendem a mão de Guiomar: Estevão , Jorge e Luis Alves. O primeiro sincero, porém simplório; o segundo indolente e superficial. Luis Alves, ambicioso e sagaz, acaba sendo o eleito, pois personificava as qualidades que se sintonizavam com o espírito de Guiomar, que, ao escolhê-lo, faz, segundo suas próprias palavras, " a fria eleição do espírito ". O fragmento que transcrevemos ilustra o caráter do casal GUIOMAR/LUIS ALVES e oferece a justificativa do título: " Um mês depois de casados, como eles estivessem a conversar do que conversam os recém-casados, que é de si mesmos , e a relembrar a curta campanha do namoro. Guiomar confessou ao marido que naquela ocasião lhe conhecera todo o poder de sua vontade. - Vi que você era homem resoluto, disse a moça a Luis Alves, que assentado, a escutava. - Resoluto e ambicioso, ampliou Luiz Alves sorrindo: você deve ter percebido que sou uma e outra cousa. - A ambição não é defeito. - Pelo contrário, é virtude; eu sinto que a tenho, e que hei de fazê-la vingar. Não me fio só na mocidade e na força moral: fio-me também em você, que há de ser para mim uma força nova. - Oh! Sim! Exclamou Guiomar. E com um modo gracioso continuou: - Mas que me dá você em paga? Um lugar na câmara? Uma pasta de ministro? - O lustre do meu nome, respondeu ela. Guiomar, que estava de pé defronte dele, com as mãos presas nas suas, deixou-se cair lentamente sobre os joelhos do marido , e as duas ambições trocaram o ósculo fraternal. Ajustavam-se ambas, como se aquela luva tivesse sido feita para aquela mão. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Estilo Contemporâneo - estilo que vai do erudito (cientificismo) ao coloquial (línguagem chula). Romance de tese: debate o Evolucionismo e o Humanismo. Enredo Romance escrito em 3ª pessoa - ambientado na Ilha de Itaparica na Bahia. É descoberto na ilha por pescadores locais (João Pedroso - sociólogo amador) e Pe Monteirinho o envolvimento de Lúcio Nemésio (médico pesquisador) com Engenharia Genética; criação de monstros em laboratório. O caso é denunciado porém, por falta de credibilidade e provas é abafado! João Pedroso é morto por ter envolvido com Ana Clara, mulher de Ângelo Marcos. Trecho ...diz dr. Lúcio Nemésio: "-Os animais tem alma? Animal, animal, todo mundo sabe disso. Então só tem alma etimológica ou têm alma mesmo? A alma é privativa dos mamíferos superiores? Dos primatas?" Preste Atenção - Na humanização dos animais: "O Sorriso do Lagarto". - Na animalização dos humanos: Ângelo Marcos, homem sem caráter e de instintos irreprimíveis! veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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