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A Cidade (RUBIÃO, 1999: 57- 63)
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Como já dito anteriormente o romance é muito desfragmentado, pois possui constantes mudanças de enfoques. Para facilitar o nosso trabalho proporemos que se faça duas leituras: 1. uma primeira que almeja desvendar o mistério da garota do maiô dourado ( a Hilda que desfilava sua beleza pelo Minas Tênis e depois tornou-se prostituta); 2. uma segunda que mistura ficção e realidade histórica brasileira (ditadura militar e censura); o mais brilhante é que tudo começa e termina no dia 1° de abril que simboliza o dia da mentira_ eis então a grande proposta ficcional do autor. Roberto começa narrando em 1° pessoa a sua própria condição jovem de comunista e idealista. pretendo ser um grande jornalista e irritadiço por compararem seu sobrenome com o grande poeta Carlos Drummond de Andrade. Pelo que o narrador fala de si e da cidade observamos que o tempo precede os anos de 64 (época do golpe militar). Nesse interím, o narrador trava correspondência com as tias de Santana dos Ferros - Tia Ciana e Çãozinha, que são as interlocutoras do relato. A grande trama da obra verifica-se no encontro entre o santo Frei Malthus e a bela Hilda no qual aquele, ao tentar expurgar o mal da zona boêmia acaba enredado pela paixão que estabelece-se entre ele e Hilda.

Roberto é o jornalista que relatará ao leitor como estão acontecendo os fatos na zona boêmia (lembre-se que Malthus, Aramel e Roberto são os três mosqueteiros - amigos de infância e desta forma Roberto terá maior possibilidade de levantar dados para o leitor). Após o desaparecimento do seu sapato, Hilda lança um concurso para que o devolvam - então inicia-se um conto de cinderela às avessas pois Malthus acabará por reconhecer o seu amor pela bela. Contudo o final é triste pois ambos desencontram-se quando da fuga para viverem um grande amor - Malthus será preso no primeiro dia de vigência do golpe militar de 64. Outras estórias entrecortam a narrativa - a cidade de Santana dos Ferros e seus caso hilários demonstram a habilidade deste escritor - o episódio do Adão nu pintado pela artista Yara Tupinambá no painel da Igreja que foi fiel aos moldes do modelo escandaliza a cidade entre elas está a tia Ciana, que passa a entrar na igreja de costas. Ou quando do milagre do choro da santa que tia Ciana descobriu e que depois configurou um erro pois era urina do sobrinho do padre. A história do Brasil ficcionada, apaixonada e brilhantemente pinçada pelas habilidosas tintas do escritor Roberto Drummond fazem desta obra um marco da literatura contemporânea nacional. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
1. A construção social do sujeito

Abordagem do sujeito e as modificações que ocorrem no processo envolvidos na relação do individuo com o mundo.

2. A Psicologia do Desenvolvimento

Desenvolvimento é o processo pelo qual o individuo constrói ativamente, nas relações que estabelece com o ambiente físico e social, suas características.

A psicologia do desenvolvimento pretende estudar como nascem e como se desenvolvem as funções psicológicas que distinguem o homem de outras espécies.

3. A Psicologia da Aprendizagem

A aprendizagem é o processo através do qual a criança se apropria ativamente do conteúdo da experiência humana, daquilo que o seu grupo social conhece.

APsicologia da aprendizagem estuda o complexo processo pelo qual as formas de pensar e os conhecimentos existentes numa sociedade são apropriados pela criança.

4. A Psicologia na Educação

A educação começa muito antes da vida escola, não estando a tarefa de ensinar apenas nas mão dos professores.

Daí a importância de se buscar maximizar esses resultados, colocando a serviço da educação e do ensino o conjunto dos conhecimentos psicológicos sobre as bases do desenvolvimento e da aprendizagem. Com eles, o professor estará em posição mais favorável para planejar a sua ação.

Unidade II - A criança enquanto ser em transformação

1. Concepções de desenvolvimento: correntes teóricas e repercussões na escola

1.1.- A Concepção Inatista

A concepção Inatista parte do pressuposto de que os eventos que ocorrem após o nascimento não são essenciais e/ou importantes para o desenvolvimento, parte da concepção de que o homem "já nasce pronto". E tal concepção gera preconceitos prejudiciais ao trabalho em sala de aula.

1.2.- A Concepção Ambientalista

Atribuição a um imenso poder ao ambiente no desenvolvimento humano.

A introdução de teorias ambientalistas na sala de aula teve o mérito de chamar a atenção dos educadores para a importância do planejamento de ensino.

Por outro lado, as teorias ambientalistas fez com que a educação fosse sendo entendida como tecnologia, ficando de lado a reflexão filosófica sobre a sua prática..

Não na concepção ambientalista, preocupação em explicar os processo através dos quais a criança raciocina e que estariam presentes na forma como ela se apropria de conhecimentos.

Resumo:
Cláudia Davis e Zilma de Oliveira tratam neste livro dos principais temas da Psicologia do Desenvolvimento e da Psicologia da Aprendizagem, nas suas implicações com a educação e o ensino. Com linguagem precisa e rigorosa, discutem as teorias inatistas e ambientalistas, buscando auxiliar os estudantes a compreenderem por que razões optam pela concepção interacionista, tal como propõe Piaget e Vigotsky. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Língua Portuguesa – 1.ª a 4.ª série

A repetência nas séries iniciais está diretamente ligada à dificuldade que a escola tem de ensinar ler e escrever. Por outro lado, a dificuldade dos alunos universitários em compreender textos e organizar idéias por escrito são evidências do fracasso escolar e apontam a necessidade de reestruturação do ensino da língua portuguesa.
A contribuição da psicogênese da língua escrita ajuda a compreender aspectos importantes do processo de aprendizagem da leitura e escrita. Os resultados dessa investigação permitem compreender alfabetização não um processo baseado em perceber e memorizar, mas que para aprender a ler e escrever, o aluno precisa construir um conhecimento de natureza conceitual.
O silabário da cartilha tem sido substituído por uma grande variedade de textos. Hoje se permite repensar considerando não só o conhecimento didático acumulado, mas também as contribuições de outras áreas como a psicologia da aprendizagem, a psicologia cultura e as ciências das linguagens.
Ser usuário competente da escrita é condição para a efetiva participação social. O projeto educativo deve estar comprometido com a democratização social e cultural atribui a seus alunos o acesso a saberes lingüísticos necessários para o exercício da cidadania. A escola precisa responder a novas exigências da sociedade, há uma forte demanda por um ensino eficaz.
Considerando os conhecimentos prévios cabe a escola promover a sua ampliação de forma que durante os oito anos de ensino fundamental, o aluno se torne capaz de interpretar diferentes textos.
A língua é um sistema de signos histórico e social que possibilita ao homem significar o mundo e a realidade. A comunicação com as pessoas permite a construção de novos modos de compreender o mundo. A linguagem deve se considerar o vínculo com a situação concreta da produção. Produzindo linguagem, aprende-se linguagem.
O ensino e a aprendizagem da língua portuguesa é resultado da articulação do aluno (sujeito da ação), a língua (objeto do conhecimento) e o ensino (enfoque teórico), a prÁtica educacional organiza a mediação entre sujeito e objeto do conhecimento.
As construções do aprendiz interpretadas de maneira espontânea esvaziam a função do professor.

Conteúdos
Parte do pressuposto que o ensino da língua se realiza no uso, nas praticas sociais. A linguagem verbal tem como resultado textos orais ou escritos. Os processos de produção e compreensão desdobram em atividades de fala e escrita, leitura e escuta. Disso decorre os conteúdos da língua portuguesa que devem ser propostos, selecionados e organizados em função do eixo USO e REEFLEXÃO e USO, em função do desenvolvimento dessas habilidades e organizado em torno da pratica de leitura, de produção de texto e na análise e reflexão sobre a língua oral e escrita. Eles são os mesmos ao longo da escolaridade, e sua seqüência deve possibilitar a continuidade através, de consideração de conhecimentos prévios, complexidade de conteúdo definindo a autonomia possível dos alunos, e o nível de aprofundamento de cada conteúdo adequando a possibilidade de compreensão dos alunos..é responsabilidade da escola adequa-los a sua realidade, tendo ele uma direta realçaão os objetivos colocados.

Textos
Os textos são produzidos, lidos e ouvidos em razão de finalidades desse tipo. E são eles que favorecem a reflexão critica e imaginativa.
A escola viabiliza o acesso ao universo de textos que circulam socialmente, ensinar a produzi-los e interpretá-los. Assim, todas as disciplinas têm a responsabilidade de ensinar a utilizar os textos, mas é a Língua Portuguesa que deve tornar para si o papel de fazê-lo de modo mais sistemático. Cabe a escola ensinar o aluno a utilizar a linguagem oral nas diversas situações comunicativas, especialmente nas mais formais: planejamento e realização de entrevistas, debates, seminários, diálogos com autoridades, dramatizações, etc.
Na prática dos dois estágios concebe-se a capacidade de produzir textos. A conquista alfabética não garante ao aluno a possibilidade de compreender e produzir textos. Criá-lo oralmente, sem grafá-lo já é um ato de produção. Ensinar a escrever textos torna-se muito difícil, requer uma alfabetização, um processo mais amplo de aprendizagem da língua portuguesa. Juntar silabas, palavras e formar frases formar textos só serve para ensinar a ler. O objetivo atual é que o aluno aprenda a produzir e a interpretar textos. Dentro desse marco, a unidade de ensino só pode ser o texto, que pode ser o nome que assina um desenho, a palavra PARE, no estacionamento, a lista do que se deve ser comprado, um conto um romance, todos são textos. O uso de textos sem as silabas complexas é algo remoto, não se pode formar bons leitores com leitura empobrecida.
Situações didáticas devem ser planejadas possibilitando uma reflexão sobre os recursos expressivos do autor/produtor.
Todo texto se organiza dentro de gêneros são caracterizados por conteúdo temático, estilo e construção composicional.
Ensino da literatura envolve exercício de reconhecimento das singularidades e propriedades compositivas da escrita. Possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades na língua, na sistematização e na classificação de características específicas, como discutir acentuação gráfica, por exemplo, é necessário alguns aspectos da língua como a tonicidade, classificação quanto ao número de silabas, e outros. O ensino da gramática de forma descontextualizada, tem trazido discussões sobre a necessidade ou não de ensiná-la.

LINGUA ORAL: USOS E FORMAS
Deve se respeitar a acolhe da voz, diferença e a diversidade oral do aluno. Mas cabe a escola ensinar o aluno a utilizar adequadamente a linguagem em diferentes situações comunicativas. É preciso que as atividades de uso e as reflexões sobre a língua oral estejam contextualizadas em projetos de estudo, como: atividades em grupo com temas definidos, tomadas de decisões, divisão de tarefas,; na resolução de problemas estimativas de resultados, comparação e confronto de procedimentos; na produção oral de planejamento de textos, e analise de sua qualidade;. Esse tipo de tarefa requer preparação previa, requer que seja ensinado nas series iniciais, intensificando-se posteriormente.
A preparação e realização de atividades e exposição oral permitem a articulação de conteúdos da língua oral e escrita, intersecção de diferentes áreas do conhecimento. A linguagem oral pode aparecer em dramatizações teatrais, simulação de programas de radio e televisão, de discursos políticos, e outros.

LÍNGUA ESCRITA: USOS E FORMAS
Leitura e escritas são formas complementares no processo de letramento. A escrita transforma a fala e a fala influencia a escrita.
É preciso superar que ler é decodificar, converter letras em sons.é preciso que antecipem, que façam inferências, que verifiquem suas suposições, adquiram conhecimento da correspondência fonográfica, de compreender a natureza e o funcionamento do sistema alfabético, numa pratica ampla de leitura. A intervenção do professor pode se dar em agrupar seus alunos de forma a favorecer a circulação de informações entre eles, procurar garantir que a heterogeneidade do grupo seja um instrumento a serviço da troca, da colaboração e da aprendizagem.

A leitura é a uma construção do significado do texto escrito. O significado constrói pelo esforço da interpretação do leitor a partir não só do que está escrito, mas do conhecimento que traz para o texto. Não se trata de extrair informação da escrita decodificando-a letra por letra, palavra por palavra. Trata-se de uma atividade que implica compreensão na qual os sentidos começam a ser constituído antes da leitura propriamente dita.
Para formar um leitor competente a escola deverá mobilizá-lo internamente, pois aprender a ler requer esforço, a leitura é algo interessante e desafiado, supõe formar alguém que compreende o que lê; identifique elementos implícitos, estabeleça relações entre o texto que lê e outros já lidos, que saiba que vários sentidos podem ser atribuídos a um texto. Deve-se trabalhar com diversidades de textos e de combinação entre eles, isto é diversidade de objetivos e modalidades seja pra resolver problemas práticos, informar-se, divertir-se, estudar, escrever ou revisar. Alem disso requer condições favoráveis para a prática da leitura como uma boa biblioteca, dispor de acervos nas classes e outros materiais de leitura, ter organizado tempos de leitura livre e que o professor também leia; atividades diárias de leitura, escolhas de boas leituras, garantia de não serem importunados enquanto leiam; possibilidade de empréstimos de livros; sugestões de títulos; construção de uma política de formação de leitores.
A leitura diária pode ser realizada de forma silenciosa, em voz alta, pela escuta de alguém que lê. Textos com mais significados devem ser negociados com compreensão do grupo, produção de argumentação. Leituras devem ser explicitadas de objetivos pra preparar os alunos, usando seus conhecimentos prévios, levantando hipóteses, criando informações sobre a leitura, criando suspense se for o caso. Refletir sobre as diferentes modalidades, ler para se divertir, informar-se, estudar, etc.
A leitura colaborativa, onde o professor lê o texto, durante a leitura deve questionar os alunos sobre as pistas que possibilitam a atribuição do sentido, antecipar e validar antecipações feitas, interrogar sobre a diferenciação entre realidade e ficção, identificar elementos discriminatórios, recursos persuasivos, interpretar sentidos figurados, etc.
Projetos de leitura devem ser compartilhado por todos os envolvidos, deve-se dispor de tempo, e todos devem decidir sobre o controle de tempo, divisão e redimensionamento das tarefas, avaliar resultados, etc. neles, linguagem oral, escrita, leitura e produção de textos se inter-relacionam de forma contextualizada, podem ser a produção de uma fita cassete, vídeos, eventos de leitura, etc.
Na escola, a leitura intensa:
• Amplia a visão de mundo e insere o leitor a cultura letrada;
• Estimula o desejo de outras leituras;
• Possibilita a vivencia de emoções, fantasias e imaginação;
• Permite compreender a escrita e o que é lido;
• Expandi o conhecimento da leitura;
• Aproxima o leitor os textos, dando condições a produzi-lo;
• Possibilita produções orais, escritas e outras linguagens;
• Informar como escrever e sugerir o que escrever, entre fala e escrita;
• Relaciona fala e escrita;
• Favorece a velocidade na leitura e a estabilização de formas ortográficas.
Produção de textos
A produção de texto tem por finalidade formar escritores competentes, coerentes, coesos e eficazes. Um leitor competente é alguém que planeja o discurso em função do seu objetivo e do leitor que se destina e as características do gênero. Já o escrito competente sabe elaborar um resumo ou tomar notas de uma exposição oral, esquematizar anotações, expressar por escrito, sentimentos, experiências ou opiniões. Sabe olhar par ao seu próprio texto e verificar se está confuso, ambíguo, redundante, obscuro ou incompleto e é capaz de revisá-lo e reescrevê-lo, usar o rascunho e a revisão. A criação de textos em oficinas ou ateliês possibilita a disposição de matérias diferentes para consulta e o conhecimento do processo criador de outros autores.
Escrever não é um meio de praticas centradas apenas na decifração de sons em letras, é preciso dar ao aluno oportunidades que aprendam a escreverem condições semelhantes às caracterizadas fora da escola, aprender a escrever, escrevendo. Tendo contado com diversos textos escritos, testemunhar a utilizado que se faz da escrita em diversas circunstancias, receber ajuda de quem já sabe.
Reescrever bons textos, transformar um gênero em outro, produzir textos a partir de outros já conhecidos, dar um começo ao texto, planejar o texto coletivamente, são algumas propostas de trabalhar a produção de textos.
Analisar textos permite refletir sobre a explicitação e implicitação de saberes abrindo espaço para sua reelaboração, formulação e verificação de hipóteses sobre ao funcionamento da linguagem. Na leitura a reflexão sobre a língua possibilita a discussão sobre sentidos atribuídos aos textos, elementos discursivos que validam ou não a atribuição de sentido, alem do reconhecimento de uma linguagem característica, interpretação critica da mensagem. A gravação em áudio permite observar a exploração ativa e a observação de regularidades no funcionamento da linguagem, adequação da fala e a eficácias de expressões no uso oral e escrito.
Na revisão se detecta pontos que está dito o que não se pretendia, e ao acrescentar, retirar, deslocar ou transformar porções do texto torna-o mais claro, isso exige reflexão, procedimentos de coesão como pontuação, ortografia. No inicio é interessante usar textos alheios coletivamente por intermédio do professor.

A alfabetização
Alfabetização requer pensar sobre a escrita e sua representação gráfica da linguagem.
O uso de quadrinhas, parlendas canções, embalagens comerciais, anúncios folhetos de propagandas possibilitam suposições , imaginar o que está escrito. A partir disso progride em direção a um procedimento de analise que corresponde a imagem com o falado e o escrito. Essa correspondência passa por um momento silábico antes de chegar a compreender o que realmente cada letra representa.

Ortografia
Apesar do forte apelo de repetições e memorizações, a aprendizagem da ortografia não é um processo passivo, trata-se de uma construção individual que a intervenção pedagógica tem muito a contribuir, fazê-los refletir sobre alternativas de grafias, regularidades, comparações da escrita convencional faça os tomar progressivamente consciência do funcionamento da ortografia. É preciso que se diferencie o que deve estar automatizado o mais cedo possível para liberar a atenção do aluno para outros aspectos da escrita e o que pode ser objeto de consulta ao dicionário,

Pontuação
Pontuar é parte da atividade de textualização, ela aprece sempre em posições que indicam fronteiras sintático-semânticas, que serve para separar, obtendo assim efeitos estilísticos, estabelecendo formas de articulação entre as partes. A única regra obrigatória da pontuação é a que diz onde não se pode pontuar, sujeito e verbo, verbo e complemento.

Aspectos gramaticais
A gramática ganha utilidade quando na produção de textos assegurando sua adequação, coerência, coesão e correção. Saber gramática não significa ser capaz de construir bons textos. Isso não significa que não é para ensinar fonética, morfologia ou sintaxe, mas que elas devem ser oferecidas a medida que se tornarem necessárias para a reflexão sobre a língua.

Recursos didáticos
Ao selecioná-los devem se levar em conta a sua utilização na situação de comunicação e as necessidades colocadas pelas situações de ensino aprendizagem.
Textos autênticos pressupõem cuidado com a manutenção de características como formatação, paginação, diferentes elementos de atribuição de sentido, como fotografias, desenhos gráficos, ilustrações, etc.
As bibliotecas são fundamentais ao trabalho, a escola deve organizar critérios para organizar uma leitura autônoma, aprendizagem de procedimentos e utilização da biblioteca (empréstimos). A organização do espaço físico, emprego de recursos áudios-visuais, gravadores, vídeos, computadores são recursos que devem favorecer a aprendizagem.

Objetivos gerais da língua portuguesa no ensino fundamental.
Ao longo dos oito anos espera-se que os alunos adquiram competência quanto a linguagem possibilitando resolver problemas cotidianos, tendo acesso aos bens culturais e alcançar participação plena no mundo letrado, para isso serem capazes de:
• Utilizar a língua adequadamente e produzir textos orais e escritos, adequados ao destinatários, utilizar-se de registros;
• Conhecer e respeitar variedades da língua do português falado;
• Compreender textos orais e escritos inferindo as intenções de quem os produziu;
• Valorizar a leitura como fonte de informação estética;
• Utilizar a linguagem para ter acesso, compreender e fazer uso de informações: identificando aspectos relevantes, organizando notas, elaborando roteiros, compondo textos, fazendo resumos, relacionando com os outros, expressando sentimentos, experiências, idéias e opiniões e acolher, interpretar e considerar as dos outros.
• Refletir sobre a língua, seu uso e capacidade de analise critica;
• Criticar o uso como veículo de valores e preconceitos de classe, credo, gênero e etnia.

Primeiro ciclo
Escrita
• fazer correspondência entre segmentos falados e escritos;
• aprender a escrever um texto sepatrando as palavras;
• dividir o texto escrito em reses (uso de maiúsculas, pontuação)
• conhecer regularidas ortograficas e irregularidasde (regras ou não regras)
• usar dicionário, evitar uso de conectivos como e, aí, em excesso, separar discurso direto do indireto.
Linguagem oral
• Ouvir co atenção, formular, responder perguntas e manifestar-se;
• Acolher opiniões;
• Fazer exposição oral;
• Narrar fatos respeitando a temporalidade e registrando relações de causa e efeito;
• Contar historias;
• Descrever cenários, Objetos e personagens,
• Relatar experiências, sentimentos, idéias e opiniões claras e ordenadamente

Avaliação narrar historias com seqüências, respeitando ordem temporal, lógica e compreensão, demonstrar que compreendeu ao escrever, preocupar-se com segmentos de texto ortográfico.

2.º ciclo
escrita
• usar critérios pra selecionar leituras, acentuar palavras e usar regras de tonicidade;
• explorar diferentes modalidades de leitura;
• desenvolver estratégicas de escrita (planejar textos, redigir, rascunhos, usar esboços) ;
• compor textos coerentes, com pontuação, uso de conectivos, tempo verbal e expressões temporal e causal adequados;
• usar regências verbais e concordâncias verbal e nominal;
• fazer resumos

Linguagem oral
• produzir textos simular meios de comunicação;
• perceber elementos intencionais (sons e inflexões de voz); identificar elementos não verbais (gestos, tons);
• usar linguagem com maior nível de formalidade, m
• manter um ponto de vista coerente.

Avaliação
Saber resumir idéias centrais, seja oral ou escrito.
Leitura clara;
Encontrar elementos e significados de palavras no dicionário;
Escrever textos com falhas de pontuação e ortografia;
Conhecer regras ortográficas;
Respeitar características de gênero, pontuação, escrever textos auto explicativos.

Deve ter por ponto de partida os usos que o aluno já faz da língua ao chegar à escola.
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A ação do romance transcorre da invasão árabe. Eurico, um godo (alemão), apaixona-se por Hemengarda, mas o pai da moça opõe-se ao casamento. Desgostoso, Eurico, torna-se presbítero (padre). Com a invasão sarracena, abandona-se o hábito para tornar-se um militar; converte-se num misterioso cavaleiro negro que logo se destaca por suas façanhas militares e pelas canções que fazia. Os portugueses são derrotados pelos árabes, mas Eurico incorpora-se a um grupo de resistência cujo chefe é Pelágio, irmão de Hemengarda. Assim, reencontra Hemengarda, que estava em poder dos árabes, e salvá. O antigo amor ressurge, mas agora há outro empecilho: o voto de castidade feito por Eurico. Os namorados, depois de uma conversa, decidem pela separação e cavaleiro negro, em desespero, atira-se a uma batalha suicida contra os árabes e morre e Hemengarda enlouquece. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
INTRODUÇÃO A obra de ficção mais conhecida de Guimarães Rosa consta de contos, novelas e um romance monumental, publicado em 1956, que é Grandes Sertão: Veredas - livro que desconcertou a crítica. Entre os livros de contos, destaca-se Sagarana, seu livro de estréia, publicado em 1946, que foi recebido como "uma das mais importantes obras aparecidas no Brasil contemporâneo"; Primeiras Estórias (1962); Tutaméia (Terceiras estórias), de 1967; e o livro póstumo Estas estórias (1969). Corpo de Baile contém várias novelas e, a partir de 1964, foi desdobrado em três volumes: "Manuelzão e Miguilim", "No Urubuquáquá, no Pinhém", e "Noites do Sertão". As duas primeiras, também conhecidas como "Uma estória de amor" e "Campo Geral". Como observa Beth Brait, em "Literatura Comentada", da Abril Editora, "Campo Geral é uma narrativa profundamente lírica que traduz a habilidade de Guimarães Rosa para recriar o mundo captado pela perspectiva de uma criança." Pode-se dizer que Campo Geral é uma espécie de biografia, em que muitos críticos vêem traços autobiográficos do autor. O tema do livro é a infância - a infância de um menino da roça, com usas descobertas da vida. Como sempre, tudo vem trabalhado com o inconfundível estilo de Guimarães Rosa numa linguagem estonteante nos seus recursos expressivos. Quanto a "Uma estória de amor", que focaliza a outra ponta da vida, de forma igualmente lírica, relata-se, ao mesmo tempo que se vai reconstituindo a vida do vaqueiro sessentão Manuelzão, a festa de consagração de uma capela que ele faz construir na fazenda que administra. Toda a narrativa desenvolve-se na véspera de sair uma boiada, o tema boi serve de ligação entre as cenas, reaparecendo aqui e ali, dominante, ora como o próprio animal, ora como vaqueiro ou instrumento de trabalho (contracapa). As duas novelas complementam-se como histórias de um começo e de um fim de vida. Enquanto a do menino é uma constante e por vezes dolorosa descoberta do mundo, a do vaqueiro sessentão é um relembrar também por vezes doloroso do que foi a sua vida, em que as recordações se misturam com os fatos do presente, como se aquela festa fosse a própria súmula de seus dias (contracapa). A NOVELA COMO ESPÉCIE LITERÁRIA Como espécie literária, a novela não se distingue do romance, evidentemente, pelo critério quantitativo, mas pelo essencial e estrutural. Tradicionalmente, a novela é uma modalidade literária que se caracteriza pela linearidade dos caracteres e acontecimentos, pela sucessividade episódica e pelo gosto das peripécias. Contrariamente ao romance, a novela não tem a complexidade dessa espécie literária, pois não se detém na análise minuciosa e detalhada dos fatos e personagens. A novela condensa os elementos do romance: os diálogos são rápidos e a narrativa é direta, sem muitas divagações. Nesse sentido, muita coisa que chamamos de romance não passa de novela. Naturalmente a novela moderna, como tudo que é moderno, evoluiu e não se sujeita a regras preestabelecidas. Tal como o conto, parodiando Mário de Andrade, "sempre será novela aquilo que seu autor batizou com o nome de novela". Como autor (pós)-modernista, Guimarães Rosa procurou ser original, imprimindo, em suas criações literárias, a sua marca pessoal, o seu estilo inconfundível. Suas novelas, contudo, apesar das inovações, sempre apresentam aquela essência básica dessa modalidade literária, que é o apego a uma fabulação contínua como um rio, de caso-puxa-caso. MIGUILIM: ESTRUTURA/ENREDO Campo Geral é uma novela narrada em terceira pessoa. A estória, entretanto, é filtrada pelo ponto de vista de Miguilim, uma criança de oito anos. Por essa razão, a visão de mundo apresentada pelo autor é organizada a partir desta expectativa: a vivência de um menino sensível e delicado, empenhado em compreender as pessoas e coisas que o cercam. A estória se desenvolve no Mutum, um remoto lugarejo das Gerais, e envolve várias personagens. Como é próprio da novela: a mãe, o pai, os irmãos, o tio, a avó e outras que têm relacionamento demorado ou passageiro com essa família. Com cerca de 150 páginas, a novela se organiza à semelhança de Grande Sertão; Veredas, ou seja, a narrativa não é dividida em capítulos e as falas, nos diálogos, não se sujeitam às normas convencionais. A narrativa, entretanto, pode ser dividida em alguns núcleos básico que passamos a descrever: 1) Ao completar sete anos, Miguilim é levado pelo tio Terêz até um lugarejo distante para ser crismado. Nessa viagem, uma lembrança que o marcou e que jamais esqueceu foi o dito de um moço que já estivera no Mutum: "É um lugar bonito, entre morro e morro, com muita pedreira e muito mato, distante de qualquer parte; e lá chove sempre..." Essa opinião opunha-se à da mãe, que ali morava e vivia queixando-se do triste recanto. Ao voltar, esta será a sua primeira preocupação: dizer à mão "que o Mutum era lugar bonito". A mãe, evidentemente, não lhe deu importância, apontando o morro como causa do seu infortúnio e da sua tristeza. "Estou sempre pensando que lá por detrás dele acontecem outras coisas, que o morro está tapando de mim, e que eu nunca hei de poder ver..." 2) A família de Miguilim é numerosa e compõem-se de pai, mãe, irmãos, avó, tios, empregados, gatos e cachorros. Inicialmente, o seu relacionamento é bom como todos eles, aos poucos, vai-se percebendo a sua maior predileção pelo irmãozinho Dito. Mais novo do que Miguilim, Dito se destaca pela sabedoria e esperteza: "O Dito menor, muito mais menino, e sabia em adiantado as coisas com uma certeza, descarecia de perguntar". "Dava até raiva, aquele juízo sisudo, o poder do Dito, de saber e entender, sem as necessidades". Grande era a amizade que unia os dois. Boa parte da novela concentra-se nessa amizade e nas conversas de ambos: "Era capaz de brinca com o Dito a vida inteira, o Ditinho era a melhor pessoa, de repente, sempre sem desassossego". 3) A morte prematura de Dito vai provocar nele um impacto doloroso e chocante - exatamente Dito que não pensava em morrer e traçava planos para o futuro. "?Eu gosto de todos. Por isso que eu quero não morrer e crescer, tomar conta do Mutum, criar um gadão enorme. Mas Dito morre, e a desolação de Miguilim é total: "Miguilim doidava de não chorar mais e de correr por um socorro". "Soluçava de engasgar, sentia as lágrimas quentes, maiores do que os olhos". "Miguilim sentou no chão, num canto, chorava, não queria esbarrar de chorar, nem podia - Dito! Dito!..." 4) O relacionamento com o pai, a princípio, bom e cordial, vai-se deteriorando e chega ao clímax, quando, numa briga com um parente que os visitava, Miguilim é surrado violentamente por ele. A revolta detém-lhe as lágrimas e Miguilim nutre um ódio mortal pelo pai: "Não chorava, porque estava com um pensamento: quando ele crescesse, matava Pai". A mãe, sempre preocupada e zelosa, afasta-o de casa, mandando-o passar algum tempo com o vaqueiro Salúz. Miguilim retorna carrancudo e ainda mal-humorado: "Chegou e não falou nada. Não tomou bênção". A partir dessa cena, Miguilim começa a ajudar na capina da roça, quando passa mal e põe-se a vomitar. Estava doente, muito doente. O pai se desespera e é tomado de profunda comoção: "Pai chorava, demordia de morder os beiços". Acabou perdendo a cabeça e "se enforcou com um cipó", e Miguilim se restabeleceu. 5) O conflito gerado pelo relacionamento existente entre o pai, a mãe e o tio Terêz, irmão do Pai, é outro núcleo que se destaca na narrativa. Tudo indicava que havia alguma coisa entre a mãe e o tio Terêz, e o pai certamente sabia. Uma vez, Miguilim viu-o bater na mãe e foi surrado também. A partir daí, o tio Terêz, tão amigo de Miguilim afasta-se da casa. O ambiente estava carregado. Um temporal está prestes a desabar, o que fazia o Dito dizer sério: "? Por causa de Mamãe, Papai e Tio Terêz, Papai-do-Céu está com raiva de nós de surpresa..." Tempos depois, quando levava comida para o pai no roçado, tio Terêz aparece a Miguilim e pede-lhe que entregue um bilhete à mãe. Esse bilhete, segredo não revelado nem a Dito, torna-se, por muito tempo, o seu tormento, pois adivinhava o seu conteúdo. Acaba devolvendo-o ao tio. Terêz entende o seu dilema. No final da narrativa, com a morte do pai, tio Terêz retorna e tudo acaba bem: "?Se daqui a uns meses mão se casar com o tio Terêz, Miguilim, isso é do seu gosto? - indagava a mãe". "?Tio Terêz, o senhor parece com Pai..." - dizia Miguilim. 6) A novela se encerra com uma cena altamente simbólica: a descoberta de que era míope e a possibilidade de uma nova vida em outro lugar. Foi assim: De repente, chega ao Mutum, um senhor de óculos (Dr. Lourenço) e a amizade se estabelece: Deus te abençoe, pequeninho. Como é teu nome? Miguilim. Eu sou irmão do Dito. E o homem de óculos logo foi percebendo (era doutor): "Por que você aperta os olhos assim? Você não é limpo de vista?" Era isto mesmo: Miguilim era piticego, tinha vista curta, e não sabia. E então o senhor (que era doutor) tirou os óculos e deu-os a Miguilim: "?Olha, agora! Miguilim olhou. Nem não podia acreditar! Tudo era uma claridade, tudo novo e lindo e diferente, as coisas, as árvores, as caras das pessoas. O Mutum era bonito! - agora Miguilim via claramente. E então veio o convite: -O doutor era homem muito bom, levava o Miguilim, lá ele comprava uns óculos pequenos, entrava para a escola, depois aprendia ofício. E, assim, Miguilim teria uma nova perspectiva na vida: a criança de calça curta ia penetrar, agora, em um novo mundo. PERSONAGENS Além de Miguilim, protagonista da estória., o qual se revela um menino sensível, delicado e inteligente ao longo da narrativa, o universo da novela "Campo Geral" é composto de várias outras personagens: 1) A família de Miguilim é constituída do pai (Nhô Berno), meio seco autoritário; a mãe (Nhanina), que "era linda e tinha cabelos pretos e compridos"; os irmãos Tomezinho e Dito; as irmãs Chica e Drelina; a avó Izidra; e o tio Terêz. 2) Fazendo parte da família, como empregadas da casa, destacam-se a preta Mãitina, Rosa Maria e Pretinha. Ligados à família, mas com alguma independência, destacam-se aqui também, os vaqueiros Salúz e Jé. 3) Ainda no universo da família, podemos inserir aqui os cachorros (sempre individualizados com um nome próprio), o gato Sossõe e o papagaio Papaco-o-Paco. 4) Entre os conhecidos e amigos, destacam-se o alegre e simpático seu Luisaltino, que veio morar com a família e ajudava o Pai no roçado. Para finalizar, é importante observar que, ao contrário da cidade grande onde as pessoas praticamente são anônimas, no mundo roseano tudo e todos têm um nome que os caracteriza e individualiza. MANUELZÃO - SÍNTESE Mais conhecida como Manuelzão, o verdadeiro nome da novela é Uma estória de amor e se passa na Samara, "nem fazenda, só um reposto, um currais-de-gado, pobre e novo ali entre o Rio e a Serra dos Gerais". A novela se abre com a expectativa de uma festa que reuniu muito povo e o padre para benzer a capela "-templozinho, nem mais que uma guarita, feita a dois quilômetros da Casa", que Manuelzão faz construir, a pedido de sua mãe (dona Quilina) , já falecida,. Que é bastante lembrada ao longo da narrativa. Num discurso indireto livre, em que o narrador parece falar pela boca de Manuelzão (tudo é filtrado pela sua ótica), a novela vai sendo conduzida sem divisão em capítulos, tangida como uma boiada, meio caoticamente, a lembrar o mundo inóspito e selvagem do sertão. Tudo gira em torno de Manuelzão, senhor da festa e da novela, que desbrava aquelas terras, cujo verdadeiro dono (Frederico Freyre) raramente aparecia por lá. De cima de seu cavalo e dos seus quase 60 anos, Manuelzão contempla a azáfama do povo nos preparativos da festa e vai reconstituindo o seu passado de "porfia", "fazendo outros sertões, comboiando boiadas, produzindo retiros provisórios". "Na Samara, Manuelzão conduzira o início de tudo, havia quatro anos, desde quando Frederico Freyre gostou do rincão e ali adquiriu seus mil e mil alqueires de terra asselvajada - Te entrego, Manuelzão, isto te deixo em mão, por desbravar! E enviou o gado." Sessentão solitário do sertão, que não destila o fel da casmurrice nem da solidão, Manuelzão busca no passado distante o Adelço, "filho natural, nascido de um curto caso", agora já com 30 anos, casado com a Leonísia, e pais de sete filhos, seus netinhos. Entretanto, embora "mouro trabalhador", o Adelço não é bem visto por ele, Manuelzão. De repente, na calada da madrugada, quando todos dormiam, o inesperado: o riacho, dito "Seco Riacho", que abastecia a casa com sua água e formosura, cessou. "Foi no meio duma noite, indo para a madrugada, todos estavam dormindo. Mas cada um sentiu, de repente, no coração, o estalo do silenciozinho que ele fez, a pontuda falta da toada, do barulhinho. Acordaram, se falaram. Até as crianças. Até os cachorros latiram. Aí, todos se levantaram, caçaram o quintal, saíram com luz, para espiar o que não havia (...).O riacho soluço se estancara, sem resto, e talvez para sempre. Secara-se a lagrimal, sua boquinha serrana. Era como se um menino sozinho tivesse morrido". Criatura boa e humilde, talqualmente a mãe, dona Quilina, era o velho Camilo, que ali viera aportar a sua velhice, depois de "asilar-se em ranchos ou cafuas mal abandonadas no campo sujo". Seo Camilo "era apenas uma espécie doméstica de mendigo, recolhido, inválido, que ali viera Ter e fora adotado por bem-fazer, surgido do mundo do Norte: Ele asséste mais é aqui, às vezes descasca um milhozinho, busca um balde d'água. Mas tudo na vontade dele. Ninguém manda, não.... A festa tem início realmente, na véspera, com chegada do padre (frei Petroaldo), que é recebido com foguetes e muita alegria. "A voz do povo levantou um louvor, prazeroso. Via-se, quando se via, era muito mais gente, aquela chegança, que modo que sombras. Gente sem desordem, capazes de muito tempo calados, mesmo não tinham viso para as surpresas". Outras pessoas iam chegando para a festa: João Urúgem, homem estranho que vivia isolado como bicho; o senhor de Vilamão, "homem de muitas possas, de longes distâncias dentro de suas terras", já alquebrado e velhinho, "o cabelo total embranquecido, trajado de vestimenta que não se usava mais em parte nenhuma- o cavour"; "chegava também o Lói, ex-vaqueiro, vestido com a baeta - um capote feito de baeta" e, fazendo muita algazarra , como se estivessem tangendo uma boiada, o Simão Faço mais seu irmão Jenuário e outros: "? Eh, Manuelzão, já fomos, já viemos...". Chegou ainda "seo Vevelho, com seus filhos, tocadores de música". Assim, tocando a sua narração (mais dele do que do narrador que se mistura), Manuelzão vai ruminando casos e mais casos, ali em meio àquele povão, na animada festa: "?Estória! - ele disse, então. Pois, minhamente: o mundo era grande. Mas tudo ainda era muito maior quando a gente ouvia contada, a narração dos outros, de volta de viagens". Na calda da noite, dando uma trégua na festa, ecoam, por entre silêncios atentos e não dormidos, as estórias de Joana Xaviel, "essa que morava desperdida, por aí, ora uma ora noutra chapada": "O seguinte é este..." Joana ia contando suas estória de reis, rainhas e vaqueiros, que Manuelzão escutava, deitado, na espreita de o sono chegar: "Se furtivava o sono, e no lugar dele manavam as negaças de voz daquela mulher Joana Xaviel, o urdume das estórias. As estórias - tinham amarugem e docice. A gente escutava, se esquecia de coisas que não sabia". Nas elocubrações de Manuelzão, vira-e-mexe, a beleza de Leonísia, sua nora: "Leonísia era linda sempre, era a bondade formosa. O Adelço merecia uma mulher assim? Seu cismado, soturno caladão, ele encabruava por ela cobiças de exagero, um amuo de amor; a ela com todas as grandes mãos se agarrava". Manuelzão ruminava: bem que o Adelço, depois da festa podia ir no seu lugar conduzindo a boiada, no comando, para longes distâncias. Afinal, não já estava sessentão? Não era ele quem mandava? "Eh, Manuel J. Roíz não bambeia!..." "Ele Manuelzão nunca respirara de lado, nunca refugara de sua obrigação". "Montado no meu cavalo eu abri este sertão..." No dia seguinte, a festa coma a missa celebrada. "A Capelinha estava só de Deus: Fazendo parte da manhã lambuzada de sol, contra o azul, mel em branca, parecia saída de um gear". Manuelzão, "a frente de todos, admirado por tantos olhos", dirige-se ao altar para beijar a Santa e dizer um padre nosso. Depois saiu, pois a capelinha era muito pequena, e "o aperto dava aflição". "O povoame enchia a chã, sem confusão nenhuma. Mesmo aqueles com os revólveres na cintura, armas, facas. Ao que Manuelzão, cá bem atrás ficou, no coice. Gostava todos aprovassem essa simplicidade sem bazófia, e vissem que ele fiscalizava". Após a celebração, a festa prossegue com danças, contradanças e muita alegria. Quadras ecoam dos violeiros do sertão, numa animação cheia de brincadeira, com o Pruxe, seo Vevelhoi e Chico Bràabóz no comando: Seu subi pelo céu arriba numa linha de pescar: preguntar Nossa Senhora se é pecado namorar!... -Olerê, canta! O Rio de São Francisco faz questão de me matar: pra cima corre ligeiro, pra baixo bem devagar... -Olerê, canta! Depois de muita festança e alguma comilança, a festa vai-se acabando. Ainda não. O velho Camilo, "todo vivido e desprovido", ia contar um caso - o fantástico "Romance do Boi Bonito, que vaqueiro nenhum não agüentava trazer no curral..." Até que assucedeu, brotado de repentemente, um vaqueiro encantado, por enquanto chamado apenas de Menino, que, montado num Cavalo de conto de fada, domou o Boi Bonito: ...O Boi estava amarado, chifres altos e orvalhados. Nos campos o sol brilhava. Nos brancos que o Boi vestia, linda mais luz se fazia. Boi Bonito desse um berro, não agüentavam a maravilha. E esses pássaros cantavam. O vaqueiro Menino foi "dino" (= digno): não quis dote nem nenhum prêmio pela proeza - queria tão-somente que livre Boi Bonito pastasse naquelas pairagens: "Vosmecê, meu Fazendeiro, há-de me atender primeiro, dino. Meu nome hei: Seunavino... Não quero dote em dinheiro. Peço que o Boi seja soltado. E se me dê esse Cavalo. Atendido, meu Vaqueiro, refiro nesta palavra. O Boi, que terá por seus os pastos do fazendado. Ao Cavalo, é já vosso. Beija a mão, meu Vaqueiro. Deus vos salve, Fazendeiro. Vaqueiros, meus companheiros. Violeiros... Fim Final. Cantem este Boi e o Vaqueiro, com belo palavreado..." Inebriado pela estória de seo Camilo, Manuelzão se revigora: apesar de seus 60 anos quase, ele está pronto para mais uma proeza - conduzir a boiada desbravando bravamente os caminhos do sertão das Gerais. PERSONAGENS Ao contrário de Muguilim, em que se focaliza um universo bastante limitado, coerente com a faixa etária do protagonista, em "Manuelzão", por estar a personagem na outra ponta da vida, tendo, portanto, passado por lugares vários, conhecendo gente e mais gente, o universo é bem maior.,. Aqui, pois, sugestivamente, a novela é povoada de gente que não acaba mias, reunida na Samarra para a festa de Manuelzão. Tudo gira, sem dúvida, em torno de Manuelzão, cuja trajetória de vaqueiro desbravador do sertão vai sendo reconstituída em meio à festa do presente. Ao contrário de Dom Casmurro, em que a velhice é marcada por mágoas e ressentimentos, aqui a vida é uma festa, movida por muita alegria e poesia, não obstante haver na novela também alguns lampejos de baqueamento. Apesar de vaqueiro sessentão, Manuelzão vai em frente, resistindo à idade, pois "de todo não queria parar". No final, sugestivamente, a novela se encerra com o início de uma nova jornada: "A boiada vai sair". Como é próprio da gente do sertão, o perfil de Manuelzão marca-se pela dedicação ao trabalho de vaqueiro e administrador da Samarra, tudo fazendo de uma forma abnegada e obstinada: "Eh, Manuel J. Roiz não bambeia!..." "Ele Manuelzão nunca respirara de lado, nunca refugara de sua obrigação". Por outro lado, ao longo da narrativa, percebe-se como traço de sua personagem, além da pródiga hospitalidade demonstrada com a festa, uma necessidade obsessiva de ser reconhecido e admirado como homem de valor: "Ah, todo o mundo, no longe do redor, iam ficar sabendo quem era ele, Manuelzão, falariam depois com respeito". Quanto às outras personagens, as que mais se destacam já ficaram esparramadas pela síntese que se fez da novela. LINGUAGEM Filtrado pelo ponto de vista de uma criança, a narrativa de Miguilim apresenta, coerentemente, uma linguagem que utiliza recursos morfológicos, sintáticos e semânticos, que reproduzem bem a expressividade da linguagem infantil, o mesmo acontecendo em Manuelzão, em que tudo é visto pela ótica do adulto. Por outro lado, também coerentemente, com o mundo apresentado, o registro da linguagem coloquial, tal como é falada pelo sertanejo, combina bem com a gente simples e rude que povoa as duas novelas. 1) Como é próprio da linguagem infantil, são constantes os diminutivos reduzidos em "-im", a começar pelo próprio nome Miguilim. "...tretava coragem de chegar pertim". "Miguilim, me dá umm beijim!" Algumas vezes o diminutivo é usado indevidamente, em função da expressividade. "E agorinha, agora, que ele carecia tanto de qualquer assinzinho de socorro". "Você me ensinazinho a dançar, Chica?" Em Manuelzão, expressando a ótica do adulto e combinado com o mundo apresentado, ocorre, com freqüência, o aumentativo, expresso não só no nome do protagonista como ao longo de toda a narrativa: "Laço, lação! Eu gosto de ver a argolar estalar no pé-do-chifre e o trem pular pra riba!" 2) Como é próprio da linguagem popular, é muito freqüente, em ambas as novelas, o uso duplo de negativas ("Mas nem não valia") e o emprego do advérbio não no final ("Ninguém manda, não"). 3) Outra coisa freqüente é o uso constante de sufixo -mente em situações não convencionais: "Mesmamente que acabavam a arrancação de inhame" "Só um caxinguelê ruivo se azougueou, de repentemente" "Pois, minhamente: o mundo era grande" 4) Como é próprio da linguagem interiorana, a presença de arcaísmo é freqüente: "Menino, eu te amostro!" "Escuta, Miguilim, você alembra..." 5) Também constantes são as inversões, como nos exemplos abaixo: "se coçando das ferroadas dos mosquitos, alegre quase" "...touro do demônio, sem raça nenhuma quase" 6) Reflexo da sintaxe popular, a silepse, caso de concordância ideológica aparece com freqüência: "A gente vamos lá!" "Ah, todo o mundo, no longe do redor, iam ficar sabendo quem era ele" 7) Outra coisa que se destaca na linguagem roseana é a aliança com a poesia, em que o autor explora recursos próprios da poesia, como aliterações, ecos, sonoridades, rimas, etc: "Teu lume, vaga-lume?" "Miguilim, me dá um beijim!" Refletindo a visão altamente lírica que ocorre em ambas as novelas, há passagens de oura poesia, como esta de "Manuelzão": "Fizeram noite, dançando. As iaiás também. O quando o dia já estava pronto pra amanhecer, céu já se desestrelando. No seguinte, na rompidinha do dia, a vaqueirama se formou". A esse propósito, Beth Brait, em "Literatura Comentada", afirma que "a lírica e a narrativa fundem-se e confundem-se, abolindo intencionalmente os limites existentes entre os gêneros." 8) Em suma, Guimarães Rosa "não se submete à tirania da gramática", fazendo largo uso da semântica, da sintaxe e da morfologia populares. Nesse sentido, em função da expressividade, são freqüentes na sua linguagem erros de colocação, de regência, de concordância etc. "Não truxe os óculos, Manuelzão. Assim, não dletreio..." "O que eu não posso agora é campear ela..." 9) Por outro lado destaca-se no estilo de Guimarães Rosa a inventividade - o gosto para criar palavras novas, usando sempre os recursos e possibilidades que a língua oferece: "Vezes que sucede de um adormorrer na estrada" "Tinha vergonha de saberem que estava lá em sua casa, em luademéis" "...ia ter mãezice de tolerar os casos, coisas que a todos desapraz?" "...mas insofria por ter de esperar" "O cachorrinho era com-cor com a Pingo" "O cachorro Gigão caminhara para a cozinha, devagaroso" "O vaqueiro Jé está dizendo que já vai dechover" "Mas agora o Gigão parava ali, bebelambendo água na poça" "Se encontrou com padrinho Simão, correu ensebado, veadal" "Tinha de ser lealdoso, obedecer com ele mesmo" "... enquanto Pai estivesse raivável" "As estórias - tinham amarugem e docice" "Carecia de um filho, prosseguinte" 10) Outro aspecto que reflete bem o mundo sertanejo e sabedoria popular é o suo constante ditados ditos populares, sempre, com rimas e musicalidade: "Lá chove, e cá corre..." "Eh mundão! Quem me mata é Deus, quem me come é o chão..." "Chuva vesprando, cachorro soneja muito" "Estou triste mas não choro. Morena dos olhos tristes, esta vida é caipora" "Mourão, mourão, toma este dente mau, me dá um dente são!" 11) Comuníssimo também em ambas as novelas, em mais aliança com a poesia, é o uso da frase nominal, sem estrutura oracional, desguarnecida de verbo: "Os violeiros desnudavam, Seo Vevelho, mais os filhos. A sanfona. Chico Bràabóz, preto cores pretas, mas com feições. Ô homem da pólvora quente!" 12) Combinando com a atmosfera festiva de "Manuelzão", são freqüentes, sobretudo nessa novela, quadras e versos, que refletem bem o gosto popular: O galo cantou na serra da meia-noite p'r'o dia. O touro berrou na margem no meio da vacaria. Coração se amanheceu de saudade, que doía... 13) Sempre em busca de originalidade, uma constante na ficção roseana, são comuns os jogos de palavras com verdadeiros achados como estes: "Lá é Cristo, cá é isto..." "Os bois todos andando, p'r'acolá, p'r'acoli" Como se pôde ver, o mundo ficcional roseano não é fácil, pois a linguagem sai do convencional, do já-feito, buscando um maneira nova de expressão: "O impulso primeiro é desistir", diz Beth Braitm que desafia: "Quem se atreve a adentrar espaço de eleitos?" ESTILO DE ÉPOCA A originalidade da linguagem de Guimarães Rosa, a sua inventividade e criatividade configuram bem o estilo de época (pós)-modernista. Essa preocupação em fazer diferente, saindo do convencional, é, sem dúvida, uma das grandes característica do estilo de época contemporâneo. É o próprio Guimarães quem fala: "Disso resultam meus livros, escritos em um idioma próprio, meu, e pode-se deduzir daí que não me submeto à tirania da gramática e dos dicionários dos outros". Outra coisa que marca bem o estilo de época na obra é a capacidade revelada pelo escritor (pós)-modernista para refletir sobre problemas universais, partindo de uma realidade regional. É o que diz a contracapa de "Literatura Comentada": "Nele , quanto mais - aparentemente - particularizado o tema, mais universal ele é. Quanto mais simplórios seus personagens, mais ricas sua personalidades. Assim, rudes sertanejos refletem de forma peculiar e extremamente sutil os grandes dramas metafísicos e existenciais da humanidade". É isto que se vê em Guimarães Rosa e outro grandes escritores na nossa Literatura: há sempre uma dimensão universal no aparentemente regional. "O sertão que vem de Guimarães Rosa não se restringe aos limites geográficos brasileiros, ainda que dele extrais a sua matéria-prima. O sertão aparece como uma forma de aprendizado sobre a vida, sobre a existência, não apenas do sertanejo, mas do homem". Como dizia o próprio Guimarães: "o sertão é o mundo". ASPECTOS TEMÁTICOS MARCANTES Além de apresentar o mundo sertanejo nos seus costumes, crendice e maneira próprio de ser, "Campo Geral" retrata basicamente a infância de um menino da roça nas suas incertezas, dúvida, angústias, crendices e descobertas do mundo e da vida. 1) Ao longo da novela, não são poucas as cenas e passagens em que se pode perceber a ruindade adulta em oposição ao sentimento puro e nobre da criança. Revela-o não só a história de cadela Pingo-de-Ouro, quase cega, que á doado aos outros pelo pai, como também a cena da caça ao tatu em que as pessoas grandes são recriminadas pela criança, na sua inocência e pureza. "Então, mas por que é que Pai e os outros se apraziam tão risonhos, doidavam, tão animados alegres, na hora de caçar àtoa, de matar tatu e os outro bichinhos desvalidos? " Miguilim via essas coisas e não compreendia. Na sua inocência de criança ficava a nódoa da imagem perversa: "Miguilim inventava outra espécie de nojo das pessoas grandes." "Miguilim não tinha vontade de crescer, de ser pessoa grande, a conversa das pessoas grandes era sempre as mesmas coisas secas, com aquela necessidade de ser brutas, coisas assustadas". 2) Como já deixamos claro no enredo, difícil e doloroso foi-se tornando o relacionamento de Miguilim com o pai. A cena da surra revela bem o sadismo e a prepotência do adulto ao espancar uma criança pequenina e indefesa: "(Pai) pegou o Miguilim, e o levou para casa, debaixo de pancadas. Levou para o alpendre. Bateu de mão, depois resolveu: tirou a roupa toda de Miguilim e começou a bater com a correia da conta. Batia e xingava, mordia a ponta da língua, enrolada, se comprazia. Batia tanto, que Mãe, Drelina e a Chica, a Rosa, Tomezinho, e até Vovó Izidra, choravam, pediam que não desse mais, que já chegava. Batia. Batia..." 3) A cena do bilhete, em que tio Terêz pede a Miguilim para entregá-lo à mãe, evidencia outro drama crucial para a criança: a angústia gerada pela dúvida entrer entregar ou não entregar o bilhete. Angustiava-se ante o compromisso assumido com o tio e a consciência de que estava fazendo alguma coisa errada. Nem mesmo Dito, com toda a sua sabedoria, pôde dar-lhe uma resposta que pudesse aliviar-lhe o tormento: nem mesmo a mãe, nem mesmo o vaqueiro Jé pôde tirar-lhe a dúvida que roía a alma: "Mãe, o que a gente faz, se é mal, se é bem, ver quando é que a gente sabe? Vaqueiro Jé: malfeito como é, que a gente se sabe? Menino não carece de saber Miguilim. Menino, o todo quanto faz, tem de ser é malfeito..." Ainda bem que o tio Terêz foi bom e compreensivo e aceitou o bilhete de volta: "Miguilim, Miguilim, não chora, não te importa, você é um menino bom, menino direto, você é meu amigo!" 4) O mundo da criança é sempre povoado de superstições e crendices que refletem o adulto. Algumas dessas crendices e superstições revelam bem o poder e a influência da religião com seu conceito de pecado, além de expressar também aspectos da cultura popular. Em "Campo Geral", várias passagens podem ser destacadas como exemplos: "Contavam que esse seo Deográcias estava excomungado, porque um dia ele tinha ficado agachado dentro da igreja". "Ah, não fosse pecado, e aí ele havia de ter uma raiva enorme, de Pai, deles todos, raiva mesmo de ódio, ele estava com razão". "Entre chuva e outra, o arco-da-velha aparecia bonito, bebedor; quem atravessasse debaixo dele - fu" - menino virava mena, menina virava menino: será que depois desvirava?" "Por paz, não estava querendo também brincar junto com o Patori, esse era um menino maldoso, diabrava. Ele tem olho ruim, - a Rosa dizia - quando a gente está comendo, e ele espia, a gente pega dor-de-cabeça..." "Ali no oratório, embrulhados e recosidos num saquinho de pano, eles guardavam os umbiguinho secos de todos os meninos, os dois irmãozinhos, das irmãs, o de Miguilim também - rato nenhum não pudesse roer, caso roendo o menino então crescia para ser só ladrão" "Quando a estória da Cuca, o Dito um dia perguntou: ?Quem sabe é pecado a gente ter saudade de cachorro?" 5) Por meio do contato com seo Aristeu e sobretudo através das conversas com Dito, muitas lições de vida Miguilim vai aprendendo: "O Dito dizia que o certa era a gente estar sempre brabo de alegre, alegre por dentro, mesmo com tudo de ruim que acontecesse, alegre nas profundas. Podia? Alegre era a gente viver devagarinho, miudinho, não se importando demais com coisa nenhuma". Era uma bela lição essa que o Dito ensinava a Miguilim: a alegria de viver. Aliás, a mesma lição é transmitida a ele por seo Aristeu, quando estava doente sem estar, e pensava em morrer. Foi só seo Aristeu fazer umas graças e Miguilim se restabeleceu da enfermidade. "Vai, o que você tem é saúde grande e ainda mal empenada." No final, com o happy-end provocado pelo destino, Miguilim chorava de emoção: "Sem alegre, Miguilim... Sempre alegre, Miguilim", Miguilim, de óculos nos olhos míopes, agora enxergavam diferente - tinha uma nova visão do mundo e da vida. Tendo também o mundo do sertão como pano de fundo, a ponto de parecer uma obra tipicamente regionalista, "Manuelzão" focaliza esse universo nos seus costumes, nas suas crendices, nas suas labutas, no seu sentimento religiosos e, sobretudo, na sua espontaneidade. Aqui certamente porque ainda não foi corroído pela civilização, o sertanejo se revela bom e puro, aproximando-se do bon sauvage dos românticos. 1) Maunelzão, como expressa o título, é realmente "uma estória de amor", em que tudo vem lindamente misturado: gente, bichos, coisas - a natureza. Aqui, gente rica e gente pobre, brancos e negros, homens e mulheres, reunidos numa capelinha minúscula, se irmanam numa festa de confraternização. Tal como em "Miguilim", também aqui a visão que se passa é positiva, alegre, apesar da rudeza do sertão inóspito. "Seo Camilo, a estória é boa! Manuelzão, sua festa é boa!" 2) Diferente de Dom Casmurro, de Machado de Assis, em que a velhice é apresentada como uma fase amarga da vida, marcada pela solidão e pelo desencanto, aqui, apesar de algumas incertezas, Manuelzão e outros velhos da novela não sentem esse drama ou, pelo menos, não têm consciência dele Solteiro a vida toda, largado pelo mundo como vaqueiro desbravador do sertão, é bem verdade que Manuelzão, aos 60 anos, começa a sentir saudade da estabilidade doméstica que nunca teve, sentimento que se desperta sobretudo com a presença de Leonísia, sua nora, casada com o Adelço: "Nem havia de ter coragem: e a Leonísia sendo tão bonita - mulher para conceder qualquer felicidade sincera". Entretanto, a velhice era uma realidade a que não podia fugir. Ali estava o velho Camilo e o senhor Vilamão, já no ocaso da existência, que esperavam, com paciência e sem revolta, o adormorrer inevitável: "A gente olhava aquela lamparina se esprivitando no arder, no umbral da porta, e daqui a pouco, no empretecer das estrelas, era o fim da festa se executando". 3) Não obstante, Manuelzão vais resistindo como pode. "De todo não queria parar, não quereria suspeitar em sua natureza própria de um anúncio de desando, o desmancho, no ferro do corpo. Resistiu. Temia tudo na morte". Mas agora nem não carecia ter medo do adormorrer. Enquanto não chegava, ele, Manuel Roíz, bravamente ia desbravar mais de uma boiada pela Gerais imensas do sertão sem fim. 4) Bonita também e altamente positiva é a visão da vida envelhecida sem envilecer, que é mostrada como manancial de sabedoria, em que vêm beber as gerações do porvir a fim de se dar continuidade à festa, que deve ser a vida de cada um. Entretanto, como ensina o final do livro, "a festa não é pra se consumir - mas para depois se lembrar..." Esse lembrar, sem dúvida, é o que fica e é o grande consolo dos que se aproximam da dimensão maior, que se conquista com o adormorrer. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Este livro se constitui, por si só, num dos mais valiosos documentos da linguagem, da pesquisa e da obra do professor Franklin Cascaes, e da cultura açoriana em Santa Catarina. Retrata os diferentes aspectos da vida cotidiana do imigrante e seus descendentes, suas formas de trabalho, organização social, representação da natureza e o imaginário. Resumo Trata-se de10 entrevistas feitas com o pesquisador Franklin Cascaes em 1981, documento sobre a cultura açoriana e popular do litoral de Santa Catarina. Segundo os autores, sem precisar nunca prestar contas a ninguém, o mestre Cascaes soube, intuitivamente, fazer uma coisa que é essencial para quem um dia vai escrever: ouvir, ver, recordar, selecionar, anotar. Cascaes também percebeu, sabiamente, que escrever sobre o complexo e às vezes inverossímil mundo da cultura popular é, antes de mais nada, resgatar a sua linguagem. Foi essa, talvez, sua sensibilidade mais flagrante: fixou a linguagem, as expressões, os "erros", as modificações, as imagens, as pausas e talvez até as hesitações de quem vivia do mar e comunicava o mar, de quem trabalhava a terra e nela ia incorporando suas visões e sua sabedoria. Da página 11 até a 19, Mariléia M. Leal Caruso apresenta-nos a história da emigração e colonização catarinense. Quando os primeiros casais de imigrantes açorianos chegaram em janeiro de 1748, tanto o atual território de Santa Catarina como o sul do Brasil eram um deserto vazio e despovoado. Não tinham cidades ou agricultura e tampouco minas de ouro. No litoral contavam-se apenas três vilas insignificantes de aventureiros e de náufragos com uma poucas dezenas de casas: Laguna do Sul, Desterro, na ilha de Santa Catarina, e São Francisco do Sul, ao norte. É o interior do atual Estado, que se estendia para além dos campos de Lages, era habitado exclusivamente pelos indígenas kaigangues e xoklengs. Para compreendermos a nossa história é necessário conhecer a história, geografia e paisagem dos Açores, uma vez que nossa descendência é açoriana. O arquipélago dos Açores, formado por nove ilhas vulcânicas e com áreas que variam entre 759 e 16 km² - a ilha de Santa Catarina tem 435 km² - está localizado em pleno oceano Atlântico e a 1.500 km de Portugal. Foi progressivamente descoberto pelos navegantes portugueses a partir de 1427, quando exploravam o litoral da África à procura de um caminho para as Índias. (...) Quando foram descobertas (as ilhas açorianas) estavam desabitadas, vivendo ali apenas algumas espécies de animais e aves marinhas, entre elas uma espécie de gavião- do- mar, denominado "açor", que deu o nome a todo arquipélago. (...) Uma pergunta importante relativa a essa imigração é "por que vieram os açorianos?". Alguns historiadores apontam como causa da vinda dos casais a superpopulação nas ilhas de origem. Em 1748 viviam nos Açores aproximadamente 150 mil pessoas. Como partiram seis mil, ficaram 144, o que não muda em quase nada o problema, pois ainda assim, os Açores continuariam "superpovoados". Então, já que a partida não foi obrigatória, por que é que eles emigraram? Em primeiro lugar por causa do sistema social vigente: o feudalismo fez com que os açorianos emigrassem para Santa Catarina em busca de terra e de liberdade. E uma outra causa está relacionada à política portuguesa para o sul do continente americano, quando Lisboa determina a fundação, em 1680, da Colônia do Santíssimo Sacramento, em terras do atual Uruguai. (...) Essa intromissão portuguesa provocou uma série de guerras e conflitos com tropas espanholas, obrigando Portugal a organizar uma retaguarda de apoio às suas forças na Ilha de Santa Catarina. Na primeira parte, Franklin Cascaes discorre sobre seu método de trabalho. Informa que começou a estudar por saudades de um tempo que estava terminando. Comecei a fazer este trabalho em 1946, quando tinha 38 anos. Nessa época eu era professor na Escola Técnica: de desenho, escultura, modelagem, trabalhos manuais. Moralmente, no sentido em que deveria iniciar o projeto mas para levá-lo até o fim apesar de todos os problemas que já imaginava encontrar. E já comecei com dificuldades, porque era professor. (...) Sofri muito como professor, principalmente depois de aposentado, depois de 36 anos de trabalho. (...) Fiz o trabalho sempre às minhas expensas, nunca ninguém me auxiliou. (...) Quando eu comecei a trabalhar com a cultura açoriana, em 1946, já estavam começando a desmontar a nossa cidade de Nossa Senhora do Desterro. Começaram a derrubar diversos prédios antigos em toda a cidade. E depois construíram essas favelas de ricos, os prédios de apartamentos. Mas, a cidade era muito bonitinha, muito bonita. E eu fui encontrar nas ilhas dos Açores parece que a cópia desta, só que as de lá ainda se conservam. (...) Eu não fiz quadros para expor ou vender, não. Fiz o trabalho sem nenhuma pretensão. Na primeira entrevista, Franklin Cascaes fala sobre a colonização da ilha. Discorre sobre a raça; o mar; o peixe e a farinha; os hábitos do povo em se acordar às quatro da manhã; a feitura do óleo de peixe; a maneira como contraem o matrimônio: geralmente a menina tinha doze anos e o cara quarenta; o poder da igreja; o clima e seus efeitos sobre as mulheres. Na segunda entrevista, Franklin Cascaes nos conta do perigo que se tornou, para Portugal, as indústrias caseiras daqui. Na terceira entrevista, o historiador conta sobre as dificuldades dos moradores da nossa ilha, das dificuldades que tiveram que enfrentar para vencer as agruras do mar, que muitas vezes dificultava-lhes o alimento. Quando as crianças adoeciam, atribuíam seu mal às bruxas e faziam simpatias com ferraduras, alho, etc. Cascaes conta-nos também acerca dos engenhos de mandioca, de seu plantio, colheita, raspagem e das épocas de farinhada, quando a comunidade se reunia e tudo podia acontecer, desde namoros até histórias fantásticas. Na quarta entrevista, o pesquisador relata sobre as árvores típicas da ilha como o garapuvu, árvore majestosa, e suas flores amarelo-ouro; sobre a pesca da baleia que era feita mais por escravos do que por homens brancos; pesca da tainha e as dificuldades pelas quais o pescador passava, pois muitas vezes o mar era padastro; e, quando a pesca era boa, ainda se sujeitavam aos atravessadores. Na quinta entrevista, Franklin Cascaes conta como chegou ao modelo final de suas esculturas do colono açoriano. Na sexta entrevista, Franklin Cascaes desvenda os mistérios sobre bruxarias e fantasmas, crendices populares que tipificaram o povo da Ilha de Nossa Senhora do Desterro. Na sétima entrevista, o pesquisador fala sobre a educação e a hospitalidade nas outras épocas passadas. Quando se visitavam, as famílias ficavam vários dias nas casas dos outros. (...) As casas eram feitas de uma forma que a frente, de duas a três ou quatro janelas, não tinha divisão. Era um grande salão com um corredor e as peças laterais e no fundo a cozinha e às vezes uma varanda. As salas eram próprias para receber danças de boi-de-mamão, danças de pau-de-fita, ternos e bailes. Na oitava entrevista, mestre Cascaes apresenta fotos de Açores e os nomes das nove ilhas açorianas, que são: São Miguel, Terceira, Graciosa, Santa Maria, Pico, São Jorge, Flores, Corvo e Faial. Na nona entrevista, Cascaes fala sobre a medicina popular, ou seja, a necessidade do povo, levou-o a inventar seus remédios. Na décima entrevista, Franklin Cascaes fala do costume do "Pão-por-Deus" que nasceu do seguinte problema: no passado eram os pais que namoravam o homem para as filhas. Fala também sobre a Festa do Divino que, para Cascaes, era a mais bela e popular, devido às suas origens portuguesas. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Senhor Embaixador, cuja ação se desenvolve paralelamente na capital americana e na pequena republiqueta de Sacramento, dominada por uma ditadura corrupta e sanguinária, revela a figura de Gabriel Eliodoro. Caudilho, compadre do tirano, nomeado embaixador em Washington, mostra a ambigüidade clássica dos caudilhos - indefinição ideológica e carisma pessoal. Diante dele, o secretário da embaixada, um intelectual de origem burguesa, Pablo Ortega, é obrigado a definir-se. O letrado, no final do texto, torna-se homem de ação, participando do movimento revolucionário que derruba o ditador. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
“Hilfe!”, “Hilfe!”, “Hilfe!” – A ópera começa com a entrada de Pamino, esbaforido, gritando por socorro num bosque desconhecido. Antes de entendermos do que foge, esta maneira de começar a peça musical denota o estabelecimento de uma marca: vamos entrar num terreno iniciático, diferente do cotidiano regular.


Fugia de uma serpente de uma enorme serpente, pronta para devorá-lo. Acaba desfalecendo e é salvo por três Damas da Rainha o observam em segredo e correm a dar a notícia de sua chegada ao reino da Rainha da Noite. Entrementes, um caçador de pássaros, Papageno, entra em cena e, vendo a carcaça da serpente acaba assumindo a autoria da salvação diante de um atônito Tamino. Quando este se encontra no auge de sua fanfarronada, chegam as três Damas novamente, bem a tempo de pegá-lo mentindo. Papageno e castigado e elas, na condição de porta-vozes da Rainha da Noite, dão as boas vindas a Pamino e contam a história de Pamina. A jovem e bela princesa, filha da Rainha da Noite, seqüestrada pelo perverso Sarastro, um poderoso feiticeiro, em cujo castelo a mantém cativa. Elas entregam um retrato de Pamina enviado pela própria Rainha da Noite a Tamino, que imediatamente se apaixona pela beleza da princesa.


Tamino canta uma ária em louvor à beleza de Pamina. Nisso a Rainha da Noite, um ser sobrenatural que usa um véu negro, surge diante dele. Ela confirma a história contada por suas três Damas, fala da perda de sua filha para Sarastro e roga a Tamino que liberte sua filha das garras de Sarastro. Apaixonado, Tamino decide empreender a tarefa imediatamente. A Rainha, usando seus poderes mágicos oferece ao príncipe uma arma: uma flauta dotada também de poderes sobrenaturais. Sempre que enfrentar quaisquer perigos bastará tocar esta flauta mágica que todos os obstáculos serão vencidos. A Rainha recruta ainda Papageno para auxiliar Tamino nesta tarefa e lhe dá como arma um “glockenspiel”, um pequenino carrilhão que imita sons de sinos. Como auxiliares em sua longa jornada, ambos contarão ainda com três Gênios da Floresta que os ajudarão a encontrar Sarastro e Pamina, assim como a superar dificuldades que surjam.


Saem os heróis principais, armados com seus instrumentos, guiados pelos três Gênios da Floresta.


Pamina é mantida prisioneira sob a guarda de três escravos liderados pelo mouro Monostatos, serviçal de Sarastro. Monostatos a deseja e, dominado por intensa sensualidade tenta por todos os meios seduzir Pamina. No interior do palácio, Monostatos avança mais uma vez sobre Pamina quando Papageno entra em cena. Ambos se assustam. O mouro foge da presença da estranha figura do caçador de pássaros. Pamina, aliviada do assédio de Monostatos, conversa com Papageno, que se apresenta como embaixador da Rainha da Noite – fazendo a princesa feliz – e conta os planos de sua mãe para libertá-la. Pamina fortalece suas esperanças na libertação ao saber que um jovem e belo príncipe se encontra a caminho para tirá-la das garras do poderoso Sarastro. Ignorando a real história de seu cativeiro, a real personalidade de Sarastro e seguem as orientações da Rainha da Noite, cujas intenções também ignoram. Quando pela primeira vez se encontram, por sinal, Pamina e Tamino cantam em dueto uma belíssima ode ao amor sublime entre um homem e uma mulher.


Entrementes, Tamino, guiado pela magia dos três Gênios da Floresta, chega aos domínios de Sarastro. Antes de prosseguir na sua missão, recebe ele a recomendação de observar três virtudes essenciais: firmeza, paciência e sigilo. “Empenhe-se como verdadeiro homem e conseguirá seu objetivo”. Pamino chega a um bosque no qual se erguem três templos muito belos. Colocados lado a lado, no da esquerda está escrito “Natur” – Templo da Natureza, “Weisheit” – Templo da Sabedoria – “Vernunft” – Templo da Razão. Em dúvida sobre qual dos templos detém o ideal que busca e já partindo para o processo de tentativas, Tamino está prestes a bater à porta do Templo da Natureza quando escuta um coral que lhe barra a entrada dizendo: “Zurük” – para trás! A seguir prestes a bater à porta do Templo da Razão escuta novamente: “Zurük” - para trás! Finalmente, ao bater à porta do Templo da Sabedoria a porta se abre e um velho sacerdote, ricamente trajado em vestes brancas e com voz suave se dirige a Tamino: “Que traz você aqui, jovem audacioso? Que procuras neste local sagrado?” Tamino lhe revela suas intenções: quer libertar a princesa Pamina das mãos do cruel feiticeiro Sarastro. O Sacerdote percebe que Tamino é movido pelo Amor mas que está mal informado acerca de Sarastro. Passa a buscar desfazer a imagem errônea que dele faz Tamino. Este insiste em saber onde a princesa se encontra tendo por toda a resposta o silêncio. Fica aliviado ao saber, contudo, por vozes estranhas ao templo, que ela ainda vive. O sacerdote se afasta e Tamino agora resolve tocar a Flauta Mágica, sua arma salvadora. Papageno, ao longe, ouve o som e lhe responde com a sua flauta de caçador de pássaros. Fica imaginando se Papageno teria encontrado Pamina. Em instantes Papageno entra em cena com Pamina – livre de suas correntes – orientado que fora pelo som da Flauta Mágica. Monostatos segue a ambos, com auxílio dos escravos e os alcança já próximos de Tamino. Estão prestes a aprisioná-los quando Papageno se recorda de sua arma mágica, o “glockenspiel”, e o toca. Ao som de uma dança alegre e saltitante os bandidos saem dançando, como que enfeitiçados.
Pamina, Tamino e Papageno estão respirando aliviados quando um som de trombetas anuncia a chegada de Sarastro. Papageno teme por sua sorte e Pamina julga-se perdida. Afinal, acabara de fugir de Monostatos, que o mantinha cativa por ordem de Sarastro.


O séqüito de Sarastro chega ao local em que se encontram. Sarastro, saudado pelo coral, entra em cena. O coral diz: “O homem sábio o aclama, o falso aprende a temê-lo. Com paciência ele nos guia para a Sabedoria e para a Luz. Pois ele é nosso líder, proclamando a retidão.”


Monostatos conta a Sarastro a sua versão dos eventos recentes. De como aquela “estranha ave” – Papageno – o havia surpreendido e retirado Pamina de seus olhos. Sarastro compreende tudo e ordena que dêem “77 chibatadas” nos pés de Monostatos, que sai carregado por outros escravos para a sua punição.


Pamina se aproxima do Grão Sacerdote Sarastro e confessa sua transgressão, seu desejo de escapar para voltar ao convívio de sua mãe. Revela ainda o assédio que vinha sofrendo por parte do mouro Monostatos. Sarastro informa compreender suas intenções e que não poderia se interpor entre ela e seu anseio de amar. Ressalta, contudo, que não poderá, ainda, libertá-la. Revela quem de fato é sua mãe e seus planos para destruir a fraternidade de Ísis e Osíris – propõe-se a manter Pamina a seus cuidados e dos membros daquela fraternidade.


Papageno e Tamino percebem que tinham uma impressão equivocada sobre Sarastro, impressão neles inculcada pela Rainha da Noite, e agora, admirados com Sarastro e a irmandade de Ísis e Osíris manifestam sua vontade de também serem membros. Sarastro lhes informa que, neste caso, deverão passar por um julgamento e uma série de provas a fim de que sejam aceitos. Têm início aqui os preparativos para a Iniciação de Tamino e de Papageno que, com a cabeça recoberta por espessa venda, saem de cena.

Chegamos ao final do I Ato.

O II Ato começa num bosque com desenhos estranhos e uma pirâmide truncada ao fundo. Dezoito sacerdotes se posicionam em três pontos da cena, à esquerda, à direita e ao fundo. Sarastro, de pé ao centro, abre a reunião anunciando: “Iniciaremos neste Templo da Sabedoria, servos de Ísis e Osíris. Com alma pura eu declaro a todos vós que esta assembléia é uma das mais importantes do nosso Templo. Tamino, filho de um rei, vinte anos de idade, está à porta de nosso Templo.” Três dos sacerdotes se levantam, um a cada vez. O primeiro questiona: “Ele é virtuoso?” pergunta o primeiro. “Ele é discreto?” pergunta o segundo. “É um homem caridoso?” pergunta o terceiro. Sarastro responde afirmativamente a todas as questões e pergunta se todos concordam com a iniciação, devendo manifestar-se erguendo uma das mãos. O grupo de sacerdotes que se encontra à esquerda o faz e mantém-se assim enquanto a orquestra entoa uma nota constante. A seguir, o mesmo para o grupo que está à direita e, finalmente, o grupo que está ao fundo, pontuados por uma mesma nota cada, totalizando três toques. Sarastro encerra a reunião cantando uma ária em que invoca a proteção de Ísis e Osíris.

Os dois iniciandos estão prontos para o cerimonial. Este tem início com Tamino e Papageno conduzidos por um sacerdote cada um, no átrio do Templo. Desvendado, Tamino reafirma sua intenção de galgar a sabedoria e ter como recompensa o amor de Pamina. Quando questionado pelo Orador, emite respostas simples, firmes e diretas. Papageno contudo, questionado pelo sacerdote, manifesta-se apenas ansioso pelos prazeres da vida: “comer, dormir e beber. Isto é bastante para mim. Se possível, ter uma bela esposa.” O Orador dá a palavra final: aconteça o que acontecer daqui para frente ambos terão de manter silêncio absoluto. Se violarem esta ordem estarão perdidos. Orador e Sacerdote previnem a ambos quanto às malévolas tentações femininas. Logo que estes saem, deixando os dois sozinhos com suas meditações, entram as três Damas da Rainha da Noite que advertem os dois sobre o perigo que correm se permanecerem naquele lugar. “Tamino, certamente a morte o aguarda. Papageno, você está perdido para sempre.” Apavorado, Papageno começa a tagarelar e é por várias vezes repreendido por Tamino que lhe faz recordar o que ambos prometeram aos sacerdotes. Diante das três Damas, Tamino mantém silêncio e elas se vão. A prova termina com os sacerdotes entrando em cena e informando que Tamino vencera aquela etapa.

Na cena seguinte, vemos Pamina a ser preparada para a sua Iniciação. Pamina está adormecida no jardim do palácio de Sarastro. Monostatos surge para mais uma vez tentar seduzir a jovem. Canta a sua paixão pela beleza da princesa. A Rainha da Noite surge em meio a trovões fazendo Monostatos esconder-se amedrontado. Ao perguntar a Pamina sobre o destino do jovem que ela lhe havia enviado a filha retruca que este será iniciado na fraternidade de Ísis e Osíris. Percebendo a gravidade da situação a Rainha, sabedora de que Pamina também está enredada pela fraternidade dos iniciados, entoa a magnífica “Ária da Vingança”, um desafio para a soprano que o interpreta. Extravasa toda a sua cólera contra Sarastro e seus seguidores. Entrega um punhal à filha com a recomendação de que assassine seu inimigo mortal. A Rainha da Noite desaparece tão misteriosamente como havia surgido. Monostatos, que se ocultara diante da aparição da Rainha, reaparece e toma o punhal das mãos da princesa ameaçando-a caso não se entregasse a seu apetite sensual. Exatamente no momento em que ele tenta possuir a jovem, Sarastro entra em cena, compreende o que se passa e repreende Monostatos. Este sai, ficando Sarastro e Pamina a sós. Este revela a Pamina que já conhecia os planos de vingança da Rainha da Noite contra ele e a fraternidade de Ísis e Osíris. De sua parte, numa bela ária, Sarastro mostra quais são as armas de que dispõe para derrotar a Rainha:



“Em nosso sagrado templo,

A vingança é desconhecida,

E aqueles que se desviam do dever

O caminho lhes é mostrado com amor

Com ternura são levados pela mão fraterna

Até encontrarem, com alegria, um lugar melhor



Dentro de nossa sagrada maçonaria,

Por laços de amor estamos unidos

Cada um perdoa o seu próximo

Aqui não há traição

E aqueles que desprezam este nobre plano

Não merecem ser chamados de homem.”



Com esta ária, de forma serena e firme, Sarastro ressalta a diferença entre o que a Rainha da Noite diz e o que a fraternidade de Ísis e Osíris realmente representa. Pamina conhece agora a face da verdade: a crueldade e os propósitos de vingança da Rainha da Noite estão em vivo contraste com a serenidade e o equilíbrio, temperados com o mais sincero amor fraternal revelados por Sarastro. Aqui se encontra o clímax da ópera, a universal confrontação da Luz contra as Trevas.

Na próxima cena, Tamino e Papageno prosseguem em suas provas. Ambos devem continuar guardando o mais absoluto silêncio, conforme recomendação do Orador e do Sacerdote. Para Papageno um teste estranho: surge a seu lado uma mulher muito velha coberta por um capuz e uma longa capa que, ocultando sua face e suas formas. Puxando conversa com ele e revela que tem dezoito anos e que seu namorado se chama Papageno. Vai revelar o seu nome quando desaparece num alçapão. Espantado, puxa conversa com Tamino, que sucessivas vezes o repreende. Tamino será submetido à prova ainda mais difícil: Pamina entra em cena e lhe dirige palavras de amor, mas ele está impedido, por seu juramento de silêncio, de dirigir-lhe a palavra. Ambos sofrem muito com esta situação. Tamino desejaria falar-lhe, mas está impedido. Pamina julga, desconcertada, que Tamino lhe renega seu amor. Chorando convulsivamente, deixa a cena com Tamino sofrendo muito pela dor que, involuntariamente, impôs à princesa.

Seguem as provas. Agora, no interior do Templo, Sarastro e outros sacerdotes entoam um coral em louvor a Ísis e Osíris. Tamino e Pamina são trazidos à sua presença. Faz-se silêncio em toda a assembléia. Sarastro previne a ambos que ainda deverão se submeter a outras provas. O casal deve despedir-se com um adeus pois agora o príncipe deve submeter-se à prova final – e seu futuro é incerto. Papageno também entra em cena e o sacerdote que o acompanha lhe diz que, embora não tenha sido bem sucedido na prova anterior, os deuses estavam dispostos a satisfazer-lhe um desejo. Ele pede um copo de vinho. A seguir recorda-se, numa alegre ária, Papageno canta seu maior anseio maior: que lhe seja concedida uma bem-amada, tão ansiosamente aguardada. A mesma velha de antes surge e informa que ele tem duas alternativas: casar-se com ela ou morrer. Ele se decide a aceitá-la e, como por encanto, ela se transforma numa jovem linda, a Papagena. Papageno corre a abraçá-la e é contido pelo sacerdote que lhe adverte: “Afaste-se, jovem! Você ainda não tem este direito!” E sai com a bela jovem deixando Papageno só e desolado.

Pamina, por sua vez, encontra-se num aprazível jardim envolvida por pensamentos melancólicos. Não tem certeza do amor de Tamino e, sentindo-se abandonada, pensa em suicidar-se utilizando o punhal que a mãe lhe dera. Surgem os três Gênios da Floresta, que buscam dissuadi-la daqueles maus pensamentos com a revelação de que Tamino está se submetendo a provas a fim de se unir a ela. Eles recomendam que Pamina os siga e verá Tamino em sua prova final.

Tamino está próximo ao Templo, onde se vêem duas cavernas – uma de cada lado do palco – com um portão gradeado. No centro, uma escada conduz a uma porta onde estão postados dois guardas armados. Os guardas cantam em dueto:



“Aquele que andar

Por estes caminhos

Cheios de dificuldades,

Terá de passar pelas provas

Do fogo, da água, do ar e da terra

E, se vencer

O temor da morte

Como que deixará a terra

Em direção ao brilho do céu.

Iluminados, coração e mente,

Empenhar-se-ão pelo direito

E no sagrado rito de Ísis

Encontrarão a verdadeira luz.”



Os dois guardas, avisando-lhe dos perigos, exortam à coragem de Tamino e Pamina no início destas provas. Tamino segue firme em seu propósito e informa que nenhuma ameaça pode amedrontá-lo.

Tamino prepara-se para enfrentar a primeira prova, a prova do fogo. Pamina se aproxima dele para participar também desta prova. Ambos entram na caverna por onde saem labaredas de fogo. Tamino, tocando a Flauta Mágica, passeia com desenvoltura em companhia de Pamina, pelas chamas que vão desaparecendo. A seguir atravessam por uma torrente de águas como de uma grande cachoeira sem que nada lhes aconteça, graças ao mágico som da Flauta. Ao retornarem vitoriosos são saudados por um coral de sacerdotes, Sarastro à frente, que se rejubilam com os iniciandos.

Próximo dali, Papageno ainda está atormentado, desconsolado sem a sua sonhada bem-amada. Canta com saudade e diz, diante de uma forca, que contará só até três para que Papagena reapareça. Papageno está prestes a suicidar-se quando surgem os três Gênios da Floresta que exortam-no a tocar seu “glockenspiel” e assim fazer com que Papagena volte. Ele se recorda de seu instrumento mágico, toca-o e Papagena surge magicamente, tendo início o delicioso dueto “Papagena-Papageno.”

Na cena final vemos a chegada da Rainha da Noite, das três Damas e de Monostatos, que havia passado para o lado da Rainha a fim de, usufruindo de seus poderes mágicos, chegar a seu intento: seduzir Pamina. A Rainha, ensandecida ao ver Pamina e Tamino agora iniciados e membros da fraternidade que odiava, tenta invadir os domínios dos iniciados para derrotá-los definitivamente. Chegam em meio a densa treva, os invasores portam tochas. Nesse instante, tem lugar uma grande tempestade, com raios e trovões, que obriga os invasores a se dispersarem. A noite vai aos poucos dando lugar à aurora. O sol surge e o ambiente ganha cada vez mais luz. Sarastro, o Grande Sacerdote, surge cercado pelos irmãos e sacerdotes e canta:



“A glória do dourado Sol,

Conquistou a noite.

O falso mundo das trevas

Conhece agora o poder da luz.”



Um majestoso coral encerra a ópera com louvores a Ísis e Osíris e aos iniciados:



“Salve, novos iluminados!

Passastes pela noite

Louvamos a ti, Osíris.

Louvamos a ti, Ísis.

Pela força são vitoriosos

São dignos da coroa

A beleza e a sabedoria

Haverão de iluminá-los como o Sol.” veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A Droga da Obediência é o primeiro livro da série de personagens os Karas. Eles são um incrível grupo de adolescentes que proporcionam toda a aventura desse ótimo livro criado pelo prestigiado Pedro Bandeira." O grupo, criado como uma brincadeira por Miguel - agora com seu mais novo integrante, Chumbinho - acaba se envolvendo em um perigoso enredo com a droga da obediência, uma droga maléfica que faz com que qualquer um que a experimente seja " fiel como um cãozinho". Lute junto com Miguel, o "capitão do time"; Calú, o grande ator dos Karas; Crânio, o cérebro do grupo; Chumbinho, o mais recente dos Karas (que entrou no grupo forçadamente depois de ter descoberto o esconderijo); todos os incríveis códigos secretos dos Karas; Magrí, uma ginasta e única menina do grupo, contra o misterioso doutor Q.I. e sua poderosa droga. O mundo depende dos Karas. Esse livro, muito legal, eu recomendo para quem não gosta de monotonia e sim de suspense misturado com aventura e também grandes surpresas. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A Cidade (RUBIÃO, 1999: 57- 63)

A Cidade, em conjunto com Botão-de-Rosa, que será resumido abaixo, são os contos gêmeos do romance O Processo, de Franz Kafka. Este conto narra a história de Cariba, um incauto viajante que, desafortunadamente, ao visitar uma cidade desconhecida, ao acaso termina preso, sendo o único motivo para tal prisão sua “excessiva” curiosidade. Na verdade, não se tem certeza se Cariba é confundido com um criminoso (cuja única característica conhecida é a curiosidade) que chegaria à cidade no mesmo dia em que ele coincidentemente chegou -



O telegrama da Chefia de Polícia não esclarece nada sobre a nacionalidade do delinqüente, sua aparência, idade e quais crimes cometeu. Diz tratar-se de elemento altamente perigoso, identificável pelo mau hábito de fazer perguntas e que estaria hoje nesse lugar (...) O comunicado do setor de segurança é claro[?!] e diz textualmente: ‘O homem chegará dia 15, isto é, hoje e pode ser reconhecido pela sua exagerada curiosidade’ (pp. 61-62).



- ou se ele é o próprio criminoso “profetizado”. Mesmo o depoimento das testemunhas é extremamente ambíguo, e esta ambigüidade se reflete tanto na segurança de suas afirmações como no desinteresse das mesmas quanto ao futuro do réu (situação bem diversa daquela que será descrita abaixo, quando tratarmos do conto Botão-de-Rosa). A principal testemunha, a prostituta Galimene, que jamais havia avistado Cariba, assim depõe: “Não me lembro de seu rosto, mas um e outro [Cariba e o criminoso] são o mesmo homem” (p. 61). O “excesso” de curiosidade de Cariba limita-se, em um primeiro momento, àquilo em relação a que qualquer viajante poderia mostrar-se curioso ao chegar em uma nova cidade a ele de todo desconhecida. “Que cidade é esta?” (p.58) é a pergunta que enseja seu encarceramento. Em momento posterior, a curiosidade criminosa residirá em suas perguntas sobre a condição de seu processo, sua possível soltura etc. Entretanto, suas constantes perguntas só o incriminam mais, como podemos ver nesse curto diálogo entre Cariba e um carcereiro: “‘Alguém fez hoje alguma pergunta?’, ’Não. Ainda é você a única pessoa que faz perguntas nessa cidade’” (p.63). E Cariba permanece preso até que outro “perguntador” surja.
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