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ALARCÃO, Isabel – Professores Reflexivos em Uma Escola Reflexiva. São Paulo. Editora Cortez, 2003.Capítulos 1, 2 e 4
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EMÍLIA FERREIRO - evolução da escrita; alfabetização; construtivismo/social; objetos concretos; individual;
Biografia
Psicóloga e pesquisadora argentina, radicada no México desde 1967, Emília Ferreiro, doutorou-se em Psicologia na Universidade de Genebra, sob a orientação de Jean Piaget.Desenvolveu a partir de 1974, como docente da Universidade de Buenos Aires, trabalhos experimentais que deram origem aos pressupostos teóricos sobre PSICOGÊNESE DO SISTEMA DE ESCRITA, marco na transformação do conceito de aprendizagem da escrita, pela criança. A autora pesquisou a Psicogênese da Língua Escrita verificando que as atividades de interpretações e da produção da escrita começam antes da escolarização, e que a aprendizagem dessa escrita se insere em um sistema de concepções, elaborado pelo próprio educando, cujo aprendizado não pode ser reduzido a um conjunto de técnicas perceptivo-motoras.
Foi professora em várias universidades latino-americanas e européias. Atualmente é professora titular do Centro de investigação e Estudos Avançados do Instituto Politécnico nacional e trabalha como pesquisadora do Centro Internacional de Epistemologia Genética, na cidade do México, onde reside.
A teoria de Emília Ferreiro nasce no auge da América Latina, onde a evasão e a retenção escolares progridem de forma alarmantes. Como uma importante saída para esse problema, Emilia Ferreiro repensa o processo de aquisição da escrita e da leitura.

Sua teorização

Idéias

Os resultados das pesquisas desenvolvidas por Emília Ferreiro e colaboradores a partir da década de 70 vêm constituindo importante referencial para a reorganização gradativa da prática da sala de aula, na qual o eixo central muda radicalmente , passando de como se ensina para como se aprende. Rumo a essa organização, surgiram iniciativas desde há muito tempo, mas não tiveram continuidade. Também não contaram com a participação do professor e do aluno, aqueles que deveriam construir a proposta pedagógica e a prática escolar num contexto de mudanças, no sentido de uma reformulação curricular, como queria Decroly, ou numa revisão de prática pedagógica, como apontava Freinet.
A questão que colocamos, e que emergiu naturalmente no fim do século XX é a construção de uma proposta educacional que leve o aluno a adquirir e desenvolver novas competências em função dos novos saberes que se produzem e que demandam um novo tipo de profissional, preparado pra lidar com as novas tecnologias e linguagens, para responder a novos ritmos e processos. Exige, portanto, estudo e reflexão contínuo sobre as experiências acumuladas, evitando a repetição de rotinas construída ao acaso, sem definições de metas, pontos de chegada e marcos do caminho a ser percorrido por professores e alunos. Reconhece-se a necessidade de preparar o aluno para o exercício da cidadania, qualificando-o pra o trabalho e possibilitando-lhe amplas condições e oportunidades de aprendizagem.
É função da escola criar tais condições, adotar uma proposta que permita a todos os alunos desenvolver suas capacidades e aprender os conteúdos necessários pra compreender e intervir na própria realidade. Mas qualquer proposta só contribuirá para melhoria da qualidade do ensino se não se apresentar como uma receita metodológica a se seguida. As pesquisas de Emília Ferreiro tratam de aplicação da teoria psicogenética de Piaget e dos conceitos da psicolingüística contemporânea na compreensão dos processos de aquisição de conhecimento e da língua escrita.
Ao recuperar os resultados dos seus estudos, que se dúvida contribuíram (e contribuem para uma revolução conceitual, mudando a maneira de encarar a prática em sala de aula e mais especificamente, a prática da alfabetização, nosso intuito é tão somente desvelar a fae oculta da alfabetização que Ferreiro, mesmos em intenção nos deu a conhecer. Como Rousseau, Decroly, Freinet e muitos outros filósofos e pedagogos, ela mostra que o problema principal da alfabetização é político.
Ao discutir as aprendizagens básicas, Emília Ferreiro ressalta que a mais básica de todas as aprendizagens continua sendo a alfabetização, e que é difícil de falar desta sem reproduzir as posturas dominantes: de um lado, o discurso oficial, e de outro, o discurso meramente ideológico da denúncia. Considera que os pesquisadores não podem ter uma perspectiva estritamente técnica porque a persistência do analfabetismo na região da América Latina e Caribe é antes de tudo um problema político, reconhecido como tal não apenas por grupos de uma só tendência política, mas também de várias. Ainda que seu discurso não possa ser neutro, o pesquisador deve cumprir com os requisitos elementares de seu oficio: distinguir as afirmações que podem sustentar-se com evidencia empírica satisfatória daquelas que só podem apresentar-se como hipótese plausível; distinguir entre o dado e as leituras possíveis dos dados; não trabalhar das intenções pra integrar essas informações; descobrir os pressupostos subjacentes a certo modo de descrever ou avaliar um fenômeno ou uma situação; não confundir as expressões verbais utilizadas com as distinções conceituais estabelecidas.
Ao analisar as propostas para reduzir as altas taxas de retenção e evasão escolar, especialmente nos três primeiros anos do ensino fundamental, destaca como causa e justificativa principal da repetência a não-aquisição dos rudimentos de leitura e escritas. Não adianta a criança freqüentar a escola e ser promovida mediante a exigência de um mínimo de alfabetização, ou seja, receber apenas a técnica da leitura e da escrita pra poder codificar e decodificar textos breves e escrever algumas palavras, sem significação real de comunicação ou intenção de atingir a língua escrita para expressar-se.

“As crianças chegam à escola sabendo várias coisas sobre a língua. É preciso avaliá-las para determinar estratégias para sua alfabetização. - apesar de a criança construir seu próprio conhecimento, no que se refere à alfabetização, cabe ao professor, organizar atividades que favoreça a reflexão sobre a escrita”.

Sabemos que até a década de 70, poucos eram os estudos e documentos sobre a natureza dos sistemas de leitura e escrita. O que encontramos são iniciativas e reflexões individuais. Emília Ferreiro mostra que o sucesso da alfabetização requer a superação da visão estreita que considera a aprendizagem inicial da leitura e da escrita como uma técnica, pois o fato de recitar o alfabeto não assegura a ninguém o acesso a leitura ou a escrita, isto é, ser alfabetizado. Até então não se dava mínima atenção ao significado da escrita embutida nos rabiscos artísticos das crianças, nem havia preocupação em identificar os processos cognitivos infantis subjacentes a aquisição da escrita. Também recebia pouca atenção dos educadores a constatação de que, alem da leitura e da escrita, existe um universo de conhecimentos, de novas linguagens e recursos da tecnologia moderna que precisamos dominar durante toda a vida e a de escrever é uma tarefa de ordem conceitual que precisa ser retraduzida.
O processo alfabetizador te uma tradição de séculos ligada a idéia de aprender o alfabeto, que só recentemente veio a ser desmistificada. A preocupação era como ensinar a ler e a escrever, como estabelecer a correspondência ente a oralidade e a escrita ou decodificar as grafias em sons, e não acompanhar o processo ou obter informações sobe o que a escrita já dominava em relação a escrita e suas hipóteses antes de iniciar a aprendizagem escolar.
Ao pesquisar o desenvolvimento dos conceitos infantis sobre a língua escrita, Emília Ferreiro conclui que as crianças são facilmente alfabetizáveis, foram os adultos que dificultaram o processo de alfabetização delas.
O resultado de duas pesquisas apontam pra o início deste processo, a necessidade de trabalhar ambos, leitura e escrita, com base na co preensão de suas funções na sociedade, evitando ao máximo a fragmentação do conhecimento. Eles nos fazem rever a psicogênese eu até então vinha sendo reduzido a uma seqüência cronológica e a noção de estágio de noções.
Para compreender o desenvolvimento da leitura e da escrita do ponto de vista dos processos de apropriação de um objeto social, Emília Ferreiro conclui que há uma série de modos de representação da linguagem. Sua psicogênese da língua distingue cinco níveis:
Níveis I e II: pré-silábico;
Nível III: silábico
Nível IV: silábico-alfabético
Nível V: alfabético
Cada um deles apresenta uma fase de evolução, que procuramos sintetizar em quadros com base em 4 tópicos principais: a hipótese central, a construção gráfica, os níveis de conceitualização da escrita e os da leitura.
Respeitando o nível de desenvolvimento dos estudantes, verificando em primeiro lugar em que altura do processo de leitura e da escrita eles estão. Diagnosticar quanto os alunos já sabem antes de iniciar o processo de alfabetização é um preceito básico do livro Psicogênese da Língua Escrita, de Emília e Ana Teberowsky. De acordo com a teoria, toda criança passa por quatro fases até que esteja alfabetizada:
- Pré-silábica: não consegue relacionar as letras com os sons da língua falada:
- Silábica: interpreta a letra à sua maneira, atribuindo valor de sílaba a cada letra:
- Silábico-alfabética: mistura a lógica da fase anterior com a identificação de algumas sílabas:
- Alfabética: domina, enfim, o valor das letras e sílabas.
Analisar que representações sobre a escrita o estudante tem é importante pra o professor saber como agir. Não é porque o aluno participa de forma direta da construção do seu conhecimento que o professor não precisa ensiná-lo. Cabe ao professor organizar atividades que favoreçam a reflexão da criança sobre a escrita, porque é pensando que ela aprende.
O trabalho de Emília não dá indicações de como produzir o ensino, não existe o método Emília Ferreiro, com passos pré-determinados.

A Aprendizagem da Leitura e da Escrita

Entre as propostas metodológicas e as concepções infantis existe uma distância que pode medir-se em termos escolas ensina e a criança aprende. Nem sempre o que a escola ensina coincide com o que a criança consegue aprender. Esse mistério de desvendar os código alfabético, o docente procede passo a passo, do ¨ simples ao complexo, ¨ uma condição que é imposta a ele, o que é próprio do sistema alfabético. Parte-se de que toda as crianças estão preparadas para aprender o código com a condição do professor possa ajudá-las no processo, ajuda esta considerada básica, em transmitir-lhes o equivalente e sonoro das letras e exercitá-los a realização da grafia e da cópia. O que a criança aprende - os nossos dados assim demonstram – é função do modo em que vai se apropriando do objeto, através de lenta construção de critérios que lhe permitam compreendê-los, os critérios das crianças somente coincidem com os do professor no ponto terminal do processo. Portanto a escola dirigiu-se a quem já sabe, admitindo com clareza que o método percorre um longo e prévio caminho e que o êxito da aprendizagem depende das condições em que se encontra a criança no momento de receber o ensino. As que se encontram em momentos avançados conceitualização são as únicas que podem tirar proveito do ensino tradicional e aprender o que o professor propõe a ensinar. O resto são aqueles em que a escola acusa de incapacidade de aprender ou de “dificuldade de aprendizagem”, porém atribuir as dificuldades do método à incapacidade da criança é negar que toda a aprendizagem supera o processo, é ver o déficit onde existem diferenças em relação do momento do desenvolvimento conceitual em que se situam.
Nenhum sujeito parte do zero ao ingressar a escola de primeiro grau, nem as crianças de classe baixa, os desfavorecidos de sempre. Aos 6 anos as crianças sabem muitas coisas sobre a escrita e resolveram sozinhas os problemas para compreender as regras da escrita. Enquanto a escola supõe que:
- é através da técnica de uma exercitação adequada que se supera o difícil transe da aprendizagem das língua escrita, a “leitura mecânica, compreensiva, expressiva” para a leitura e a exercitação na cópia gráfica supõe que o segredo da escrita consiste em produzir sons e reproduzir formas.
- o sujeito quem a escola dirige é um sujeito passivo, que não sabe a quem ensinar, e não um sujeito ativo que não somente define seus próprios problemas, mas que além disso constrói o objeto para dele apropriar-se através do desenvolvimento de um conhecimento e não dá exercitação de uma técnica.
Quando podemos a seguir de perto esses modos de conhecimento, estamos no :
- terreno dos processos de conceitualização que diferem dos processos atribuídos por metodologia tradicional. Os processos de aproximação ao objeto seguem caminhos diferentes dos propostos pelo docente.
A ignorância da escola a respeito dos processos subjacentes implica:
- pré-suposições atribuídas à criança em termos de:
a) “a criança nada sabe” , com o que é subestimada, ou
“a escrita remete , de maneira óbvia e natural, à linguagem”, com o que é superestimada, porque, como temos visto, não é uma pré-suposição natural para a criança e isto é assim porque parte de uma definição adulta do objeto a conhecer e se expõe o problema sob o ponto de vista terminal. Além disso, a definição de ler e escrever está errada, acreditamos que à luz dos conhecimentos atuais a escola deve revisar a definição desses conceitos. E ao revisar os conceitos dos “erros” Piaget mostrou a necessária passagem por “erros construtivos” em outros domínios do conhecimento, a leitura e a escrita não podem ser uma exceção encontramos também muitos “erros” no processo de conceitualização, é óbvio que tentando evitar tais erros o professor evita que a criança pense.
No outro extremo temos erros que é produtos do métodos resultado da aplicação cega de uma mecânica. Isso obriga também a revisar o conceito de “maturidade” para a aprendizagem assim como os fundamentos das provas psicológicas que pretendem medi-la, e finalmente, é necessário que nos coloquemos também os critérios de avaliação de progressos bem como a concepção sobre a preparação do pré-escolar para aprendizagem da leitura e escrita, ambas são dependentes de uma teoria associacionista, ambas estão pensadas em termos de performance na destreza mecânica da cópia gráfica e o decifrado.
Em resumo, a leitura e a escrita se ensinam como algo estranho à criança e de forma mecânica em lugar de pensar que se constituem num objeto de seu interesse do qual se aproxima de forma inteligente, como Vygotsky (1978): “às crianças se ensina a traçar letras e fazer palavras com elas, mas não esse ensina a linguagem escrita, a mecânica de ler o que está escrito é tão enfatizada que afoga a linguagem escrita como tal”. E logo acrescenta: “É necessário levar a criança a uma compreensão interna da escrita e conseguir que esta se organize mais como um desenvolvimento do que como uma aprendizagem” .

Características da escrita pré-silábica (nível I)

Hipótese Central
Escrever é reproduzir os traços típicos da escrito, identificados pela criança como a forma básica da escrita.

Construção Gráfica

Escrita não formada por grafias formais.
Formas utilizadas:
- grafismos primitivos: predomínio de garatujas ou pseudoletras;
- escrita unigráficas: uma só grafia pra cada nome (quantidade constante). Pode ser sempre a mesma grafia (repertório fixo) ou diferente (repertorio variável);
- escrita convencional, mas sem controle de quantidade: sucessões de grafias só interrompidas pelo limite da folha;
- presença de letras e números;
Formas básicas utilizadas:
- grafismos separados, compostos de linhas curvas e retas e suas combinações (grafia de imprensa);
- grafismo ligado entre si com uma linha um do lado, na qual se inserem curvas fechadas e semi fechadas (grafia cursiva);
- surgimento da ordem linear da escrita (traçado linear de diferentes formas: ondulados ou descontínuos).
No uso da letra de imprensa aparecem duas hipóteses:
- as grafias são variadas;
- a quantidade de grafia é constante.

Escrita (níveis de conceitualização)

• A criança acredita que a escrita é outra maneira de desenhar as coisas ou que escrever é produzir um traçado que se diferencia do desenho por possuir alguns traços típicos da escrita. Há a intenção subjetiva da criança quanto ao significado atribuído a escrita ou existe intenção de escrever.
• A escrita do nome próprio é impossível ou se realiza segunda as características das outras escritas, com um número indefinido ou variável de grafismos.
• As diferenças dos significados não são modeladas objetivamente na produção gráfica, por se encontrarem escritas iguais para palavras diferentes.
• Ocorrem tentativas de correspondência entre o tamanho do objeto e a escrita. A escrita representa os nomes dos objetos e a criança a imagina como um dos atributos do objeto: coisas grandes devem ter escritas grandes; coisas pequenas, escritas menores.
• Todas as escritas se assemelham, mas as crianças a consideram diferente.

Leitura

• A leitura é sempre global: correspondência do todo sonoro com o todo gráfico.
• A leitura do nome também é global, sem buscar correspondência entre as partes.
• Cada um pode interpretar sua prioriza escrita mas não as dos outros: a escrita é individual e instável.
• Não há definição quanto a orientação espacial dos caracteres.
• A representação é alheia quanto a qualquer busca de correspondência entre a pauta sonora de uma emissão e a escrita.
• As relações entre as partes e o todo não são analisáveis: cada letra vale pelo todo.
• A criança pensa que, quando alguém lê, lê as figuras.

Características da escrita pré-silábica (nível II)

Hipótese central

Para ler coisas diferentes, isto é, atribuir significados diferentes, deve haver uma diferença objetiva nas escritas.

Construção gráfica

- a forma dos grafismos é mais definida, mais próxima das letras;
- predomínio da escrita de imprensa em maiúscula (influência dos estímulos do meio);
- formas estáveis e fixas de escrita: relacionadas com contingências culturais e pessoais (estes não são usados pra produzir diferenças objetivas na escrita, mas simplesmente para garantir o significado diferente pra escritas idênticas).

Escrita (níveis de conceitualização)

• A criança antecipa a hipótese silábica; não lhe basta a intenção subjetiva. Chega a conclusão de que para ler coisas diferentes deve haver diferenças objetivas nas escritas, e que essa diferença pode ser marcada pelo uso de letras diferentes pra cada palavra (de seu repertório ou inventadas).
Elabora duas hipóteses:
- necessidade de quantidade mínima de grafias pra que se possa ler algo, que em geral se situa em termos de três grafias ou caracteres;
- necessidade de uma variedade de caracteres para que uma série de letras sirva para ler.
• Descobre os antecessores da análise combinatória, ou seja, que as grafias podem variar na ordem linear e que pode se mantida a quantidade constante.
• Aparecem reações de bloqueio com base no seguinte raciocínio: se aprender a escrever copiando a escrita do outro, na ausência do modelo não haverá possibilidade de escrita.
• Ao resolver problemas que a escrita lhes apresenta, as crianças enfrentam necessariamente problemas gerais de classificação, seriação e ordenação.
• O nome próprio geralmente é o ponto de partida (primeira forma estável dotada de significação) pra o uso de letras na escrita.
• A criança descobre a possibilidade de uma correspondência termo a termo entre cada letra e uma parte do seu nome completo. A correspondência se estabelece entre as partes-palavra a do nome próprio e as letras, mas não entre partes-sílaba do nome próprio e as letras.

Leitura
Leitura Global, sem correspondência entre as partes sonoras e grafias

Cada letra vale como parte de um todo e não tem valor em si mesma. A correspondência entre a escrita e o nome é ainda global e não analisável: a totalidade da escrita corresponde o nome.

Características das escritas silábicas

Hipótese central

Tentativa de dar um valor sonoro a cada uma das letras que compõe a escrita.

Construção gráfica

- podem aparecer grafias distantes das formas das letras e também e também grafias bem diferenciadas;
- escrita de letras com ou se valor sonoro convencional;
- uso da primeira letra da palavra, cujo valor sonoro é importante.

Escrita (níveis de conceitualização)

• Tentativa de fonetização da escrita: a criança estabelece uma livre (simples) correspondência entre aspectos sonoros e gráficos em sua escrita. Porém, os valores atribuídos as letras não são fonéticos, mas silábicos.
• Ao atribuir a cada grafia o valor de uma sílaba, a criança antecipa progressiva e regularmente a quantidade de grafias e escreve tantas letras quantas forem as sílabas das palavras.
• As escritas são construídas com base na análise silábica da palavra, mas em alguns casos podem apresentar mais grafias do que as exigidas, como para os monossílabos e dissílabos.
• Quando a criança começa a trabalhar com a hipótese silábica, a exigência da quantidade de grafias (três letras) pode desaparecer.
• Uma vez instalada a hipótese silábica, a exigência de variedade volta a aparecer.
• Conflito cognitivo entre a quantidade mínima de caracteres e a hipótese silábica, por ocasião da escrita de dissílabos ou monossílabos.
• Esses conflitos obrigam a criança a abandonar progressivamente a hipótese silábica em favor de uma análise fonética silábica aplicada ao nome próprio.

Leitura

• Na leitura, a criança tenta passar da correspondência global para a correspondência termo a termo, isto é, do todo para as partes da expressão oral (recorte silábico do nome).
• Na leitura de monossílabos e dissílabos nos quais sobram letras, a criança tende a atribuir significados complementares a interpretação da palavra ou a sua omissão na leitura.
A mudança qualitativa em relação ao nível anterior justifica-se por:
• Superação da correspondência global entre escrita e expressão oral, que passa a ser recortada (sílabas orais) pra expressar-se em partes do texto (cada letra).
• Pela primeira vez a criança trabalha a hipótese de que a escrita representa aos sons da fala. As formas fixas aprendidas do meio geram novos conflitos quando a criança propõe a leitura destas e forma de hipótese silábica. O mesmo acontece com relação a leitura do nome ( forma fixa recebida do meio). Esses conflitos ajudam a criança a ir mais além da sílaba para encontrar uma correspondência satisfatória.
• A leitura tende a limitar-se ao nome (sem sobrenome), a não ser nos casos dos mesmos dissílabos ou quando há sobra silábica na leitura (correspondência de uma sílaba pra cada letra).

Características das escritas silábico-alfabéticas

Hipótese central

Coexistência de duas formas de corresponder sons e grafias: fonemas para algumas partes das palavras e silabas para as outras.

Construção gráfica

- Escritas diferenciadas com valor sonoro inicial;
- quantidade e repertório variável;
- escrita na qual algumas grafias representam uma sílaba e outras, um fonema. Na perspectiva da psicogenética, não se trata de omissão de letras, mas de um tipo de escrita que procura incorporar grafias rumo a escrita alfabética;
- a construção total não é determinada por uma intenção de correspondência sonora.

Escrita (níveis de conceitualização)

• A criança abandona a hipótese silábica e descobre a necessidade de fazer uma análise que mais além de sílaba. Surge um conflito entre a hipótese silábica e a exigência de quantidade mínima de grafias (conflito entre uma exigência interna e uma realidade exterior ao próprio sujeito).Passo intermediário entre a ausência de correspondência sonora e o começo dessa correspondência ou passagem da hipótese silábica para a alfabética.
• A escrita aparece com a característica de omissões de letras pela coexistência da hipótese alfabética e silábica.
• A letra que inicia cada escrita não é fixa nem aleatória: é uma das letras que correspondem ao valor sonoro da primeira sílaba da palavra.
• Surgem perguntas e pedidos de ajuda em relação a qual fonema ou sílaba usar.

Leitura

São feitas seguidas análises sonoras das palavras. É típica a mistura, na leitura do nome, da hipótese silábica e de um começo da hipótese alfabética.

Características da escrita alfabética

Hipótese central

Compreensão de que:
- Cada som (fonema) corresponde a uma letra;
- as letras combinam-se para formar sílabas e palavras.

Construção gráfica

Escrita alfabética com valor sonoro convencional.

Escrita (níveis de conceitualização)

A criança compreende que:
• Os caracteres da escrita correspondem a valores menores que as sílabas (antecipação quantitativa).
• Devem-se escrever tantas grafias quantos fonemas tenha a palavra.
• A criança elabora sistematicamente uma análise dos fonemas da palavra que vai escrever.
• Esse nível constitui o final da evolução, pois a criança já compreendeu o modo de construção do código.
A criança não terá problemas de escrita (no sentido, conceitual), mas se defrontará ainda com duas dificuldades:
- a ortografia das palavras;
- a separação entre palavras: pode escrever orações (frases) sem deixar espaços entre as palavras ou fazer cortes que não corresponde a separação convencional da escrita.

Leitura

• A criança já lê alfabeticamente.
• A escrita e a leitura do nome próprio operam sobre os princípios alfabéticos, aparecendo, no entanto, problemas ortográficos. A leitura de partes do nome já não oferece nenhuma dificuldade.

A pedagoga Ana Teberowsky, vem acompanhando o estudo e a pesquisa de Emília Ferreiro. Para elas o uso de cartilha na alfabetização é obsoleto, pois a criança já dispõe de conhecimento sobre a escrita antes de entrar na escola, é a partir desses estágios de conhecimentos que o educador deve desenvolver sua prática pedagógica.

Obras de Emília Ferreiro

- Alfabetização em processo - ed. Cortez
- Atualidade de Jean Piaget - ed. Artmed.
- Com todas as letras - ed. Cortez
- Cultura, escrita e educação - ed. Artmed.
- Os processos de leitura e escrita - ed. Artmed.
- Passado e presente dos verbos ler e escrever - ed. Cortez.
- Psicogênese da língua escrita - ed. Artmed.
- Reflexões sobre alfabetização - ed. Cortez.

Bibliografia

COM ELES E MELHOR
REVISTA NOVA ESCOLA - jan/fev de 2001 e maio de 2003
Pp. 19 a 23
ELIAS, Marisa Del Cioppo, De Emílio a Emília, 1.ª edição, São Paulo. Editora Scipione/2000.

www.uerj.br/proalfa
www.centrorefereducacional.com.br

Anexo: Entrevista concedida por Emília Ferreiro para a Revista Nova Escola
Denise Pelegrini
O que é ser alfabetizado hoje?
Considero a alfabetização não um estado, mas um processo. Ele tem início bem cedo e não termina nunca. Nós não somos igualmente alfabetizados para qualquer situação de uso da língua escrita. Temos mais facilidade para ler determinados textos e evitamos outros. O conceito também muda de acordo com as épocas, as culturas e a chegada da tecnologia.
A senhora sustenta a importância de levar o estudante a refletir sobre a escrita, já que é assim que ele aprende. Qual sua opinião sobre o método fônico (baseado no treinamento prévio da correspondência entre grafemas e fonemas)?
Eu não aceito discutir alfabetização hoje nos mesmos termos que se discutia nos anos 1920. Os defensores do método fônico não levam em conta um dado que sabemos hoje ser fundamental, que é o nível de conscientização da criança sobre a escrita. Ignorar que ela pensa e tem condições de escrever desde muito cedo é um retrocesso. Eu não admito que a proíbam de escrever. A tradição fônica sempre foi dominante nos países anglo-saxões. E lá se aprende a ler antes de escrever. Felizmente não é o que acontece nos países latinos.
O que é essa consciência fonológica?
É a possibilidade de fazer voluntariamente certas operações com a oralidade que não são espontâneas. É possível dizer uma palavra, "lado", por exemplo, e depois omitir o primeiro segmento fônico. "Ado" não significa nada. Isso pode ser um jogo divertido. A língua tem a propriedade de ser partida em unidades de distintos tipos até chegar às letras. Aí não posso dividir mais. Essa é uma habilidade humana. A divisão em sílabas se dá praticamente em todas as culturas.
"Ignorar que a criança pensa e tem condições de escrever desde muito cedo é um retrocesso"
De que maneira se adquire a consciência fonológica?
Desde pequenos participamos naturalmente de jogos em que cada sílaba corresponde a uma palma, por exemplo. A única divisão que não surge naturalmente no desenvolvimento é em unidades menores que uma sílaba, ou seja, em fonemas. Um adulto analfabeto e uma criança analfabeta não conseguem fazer isso de maneira espontânea. Quando eu adquiro a linguagem oral, tenho uma certa capacidade de distinção fônica, senão não distinguiria pata de bata. Mas parece que isso funciona num universo completamente inconsciente.
O que vem primeiro, a aquisição do sistema alfabético ou a consciência fonológica?
À medida que a criança se aproxima da escrita alfabética, sua capacidade de análise do oral também permite análises de pedaços cada vez menores do que é falado. A discussão é a seguinte: já que as duas coisas ocorrem ao mesmo tempo, tenho de desenvolver primeiro a consciência fonológica esperando que ela se aplique à escrita? Ou posso introduzir o aluno na escrita para que haja uma contribuição à sua consciência fonológica? Acredito na segunda opção. Isso se dá em virtude do contato dele com os textos, do seu esforço para escrever e do trabalho em pequenos grupos, onde ele discute com os colegas a necessidade de utilizar determinadas letras.
Essa relação entre a consciência fonológica e a aquisição do sistema alfabético tem sido estudada por pesquisadores?
Publiquei um artigo em 1999 sobre um estudo realizado com crianças com média de idade de 5 anos e 7 meses, no México. Eram passadas tarefas que verificavam a consciência fonológica dos estudantes, isto é, se eles eram capazes de analisar palavras em pedaços menores que sílabas. Ao mesmo tempo, eles realizavam exercícios que investigavam seu nível de conceituação da escrita. As crianças eram da pré-escola e não estavam sendo alfabetizadas. Os resultados mostraram correlações altíssimas entre o nível de conscientização da escrita e os recortes em contextos orais. Duas pesquisadoras americanas acabaram de publicar um estudo com crianças inglesas em que as mesmas conclusões são apresentadas.
Com a internet, o perfil do leitor mudou. No contato com a rede, há alguma diferença no desempenho dos estudantes alfabetizados nessas duas metodologias?
Sempre defendi o acesso imediato da criança a jornais, revistas, livros de literatura, dicionários, enciclopédias. A tendência de quem não compartilha da minha opinião é ter livros com níveis de dificuldades seriados. Com o advento da internet nasceu também o espaço mais intertextual e mais variado que existe, mais até que uma biblioteca. Ou seja, quem está alfabetizando com textos variados prepara sua turma muitíssimo mais para a internet do que quem faz um trabalho mostrando primeiro uma letrinha e depois a outra. Para utilizar o computador e a internet é preciso enfrentar todo o alfabeto ao mesmo tempo. No teclado, as letras aparecem juntas — e, como se não bastasse, fora de ordem.
"Letramento no lugar de alfabetização, tudo bem. A coexistência dos dois termos é que não funciona"
Além da alfabetização, hoje se fala muito em letramento. De onde vem o termo?
A palavra letramento é tradução de literacy. Em sua origem, ela significa alfabetização e muito mais. Se entrarmos em qualquer site de busca e digitarmos "literacy" aparecem muitos endereços. Encontra-se uma série de combinações com esse termo, como computer literacy, mostrando que o significado atual dessa palavra em inglês é expertise, é ter conhecimento. Mas é muito importante compreender que a expressão computer literacy não designa a habilidade de usar a língua escrita por meio de um computador. Seu significado é a habilidade para usar os comandos da máquina, para entrar num processador de texto e nos programas elementares.
Letramento é a melhor tradução para literacy?
Não. É cultura escrita. E isso não tem início depois da aprendizagem do código. Se dá, por exemplo, no momento em que um adulto lê em voz alta para uma criança — e nas famílias de classe média isso ocorre muito antes do início da escolaridade. Ou seja, o processo de alfabetização é desencadeado com o acesso à cultura escrita.
O letramento representa um conceito novo ou é apenas um modismo?
Há algum tempo, descobriram no Brasil que se podia usar a expressão letramento. E o que aconteceu com a alfabetização? Virou sinônimo de decodificação. Letramento passou a ser o estar em contato com distintos tipos de texto, o compreender o que se lê. Isso é um retrocesso. Eu me nego a aceitar um período de decodificação prévio àquele em que se passa a perceber a função social do texto. Acreditar nisso é dar razão à velha consciência fonológica.
É indispensável usar o termo letramento, então?
Eu não uso a palavra letramento. Se houvesse uma votação e ficasse decidido que preferimos usar letramento em vez de alfabetização, tudo bem. A coexistência dos termos é que não dá. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Publicado em 1870, Espumas Flutuantes é a única obra de Castro Alves que teve a edição revisada pelo autor. O volume contém poesias lírico-amorosas e poesias de caráter épico-social. Ao tratar do amor, Castro Alves refere-se não só à mulher de forma idealizada, mantendo as tradições do Romantismo, mas distoa do movimento ao buscar o amor carnal, real e tingido com as cores do erotismo - "Boa-noite, Maria! É tarde... é tarde... / Não me apertes assim contra teu seio." (in "Boa-noite"). Ainda dentro das produções líricas, o poeta refere-se à natureza que, em seus versos, se torna vibrante e concreta, emoldurada por um sistema dinâmico de imagens que geralmente são tomadas de aspectos grandiosos do universo - o mar, os astros, a imensidão ou o infinito. Devem ser destacados os seus versos de cunho existencial que ganham plenitude quando apregoam o gozo e os prazeres da vida - "Oh! eu quero viver, beber perfumes / Na flor silvestre que embalsama os ares (...) Morrer... quando este mundo é um paraíso, / E a alma um cisne de douradas plumas" (in "Mocidade e Morte") -, marcando novo momento da literatura romântica no Brasil que, até então, embebia-se no pessimismo da geração do "mal do século". Também escreve poesias que valorizam a técnica e os progressos da humanidade. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
HERNANDEZ, Fernando.Transgressão e Mudança na Educação: Os Projetos de Trabalho
Porto Alegre. Artmed, 1998.

O autor enfoque A aprendizagem
A transgressão enfoca aqui é o salário e o reconhecimento social do professor.
A primeira proposta é a psicologia instrucional que vê a mente como computador e não como instrumento de capacidade de dar sentido à realidade, de interpretá-la e transformá-la.
A segunda transgressão é a visão de aprendizagem vinculada no desenvolvimento. Construtivismo não é adequado a esta metodologia, mas acredita em significar a instituição social que é a escola. O construtivismo não é trocas simbólicas nas salas de aulas sobre os valores que o professor promove ou exclui construção de identidade. Os fatores não podem ser reduzidos a visão psicológica e o conhecimento cientifico vistos com entidades compactas.
A terceira transgressão é a visão do currículo escolar centrada nas disciplinas fragmentadas e afastada das realidades sociais dos alunos, e manter a função de controle por parte de julgarem serem educadores especiais.
A quarta transgressão é dirigir-se a escola marcada por idéia de que o objetivo da infância é chegar a vida adulta ou passar no vestibular é o objetivo básico da educação.
A quinta transgressão é a perda da autonomia no discurso dos docentes, desvalorização do conhecimento e a incapacidade escolar.

O autor divide em e capítulos essas transgressões.

Capítulo I – Um Mapa Para Iniciar Um Percurso

A construção da realidade: o todo é mais do que a soma das partes de um único ponto de vista, desta forma deve-se levar em conta a dupla perspectiva: a organização escolar e as concepções do ensino aprendizagem.
A escola promove a descontextualização do discurso cientifico e sua fonte de origem e converte no discurso de regulador e simplificado – discurso instrucional, produz a irrelevância da organização curricular. Um currículo de subjetividade e habilidade de interpretação de interpretar o mundo subordinado ao conteúdo descontextualizado.
Defende as experiências como projeto de trabalho. Um projeto que implioca na colaboração e exploração de alternativas de dar formas às idéias que estão no horizonte.
A noção e a prática da globalização situadas em três eixos:
-como forma de sabedoria;
-como referências epistemológica e operacional;
-como concepção do currículo, desenvolvendo estratégias.

Capítulo II – A Transdisciplinaridade Como Marco Para A Organização De Um Currículo Integrado.

A transdisciplinaridade como marco de um currículo integrado. Este questiona “verdade sagrada” da organização do ensino que parte das disciplinas ou da transformação de conhecimento por meio de didáticas.
O primeiro protesto está no currículo da Escola Média em se basear nas disciplinas e na transmissão de conteúdos sem se preocupar com a construção da subjetividade dos estudantes e a interpretação das estratégias de informações e no desenvolver das pesquisas.
A pós-modernidade obriga a diversidade de pensamentos da vida social e pessoal. Tendo de ser vista como condição social e com expressões radicais de transformações históricas. Eis algumas características de pós modernidade:
-a sociedade globalizada com desregulamentação de economia de mercado;
-as opções políticas e econômicas são homogeneizadas;
-os valores e símbolos culturais são transnacionalizados devido a mundialização dos meios de comunicação;
-as transformações no emprego;
-o volume da produção de informação cresce em progressão geométrica;
-a primazia da tecnologia como fator dominante de evolução humana.
Já o trabalho opõe a essa idéia de Escola Nova e ao interesse do aluno no trabalho escolar-ensinar-conectá-lo com o mundo externo e para elaborar esse projeto de trabalho, há a necessidade de:
-conhecimento psicopedagógico destacando os saberes e as experiências;
-temas e estudos relacionados com a construção da subjetividade e transformações da suicidai e da natureza;
-o papel do diálogo pedagógico – pesquisa/crítica na aprendizagem;
-busca para educação, compreensão, atitude globalizada.
Devendo incorporar as indignações tornando as públicas e compartilhadas com o grupo. Formando mais corrente critica de indagação, compreensão-transformação da realidade escolar e social.
Essa compreensão de educação deve relacionar a vida dos alunos/professores e de interesse, mas sem confundir a trasdição, mas permitir a concepção de estratégias de conhecimentos que permitem ir além, são códigos estabelecidos de bagagem cultural dentro do grupo social.
A cultura tem função de refazer o mundo e ensinar o aluno a interpretar o significado das diferentes culturas e nos diversos tempos históricos, abrindo as portas para duas compreensões da realidade. Sendo colocado dentro de um relativismo que vacine contra o fundamentalismo como proposta de resolver todos os problemas.
A escola geradora de cultura não é só aprendizagem, mas o desafio de questionar a forma de pensar e induzir a verdade absoluta, reconhecer diferentes concepções incorporar uma visão critica que questione a quem beneficia e quem marginaliza, visão dos fatos, opiniões diferenciada e colocar as perspectiva certo relativismo.
Essa situação estabelece os desafios e a escola responde por selecionar critérios de avaliação, decidir o aprender, como e para quê, ao internacionalismo e a valores de solidariedade e tolerância, saber interpretar opções ideológicas do mundo. A proposta educativa vinculam aos projetos do trabalho, sendo a compreender/responder a situação mudança.

Reflexão Sobre o Limite das Disciplinas

A transdisciplinaridade – caracteriza fenômeno, pesquisa e requer formulação de terminologia e metodologia compartilhada – disciplinas e tradições de campo de estudo de maneira fechada. Ela acompanha interpretação recíproca das teorias do conhecimento (epistemologia) de cada disciplina. A diferença entre pesquisa pura aplicada e universidades/indústrias. Atenção voltada para o alvo do objeto de estudo, valorizando a colaboração da atuação individual.
Estabelecer paralelismo – planejamento transdisciplinar, pesquisa e o ensino de interpretação do currículo integrado. Ensinar a relacionar conceitos de forma compartimentada: centro de discussões. O currículo integrado organiza os conhecimentos escolares e a partir de temas-problemas que permitem explorar o campo do saber fora da escola ensinar aos alunos estratégias de investigações e interpretações da informaçaão, permitindo explorar temas de forma autônoma.
A opção currículo integrado a critica do tradicional currículo acadêmico. Os argumentos são:
-a integração de várias matérias;
-a limitação dos professores ao ensinar e o currículo integrado;
-o tempo dedicado no ensino integrado e centrado;
-é necessária a dedicação dos professores;
-as disciplinas armazenam o conhecimento útil, arcam as linhas, geram novo conhecimento e produzem o intercâmbio entre debates-idéias.
Os defensores do currículo integrado dizem que há uma eficácia em relação ao tempo e ao estímulo dos professor e os estudantes em evitar a repetição de termos e conceitos freqüentes a vida escolar e a falta de coordenação dos professore, mas fazer o intercambio para repercutir a qualidade do ensino.
O objetivo do currículo integrado não é favorecer conteúdo, mas interpretar os conhecimentos através das experiências. “Só se interpreta quando se entende o produto como portador de um conteúdo, como objeto gerado por alguém em determinadas circunstâncias, com a intenção de manifestar algo.” ; e que o objetivo dela é interpretar e buscar vestígios da existência de um fenômeno para os objetos e fatos, isto é, significa interessar-se para diferentes versões dos fenômenos.
Mostraremos assim a diferença entre currículo disciplinar e transdisciplinar.

Disciplina-centrado nas matérias;
Transdisciplinar-problemas transdisciplinares;

-conceitos disciplinares;
-metas curriculares;
-conhecimento canônico;
-lições;
-estudo individual;
-livros-textos;
-centrado na escola;
-professor como especialista. -temas ou problemas;
-perguntas, pesquisa;
-conhecimento construído;
-projetos;
-projetos em grupo;
-fontes diversas;
-centrado no mundo real;
-professor como facilitador.
Efland oferece alternativa para o currículo transdisciplinar que é a idéia-chave que vai além da disciplina e com a coordenação do professor, este projeto pode vincular ao currículo básico existente no país.

Capítulo III – Os Projetos de Trabalho e a Necessidade de Mudança na Educação e na Função da Escola

Os projetos de trabalho enfoca o ensino vinculado as mudanças sociais que situa a concepção e a prática da educação como meio de organizar a gestão do espaço e de tempo entre docentes/alunos sobre o discurso do saber escolar.
A isso se deve a mudanças da realidade vivida em relação a quantidade fazendo a Escola uma redescoberta sobre os conteúdos do saber.
Devido às informações não se restringir apenas nos livros-textos e sim aprender a selecionar e pesquisar e relacionar com outras práticas.
As diferenças no contexto entre a Independência e culturas em desenvolvimento tecnológico na qual as fontes de informação são múltiplas em relação a psicopedagógica ao saber social e a função social da escola.
Eis alguns significados dos projetos em diferentes épocas.
Nos anos 20 os métodos de projetos eram:
-aproximar a escola da vida cotidiana;
-os alunos não deveria sentir diferença entre vida externa e interna da escola;
-sendo viável para o meio de uma Nova Escola e
-contrária a fragmentação de matérias.
Isso dava idéia denominada “ocupações construtivas” de formuladas para o método de projeto, assim:
-o interesse do aluno não basta, se o objetivo não ter definição;
-a atividade deve ter valor intrínseco;
-a atividade deve despertar curiosidade e criar a demanda pra informações novas.
Isso era o contrário de uma escola compartimentada e oprimida pra multiplicação das matéria e a base autoritária.
Na Segunda Guerra Mundial, a racionalidade tecnológica se configura na Ideologia dominante no Ocidente, favorecendo o êxito de condutismo e psicometria fazendo com que as iniciativas co gelassem no imaginário. Que acabam voltando quando se percebe que as promessas da visão tecnológica não se cumprem.
Nos anos 60 há um fluxo de interesses por projetos chamados de trabalho por temas. Então a expansão econômica e os conflitos sociais dão ênfase as idéias de Piaget sobre o desenvolvimento da inteligência e o papel da aprendizagem dos conceitos. Brunner sugere que o ensino deveria centrar no desenvolvimento de conceitos-chaves das estruturas das disciplinas, criando a idéia de currículo em Espiral em que o aluno tenha contato com a idéia-chave de forma primitiva e complexa.
A crítica ao método de idéias-chaves não representada de forma simples para que os alunos aprendam e compreendam sem base organizada de conhecimento. Essa idéia leva a confundir aprendizagem com desenvolvimento de conteúdos.
Já nos anos 80, o auge está no construtivismo e os projetos de trabalho, que contribuem para a aquisição de capacidade relacionada em auto direção, a criatividade , a formulação e resolução do problema, a tomada de decisões e a comunicação interpessoal.
O enfoque está no objetivo de estabelecer interferências e transferências entre os conhecimentos de problemas-situações (Prawat). As idéias-chaves são fundamentais a uma situação de aprendizagem. E que o papel do professor passa ser o intérprete facilitar. Os projetos não devem ser comparados com “métodos” por não serem aplicados com regras e não havendo seqüências únicas, pois os projetos não são lineares, nem previsíveis, chocando se com a idéia de ensinar o fácil para o difícil. O projeto de trabalho é comum com as estratégias e ensino e que todos vão ale dos limites curriculares e implicam nas atividades práticas e de pesquisa individuais ou e grupos, são características de uma proposta da Nova Escola, vinculada a Dewey, a importância da aprendizagem conceitual e a Brunner, uma proposta de currículo Espiral e idéias-chaves.
O sentido é tema de negociação onde se parte de um processo de pesquisa, selecionam as fontes, estabelecem critérios e ordenação, recolhem as dúvidas e elabore o processo de conhecimento, recapitulando o aprendido e conecta com o novo tema, não se fixando no percurso, mas que seja um fio condutor da atuação do docente dessa forma:
-por um tema-problema-de análise de interpretação crítica;
-com predomínio de atitude de cooperação professor/aluno;
-que estabelece conexões entre o fenômeno e questionamento;
-em que cada projeto é singular;
-em que há diferentes formas de aprender o que quer ensinar;
-com aproximação atualizada dos problemas disciplinares;
-e que todos alunos podem aprender num determinado lugar;
--e que a aprendizagem é vinculada a prática.
Indo por esse caminho, observamos que se parece com um projeto mas não é: um percurso descritivo e linear sem problematização; professor protagonista do saber, apresenta matérias escolares, conversão de matérias de estudo do gosto do aluno. os projetos apontam porá forma de basear do conhecimento escolar na aprendizagem, para desenvolver estratégias de indagação interpretação e apresentação do processo em sua complexidade favorecer o conhecimento do mundo.

Capítulo IV – A Avaliação Como Parte Do Processo Dos Projetos De Trabalho

A finalidade da educação era proporcionar uma retrospectiva sobre a aprendizagem do aluno, antes do início de nova série ou para conceder a qualificação.
Podemos distinguir três fases no processo de avaliação:
1- avaliação inicial – detecta conhecimentos sobre o tema, recolhe evidencia da forma de aprendizado, erros e pré-concepções dos alunos.
2- Avaliação formativa – o progresso do aluno e pra o professor é a tarefa de ajuste constante entre o ensino-aprendizagem;
3- Avaliação recapitulativa – processo de síntese do tema. Este é o momento de reconhecimento em que estudantes alcançam os resultados e adquiram as destrezas e as habilidades.
E o que se pretende é que a avaliação estimule a capacidade de pesquisa e que os alunos aplicam em situações reais os conhecimentos adquiridos e respondam em carater produtivo. Mais que medir, avaliar, entender e interpretar.
É necessário que os professores abram as frentes de análise:
-conceitual para avaliar resultados não previstos;
-investigadora; para levantar evidencias do processo e dos resultados;
-ético-político: para encontrar o caminho que vai da avaliação burocrática á democracia.
Essa mudança de visão fez recordar as informações de interesse e transferi-la a memorização de formulas e a necessidade de encontrar estratégias para resolução do problema; a importância do resultado ao interesse no processo e na quantidade de informação em prol da capacidade de interpretá-la.
A avaliação vem se tornando a peça chave do ensino. O porta-fólio surge como modalidade de avaliação no campo da arte sendo possível selecionar e ordenar e refletir a trajetória de aprendizagem.
Fazendo dos seus alunos sentir aprendizagem institucional como algo próprio.
No porta-fólio se identifica as questões relacionado ao modo de alunos e professores refletirem sobre os objetivos de aprendizagem criando um processo de reflexão.

Capítulo V – Três Projetos De Trabalho Como Exemplos, Não Como Pauta A Seguir

Há varias opções de adaptação dos conteúdos educativos. Por exemplo:
- partir de temas que destacam e apresentam propostas de atividades;
-planejar a trajetória por tema, uma histórica com vários finais;
-apresentar a própria experiência de forma geral: avaliando, comparando, para enfocar e ordenar o resultado.
Antes, iremos tornar explicitas as concepções que se inter –relacionam por aprendizagens de produção ativa dos conhecimentos sociais e a bagagem do aprendiz.
O ensino é uma atividade de objetivos que facilitam o dialético das estruturas do conhecimento e a subjetividade/individual. A ordenação dos conteúdos é a definição da atuação que modificam a interação dialética da classe.

Capítulo VI – As Informações nos Servem Para Aprender e Nos Provocar Novas Interrogações

O mais relevante deste projeto é mostrar o desenvolvimento da criança, do interesse e a observação de como elas enfrentam o problema dentro de aprendizagem.
Quando o assunto foi interessante envolve todo o grupo. Assunto que se pode levar por meio de pesquisa, curiosidades, jornais, etc. a família deve-se envolver nesse coleta de informações abrindo assim a reflexão fazneo a histórica tomar outro rumos em geral. A criança segue um fio condutor (diálogo) envolvendo toda a classe.
Afinal o trabalho fará ter uma idéia-chave a ser desenvolvida.

Capítulo VII – Eu Aprendi O Que Queria dizer Um “Símbolo”

Envolve pó projeto El Greco que é a visita a uma exposição de obras, onde se discute sobre o autor, da obra o contexto de vida, fazendo surgir questões em relação ao autor a sua obra, a composição delas, a época, a sociedade, o século, etc.
Quando a exposição houve um questionamento entre alunos e monitores num jogo de perguntas e respostas gerando o significado dos símbolos. A primeira noção de símbolos é a transferência e o reforçamento da aprendizagem.E através da auto reflexão reconstrói e rememorizam e incorporam os elementos.

Capítulo VIII – Ter Saúde é Viver de Acordo com Nós Mesmos

O objetivo do professor é levar o aluno a aprender a elaborar o caminho e a porta-fólio é o meio que reflete na trajetória valorizando a diversidade.
Sempre partir de um tema chave para se desenvolver a pesquisa levando a indagar as diferentes opiniões e relacioná-las as mudanças e chegar a seu objetivo, e o aluno conscientizar e interpretar as informações recebidas. A conexão com os conteúdos do currículo escolar é a tarefa com o qual o professor finaliza sua participação no projeto.
A noção de globalização – a idéia de “aprender a estabelecer e interpretar relações e superar limites das disciplinas escolares” é um convite a não divisão de conhecimentos e o aprender constante dos docentes e um esforço dos alunos sem aprender globalizar sem confundir a idéia de totalidade, além de ter vinculado a economia tem como pensamento a visão do mundo. O ensino globalizado não deve ser confundido com educação que promove valores econômicos e aceita a supremacia do mercado sobre os cidadãos veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Os Escravos é uma coleção de poesias publicadas 12 anos a morte do poeta. Poesia social em sua forma mais pura, Os Escravos centra-se sempre no mesmo tema: a liberdade dos escravos. Apesar de uma certa idealização em alguns momentos, a poesia lírico-amorosa é menos idealizada que a dos contemporâneos do autor. Mas sempre, sempre, as poesias falam do negro escravo, cativo e maltratado pelos senhores. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Obra-chave dentro da produção de Drummond, A rosa do povo, publicada em 1945, reflete a maturidade que o poeta alcançou desde sua estréia. Nela, conforme já se afirmou, além de acentuado progresso técnico-formal, estão presentes duas conquistas decisivas para a evolução de nossa literatura: o realismo social, particularmente penetrante e que não se restringe, apenas ao lirismo da poesia engajada; a poesia metapoética, alimentada pela reflexão introspectiva sobre o sentido da escrita como obra de arte. Este é o mais extenso e o mais variado dos livros de Drummond ( 55 poemas, alguns longos). Nele desfilam os principais temas de sua obra; o verso livre e a estrofação irregular alternam com versos de métrica tradicional dispostos em estrofes regulares; o estilo ora é "puro"(elevado, "poético" ), ora é "mesclado"(mistura de elevado e vulgar, sério e grotesco). Livro difícil, é dos mais discutidos e apreciados da poesia moderna brasileira. Obra de linguagem poética com participação social. Os poemas de A rosa do povo foram escritos nos anos sombrios da ditadura de Vargas e da Segunda Guerra Mundial. Os acontecimentos provocam o poeta, que se aproxima da ideologia revolucionária anticapitalista de inspiração socialista, e manifesta sua revolta e sua esperança em poemas indignados e intenso.

Temas: eu-estar no mundo ( o amor, a família, o tempo, a velhice), a metapoesia (poesia pela própria poesia), eu igual ao mundo,... Portanto, em A rosa do povo, o poeta testemunha sua reação ante a dor coletiva e a miséria do mundo moderno, com seu mecanismo, seu materialismo, sua falta de humanidade. Essa fase enriqueceu sua essencialidade lírica e emocional, e, através da profunda consciência artística, o poeta atingiu a plenitude, a cristalização, a humanização, sob a forma suave e terna, em que o itabirano mergulha no lençol profundo de sua província e de seus antepassados, para melhor compreender a "máquina do mundo", a angústia de seu tempo, o desarvoramento do homem contemporâneo, com um largo sentimento de fraternidade. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Em Busca de Curitiba Perdida é uma coletânea com 23 textos de Dalton Trevisan, que dão uma no-ção geral da obra deste autor que parece não aceitar a modernização da cidade. No conto Lamentações da Rua Ubaldino, ele recorda o passado da rua onde reside - "No Princípio Era o silêncio na Rua Ubaldino" - mas o barulho da atual "metrópole" incomoda o escritor - "o amplificador dos agudos desafinados de Gog e Magog" - que amaldiçoa o tempo presente: "mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha/ do que entrar um guitarrista cenobita no reino de Deus." Em Curitiba Revisitada, Dalton pergunta: "uma das três melhores do mundo em qualidade de vida/ depois ou antes de Roma?", e segue cutucando a capital ecológica - "cinqüenta metros quadrados de verde por pessoa/ de que te servem/ se uma em duas vale por três chatos?" - até definir Curitiba: "falso produto de marketing político." Outro detalhe importante na obra do "Vampiro de Curitiba" é a utilização de personagens que vivem à margem da sociedade de consumo, sem perspectivas de ascensão social, praticamente presos a necessi-dades imediatas. "Ao utilizar sempre os mesmos João e Maria, o autor está fazendo uma crítica e ironizando a visão oficial da cidade, que não dá chance aos menos favorecidos". No conto Canção do Exílio, o autor-narrador diz que apesar de ter vivido, não quer morrer em Curitiba.

Ora, se alguém xinga tanto uma cidade, por que não vai viver em outro lugar? Dalton Trevisan, mesmo criticando, faz uma declaração de amor à cidade, às avessas. Considerado o maior contista da língua portuguesa de todos os tempos, Trevisan criou um estilo único de escrever, caracterizado por usar uma linguagem enxuta, que com poucas palavras consegue comunicar aquilo que deseja. Para ter uma idéia, basta ler um trecho de A Faca no Coração, quando ele define: "O amor é uma faca no coração. Cada dia se enterra mais fundo, que não deixe de sangrar." veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Menino é o título de uma coletânea de contos e é também o ponto mais alto da prosa de ficção de João Uchôa Cavalcanti Netto. O livro tem como epígrafe, célebre passagem do Evangelho. Jesus diz aos discípulos que o modelo de vida deve ser o dos meninos: "Não entrareis no reino dos céus se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos". Para exemplificar o ensinamento, chama uma criança e a põe na roda da conversa.

O primeiro conto, "A mãe", descreve o nascimento. Serve-se de viés absolutamente original, não no conceito, mas na forma de expressá-lo, já que a dependência que os meninos têm da mãe tem sido matéria tratada à exaustão por profissionais de diversos ofícios, alguns até apresentando os meninos como parricidas natos, como é o caso de Freud ao examinar o mito de Édipo e operá-lo como metáfora esclarecedora dos conflitos iniciais de nossa existência.

Neste conto o menino vê a mãe como "o primeiro deus": "Aquele Ser o completa e apaga num instante todas as dores. E nasce o medo (de perder), o desejo (de receber), o amor (se integrar, se identificar), o ódio (pela ausência), a culpa (sim, pois odiou), todos os sentimentos se endereçam àquele Ser indispensável, poderoso. Poderoso". O fechamento do conto, um dos três momentos decisivos de qualquer narração - os outros dois são a abertura e as tramas que se sucedem para preparar o fim - traz um ensinamento que lembra o "claro raio ordenador", de que Drummond fala num poema.

O conto seguinte, "O velho", trata de junção já famosa em tantas literaturas, as tais "duas pontas da vida" que Machado de Assis quer atar em Dom Camurro, quando narra os amores de Capitu, cujo amor é partilhado por dois meninos, Bentinho e Escobar. As "duas pontas da vida" neste conto celebram outro amor, aquele que vige entre avô e neto, talvez o mais puro dos amores, já que um dos mais desinteressados. O avô nada quer do neto, o neto nada quer do avô, querem apenas o amor um do outro.

Com efeito, o amor dos pais, conquanto incomensurável, não pode contudo deixar de lado a responsabilidade de educar os filhos, criando um clima de direitos e deveres mútuos. Para avós e netos, não. O avô pode ter a alegre irresponsabilidade de deixar a tarefa para os filhos. Eles que eduquem seus filhos. Os avós querem convívio sem obrigações. Nem todos conseguem, mas este é o projeto.

No conto, porém, o avô tem com o neto, de mãos dadas com ele, o estilo que Dalton Trevisan disse que o contista busca a vida inteira, o estilo escorreito e sintético do suicida. Mas o neto já dorme, e o velho fala de si para si mesmo, lembrando o suicídio do sócio, que se enforcou aos 89 anos. No velório, certa moça dissera: "nessa idade se suicidar: já não custava esperar". Mas custava e muito. O avô, aproveitando que o interlocutor mirim está dormindo, exala recomendação impossível de ser acolhida: "meu neto, meu neto, um conselho: não cresça, e não há mais o que acrescentar".

Em "O cachorro", a narrativa é simplesmente vertiginosa. Um homem leva ao veterinário um cachorro atropelado: "o senhor falando em mártires, os mártires, e enchendo a boca, mas os mártires são felizes, quem me dera ser mártir, duro é sacrifício sem direção, como o dos meninos e dos bichos, e no entanto reparou? são os únicos que agonizam mansamente".

A coletânea O menino, é terna sem ser piegas. Verdadeira e profunda, nos conduz a uma leitura agradável, entretanto sem concessões. A última frase do conto que fecha o volume, "A morte", é: "Deus precisava ter piedade do mundo". Deus um dia se fez menino. Naquele tempo, parece que tinha compaixão pelo mundo. Como os meninos são imortais, pode ser que ainda tenha.

Observação: O Menino tem frases com 78 palavras. Por exemplo: Mas o funcionamento porco da morte, a preguiça da transformação, a rigidez medonha, a fedentina da carne apodrecida misturada ao cheiro das flores murchas machucadas, o colarinho branco engomado sob rosto em carniça, o cadáver sórdido em trajes solenes comido e comido pelos vermes no vazio da tumba, os beiços devorados e a dentadura exibida, o silêncio brutal enquanto à noite lá fora os vivos, contentes, esqueciam a condição natural, e a gratuidade do desassistido show infernal. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Considerações Gerais Romance metaliterário (o narrador fala da obra) em linguagem fragmentária, através da qual o narrador, um crítico de teatro, conta-nos seu envolvimento criminoso com Inês, uma mulher manca e misteriosa. Consciente de que a verdade em si é uma composição de signos (representações), se diverte com o leitor. Afinal, onde a verdade do ocorrido estará? Nas ações do teatro que ele critica? Nas pinceladas do pintor? Nas palavras do escritor? Como espelhos estilhaçados que precisam se unir, ou como linguagens diferentes costurando-se umas às outras, talvez encontremos a(s) resposta(s) para o fato: um crime delicado! E foi através desses espelhos, que refletem uns aos outros, que minha observação se deu, bastante discreta e oblíqua. O que importa, então, é deixar correr solta a mente, e talvez a esse fluxo é que se deva chamar verdadeiramente de vida. Pois mesmo quando nos envolvemos em grandes aventuras, o que é vivê-las senão a subjetividade de quem as vive? Sou crítico profissional de teatro. Mas a profissão talvez explique muitas coisas em meu comportamento e na minha forma de viver, em minha personalidade enfim, embora eu não saiba dizer se foi esta personalidade que me conduziu naturalmente à crítica, ou se foi o exercício desta que terminou por contaminar meu comportamento e minha personalidade. Antônio Martins, ao tentar reconstituir retrospectivamente sua história, representando-a em diferentes linguagens, deixa em aberto várias possibilidades de interpretar o que se passou.

Teria ele sido vítima de uma armadilha elaborada pelo artista plástico Vitório Brancatti, protetor e possível amante de Inês? Estaria ele próprio falando a verdade sobre o seu relacionamento com a moça, ou apenas criando o seu texto? O crítico agora é você, leitor! Resumo Romance narrado em 1ª pessoa, em três partes, subdivididas em capítulos e numa linguagem que acompanha o vaivém da memória do narrador, um crítico profissional de teatro, que alguns consideravam excêntrico, solitário: Antônio Martins. Inicia o texto falando que teria visto Inês num café cujas paredes e colunas eram espelhadas. ...uma visão discreta e oblíqua, mas que por vezes, podia jurar que o observado era ele. Inês, uma mulher com rosto de traços finos e delicados, seios pouco salientes, mulher magra, com o corpo bem- proporcionado, cabelos claros, encaracolados - de olhar melancólico e solidão recatada - assim a teria visto, após duas doses de conhaque - o que, segundo o narrador, eram suficientes, pois se continuasse a beber... ...no dia seguinte poderia descambar, acelerar de forma desritmada os fluxos de sua mente, passar de uma exaltação quase feliz para um abatimento cheio de imagens e pensamentos dolorosos - uma tendência que ele procurava controlar: o alcoolismo. Antes de se retirar do café, ele observa que um homem de meia-idade, com cabelos revoltos e grisalhos, inicia uma conversa familiar com a moça, mas percebe que ele os observa, lançando-lhe um olhar firme, mais curioso do que hostil. No capítulo seguinte, certa tarde, Antônio atravessava o largo do Machado, no centro do Rio de Janeiro, e fora acometido por uma premonição, a de que algum incidente estava prestes a ocorrer. No metrô, ainda quando descia os degraus da escada, ao virar-se instintivamente uma mulher cai sobre o seu corpo, e é amparada em seus braços. A moça é manca, mas de uma beleza singular. Antônio a reconhece como a moça que o impressionara no café. Segue-a até a rua Paissandu, local de sua residência. Inês era seu nome, e ela também o reconhece. Num espetáculo teatral, Antônio percebe que o que se passara com Inês e ele no metrô o emocionara - e isso interferiria - embora não devesse, em seu julgamento da peça que analisava. ...dois jovens em crises existenciais que, segundo o crítico, uma simulação do amor beirando a impotência e buscando ostentar-se na própria teatralidade, numa pretensa metalinguagem que não passava de um álibi - uma coisa tediosa e medíocre. Enfim o espetáculo. Folhas de outono (folhas secas que caíam através de uma janela cênica) representavam o aprisionamento da atriz. Podemos ler esse aprisionamento observado na peça como signo- sinal da relação de também aprisionamento entre Inês e Brancatt, ou seja, uma dica do narrador, que retira fragmentos da linguagem do teatro que analisa para construir o seu texto e confundir ou brincar com o leitor. Neste "texto" também há forte comparação da atriz com Inês. ...a imagem de Inês que insistia em pairar, no decorrer da peça, em meu palco interior? Relembrando: Antônio e Inês trocam olhares no café; Inês cai em seus braços no metrô no dia seguinte; Antônio a acompanha até a rua de seu apartamento; marcam um encontro num bar- restaurante no Leblon, onde Inês já o estaria esperando. ...ele que chega 10 minutos antes da hora marcada, depois de haver tomado um uísque em casa, de puro nervosismo. Inês ri ao saber que Antônio era crítico de teatro e, entre goles de uísque, Antônio tem a impressão desconfortável de que ela apenas se deixara tomar pela mão sem nenhum tipo de retorno; mas o induziria a ir a seu apartamento, e que no dia seguinte entre imagens superpostas, lembranças e projeções vagas que lhe vinham em forma de lampejos, ele descreve-nos o local: uma muleta e uma tela sobre o cavalete, sons de um trompete, cheiro de tinta e perfume no ar além de um biombo negro com ramagens prateadas. Embriagado, envolto nos sentimentos que o levavam a desvendar Inês, acreditou na força do destino, mas já em casa questionava: seria ela uma pintora? E o biombo escondia uma Inês com problemas físicos? Seria o local para despir-se fora das vistas mesmo de um amante? Ou preparado por Inês para enciumá-lo? Inês teria neste encontro no Leblon pedido a Antônio que fosse comprar analgésicos e tranqüilizantes enquanto esta daria um telefonema. Antônio sequer a viu andando. Sua perna manca teria sido um artifício para eles se aproximarem? No apartamento, Inês se coloca inerte no divã. Teria misturado o tranquilizante álcool? Sente por ela um arrebatamento de uma força delicada. Antônio a conduz para a cama, despindo-a. Inês abre os olhos, arregalando-os em pânico. Antônio tem a reação de exibir a transparência de suas intenções, mas ao acender a luz, Inês tinha os olhos fechados. Parecia dormir, ou fingia que dormia? Exibir transparência ou como narra Antônio: ...tentava fugir para não ser surpreendido numa situação dúbia? O resto? Ele apenas se erguera e voltara para casa, acordando em sua cama. Antônio teme um reencontro com Inês, preocupa-se com a seqüência dos fatos produzidos por uma memória prejudicada, deixando vazios que possivelmente encobririam algum ato que sua mente não ousava trazer à tona. Antônio a teria despido? E o cheiro de tinta que ainda ficava em sua memória olfática, saíra do biombo? O que Inês pensaria de seu delicado gesto? Despi-la para a cama? Como ela os interpretaria? E o quadro, e o cavalete atrás do biombo? Relembra o encontro no metrô, teme reencontrá-la e se isso ocorresse, como despistá-la da coincidência sem que ela tecesse suspeitas? Em casa constata um pequeno ferimento no joelho; desiste de um contato com Inês, vai ao teatro. Antônio recebe um envelope de Inês Brancatti, levado por um homem de moto e uma moça. Enciumado por imaginar Inês com o motoqueiro , rasga o envelope com raiva e junto a um convite há uma cartinha em papel perfumado e cor-de-rosa, com o endereço e telefone. Trata-se de uma mostra coletiva de pintura com o título de Os Divergentes. Os Divergentes expunham no Centro de Expressão Vida, na rua Viúva Lacerda, no Humaitá. Ao sondar a exposição, crítico que era, não encontra nela valores contemporâneos mas: ...fruto de pincéis de pessoas medianas, talvez normais, com suas figuras, paisagens, naturezas mortas. Antônio encontra Inês próxima a um quadro que revelava o apartamento onde estiveram. Imagens refletidas reproduziam, em detalhes, o cenário em que se encontraram, e Inês ali o concretizava. Ele percebe que ela não os poderia ter pintado (um auto-retrato fazendo uso de um espelho). Fora usada como modelo do pintor Vitorio Brancatti - o homem que a acompanhava no café quando se viram pela primeira vez. Antônio é fotografado em frente ao quadro, e a sensação que tem é que caíra numa armadilha. Na tentativa de encontrar uma confidente entre as muitas amigas que tinha, tenta ligar para Maria Luísa, uma professora universitária, bonita, madura um tanto séria, mas relaciona o telefone a outra Maria Luísa, essa uma atriz de teatro e TV. Luísa atuava em uma adaptação de Vestido de Noiva, de Nélson Rodrigues - era Lúcia, uma das irmãs que disputavam o mesmo homem: Pedro. Na saída da peça, esperando-a trocar de roupa, Antônio bebe um conhaque para relaxar. Vai ao café com Luísa, e lá não vê Inês. Entre Antônio e Luísa o encontro é um fracasso. Ambos cumpriam um ritual de interesse e sedução. Da parte dele, um equívoco. Antônio procura Maria Clara, uma amiga quarentona e solitária, que o aconselha a transar com Inês, nem que fosse apenas para libertar-se dela. Antônio vai a peça Albertine - uma adaptação livre de temas proustianos , de autoria da paulista Beatriz Sampaio. Nessa peça há algo de traiçoeiro para o leitor: o narrador por meio de códigos, oferece-nos pistas sobre seu envolvimento com Inês. A peça é em pré- texto. Proust sempre numa cama adornada de rendas, enquanto vários de seus personagens - numa movimentação por vezes lenteada, pairavam surgindo e desaparecendo ao redor do leito - numa cenografia móvel, constituída, entre outras coisas, de obras de arte ou pretensamente (como já vulgarizadas reproduções de Monet, Renoir.), além de texto do mestre Proust que podia ser ouvido, ora em off, ora através de personagens. Lembre-se, leitor, do biombo, do perfume, da muleta, da música, enfim... sinais que nos remetem ao apartamento de Inês. Dois dias depois do espetáculo Albertine, Antônio encontra um recado de Inês em sua secretária eletrônica: precisava falar com ele. Ele aceita um convite de Inês para um chá naquela tarde em seu apartamento, e mais confiante não pretendia baixar a guarda emocional e a crítica. Exporia isso ao revelar suas impressões quanto ao quadro de Vitório Brancatti. Veja: modelo em plano desproporcional em relação aos demais elementos da composição; · Perspectiva chapada, aproximando e realçando os elementos de fundo - a tela no cavalete, a muleta e o divã - sem ofuscar o principal; · Desvio estético - Inês devassada em sua intimidade; · O biombo tornava a cena mais poética - cingindo de uma auréola de inocência a modelo, que, atrás daquele compartimento, não estaria supostamente se percebendo observada, e que não teria como se achar presente naquele espaço; · Gosto duvidoso ao macular pela exibição, sobre a borda do biombo, a calcinha branca e o sutiã vermelho, cuja textura em tintas materializava como algo tátil sobre a tela. Tudo isso, pensa Antônio, quase alegre, confiante por ter cercado criticamente a obra de Vitório por todos os ângulos enquanto se aproxima do edifício de Inês. Inês o introduz ao apartamento elegantemente e Antônio ao atingir a sala é assaltado pela sensação... ...vizinha da loucura - de que não penetrava num cômodo real e sim num espaço preparado, onde havia algo de falso, como um cenário, ou mais abissalmente, o interior de um quadro de Vitório Brancatti. Inês agradece, referindo-se à noite em que ela havia sido levada para a cama e que não desgostara do fato. Estaria querendo reviver o que se passou? Ou estaria usando Antônio que teve uma brilhante intuição. ...se Vitório dispunha de Inês, que tentava dispor de mim, Vitório estaria dispondo de mim, caso eu me deixasse levar; e alguém (Vitório?) poderia estar se ocultando atrás do biombo para nos espionar... Durante o chá, Antônio questiona e analisa Inês, que aos poucos, cai em contradição - E o apartamento, é de Vitório? Inês ergue-se subitamente, derrubando a xícara, com um resto de chá, sobre a mesa. Eu só a vira assim tão transtornada depois da queda na estação do metrô. - Ele o alugou para mim. Eu sou sua modelo. O que está querendo ensinuar? Depositei minha xícara na mesa. - Desculpe-me, não quis ser indelicado. Mas ele também o reformou para você, não foi? - Sim, reformou a seu gosto e daí? Vitório é um artista. - Será possível que você não se dá conta? - Dou-me conta de quê? - ela disse, com a voz embargada. - De que o apartamento é um cenário para você se movimentar dentro dele segundo um esquema de probabilidades previsto por Vitório de acordo com seus caprichos? E de que a obra que vi na exposição não passa de uma documentação disso? A obra de Vitório, de certa forma é você mesma, Inês, e ele precisa mantê-la encerrada aqui. É diabólico e aviltante. Mas posso dizer que ele está de parabéns. Antes de, pelo menos aparentemente Inês perder os sentidos, julguei ouvi-la sussurrar, quase coincidindo com o fim da música: - Ele me escraviza. Tomado por uma delicadeza e impetuosidade indescritiva, Antônio toma Inês nos braços - como que se a personagem-modelo e personagem da pintura que Antônio via na exposição houvesse se soltado da obra , naquele cenário com seus móveis e adereços, fazendo deles imagens de um quadro em movimento; uma cena para qual Antônio fora tragado. Amam-se sem resistência, mesmo que nos últimos momentos Inês tenha murmurado repentinamente "oh não", "oh não", que Antônio interpreta como um sim de entrega dentro de um código amoroso. Na consciência de estar agindo como autor e ator de uma cena de uma instalação de Vitório, Antônio volta a si e percebe Inês chorando, denunciando a chegada, provavelmente, de Brancatti, Nilton, o motoqueiro e Lenita - o que faz Antônio, às pressas, deixar o apartamento. Ao passar pela portaria, Antônio está com uma aparência suspeita – roupas e cabelos desgrenhados, o colete vestido pelo avesso - e enfrenta o olhar do porteiro, que o faz sentir-se como alguém que foge depois de ter cometido alguma ação criminosa. No entanto, Antônio está comendo um biscoitinho! Raivoso com o ato de Inês e já em seu apartamento, percebe no canto dos lábios um resquício ínfimo de sangue, sente-se dominado por Inês, e num impulso, escreve-lhe uma carta que mais tarde seria publicada nos jornais, dando margem a chacotas no meio teatral. Veja leitor como um ato aparentemente viril segundo Antônio como uma dose de agressividade e até de maneira brutal) isso serve aos envolvidos à Inês como para Brancatti principalmente como fato para uma acusação judicial contra Antônio: estupro. É intimado portanto a comparecer à 9º DP, no catete, para justificar seu envolvimento com Maria Inês de Jesus. Fim do 2º Capítulo Antônio é submetido a exames legais: mostras seminais, resquícios de pele colhidos nas unhas de Inês, arranhões, enfim marcas que corroboravam terem sido produzidos por Inês. Antônio rejeita a hipótese de ter coagido ou muito menos violentado Inês, mas sim ter havido entrega sem reservas por parte de Inês, que aliás não trazia em seu corpo marcas à exceção de um corte na orelha – aliás fato importante pois na falta de provas Antônio tem chances de responder em liberdade à acusação: " – Não estariam eles na presença de um criminoso delicado, refinado"? Antônio duvida de si mesmo, "teria usado Inês, uma prostituta evitando assim, ser usado por ela e o amante Brancatti?" Na sala de audiência o olhar de ambos se encontram como da primeira vez no café." Antônio percebe não ter realmente conhecido Inês, o que ela pensava de tudo aquilo e dele? Uma nova realidade abre-se a percepção de Antônio: Brancatti usava Inês e Lenita como fachadas para esconder seu relacionamento com Nílton – Veja sua crítica: "um pintor europeu do terceiro escalão que se refugia artisticamente num país provinciano e toma como esposa e ornamento uma beleza exótica dos trópicos; como amante elege um motociclista primitivo e, como modelo ou enteada e até quem sabe eventual amante uma frágil e bela jovem coxa." E para ele, qual teria sido seu papel nessa teia diabólica? Para Antônio parecia uma luta estética: um jogo de xadrez entre o crítico e o pintor. "Este escravizando a modelo num cárcere privado, físico, psicológico e artístico, e pior condenando Antônio por um pretenso crime sexual se auto prevalecia, enfim ......empenhava-se em convencer as pessoas do alto valor artístico de sua obra – propaganda em suma – o crítico teatral manipulado num cenário em plena performance entre o casal!" Fora bem sucedido em grande parte em seus objetivos escusos, conclui Antônio. Durante o inquérito será acusado também de ter saído do apartamento praguejando contra Inês – enraivecido, mordendo um biscoitinho – argumento rejeitado por seu advogado como sinal da calma, da paz de espírito dos que nada têm a temer, depois de um encontro amoroso consentido. Nessa fase processual Antônio vem a saber que os desmaios de Inês tinham uma causa cerebral definida – que sua lesão na perna, se originava de um atropelamento na infância; fato esse que legitima a idéia dela ter desmaiado ao ser possuída e a coloca como vítima de Antônio, que por sua vez percebe a força de sedução de tal desmaio, o que valorizou ainda mais a relação de ambos. Tentando reverter seu papel, Antônio contra-argumenta: " _ Não serão o verdadeiro amor e a sexualidade mais autêntica, sempre, o encontro de dois incoscientes? No que o advogado de acusação responde: - "No caso das violações, não estaremos diante da imposição do inconsciente de um sobre o incosciente de outro? Antônio tenta um novo argumento dizendo que Inês foi subjugada pela força psíquica de Brancatti e que ele a teria libertado em momentos preciosos, possuindo e sendo correspondido por ela – e tudo ocorrendo dentro de um cenário – instalação, portanto fazendo parte da mesma, ou seja, tudo fora maquinalmente enquadrado por Brancatti, e Antônio e Inês vítimas. Segundo o juiz, aturdido em face dos argumentos inusitados – e até esdrúxulos utilizados por ambas partes, absolve Antônio por falta de provas. As conseqüências do fato: Antônio perde seu lugar de consultor na fundação cultural do estado, já afastado do jornal que trabalhava, ruas a índole sensacionalista fez com que o jornal concorrente o contratasse para ser seu colunista de teatro e o caso Inês esmiuçado em seus páginas – Antônio foi criticado severamente por seus colegas como: " exemplo vivo e eloqüente dos extremos patológicos a que pode ser conduzida uma personalidade que se destaca pela contenção de seus sentimentos por meio de uma racionalidade exacerbada, a qual de repente, libera-se através do crime. Brancatti conquista renome e reconhecimento artístico – a obra A Modelo foi exibida como instalação com grande alarido crítico, na Alemanha. Quanto à Nilton abre uma academia de psicultura, bastante concorrida. Antônio não deixou de considerar o jato ou seja as duas hipóteses sedutoras – afinal como o próprio tribunal apontou – um sedutor ou violador muito especial e delicado? Claro sem deixar de lado o escutor que também era - "nessa tarefa que é narrar todas as contradições, truques e divergências e conclui. " – tanto na obra de Brancatti ou neste relato – encontra-se o absurdo, a loucura da arte, essa tentativa ansiosa, desesperada e as vezes vã, que nos alucina, de, à parte toda vaidade, registramos, no breve tempo em que estamos na vida, nossa passagem por ela, em momentos que realmente estivemos vivos e merecem ser perpetuados. Personagens - Antônio Martins: crítico profissional de teatro, narrador. Alguns o consideram excêntrico – solitário – cinquentão. - Maria Inês de Jesus, modelo do pintor Vitório Brancatti, mulher com rosto de traços finos e delicados, magra, cabelos claros, encaracolados, de olhar melancólico e solidão recatada com pequeno defeito na perna – manca. - Vitório Brancatti – pintor que envolveria Antônio e Inês em suas performances, meia idade, com cabelos revoltos e grisalhos, vestia-se com a desenvoltura de um jovem, calça jeans e camiseta branca. - Nílton – motociclista que conduzira Inês ao edifício de Antônio Martins, provável amante de Vitório Brancatti. - Lenita – jovem negra, bonita, esposa – álibi de Vitório? - Maria Luísa I – professora universitária séria, amiga e confidente de Antônio. - Maria Luísa II – jovem atriz de teatro e tv, atlética e exuberante. - Maria Clara – ex jornalista, quarentona, também amiga de Antônio. Enredo: Romance narrado em terceira pessoa. A ação desenvolve-se em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, trazendo à tona os conflitos de uma geração em busca da própria identidade e de um sentido para a vida. Eduardo, protagonista deste drama existencial, sentindo-se esmagado por uma sociedade opressiva e aniqualadora, tenta desesperadamente, até o fim, encontrar uma saída. Preste atenção: no misterioso homem de smoking que por três vezes aparece na narrativa. Estilo: Contemporâneo. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
No início do século XX, Manaus, a capital da borracha, recebeu estrangeiros como o jovem Halim, aprendiz de mascate, e Zana, uma menina que chegou sob a asa do pai, o viúvo Galib, dono de um restaurante perto do porto. Halim e Zana vão gerar três filhos: Rânia, que não vai casar nunca, e os gêmeos Yaqub e Omar, permanentemente em conflito. O casarão que habitam é servido por Domingas, a empregada índia, e mais tarde também pelo filho de pai desconhecido que ela terá. Esse menino — o filho da empregada — será o narrador. Trinta anos depois dos acontecimentos, ele conta os dramas que testemunhou calado. Dois irmãos é a história de como se faz e se desfaz a casa de Halim e Zana. Apaixonado pela mulher, depois do nascimento dos filhos Halim se condena à nostalgia dos tempos em que não era pai, em que não precisava disputar o amor de Zana, em que os dois tinham todo o tempo do mundo para deitar na rede do alpendre e se entregar aos prazeres sensuais. Pelo que nos conta o narrador, Halim estará sempre à espera da decisão mais acertada diante dos abismos familiares: a desmedida dedicação de Zana a Omar, seu filho preferido; o trauma de Yaqub, o filho que, adolescente, foi separado da família supostamente para amenizar os conflitos com Omar; a relação amorosa entre os gêmeos e a irmã, Rânia.

De Domingas, com quem compartilhava o quartinho nos fundos do quintal, o narrador nos diz que esta é uma mulher que não fez escolhas. Aparentemente, não escolheu nem mesmo o pai de seu filho. Milton Hatoum faz os dramas da casa estenderem-se à cidade e ao rio: Manaus e o Negro transformam-se em símbolos das ruínas e da passagem do tempo. E, pela voz de um narrador solitário, revive também os tempos sombrios em que as praças manauaras foram ocupadas por tanques e homens de verde. Esses tempos foram responsáveis pelo destino trágico de um grande personagem do livro: o professor Antenor Laval. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
ALARCÃO, Isabel – Professores Reflexivos em Uma Escola Reflexiva. São Paulo. Editora Cortez, 2003.Capítulos 1, 2 e 4

Capítulo 1 - Alunos, professores e escola em face a sociedade da informação
A Sociedade da Informação – aberta e global, diferenças de acesso à informação que causam a exclusão. Finalidade filtrar informações para preparar alunos para a sociedade.
A sociedade da informação em que vivemos é complexa e contraditória, com muitas informações sem saber lidar e selecioná-las, o que prejudica o desenvolvimento do espírito critico, por serem aceitar e manipuladoras. Soa a reflexão pode organizar os conhecimentos (informação o contexto e em relação com outros assuntos). É com compreensão que percebemos objetos, pessoas, acontecimentos e suas relações.
Cabe ao aluno, gerir informações para transformá-las em conhecimento. O professor não é a única fonte de saber. O conhecimento só existe com a aprendizagem. Esta reorganização de valores reorganiza as competências do cidadão atual.
Novas Competências Exigidas Pela Sociedade Da Informação E Da Comunicação Do Conhecimento E Da Aprendizagem.
Nos anos 90, a nova visão chega as universidades européias e resultam numa maior reflexão na educação, intere-relacionando ciclos , estudantes e desenvolvendo novas competências numa formação holística (integral).
A cidadania é revista, pó do o cidadão como um pressuposto um ser responsável, que encara a formação associando o indivíduo-escola, informação-pensamento.
A competência é entendida como “saber fazer bem”, isto é mobilizando saberes e utilizando-os, compreendendo, observando, e analisando e refletindo, preparando para mudanças, aprendendo autonomamente.
Para lidar com a informação na sociedade da aprendizagem é importante filtrar informações, organizar e interar professor-aluno, saber-uso.
Os alunos na sociedade da aprendizagem devem aprender a aprender ao longo da vida, relacionando as coisas ao seu redor com sentido. A sala de aula é o lugar onde se produzem conhecimentos, e as informações devem ser passar com responsabilidade e autonomia. A iniciativa cientifica amplia o gosto pelo saber. A criatividade e responsabilidade são fatores essenciais na aprendizagem.
Os professores na sociedade da aprendizagem devem ajudar o aluno a desenvolver a competência de aprender, dar suporte, estrutura e estimular a aprendizagem e autoconfiança, direcionando a informação processual, produto da análise critica, ver do que precisam. Para isso, se atualizar e desenvolver suas competências de aprender a aprender.
A escola na sociedade da aprendizagem deve transforma o aluno em ativo, em salas de aulas e em atividades extras curriculares. Deve ser repensada e reformulada contextualizada e relacionada com as pessoas que as constituem, tornando-se auto-reflexivas e criticas, sabedora de sua missão social; deve ser auto-dirigida de acordo com a realidade e seus problemas, tirando proveito das novas tecnológicas como meios de pesquisas, contextualizando-se, professore-alunos-escola.

Capítulo 2 A formação do professor reflexivo – e ativo. Este deve processar informações acuradas e criticamente. Tal reflexão deve ampliar seu desempenho e competência profissional visando o todo (motivo de atração pela profissão). A desilusão é conceituada como uma reflexão não entendida, dificuldades para atuar no novo programa de formação. Professor e escola devem agir relacionados, a escola deve fornecer infra-estrutura para fazer a ponte entre seus membros.
Com criatividade, capacidade de encontrar meios de como interagir na vida social, o professor deve tomar abertura pra aprender e ensinar essa visão para seus alunos. A formação critica, reflexiva, deve combinar observações para resolver os problemas, numa visão de valorizar a relação professor-aluno.
A pesquisa-ação é analisar um problema destrinchá-lo em partes ara resolvê-lo (observar, refletir, planificar e agir). Abordar problemas com perspectivas de solucioná-los de modo reflexivo, transformar em aprendizagem. Para complementar a pesquisa e ampliar a reflexão temos:
- análise de caso: de acontecimentos teorizados com valor explicativo, que pode ser explicado, interpretado discutido, dissecado e reconstruído. Além de ser uma ferramenta de formação tem embasamento teórico.
-narrativas: narrar é um hábito que constitui reflexão, analisando situações, sistematizando reflexões, compartilhando pensamentos. Casos e narrativas caminham juntos transmitidos tornam-se narrativas elaboradas que viabilizam o conhecimento.
-portfólio – seleções de fatos ou resultados. Promove o desenvolvimento reflexivo, fundamenta a reflexão, facilita a auto e hetero-avaliação.
-perguntas pedagógicas: o caráter formativo é o moto do desenvolvimento e da aprendizagem reflexiva, propicia a compreensão e é a base de outras estratégicas.
-conclusão: a formação profissional reflexiva deve incluir a intenção de conhecer o mundo. Seu trabalho deve estar em parceria com a escola e a comunidade. O conheicimento da compreensão das informações.

Capítulo 4 – Gerir Uma escola Reflexiva
Na nota auto-biográfica a autora afirma que questionar traz desenvolvimento e conhecimento. O professor faz parte da escola, esta é um organismo vivo, em desenvolvimento e em aprendizagem.
A escola é uma comunidade com atores sociais que deve unir a sociedade com objetivo comum: educar. Ela liga sociedade adulta com crianças e jovens em desenvolvimento. Deve estar contextualizada com a cultura local e articular com o contexto nacional e global. Deve ter personalidade, utilizar do próprio conhecimento para desenvolver-se. Seus atores devem ter um único objetivo: a educação das novas gerações.
A escola nunca está formada completamente, assim. Deve se avaliar, pensar e si própria e na sua missão; analisar, perceber dificuldades e agir para melhorá-la. Ela é inteligente, pratica e atual, não burocrática e ultrapassada, saber onde está e ode quer chegar com o objetivo de educar.
O projeto da escola é o conjunto que propicia e concebe esforços para criar condições de aprendizagem e desenvolvimento. O processo (projeto) e o produto (objetivo) estão ligados à gestão da escola reflexiva.
O Currículo é um conjunto de aprendizagens necessárias à formação. Questiona-se a sua validade se comparado a nova realidade da sociedade da informação.
Segundo Rodan e Perrenoud, devemos trabalhar baseado em objetivos, em grupos flexíveis, tarefas escolares à base de problemas e projetos.
A escola reflexiva deve agir de acordo com sua realidade e no momento apropriado. Objetivos e projetos (também o currículo) são referencias para uma ação compartilhada.
A gestão da escola reflexiva deve ser participativa coerente, desafiadora, exigente, interativa, flexível, avaliadora, formadora, democrática. Todos devem decidir.
O saber desenvolvido pela escola interage com a tarefa de educar. O aluno torna-ser o centro da missão e com a cooperação de todos como objetivo de educar de forma reflexiva.
A escola tem caráter, personalidade e forma própria de funcionar de acordo com sua realidade e contexto. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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