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HOFFMAN, Jussara. Avaliação Mediadora; Uma Pratica da Construção da Pré-escola a Universidade. 17.ª ed. Porto Alegre: Mediação, 2000.

POR UMA ESCOLA DE QUALIDADE
São vários os fatores que dificultam a superação da prática tradicional, como: a crença que a manutenção da avaliação classificatória garante ensino de qualidade, resistência das escolas em mudar por causa da possibilidade de cancelar matriculas, a crença que escolas tradicionais são mais exigentes.
Sobre a avaliação tradicional, ela legitima uma escola elitista, alicerçada no capitalismo e que mantém uma concepção elitista do aluno.
Entretanto, uma escola de qualidade se da conta de que todas as crianças devem ser concebidas sua realidade concreta considerando toda a pluralidade de seu jeito de viver. Deve se preocupar com o acesso de todos, promovendo-os como cidadãos participantes nessa sociedade.
O desenvolvimento máximo possível do ser humano depende de muitas coisas além das da escola tradicional como memorizar, notas altas, obediência e passividade, depende da aprendizagem, da compreensão, dos questionamentos, da participação.
O sentido da avaliação na escola, seja ela qual for a proposta pedagógica, como a de não aprovação não pode ser entendida como uma proposta de não avaliação, de aprovação automática. Ela tem que ser analisada num processo amplo, na observação do professor em entender suas falas, argumentos, perguntas debates, nos desafios em busca de alternativas e conquistas de autonomia.
A ação mediadora é uma postura construtivista em educação, onde a relação dialógica, de troca discussões, provocações dos alunos, possibilita entendimento progressivo entre professor/aluno.
O conhecimento dos alunos é adquirido com a interação com o meio em que vive e as condições deste meio, vivências, objetos e situações ultrapassam os estágios de desenvolvimento e estabelecem relações mais complexas e abstratas, de forma evolutiva a partir de uma maturação. O meio pode acelerar ou retardar esse processo. Compreender essa evolução é assumir compromisso diante as diferenças individuais dos alunos.
Quanto ao erro, na concepção mediadora da avaliação, a correção de tarefas é um elemento positivo a se trabalhar numa continuidade de ações desenvolvidas. O momento da correção passa a existir como momento de reflexão sobre as hipóteses construídas pelo aluno, não por serem certas ou erradas, problematizando o dialogo, trocando idéias. Os erros construtivos caracterizam-se por sua perspectiva lógico-matemática.
A avaliação mediadora possibilita investigar, mediar, aproximar hipóteses aos alunos e provocá-los em seguida; perceber pontos de vistas para construir um caminho comum para o conhecimento científico aprofundamento teórico e domínio do professor. Pressupõe uma análise qualitativa, uma avaliação não de produto, mas do processo, se dá constantemente através de cadernos, observações do dia a dia, é teórica usa-se registros.
A avaliação mediadora passa por três princípios: a de investigação precoce (o professor faz provocações intelectuais significativas), a de provisoriedade (sem fazer juízos do aluno), e o da complementaridade (complementa respostas velhas a um novo entendimento). Cabe ao pesquisador descobrir o mundo, mas cabe ao avaliador torná-lo melhor.
A mediação se dá relacionando experiências passadas às futuras, relacionado propostas de aprendizagens a estruturas cognitivas do educando, organizando experiências, refletivo sobre o estudo, com participação ativa na solução de problemas com a apreciação de valores e diferenças individuais. O educador toma consciência do estudante no alcance de metas individuais, promovendo interações a partir da curiosidade intelectual, originalidade, criatividade, confrontações. 
É proibido miar (1983) - Editora Moderna

Neste livro, o desafio principal foi criar um narrador na terceira pessoa que não sabe tudo; narra apenas aquilo que as personagens podem compreender. E, como as personagens são cães, muitas das ocorrências são narradas do modo equivocado como aqueles cães as interpretam.

Por exemplo: no Canil Municipal, alguém, com um revólver, mata um cão hidrófobo. Os cães jamais tinham visto alguém morrer e jamais tinham visto um revólver disparar. Assim, eles confundem o ruído do tiro com o ruído das descargas dos canos de escapamento dos automóveis, do qual eles têm medo, e comentam: "Por que o vira-lata amarelo ficou quietinho depois daquele barulho de escapamento de automóvel? Vai ver ficou com medo. Eu também tenho medo de barulho de escapamento...".

Desse modo, o jovem leitor, aí entre os oito e os dez anos, deve ler o livro compreendendo o engano das personagens, descobrindo a verdade por trás desses enganos, e até concluindo que a ingenuidade deles pode ser a responsável pelas agruras de que eles são vítimas.

Em "O dinossauro que fazia au-au" já não há final feliz mas, neste É proibido miar o final é realmente infeliz, uma vez que o cãozinho protagonista, perseguido e expulso de casa por que resolve miar, termina a história fugindo para longe e não voltando para casa e sendo novamente aceito pelos pais. Ser separada dos pais é, para uma criança, a pior das infelicidades e o livro causa, assim, um impacto muito grande nos leitores. Eu sabia disso e mesmo assim resolvi arriscar.

Eu procurava mostrar os preconceitos que perseguem as pessoas de raças, idéias e comportamentos diferentes dos dominantes. Desse modo, se eu terminasse o livro com o cãozinho sendo aceito por todos, eu estaria mostrando à criança que o problema do preconceito estava resolvido. Como eu já disse acima, jamais poderia pregar tal mentira aos meus leitores.
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Albert Bandura, professor de David Starr Jordão da ciência social no Psychology, PH D Psychology, Universidade de Iowa, 1952. O Dr. Bandura tem interesses na análise dos mecanismos básicos da agência pessoal através de que os povos exercitam o controle sobre seu nível de funcionamento e de eventos que afetam suas vidas. Uma linha da pesquisa é concernida com povos que regulam suas próprias motivações, testes padrões de pensamento, estados afetivos e comportamentos com a opinião pessoal e coletiva. Uma segunda linha de pesquisa examina o papel de mecanismos que regulam e confiam padrões internos e influencia o na adaptação humana mudando.
Teoria: a teoria do aprendizado social enfatiza a importância da observação. A modificação de comportamento de forma permanente em conseqüência da observação de ações de um terceiro, e é conhecido como aprendizagem por observação (modelagem, imitação ou aprendizagem social). Organismos simples e complexos aprendem pela observação. Até mesmo os recém-nascidos imitam, sugerindo uma propensão inata.
Bandura pesquisador pioneiro, acredita que qualquer coisa que possa se aprendida diretamente pode ser aprendida pela observação de outros. A observação de outros abrevia a aprendizagem. Se tiver de se basear e nas próprias ações para aprender, a maioria nós não sobreviveríamos aos processos de aprendizagem.
A aprendizagem por observação vai alem da mímica ou imitação. As pessoas extraem idéias gerais, o que lhes permite ir muito além daquilo que vêem e ouvem. Adquirimos alguns padrões sociais de nossos pais, como lidar com a raiva, de resolver problemas, de interar com membros do sexo oposto ou de comportamentos maternal e paternal.
Os modelos têm vários efeitos notáveis. Diminuindo as inibições, eles nos tornam, mais propensos a fazer coisas que já sabemos como fazer mas jamais fizemos antes. Ver repetidas vezes as ações de um modelo é desensibilizantes. Condutas que de inicio nos sobressaltam, estimulam ou perturbam podem perder o impacto diante exposição.

Como as pessoas Aprendem por Observação
Aquisição: o aprendiz observa o modelo e reconhece as características distintivas de sua conduta.
Retenção: as respostas do modelo são ativamente armazenadas na memória
Desempenho: se o aprendiz aceita o comportamento do modelo como apropriado e passível de levar a conseqüências por ele valorizadas, o aprendiz o reproduz;
Conseqüências: a conduta do aprendiz resulta e conseqüências que virão fortalecê-la ou enfraquecê-la. Em outras palavras, ocorre o condicionamento operante.
A aprendizagem por observação é mais complicada do que os condicionamentos operantes e respondentes. Ela sempre envolve algum tipo de atividade cognitiva e costuma ser muito demorada.é usada deliberadamente na modificação do comportamento.
Davidof. Linda Introdução a Psicologia, veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Pedro Bandeira (de Luna Filho) nasceu em Santos, SP, em 9 de março de 1942, onde dedicou-se ao teatro amador, até mudar para São Paulo a fim de estudar Ciências Sociais na Universidade de São Paulo (USP). Morando então na capital, casou-se com Lia, com quem teve três filhos: Rodrigo (31) e Marcelo e Maurício (28). Ah! E tem duas netinhas: Melissa e Michele.

Além de professor, trabalhou em teatro profissional até 1967 como ator, diretor, cenógrafo e com teatro de bonecos. Mas desde 62, Pedro já trabalhava também na área de jornalismo e publicidade, começando na revista Última Hora e depois na editora Abril, onde escreveu para diversas revistas e foi convidado a participar de um coleção de livrinhos infantis.

O primeiro livro O dinossauro que fazia au-au, voltado para as crianças, fez um grande sucesso. Mas foi com A Droga da Obediência, voltado para adolescentes - que ele considera seu público alvo - que ele se consagrou. Até julho do ano passado, o livro estava prestes a atingir a marca de 1 milhão de exemplares vendidos em todo o País.

Desde então, a partir de 1983, Pedro Bandeira dedicou-se inteiramente à literatura. Ele garante que a experiência em jornais e revistas o ajudaram como escritor, uma vez que o jornalista é obrigado a estar preparado para escrever sobre quase tudo. "Eu fazia de tudo: escrevia para revista de adolescente e para publicações técnicas. Fui aprendendo a criar um estilo para cada público. Também fui estudar psicologia e educação para entender em que faixa etária a criança acha o pai herói, com qual idade acha ele um idiota e quando está pronta para questionar tudo e todos. Sem esse conhecimento é impossível criar um personagem com o qual o leitor que você pretende atingir se identifique".

A inspiração para cada história, segundo o autor, vinha de livros que leu e nos acontecimentos de sua própria vida. Criatividade nunca faltou ao santista, mas quando isso acontece, Pedro abre o e-mail de seu computador e começa a ler as mais de 300 mensagens e cartas que recebe semanalmente de seus leitores de todo Brasil. "Às vezes tiro idéias das cartas porque o conteúdo das mensagens são os mais diversos. Tem quem pede conselho sentimental, outros dizem que não se dão bem com os pais e já recebi até carta de presidiário. Tento responder a todas".

Pedro Bandeira é o autor de Literatura Juvenil mais vendido no Brasil (8,6 milhões de exemplares até 2002) e, como especialista em letramento e técnicas especiais de leitura, profere conferências para professores em todo o Brasil. Já escreveu mais de 50 livros, entre eles a série Os Karas, A marca de uma lágrima, Agora estou sozinha..., A hora da verdade e Prova de Fogo. Atualmente vive em São Roque. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Na introdução do romance, o narrador-autor reproduz o registro de prisão de Simão Botelho nas cadeias da Relação do Porto e antecipa o degredo do moço, aos 18 anos, em circunstância ligada a uma paixão juvenil, bem como o desenlace trágico da história. Falando diretamente ao leitor, imagina a reação que tal história pode provocar: compaixão, choro, raiva, revolta frente a falsa virtude alegada pelos homens em atos injustos e bárbaros. Passa então a contar a história da família de Simão Botelho. Principia acompanhando a trajetória de seu pai, Domingos Botelho, que, formado em Direito, inicia sua carreira em Lisboa, onde cai nas graças dos reis. Na Corte, se apaixona por uma dama de D. Maria I, D. Rita Castelo. Após dez anos de tentativas de aproximação e conquista, casam-se por fim em 1779. Em 1801, estão fixados em Viseu, em companhia de suas três filhas. Seus dois filhos estudam em Coimbra. Manuel, o mais velho, muito reclama de seu irmão Simão, ao que o pai não dá muitos ouvidos. Antes até se orgulha de sua valentia e dos resultados acadêmicos de Simão. Mas quando Simão, em férias em casa, se mete numa briga, em defesa de um criado que fora espancado, seu pai enfurecido o quer ver preso. Sua mãe o ajuda na fuga para Coimbra, onde aconselha que o filho aguarde aplacar a fúria do pai. Simão, no entanto, mais seguro de si e de sua coragem do que nunca, começa a defender publicamente a Revolução Francesa e, por isso, acaba retido em cárcere acadêmico por seis meses. Perdido o ano escolar, retorna à casa dos seus pais. Domingos Botelho se mantém frio e distante, não dirigindo a palavra ao filho. Grande e misteriosa transformação vai se operando em Simão, que muda completamente seu comportamento: sai pouco, fica longamente no próprio quarto, mantendo-se pensativo. Tal transformação faz com que, findos cinco meses, o pai consinta que o filho lhe dirija à palavra. Desconhece a esse momento Domingos Botelho a real razão da mudança de seu filho: o rapaz nos seus 17 anos está apaixonado pela filha do vizinho, um inimigo de seu pai. A inimizade tinha se concretizado quando Domingos Botelho dera sentenças contrárias aos interesses de Tadeu de Albuquerque e azedado mais um vez quando Simão machuca empregados de Tadeu em recente briga. Por três meses, Simão e Teresa encontram-se e falam às escondidas, sem levantar nenhuma suspeita. Sonham casar-se e fazem planos para concretizar seus desejos de vida em comum. Na véspera do retorno de Simão à Coimbra, os enamorados falam-se pela janela, quando subitamente Teresa é arrancada da frente de Simão. É seu pai, reagindo fortemente ao flagrante. Simão se desespera, tem febre, mas assim mesmo parte para Coimbra, com o plano de retornar secretamente para se comunicar com Teresa. Momentos antes de sair em viagem recebe da mão de uma mendiga um bilhete, em que Teresa lhe revela as ameaças de seu pai de encerrá-la num convento. Pede, no entanto, que Simão siga para Coimbra, garantindo que se manterá em contato. Rita, a irmã caçula de Simão, e Teresa começam a travar uma amizade secreta, com conversas sussurradas através das janelas. Numa destas conversações são flagradas e Rita, ao ser pressionada pelo pai, conta tudo o que sabe. Tadeu de Albuquerque percebe também o incidente, mas se mantém tranqüilo. Não que tenha passado a ver com melhores olhos o namoro: tem para consigo mesmo a convicção de que o melhor remédio para curar aquela paixão é o silêncio e a distância. Planeja secretamente casar a filha com um primo, Baltasar Coutinho. Chama logo o rapaz a Viseu, conta seus planos e lhe incentiva a cortejar a filha. Teresa, no entanto, se nega a Baltasar, que insiste em conhecer suas razões: quer ouvir a confissão da prima sobre seu rival. Jura se pôr contra àquela relação, substituindo o tio neste função se necessário. Tadeu reage fortemente à atitude de sua filha, sentindo-se ofendido no seu direito de pai e decide mandá-la para o convento. Mas nada faz de imediato. Teresa manda semanalmente cartas a Simão, mas lhe esconde as principais ameaças, sobretudo o que escutou de seu primo Baltasar, para evitar um confronto entre os dois. Seu pai, no entanto, trama em segredo sua cerimônia de casamento com Baltasar. Novamente, Teresa se nega. Desta vez, tudo relata a Simão. O rapaz inicialmente tem ímpetos de se vingar, mas, para preservar a possibilidade de felicidade dos dois, acaba por conter-se. No meio tempo, aluga um cavalo e, quando o arreeiro vem trazer-lhe a montaria, pede-lhe indicação de um refúgio em Viseu. Fica acertada uma hospedagem na casa do primo do arreeiro, o ferrador João da Cruz. O arreeiro encaminha correspondência para Teresa. Ao longe, Simão percebe que na casa de sua amada está acontecendo um festa. É uma nova investida de Tadeu. Planeja agora propiciar convívio social a Teresa, na esperança que assim ela deixe de teimar em amar o único rapaz que conhece. O primo Baltasar se encontra entre os convidados e observa todos os passos de Teresa. Percebe assim quando Teresa sai da sala e se dirige ao fundo do quintal. A menina volta logo, mas o primo continua a observá-la e, numa segunda escapada, a segue até o jardim. Teresa percebe seu vulto e se assusta, retornado a casa. Ao pai, Teresa alega que está sentindo dores. Mas como o primo Baltasar não é encontrado na sala, Teresa se oferece para ir procurá-lo lá fora. Aproveita a oportunidade para ir ao encontro de Simão que a esperava junto ao muro e dizer que retorne no dia seguinte. Baltasar, ainda escondido, denuncia sua presença a Simão e o ameaça, sem contudo revelar sua identidade. Trocam os enamorados correspondência. Simão passa o dia na casa do ferrador, que lhe revela se sentir a ele unido por dever de gratidão: o ferrador escapou há três anos da forca por intermédio do pai de Simão. Coincidentemente, há mais tempo ainda, foi empregado de Baltasar Coutinho, que lhe emprestou dinheiro para se estabelecer e, há coisa de poucos meses, lhe chamou pedindo que matasse um homem: o próprio Simão. O ferrador fora na ocasião contar tudo a Domingos Botelho, que, reagindo muito, pôs-lhe a par de toda a situação. O ferrador aconselha-o a tentar resolver a história por alguma outra via, mas Simão insiste em ir ver Teresa à noite. O ferrador então se prepara para acompanhá-lo. Seguem a Viseu Simão, o ferrador e o arreeiro. Baltasar Coutinho e dois homens estão preparando uma tocaia. Ambos os grupos discutem suas estratégias. Simão mal se avista com Teresa e o clima fica tão tenso e perigoso, que o grupo planeja a retirada. No caminho, encontram mesmo os homens de Baltasar; matam um e ferem o outro. Simão tenta dissuadir João da Cruz a consumar o segundo assassinato, mas o ferreiro não o escuta. Os crimes permanecem um mistério, sem testemunhas e sem ninguém em condições de denunciá-los, já que todos os envolvidos têm sua parcela de culpa e participação. No embate, Simão fora ferido e passa por temporada de recuperação na casa do ferreiro. É cuidado por Mariana, de quem aos pouco descobre o amor. Enquanto isso, Teresa é levada provisoriamente ao convento de Viseu, enquanto não se completam os preparativos para sua transferência para o convento de Monchique, no Porto. É introduzida de imediato nas intrigas e vícios das freiras, seus namoros e vida sexual, o consumo de bebida, as disputas pelo poder. Mas ainda assim encontra o favor de uma das freiras, que se compromete a restabelecer sua correspondência com Simão. À noite, quase no escuro, Teresa escreve carta para Simão. O rapaz, ao receber a carta com notícias do convento, escreve resposta e pede que o ferrador se encarregue de encaminhá-la. O ferrador percebe que o rapaz está quase sem dinheiro e com a filha inventa uma forma de resolver também este problema de Simão: dizem que a mãe lhe enviou dinheiro. Prepara-se a mudança de Teresa para Monchique e cresce a desesperança dos amantes. Sonham com a fuga. Simão, ao saber que é eminente a ida de Teresa para o Porto, fica transtornado e se prepara para tentar raptá-la. Envia por Mariana uma carta, entregue em mãos a Teresa no convento. Em resposta a Simão, Teresa manda dizer que de nada adiantam os planos de fuga porque uma grande escolta a acompanha na viagem, incluindo o primo Baltasar... Simão se aflige em especial com este detalhe da notícia. Resolve assim mesmo ir ver Teresa à saída do convento e João da Cruz se prontifica a acompanhá-lo, com um grupo, para que possam proceder a um rapto. Simão não aprova o plano, mas mantém em segredo a decisão de ir ver Teresa. Noite alta, Simão aguarda nas proximidades do convento. Às quatro e meia, começa a movimentação da comitiva, formada por Tadeu de Albuquerque, criados, Baltasar e suas irmãs. Tão logo saem todos, Simão os intercepta. Agredido verbalmente por Baltasar, reage e, quando o rival avança, responde com um tiro de pistola. Neste momento, surge o ferrador que incita Simão fugir. Simão, no entanto, se recusa. O meirinho-geral, vizinho do convento, chega rapidamente e lhe sugere novamente a fuga, que novamente é recusada. O crime rapidamente chega ao conhecimento da família Botelho. As irmãs choram, a mãe espera que o pai interceda favoravelmente ao filho, mas Domingos Botelho é duro: espera que a lei se cumpra com rigor. A situação de Simão é péssima: confessa tudo, sem nem alegar legítima defesa. O pai se nega inclusive a lhe financiar o conforto e as primeiras necessidades na cadeia e decide mudar com a família de Viseu, para que ninguém se sinta coagido a facilitar a situação de Simão. Já na cadeia, Simão recebe almoço mandado por sua mãe e acompanhado de uma carta. Pelos dizeres da mãe, acaba por concluir que a ajuda que recebera anteriormente não viera dela e passa a recusar qualquer auxílio materno. Em seguida, recebe cuidados de Mariana, que providencia mobília para a cela e o alimenta durante o período de espera do julgamento. Simão é condenado à forca. Mariana, tão logo sai a sentença, sofre de um ataque de loucura. Amigos, conhecidos, familiares e sobretudo sua mãe, Rita, pressionam seu pai a interceder em seu favor, mas Domingos Botelho, residindo afastado da família, resiste a fazê-lo. Até que um tio o põe contra a parede. Domingos Botelho age, movido também pelo prazer em se mostrar mais influente que Tadeu de Albuquerque. Consegue assim a comutação da pena do filho para um degredo de dez anos na Índia. Enquanto isso, Teresa se encontra no convento de Monchique, no Porto. Acompanhada de uma criada, Constança, e bem tratada pela sua tia, prelada do convento. Consegue brecha para mandar carta a Simão, onde manifesta que também se sente à espera da morte. Cai doente e só apresenta alguma melhora ao receber notícia de que Simão será transferido para o Porto. Temendo estarem os dois enamorados na mesma cidade, Tadeu planeja mudar Teresa novamente para Viseu. A tia prelada, usando para tanto das normas do convento, o impede de levar a filha. Na cadeia da relação no Porto, Simão recebe a visita de João da Cruz, que vem acompanhado da filha, já recuperada. Mariana quer novamente servir a Simão. Também restabelece-se a possibilidade de correspondência com Teresa. João da Cruz retorna a Viseu, deixando Mariana com Simão. Pouco depois é morto em vingança de um antigo crime. Mariana então retorna a Viseu e vende tudo o que seu pai lhe deixou, com a intenção de estar livre para acompanhar Simão no seu degredo. Uma última decisão judicial ainda permitiria que Simão cumprisse sua pena na prisão de Vila Real, mas este se recusa a aceitar tal mudança. Prefere a liberdade de poder ver o céu e sentir o vento em país estrangeiro do se manter em uma cela. Teresa ainda tenta mudar-lhe a decisão, mas não consegue. Passam-se ainda alguns meses até que em 17 de março de 1807 Simão da Botelho embarca para a Índia. Mariana, sem maiores dificuldades, consegue um lugar à bordo. Simultaneamente, no convento, Teresa relê uma a uma as cartas de Simão, as enlaça e entrega para Constança com o pedido de que sejam entregues a Simão. Às nove da manhã sobe para o mirante, de onde é possível assistir à partida dos navios. Simão pede a Mariana que lhe mostre o convento e vê Teresa acenando. Lá mesmo no mirante, Teresa morre. O capitão do navio conta a Simão detalhes da morte de Teresa e promete a esse que, caso algo lhe aconteça, reconduzira Mariana a Portugal. Nesta noite, Simão lê a derradeira carta de Teresa, que lhe chegou junto ao maço de correspondência. Na manhã de 28 de março, morre em alto-mar Simão Botelho, depois de sofrer durante nove dias febres e delírio. No mesmo instante que os marujos arremessam o corpo de Simão ao mar, Mariana se atira. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O vírus da Aids conversa com o leitor e explica como é sua vida. A história começa com a sua chegada à corrente sangüínea de um ser humano, onde encontra muitos inimigos (o sistema imunológico), que tentam destruí-lo o tempo todo. Para enganá-los, vive em constante mutação. Mas o vírus acredita que seu futuro é sombrio, pois o homem está à procura de uma vacina ou um remédio para eliminá-lo. De maneira leve, a obra explica o comportamento do HIV no organismo humano.

Voltada para o público infanto-juvenil, essa obra conta a história do vírus Tico. Usando um linfócito-T como abrigo, ele se defende dos ataques do sistema imunológico. E apesar de não ser lá muito otimista em relação ao seu futuro, Tico acredita numa possível convivência entre homens e vírus.

Tico, o vírus da Aids, explica como é sua vida: sem mãe, sem amigos e cheio de inimigos tentando destribuí-lo. Usando um linfócito-T como abrigo, ele se defende dos ataques do sistema imunológico. E apesar de não ser lá muito otimista em relação ao seu futuro, Tico acredita numa possível convivência entre homens e vírus.


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Acima deixei tudo que consegui sobre o livro.
Surigo que faça uma busca no site pois caso consiga o resumo eu vou colocar em um novo post.
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A história se passa na Vila de São Vicente, e tem como trama principal o amor proibido de Clara Vitória pelo Maestro. A trama se passa na fazendo do Major Antônio Eleutério, potentado em terras e charqueador. Homem que viveu no passado uma vida rude, e agora dedicava sua vida a música e a sua orquestra particular, A Lira de Santa Cecília. Homem conservador e de princípios rígidos. Não admite um modo de pensar e de amar diferente do dele. Tem uma filha, a jovem Clara Vitória. Ela abala a sociedade, declarando abertamente seu amor pelo Maestro. Faz isso, quando descobre que espera um filho dele. É caracterizada pela quebra do seu antigo modo de pensar. Após conhecer o maestro muda todos os seus antigos conceito que provinham de sua família conservadora. O Major, criou em suas terras uma orquestra particular: a Lira de Santa Cecília. E convidou um maestro para reger sua orquestra. Este, era um homem com idéias diferentes das do major, mas possue muita diplomacia e sabe lidar como difícil gênio de Antônio Eleutério. Aos poucos vai se apaixonando pela filha do major, a Clara Vitória, e vai conquistando-a. Então vive aquele dilema de se integrar ao amor proibído ou manter a fidelidade ao intransigível major. Acaba por se integrar este amor, e este amor proibido resulta em um filho. O major é casado com Dona Brígida. Esta, tem uma maneira de pensar bastante conservadora. Mas não suportava as idéias musicais do major. Achava um disperdício de tempo a Lira de Santa Cecília.

Interessante a posição da Igreja neste romance. É simbolizada pelo Vigário. Um homem que condena o casamento livre, "arranja" casamentos junto com os pais dos noivos. Tem princípios antiquados, mas não age com o mesmo radicalism do Major. Condena o major por ele ter "aprisionado sua filha". Exatamente isso que acontece quando o major descobre que sua filha está grávida de outro homem. Só que ele não sabe qual homem. Ele pensa que quem engravidou Clara Vitório foi seu noivo, o Silvestre Pimentel. Vai até a casa de Silvestre Pimentel e tenta assassiná-lo. Só que não consegue, pois, errou os tiros. Então ao voltar para casa ele determina que Clara Vitória deve ser afastada da fazenda e a leva para uma tapera em um lugar distante da civilização. E lá ela permanece a espera do parto. O Maestro e a orquestra da Lira de Santa Cecília se desfaz após isso e o Maestro vai para Porto Alegre e se integra a orquetra da Catedral. Outro músico da orquestra se chama Rossine. Ele entra na trama de uma maneira sutíl, começa aos poucos a ser o conselheiro do Maestro. Representa um pai para o Maestro, quem dá os melhores conselhos e depois espera os resultados. O Maestro sente muita falta de sua amada e resolve voltar para a Vila de São Vicente e libertar Clara Vitória de sua "prisão". Reune os musicos da antiga Lira de Santa Cecília e aparece na fazenda do major Antônio Eleutério. Este, recebe muito bem a orquestra e resolve organiza um um concerto. Convida todos da vizinhança, todas as figuras importantes de São Vicente mas ninguém aparece. Ninguém em São Vicente concordou com o que o Major fez com sua filha. Sozinho, deprimido e após receber desaforos do padre por sua atitude se suicida com um tiro na cabeça. O Major aproveita o momento de confusão e vai em busca de sua amada. Encontra ela com seu filho e acabam por ficarem juntos. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O romance A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, foi publicado pela Francisco Alves Editora, 17a; edição, da qual foram extraídas as citações utilizadas na análise. Rodrigo S.M., narrador onisciente, conta a história de Macabéa, personagem protagonista, vinda de Alagoas para o Rio de Janeiro, onde vivia com mais quatro colegas de quarto, além de trabalhar como datilógrafa (péssima, por sinal). Macabéa é uma mulher comum, para quem ninguém olharia, ou melhor, a quem qualquer um desprezaria: corpo franzino, doente, feia, maus hábitos de higiene. Além disso, era alvo fácil da propaganda e da indústria cultural (para exemplificar, seu desejo maior era ser igual a Marilyn Monroe, símbolo sexual da época). Nossa personagem não sabe quem é, o que a torna incapaz de impor-se frente a qualquer um. Começa a namorar Olímpico de Jesus, nordestino ambicioso, que não vê nela chances de ascensão social de qualquer tipo. Assim sendo, abandona-a para ficar com Glória, colega de trabalho de Macabéa; afinal, o pai dela era açougueiro, o que lhe sugeria a possibilidade de melhora financeira. Triste, nossa personagem busca consolo na cartomante, que prevê que ela seria, finalmente, feliz... a felicidade viria do "estrangeiro". De certa forma, é o que acontece: ao sair da casa da cartomante, Macabéa é atropelada por Hans, que dirigia um luxuoso Mercedes-Benz.

Esta é a sua "hora da estrela", momento de libertação para alguém que, afinal, "vivia numa cidade toda feita contra ela". "Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta, continuarei a escrever. (...) Pensar é um ato. Sentir é um fato." Existe a necessidade constante de descobrir-se o princípio, mas o homem, limitado que é, não conhece a resposta a todas as perguntas. A personagem narradora não é diferente dos outros homens, porém, mesmo sem saber tais respostas, de uma coisa ela tem certeza e, por isso, ela afirma: "Tudo no mundo começou com um sim." É preciso dizer sim para que algo comece, por isso, ela diz "sim" a Macabéa. Alguém que forçou seud nascimento, sua saída de dentro do narrador, tornando-se a nordestina, personagem protagonista de seu romance. É o grito do narrador que aparece no corpo de Macabéa: "Mas a pessoa de quem falarei mal tem corpo para vender, ninguém a quer, ela é virgem e inócua, não faz falta a ninguém. Aliás - descubro eu agora - também não faço a menor falta, e até o que eu escrevo um outro escreveria. Um outro escritor sim, mas teria que ser homem porque escritora mulher pode lacrimejar piegas." Assim, ela é uma entre tantas, pois quem olharia para alguém com "corpo cariado", franzino, trajes sujos, ovários incapazes de reproduzir? Com ela o narrador identifica-se, pois ele também nada fez de especial (qualquer um escreveria o que ele escreve); teria de ser escritor, mas nunca escritora; por outro lado, não se pode esquecer de que quem escreve é Clarice Lispector, conforme se afirma na dedicatória. Dessa forma, desencadeia-se, na primeira parte do livro, todo um processo de metalinguagem, que entrecortará a narrativa até o seu desfecho. O narrador homem - Rodrigo S. M. - tecerá reflexões sobre a posição que o escritor ocupa na sociedade, seu papel diante dela e, principalmente, sobre o processo de elaboração da escritura de sua obra: "Escrevo neste instante com prévio pudor por vos estar invadindo com tal narrativa tão exterior e explícita. De onde no entanto até sangue arfante de tão vivo de vida poderá quem sabe escorrer e coagular em cubos de geléia trêmula. Será essa história um dia o meu coágulo? Que sei eu. Se há veracidade nela - e é claro que a história é verdadeira embora inventada - que cada um reconheça em si mesmo porque todos nós somos um e quem não tem pobreza de dinheiro tem pobreza de espíirito ou saudade por lhe faltar coisa mais preciosa do que ouro - existe a quem falte o delicado essencial. Proponho-me a que não seja complexo o que escreverei, embora seja obrigado a usar as palavras que vos sustentam. A história - determino com falso livre arbítrio - vai ter uns sete personagens e eu sou um dos mais importantes deles, é claro. Eu, Rodrigo S. M. Relato antigo, este, pois não quero ser modernoso e inventar modismos à guisa de originalidade. Assim é que experimentarei contra os meus hábitos uma história com começo, meio e ‘gran finale’ seguido de silêncio e chuva caindo." Ironizando, repetidas vezes, o desejo que os leitores têm da narrativa tradicional, Clarice Lispector (aqui transfigurada no narrador Rodrigo S. M.), em contrapartida, não abre mão de suas características mais marcantes, ou seja, a reflexão, o elemento acima do enredo, o "silêncio e a chuva caindo", que marcarão a personagem protagonista. Como contar a vida sem menti-la? Para isso, pondera o narrador, a narrativa há de ser simples, sem arte. O narrador está enjoado de literatura. Não usará "termos suculentos", "adjetivos esplendorosos", "carnudos substantivos", verbos "esguios que atravessam agudos o ar em vias de ação". A linguagem deve ser despojada para ser precisa e para poder alcançar o corpo inteiro e vivo da realidade. Como escreve o narrador? "Verifico que escrevo de ouvido assim como aprendi inglês e francês de ouvido. Antecedentes meus do escrever? Sou um homem que tem mais dinheiro do que os que passam fome, o que faz de mim de algum modo um desonesto. (...) Que mais? Sim, não tenho classe social, marginalizado que sou. A classe alta me tem como um monstro esquisito, a média com desconfiança de que eu possa desequilibrá-la, a classe baixa nunca vem a mim." Chegamos, aqui, ao ponto mais importante desse trabalho de metalinguagem: a consciência do escritor como um marginalizado. É aqui que o narrador se funde com sua personagem: ambos são marginalizados, num espaço que não os aceita. Tal fusão se dá em todos os níveis - não apenas no desejo de simplicidade da linguagem despojada; para poder falar de Macabéa, o escritor torna-se um trabalhador braçal, faz-se pobre, dorme pouco, adquire olheiras fundas e escuras, deixa a barba por fazer, lidando com uma personagem que insiste, com seus dezenove anos, mesmo tendo "corpo cariado", comparada a uma "cadela vadia", "numa cidade toda feita contra ela", em viver. Assim, personagem e narrador dão seu grito de resistência em busca da vida. A resistência de Macabéa pode ser representada, por exemplo, nos momentos em que sorri na rua para pessoas que sequer a vêem; a resistência do narrador, na busca da palavra, cheia de sentidos secretos... a "coisa", que, quando não existe, deve ser inventada (o narrador escritor como senhor da criação). Tanto Macabéa como a palavra são pedras brutas a serem trabalhadas. A palavra será a mediadora entre o narrador e o leitor, e entre o leitor e Macabéa, pois é por meio dela que conheceremos a história da personagem, os fatos e, principalmente, o nascimento deles. O narrador, ao contar Macabéa, conta a si mesmo, não só pelas sucessivas identificações com a personagem, mas porque ela sai de dentro de si, imanente que é a ele ("pois a datilógrafa não quer sair de meus ombros.") . Dessa união, nasce uma nordestina vinda de Alagoas para o Rio de Janeiro. Datilógrafa, "o que lhe dava alguma dignidade", fazendo-a acreditar que tal profissão indicava que "era alguém na vida" (aqui, não lhe passa pela cabeça que é uma péssima profissional, semi-analfabeta... ela não tem consciência de nada disso). Alguém com aparência bruta, capaz de enojar suas quatro companheiras de quarto (na pensão onde morava), trabalhadoras das Lojas Americanas: "... dormia de combinação de brim, com manchas bastante suspeitas de sangue pálido (...) Dormia de boca aberta por causa do nariz entupido. Ela nascera com maus antecedentes e agora parecia uma filha de não-sei-o-quê com ar de se desculpar por ocupar espaço. No espelho distraidamente examinou as manchas do rosto. Em Alagoas chamavam-se ‘panos’, diziam que vinham do fígado. Disfarçava os panos com grossa camada de pó branco e se ficava meio caiada era melhor que o pardacento. Ela toda era um pouco encardida pois raramente se lavava. De dia usava saia e blusa, de noite dormia de combinação. Uma colega de quarto não sabia como avisar-lhe que seu cheiro era murrinhento. E como não sabia, ficou por isso mesmo, pois tinha medo de ofendê-la. Nada nela era iridescente, embora a pele do rosto entre as manchas tivesse um leve brilho de opala. Mas não importava. Ninguém olhava para ela na rua, ela era café frio. Assoava o nariz na barra da combinação. Não tinha aquela coisa delicada que se chama encanto. Só eu a vejo encantadora. Só eu, seu autor, a amo. Sofro por ela." Sua falta de percepção física acompanha a psicológica. Começa com o fato de ela ser alvo fácil da sociedade consumista e da indústria cultural: gosta de colecionar anúncios; seus parcos conhecimentos são extraídos da Rádio Relógio (informações ouvidas, mas nunca entendidas); gosta de cachorro-quente e coca-cola. Aceita tudo isso sem questionar, pois teme as conclusões a que pode chegar (arrepende-se em Cristo por tudo, mesmo não entendendo o que isso significa; não se vingava porque lhe disseram que isso é "coisa infernal"; apaixona-se pelo desconhecido, como no caso da palavra "efemérides", mas nunca procurava, efetivamente, conhecer o incognoscível, pois era mais fácil aceitar aceitar-lhe a existência e admirá-lo a distância). Conseqüentemente, torna-se personagem "torta", de tanto encaixar-se num meio que tanto a repele. O próprio emprego de datilógrafa é revelador: ela o era por acreditar que este lhe dava alguma dignidade. Buscava a dignidade, como se não tivesse direito a ela. Outro dado revelador é seu relacionamento com Olímpico, desculpando-se com ele todo o tempo, chegando a dizer-lhe que não é muito gente, que só sabe ser impossível. Ela não se defende por seus próprios valores, mas tenta adaptar-se aos valores do namorado, nunca discutindo a validade deles. Olímpico representa o contraponto em relação a Macabéa. Seus valores em nada se relacionam aos dela: metalúrgico, quer ser deputado, afastar-se de Macabéa e ficar com Glória, a loira oxigenada, colega de trabalho de Macabéa; afinal, o pai dela era açougueiro, o que lhe dava maiores perspectivas de vida. E tudo isso é, literalmente, engolido, tão deglutido, que ela não admite a idéia de vomitar; afinal, isso seria um desperdício. Ao mesmo tempo, é sensual em seus pensamentos, ou nos momentos de solidão, como quando viu o homem bonito no botequim, ou ainda quando ficou em casa - ao invés de ir trabalhar - vivendo a sensação de liberdade. O prazer em Macabéa é algo que sempre se alia à dor. Ao ver o homem, por exemplo, apesar do prazer que tal visão lhe dá, há o sofrimento por não o possuir e por ter a certeza de que alguém assim é mesmo só para ser visto. Macabéa já havia experimentado essas sensações contraditórias com outra pessoa, a tia, que, ao bater na menina, sentia prazer ao vê-la sofrer: "... e ela era só ela", imune à vida, vida que era morte, por tanta aceitação. O instinto de vida, que está ligado ao prazer, vem sustentáa-la. Diz o narrador: "Penso no sexo de Macabéa (...) seu sexo era a única marca veemente de sua existência." E ainda, mais adiante, ligando o prazer à morte: "Ela nada podia mas seu sexo exigia, como um nascido girassol num túmulo." De que "relação sexual" se pode falar no caso de Macabéa? Da relação com a própria vida, que ela insiste em manter, no seu conceito tão particular de beleza: usava batom vermelho, queria ser atriz de cinema com Marylin Monroe, apreciava os ruídos, pois eram vida. Essas sensações se intensificam quando vai à cartomante Carlota (por recomendação de Glória), no momento em que esta lhe revela: a felicidade viria de fora, do estrangeiro. A cartomante mostra-lhe a tragédia que é sua vida (coisa de que, até o momento, não havia tomado consciência), mas, ao mesmo tempo, dá-lhe a esperança de acreditar que as coisas poderiam ser diferentes... a possível felicidade. Quando sai da casa da cartomante, é atropelada por Hans, que dirigia um automóvel Mercedes-Benz, momento em que a vida se torna "um soco no estômago": "Por enquanto Macabéa não passava de um vago sentimento nos paralelepípedos sujos. (...) Tanto estava viva que se mexeu devagar e acomodou o corpo em posição fetal. Grotesca como sempre fora. Aquela relutância em ceder, mas aquela vontade do grande abraço. Ela se abraçava a si mesma com vontade do doce nada. Era uma maldita e não sabia. (...)" A morte dela é o momento em que Eros (Amor) se une a Tanatos (Morte), vida e morte, num momento doce, e sensual: "Então - ali deitada - teve uma úmida felicidade suprema, pois ela nascera para o abraço da morte. (...) E havia certa sensualidade no modo como se encolhera. Ou é como a pré-morte se parece com a intensa ânsia sensual? É que o rosto dela lembrava um esgar de desejo. (...) Se iria morrer, na morte passava de virgem a mulher. Não, não era morte pois não a quero para a moça: só um atropelamento que não significava sequer um desastre. Seu esforço de viver parecia uma coisa que se nunca experimentara, virgem que era , ao menos intuíra, pois só agora entendia que mulher nasce mulher desde o primeiro vagido. O destino de uma mulher é ser mulher. Intuíra o instante quase dolorido e esfuziante do desmaio do amor. Sim, doloroso reflorescimento tão difícil que ela empregava nele o corpo e a outra coisa que vós chamais de alma. (...) Nesta hora exata, Macabéa sente um fundo enjôo de estômago e quase vomitou, queria vomitar o que não é corpo, vomitar algo luminoso. Estrela de mil pontas. O que é que eu estou vendo agora é e que me assusta? Vejo que ela vomitou um pouco de sangue, vasto espasmo, enfim o âmago tocando no âmago: vitória!" Sua boca, agora, vermelha como a de Marylin Monroe, no apogeu orgásmico da morte, grita, pela primeira vez, depois de vomitar, à vida: "E então - então o súbito grito estertorado de uma gaivota, de repente a águia voraz erguendo para os altos ares a ovelha tenra, o macio gato estraçalhando um rato sujo e qualquer, a vida come a vida." Chegamos, afinal, ao momento da epifania do narrador fundido à Macabéa: é a vida que grita por si mesma, independente da opressão e da marginalização social. O momento, entremeado com silêncio, da consciência a que se chega pelo ato de escrever: "(...) O instante é aquele átimo de tempo em que o pneu do carro correndo em alta velocidade toca no chão e depois não toca mais e depois toca de novo. Etc. , etc., etc. No fundo ela não passara de uma caixinha de música meio desafinada. Eu vos pergunto: - Qual é o peso da luz? E agora - agora só me resta acender um cigarro e ir para casa. Meu Deus, só agora me lembrei que a gente morre. Mas - mas eu também?! Não esquecer que por enquanto é tempo de morangos. Sim." Enfim, descobrimos, agora, que tudo começa e acaba com um sim. Também é preciso coragem para morrer, silêncio para ouvir o grito da vida. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Bom-Crioulo é o apelido de Amaro, escravo fugido que se torna marinheiro. Ele desenvolve um relacionamento homossexual com Aleixo, jovem grumete. Eles arranjam um sótão para seus encontros na casa de Carolina, amiga de Amaro. Quando este é transferido, passam a se desencontrar e Carolina seduz Aleixo. Amaro, que estava hospitalizado, doente e fraco quando antes era forte, descobre que ele havia se tornado amante de Carolina e mata-o. Nem homófobo nem homófilo, este romance apresenta a imparcialidade naturalista típica. O relacionamento dos dois é retratado como outro qualquer e Aleixo é sempre descrito como "feminino", tornando-se "masculino" só após algum tempo como amante de Carolina. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Romance em que o autor deixa de lado as intenções regionalistas. O romance é dividido em 2 partes. A primeira descreve a infância dramática da personagem principal. A segunda a sua adolescência afetada pelo drama da infância. Este romance deveria ser lido inteiramente. A leitura é muito agradável e facilitada pelos capítulos curtos. Parece ter havido a intenção de permitir que o livro fosse lido num transporte coletivo ou em viagens curtas. Primeira parte O cenário é a cela de um presídio no Rio de Janeiro. A personagem principal é o prisioneiro Julio, 20 anos de idade, estudante de direito. Na falta do que fazer resolve escrever sobre sua vida e dizer só a verdade. O companheiro de cela, um homem taciturno a quem ele falou uma única vez sobre seus escritos e teve resposta enigmática sobre as boas intenções de um tio de Júlio que esconderiam algo e isso será uma preocupação constante. Não mais se falaram. Este companheiro irá se suicidar quando estiver próximo do término da pena, para fugir de responsabilidades. Júlio, filho temporão, tem duas irmãs e a mãe D.Leocádia uma mulher amarga que demonstra desamor doentio pelo filho temporão. O filho temporão causava a ela um constrangimento. Talvez a coincidência do nascimento com a falência dos negócios do pai tenham agravado o problema afetivo. Desejava que ele não houvesse vingado. O pai morre pouco depois. Isidora, a irmã mais moça, dá a ele todo o amor que a mãe nega.

Ela fica noiva de um médico, Dr. Luiz, com total apoio da mãe, ganha posição privilegiada e provoca a inveja da irmã mais velha, casada contra a vontade da mãe. Muitas brigas ligadas a herança ocorrerão, inclusive na justiça. Júlio direciona para a irmã o amor que seria para a mãe, com muito mais intensidade do que seria o normal. Ama Isidora de forma doentia. Na mesma medida que ama a irmã ele odeia o noivo que considera estar roubando o amor que é dele. O repúdio e a aspereza da mãe deformará a personalidade de Júlio de forma terrível. O amor que a irmã lhe dedica não atenuará essas deformações e o amor que Júlio lhe tem também é doentio. Metade dos escritos na cela é para descrever o drama do menino de dez anos implorando, sem sucesso, uma demonstração de carinho. É inimaginável o que se passa na mente dessa criança. A mãe de Júlio não aplica a ele um único castigo físico e, no entanto a distancia que obriga o filho a manter dela, com a sua frieza, é talvez infinitamente mais dolorosa. E impossível reproduzir. Uma criança de dez anos com um enorme sentimento de culpa. Tenta resolver seus problemas fugindo de casa, mas é logo levado de volta. Depois, com dez anos, descobre que a morte pode ser solução para os problemas. Isto parece lhe dar certa paz, funcionando como uma espécie de recurso disponível. Esta descoberta lhe permite cogitar seriamente de soluções radicais. Tendo a morte como um refugio pode se permitir qualquer coisa. O amor por Isidora também é um sentimento bem complicado envolvendo um ciúme doentio da irmã e o ódio pelo noivo, o Dr. Luiz. O relacionamento da irmã com o noivo, durante o período de noivado até o casamento desencadeia uma confusão na cabeça do menino e o amor pela irmã parece ter algo de incestuoso, transformando-se algumas vezes em ódio e, após o casamento, quando a irmã morre de parto, ele demonstra uma estranha indiferença, talvez por se sentir traído, enganado. Laura, a outra irmã de Júlio, casada, é mulher invejosa e rancorosa, inconformada com o que considerava perseguições contra ela e contra o marido Jorge. Julio tem, ainda, a tia Catarina, irmã de Leocádia, casada com um juiz, Dr. Fontes. É totalmente diferente da irmã. Mora em Alfenas, está bem financeiramente e veio para ajudar nos preparativos do casamento. Pessoa muito boa e habilidosa no trato com as pessoas resolve todos os desentendimentos que surgem na família e ainda cuida do dia a dia. Dr. Fontes, juiz, é pessoa muito considerada na família. Nas questões sérias depende da opinião mulher, tia Catarina. Acabam levando Júlio para alfenas, e no tempo certo mandam-no para o Rio de Janeiro fazer a faculdade de Direito e irá morar numa pensão do Catete. Segunda parte A segunda parte dos escritos falam de sua vida de jovem universitário com os problemas normais de todo rapaz. A dona da pensão é D. Glória que tem três filhos, Jaime, Noêmia e Eurídice, moça sem juízo e que mantém um caso com Faria, companheiro de quarto de Júlio. Jaime, muito trabalhador, pouco fica em casa, apaixonado por futebol, zela pelo comportamento das imãs. Inspira respeito e certo temor. Os pensionistas de D. Glória são: D. Olegária, meia idade, gosta de poesia, sonha com casamento, conhece um um vigarista que lhe propõe casamento e leva todas as suas economias. As censuras ao seu comportamento e o constrangimento leva a muitas brigas na pensão. Ela acaba se mudando e pouco depois se tem notícia do seu suicídio; O Sr. Campos, conhecido como Campos das Águas, funcionário do Dept de Águas. Meia idade, mora lá há dez anos, quando chegou fez proposta de casamento para D. Glória que recusou. Considera as moças como filhas. Vangloria-se do seu sucesso com as mulheres e, ainda hoje, namora uma ou outra jovem. Gosta dos poetas clássicos e se considera um poeta inspirado. Já teve coluna em jornais importantes dirigidos por um Sr. Brício. É conhecido e considerado na Cidade e popular na zona boêmia. O senhor Campos irá ser um conselheiro de Julio. Carregou-o algumas vezes para a zona boêmia. Estas primeiras experiências que são normalmente complicadas, para Júlio foram terríveis por haver alguma estranha associação com a figura da irmã Isidora que não o deixa. Esses fracassos lhe causavam algum constrangimento; Faria, último ano de direito, escolhido pelo tio Fontes para cuidar de Júlio, seria seu colega de quarto. Veste-se com apuro, preocupa-se somente com os estudos, orienta e aconselha Júlio que o tem como modelo. É admirado e respeitado na pensão e na faculdade pelo seu comportamento irrepreensível. Júlio observa um relacionamento do companheiro com Eurídice e finge dormir. No início, fingia dormir para não perturbar. Depois passa a sentir uma forte excitação que irá dominá-lo completamente. Passa a odiar o companheiro hipócrita e a desejar Eurídice de forma incontrolável. Eurídice gostava de Faria e para tê-la cogita seriamente da morte do rival. Nessa ocasião Faria começa a participar de um movimento político, o integralismo, que visava combater o comunismo e tomar o poder pela força. Morre numa dessas tentativas. Eurídice mostra-se indiferente e ela que, já antes da morte de Faria, dera esperanças a Júlio, vai ao seu quarto algumas vezes apenas para conversar e depois recua definitivamente deixando-o transtornado. Eurídice torna-se uma obsessão e Júlio não consegue pensar em mais nada. Marcam um encontro num bosque. Júlio tenta beijá-la e ela se afasta. Júlio é possuído por um ódio intenso que domina todo o seu ser. Vem-lhe à mente todo o drama familiar. Ele a agarra e termina por esganá-la. Quando vemos na televisão a brutalidade de um crime passional, ficamos desejando saber o que passa pela cabeça dum assassino naquele momento. O último capítulo é esclarecedor.

Texto extraido do último capítulo
A ÚLTIMA FUGA DE EURÍDICE

Fiquei em desespero. Uma ânsia irresistível de sair, de andar, me arrastou da cama ainda com a madrugada.
A cidade dormia, e quando cheguei ao Largo do Machado, os pássaros tiravam as suas alvoradas. Quis absorver-me ao olhar as coisas quietas, mas era impossível. Eurídice, sempre Eurídice a cercar-me, a atormentar-me. Ficara-me o cheiro do seu corpo, como uma nódoa no meu olfato. E este cheiro persistia, avançava sobre mim em ondas que me envolviam. Andei muito, cansei-me de atravessar a praça. Agora muita gente aparecia de todos os cantos. Os bondes passavam cheios. Detive-me a olhar as criaturas que transitavam, com o intuito de comparações. Estava todos pacificados. Nenhum carregaria aquela obsessão que me escravizava. Voltei para casa, e encontrei os hóspedes ao café. O velho Campos se espantara de minha saída tão cedo. Expliquei-me com a necessidade que tivera de levar um conhecido de Minas ao trem. Mas Eurídice me olhava com tal malícia que me arrasou a serenidade com que procurava fingir. Tremia nas minhas mãos a xícara. E não ouvia nada da conversa da mesa. Sei que D. Glória falava de D. Olegária, e que Noêmia sorria. Eurídice me olhava.
E quando a casa ficou silenciosa e vazia, veio ela ao meu quarto. E tranqüilamente falou-me de fatos corriqueiros. Alheia inteiramente àquela outra Eurídice que escapara de minhas mãos na noite anterior. Esforcei-me para fingir a maior indiferença um domínio absoluto de nervos. Um cheiro infernal me cobria o raciocínio. Quase nada lhe disse, mas marcamos um passeio para a tarde. D. Glória chamou-a em tom de advertência. E como não podia permanecer no quarto, saí. Não encontrei ninguém para conversar. O mal que andava dentro de mim crescia, a cada instante. Lembro-me de que Faria ficou comigo, a censurar-me. Lembro-me de que Isidora, triste e abandonada, me apareceu, e de minha mãe furiosa, de todas as mágoas que se avivaram naquelas horas de ansiedade. E o estranho é que aquele cheiro de Eurídice, que não se consumia, em vez de exaltar-me para o amor, conduzia-me para um ódio cruento. Acredito que foram estas horas de espera, para o encontro marcado pela mulher que amava, os mais terríveis instantes de minha vida. Curioso em tudo isto é que, ao passo que se aproximava a hora, se apoderava de mim uma calma esquisita. E assim, ao ver Eurídice, no ponto dos bondes de Santa Teresa, aproximei-me, sem espécie alguma de medo. Estava senhor de mim, ao atravessar o viaduto, mas quando o seu corpo quente chegou-se ao meu, no aperto do bonde, foi como se uma faísca elétrica se despencasse sobre a minha cabeça. Um fogo misterioso ferveu o meu sangue nas veias. Não sei se ouvia a fala de Eurídice. Tinha como que perdido toda a consciência. Senti que andávamos no meio de árvores e vi o sol por cima de nossas cabeças. Voltara a mim para ver Eurídice ao meu lado. E recordo-me de seus olhos verdes, e mais do que nunca o cheiro de seu corpo se expandia, sufocava-me. Andamos um pedaço pela mata sombria. Havia cigarras cantando, ouvia bem o trinado de pássaros e o rumor de nossos pés pelas folhas secas. Agora o que existia em mim era uma mistura de ira e amor, de asco e de desejo indomável. Eurídice falava, falava manso, e a sua voz foi me arrastando para uma espécie de precipício. Queria fugir e não podia. E nos sentamos num recanto escondido. Ouvi bem o que ela falava de Faria, e o seus olhos estavam molhados. Procurei beijá-los, e ela fugiu de minha boca. Então, em mim se desencadeou uma fúria que não era uma vontade minha. A fala de Eurídice mais ainda me exasperava. Ouvi-a como se fosse a voz áspera de minha mãe. Ao mesmo tempo as palavras pareciam sair da boca de Isidora. Por fim calou-se, e o calor da tarde de março se diluía no correr manso do riacho aos nossos pés. Uma força estranha se apoderou de mim. O cheiro do corpo de Eurídice subia, me afogava. Ela estava ali, quieta, mole, vencida. E senhor de mim, capaz de vencer todos os obstáculos, debrucei-me sobre ela para esmagá-la. Eurídice resistiu, quis erguer-se do chão úmido, mas a minha força era de uma energia descomunal. Sabia que a tinha em minhas mãos e que as minhas mãos eram de ferro. E procurei a boca que fugia, que gritava, e aos poucos tudo foi ficando em silêncio pesado. Ad minhas mãos largaram o pescoço quente de Eurídice. E ela estava estendida, como nas minha cama. O corpo quase nu na terra fria.
E não senti mais nenhum cheiro de seu corpo... veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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