Ser pobre é se fazer de desabrigado só pra tomar sopa nos abrigos......

veja todos os voos de drone em

www.Zmaro.tv/Drone

 

 

Mais
acessados

Principal

Modelos de
Documento

Receitas

Resumos
de Livros

 Perguntas e Respostas
 Jurídicas

Idéias para
ficar rico

Dicas gerais

Dizem que

Ser pobre é


Memorização

Curso de Memorização

Memorização:
que dia cai?

Demais
Cursos e
apostilas


Gastronomia

carnes

bacalhau

dicas gerais

microondas

 receitas diversas

Receitas

em vídeo

tudo sobre congelamento

vinhos


Download

delivery

palpites para loteria

simulador keno (bingo)

treine digitação

ringtones de graça

Saiba quais números
mais e menos saem
na MEGASENA


Contato

Fale com o Zmaro
e/ou
PobreVirtual

Site do
Programa Zmaro

Vídeos do
Programa Zmaro
Humor inteligente
de forma descontraída...

 
A Moratória - Jorge de Andrade
envie seus resumos e sugestões, clique aqui
Freinet e a pedagogia social – método Social, coletivo; princípios de liberdade e autonomia; educação pelo trabalho; pedagogia não-diretiva, construtivismo; aulas passeios; cantinhos de pesquisa.

Célestin Freinet, 1896-1966, francês, seguindo a tradição da sociologia francesa de Durkheim e outros, a atividade natural da criança se desenvolve no grupo em cooperativa.
A sociedade funda-se sobre a exploração do trabalho. Cabe a pedagogia social ou popular opor-se a essa pedagogia dos ricos, promovendo a integração do jogo com o trabalho na atividade escolar. Educação pelo trabalho.
A principal técnica utilizada por Freinet é a imprensa na escola, o texto livre, a correspondência inter escolar, o cálculo vivo, o livro da vida, os fichários e a biblioteca de trabalho.
O método Freinet espalhou-se em vários países da Europa – França, Bélgica, Itália, suíça, Alemanha, Áustria, etc. através de cooperativas de professores e professores, sem apoios oficial dos governos. O espírito democrático. O importante são as motivações ativas (fazer, expressar) e comunicativas (correspondências). Celetin Freinet – “Ninguém avança sozinho em sua aprendizagem. A cooperação é fundamental. – levar a turma a aulas-passeio não faz do professor um praticante da pedagogia de Freinet. É preciso considerar a realidade em que os alunos estão inseridos”.
Jornal escolar, troca de correspondência, cantinhos pedagógicos trabalho em grupos, aulas-passeio. Práticas atuais, presentes em muitas escolas, elas nada mais são, do que idéias defendidas e aplicadas pelo educador Celetin Freinet. Sua sala de aula era prazerosa e bastante ativa. O trabalho é o grande motor de sua pedagogia.
As práticas e ensino propostos por Freinet são frutos de suas investigações a respeito da maneira de pensar da criança e de como ela constituí o conhecimento. Ele observava muito seus alunos para perceber onde tinha de intervir e como despertar neles à vontade de aprender. Quando a criança faz um experimento e dá certo, a tendência é que repita aquele procedimento e vá avançando. A interação entre o mestre e o estudante também é essencial pra a aprendizagem. O professor consegue essa sintonia levando em consideração o conhecimento das crianças, fruto de seu meio. Estar em contato com a realidade em que vivem os alunos é fundamental.
Numa escola em Natal, na Escola Freinet, suas idéias são a essência do projeto pedagógico. A escola traz o que está fora para dentro e procura dar sentido a todo o trabalho realizado aqui por meio dessa relação de aplicabilidade na vida. Para Freinet, aproximando as crianças dos conhecimentos da comunidade elas podem transformá-los e modificar a sociedade em que vivem. Esse é um trabalho de cidadania, de democratização do ensino. Sua pedagogia traz embutida uma preocupação com a formação de um ser social que atua no presente. Cada aluno cria seu plano de trabalho, escolhendo entre as possibilidades apresentadas pelo professor.
COM ELES E MELHOR
REVISTA NOVA ESCOLA – JAN/ FEV 2001
Pp. 19 a 23

Biografia - Humanista Moderno social,, existencialista, não-diretivo

Clestin Freinet nasceu em 15/10/1986, Gars, uma cidade do Sul França. Quando adolescente cursou o magistério. Em 1914 sofreu de saúde nos pulmões saiu do exército e sem esperança de cura.Em 1918 interrompeu os estudos para realistar no exército, devido a primeira guerra Mundial. Em 1920 inicia como educador sem terminar o magistério. Em 1921, Descoberta embasada nos interesses do aluno em 1924, já praticando o magistério inicia a construção de sua teoria. Cria uma Cooperativa do Trabalho.Em 26, conhece sua esposa Elise, artista plástica Em 28, casa-se com Elise e escreve o livro “A Imprensa na Escola, cria também a revista “La Gerbe”, O Ramalhete”,Funda a cooperativa de Ensino Leigo. Tudo que faz em parceria da esposa. Os dois vão trabalhar em Saint Paul.
Em 33/39 ele e a esposa dão continuidade dos trabalhos na Cooperativa e a Escola de Celetin Freinet é oficialmente inaugurada. Em 40, preso no campo de concentração e apesar de seriamente doente, ministra aulas aos seus companheiros. Consegue ser libertado e alia-se ao Movimento da Resistência Francesa. Em 47 e 48, cria o ICEM, na qual a cooperativa já reunia diferentes de 20000participantes. Em 56, preocupado com o excesso de alunos em sala de aula, dá origem a uma campanha co l o objetivo de conseguir 25 alunos por sala. Em 66, morre na cidade de Vence na França.
Socialista, pensava numa escola nova popular, diferente ao Paulo Freire, |Pedagogia da Autonomia, devido sua direção ao Trabalho, fundante do homem é considerado um pensador marxista.Humanista social
Não-diretivo movimento anti-autoritário, percursos de” Freud, embora não ser pedagogo inffluenciou os educadores. Com a teoria da transferência, características diferentes se chocam.

Ele via a educação de classes e política, e optou pela educação a classe trabalhadora, COOOPERATIVA DE TRABALHO, ensino leito para das subsidio para melhorar técnicas e ideologias contra os opressores. Dedicou-se a classe pobre.
Educação pelo Trabalho, ele defini o que é trabalho, formação do ser, necessidade do trabalho é orgânica, atividade individual e social. O social ao contrario de Montessori, diferente de Montessori está o raciocínio lógico contrário a Freinet de educação leiga diferente com o desenvolvimento do trabalho, diferente com os adultos. Desenvolver sentidos pra o trabalho.
Sua metodologia:
Aulas Descobertas: valorizava sensações, quereres, satisfações. Os alunos traziam os temas para ser estudados.
Auto avaliação: registros dos próprios alunos aprenderam, em fichas que o professor acompanhava.
Correção: como esta prática ocorria pelo professor e pelo grupo, individual, auto –avaliação. Com o objetivo de não ser uma correção imposta
Correspondência inter-escola: envio de cartas, imagens, desenhos para outras escolas, valorizando a pluralidade cultural, influenciando a estar adotando este tipo de aulas
Fichário de consultas:não é contra o livro, mas gostaria que fosse mais apropriados para os alunos para facilitar o conhecimento
Registros de aulas semanais, era como o professor auxiliava os aluno e os direcionava
Livro da vida:diário não imposto, os alunos eram livres para escolher o tema
Imprensa escolar:fotos i, imagens, aulas num jornal dentro da Escola, passou a ser distribuído na sociedade.
Registro era importante para Freinet
Plano de trabalho: os alunos se reuniam em grupos para estudar o tema escolhido. O professor auxiliava e direcionava através do próprio currículo que também era registrado semanalmente.
AUTORES CONTRAS: alunos livres, sem provas, auto-avaliação, este tipo de ensino era contra livros didáticos fora da realizada do aluno.

Centro de interesses, aulas passeio, registros: os textos iam para a imprensa escolar, a correção era aplicada aí.
Comentário: na escola em que atuou, as salas eram sujas, carteiras destruídas, o método era tradicional e sem recursos. A primeira coisa que ele organizou foi o cantinho de pesquisa, e atendia crianças multisseriadas. Não tinha material didático sofisticado como Montessori. Era autoditada e trabalhava com pesquisa. O Livro da vida, as crianças registravam as suas atividades, era uma ficha de consulta individual.. na França, os inspetores de ensino supervisionava o programa educacional.
Pedagogia não-diretiva, - linha de pensamento não autoritário.
Palavras chaves: liberdade, trabalho social, ICE, Instituto de cooperativa Escolar Moderno, autonomia, liberdade social.
Obra: Pedagogia Social

Devido ter nascido em 15 de outubro, data destinada ao professor. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O autor analisa a autonomia da reprovação escolar e explicações múltiplas, abrangendo dimensões socioculturais, psicológicas, institucionais e didático-pedagógicos, para reafirmar o caráter educativo da escola, tomando medidas que removam condicionantes da reprovação. Denuncia ainda políticas educacionais que desconsideram determinantes fundamentais da qualidade do ensino e anuncia os caminhos em direção à outra escola, co prometida com a constituição do educando como cidadão.

Objetivos
Geral: formação do pedagogo através da vivência e reflexão sobre a prática pedagógica, no planejamento, execução e avaliação de atividade e projetos educacionais das metodologias de ensino das áreas específicas.
Especíifico:
a) Implementar métodos de observação do cotidiano escolar;
b) Articular conhecimentos das áreas específicas para sistematizar a observação, problematização e reflexão do processo pedagógico;
c) Conhecer e refletir rotinas escolares;
d) Conhecer a concepção de conhecimento e educação de toda comunidade escolar, buscando compreender as condições e contextos que geram a prática;
e) Identificar no planejamento e avaliação, seleção, seqüência de conteúdos, métodos e procedimentos; direção e organização das atividades; controle e avaliação do ensino-aprendizagem; integração do projeto pedagógico da escola.
f) Reconhecer que o trabalho pedagógico vise à promoção do desenvolvimento social psicológico e cognitivo;
g) Propor discussão e discussão para o ensino de diferentes áreas;
h) Promover a integração da universidade com as instituições escolares;
i) Refletir sobre aplicações éticas na escola, no estágio e direitos dos diferentes atores institucionais.

Conteúdos
Articulado entre teoria e prática das disciplinas de fundamento e metodologia baseados numa ampla educação da sociedade e métodos de observação do cotidiano escolar.

Métodos
Aulas com momentos de observação, reflexão e discussão de situações vividas, contextualizadas de artigos e textos das disciplinas, utilizando procedimentos como discussão de um roteiro observado, de métodos de observação, coleta de dados, compromisso e postura ética do estagiário; discussão na elaboração do projeto de estágio, orientação, supervisão e acompanhamento da ação do estagiário, discussão de situações registros.

Atividades
Discutir, compartilhar e responsabilizar-se pela interação, universidade-escola: elaboração do projeto e discussão com colegas, participação em atividades e dinâmicas, apresentações e discussões coletivas, aplicação do projeto, atitudes reflexivas e colaborativas entre estagiários, grupo da escola.

Avaliação
Alunos: através de elaboração e desenvolvimento do projeto de estágio, participação em discussões coletivas e dinâmicas e relatórios de estágios.

Recuperação
Não haverá recuperação. As atividades devem ser cumpridas no decorrer das disciplinas. A participação do aluno nas discussões, supervisões e dinâmicas de grupo são insubstituíveis por outras atividades.

Problemas De Aprendizagem E Evasão Atingem Alunos Que Cursam Novamente A Mesma Série
A distorção idade-série, alunos que estudam em séries não compatíveis com a sua idade é a principal causa da repetência e da evasão. A entrada tardia na escola, não é mais motivo da distorção, já que com a criação do FUNDEF, secretarias tentam criar vagas para todos, pois recebem o recursos de acordo com o número de matrícula.
Quem repete tem desempenho cada vez pior, revê os mesmos conteúdos, métodos e ao lado de colegas mais novos, que nem sempre compreendem a sua situação. O sentimento de fracasso faz com que o jovem encare os estudos como fonte de sofrimento e crie bloqueios em relação à aprendizagem.

Caminho Aberto Pela LDB
A reprovação não é só culpa da criança, família e condições sociais, a escola e o sistema também tem culpa. A LDB de 1996 rompe com a cultura de repetência com ferramentas como a progressão continuada e as classes de aceleração. Esta última consiste em reunir numa mesma turma estudantes em defasagem, aplicar um programa para que os alunos reconquistem confiança e capacidade de aprender. Essa iniciativa vem sido criticado por deixar os conteúdos aligeirados, não oferecendo base para os alunos continuar a aprender. No Paraná romperam com o programa de aceleração, substituindo por um programa de correção de fluxo onde estudantes deveriam caminhar em sua própria velocidade. Em São Paulo, pesquisadores avaliam positivamente classes de aceleração apontando condições dadas, como turmas menores, conteúdos pertinentes, formação profissional no acompanhamento. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
CONVERSAS COM QUEM GOSTA DE ENSINAR
ALVES,Rubem
Coleção Polêmicas do Nosso Tempo
Editora Cortez – Autores Associados
25ª edição 1991

Resumo:

Professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor.Educador não é profissão; é vocação. É toda vocação nasce de um grande amor, de uma esperança.
Profissões e vocações são como plantas. Vicejam e florescem em nichos ecológicos. Destruído esse habitat, a vida vai se encolhendo, murchando, fica triste, entra para o fundo da terra. Até sumir. Uma vez cortada à floresta virgem, tudo muda. É bem verdade que é possível plantar eucaliptos, essa raça cresce depressa, para substituir as velhas árvores. Pode ser que educadores sejam confundidos com professores, da mesma forma como se dizer: jequitibás e eucaliptos.

Os educadores são como as velhas árvores. Possui uma fase, um nome, uma “estória” a ser contada. Habitam um mundo em que o que vale é a relação que os liga aos alunos, sendo que cada aluno é uma entidade, portador de um nome, de uma ‘estória, sofrendo. Tristeza e alimentando esperança. E a educação é algo pra acontecer neste espaço invisível e denso, que se estabelece a dois. Espaço artesanal.

Mas professores são habitantes de um mundo diferente, onde o educador pouco importa, pois o que interessa é um crédito cultural que o aluno adquire numa disciplina identificada por uma sigla, para fins institucionais, nenhuma diferença faz aquele que a ministros.
De educadores para professores realizamos o salto pessoa para funções.

Segundo o autor, grande parte das pessoas que entram no campo das ciências sociais havia pensado, em algum momento de sua vida, em seguir uma vocação religiosa. Acontece que a ética religiosa cristã clássica sempre foi muito clara ao indicar que a moralidade de uma ação se baseia na intenção. Com o advento do utilitarismo, a pessoa passou a ser definida pela sua produção; a identidade é engolida pela função. Quando alguém nos pergunta o que somos, respondemos inevitavelmente dizendo o que fazemos com esta revolução instaurou-se a possibilidade de se gerenciar e administrar a personalidade.

O educador habita um mundo em que a interioridade faz uma diferença, em que as pessoas se definem por suas visões, paixões, esperanças e horizontes utópicos. O professor é o funcionário de um mundo dominado pelo Estado e pelas empresas. É uma entidade gerenciada, administrada segundo a sua excelência funcional. Freqüentemente o educador é mau funcionário, porque o ritmo do mundo do educador não segue o ritmo do mundo da instituição.

Descobriu-se que a educação, como tudo o mais, tem a ver com instituições, classes, grandes unidades estruturais, que funcionam como se fossem coisas, regidas por leis e totalmente independentes dos sujeitos envolvidos. A realidade não se move por intenções, desejos, tristezas e esperanças. A interioridade foi engolida. É justo que nos preocupemos com pessoas, mestres e aprendizes. Mas não é neste nível que se encontram as explicações, a ciência do real. Reprodução aparelho ideológico de Estado. A paixão é o segredo do sentido da vida.”Cada pessoa que entra em contato com a criança é um professor que incessantemente lhe descreve o mundo, até o momento em que a criança é capaz de perceber o mundo tal como foi descrito”. Professores que não sabem que são professores, sem créditos em didática nem conhecimento de psicologia.

Todo cientista que se preza faz a crítica às ideologias, vê com clareza, percebe o equívoco dos outros. Cada teoria social é uma teoria pessoal, falar no impessoal, sem sujeito, não passa de uma consumada mentira, um passe de mágica que procura fazer o perplexo leitor acreditar que não foi alguém muito concreto que escreveu o texto, mas um sujeito universal que contempla a realidade fora dela.Não é preciso reconhecer que o mundo dos operários é diferente do mundo dos intelectuais, as diferenças se encontram em categorias menos abrangentes. Acontece com os seus corpos faz uma diferença, e que nem tudo pode ser reduzido á sua classe social. É possíveis que o pensamento livre de valores seja um ideal, com toda a certeza ele não é uma realidade em parte alguma.

A significação humana de um conceito como o de classe social e a sua possível eficácia política se derivam do fato de que uma classe é uma forma social de se manipular o corpo, pois o propósito de toda educação é a domesticação do corpo.

Dispomos de métodos de análises do que nos permitem compreender cm rigor certas relações estruturalmente determinas.

Escolas são instituições tardias e apertadas, enquanto a educação tem a idade do nascimento da cultura do homem, que fazem os mestres - pais, mães, irmãos, sacerdotes, padrinhos - senão ensinar a um aprendiz o uso correto do seu corpo. E o corpo aprende a fazer as necessidades fisiológicas nos lugares e tempos permitidos, a conquistar o relógio biológico e a acordar segundo o tempo convencional das atividades socialmente organizadas, a se disciplinar como guerreiro, como artistas ou como puro cérebro.

Voltar ao corpo como grande razão tem sentido político, porque é o corpo que dispõe de um olfato sensível aos aspectos qualitativos da vida social. Pedagógico, porque a sabedoria do corpo o impede de sentir, aprender, processar, entender, resolver problemas que não desejam diretamente ligados as suas condições concretas. O corpo só preserva as idéias que lhe sejam instrumentos ou brinquedos, que lhe sejam úteis, que o estendam.

A palavra é o testemunho de uma ausência. Ela possui uma intenção mágica, a de trazer á existência o que não está lá... A intenção de manter viva a promessa do retorno.Um dos ardis da palavra está em que ela req6uentemente significa o oposto do que enuncia. Porém, toda palavra pe para ser acreditadas. O educador fala ás pessoas e assim constrói as bases que tornam possível o mundo humano, mas esta construção depende da capacidade do educador de usar os símbolos que circulam ente as pessoas comuns. O conteúdo de nossa fala sobre a educação é fazer com que pensássemos sobre pecualidades do nosso discurso no ato esmo de educar.

O conhecimento já nasce solidário com o corpo e faz com que o corpo faça o que tem de fazer.
Repetição sem fim. Cada geração reproduz a outra. Graças à repetição e á reprodução a vida é possível.

Educação é o processo pelo qual aprendemos uma forma de humanidade. E ele é mediado pela linguagem. Aprender o mundo humano é aprender numa linguagem, porque os limites da minha linguagem denotam os limites do meu mundo.

A massa de informações que me atinge a cada momento é filtrada, selecionada, organizada, estruturada pela mediação da linguagem. E é este mundo estruturado que eu posso conhecer e é em relação a e a que se organiza o meu comportamento.

A linguagem tem a possibilidade de fazer curtos-circuitos em sistemas orgânicos intactos, produzindo úlceras, impotência ou frigidez, carregam consigo as proibições, as exigências e expectativas o á personalidade do homem se forma por este complexo lingüístico.Os leigos pensam em decorrência dos seus hábitos de linguagem; os cientistas em decorrência da exigência da lógica e da investigação.Ser capaz de dizer a verdade como ela é, usa o empirismo, para consolidar a ruptura por meio de explicações psicológicas das origens das idéias e das palavras.

OBJETO – ESTÍMULO -- IMPRESSÃO -- IDÉIA—PALAVRA

Devemos tomar cuidado sobre o discurso ideológico é um mascaramento dos valores que realmente revelam os nossos investimentos emocionais, os únicos que conduzem á ação.A questão de valores deixa lugar ao político e materialista, numa utopia, numa esperança, num paraíso futuro, são discursos que nascem do amor e provocam o amor a ação se mistura com eles, como a atividade criadora que traz á existência aquilo que ainda não existe.
O educador se desculpa apontando para as leis do capitalismo. A escola é aparelho ideológico do Estado, sua autonomia e relativa, muito pequena e no final o processo desemboca na reprodução.Grande parte das misérias da educação decorre dos acordos mesquinhos que educadores e cientistas estabelecem entre si.

Ao tratar da educação, eu prefiro me concentrar a análise institucional, pois ela se abre numa esfera em que a minha decisão conta, em que as pequenas alianças fazem uma diferença, em que o indivíduo e os grupos reduzidos ganham significação. Porque é somente a partir de pessoas concretas, de carne e osso a linguagem é falada.

Quanto ao método, a precisão mão é o único critério para a escolha do método, pois o uso rigoroso de um método não pode ser o critério inicial e final na determinação da pesquisa.
Não se pode entender o processo educacional, na sua totalidade, se não se levar em conta fatores de ordem biológica, psicológica, social, econômica e política.

O ponto inicial de uma pesquisa deve ser a relevância do problema. Devemos avaliar individualmente o desempenho de uma pessoa. O rigor metodológico pode deixar de ser um ideal científico válido e se transformar num artifício institucional pelo qual as instituições mais criativas são bloqueadas. É necessário que nos lembremos de que o rigor metodológico é apenas uma ferramenta provisória.
O método se subordina a uma construção teórica. Quando as construções teóricas dominantes entram em colapso, a permanência do método que lhes era próprio, só conduz a equívocos cada vez maiores.

É necessário saber discriminar os problemas que merecem e devem ser investigados. Este poder de discriminação não nos vem da ciência. A ciência só nos pode oferecer métodos para explorar, organizar, explicar e testar problemas escolhidos. Ela não pode dizer o que é importante ou não. A escolha dos problemas é um ato anterior á pesquisa, que tem a ver com os valores do investigador.

A ciência pela ciência é uma ilusão d cientistas que se fecham em seus laboratórios ou mundos mentais. Não é possível ao investigador ficar de fora dos problemas que ele investiga. É necessário tomar partido.A pretensão do educador é ser não apenas uma peça manipulada, mas um agente que toma a iniciativa.

Ter consciência da sua situação estratégica é ter consciência de o serviço de quem o pesquisador se encontra. Sabe-se que os processos de educação são processos de controle. Pela educação o educando aprende as regras das relações sociais dominantes e adquire as informações de quem irão transformá-lo em um cidadão atuante.

Tecnólogos hoje valem mais do que filósofos porque o seu conhecimento pode ser facilmente transformado em formas políticas e econômicas de poder. O ato de pesquisa é um ato político.

Educação e política têm a mesma função; controlar o comportamento. Na educação busca-se levar o indivíduo a aceitar voluntariamente as regras do jogo social. O educador consciente de que a função social da educação é reduplicar a sociedade, mas consciente ao mesmo tempo de que freqüentemente é a própria ordem social que se constitui num problema. A abordagem adequada do problema contemplaria a necessidade de mudanças sociais. Ou educação para a integração, na linha de uma engenharia do comportamento, ou educação par a transformação, na linha de uma engenharia da ordem social.

A ciência não poderá ajudá-lo na tomada de decisão. Ela poderá simplesmente ajudá-lo a antever as conseqüências de sua decisão, uma vez tomada.

Para pesquisar, a nível filosófico, seria questionar os cenários, as estruturas, os pressupostos comumente aceitos sem exame. A filosófica o que se busca é questionar o conhecimento familiar de que lançamos mão pa explicar nossas práticas cotidianas. Em relação à educação compete á filosofia fazer as perguntas embaraçosas acerca das ilusões e das ideologias da educação, buscar as sínteses criativas e construir novas sínteses a partir de conceitos divorciados de homens de carne e osso. O filósofo tende a se tornar um profissional do conceito. Ele trabalha dentro de um esquema rígido d divisão de trabalho na qual a única matéria prima de que dispõe são suas idéias. É necessário que o filósofo trabalhe com as idéias poderosas para informar a ação. A missão do filósofo é sentir os sofrimentos dos oprimidos, ouvir as suas esperanças, elabora-las de forma conceptual há um tempo rigorosos e compreensível e devolvê-las àqueles de onde surgiram. A tarefa do filósofo não é gerar, mas partejar, não é criar, mas permitir que aquilo que está sendo criado venha á luz.

Na pesquisa científica é natural qual a relevância do problema seja colocada em segundo plano.Nenhum indivíduo pode levar a cabo uma pesquisa. Ele em de pertencer a instituições ricas o bastante par possuir tais recursos. As pesquisas são financiadas por convênios com organização cujo interesse é puramente econômico. O conhecimento científico é feito sob encomenda, vendido e comprado. O que se deseja é uma receita simples para um problema prático com que se defronta.Além da dificuldade do seu tratamento metodológico e do fato de que ninguém faz encomendas de conhecimento a cerca do todo, existe esta postura ideológica par justificar a prática científica.

A situação estratégica da Universidade é ta que a maior resistência deve vir dos interesses econômicos e políticos. O produto deve ser lançado ao mercado o mais rapidamente possível, pois só assim virão. Os dividendos dos investimentos anteriores da pesquisa.

Mensagem

Existem professores e educadores. A diferença que existe entre eles é o amor.São confundidos assim com se confundem jequitibás e eucaliptos. Na analogia jequitibás são os educadores, arvores rara que demora crescer. Preocupa-se com a relação alunos de forma que interioriza, definida por sua paixão, sonhos e esperanças. E os professores, são como eucaliptos, nascem em qualquer lugar sem nascem em qualquer lugar, ensina a profissão. Que se interessa no crédito cultural das disciplinas que é dominado e segue leis a partir de um interesse de sistemas, qualquer um que ensina é professor.

Deve se acordar para a expressão, o educador deve saber discursar no ato de educar, saber usas os símbolos e palavras, que circulam ente os educandos. Acordar as teorias que são postas em formas pessoais, o pensamento livre de valores seja um ideal, máster a certeza que não é uma realidade em parte alguma.

O nascimento nasce com o corpo e o que aprendemos no mundo é uma linguagem adequada e trabalhamos com ela para liberar nossos pensamentos, ideologias, sentimentos e provocar a ação.

O processo educacional deve ser entendido junto com os fatores biológicos, sociais e políticos da criança. Deve-se escolher os problemas de questão educacional e pesquisa-los, onde o educador tem que ser um agente que toma iniciativas. Por sua vez, hoje, o educando é manipulado conforme os interesses da sociedade, que controla o seu comportamento e é orientada à integração a vida social. Filosoficamente devemos analisar os cenários para explicar a rotina, com consciência tranqüila e o uso da certeza lógica, trabalhar com idéias poderosas para informar a ação, tendo o objetivo de criar e usufruir a criação. A nível científico o objetivo é a economia, a exploração e conquista de um produto com lucros rápidos. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Albert Bandura, professor de David Starr Jordão da ciência social no Psychology, PH D Psychology, Universidade de Iowa, 1952. O Dr. Bandura tem interesses na análise dos mecanismos básicos da agência pessoal através de que os povos exercitam o controle sobre seu nível de funcionamento e de eventos que afetam suas vidas. Uma linha da pesquisa é concernida com povos que regulam suas próprias motivações, testes padrões de pensamento, estados afetivos e comportamentos com a opinião pessoal e coletiva. Uma segunda linha de pesquisa examina o papel de mecanismos que regulam e confiam padrões internos e influencia o na adaptação humana mudando.
Teoria: a teoria do aprendizado social enfatiza a importância da observação. A modificação de comportamento de forma permanente em conseqüência da observação de ações de um terceiro, e é conhecido como aprendizagem por observação (modelagem, imitação ou aprendizagem social). Organismos simples e complexos aprendem pela observação. Até mesmo os recém-nascidos imitam, sugerindo uma propensão inata.
Bandura pesquisador pioneiro, acredita que qualquer coisa que possa se aprendida diretamente pode ser aprendida pela observação de outros. A observação de outros abrevia a aprendizagem. Se tiver de se basear e nas próprias ações para aprender, a maioria nós não sobreviveríamos aos processos de aprendizagem.
A aprendizagem por observação vai alem da mímica ou imitação. As pessoas extraem idéias gerais, o que lhes permite ir muito além daquilo que vêem e ouvem. Adquirimos alguns padrões sociais de nossos pais, como lidar com a raiva, de resolver problemas, de interar com membros do sexo oposto ou de comportamentos maternal e paternal.
Os modelos têm vários efeitos notáveis. Diminuindo as inibições, eles nos tornam, mais propensos a fazer coisas que já sabemos como fazer mas jamais fizemos antes. Ver repetidas vezes as ações de um modelo é desensibilizantes. Condutas que de inicio nos sobressaltam, estimulam ou perturbam podem perder o impacto diante exposição.

Como as pessoas Aprendem por Observação
Aquisição: o aprendiz observa o modelo e reconhece as características distintivas de sua conduta.
Retenção: as respostas do modelo são ativamente armazenadas na memória
Desempenho: se o aprendiz aceita o comportamento do modelo como apropriado e passível de levar a conseqüências por ele valorizadas, o aprendiz o reproduz;
Conseqüências: a conduta do aprendiz resulta e conseqüências que virão fortalecê-la ou enfraquecê-la. Em outras palavras, ocorre o condicionamento operante.
A aprendizagem por observação é mais complicada do que os condicionamentos operantes e respondentes. Ela sempre envolve algum tipo de atividade cognitiva e costuma ser muito demorada.é usada deliberadamente na modificação do comportamento.
Davidof. Linda Introdução a Psicologia, veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Maria Moisés é dividido em duas partes. A primeira parte começa em 1813 com a história de um jovem pastor que, procurando por uma rês perdida, vê a filha do patrão se suicidar de modo misterioso. Então revelam-se os motivos: Josefa, a jovem suicida está apaixonada e tem um caso com um jovem militar. Seu pai é casto e sua mãe carola; quando ela engravida passa a ser escondida dentro de casa. Quando o namorado lhe anuncia que vai fugir, dá a luz (prematuramente, como se descore depois) e carrega a criança. Quando a criança cai no rio, ela se atira para salvá-la e acaba morrendo. A segunda parte começa com uma menina sendo encontrada rio abaixo da cidade onde Josefa morreu por um caseiro. A criança é nomeada Maria Moisés em honra ao patriarca bíblico que teve história análoga. Ela cresce e passa a cuidar de jovens enjeitados. No começo são dois, mas o número logo cresce. Com o tempo Marai vai empobrecendo por causa de sua caridade. Quando pai de Josefa, voltando general do Brasil, chega na cidade, ele começa a montar as peças do quebra-cabeça da morte de sua amada que nunca esqueceu. Ele vai descobrindo a história de Maria e seu estado financeiro, com a quinta hipotecada, em 1850. Ele se dirige então a quinta, paga a Maria mais do que as dívidas e revela então ser seu pai. A história acaba com ambos emocionados, chorando abraçados. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Análise da obra

O livro O caso da Chacára Chão foi inspirado num episódio real, um assalto ao sítio do próprio autor, Domingos Pellegrini, que decidiu romancear o fato e criar a história.

Publicado em 2000, O Caso da Chácara Chão, segue, até no título, o que há de mais chamativo no mercado editorial, do qual o autor é um dos seus expoentes, famosamente conhecido por sua produção juvenil.

A obra tem, na opinião do autor, ingredientes bem brasileiros como violência, drogas, corrupção policial, jornalismo sensacionalista, racismo, conformismo mas também amor, perdão e amizade. Traça painéis críticos da realidade brasileira.

Segundo Pellegrini, a obra "é um policial social, mas no fundo, como sempre, trata dos conceitos de caráter e de conduta".

Linguagem / Tempo

Sua linguagem é simples, direta, despojada de enfeites artificiais. Há beleza em suas imagens poéticas, principalmente àquelas ligadas à descrição de elementos da Natureza, mas sem o emprego de recursos que tornem o texto pesado, de leitura arrastada.

O narrador-personagem usa alguns ingredientes bem brasileiros são forças presentes na narrativa, tais como - violência, drogas, corrupção policial, burocracia, jornalismo sensacionalista, racismo, conformismo e também amor, perdão, revolta e amizade.

Há beleza em suas imagens poéticas, principalmente àquelas ligadas à descrição de elementos da Natureza, mas sem o emprego de recursos que tornem o texto pesado, de leitura arrastada.

Outro elemento digno de nota é a movimentação das cenas, ágil, precisa, quase que dotada de um caráter cinematográfico. Os flashbacks estão nos locais exatos e na medida correta. A manipulação do tempo da narrativa é quase sinfônica (quanto a esse aspecto, não se deve esquecer que a obra, num esquema de diário, muitas vezes metalingüístico, acaba tendo uma proximidade muito forte entre o tempo da narrativa (tempo da história, dos fatos narrados – passado não muito remoto em muitas das vezes) e o tempo da enunciação (tempo do ato contar a história, sempre presente). Aliada à já citada limpeza de sua linguagem, contribui para que a degustação da obra seja fluente, sem obstáculos inúteis e desnecessários.

Personagens

O protagonista da obra é um jornalista e escritor que mora numa chácara, como o próprio Pellegrini: há três anos e meio, para fugir do barulho do centro da cidade, Pellegrini mudou para a Chácara Chão, nos arredores de Londrina, onde pretende passar o resto de seus dias.

Deve-se também elogiar a forma coerente com que o narrador consegue dar vida e caráter às suas personagens, até mesmo nas que se apresentam caricaturizadas, como a família Filipov, à qual pertence a cônjuge do narrador. Há inclusive atenção na substanciação da caracterização dos animais, como Miau (a gata assassinada), Minie (cadela idosa) e Morena (cadela que havia chegado filhote e que cresce no decorrer da narrativa).

Para reforçar o que se apresentou quanto ao domínio na construção das personagens, basta observar Verali, filha do narrador, que, de menina urbana e, portanto, isolada e dona de amigas invisíveis, torna-se a garota feliz, realizada quando vai para a chácara. Outra personagem é Olga, ex-militante de esquerda e que “cai” para preocupações mais ligadas ao chão, como ter uma filha praticamente por produção independente com Manfredini, esforçando-se por manter-se por meio da confecção de chocolates.

Mas a personagem mais rica é o narrador, um sujeito decepcionado com a esquerda, ou mais precisamente com os militantes, que, ao invés da luta aberta, preocupavam-se em se encostar no funcionalismo público.

Seu desencanto, no entanto, não significa inércia. Torna-se uma figura que tem um pouco de misantropo, impaciente e quixotesco ao lutar pelos direitos do cidadão, pela aplicação da lei, principalmente no que se refere ao silêncio. O ruído urbano é a mais simbólica forma de invasão e agressão do mundo moderno.

Enredo

Alfredo Manfredi, um escritor de livros juvenis, ex-exilado, cansado da pasmaceira do povo, além de amadurecido seu relacionamento com Olga e depois de ter ganhado muito dinheiro trabalhando na redação de discursos de uma campanha política, resolve morar com Olga. Compram, para tanto, uma chácara, a que dá título ao livro. Tal imóvel se torna a utopia, o grande sonho de mundo e de vida dos dois, o que se percebe pelo nome. Baseia-se na idéia de que tudo o que foi gerado pelo chão, por ele será aproveitado. É, pois, um microcosmo perfeito (já que o macrocosmo fracassou) em que se dedicam na reciclagem e aproveitamento de tudo. Tudo natural, ecológico, planejado, perfeito. Até a invasão urbana, representada pelo assalto realizado durante o Carnaval.

Quer fugir do estresse dos centros urbanos e refugia-se com a família na chácara, em busca de tranqüilidade. Mas não será isso que ele terá: um assalto à propriedade transforma completamente a vida do escritor e de sua família.

A história básica passa-se, como citado, durante o Carnaval. A chácara do personagem-narrador, Manfredini (é praticamente um alter-ego do autor, pois ambos mantêm muitos pontos de contato em relação à personalidade e ao histórico de vida), é invadida por dois bandidos, que estão em busca de jóias e dólares. Crentes que o ambiente estaria vazio, começam a ver seus planos frustrados quando encontram os donos. Descontrolam-se, chegando, para ameaçar, a matar a gata de estimação do casal, Miau.

A situação piora quando são ouvidos os gritos do caseiro João, que, ao não ser respondido, pula o mulo da propriedade. O narrador consegue escapar, mas é perseguido por um dos malfeitores, até que consegue se trancar em um cômodo, não sem antes ferir gravemente com um facão o opositor que tentava impedir o fechamento da porta. Machucado, foge.

Seguindo o caminho mais simples, os donos registram queixa na delegacia e esperam a atuação da polícia para a captura dos criminosos, o que de fato foi feito. No entanto, obteve-se um resultado completamente diferente. Os bandidos alegaram que a esposa do narrador os havia convidado para um encontro conjugal no momento em que o marido não estava presente. Este, voltando inesperadamente, surpreendera a dupla e, ferido na honra, vingara-se ferindo um dos supostos traidores.

O que piora a situação é que o aparelho do Estado começa, ao invés de defender a vítima, a permitir que esta tivesse sua reputação atacada. É nesse momento que entra em ação o melhor aspecto dos romances policiais: a exposição crua das feridas do sistema social.

Esse episódio só piora a relação do personagem com o Estado, pois, como se disse, mostra a violência se voltando contra eles. Pedem ajuda para punir bandidos e acabam sendo castigados de várias formas. Em primeiro lugar, pela possibilidade de se tornarem de vítimas a réus. Há ainda a indiferença, a zombaria e o desrespeito com que são atendidos. Além disso, a polícia faz uma perícia completamente incompetente, como se estivesse mais interessada em não resolver o caso (não procuram direito a arma do crime. Não fazem autópsia da gata, não retiram na hora correta as balas incrustadas no teto e no chão da sala da chácara. Nem sequer verificam a presença de resíduos de pólvora das mãos dos bandidos). Sem contar que são pressionados por um ação de indenização, o que constitui um acinte típico da literatura de Kafka.

Conforme se luta por mais justiça, mais lama vai sendo jogada. Acaba-se esbarrando em obstáculos gigantescos. Um dos bandidos, Florindo dos Santos, era policial licenciado. Entra em jogo, portanto, toda a força de uma corporação protegendo um dos seus integrantes. O pior é que ele faz parte de um esquema gigantesco arquitetado por uma máfia dentro da própria polícia, responsável pelo desvio de material apreendido, inclusive drogas. Detalhe sórdido: o soldado tinha desvios graves de comportamento, sendo até toxicômano.

O outro bandido, Pedro Paulo Machado de Mello Cavalcante, como a extensão do nome indica, é de família tão rica quanto poderosa, acostumada a usar um advogado por demais eficiente que sempre afasta o jovem de crimes ligados ao vício, como o presente caso.

Esse advogado vai ser responsável por mais decepções. Eficientíssimo (não se deve esquecer que o advogado do narrador é incompetente, mais preocupado em seguir protocolos – em busca de um arquivamento – do que em resolver o problema), conseguirá armar esquemas para salvar seus clientes e prejudicar mais ainda Manfredini. Fica a idéia de que o que funciona no Judiciário não é a justiça em si, mas a manipulação, armação.

O clímax surge quando a história vaza para a Imprensa, tão preocupada com escândalo, sensacionalismo. Cria-se uma mancha gritante na reputação daqueles que deveriam ser vistos como vítimas. Sempre que se lembrava do caso da Chácara Chão, associava-se à imagem de Olga como tarada ou de Manfredini como o Louco do Facão a fazer justiça com as próprias mãos, imagem esta que é piorada quando investe de maneira explosiva (atira pedras e machado) contra os inúmeros carros de som que poluem auditivamente aquele que deveria ser um bairro residencial.

Apesar dessa confusão toda, há alguns pontos de apoio. O primeiro é um amigo ligado à Imprensa, Binho, que lhe permitirá, além do acesso a informações importantes, que sua versão seja veiculada na mídia. O resultado é, de certa forma, torto. Se num primeiro instante é visto como um vilão, um louco, depois passa a ser visto como um herói, pois encarnou o desejo de todo um povo massacrado: fazer justiça pelas próprias mãos. Em suma, não é entendido, mas visto como uma caricatura.

O fundo do poço surge quando há com a Justiça uma audiência, eufemisticamente chamada de “entrevista”. Nela, fica consagrada a incompetência do Estado, que não consegue representar e nem defender o cidadão. O processo está para ser arquivado. O narrador, como sempre, explode, quase sendo preso por desacato.

A reviravolta, a princípio tímida, surge quando encontra, ainda no fórum, outro decepcionado ex-militante esquerdista, Arcanjo. Tornara-se advogado de porta de cadeia não para fazer sacanagem contra o sistema ao ajudar criminosos, mas para evitar que este atrapalhasse os direitos daqueles que não têm como se defender. E em tal situação encontrava-se Manfredini.

Sua primeira ação, imediata, já se mostra útil. Evita que o “homem-bomba” seja preso. Ainda impede a derrota fragorosa da ação. Contribui também para que seja bloqueado o processo de indenização. Mas, diante de todo o quadro que se é apresentado, pois estão lidando com bandidos do mais pesado calibre, consegue convencer o casal a retirar a queixa, na esperança de que a outra parte também o faça.

No fim, um ano se passa. Reforça-se a descrença em relação ao sistema, o que fica representado no fato de a chácara, o paraíso, ter os muros agora todo coberto de plantas dotadas de espinhos. A decepção é tão grande que o narrador já não abre mais tanto escândalo quando um salão de festas, por demais barulhento, é inaugurado ao lado da chácara (é interessante lembrar que a fiscalização, quando aparece, fica mancomunada com o salão. Note a tirada amarga quando o protagonista relata que os fiscais saíram alegres e com alguns “presentes”).

O clímax surge num duplo combate. Os vizinhos armam uma barulheira musical para competir com o baile de Carnaval do salão. A polícia baixa. E é nesse instante que Florindo surge, para se vingar, pois com toda a questão judicial, não havia agüentado e cometera delitos, acabando por perder muitos dos seus direitos na corporação. Acha que a culpa pelo fracasso recai sobre Manfredini e sua família.

Suas intenções criminosas são, no entanto, frustradas. Olga e Verali evadem-se. Manfredini consegue fugir pela chácara. Sua enorme vantagem é que o vilão não conhece o terreno e, em meio à escuridão, acaba-se ferindo sucessivamente pelas plantas, muitas delas espinhosas. Consegue a vitória humilhante ao mesmo tempo em que o povo, irado, faz com que o salão respeite os vizinhos.

Tal final parece lembrar o campo juvenil em que o autor se especializou. Jogou-se tanta lama na cara do leitor a ponto de poder sufocar sua visão de mundo. Essa vitória da natureza é uma luz de expectativa positiva. O mundo está podre, mas não é motivo para desistência, derrotismo. É uma luta individualista, mas é a melhor arma que se tem, na presente situação social. É a alimentação de esperanças diante da vida, mais simples e mais natural possível, distante da doença em que se transformou a vida moderna. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
SKILAR, Carlos (org.) Educação e exclusão: Abordagens Sócio-antropológicas em educação especial. Porto Alegre: Mediação, 1997. p.7 a 79
A educação especial atravessa uma crise que reside em saber a qual crise se refere e sua interpretação ideologia. São diferentes interpretações do fracasso e opostos tipologias e perspectivas de analise.
O problema surge na definição sobre o que é educação especial. No sentido de deficientes, impõe restrições e um corte da educação; são diferentes da educação geral, como sinônimo de uma educação menor, irrelevante e incompleta tanto pro sujeito quanto para as instituições.
Se acreditar na deficiência como eixo que define e domina toda a vida pessoal e social dos sujeitos, então não se estará construindo um verdadeiro processo educativo, mas um processo clinico.
Se a instituição escolar é especial, por ter sujeitos especiais, não se trata de escola e sim de um hospital.
Se a instituição é especial por pretender desenvolver uma didática especial para sujeitos deficientes, pode ocorrer que os processos interativos de educação exista uma aplicação sistemática de recursos exercitações e metodologias neutras e desideologizadas.
Se é especial porque é menor, deve se discutir o significado de uma educação maior, para sujeitos maiores, uma educação completa e absoluta.
A necessidade de definir com clareza perspectivas educativas aliada a praticas e discurso da medicina ou uma pedagogia somada a estratégias terapêuticas, trazem contradições nos modelos educativos e nos clinico-terapeuticos. Já que a concepção do sujeito, a imagem de Homem, a construção social da pessoa, etc., desenvolvem-se em linhas opostas ao contrastar a versão incompleta de sujeito que oferece o modelo clinico terapêutico e a versão de diversidade que deveria oferecer o modelo sócio-antropológico da educação. Defini-lo como pessoa incompleta faz parte de uma concepção etnocêntrica do homem e da humanidade, que reflete uma tolerância e racismo, gerado por meios de comunicação, que reflete um paternalismo. A diversidade se alia a medicina dentro da educação.
O papel da deficiência no começo da vida de um sujeito é a força motriz de seu dewenvolvimento. Seu cérebro compensa seu déficit. A criança não vive a partir de sua deficiência, mas a partir daquilo que para ela resulta ser um equivalente funcional.
A insistência do modelo clínico constitui um ponto de partida para uma série de problemas que existe dentro da educação especial, como a construção de uma prática, e uma teoria.
Se a escola especial parte de um pressuposto de que os sujeitos estão limitados, toda a educação educativa está obrigada a orientar-se em direção a essa idéia.
O fracasso na educação especial é resultante de uma pressão metafísica que se exerce sobre sujeitos especiais, eles estão presos a uma falsa ideologia pedagógica que condiciona através de falsa representações sociais regulados por normas e hábitos medievais. De um complexo mecanismo que reúne fatos sociais, políticos, lingüísticos, históricos e culturais que provem de profissionais que representam e reproduzem a idéia de um mundo homogêneo.
O uso do termo educação significa por em relevo uma necessidade especifica incluindo analise de fatos que governam a educação de crianças especiais dentro dos problemas educativos gerais e não como se faz habitualmente, fora deles e quanto mais longe melhor.
A educação das crianças especiais deve ser visto como outras que são minorias que sofrem exclusões no processo educativo.
A fronteira entre educação e educação especial constitui numa discriminação, a de impedir que a pedagogia especial discuta afazeres educativos, por se tratar de um tema sem importância, excluindo de debates. Exemplo disso, quanto a alfabetização, esta não constitui um pe-requisito inquietável para o acesso a leitura, na educação especif o ensino da correspondência entre fonema e grafema ocupa o centro de todas as preocupações em questão da língua escrita.
Afirma-se que esse direito deve ser analisado, avaliado e planificado junto com o conceito de educação plena, significativa, justa participativa, sem restringi-la a caridade, sem obsessão curativa da medicina.
Incluir a educação das crianças especiais dentro de uma discussão educativa global significa hierarquizar os objetivos filosóficos, ideológicos e pedagógicos da educação especial.
As políticas de interação tem produzido um maior isolamento e menor possibilidade educativas a estas crianças. Escolas especial e a inclusão as escolas regulares constituem em adornos para cobrir um rosto debilitado.
veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O fantástico mistério de Feiurinha (1986) - Editora FTD

Este livro começou a nascer sem o personagem que o intitula. Minha idéia era reviver as histórias de fadas, discutindo as grandes heroínas após do fim de suas histórias, de modo a mostrar a importância desse tipo de literatura na formação de cada um de nós. Aos poucos, porém, a personagem Feiurinha apareceu, impôs-se e... tomou o livro! Mais ou menos como o que aconteceu com o Velho Santinho em Na colméia do inferno.

De especial mesmo, eu creio que há neste livro três aspectos. Em primeiro lugar está sua estrutura, como se ele fosse um livro antes do livro, com sua organização em capítulos que vêm antes do primeiro capítulo. Em seguida, temos a fábula de Feiurinha, que eu montei com o máximo de clichês extraídos de todas as histórias da carochinha: bruxas, príncipe, transformações, heroína pobre, linda e infeliz, a idéia bíblica do Rei Salomão etc. E, por último, está a discussão da importância do leitor em relação à Literatura. Como eu disse, um livro não existe se não houver leitores para ele; um autor nada é, se não houver pessoas dispostas a ler o que ele escreve. Feiurinha é um sucesso de público e de crítica, tendo recebido o Prêmio Jabuti de 1986. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Ateneu é uma das obras mais importantes do Realismo brasileiro. Trata-se de uma narrativa na primeira pessoa, em que o personagem Sérgio, já adulto conta sobre seu tempo de aluna interno no Colégio Ateneu. A ação do livro transcorre no ambiente fechado e corrupto do internato, onde convivem crianças, adolescente , professores e empregados. É dado o início do romance, com o pai de Sérgio advertindo "Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu Coragem para a luta" Dr. Aristarco é o diretor do colégio. Figura soberba, cheia de empáfia e que visava apenas o lucro. Tinha o sonho de ver um busto com a sua face. Sérgio vai narrando as decepções, os medos, as dúvidas , a rígida disciplina, as amizades, os acontecimentos em torno da própria sexualidade, as questões nem sempre respondidas. O romance é um diário de um internato: as aulas, a sala de estudos, a diversão nos banhos de piscina, as leituras, o recreio, o que acontecia nos dormitórios, no refeitório as disputas. O mundo da escola é sempre visto e retratado a partir da perspectiva particular de Sérgio (expressionismo). Desse modo, a instituição , os colegas, os professores e o diretor Aristarco são representados em função de certa ótica, claramente caricatural, em que os erros, hipocrisias e ambições são projetados e realçados. Misturando alegria e tristezas, decepções e entusiasmos, Sérgio, pacientemente reconstrói, por meio da memória , a adolescência vivida e perdida entre as paredes do famoso internato.

A obra acaba com o incêndio do Ateneu pelo estudante Américo. No incêndio o diretor fica perdido, estático com o que está acontecendo com seu patrimônio e naquele mesmo dia é abandonado pela esposa. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O elemento estrutural mais importante dessa obra é a sua organização sistematizada em dois planos e três atos: Plano do presente (1932, aproximadamente), no espaço de uma casa modesta Plano do passado (1929), no espaço de uma fazenda tradicional. Além de quebrar a linearidade que tornaria o texto e a encenação um tanto quanto monótonos, essa organização permite aos espectadores Ter acesso simultâneo aos dois instantes fundamentais da história, levando a uma comparação que foi prevista pelo autor, para assim comentar, sublinhar os fatos sobre os quais quer chamar a atenção. Dessa forma, os espectadores não podem contar nem ao menos com o refrigério da dúvida. Sabem, antecipadamente, que toda esperança é inútil. Por isso, pode-se dizer que sofrem mais que as personagens. Tempo: como todo texto conciso e de forte consciência dramática, a ação se desenvolve próxima do seu desenlace. Temos dois momentos fundamentais, o passado (1929), próximo da perda da fazenda que segue até a perda definitiva; e o da esperança de retorno com base na moratória e no resultado do processo de nulidade (1932), que se encaminha até a decisão final do juiz, com a derrota definitiva, pondo fim a toda e qualquer esperança. Espaço: há dois espaços fundamentais: a sala de uma modesta casa de cidade do interior de São Paulo e a de uma larga casa da fazenda tradicional. O espaço da fazenda não se manifesta de modo concreto e genérico, mas por meio de pequenos incidentes que perpassam pela conversa como o balaústre que está estragado, os vidros da bandeira da porta que estão pedindo troca, ou mesmo as formigas que tornaram a sair. Importante notar, que esses sinais apontam todos infalivelmente para a ameaça de morte (decadência) que paira sobre a fazenda ou, metonimicamente, sobre essa classe que ela representa, isto é, a classe dominante da época, os donos do café. Personagens: Helena, pessoa bondosa, humilde, que ama a todos de maneira bem distribuída, procurando compreender cada um e aceitá-lo com suas virtudes e seus defeitos. Como toda mulher daquele tempo é totalmente obediente ao marido. Joaquim, homem sistemático do interior, forte na aparência, mas sensível no interior. Cuida de todos os negócios, não permitindo que as mulheres se metam em atividades que julga serem apenas dos homens. Dispensa todo tipo de ajuda, por isso sofre muito quando a filha precisa costurar para sustentar a família. É preso à tradição, não aceitando as mudanças. Marcelo, filho de classe dominante, nada quer na vida, evitando qualquer esforço físico ou intelectual. Quer desfrutar dos benefícios que a posição do pai lhe proporciona, e, quando tudo desanda, refugia-se na bebida. Lucília, moça forte, de temperamento enérgico e paciente, única no conjunto familiar a estar preparada para a nova vida de sofrimento e luta pelo pão de cada dia. Orgulhosa, no entanto, não gosta de aceitar ajuda dos parentes. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


Ajude o Zmaro!

Se for comprar algo no banggood, conferta o link e ajude o Zmaro

Dependendo do que você esta comprando, fazendo isto, ainda posso conseguir um cupom de desconto pra você

Acesse www.Zmaro.tv/bg para saber mais

Clique abaixo para ver um pouco do Programa Zmaro
Humor inteligente de forma descontraída...

 

De grão em grão a galinha enche o bico!!!
Contribua com o PobreVirtual e Programa Zmaro. Curta, comente e compartilhe o Programa Zmaro nas suas redes sociais.
Envie seus resumos, receitas, dicas, provérbios e o que mais tiver para comaprtilhar no PobreVirtual e no Programa Zmaro. Basta acessar
www.pobrevirtual.com.br/fale
Ou se preferir você pode contribuir financeiramente depositanto qualquer valor em qualquer lotérica (Caixa Econômica Federal): agência 1998, operação 013, Poupança número 8155-0, ou veja outros meios em www.Zmaro.tv/doe 
Livros e cursos são caros, me ajude a aprender novas linguagens para lhe ensinar melhor e incrementar este site com várias novidades. Quando você passar em frente a uma lotérica, lembre-se que existe alguém que precisa muito desta(s) moedinha(s), ponha a mão no bolso e perca alguns segundos do seu tempo e faça um depósito. Pegue aquela moedinha que vai acabar caindo do seu bolso e dê um bom destino a ela.