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PARO, Vitor. Gestão Democrática da Escola Pública. São Paulo: Ática, 1998.
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HOFFMAN, Jussara. Avaliação Mediadora; Uma Pratica da Construção da Pré-escola a Universidade. 17.ª ed. Porto Alegre: Mediação, 2000.

POR UMA ESCOLA DE QUALIDADE
São vários os fatores que dificultam a superação da prática tradicional, como: a crença que a manutenção da avaliação classificatória garante ensino de qualidade, resistência das escolas em mudar por causa da possibilidade de cancelar matriculas, a crença que escolas tradicionais são mais exigentes.
Sobre a avaliação tradicional, ela legitima uma escola elitista, alicerçada no capitalismo e que mantém uma concepção elitista do aluno.
Entretanto, uma escola de qualidade se da conta de que todas as crianças devem ser concebidas sua realidade concreta considerando toda a pluralidade de seu jeito de viver. Deve se preocupar com o acesso de todos, promovendo-os como cidadãos participantes nessa sociedade.
O desenvolvimento máximo possível do ser humano depende de muitas coisas além das da escola tradicional como memorizar, notas altas, obediência e passividade, depende da aprendizagem, da compreensão, dos questionamentos, da participação.
O sentido da avaliação na escola, seja ela qual for a proposta pedagógica, como a de não aprovação não pode ser entendida como uma proposta de não avaliação, de aprovação automática. Ela tem que ser analisada num processo amplo, na observação do professor em entender suas falas, argumentos, perguntas debates, nos desafios em busca de alternativas e conquistas de autonomia.
A ação mediadora é uma postura construtivista em educação, onde a relação dialógica, de troca discussões, provocações dos alunos, possibilita entendimento progressivo entre professor/aluno.
O conhecimento dos alunos é adquirido com a interação com o meio em que vive e as condições deste meio, vivências, objetos e situações ultrapassam os estágios de desenvolvimento e estabelecem relações mais complexas e abstratas, de forma evolutiva a partir de uma maturação. O meio pode acelerar ou retardar esse processo. Compreender essa evolução é assumir compromisso diante as diferenças individuais dos alunos.
Quanto ao erro, na concepção mediadora da avaliação, a correção de tarefas é um elemento positivo a se trabalhar numa continuidade de ações desenvolvidas. O momento da correção passa a existir como momento de reflexão sobre as hipóteses construídas pelo aluno, não por serem certas ou erradas, problematizando o dialogo, trocando idéias. Os erros construtivos caracterizam-se por sua perspectiva lógico-matemática.
A avaliação mediadora possibilita investigar, mediar, aproximar hipóteses aos alunos e provocá-los em seguida; perceber pontos de vistas para construir um caminho comum para o conhecimento científico aprofundamento teórico e domínio do professor. Pressupõe uma análise qualitativa, uma avaliação não de produto, mas do processo, se dá constantemente através de cadernos, observações do dia a dia, é teórica usa-se registros.
A avaliação mediadora passa por três princípios: a de investigação precoce (o professor faz provocações intelectuais significativas), a de provisoriedade (sem fazer juízos do aluno), e o da complementaridade (complementa respostas velhas a um novo entendimento). Cabe ao pesquisador descobrir o mundo, mas cabe ao avaliador torná-lo melhor.
A mediação se dá relacionando experiências passadas às futuras, relacionado propostas de aprendizagens a estruturas cognitivas do educando, organizando experiências, refletivo sobre o estudo, com participação ativa na solução de problemas com a apreciação de valores e diferenças individuais. O educador toma consciência do estudante no alcance de metas individuais, promovendo interações a partir da curiosidade intelectual, originalidade, criatividade, confrontações. 
O texto é dividido em quatro partes, que delimitam as etapas da história e as transformações ocorridas. Vamos, a seguir, acompanhar cada uma dessas partes. Primeira parte Esta parte se inicia com o relato do caso ocorrido em 17 de novembro de 1 957. Um homem e uma mulher entraram em um bar, sentaram-se e pediram dois martinis. Ela foi ao telefone e ele foi ao banheiro. Quando retomaram, a mulher (Carmem) tomou a bebida e caiu morta. Estabelecida a confusão, ninguém sabe como a polícia chegou. Chegou e, inicialmente, supôs tratar-se de suicídio. Entretanto logo surgiram as suspeitas de que se tratava de assassinato. O marido, Amadeu Miraglia, foi considerado como o principal suspeito. Preso, acabou confessando; mais tarde, em juízo, alegou que fora torturado para confessar e acabou absolvido da acusação. Cinco anos depois, Maria, 2º mulher de Amadeu Miraglia, vai à delegacia apresentar queixa, porque desconfia que ele quer inatá-la e que usará veneno para que o caso termine como anterior. Amadeu é interrogado e nega tudo. Levanta a hipòtese de que ela. Maria, pretende matar-se e jogar a culpa nele. Acrescenta que já está acostumado com este tipo de injustiça, pois quando criança também foi acusado pelo pai, injustamente, pela morte de um passarinho. Segunda parte Curiosamente, esta parte se inicia da mesma forma que a primeira, inclusive com a repetição das mesmas palavras. Para o leitor, fica parecendo que Miraglia e a mulher estão envolvidos num novo assassinato, mas na realidade o que se passa é a reconstituição do crime. A partir deste momento, o leitor toma contato com novas informações, que ele terá de juntar às anteriores para compor um quadro de hipóteses coerentes quanto à atitude dos personagens. Miraglia conta que ia se casar com Carmem e que ela estava grávida. Miraglia diz que o filho não poderia ser seu, pois ele era estéril. Miraglia explica que Carmem se suicidou porque não queria admitir lhe fora infiel. Miraglia diz que Maria também queria se matar, porque também estava grávida e sabia que o filho era ilegítimo Em meio a tantas informações, o caso toma vários caminhos, que o comissário Serpa tenta questionar, concluindo que todas as suspeitas apontam para Miraglia. A història se repete: Maria vai com Miraglia ao bar, toma um martini e cai fulminada. Terceira parte Como se pôde ver, esta história acontece como num jogo, o de damas por exemplo, em que novas possibilidades de jogadas vão acontecendo. O detetive Serpa levanta a hipòtese de que Miraglia pretendia matar-se e Carmem, tomando o martini no cálice errado, terminou morrendo. Neste momento, Maria lhe telefona para saber se deve tomar o cálice de martini que Miraglia lhe oferece. Serpa diz que ela deve beber o outro cálice, o que pode configurar um erro, pois se Miraglia pretendia se matar, ela, Maria, morreria fatalmente. Quarta parte Novamente o leitor é levado a crer num real assassinato, que acaba por não ocorrer. Maria não havia morrido e resolve retirar a queixa contra Miraglia, porque se arrependeu e acabou dando o caso como encerrado. Serpa, finalmente, tem uma pista concreta em suas mãos: a morte de uma mulher desconhecida, por envenenamento, no mesmo bar onde ocorreu a primeira morte. O fato leva Serpa a concluir que uma desconhecida havia tomado o martini de Miraglia e morrera, o que confirma que ele pretendia mesmo se matar. O final é inconcluso, não deixando qualquer certeza sobre a culpabilidade ou não de Miraglia. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O autor conta que teve dois pais, um rico e outro pobre. Um era muito instruído e inteligente, o outro nunca concluiu o segundo grau. Ambos foram bem-sucedidos em suas carreiras e trabalharam arduamente durante toda a vida, auferindo rendas consideráveis. Porém, um sempre enfrentou dificuldades e o outro se tornou o homem mais rico do Havaí. Enquanto o pai pobre dizia não ligar para dinheiro pois não era importante, o pai rico dizia, dinheiro é poder. Ele observou que seu pai pobre não era pobre por causa do dinheiro que ganhava, que era bastante, mas por causa de seus pensamentos e ações.
Uma das razões pelas quais os ricos ficam mais ricos, os pobres mais pobres e a classe média luta com as dívidas é que o assunto dinheiro não é ensinado nem em casa nem na escola. Muitos aprendem sobre dinheiro com os pais. O pai pobre diz que ao filho que fique na escola e estude muito. Este pode se formar com ótimas notas, mas com uma programação financeira e uma mentalidade de pessoa pobre. Isso explica porque profissionais liberais com ótimas notas têm problemas financeiros durante toda sua vida.
O dinheiro é uma forma de poder. Mais poderosa ainda, porém é a instrução financeira. O dinheiro vem e vai, mas se você tiver sido educado quanto ao funcionamento do dinheiro, adquire poder sobre ele e pode começar a construir sua riqueza.
Os impostos são apenas uma pequena parte do aprendizado para fazer o dinheiro trabalhar para você. As vidas são conduzidas por duas emoções: medo e ambição. Se ganharem mais dinheiro elas continuarão o ciclo e aumentarão as despesas. A causa principal da pobreza ou das dificuldades financeiras está no medo e na ignorância, não na economia, ou no governo ou nos ricos. As pessoas em geral nunca estudam sobre investimentos, aplicações. Trabalham, recebem salário, conferem canhotos do talão de cheques e só. Espantam-se com seus problemas de dinheiro e pensam que ter mais resolve a situação, não percebendo que falta instrução financeira. Não percebem que na vida o que importa não é quanto dinheiro se ganha, mas quanto se conserva.
Regra número um: conhecer a diferença entre um ativo e um passivo e comprar ativos. Despesa no. 1: são os impostos. Grandes emoções tendem a reduzir a inteligência.
As dificuldades financeiras são muitas vezes o resultado direto de se trabalhar toda a vida para outras pessoas. Muita gente chegará sem nada ao fim de sua vida de trabalho. Para os adultos, a lição e manter reduzidas as despesas, reduzir os passivos e formar diligentemente uma sólida base de ativos. Para os jovens, é importante que os pais lhes ensinem a diferença entre ativos e passivos. Os filhos devem começar a construir uma firme base de ativos antes que saiam de casa, casem, comprem casa, tenham filhos e se encontrem em uma situação financeira difícil, agarrando-se a um emprego e comprando tudo a crédito. Os ativos reais se agrupam nas seguintes categorias: negócios que não exigem a presença do dono, ações, títulos, fundos mútuos, imóveis que geram renda, promissórias, royalties de propriedade intelectual como música, escritos, patentes, tudo que tenha valor, gere renda ou se valorize e tenha um mercado líquido.
Os ricos criaram a sociedade anônima como veículo para limitar risco dos ativos a cada viagem. É o conhecimento do poder da estrutura legal da sociedade anônima que dá aos ricos uma grande vantagem sobre os pobres e a classe média. Os ricos não pagam voluntariamente mais impostos, e sim buscam maneiras de minimizar sua carga tributária, convencendo políticas a mudar ou criar artifícios legais. Eles têm recursos para fazer mudanças no Código Tributário. Os pobres e a classe média não tem os mesmos recursos. A contabilidade é a alfabetização financeira que permite identificar pontos fortes e fracos de cada negócio.
Os autores falam sobre o jogo de tabuleiro: CASHFLOW, como ferramenta de ensino, onde quanto mais sofisticada a pessoa se torna, mais oportunidades aparecem no caminho. Quanto mais se aprende maisdinheiro é ganho, por se acumular experiência e sabedoria. Os negócios quentes não são oferecidos aos novatos, mas reservados para os que entendem.
Os jovens devem procurar emprego pelas oportunidades de aprendizado, mais do que pelo que possam receber, percorrendo vários departamentos para alcançar altos cargos na organização. Os ricos frequentemente “preparam” seus filhos ou os filhos dos outros e estes adquirem uma visão geral das operações da empresa e conhecem a inter-relação entre os vários departamentos. No curto prazo se pode ganhar menos, mas no longo prazo resultará em grandes dividendos.
Existem cinco razões que levam as pessoas financeiramente alfabetizadas a não desenvolver uma coluna de ativos significativa, que poderia render grandes montantes de fluxo de caixa. São elas: medo, ceticismo, preguiça, maus hábitos, arrogância.
Existem três habilidades de gestão mais importantes para se iniciar um negócio próprio são: gestão do fluxo de caixa, gestão de pessoal, gestão pessoal do tempo.
É preciso descobrir um bom negócio, o negócio certo, os investidores certos, procurar, oferecer, rejeitar, negociar e aceitar são partes do processo de quase tudo na vida.
Os autores não ensinam como enriquecer rapidamente. Trata de como se tornar responsável por sua vida financeira e aumentar a riqueza pelo conhecimento do dinheiro.
Trata-se de obra de fácil leitura, aplicação prática e tema original. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende”.

Há muitos anos nos Estados Unidos, governantes da Virgínia assinaram um tratado de paz com os índios das Seis Nações; com o tratado os governantes mandaram cartas aos índios para que enviassem alguns de seus jovens às escolas dos brancos. Os chefes responderam agradecendo e recusando. Explicavam que reconheciam as diferenças entre os seus povos, e que de nada seria útil, os conhecimentos dos brancos no modo de vida que eles tinham.
A importante questão escrita nesta carta é a reflexão de que a escola não é o único lugar onde se acontece a educação. Existe a educação de cada categoria de sujeitos de um povo; ela existe em cada povo, ou entre povos que se encontram, de forma livre, podendo ser uma das maneiras que as pessoas criam para tornar comum uma idéia, uma crença, trabalho ou como vida.Tornando a educação uma fração do modo de vida dos grupos sociais que criam e recriam, entre tantas outras invenções de sua cultura, em sua sociedade, seja na família, na comunidade, na igreja construindo um conjunto de ideais, trocas de símbolos, qualificações, esta é a sua força.
A fraqueza da educação acontece, quando se existe o interesse político imposto sobre ela e, através de seu exercício.
Há lugares que a educação existe onde não há a escola, mas por transferência de saber de uma geração a outra. O homem que transforma, com o trabalho e a consciência, a natureza em cultura aprendeu com o tempo a transformar partes das trocas feitas no interior desta cultura em situações sociais de aprender-ensinar-aprender. Utilizando símbolos, intenções, padrões de cultura e relações de poder. A relação entre a criança e a natureza, são situações de aprendizagem. A criança vê, entende, imita e aprende com a sabedoria que existe no próprio gesto de fazer a coisa. Em tribos, a menina aprende com as companheiras de idade, a mãe, as avós, as irmãs mais velhas magias e artesanato, enquanto os meninos aprendem entre os jogos e brincadeiras de seus grupos de idade a aprenderem com os pais, tios, avôs e guerreiros, práticas indígenas de caça, pesca e feitiços. Neste âmbito de vista, a educação é uma fração de experiências endoculturativa. Todos os povos sempre traduzem de alguma maneira esta lenta transformação que a aquisição do saber de vê operar. Ajudar a crescer, orientar a maturação, transformarem, tornar capaz, trabalhar sobre domas, polir, criar, como um sujeito social, a obra, de que o homem natural é a matéria-prima.
Quando a sociedade alcança um estágio mais complexo enfrenta a questão da divisão do trabalho e começa a repensar em processos de transmissão do saber passo a passo, espaços, sistemas, tempos, regras práticas, tipo de profissionais e categorias de educandos.
O ensino formal é o momento em que a educação se sujeira à pedagogia (a teoria de educação), cria situações próprias para o exercício, produz os seus métodos, estabelece suas regras e tempos, e constitui executores especializados. É quando aparecem a escola, o aluno e o professor.
Quando o trabalho e bens passam a ser divididos, começam a gerar hierarquias sociais e se afirma a comunidade. Aparecem as categorias de saber e as de ensinar, a saber. Este é o começo do momento em que a educação vira o ensino, que inventa a pedagogia, reduz a aldeia à escola e transformam-se “todos” no educador. O grupo reconhece no chefe, no feiticeiro, no artista, no escravo a vocação ou por origem, e espera de cada um deles como trabalho social qualificado por um saber. Gera a desigualdade da educação de “homem comum” ou de “iniciado” que cada um deles diferentemente começa a receber. Meninos e meninas são isolados do resto da tribo e se envolvem de ensino forçado, e duras provas de iniciação. Todo trabalho pedagógico da formação destes jovens é conduzido por educadores escolhidos entre todos para este ofício, meninos saem jovens guerreiros e as meninas moças prontas para a posse de um homem, uma casa e alguns filhos. Até aqui o espaço educacional não é escolar. Ele é o lugar da vida e do trabalho: a casa, o templo, a oficina, o barco, o mato, o quintal. O espaço que apenas reúne pessoas e tipos de atividade e onde viver o fazer faz o saber. O exercício social do poder ainda não foi centralizado por uma classe como um Estado, existe a educação sem haver a escola e existe a aprendizagem sem haver o ensino especializado e formal. Em nome de quem os constituem educadores, estes especialistas do ensino aos poucos tomam a seu cargo a tarefa de assumir, controlar e recodificar domínios, sistemas, modos e usos do saber e das situações coletivas de distribuição do saber.
Aos poucos acontece com a educação o que acontece com todas as outras práticas sociais (a medicina, a religião, o bem-estar, o lazer) sobre as quais um dia surge um interesse político de controle.
A palavra escrita parecer ter surgido em sociedades-estado enriquecidas, como entre os egípcios ou entre os astecas. Primeiro sendo usada pelos escribas, para fazer a contabilidade dos bens dos reis e faraós só mais tarde pé que foi usada também pelos poetas para cantarem as coisas da aldeia e de sua gente, a educação. Por toda parte onde ela deixa de ser totalmente livre e comunitária (não escrita e é presa na escola, entre as mãos de educadores a serviço de senhores, ela tende a inverter as utilizações dos seus frutos: o saber e a repetição do saber).
A educação escolar é uma invenção recente na história de cada uma. Da maneira como existe entre nós, a educação surge na Grécia e vai para Roma, ao longo de muitos séculos, da história espartanos, atenienses e romanos. Deles deriva todo o nosso sistema de ensino.
Os primeiros assuntos e problemas da educação grega foram os dos ofícios simples dos tempos de paz e de guerra. Começaram a envolver o saber da agricultura e do pastoreio, do artesanato de subsistência cotidiana e da arte, princípios de honra e solidariedade e fidelidade a polis, a cidade grega. Ali começam as normas de trabalho, de vida ao qual os gregos acabaram chamando de teoria.
Busca no homem livre a plena participação na vida da polis. Paidéia formação do homem para a vida da polis, é o que se pensava na educação. A primeira educação que houve em Atenas e Esparta foi praticada entre todos, porém não havia escola. Esta formação é entre os sete aos catorze anos através do desenvolvimento de todo o corpo e toda a consciência. Aprende com o mestre-escola a verdadeira educação do jovem aristocrata, é o fruto do lento trabalho de um ou de poucos mestres que acompanham o Educando, nobre-guerreiro, toda a educação fora do lar e da oficina por muitos anos. É uma empresa particular, mesmo quando não é paga, e restrita a pouca gente.
Apenas quando a democratização da cultura e da participação na vida pública coloca a necessidade da democratização do saber, é que surge a ESCOLA aberta a qualquer menino livre da cidade-estado. A escola primária surge em Atenas por volta do ano 600 a.C. Surgem as escolas de bairro onde um humilde mestre-escola, “é reduzido pela miséria a ensinar”, leciona as primeiras letras e contas. O menino livre e plebeu em geral pára nela. O menino nobre passa por ela depressa em direção aos lugares e aos graus onde a educação grega forma de fato o seu modelo de “adulto educado”. Os pobres devem exercitar a agricultura ou em uma indústria qualquer e os ricos se preocupam a com a música e a equitação. E entregar-se á filosofia, à caça e “freqüência aos ginásios. Os educadores eram mestre-escola e artesãos-professores, que instruíam para o trabalho, e os escravos pedagogos e educadores nobres ou de nobre educavam para a vida e o poder que determina a vida social”.
Pedagogos eram escravos velhos quase sempre cativos estrangeiros que conduziam as crianças a caminho da escola de primeiras letras, esses eram afinal seus educadores muito mais do que os mestres-escolas. Eles conviviam com a criança e o adolescente e, mais do que os pais faziam a educação dos preceitos e das crenças cultua da polis. O pedagogo era o educador por cujas mãos a criança grega atravessava os anos a caminho da escola, por caminhos da vida.
Os gregos foram guerreiros, músicos e ginastas a educação era ética e artística era uma cultura pouco acostumada a separar a verdade da beleza. O homem livre era imposto pela polis, já o homem maduro para o serviço á comunidade e projeto político. Assim, o ideal da educação é reproduzi uma ordem social idealmente concebida como perfeita e necessária, através da transmissão, de geração a geração, das crenças, valores e habilidades que tornavam um homem tão mais perfeito quanto mais preparado para viver a cidade a que servia.
O formador de jovens, o educador, o filósofo-mestre, como Sócrates, Platão e Aristóteles, reúnem à sua volta os seus alunos, em suas escolas superiores. A escola filosófico-iniciática de Pitágoras, que interna educandos, cria regras próprias de conduta e lhes absorve boa parte do tempo da juventude, antecede a Academia de Platão, o Liceu de Aristóteles e a Escola de Epicuro. Mas são os filósofos sofistas os que democratizam o ensino superior, tonando-o remunerado e aberto a todos os que podem pagar.
Os sofistas transformam a educação superior em um tempo de formação do orador, onde a qualidade da retórica tem mais valor que a busca desinteressada da verdade, exercício dos nobres dos períodos anteriores.
Com o tempo a educação clássica passa a ser questão do Estado, pública. Aristóteles exige do Imperador leis que regulem direitos e controlem o exercício da educação. Atrás das tropas de conquista da Alexandre Magno, os gregos levam as suas escolas para todo o mundo.
Assim, a educação grega não é dirigida à criança no sentido cada vez mais dado a ela hoje em dia. É uma educação contra a criança, que não leva em cont o que ela é, mas olha para o modelo do que pode ser, e que anseia torna-la depressa o jovem perfeito e o adulto educado.
Esta educação humanista olha para o homem todo formado de aprender a teoria e praticar o gesto que constroem o saber e o hábito do homem livre. Conduz o sábio a viver a própria vida, o modelo de um modo de ser idealizado, tradicional, que é missão da Paidéia conservar e transmitir.
A educação do homem é o resultado da ação de todo o meio sociocultural sobre os seus participantes. É o exercício de viver e conviver o que educa. E a escola de qualquer tipo é apenas um lugar e um momento provisórios onde isto pode acontecer.
Entre os romanos o trabalho é entre todos e o saber é de todos. Os primeiros reis de Roma punham os súditos as mãos no arado e lavravam a terra.
Como entre os índios, a educação dos camponeses latinos é comunitária e existe difusa em todo o meio social.A educação da criança é uma tarefa doméstica, começava a aprender com os mais velhos, e quase tudo o que aprendia era para saber e preservar os valores do mundo dos mais velhos, dos seus antepassados. Essa educação busca a formação da consciência moral, não há formação física e intelectual. E sim dedicada ao trabalho com a terra formação do homem para o trabalho e a vida, para a cidadania da comunidade igualada pelo trabalho.opõe-se e defende a criança a ser entregue cedo a alguma forma de educação estatal, militarizada, fora do lar. Entre os romanos os primeiros educadores de pobres e nobres são o pai e a mãe. Mesmo os mais ricos, senhores de escravos, não entregam a um servo-pedagogo ou a uma governanta o cuidado dos filhos. Aos sete anos recebe da mãe o aprendizado a afeição, ele passa para o pai, que não divide se quer com o mestre-escola o direito de educá-lo. Na educação romana o modelo ideal é o ancestral da família, depois da comunidade.
Quando uma nobreza Romana enriquecida com a agricultura e o saque abandona o trabalho da terra pelo da política, a educação deixa de ser o ensino de formar o pastor, o artífice ou o lavrador. O sistema comunitário da base pedagógica familiar compete com outros, começa a aparecer à oposição entre o ensino de educar dos pais, dos mestres-pedagogos que convivem com os educandos e os acompanham.
O ensino elementar das primeiras letras apareceu em Roma antes do século IV século a.C. Um tipo e ensino que podemos identificar com o secundário na metade do século III a.C; e o ensino superior, apareceu pelo século I a.C. Mas, durantes quase toda a sua história, o Estado Romano não toma a seu cargo a tarefa de educar, que ficou deixada à iniciativa popular, como ao tempo em que os reis aravam a terra. Só depois do advento do Cristianismo, por volta do século IV d.C. é que surge se espalha por todo o Império a Schola Publica, mantida pelos cofres dos municípios.
O educador caminha atrás dos passos do general. A educação do conquistador invade, com armas mais poderosas do que a espada, a vida e a cultura dos conquistados. A educação serve aos filhos dos soldados e funcionários romanos sediados entre os povos vencidos e impõe sobre eles à vontade e a visão de um mundo do dominador.
Uma outra maneira de se ver a educação é o que dizem os leg8isladores, pedagogos, professores, estudantes e outros sujeitos como filósofos e cientistas sociais.
Pelas leis do ensino o país garante: “A educação é direito de todos e será dada no lar e na escola... Á família cabe escolher o gênero de educação que deve dar a seus filhos... O direito à educação é assegurado: pela obrigação do poder público e pela liberdade de iniciativa particular...” Vamos encontrar várias definições para a palavra educação, como é o desenvolver as faculdades físicas, intelectuais e morais da criança; adaptar as futuras gerações adultas a vida social, trabalho sistematizado, seletivo, orientador.
Porém não há apenas idéias opostas ou idéias diferentes a respeito da educação. Há interesses econômicos, políticos e pessoais de grupos. Para quem controla muitas vezes definir educação e legislar sobre ela ocultando a parcialidade de seus interesses.
Há ainda a desavença entre educadores entre diferenças de fundamentos na diferença entre modos de compreender o que o ato de ensinar afinal é, e a que e a quem ele serve.
De acordo com as idéias de alguns filósofos e educadores, a educação é um meio pelo qual o homem desenvolve potencialidades biopsíquicas inatas, mas que não atingiram a sua perfeição sem a aprendizagem realizada através da educação. E com a prática coletiva que a sociedade formada pela individualidade das pessoas cada pessoa as suas instituições dever servir assim a educação, como idéia(filosofia), como instituição(escola), como prática(ato de educar) ser realizada como um serviço coletivo que se presta a cada indivíduo, para que ele obtenha dela tudo o que precisa para se desenvolver individualmente.
Foram os primitivos, de maneira natural, que descobriram que na prática o fim da educação é os interesses da sociedade. A consciência de que o saber que se transmite de um ao outro deve servir de algum modo a todos.
Entre os gregos, a separação do trabalho braçal, para a formação do homem político. Em Roma a preocupação em formar o cidadão. No mundo ocidental com a difusão do Cristianismo, as elites da sociedade tornassem posse da mensagem cristã de militância e salvação, elite ociosa e seus intelectuais sacerdotes, filósofos e artistas puderam imaginar com puras a vida, a arte, a ciência e até mesmo a educação.
A educação afinal é pensada como o exercício do educador sobre a alma do educando, com o propósito de purificá-lo do mal que existe na ignorância do saber que conduz a salvação.
Da Antigüidade decadente a Idade Média, foi preciso esperar muitos séculos para que de novo os brancos civilizados aprendessem a repensar a educação como os índios. (carta enviada a Benjamim Franklin).
A educação é então uma prática social, cujo fim é o desenvolvimento do que na pessoa humana pode ser aprendido entre os tipos de saber existentes em uma cultura, para formação de sujeitos, de acordo com as necessidades e exigências de sua sociedade, em um momento da história de seu próprio desenvolvimento. Atuando sobre a vida e o crescimento da sociedade, tanto as sua forças produtivas, quanto no desenvolvimento de seus valores culturais. Segundo Durkheim conclui-se, que o ponto fraco das idéias pedagógicas que avaliou está na crença ilusória de que há, ou deveria haver, uma educação ideal, perfeita, apropriada a todos os homens, indistintamente. Deveria cada tipo de sociedade real, histórica, criar e impor o tipo de educação de que se necessita.
A educação era pensada como alguma coisa que preserva, que conserva, que resguarda justamente de se mudarem, de se perderem, as tradições, os costumes e os valores de um povo cultura ou uma civilização. Porém pessoas educadas são agentes de mudança, promotores do desenvolvimento. É para torná-los mais do que cultos agentes, que a educação dever ser pensada e programada.
Foi a luta pela democratização do ensino que resultou na escola pública. Resultou no reconhecimento político do direito de estudar para todas as pessoas, através de escolas gratuitas, de ensino leigo, oferecido pelo governo.
Há quem diga que isto foi o resultado de um confronto dentre liberais e conservadores, onde políticos liberais pregarem idéias de uma educação voltada para a vida, à mudança o progresso, a democracia, traduziam ao mesmo tempo o imaginário democrático de seu tempo e por outro lado os tradicionais que serviam aos interesses de novos donos do poder e da economia.
Pode se dizer que quem entra e sai das escolas que a educação capitalista cumpre a sua função de reproduzir e consagrar a desigualdade. Há leis de ensino que afirmam com fé de ofício dos valores de uma suposta democracia feita através da educação. Afirmam como idéia o que nega como prática é o que move o mecanismo da educação autoritária na sociedade desigual.
A educação seve como reprodução da desigualdade e á difusão de idéias que legitimam a opressão, em outro pode servir á criação d igualdade entre os homens e á pregação da liberdade.As pessoas são um produto da educação, porém precisa –se levar em conta que determinados tipos de homens criam determinados tipos de educação, para, que, depois ela recrie determinados tipos de homens. Deixemos de identificar a educação com a escolarização, pois a escolarização formal, oficial, programado e técnica, são instrumentos de desigualdade e alienação. A educação existe em toda parte e az parte de existir entre opostos. Quando o fruto do trabalho acumula os bens que dividem o trabalho a sociedade cria categorias de trabalhadores do saber e do ensino.
É a partir daí que a educação aparece como propriedade, como sistema e como escola. O controle sobre o saber oficial transforma em instrumento político de poder. É preciso compreender que a educação existe em muito mais situações do que dentro do sistema e na sala de aula.
Acreditar que o ato humano de educar existe tanto no trabalho pedagógico que luta na rua por um outro tipo de escola, para um outro tipo de mundo, um reino de liberdade e igualdade buscado pelo educador. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Adaptado de: Sagarana Estudo literário de João Batista Gomes

1 - O Burrinho pedrês

DADOS TÉCNICOS

NARRATIVA – Conto narrado na terceira pessoa. O narrador é, pois, onisciente, não participa da história.

PERSONAGENS

1. Sete-de-Ouros: animal miúdo e resignado, idoso, muito idoso, beiço inferior caído. Outros nomes que tivera ao longo de anos e amos: Brinquinho, Rolete, Chico-Chato e Capricho.

2. Major Saulo: corpulento, quase obeso, olhos verdes. Só com o olhar mandava um boi bravo se ir de castigo. Estava sempre rindo: riso grosso, quando irado; riso fino, quando alegre; riso mudo, de normal. Não sabia ler nem escrever, mas cada ano ia ganhando mais dinheiro, comprando mais gado e terras.

3. João Manico: vaqueiro pequeno que montou o burrinho Sete-de-Ouros na ida. Na volta, trocou de montaria. Na hora de entrar na água, refugou, alegando resfriado, e escapou da morte.

4. Francolim: espécie de secretário do Major Saulo, encarregado de pôr ordem nos vaqueiros. Obedece cegamente às ordens do Major. Foi salvo, na noite da enchente, pelo burrinho Sete-de-Ouros.

5. Raymundão: vaqueiro de confiança do Major Saulo. Enquanto tocam a boiada, vai contando a história do zebu Calundu.

6. Zé Grande: vai à frente da boiada, tocando o berrante.

7. Silvino: vaqueiro; perdeu a namorada para Badu e planejava matar o rival na volta, depois de deixarem a boiada no arraial.

CENÁRIO – Fazenda da Tampa, do Major Saulo, no interior de Minas Gerais.

RESUMO

PREPARATIVOS – Na Fazenda da Tampa, do Major Saulo, os homens estão ultimando os últimos preparativos para sair pelo sertão, tocando uma boiada de bois de corte. O dia é de chuva, mas ela ainda não veio. Major Saulo ordena que os homens preparem os animais. Por zebra, o burrinho Sete-de-Ouros, presente ali na varanda da casa grande, também é escolhido para a viagem. Para montá-lo, o Major escolheu o vaqueiro João Manico.

ZEBU CALUNDU – Raymundão conta a história do touro Calundu. Não batia em gente a pé, mas gostava de correr atrás de cavaleiro. Certa vez, na proteção de um grupo de vacas com seus bezerros novinhos, Calundu enfrentou uma onça preta, amedrontando a fera e pondo-a para correr. Certa feita, o touro Calundu matou Vadico, filho do fazendeiro Neco Borges. O pai, vendo filho ensangüentado no chão, puxou o revólver para matar o touro. Vadico, antes de morrer, pediu que o pai não matasse Calundu. Neco Borges mandou o touro para outra fazenda para ser vendido ou dado a alguém. Raymundão foi quem levou o bicho. O zebu ficou uma noite apenas no curral. No outro dia, estava morto.

CÓRREGO CHEIO – Depois da chuva grossa, a boiada chegou ao córrego da Fome. Estava cheio. A travessia era perigosa, e o Major Saulo pediu cautela. Ali já morrera muita gente. Mas a travessia é feita sem perda. Até o Sete-de-Ouros atravessou sem reclamar.

TROCA – Em determinado ponto do caminho, Major Saulo ordenou que Francolim trocasse de montaria com João Manico. A ordem foi obedecida. Francolim fez um pedido ao Major: que, na entrada do povoado, a troca fosse desfeita. Não ficava bem para ele, encarregado do Major, ser visto montado no burrinho Sete-de-Ouros.

BADU E SILVINO – Badu está na fazenda há apenas dois meses e já tomou a namorada do Silvino. Por isso, os dois viraram inimigos, um querendo prejudicar o outro. Francolim já avisou o major sobre o perigo de um matar o outro. Raymundão acha que o caso não é para morte. A moça é meio caolha. O casamento com Badu já está marcado. Raymundão, em prosa com o Major, informou que Silvino vendeu umas quatro cabeças de gado por preço abaixo do normal. Outra informação que veio do Francolim: Silvino está com bagagem além do normal. O Major Saulo, antes da chegada ao povoado, determinou que Francolim, na volta, vigie Silvino o tempo todo. O Major está convencido de que Silvino já planejou a morte de Badu.

CHEGADA – A chegada ao povoado foi uma festa. O povo, mesmo com a meia-chuva, foi para o curral da estrada de ferro ver o embarque. Depois, os animais ficaram descansando enquanto os vaqueiros andavam um pouco pelo povoado.

PARTIDA – Na hora de ir embora, cada um pegou a sua montaria. Badu ficou por último: estava bêbado e tinha ido comprar um presente para sua morena. Por maldade, deixaram-lhe o burrinho Sete-de-Ouros. Na saída do povoado, alguém vaiou: Badu era por demais grande para o burrinho pedrês, os pés iam quase arrastando no chão. Já no fim do lugar, Francolim estava parado no meio da estrada, esperando Badu.

NA ESTRADA – Francolim deixou Badu para trás e foi juntar-se ao grupo. Queria mesmo era ficar de olho em Silvino. Os dois, Silvino e o irmão Tote, iam bem na frente dos dois. Tote tentava dissuadir o mano para não matar Badu. Mas Silvino estava determinado. Esperava apenas o momento certo para fazer o serviço e cair no mundo.

HISTÓRIA DE JOÃO MANICO – João Manico, por insistência de todos, contou mais uma vez a história da boiada que estourou à noite, quando o Major Saulo, ainda novo, era tratado por Saulinho. No estouro, de madrugada, o gado passou por cima dos dois vaqueiros que estavam de vigia. Deles, só restou uma lama cor de sangue.

CÓRREGO CHEIO – Viajavam à noite. De repente, os cavalos empacaram, pressentindo o mar de água. O córrego da Fome transbordara, inundando tudo bem alem das margens. Todos aprovaram a idéia de esperar Badu e o burrinho Sete-de-Ouros. Se o burro entrasse na água, todos o seguiriam. É que burro não entra em lugar de onde não pode sair.

A TRAGÉDIA – Sete-de-Ouros entrou levando Badu ás costas. Os cavalos seguiram-no. E foi uma tragédia: oito vaqueiros mortos naquela noite. Benevides, Silvino, Leofredo, Raymundão, Sinoca, Zé Grande, Tote e Sebastião. O burrinho Sete-de-Ouros, com Badu agarrado às crinas e Francolim agarrado à cauda, conseguiu atravessar o mar de águas em que se transformara o pequeno córrego. Já em terra firme, livrou-se de Francolim e seguiu ligeiro para a fazenda. Ali, livraram-no do vaqueiro, que dormia, e dos arreios.





2 - A volta do marido pródigo

DADOS TÉCNICOS

NARRATIVA – Conto narrado na terceira pessoa. O narrador é, pois, onisciente, não participa da história.

PERSONAGENS

1.

Lalino Salãthiel: todos o chamam de Laio. Mulato vivo, malandro, contador de histórias. Garante que conhece a capital, Rio de Janeiro, mas nunca foi lá. Certa vez, foi realmente conhecê-la.
2.

Maria Rita: mulher de Lalino; trata-o com especial carinho.
3.

Marra: encarregado dos serviços; depois que a obra acabou, mudou-se do arraial.
4.

Ramiro: espanhol que ficou com Ritinha, a mulher de Lalino.
5.

Waldemar: Chefe da Companhia.
6.

Major Anacleto: chefe político do distrito, homem de princípios austeros, intolerante e difícil de se deixar engambelar.
7.

Tio Laudônio: irmão do Major Anacleto. Esteve no seminário, vivia isolado na beira do rio. Poucas vezes vinha ao povoado. Chorou na barriga da mãe, enxerga no escuro, sabe de que lado vem a chuva e escuta o capim crescer. Era conselheiro do Major.
8.

Benigno: inimigo político do Major Anacleto.
9.

Estêvão: capanga respeitado do Major Anacleto. Jamais ria. Tinha pontaria invejável: atirava no umbigo para que a bala varasse cinco vezes o intestino e seccionasse a medula, lá atrás.

CENÁRIO – Fazenda da Tampa, do Major Saulo, no interior de Minas Gerais.

RESUMO

I

INTRODUÇÃO – O cenário é apresentado: homens trabalham duro escavando o solo para dele retirar minério. Seu Marra é o encarregado, de olho em todos para que o trabalhe ande a contento. Lalino Salãthiel é um mulato vivo, malandro, que chega tarde ao trabalho e inventa desculpas. Em vez de trabalhar duro, como os outros, inventa histórias, conta causos. A maioria admira-o. Mas há quem enxergue nele apenas um aproveitador. Generoso acha que Ramiro, um espanhol, anda rondando a mulher de Lalino.

II

PARTIDA PARA A CAPITAL – Laio, naquela noite, não comparece à casa de Waldemar para a aula de violão. No outro dia, fica em casa vendo umas revistas com fotografias de mulheres. À tarde, vai à empresa e acerta as contas com Marra. Está disposto a ir embora. Na volta para casa, encontra Ramiro, o espanhol que lhe anda cercando Maria Rita. Nasce, imediatamente, um plano: tomar um dinheiro emprestado do espanhol. O argumento é convincente: quer ir embora sem a mulher, mas falta-lhe dinheiro para viajar. Ramiro empresta-lhe um conto de réis. Com o dinheiro no bolso, Laio pegou o trem na estação rumo à capital do País. Seu Miranda, que foi levá-lo, ainda tentou dissuadi-lo. Não conseguiu.

III

JULGAMENTO – "Um mês depois, Maria Rita ainda vivia chorando, em casa. Três meses passados, Maria Rita estava morando com o espanhol". Todos diziam que Laio era um canalha, que vendera a mulher para Ramiro. E assim, passou-se mais de meio ano.

IV

NO RIO DE JANEIRO – As aventuras de Lalino Salãthiel no Rio de Janeiro excederam à expectativa. Seis meses depois, Laio estava quase sem dinheiro e começou a sentir saudades. Tomou a decisão: ia voltar. Separou o dinheiro da passagem e programou uma semana de despedida: "uma semaninha inteira de esbórnia e fuzuê". Acabada a semana, Laio pegou o trem: queria só ver a cara daquela gente quando o visse chegar!

V

RECEPÇÃO – Enquanto atravessava o arraial, Laio teve que ir respondendo às chufas dos moradores. Finalmente, chegou à casa de Ramiro, o espanhol que se apossou de Ritinha. Laio informou-lhe que estava de volta para devolver o dinheiro do empréstimo. Ramiro, querendo evitar que Laio visse Ritinha, perdoou o empréstimo: a dívida já estava quitada. Mas Laio insistiu: "eu quero-porque-quero conversar com a Ritinha"! E disse isso com a mão perto do revólver. O espanhol concordou, desde que não fosse em particular. De repente, Laio esmoreceu: não queria mais ver a Ritinha. Queria só pegar o violão. Depois, quis saber se o espanhol estava tratando bem a Ritinha. E despediu-se. Primeiro pensou em ir à casa de seu Marra. Depois, dirigiu-se para a beira do igarapé: era tempo de melancia. Depois de apreciar a paisagem, Laio deu de cara com seu Oscar. Trocaram idéias, e Oscar prometeu que ia falar com o velho (Major Anacleto) e tentar arranjar um trabalho para Laio na política.

VI

MAJOR ANACLETO – "Além de chefe político do distrito, Major Anacleto era homem de princípios austeros, intolerante e difícil de se deixar engambelar". Quando Oscar lhe falou de Laio, ele foi categórico: "aquilo é um grandessíssimo cachorro, desbriado, sem moral e sem temor a Deus... Vendeu a família, o desgraçado".
TIO LAUDÔNIO – Tio Laudônio era irmão do Major Anacleto. Esteve no seminário, vivia isolado na beira do rio. Poucas vezes vinha ao povoado. Chorou na barriga da mãe, enxerga no escuro, sabe de que lado vem a chuva e escuta o capim crescer. Pois foi Tio Laudônio que intercedeu a favor de Laio. O Major concordou. Era mandar chamar o mulato no dia seguinte.

VII

CABO ELEITORAL – Mas Laio não apareceu no dia seguinte. Só apareceu na fazenda na quarta-feira de tarde. E topou logo com o Major Anacleto. Quando o Major tentou expulsá-lo da fazenda, Laio deu-lhe notícias de todas as manobras políticas da região, quem estava com o Major e quem o estava traindo. Já descobrira a estratégia do Benigno para derrotar o Major na próxima eleição. Em troca de tanta informação, pediu a proteção do Estêvão, o capanga mais temido do Major. Assim, o povo do arraial ficou sabendo que Laio era o cabo eleitoral do Major Anacleto e, como tal, merecia respeito.

VIII

VISITA AO PADRE – Major Anacleto, depois do relatório de Laio, mandou selar a mula e bateu para a casa do vigário. O padre teve de aceitar leitoa, visita, dinheiro, confissão e o cargo de inspetor escolar. Antes de o Major sair, o padre contou-lhe que Laio estivera na igreja. Também se confessara e comungara e ainda trocara duas velas para o altar de Nossa Senhora da Glória.

DENÚNCIA DE RAMIRO – Quando o Major e Tio Laudônio passaram em frente à casa de Ramiro, o espanhol aproveitou para denunciar Lalino: o mulato estava de amizade com Nico, o filho do Benigno. Foram juntos à Boa Vista, com violões, aguardente, e levando também o Estêvão. O Major ficou danado de zangado. Não via a hora de encontrar o Laio.

EXPLICAÇÕES – Depois de peregrinar por todas as bandas, o Major voltou para a fazenda, onde Laio já o esperava. Primeiro o Major xingou o mulato de muitos nomes feios, depois Laio teve tempo de explicar: era tudo estratégia política para saber das coisas. Passara, sim, em frente à casa de Ramiro, mas não o insultara. Dera vivas ao Brasil porque não gostava de espanhóis. E tinha mais (coisa que o Major não sabia): espanhol não vota porque é estrangeiro.

IX

A TRAIÇÃO DE OSCAR – Houve um período de calmaria política em que Laio ficou tocando viola e fazendo versos no meio da jagunçada do Major. Um dia, pediu um favor a seu Oscar, filho do Major: que ele fosse ter com Ritinha e conversasse com ela, mas sem dizer que era da parte do Laio. Oscar foi e fez o contrário: falou mal do mulato, disse a Ritinha que o marido andava fazendo serenata para outras mulheres. Aproveitou a proximidade e pediu-lhe um beijo. Ritinha expulsou-o, não sem antes confessar que gostava mesmo era do Laio, que ia morrer gostando dele. De volta, seu Oscar contou o contrário: que Ritinha não gostava mais do marido, gostava de verdade era do espanhol.

RITINHA NA FAZENDA DO MAJOR – Certa tarde, depois de dormir um pouco na cadeira de lona, o Major foi acordado com uma barulheira dos diabos. O mulherio no meio da casa, os capangas lá fora, empunhando os cacetes, farejando barulho grosso. Ritinha jogou-se aos pés do Major e suplicou-lhe proteção. Que não deixasse os espanhóis levá-la à força dali. O Ramiro, com ciúmes, queria matá-la, matar o Laio e, depois, suicidar-se. Disse tudo isso chorando e falando na Virgem Santíssima.

RAIVA E ALEGRIA – O Major mandou chamar o Eulálio e foi informado de que o mulato estava bebendo juntamente com uns homens que chegaram de automóvel. Foi a conta: o Major pensou que eram da oposição e começou a xingar o Laio. Cabra safado, traidor. Ia levar uma surra, pelo menos isso. Tio Laudônio procurava acalmá-lo. De repente, lá vem o Laio dentro de um automóvel. E a surpresa foi geral. Era gente do governo, Sua Excelência o Senhor Secretário do Interior. Aí o Major desmanchou-se em sorrisos e gentilezas. E a autoridade satisfeita, elogiando muito o Laio, pedindo ao Major que, indo à capital, levasse o mulato junto.
DESFECHO – O Major, contentíssimo, mandou trazer Maria Rita para as pazes com Laio. Convocou a jagunçada e ordenou: "mandem os espanhóis tomarem rumo"! Se miar, mete a lenha! Se resistir, berrem fogo!


3- Sarapalha

DADOS TÉCNICOS

NARRATIVA – Conto narrado na terceira pessoa. O narrador é, pois, onisciente, não participa da história.

PERSONAGENS

1.

Primo Ribeiro: Na região, vem conseguindo sobreviver à malária. Tem febre e frio todos os dias, o baço sempre inchado, mas vai vivendo. No início da doença, foi abandonado pela esposa, Luísa; ela fugiu com outro homem, um boiadeiro.
2.

Primo Argemiro: Como Tio Ribeiro, vai sobrevivendo à malária. Os dois moram isolados, numa região em que a febre já expulsou toda a gente. Apesar de ter terras em outra região, prefere ficar ao lado de Primo Ribeiro, tal a amizade que os une.
3.

Prima Luísa: Mulher de Ribeiro. Morena, olhos pretos, cabelos pretos... muito bonita. De riso alegrinho, mas de olhar duro. Fugiu com um boiadeiro.

CENÁRIO – Fazenda do Primo Ribeiro, meio abandonada porque a febre o impossibilitava de trabalhar.

RESUMO

ARRAIAL ABANDONADO – Na beira do rio Pará, a malária expulsou a gente de um povoado inteiro. Deixaram para trás "casas, sobradinho, capela, três vendinhas, o chalé e o cemitério". Morador, agora, só andando três quilômetros para cima. Moram ali, na fazenda abandonada, três pessoas: Primo Ribeiro, Primo Argemiro e uma preta velha que cozinha o feijão de todos os dias. Os homens não podem mais trabalhar, a malária não deixa.

PASSADO TRISTE – Na Certo dia, ainda pela manhã, Primo Ribeiro começou a falar de morte. Achava que o seu dia havia chegado. Por isso, puxou a conversa que se referia a uma mulher. Se ela aparecesse, até a febre sumia. Ribeiro confessa que tem Argemiro na conta de irmão. Por isso, tem coragem de remexer o passado. Estava casado com ele há apenas três anos, e a ingrata fugiu com outro. Argemiro quis ir atrás dos dois. Queria matar o homem e trazer a mulher de Ribeiro de Volta.

LEMBRANÇAS AMARGAS – Agora, Ribeiro não tem vergonha de confessar: não foi atrás dos dois porque, se fosse, a obrigação era matá-los. Mas faltava-lhe, já naquela época, a coragem. Talvez por causa da malária. Argemiro também soltou a imaginação. Chegou a sentir ciúmes dela com o marido. E veio o boiadeiro, ficou três dias na fazenda, com desculpa de esperar outra ponta de gado... "Não era a primeira vez que ele se arranchava ali. Mas nunca ninguém tinha visto os dois conversando sozinhos... Ele, Primo Argemiro, não tinha feito nenhuma má idéia..."

O SEGREDO – Ela fugiu com o boiadeiro, e Primo Argemiro nunca lhe havia confessado o seu amor. Arrependia-se disso. Se tivesse tido coragem. Talvez ela aceitasse, quem sabe até teria fugido com ele, pois o boiadeiro ainda não havia aparecido. No mínimo, ela agora estava pensando que ele era um pamonha.

A CONFISSÃO – Primo Ribeiro não se cansa de dizer que considera Argemiro um irmão; nem um filho seria tão bom assim. O outro se sente mal. Resolve confessar o seu grande segredo. Quando Ribeiro ouviu, apesar da febre e da fraqueza, ficou muito zangado e insistiu que o Primo fosse embora. Argemiro explicou que nunca disse nada a Luísa, nunca a desrespeitou, que ela foi embora sem saber de nada. Ribeiro negava-se a entender. Só conseguia repetir que o Primo fosse embora. Sentia-se picado de cobra.

A SEPARAÇÃO – Primo Argemiro, não obtendo o perdão de Ribeiro, reúne as forças para ir embora. Caminha com dificuldade, passa pela rocinha de milho, assustando os pássaros pretos que o confundem com um espantalho. O cão Jiló não sabe mais a quem obedecer. Quer seguir com Argemiro, mas também quer ficar com Ribeiro. Na dúvida, ficou. Argemiro segue adiante, com os primeiros sintomas da tremedeira. E a lembrança vai buscar Luisinha, antes de se casar com Ribeiro. Ela estava toda de azul. A paisagem ali também se enfeitava de flores azuis. Bom lugar para se deitar e morrer.


4-Duelo

DADOS TÉCNICOS

NARRATIVA – Conto narrado na terceira pessoa. O narrador é, pois, onisciente, não participa da história.

PERSONAGENS

1.

Turíbio Todo: Seleiro de profissão, tinha pêlos compridos nas narinas, chorava sem fazer caretas. Papudo, vagabundo, vingativo e mau.
2.

Dona Silivana: Esposa de Turíbio Todo; tinha grandes olhos bonitos, de cabra tonta.
3.

Cassiano Gomes: Ex-militar, fama de exímio atirador, andava sempre com um rifle ao alcance da mão. Solteiro, tinha um caso Dona Silivana, esposa de Turíbio Todo.
4.

Vinte-e-Um: Caipira pequenino, morador do povoado Mosquito. Cassiano, antes de morrer, salvou-lhe o filho e deu-lhe dinheiro. Vinte-e-Um matou Turíbio Todo.

CENÁRIO – Arraial de Vista-Alegre, interior de Minas Gerais.

RESUMO

ADULTÉRIO – Turíbio Todo foi pescar e avisou à mulher que só voltaria no outro dia. À beira do córrego, faltou-lhe o fumo de rolo para espantar os mosquitos; bateu com os dedos nos tocos e ficou com o pé direito ferido. Por isso, voltou para casa à noite. Ouvindo vozes no quarto, olhou por uma fisga da porta e viu que a mulher estava na cama com outro. Sem arma e conhecendo bem o outro (Cassiano Gomes que pertencera à polícia e era exímio atirador), Turíbio não fez nada. Afastou-se tão macio como se havia aproximado.

A VOLTA – No outro dia, ao voltar para casa, "foi gentilíssimo com a mulher, mandou pôr ferraduras novas no cavalo, limpou as armas, proveu de coisas a capanga, falou vagamente numa caçada de pacas, riu muito, se mexeu muito, e foi dormir bem mais cedo do que de costume." Isso tudo foi na quarta-feira.

A TOCAIA – No outro dia, quinta, Turíbio terminou os preparativos e foi tocaiar a casa de Cassiano Gomes. "Viu-o à janela, dando as costas para a rua. Turíbio não era mau atirador: baleou o outro bem na nuca. E correu para casa, onde o cavalo o esperava na estaca, arreado, almoçado e descansadão".



O ENGANO – Turíbio Todo, iludido pela semelhança e alvejando o adversário por trás, matara não o Cassiano, mas o Levindo Gomes, irmão daquele. O morto não era ex-militar e detestava mexer com a mulher dos outros.

PREPARATIVOS – Cassiano Gomes fez o enterro do irmão, recebeu as condolências, trancou bem as portas e as janelas da casa (era solteiro), conferiu as armas, comprou a besta douradilha com arreios e tudo, mandou lavá-la e ferrá-la. Só então, partiu para vingar a morte do irmão.

PERSEGUIÇÃO – Cassiano não encontrou Turíbio na primeira tentativa. O papudo conseguiu enganá-lo, voltando por caminho diverso do imaginado. Cassiano queria pegar Turíbio desprevenido. Por isso, passou a andar à noite e dormir de dia. Os planos de Cassiano iam fracassando. Turíbio conhecia a região como a palma da mão. Assim, ia conseguindo escapar com boa margem de estrada e tempo.

DESENCONTROS – Foram tantos os desencontros que Cassiano trocou pela segunda vez de montada, comprando um cavalo alazão. Também Turíbio Todo já trocara de animal umas quatro vezes.

AUDÁCIA DE TURÍBIO – Turíbio Todo teve a audácia de voltar ao arraial e passar uma noite de amor com a esposa, Dona Silivana. Até contou a ela, na hora da despedida, sob segredo, o seu estratagema último. Estava apostando que o coração de Cassiano não ia agüentar a perseguição. Dona Silivana contou isso a Cassiano na primeira oportunidade. Depois, muita gente sabia da intenção de Turíbio.

CINCO MESES – A correria monótona, sem desfecho, já durava mais de cinco meses, e os dois rivais não se encontravam. Certa vez, Cassiano chegou primeiro à margem do rio Paraopeba, onde só se atravessava de balsa. O dono da balsa não estava, mas um moleque, seu filho, garantiu que o papudo ainda não chegara por ali. Cassiano ficou de tocaia à espera do inimigo. À noite, houve troca de tiros. No outro dia, Chico Barqueiro quase agrediu Cassiano, pensando que ele fosse um inimigo. Explicados os mal-entendidos, ao meio-dia, Cassiano despediu-se: estava disposto a dar uma trégua, descansar, esperar que Turíbio relaxasse. Depois que partiu, Turíbio chegou, pronto para atravessar o rio. Em cima da balsa, Chico Barqueiro ainda o ofendeu.

SÃO PAULO – Depois de atravessar o Paraopeba, Turíbio andou muito, sempre para o sul, até topar o rio Pará. Ali, encontrou uns baianos que iam para São Paulo, atraídos pela cultura do café. Falaram em dinheiro fácil. Apesar da saudade da mulher, Turíbio foi também. Depois mandava buscá-la.

MORTE PRÓXIMA – Turíbio cansava-se à toa. Na parte da tarde, inchava as pernas e os pés. Foi ao boticário que lhe deu vida até o próximo São João. Se piorasse, morreria pelo Natal. Diante de tal realidade, tomou uma decisão: vender tudo que possuía e ir atrás de Turíbio; precisava matá-lo antes de morrer.

MORTE NO MOSQUITO – No caminho, Turíbio piorou e teve que fazer alta no Mosquito – povoado perdido num cafundó de entremorro, longe de toda a parte – com três dúzias de casebres. Esteve mal, com respiração difícil. Quando melhorou um pouquinho, "indagou se por ali não havia um homem valente, capaz de encarregar-se de um caso assim, assim..." Pagava até um conto de réis. Não havia. Nem no povoado, nem na redondeza. Cassiano via o tempo passar, dia após dia, sentado à porta de um casebre. A paisagem era triste.

VINTE-E-UM – Um dia, Cassiano assistiu a um irmão grandalhão batendo noutro menor. Chamou o menor, de apelido Timpim, e indagou-lhe o nome e por que ele não reagia às pancadas do irmão. O nome verdadeiro era Antônio, e o apelido oficial era Vinte-e-Um. É que a mãe dele tivera vinte e um filhos, e ele foi o último. Não reagia às pancadas do irmão porque a mãe lhe dissera que ele não levantasse a mão para irmão mais velho. E todos eram mais velhos. Vinte e um era casado, e a mulher dele acabara de ter criança. Cassiano deu-lhe dinheiro para comprar galinhas e alimentara a esposa. No outro dia, Vinte-e-Um fez uma surpresa ao doente: trouxe-lhe o filho para lhe tomar bênção. Cassiano ficou emocionado e piorou. Um dia, quando Cassiano estava pior ainda, Vinte-e-Um apareceu chorando: o filhinho estava muito doente, ele sem recursos para socorrê-lo. Cassiano deu-lhe o dinheiro para trazer o médico até a criança e comprar os remédios necessários. "Veio o médico; veio o padre: Cassiano confessou-se, comungou, recebeu os santos óleos, rezou, rezou". Sentindo que a morte já estava na porta, deu todo o dinheiro que possuía para o compadre Vinte-e-Um (agora tratavam-se como compadres). Logo depois, morreu e foi para o céu.

A VOLTA DE TURÍBIO – Por meio de uma carta da mulher, que o invocava para o lar, Turíbio Todo ficou sabendo da morte de Cassiano. "Ele já tinha ganhado uns bons cobres". Comprou mala e presentes, pôs um lenço verde no pescoço para disfarçar o papo, calçou botas vermelhas de lustre e veio de trem. Para perfazer o resto do caminho, alugou arranjou um cavalo emprestado. No caminho, foi alcançado por um cavaleiro miúdo, montando um cavalo magro. Via-se que os dois estavam em petição de miséria. Depois de continuarem pela estrada, a miniatura de homem perguntou se ele era mesmo o Turíbio Todo, seleiro de Vista-Alegre, que estava vindo das estranjas. Turíbio confirmou. A viagem prosseguiu. Turíbio falava da felicidade próxima: ver a mulher, levá-la para casa, talvez levá-la para São Paulo. O caipirinha mostrava-se pessimista: não valia a pena a gente alegrar-se.

A MORTE – De repente, no meio da estrada fechada, Turíbio levou um susto: o capiauzinho falou com voz firme e diferente, segurando uma garrucha velha de dois canos: "Seu Turíbio! Se apeie e reza, que agora eu vou lhe matar!" Turíbio fez voz grossa, mas o caipira explicou: não ia adiantar nada porque ele prometeu ao Compadre Cassiano, na horinha mesmo de ele morrer. Turíbio tentou ganhar tempo, fez que ia rezar e puxou o revólver. Mas a garrucha não falhou: foram dois tiros, um do lado esquerdo da cara, outro no meio da testa. Turíbio caiu morto, e Vinte-e-Um esporeou a montaria, tomando o caminho de volta.


5-Minha gente

DADOS TÉCNICOS

NARRATIVA – Conto narrado na primeira pessoa. O narrador participa da história; tem, pois, visão limitada dos fatos que narra.

PERSONAGENS

1.

Narrador: Homem da cidade em passeio pelas fazendas dos tios, no interior de Minas Gerais. Gostava da prima Maria irma, mas casou-se com Armanda, filha de uma fazendeira.
2.

Santana: Companheiro nas andanças do narrador, tem mania de jogar xadrez, mesmo quando estão andando a cavalo.
3.

Tio Emílio:Tio do narrador; sofreu mudança radical depois que se meteu na política.
4.

Maria Irma: Uma das filhas de Tio Emílio; no passado, o narrador e ela foram namorados de brincadeira. Tem cintura fina, olhos grandes, pretíssimos. Passou alguns anos no internato.
5.

Armanda: Filha de fazendeiros; estudou no Rio de Janeiro. Terminou casada com o narrador
6.

Bento Porfírio: Vaqueiro; gostava de pescar. Envolveu-se com uma prima casada (de-Loudes) e terminou assassinado a foice pelo marido enciumado (Alexandre).

CENÁRIO – Fazenda Saco-do-Sumidouro (interior de Minas Gerais), do Tio Emílio, pai de Maria Irma.

RESUMO

CAMINHADA PELO SERTÃO – Caminham juntos, pelo sertão de Minas, a cavalo, o narrador, Santana e José Malvino. O narrador é um observador apaixonado das coisas do sertão: a paisagem, o céu, os pássaros, as árvores... Tudo para ele merece elogios e observações. A viagem chega ao fim: estão agora numa fazenda.

TIO EMÍLIO – Dois dias na fazenda, e o narrador achava tudo mudado. Mas mudança de verdade notara no Tio Emílio: rejuvenescido, transfigurado. Logo, o narrador descobriu o porquê da mudança: Tio Emílio estava metido na política. Sempre atendendo aos pedidos do povo, a qualquer hora, mesmo à noite.

CONVERSA COM A PRIMA – A prima Maria Irma, em conversa com o narrador, fez questão de informar que estava quase noiva. O narrador quis saber de quem, mas ela fez mistério.

HISTÓRIA DE BENTO PORFÍRIO – Bento Porfírio, enquanto pesca com o narrador, vai-lhe contando uma história. Agripino, bom parente, convidou Bento para ir ao arraial. Queria apresentá-lo à sua filha de-Lourdes: quem sabe os dois podiam casar. Mas Bento não foi. Preferiu uma pescaria misturada com farra, com mulher-da-vida e sanfona pelo meio. Tempos depois, "quando Bento Porfírio veio a conhecer a prima de-Lourdes, ela já estava casada com o Alexandre". Os primos foram-se vendo e gostando um do outro. Por pirraça e por falta do que fazer, Bento casou-se com Bilica.

NOITE DE ROÇA – O narrador ficou na varanda até anoitecer. A prima Irma mudou de modos e, na hora do jantar, sorriu diferente para o narrador. Ele ficou desconfiado. "Mulher bonita, mesmo sendo prima, é uma ameaça\". E o narrador lembra bem o conselho de Tertuliano Tropeiro: "Seu doutor, a gente não deve de ficar adiante de boi, nem atrás de burro, nem perto de mulher! Nunca que dá certo..." Noite sem estrelas, noite de roça. O narrador foi dormir.

CRIME NO POÇO – O narrador foi novamente pescar no poço com Bento Porfírio. Depois de algum tempo, a história do adultério continuou. O marido da prima, o Alexandre, não sabe que está sendo enganado. De repente, o marido traído surgiu de trás de uma moita, foice na mão, e matou Bento com um só golpe. O corpo caiu no poço, e o narrador, apavorado, não sabia o que fazer. O assassino foi embora, o narrador correu para casa e contou ao Tio Emílio o ocorrido. As ordens foram dadas: tirar o morto do poço, avisar o subdelegado e ir atrás do assassino. Não para matá-lo, mas para protegê-lo das autoridades.

CIÚMES – Os dias vão passando, e o narrador começa a gostar da prima Maria Irma. Por que não namorá-la? Um rapaz da cidade veio visitá-la e trazer-lhe livros. Ela se enfeitou toda para o receber. Por que não estava toda enfeitada na chegada do primo? À noite, o narrador fica sabendo que o rapaz se chama Ramiro e que é namorado da Armanda, uma amiga de Maria Irma, filha da fazendeira do Cedro.

DECLARAÇÃO DE AMOR – O narrador não se conteve e fez uma declaração de amor à prima. Ela ouviu e, depois, disse que não acreditava. Ele tentou convencê-la usando argumentos infantis. Em vão.

DESISTÊNCIA – Depois de uma conversa séria com a prima e de obter dele somente negativas, o narrador ameaçou ir embora. Ela insistiu que ele ficasse: queria apresentar-lhe Armanda, a namorada de Ramiro. Ele, teimoso, partiu no outro dia. Iria para Três Barras, onde mora o seu tio Luduvico.

SOFRIMENTO – Em Três Barras, o narrador não conseguia esquecer Maria Irma. Depois das eleições, com vitória do partido de Tio Emílio, o narrador recebeu carta: ele, o tio, queria-o de volta. O narrador ficou muito alegre e nem esperou o outro dia para voltar.

ARMANDA – De volta, o narrador foi apresentado a Armanda. Foram passear a pé pelos pastos. Dali, do primeiro passeio, já nasceu o namoro. Em pouco tempo, o noivado e, no mês de maio, o casamento, ainda antes do matrimônio da prima Maria Irma com Ramiro Gouveia.


6-São Marcos

DADOS TÉCNICOS

NARRATIVA – Conto narrado na primeira pessoa. O narrador participa da história e tem visão limitada dos fatos que narra.

PERSONAGENS

1.

Narrador: José, um admirador da natureza. Gostava de observar árvores, pássaros, rios, lagos e gente.
2.

João Mangolô: Mangolô era um preto velho. Morava no Calango-Frito e tinha fama de feiticeiro.
3.

Aurísio Manquitola: Sujeito experiente, contador de histórias; conhecia bem todas as pessoas de Calango-Frito.
4.

Tião Tranjão: Sujeito meio leso, vendedor de peixe-de-rio no arraial. Ficou indomável depois de aprender a oração de São Marcos.

CENÁRIO – Calango-Frito, arraial do interior de Minas Gerais.

RESUMO

BRINCANDO COM MANGOLÔ – Mangolô era um preto velho. Morava no Calango-Frito e tinha fama de feiticeiro. O narrador, saindo do povoado (ia caçar), passou pela casa de Mangolô e tirou brincadeira. Gritou para o preto velho: "primeiro: todo negro é cachaceiro; segundo: todo negro é vagabundo; terceiro: todo negro é feiticeiro". Eram os mandamentos do negro. Mangolô não gostou da brincadeira. Fechou-se na casa e bateu a porta.

AURÍSIO MANQUITOLA – Mais à frente, na mesma caminhada, o narrador alcança Aurísio Manquitola. O narrador, por brincadeira, começou a recitar a oração proibida de São Marcos. Aurísio enche-se de medo. É um perigo dizer as palavras dessa oração, mesmo que por brincadeira.

TIÃO TRANJÃO – Aurísio conta ao narrador a história de Tião Tranjão, sujeito meio leso, vendedor de peixe-de-rio no arraial. Tião amigou-se com uma mulherzinha feia e sem graça. Pois o Cypriano, carapina já velho, começou a fazer o Tião de corno. Mais ainda: os dois, Cypriano e a mulher feia, inventaram que foi Tião quem tinha ofendido o Filipe Turco, que tinha levado umas porretadas no escuro sem saber da mão de quem... O Gestal da Gaita, querendo ajudar o Tião, quis ensinar a ele a reza de São Marcos. Tião trocava as palavras, tinha dificuldade para memorizar. Gestal teve que lhe encostar o chicote para fixar a reza. Aí sim, debaixo de peia, Tião Tranjão aprendeu direitinho a reza proibida, tintim por tintim.

Depois da reza decorada, vieram uns soldados prender Tião. Ele desafiou: com ordem de quem? Os soldados explicaram: com ordem do subdelegado. Então, que fossem na frente. Ele iria depois. Com muito jeito, conseguiram levar Tião para a cadeia e lá, bateram nele. Depois da meia-noite, Tião rezou a oração de São Marcos e, misteriosamente, conseguiu fugir da cadeia, voltar para casa – quatro léguas. Não encontrando a mulher, foi direto para a casa do carapina. Aí, com ar de guerreiro, bateu na mulher, no carapina, quebrou tudo que havia por lá, acabou desmanchando a casa quase toda. Foram necessárias mais de dez pessoas para segurá-lo.

CEGO NA LAGOA – O narrador vai descendo por trilhas conhecidas, reconhecendo árvores, identificando pássaros, até chegar finalmente à lagoa. Senta-se e põe-se a observar o movimento dos bichos em perfeita harmonia com a natureza. De repente, sem dor e sem explicação, ficou cego. O desespero não veio de imediato. Aos poucos, foi concluindo que estava distante, afastado de qualquer ser humano, impossibilitado de voltar para casa. Resolveu gritar. Gritou repetidas vezes e só teve o eco por resposta. Tentou, então, voltar tateando as árvores. Logo percebeu que estava perdido, numa escuridão desesperadora. Já ferido por espinhos invisíveis, machucado de quedas, chegou a chorar alto.

REZA BRAVA – Sem pensar, o narrador começou a bramir a reza-brava de São Marcos. E sem entender o porquê, dizendo blasfêmias que a reza continha, começou a correr dentro da mata, tangido por visões terríveis. De repente, estava na casa de João Mangolô, tangido por uma fúria incontrolável. E a voz do feiticeiro pedindo pelo amor de Deus que não o matasse. Os dois rolaram juntos para os fundos da casa. E de repente, luz, muita luz. A visão voltava esplêndida. E o negro velho tentando esconder alguma coisa atrás do jirau. Depois de levar alguns sopapos, Mangolô mostrou um boneco. Mais alguns socos e o feiticeiro explicou: não queria matar. Amarrara apenas uma tirinha de pano preto nas vistas do boneco para o narrador passar uns tempos sem enxergar. Tudo terminou em paz. Para garantir tranqüilidade, o narrador deu um dinheiro a João Mangolô. Era a garantia de que, agora, eram amigos.


7-Corpo fechado

DADOS TÉCNICOS

NARRATIVA – Conto narrado na primeira pessoa. O narrador participa da história e tem visão limitada dos fatos que narra.

PERSONAGENS

1.

Narrador: Médico morando num arraial do interior de Minas. Fez amizade com Manuel Fulô. Gostava de ouvir-lhe as conversas.
2.

Manuel Fulô: Sujeito pingadinho, quase menino, cara de bobo de fazenda, cabelo preto, corrido. Não trabalhava. Gostava de moça, cachaça e conversa fiada.
3.

Beija-Flor: Besta ruana, de cruz preta no dorso, lisa, lustrosa, sábia e mansa – mas só para o dono, Manuel Fulô.
4.

Das Dor: Noiva de Manuel Fulô; moça pobre, mas muito bonita.
5.

Targino: O valentão mais temido do lugar. Era magro, feio, de cara esverdeada. Dificilmente ria.
6.

Antônio das Pedras-Águas: Era pedreiro, curandeiro e feiticeiro.

CENÁRIO – Laginha, arraial monótono do interior de Minas Gerais.

RESUMO

AMIZADE – A amizade do narrador com Manuel Fulô nasceu do nada. Solidificou-se quando o narrador descobriu que Manuel comia cogumelo com carne. Manuel Fulô gostava de moças, de cachaça e de conversa fiada.

BEIJA-FLOR – Beija-Flor era o orgulho de Manuel Fulô. Mais que isso: era uma espécie de complemento. Besta ruana, de cruz preta no dorso, lisa, lustrosa, sábia e mansa – mas só para o dono. Quando Manuel Fulô ficava bêbado – e isso acontecia todos os domingos – atracava-se ao pescoço de Beija-Flor, e a mula levava-o com todo o cuidado. Sabia abrir porteiras.

VIVENDO COM CIGANOS – Manuel Fulô conta ao narrador que viveu uns tempos com uns ciganos só para aprender alguns truques. Os ciganos gostavam dele porque pensavam que ele era bobo de verdade. Com os ciganos, Manuel Fulô aprendeu tudo sobre cavalos. Sabia transformar animal ruim em bicho de valor em pouco tempo. Quando deixou os ciganos, passou a ganhar dinheiro negociando com animais.

FREGUESIA PERDIDA – Manuel Fulô contou ao narrador como conseguiu, certa vez, enganar os ciganos. Arranjou dois cavalos imprestáveis, preparou-os, fez-lhe maquiagens para disfarçar defeitos e trocou-os por dois cavalos bem melhores. Com isso, perdeu a freguesia. Ninguém quis mais negociar com Manuel Fulô porque ele era capaz de enganar até ciganos.

AMEAÇA DE TARGINO – Uma noite, o narrador e Manuel Fulô estavam bebendo cerveja na venda. De repente, entrou Targino e caminhou na direção dos dois amigos. Pediu licença ao doutor: queria falar um particular a Manuel Fulô. Pura formalidade, pois Targino falou bem alto, na porta da venda, a três passos do narrador:

"– Escuta, Mané Fulô: a coisa é que eu gostei da das Dor, e venho visitar sua noiva, amanhã... Já mandei recado, avisando a ela... É um dia só, depois vocês podem se casar... Se você ficar quieto, não te faço nada... Se não... – E Targino, com o indicador da mão direita, deu um tiro mímico no meu pobre amigo, rindo, rindo, com a gelidez de um carrasco".

BUSCANDO AJUDA – Depois da ameaça, o doutor-narrador levou Manuel para a casa dele (do doutor). Que fazer? O próprio Manuel não via saída. Targino era valentão, ninguém podia com ele. No outro dia, enquanto Manuel ainda se recupera do porre, o doutor saiu à procura de ajuda. Primeiro, foi à casa do Coronel Melguério. O homem deu de ombros: se alguém tivesse coragem de enfrentar o Targino... Depois, foi a vez do vigário: prometeu rezar. De volta, o doutor encontrou a casa cheia: eram os parentes de Manuel Fulô. Pediam ao doutor que não fizesse nada. O correto era entregar para Deus. Maria das Dores estava sozinha com a mãe, chamando pelo noivo.

ANTÔNIO FEITICEIRO – Chamava-se Antonico das Pedras ou Antonico das Águas. Era pedreiro, curandeiro e feiticeiro. No meio da aflição, foi ter à casa do doutor. Ali, com ar de pressa, trancou-se no quarto com Manuel Fulô. Um tempo depois, a porta abriu-se, e Manuel anunciou com cara de defunto: entreguem a mula Beija-Flor para seu Antônio. O feiticeiro pediu um prato fundo, brasas, linha e cachaça. Os apetrechos apareceram, e os dois se trancaram no quarto.

Enquanto isso, Targino saiu à rua deserta e caminhava em direção à casa onde estava a Maria das Dores, a noiva ameaçada.

CORPO FECHADO – Manuel Fulô, depois de algum tempo trancado no quarto com Antônio feiticeiro, saiu teso, cara de mau, olhar fixo. E assim, caminhou para a rua: ia ao encontro de Targino. Todos ficaram assustados. Antônio Feiticeiro explicou: Manuel Fulô estava com o corpo fechado. Arma de fogo não tinha poder sobre ele. A mãe de Manuel pediu que segurassem o filho dela, pois seu Toniquinho pusera-o doido. \"Mas ninguém transpôs a porta\". E lá estavam os dois, Targino e Manuel Fulô, frente a frente. Manuel falou primeiro, xingando a mãe do valentão. Mexeu na cintura e tirou dela uma faquinha quase canivete. Cresceu para cima de Targino. Foram cinco tiros, as balas zuniram. Manuel Fulô pulou sobre Targino e aplicou-lhe várias facadas pela altura do peito. O valentão capotou e morreu num átimo. Manuel Fulô ainda lhe deu mais facadas, sujando-se todo de sangue.



FESTA – Manuel Fulô fez um mês inteiro de festa e até adiou o casamento, pois o padre teimou que não matrimoniava gente bêbeda. O narrador foi o padrinho.


8 - Conversa de bois

DADOS TÉCNICOS

NARRATIVA – Conto narrado na primeira pessoa. O narrador participa da história e tem visão limitada dos fatos que narra.

PERSONAGENS

1.

Tiãozinho: Menino-guia. Odiava o Agenor carreiro, pois o malvado vivia fazendo carinho na mãe de Tiãozinho, mesmo quando o pai do menino ainda estava vivo, entrevado em cima de um jirau.
2.

Agenor Soronho: Carreiro. Mandava em Tiãozinho como se fosse pai dele.
3.

Januário: Pai de Tiãozinho.

CENÁRIO – Estrada no interior de Minas Gerais.

RESUMO

CARRO, BOIS, CARREIRO E GUIA – O autor produz uma história valorizando quatro elementos importantes da paisagem do interior de Minas. O carro, puxado por bois, vai cortando o sertão, levando rapadura e um defunto – o pai de Tiãozinho (cego e entrevado, já de anos, no jirau) para o arraial. Os bois, enquanto arrastam o carro, vão conversando, emitindo opinião sobre muitas coisas, principalmente sobre os homens.

NOMES DOS BOIS – Buscapé e Namorado: são os bois da guia, os dois que vão bem à frente do carro. Capitão e Brabagato: bois que vão mais atrás,

TIÃOZINHO – O pai de Tiãozinho, Januário, vivia, há muitos anos, entrevado e cego em cima de um jirau. A mãe de Tião não tinha mais paciência de cuidar do enfermo. Guardava seus carinhos para Soronho carreiro. De noite, enquanto todos dormiam, Tiãozinho ouvia os soluços do pai, um choro doído, sem consolo.

REVOLTA – Tiãozinho odeia Agenor Soronho. Mesmo quando o pai estava vivo, o carreiro tinha autorização para xingar, bater de cabresto, de vara de marmelo, de pau... Que seria dele agora, com o pai morto? Tiãozinho tentava fazer tudo direito: capinava, tirava leite, buscava os bois no pasto, guiava-os no carro de boi. "Quando crescer, quando ficar homem, vai ensinar ao seu Agenor Soronho... Ah, isso vai!... Há de tirar desforra boa, que Deus é grande!..."

MORTE – O caminhar cadenciado e monótono levou Agenor Soronho ao sono. O perigo era iminente. Se caísse, as rodas do carro de boi passariam por cima dele. Na frente dos bois, Tiãozinho andava meio acordado, meio dormindo. Nesse quase estupor, o pensamento coincidia com a fala dos bois. Era como se o menino fosse boi também. Os bois entendiam o pensamento dele: falava em vingança, em morte do carreiro. De repente, meio inconsciente, Tiãozinho deu um grito, os bois saltaram, todos a um tempo, para frente, e Agenor Soronho caiu. Uma das rodas do carro passou por cima do pescoço dele, quase o degolando. Estava morto. Agora, com dois defuntos, a caminhada ficou mais alegre.



9- A Hora e a Vez de Augusto Matraga - João Guimarães Rosa - resumo

Personagens:

Augusto Matraga

Filho do fazendeiro e coronel Afonso Esteves, órfão de mãe, era conhecido por todos da região como Nhô-Augusto. Homem brigão, temido por todos, passava a vida bebendo e vadiando com outras mulheres. Deixava sua mulher e sua filha em casa, enquanto aproveitava a vida. Um dia, ficou muito endividado e perdeu os amigos e a mulher para outro. Além disso, levou uma surra e quase morreu. Depois disso, se converteu e morreu preocupado com a salvação de sua alma. D. Dionóra
Mulher de Matraga, desprezada por ele. Acaba fugindo com outro homem, mesmo sabendo que ele poderia matá-la. Nunca mais viu o marido e nem foi vista por ele. Mimita
Filha de Matraga. Foge com a mãe e acaba caindo na vida com um sujeito desconhecido. Ovídio Moura
Homem com quem D. Dionóra fugiu. Quim Recadeiro

Amigo fiel de Matraga, tentou evitar que Dionóra fugisse. Quando Matraga leva uma surra e é tido como morto, ele tenta vingá-lo e acaba sendo assassinado. Major Consilva

Dono de terra e rival de Matraga. Mandou mata-lo após uma emboscada.

Casal de Negros

mãe Quitéria e pai Serapião. Cuidam de Matraga após ter sido pego em uma emboscada e é tido como morto. Esse casal lhe ensina a moral cristã.

Bando de Joãozinho Bem-Bem

Flosino Capeta, Cabeça-Chata, Tim Tatu-tá-te-vendo, Zeferino (gago), Epifâmio e Juruminho (foi assassinado no final e Joãozinho volta ao lugar para vingar sua morte e acaba reencontrando Matraga). Joãozinho tem muita afinidade com Matraga, mas ambos morrem no final depois de lutarem um contra o outro.

Tião da Thereza

conhecido de Matraga, o encontra e descobre que ele não estava morto. Passa, então a lhe contar o que acontecera a Dionóra e Mimita.

Prostitutas
Angélica e Siriema: são leiloadas no início de uma festa popular e Matraga ganha Siriema porque era temido. Quando ela tira a roupa, desiste de ficar com ela por considera-la feia.

Padre
É chamado pelo casal de velhos para abençoar Matraga e disse para ele: “sua hora chegará”. Matraga repete essa frase até o final do livro, todas as vezes que se lembrava das injurias que sofreu.

Enredo
Era noite de novena no arraial e havia uma procissão. Quando a reza acabou, aconteceu um rápido leilão. Depois disso toda a gente foi embora, mas o leiloeiro ficou na barraca, comendo amendoim, no meio do povo bêbado do fim da festa. Além deles, havia duas prostitutas, Angélica (negra) e Siriema (branca). Os homens começaram a disputá-las, como se elas também estivessem em leilão. Nesse momento, Nhô Augusto (Augusto Matraga) berrou para o leiloeiro, oferecendo 50 mil réis por Siriema. O povo, então, incentivou-o a levar a prostituta branca. Ele pegou-a pelo braço e os dois saíram. Ela quis ficar com outro homem e até ameaçou um choro, mas acabou se rendendo a ele. Quando a levou para casa e acendeu a luz, percebeu que ela era muito magra e disse: “Que é? – Você tem perna de Manuel-Fonseca, uma fina e a outra seca!” , mandando a rapariga embora. Depois disso, desceu a ladeira sozinho e esbarrou com Quim que trazia um recado de Dona Dionóra, sua esposa, pedindo que ele voltasse para casa. Ele disse a Quim Recadeiro que não iria lá. Quando Dona Dionóra soube a resposta, teve vontade de chorar pelo desprezo do marido e por sua desdita. Ela conhecia e temia os repentes de Nhô-Augusto que não se importava nem com a filha Mimita de dez anos. Ela sabia que ele tinha outros prazeres e outras mulheres, mas aceitava, pois havia contrariado toda a família para se casar com ele. Outro homem já tinha aparecido em sua vida, mas ela sabia que se fugisse Matraga a mataria. Depois de pensar, ela dormiu e, de madrugada ainda, partiu com a filha e com o camarada Quim, parando na fazenda de um tio. De manhã, continuaram a andar. No meio do caminho, encontraram Seu Ovídio Moura, o homem com quem ela decidiu fugir, mesmo com medo de ser assassinada pelo marido. Quim voltou para contar a Nhô-Augusto o que acontecera.

Quando recebeu a notícia, Matraga decidiu ir atrás, mas seus homens não quiseram ir com ele, pois ele devia dinheiro para todos. Além do mais, sua fama no lugar não era muito boa. Apesar de tudo isso, ele decidiu matar Ovídio, mas antes quis vingar-se do Major Consilva e de seus capangas que não quiseram acompanhá-lo na busca da esposa. Chegou, então, à chácara do major, porém, os capangas o espancaram até que ele caísse. No meio desses homens, estava o camarada de quem ele havia ganhado a prostituta Siriema. Quando ele já estava caído, o major mandou que o matassem. Eles o arrastaram até o rancho do Barranco. Antes de matá-lo, esquentaram o ferro dos gado e marcaram sua pele com as iniciais do Major Consilva. Nessa hora, ele levantou gritando e se jogou do barranco. Os capangas o consideraram morto e colocaram uma cruz no local.

Um homem negro que morava perto dali foi até ele e o levou para seu casebre. Nhô-Augusto pediu que o matassem, mas, dias depois, retomou a consciência. Lembrou-se da mulher e da filha, chorou e chamou o nome de sua mãe. O homem que o acudiu pediu que ele rezasse para Deus e para Nossa Senhora do Rosário. A tristeza tomou conta de Matraga.

Os negros trouxeram um padre para que ele pedisse perdão por seus pecados e, após ouvir do padre que sua hora e sua vez iam chegar, considerou que sua vida já acabara e esperava apenas a salvação da sua alma. Tomara tão grande horror às suas maldades que nem podia mais se lembrar delas. Parecia se converter a Deus aos poucos.

Quando ficou bom, pensou em ir para o sertão com o casal samaritano que o socorreu e viajaram para o povoado do Tombador. Lá, ele pedia trabalho e conversava pouco. Às vezes, ficava sozinho e se lembrava das últimas palavras do padre: “Cada um tem a sua hora e a sua vez: você há de ter a sua.” Desse modo, passaram-se quase seis anos. Ele não fumava nem bebia; não olhava para as mulheres nem discutia.

Um dia, passou pela região Tião de Thereza, um velho conhecido de Nhô-Augusto, dando notícias de sua família: Dona Dionóra, continuava amigada com Seu Ovídio e sua filha caíra na vida com um homem desconhecido. O Quim Recadero havia morrido de “morte matada” porque tentou vingar-se dos capangas que pensava terem matado Nhô. Ao ouvir tudo isso, Matraga repetia para si mesmo que sua hora havia de chegar. Por causa disso, no dia seguinte, fez muita caridade para não perder seu lugar no céu.

Com o tempo, ele voltou a ter muito sono e muita fome. Pensou que Deus o havia perdoado e mãe Quitéria louvou a Deus por isso. Acordou mais cedo e diante de tanta felicidade que sentia, teve vontade de fumar e não se sentiu pecando por isso.

Um dia, chegou ao lugarejo um bando de homens valentões. Nhô foi até o chefe, Joãozinho Bem-Bem, e ofereceu sua casa para que ele ficasse bem hospedado. Todos conversaram muito durante a noite e o chefe do bando, na hora de ir embora, convidou Nhô para ir com eles, mas ele recusou. Apesar disso, os invejou depois, porque não tinham que pensar na salvação da alma e podiam andar no mundo sem vergonha. Pensou bem e considerou que essa história de andar em penitência era andar pra trás e, por isso, decidiu retornar aos seus antigos caminhos. Voltou a beber e a sentir saudades das mulheres. Alguns dias depois, despediu-se e foi embora em um jegue emprestado pelo amigo Rodolphio Merêncio. Onde o jegue o levou ele foi e entraram em um arraial onde, por coincidência, estava a jagunçada de Joãozinho Bem-Bem. Nhô foi recebido pelo grupo com muita satisfação.

João ia matar um homem para vingar a morte do Jumentinho, seu colega de bando. O homem implorou pela vida, clamando por Deus e, quando viu essa cena, Nhô interveio, alegando que pedido em nome de Nosso Senhor e da Virgem tinha que ser respeitado. Joãozinho sentia-se preso a Nhô por respeito e não soube o que fazer. Seu bando, entretanto, liderado por Teófilo Sussuarana, caminhou para cima de Matraga. João também foi para a briga se agrediram. Por fim, Nhô-Augusto cortou a barriga do chefe do bando da púbis à boca do estômago, condenando-o à morte. Preocupado com a salvação de Joãozinho, Matraga pediu que ele se arrependesse de seus pecados, mas não ouviu resposta, pois este morreu em seguida. Nhô estava muito machucado, mas pediu que chamassem um padre. O povo, por sua vez, agradecia, dizendo que Deus o mandou ali para salvar as famílias. Diziam: “Foi Deus quem mandou esse homem no jumento, por mor de salvar as famílias da gente!...”. Por isso, era chamado de herói e santo por todos, pois ninguém antes tivera coragem para enfrentar Joãozinho Bem-Bem.

Um primo de Matraga estava no lugar e o reconheceu. Ele pediu a esse parente que colocasse a bênção em sua filha e que dissesse a Dionóra que estava tudo em ordem. Depois disso, morreu.





“A Hora e a Vez de Augusto Matraga” é o nono e último conto de Sagarana, livro que em 1946 marcou a estréia de Guimarães Rosa em nossa literatura e expressa a força e o espírito do sertão de Minas Gerais e conta a história da queda de um homem poderoso em busca de sua redenção: "P'ra o céu eu vou, nem que seja a porrete!..." veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A Normalista , considerada obra "libidinosa", quando de seu lançamento, ajusta-se perfeitamente às propostas do Determinismo. João da Mata desfruta sexia;,emte de sai afilhada. Maria da Mata , moça ingênua, de uma excepcional brandura de caráter, educada em uma casa de caridade e depois normalista. Pressionada pelo instinto sexual e por circunstâncias superiores à sua vontade, Maria do Carmo entrega-se ao padrinho, submetendo-se totalmente à lascivia de João da Mata. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Herbart

Biografia
Johann Friedrich Herbart, nasceu em Oldenburg,1776, Alemanha, e conheceu alguns dos mais importantes intelectuais de seu tempo. Aos 18 anos já era aluno do filósofo Johann Fichte (1762-1814) na Universidade de Iena.Logo em seguida trabalhou durante quatro anos como professor particular em Interlaken, na Suíça, período em que ficou amigo do educador Johann Henrich Pestalozzi, aprofundou as propostas desse educador.tornou-se professor na Universidade de Göttingen em 1802. seis anos depois, assumiu a cátedra deixada vaga por Immanuel Kant em Königsberg, onde lecionou até 1833, quando reassumiu o posto de professor de filosofia em Göttingen. Em Königsberg, fundou um seminário pedagógico com uma escola de aplicação e um internato. Os estudos mais importantes de Herbart foram no campo da filosofia da mente, a qual subordinou suas obras pedagógicas (entre elas, Pedagogia Geral e Esboço de um Curso de Pedagogia). A influência de sua teoria se estendeu a uma legião de pensadores, dando origem a várias interpretações, até entrar em declínio no início do século XX.
Morreu em 1841.
Herbart viveu numa época em que a Alemanha produziu os mais importantes intelectuais da História, como Johann Wolfgang Von Goethe na literatura, Kant na filosofia. As universidades alemãs constituíam uma cultura sólida, onde filósofos ocupavam também cátedras de pedagogia. A influencia protestante nos governos cercaram de funcionários cultos que ajudaram a criar um contexto em busca de um bem comum, porem não democrático. Correntes idealistas, românticas e realistas dessa época deixaram contribuições fundamentais para a educação.

Idéias
Com ele a pedagogia foi formulada pela primeira vez como ciência, organizada, abrangente e sistemática, com fins claros e meios definidos.sua teoria se baseia numa filosofia do funcionamento da mente, com caráter cientifico e com a adoção de psicologia aplicada como eixo central à educação. Este pensamento pedagógico vincula-se até hoje nas teorias de aprendizagens e à psicologia do desenvolvimento de Piaget.
Para Herbart a mente funciona como base em representações (imagens, idéias ou outras manifestações psíquicas). Ele negava a existência de faculdades inatas.a dinâmica da mente estaria em relações entre essas representações, que nem sempre são conscientes. O homem assimila as informações do ambiente de forma global.
Relaciona-se com o ambiente e cria representações.
Elas podem se combinar e produzir resultados manifestos ou entrar em conflito entre si e permanecer inconscientes.este processo viria a influenciar mais tarde, Sigmund Freud.
O principio de que a doutrina pedagógica tornou-se cientifica é que precisa ser comprovada experimentalmente, idéia de Kant. Alimentando assim a teoria com a prática num processo de atualização e aperfeiçoamento constante.
Na sua teoria, memória, sentimento e desejos são modificações das representações mentais. Agis sobre elas significa influenciar em todas as esferas da vida de uma pessoa.assim, Herbart cria a teoria de uma educação que pretende interferir os processos mentais do estudante como meio de orientar sua formação.
A educação é a instrução que modifica os grupos de idéias já possuídas pelo espírito, levando-as a formar uma nova unidade ou uma série de unidades harmoniosas, que determinam a conduta. Desperta o interesse dos alunos pelas matérias escolares, a seleção de conteúdos de instrução e pela utilização de métodos condizentes com o desenvolvimento psicológico do aluno.
O objetivo de sua pedagogia, é o acumulo de informações e a formação moral do estudante, enfatizando ao conceito de instrução como instrumento para se alcançar os objetivos da educação.
Influenciando todo o mundo ocidental e também o Japão, seus princípios resultaram no que conhecemos hoje por tradicional.

Metodologia
A Instrução para Herbart é o elemento central dos três procedimentos que constituem a ação pedagógica.
1. O primeiro é o que chamou de governo –manutenção da ordem pelo controle do comportamento da criança, uma contribuição dos pais e dos professores. Trata-se de regras impostas de fora com o objetivo de manter a criança ocupada.
2. a instrução educativa tem como motor o interesse, que deve ser múltiplo, variado e harmonicamente repartido.
3. a disciplina, que tem como função preservar a vontade no caminho da virtude. Nessa etapa fortalece-se a autodeterminação como pré-requisito da formação do caráter. Ao contrario do governo, consiste em um processo interno do aluno.
Conteúdos deveriam ser unificados, correlacionados, a partir da própria Historia da humanidade. Propõe que se comecem os estudos pelos poemas de Homero seguidos por literatura grega e romana.
Métodos, umas séries de passos, determinados a ser estudado pelo interesse da criança, a observação, a solicitação e a ação, correspondendo aos passos de instrução, como regras de exposição; na sua teoria do interesse escola ajuda o aluno a desenvolver e integrar as representações mentais que se formam em contato com a natureza (através da experiência) sociedade (convívio social).
Sobre os conteúdos, os estudos deveriam ser unificados, correlacionados, a partir da própria Historia da Humanidade. Na medida em que o desenvolvimento do individuo recapitula, até certo ponto, o desenvolvimento da humanidade. Herbart propõe que se comecem os estudos pelos poemas de Homero, que seriam seguidos por outras partes da literatura grego romana, combinadas com certos períodos da Historia, escolhido em função da progressiva complexidade dois interesses da criança. Isto é: começando pelos fatos mais simples e evoluindo progressivamente para os mais complexos.
Organização dos materiais instrucionais / conservar a unidade para desenvolver no aluno uma consciencia plena. O conhecimento é um todo só se compartimentalizado em matérias escolares para fins didáticos facilitar o estudo e a assimilação.
A matéria deve ser organizada de tal forma que o aluno percebe a relação entre elas e a unidade do conhecimento.
Com o aparecimento do movimento da escola ativa, as suas idéias tornou-se ultrapassadas.

A Escola
Suas escolas transmitiam ensino totalmente receptivo, sem diálogo entre professor e aluno e com aulas que obedeciam a esquemas rígidos e preestabelecidos. Nela ele previa cinco etapas no ato de ensina: preparação, apresentação, associação, sistematização, aplicação.
1. preparação- processo de relacionar o novo conteúdo a conhecimentos ou lembranças que o aluno já possua, para que ele adquira interesse na matéria, abrangendo clareza as idéias antigas relacionadas com as novas, coordenadas.
2. apresentação ou demonstração do conteúdo.
3. associação - na qual a assimilação do assunto se completa por meio de comparações minuciosas com conteúdos prévios, na combinação do novo com o velho.
4. generalização ou sistematização - parte dos conteúdos recém-aprendidos para a formulação de regras globais como a mais importante para desenvolver a mente além da percepção imediata, na elaboração de teórica de novo conceito.
5. aplicação - que tem como objetivo mostrar utilidade para o que se aprendeu, ou seja, a utilização pelo indivíduo em atividades do conceito aprendido.

Críticas
Dewey fez críticas a doutrina herbartiana, dizendo que pregava um mestre todo-poderoso, encarregado de manipular os processos mentais do aluno por meio da instrução. Para Dewey e a maioria dos pedagogos do século XX, o pensamento de Herbart subestima e ignora a ação do aluno e sua capacidade de auto-educar-se. A pedagogia contemporânea tornou-se o aluno sujeito do ensino e substituiu o individualismo do século XVIII.

Bibliografia
PILETTI, Claudino e Nelson, Filosofia e Historia da Educação, 7.ª edição, 1988, editora Ática, São Paulo,SP
Nova Escola, setembro de 2004, pp. 28 a 30 veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Com este título, o famoso livro de utopia/ficção científica do escritor inglês Aldous Huxley descreve um mundo futuro (não tão admirável), onde as crianças serão concebidas e gestadas em laboratórios, em linhas de produção artificiais, com um controle total sobre o desenvolvimento dos embriões pelos cientistas do Estado. Na década dos 30, quando o livro foi escrito, o espectro de um governo autoritário, armado de recursos de alta tecnologia, obsessionado com a uniformidade e com o controle total da população, eram temas comuns na literatura, devido, evidentemente, ao surgimento apavorante de ideologias totalitárias modernas, como o fascismo e o comunismo de estado. A idéia de clonagem do ser humano, ou seja, a produção científica de milhares de seres humanos perfeitamente iguais uns aos outros, era outro tema recorrente, inspirado em parte pelos avanços da genética, e por outro, pela visão proporcionada pelas fileiras infindas de soldados inteiramente iguais, marchando com passo de ganso nas manifestações de massa do nazismo em Nüremberg. Visões desse pesadelo distópico, brilhantemente imaginado por Huxley vieram à tona nesta semana, com o anúncio, por cientistas escoceses, de que tinham obtido clones perfeitos em duas ovelhas. Os pesquisadores, Keith Campbell e David Solter, do Roslin Institute, de Edinburgh, utilizaram uma técnica bastante conhecida, que já tinha sido usada anteriormente com dezenas de espécies, desde plantas até sapos, mas nunca em mamíferos tão complexos como uma ovelha.
Esta técnica foi inventada por um cientista chamado Gurdon, na década dos 70. Utilizando avanços na cultura de células vivas fora do corpo, e de novos aparelhos de micromanipulação, que permitem ao pesquisador operar delicadamente uma única célula, sem matá-la, Gurdon retirou células já diferenciadas (isto é, formadas embriologicamente) do intestino de uma perereca, extirpou seus núcleos, onde existe o DNA e os cromossomas (o material genético), e os implantou em óvulos, dos quais o núcleo tinha sido previamente retirado. Como resultado, notou que os genes do novo núcleo se desdiferenciavam e produziam um novo ser, totalmente idêntico ao que tinha doado o núcleo. A clonagem, então se tornava possível (no ser humano, a única situação natural em que isso ocorre é nos gêmeos univitelinos). No experimento com as ovelhas, os cientistas fizeram exatamente a mesma, coisa, tendo aperfeiçoado o método de cultura de células, e de implante do embrião recém formado no útero de ovelhas-mães, uma técnica já perfeitamente dominada, e utilizada em grande escala na pecuária para aumentar a qualidade dos rebanhos. Teoricamente, o trabalho abre as portas para a produção em massa de animais clonados. E qual seria a vantagem disso ? Evidentemente, os pesquisadores podem selecionar um doador de núcleos que seja um exemplar perfeito da espécie, para fins econômicos, e "brincar de Deus", como diz o título da reportagem da revista "Veja", ou seja, derrotar os mecanismos lentos e imprevisíveis da seleção artificial por reprodução, e chegar diretamente a milhares de cópias desse exemplar. Outra vantagem é, que conhecendo bem um exemplar, a menor variabilidade biológica do rebanho facilitará sua alimentação, prevenção e tratamento de doenças, e previsão de ganhos ponderais, de produção de lã, etc. A pergunta que todo mundo está fazendo é se isso seria possível crianças com genomas idênticos (é o caso dos gêmeos univitelinos, ou seja, originários da divisão do mesmo óvulo fecundado) têm muitíssimas coisas em comum, inclusive vários aspectos da personalidade e inteligência. É como se uma fosse uma cópia quase perfeita da outra. Atemorizante, porque abre caminho para muitos abusos, principalmente em sociedades autoritárias ou grupos anti-sociais, como aquela seita japonesa que soltou gás no metrô de Tóquio. Do ponto de vista de um casal que quer ter vários filhos, a clonagem poderá ter várias aplicações interessantes. Uma possibilidade medica e eticamente justificada seria aquela em que os pais têm risco genético alto de terem filhos deficientes ou com doenças congênitas. Caso eles tenham a sorte de ter um filho inteiramente normal, poderão clonar o genoma deste para gerar um segundo filho, o qual correrá um risco muitíssimo menor de ter a doença. Creio, mesmo, que esta será uma conduta recomendada rotineiramente pelos geneticistas em tais casos. Uma outra possibilidade correlata é quando os pais estão tão encantados com um filho já nascido (se a criança for excepcionalmente bonita e/ou inteligente, por exemplo), que desejam uma cópia idêntica do mesmo. Assim, correrão menos riscos de ter um segundo filho fora das características desejadas. Esta, evidentemente, já cria alguns problemas de ordem ética e moral; mas não legal, pois se a técnica existe e é segura, não deve cair, a meu ver, sob o escrutínio da justiça: afinal ninguém necessita permissão de um juiz para ter filhos gêmeos univitelinos. Uma polêmica maior é criada quando uma pessoa deseja ter um filho que seja uma cópia perfeita de si mesma. Isso poderá ocorrer em vários casos, de gravidade ética cada vez maior. Primeiro, o da mãe biológica que deseja clonar um filho com o genoma de seu marido ou uma filha a partir de si mesma (neste caso a clonagem eqüivale a uma partenogênese, um evento comum em muitos animais, mas teoricamente muito difícil de ocorrer naturalmente no ser humano). Segundo, o de uma mãe solteira que deseja clonar o genoma de algum grande homem ou mulher (um artista de cinema admirado, um prêmio Nobel super-inteligente, etc.). Será que a Sharon Stone gostaria de doar algumas cé ;lulas suas para essa finalidade ? Teoricamente, ela poderia ter muitas e muitas filhas tão bonitas e inteligentes quanto ela...Terceiro, o de um homem solteiro que deseja clonar a si mesmo, usando uma "barriga de aluguel" (uma mãe não biológica, implantada artificialmente com o embrião). Até aqui, eu ainda acho é tudo relativamente aceitável, do ponto de vista da Ética médica. Nada que seja muito grave ou danoso para a sociedade e para as pessoas. Enquanto estivermos nesse nível, não estaremos invertendo grandemente a ordem natural das coisas (eu até acharia interessante, por exemplo, ter um filho idêntico ao que eu sou. Seria a mesma coisa que tomar conta de mim mesmo, me ver quando era bebezinho, acompanhar e influenciar meu próprio crescimento !). O Papa, evidentemente, não deve concordar muito comigo nesse aspecto, e a Igreja deverá, previsivelmente, ser totalmente contrária a essas idéias. Os problemas ficam realmente feios se um regime autoritário começar a fazer clonagem em massa. Algo, por exemplo, como , estabelecer "linhas de produção" de super-elites inteligentes, fazendo nascer centenas de milhares de Einsteins... Ou então, pegar um super-soldado geneticamente perfeito e absolutamente sociopata, e replicar seu genoma aos milhares. Ou pior, um Sadam Hussein ou um Idi Amim produzindo sucessores idênticos a eles mesmos. Imaginem só o que Adolf Hitler teria feito se tivesse essa tecnologia em suas mãos... veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Processo é um romance de Franz Kafka, que conta a história de um bancário que é processado sem saber o motivo, este é Josef K.

O perfil de K. era de um funcionário exemplar, sendo que trabalhava num famoso banco e tinha um cargo de grande responsabilidade. Desempenhava sua função com muita dedicação, razão que o levou, em pouco tempo, a crescer na empresa.

Porém na manhã em que completara 30 anos, Josef K. foi detido em seu próprio quarto por dois guardas, que tomaram o café que devia ter sido dele, e depois, sugeriram estarem sendo subornados. Neste momento inicia o pesadelo de Josef K., que foi detido sem ter feito mal algum. De principio, imaginava ser uma brincadeira de seus colegas de banco, pois não podia acreditar no que estava acontecendo.

Josef K. acreditava que todo o mal entendido seria esclarecido e ao ser convocado para um interrogatório viu a oportunidade de isto acontecer. Estava errado. Deparou-se com um inspetor rude e agressivo que o ameaçava e fazia chantagens. Contudo K. exigia esclarecimentos, porém inutilmente, já que nem o inspetor e nem os guardas sabiam sobre o motivo de sua detenção.

E toda narrativa segue sem que se conheça quem teria denunciado Josef K. às autoridades e o motivo de estar sendo preso. Apesar disso, o personagem central luta o tempo todo para descobrir do que estava sendo acusado, quem o acusava e com embasamento em que lei. Contratou um advogado na esperança de ter alguma saída e também para obter informações sobre o seu caso, mas logo ele foi dispensado, pois não estava dando muita atenção ao processo dele.

Tentou entrar em contato com o judiciário, mas teve pouco sucesso, o que encontrou foram muitos processos, sendo o dele apenas mais um que ficaria esperando por muito tempo. Todo o desenrolar do processo não lhe parecia verdadeiro, os acusadores e as testemunhas tinham atitudes duvidosas e absurdas, até crianças eram chamados a prestar depoimentos.

No final, Josef K. se encontrava sem ânimo para prosseguir lutando contra um processo que ele nada conhecia, estava apático e indiferente. Pode-se interpretar que no capítulo X: O fim, Josef K. combinou para que dois senhores o matassem, e assim foi feito.

“(...) as mãos de um dos senhores seguraram a garganta de K. enquanto o outro lhe enterrava profundamente no coração a faca e depois a revolvia ali duas vezes.” (KAFKA, 2004, p. 254).

Este é o fim de Josef K.





2 ANÁLISE CRÍTICA



A obra é uma crítica direta do sistema judiciário, mas ficar somente nesta interpretação limita a toda uma extensão de pontos de vista que pode ser analisado.

Como uma crítica ao sistema judiciário, podemos nos atentar a este aspecto, pois esta é a primeira interpretação que se observa. Na época e no local onde viveu Franz Kafka imperava um Estado autoritário (primeiramente Tchecoslováquia e logo o Império Austro-húngaro) e havia constantes lutas pelo poder e o ambiente da Primeira Guerra Mundial proporcionava ações arbitrárias pelas autoridades. Assim observamos que é compreensível esta obra ser apresentada de tal forma, como uma crítica ao sistema judiciário.

É fácil encontrar nos livros de História e em depoimentos de muitas pessoas a mesma situação vivida por Josef K., basta lembrar de como os direitos individuais são tolhidos em sociedades como de Cuba de Fidel Castro; nas prisões de Abu Ghraib, no Iraque, e de Guantánamo, em Cuba, todas estas comandadas pelo “democrático” Estados Unidos da América; e as seguidas torturas de chechenos por parte dos russos. São todos exemplos de sistemas judiciários que, como o da história de Josef K., não respeitam as leis e operam acima delas.

Porém este cenário não ocorreu somente em países a milhares de quilômetros de distância do Brasil. Temos histórias de torturas na maioria dos países da América do Sul e, não diferente, no Brasil também. Principalmente na ditadura militar, várias famílias viram homens com “traje negro e justo” retirem seus pais, filhos, maridos e esposas de suas casas, antes mesmo do café, para serem torturados por acusações que nem conheciam. Igualmente a história de Josef K.

Contudo eu interpretei esta obra, não somente como um retrato fiel do sistema judiciário despótico, e como a burocracia e a justiça são falhas. Interpretei também fazendo um paralelo entre a vida de Josef K. e as nossas, seres humanos na prisão que é o mundo, apesar de não parecer. Sofrendo de alienação, e sendo controlados o tempo todo, sem achar respostas e explicações para nada, frente à um sistema doutrinador que estamos inseridos, e que a todo o momento lançam informações que nós temos de engolir sem ao menos revisar e saber o porquê.

Enfim, analiso a obra de Franz Kafka como uma história que está aberta a várias interpretações, sendo que algumas delas de uma complexidade ilimitada. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Administração Escolar e Qualidade do Ensino: O que Os Pais ou Responsáveis Têm a Ver Com Isso?
Para uma sociedade democrática é importante de que esta preveja em sua estrutura, a instalação do mecanismo institucionais que estimulem a participação em sua gestão não só de educadores e funcionários mas também dos usuários, a quem ela deve servir.
A noção de qualidade do ensino está ligado a preparação para o mercado de trabalho, e o ingresso para o ensino superior. Sem minimizar a importância desses dois elementos, o conhecimeto, técnicas, valores, comportamentos, atitudes construídos historicamente, deve ser passado de geração em geração. Essa produção tem sido mediada pela educação, e é por ela que o homem tem a possibilidade de construir-se historicamente diferenciando-se da mera natureza..
A escola ao prover a educação precisa tomá-la em todo seu significado humano não em apenas algumas de suas dimensões. A escola publica tem baixa qualidade, porque não fornece o mínimo necessário para a criança e o adolescente construir-se enquanto seres humanos, diferenciados do simples animal. Na prática cotidiana, professores influenciados pela ideologia liberal buscam para as camadas sociais usuárias a mesmas metas de ingressar na universidade, que era o objetivo da escola publica de três quatro anos atrás.
A reprovação, a evasão e o baixo nível de conhecimento produzidos na escola caem sobre a culpa de professores por serem incompetentes. Estes por sua vez alegam a falta de interesse dos alunos como mau desempenho escolar. Considerando assim, o trabalho docente, a situação de ensino que é o próprio trabalho, não é o produto. Se a escola tem que responder por produtos, estes só podem ser o resultado da apropriação do saber de seus alunos. Se eles não aprendem é que a escola não é produtiva.
O querer aprender como questão didática, é essencial para que a produção se realize, este querer aprender é um valor cultivado historicamente pelo homem e, um conteúdo cultural que precisa ser apropriado pelas novas gerações, por meio do processo educativo. Não cabe a escola como agência encarregada da educação sistematizada renunciar essa tarefa. Por isso é que não tem sentido a alegação de que, se o aluno não quer aprender não cabe a escola a responsabilidade por seu fracasso. Cabe sim, e esta é uma de suas tarefas. Levar o educando a querer aprender é o desafio primeiro da didática.
Não há duvida que a escola pouco ou nada tem feito para tornar o ensino prazeroso, condição mais que necessária porá o interesse do aluno. Porém, não depende exclusivamente dela. Aprender e estudar é um valor cultural que precisa ser permanentemente cultivada. Começa a formar-se desde os primeiros anos de vida. A continuidade entre a educação familiar e a escolar esta em conseguir a adesão da família para a tarefa de desenvolver nos educandos atitudes positivas e duradouras com relação ao aprender e ao estudar. Levá-los a querer aprender implica fazê-los sujeitos, quando com seus pais, trazendo-os para o convívio da escola, mostrando que é importante sua participação.
Em termos de política educacional, a relevância de estudos sobre a colaboração que os pais tem em casa para o processo pedagógico, procurando conhecer, o que eles pensam a respeito do ensino e quais as predisposições em que colaborar com a escola no desenvolvimento de valores favoráveis a aquisição do saber, o que se quer é um desenvolvimento destes em atividades costumeiras. É unânime dentro da escola que esta crença é importante para o desempenho do aluno. Todos os pais podem estimular seus filhos, interessando-se por seus estudos, verificando seus cadernos, reforçando sua auto-estima, enfim, levando-os a perceber a importância do aprender e a sentir-se bem estudando. Porem, cabe a escola esclarecê-los a respeito de como desempenhar seu papel. Há um perigo de tornar essa missão catequética ou doutrinária. Para isso a pesquisa de campo, como projeto de formação de pais autorizado pela delegacia de ensino e com previsão de recursos para a execução.

A GESTÃO COMPARTILHADA NA ESCOLA PÚBLICA

Neste artigo, explicita determinantes históricos da gestão na educação. A escola tem a função de garantir a contundência histórica da pratica educativa e a integração do conjunto de praticas pedagógica.

A Falácia da Educação Escolar e de sua (pseudo)Democratização
Há hoje no país, condições mínimas de se exercer a cidadania, faltas de perspectivas e de esperanças.

As Bases Fundantes da Gestão Democrática
A globalização e a tecnologia, que fundam e dão base pra a exclusão e para o neoliberalismo, também fundam e dão base para a inclusão e pra o estatuto de partilha e da companheirice da sociedade da inclusão universal, fundada dna colaboração econômica, na co-responsabilidade política e na solidariedade ideológica.
A gestão compartilhada na escola só faz sentido como uma prática social que qualifica o processo educativo na construção da revolução sócio-antropológico emancipadora. Este é oi processo histórico em construção que faz sentido, superando o autoritarismo, fundado na imposição anti-educativa e evitando a falácia da democratite, fundada na irresponsabilidade coletiva.
A indignação crescente da sociedade civil com o estado da educação brasileira vem acompanhada de uma enorme e fundada esperança, que resgata o próprio e real sentido da intervenção educativa escolar. Dois eixos se fundam e alicerçam uma gestão democrática conseqüente:
1. o sentido social da educação que emerge o novo mundo do trabalho e as novas demandas que se exige pensar e trabalhar em equipe, tornando exigente e complexa a parceria e co-responsabilidade na sua gestão; o conhecimento como nova base de relação, produção material, excluindo pessoas e por outro lado constituindo como oportunidade pra a construção de uma nova sociedade; o tempo livre gerado pelo desemprego, aposentadorias, folgas semanais e outros, tornam-se desafio, de transformá-lo em tempo para conviver e curtir e não a servir ao senhor nosso deus capital.
2. a concepção de aprendizagem e conhecimento, fundada de experiências recentes pedagógicas. A educação no sentido amplo é um processo de produção histórica humana; num sentido restrito é uma prática social que contribui no processo dessa história, através da aprendizagem do conhecimento. O conhecimento pode ser entendido como produto ou informação – o saber histórico acumulado pela humanidade- ou processo ou construção – é a construção do saber, onde conteúdos são trabalhados no ato pedagógico e o importante é que o aluno compreenda, construa seu dizer, a sua própria palavra e desenvolva a sua competência para exercer o direito de se pronunciar. Este processo implica a intersubjetividade, parceria, partilha e se opõe a toda forma de redução à mercadoria.
A emancipação humana é um processo antropossocial, coletivo e individual, social e antropológico, forjado na história da humanidade e das pessoas desenvolvendo três características humanas:
1. o pensamento – é a capacidade de intervir inteligentemente, trabalhar mentalmente o real, elaborando um projeto de mudança do mesmo. A escola é um espaço social o que privilegia o desenvolvimento de aptidões cognitivas de todos e de cada um, reforça a responsabilidade sócio-política da escola de construir o futuro.
2. a convivência – as pessoas se produzem historicamente no encontro com outras pessoas. Esta convivência é indispensável para o processo de construção de si. A escola é o espaço de intervenção educativa onde pessoas se qualificam para a ventura de conviver, implicando numa construção de aptidões atitudinais, parcerias, encontros de convivência das demandas e se concretiza na gestão democrática.
3. o encantamento – e a possibilidade de encontrar e construir sentido para suas vidas e para o mundo. Na escola a avaliação deve ser vista como um processo de acompanhamento da construção da celebração de aprender, avançar na construção do conhecimento e mediar uma melhora na relação pedagógica.

Conclusão
A escola é um espaço social que celebra a aprendizagem, vive o encanto da construção da emancipação humana, consolida relações, contribui pra a humanidade. E pela gestão democrática se garante uma pratica da construção emancipadora da existência das pessoas e da humanidade. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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