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Felicidade Clandestina - Clarice Lispector
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Eu, única obra de Augusto dos Anjos, reúne sua obra poética. De linguagem cientificista (a minha edição tem "só" 373 notas de fim), o poeta mostra uma obsessão com a morte simultânea a sua aversão a ela. Fala de si mesmo, da doença que o vitimou (tuberculose), da humanidade, dos sentimentos, do banal; tudo pessimismo, linguagem e técnica impecável. O vocabulário e as imagens poéticas, que incluem expressões como "escarra esta boca que te beija", levaram os críticos da época a considerá-lo um poeta de mau gosto; não é verdade. Augusto dos Anjos em Eu demonstra uma visão de mundo como a de Machado que não se manifesta do mesmo modo sutil, mas é igualmente poderosa. Parnasiano na forma e simbolista nas imagens, Augusto dos Anjos é um pré-modernista e mostra nesta obra por seu estilo único e inconfundível. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Modernismo da segunda fase. Olhai os Lírios do Campo é dividido em duas partes de doze capítulos cada. Na primeira parte Eugênio, o personagem principal, vai tendo flashbacks de seu passado enquanto se dirige ao hospital onde está Olívia. Vai lembrando sua infância pobre, quando tinha pena de seu pai e era humilhado na escola por sua condição social, a escola de Medicina (o preço dele ir à escola de Medicina foi não esmerarem-se na educação de seu irmão Ernesto, que se torna um vagabundo). Na faculdade conhece Olívia, que se torna uma grande amiga e com quem tem uma noite de amor no dia do estopim da Revolução de 30. Eugênio conhece a futura esposa, Eunice, num atendimento a uma empregada desta e casa-se com ela apenas para ascender socialmente, sem ter nenhum amor. Preso num casamento sem amor, num emprego de fachada na fábrica do sogro rico e com uma amante a quem não ama, Eugênio reencontra Olívia, que estava numa colônia de italianos. Ela apresenta-lhe Anamaria, sua filha. No presente (finais da década de 1930), ao chegar ao hospital já mais otimista sobre o estado de saúde de Olívia do que na partida, Eugênio recebe a notícia de que ela morreu.

A Segunda parte, passada no presente após a morte de Olívia, é no presente e intercalada por partes de algumas das cartas que Olívia escreveu para Eugênio e nunca lhe enviou. Eugênio toma coragem e separa-se da esposa, abandona a amante, vai viver com a filha (na casa onde Olívia morava com um casal de alemães) e volta a clinicar para os pobres. Eugênio vai assim, sempre com a memória de Olívia, mesmo que ela vá desaparecendo aos poucos, redimindo-se e vendo melhor a pobreza de que sempre tinha tanto asco. Mas não sem seus momentos negros, como o caso de Simão e Dora. Dora é a filha de sua amante (que é uma mãe negligente) com um engenheiro fascista e workaholic que dá mais importância ao prédio que está construindo do que a ela. Ela se apaixona por Simão, um jovem e pobre estudante judeu. A união é desaprovada pelos pais e ela acaba morrendo num aborto feito por uma parteira após Eugênio negar-lhes o ato. Mas por todo o tempo Eugênio vai se ligando a uma vida mais simples, a amigos mais simples e verdadeiros como o céptico Dr. Seixas a quem admirava quando criança. A história acaba com ele e Anamaria saindo para passear num ensolarado dia de verão de Porto Alegre. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Este romance é definido pelo autor como Idílio (s. m. Pequena composição poética, campestre ou pastoril; amor simples e terno; sonho; devaneio.) e abusa das técnicas modernas, usando uma linguagem coloquial, perto do falar brasileiro (por exemplo, começando frases por pronomes oblíquos), sem capítulos definidos, prosa telegráfica, expressionismo, construído através de flashs, resgatando o passado ou fixando o presente. Publicado em 1927, o Idílio causou impacto. Desafiou preconceitos, inovou na técnica narrativa. Sem nenhum prêambulo, Souza Costa e Elza surgem no livro. Souza Costa é o pai de uma típica família burguesa paulista do início do século. Elza, uma alemã que tinha por profissão iniciar sexualmente os jovens. Professora de amor. Souza Costa contrata os "serviços" de Elza (que por todo o livro é tratada por Fräulein - senhora em alemão) com o intuito de que seu filho inicie sua vida sexual de forma limpa, asséptica, sem se "sujar" com prostitutas e aproveitadoras. Ela afirma naturalmente que é uma profissional, séria, e que não gostaria de ser tomada como aventureira. Oficialmente, Fräulein seria a professora de alemão e piano da família Souza Costa. Carlos aparece brincando com as irmã, ainda muito "menino".

Fräulein se ressente por não prender a atenção de Carlos no início, ele era muito disperso, mas gradualmente vai envolvendo-o na sua sedução. Eles tinham todas as tardes aulas de alemão e cada vez mais Carlos se esforçava para aprender (o alemão?!) e aguardava ansioso as aulas. Fräulein, em momentos de devaneios, criticava os modos dos latinos, se sentia uma raça superior, admirava e lia incessantemente os clássicos alemães, Goethe, Schiller e Wagner. Compreendia o expressionismo mas voltava à Goethe e Schiller. A esposa de Souza Costa, vendo as intimidades do filho para com ela, resolve falar com Elza e pedir para que deixem a família. Fräulein esclarece seu propósito de forma incrivelmente natural, e após uma conversa com o marido, a mãe decide que é melhor para seu filho que ela continuasse com suas lições. O livro é permeado de digressões. Mário de Andrade freqüentemente justifica alguns pontos (antes que o critiquem), analisa fatos, alude à psicologia, à música e até mesmo à Castro Alves e Gonçalves Dias. Mário compara a vida dos extrangeiros nos trópicos, entre Fräulein e um copeiro japonês. Mostra a dicotomia de pensamento de Fräulein entre o homem-da-vida (prático, interessado no dinheiro do serviço) simbolizado por Bismarck - responsável pela unificação da Alemanha em 1870 à ferro e fogo e Wagner, retratando o homem-do-sonho. O homem-do-sonho representa seus desejos, suas vontades, voltar a terra natal, casar e levar uma vida normal. Mas quem vence em Fräulein é o homem-da-vida, que permite que ela continue o serviço sem se questionar. Carlos após ter tido "a"aula mestra, começa a viciar-se em "estudar". Certamente a didática de Fräulein era muito boa. Era tempo para Fräulein se despedir, tendo este trabalho concluído. Ela sabia que os afastamentos eram sempre seguidos de muitos protestos e gritos. Souza Costa surpreende Carlos com Fräulein (tudo já armado) e utiliza-se deste pretexto para separá-los. Carlos reage defende Fräulein, mas mesmo ele fica aturdido diante do argumento do pai: e se ele tivesse um filho? Ainda relutante, ele deixa-a ir. Depois algumas semanas apático, Carlos volta a viver normal. O livro acaba mas continua. Escreve Mário de Andrade - "E o idílio de Fräulein realmente acaba aqui. O idílio dos dois. O livro está acabado. Fim. (...) O idílio acabou. Porém se quiserem seguir Carlos mais um poucadinho, voltemos para a avenida Higienópolis. Eu volto." Após se recupear, Carlos avista acidentalmente Fräulein, já em um novo trabalho, e apenas saudou-a com a cabeça. A vida continua para Carlos. Fräulein ainda iria seguir com 2 ou mais trabalhos para voltar à sua terra. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A mortalha de Alzira é o oitavo romance de Aluísio Azevedo, já conhecido do público leitor por obras como O mulato, de 1881. Publica A mortalha de Alzira sob o pseudônimo de Vítor Leal, em forma de folhetim, no jornal Gazeta de Notícias, de 13 de fevereiro a 23 de março de 1891. Em 1892 A mortalha de Alzira será publicado em volume, alcançando muito sucesso: foram vendidos 10.000 exemplares em três anos, o que, na época, foi considerado um recorde. A mortalha de Alzira é o único livro do autor que se passa na sua íntegra fora do país, na França, no período do reino de Luís XV, século XVIII, nos arredores de Paris. Sua história é a eterna luta entre a fé e o erótico: o padre Angelo busca desesperadamente reprimir sua paixão pela cortesã Alzira. Mostra também Aluísio Azevedo a corrupção da Igreja, sua ligação com a aristocracia em processo de decadência. Aluísio Azevedo viveu num período em que a luta da fé contra o livre pensamento estava na ordem do dia: no Brasil, o comportamento do clero, devasso e corrupto, levava os escritores a uma posição anticlerical, e A mortalha de Alzira pode ser considerado um documento nesse sentido. Os romances-folhetins eram em geral romances românticos, mas, quando do início da escola naturalista, faziam muito sucesso os elementos naturalistas que, convivendo com a intriga romântica, passaram a aparecer nos folhetins. Neste momento, na França, havia uma forte onda anticlerical, com a campanha pela criação das escolas leigas.

Da França (Zola) e Portugal (Eça de Queirós) vieram as principais influências da escola naturalista, inaugurada por Aluísio Azevedo com O mulato. Em A mortalha de Alzira encontramos elementos românticos (sonhos, devaneios) e naturalistas. A corrente naturalista no Brasil seguiu o período de mudanças profundas por que passava a sociedade brasileira: decadência da estrutura agrária; fim da guerra do Paraguai; movimentos abolicionistas; luta da Igreja Católica contra a Maçonaria; a vida urbana e seus trabalhadores livres; revolução nas ciências. Em todo o mundo, houve avanços nas pesquisas científicas e na avaliação da importância do conhecimento científico. Falava-se do mundo racional, em oposição ao mundo fantasioso e cristão, de verdades absolutas, do período medieval. A literatura da era "materialista" no Brasil desdenhará o sentimento, e com ele o sentimentalismo romântico, indo buscar a "verdade" dos fatos precisamente observados e recolhidos documentalmente. É neste contexto que as questões individuais de anomalias de comportamento (como o sacerdote, de A mortalha de Alzira) tiveram um preponderante papel: ao investigar através da ciência que se desenvolvia à época o comportamento humano, os autores naturalistas queriam afirmar os condicionamentos do meio sobre o indivíduo; com isso, denunciavam a injustiça de certas instituições e mostravam alguns comportamentos perturbados ou doentios daí decorrentes. Em A mortalha de Alzira o crítico Moisés Massaud considera inovador o fato que o histérico seja um homem, no caso um padre; pois, até então, eram as mulheres as histéricas, e vários romances à época trataram do tema da histeria feminina. Também considera importante o fato de que Aluísio Azevedo denuncia a educação recebida pelo sacerdote como a razão de seu infortúnio, por não lhe ter permitido escolher um outro destino. A figura do médico, muito comum nos romances naturalistas, também está presente em A mortalha de Alzira (o dr. Cobalt), confundindo-se com o próprio romancista, pois é quem investiga o comportamento da personagem/paciente. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A Normalista , considerada obra "libidinosa", quando de seu lançamento, ajusta-se perfeitamente às propostas do Determinismo. João da Mata desfruta sexia;,emte de sai afilhada. Maria da Mata , moça ingênua, de uma excepcional brandura de caráter, educada em uma casa de caridade e depois normalista. Pressionada pelo instinto sexual e por circunstâncias superiores à sua vontade, Maria do Carmo entrega-se ao padrinho, submetendo-se totalmente à lascivia de João da Mata.

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Ana Terra era uma moça que morava com sua família em um sítio muito longe da cidade e tinha uma vida sofrida, e a única coisa que Ana e sua família faziam era trabalhar. Embora Ana tinha o desejo de abraçar e beijar algum homem. O princípio de seu desejo veio com a chegada do índio Pedro Missioneiro, e que lentamente foi crescendo na sua condição de macho: uma cara moça e trigueira, de maçãs salientes. Ana, quando o via sentia uma coisa que não podia explicar: um mal-estar sem nome, mistura de acanhamento, nojo e fascinação. Em sua singeleza, atraía-se pelo estranho, confirmando-se como aquela mulher desejável que enxergara no fundo das águas. Entregar-se àquele desconhecido foi um passo tão natural como o suceder das estações naqueles ermos. Antes, arriscou um jogo delicioso de avanços e recuos, sabendo que, quisesse ou não quisesse, agindo a favor ou contra a lei paterna, seria daquele homem. E, numa tarde, considerou-se pronta, e o desejo palpitava em todas as sua artérias; encaminhou-se para a barraca do índio, o reino de Pedro Missioneiro. E lá aconteceu algo que Ana queria. Os dias seguintes foram de medo, pânico misturado à vergonha e depois disso, logo soube que estava grávida, e o isso tornou-se um espaço de lágrimas. Carregou o segredo o quanto pôde, mas um dia, não se contendo mais, revelou tudo à mãe. Dona Henriqueta nem teve tempo de consolá-la: e o pai declarou já saber de tudo e foi como se um trovão cortasse os céus. Nada mais poderia ser feito: cumprindo um código ancestral, ele convocou os dois filhos, e esses mataram Pedro Missioneiro. Sabia que sua vida naquela casa dali por diante seria um inferno.

De um instante para outro tornou-se invisível aos olhos do Pai, transfigurando-se numa entidade pecadora. Simbolicamente expulsa de sua casa, procurou fazer-se pequena, para que sua pequenez diminuísse a dor da culpa; tratava-se, porém, de uma culpa mais aceita do que entendida. Logo aconteceu o nascimento do filho de Ana Terra e, Dona Henriqueta assistiu-a, cortando o cordão umbilical do menino Pedro. Mesmo assim, os pais e irmãos não tomaram conhecimento do novo ser que habitaria o rancho. Contra toda as possibilidades, Pedrinho cresceu, e a vida seguiu seu rumo. Os irmãos casaram-se, e, para Ana, cada dia era a repetição do dia anterior. Depois disso, sua mãe morreu, de nó nas tripas, mas esta morte não abalou muito à Ana. Então vieram vários castelhanos, assassinando, incendiando, violando. Ana mandou a esposa de seu irmão e as duas crianças irem se esconder no mato, e fingindo ser a única mulher da casa, imola-se voluntariamente à sanha dos bandidos. Foi estuprada várias vezes, e ao acordar de seu desfalecimento, encontrou um quadro de horrores: o pai, o irmão Antônio, os escravos, todos estavam mortos no meio da casa já destruída. Ana entendia naquele momento que estava liberta de sua mancha original, e pela forma mais bárbara e purificadora. Nada lhe fora poupado em sofrimento, e pelo sofrimento reconciliava-se com a vida. Numa exaltação próxima a uma feroz alegria, aceitou o convite de um forasteiro para ir formar o núcleo inicial de uma nova vida, e uma longa viagem a levou para um planalto. Lá ela construiu uma casa, morando com seu filho, que logo teve que ir para uma guerra contra os castelhanos. Voltando da guerra vivo, casou-se com uma moça, teve um filho e logo teve que voltar para a guerra, com o compromisso de voltar vivo, pois agora ele tinha uma mulher e um filho para cuidar. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Narra a história de Félix, emocionalmente instável e sacudido a todo momento por impulsões de ciúme na conquista da viúva LÍVIA. Cansada do comportamento de Félix, Lívia decide tornar definitiva a separação. “Não sei o que deva pensar deste livro, ignoro, sobretudo, que pensará dele o leitor.

A benevolência com que foi recebido em volume de contos e novelas, que há dois anos publiquei me animou a escrevê-lo. É um ensaio. Vai despretensiosamente às mãos da crítica e do público, que o tratarão com a justiça que merecer “. E, concluindo a Advertência: ”Minha idéia ao escrever este livro foi pôr em ação aquele pensamento de Shakespeare: Our doubts are trauitor, And make us lose the good we oft might win By fearing to attempt. Não quis fazer romance de costumes; tentei o esboço de uma situação e o contraste de dois caracteres; com esses simples elementos busquei o interesse do livro. A crítica decidirá se a obra corresponde ao intuito, e, sobretudo se o operário tem jeito para ela. É o que lhe peço com o coração nas mãos". veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
No livro “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, de Norman Geisler e Frank Turek, são abordados diversos temas referentes ao cristianismo e algumas das principais criticas que os cristãos são confrontados atualmente. Os autores, que em outra época eram céticos em relação ao cristianismo, agora defendem de forma convincente as afirmações do mesmo.
Primeiro eles abordam um problema que se vê em muitas universidades, que é o relativismo, onde as pessoas afirmam que não há verdades absolutas e tudo que chamamos de “verdade” na realidade não passa de opinião da sua época, ou que algo verdadeiro para uma pessoa e falso para outra sã igualmente válidos, pois não passam de opiniões pessoais. No entanto, como é exposto, dizer que a verdade é relativa é uma afirmação que contradiz a si mesma, basta perguntar se “a verdade de que 'toda verdade é relativa' é relativa” para mostrar sua contradição lógica, pois, ao mesmo tempo em que afirmam que não existem verdades absolutas estas pessoas afirmam que sua afirmação é absolutamente verdadeira.
Logo após tratar a questão de se podemos descobrir ou não a verdade sobre Deus, são apresentados os principais argumentos de sua existência: o argumento cosmológico, teleológico e moral. O argumento cosmológico fala que tudo que tem um inicio tem uma causa, já que o universo teve um inicio, a conclusão lógica é que ele teve uma causa. Eles concluem que a melhor explicação para o surgimento do universo é Deus, além de mostrar falhas de outras teorias como a dos universos múltiplos e as explosões continuas. O argumento teleológico diz que todo projeto exige um projetista, e após mostrar as evidências de que o universo possui características de um projeto novamente concluem que a melhor explicação é um projetista inteligente: Deus. O argumento moral afirma que toda lei exige um legislador, e, uma vez que os seres humanos são dotados de uma consciência moral, deve haver um padrão absoluto de moral que diferencie o bem do mal, como eles dizem “Madre Tereza vs. Hitler”. Respondem as principais objeções a esse argumente e afirmam, após isso, que a cosmovisão que melhor se encaixa nessas características é o teísmo.
Norman Geisler e Frank Turek falam também da teoria da evolução, que, segundo seus argumentos e evidências, está bem longe de ser um fato mas que as evidências apontam para o contrário. Tratam de outras questões, como o Jesus histórico, a confiabilidade do Novo Testamento e fazem uma defesa poderosa à ressurreição e as afirmações de Jesus sobre si mesmo, colocando o leitor numa difícil questão: Jesus foi um lunático, mentiroso ou é Deus:
Após argumentar com base em diversas evidências, os autores concluem que é necessário ter mais fé para ser ateu do que teísta, ou melhor, cristão, pois o cristianismo é a única religião baseada em evidências de tamanho peso.
Apesar de ser uma boa defesa à existência de Deus e ao cristianismo, e responder de forma convincentes os problemas dessa religião, existem outras questões que precisam ser resolvidas, fazendo do livro uma introdução à apologética cristã que pode levar o leitor curioso e sincero a buscar e entender mais sobre estes assuntos importantes. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
DE LA TAILLE, Y.; OLIVEIRA, M. K; DANTAS, H. Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, 1992.

Piaget –o Homem Como Ser Social -La Taille

Dos 6 meses aos 20 anos, o homem não é social da mesma maneira.
No primeiro estágio, o homem é essencialmente individual, não social. No segundo estágio, com a linguagem, começa-se uma socialização da inteligência, consegue distinguir o
Eu do Outro.
Só quando adulto com a qualidade de trocas intelectuais, o ser social se relaciona com os outros de forma equilibrada. Isso inicia no terceiro estágio de desenvolvimento – operatório concreto - quando há um equilíbrio entre a reciprocidade e a universalidade, alcançando uma personalidade, produto de uma socialização.
Assim, Piaget define a socialização desde o grau zero a personalidade, evolução que passa por trocas intelectuais, levando a lógica, forma final do equilíbrio das ações que o ser vivo busca a adaptação.
O desenvolvimento se dá com a interação sujeito com o objeto, satisfazendo as necessidades da vida social, na cobrança de uma coerência e de objetivos em relação de cooperação.
É a cooperação desde as relações entre crianças que se busca a reciprocidade e se constrói a lógica. Esta cooperação numa perspectiva ética depende de uma atitude moral, defendendo o ideal democrático.
O respeito as regras morais são paradigmáticos, por ser atividades interindividuais – herdados, mutáveis, envolvem acordos -. Assim a moralidade humana é como um contrato.
A evolução da pratica e da consciência da regra segue 3 etapas:
1. Anomia – a criança é imposta a deveres;
2. Heteronomia – dos 9/10 anos, as regras são tradicionais, sem acordos, há uma obediência ao pé da letra, vendo maior gravidade nas conseqüências e não na intenção. A justiça é confundida com lei ou autoridade e tem sanções como:
-castigos estranho ao delito - expiatório;ou
-castigos com relação ao delito – de reciprocidade. Assim, o dever determina o bem.
3. Autonomia – joga e respeita as regras, como regras de um jogo, é o juízo moral. A justiça separa-se da autoridade, levando a criança a se rebelar contra os adultos injustos. Diferente da heteronomia, o bem determina o dever.
O que faz passar de uma etapa para outra é a cooperação.
Na ação moral, a afetividade se confronta com a razão. A afetividade é a energia que move ações. A razão está a serviço da afetividade, identificando sentimentos e desejos para tr sucesso nas ações.
As ações morais autônomas são movidas pelo sentimento racional. Assim, a lógica desenvolve junto com a moral. A lógica se dirige a si mesmo e a moral dirige a afetividade. O afeto e a moral vivem e harmonia. A necessidade racional se torna a base para o sentimento da obrigatoriedade.

Vygotsky – Formação dos Conceitos – Oliveira

O homem se constitui em sua relação com outro social onde a cultura torna-se naturreza humana.
As Funções Psicológicas Superiores, FPS, isto é a consciência e o controle são constituído pela cultura e símbolos, onde: a representação mental e a significação dos símbolos (cultura) internaliza no indivíduo e dá-se o comportamento neste processo; e a palavra tem função de intercâmbio cultural e generaliza o pensamento quando nomeamos objetos e o classificamos servindo para mediar conceitos e torná-los símbolos.
A formação de conceitos passa por três estágios:
1.sincrético – agrupamento de objetos com nexos vagis e subjetivos;
2.complexo – agrupamento por fatos, concretos, não lógicos, por isso variáveis;
3.conceitos – abstrai-se suas características e resume-se em síntese.
A linguagem organiza o conhecimento.
Os conceitos são espontâneos, sem organização do cotidiano e científico quando sistemático e organizados, incluem-se num sistema mediado por símbolos e implica FPS.
Através da aprendizagem a criança desperta os processos de desenvolvimento porque o cérebro trabalha a atividade psicologia e a cultura tornando-se o homem biológico e cultural, em sócio-histórico.
A memória, a percepção, a atenção e o pensamento são funções mentais. O cognitivo e o afetivo unem-se e organiza a consciência e faz-se compreender o pensamento. Assim, a consciência é a organização do comportamento imposto por práticas sócio-culturais. A dimensão social é, portanto, essencial. A consciência internaliza o social e o individual, é histórica e manipula objetos e a linguagem, constituindo uma inter relação entre intelecto e afeto, entre o mundo e a representação simbólica, entre a subjetividade e a interação social.
As FPS são ações voluntárias conscientemente controladas e intencionais. O processo de internalizações das atividades sociais é a própria consciência humana, e é também o processo que constitui a subjetividade a partir da inter subjetividade.
O conceito é um significado é um ato de pensamento. O pensamento e a fala unem-se em pensamento verbal. Neste significado há um sentido cognitivo e um afetivo.
As falas podem ser exterior, oral; egocêntrica, da criança até 4 anos; e interior, através de pensamento.

Wallon – Do Ato Motor ao Ato Mental – Dantas

Para Wallon, o ser humano é organicamente social, e o grande eixo da psicologia é a motricidade, desenvolvimento motor, psicomotor.
As atividades musculares têm duas funções:
1. Cinética – músculo em movimento – esta tende a reduzir em ato mental, por isso, aos 2 nos, a sensório-motricidade diminui ao fortalecer o processo ideativo. A motricidade atua primeiro, e o homem ao entrar em contato com o físico é intermediado pelo social e cultural, desencadeando o pensamento. E é a imitação que realiza a passagem do sensório-motor ao mental.
2. Postural –músculo parado.
Tipos de movimentos:
-reflexos, até os 3 meses;
-involuntários ou automáticos, dos 3 meses aos 10 meses;e
-instrumentais ou práxicos, surgem no vim de um ano de vida.
No primeiro ano de vida, o cognitivo é latente, escondido e domina reações emocionais.
No segundo ano de vida, a inteligência dedica-se a construção da realidade, surgindo a função simbólica, que juntamente com a linguagem inaugura o pensamento discursivo. Que aparece aos 5 anos, revestido de sincretismo.
Entre 5 aos 9 anos, reduz o sincretismo levando ao pensamento conceitual.
Assim, a linguagem é produto e fabricante da razão humana.
Quanto à afetividade, Wallon se inspira em Darwin, que diz que a emoção é instrumento de sobrevivência humana, e dá o primeiro e mais forte vinculo entre as pessoas.
A emoção é contagiosa, epidêmica, anárquica, explosiva, imprevisível e assustadora, como é também biológica, orgânica e também social. É ela que faz a transição entre o orgânico e o cognitivo, racional, mediando pelo cultural-social, como também é o afetivo que dá acesso ao universo simbólico e origina a atividade cognitiva.
As emoções podem ser:
• hipertônicas – capazes de tornar pétrea a musculatura, como a cólera e a ansiedade;
• hipotônicas – reduzem o tônus muscular, como susto e a depressão.
• Defluxo Tônico – expressões de alegria, orgasmo;
• Regressiva – reduz o funcionamento cognitivo, quem está descontrolado não consegue pensar.
A sensibilidade: a motricidade e a linguagem tem dois níveis afetivos e cognitivos.
• afetivo – é uma fase do desenvolvimento que leva a vida racional, e que passa pela afetividade emocional ou Tônica, pela simbólica e pela categorial. Estes momentos constroem o sujeito.
• Cognitivo – se constrói a realidade.
Nos três primeiros meses, p desenvolvimento são movimentos de reflexos, impulsos, globais, descoordenados, movimentos que exprimem sinais de necessidades, por isso viram sinais comunicativos.
Aos seis meses, a presença humana é mais estimulante que os objetos.
No primeiro ano de vida, as conquistas motoras e as funções simbólicas elas lidam com o real pela gestualidade, pela função simbólica de cada objeto.
Na puberdade, as pessoas abrem as dimensões ideológicas, políticas, metafísicas, éticas e religiosas, construindo sua singularidade, uma individuação com objetivos, através da socialização. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A narradora recorda sua infância no Recife. Ela gostava de ler. Sua situação financeira não era suficiente para comprar livros. Por isso, ela vivia pedindo-os emprestados a uma colega filha de dono de livraria. Essa colega não valorizava a leitura e inconscientemente se sentia inferior às outras, sobretudo à narradora. Certo dia, a filha do livreiro informou à narradora que podia emprestar-lhe “As Reinações de Narizinho”, de Monteiro Lobato, mas que fosse buscá-lo em casa. A menina passou a sonhar com o livro. Mal sabia a ingênua menina que a colega queria vingar-se: todos os dias, invariavelmente, ela passava na casa e o livro não aparecia, sob a alegação de que já fora emprestado. Esse suplício durou muito tempo. Até que, certo dia, a mãe da colega cruel interveio na conversa das duas e percebeu a atitude da filha; então, emprestou o livro à sonhadora por tanto tempo quanto desejasse. Essa foi a felicidade clandestina da menina. Fazia questão de “esquecer” que estava com o livro para depois ter a “surpresa” de achá-lo. “Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante.” Uma amizade sincera: O narrador conheceu um colega de escola no último ano de estudo. Desde então, tornaram-se amigos inseparáveis. Quando não estavam conversando pessoalmente, falavam-se pelo telefone. A partir de certo momento, os assuntos começaram a faltar. Às vezes, marcavam encontro e, juntos, não tinham sobre o que conversar. Calados, logo logo se despediam e, ao chegar cada qual em sua casa, a solidão batia mais forte.

A família do narrador mudou-se para S. Paulo e ele, então, ficou no apartamento dos pais. O amigo morava sozinho, pois seus parentes ficaram no Piauí. A convite do outro, dividiram o mesmo apartamento. Ficaram alegres, porém instalou-se a falta de assunto. Só tinham amizade e mais nada. Tentaram organizar umas farras no apartamento, contudo a vizinhança reclamou. As férias foram angustiantes. A solidão de um ao lado do outro era incômoda demais. Quando o amigo teve uma pequena questão com a Prefeitura, o narrador fez disso pretexto para uma intensa movimentação, assumiu cuidar de toda a documentação exigida. No fim do dia os dois tinham assunto, pois exageravam as palavras no comentário de detalhes de pouca importância. Foi então que o narrador entendeu por que os namorados se presenteiam, por que marido e mulher cuidam um do outro e por que as mães multiplicam o zelo pelos filhos. É para terem oportunidade de ceder a alma um ao outro. Resolvida a questão com a Prefeitura, os dois arrumaram falsas justificativas de viajarem sós para estar com as respectivas famílias. Sabiam que nunca mais se reveriam. “Mais que isso – conclui o narrador – que não queríamos nos rever. E sabíamos também que éramos amigos. Amigos sinceros.” Miopia Progressiva: O menino era tido como inteligente e astuto em casa. O que ele dizia provocava olhares mútuos de confirmação de sua superioridade. Então ele começou a compreender que dependia dele a boa convivência dos membros da família. Quando não era ele o centro das atenções, eles se desentendiam. Para apoderar-se da chave de sua inteligência, o menino costumava repetir seus ditos; mas ninguém prestava mais atenção. Essa instabilidade dos familiares passou para ele, que adquiriu, então, um hábito mantido o resto da vida: pestanejava e franzia o nariz, deslocando os óculos que usava por causa da miopia. Toda vez que desenvolvia esse cacoete, era sinal de que estava interiormente tendo noção de sua instabilidade. Certa vez, disseram-lhe que passaria o dia inteiro na casa de uma prima casada, sem filhos, que adorava crianças. Ali, pressentiu ele, não haveria instabilidade: o tempo todo seria julgado o mesmo menino. Na semana que antecedeu a esperada visita, a cabeça do menino ferveu: como se apresentaria diante da prima? Inteligente? Bem comportado? Quem sabe até como palhaço? Triste talvez? Sentia até aperto no estômago quando antecipava a situação de que ia ser amado sem seleção, sem escolha, o que representava uma estabilidade ameaçadora. Aos poucos, suas preocupações passaram a ser outras: que elementos ele daria à prima para ela ter certeza de quem ele era? Como encararia o amor que ela nutria por ele? Ao entrar na casa da prima, duas surpresas o desnortearam (ele se desnorteava com surpresas): a prima tinha um dente de ouro no lado esquerdo da boca; ela o recebeu com naturalidade, sem evidenciar amá-lo. Já que suas previsões foram por terra, resolveu brincar de não ser nada. No entanto, à medida que o dia avançava, o amor da prima se evidenciou. Era um amor sem gravidez: ela queria que ele tivesse nascido dela; por isso demonstrava o amor estável, a estabilidade do desejo irrealizável. Amor que incluía paixão, a paixão pelo impossível. Quando o menino descobriu o ingrediente da paixão no amor, ele perdeu a miopia e viu o mundo claramente. Foi como se ele tivesse tirado os óculos e a própria miopia o fizesse enxergar. Desde então, talvez, ele adquiriu o novo hábito de tirar os óculos a pretexto de limpá-los “e, sem óculos, fitava o interlocutor com uma fixidez reverberada de cego.” Restos do Carnaval: A menininha de Recife gostava de carnaval. Entretanto, a atenção da família se concentrava na doença da mãe; por isso, se permitia pouca participação da menina na folia: ficava até onze horas da noite, ao pé da escada do sobrado onde morava, olhando os outros se divertirem. Passava o carnaval inteiro economizando o lança-perfume e o saco de confetes que ganhava. Ela não se fantasiava; porém, cheia de felicidade, se assustava com os mascarados e até conversava com alguns deles. Aos oito anos, houve um carnaval diferente. A mãe de uma amiguinha fantasiou a filha de rosa, usando papel crepom; com as sobras, fez a mesma fantasia para ela. Os cabelos ficariam enrolados e lhe passariam baton e rouge. Desde cedo, ela viveu a expectativa do momento de vestir a fantasia; a euforia era tanta que até superou o orgulho ferido de ganhar um presente porque sobrou papel. Quase na hora de ser fantasiada, a mãe dela subitamente piorou de saúde. Coube à menina, sem os cabelos enrolados e sem maquiagem, correr pela rua para buscar remédio. Mais tarde, acalmada a crise da mãe, ela saiu com a fantasia completa, contudo o encantamento já não existia mais. Como poderia ela se divertir, se a mãe estava mal? Só horas depois veio a compensação: um garoto de doze anos encheu a cabeça dela de confetes. “Considerei pelo resto da noite que alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.” O Grande Passeio: Uma velhinha pobre andava pelas ruas. Era apelidada de Mocinha. Havia sido casada, tivera dois filhos: todos morreram e ela ficou sozinha. Depois de dormir em vários lugares, Mocinha acabou, não se sabia por que, passando a dormir sempre nos fundos de uma casa grande no bairro Botafogo. Cedinho ela saía “passeando”. Na maior parte do tempo, a família moradora da casa se esquecia dela. Certo dia, a família achou que Mocinha já estava lá por muito tempo. Resolveram levá-la para Petrópolis, entregá-la na casa de uma cunhada alemã. Um filho da casa, com a namorada e as duas irmãs, foi passar um fim-de-semana lá e levou Mocinha. Na noite anterior, a velhinha não dormiu, ansiosa por causa do passeio e da mudança de vida. Como se fossem flashes descontínuos, vinham-lhe à cabeça pedaços de recordações de sua vida no Maranhão: a morte do filho Rafael atropelado por um bonde; a morte da filha Maria Rosa, de parto; o marido, contínuo de uma repartição, sempre em manga de camisa – ela não conseguia se lembrar do paletó... Só conseguiu dormir de madrugada. Acordaram-na cedo e a acomodaram no carro. A viagem transcorreu para Mocinha entre cochilos e novos flashes de memória com cenas entrecortadas da vida passada. Foi deixada perto da casa do irmão do rapaz que dirigia, Arnaldo; indicaram-lhe o caminho e recomendaram que dissesse que não podia mais ficar na outra casa, que Arnaldo a recebesse, que ela poderia até tomar conta do filho... A alemã, mulher de Arnaldo, estava dando comida ao filho; deixou Mocinha sentada sem lhe oferecer alimento, aguardando o marido. Este veio, confabulou com a mulher e disse a Mocinha que não poderia ficar com ela. Deu-lhe um pouco de dinheiro para que tomasse um trem e voltasse para a casa de Botafogo. Ela agradeceu e saiu pela rua. Parou para tomar um pouco de água num chafariz e continuou andando, sentindo um peso no estômago e alguns reflexos pelo corpo, como se fossem luzes. A estrada subia muito. “A estrada branca de sol se estendia sobre um abismo verde. Então, como estava cansada, a velha encostou a cabeça no tronco de árvore e morreu.” Come, meu filho: A mãe dá comida ao filho Paulinho e ele fica puxando conversa para evitar ter que comer. Os assuntos que ele traz são desconexos, simples pretextos para não comer. Por exemplo: o mundo é chato e não redondo; o pepino parece “inreal”, faz barulho de vidro quando a gente mastiga; quem teria inventado o feijão com arroz; o sorvete é bom quando o gosto é igual à cor... A mãe, paciente, vai respondendo laconicamente e insistindo em que Paulinho não converse tanto e coma. No fim, ele pergunta se é verdade que adivinhou que ela o olha daquele jeito não é para ele comer, mas porque gosta dele. A mãe diz que ele adivinhou sim, mas torna a insistir em que ele coma. Paulinho retruca: “ – Você só pensa nisso. Eu falei muito para você não pensar só em comida, mas você vai e não esquece”. Perdoando Deus: Andando pela Avenida Copacabana, a narradora teve uma sensação inédita: sentiu-se a mãe de Deus, o qual era a própria Terra, o mundo. Teve um carinho maternal por Deus. Foi quando ela pisou num rato morto. Encheu-se de susto e pavor como uma criança. Então revoltou-se contra Deus. Por que num momento de tanta beleza interior ela tinha topado exatamente com um rato? Teve vontade de negar que Deus existisse como Deus... Mas percebeu que esse pensamento é a vingança dos fracos quando tomam consciência de sua fraqueza. Concluiu que a sensação tão solene que tivera era falsa, estivera amando um mundo que não existe (“ no fundo eu quero amar o que eu amaria – e não o que é. E porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele.(...) Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho da minha natureza?”) Finalmente, ficou esclarecido na mente dela que estava querendo amar a um Deus só porque ela não se aceitava. Ela estaria amando um Deus que seria seu contraste, esse Deus seria apenas um modo de ela se acusar. “Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe”. Tentação: À tarde, sentada nos degraus de uma escada, em rua deserta do Grajaú, a menininha pobre, ruiva, solitária estava com um soluço seco a incomodá-la. Nisso, veio passando um cachorro basset ruivo. Parou diante da menina, sem latir. Fitaram-se mudamente. Sem emitir som, eles se pediam: um solucionaria o problema de solidão do outro. O cachorro foi embora. Incrédula, os olhos da menina acompanharam-no até vê-lo dobrar a outra esquina. “Mas ele foi mais forte do que ela. Nem uma só vez olhou para trás.” O Ovo e a Galinha: O ovo é a própria existência real, objetiva, em si mesma. A galinha é nossa visão de vida interior; ela só existe por causa do ovo. Sem o ovo, a galinha não tem sentido. Ela é o meio de transporte para o ovo, tonta, desocupada e míope. O ovo é sempre o mesmo, isto é, a vida; a galinha é sempre a tragédia de cada época. O ovo tem sua forma definida; a galinha continua sendo redesenhada. “Ainda não se achou a forma mais adequada para uma galinha.(...) O seu destino é o ovo, a sua vida pessoal não nos interessa.” A galinha prejudicial ao ovo é aquela que só pensa em si, que não quer sacrificar sua vida. Os homens são os agentes da vida. Os que têm amor são os que participam um pouco mais da vida. Mas, como o amor é a desilusão de tudo o mais, poucos amam, porque a maioria não suporta perder as outras ilusões. “Inclusive amor é a desilusão do que se pensava que era amor.” Os homens existem para que o ovo se faça. Aqueles que não entendem isso, suicidam-se ou são eliminados. Estes não entendem o nosso mistério: somos apenas um meio e não um fim. Os que não aceitam o mistério procuram eliminar os que o aceitam. Então eles mandam que estes falem. Enquanto falam, o ovo é esquecido. Cem anos de Perdão: A menina e sua colega olhavam para os palacetes e disputavam a posse imaginária deles. Um dia, a menina viu uma rosa e apanhou-a, tomando cuidado para não ser vista. Enquanto ela colhia as rosas a fim de levar para casa, a colega vigiava. As duas, usando dessa estratégia – uma colhia, a outra vigiava – passaram a furtar rosas com freqüência. Além de rosas, furtavam também pitangas. “Ladrão de rosas e pitangas têm cem anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem pra ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens.” A Legião Estrangeira: A narradora recebeu, às vésperas do Natal, um pinto de presente, vindo de uma família que fora vizinha dela e sumira inexplicavelmente. Então, ela se lembrou de Ofélia, a filha de oito anos dessa família. Eram pessoas que bloqueavam qualquer intimidade. Mas Ofélia adquiriu o hábito de visitar a narradora todos os dias. Enquanto esta ficava à máquina de escrever, trabalhando em sua profissão de copiar o arquivo de um escritório, Ofélia sentava-se, olhava para ela e dava conselhos, muito formal, como se fosse uma adulta cheia de sabedoria. A narradora ouvia, dificilmente falava, sempre a última palavra era da menina, numa postura antipática. Certo dia, a narradora comprou na feira um pinto para os filhos, ainda pequenos, brincarem. Quando Ofélia chegou para a visita habitual, ouviu o piar do pinto, pediu para vê-lo e pegá-lo. Nesse instante, perdeu a pose de adulta e se tornou uma criança brincando com o pintinho. Depois deixou-o na cozinha, despediu-se e voltou para a casa dela. Seguindo uma intuição, a narradora, logo após a saída da menina, foi à cozinha e encontrou o pinto morto. O pinto recebido hoje estremece embaixo da mesa. “Como na Páscoa nos é prometido, em dezembro ele volta. Ofélia é que não voltou: cresceu. Foi ser a princesa hindu por quem no deserto sua tribo esperava.” Os Obedientes: Um casal viveu muitos anos junto. Sua harmonia conjugal era aparentemente perfeita. Mas não tinham emoções. Cumpriam com perfeição a rotina, totalmente obedientes ao que se convencionou chamar de realidade de um casal, inclusive quanto à fidelidade. Nem individualmente nem em comum faziam ou diziam algo de inconveniente. Já ultrapassada a idade de 50 anos, ambos começaram a ter alguns sonhos. Cada um pensava timidamente em seu interior sem falar: ele imaginava que muitas aventuras amorosas significariam vida; ela, que outro homem a salvaria. Certo dia, ela estava comendo uma maçã e sentiu quebrar-se um dente da frente. Olhou-se no espelho do banheiro, “viu uma cara pálida, de meia-idade, com um dente quebrado, e os própiros olhos...” Então, jogou-se pela janela. O marido continuou existindo; “seco inesperadamente o leito do rio, andava perplexo e sem perigo sobre o fundo com uma lepidez de quem vai cair de bruços mais adiante.” A repartição dos pães: Os convidados para um almoço de sábado compareceram à casa da anfitriã. Todos vieram por obrigação. Ficaram constrangidos e incomunicáveis antes de serem convidados para a sala do almoço, considerando a anfitriã uma ingênua, por tirar cada um da sua maneira pópria de viver o sábado. Quando, porém, os convidados entraram na sala do almoço, surpreenderam-se com o requinte da refeição: uma quantidade excessiva de legumes e frutas, leite, vinho! Todos comeram em nome de nada, era hora de comer e, à medida que comiam, veio a fome. Estabeleceu-se uma cordialidade rude: ninguém falou de ninguém porque ninguém falou bem de ninguém. A comida dizia: come, come e reparte. Assim se expressa a narradora: “Comi sem ternura, comi sem a paixão da piedade. E sem me oferecer à esperança. Comi sem saudade nenhuma.” E termina: “Nós somos fortes e comemos. Pão é amor entre estranhos.” Uma Esperança: Uma esperança – um inseto que se chama esperança – pousou na parede da casa da narradora. Ela e os filhos ficaram observando a esperança andar, sem voar (“Ela esqueceu que pode voar, mamãe.”) Uma aranha saiu de trás do quadro e avançou em direção à esperança. Embora “dê azar” matar aranha, ela foi morta por um dos filhos. A narradora se espanta de não ter pego a esperança, ela que gosta de pegar nas coisas. Lembrou-se de certa vez que uma esperança pousou no seu braço. “Em verdade nada fiz. Fiquei extremamente quieta como se uma flor tivesse nascido em mim. Depois não me lembro mais o que aconteceu. E, acho que não aconteceu nada”. Macacos: Perto do Ano-Novo, a família ganhou um mico de presente. Era um macacão ainda não crescido, que não dava sossego a ninguém. A dona da casa-narradora estava exausta. Uma amiga entendeu o sofrimento dela e chamou uns meninos do morro. Eles levaram o macaco. Um ano depois, a narradora comprou uma macaquinha nas mãos de um vendedor em Copacabana. Era delicada e recebeu o nome de Lisette. Vestiram-na de mulher e ela encantava a todos. Três dias depois, Lisette estava na área de serviço sendo admirada pela família. Ela encantava sobretudo pela doçura. Só que não era doçura, era a morte chegando. Levaram-na rapidamente para o veterinário, enfrentando um trânsito difícil. Ela estava tendo falta de oxigênio. Deixaram-na na clínica. No dia seguinte, morreu. Uma semana depois, o filho mais velho disse para a mãe: “Você parece tanto com Lisette! ‘Eu também gosto de você’, respondi.” Os desastres de Sofia: A narradora recorda o que lhe aconteceu quando tinha nove anos. Ela gostava do professor gordo, grande, silencioso, feio. Era atraída por ele. Mas infernizava as aulas. A menina fazia este jogo: amava-o atormentando-o. Não estudava nem aprendia nada. Um dia, o professor deu como tema de redação uma história em que certo homem pobre saiu atrás de um tesouro e não conseguiu encontrá-lo. Então ele voltou para sua casinha e começou a plantar no seu diminuto quintal. Tanto plantou, tanto colheu, tanto vendeu, que ficou rico. A menina fez um redação rápida, doida para ir correr no pátio do colégio que era enorme, cheio de árvores. No final da composição ela tirou uma lição de moral oposta ao espírito da história: há um tesouro disfarçado, que está onde menos se espera. Entregou logo o caderno e foi correr no pátio. Mas, certo tempo depois, ela se lembrou de ir procurar algo que estava na sala. Lá ele encontrou o professor sozinho. Pela primeira vez, ficou frente a frente com ele, paralisada de medo e de confusão nos seus sentimentos. O professor mandou que apanhasse o caderno e ela não conseguiu, tamanha foi a sua perturbação. Pela primeira vez, ele riu e disse que ela era engraçada e doidinha: onde tinha tirado aquela idéia de tesouro disfarçado? A redação estava bonita. A menina teve a sensação de ele ter-se deixado enganar : havia acreditado nela. Pensou que um homem adulto acreditava, como ela, nas grandes mentiras. Sem pegar o caderno, a menina voltou correndo para o recreio e correu tanto no parque até ficar exausta. Era uma maneira quase desesperada de se defrontar com a perturbação que a tomou. Naquele momento, perdeu a fé nos adultos, pois acreditava na sua futura bondade, superando a fase má infantil. No entanto, o amargo ídolo havia caído na armadilha de uma criança “safadinha”, confusa, sem candura; deixara-se guiar pela sua diabólica inocência... Quem sabe ele estaria pensando que ela era um tesouro disfarçado? “O professor agora destruía meu amor por ele e por mim (...) Aquele homem também era eu.” A menina foi subitamente forçada a amadurecer, a descobrir que ela conseguira atingir o coração do professor. “E foi assim que no grande parque do colégio lentamente comecei a aprender a ser amada, suportando o sacrifício de não merecer, apenas para suavizar a dor de quem ama.” A Criada: Eremita era uma empregada doméstica que nada mais apresentava a não ser o perfil de um criada: nem bonita nem feia, cumpria seus deveres sem competência e sem desleixo; mas, por trás da figura-padrão e das frases convencionais pronunciadas convencionalmente, escondia-se um mundo interior indecifrável para qualquer pessoa, inclusive para ela mesma. De vez em quando, se interiorizava, se desligava; quando retornava desse passeio por sua floresta íntima, estava mais calma e ia consolidando a sua doçura próxima das lágrimas. Nada em Eremita denunciava perigo, a não ser uma maneira rápida de comer pão. “No resto era serena. Mesmo quando tirava o dinheiro que a patroa esquecia sobre a mesa, mesmo quando levava para o noivo em embrulho discreto alguns gêneros da despensa. A roubar de leve ela também aprendera em suas florestas.” A Mensagem: Um rapaz de dezesseis anos e uma moça de dezessete, colegas de escola sem amizade, um dia se sentiram ligados um ao outro porque ela disse que sentia angústia e ele também. A partir de então se tornaram íntimos. Intimidade que não significava sexo nem amor. Eles se sentiram ligados porque ambos queriam ser autênticos, sinceros, diferentes dos outros. Não se viam como homem e mulher, mas como dois seres angustiados, à procura de algo que eles não sabiam o que fosse. Vagamente, confusamente, achavam-se portadores de uma mensagem. Mas o que era isso? Saindo do colégio no último dia letivo, os dois caminhavam numa rua próxima do Cemitério S. João Batista, no Rio. A calçada era estreita e os ônibus passavam rentes. De repente, os dois se viram colados a uma casa velha. Pararam diante dela, olharam para a fachada. Em seu íntimo cada um foi se descobrindo ali, parados: ele era apenas um rapaz e ela, uma moça. Não tinham mais o que se dizer e por que continuarem juntos. Ela despediu-se, correu para um ônibus que estava parado. Entrou subindo como se fosse um macaco, pensou ele, vendo-a acomodar-se lá dentro. A moça saíra envergonhada por se sentir mulher; o rapaz tinha acabado de nascer homem. “Mas, atolado no seu reino de homem, ele precisava dela. Para quê? (...) para não esquecer que eram feitos da mesma carne, essa carne podre da qual, ao subir no ônibus, como um macaco, ela parecia ter feito um caminho fatal.” O que estava acontecendo a ele naquele momento em que viu a moça entrar no ônibus daquele jeito? Nada! Apenas um instante de fraqueza e vacilação. Só que agora ele se sentia fraco para resistir ao que os outros tentavam ensinar-lhe para ser homem. “Mas e a mensagem?! a mensagem esfarelada na poeira que o vento arrastava para as grades do esgoto. Mamãe, disse ele.” Menino a Bico de Pena: Um menino, que ainda não fala nem anda direito, está sentado no chão. Tenta dar alguns passos, cai; engatinha, baba. Depois a mãe o toma no colo, o faz dormir, troca a fralda dele e o ouve dar os primeiros sinais da fala. Uma história de tanto amor: Uma menina de Minas Gerais tinha duas galinhas, Pedrina e Petronilha. Cuidava delas como se fossem pessoas. Certa vez, foi passar o dia fora e, quando voltou, Petronilha tinha sido comida pela família. Ficou contrariada. Mas a mãe lhe disse que foi pena as duas – ela e a filha – não terem comido algum pedaço de Petronilha, pois, quando a gente come os bichos, eles ficam parecidos com a gente, assim dentro de nós. Pedrina morreu naturalmente. Morte apressada pela menina que, ao vê-la doente, colocou-a embrulhada num pano escuro, em cima de um fogão de tijolos. Um pouco maiorzinha, a menina teve outra galinha, a Eponina. Esta foi comida ao molho pardo por toda a família, inclusive pela menina que, embora sem fome, quis que Eponina se incorporasse nela e se tornasse mais dela morta do que em vida. “Nessa refeição tinha ciúmes de quem também comia Eponina. A menina era um ser feito para amar até que se tornou moça e havia os homens.” As água do mundo: Às seis horas da manhã, a mulher entra no mar: este, o mais ininteligível das existências não humanas; ela, o mais ininteligível dos seres vivos. Ela vai entrando, cumprindo uma coragem. Avançando, abre o mar pelo meio. Ela brinca com a água. Com a concha das mãos cheia de água, bebe em goles grandes. “E era isso o que lhe estava faltando: o mar por dentro como o líquido espesso de um homem. Agora ela está toda igual a si mesma.” Mergulha de novo, de novo bebe mais água. Como contra os costados de um navio, a água bate, volta, não recebe transmissões. Depois caminha na água e volta à praia. Agora, pisa na areia. “E sabe de algum modo obscuro que seus cabelos escorridos são de um náufrago. Porque sabe – sabe que fez um perigo. Um perigo tão antigo quanto o ser humano.” A Quinta História: A narradora conta que se queixou a uma vizinha de que subiam no seu apartamento as baratas que vinham do térreo. Então a vizinha lhe deu a seguinte receita para matar as baratas: misturar em partes iguais açúcar, farinha e gesso. “A farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria o de-dentro delas”. Assim foi feito e as baratas morreram. Então a narradora conta a mesma história com cinco versões: “Como matar baratas” (exatamente a história acima); “O Assassinato” ( em que são acrescentados pormenores do estado de espírito rancoroso da narradora); “Estátuas” (em que se destaca a visão das baratas mortas); na quarta versão, a narradora opta por dedetizar a casa; a quinta história só tem o título: “Leibnitz e a Transcendência do Amor na Polinésia”. Encarnação Involutária: A narradora tem o hábito de, quando vê uma pessoa que nunca viu, observá-la e encarnar-se nela, para poder conhecê-la. Certa vez, num avião encarnou-se numa missionária. Durante toda a viagem e alguns dias em terra, assumiu o “ar de sofrimento-superado-pela-paz-de-se-ter-uma missão”. A narradora levanta a hipótese de nunca ter sido ela mesma senão no momento de nascer, e o resto tinha sido encarnações. Depois ela afirma que não, que ela é uma pessoa. “E quando o fantasma de mim mesmo me toma – então é um encontro de alegria, uma tal festa, que a modo de dizer choramos uma no ombro da outra”. Uma vez, também em viagem, ela encontrou uma prostituta perfumadíssima que fumava entrefechando o olhos e estes ao mesmo tempo olhavam um homem que já estava sendo hipnotizado. Então, a narradora fez o mesmo. “Mas o homem gordo que eu olhava para experimentar e ter a alma da prostituta, o gordo estava mergulhado no New York Times. E meu perfume era discreto demais. Falhou tudo”. Duas histórias a meu modo: A narradora relembra duas histórias, que ela escrevera para se divertir, dando ao autor imaginário o nome de Marcel Aymé. Félicien era um vinicultor francês que produzia o melhor vinho da região, mas não gostava de vinho. Ele e a mulher Leontina escondiam de todos esse fato. Félicien costumava até fingir-se de alcoolizado para esconder que não bebia vinho. Outra história: Etienne Duvilé, funcionário estadual em Paris, gostava de vinho, mas não o tinha. Sua realidade era uma família grande que sonhava com mesa farta e ele, com vinho. Depois do sonho de uma noite de sábado, a sede de vinho piorou. Ele passou, acordado, a querer não só beber vinho mas beber todo o mundo. Até hoje ele está internado num hospício, tratado com água mineral “ que estanca sedes pequenas e não a grande”. O primeiro beijo: Um rapaz conta para sua namorada que já havia beijado outra mulher. Numa excursão de ônibus escolar, ele estava com muita sede. Quando houve uma parada perto de um chafariz, ele foi o primeiro a chegar para beber. Colou a boca no orifício de onde jorrava a água. Depois que se saciou, abriu os olhos e viu que o orifício era a boca de uma estátua de mulher nua. Afastou-se, ficou olhando para a estátua. Fora seu primeiro beijo. “Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva. (...) Ele se tornara um homem.” veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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