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A Pata da Gazela - José de Alencar
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Melhores Poemas traz um apanhado dos 11 livros de poesia que José Paulo Paes publicou, incluindo ainda textos inéditos intitulados Socráticas. No decorrer da obra deste autor há marcas de todos os mo-mentos daquilo que podemos chamar de poesia contemporânea brasileira. No livro de estréia, O Aluno (1947), José Paulo Paes assumiu suas influências, fazendo homenagens para seus ídolos, como "Drummondiana" (para Drummond) e "Muriliana" (para Murilo Mendes). A seguir, ele conhece aquela que seria sua esposa e musa inspiradora, Dora, para quem fez as poesias de sua segunda obra, Cúmplices (1951). A partir do terceiro livro, Novas Cartas Chilenas (1954), a poesia de José Paulo Pa-es é marcada pela ironia, sarcasmo, deboche e o prazer de brincar com as palavras. O poema "L'Affaire Sardinha" ilustra a questão: "O bispo ensinou ao bugre/ Que pão n ão é pão, mas Deus/ Presente em euca-ristia/ E como um dia faltasse/ Pão ao bugre, ele comeu/ O bispo, eucaristicamente". Assim, ele atravessa as décadas de 60, 70, 80 e 90 publicando livros, flertando com diversos movi-mentos poéticos, principalmente com o concretismo. A tristeza aparece com a publicação de Prosas Segui-das de Odes Mínimas (1992). Afinal, o poeta teve que amputar uma perna e este fato está presente no poe-ma "À minha perna esquerda", onde ele assume a culpa pela perda do membro e diz que no Juízo Final, ele e a sua perna irão se encontrar. "José Paulo Paes apresenta um texto breve, incisivo, carregado de humor irônico e sátira". veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Amor de Salvação é uma novela passional, considerada pela crítica uma das obras mais bem acabada do autor. A história relata lembranças que são contadas ao narrador pelo protagonista, em uma noite de Natal, após um reencontro entre os dois que não se viam há quase doze anos. Afonso e Teodora foram prometidos um ao outro, por suas mães que eram amigas desde os tempos em que estudavam num convento. Após a morte da mãe, Teodora vai para um convento e tem como tutor seu tio, pai de Eleutério Romão. Teodora e Afonso estão sempre em contato aguardando o tempo certo para casarem. Afonso resolve estudar fora por dois anos. Teodora influenciada pela amiga Libana quer casar-se o mais rápido possível. A mãe de Afonso, D. Eulália, pede-lhe para aguardar. Mas com a saída de Libana do convento Teodora se desespera e resolve casar-se com seu primo, Eleutério, para libertar-se das grades do convento. Eleutério era o oposto a beleza de Teodora, era rude e vestia-se de forma hilariante. Apesar da grande tentativa de seu tio, o padre Hilário, em ensinar-lhe a ler, nada conseguiu. Vencido pela incapacidade de seu sobrinho, Padre Hilário desistiu afirmando que somente através de uma fresta no cérebro, aberta a machado, seria possível tal façanha. Teodora viveu em pompas, trajes de sedas, cavalos, bailes, etc., mas nunca esquecera Afonso, enviava-lhe cartas de amor mas nunca obtivera resposta. Afonso sofreu muito com a notícia do casamento de Teodora, pediu a mãe permissão para se ausentar de Portugal. Contava sempre com o apoio e o consolo das cartas de sua mãe e sua prima Mafalda, que o amava pacientemente. Após anos de amargura, sofrimento e luta contendo-se diante das cartas de Teodora, para não fugir aos ensinamentos religiosos aos quais sua mãe o educou, foi fulminado pela influencia do amigo José de Noronha que o incentivou a escrever à Teodora. Relutou mas não conseguiu. A tal carta foi cair nas mãos de Eleutério, leu mas nada entendeu. Pediu então a um amigo ajuda para interpretá-la. A carta acabou sendo rasgada por Fernão de Teive, dando a desculpa de serem grandes sandices, após junto com sua filha Mafalda, reconhecer as intenções do remetente, seu sobrinho Afonso de Teive. Não conformado Afonso parte ao encontro de Teodora. Eleutério quando os encontra juntos, pede-lhes explicações. Teodora responde-lhe que é uma mulher livre a partir daquele momento, e vai viver com Afonso. Passam momentos, ilusoriamente, felizes. Afonso abandona até a sua própria mãe para viver ardentemente esta paixão que sempre o consumiu. Sua mãe sempre afetuosa, apesar da grande tristeza, sustenta a vida luxuosa que Afonso tem ao lado de Teodora . Afonso quando fica sabendo da morte de sua mãe, através de carta escrita por Mafalda, se desespera. Teodora tenta consolá-lo, mas ele sente em suas palavras ironia e sente nojo de tamanho fingimento. Procura isolar-se de Teodora e dos amigos. Durante este período, Tranqueira, velho criado da família, alerta-o sobre as intenções do amigo José de Noronha por Teodora. No início se revolta contra o criado, mas acaba escutando-o e passa a observá-los. Encontra umas cartas que confirmam as suspeitas. Certo dia os pega juntinhos com gestos de muita familiaridade. Aborrece-se pede para que Noronha saia de sua casa. Teodora dissimulada como sempre, tenta enganá-lo, mas ele atira-lhe as cartas. Teodora desmaia enquanto Tranqueira derruba Noronha na cisterna para vingar seu patrão. Afonso passa alguns dias fora de casa, quando retorna encontra uma carta de Toedora informando os pertences que havia levado consigo. Apesar de traído sente saudade da encantadora Teodora. Vende tudo e parte para Paris atrás de um amor que o salve. Gasta tudo o que tem. Por fim, pede ao seu tio Fernão para comprar-lhe a casa onde viveram seus pais e avós, pois não queria ofender a memória de sua mãe que o havia pedido, em carta antes morrer que não a vendesse. Mafalda com seu coração generoso e cheio de amor pelo primo, pede a seu pai que o atenda, e este assim o faz mas, com a condição de que a casa continuaria sendo de Afonso. Afonso afunda-se cada vez mais em seus vícios e extravagâncias a ponto de querer suicidar-se. Tranqueira, que nunca o abandonou, percebeu sua intenção e disse-lhe severas palavras que o livraram de tamanha loucura. Mudou de vida, passou a trabalhar e a estudar com apoio de seu criado. Fernão de Teive adoece, e prestes a morrer pede ao padre Joaquim que vá a Paris entregar a Afonso, os documentos de propriedade da casa a qual comprara, apenas com intuito de ajudar o sobrinho. Após a morte de Fernão, Mafalda sentindo-se sozinha, resolve viajar com o padre Joaquim para Paris com a objetivo de juntar-se as irmãs de caridade. Quando o padre Joaquim encontra Afonso e conta-lhe da morte do tio, este chora e corre ao encontro da prima que ficara em uma hospedaria. Mafalda conta ao primo sua decisão, mas padre Joaquim pede-lhes, pelo amor de Deus, que ao invés disso, casem-se. Afonso aceitou de imediato e agradeceu à Deus por ter ouvido os pedidos de suas mães. Afonso e Mafalda voltaram para sua cidade, casaram-se, tiveram oito filhos e foram muito felizes. Apesar do título “Amor de Salvação” a novela relata em quase toda sua extensão, um “amor de perdição” entre Afonso de Teive e Teodora Palmira. Ao “amor de salvação”, Mafalda, são dedicadas somente as ultimas páginas do romance. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Mais do que meros pseudônimos, outros nomes com os quais um autor assina sua obra, os heterônimos são invenções de personagens completos, que têm uma biografia própria, estilos literários diferenciados, e que produzem uma obra paralela à do seu criador. Fernando Pessoa criou várias dessas personagens. Três deles foram excelentes poetas e seus poemas estão nesta antologia, lado a lado com os que Pessoa assinava com seu próprio nome. Os estudiosos seguem discutindo por que Pessoa teria criado seus heterônimos. Seria esquizofrenia? Psicografia? Uma grande piada? Um genial jogo de marketing poético? De certo, sabemos que a genialidade de Fernando Pessoa é grande demais para caber em um só poeta. Como bem o sintetizou o seu heterônimo mais atribulado, Álvaro de Campos: "Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas, Quanto mais personalidades eu tiver, Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver, Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas, Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento, Estiver, sentir, viver, for, Mais possuirei a existência total do universo, Mais completo serei pelo espaço inteiro fora." Além disso, Fernando Pessoa viveu durante os primórdios do Modernismo, uma época em que a arte se fragmentava em várias tendências simultâneas, as chamadas Vanguardas: Futurismo, Cubismo, Expressionismo, Dadaísmo, Surrealismo e muitas outras.

A arte, no momento da explosão das inúmeras vanguardas modernistas por todo o mundo, também se dividia e se multiplicava. Fernando Pessoa, introdutor das vanguardas modernistas em Portugal, ao se dividir, levou a fragmentação da arte moderna às últimas conseqüências. Alberto Caeiro (1889 - 1915) Fernando Pessoa explicou em detalhes a "vida"de cada um de seus heterônimos. Assim apresenta a vida do mestre de todos, Alberto Caeiro: "Nasceu em Lisboa, mas viveu quase toda a sua vida no campo. Não teve profissão, nem educação quase alguma, só instrução primária; morreram-lhe cedo o pai e a mãe, e deixou-se ficar em casa, vivendo de uns pequenos rendimentos. Vivia com uma tia velha, tia avó. Morreu tuberculoso." Pessoa cria uma biografia para Caeiro que se encaixa com perfeição à sua poesia, como podemos observar nos 49 poemas da série O Guardador de Rebanhos, incluída por inteiro nesta antologia. Segundo Pessoa, foram escritos na noite de 8 de março de 1914, de um só fôlego, sem interrupções. Esse processo criativo espontâneo traduz exatamente a busca fundamental de Alberto Caeiro: completa naturalidade. "Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é. Mas porque a amo, e amo-a por isso, Porque quem ama nunca sabe o que ama Nem por que ama, nem o que é amar..." Caeiro escreve com a linguagem simples e o vocabulário limitado de um poeta camponês pouco ilustrado. Pratica o realismo sensorial, numa atitude de rejeição às elucubrações da poesia simbolista. Assim, constantemente opõe à metafísica o desejo de não pensar. Faz da oposição à reflexão a matéria básica das suas reflexões. Esse paradoxo aproxima-o da atitude zen-budista de pensar para não pensar, desejar não desejar: "Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores? A de serem verdes e copadas e de terem ramos E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar, A nós, que não sabemos dar por elas. Mas que melhor metafísica que a delas, Que é a de não saber para que vivem Nem saber que o não sabem?" Caeiro coloca-se, portanto, como inimigo do misticismo, que pretende ver "mistérios" por trás de todas as coisas. Busca precisamente o contrário: ver as coisas como elas são, sem refletir sobre elas e sem atribuir a elas significados ou sentimentos humanos: "Os poetas místicos são filósofos doentes, E os filósofos são homens doidos. Porque os poetas místicos dizem que as flores sentem E dizem que as pedras têm alma E que os rios têm êxtases ao luar. Mas as flores, se sentissem, não eram flores, Eram gente; E se as pedras tivessem alma, eram coisas vivas, não eram pedras; E se os rios tivessem êxtases ao luar, Os rios seriam homens doentes." É importante lembrar que os poetas simbolistas, que antecederam Fernando Pessoa, estavam impregnados de forte misticismo, herdado da poesia romântica. Enquanto românticos e simbolistas carregavam seus poemas de religiosidade, Alberto Caeiro procura, de forma coerente e lógica, afastar-se da reflexão sobre Deus. "Pensar em Deus é desobedecer a Deus, Porque Deus quis que o não conhecêssemos, Por isso se nos não mostrou..." Seguindo esta linha de pensamento religioso, Caeiro escreve um poema muito ousado sobre o menino Jesus. No poema VIII de O Guardador de Rebanhos, destituído de santidade, Cristo é representado como uma criança normal: espontânea, levada, brincalhona e alegre. Nisso, está a religiosidade de Caeiro. Em perfeita consonância com sua busca de simplicidade e espontaneidade, Alberto Caeiro escreve versos livres (sem métrica regular) e brancos (sem rimas). Ricardo Reis (1887 - 1935?) Se Alberto Caeiro era um camponês autodidata desprovido de erudição, seu discípulo Ricardo Reis era um erudito que insistia na defesa dos valores tradicionais, tanto na literatura quanto na política. De acordo com Pessoa: "Ricardo Reis nasceu no Porto. Educado em colégio de jesuítas, é médico e vive no Brasil desde 1919, pois expatriou-se espontaneamente por ser monárquico. É latinista por educação alheia, e um semi-helenista por educação própria." Discípulo de Caeiro, Reis retoma o fascínio do mestre pela natureza pelo viés do neoclassicismo. Insiste nos clichês árcades do Locus Amoenus (local ameno) e do Carpe Diem (aproveitar o momento). Neoclássico, Reis busca o equilíbrio, a "Aurea Mediocritas" ( equilíbrio de ouro) tão prezada pelos poetas do século XVIII. A busca da espontaneidade de Caeiro transforma-se em Reis, na procura do equilíbrio contido dos clássicos. Deixa de ser uma simplicidade natural e passa a ser estudada, forjada através do intelecto: "Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim como em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive." A linguagem de Ricardo Reis é clássica. Usa um vocabulário erudito e, muito apropriadamente, seus poemas são metrificados e apresentam uma sintaxe rebuscada. Os poemas de Reis são odes, poemas líricos de tom alegre e entusiástico, cantados pelos gregos, ao som de cítaras ou flautas, em estrofes regulares e variáveis. Nelas, convida pastoras como Lídia, Neera ou Cloe para desfrutar de prazeres contemplativos e regrados: "Prazer, mas devagar, Lídia, que a sorte àqueles não é grata Que lhe das mãos arrancam. Furtivos, retiremos do horto mundo Os deprendandos pomos." As odes de Reis, como as de Píndaro, recorrem sempre aos deuses da mitologia grega. Este paganismo, de caráter erudito, afasta-se da convicção de Alberto Caeiro de que não se deve pensar em Deus. Para Ricardo Reis, os deuses estão acima de tudo e controlam o destino dos homens: "Acima da verdade estão os deuses. Nossa ciência é uma falhada cópia Da certeza com que eles Sabem que há o Universo. Álvaro de Campos (1890 - 1935?) Fernando Pessoa nos informa que Álvaro de Campos: "Nasceu em Tavira, teve uma educação vulgar de Liceu; depois foi mandado para a Escócia estudar engenharia, primeiro mecânica e depois naval. Numas férias fez a viagem ao Oriente de onde resultou o Opiário. Agora está aqui em Lisboa em inatividade." Como normalmente acontece com os poetas de carne e osso, o heterônimo Álvaro de Campos apresenta três fases distintas em sua poesia. De início é influenciado pelo decadentismo simbolista, depois pelo futurismo e por fim, amargurado, escreve poemas pessimistas e desiludidos. No poema Opiário, o engenheiro Campos, influenciado pelo simbolismo, ainda metrifica e rima. Escreve quadras, estrofes de quatro versos, de teor autobiográfico e já se apresenta amargurado e insatisfeito: "Eu fingi que estudei engenharia. Vivi na Escócia. Visitei a Irlanda. Meu coração é uma avozinha que anda Pedindo esmolas às portas da alegria." Campos em seguida envereda pelo futurismo, adotando um estilo febril, entre as máquinas e a agitação da cidade, do que resultam poemas como Ode Triunfal: "À dolorosa luz das lâmpadas elétricas da fábrica Tenho febre e escrevo. Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto, Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos." Desta fase são também a Ode Marítima e a Saudação a Walt Whitman. Homenageando o grande escritor norte-americano, Campos, além de se referir ao conhecido homossexualismo de Whitman, de que parece comungar, revela uma das mais fortes influências sobre o seu estilo: Os poemas de Álvaro de Campos são marcados pela oralidade e pela prolixidade que se espalha em versos longos, próximos da prosa. Despreza a rima ou métrica regular. Despeja seus versos em torrentes de incontrolável desabafo. A última fase do heterônimo Álvaro de Campos, em que pontifica o poema Tabacaria, apresenta um poeta amargurado, refletindo de forma pessimista e desiludida sobre a existência: "Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo." Assim como Ricardo Reis, também Álvaro de Campos confessa-se discípulo de Alberto Caeiro. Mas se Reis envereda pelo neoclassicismo ao tentar imitar o mestre, Campos se revela inquieto e frustrado por não conseguir seguir os preceitos de Caeiro. No poema que se inicia pelo verso "Mestre, meu mestre querido", dialoga com Caeiro, revelando toda sua angústia: "Meu mestre, meu coração não aprendeu a tua serenidade. Meu coração não aprendeu nada. (...) A calma que tinhas, deste-ma, e foi-me inquietação." veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Senhor Embaixador, cuja ação se desenvolve paralelamente na capital americana e na pequena republiqueta de Sacramento, dominada por uma ditadura corrupta e sanguinária, revela a figura de Gabriel Eliodoro. Caudilho, compadre do tirano, nomeado embaixador em Washington, mostra a ambigüidade clássica dos caudilhos - indefinição ideológica e carisma pessoal. Diante dele, o secretário da embaixada, um intelectual de origem burguesa, Pablo Ortega, é obrigado a definir-se. O letrado, no final do texto, torna-se homem de ação, participando do movimento revolucionário que derruba o ditador. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Tamino é um jovem príncipe que está prestes a se tornar rei. Para isso, precisa passar por uma prova de sabedoria no templo do temível bruxo Sarastro, na qual terá que enfrentar muitos perigos. Perigo ainda maior é a paixão proibida por Pamina, a princesa prisioneira de Sarastro, filha da poderosa Rainha da Noite. Será que a flauta mágica ajudará Tamino a vencer tantos obstáculos? veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A história se passa na Vila de São Vicente, e tem como trama principal o amor proibido de Clara Vitória pelo Maestro. A trama se passa na fazendo do Major Antônio Eleutério, potentado em terras e charqueador. Homem que viveu no passado uma vida rude, e agora dedicava sua vida a música e a sua orquestra particular, A Lira de Santa Cecília. Homem conservador e de princípios rígidos. Não admite um modo de pensar e de amar diferente do dele. Tem uma filha, a jovem Clara Vitória. Ela abala a sociedade, declarando abertamente seu amor pelo Maestro. Faz isso, quando descobre que espera um filho dele. É caracterizada pela quebra do seu antigo modo de pensar. Após conhecer o maestro muda todos os seus antigos conceito que provinham de sua família conservadora. O Major, criou em suas terras uma orquestra particular: a Lira de Santa Cecília. E convidou um maestro para reger sua orquestra. Este, era um homem com idéias diferentes das do major, mas possue muita diplomacia e sabe lidar como difícil gênio de Antônio Eleutério. Aos poucos vai se apaixonando pela filha do major, a Clara Vitória, e vai conquistando-a. Então vive aquele dilema de se integrar ao amor proibído ou manter a fidelidade ao intransigível major. Acaba por se integrar este amor, e este amor proibido resulta em um filho. O major é casado com Dona Brígida. Esta, tem uma maneira de pensar bastante conservadora. Mas não suportava as idéias musicais do major. Achava um disperdício de tempo a Lira de Santa Cecília.

Interessante a posição da Igreja neste romance. É simbolizada pelo Vigário. Um homem que condena o casamento livre, "arranja" casamentos junto com os pais dos noivos. Tem princípios antiquados, mas não age com o mesmo radicalism do Major. Condena o major por ele ter "aprisionado sua filha". Exatamente isso que acontece quando o major descobre que sua filha está grávida de outro homem. Só que ele não sabe qual homem. Ele pensa que quem engravidou Clara Vitório foi seu noivo, o Silvestre Pimentel. Vai até a casa de Silvestre Pimentel e tenta assassiná-lo. Só que não consegue, pois, errou os tiros. Então ao voltar para casa ele determina que Clara Vitória deve ser afastada da fazenda e a leva para uma tapera em um lugar distante da civilização. E lá ela permanece a espera do parto. O Maestro e a orquestra da Lira de Santa Cecília se desfaz após isso e o Maestro vai para Porto Alegre e se integra a orquetra da Catedral. Outro músico da orquestra se chama Rossine. Ele entra na trama de uma maneira sutíl, começa aos poucos a ser o conselheiro do Maestro. Representa um pai para o Maestro, quem dá os melhores conselhos e depois espera os resultados. O Maestro sente muita falta de sua amada e resolve voltar para a Vila de São Vicente e libertar Clara Vitória de sua "prisão". Reune os musicos da antiga Lira de Santa Cecília e aparece na fazenda do major Antônio Eleutério. Este, recebe muito bem a orquestra e resolve organiza um um concerto. Convida todos da vizinhança, todas as figuras importantes de São Vicente mas ninguém aparece. Ninguém em São Vicente concordou com o que o Major fez com sua filha. Sozinho, deprimido e após receber desaforos do padre por sua atitude se suicida com um tiro na cabeça. O Major aproveita o momento de confusão e vai em busca de sua amada. Encontra ela com seu filho e acabam por ficarem juntos. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
GOLDFELD, Márcia. A Criança Surda. Linguagem e Cognição Numa Perspectiva Sócio-Interacionista. São Paulo: Plexus Editora, 2001.

INTRODUÇÃO
A linguagem de sinais despertou defensores e opositores, criações de correntes que no decorrer do tempo foram sendo analisadas e colocadas em prática, trazendo resultados, nem sempre esperados. O mundo se preocupou, neste último século em buscar amenizar as dificuldades das pessoas surdas, o desenvolvimento destas crianças, e o Brasil, buscou dentro destes estudos se incorporar nas pesquisas e nas conseqüentes filosofias educacionais propostas.
Em relação à psicologia educacional, a psicologia sócio-interacionista percebe a linguagem como meio de comunicação essencial para o desenvolvimento cognitivo da criança, onde o desenvolvimento passa primeiro por um nível interpsíquico, e depois, internalizado e vivido intrapsiquicamente, no caso da criança surda, numa visão ampla e cientifica as dificuldades já que a linguagem e diálogo são fatores essenciais para o desenvolvimento fica comprometida, e por conseqüência essa dificuldade comunicativa atinge certas áreas do desenvolvimento infantil.

CAPÍTULO 1 – DEFINIÇÕES E CONCEITOS
Neste capítulo definições e conceitos são explicitados para que sejam conhecidos e posteriormente refletidos no contexto da pessoa surda, ganhando uma nova conotação e significado, quanto à cultura destas pessoas, e servindo para analises posteriores deste estudo.

Linguagem, Língua e fala
Esses ermos são utilizados por diversos autores com diferentes sentidos. Na área da surdez ganham conotações diferentes das utilizadas usualmente.
Esses conceitos foram usados primeiramente sistematizados pos Saussure, o pai da lingüística, em 1916. A partir dele a lingüística passou a ser reconhecida como ciência. Segundo ele, a linguagem é formada pela língua - sistema de regras compostas por elementos significativos inter-relacionados - e pela fala. A língua é o aspecto social da linguagem e objeto de estudos da Lingüística, e a fala o aspecto individual da linguagem com características individuais, e esta não foi objeto de seus estudos. Sausurre separa a língua, a fala , o social e o individual.
Para Vygotsky, o termo language, serve tanto para linguagem quanto para língua. Nasa traduções fica muito difícil analisar o conceito como língua, linguagem ou fala, assim ele não explica explicitamente esses conceitos. Porem, a sua noção de linguagem como função reguladora do pensamento, a fala como linguagem em ação (seja ela social, egocêntrica ou interior), não deve ser interpretada como ato motor de fonemas e sim como um a produção de interação e diálogo. E a linguagem num sentido amplo envolvendo significação com valor semiótico e não apenas comunicação, mas constituindo o sujeito, a forma como este recorta e percebe o mundo e a si próprio. Estes estudos psicológicos são de grande valia para aprimorar os estudos dos sócios-interacionistas em relação ao desenvolvimento da criança surda.
Bakhtin, no seu livro Marxismo e Filosofia da Linguagem, vê a língua como uma situação de diálogo constante, ininterrupta, relacionada às enunciações anteriores e posteriores a ela. Ele critica a visão ideológica-linguística Objetivista Abstrata representada por Saussure. Segundo ele, esta corrente se preocupa apenas com o aspecto lingüístico normativo, sendo insuficiente para o diálogo. Bakhtin acrescenta o aspecto contextual e social aos estudos, convergindo às idéias de Vygotsky. Para o autor, a língua é o elo entre o psiquismo e a ideologia que formam uma relação dialética indissolúvel, um instrumento que permite receber a cultura de sua comunidade e possibilitando a sua interação e exposição de suas idéias, com ela o individuo influencia o meio social, formulando o Subjetivismo Idealista. No entanto, ele se contra posiciona quando se refere ao termo língua, como código de linguagem artística, musical e outras formas que não se comporta uma língua, já que língua é visto como um termo semiótico, criado e produzido num contexto social e dialógico.
Outro autor citado, Freitas, utiliza o termo linguagem semelhante ao uso de Bakhtin e Vygotsky.
Para a autora Golfeld, linguagem se referirá a qualquer tipo de linguagem, as que utilizam língua ou não; linguagem e língua incluirá a função da constituição do pensamento; e fala ao que se diz respeito a produção da e linguagem,seja em dialogo e também nos diálogos egocêntricos.

O Signo
Para Saussure, o signo é composto pelo significado - conceito- e o significante – imagem acústica, seguindo princípios de arbitrariedade (na relação entre significado e significante), linearidade (referindo ao significante, a imagem acústica, desenvolvida no tempo), mutabilidade ( ao fato das línguas estarem em processo constante de mudanças) e imutabilidade (por ser a língua imposta as comunidades, sem que possam individualmente modificá-las).
Para Vygotsky, não há imutabilidade, não é estável, já que o significado difere no decorrer do desenvolvimento do individuo, há uma evolução do significado, decorrente da aquisição da linguagem e da continua estruturação lingüística que acompanha o desenvolvimento da criança. Ele introduz também, a noção de sentido, a partir das relações interpessoais vivenciadas pelo indivíduo e sua história. O significado sim, é estável, e pode ser compartilhado através da comunicação, no entanto, o sentido atribuído emerge da interação verbal.
Bakhtin difere o significado (signo) – significação – este alcança o tema da enunciação, o sentido e é mutável, onde pode haver substituição de um sinal para outro revelada pelas mudanças históricas e culturais vividas por seus falantes. Já o sentido (sinal) – tema-, alcança apenas o significado, podendo ser imutável, incapaz de sofrer mudanças.
Goldfeld adotará o termo signo para a palavra marcada pela historia e cultura, criada na interação e dependente do contexto e dos falantes que a utilizam, e significados que se modificam no decorrer da vida dependendo de suas vivencias e relações interpessoais que determinarão seu desenvolvimento cognitivo.

Surdez
Os termos utilizados no estudo da surdes são iguais aos utilizados na lingüística e na psicologia, no entanto com conotações diferentes. Assim:
Linguagem: códigos que envolvem significação não precisando necessariamente abranger uma língua.
Língua: para Sausurre, sistema de regras abstratas composto por elementos significativos inter-relacionados;
Língua: para Bakhtin, sistema semiótico criado e produzido o contexto social e dialógico, servindo de elo entre o psiquismo e a ideologia.
Sinal é o signo lingüístico da mesma forma que as palavras da língua portuguesa, é o elemento léxico da língua de sinais.
Fala designa a enunciação produzida através do sistema fonador, chamada de oralização. A fala para Vygotsky, a interiorizada, é aquela simbolização e produzida através das mãos. É a produção da linguagem pelo falante nos momentos d diálogo social e interior, usado tanto no canal audiofonatório, quando o espaço-visual.
Oralização – sistema fonador para expressar palavras e frases da língua;
Sinalização – fala produzida através do canal espaço-visual;
Signo: elemento da língua marcado pela historia e cultura dos falantes com inúmeras possibilidades de sentidos criados no momento e interação, dependendo do contexto e dos falantes que o utilizam.

CAPÍTULO 2 – BREVE RELATO SOBE A EDUCAÇÃO DE SURDOS
Conhecer a história e as filosofias educacionais pra surdos e as relações sociais, a linguagem e a qualidade de interações serve de suporte par analisar criticamente as conseqüências de cada filosofia do desenvolvimento destas crianças.
A idéia que a sociedade da antiguidade fazia de surdos, é que eles foram percebidos como formas de piedade e compaixão ou ainda como pessoas castigadas pelos deuses, por isso eram abandonadas ou sacrificadas. Com isso reforçava a crença que o surdo não poderia ser educador. Essas idéias persistiram até o século XV.
A partir do século XVI, surgem os primeiros educadores para surdos. Cardano foi o primeiro a afirmar que o surdo pode ser instruído (segundo Reis, 1992). Os educadores passam a criar metodologias variadas para ensinar os surdos. Alguns baseados na linguagem oral, outros pesquisaram e defendendo a linguagem de sinais, e outros ainda criando códigos visuais. Essas correntes perpetuam até hoje.
No século XVI, na Espanha um monge beneditino, Pedro Ponde e Leon, ensinou quatro surdos, filhos de nobres a falar grego, latim e italiano, conceitos de física e astronomia, datilografia, escrita e oralização, criando uma escola de professores de surdos.
Em 1620, na Espanha, Juan Martins Pablo Bonet publicou um livro que tratava a invenção do alfabeto manual. Em 1644, J. Bulwer publica o primeiro livro em inglês sobre a língua de sinais, e outro em 1648, onde afirma que a língua de sinais é capaz de expressar os mesmos conceitos que a língua oral.
Em 1750, na França, Abade Charles Michel de L’Epée, cria os Sinais Metódicos, combinando a língua de sinais com a gramática sinalizada francesa, seu sucesso levou a transformar sua casa em escola publica.. Ele acreditava que todos os surdos deveriam ter acesso a educação publica e gratuita.
Até o final do século dezenove as línguas de sinais foram bastante utilizadas em todo o mundo.

O Oralismo
Em 1750, na Alemanha, surge as primeiras noções do que hoje constitui a filosofia educacional Oralista, esta rejeita a linguagem de sinais e acredita no ensino da língua oral.
O Oralismo percebe a surdez como uma deficiência a ser minimizada pela estimulação auditiva, reabilitado a criança surda em direção a normalidade. A metodologia usada de oralização é de verbo-tonal, áudio-fonatória, aural, acupédico, etc. o Oralismo utiliza como embasamento teórico lingüístico o Gerativismo de Noam Chomsky, que é não só ensinar a linguagem mas dar condições pra que esta se desenvolva espontaneamente na mente, a seu próprio modo.
Há uma preocupação com as regras gramaticais na aprendizagem da língua, como em diferenciar ermos como correr diferente de pular, utilização do tempo no passado e no futuro, onde as crianças surdas têm grande dificuldade de inferir, precisando de muita ajuda. Para amenizar esta dificuldade recomenda-se iniciar a estimulação auditiva precocemente, para que discriminam e distingam os sons que ouvem a través da audição, das vibrações corporais e da leitura oro-facial, a criança chega a uma compreensão da fala dos outros e por ultimo começa a oralizar. Alguns autores ainda citam que a utilização de gestos pode prejudicar o aprendizado da oralização.
No século XVIII, a rápida criação de escolas para surdo, tirou-os da negligência e da obscuridade imitindo responsabilidades, escritores surdos, engenheiros surdos, filósofos surdos, intelectuais surdo, o que antes parecia impossível.
A partir do século XIX, a possibilidade de ensinar o surdo a falar, estimulada pelas novas tecnologias, levou alguns educadores a rejeitarem as línguas e sinais. A partir de 1860, o método oral começa a ganhar força, o mais importante defensor do oralismo foi Alexandre Graham Bell, inventor do telefone, influenciou o Congresso Internacional de Educadores Surdos, em Milão, em 1880, onde se votou este método a ser usado na educação de surdos. Dando uma reviravolta na educação para surdos, a maior parte das escolas deixa de usar a língua de sinais. A Oralização passa a ser o objetivo principal na educação das crianças surdas, com o maior tempo no domínio da linguagem oral, o ensino de disciplinas como história, geografia e matemática foram relegadas, levando a uma queda no nível de escolarização. Isto até a década de sessenta do século passado, quando William Stokoe publicou um artigo defendendo a ASL como a língua com todas as características das línguas orais.
Até hoje, na filosofia educacional, o Oralismo, mantém este tipo de pensamento, sendo que predominou até a década de sessenta. No entanto, a língua oral até o presente momento não pode ser adquirida pela criança surda. Esta filosofia visa integrar a criança surda a comunidade ouvindo, dando-lhe condições de desenvolver a língua oral e restringindo esta língua como a única forma e comunicação dos surdos, rejeitando qualquer forma de gestualização, bem como as línguas de sinais.

A Comunicação Total
Em 1817, Clerc fundou a primeira escola permanente para surdos nos EUA, usando um tipo do francês sinalizado, ou seja, a união da língua de sinais com a estrutura da língua francesa adaptado ao inglês. Surgindo assim, uma metodologia que mais tarde será utilizada na filosofia da Comunicação Total.
Em 1821, todas as escolas públicas americanas passaram a mover-se em direção a American Sign Language. Em 1850, a ASL, e não mais o inglês sinalizado passa a ser utilizada nas escolas, assim como ocorria na Europa.
A dificuldade de aprendizagem da linguagem oral levou alguns profissionais nas décadas de sessenta e setenta, a criarem uma nova filosofia educacional para surdos a Comunicação Total, que alia a língua oral a elementos da linguagem de sinais, aproximando essas duas linguagens e criando línguas orais sinalizadas.
A partir dessa publicação surgiram diversas pesquisas sobre as línguas de sinais. Surge neste momento, também Dorothy Shiffekl, professora e mãe de surdo, que começou a usar um método combinando a língua oral e a leitura labial, treino auditivo e alfabeto manual, nomeando seu trabalho de Abordagem Total, que em 1968, Ruy Holcom rebatiza de Comunicação Total dando a ela uma conotação de filosofia. Este método é adotado na Universidade Gallaudet tornando este recinto o maior centro de pesquisa dessa filosofia.
Esta filosofia se preocupa com os processos comunicativos entre surdos e surdos e entre surdos e ouvintes, além da aprendizagem oral, não deixa de lado os aspectos cognitivos, emocionais e sociais da criança surda. Vê cada criança surda como única, assim, defende programas educacionais individualizados; a linguagem oral pode ser motivada. E, na família o importante papel de compartilhar valores e significados, e a ela cabe decidir qual forma de educação seu filho terá.
Defende com isso, o bimodismo, a utilização de recursos espaços-visuais, quaisquer recursos lingüísticos, a datilologia ou alfabeto manual, LIBRAS, no Brasil, o português sinalizado, o pidgin (simplificação gramatical do português e da LIBRA) ou o cued-speech (sinais manuais que representam os sons da língua portuguesa), num uso simultâneo destes códigos, todos como facilitadores da comunicação. Que pode ainda minimizar o bloqueio de comunicação evitando conseqüências no desenvolvimento e possibilitando aos pais ocuparem papéis de interlocutores de seus filhos.

Bilinguismo
Na década de setenta, na Inglaterra e na Suécia, percebe-se que a língua de sinais deveria ser usada independente da língua oral e de outras e não só as duas concomitantes, surgindo então a filosofia bilíngüe, ganhando adeptos no mundo inteiro.
A proposta de não se misturar com a língua oral, surgindo uma nova filosofia educacional para surdos, o Bilingüismo. Nesta filosofia parte-se do pressuposto que o surdo deve ser bilíngüe, ou seja, deve adquirir as línguas maternas, a oficial de seu país, e a língua de sinais, a natural dos surdos. Esta aquisição se adquire através do convívio com a família, com outros ouvintes e com outros surdos.
Na década de oitenta, houve uma valorização do surdo, da aceitação pessoal da deficiência, da formação de uma comunidade própria, com cultura e línguas próprias. É rejeitada, nesta filosofia, a aproximação da normalidade. Deve-se entender o Surdo em suas particularidades, sua cultura, forma de pensar e agir e não apenas os aspectos biológicos ligados a surdez.
Segundo alguns pesquisadores, a Línguas de Sinais é a única língua que o surdo podetia dominar e se servir as suas necessidades, e a não exposição da criança nos primeiros anos de vida trará conseqüências de âmbito emocionais, físicos e cognitivos.

No Brasil
Em 1855, chega aqui o professor surdo francês Hernest Huet, trazido pelo Imperador D. Pedro II, para iniciar um trabalho de educação de duas crianças surdas. Em 18574, é fundado o Instituto Nacional de Surdos-Mudos, atual Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), que utilizava a língua de sinais.
Em 1911, o INES, seguindo a tendência mundial, estabeleceu o Oralismo puro em todas as disciplinas. Mesmo assim, a linguagem de sinais sobreviver em sala de aula até 1957, quando Ana Rimota de Faria Doria proibiu a língua de sinais oficialmente das escolas. Apesar das proibições essa língua sempre foi utilizada pelos alunos nos pátios e corredores da escola (Reis, 1992).
No final da década de setenta chega ao Brasil a Comunicação Total, influenciada pela Universidade americana Gallaudet. Na década seguinte começa no Brasil o Bilingüismo, a partir de pesquisas da professora Lingüista Lucinda Ferreira Brito que abreviou a Língua de Sinais dos Centros Urbanos da Língua de Sinais Kaapor Brasileira. Em 14994, Brito passa a usar a abreviação libras, Língua Brasileira de Sinais.
Hoje, no país, há profissionais que atuam e produzem conhecimentos nas três filosofias educacionais.
No entanto, a realidade do surdo brasileiro é precária, a maior não tem acesso a tratamento fonoaudiológico, não existem comunidades de surdos organizadas, nem lugares onde a LIBRAS possa ser utilizada e divulgada. O que traz várias dificuldades na escolarização, na socialização e na fase adulta, no mercado de trabalho.

CAPÍTULO 3 – SÓCIO-INTERACIONISMO E SURDEZ
A Psicologia Sócio-Interacionista
A dificuldade em se comunicar do mudo neste contexto é vista numa visão mais ampla, na estruturação do pensamento, estudada por Vygotsky, Luria, Leontiev e Yundovich e o sociolingüístico Bakhtin.
Vygotsky, de 1926 a 1936, estudou os pensamentos e a linguagem contribuindo para um estudo teórico de punho marxista e idealista, sobre a aquisição da linguagem sob a ótica social e a reflexão do estudo de crianças que sofrem atraso da linguagem, quanto a aquisição desta, a formação de conceitos, a relação ente desenvolvimento e aprendizagem, as brincadeiras infantis e também o desenvolvimento de crianças deficientes, inclusive as surdas considerando a influência da situação sócio-econômica sobre o indivíduo.
Bakhtin opôs se as duas correntes lingüísticos ideológicas, não estudando diretamente as crianças com atraso de linguagem, como Vygotsky, seus estudos são de grande relevância, porque aborda o estudo de aspectos lingüísticos, a partir do dialogo com o contexto social, e somente neste contexto a palavra ganha sentido.Assim, para a criança surda, a questão fica mais complexa.
As idéias da filosofia oralista considera importante as relações interpessoais criadas pelo dialogo. Bakhtin parte da relação psiquismo que é individual e da ideologia que é social, concluindo que elas são inseparáveis. Já que, o meio social e o momento histórico determinam a língua, de acordo com as necessidades. Os signos mediam esta relação dando a ela uma constituição consciente. No caso do surdo, a língua de sinais, seu conteúdo e forma representa um signo ideológico. Por ser um modo natural e espontâneo há um maior sucesso na comunicação do uso deste recurso do que a de qualquer outro, devido a ser um instrumento acessível para adquirirem consciência, aprendizado de conceitos e valores.
O pensamento, segundo Vygotsky e Bahktin, é adquirido através da palavra e da linguagem. Mesmo em atividades que não exigem a presença da linguagem, o pensamento é totalmente orientado por ela. A compreensão de fenômenos, não se opera sem a participação do discurso interior, todos os signos não verbais, isto dificulta a aquisição de pensamentos do surdo.
A fala egocêntrica é o inicio da organização e da orientação do pensamento da criança, dela a criança passa pra a fala interior planejando internamente, utilizando o pensamento verbal, com suas próprias leis gramaticais. Essa linguagem é orientada do exte4rior para o interior, provocando o desenvolvimento cognitivo mediando a linguagem que transforma em percepção mediada, atenção voluntária e memória. A cognição é determinada pela linguagem moldada pelas características econômicas e culturais.
E a criança surda? Esta adquire alguma forma de linguagem rudimentar simbolizando e conceituando, já que vivem socialmente. A diferença está na qualidade e quantidade de informações das que os ouvintes recebem e trocam. Porém, o atraso da linguagem dá a eles uma grande dificuldade para compreender assuntos abstratos, lugares diferentes e situações passadas.
A sua linguagem egocêntrica são sinalizadas como o tempo de reação, articulação silenciosa dos lábios, murmúrios, mímica oro-facial, e expressões corporais. Ela cria sua família de signos, os utiliza para a organização de seu pensamento, através de interações sociais utilizada pra comunicação e organização de pensamento. Mas, não se pode concluir que elas utilizam a fala egocêntrica pra planejar ações futuras, antecedendo a ação ao invés só de acompanhá-la, exercendo a função planejadora da linguagem.. Isto por que se desvincular o pensamento do ambiente concreto ela não terá condições de desenvolver as funções organizadora e planejadora da linguagem satisfatória.
O significado e sentido, segundo Vygorsky, de uma palavra está em constante mutação, no decorrer do desenvolvimento infantil., assim como a linguagem. A aquisição de itens léxicos e de regras gramaticais não determina o término da aquisição da linguagem pela criança. Para o autor e Bahktin, o significado é compartilhado socialmente e o sentido é particular para cada indivíduo e este surge no diálogo dependendo da situação contextual e dos interlocutores. Bakhyin introduz também o tema, como uma enunciação completa. Em seu interior, a enunciação possui uma significação formada por elementos sejam eles, abstratos, arbitrários, convencionais, que são reiteráveis e idênticos cada vez que são repetidos, e quando descontextualizado não têm sentidos, mas são parte indispensável da enunciação.. o tema é estágio superior, enquanto a significação é estágio inferior. Dominar a língua é atingir a significação, o tema de enunciação, através do contexto comunicativo, das relações sociais, constituindo a consciência.
Essa compreensão da língua e a relação entre significado e significante é muito difícil para os surdos que recebem estimulação apenas na língua oral.. os aspectos extra-verbais, como a entonação de voz e o volume que influenciam a formação do sentido o surdo não tem acesso. Tendo acesso a língua de sinais, e através dela ele consegue perceber a mudança de significados da língua, adquirir a cultura que esta língua carrega, que é usualmente denominada cultura surda.
O conceito que a palavra assume no discurso interior ou exterior refere-se a uma generalização. O significado é mutável. A criança pequena precisa de auxílio de gestos para compreender o significado de uma palavra. Esse pensamento não é inato, é um processo para alcançar um pensamento, e o papel do adulto nesse processo é fundamental. São nas relações sociais que ela aprende seu maneira de pensar, agir e recortar o mundo e a cultura de sua comunidade. No início da categorização, perceber as semelhanças e as diferenças é mais difícil porque se aplica um grau de abstração, assim como agrupar. No final do estágio de pensamento a fala da criança é semelhante a do adulto, mas o significado diferente, porque ela não percebe as relações lógicas dos conceitos, ela não classifica os objetos. A formação de conceito é uma atividade complexa, indispensável a associação, atenção, a formação de imagens,a inferências ou as tendências determinantes. Mas também as palavras se organizam num eixo horizontal sintagmático, referindo-se a sua estrutura frasal, a síntese da língua, e no eixo pragmático, o que se refere a semântica. Para a criança chegar ao conceito ela precisa da capacidade de abstração e da capacidade de síntese combinada a análise resultando no pensamento. O adulto diferente da criança já é capaz de perceber a generalidade entre conceitos, elaborar novos conceitos, independente da situação concreta, construindo idéias abstratas, onde tempo, espaços e relações lógicas somadas as relações sintáticas permitem o desenvolvimento desses novos conceitos.
A impossibilidade de dominar assuntos abstratos, e de saltar do pensamento sensorial para o pensamento racional, a principal característica do ser humano, na aquisição da linguagem é muito difícil para a criança surda, devido este grau de complexidade.Além disso, se restringir em generalizações menores, palavras concretas, de usar corretamente as palavras mais amplas e abstratas, tanto nos conceitos espontâneos que adquirimos no cotidiano quando no conceito cientifico, adquirido em situações particulares, são outros detalhes que dificultam a aquisição da linguagem.
Quanto ao desenvolvimento e sua relação ao aprendizado, Vygotsky critica as teorias que as considera estes requisitos independentes, ou que se trata da mesma coisa. Para ele, o desenvolvimento de uma capacidade raramente significa o desenvolvimento de outras. A mente é um conjunto de capacidades especificas que independe uma das outras e se desenvolve independentemente. E o aprendizado é a aquisição de capacidades especializadas para pensar sobre várias coisas. Na aprendizagem cria uma Zona de Desenvolvimento Próxima, e esta produção de aprendizado, está a frente do desenvolvimento, passando o aprendizado por um momento interpsíquico e posteriormente num momento intra-psíquico que ocorre após a internalização, correspondendo ao nível de desenvolvimento.
A criança desde seu nascimento recebe informações dos adultos aprende a inter-relacionar estas informações desde os primeiros anos de vida. Esta aprendizagem impulsiona o desenvolvimento, não como um fator biológico natural, mas como um fator relacionado as formas sócio-históricas que a criança está inserida. O atraso da linguagem nas crianças surdas causa um atraso na aprendizagem e consequentemente no desenvolvimento. Este percurso segue um caminho diferente dos das crianças que passam pela aprendizagem formal, escolar, sem dificuldades lingüísticas.
As brincadeiras, como todas as atividades da criança, são influenciadas pelo meio exterior. Esta atividade antecede a fala, e no decorrer do desenvolvimento essa situação se inverte, passando a fala a organizar e planejar a brincadeira. Se trata de simbolizações que passam por internalizações. A manipulação dos objetos é a primeira forma de brincar do bebê, não sendo planejada. Neste estágio a criança surda não se difere da criança ouvinte, saciando seu desejo de lidar com objetos, além disso, gestos que corresponda ao real, e movimentos são imprescindíveis na reprodução da realidade. A participação da criança ouvinte nas conversas com e entre adultos criando informações e significações mais amplas sobre objetos é o que vai diferenciar este desenvolvimento. Na idade pré-escolar, há um processo de mudanças continuas onde o desenvolvimento psíquico da criança prepara o caminho para a transição da criança para outro grau de desenvolvimento, gerando uma nova forma de consciência no desenvolvimento das futuras atividades. A brincadeira passa a ser uma ação lúdica, que passa por uma operação de meios pelas qual a ação é realizada, a operação segue a necessidades, e a imaginação surge.
A criança surda por sua dificuldade de generalizar e classificar, de estar sempre no tempo presente, neste estágio, em seu discurso interior, a dificuldade de comunicar, perceber relações, enfim de planejar a brincadeira, a deixam em desvantagem nesta atividade. A atividade de brincar, por não ser algo planejado, e sim o objetivo em si mesmo, não se torna uma ação, por não constituir de uma operação e de planejamentos, segundo analise de Leontiev. A criança brinca, mas de uma forma diferente.
Esta desvantagem da criança surda os deixa impulsivos e agitados, porque eles não conseguem entender o contexto e se adequar a ele.

Surdez
Segundo Vygotsky, a surdez é a deficiência que causa maiores danos para o individuo, devido a utilização da linguagem que permite o salto do sensorial para o racional, impossibilitando a criança de adquiri-la espontaneamente. No entanto, se recorrermos a historia, Luria lembra que no inicio do desenvolvimento da espécie humana, a comunicação era feita por gestos, e com a evolução o sistema fonador passou a ser utilizado para a comunicação. Diversos autores afirmam que a s mãos podem executar com perfeição o mesmo papel que o sistema fonador, através da língua de sinais. O problema do surdo não é orgânico e sim decorrente de questões socio0culturais e a educação dessas crianças deve ter como objetivo a minimização dos danos causados pelo de atraso da linguagem. A surdez não precisa ser considerada uma deficiência que incapacita o indivíduo. A discriminação e a marginalização ocorrem devido as características culturais de nossa sociedade que podem ser modificadas com o crescimento qualitativo da comunidade surda aliada a uma visão da maioria ouvinte.
Segundo Vygotsky, o método oral, predominante nas décadas de vinte e trinta, era o que mais se contradiz a natureza do surdo, mas nenhum outro método está em condições de devolver o surdo a sociedade humana, como pode fazer o método oral. Ele acredita que a criança surda deve adquirir a linguagem da mesma forma que as crianças ouvintes, valorizando a educação pré-escolar e um ambiente propício a estimulação da língua oral que incorpore a criança surda a comunidade ouvinte. O autor propõe uma reformulação deste método, destacando a mímica (língua de sinais) e a escrita, e diferentes formas de linguagem como a melhor alternativa de desenvolvimento da linguagem das crianças surdas. Opondo-se ao oralismo, ele foi um dos primeiros autores a considerar a língua de sinais um sistema específico. E a favor de utilizá-la na educação, sugerindo que a educação ideal pra a criança surda deve ser baseada na poliglossiaótica (uso de diferentes formas de linguagem). Em 1938, quatro anos após a morte de Vygotsky, a União Soviética mudou a filosofia educacional do oralismo e passou a utilizar o alfabeto manual e a língua de sinais russa como auxiliares na educação e na vida dos surdos. Em 1991, a Rússia iniciou o projeto de educação bilíngüe, que é o método que trabalham atualmente.

CAPÍTULO 4 – ANÁLISE CRÍTICA DAS FILOSOFIAS EDUCACIONAIS PARA SURDOS
A análise critica na aquisição da linguagem e desenvolvimento cognitivo, sob o enfoque sócio-interacionista, não é muito comum no estudo da surdez, mas é importante perceber certos aspectos, do desenvolvimento da criança surda, ignoradas ou não percebidas em outros enfoques teóricos.

O Oralismo
A filosofia oralista integra o surdo a comunidade gera, ensinando a este a língua oral de seu país. A criança surda por não ter condições de adquirir esta língua oral apenas através do diálogo ela necessita de terapia fonoaudiológica para a estimulação da língua oral., além disso o estimulo em casa, com a família é sempre preciso pra que haja a compreensão do que é dito. Esta língua será sempre a língua artificial para a criança surda. O aprendizado da língua oral não garante o pleno desenvolvimento da criança e nem a sua integração com a comunidade ouvinte.
O processo de aprendizagem da língua é diferente da internalização da língua por uma criança ouvinte que através deste processo desenvolve o pensamento e a cognição. A criança surda não tem condições de adquirir através do ensino forma, conceitos científicos e espontâneos de maior nível de generalização, e o Oralismo parece ignorar estas dificuldades e continua se fixando exclusivamente na necessidade da criança surda oralizar. A falam para os oralistas só pode ocorrer através da oralização, não significando a linguagem em ação. O ensino de regras gramaticais está aquém das necessidades da criança surda, este não considera os aspectos cognitivos determinados pela linguagem e pela cultura, provavelmente o surdo sofrerá dificuldades em poder falar o português, e terá problemas cognitivos, sociais e emocionais não se integrando a comunidade ouvinte mesmo que consiga oralizar. A qualidade da fala e linguagem se restringe a quantidade de vocabulário. É desconsiderado também critérios apontados por Vygotsky e Bakhtin do desenvolvimento infantil, côo a generalização das palavras e a utilização da linguagem no desenvolvimento cognitivo através das falas egocêntricas e interior.
Para Kelman, a criança surda que não possuem em língua alguma utiliza os recursos semióticos que dominam para pensar, demonstrando uma linguagem egocêntrica. Este tipo de pesquisa não causa interesse dos oralistas, pois não acreditam que a teoria inatista de aquisição da linguagem possua um papel determinante na formação do pensamento, não valorizando o processo de formação do pensamento lingüístico, já que a linguagem é considera a externalização do pensamento preexistente.
A língua materna pé aquela que traz significações para a criança para que ela forme sua consciência não sendo adquirida formalmente, mas sim através de relações interpessoais, num processo continuo.
É nas experiências cotidianas, nos estímulos recebidos pela criança surda daqueles que se relacionam família e amigos, nas trocas sócio-afetivas e não o ensino formal que constituirá o sujeito e sua significação de valores e significações para seus atos. Nesta convivência informal, o uso de mímica ou gestos espontâneos para transmitir conceitos concretos é muito utilizado, o que é contrariado nos pressupostos da filosofia oralista. Os pais mesmo que orientados por esta filosofia não conseguem evitar a comunicação gestual para se dirigirem aos seus filhos. Os pais se sentem deficientes em não conseguirem transmitir a seus filhos surdos tudo aquilo que gostariam. Na visão oralista pé o surdo que precisa a qualquer custo aprende uma língua acarretando com isso muitos problemas de auto-imagem a eles. O não domínio da língua, as dificuldades de articulação da fala tornam essas pessoas com graves problemas cognitivos sociais e emocionais., s consideram fracassados, incapazes e perdedores. O tempo de aprendizagem da língua dura cerca de dez anos, dependendo de fatores como o do grau da perda auditiva, época que ocorreu esta perda, se é surdez congênita, a participação da família no tratamento, etc.
O atraso da linguagem devido a sistematização da língua é muitas vezes relacionada a surdez com agitação, sua não compreensão no contexto, nas brincadeiras, a difícil aprendizagem de regras e internalização de significados
É nas experiências cotidianas, nos estímulos recebidos pela criança surda daqueles que se relacionam família e amigos, nas trocas sócio-afetivas e não o ensino formal que constituirá o sujeito e sua significação de valores e significações para seus atos. Nesta convivência informal, o uso de mímica ou gestos espontâneos para transmitir conceitos concretos é muito utilizado, o que é contrariado nos pressupostos da filosofia oralista. Os pais mesmo que orientados por esta filosofia não conseguem evitar a comunicação gestual para se dirigirem aos seus filhos. Os pais se sentem deficientes em não conseguirem transmitir a seus filhos surdos tudo aquilo que gostariam. Na visão oralista pé o surdo que precisa a qualquer custo aprende uma língua acarretando com isso muitos problemas de auto-imagem a eles. O não domínio da língua, as dificuldades de articulação da fala tornam essas pessoas com graves problemas cognitivos sociais e emocionais., s consideram fracassados, incapazes e perdedores. O tempo de aprendizagem da língua dura cerca de dez anos, dependendo de fatores como o do grau da perda auditiva, época que ocorreu esta perda, se é surdez congênita, a participação da família no tratamento, etc. O atraso da linguagem devido a sistematização da língua é muitas vezes relacionada a surdez com agitação, sua não compreensão no contexto, nas brincadeiras, a difícil aprendizagem de regras e internalização de significados.
No Brasil, no período oralista as crianças cursava obrigatoriamente dois anos ara cada serie escolar quando não havia repetência, sem a língua em comum o professor e aluno não havia como transmitir o conteúdo escolar, o que levava a uma baixa de qualidade e demora na escolarização. Ela pode até oralizar e fazer a leitura labial, mas o desenvolvimento em brincadeiras, abstração, dedução, auto-analise, atenção voluntária, memória adiada, escolarização e a participação ativa e interativa da vida social percebe-se uma limitação. Oralizados, ou não, percebe-se a necessidade de conviver com outros surdos, de falar de assuntos pertinentes a sua realizada e pra isso a extrema importância para que a LIBRAS seja oferecida a crianças surdas desde pequenas.

Comunicação Total
Positivamente a comunicação Total ampliou a visão de surdo e surdez, deslocando a problemática da oralização, e ajudando no processo em prol da utilização de códigos espaço-visuais, mas por outro lado, desvalorizou a língua de sinais, propiciando o surgimento de diversos códigos que não põem ser utilizados em substituição a língua. O foco agora da aprendizagem da língua não é mais a língua oral, mas sim a comunicação propriamente dita. A noção de contexto comunicativo é primordial para o desenvolvimento infantil e o uso a linguagem na constituição do pensamento através do diálogo contextualizado e espontâneo.
Na comunicação total, a criação de códigos visuais acompanha a fala oral do adulto ouvinte possibilitando a maior compreensão à criança. Esses códigos podem se a língua artificial, o português sinalizado, os sinais representam fonemas, letras ou gestos espontâneos que não caracterizam a língua, com a pretensão de garantir uma relação dialógica entre criança surda, adultos ouvintes e a sociedade em geral.
Alguns autores criticam como Ramos considera o código de visuais usado com a oralização na comunicação total, apenas como um facilitador da aprendizagem da língua, mas que ele não permitem uma comunicação mais complexa e não serve de instrumento de internalização de uma cultura. Já a língua sinalizada, que são as línguas artificiais criadas da língua oral, a situação é diferente. A Comunicação Total valoriza a criação desta língua, já que, ao contrário da língua de sinais, ela pode acompanhar a língua oral, possuindo a maioria dos elementos constitutivos da língua, mas não possuem o elemento “produto cultural”, já que é não é criada por uma comunidade falante, desvalorizando a característica histórica e cultural das línguas de sinais. A criança consegue expressar o que deseja, mas não consegue receber o que o adulto quer informar.
Para Bakhtin, a LIBRAS sim, carrega características marcadas pela história dos surdos e sua cultura e através desta que o individuo constitui sua consciência.
Ramos relata que a partir de 1960, devido a insatisfação dos surdos com a educação que recebiam começou uma mudança significativa em diversos pais em direção aos sinais. Da década de sessenta a década de oitenta era comum a língua sinalizada e a criação de códigos visuais, a partir de oitenta e noventa, vários paises começaram a perceber a importância da língua de sinais. No Brasil, o português sinalizado foi criado a partir de uma fusão entre o português e a LIBRAS e não chegou a ser difundido, mas sim o que acabou levando nome de português sinalizado pode ser considerado um pidgin.

Bilingüismo
O bilingüismo divulga e estimula à utilização de uma língua que pode ser adquirida espontaneamente pelos surdos, a língua de sinais, bem como sua cultura. Ela se originou da insatisfação dos surdos com a proibição da língua de sinais e a mobilização de comunidades em prol do uso desta língua.
No Brasil, o Bilingüismo começou a ser estudado a partir da década de 80 e implantando em escolas e clinicas na década de noventa.
Esta filosofia refere-se as questões das língua e sinais , utiliza a teoria inatista e fundamenta-sena teoria sócio-interacionista. O INES que atende em torno de oitocentas crianças e adolescentes surdos, ainda que com a filosofia educacional oficial o Oralismo, não proíbe mais a língua e ela é estimulada pelos profissionais e seguindo uma tendência mundial, será oficialmente uma escola bilíngüe. O importante desta filosofia é sua relação com o desenvolvimento da criança surda. Esta língua é a única que pode ser adquirida espontaneamente em suas relações social, nos diálogos, adquirindo da mesma força e velocidade que a criança ouvinte adquire a língua oral, não sofrendo nenhum dano cognitivo ou emocional decorrente do atraso da linguagem.
A comunidade surda com suas característica próprias por ser um grupo minoritário exposto a sociedade maior que é a ouvinte que possui cultura e língua própria, passam a se engajarem e participarem das duas culturas, no biculturalismo. Este sujeito age e pensa como um sujeito bicultural, compreendendo o mundo e a si próprio a partir de uma mistura dos recortes do mundo que essas duas culturas fazem. A língua de sinal é adquirida mais rapidamente que língua oral, e o sistema conceitual da criança formado de início através das LIBRAS. O ideal é a criança receber os dois sistemas conceituais, a de sinais e a oral, não criando sinônimos entre as duas línguas.
Provavelmente a língua de sinais será a língua que mais utilizada na construção da fala interior e na função planejadora.
Mas, no Brasil, a prática não foi alcançada devido ao Oralismo que proibiu a utilização desta bilíngüe nas escolas. Atualmente há uma retomada em sua busca que esbarra em problemas políticos e econômicos.
Em suma, percebe-se que a LIBRAS pode e deve resolver dificuldades côo o desenvolvimento das funções mentais superiores que necessitam da linguagem como mediadora, como a memória mediada, atenção voluntária, analise e síntese, abstração, dedução, auto-análise e outros.
Assim, para a autora, a melhor solução para a criança surda é o bilingüismo e o biculturalismo. O respeito as diferenças, a procura de uma melhor4 integração, as línguas oral e de sinais trabalhando sempre juntas, uma vez que a língua oral se torna mais simples após o domínio de funções comunicativas e cognitivas da linguagem garante também a integração na comunidade ouvinte.

Capítulo 5 - Descrição de caso
Neste capítulo a autora faz uma análise sobre o desenvolvimento cognitivo e da aquisição de uma criança surda inserida sua família, escola e clinica fonoaudiológica, em contato com as pessoas que convive. Trata de uma família composta pelos pais, uma criança surda, Gustavo, e seus dois irmãos gêmeos onde um tem uma surdez e problemas de comportamento, Jorge e André que é ouvinte. Na época eles tinham cinco anos e meio.
A surdez de Gustavo e Jorge foram percebidas por sua mãe aos oito meses de idade e aos dez meses foi confirmada pelo médico, diagnosticado como surdez neurossensorial bilateral profunda. Começaram a usar o aparelho com um ano de idade e iniciaram o tratamento fonoaudiológico com uma profissional da linha oralista. Aos um ano e três meses a terapia era feira numa escola especializada . Aos dois anos passara para uma terapia particular com atendimento em grupo na filosofia bilíngüe.
Jorge aos dois anos e meio começou a apresentar distúrbios de comportamento e passou a ser também atendido por um psicólogo parou o atendimento fonoaudiológico e as aulas de línguas de sinais,. Apenas aos cinco anos recomeçou as aulas de LIBRAS.
André, o irmão ouvinte começou a aprender línguas de sinais aos dois anos em conjunto com as crianças da clinica, juntamente com a família e amigos que freqüentam a casa dos avós.
Na pré-escola, matriculados num regime regular que recebia varias crianças surdas adotava a comunicação total. Em 1992, a escola fechou e Gustavo e Jorge passaram para uma escola onde são os únicos surdos. Nesta escola os profissionais e as outras crianças se comunicavam com eles com bastantes gestos espontâneos e mímicos.
Foi opção dos pais a educação bilíngüe e a Língua de sinais. Os pais trabalhavam durante todo o dia. A mãe fica de final de semana com os filhos. E o pai sai os finais de semana para estudar. As crianças têm pessoas importantes no seu convívio como a baba, alguns parentes próximos adultos e uns primos crianças..
Na gravação do convívio das crianças foi analisada a rotina e feito um paralelo das relações dialógicas no desenvolvimento das mesmas.
Com Gustavo as pessoas interagem utilizando LIBRAS, o português a misturas das línguas e ainda outros códigos como a mímica. Nenhum dos ouvintes domina plenamente a LIBRAS, concluindo que orientação bilíngüe não é utilizada concomitante com a língua de sinais e a língua oral.
Em casa, há dificuldade de comunicação com todos, os assuntos que ele compreende é o aqui e agora. Nas refeições, apenas há comunicação no pedido de comida ou bebida, não há uma atenção para que ele esteja na conversa, ele se distrai com objetos na mesa, o que conclui-se que há uma fala egocêntrica. Com o irmão ouvinte André, eles brincam lado a lado, assistem televisão, mas com uma ausência de comunicação, percebe-se que ambos têm falas egocêntricas, Gustavo utilização vocalização e onomatopéias. As falas egocêntricas parecem restritas há então o indicativo que não há internalização Quando há outras crianças ouvintes na casa, André só se dirige as outras crianças e não a seu irmão. Enfim, nos eventos que precisam e ex0licação não há estimulação em casa com Gustavo. Nem seu irmão André se sente estimulado a conversar com seu irmão, talvez por ele não dominarem uma língua em comum, ou por repetir a reação dos adultos da casa.
Na escola, os professores demonstram dificuldades pra se relacionar com Gustavo e ele de compreender. Na clinica com outras crianças surdas há uma farta interação com gestos espontâneos que não são compreendidos por intérpretes e não se é possível saber se elas conversaram, elas demonstram bastantes desejo de comunicar e de brincarem juntas. Nas aulas de LIBRAS há muita participação dessas crianças, mas com poucos situaçõe4s de diálogos espontâneos, em alguns momentos percebe a dificuldade das crianças em compreende o professor.
As brincadeiras em conjunto, as regras, as dramatizações, o ato de planejar, dividir papeis são de difícil participação de Gustavo, que demonstra dificuldade de participar de4stas atividades, se isolando de seu irmão ou de outros colegas.
Gustavo não consegue centrar a atenção em períodos longos na escola, provavelmente pela falta de compreensão das atividades e consequentemente a falta de interesse. Concentrar em detalhes, seqüências, recontar historias, utilizar a memória, conceitos abstratos de tempos passados e futuro, memorização, mesmo em atividades não lingüísticas, onde a linguagem interior está presente, e portanto há uma organização verbal, abstrair e generalizar, são outras atividades que Gustavo demonstrou-se em desvantagem.
Essa desvantagem é causada pela falta de estímulos lingüísticos que recebeu. É preciso que a família de Gustavo e de outras crianças surdas tenha consciência da necessidade de estimular, dar informações para que se desenvolvam. A linguagem, a comunicação, a consciência de esclarecer todas as situações da qual a criança está inserida são fundamentais pra o desenvolvimento de internalização de conceitos, da constituição do individuo, de utilização da língua para pensar, enfim, da criança ter condições de generalizar, abstrair, memorizar, ter atenção, aprender e se desenvolver cognitiva, emocional e socialmente.
Conclusão
O homem se diferencia dos outros animais devido à linguagem e as possibilidades de a cada nova geração surjam novas idéias, invenções e descobertas.
Cada comunidade guarda em sua língua, a memória, o passado e a língua é tão importantes para um povo e pra o individuo pra orientar o seu pensamento e formar sua consciência.
Os surdos e suas comunidades foram proibidos de utiliza suas línguas e dividirem as suas idéias. Essa proibição causou a queda da escolarização e da qualidade do emprego dos surdos em todo o mundo. O Oralismo e a Comunicação Total apareceram como formas artificiais de inseri-los na sociedade.O bilingüismo que parte do dialogo e por possibilita a internalização da linguagem e do desenvolvimento das funções mentais superiores e o uso das Libras, somada a estimulação em participação de todos os momentos interativos, propicia a proximidade entre as crianças surdas e seus pais ouvintes.
Percebe-se a necessidade de grandes mudanças na visão da surdez, da criança surda, por parte dos profissionais, família e meios social que está inserido. Além da consciência das conseqüências da surdez, da dificuldade auditiva, e de desenvolvimento das funções mentais decorrentes desta deficiência. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Sinopse - A flauta mágica - Dionisio Jacob
Prepare-se para mergulhar numa história fantástica. Tamino é um jovem príncipe que está prestes a se tornar rei. Para isso, precisa passa por uma prova de sabedoria no templo do temível bruxo Sarastro, na qual terá que enfrentar muitos perigos. Perigo ainda maior é a paixão proibida por Pamina, a princesa prisioneira de Sarastro, filha da poderosa Rainha da Noite. Será que "A Flauta Mágica" ajudará Tamino a vencer tantos obstáculos? Esta história traz uma incrível aventura e mostra a importância da sabedoria, da humildade e da verdade.


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HOWARD GARDNER – “a escola deve valorizar as diferentes habilidades dos alunos e não apenas a lógico-matemática e a lingüística, como é a mais comum. – para que as diversas inteligências sejam desenvolvidas, a criança tem de ser mais que uma mera executadora de tarefas. É preciso que ela seja levada a resolver problemas”.
De acordo com Gardner, estas seriam nossas sete inteligências:
1. Lógico-matemática: capacidade de realizar operações matemáticas e de analisar problemas com lógica.
2. Lingüística: habilidade de aprender línguas e de usar a língua falada e escrita para atingirem objetivos;
3. Espacial: capacidade de reconhecer e manipular uma situação espacial ampla mais restrita. Importante para cirurgiões ou escultores;
4. Físico-cinestésica: potencial de usar o corpo para resolver problemas ou fabricar produtos. Dançarinos, atletas, cirurgiões e mecânicos;
5. Interpessoal: capacidade de entender as intenções e os desejos dos outros e de se relacionar bem com eles. É necessário para vendedores, líderes religiosos, políticos e professores;
6. Interpessoal: capacidade de a pessoa se conhecer, seus desejos e usar as informações para alcançar objetivos pessoais.
7. Musical: aptidão na atuação apreciação e composição de padrões musicais.
A naturalista, que seria a capacidade de reconhecer objetos na natureza, e além dessas, discute outras, a existencial ou espiritual e a moral, sem adicioná-las às sete originais.
Ele reconhece que a discussão em torno da teoria trouxe a alerta importante para quem trabalha com educação. A escola deve considerar as pessoas inteiras e valorizar outras formas de demonstração de competências alem dos tradicionais eixos lingüísticos e lógicos –matemáticos. Kátia Smole, defende no mestrado da USP, que é comum o conceito ser empregado indevidamente por várias escolas. Ter aulas de música não garante aos estudantes desenvolver a inteligência musical. Para que aconteça é necessário que o aluno pense sobre aquilo que faz e esteja em situação de criação ou resolução de problemas.
No Colégio Sidarta, em Cotia, a teoria de Gardner é à base da proposta pedagógica. Atendem as diferenças individuais e respeitam as potencia, idades dos alunos. Os alunos estudam juntos e nas estações de trabalho cantos onde são organizados diferentes recursos pedagógicos. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Conta sobre Horácio, Leopoldo, Laura e Amélia. Laura e Amélia são duas primas com pés exatamente opostos. Laura os têm disformes, Amélia os têm pequeninos. Quando passando em uma rua cai um pé de sapato de Amélia, Horácio o recolhe e se apaixona pela dona do pé de sapato a quem desconhece. Leopoldo se apaixona pelo sorriso de Amélia, cujo nome não conhece. Ao vê-la com a prima outra vez, ilude-se achando Amélia têm os pés disformes. Horácio, o leão da moda carioca, passa a galantear Amélia, que vai se apaixonando por ele enquanto Leopoldo, também apaixonado por Amélia torna-se seu amigo apesar de ter declarado amá-la, bela ou não. Horácio propõe casamento e Amélia diz que vai pensar no assunto. Quando Horácio finalmente vê o pé de Amélia se horroriza (ela estava com um sapato de Laura) e arranja uma desculpa para romper o noivado que ela tinha aceitado. Ele então procura Laura, declara-se a ela e, quando descobre que ela tem os pés horríveis, afasta-se. Tenta procurar Amélia de novo, mas falha. Amélia então percebe o quão puro é o amor de Leopoldo e casa-se com ele. Na noite de núpcias ela revela ter os pés lindos que ele pensava ser de outra. Eficiente em mostrar a moda da época, com vestidos longuíssimos que escondiam os pés da moça, o livro é a tentativa de José de Alencar de mostrar como o amor deve ser, não pela plástica como o de Horácio, mas pela alma como o de Leopoldo.

O autor também usa sempre expressões galicizadas (adaptações do francês), ao invés de usar palavras francesas, uso comum da época, nacionalizando assim a linguagem. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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