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BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O Que É Educação. Coleção Primeiros Passos . 26ª Edição, 1991.
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Autor dos mais respeitados na literatura brasileira, desde os anos trinta, Jorge Amado tem pontificado e feito sucesso de crítica e de público. Sua obra explora os mais diferentes aspectos da vida baiana: a posse violenta da terra, com as conseqüências sociais terríveis, como ocorreu na colonização da zona cacaueira do Sul da Bahia, está magistralmente imortalizada em Cacau, São Jorge de Ilhéus, Gabriela, Cravo e Canela e Terras do Sem Fim. Os tipos folclóricos das ladeiras de Salvador estão presentes em Tenda dos Milagres, Capitães da Areia, Mar Morto. A literatura engajada, comprometida com a ideologia política do Autor faz-se presente em Os Subterrâneos da Liberdade, O Cavaleiro da Esperança. Os perfis de mulheres extraordinárias que comovem e seduzem estão em Tieta do Agreste, Dona Flor e seus Dois Maridos, Gabriela e muitos outros... Primeiro é preciso que se tenha em mente o "descompromisso" do Autor com o registro formal culto, para se entender melhor o comentário que se faz constantemente sobre seu "estilo". Jorge Amado já se auto proclamou "um baiano romântico e sensual". É o que a crítica costuma rotular de contador de estórias. Não segue, intencionalmente, o rigor da técnica de construção literária e nem dá a mínima para as normas gramaticais e ortográficas. Incorpora, com a maior naturalidade, à língua escrita, termos e expressões típicas da língua oral e de sua Bahia idolatrada. Não espere o leitor, portanto, defrontar-se com um texto primoroso, regular, pasteurizado. Entretanto, quem se aventurar nos meandros de suas páginas, esteja preparado para o deguste de um texto saboroso e suculento que transpira a trópico, a calor, a vida. Suas histórias são tramadas sobre o povo simples e rude, numa língua que esse povo fala e entende. O texto que serve de suporte a este estudo centra-se na fixação dos tipos marginalizados para, por intermédio deles, analisar e criticar toda a sociedade. A ação dá-se, basicamente, em Salvador e gira em torno da boêmia desqualificada das cercanias do cais do porto. A Morte e a Morte de Quincas Berro d'água é uma das melhores narrativas publicadas por Jorge Amado. Veio a lume em 1958 e conquistou desde logo a admiração de quantos dela se aproximaram. Nitidamente imbricada no Realismo Mágico, mistura sonho e realidade; loucura e racionalidade; amor e desamor; ternura e rancor, de forma envolvente e instigante: Joaquim Soares da Cunha foi funcionário público, pai e marido exemplar até o dia em que se aposentou do serviço público. A partir daí, jogou tudo para o alto: família, respeitabilidade, conhecidos, amigos, tradição. Caiu na malandragem, no alcoolismo, na jogatina. Trocou a vida familiar pela convivência com as prostitutas, os bêbados, os marinheiros, os jogadores e pequenos meliantes e contraventores da ralé de Salvador. Sua sede era saciada com cachaça e seu descanso era no ombro acolhedor da prostituta. Fez-se respeitado e admirado entre seus novos companheiros de infortúnio: era o paizinho, sábio e conselheiro, sempre disposto a mais uma farra ou bebedeira. Sua opção pela bandalha representa o grito terrível do homem dominado e cerceado por preconceitos de toda sorte e que um dia rompe as amarras e grita por liberdade. Morreu solitariamente sobre uma enxerga imunda e sua morte detonou todo o processo de reconhecimento/desconhecimento por parte da família real e da família adotada. Os amigos durante o velório se embriagam e resolvem, bêbados, levar o defunto para um último "giro" pelo baixo-mundo que habitavam. O passeio passa pelos bordéis e botecos, terminando em um saveiro, onde há comida e mulheres. Vem uma tempestade e o corpo de Quincas cai ao mar. Ao renunciar à família, mudar de ambiente e de costumes, Quincas morreu pela primeira vez; na solidão de seu quartinho imundo, envolvido por farrapos e curtindo a última bebedeira, morreu pela segunda vez; ao cair ao mar, não deixando qualquer testemunho físico de sua passagem pela vida, morreu pela terceira vez. A narrativa poderia chamar-se A morte e a morte e a morte de Quincas Berro d'água, acrescentando-se uma morte ao protagonista, que ficaria bem de acordo com a progressão da trama. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O robô errou os calculos!!! Azar para Delon, um estudante do sec. XXX que acabou se deslocando no tempo e foi parar em 1987. Pior ainda para os seus amigos B-Hor, Thera e Plick, que resolveram procura-lo no ano de 1710, quando piratas franceses havia imvadido o Rio de Janeiro. Será que a turma conseguirá se reunir e retornar ao futuro? Aperte os cintos e embarque nesta fantastica aventura.

Sobre o autor:

Wilson Rocha é um carioca de multiplas atividades: advogado, autor e diretor teatral, roterista cinematrografico, roteirista diretor de televisão e o mais importante um escritor especialmente apaixonado pela literatura infanto-juvenil. Sua carrera começou cedo quando ainda era estudante que montava peças teatrais na escola e posteriormente na universidade. Essa esperiencia amadora ajudou a ser descoberto pela televisão e assim foi contratado pela tv Globo em 1964, no cargo de produtor e redator. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O romance inicia com o narrador, que está na UTI, contando ao doutor a vida de Noel Nutels, que conhecera quando criança em um navio que os trouxe ao Brasil no ano de 1921. A narrativa transcorre em tom humorístico, apesar do sofrimento do paciente. Protagonista inominado, cultivou uma profunda admiração por Noel, o defensor dos índios, durante toda a sua vida. Começa relembrando o episódio em que Noel, internado num hospital no Rio de Janeiro, no ano de 1973, vítima de câncer na bexiga, pouco antes de sua morte, recebe a visita de quatro generais. ...era a época da ditadura, visitar o Noel, que era uma figura tão respeitada, principalmente na esquerda, poderia repercutir bem na opinião pública, e ao abrir os olhos e ver aqueles quatro generais à sua volta (...) olhou todos, um por um, com aquele olhar debochado dele. Um dos generais perguntou como ele estava. E o Noel que, mesmo morrendo, continuava o gozador de sempre, respondeu: estou como o Brasil, na merda e cercado de generais. O médico vai fazendo anotações enquanto o narrador pergunta-lhe se ele próprio também encontra-se na merda. Estou na merda, doutor? Não? Não estou na merda? O senhor tem certeza? Na merda, não? Não estou? Que bom, doutor. Não estou na merda, que bom. Prossegue contando-lhe que a vida de Noel Nutels, ele, o narrador, tem toda guardada numa pasta através de reportagens em jornais, fotografias, artigos, publicações. Pede ao doutor para escutá-lo.

...não é por mim, não. É pelo Noel. Não: é pelo senhor. O senhor deve ourvir a história do Noel, doutor. Acho que alguma coisa mudará no senhor depois que ouvir esta história. O navio que os trouxera ao Brasil chamava-se Madeira. Era um cargueiro adaptado para o transporte de imigrantes. Estavam fugindo da Rússia. Vinham do sul da Rússia, da Bessarábia, na fronteira com a Romênia. A região pertencia ao Império Tzarista. Os judeus não podiam sair dali a não ser que fossem ricos. Mas eles não eram ricos. Moravam numa pequena aldeia, num shtetl, de gente pobre: agricultores, artesãos, pequenos comerciantes. Seu pai, sapateiro, mal ganhava para sustentar a família, embora pequena, pois só tinha uma irmã. Seu pai consertava os finos sapatos do conde Alexei. Venerava-lhes os sapatos e as botas, confeccionados em couros macios e raros. O protagonista lembra-se de que começou a ter pesadelos em que, à noite, um cossaco debochado surgia e calçava de uma bota as botinhas minúsculas que o pai havia feito com as sobras da reforma do conde Alexei. Calçava-as e galopava numa ratazana, rindo deles. O primogênito morrera um mês antes do seu nascimento. O irmão morto tornara-se-lhe um fantasma que vivia por todos os lados. O pogrom, massacre organizado no Império Tzarista, estava por toda parte. Os cossacos surgiam à noite, matando homens, violentando mulheres, queimando casas. Os judeus eram perseguidos. Um dia apareceu na aldeia um homem de Kiev. Trabalhava para uma companhia de colonização agrícola, a Jewish Colonization Association, JCA ou ICA, fundada por filântropos judeus da outra metade da Europa. Poderiam levá-los para a América do Sul, onde as terras eram promissoras. Poderiam ir para o Brasil trabalhar como agricultores. Receberiam todo o apoio. Por essa época o pai de Nutels decidira ir para a Argentina. Buenos Aires prosperava. Mas Salomão Nutels resolveu voltar para a Rússia. Pegou o navio que fazia escala no Recife, acabou vendedor de sapatos. Em 1917, ele, justo no dia em que o Brasil declarou guerra à Alemanha do kaiser, tomou uma surra, depois de ter sido perseguido ao desembarcar, e perdeu o navio. Fixou-se no Brasil, em Laje do Canhoto, pequena vila de Alagoas, e lá abriu uma loja que vendia de tudo, desde alpiste até penicos de ágata. Em pouco tempo tinha conseguido economizar o suficiente para trazer a mulher e o filho de Ananiev. Durante a guerra civil, após a Revolução de 1917, a Rússia ficou isolada do resto do mundo. Berta, mulher de Salomão, e o filho ficaram sem ter notícias suas até 1920, quando Salomão Nutels comunicou-lhes que partissem imediatamente para o Brasil. Por essa época, sair da Rússia era muito arriscado, mas mesmo assim partiram. As ameaças do pogrom continuavam. Porém, num certo momento, apareceu um homem na aldeia, chamado Semyon Budyonny, comandante de um esquadrão da cavalaria bolchevique. Imponente, usava um vasto bigode e tinha um olhar feroz. Budyonny apareceu com seus homens e anunciou que a aldeia havia sido libertada pela Revolução. Era o início do socialismo. Um dos homens de Budyonny, Isaac Babel, que ficara hospedado na casa do narrador, indagado sobre o que pensara a respeito de partirem para a América, revelou-se indignado com tal idéia e fez um discurso arrebatado em que defendia o governo bolchevista, pois finalmente todos os oprimidos teriam uma vida decente, enquanto que na América só existiam exploradores. Anos depois Babel foi preso e veio a morrer num campo de concentração stalinista. A partida da família do narrador para o Brasil foi tranqüila. Em Hamburgo pegaram o navio Madeira rumo ao Brasil. No navio o narrador tornou-se amigo de Noel e assim que o conheceu teve a certeza de que seria seu amigo para o resto da vida. Noel era expansivo, seguro de si. Fazia amizade com todos. Logo tornou-se amigo de um marinheiro russo, homem de esquerda que vivera no Brasil e anos mais tarde continuava defendendo suas idéias com o mesmo fervor. A viagem fora longa e insalubre. O cheiro de urina e vômito no porão, onde passavam as noites, era insuportável. Todos no navio sentiam-se inseguros quanto à nova vida no Brasil. Porém, ao chegarem em Recife, a diversidade de cores, a vegetação tropical e a população alegre deslumbrou-os. Salomão Nutels apareceu e Berta, ao vê-lo, abraçou-o e chorou, assim como Noel. Todos os demais emigrantes também choraram. Ao perceber o entusiamo de Noel pelos pretinhos brasileiros, de súbito nosso pobre protagonista percebeu que já não o encantara mais. Agora o encantava o Brasil. Salomão convidou a família do narrador para morar em sua casa. Seu pai poderia ajudar-lhe na loja. Seguiram para Laje do Canhoto. Ao conhecer a loja de Salomão, o pai do protagonista recusou-se a trabalhar lá. Não venderia penicos. Decidiu que iriam para São Paulo. Em São Paulo, fixaram-se em Bom Retiro, bairro de judeus. Seu pai sofreu um acidente e teve de amputar o braço direito. Impossibilitado de continuar no ofício de sapateiro, passou a vender gravatas. Seu pai queria que ele tivesse se formado em Medicina como Noel Nutels. Freqüentou o colégio José de Anchieta. Em três anos sabia tudo sobre o padre José de Anchieta, sobretudo que amava muito os índios, diferentemente da maioria dos colonizadores que os menosprezavam, considerando-os inferiores, especialmente por serem canibais. O narrador possuía uma imaginação muito fértil e suja. Numa das histórias que imaginava, o braço de seu pai era jantado por antropófagos devido ao ancestral parentesco destes com índios canibais. Imaginava também o padre Anchieta sendo seduzido por uma indiazinha moribunda. Sua mente era povoada por seres descomunais que devoravam profetas e sacerdotes. Sua mente sórdida elocubrava fabulações doentias. Sentia saudade de Noel. Podia escrever-lhe, mas não tinha coragem, então escrevia-lhe só na imaginação. Seu pai veio a falecer de infarto do miocárdio, sendo-lhe imposto o sustento da família. Precisou largar os estudos e trabalhar o dia inteiro. Trabalhava na pequena loja do seu Isaac. Chamava-se A Majestade, conhecida por loja Não Tem. Vendia miudezas em geral: carretéis de linha, agulhas de crochê, etc. Não soube mais nada de Noel a não ser bem mais tarde quando tornou-se famoso e escreviam sobre ele. Noel foi estudar Medicina em Recife. Os pais também mudaram para lá. A casa onde moravam, dona Berta transformou em pensão. Lá moravam também amigos, como Ariano Suassuna, Capiba e Rubem Braga. Houve um momento em que o narrador tomou consciência da sua ignorância e envergou-se. Começou então a ler. Lia muito e de tudo, inclusive dicionários. Levava uma vida pacata, não se metia em política. Quanto às mulheres, freqüentava um bordel barato e só. Era muito tímido. Sua vida tornou-se uma rotina. Ia para a loja, que aliás havia comprado do seu Isaac por uma bagatela, espanava o pó, sentava-se atrás do balcão e lia. Vez por outra aparecia um freguês. Em 1937 Noel foi para o Rio com a mãe, já formado em Medicina. Salomão havia falecido. O Brasil vivia a ditadura de Vargas. Noel participou na produção da revista Diretrizes, da qual faziam parte José Lins do Rego, Graciliano Ramos e Jorge Amado. Por aquela época, em 1938, os intelectuais eram todos comunistas. Os comunistas manifestavam-se com cartazes de protesto. Sarita, uma fervorosa comunista do Bom Retiro, atirou-se cegamente na causa do Comintern, órgão central dos partidos comunistas na Rússia, que apresentou um documento a ser divulgado na sociedade brasileira que dizia que o conflito final seria a oposição entre índios e brancos. O movimento não vingou por falta de adeptos. Em 1940 Noel casou com uma prima, Elisa. Um ano depois o narrador casou também, com Paulina, filha do vizinho. Através de Sarita, que ia periodicamente ao Rio, ele tinha notícias de Noel. Noel estava trabalhando com saúde pública; queria combater a malária e se envolver em campanhas. A guerra tinha começado. Hitler invadia a União Soviética. Noel e Sarita ouviam a Pirineus, rádio clandestina que os mantinha informados sobre os campos de concentração e outros acontecimentos. O narrador nunca ouviu a Pirineus. Preferia se manter alheio, mergulhado nos livros. Noel ia para as ruas, carregava cartazes de protesto. Em 1935 foi preso como comunista na ditadura Vargas. Nosso narrador não ia para as ruas fazer protesto, porque não tinha coragem. Por volta de 1944, Noel e a mulher estavam trabalhando na Fundação Brasil Central, fundada pelo ministro João Alberto. Tinham sido contratados para trabalhar com os índios em regiões como o Alto Xingu e o Alto Araguaia, que seriam desbravadas e colonizadas. Noel fora contratado como especialista em malária. O narrador tornou-se pai de um menino: Ezequiel. No Xingu, Noel trabalha como especialista em malária e cuida dos índios. É aceito pela tribo dos Kalapalo após salvar a vida de uma indiazinha que estava quase à morte. Os índios lhe tem afeto e respeito. Em 1951 Noel ingressa num curso para a campanha nacional contra a tuberculose. Resolve trabalhar na região dos grandes rios: Tocantins, Xingu e Tapajós. Consegue transporte aéreo e em pouco tempo está dirigindo o Serviço de Unidades Sanitárias Aéreas, para os problemas dos índios. Dedica-se inteiramente a esta missão. João Mortalha, um tipo mau-caráter com passado de assassino, vai para o Xingu disposto a tornar-se proprietário das terras dos índios. Noel, descobrindo-lhe as intenções, expulsa-o da região. Eu podia entender o padre Anchieta cuidando dos índios; o Noel Nutels não. Pela simples razão de que não podia imaginar a mim próprio cuidando dos índios. (...) Eu, o covarde, imóvel; Noel, o corajoso, em movimento. Em constante e dinâmico movimento. O Noel estava virando índio. Índio inquieto a percorrer sem cessar as trilhas do Brasil central. Trilhas que poderiam levar a qualquer lugar, mas nunca passariam por uma loja chamada A Majestade. Nossos caminhos se haviam afastado para sempre. Nosso protagonista começou a ter problemas em casa: desentendimentos com a mulher, além do Zequi, que se mostrava rebelde. Sarita mudara-se para o Rio e às vezes vinha visitá-los. Percebeu que Ezequiel estava apaixonado por ela. Zequi lia Marx, Lenin e Stalin. Entrou para a célula da Juventude Comunista no Bom Retiro, a célula Zumbi dos Palmares. Os jovens membros da célula, sabendo da amizade do protagonista com Noel, o doutor dos índios, pediram-lhe para que conseguisse um encontro entre eles. O narrador, depois de entrar em pânico, teve uma brilhante idéia: sugeriu-lhes que se correspondessem com Noel. Na loja, deu início à correspondência que Noel supostamente estaria lhes enviando. Escreveu cartas e mais cartas para a célula Zumbi. Os rapazes extasiavam-se. Aconteceu, porém, que Sarita descobriu a farsa e ameaçou contar tudo a não ser que dali em diante ela mesma passasse a assumir a correspondência. Entraram em acordo. As cartas de Sarita eram chatíssimas, doutrinárias, o que fez com que os rapazes logo se entendiassem. Em pouco tempo, a correspondência encerrou-se. Em 1961 Zequi entrou para a faculdade de Ciências Sociais. Envolvendo-se completamente com política estudantil, tornou-se membro da UNE. Logo passou a fazer parte de um grupo de radicais. Os folhetos clandestinos falavam de guerrilha e luta armada. E então veio o golpe de 64. Com o golpe militar, mandaram Ezequiel esconder-se no sítio de uma amiga de Paulina. Quanto a Noel, naquele período dirigia o Serviço de Proteção ao Índio; fora indicado por Darcy Ribeiro. Os militares não acharam nada contra ele. Havia um major anticomunista, major Azevedo, que por motivos particulares estava atrás de Noel. O narrador teve um caso com Iracema, um tipo vulgar, apesar de bonita, que apareceu na loja como representante de tecidos. Foi sua primeira e única paixão. Um dia o narrador sentiu falta da última carta de Noel, que escrevera e não enviara. Iracema confidenciou-lhe, arrependida, ter sido ela a pegar a carta a pedido do irmão Mortalha, o mesmo sujeito que Noel havia expulsado do Xingu. Mortalha queria incriminá-lo e, de posse da carta entregou-a ao major Azevedo que, estranhamente, rasgou-a e jogou fora. Ezequiel foi para a França. Fez mestrado, depois doutorado, e tornou-se professor em Limoges. Não voltou mais. Casou-se com uma francesa e teve dois filhos. A mãe foi para um asilo, completamente esclerosada, e lá faleceu. A irmã Ana tornou-se uma competente psicóloga e enriqueceu. Paulina quis ir embora para Israel. Não voltaria mais. O narrador levou-a ao aeroporto não sem antes tentar persuadi-la a ficar. Despediram-se e nunca mais a viu. O narrador passou a viver sozinho. Ezequiel quase não escrevia, ao contrário de Paulina que escrevia longas cartas deixando-o a par de suas experiências no Kibutz. Vendeu a loja, que não ia nada bem, além do que, ele imaginava espectros de bugres sob o solo. Vendida a loja, mudou-se para um pequeno apartamento e seus problemas financeiros terminaram. Certa ocasião escutou no noticiário que Noel estava internado num hospital em estado grave. A notícia deixou-o de tal forma abalado que imediatamente resolveu ir até o Rio visitá-lo. Chegando lá debruçou-se sobre Noel e implorou-lhe que não o abandonasse. Noel estava morrendo. O narrador retirou-se e cinco generais teceram comentários sobre o doente. De volta à casa, imaginou-se abrindo uma loja no Xingu. Iria se chamar A Majestade do Xingu. Na Majestade do Xingu haveria lugar para o real e para o imaginário. A conjugação perfeira do prático e do mítico. Cansado da viagem, o narrador adormeceu e sonhou que um cossaco, um pogrom, enterrou o salto de sua bota em seu peito. Josiléia, sua empregada, socorreu-o quando acordou sentindo a horrível dor, levando-o para o hospital. Finaliza dizendo que esta é a sua história e que só tem importância porque é um pouquinho a história de Noel Nutels. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Ateneu é uma das obras mais importantes do Realismo brasileiro. Trata-se de uma narrativa na primeira pessoa, em que o personagem Sérgio, já adulto conta sobre seu tempo de aluna interno no Colégio Ateneu. A ação do livro transcorre no ambiente fechado e corrupto do internato, onde convivem crianças, adolescente , professores e empregados. É dado o início do romance, com o pai de Sérgio advertindo "Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu Coragem para a luta" Dr. Aristarco é o diretor do colégio. Figura soberba, cheia de empáfia e que visava apenas o lucro. Tinha o sonho de ver um busto com a sua face. Sérgio vai narrando as decepções, os medos, as dúvidas , a rígida disciplina, as amizades, os acontecimentos em torno da própria sexualidade, as questões nem sempre respondidas. O romance é um diário de um internato: as aulas, a sala de estudos, a diversão nos banhos de piscina, as leituras, o recreio, o que acontecia nos dormitórios, no refeitório as disputas. O mundo da escola é sempre visto e retratado a partir da perspectiva particular de Sérgio (expressionismo). Desse modo, a instituição , os colegas, os professores e o diretor Aristarco são representados em função de certa ótica, claramente caricatural, em que os erros, hipocrisias e ambições são projetados e realçados. Misturando alegria e tristezas, decepções e entusiasmos, Sérgio, pacientemente reconstrói, por meio da memória , a adolescência vivida e perdida entre as paredes do famoso internato.

A obra acaba com o incêndio do Ateneu pelo estudante Américo. No incêndio o diretor fica perdido, estático com o que está acontecendo com seu patrimônio e naquele mesmo dia é abandonado pela esposa. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Juiz de Paz da Roça é uma peça teatral que se passa, logicamente, na roça e tem apenas um ato. Conta sobre Aninha e José.
Aninha e José amam-se e planejam casar em segredo, mas José é capturado para tornar-se soldado contra a Revolução Farroupilha. Após algumas deliberações sobre as disputas locais entre os lavradores, o juiz ordena Manuel João, pai de Aninha, a levar José a manter-lhe em casa por um dia e levá-lo quartel a seguir (ninguém sabe do amor do casal). No meio da noite o Aninha e José fogem e casam-se em segredo. Após descobrirem o fato consumado os pais perdoam a jovem e vão até o juiz esclarecer o caso. O rapaz fica assim desobrigado de servir e a peça acaba com todos comemorando. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Memorial de Aires, última obra de Machado de Assis, foi publicada em 1908, mesmo ano da morte do escritor. Como Memórias Póstumas de Brás Cubas, esta obra não tem propriamente um enredo: estrutura-se em forma de um diário escrito pelo Conselheiro Aires (personagem que já aparecera em Esaú o Jacó), onde o narrador relata, miudamente, sua vida de diplomata aposentado no Rio de Janeiro de 1888 e 1889. Sucedem-se, nas anotações do conselheiro, episódios envolvendo pessoas de suas relações, leituras do seu tempo de diplomata e reflexões quanto aos acontecimentos políticos. Destaca-se, dando uma certa unidade aos vários fragmentos de que o livro é composto, a história de Tristão e Fidália. Fidélia, viúva moça e bonita, é grande amiga do casal Aguiar, uma espécie de filha postiça de D. Carmo. Tristão, afilhado do mesmo casal, viajara para a Europa, em menino, com os pais. Visitando, agora, o Rio de Janeiro, dá muita alegria aos velhos padrinhos. Tristão e Fidélia acabam por apaixonar-se e, depois de casados, seguem para a Europa, deixando a saudade e a solidão como companheiros dos velhos Aguiar e D. Carmo. Memorial de Aires é apontado como o romance mais projetivo da personalidade e da vida de Machado de Assis. Escrito após a morte de Carolina, revela uma visão melancólica da velhice, da solidão e do mundo. D. Carmo, esposa do velho Aguiar, seria a projeção da própria esposa de Machado, já falecida.

A ironia e o sarcasmo dos livros anteriores são substituídos por um tom compassivo e melancólico, as personagens são simples e bondosas, muito distantes dos paranóicos e psicóticos dos romances anteriores.
Alguns vêem no Memorial de Aires uma obra de retrocesso a concepções romantizadas do mundo; outros tomam o romance como o testamento literário e humano de Machado de Assis. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
É sábado, o professor Clarimundo Roxo, solteirão, solitário, de 48 anos, desperta às cinco e meia da manhã para começar o dia dando aulas. Sua preocupação é com o tempo, sabe que o conceito sobre este é algo diferente daquilo que pensa a viúva Mendonça ou o sapateiro Fiorello. Contudo, a escravidão ao tempo é algo marcante. Clarimundo vive sob o tique-taque do relógio. Sente culpa quando se atrasa alguns minutos para as aulas. Pensa no livro que ainda escreverá. Será de cunho científico, nele pretende colocar toda sua cultura e algumas gotas de fantasia. O protagonista escolhido é um homem lá da estrela de Sírio. Com um telescópio mágico, olhará a terra e descobrirá a verdade das coisas. Prepara o café e se senta para os costumeiros 40 minutos de leitura. Às sete da manhã, quem desperta é Honorato Madeira, lembrando-se, também, de chamar a mulher, Virgínia. Ela desperta, mas se entrega aos pensamentos. Relembra que tem um filho de 22 anos e um marido obeso, sem graça, que sempre faz as mesmas coisas, o que lhe causa desgosto. Ele reclama da ida, à noite, ao baile do Metrópole; bem poderia ficar em casa descansando do trabalho. O filho, Noel, já está tomando café e recordando os dias de infância, quando a negra Angélica lhe preparava para ir à escola e levava-o à terceira esquina, onde se encontrava com a menina Fernanda, sempre limpa, bem arrumada e alegre, num contraste flagrante com seu estilo taciturno.

Volta ao presente, recorda que teve uma infância recheada de histórias fantásticas, contadas por Angélica. Nunca correu descalço pelas ruas ao sol. Seu mundo era dos livros, dos soldadinhos de chumbo e a parede do quarto dos brinquedos limitava seu mundo. Este cai com a morte da negra Angélica, quando Noel tinha 15 anos. Sua primeira experiência sexual foi repugnante, viscosa e violenta. Noel sabe que o horário de refeição em sua casa é o momento menos cordial, de raros diálogos. A mãe reclama de tudo: da roupa, do marido, das criadas. Diz que já devia estar trabalhando. Não está estudando Direito? O melhor de sua vida era a amizade com Fernanda, a amiga de infância. Em outro canto da cidade, Salustiano Rosa acorda às 9 horas com o sol batendo em cheio em seu rosto. Dorme ao lado de uma moça loura, Cacilda, que encontrou na noite anterior. Pede-lhe que saia logo do seu prédio, sem ser vista. Veste-se e sai feliz, logo após a moça. Às onze horas, em outro lugar, Chinita pensa em Salustiano. Recorda-se do rapaz tocando-lhe os bicos do seio por cima do vestido e acha a sensação deliciosa. Hoje à noite, vai encontrá-lo no chá dançante do Metrópole. Ela está na casa do pai, Cel. José Maria Pedrosa, onde decoradores embelezam tudo com enfeites dourados e pintura na parede. D.Maria Luísa, a esposa, teme pelos gastos, mas o marido quer que a vivenda dos Moinhos de Vento seja o melhor palacete do bairro. A festa de inauguração será na terça-feira e Chinita redigirá os convites. D. Maria Luísa conserva sempre o ar de vítima, eternamente triste e preocupada. A riqueza do Cel. veio com a sorte tirada num bilhete de loteria, comprado com trezentos mil-réis. A mulher chorou à tarde inteira, quando soube da despesa com aquele pedaço de papel. Souberam da sorte, na véspera de Natal. Pedrosa e os filhos ficaram radiantes, apenas D. Maria Luísa estava triste, brigando por seu rico dinheiro, defendendo-o dos pedintes. O marido resolve se mudar para Porto Alegre e todos da cidade de Jacarecanga vêm dizer adeus à esposa desconsolada, sempre saudosa da vida simples de Jacarecanga. Fernanda mora na Travessa das Acácias. Ela descansa, enquanto espera a hora de ir para o trabalho. Vai pensando na vida dura que tem levado, na morte do pai. A mãe, D.Eudóxia, lhe chama à realidade, lembrando-lhe que não deve dormir. A senhora é extremamente pessimista, crendo que tudo vai dar errado. A filha evita dar muita atenção à mãe, prefere pensar em Noel e chamar o irmão, Pedrinho para o trabalho. Outro morador da Travessa é João Benévolo, leitor dos Três Mosqueteiros. Gosta tanto da leitura que se deixa transportar para a Paris de 1626, quando deixa de ser o fraco Benévolo, tornando-se ágil e ousado. Sua mulher, Laurentina, fica furiosa com a distração do marido. Quer saber se ele não vai procurar emprego; é 1 hora da tarde e lá está ele lendo, já está desempregado há 6 meses! As contas estão atrasadas, a costura que faz para fora pouco ajuda, não dá nem para o aluguel. Eles têm um filho, Napoleão, magro, que chora por qualquer coisa. Da janela da casa, João e a esposa vêem um carro luxuoso estacionar e de dentro dele sai D.Dodó, Doralice Leitão Leiria, esposa do comerciante Teotônio Leitão Leiria, proprietário do Bazar Continental, onde Benévolo trabalhou. A senhora vem visitar Maximiliano, seu empregado que está atacado pela tuberculose. Deixa algum dinheiro, prometendo transferi-lo para um hospital. Parte feliz, certa de que tem seu lugar garantido no céu. Honorato e Noel já saíram. Aliviada, Virgínia desce para o chá, aborrecida porque tudo lhe lembra o marido e o filho. Trata mal as empregadas, fica aborrecida com a juventude de Querubina, grita, ralha, humilha a empregada. Teotônio Leitão Leiria despede o motorista e segue a pé, para se encontrar com a moça dos olhos verdes, Cacilda, que mora na Travessa das Acácias. Teme ser reconhecido, vai cheio de culpa, porque pensa na caridosa esposa, Dodó. Cacilda não apareceu ainda e Leitão fica temeroso, pedindo explicações à viúva Mendonça pela demora. Cacilda chega e entrega-se a Teotônio, pensando no belo rapaz que amou na noite anterior. A volta de Teotônio Leiria para casa repõe a rotina doméstica nos trilhos. A esposa aguarda o querido marido para o baile no Metrópole, preparado por ela, para a comemoração das Damas Piedosas. Depois vai ao quarto da filha, Vera, e pede-lhe para não ler o tipo de livro que anda lendo: A Questão Sexual, de Forel. No salão do Metrópole, Salustiano encontra Chinita e a aperta, com certa violência, contra o peito, convidando-a para darem uma volta lá fora. Dr. Armênio espera que Vera compreenda o sentimento que lhe devota, mas a moça está interessada mesmo é em Chinita. Honorato Madeira está louco para voltar para casa, mas tem que esperar a decisão da esposa. O professor Clarimundo ouve batidas em sua porta. Trata-se da viúva Mendonça, que vem reclamar a falta de pagamento do aluguel por Benóvolo, desempregado há alguns meses. Conta que, toda noite, um sujeito mal encarado vem visitar a esposa de Benévolo. Faz várias reclamações e vai embora. Enquanto isso, às 11 horas da noite, Laurentina, está diante de Ponciano, o visitante mal-encarado, mencionado pela viúva. Em outros tempos, era o candidato preferido das tias de Laurentina, com quem a moça morava. Elas queriam vê-la casada com o moço. Mas João Benévolo apareceu, Ponciano se afastou. Após 10 anos, reaparece e se põe diante dela, todas as noites, esperando um instante de fraqueza da mulher para pedir-lhe que abandone o marido e o siga. Ela já compreendeu seu objetivo, mas não tem ânimo para falar. O visitante pede que fique com 20 mil-réis e os deixa sobre a mesa, sonhando com o dia em que terá Laurentina nos braços. Na casa de Honorato, a esposa Virgínia desperta, decide tomar umas pílulas rejuvenescedoras. Olha-se no espelho e vê, lá do outro lado, Virgínia Matos Madeira, mulher de 45 anos, cabelos meio grisalhos, queixo duplo e princípio de rugas, tão diferente daquela que sente ser. Recorda-se de sua empregada já falecida, Angélica. Ela criou Noel e dirigiu a casa até a morte. Quando o Capitão Brutus começou a fazer-lhe galanteios e aparecer diante de sua janela, Angélica ameaçou contar o fato a Honorato. O tempo passou, o capitão foi transferido e Virgínia continuou levando a vida. O palacete dos Pedrosa continua sendo preparado para a inauguração. Chinita se comporta como uma estrela de Hollywood e o pai paga-lhe todos os luxos que tanto desgostam a mãe, a triste e desconsolada, Maria Luísa. O filho, João Manuel, não leva vida diferente. Às vezes, não dorme em casa ou então só retorna de madrugada, para dormir até o meio da tarde. A família está se acabando, para D. Maria Luísa. Onde irá parar tudo aquilo? O luxo da casa, a mobília, os gastos desnecessários assustam a dona da casa que prefere ser uma estranha e não participar dos desmandos. Assim, se voltar à pobreza não sentirá a diferença. É domingo. Clarimundo está de novo na janela de sua casa, pensando em como será o livro que vai escrever. Qualquer dia irá começá-lo pelo prefácio. Vê Fernanda e seu irmão, Pedrinho, sentados para o almoço. A moça avisa a mãe que irá a Ipanema para se encontrar com Noel. Fernanda deseja modificá-lo. Pensa no duro que dá no escritório do Senhor Leitão Leiria, na luta com o fatalismo da mãe, enquanto o rapaz só pensa em literatura, em escrever livros, sem nada fazer para tornar o projeto realidade. Mais tarde, Pedrinho está no quarto de Cacilda, relutando em deixá-la. Ela diz que ele deve sair logo, pois tem visitas a receber. O rapaz anda perdidamente apaixonado por ela. Não consegue trabalhar, só vê sua figura o tempo todo. Lamenta o tipo de vida que a moça leva. Sonha em lhe dar um colar muito bonito que viu na Sloper. Cacilda fica aborrecida com as constantes visitas do rapazinho, mas não tem coragem para magoá-lo. É segunda-feira, na casa de Benévolo a pobreza é gritante. Almoçam pouco, o filho chora de dor no estômago, a mãe lhe dá elixir paregórico. Benévolo sonha, lendo o livro, comprado com parte do dinheiro deixado por Ponciano. Quando a esposa o irrita ou alguma coisa o aborrece, Benévolo assobia o Carnaval de Veneza. É o que faz, ao ouvir Laurentina lhe mandar procurar emprego. Na casa de Chinita, o vai-e-vém é constante. Todos estão envolvidos com a preparação para a festa inaugural, exceto D.Maria Luísa. Vera beija Chinita, loucamente, no quarto e a moça se entrega às carícias da amiga. Depois, descem para o chá. Noel, trancado em seu quarto, tenta escrever seu romance, segundo o desafio de Fernanda. Enquanto isso, João Benévolo vai ao escritório de Leitão Leiria, tentando ser recontratado. Fernanda o recebe e diz que vai falar com o patrão. Leiria lhe dá uma carta de recomendação, encaminhando-o a um amigo, dono de uma fábrica de mosaicos. Assim que Benévolo se despede, Leiria telefona para a fábrica e pede desculpas por ter envolvido o amigo naquele problema, mas foi forçado, pede-lhe para não se preocupar com o desempregado. Virgínia está em sua janela, esperando por um novo galanteador: Alcides, postado do outro lado da calçada, e vem cortejá-la todos os dias. A cada ruído, no interior da casa ou barulho do bonde, sobressalta-se, deliciada por tudo estar ocorrendo como no tempo de moça. Terça-feira, festa no palacete do Cel.Pedrosa. A orquestra toca no hall. Há doces e salgados sobre as mesas. O proprietário está felicíssimo, vem-lhe à lembrança a imagem do amigo de Jacarecanga, o Madruga, com quem fazia apostas e resmungava. Fica imaginando a cara do amigo, se pudesse ver todo seu sucesso. Toda vez que algo extraordinário lhe acontece sempre pensa na cara do amigo. Salu dança agarrado com Chinita, que sonha que a festa é na casa de Joan Crawford. O namorado lhe diz frases cheias de insinuações e a convida para ir até o parque. Num recanto oculto, junto à piscina, Salu derruba Chinita, entregue definitivamente às suas carícias. Chove forte. Salu desperta, o corpo dói, a cabeça está zonza. Logo recorda da noite com Chinita, da pergunta da moça sobre seu interesse por ela. Vai ao telefone e em surdina, Chinita marca um novo encontro. Está chocada, aturdida com o acontecimento da noite anterior.Teme ficar grávida e ao mesmo tempo, sente vontade de ficar para sempre com Salustiano. Leiria fica enciumado com a festa dada pelo novo rico, Cel. Pedrosa. Pensa numa forma de derrotá-lo sem levantar a menor suspeita. Talvez, uma carta anônima resolva o problema. Recorda-se que o Monsenhor Gross lhe pediu emprego para uma moça, decide despedir Fernanda. Pedrosa está com a amante, Nanette Thibault que lhe pede um automóvel de presente, enquanto, sete andares acima, a filha, Chinita faz amor com Salu. Virgínia, desgostosa com a vida de casada, espera na janela por Alcides, mas ele não aparece. D. Maria Luísa recebe uma carta anônima, dizendo que o marido, Cel.Pedrosa, tem uma amante no Edifício Colombo. Ela analisa toda sua vida até ali; o filho vive entre prostitutas e bebidas, a filha parece ter perdido o respeito, solta pela cidade e, agora, o marido tem uma amante. Quarta-feira, 6 horas da manhã, Clarimundo lê Einstein, enquanto Maximiliano, o tuberculoso, morre sob os olhos da mulher, filhos e vizinhos. Chinita só pensa em Salu e João Benévolo vaga pela rua, sentindo fome e frio; o dinheiro acabou, não há alimento em casa. Cai de fraqueza com o estômago doendo. O carro da assistência o apanha e o coloca numa ambulância. Laurentina chorou o dia inteiro, esperando pelo marido. Os vizinhos dão o que comer a ela e ao filho. Ponciano já está ali sentado, olhando-a e dizendo que nada aconteceu a Benévolo, ele é que não presta mesmo. Laurentina chora. Recorda-lhe que a avisou. Por que não vem morar com ele? Laurentina sabia, há muito, que o convite ia ser feito, mas o que responder, não tem coragem nem para se revoltar.O homem continua insistindo, mostra-lhe a carteira cheia de dinheiro, afirmando que tudo será dela. Pode esperar mais um pouco, afinal, diz Ponciano, já esperou por ela há dez anos. Virgínia já está na janela, mas sabe que Alcides não vai passar. Apanha o jornal e tem um sobressalto, o retrato do rapaz está ali, estampado no jornal, morto por um marido enciumado. Noel, finalmente, consegue fazer Fernanda entender que está apaixonado por ela. Não precisou dizer tudo claramente, mas a moça, como sempre, adivinhou o sentimento do amigo. D.Dodó comemora feliz seu aniversário e a filha Vera, indiferente não consegue tirar Chinita do pensamento. Telefona para a casa da amiga, D.Maria Luísa lhe diz que a filha saiu há 2 horas atrás para ir visitá-la. Vera desliga e D. Maria fica pensando que o marido está com a amante e a filha? Clarimundo chega em casa, depois de dar aulas, e resolve aproveitar o silêncio da noite para começar a escrever o livro que pretende sobre o homem da estrela de Sírio. Na introdução coloca que, após observar de sua janela a vizinhança, resolveu escrever sobre um observador, colocado num ângulo especial que, certamente, terá uma visão diferente do mundo; termina, dizendo: "Pois eu te vou contar, leitor amigo, o que meu observador de Sírio viu na Terra". De repente lembra-se da chaleira fervendo, levanta-se para fazer o café. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
ldo Tolentino "E ali estava ele: Aldo Tolentino, 50 anos de idade, advogado, viúvo , um filho do primeiro casamento, dois do segundo, traído pela mulher com seu amigo e colega de escritório, escondido em sua própria casa..." Dr. Marco Túlio. "mais baixo, mas desenvolto, bem vestido, queimado de sol, aparência esportiva" Maria Lúcia fútil e infiel Paulo Sérgio o filho de Aldo Tolentino acusado injustamente de homicídio_ representa o outro lado do gume (ferido) Síntese - enredo Aldo tenta vingar-se de sua adúltera esposa Maria Lúcia; para tanto furta a identidade de um subalterno do escritório, forja uma viagem de negócios e embarca para São Paulo a mando de seu chefe Marco Túlio. Já em solo paulista nosso herói hospeda-se em um hotel, para que não haja suspeitas e, discretamente evade-se do hotel direto para o Rio de Janeiro via ponte-aérea com passaporte falso na volta. Ao retornar sigilosamente para casa, promove um flagrante nos adúlteros, aniquilando-os. O crime perfeito ocorre e a vítima será o próprio Aldo Tolentino que vê o próprio filho pagar por seu crime ao suicidar-se na cadeia. Paulo Sérgio chegara na madrugada do crime em casa, lá encontrara os cadáveres e fora o principal suspeito do crime.

Estrutura da obra: Desfragmentação da estrutura narrativa - o discurso em 3° pessoa é permeada de psicologismo, e o fluxo de consciência é retomado o tempo todo por Aldo Tolentino. Estrutura textual: A violência das obras contemporâneas é recurso notório do retrato de nosso tempo na literatura. A visão do desejo enquanto sexualidade e ódios urbanos se confundem, veja exemplo: "...Ao fim, ele a virou de bruços e tombou sobre ela, possui-a com fúria: - Fale mais mulher. Fale mais, sua cadela, conte tudo sua puta ordinária - e ele terminou, afinal, enquanto ela gemia de gozo sob seu corpo." A coloquialidade do discurso é também outro fator que nos interessa, o pessimismo é notório e o existencialismo acerca da vida, é clara no final do conto: "...O delegado informou que Paulo Sérgio havia se enforcado com a camiseta em sua cela. - Vou já para aí ( disse Aldo Tolentino) Em vez de sair, foi até a copa, ainda sonolento, apanhou o vidro no armário e tomou todos os comprimidos. Depois voltou ao escritório, estendeu-se no sofá e em pouco voltava a dormir. Aspectos Relevantes Tendências Contemporâneas O experimentalismo estético da Semana de 22 gera uma ideologia com a qual foram reexaminados os problemas da cultura, como qualidade e tradição. O interesse pela vida contemporânea norteou Josué de Castro, Caio Prado Júnior, Jorge Amado e Jorge de Lima. O Estado Novo (1937-1945) e a Segunda Guerra Mundial aguçaram as tensões no plano das idéias e novas configurações históricas geraram novas experiências nas artes, principalmente na literatura. A produção dos autores da primeira metade do nosso século deixa transparecer angústias e projetos inéditos nos trabalhos de poetas, narradores e ensaístas. Na poesia, a geração de 45 isolou os cuidados métricos, procurando se contrapor à literatura de 22, menosprezando as conquistas do modernismo. No panorama da nova poesia brasileira, Fernando Ferreira de Loanda insiste na afirmação da diferença e na busca de novos caminhos. É a posição de Alphonsus Guimarães Filho, Péricles Eugenio da Silva Ramos, João Cabral de Melo Neto, Paulo Mendes Campos, Hélio Pellegrino e Lêdo Ivo, entre outros. Todos defendem um gênero intimista onde imagens são correlatas ao sentimento que os símbolos ocultam e sugerem. Submetem-se às exigências técnicas e formalizantes. No romance psicológico caminha-se pela introspeção da psicanálise. Socialismo, freudismo, catolicismo são usados para a compreensão do homem social. Esteja sempre atento para a leitura de obras contemporâneas, pois o que melhor interessa-nos é a sua estrutura narrativa, condensadora e atrativa para o leitor contemporâneo de tantas imagens do mundo digital. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Em 1953, surge o primeiro dos quatro volumes de “Memórias do Cárcere”. A metáfora da tirania (...) é superlativa de toda sua obra, além de definir a noção que o autor formou do homem e seu destino trágico. Ampliando nossa análise, digamos que os acontecimentos trágico-políticos, nos quais ele se envolveu, e sem saber por quê, tenham servido para quê sua visão de mundo ainda mais pendesse para a certeza da dramaticidade. Desnecessário traçarmos limites rígidos entre confissão biográfica e testemunho histórico nesse momento. A unidade final sempre cairá no realismo. Eis o Brasil de 1930, sob a vista de quem o viveu em porões imundos: misérias, torturas e degradações perpetradas pelo, ironicamente chamado, ESTADO NOVO. O discurso é realista também porque acolhe o real e desdobra-o em duas formas: do documentário ao psicológico, e do particular ao universal. Claro, tudo isso sob a égide da opressão. Veja o seguinte trecho da obra: “O mundo se tornava fascista. Num mundo assim, que futuro nos reservariam? Provavelmente não havia lugar para nós, éramos fantasmas, rolaríamos de cárcere em cárcere, findaríamos num campo de concentração. Nenhuma utilidade representávamos na ordem nova. Se nos largassem, vagaríamos tristes, inofensivos e desocupados, farrapos vivos, fantasmas prematuros; desejaríamos enlouquecer, recolhermo-nos ao hospício ou ter coragem de amarrar uma corda ao pescoço e dar o mergulho decisivo. Essas idéias, repetidas, vexavam-me; tanto me embrenhara nelas que me sentia inteiramente perdido.” veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende”.

Há muitos anos nos Estados Unidos, governantes da Virgínia assinaram um tratado de paz com os índios das Seis Nações; com o tratado os governantes mandaram cartas aos índios para que enviassem alguns de seus jovens às escolas dos brancos. Os chefes responderam agradecendo e recusando. Explicavam que reconheciam as diferenças entre os seus povos, e que de nada seria útil, os conhecimentos dos brancos no modo de vida que eles tinham.
A importante questão escrita nesta carta é a reflexão de que a escola não é o único lugar onde se acontece a educação. Existe a educação de cada categoria de sujeitos de um povo; ela existe em cada povo, ou entre povos que se encontram, de forma livre, podendo ser uma das maneiras que as pessoas criam para tornar comum uma idéia, uma crença, trabalho ou como vida.Tornando a educação uma fração do modo de vida dos grupos sociais que criam e recriam, entre tantas outras invenções de sua cultura, em sua sociedade, seja na família, na comunidade, na igreja construindo um conjunto de ideais, trocas de símbolos, qualificações, esta é a sua força.
A fraqueza da educação acontece, quando se existe o interesse político imposto sobre ela e, através de seu exercício.
Há lugares que a educação existe onde não há a escola, mas por transferência de saber de uma geração a outra. O homem que transforma, com o trabalho e a consciência, a natureza em cultura aprendeu com o tempo a transformar partes das trocas feitas no interior desta cultura em situações sociais de aprender-ensinar-aprender. Utilizando símbolos, intenções, padrões de cultura e relações de poder. A relação entre a criança e a natureza, são situações de aprendizagem. A criança vê, entende, imita e aprende com a sabedoria que existe no próprio gesto de fazer a coisa. Em tribos, a menina aprende com as companheiras de idade, a mãe, as avós, as irmãs mais velhas magias e artesanato, enquanto os meninos aprendem entre os jogos e brincadeiras de seus grupos de idade a aprenderem com os pais, tios, avôs e guerreiros, práticas indígenas de caça, pesca e feitiços. Neste âmbito de vista, a educação é uma fração de experiências endoculturativa. Todos os povos sempre traduzem de alguma maneira esta lenta transformação que a aquisição do saber de vê operar. Ajudar a crescer, orientar a maturação, transformarem, tornar capaz, trabalhar sobre domas, polir, criar, como um sujeito social, a obra, de que o homem natural é a matéria-prima.
Quando a sociedade alcança um estágio mais complexo enfrenta a questão da divisão do trabalho e começa a repensar em processos de transmissão do saber passo a passo, espaços, sistemas, tempos, regras práticas, tipo de profissionais e categorias de educandos.
O ensino formal é o momento em que a educação se sujeira à pedagogia (a teoria de educação), cria situações próprias para o exercício, produz os seus métodos, estabelece suas regras e tempos, e constitui executores especializados. É quando aparecem a escola, o aluno e o professor.
Quando o trabalho e bens passam a ser divididos, começam a gerar hierarquias sociais e se afirma a comunidade. Aparecem as categorias de saber e as de ensinar, a saber. Este é o começo do momento em que a educação vira o ensino, que inventa a pedagogia, reduz a aldeia à escola e transformam-se “todos” no educador. O grupo reconhece no chefe, no feiticeiro, no artista, no escravo a vocação ou por origem, e espera de cada um deles como trabalho social qualificado por um saber. Gera a desigualdade da educação de “homem comum” ou de “iniciado” que cada um deles diferentemente começa a receber. Meninos e meninas são isolados do resto da tribo e se envolvem de ensino forçado, e duras provas de iniciação. Todo trabalho pedagógico da formação destes jovens é conduzido por educadores escolhidos entre todos para este ofício, meninos saem jovens guerreiros e as meninas moças prontas para a posse de um homem, uma casa e alguns filhos. Até aqui o espaço educacional não é escolar. Ele é o lugar da vida e do trabalho: a casa, o templo, a oficina, o barco, o mato, o quintal. O espaço que apenas reúne pessoas e tipos de atividade e onde viver o fazer faz o saber. O exercício social do poder ainda não foi centralizado por uma classe como um Estado, existe a educação sem haver a escola e existe a aprendizagem sem haver o ensino especializado e formal. Em nome de quem os constituem educadores, estes especialistas do ensino aos poucos tomam a seu cargo a tarefa de assumir, controlar e recodificar domínios, sistemas, modos e usos do saber e das situações coletivas de distribuição do saber.
Aos poucos acontece com a educação o que acontece com todas as outras práticas sociais (a medicina, a religião, o bem-estar, o lazer) sobre as quais um dia surge um interesse político de controle.
A palavra escrita parecer ter surgido em sociedades-estado enriquecidas, como entre os egípcios ou entre os astecas. Primeiro sendo usada pelos escribas, para fazer a contabilidade dos bens dos reis e faraós só mais tarde pé que foi usada também pelos poetas para cantarem as coisas da aldeia e de sua gente, a educação. Por toda parte onde ela deixa de ser totalmente livre e comunitária (não escrita e é presa na escola, entre as mãos de educadores a serviço de senhores, ela tende a inverter as utilizações dos seus frutos: o saber e a repetição do saber).
A educação escolar é uma invenção recente na história de cada uma. Da maneira como existe entre nós, a educação surge na Grécia e vai para Roma, ao longo de muitos séculos, da história espartanos, atenienses e romanos. Deles deriva todo o nosso sistema de ensino.
Os primeiros assuntos e problemas da educação grega foram os dos ofícios simples dos tempos de paz e de guerra. Começaram a envolver o saber da agricultura e do pastoreio, do artesanato de subsistência cotidiana e da arte, princípios de honra e solidariedade e fidelidade a polis, a cidade grega. Ali começam as normas de trabalho, de vida ao qual os gregos acabaram chamando de teoria.
Busca no homem livre a plena participação na vida da polis. Paidéia formação do homem para a vida da polis, é o que se pensava na educação. A primeira educação que houve em Atenas e Esparta foi praticada entre todos, porém não havia escola. Esta formação é entre os sete aos catorze anos através do desenvolvimento de todo o corpo e toda a consciência. Aprende com o mestre-escola a verdadeira educação do jovem aristocrata, é o fruto do lento trabalho de um ou de poucos mestres que acompanham o Educando, nobre-guerreiro, toda a educação fora do lar e da oficina por muitos anos. É uma empresa particular, mesmo quando não é paga, e restrita a pouca gente.
Apenas quando a democratização da cultura e da participação na vida pública coloca a necessidade da democratização do saber, é que surge a ESCOLA aberta a qualquer menino livre da cidade-estado. A escola primária surge em Atenas por volta do ano 600 a.C. Surgem as escolas de bairro onde um humilde mestre-escola, “é reduzido pela miséria a ensinar”, leciona as primeiras letras e contas. O menino livre e plebeu em geral pára nela. O menino nobre passa por ela depressa em direção aos lugares e aos graus onde a educação grega forma de fato o seu modelo de “adulto educado”. Os pobres devem exercitar a agricultura ou em uma indústria qualquer e os ricos se preocupam a com a música e a equitação. E entregar-se á filosofia, à caça e “freqüência aos ginásios. Os educadores eram mestre-escola e artesãos-professores, que instruíam para o trabalho, e os escravos pedagogos e educadores nobres ou de nobre educavam para a vida e o poder que determina a vida social”.
Pedagogos eram escravos velhos quase sempre cativos estrangeiros que conduziam as crianças a caminho da escola de primeiras letras, esses eram afinal seus educadores muito mais do que os mestres-escolas. Eles conviviam com a criança e o adolescente e, mais do que os pais faziam a educação dos preceitos e das crenças cultua da polis. O pedagogo era o educador por cujas mãos a criança grega atravessava os anos a caminho da escola, por caminhos da vida.
Os gregos foram guerreiros, músicos e ginastas a educação era ética e artística era uma cultura pouco acostumada a separar a verdade da beleza. O homem livre era imposto pela polis, já o homem maduro para o serviço á comunidade e projeto político. Assim, o ideal da educação é reproduzi uma ordem social idealmente concebida como perfeita e necessária, através da transmissão, de geração a geração, das crenças, valores e habilidades que tornavam um homem tão mais perfeito quanto mais preparado para viver a cidade a que servia.
O formador de jovens, o educador, o filósofo-mestre, como Sócrates, Platão e Aristóteles, reúnem à sua volta os seus alunos, em suas escolas superiores. A escola filosófico-iniciática de Pitágoras, que interna educandos, cria regras próprias de conduta e lhes absorve boa parte do tempo da juventude, antecede a Academia de Platão, o Liceu de Aristóteles e a Escola de Epicuro. Mas são os filósofos sofistas os que democratizam o ensino superior, tonando-o remunerado e aberto a todos os que podem pagar.
Os sofistas transformam a educação superior em um tempo de formação do orador, onde a qualidade da retórica tem mais valor que a busca desinteressada da verdade, exercício dos nobres dos períodos anteriores.
Com o tempo a educação clássica passa a ser questão do Estado, pública. Aristóteles exige do Imperador leis que regulem direitos e controlem o exercício da educação. Atrás das tropas de conquista da Alexandre Magno, os gregos levam as suas escolas para todo o mundo.
Assim, a educação grega não é dirigida à criança no sentido cada vez mais dado a ela hoje em dia. É uma educação contra a criança, que não leva em cont o que ela é, mas olha para o modelo do que pode ser, e que anseia torna-la depressa o jovem perfeito e o adulto educado.
Esta educação humanista olha para o homem todo formado de aprender a teoria e praticar o gesto que constroem o saber e o hábito do homem livre. Conduz o sábio a viver a própria vida, o modelo de um modo de ser idealizado, tradicional, que é missão da Paidéia conservar e transmitir.
A educação do homem é o resultado da ação de todo o meio sociocultural sobre os seus participantes. É o exercício de viver e conviver o que educa. E a escola de qualquer tipo é apenas um lugar e um momento provisórios onde isto pode acontecer.
Entre os romanos o trabalho é entre todos e o saber é de todos. Os primeiros reis de Roma punham os súditos as mãos no arado e lavravam a terra.
Como entre os índios, a educação dos camponeses latinos é comunitária e existe difusa em todo o meio social.A educação da criança é uma tarefa doméstica, começava a aprender com os mais velhos, e quase tudo o que aprendia era para saber e preservar os valores do mundo dos mais velhos, dos seus antepassados. Essa educação busca a formação da consciência moral, não há formação física e intelectual. E sim dedicada ao trabalho com a terra formação do homem para o trabalho e a vida, para a cidadania da comunidade igualada pelo trabalho.opõe-se e defende a criança a ser entregue cedo a alguma forma de educação estatal, militarizada, fora do lar. Entre os romanos os primeiros educadores de pobres e nobres são o pai e a mãe. Mesmo os mais ricos, senhores de escravos, não entregam a um servo-pedagogo ou a uma governanta o cuidado dos filhos. Aos sete anos recebe da mãe o aprendizado a afeição, ele passa para o pai, que não divide se quer com o mestre-escola o direito de educá-lo. Na educação romana o modelo ideal é o ancestral da família, depois da comunidade.
Quando uma nobreza Romana enriquecida com a agricultura e o saque abandona o trabalho da terra pelo da política, a educação deixa de ser o ensino de formar o pastor, o artífice ou o lavrador. O sistema comunitário da base pedagógica familiar compete com outros, começa a aparecer à oposição entre o ensino de educar dos pais, dos mestres-pedagogos que convivem com os educandos e os acompanham.
O ensino elementar das primeiras letras apareceu em Roma antes do século IV século a.C. Um tipo e ensino que podemos identificar com o secundário na metade do século III a.C; e o ensino superior, apareceu pelo século I a.C. Mas, durantes quase toda a sua história, o Estado Romano não toma a seu cargo a tarefa de educar, que ficou deixada à iniciativa popular, como ao tempo em que os reis aravam a terra. Só depois do advento do Cristianismo, por volta do século IV d.C. é que surge se espalha por todo o Império a Schola Publica, mantida pelos cofres dos municípios.
O educador caminha atrás dos passos do general. A educação do conquistador invade, com armas mais poderosas do que a espada, a vida e a cultura dos conquistados. A educação serve aos filhos dos soldados e funcionários romanos sediados entre os povos vencidos e impõe sobre eles à vontade e a visão de um mundo do dominador.
Uma outra maneira de se ver a educação é o que dizem os leg8isladores, pedagogos, professores, estudantes e outros sujeitos como filósofos e cientistas sociais.
Pelas leis do ensino o país garante: “A educação é direito de todos e será dada no lar e na escola... Á família cabe escolher o gênero de educação que deve dar a seus filhos... O direito à educação é assegurado: pela obrigação do poder público e pela liberdade de iniciativa particular...” Vamos encontrar várias definições para a palavra educação, como é o desenvolver as faculdades físicas, intelectuais e morais da criança; adaptar as futuras gerações adultas a vida social, trabalho sistematizado, seletivo, orientador.
Porém não há apenas idéias opostas ou idéias diferentes a respeito da educação. Há interesses econômicos, políticos e pessoais de grupos. Para quem controla muitas vezes definir educação e legislar sobre ela ocultando a parcialidade de seus interesses.
Há ainda a desavença entre educadores entre diferenças de fundamentos na diferença entre modos de compreender o que o ato de ensinar afinal é, e a que e a quem ele serve.
De acordo com as idéias de alguns filósofos e educadores, a educação é um meio pelo qual o homem desenvolve potencialidades biopsíquicas inatas, mas que não atingiram a sua perfeição sem a aprendizagem realizada através da educação. E com a prática coletiva que a sociedade formada pela individualidade das pessoas cada pessoa as suas instituições dever servir assim a educação, como idéia(filosofia), como instituição(escola), como prática(ato de educar) ser realizada como um serviço coletivo que se presta a cada indivíduo, para que ele obtenha dela tudo o que precisa para se desenvolver individualmente.
Foram os primitivos, de maneira natural, que descobriram que na prática o fim da educação é os interesses da sociedade. A consciência de que o saber que se transmite de um ao outro deve servir de algum modo a todos.
Entre os gregos, a separação do trabalho braçal, para a formação do homem político. Em Roma a preocupação em formar o cidadão. No mundo ocidental com a difusão do Cristianismo, as elites da sociedade tornassem posse da mensagem cristã de militância e salvação, elite ociosa e seus intelectuais sacerdotes, filósofos e artistas puderam imaginar com puras a vida, a arte, a ciência e até mesmo a educação.
A educação afinal é pensada como o exercício do educador sobre a alma do educando, com o propósito de purificá-lo do mal que existe na ignorância do saber que conduz a salvação.
Da Antigüidade decadente a Idade Média, foi preciso esperar muitos séculos para que de novo os brancos civilizados aprendessem a repensar a educação como os índios. (carta enviada a Benjamim Franklin).
A educação é então uma prática social, cujo fim é o desenvolvimento do que na pessoa humana pode ser aprendido entre os tipos de saber existentes em uma cultura, para formação de sujeitos, de acordo com as necessidades e exigências de sua sociedade, em um momento da história de seu próprio desenvolvimento. Atuando sobre a vida e o crescimento da sociedade, tanto as sua forças produtivas, quanto no desenvolvimento de seus valores culturais. Segundo Durkheim conclui-se, que o ponto fraco das idéias pedagógicas que avaliou está na crença ilusória de que há, ou deveria haver, uma educação ideal, perfeita, apropriada a todos os homens, indistintamente. Deveria cada tipo de sociedade real, histórica, criar e impor o tipo de educação de que se necessita.
A educação era pensada como alguma coisa que preserva, que conserva, que resguarda justamente de se mudarem, de se perderem, as tradições, os costumes e os valores de um povo cultura ou uma civilização. Porém pessoas educadas são agentes de mudança, promotores do desenvolvimento. É para torná-los mais do que cultos agentes, que a educação dever ser pensada e programada.
Foi a luta pela democratização do ensino que resultou na escola pública. Resultou no reconhecimento político do direito de estudar para todas as pessoas, através de escolas gratuitas, de ensino leigo, oferecido pelo governo.
Há quem diga que isto foi o resultado de um confronto dentre liberais e conservadores, onde políticos liberais pregarem idéias de uma educação voltada para a vida, à mudança o progresso, a democracia, traduziam ao mesmo tempo o imaginário democrático de seu tempo e por outro lado os tradicionais que serviam aos interesses de novos donos do poder e da economia.
Pode se dizer que quem entra e sai das escolas que a educação capitalista cumpre a sua função de reproduzir e consagrar a desigualdade. Há leis de ensino que afirmam com fé de ofício dos valores de uma suposta democracia feita através da educação. Afirmam como idéia o que nega como prática é o que move o mecanismo da educação autoritária na sociedade desigual.
A educação seve como reprodução da desigualdade e á difusão de idéias que legitimam a opressão, em outro pode servir á criação d igualdade entre os homens e á pregação da liberdade.As pessoas são um produto da educação, porém precisa –se levar em conta que determinados tipos de homens criam determinados tipos de educação, para, que, depois ela recrie determinados tipos de homens. Deixemos de identificar a educação com a escolarização, pois a escolarização formal, oficial, programado e técnica, são instrumentos de desigualdade e alienação. A educação existe em toda parte e az parte de existir entre opostos. Quando o fruto do trabalho acumula os bens que dividem o trabalho a sociedade cria categorias de trabalhadores do saber e do ensino.
É a partir daí que a educação aparece como propriedade, como sistema e como escola. O controle sobre o saber oficial transforma em instrumento político de poder. É preciso compreender que a educação existe em muito mais situações do que dentro do sistema e na sala de aula.
Acreditar que o ato humano de educar existe tanto no trabalho pedagógico que luta na rua por um outro tipo de escola, para um outro tipo de mundo, um reino de liberdade e igualdade buscado pelo educador. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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