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Memórias Sentimentais de João Miramar - Oswald de Andrade
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HOWARD GARDNER – “a escola deve valorizar as diferentes habilidades dos alunos e não apenas a lógico-matemática e a lingüística, como é a mais comum. – para que as diversas inteligências sejam desenvolvidas, a criança tem de ser mais que uma mera executadora de tarefas. É preciso que ela seja levada a resolver problemas”.
De acordo com Gardner, estas seriam nossas sete inteligências:
1. Lógico-matemática: capacidade de realizar operações matemáticas e de analisar problemas com lógica.
2. Lingüística: habilidade de aprender línguas e de usar a língua falada e escrita para atingirem objetivos;
3. Espacial: capacidade de reconhecer e manipular uma situação espacial ampla mais restrita. Importante para cirurgiões ou escultores;
4. Físico-cinestésica: potencial de usar o corpo para resolver problemas ou fabricar produtos. Dançarinos, atletas, cirurgiões e mecânicos;
5. Interpessoal: capacidade de entender as intenções e os desejos dos outros e de se relacionar bem com eles. É necessário para vendedores, líderes religiosos, políticos e professores;
6. Interpessoal: capacidade de a pessoa se conhecer, seus desejos e usar as informações para alcançar objetivos pessoais.
7. Musical: aptidão na atuação apreciação e composição de padrões musicais.
A naturalista, que seria a capacidade de reconhecer objetos na natureza, e além dessas, discute outras, a existencial ou espiritual e a moral, sem adicioná-las às sete originais.
Ele reconhece que a discussão em torno da teoria trouxe a alerta importante para quem trabalha com educação. A escola deve considerar as pessoas inteiras e valorizar outras formas de demonstração de competências alem dos tradicionais eixos lingüísticos e lógicos –matemáticos. Kátia Smole, defende no mestrado da USP, que é comum o conceito ser empregado indevidamente por várias escolas. Ter aulas de música não garante aos estudantes desenvolver a inteligência musical. Para que aconteça é necessário que o aluno pense sobre aquilo que faz e esteja em situação de criação ou resolução de problemas.
No Colégio Sidarta, em Cotia, a teoria de Gardner é à base da proposta pedagógica. Atendem as diferenças individuais e respeitam as potencia, idades dos alunos. Os alunos estudam juntos e nas estações de trabalho cantos onde são organizados diferentes recursos pedagógicos. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Noviço é dividido em três atos, passados no RJ. No primeiro apresentam-se o hipócrita e interesseiro Ambrósio, que casou com a crédula Florência ; o noviço Carlos que com mais vocação para militar fugiu do convento para casar-se com Emília (filha de Florência e sua prima). Aparece também Rosa, primeira esposa de Ambrósio (não havia divórcio na época), que foi abandonada por ele após ter seus bens roubados. Carlos encontra Rosa e esta fornece-lhe meios para chantagear Ambrósio e permitir-lhe sair corretamente do convento, retirar Emília e Juca (irmão mais novo de Emília) da vida religiosa que Ambrósio planejava para eles e casar com Emília. A chantagem ocorre no segundo ato, junto com a revelação a Florência de que o marido é bígamo; Ambrósio foge. No terceiro ato, após muita confusão, Ambrósio é preso, Carlos liberto de ir ao convento ou ser preso (ele atacara um frade na fuga) e o casal fica livre para casar. A peça toda lembra as comédias pastelões dos anos 10, com personagens caricatos, situações mirabolantes, perseguições e violência gratuita. O Juiz de Paz da Roça O Juiz de Paz da Roça se passa, logicamente, na roça e tem apenas um ato. Conta sobre Aninha e José. Aninha e José amam-se e planejam casar em segredo, mas José é capturado para tornar-se soldado contra a Revolução Farroupilha. Após algumas deliberações sobre as disputas locais entre os lavradores, o juiz ordena Manuel João, pai de Aninha, a levar José a manter-lhe em casa por um dia e levá-lo quartel a seguir (ninguém sabe do amor do casal). No meio da noite o Aninha e José fogem e casam-se em segredo. Após descobrirem o fato consumado os pais perdoam a jovem e vão até o juiz esclarecer o caso. O rapaz fica assim desobrigado de servir e a peça acaba com todos comemorando. Quem casa, quer casa Quem casa, quer casa é um "provérbio" em ato único, passado no Rio de Janeiro de 1845. Mas os dois casais da peça não seguem o ditado, já que nela uma família passa o tempo todo brigando. Motivo: o casal de filhos de Dona Fabiana casou-se com o casal de filhos de Anselmo e nenhum dos quatro faz nada além de brigar. os cinco (os dois casais e Fabiana) passam a peça toda aos gritos enquanto o marido de Dona Fabiana, um carola molengão, faz nada. Ao final Anselmo aparece e acaba com a briga (que já havia escalado ao nível da agressão física generalizada) e entrega a chave de duas casas alugadas aos filhos. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Incluï-se entre os melhores livros de contos de nossa Literatura. São 13 contos centrados, tematicamente, no processo de aprisionamento dos indivíduos através dos "laços de família", de sua prisão doméstica, de seu cotidiano.

As formas de vida convencionais e estereotipadas não se repetindo de geração para geração , submetendo-se as consciências e as vontades.A dissecação da classe média carioca resulta numa visão, desencantada e descrente dos liames familiares, dos "laços" de convenção e interesse que minam a precária união familiar.

Os três mais conhecidos são Amor, Uma galinha, e Feliz Aniversário.

"Devaneio e embriaguez duma rapariga'

Uma típica senhora portuguesa casada, certo dia ao encontrar-se defronte ao espelho a mirar-se, estando só em casa ( os filhos e o marido estavam fora ) começou a devanear. Tanto que ficou o tempo inteiro no quarto sob a cama_ o que fez o marido pensar que esta estava doente.

Tão logo os filhos voltam ao lar, a vida retoma o seu norte e nossa personagem volta ao seu ritmo cotidiano, apenas desmanchado por um encontro de negócios entre seu marido e respectivo chefe.

Embriaga-se e desenvolve muita prosa com o chefe do marido_ em verdade enciumava a beleza da vestimenta de outra mulher no recinto e isto feriu-lhe a vaidade.

Ao chegar em casa repensa sua própria sensualidade e o desejo que podia despertar nos homens.
"Amor"

Ana_ urna mulher casada, pacata e mãe de dois filhos, tinha uma vida doméstica muito calma, donde cuidava dos seus com o esmero e amor típicos de uma pessoa fraterna e sensível. Aliás Ana, em hebraico significa "pessoa benéfica, piedosa".

Certo dia ao ir às compras encontrou-se com um cego que muito a impressionou; com a freada brusca do bonde onde se encontrava_ os ovos que carregava acabaram quebrando-se_ pronto! A sua paz tão duramente conquistada desapareceu.

Transtornada acabou por descer no Jardim Botânico que por sua beleza fê-la temer o próprio inferno. Aqui podemos fazer um paralelo entre a beleza que salta aos olhos e o cego que está privado disto_ este último vive o próprio inferno em terra. Esta então é a explicação de tanto que impressionara a personagem.

Ao voltar para casa sentia que alguma coisa havia mudado dentro de si, abraçou o filho tão fortemente que o assustou e foi ajudar o marido quando este derrubou o café. Carinhosamente este pegou-lhe a mão e levou-a para o quarto para dormirem.
"Uma galinha"

Uma galinha de domingo, pronta para o abate. Contudo quando apanhada pelo pai da menina que é a narradora da estória, a galinha acaba pondo um ovo_ imediatamente a menina avisa os demais familiares do fato e alerta-os para a nova condição de "mãe" da galinha.

O pai de família, sentindo-se culpado por tê-la feito correr para o abate, acaba por nomear a ave como de estimação sob pena de que se o animal fosse sacrificado nunca mais voltaria a alimentar-se da galinha.

Contudo, houve um dia em que "mataram-na, comeram-na e passaram-se anos."
"A imitação da rosa"

Laura, casada e sem filhos, preparava-se para um jantar na casa de amigos. Era a primeira vez que ela faria isto desde que voltara do hospital, onde fora internada. provavelmente por causa de um surto. Ela pretendia estar pronta, de banho tomado, em seu vestido marrom, a casa limpa e a empregada despachada, quando seu marido, Armando, chegasse. Assim teria tempo livre para ficar à disposição dele. e ajudá-lo a arrumar-se.

Laura parecia perseguir a perfeição a todo custo, vigiava-se para ser um esposa modelo, submissa e obediente, mediana até na cor dos cabelos, nem loura, nem morena: de modestos cabelos marrons Ela procura parecer normal, premedita todos os seus gostos. Não quer que os outros se preocupem com ela. Pensa o quanto seria bom ver o marido enfim relaxado, conversando como amigo, no jantar, sem lembrar-se de que ela existe.

Exausta e feliz, pois acabara de passar em ferro todas as camisas de Armando. Laura sentou-se na poltrona da sala e cochilou um breve instante.

Quando acordou, teve a sensação de que a sala estava renovada.

Admirou intensamente as rosas que comprara pela manhã, na feira. Eram perfeitas. Resolveu então dá-las á amiga que iria, à noite visitar. Estava decidido, mandaria as flores pela empregada. Mas, logo depois, Laura hesitava. Por que as rosas, tão bonitas, não podiam ser dela mesma? Por que a beleza e exuberância das rosas a ameaçava? Acabou cedendo-as, a empregada levou as flores, e ela não conseguiu voltar atrás.

É provável que a perfeição que Laura vira nas rosas tivesse lhe provocado o impulso de romper novamente com seu lado submisso e servil para se tornar incansável. super-.humana, independente. tranquila, perfeita e serena.

Quando o marido chegou do trabalho, Laura ainda estava sentada na poltrona, e nada tinha feito do que planejara Dirigiu-se a ele: "Voltou. Armando. Voltou. (..) Não pude impedir. disse ela, e a derradeira piedade pelo homem estava ria sua voz, o último pedido de perdão que já vinha misturado à altivez de uma solidão já quase perfeita. Não pude impedir. repetiu, (...) Foi por causa das rosas, disse cor,, modéstia(...) Ele a olhou envelhecido e curioso.

Ela estava sentada com seu vestidinho de casa. Ele sabia que ela fizera o possível para não se tornar luminosa e inalcansável. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A marca de uma lágrima (1986) - Editora Moderna

É uma recriação de Cyrano de Bergerac, de Edmond Rostand. A idéia romântica do autor francês é muito boa, mas sua forma, atualmente, é rebuscada demais para uma leitura popular. Usei apenas a idéia central das cartas escritas secretamente, mas criei outra história. Há, porém, equivalências: a guerra, em Cyrano, virou o crime, em A marca...; a cena do balcão é feita ao telefone; a famosa fala do nariz está no final, quando Isabel desiste de Cristiano.

Por que eu transformei uma grande personagem masculina em uma personagem feminina? Porque, se eu usasse um rapaz, correria o risco de fazer autobiografia; lançando mão de uma menina, vi-me obrigado a pesquisar, a sentir fora da minha pele, a imaginar o que pensa alguém que eu nunca poderia encarnar. E não é essa a função de um escritor?

Para este livro, desde o título, adotei descaradamente a forma folhetim por duas razões. Primeiro, porque este é o estilo de Rostand, o autor de Cyrano, e segundo porque eu creio que esta forma apaixonada, radical, melodramática de comunicação ajuda muito a conquistar as jovens leitoras, principalmente aquelas pouco afeitas ao hábito de ler. E, como estas são a maioria...

A marca de uma lágrima tem um interessante recurso literário que, até agora, pelo menos que eu saiba, ninguém percebeu. Eu pretendi criar uma personagem feminina que descobre bastar-se a si mesma, descobre poder realizar-se e ser feliz sem que a felicidade dependa única e exclusivamente do apêndice masculino, tomando-se apêndice em seus dois sentidos, o social e o sexual.

Não importa o que eu penso sobre isso, importa a coerência interna da personagem Isabel, uma cabeça superior, realizadora, corajosa e independente. Neste livro, é possível ver que, no transcorrer do enredo, a lógica aponta para uma solução, se não solitária, pelo menos de grande independência em relação ao sexo oposto. Assim, como pode ser visto no desfecho dramático do enredo, há um rompimento moderno do estilo folhetinesco que eu adotei para este livro.

Procurei, com o final racionalizante, uma saída a la Brecht, com a quebra de clima e tudo o mais. O tal distanciamento brechtiano. Em seguida, baseando-me no mesmo Brecht, usei a solução genialmente bolada por ele em A ópera dos três vinténs.

Esta peça termina de modo lógico, racional, com o enforcamento de Mac Navalha. No momento em que o carrasco vai puxar a corda, o Autor interrompe a peça e faz um dos personagens ir à boca-de-cena e explicar para a platéia que o Autor sabe que as pessoas não vêm ao teatro para ver finais infelizes e que gostam de voltar para casa com a alma lavada pela catarse. Eis então que, pensando nisso, o Autor preparou um outro final.

Nesse instante, a peça assume um clima operístico e entra em cena um mensageiro com um perdão real, Mac Navalha abraça sua namorada, é perdoado por todos e os espectadores saem do teatro com uma sensação de terem sido cinicamente enganados e manipulados pelo Autor em sua (deles) expectativa estética convencional. Desse modo, criei também um segundo final para A marca de uma lágrima, operístico, novelesco, falso, no melhor estilo de M. Delly.

Parece, felizmente, que as leitoras entenderam estas boas intenções, ou encontraram outras qualidades aqui não indigitadas. O livro é um grande sucesso de vendas. A marca... foi também bem acolhido pela crítica, recebendo o Prêmio A.P.C.A. como O melhor livro juvenil de 1986. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A sombra do Romariz é uma pequena alfinetada no hábitos políticos do tempo. Nela um tipógrafo explica que não trabalha à noite porque se lembra de um revisor chamado Romariz que morreu quando, em 1890, empastelaram um jornal monarquista no qual trabalhava, deixando a família do pobre na miséria. Carta de um Defunto Rico é a carta escrita pelo defunto José Boaventura da Silva dizendo o quão feliz ele está por estar livre da sociedade e de suas pressões. Fala um pouco de como os homens lidam com a morte: "enterros... são feitos por vivos para os vivos." Como o "Homem" Chegou é uma crítica a burocracia. Numa delegacia do interior um delegado manda um louco em um carro blindado. Mas o médico que vai com ele é tão "intelectual" que ao cabo de uma viagem de dois anos, com total falta de cuidado com o louco e um excesso de preocupação técnica, o paciente chega morto. Eficiência Militar é uma "historieta chinesa" onde o vice-rei do Cantão gasta muito para equipar seu exército às custas do povo trabalhador chinês. Fim de um Sonho é um cavalheiro contando a efemeridade do luxo, já que ele tinha ricos amigos e passava noites luxuosas até que o clube onde jogava fechou e um de seus amigos foi preso. Foi buscar Lã... O autor começa retratando o Praxedes, advogado nortista, que finge ter muito dinheiro e faz uma ostentação exagerada.

Em seguida acontece um crime e o negro "Casaca", empregado da vítima, é preso como suspeito. Praxedes vai defende-lo, embora nunca defenda causas criminais. A vítima, que havia ficado em estado de choque, recuperada, entra e revela que o verdadeiro criminoso é o próprio Praxedes. Lourenço o Magnífico é um novo-rico que lucrou com a guerra. Gasta grandes somas com a esposa e com obras de arte e tem um solene desprezo pelo pobre. Manel Capineiro é habitante de uma favela que Lima Barreto descreve. Manel sobrevive colhendo capim e entregando-o com seus dois bois. Português, Manel é um português que gosta da terra e dos animais. Um trem mata os dois. Lima Barreto faz uma análise dessa população carente do Rio de Janeiro. Milagre de Natal é uma apresentação de temas de Lima Barreto: o casamento por interesse; a burocracia inepta; a mania brasileira de aristocracia. Nele a filha de um burocrata casa com agregado do pai que é promovido no Natal, logo após anunciar que escreveria um livro sobre Direito Administrativo. Miss Edith e Seu Tio São um casal inglês que chega a uma pensão do Rio e mantém-se arrogantemente, distantes. Todos na pensão sentem aquela suposta superioridade, não só física mas intelectual e moral. No final, uma das empregadas flagra Edith saindo do quarto do "tio". O cemitério é o relato de um homem passa por um cemitério e observando as lápides, comparando-as à sociedade. Em seguida, observa um túmulo de uma mulher e põe-se a imaginar como ela era viva, chegando sentir luxúria pela morta. O falso D. Henrique V é uma crítica à história do Brasil. Conta os fatos que cercaram a proclamação da República da Bruzundanga (ver Os Bruzundangas toda a corrupção que se seguiu e da revolta popular que restabeleceu ao trono o herdeiro do rei, o jovem D. Henrique. Com o detalhe que o verdadeiro estava morto há anos. Mas este D. Henrique governa e, já velho, proclama ele mesmo a República. O Filho da Gabriela ficou órfão aos seis anos. Gabriela era empregada numa casa onde o casal sem filhos vivia hipocritamente em matrimônio. Batizado de Horácio, ficou morando com os padrinhos (os patrões mãe) e cresceu quieto. E assim passaram os anos, com Horácio sempre quieto. Aos poucos vai se afastando do padrinho que não gosta dele. Quando acaba o conto, está febril na cama. O Homem que sabia Javanês não o sabia realmente. O conto é um relato de um amigo a outro sobre uma das espertezas que usou para sobreviver: fingir saber javanês e ensiná-lo. Logo aprendeu o alfabeto e meia dúzia de palavras e pôs-se a ensinar o velho que o contratou; logo já "lia" em javanês para o velho (que desistira de aprender) e publicava sobre Java. Foi nomeado cônsul e representou o Brasil em uma reunião de sábios; deu palestras e publicou pelo mundo sobre Java. No final do conto ainda estava em cargos consulares por "saber" javanês.O Jornalista Nabor de Azevedo é o instrumento de um tema importante de Lima Barreto: a imprensa maléfica de sua época. Nabor vive em uma cidade pequena e, em sal ganância e vaidade, cria uma notícia: põe fogo numa casa. Tudo para vencer o concorrente. Mas tudo fica tão óbvio que ele é pego. O meu Carnaval é Valentim descrevendo como, após se "voluntariar" para a para a Guarda Nacional e "doar" o dinheiro para a caixa do regimento, passa o Carnaval servindo seu corrupto oficial e acaba preso por guardas que não acreditam que ele realmente faz parte da Guarda. O Número da Sepultura de sua avó foi o que Zilda escolheu para jogar no bicho. Zilda é uma jovem dona de casa suburbana num casamento monótono com Augusto. Sua avó lhe diz em sonho para jogar no número de sua sepultura, 1724, e ela joga no bicho e ganha. Augusto fica feliz e há festa, mas no mês seguinte é ele que paga o aluguel. Aqui aparece de novo a versão de Lima Barreto do casamento: quase um contrato entre duas pessoas, feito de curiosidade e conveniência ao invés de amor. O pecado é uma crítica ao preconceito racial: São Pedro examina uma alma e vê um digno de sentar-se a direita do trono por toda eternidade, mas como o escriturário nota, é a alma de um negro e deve ir ao Purgatório... O Tal Negócio de "Prestações" Arruina José. Após ganhar no jogo do bicho ele distribui dinheiro para a esposa e as filhas, que se endividam com prestações para futilidade com que acaba tendo de arcar. O Único Assassinato de Cazuza foi um tanto banal: ele matou um pinto quando tinha sete anos. Mas o que transparece no conto é o valor que o autor dá à vida e ao horror que ele tem de tirá-la. Dá também alfinetadas nos assassinatos políticos, comuns na época. Quando ela deu o sim, Mas... é a crítica de Lima Barreto aos aproveitadores de seu tempo. nele João Cazu, um malandro jogador de futebol (esporte que Lima Barreto desprezava), tenta se aproveitar de Ermelinda, viúva com quem quer casar apenas para ter uma empregada. Ela aceita, mas antes diz que ele tem que arranjar emprego, etc. e ele sai e não mais volta. Três Gênios de Secretaria é uma pequena crítica de Lima Barreto aos três tipos de burocrata: o honesto e insípido, o desonesto e simpático e o pior: o ameba, inútil, vazio, metido a literato, parasita da sociedade e produto típico de uma burguesia tola e falsa. É importante notar que este conto é "escrito por Augusto Machado", o mesmo autor ficcional de Vida e Morte de M.J. Gonzaga de Sá. Um e outro é sobre Lola, uma espanhola que emigrou pobre para o Brasil, abandonou o esposo e tronou-se amante de luxo do homem que fora seu patrão. Mas apesar de todos os seus amantes ricos e poderosos, gosta mesmo é do rude chofer que dirige o carro luxuoso em que passeia. Quando vai ao encontro dele, após um hiato de uma semana, este revela que deixou de dirigir o carro de luxo para dirigir um táxi. Ela imediatamente perde a atração que sentia em relação a ele, muito interligada ao carro que ele dirigia. Então ela deita-se com ele, repugnada, pela última vez. Um Especialista é o diálogo de dois abastados portugueses de meia-idade sobre mulheres. Um deles prefere as brancas estrangeiras, o outro as mulatas e negras. Este último vai relatando sobre uma que conheceu nos últimos dias, muito bonita, que ao final da história é mostrada como sendo sua filha. Um que Vendeu a Alma o fez por pouco: 20$000. Nesta anedota Lima Barreto critica o pouco valor que tem os homens (o cara se vende por uma ninharia) e a capacidade do ser humano de entregar o que lhe há de mais pessoal. A Nova Califórnia é uma crítica a ganância. Nele, um químico misterioso aparece na cidade de Tubiacanga. Anos depois de sua chegada, faz uma experiência na qual transforma ossos humanos em ouro. Ele convida três testemunhas (o farmacêutico, um fazendeiro e o coletor) para o ato , o realiza e depois desaparece da cidade. Então, os túmulos do cemitério da cidade, o "Sossego", começam a ser violados. Quando depois de um escândalo prendem dois violadores, eles mostram ser duas das testemunhas. O fujão é o farmacêutico. Quando a população descobre, vai até a casa do farmacêutico que promete divulgar a fórmula do dia seguinte. Assim, naquela madrugada a população inteira se esgueira para o cemitério para violar tantos túmulos quanto puderem (e ter tanto ouro quanto puderem depois). O que acontece é uma carnificina que deixa no cemitério em uma noite mais mortos que em seus 30 anos anteriores. O único que não se mete na confusão é um bêbado da cidade, que calmamente sobra na cidade-fantasma. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Sinopse - A flauta mágica - Dionisio Jacob
Prepare-se para mergulhar numa história fantástica. Tamino é um jovem príncipe que está prestes a se tornar rei. Para isso, precisa passa por uma prova de sabedoria no templo do temível bruxo Sarastro, na qual terá que enfrentar muitos perigos. Perigo ainda maior é a paixão proibida por Pamina, a princesa prisioneira de Sarastro, filha da poderosa Rainha da Noite. Será que "A Flauta Mágica" ajudará Tamino a vencer tantos obstáculos? Esta história traz uma incrível aventura e mostra a importância da sabedoria, da humildade e da verdade.


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Como já dito anteriormente o romance é muito desfragmentado, pois possui constantes mudanças de enfoques. Para facilitar o nosso trabalho proporemos que se faça duas leituras: 1. uma primeira que almeja desvendar o mistério da garota do maiô dourado ( a Hilda que desfilava sua beleza pelo Minas Tênis e depois tornou-se prostituta); 2. uma segunda que mistura ficção e realidade histórica brasileira (ditadura militar e censura); o mais brilhante é que tudo começa e termina no dia 1° de abril que simboliza o dia da mentira_ eis então a grande proposta ficcional do autor. Roberto começa narrando em 1° pessoa a sua própria condição jovem de comunista e idealista. pretendo ser um grande jornalista e irritadiço por compararem seu sobrenome com o grande poeta Carlos Drummond de Andrade. Pelo que o narrador fala de si e da cidade observamos que o tempo precede os anos de 64 (época do golpe militar). Nesse interím, o narrador trava correspondência com as tias de Santana dos Ferros - Tia Ciana e Çãozinha, que são as interlocutoras do relato. A grande trama da obra verifica-se no encontro entre o santo Frei Malthus e a bela Hilda no qual aquele, ao tentar expurgar o mal da zona boêmia acaba enredado pela paixão que estabelece-se entre ele e Hilda.

Roberto é o jornalista que relatará ao leitor como estão acontecendo os fatos na zona boêmia (lembre-se que Malthus, Aramel e Roberto são os três mosqueteiros - amigos de infância e desta forma Roberto terá maior possibilidade de levantar dados para o leitor). Após o desaparecimento do seu sapato, Hilda lança um concurso para que o devolvam - então inicia-se um conto de cinderela às avessas pois Malthus acabará por reconhecer o seu amor pela bela. Contudo o final é triste pois ambos desencontram-se quando da fuga para viverem um grande amor - Malthus será preso no primeiro dia de vigência do golpe militar de 64. Outras estórias entrecortam a narrativa - a cidade de Santana dos Ferros e seus caso hilários demonstram a habilidade deste escritor - o episódio do Adão nu pintado pela artista Yara Tupinambá no painel da Igreja que foi fiel aos moldes do modelo escandaliza a cidade entre elas está a tia Ciana, que passa a entrar na igreja de costas. Ou quando do milagre do choro da santa que tia Ciana descobriu e que depois configurou um erro pois era urina do sobrinho do padre. A história do Brasil ficcionada, apaixonada e brilhantemente pinçada pelas habilidosas tintas do escritor Roberto Drummond fazem desta obra um marco da literatura contemporânea nacional. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Negrinha é narrativa em terceira pessoa, impregnada de uma carga emocional muito forte. Sem dúvida alguma é conto invejável:"Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados. Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos vivera-os pelos cantos escuros da cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava de crianças." D. Inácia era viúva sem filhos e não suportava choro de crianças. Se Negrinha, bebezinho, chorava nos braços da mãe, a mulher gritava: "Quem é a peste que está chorando aí?" A mãe, desesperada, abafava o choro do bebê, e afastando-se com ela para os fundos da casa, torcia-lhe belicões desesperados. O choro não era sem razão: era fome, era frio: "Assim cresceu Negrinha ­ magra, atrofiada, com os olhos eternamente assustados. Órfã aos quatro anos, por ali ficou feito gato sem dono, levada a pontapés. Não compreendia a idéia dos grandes. Batiam-lhe sempre, por ação ou omissão. A mesma coisa, o mesmo ato, a mesma palavra, provocava ora risadas, ora castigos. Aprendeu a andar, mas quase não andava. Com pretexto de que às soltas reinaria no quintal, estragando as plantas, a boa senhora punha-a na sala, ao pé de si, num desvão da porta. - Sentadinha aí e bico, hein?" Ela ficava imóvel, a coitadinha. Seu único divertimento era ver o cuco sair do relógio, de hora em hora. Ensinaram Negrinha a fazer crochê e lá ficava ela espichando trancinhas sem fim... Nunca tivera uma palavra sequer de carinho e os apelidos que lhe davam eram os mais diversos: pestinha, diabo, coruja, barata descascada, bruxa, pata choca, pinto gorado, mosca morta, sujeira, bisca, trapo, cachorrinha, coisa ruim, lixo. Foi chamada bubônica, por causa da peste que grassava... "O corpo de Negrinha era tatuado de sinais, cicatrizes, vergões. Batiam nele todos os dias, houvesse ou não houvesse motivo. Sua pobre carne exercia para os cascudos, cocres e belicões a mesma atração que o ímã exerce para o aço. Mãos em cujos nós de dedos comichasse um cocre, era mão que se descarregaria dos fluidos em sua cabeça. De passagem. Coisa de rir e ver a careta..." D. Inácia era má demais e apesar da Abolição já ter sido proclamada, conservava em casa Negrinha para aliviar-se com "uma boa roda de cocres bem fincados!..." Uma criada furtou um pedaço de carne ao prato de Negrinha e a menina xingou-a com os mesmos nomes com os quais a xingavam todos os dias. Sabendo do caso, D. Inácia tomou providências: mandou cozinhar um ovo e, tirando-o da água fervente, colocou-o na boca da menina. Não bastasse isso, amordaçou-a com as mãos, o urro abafado da menina saindo pelo nariz... O padre chegava naquele instante e D. Inácia fala com ele sobre o quanto cansa ser caridosa... Em um certo dezembro, vieram passar as férias na fazenda duas sobrinhas de D. Inácia: lindas, reconchudas, louras, "criadas em ninho de plumas." E negrinha viu-as irromperem pela sala, saltitantes e felizes, viu também Inácia sorrir quando as via brincar. Negrinha arregalava os olhos: havia um cavalinho de pau, uma boneca loura, de louça. Interrogada se nunca havia visto uma boneca, a menina disse que não... e pôde, então, pegar aquele serzinho angelical : "E muito sem jeito, como quem pega o Senhor Menino, sorria para ela e para as meninas, com assustados relanços d'olhos para a porta. Fora de si, literalmente..." Teve medo quando viu a patroa, mas D. Inácia, diante da surpresa das meninas que mal acreditavam que Negrinha nunca tivesse visto uma boneca, deixou-a em paz, permitiu que ela brincasse também no jardim. Negrinha tomou consciência do mundo e da alegria, deixara de ser uma coisa humana, vibrava e sentia. Mas se foram as meninas , a boneca também se foi e a casa caiu na mesmice de sempre. Sabedora do que tinha sido a vida, a alma desabrochada, Negrinha caiu em tristeza profunda e morreu, assim, de repente: "Morreu na esteirinha rota, abandonada de todos, como um gato sem dono. Jamais, entretanto, ninguém morreu com maior beleza. O delírio rodeou-a de bonecas, todas louras, de olhos azuis. E de anjos..." No final da narrativa, o narrador nos alerta: "E de Negrinha ficaram no mundo apenas duas impressões. Uma cômica, na memória das meninas ricas. - "Lembras-te daquela bobinha da titia, que nunca vira boneca?" Outra de saudade, no nó dos dedos de dona Inácia: - "Como era boa para um cocre!..." É interessante considerar aqui algumas coisas: em primeiro lugar o tema da caridade azeda e má, que cria infortúnio para os dela protegidos, um dos temas recorrentes de Monteiro Lobato; o segundo aspecto que poderia ser observado é o fenômeno da epifania, a revelação que, inesperadamente, atinge os seres, mostrando-lhes o mundo e seu esplendor. A partir daí, tais criaturas sucumbem, tal qual Negrinha o fez. Ter estado anos a fio a desconhecer o riso e a graça da existência, sentada ao pé da patroa má, das criaturas perversas, nos cantos da cozinha ou da sala, deram a Negrinha a condição de bicho-gente que suportava beliscões e palavrórios, mas a partir do instante em que a boneca aparece, sua vida muda. É a epifania que se realiza, mostrando-lhe o mundo do riso e das brincadeiras infantis das quais Negrinha poderia fazer parte, se não houvesse a perversidade das criaturas. É aí que adoece e morre, preferindo ausentar-se do mundo a continuar seus dias sem esperança. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A História da Província Santa Cruz ao qual vulgarmente chamando Brasil é o relato do viajante Pero de Magalhães Gândavo em sua viagem por aqui. Tal qual no Tratado da Terra do Brasil, Gândavo descreve a terra, flora e a fauna. História, propriamente dita, há pouca em seu relato. Existe a narrativa do descobrimento e menções a vários ocorridos, como a expulsão dos franceses de São Sebastião (cidade do Rio de Janeiro hoje em dia) e a morte do filho de Mem de Sá, assim como fala-se dos costumes e das guerras de povos indígenas. É nesta parte que se destaca o forte preconceito do autor, que tal qual em sua obra anterior sustenta que os índios são maus e que os Portugueses deveriam salvá-los… Não acho que preciso, mas vou lembrar a todos que os portugueses e espanhóis quando vieram para ca cometeram tantas e tão horríveis atrocidades motivados por ganância cega que a antropofagia dos nativos parece tão horrível quanto esmagar uma formiga. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Nos 163 curtos fragmentos desta obra, Oswald de Andrade constrói um personagem semi-autobiográfico, o referido João Miramar. Frenético, seu estilo telegráfico é cheio de neologismos e estrutura fraseal incomum e inovadora. Ao contar a história de Miramar, da infância, casamento e amantes, viagens à Europa e aventuras financeiras no cinema até sua viuvez na época do armistício (o livro na maioria se passa de em São Paulo de 1912 a 1918), Oswald cria um romance futurista, Aqui, prosa e poesia se confundem totalmente; alguns dos fragmentos *são* poesia. O livro tem prefácio de um personagem fictício do livro: Machado Penumbra, uma sátira aos "intelectuais" de sua época, com estilo pedante, gente que Oswald tanto combateu. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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