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O Vermelho e o Negro - Stendhal
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Neste livro, Eça de Queiroz faz, com traços vigorosos e de maneira maliciosa, os retratos caricaturais de seus amigos íntimos. Com final ironia, chega a pôr em Artur Corvelo sua própria personalidade. Examina em todos os ângulos a sociedade portuguesa de seu tempo. Artur deixa a modesta terra natal e vai para Lisboa, alimentando doces ilusões, certo de que lá haveria melhor lugar para um intelectual. Depois das decepções voltou ao lugar tranqüilo, mas, em face da vida monótona, sentia saudade da capital, embora tivesse saído "daquele inferno em Lisboa, como um vencido de uma batalha" - com feridas por toda a parte - no seu amor traído, na sua ambição iludida. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
1. A construção social do sujeito

Abordagem do sujeito e as modificações que ocorrem no processo envolvidos na relação do individuo com o mundo.

2. A Psicologia do Desenvolvimento

Desenvolvimento é o processo pelo qual o individuo constrói ativamente, nas relações que estabelece com o ambiente físico e social, suas características.

A psicologia do desenvolvimento pretende estudar como nascem e como se desenvolvem as funções psicológicas que distinguem o homem de outras espécies.

3. A Psicologia da Aprendizagem

A aprendizagem é o processo através do qual a criança se apropria ativamente do conteúdo da experiência humana, daquilo que o seu grupo social conhece.

APsicologia da aprendizagem estuda o complexo processo pelo qual as formas de pensar e os conhecimentos existentes numa sociedade são apropriados pela criança.

4. A Psicologia na Educação

A educação começa muito antes da vida escola, não estando a tarefa de ensinar apenas nas mão dos professores.

Daí a importância de se buscar maximizar esses resultados, colocando a serviço da educação e do ensino o conjunto dos conhecimentos psicológicos sobre as bases do desenvolvimento e da aprendizagem. Com eles, o professor estará em posição mais favorável para planejar a sua ação.

Unidade II - A criança enquanto ser em transformação

1. Concepções de desenvolvimento: correntes teóricas e repercussões na escola

1.1.- A Concepção Inatista

A concepção Inatista parte do pressuposto de que os eventos que ocorrem após o nascimento não são essenciais e/ou importantes para o desenvolvimento, parte da concepção de que o homem "já nasce pronto". E tal concepção gera preconceitos prejudiciais ao trabalho em sala de aula.

1.2.- A Concepção Ambientalista

Atribuição a um imenso poder ao ambiente no desenvolvimento humano.

A introdução de teorias ambientalistas na sala de aula teve o mérito de chamar a atenção dos educadores para a importância do planejamento de ensino.

Por outro lado, as teorias ambientalistas fez com que a educação fosse sendo entendida como tecnologia, ficando de lado a reflexão filosófica sobre a sua prática..

Não na concepção ambientalista, preocupação em explicar os processo através dos quais a criança raciocina e que estariam presentes na forma como ela se apropria de conhecimentos.

Resumo:
Cláudia Davis e Zilma de Oliveira tratam neste livro dos principais temas da Psicologia do Desenvolvimento e da Psicologia da Aprendizagem, nas suas implicações com a educação e o ensino. Com linguagem precisa e rigorosa, discutem as teorias inatistas e ambientalistas, buscando auxiliar os estudantes a compreenderem por que razões optam pela concepção interacionista, tal como propõe Piaget e Vigotsky. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Contos são pequenas histórias, porém densas, psicológicas. Essas são fantásticas e em linguagem direta, fazem crítica social através de relações absurdas entre os homens no convívio em sociedade. Além de O Homem do Furo na Mão, que narra o isolamento do indivíduo devido ao preconceito, Loyola aborda em O homem que resolveu contar apenas mentiras, a hipocrisia social; em O homem que devia entregar a carta, o abuso de autoridade e a submissão sem questionamento; em Os homens que não receberam visitas, narra os limites entre loucura e normalidade; em O Presidente da China, o desejo do poder; em A Descoberta da Escrita, a luta pela liberdade de expressão; em Pega ele, silêncio, o desejo por ascensão social; e em O homem que procurava a máquina, a obstinação pela verdade. O conto que dá título à coletânea, a presença de um furo indolor na mão do personagem acaba por marginalizá-lo dentro de seu próprio universo, o que demonstra o papel repressivo e massificante de uma sociedade que rejeita a singularidade do indivíduo.

Há doze anos tomavam café juntos e ela o acompanhava até a porta.
- Você está com um fio de cabelo branco, ou tinge ou tira.
Ele sorriu, apanhou a maleta e saiu para tomar o ônibus, faltavam doze para as oito, em três minutos estaria no ponto. O barbeiro estava abrindo, a vizinha lavava a calçada, o médico tirava o carro da garagem, o caminhão descarregava cervejas e refrigerantes no bar. Estava no horário, podia caminhar tranqüilo. Na mão, descobriu uma leve mancha avermelhada de uns dois centímetros de diâmetro. Quando o ônibus chegou, a mão coçou de novo. Agora ardia um pouco e ele teve a impressão de que no lugar da mancha havia uma leve depressão. Como se tivesse apertado uma bolinha muito tempo, com a mão fechada. Ao chegar no escritório, naquele dia, ficou a disfarçar a mão entre os papéis da sua mesa, pois não queria que os amigos vissem o furo de sua mão. À noite, ao chegar em casa e mostrar o furo para a esposa, esta sugeriu um band - aid, e o homem rejeitou a sugestão, pois já começava a se afeiçoar àquele furo. No outro dia, a esposa o abandona por não poder viver com você enquanto esse buraco existir. Durante o expediente se comunicou com o sogro e este nada sabia de sua filha. No final do serviço, perambulou pelos lugares onde pudesse encontrá-la, sem sucesso. A empregada também resolve deixar a casa e o homem começa a se aperceber da marginalização que passa a sofrer por causa de sua diferença, o furo na mão.No ônibus não embarca, foi demitido do emprego, nem sequer lhe era permitido sentar no banco da praça.
- O senhor quer sair deste banco?
Era um homem de farda abóbora, distintivo no peito: fiscalização de parques e jardins.
- O que tem este banco?
- Não pode sentar nele.
Ele mudou para o banco ao lado, o homem seguiu atrás.
- Nem neste.
- Em qual então?
- Em nenhum.
- Olhe quanta gente sentada.
- Eles não têm buraco na mão.
- Daqui não saio.
O homem enfiou a mão embaixo da túnica, tirou um cacete, deu uma pancada na cabeça dele. As pessoas se aproximaram, enquanto ele cambaleava.
(...) - Saia, saia, gritavam as pessoas em volta.
Por fim, perdeu tudo e todos, indo morar com uns mendigos embaixo da ponte, que também tinham furos nas mãos. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Romance publicado em 1980, Camilo Mortágua representa, na obra de Josué Guimarães,a culminância de uma trajetória e, ao mesmo tempo, o retrospecto dos resultados alcançados. A incorporação do trajeto histórico do Estado coincide com a evolução da intriga, sobretudo com a biografia do herói que dá nome à obra. Nascido ao final do século 19, o protagonista vem a falecer na primeira semana de abril de 1964. Com isto, o autor introduz no fluxo narrativa setenta anos da história sul-rio-grandense; e, ainda que a família Mortágua, indiferente passe ao largo dos fenômenos externos, emergem ao fundo as notícias relativas às guerras européias, revoluções brasileiras, o suicídio de Vargas, enfim, os fatos mais marcantes do século 20, misturados a trivialidades domésticas, mudanças nas modas, novos costumes, etc. Assim sendo, se a história não é o eixo que suporta o transcurso dos acontecimentos, ela ali está, e sua fusão a fatos miúdos do cotidiano, porém igualmente relevantes segundo o modus vivendi dos Mortágua, reforça a evidência de que o alheamento crescente desses significa seu paulatino deslocamento do poder - econômico e social. Os setenta anos ocupados pela biografia de Camilo correspondem ao processo de desagregação da classe dominante sulina de extração rural.

Transferidos para um centro urbano mais desenvolvido, a dilapidação das propriedades dos Mortágua deve-se, de um lado,, à sua leviandade e falta de tino gerencial; em outras palavras, decorre de sua incapacidade de adaptação ao novo cenário, em que avulta a mentalidade empresarial burguesa. De outro lado, são os acontecimentos históricos que empurram o País na direção da atividade mercantil e industrial e isto, a família, envolvida com seus amores e culpas, doenças e mortes sucessivas, não pode alcançar e compreender. O romance se enxerta à temática da decadência. Camilo Mortágua, o protagonista, revê a história de sua vida ao ir ao cinema. Na tela, em vez de Cleópatra, a Rainha de César, o filme mostra a trajetória da decadência da família de Camilo. Eis o recurso narrativo utilizado pelo escritor. Como contexto histórico, Josué utiliza os sofridos acontecimentos do golpe de 64. A história se passa em Porto Alegre, recuperando o bairro da Azenha, a avenida Independência, o parque Farroupilha, a avenida Osvaldo Aranha, a avenida João Pessoa, a Faculdade de Direito, a Santa Casa de Misericórdia, a Igreja da Conceição, etc. Nascido ao final do século XIX, Camilo Mortágua morre na primeira semana de abril de 1964, fornecendo as coordenadas temporais que facultam a introdução, no fluxo narrativo, de setenta anos da história sulina. Os setenta anos de Camilo assentam-se numa seqüência narrativa dividida entre a moldura - os cinco primeiros dias do mês de abril de 1964, durante os quais ocorrem simultaneamente o golpe político e militar contra o governo constituído e a revisão da biografia de Camilo - e a intriga propriamente dita. Esta apresenta cronologicamente a vida do herói, cindida em três fases: a infância e juventude, quando a família vive seu apogeu irresponsável, na primeira quadra do século; a maturidade, durante a qual ele restaura o poderio econômico do clã através da incursão no comércio e indústria porto-alegrenses; a velhice, quando ocorre a decadência final, já na segunda metade do século. Estes setenta anos, que explicitam os temas descritos, mostram-se, no decorrer do relato, embutidos em três noites, de modo que, na rapidez do écran, Camilo assiste à sucessiva e galopante desagregação de sua existência e de sua família, o que culmina numa morte inglória e quase anônima, na escuridão de um cinema de bairro. Em outras palavras, todo o largo espectro da vida do herói cabe inteiramente na semana de abril, durante a qual se dão o golpe militar e a consolidação, no poder público, de seus líderes. Camilo, mais uma vez, mantém-se alheio ao evento histórico, mas isso não significa que não faça a parte dele. Pelo contrário, como se encaixa em seu começo, acaba por imprimir-se neste princípio, vindo a demonstrar como o movimento serviu para reavivar seres como ele, para a seguir, acelerar seu passamento. Este fato é que dá sentido à moldura do romance, sem o qual não se faria a transferência para o presente, assinalado este pela continuidade dos acontecimentos desencadeados na semana em que é morto o protagonista. Situando a narrativa no período crucial em que se inaugura uma nova época da história nacional, o escritor o traduz como um rito de passagem, que exige, para sua efetivação, um ato propiciatório - a morte de Camilo. Por isso, condensa nele toda uma aventura humana fadada ao sacrifício e revela a oportunidade de sua consumação. Nesta medida, se o livro se propõe a reconstituir um passado para diagnosticar a deterioração gradual de um grupo que exerceu um domínio inquestionável no Sul, ajustando as peculiaridades do romance histórico à inclinação temática da produção literária de Josué Guimarães, ele ainda se projeta para a atualidade do leitor, lançando-lhe a indagação, sempre relevante, a respeito da permanência ou modificação das circunstâncias que suscitaram a imolação de Camilo Mortágua, no momento em que nada mais tinha a oferecer à existência. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Um dos autos religiosos de Gil Vicente, esta peça é cheia de figuras alegóricas e que segue os preceitos católicos da época. Nele, a figura da Alma aparece, e é levada pelo Anjo Custódio até a Igreja, sendo obstaculizada pelo Diabo, que a tenta com vários pecados. Chegando na estalajadeira que é representação da Igreja, a alma descansa e é derrotado o Diabo. Dentro da Igreja aparece a figura de quatro grandes teólogos: São Tomás, Jerônimo, Ambrósio e Agostinho. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A mortalha de Alzira é o oitavo romance de Aluísio Azevedo, já conhecido do público leitor por obras como O mulato, de 1881. Publica A mortalha de Alzira sob o pseudônimo de Vítor Leal, em forma de folhetim, no jornal Gazeta de Notícias, de 13 de fevereiro a 23 de março de 1891. Em 1892 A mortalha de Alzira será publicado em volume, alcançando muito sucesso: foram vendidos 10.000 exemplares em três anos, o que, na época, foi considerado um recorde. A mortalha de Alzira é o único livro do autor que se passa na sua íntegra fora do país, na França, no período do reino de Luís XV, século XVIII, nos arredores de Paris. Sua história é a eterna luta entre a fé e o erótico: o padre Angelo busca desesperadamente reprimir sua paixão pela cortesã Alzira. Mostra também Aluísio Azevedo a corrupção da Igreja, sua ligação com a aristocracia em processo de decadência. Aluísio Azevedo viveu num período em que a luta da fé contra o livre pensamento estava na ordem do dia: no Brasil, o comportamento do clero, devasso e corrupto, levava os escritores a uma posição anticlerical, e A mortalha de Alzira pode ser considerado um documento nesse sentido. Os romances-folhetins eram em geral romances românticos, mas, quando do início da escola naturalista, faziam muito sucesso os elementos naturalistas que, convivendo com a intriga romântica, passaram a aparecer nos folhetins. Neste momento, na França, havia uma forte onda anticlerical, com a campanha pela criação das escolas leigas.

Da França (Zola) e Portugal (Eça de Queirós) vieram as principais influências da escola naturalista, inaugurada por Aluísio Azevedo com O mulato. Em A mortalha de Alzira encontramos elementos românticos (sonhos, devaneios) e naturalistas. A corrente naturalista no Brasil seguiu o período de mudanças profundas por que passava a sociedade brasileira: decadência da estrutura agrária; fim da guerra do Paraguai; movimentos abolicionistas; luta da Igreja Católica contra a Maçonaria; a vida urbana e seus trabalhadores livres; revolução nas ciências. Em todo o mundo, houve avanços nas pesquisas científicas e na avaliação da importância do conhecimento científico. Falava-se do mundo racional, em oposição ao mundo fantasioso e cristão, de verdades absolutas, do período medieval. A literatura da era "materialista" no Brasil desdenhará o sentimento, e com ele o sentimentalismo romântico, indo buscar a "verdade" dos fatos precisamente observados e recolhidos documentalmente. É neste contexto que as questões individuais de anomalias de comportamento (como o sacerdote, de A mortalha de Alzira) tiveram um preponderante papel: ao investigar através da ciência que se desenvolvia à época o comportamento humano, os autores naturalistas queriam afirmar os condicionamentos do meio sobre o indivíduo; com isso, denunciavam a injustiça de certas instituições e mostravam alguns comportamentos perturbados ou doentios daí decorrentes. Em A mortalha de Alzira o crítico Moisés Massaud considera inovador o fato que o histérico seja um homem, no caso um padre; pois, até então, eram as mulheres as histéricas, e vários romances à época trataram do tema da histeria feminina. Também considera importante o fato de que Aluísio Azevedo denuncia a educação recebida pelo sacerdote como a razão de seu infortúnio, por não lhe ter permitido escolher um outro destino. A figura do médico, muito comum nos romances naturalistas, também está presente em A mortalha de Alzira (o dr. Cobalt), confundindo-se com o próprio romancista, pois é quem investiga o comportamento da personagem/paciente. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Considerações Gerais Romance metaliterário (o narrador fala da obra) em linguagem fragmentária, através da qual o narrador, um crítico de teatro, conta-nos seu envolvimento criminoso com Inês, uma mulher manca e misteriosa. Consciente de que a verdade em si é uma composição de signos (representações), se diverte com o leitor. Afinal, onde a verdade do ocorrido estará? Nas ações do teatro que ele critica? Nas pinceladas do pintor? Nas palavras do escritor? Como espelhos estilhaçados que precisam se unir, ou como linguagens diferentes costurando-se umas às outras, talvez encontremos a(s) resposta(s) para o fato: um crime delicado! E foi através desses espelhos, que refletem uns aos outros, que minha observação se deu, bastante discreta e oblíqua. O que importa, então, é deixar correr solta a mente, e talvez a esse fluxo é que se deva chamar verdadeiramente de vida. Pois mesmo quando nos envolvemos em grandes aventuras, o que é vivê-las senão a subjetividade de quem as vive? Sou crítico profissional de teatro. Mas a profissão talvez explique muitas coisas em meu comportamento e na minha forma de viver, em minha personalidade enfim, embora eu não saiba dizer se foi esta personalidade que me conduziu naturalmente à crítica, ou se foi o exercício desta que terminou por contaminar meu comportamento e minha personalidade. Antônio Martins, ao tentar reconstituir retrospectivamente sua história, representando-a em diferentes linguagens, deixa em aberto várias possibilidades de interpretar o que se passou.

Teria ele sido vítima de uma armadilha elaborada pelo artista plástico Vitório Brancatti, protetor e possível amante de Inês? Estaria ele próprio falando a verdade sobre o seu relacionamento com a moça, ou apenas criando o seu texto? O crítico agora é você, leitor! Resumo Romance narrado em 1ª pessoa, em três partes, subdivididas em capítulos e numa linguagem que acompanha o vaivém da memória do narrador, um crítico profissional de teatro, que alguns consideravam excêntrico, solitário: Antônio Martins. Inicia o texto falando que teria visto Inês num café cujas paredes e colunas eram espelhadas. ...uma visão discreta e oblíqua, mas que por vezes, podia jurar que o observado era ele. Inês, uma mulher com rosto de traços finos e delicados, seios pouco salientes, mulher magra, com o corpo bem- proporcionado, cabelos claros, encaracolados - de olhar melancólico e solidão recatada - assim a teria visto, após duas doses de conhaque - o que, segundo o narrador, eram suficientes, pois se continuasse a beber... ...no dia seguinte poderia descambar, acelerar de forma desritmada os fluxos de sua mente, passar de uma exaltação quase feliz para um abatimento cheio de imagens e pensamentos dolorosos - uma tendência que ele procurava controlar: o alcoolismo. Antes de se retirar do café, ele observa que um homem de meia-idade, com cabelos revoltos e grisalhos, inicia uma conversa familiar com a moça, mas percebe que ele os observa, lançando-lhe um olhar firme, mais curioso do que hostil. No capítulo seguinte, certa tarde, Antônio atravessava o largo do Machado, no centro do Rio de Janeiro, e fora acometido por uma premonição, a de que algum incidente estava prestes a ocorrer. No metrô, ainda quando descia os degraus da escada, ao virar-se instintivamente uma mulher cai sobre o seu corpo, e é amparada em seus braços. A moça é manca, mas de uma beleza singular. Antônio a reconhece como a moça que o impressionara no café. Segue-a até a rua Paissandu, local de sua residência. Inês era seu nome, e ela também o reconhece. Num espetáculo teatral, Antônio percebe que o que se passara com Inês e ele no metrô o emocionara - e isso interferiria - embora não devesse, em seu julgamento da peça que analisava. ...dois jovens em crises existenciais que, segundo o crítico, uma simulação do amor beirando a impotência e buscando ostentar-se na própria teatralidade, numa pretensa metalinguagem que não passava de um álibi - uma coisa tediosa e medíocre. Enfim o espetáculo. Folhas de outono (folhas secas que caíam através de uma janela cênica) representavam o aprisionamento da atriz. Podemos ler esse aprisionamento observado na peça como signo- sinal da relação de também aprisionamento entre Inês e Brancatt, ou seja, uma dica do narrador, que retira fragmentos da linguagem do teatro que analisa para construir o seu texto e confundir ou brincar com o leitor. Neste "texto" também há forte comparação da atriz com Inês. ...a imagem de Inês que insistia em pairar, no decorrer da peça, em meu palco interior? Relembrando: Antônio e Inês trocam olhares no café; Inês cai em seus braços no metrô no dia seguinte; Antônio a acompanha até a rua de seu apartamento; marcam um encontro num bar- restaurante no Leblon, onde Inês já o estaria esperando. ...ele que chega 10 minutos antes da hora marcada, depois de haver tomado um uísque em casa, de puro nervosismo. Inês ri ao saber que Antônio era crítico de teatro e, entre goles de uísque, Antônio tem a impressão desconfortável de que ela apenas se deixara tomar pela mão sem nenhum tipo de retorno; mas o induziria a ir a seu apartamento, e que no dia seguinte entre imagens superpostas, lembranças e projeções vagas que lhe vinham em forma de lampejos, ele descreve-nos o local: uma muleta e uma tela sobre o cavalete, sons de um trompete, cheiro de tinta e perfume no ar além de um biombo negro com ramagens prateadas. Embriagado, envolto nos sentimentos que o levavam a desvendar Inês, acreditou na força do destino, mas já em casa questionava: seria ela uma pintora? E o biombo escondia uma Inês com problemas físicos? Seria o local para despir-se fora das vistas mesmo de um amante? Ou preparado por Inês para enciumá-lo? Inês teria neste encontro no Leblon pedido a Antônio que fosse comprar analgésicos e tranqüilizantes enquanto esta daria um telefonema. Antônio sequer a viu andando. Sua perna manca teria sido um artifício para eles se aproximarem? No apartamento, Inês se coloca inerte no divã. Teria misturado o tranquilizante álcool? Sente por ela um arrebatamento de uma força delicada. Antônio a conduz para a cama, despindo-a. Inês abre os olhos, arregalando-os em pânico. Antônio tem a reação de exibir a transparência de suas intenções, mas ao acender a luz, Inês tinha os olhos fechados. Parecia dormir, ou fingia que dormia? Exibir transparência ou como narra Antônio: ...tentava fugir para não ser surpreendido numa situação dúbia? O resto? Ele apenas se erguera e voltara para casa, acordando em sua cama. Antônio teme um reencontro com Inês, preocupa-se com a seqüência dos fatos produzidos por uma memória prejudicada, deixando vazios que possivelmente encobririam algum ato que sua mente não ousava trazer à tona. Antônio a teria despido? E o cheiro de tinta que ainda ficava em sua memória olfática, saíra do biombo? O que Inês pensaria de seu delicado gesto? Despi-la para a cama? Como ela os interpretaria? E o quadro, e o cavalete atrás do biombo? Relembra o encontro no metrô, teme reencontrá-la e se isso ocorresse, como despistá-la da coincidência sem que ela tecesse suspeitas? Em casa constata um pequeno ferimento no joelho; desiste de um contato com Inês, vai ao teatro. Antônio recebe um envelope de Inês Brancatti, levado por um homem de moto e uma moça. Enciumado por imaginar Inês com o motoqueiro , rasga o envelope com raiva e junto a um convite há uma cartinha em papel perfumado e cor-de-rosa, com o endereço e telefone. Trata-se de uma mostra coletiva de pintura com o título de Os Divergentes. Os Divergentes expunham no Centro de Expressão Vida, na rua Viúva Lacerda, no Humaitá. Ao sondar a exposição, crítico que era, não encontra nela valores contemporâneos mas: ...fruto de pincéis de pessoas medianas, talvez normais, com suas figuras, paisagens, naturezas mortas. Antônio encontra Inês próxima a um quadro que revelava o apartamento onde estiveram. Imagens refletidas reproduziam, em detalhes, o cenário em que se encontraram, e Inês ali o concretizava. Ele percebe que ela não os poderia ter pintado (um auto-retrato fazendo uso de um espelho). Fora usada como modelo do pintor Vitorio Brancatti - o homem que a acompanhava no café quando se viram pela primeira vez. Antônio é fotografado em frente ao quadro, e a sensação que tem é que caíra numa armadilha. Na tentativa de encontrar uma confidente entre as muitas amigas que tinha, tenta ligar para Maria Luísa, uma professora universitária, bonita, madura um tanto séria, mas relaciona o telefone a outra Maria Luísa, essa uma atriz de teatro e TV. Luísa atuava em uma adaptação de Vestido de Noiva, de Nélson Rodrigues - era Lúcia, uma das irmãs que disputavam o mesmo homem: Pedro. Na saída da peça, esperando-a trocar de roupa, Antônio bebe um conhaque para relaxar. Vai ao café com Luísa, e lá não vê Inês. Entre Antônio e Luísa o encontro é um fracasso. Ambos cumpriam um ritual de interesse e sedução. Da parte dele, um equívoco. Antônio procura Maria Clara, uma amiga quarentona e solitária, que o aconselha a transar com Inês, nem que fosse apenas para libertar-se dela. Antônio vai a peça Albertine - uma adaptação livre de temas proustianos , de autoria da paulista Beatriz Sampaio. Nessa peça há algo de traiçoeiro para o leitor: o narrador por meio de códigos, oferece-nos pistas sobre seu envolvimento com Inês. A peça é em pré- texto. Proust sempre numa cama adornada de rendas, enquanto vários de seus personagens - numa movimentação por vezes lenteada, pairavam surgindo e desaparecendo ao redor do leito - numa cenografia móvel, constituída, entre outras coisas, de obras de arte ou pretensamente (como já vulgarizadas reproduções de Monet, Renoir.), além de texto do mestre Proust que podia ser ouvido, ora em off, ora através de personagens. Lembre-se, leitor, do biombo, do perfume, da muleta, da música, enfim... sinais que nos remetem ao apartamento de Inês. Dois dias depois do espetáculo Albertine, Antônio encontra um recado de Inês em sua secretária eletrônica: precisava falar com ele. Ele aceita um convite de Inês para um chá naquela tarde em seu apartamento, e mais confiante não pretendia baixar a guarda emocional e a crítica. Exporia isso ao revelar suas impressões quanto ao quadro de Vitório Brancatti. Veja: modelo em plano desproporcional em relação aos demais elementos da composição; · Perspectiva chapada, aproximando e realçando os elementos de fundo - a tela no cavalete, a muleta e o divã - sem ofuscar o principal; · Desvio estético - Inês devassada em sua intimidade; · O biombo tornava a cena mais poética - cingindo de uma auréola de inocência a modelo, que, atrás daquele compartimento, não estaria supostamente se percebendo observada, e que não teria como se achar presente naquele espaço; · Gosto duvidoso ao macular pela exibição, sobre a borda do biombo, a calcinha branca e o sutiã vermelho, cuja textura em tintas materializava como algo tátil sobre a tela. Tudo isso, pensa Antônio, quase alegre, confiante por ter cercado criticamente a obra de Vitório por todos os ângulos enquanto se aproxima do edifício de Inês. Inês o introduz ao apartamento elegantemente e Antônio ao atingir a sala é assaltado pela sensação... ...vizinha da loucura - de que não penetrava num cômodo real e sim num espaço preparado, onde havia algo de falso, como um cenário, ou mais abissalmente, o interior de um quadro de Vitório Brancatti. Inês agradece, referindo-se à noite em que ela havia sido levada para a cama e que não desgostara do fato. Estaria querendo reviver o que se passou? Ou estaria usando Antônio que teve uma brilhante intuição. ...se Vitório dispunha de Inês, que tentava dispor de mim, Vitório estaria dispondo de mim, caso eu me deixasse levar; e alguém (Vitório?) poderia estar se ocultando atrás do biombo para nos espionar... Durante o chá, Antônio questiona e analisa Inês, que aos poucos, cai em contradição - E o apartamento, é de Vitório? Inês ergue-se subitamente, derrubando a xícara, com um resto de chá, sobre a mesa. Eu só a vira assim tão transtornada depois da queda na estação do metrô. - Ele o alugou para mim. Eu sou sua modelo. O que está querendo ensinuar? Depositei minha xícara na mesa. - Desculpe-me, não quis ser indelicado. Mas ele também o reformou para você, não foi? - Sim, reformou a seu gosto e daí? Vitório é um artista. - Será possível que você não se dá conta? - Dou-me conta de quê? - ela disse, com a voz embargada. - De que o apartamento é um cenário para você se movimentar dentro dele segundo um esquema de probabilidades previsto por Vitório de acordo com seus caprichos? E de que a obra que vi na exposição não passa de uma documentação disso? A obra de Vitório, de certa forma é você mesma, Inês, e ele precisa mantê-la encerrada aqui. É diabólico e aviltante. Mas posso dizer que ele está de parabéns. Antes de, pelo menos aparentemente Inês perder os sentidos, julguei ouvi-la sussurrar, quase coincidindo com o fim da música: - Ele me escraviza. Tomado por uma delicadeza e impetuosidade indescritiva, Antônio toma Inês nos braços - como que se a personagem-modelo e personagem da pintura que Antônio via na exposição houvesse se soltado da obra , naquele cenário com seus móveis e adereços, fazendo deles imagens de um quadro em movimento; uma cena para qual Antônio fora tragado. Amam-se sem resistência, mesmo que nos últimos momentos Inês tenha murmurado repentinamente "oh não", "oh não", que Antônio interpreta como um sim de entrega dentro de um código amoroso. Na consciência de estar agindo como autor e ator de uma cena de uma instalação de Vitório, Antônio volta a si e percebe Inês chorando, denunciando a chegada, provavelmente, de Brancatti, Nilton, o motoqueiro e Lenita - o que faz Antônio, às pressas, deixar o apartamento. Ao passar pela portaria, Antônio está com uma aparência suspeita – roupas e cabelos desgrenhados, o colete vestido pelo avesso - e enfrenta o olhar do porteiro, que o faz sentir-se como alguém que foge depois de ter cometido alguma ação criminosa. No entanto, Antônio está comendo um biscoitinho! Raivoso com o ato de Inês e já em seu apartamento, percebe no canto dos lábios um resquício ínfimo de sangue, sente-se dominado por Inês, e num impulso, escreve-lhe uma carta que mais tarde seria publicada nos jornais, dando margem a chacotas no meio teatral. Veja leitor como um ato aparentemente viril segundo Antônio como uma dose de agressividade e até de maneira brutal) isso serve aos envolvidos à Inês como para Brancatti principalmente como fato para uma acusação judicial contra Antônio: estupro. É intimado portanto a comparecer à 9º DP, no catete, para justificar seu envolvimento com Maria Inês de Jesus. Fim do 2º Capítulo Antônio é submetido a exames legais: mostras seminais, resquícios de pele colhidos nas unhas de Inês, arranhões, enfim marcas que corroboravam terem sido produzidos por Inês. Antônio rejeita a hipótese de ter coagido ou muito menos violentado Inês, mas sim ter havido entrega sem reservas por parte de Inês, que aliás não trazia em seu corpo marcas à exceção de um corte na orelha – aliás fato importante pois na falta de provas Antônio tem chances de responder em liberdade à acusação: " – Não estariam eles na presença de um criminoso delicado, refinado"? Antônio duvida de si mesmo, "teria usado Inês, uma prostituta evitando assim, ser usado por ela e o amante Brancatti?" Na sala de audiência o olhar de ambos se encontram como da primeira vez no café." Antônio percebe não ter realmente conhecido Inês, o que ela pensava de tudo aquilo e dele? Uma nova realidade abre-se a percepção de Antônio: Brancatti usava Inês e Lenita como fachadas para esconder seu relacionamento com Nílton – Veja sua crítica: "um pintor europeu do terceiro escalão que se refugia artisticamente num país provinciano e toma como esposa e ornamento uma beleza exótica dos trópicos; como amante elege um motociclista primitivo e, como modelo ou enteada e até quem sabe eventual amante uma frágil e bela jovem coxa." E para ele, qual teria sido seu papel nessa teia diabólica? Para Antônio parecia uma luta estética: um jogo de xadrez entre o crítico e o pintor. "Este escravizando a modelo num cárcere privado, físico, psicológico e artístico, e pior condenando Antônio por um pretenso crime sexual se auto prevalecia, enfim ......empenhava-se em convencer as pessoas do alto valor artístico de sua obra – propaganda em suma – o crítico teatral manipulado num cenário em plena performance entre o casal!" Fora bem sucedido em grande parte em seus objetivos escusos, conclui Antônio. Durante o inquérito será acusado também de ter saído do apartamento praguejando contra Inês – enraivecido, mordendo um biscoitinho – argumento rejeitado por seu advogado como sinal da calma, da paz de espírito dos que nada têm a temer, depois de um encontro amoroso consentido. Nessa fase processual Antônio vem a saber que os desmaios de Inês tinham uma causa cerebral definida – que sua lesão na perna, se originava de um atropelamento na infância; fato esse que legitima a idéia dela ter desmaiado ao ser possuída e a coloca como vítima de Antônio, que por sua vez percebe a força de sedução de tal desmaio, o que valorizou ainda mais a relação de ambos. Tentando reverter seu papel, Antônio contra-argumenta: " _ Não serão o verdadeiro amor e a sexualidade mais autêntica, sempre, o encontro de dois incoscientes? No que o advogado de acusação responde: - "No caso das violações, não estaremos diante da imposição do inconsciente de um sobre o incosciente de outro? Antônio tenta um novo argumento dizendo que Inês foi subjugada pela força psíquica de Brancatti e que ele a teria libertado em momentos preciosos, possuindo e sendo correspondido por ela – e tudo ocorrendo dentro de um cenário – instalação, portanto fazendo parte da mesma, ou seja, tudo fora maquinalmente enquadrado por Brancatti, e Antônio e Inês vítimas. Segundo o juiz, aturdido em face dos argumentos inusitados – e até esdrúxulos utilizados por ambas partes, absolve Antônio por falta de provas. As conseqüências do fato: Antônio perde seu lugar de consultor na fundação cultural do estado, já afastado do jornal que trabalhava, ruas a índole sensacionalista fez com que o jornal concorrente o contratasse para ser seu colunista de teatro e o caso Inês esmiuçado em seus páginas – Antônio foi criticado severamente por seus colegas como: " exemplo vivo e eloqüente dos extremos patológicos a que pode ser conduzida uma personalidade que se destaca pela contenção de seus sentimentos por meio de uma racionalidade exacerbada, a qual de repente, libera-se através do crime. Brancatti conquista renome e reconhecimento artístico – a obra A Modelo foi exibida como instalação com grande alarido crítico, na Alemanha. Quanto à Nilton abre uma academia de psicultura, bastante concorrida. Antônio não deixou de considerar o jato ou seja as duas hipóteses sedutoras – afinal como o próprio tribunal apontou – um sedutor ou violador muito especial e delicado? Claro sem deixar de lado o escutor que também era - "nessa tarefa que é narrar todas as contradições, truques e divergências e conclui. " – tanto na obra de Brancatti ou neste relato – encontra-se o absurdo, a loucura da arte, essa tentativa ansiosa, desesperada e as vezes vã, que nos alucina, de, à parte toda vaidade, registramos, no breve tempo em que estamos na vida, nossa passagem por ela, em momentos que realmente estivemos vivos e merecem ser perpetuados. Personagens - Antônio Martins: crítico profissional de teatro, narrador. Alguns o consideram excêntrico – solitário – cinquentão. - Maria Inês de Jesus, modelo do pintor Vitório Brancatti, mulher com rosto de traços finos e delicados, magra, cabelos claros, encaracolados, de olhar melancólico e solidão recatada com pequeno defeito na perna – manca. - Vitório Brancatti – pintor que envolveria Antônio e Inês em suas performances, meia idade, com cabelos revoltos e grisalhos, vestia-se com a desenvoltura de um jovem, calça jeans e camiseta branca. - Nílton – motociclista que conduzira Inês ao edifício de Antônio Martins, provável amante de Vitório Brancatti. - Lenita – jovem negra, bonita, esposa – álibi de Vitório? - Maria Luísa I – professora universitária séria, amiga e confidente de Antônio. - Maria Luísa II – jovem atriz de teatro e tv, atlética e exuberante. - Maria Clara – ex jornalista, quarentona, também amiga de Antônio. Enredo: Romance narrado em terceira pessoa. A ação desenvolve-se em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, trazendo à tona os conflitos de uma geração em busca da própria identidade e de um sentido para a vida. Eduardo, protagonista deste drama existencial, sentindo-se esmagado por uma sociedade opressiva e aniqualadora, tenta desesperadamente, até o fim, encontrar uma saída. Preste atenção: no misterioso homem de smoking que por três vezes aparece na narrativa. Estilo: Contemporâneo. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
CONVERSAS COM QUEM GOSTA DE ENSINAR
ALVES,Rubem
Coleção Polêmicas do Nosso Tempo
Editora Cortez – Autores Associados
25ª edição 1991

Resumo:

Professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor.Educador não é profissão; é vocação. É toda vocação nasce de um grande amor, de uma esperança.
Profissões e vocações são como plantas. Vicejam e florescem em nichos ecológicos. Destruído esse habitat, a vida vai se encolhendo, murchando, fica triste, entra para o fundo da terra. Até sumir. Uma vez cortada à floresta virgem, tudo muda. É bem verdade que é possível plantar eucaliptos, essa raça cresce depressa, para substituir as velhas árvores. Pode ser que educadores sejam confundidos com professores, da mesma forma como se dizer: jequitibás e eucaliptos.

Os educadores são como as velhas árvores. Possui uma fase, um nome, uma “estória” a ser contada. Habitam um mundo em que o que vale é a relação que os liga aos alunos, sendo que cada aluno é uma entidade, portador de um nome, de uma ‘estória, sofrendo. Tristeza e alimentando esperança. E a educação é algo pra acontecer neste espaço invisível e denso, que se estabelece a dois. Espaço artesanal.

Mas professores são habitantes de um mundo diferente, onde o educador pouco importa, pois o que interessa é um crédito cultural que o aluno adquire numa disciplina identificada por uma sigla, para fins institucionais, nenhuma diferença faz aquele que a ministros.
De educadores para professores realizamos o salto pessoa para funções.

Segundo o autor, grande parte das pessoas que entram no campo das ciências sociais havia pensado, em algum momento de sua vida, em seguir uma vocação religiosa. Acontece que a ética religiosa cristã clássica sempre foi muito clara ao indicar que a moralidade de uma ação se baseia na intenção. Com o advento do utilitarismo, a pessoa passou a ser definida pela sua produção; a identidade é engolida pela função. Quando alguém nos pergunta o que somos, respondemos inevitavelmente dizendo o que fazemos com esta revolução instaurou-se a possibilidade de se gerenciar e administrar a personalidade.

O educador habita um mundo em que a interioridade faz uma diferença, em que as pessoas se definem por suas visões, paixões, esperanças e horizontes utópicos. O professor é o funcionário de um mundo dominado pelo Estado e pelas empresas. É uma entidade gerenciada, administrada segundo a sua excelência funcional. Freqüentemente o educador é mau funcionário, porque o ritmo do mundo do educador não segue o ritmo do mundo da instituição.

Descobriu-se que a educação, como tudo o mais, tem a ver com instituições, classes, grandes unidades estruturais, que funcionam como se fossem coisas, regidas por leis e totalmente independentes dos sujeitos envolvidos. A realidade não se move por intenções, desejos, tristezas e esperanças. A interioridade foi engolida. É justo que nos preocupemos com pessoas, mestres e aprendizes. Mas não é neste nível que se encontram as explicações, a ciência do real. Reprodução aparelho ideológico de Estado. A paixão é o segredo do sentido da vida.”Cada pessoa que entra em contato com a criança é um professor que incessantemente lhe descreve o mundo, até o momento em que a criança é capaz de perceber o mundo tal como foi descrito”. Professores que não sabem que são professores, sem créditos em didática nem conhecimento de psicologia.

Todo cientista que se preza faz a crítica às ideologias, vê com clareza, percebe o equívoco dos outros. Cada teoria social é uma teoria pessoal, falar no impessoal, sem sujeito, não passa de uma consumada mentira, um passe de mágica que procura fazer o perplexo leitor acreditar que não foi alguém muito concreto que escreveu o texto, mas um sujeito universal que contempla a realidade fora dela.Não é preciso reconhecer que o mundo dos operários é diferente do mundo dos intelectuais, as diferenças se encontram em categorias menos abrangentes. Acontece com os seus corpos faz uma diferença, e que nem tudo pode ser reduzido á sua classe social. É possíveis que o pensamento livre de valores seja um ideal, com toda a certeza ele não é uma realidade em parte alguma.

A significação humana de um conceito como o de classe social e a sua possível eficácia política se derivam do fato de que uma classe é uma forma social de se manipular o corpo, pois o propósito de toda educação é a domesticação do corpo.

Dispomos de métodos de análises do que nos permitem compreender cm rigor certas relações estruturalmente determinas.

Escolas são instituições tardias e apertadas, enquanto a educação tem a idade do nascimento da cultura do homem, que fazem os mestres - pais, mães, irmãos, sacerdotes, padrinhos - senão ensinar a um aprendiz o uso correto do seu corpo. E o corpo aprende a fazer as necessidades fisiológicas nos lugares e tempos permitidos, a conquistar o relógio biológico e a acordar segundo o tempo convencional das atividades socialmente organizadas, a se disciplinar como guerreiro, como artistas ou como puro cérebro.

Voltar ao corpo como grande razão tem sentido político, porque é o corpo que dispõe de um olfato sensível aos aspectos qualitativos da vida social. Pedagógico, porque a sabedoria do corpo o impede de sentir, aprender, processar, entender, resolver problemas que não desejam diretamente ligados as suas condições concretas. O corpo só preserva as idéias que lhe sejam instrumentos ou brinquedos, que lhe sejam úteis, que o estendam.

A palavra é o testemunho de uma ausência. Ela possui uma intenção mágica, a de trazer á existência o que não está lá... A intenção de manter viva a promessa do retorno.Um dos ardis da palavra está em que ela req6uentemente significa o oposto do que enuncia. Porém, toda palavra pe para ser acreditadas. O educador fala ás pessoas e assim constrói as bases que tornam possível o mundo humano, mas esta construção depende da capacidade do educador de usar os símbolos que circulam ente as pessoas comuns. O conteúdo de nossa fala sobre a educação é fazer com que pensássemos sobre pecualidades do nosso discurso no ato esmo de educar.

O conhecimento já nasce solidário com o corpo e faz com que o corpo faça o que tem de fazer.
Repetição sem fim. Cada geração reproduz a outra. Graças à repetição e á reprodução a vida é possível.

Educação é o processo pelo qual aprendemos uma forma de humanidade. E ele é mediado pela linguagem. Aprender o mundo humano é aprender numa linguagem, porque os limites da minha linguagem denotam os limites do meu mundo.

A massa de informações que me atinge a cada momento é filtrada, selecionada, organizada, estruturada pela mediação da linguagem. E é este mundo estruturado que eu posso conhecer e é em relação a e a que se organiza o meu comportamento.

A linguagem tem a possibilidade de fazer curtos-circuitos em sistemas orgânicos intactos, produzindo úlceras, impotência ou frigidez, carregam consigo as proibições, as exigências e expectativas o á personalidade do homem se forma por este complexo lingüístico.Os leigos pensam em decorrência dos seus hábitos de linguagem; os cientistas em decorrência da exigência da lógica e da investigação.Ser capaz de dizer a verdade como ela é, usa o empirismo, para consolidar a ruptura por meio de explicações psicológicas das origens das idéias e das palavras.

OBJETO – ESTÍMULO -- IMPRESSÃO -- IDÉIA—PALAVRA

Devemos tomar cuidado sobre o discurso ideológico é um mascaramento dos valores que realmente revelam os nossos investimentos emocionais, os únicos que conduzem á ação.A questão de valores deixa lugar ao político e materialista, numa utopia, numa esperança, num paraíso futuro, são discursos que nascem do amor e provocam o amor a ação se mistura com eles, como a atividade criadora que traz á existência aquilo que ainda não existe.
O educador se desculpa apontando para as leis do capitalismo. A escola é aparelho ideológico do Estado, sua autonomia e relativa, muito pequena e no final o processo desemboca na reprodução.Grande parte das misérias da educação decorre dos acordos mesquinhos que educadores e cientistas estabelecem entre si.

Ao tratar da educação, eu prefiro me concentrar a análise institucional, pois ela se abre numa esfera em que a minha decisão conta, em que as pequenas alianças fazem uma diferença, em que o indivíduo e os grupos reduzidos ganham significação. Porque é somente a partir de pessoas concretas, de carne e osso a linguagem é falada.

Quanto ao método, a precisão mão é o único critério para a escolha do método, pois o uso rigoroso de um método não pode ser o critério inicial e final na determinação da pesquisa.
Não se pode entender o processo educacional, na sua totalidade, se não se levar em conta fatores de ordem biológica, psicológica, social, econômica e política.

O ponto inicial de uma pesquisa deve ser a relevância do problema. Devemos avaliar individualmente o desempenho de uma pessoa. O rigor metodológico pode deixar de ser um ideal científico válido e se transformar num artifício institucional pelo qual as instituições mais criativas são bloqueadas. É necessário que nos lembremos de que o rigor metodológico é apenas uma ferramenta provisória.
O método se subordina a uma construção teórica. Quando as construções teóricas dominantes entram em colapso, a permanência do método que lhes era próprio, só conduz a equívocos cada vez maiores.

É necessário saber discriminar os problemas que merecem e devem ser investigados. Este poder de discriminação não nos vem da ciência. A ciência só nos pode oferecer métodos para explorar, organizar, explicar e testar problemas escolhidos. Ela não pode dizer o que é importante ou não. A escolha dos problemas é um ato anterior á pesquisa, que tem a ver com os valores do investigador.

A ciência pela ciência é uma ilusão d cientistas que se fecham em seus laboratórios ou mundos mentais. Não é possível ao investigador ficar de fora dos problemas que ele investiga. É necessário tomar partido.A pretensão do educador é ser não apenas uma peça manipulada, mas um agente que toma a iniciativa.

Ter consciência da sua situação estratégica é ter consciência de o serviço de quem o pesquisador se encontra. Sabe-se que os processos de educação são processos de controle. Pela educação o educando aprende as regras das relações sociais dominantes e adquire as informações de quem irão transformá-lo em um cidadão atuante.

Tecnólogos hoje valem mais do que filósofos porque o seu conhecimento pode ser facilmente transformado em formas políticas e econômicas de poder. O ato de pesquisa é um ato político.

Educação e política têm a mesma função; controlar o comportamento. Na educação busca-se levar o indivíduo a aceitar voluntariamente as regras do jogo social. O educador consciente de que a função social da educação é reduplicar a sociedade, mas consciente ao mesmo tempo de que freqüentemente é a própria ordem social que se constitui num problema. A abordagem adequada do problema contemplaria a necessidade de mudanças sociais. Ou educação para a integração, na linha de uma engenharia do comportamento, ou educação par a transformação, na linha de uma engenharia da ordem social.

A ciência não poderá ajudá-lo na tomada de decisão. Ela poderá simplesmente ajudá-lo a antever as conseqüências de sua decisão, uma vez tomada.

Para pesquisar, a nível filosófico, seria questionar os cenários, as estruturas, os pressupostos comumente aceitos sem exame. A filosófica o que se busca é questionar o conhecimento familiar de que lançamos mão pa explicar nossas práticas cotidianas. Em relação à educação compete á filosofia fazer as perguntas embaraçosas acerca das ilusões e das ideologias da educação, buscar as sínteses criativas e construir novas sínteses a partir de conceitos divorciados de homens de carne e osso. O filósofo tende a se tornar um profissional do conceito. Ele trabalha dentro de um esquema rígido d divisão de trabalho na qual a única matéria prima de que dispõe são suas idéias. É necessário que o filósofo trabalhe com as idéias poderosas para informar a ação. A missão do filósofo é sentir os sofrimentos dos oprimidos, ouvir as suas esperanças, elabora-las de forma conceptual há um tempo rigorosos e compreensível e devolvê-las àqueles de onde surgiram. A tarefa do filósofo não é gerar, mas partejar, não é criar, mas permitir que aquilo que está sendo criado venha á luz.

Na pesquisa científica é natural qual a relevância do problema seja colocada em segundo plano.Nenhum indivíduo pode levar a cabo uma pesquisa. Ele em de pertencer a instituições ricas o bastante par possuir tais recursos. As pesquisas são financiadas por convênios com organização cujo interesse é puramente econômico. O conhecimento científico é feito sob encomenda, vendido e comprado. O que se deseja é uma receita simples para um problema prático com que se defronta.Além da dificuldade do seu tratamento metodológico e do fato de que ninguém faz encomendas de conhecimento a cerca do todo, existe esta postura ideológica par justificar a prática científica.

A situação estratégica da Universidade é ta que a maior resistência deve vir dos interesses econômicos e políticos. O produto deve ser lançado ao mercado o mais rapidamente possível, pois só assim virão. Os dividendos dos investimentos anteriores da pesquisa.

Mensagem

Existem professores e educadores. A diferença que existe entre eles é o amor.São confundidos assim com se confundem jequitibás e eucaliptos. Na analogia jequitibás são os educadores, arvores rara que demora crescer. Preocupa-se com a relação alunos de forma que interioriza, definida por sua paixão, sonhos e esperanças. E os professores, são como eucaliptos, nascem em qualquer lugar sem nascem em qualquer lugar, ensina a profissão. Que se interessa no crédito cultural das disciplinas que é dominado e segue leis a partir de um interesse de sistemas, qualquer um que ensina é professor.

Deve se acordar para a expressão, o educador deve saber discursar no ato de educar, saber usas os símbolos e palavras, que circulam ente os educandos. Acordar as teorias que são postas em formas pessoais, o pensamento livre de valores seja um ideal, máster a certeza que não é uma realidade em parte alguma.

O nascimento nasce com o corpo e o que aprendemos no mundo é uma linguagem adequada e trabalhamos com ela para liberar nossos pensamentos, ideologias, sentimentos e provocar a ação.

O processo educacional deve ser entendido junto com os fatores biológicos, sociais e políticos da criança. Deve-se escolher os problemas de questão educacional e pesquisa-los, onde o educador tem que ser um agente que toma iniciativas. Por sua vez, hoje, o educando é manipulado conforme os interesses da sociedade, que controla o seu comportamento e é orientada à integração a vida social. Filosoficamente devemos analisar os cenários para explicar a rotina, com consciência tranqüila e o uso da certeza lógica, trabalhar com idéias poderosas para informar a ação, tendo o objetivo de criar e usufruir a criação. A nível científico o objetivo é a economia, a exploração e conquista de um produto com lucros rápidos. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Juiz de Paz da Roça se passa, logicamente, na roça e tem apenas um ato. Conta sobre Aninha e José. Aninha e José amam-se e planejam casar em segredo, mas José é capturado para tornar-se soldado contra a Revolução Farroupilha. Após algumas deliberações sobre as disputas locais entre os lavradores, o juiz ordena Manuel João, pai de Aninha, a levar José a manter-lhe em casa por um dia e levá-lo quartel a seguir (ninguém sabe do amor do casal). No meio da noite o Aninha e José fogem e casam-se em segredo. Após descobrirem o fato consumado os pais perdoam a jovem e vão até o juiz esclarecer o caso. O rapaz fica assim desobrigado de servir e a peça acaba com todos comemorando. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Filho de um humilde carpinteiro,Julien Sorel sonha com uma vida intensa e gloriosa. Sua desmedida ambição o leva a conviver com a burguesia provinciana e com a aristocracia parisiense. Ainda assim Julien continua a ser um pobre no mundo dos ricos. A partir desses elementos, Stendhal criou um magistral romance psicológico, considerado o mais significativo da literatura francesa do século XIX. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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