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Escola,Leitura e produção de Textos apresenta uma classificação simples e precisa dos textos que estão sendo produzidos na atualidade,estando articulada com uma proposta didática para que as crianças venham a ser boas leitoras e escrevam corretamente e com autonomia.As autoras propõem que se trabalhe de forma construtiva com erros e que sejam criadas situaçãoes de contato,exploração e reflexão sobre a produção de textos que permitam aos alunos otimizar seu aprendizado,aproveitando ao máximo suas possibilidades.

Escola,Leitura e Produção de Textos

KAUFMAN, Ana Maria e RODRIGUES, Maria Helena- "Escola, leitura e Produção de Textos" Ed. Artmed.
veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Análise da obra

O livro O caso da Chacára Chão foi inspirado num episódio real, um assalto ao sítio do próprio autor, Domingos Pellegrini, que decidiu romancear o fato e criar a história.

Publicado em 2000, O Caso da Chácara Chão, segue, até no título, o que há de mais chamativo no mercado editorial, do qual o autor é um dos seus expoentes, famosamente conhecido por sua produção juvenil.

A obra tem, na opinião do autor, ingredientes bem brasileiros como violência, drogas, corrupção policial, jornalismo sensacionalista, racismo, conformismo mas também amor, perdão e amizade. Traça painéis críticos da realidade brasileira.

Segundo Pellegrini, a obra "é um policial social, mas no fundo, como sempre, trata dos conceitos de caráter e de conduta".

Linguagem / Tempo

Sua linguagem é simples, direta, despojada de enfeites artificiais. Há beleza em suas imagens poéticas, principalmente àquelas ligadas à descrição de elementos da Natureza, mas sem o emprego de recursos que tornem o texto pesado, de leitura arrastada.

O narrador-personagem usa alguns ingredientes bem brasileiros são forças presentes na narrativa, tais como - violência, drogas, corrupção policial, burocracia, jornalismo sensacionalista, racismo, conformismo e também amor, perdão, revolta e amizade.

Há beleza em suas imagens poéticas, principalmente àquelas ligadas à descrição de elementos da Natureza, mas sem o emprego de recursos que tornem o texto pesado, de leitura arrastada.

Outro elemento digno de nota é a movimentação das cenas, ágil, precisa, quase que dotada de um caráter cinematográfico. Os flashbacks estão nos locais exatos e na medida correta. A manipulação do tempo da narrativa é quase sinfônica (quanto a esse aspecto, não se deve esquecer que a obra, num esquema de diário, muitas vezes metalingüístico, acaba tendo uma proximidade muito forte entre o tempo da narrativa (tempo da história, dos fatos narrados – passado não muito remoto em muitas das vezes) e o tempo da enunciação (tempo do ato contar a história, sempre presente). Aliada à já citada limpeza de sua linguagem, contribui para que a degustação da obra seja fluente, sem obstáculos inúteis e desnecessários.

Personagens

O protagonista da obra é um jornalista e escritor que mora numa chácara, como o próprio Pellegrini: há três anos e meio, para fugir do barulho do centro da cidade, Pellegrini mudou para a Chácara Chão, nos arredores de Londrina, onde pretende passar o resto de seus dias.

Deve-se também elogiar a forma coerente com que o narrador consegue dar vida e caráter às suas personagens, até mesmo nas que se apresentam caricaturizadas, como a família Filipov, à qual pertence a cônjuge do narrador. Há inclusive atenção na substanciação da caracterização dos animais, como Miau (a gata assassinada), Minie (cadela idosa) e Morena (cadela que havia chegado filhote e que cresce no decorrer da narrativa).

Para reforçar o que se apresentou quanto ao domínio na construção das personagens, basta observar Verali, filha do narrador, que, de menina urbana e, portanto, isolada e dona de amigas invisíveis, torna-se a garota feliz, realizada quando vai para a chácara. Outra personagem é Olga, ex-militante de esquerda e que “cai” para preocupações mais ligadas ao chão, como ter uma filha praticamente por produção independente com Manfredini, esforçando-se por manter-se por meio da confecção de chocolates.

Mas a personagem mais rica é o narrador, um sujeito decepcionado com a esquerda, ou mais precisamente com os militantes, que, ao invés da luta aberta, preocupavam-se em se encostar no funcionalismo público.

Seu desencanto, no entanto, não significa inércia. Torna-se uma figura que tem um pouco de misantropo, impaciente e quixotesco ao lutar pelos direitos do cidadão, pela aplicação da lei, principalmente no que se refere ao silêncio. O ruído urbano é a mais simbólica forma de invasão e agressão do mundo moderno.

Enredo

Alfredo Manfredi, um escritor de livros juvenis, ex-exilado, cansado da pasmaceira do povo, além de amadurecido seu relacionamento com Olga e depois de ter ganhado muito dinheiro trabalhando na redação de discursos de uma campanha política, resolve morar com Olga. Compram, para tanto, uma chácara, a que dá título ao livro. Tal imóvel se torna a utopia, o grande sonho de mundo e de vida dos dois, o que se percebe pelo nome. Baseia-se na idéia de que tudo o que foi gerado pelo chão, por ele será aproveitado. É, pois, um microcosmo perfeito (já que o macrocosmo fracassou) em que se dedicam na reciclagem e aproveitamento de tudo. Tudo natural, ecológico, planejado, perfeito. Até a invasão urbana, representada pelo assalto realizado durante o Carnaval.

Quer fugir do estresse dos centros urbanos e refugia-se com a família na chácara, em busca de tranqüilidade. Mas não será isso que ele terá: um assalto à propriedade transforma completamente a vida do escritor e de sua família.

A história básica passa-se, como citado, durante o Carnaval. A chácara do personagem-narrador, Manfredini (é praticamente um alter-ego do autor, pois ambos mantêm muitos pontos de contato em relação à personalidade e ao histórico de vida), é invadida por dois bandidos, que estão em busca de jóias e dólares. Crentes que o ambiente estaria vazio, começam a ver seus planos frustrados quando encontram os donos. Descontrolam-se, chegando, para ameaçar, a matar a gata de estimação do casal, Miau.

A situação piora quando são ouvidos os gritos do caseiro João, que, ao não ser respondido, pula o mulo da propriedade. O narrador consegue escapar, mas é perseguido por um dos malfeitores, até que consegue se trancar em um cômodo, não sem antes ferir gravemente com um facão o opositor que tentava impedir o fechamento da porta. Machucado, foge.

Seguindo o caminho mais simples, os donos registram queixa na delegacia e esperam a atuação da polícia para a captura dos criminosos, o que de fato foi feito. No entanto, obteve-se um resultado completamente diferente. Os bandidos alegaram que a esposa do narrador os havia convidado para um encontro conjugal no momento em que o marido não estava presente. Este, voltando inesperadamente, surpreendera a dupla e, ferido na honra, vingara-se ferindo um dos supostos traidores.

O que piora a situação é que o aparelho do Estado começa, ao invés de defender a vítima, a permitir que esta tivesse sua reputação atacada. É nesse momento que entra em ação o melhor aspecto dos romances policiais: a exposição crua das feridas do sistema social.

Esse episódio só piora a relação do personagem com o Estado, pois, como se disse, mostra a violência se voltando contra eles. Pedem ajuda para punir bandidos e acabam sendo castigados de várias formas. Em primeiro lugar, pela possibilidade de se tornarem de vítimas a réus. Há ainda a indiferença, a zombaria e o desrespeito com que são atendidos. Além disso, a polícia faz uma perícia completamente incompetente, como se estivesse mais interessada em não resolver o caso (não procuram direito a arma do crime. Não fazem autópsia da gata, não retiram na hora correta as balas incrustadas no teto e no chão da sala da chácara. Nem sequer verificam a presença de resíduos de pólvora das mãos dos bandidos). Sem contar que são pressionados por um ação de indenização, o que constitui um acinte típico da literatura de Kafka.

Conforme se luta por mais justiça, mais lama vai sendo jogada. Acaba-se esbarrando em obstáculos gigantescos. Um dos bandidos, Florindo dos Santos, era policial licenciado. Entra em jogo, portanto, toda a força de uma corporação protegendo um dos seus integrantes. O pior é que ele faz parte de um esquema gigantesco arquitetado por uma máfia dentro da própria polícia, responsável pelo desvio de material apreendido, inclusive drogas. Detalhe sórdido: o soldado tinha desvios graves de comportamento, sendo até toxicômano.

O outro bandido, Pedro Paulo Machado de Mello Cavalcante, como a extensão do nome indica, é de família tão rica quanto poderosa, acostumada a usar um advogado por demais eficiente que sempre afasta o jovem de crimes ligados ao vício, como o presente caso.

Esse advogado vai ser responsável por mais decepções. Eficientíssimo (não se deve esquecer que o advogado do narrador é incompetente, mais preocupado em seguir protocolos – em busca de um arquivamento – do que em resolver o problema), conseguirá armar esquemas para salvar seus clientes e prejudicar mais ainda Manfredini. Fica a idéia de que o que funciona no Judiciário não é a justiça em si, mas a manipulação, armação.

O clímax surge quando a história vaza para a Imprensa, tão preocupada com escândalo, sensacionalismo. Cria-se uma mancha gritante na reputação daqueles que deveriam ser vistos como vítimas. Sempre que se lembrava do caso da Chácara Chão, associava-se à imagem de Olga como tarada ou de Manfredini como o Louco do Facão a fazer justiça com as próprias mãos, imagem esta que é piorada quando investe de maneira explosiva (atira pedras e machado) contra os inúmeros carros de som que poluem auditivamente aquele que deveria ser um bairro residencial.

Apesar dessa confusão toda, há alguns pontos de apoio. O primeiro é um amigo ligado à Imprensa, Binho, que lhe permitirá, além do acesso a informações importantes, que sua versão seja veiculada na mídia. O resultado é, de certa forma, torto. Se num primeiro instante é visto como um vilão, um louco, depois passa a ser visto como um herói, pois encarnou o desejo de todo um povo massacrado: fazer justiça pelas próprias mãos. Em suma, não é entendido, mas visto como uma caricatura.

O fundo do poço surge quando há com a Justiça uma audiência, eufemisticamente chamada de “entrevista”. Nela, fica consagrada a incompetência do Estado, que não consegue representar e nem defender o cidadão. O processo está para ser arquivado. O narrador, como sempre, explode, quase sendo preso por desacato.

A reviravolta, a princípio tímida, surge quando encontra, ainda no fórum, outro decepcionado ex-militante esquerdista, Arcanjo. Tornara-se advogado de porta de cadeia não para fazer sacanagem contra o sistema ao ajudar criminosos, mas para evitar que este atrapalhasse os direitos daqueles que não têm como se defender. E em tal situação encontrava-se Manfredini.

Sua primeira ação, imediata, já se mostra útil. Evita que o “homem-bomba” seja preso. Ainda impede a derrota fragorosa da ação. Contribui também para que seja bloqueado o processo de indenização. Mas, diante de todo o quadro que se é apresentado, pois estão lidando com bandidos do mais pesado calibre, consegue convencer o casal a retirar a queixa, na esperança de que a outra parte também o faça.

No fim, um ano se passa. Reforça-se a descrença em relação ao sistema, o que fica representado no fato de a chácara, o paraíso, ter os muros agora todo coberto de plantas dotadas de espinhos. A decepção é tão grande que o narrador já não abre mais tanto escândalo quando um salão de festas, por demais barulhento, é inaugurado ao lado da chácara (é interessante lembrar que a fiscalização, quando aparece, fica mancomunada com o salão. Note a tirada amarga quando o protagonista relata que os fiscais saíram alegres e com alguns “presentes”).

O clímax surge num duplo combate. Os vizinhos armam uma barulheira musical para competir com o baile de Carnaval do salão. A polícia baixa. E é nesse instante que Florindo surge, para se vingar, pois com toda a questão judicial, não havia agüentado e cometera delitos, acabando por perder muitos dos seus direitos na corporação. Acha que a culpa pelo fracasso recai sobre Manfredini e sua família.

Suas intenções criminosas são, no entanto, frustradas. Olga e Verali evadem-se. Manfredini consegue fugir pela chácara. Sua enorme vantagem é que o vilão não conhece o terreno e, em meio à escuridão, acaba-se ferindo sucessivamente pelas plantas, muitas delas espinhosas. Consegue a vitória humilhante ao mesmo tempo em que o povo, irado, faz com que o salão respeite os vizinhos.

Tal final parece lembrar o campo juvenil em que o autor se especializou. Jogou-se tanta lama na cara do leitor a ponto de poder sufocar sua visão de mundo. Essa vitória da natureza é uma luz de expectativa positiva. O mundo está podre, mas não é motivo para desistência, derrotismo. É uma luta individualista, mas é a melhor arma que se tem, na presente situação social. É a alimentação de esperanças diante da vida, mais simples e mais natural possível, distante da doença em que se transformou a vida moderna. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A narrativa transcorre em Porto Alegre, porém é entremeada por lembranças de quando o narrador, protagonista do romance, vivera nos Estados Unidos. Romance em primeira pessoa no qual, do início ao fim, é omitido o nome do protagonista . Inicia com o protagonista relembrando do amigo doente, que vem a falecer em seus braços a caminho do hospital. O episódio ocorre em Porto Alegre, no verão. Eram velhos amigos. O protagonista viera dos Estados Unidos, onde residia, especialmente para ficar com o amigo. Ada, sua esposa na época, tenta salvar um casamento em ruínas mantendo relações sexuais com outros homens, num apelo desesperado para reconquistar um marido que já não lhe demonstra o menor interesse. Separam-se. Ada vai viver numa praia em Santa Catarina, e lá conhece um pescador por quem apaixona-se. O protagonista é um escritor. Seu último livro, um romance destacado pelos críticos, não vendera nada. Entrega-se à bebida. Há um mês veste a mesma roupa. Vive de traduções das quais está saturado. Encerrado em seu ostracismo e solidão, e sob o espectro do fracasso, vagueia pelas ruas e bares ainda pelas manhãs. Nos bares, bebendo dreher e com firme intuito de turvar a realidade, sente-se incomodado com conversas alheias. Vê-se obrigado a escutar um garoto que se diz fã dos seus livros. Escuta-o sem o ouvir. Lembra-se de quando Ada era professora numa escola pública experimental, antes de debandar para tantas outras coisas que tentou fazer na vida. Agora Ada aprendia a pescar. Lembranças permeando-lhe os pensamentos.

A menina, aluna de Ada, que se sentara sem calcinha à sua frente no dia em que ele apresentara-se de operário para uma de suas aulas de sociologia. Onde andaria a danadinha, pensava. Bêbado, joga a chave do apartamento num bueiro. Novamente se vê no passado, deitado no degrau de um prédio público. Avista o negro cego tocando sax e chama-o. Conhecera-o há anos. Era músico. O cego sofria de fome. Mas preferia assim, viver sem calendário. Foram para o bar tomar café. Depois para a rua, à deriva, enquanto o vento soprava forte. De volta ao apartamento, recebe um telefonema que mal consegue entender, apenas que é de um estrangeiro. Pega o ônibus para Viamão. No fim da linha uma igreja, uma galinha, uma menina vendendo caramelos. No lugarejo olhares esquivos dos habitantes. Sobe o morro bêbado; o ar puro revitaliza-o. Está indo para o Vale que fica depois do morro. Lá do alto avista uma casinha de madeira sozinha no meio da vegetação árida lá embaixo. Ao chegar à casa bastante abandonada e sentindo muita sede, chama por alguém. Aparece um homem com sotaque estrangeiro que lhe diz não ter água em casa, só cachaça. Era louro, vestia uma calça branca arregaçada e tinha uma tatuagem no peito e um olho tatuado. Beberam duas garrafas de cachaça na casa escura, iluminada apenas por um lampião. O americano chaava-se Steve e discorria sobre sua vida, sobre o tempo do colégio, deixando seu visitante completamente entediado. Este, perguntado-se se alguém neste mundo ainda poderia lhe interessar. Steve conta-lhe que estudou em Harvad e que durante anos foi dopado por um psiquiatra. Abandonou Harvard. Internou-se numa clínica e adquiriu uma grave amnésia. Recebera tantos choques insulínicos que nunca mais recuperara de todo a memória. Estava ali a falar o quanto a clínica o havia aniquilado. A vida tornara-se-lhe vil. Steve prossegue sua história. A vida que tivera em Boston. Fora casado com Jill antes de decidir mudar-se para o Brasil. Reencontrara o amigo Baby Buffalo, que desde os treze anos não via. Baby Buffalo contou-lhe que aos vinte anos estuprara uma mulher em Vermont, passara um tempo na prisão, e estava tentando refazer a vida em Boston. A partir daí voltaram à velha amizade até Baby Buffalo ser preso novamente. Nosso protagonista começa então a falar sobre a experiência que teve no mesmo parque de Boston em que Steve reencontrou Baby Buffalo. Conta-lhe que pisou num corpo de mulher desenhado a giz no chão. Ao pé do corpo estava escrito que havia sido estuprada. Steve torna-se possesso. Quer matá-lo, inicia-se uma briga que os levará à extrema violência. Steve acaba extenuado e todo ensanguentado, mas resiste ainda. Nosso protagonista também tendo sido muito golpeado, ameaça-o com uma pedra, e acaba conseguindo escapar. Steve fica caído no morro, ao relento. Na estada em Boston, Ada esteve lendo um livro pelo qual apaixonou-se, chamado Minimal Society. Tratava de uma sociedade autosuficiente na qual tudo de que se necessitasse seria produzido, abolindo a introdução do comércio exterior. Nesta sociedade autogerida, o sentido de nacionalidade não existia, pois o importante seria ser um cidadão minimalista. Ali se desenvolveria também a crença na reencarnação. E assim cada vez que se morresse, o espírito voltaria para uma sociedade minimalista mais evoluída, já redimido dos erros passados. Por esta época, o protagonista e Ada já andavam entendiados um com o outro. Ada fazia quindins para viver. Ada mantinha uma relação estranha com Alícia, a mexicana com quem dividia o apartamento. Ia além da amizade. Uma espécie de dependência por parte de Ada e paixão por parte de Alícia. Quanto à sociedade minimalista de Ada, em que todos seriam livres, tudo seria permitido: banhos grupais, trocas de casais, até que seria uma boa idéia passar por essas experiências. Teria muito o que contar nos livros. Mas Ada lhe dizia que por enquanto era melhor mesmo que voltasse para o Brasil. "A bem da verdade, qual o dia que passa sem alguém dissolver minha última esperança? Há sempre alguém a postos para declarar que estou perdido. Que já é outro o rumo das coisas e que eu me atrasei. Que a história marcha e olha como ainda estou cheio de ilusões. Tudo marcha em direção a uma clareza que absolutamente não compreendo. (...) Eu e tudo estávamos sofrendo de um ridículo, mas esse ridículo não me dava vontade de rir mas sim um medo atroz. Então entrei num bar e pensei num porre. Daqueles que eu costumava ter no Brasil. Daquelas noites que no dia seguinte você não lembra de nada. E eu tinha um bom motivo para beber: esquecer por uma noite do ridículo, o mais completamente." Mary viera do Quênia. Era uma negra forte, de grandes seios. Fora aos Estados Unidos apresentar um vasto relatório sobre pesquisas minimalistas desenvolvidas em seu país. Falava de como os cegos seriam úteis nas sociedades minimalistas, pois através de suas experiências com a escuridão é que se chegaria à luz. Nos ensinariam que só há um único caminho: o da luz. Dizia também que pesquisas recentes sobre o sono afirmavam a importância de não se observar alguém dormindo, porque o ser humano é a única espécie que odeia o seu semelhante, e quando este dorme, sente um desejo intenso de eliminá-lo, embora esse desejo visceral seja reprimido pela moral social. As conversas de Ada, Alícia e Mary giravam em torno da sociedade minimalista. Não havia espaço entre elas para um intruso que não estivesse de tal modo integrado. Foi quando Ada pediu-lhe que voltasse ao Brasil. Em Porto Alegre, nosso protagonista fala a João sobre a sociedade minimalista. João quer saber como é encarado o Terceiro Mundo, as relações de produção, os velhos. E irrita-se pelo amigo não ser capaz de responder-lhe. João era um escritor corajoso. Escrevera um romance esperançoso em contraponto à atual sociedade corrosiva. João dizia que era preciso manter a serenidade diante das crises. Morreu alguns dias depois dessa discussão. Ada retornara dos Estados Unidos numa cadeira de rodas, sobrevivendo de soro e sedativos, sem dizer palavra e incapaz de reconhecê-lo. Nosso protagonista ficou a seu lado até sua completa recuperação. Finalmente curada, Ada explicou-lhe o que acontecera. Alícia tentara matá-la sufocando-a com um saco plástico enquanto dormia. Ada livrou-se de Alícia dando-lhe um empurrão com os pés, jogando-a contra a parede e causando-lhe um dano irreversível. Alícia hoje está sobre uma cama, levando uma vida vegetativa. Mary, que viu o que acontecera, prestou um excelente testemunho, livrando-a da prisão. Mary aproveitou para escrever uma tese sobre o sono minimalista, e foi comprovado o ódio do homem pelo homem e sua irresistível tentação de matá-lo enquanto assiste-o dormir. A tese virou livro, que virou best-seller. Mary comprou uma fazenda no Quênia e lá fundou a primeira comunidade minimalista. O protagonista conhecera Steve na ocasião em que fora "convidado" pelas três mulheres minimalistas a voltar para o Brasil. Tinha ido beber num bar quando Steve, após puxar assunto, convidou-o a conhecer seu refúgio, uma velha casa de campo nos arredores de Boston. No trajeto, Steve contou-lhe sobre a casa abandonada que conhecera em Viamão, lá em Porto Alegre. Contou-lhe também pormenores de sua vida, que pouco o interessou. Steve, muito alcoolizado, entrou em coma alcoólico, e antes defecou na roupa. Deitado de bruços sobre a cama da velha casa implorou ao amigo que o limpasse. Este, por sua vez, esgotado com aquela situação insuportável e extremamente nauseado, por um momento desejou matá-lo.Acabou por tirar-lhe as roupas sujas, arrastou-o até o banheiro e colocou-o dentro da banheira. Enquanto banhava-o, alguém abriu a porta da sala e entrou. Era Jill, uma bela mulher ruiva com olhos verdes. Disse-lhe estar cuidando de Steve. Agarrou- a . Houve reciprocidade. Despiu- a . Ficaram ali se bulinando por um longo tempo até que Steve deu um grito e Jill foi até ele. Steve caíra no banheiro e estava sangrando. Trouxeram-no para fora. Jill debruçou-se sobre ele e abraçou-o ali, no chão mesmo. Nosso protagonista partiu rumo ao Brasil. Já no Galeão só pensava em reencontrar João. Ao avistá-lo sorrindo por detrás do vidro a poucos passos, largou a mala que havia exigido-lhe um enorme esforço. Abandonou a mala com todas as suas coisas gastas e foi direto ao encontro de João, sem saber que dias depois... "Porque João sorria, e não importava coisa alguma que ele fosse morrer. João vai. Eu vou". Todos nós vamos morrer. Então, o que importava era aquilo mesmo - eu devolver esse largo sorriso para João, que está ali, do outro lado do vidro, me sorrindo. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. 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O Rio é um poema que apresenta preocupações sociais e até ecológicas. Descrevendo a viagem do rio Capiberibe do interior de Pernambuco até o mar, como que narrado pelo próprio rio, vai se mostrando o abandono das cidades no sertão, os retirantes, a pobreza, o empobrecimento, o desvio de rios para usinas, a desativação de engenhos e a poluição. Assim o Capiberibe passa e acaba por desaguar no mar, seu chamado original, logo após passar por Recife. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Ética e Competência
RIOS, Terezinha Azeredo
Editora Cortez

Resumo:

A educação está envolvida no contexto social ao qual ela está inserida. Enquanto fenômeno histórico e social, a educação é a transmissão de cultura, é o estabelecimento. A cultura é a relação da educação e a sociedade, o mundo transformado pelo homem, porque o homem é um ser-no-mundo, o mundo está dentro do homem, há uma reciprocidade, pois o homem dele se resulta. O mundo existe para o homem na medida do conhecimento que o homem te dele e da ação que exerce sobre ele. O mundo se apresenta ao homem num aspecto de natureza, onde o mundo independe do homem para existir e que os próprios homens fazem parte em seus aspectos biológicos, fisiológicos. Existe um outro aspecto que é o da cultura, o mundo transformado pelo homem. Os homens fazem a cultura por necessidade, por sobrevivência, para satisfazer essas necessidades eles Poe em ação sua razão e sua criatividade. O homem é um ser de desejos colados às necessidades. Os desejos se manifestam como fonte do humano, propulsores da passagem do estabelecimento para o inventado. O conceito de desejo indicara a presença da liberdade associada à necessidade.
O senso comum identifica a cultura como erudição, acúmulo de conhecimentos, atividade intelectual. Os cientistas sociais, antropólogos, conceituam cultura como tudo o que resulta da interferência dos homens no mundo que os cerca e do qual fazem parte. Ela se constitui no ato pelo qual ele vai de homo sapiens a ser humano. Assim, todos os homens são cultos, na medida em que participa, de algum modo da criação cultura, estabelecem certas normas para sua ação, partilham, valores e crenças. Tudo isso é resultado do trabalho. Por isso não se fala em cultura sem falar em trabalho, intervenção intencional e consciente dos homens rna realidade. É o trabalho que faz os homens saberem, serem. O trabalho é a essência do homem. A idéia de trabalho não se separa da idéia de sociedade, na medida em que é com os outros que o homem trabalha e cria a cultura. No trabalho o homem começa a produzir a si mesmo, os objetos e as condições de que precisa para existir. A primeira coisa que o homem produz é o mundo, mas o mundo tornado humano pela presença do homem e pela organização social que, pelo trabalho, lhe impõe.
Qualquer sociedade se organiza como base na produção da vida material de seus membros e das relações decorrentes. A cultura precisa ser preservada e transmitida exatamente porque não está incorporada ao patrimônio natural. A educação, no sentido amplo, está definida como processo de transmissão de cultura, está presente em todas as instituições, ou seja, escolas. Escola é o espaço de transmissão sistemática do saber historicamente acumulado pela sociedade, com o objetivo de formar indivíduos, capacitando-os a participar como agentes na construção dessa sociedade.
A sociedade capitalista se caracteriza por ter sua organização sustentada numa contradição básica –aquela que se dá entre capital e trabalho - e que provoca a divisão de seus membros em duas classes antagônicas, a classe burguesa e a trabalhadora. Na sociedade capitalista, a escola, enquanto instituição, tem sido o espaço de inserção dos sujeitos nos valores e crenças da classe dominante. A ideologia liberal é o elemento de sustentação do sistema capitalista, este conjunto de idéias, crenças, valores, ganha corpo e solidifica, dissimulando a realidade por interesses da classe dominante. Assim, as diferenças sociais, as discriminações, são justificadas com base em princípios considerados um contexto histórico especifico. Isso é evidente na escola brasileira. Ela é transmissora do saber sistematizado acumulado historicamente, mas deveria ser fonte de apropriação da herança social pelos que estão no seu interior. Entretanto, a população está excluída do processo educativo formal, a maioria que freqüenta a escola está não tem oferecido condições para aquela apropriação. A relação escola-sociedade, a escola é parte da sociedade e tem com o todo uma relação dialética, uma interferência recíproca e social. E contraditória, pois é um fator de manutenção e que transforma a cultura. Ela tem um conjunto de práticas que mantêm e transforma a estrutura social.
A ação dos homens em sociedade é uma ação de caráter político, que onde o poder é um elemento presente como constituinte do social. A idéia de política esta associada ao poder, e a medida a organização da vida material determina a organização das idéias e relações de poder. Não há vida social que não seja política, pois se toma partido, de situações, não ficar indiferente em face das alternativas sociais, participar e produzir em relação com toda a vida civil e social, é ter um conjunto de intenções como programa de ação.
É preciso refletir sobre os objetivos específicos da educação, para distinguirmos da prática política, mas vemos esta pratica, na ação educativa.
A função da educação tem uma dimensão técnica e política. O pedagogo realiza a dimensão política na prática educativa, preparando o cidadão para a vida na polis, transmitindo saber acumulado e levando a novos saberes; tecnicamente significa dizer, que a criação de conteúdos e técnicas que possam garantir a apreensão do saber pelos sujeitos e a atuação no sentido da descoberta e da invenção. Conteúdos e técnicas são selecionados, transmitidos e transformados em função de determinados interesses existentes na sociedade. O papel político da educação se revela na medida em que se cumpre as perspectiva de determinado interesse, está sempre servindo as forças que lutam para perpetuar e / ou transformar a sociedade. A escola da sociedade capitalista não tem caráter democrático, socializando o saber e recurso para apreendê-lo e transformá-lo, porque ela tem estado a serviço da classe dominante, veiculando a ideologia dessa classe. A escola quer formar o cidadão dócil e o operário. É necessário refletir e encontrar caminhos para sua transformação.
Os papeis sociais do educado são definidos levando-se em consideração as instituições onde esse desenvolve a prática dos sujeitos. O educador desenvolve sua prática no espaço da instituição que é a escola. É tarefa da escola a transmissão / criação sistematizada da cultura entendida como resultado da intervenção dos homens na realidade transformando-a e transformando a si mesmos. A escola tem características específicas e cumpre uma função determinada que resulta do trabalho e das relações estabelecidas em seu interior e na prática desses sujeitos. O educador exerce sua função tem que realizar suas obrigações e uma maneira especifica usando-se de competência, saber fazer bem, técnica e politicamente. Isto na prática significa, ter domínio no saber escolar, habilidade de organizar e transmitir esse saber, organizar os períodos de aula, desde o momento da matrícula, agrupamento de classes, currículo, e métodos de ensino, saber relacionar o preparo técnico da escola e os resultados de sua ação, e compreender a relação escola e sociedade.
O sentido político da prática docente se realiza pela mediação da competência técnica. Fazer bem é ir de encontro daquilo que é desejável, está vinculado às aspectos técnicos e políticos da atuação do educador. A ética é a mediação, pois defini a organização do saber que será vinculado na instituição escolas e na direção que será dada a esse saber na sociedade. A qualidade da educação tem sido prejudicada por educadores preocupados em fazer o bem, sem questionar criticamente sua ação. O maior problema que se enfrenta no que diz respeito as dimensões técnica e política da competência do educador, é a desarticulação na realidade. O saber fazer técnico constitui condições necessária porque é a base do querer político, ainda que a dimensão política da tarefa docente não seja percebida como tal.
Com respeito à relação existente dentre moral e política, se percebe que os educadores não têm clareza da dimensão política de seu trabalho. Ao interpretarem política como envolvimento partidário, ou mesmo sindical, alguns até negam que tenham algo a ver com isso. Não podem se recusar a admitir a presença da moralidade em sua ação. Essa moralidade aparece de forma extremada – o moralismo.
A idéia de responsabilidade que se encontra articulada com a de liberdade, conceito que representa o eixo central da reflexão ética está ligada à noção de compromisso político e moral. Os professores não têm clareza quanto a implicação política de seu comprometimento, vêem como parte de uma essência do educador. As mulheres educadoras dão-se ênfase a afetividade. Ao desconhecimento na presença político na ação educativa e ético, aparece misturado com o sentimento e essa mistura contribui para reforçar o espontaneismo e para manter as falhas da instituição escolar.
É necessário evitar o moralismo, mas não é possível desvincular moral e política, buscar discutir os valores morais dominantes na sociedade. A ética da competência pode ajudar-nos a desvelar elementos da ideologia que permeia nossa educação. Não há como afastar a subjetividade que está presente na valorização, na intencionalidade que se confere a prática social.
É preciso distinguir subjetividade de singularidade ou individualidade. O singular é o que diz respeito ao individuo, as pessoas de sua atuação que o distinguem dos demais e é na vida em sociedade que ele adquire essa individualidade.
O comportamento do homem é político enquanto razão e palavra. E a moralidade são as escolhas exigências de caráter social no que se chama de técnico no ensino, no trabalho educativo. Essas escolhas têm implicações ético-política. Vontade, liberdade, conseqüência são conceitos do terreno ético político. A articulação entre esses conceitos é que nos auxilia na busca da compreensão da com potência do educador, pois não basta levar em conta o saber, mas é preciso querer. O saber e a vontade nada valem sem a explicitação do dever e a presença do pocer desvinculado da dominação. Mas no poder na conjugação de possibilidades e limites representando pelas normas que regem a prática dos homens em sociedade. Deveres que se combinam com direitos e estão ligados à consciência e a vontade dos sujeitos.
Ao lado do saber que se identifica com o domínio dos conteúdos e das técnicas para a transmissão temos o saber que sabe, a consciência de percepção da realidade crítica e reflexiva.
A visão crítica é um primeiro passo a ter um compromisso político. Depois a vontade e a intencionalidade do gesto do educador.
A necessidade presente no contexto socioeconômico é o primeiro motor de ação do educador, a vontade de articular a consciência é essencial a prática político moral do educador a liberdade responsável. O educador deve associar a coletividade rompendo com a idéia dominante do pensamento burguês que é a de individualismo.
A idéia de promessa dá-se a noção de compromisso, o empenho da prática e envolvimento com a realização do prometido. Na maioria das situações é preciso criar essas circunstâncias. O gesto de compreensão e a ética no envolvimento com aquilo que se tem por objetivo. Compreensão é saber aprofundado e envolvimento ético-politico do saber.
É preciso que o educador competente seja um educador comprometido com a construção de uma sociedade justa, democrática interferindo no real e na organização de relações de solidariedade e não de dominação entre os homens.
A escola deve ser um espaço de predominância do consenso e da persuasão. Onde o consenso resultaria de aproveitar o espaço existente na sociedade civil para seu fortalecimento e para a transformação necessária na estrutura social.
A dimensão técnica carrega a ética, onde a ética é a mediação da técnica e da política expressando a escolha técnica e política dos conteúdos, dos métodos, dos sistemas de avaliação e os desvendando-os.
Técnica, ética, política são referências que devemos descobrir na nossa vivência real em nossa prática. É a reflexão que transforma o processo social educativo em busca de uma significação mais profunda para a vida e o para o trabalho.
O educador competente terá de ser exigente, sua formação deverá ser a formação de um intelectual atuante no processo de transformação de um sistema autoritário e repressivo: o rigor será uma exigência para sua prática. O educador se contribuirá da filosofia para a educação e reflexão crítica a busca de sua compreensão.
A visão do professor e de educação é de mediar a ação mediadora. A relação professor-aluno. Educador-educando, é a aquisição do conhecimento, onde ambos são sujeitos conhecedores. O professor estabelece o diálogo do aluno como o real. O objeto que é o mundo é apreendido, compreendido e alterado, numa relação que é fundamental – a relação aluno-mundo. O professor é quem especifica a mediação do saber entre o aluno e a cultura e a realidade.
Há fatores intra e extra-escolares que interferem na prática dos educadores. É no cotidiano de nossas práticas que estamos construindo a educação, que estamos fazendo a história da educação brasileira. E é o educador que vai encaminhar o educador que queremos ter. O desafio está na necessidade de se superarem os problemas e se encontrarem / criarem recursos para a transformação. Isso se concretiza na elaboração de projetos de ação.
Ao organizar projetos, planejamos o trabalho que temos a intenção de realizar, lançamos-nos para diante, olhamos para frente, projetar é relacionar-se com o futuro, é começar a fazê-lo. O presente traz no seu bojo o passado, enquanto vida incorporada e memória. É isso que garante a significação do processo histórico. Começamos a escola do futuro no presente. Quando se projeta, tem-se que em mente um ideal. O ideal é utópico, mas é preciso recuperar o sentido autentico de utopia, que é algo ainda não realizado.
A escola deve desenvolver um trabalho coletivo e participante, tendo como pressuposto que o trabalho que se realiza com a participação responsável de cada um dos sujeitos envolvidos é o que atende de forma mais efetiva as necessidades concretas da sociedade em que vivemos. É preciso que ele seja possível . O que ainda não é pode vir a ser. O possível ainda não está pronto, deve ser construído.
A idéia de projeto e a de utopia está ligada à idéia de esperança, movimento, que é alimentada pela ação do homem. A organização de projetos utópicos é uma forma de se enfrentar as crises.
A história se faz na contraposição de valores, na descoberta e instituição de novas significações para as ações e relações humanas. Mas a crise pode configurar-se como uma ruptura, uma negação de a própria dinâmica da cultura, uma ameaça de imobilidade, sob a forma de um suposto movimento de desordem.
Cada momento histórico apresenta aos homens um desafio. A crise ética em nossa sociedade contemporânea é o grande desafio da competência. A crise moral é o desafio a ética, porque significa uma indiferença diante de valores.
A atitude cínica nos provoca na medida em que é uma atitude de desconsideração das normas e dos valores que as sustentam.
Na ação competente, haverá sempre um componente utópico no dever, no compromisso, na responsabilidade. A competência é construída cotidianamente e se propõe como um ideal a ser alcançado, ela é também compartilhada, por outras pessoas, a qualidade de seu trabalho não depende só de uma pessoa. A competência do profissional e na articulação dessa competência com os outros e com as circunstâncias.
Na direção do bem comum, da ampliação do poder de todos como condição de participação na construção coletiva da sociedade e da histórica, apresenta-se ao educador, como profissional, em meio a crise,. A necessidade de responder ao desafio. Ele o fará tanto mais competentemente quanto mais garantir em seu trabalho, no entre cruzamento das dimensões que o constituem. A dimensão utópica. Esperança a caminho. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O romance se passa entre 1898 e 1915, os dois períodos de seca. Tangidos pelo sol implacável, Valentim Pereira, sua filha Soledade e o afilhado Pirunga abandonam a fazenda do Bondó, na zona do sertão. Encaminham-se para as regiões dos engenhos, no rejo, onde encontram acolhida no engenho Marzagão, de propriedade de Dagoberto Marçau, cuja mulher falecera por ocasião do nascimento do único filho, Lúcio. Passando as férias no engenho, Lúcio conhece Soledade, e por ela se apaixona. O estudante retorna à academia e quando de novo volta, em férias, à companhia do pai, toma conhecimento de que Valentim Pereira se encontra preso por ter assassinado o feitor Manuel Broca, suposto sedutor e amante de Soledade. Lúcio, já advogado, resolve defender Velentim e informa o pai do seu propósito : casar-se com Soledade. Dagoberto não aceita a decisão do filho. Tudo é esclarecido : Soledade é prima de Lúcio, e Dagoberto foi quem realmente a seduziu. Pirunga, tomando conhecimento dos fatos, comunica ao padrinho (Valentim) e este lhe pede, sob juramento, velar pelo senhor do engenho (Dagoberto), até que ele possa executar o seu "dever": matar o verdadeiro sedutor de sua filha. Em seguida, Soledade e Dagoberto, acompanhados por Pirunga, deixam o engenho e se dirigem para a fazenda do Bondó. Cavalgando pelos tabuleiros da fazenda, Pirunga provoca a morte do senhor do engenho Marzagão, herdado por Lúcio, com a morte do pai. Em 1915, por outro período de seca, Soledade, já com a beleza destruída pelo tempo, vai ao encontro de Lúcio, para lhe entregar o filho, fruto do seu amor com Dagoberto. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A mortalha de Alzira é o oitavo romance de Aluísio Azevedo, já conhecido do público leitor por obras como O mulato, de 1881. Publica A mortalha de Alzira sob o pseudônimo de Vítor Leal, em forma de folhetim, no jornal Gazeta de Notícias, de 13 de fevereiro a 23 de março de 1891. Em 1892 A mortalha de Alzira será publicado em volume, alcançando muito sucesso: foram vendidos 10.000 exemplares em três anos, o que, na época, foi considerado um recorde. A mortalha de Alzira é o único livro do autor que se passa na sua íntegra fora do país, na França, no período do reino de Luís XV, século XVIII, nos arredores de Paris. Sua história é a eterna luta entre a fé e o erótico: o padre Angelo busca desesperadamente reprimir sua paixão pela cortesã Alzira. Mostra também Aluísio Azevedo a corrupção da Igreja, sua ligação com a aristocracia em processo de decadência. Aluísio Azevedo viveu num período em que a luta da fé contra o livre pensamento estava na ordem do dia: no Brasil, o comportamento do clero, devasso e corrupto, levava os escritores a uma posição anticlerical, e A mortalha de Alzira pode ser considerado um documento nesse sentido. Os romances-folhetins eram em geral romances românticos, mas, quando do início da escola naturalista, faziam muito sucesso os elementos naturalistas que, convivendo com a intriga romântica, passaram a aparecer nos folhetins. Neste momento, na França, havia uma forte onda anticlerical, com a campanha pela criação das escolas leigas.

Da França (Zola) e Portugal (Eça de Queirós) vieram as principais influências da escola naturalista, inaugurada por Aluísio Azevedo com O mulato. Em A mortalha de Alzira encontramos elementos românticos (sonhos, devaneios) e naturalistas. A corrente naturalista no Brasil seguiu o período de mudanças profundas por que passava a sociedade brasileira: decadência da estrutura agrária; fim da guerra do Paraguai; movimentos abolicionistas; luta da Igreja Católica contra a Maçonaria; a vida urbana e seus trabalhadores livres; revolução nas ciências. Em todo o mundo, houve avanços nas pesquisas científicas e na avaliação da importância do conhecimento científico. Falava-se do mundo racional, em oposição ao mundo fantasioso e cristão, de verdades absolutas, do período medieval. A literatura da era "materialista" no Brasil desdenhará o sentimento, e com ele o sentimentalismo romântico, indo buscar a "verdade" dos fatos precisamente observados e recolhidos documentalmente. É neste contexto que as questões individuais de anomalias de comportamento (como o sacerdote, de A mortalha de Alzira) tiveram um preponderante papel: ao investigar através da ciência que se desenvolvia à época o comportamento humano, os autores naturalistas queriam afirmar os condicionamentos do meio sobre o indivíduo; com isso, denunciavam a injustiça de certas instituições e mostravam alguns comportamentos perturbados ou doentios daí decorrentes. Em A mortalha de Alzira o crítico Moisés Massaud considera inovador o fato que o histérico seja um homem, no caso um padre; pois, até então, eram as mulheres as histéricas, e vários romances à época trataram do tema da histeria feminina. Também considera importante o fato de que Aluísio Azevedo denuncia a educação recebida pelo sacerdote como a razão de seu infortúnio, por não lhe ter permitido escolher um outro destino. A figura do médico, muito comum nos romances naturalistas, também está presente em A mortalha de Alzira (o dr. Cobalt), confundindo-se com o próprio romancista, pois é quem investiga o comportamento da personagem/paciente. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Reporta-se um episódio da História do Brasil : a luta travada entre as cidades de Olinda e Recife, nos anos de 1710 e 1711, pelos pernambucanos proprietários de engenhos que viam com desconfiança a prosperidade de Recife, onde residiam os mascates, como eram designados os comerciantes portugueses, resultando forte animosidade. para fugir à autoridade de Olinda, então sede da capitania, os recifenses solicitaram e obtiveram do reino a jurisdição propria da sua vila. Rebelaram-se os de Olinda, que, armados, se apoderaram de Recife , depondo o governador e nomeando para o cargo o bispo de Olinda. Depois de várias lutas, os ânimos serão serenados, conservado Recife, sua autonomia. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


Em O Uruguai Basílio da Gama faz algumas inovações: usa versos decassílabos brancos e um tema contemporâneo para um poema épico feito por dois motivos: exaltar o Marquês de Pombal e sua política, e criticar os jesuítas. No poema é narrada, apesar de ainda exaltar a natureza (que não chega a ser bucólica), a tomada de Sacramento pelos portugueses após o Tratado de Madri em 1750. No drama principal, além dos personagens jesuítas caricaturizados e do herói português que comandou a tomada, os índios Sepé (o famoso Sepé Tiaraju), Cacambo e Lindóia. Sepé morre logo no começo e depois o também guerreiro Cacambo morre. Lindóia, que era sua esposa, fica extremamente deprimida e deixa que uma cobra a pique. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Publicado em 1930, o volume apresenta 49 poesias, reunindo produções de Carlos Drummond de Andrade de 1925 a 1930, e está dedicado ao poeta e amigo Mário de Andrade, que publica, no mesmo período, Remate dos Males, obra que viria a dar uma nova conformação à poética do Papa do Modernismo. Alguma Poesia é volume escrito sob o ímpeto da modernidade de 1922, pratica o poema-piada, utiliza os coloquialismos apregoados pela estética, cultiva a poesia do cotidiano, repudiando as tendências parnasiano-simbolistas que dominaram a poesia até então. No entanto, o poema-piada de Drummond é antes um desabafo de um tímido que procura afogar (disfarçar) no humor os sentimentos que o amarguram. No prosaísmo esconde a procura de uma expressão poética autêntica e autônoma e, ao se voltar para o cotidiano, transcende o tempo e o espaço em busca do perene e universal. Dos supostos acima enunciados, pode-se traçar uma espécie de linha temática que Drummond seguirá em Alguma Poesia e que permanecerá durante sua trajetória poética, que, grosso modo, pode ser identificada como se segue, a partir do que o próprio autor sugere como condução temática de sua obra:

1. O indivíduo – "um eu todo retorcido"

Seção que investiga a formação do poeta e sua visão acerca do mundo. Sempre lúcido, discorre com amargor, pessimismo, ironia e humor o que ele, atento observador, capta de si mesmo e das coisas que o rodeiam. Alguns poemas sintetizam a visão do indivíduo, como o poema de abertura "Poema de sete faces" em que vaticina seu destino.


2. A família – "a família que me dei"

Uma das constantes temáticas de Drummond, presente desde Alguma Poesia até seus versos finais, é a família, sua vivência interiorana em Minas Gerais, a paisagem que marca sua memória. Contrariando o lugar-comum, ao invés de se referir à família como algo que lhe foi atribuído por Deus, o poeta coloca um "que me dei" a analisa suas relações pessoais, consciente de que se assentam na perspectiva pessoal. De modo muito individual, retrata o escoar do tempo, como é possível observar em "Infância", "Família", "Sesta", alguns dos mais significativos poemas de Alguma Poesia.

3. O conhecimento amoroso – "amar-amaro"

Com o jogo de palavras amar-amaro, título emprestado de um poema do livro Lição de Coisas, o poeta acrescenta ao substantivo "amar" o adjetivo "amargo", sentimento recorrente em alguns de seus poemas e livros escritos posteriormente. Em Alguma Poesia o tema é tratado com boas doses de humor, sátira ou pitadas de idealismo, como em "Toada do amor", "Sentimental", "Quero me casar", "Quadrilha"..

4. Paisagem e viagens

Um grupo de poesias faz anotações sobre viagens, retratando paisagens vistas e vividas, mas também recuperando as influências recebidas da sempre subserviente postura brasileira ante as supercivilizações, como em "Lanterna mágica", "Europa, França e Bahia ".

5. O social e a evolução dos tempos

Drummond constrói poemas em que contempla a mudança dos tempos, o progresso chegando e invadindo a antiga paisagem, como em "A rua diferente" ou "Sobrevivente". veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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Primeira tatuagem, Samba e pagode e muito mais - Zmaro 01
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Programa Zmaro Musical S01.E15 com Deny Monteiro - Cantor de Ibaté
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