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BIOGRAFIAS RELACIONADAS A EDUCAÇÃO - ROUSSEAU
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Noite na Taverna é uma narrativa (novela ou conto) construída em sete partes, contendo epígrafes e os nomes de cada personagem, como subtítulos, antecedendo as narrativas, contadas em uma taverna. Há, na última parte, o entrelaçamento da história de Johann e de alguns personagens. Primeira parte Johann, Bertram, Archibald, Solfieri, o adormecido, Arnold e outros companheiros estão na taverna, dialogando sobre loucuras noturnas, enquanto as mulheres dormem ébrias sobre as mesas. Falam das noites passadas em embriaguez e pura orgia. Solfieri os questiona a respeito da imortalidade da alma, sendo mais velho, parece não crer nela, por isso, Archibald o censura pelo materialismo. Solfieri acredita na libertinagem, na bebida e na mulher sobre o colo do amado. Os homens só se voltam para Deus quando estão próximos da morte, Deus é, pois, a "utopia do bem absoluto". Segunda parte Solfieri decide contar sua história, conforme sugere Archibald, desejoso de histórias fantásticas, cheias de sangue e paixão. Conta, então, que uma noite, ao vagar por uma rua, em Roma, passa por uma ponte, quando as luzes dos palácios se apagam. Vê a sombra de uma mulher chorando, numa escura e solitária janela, parecendo uma estátua pálida à lua. Ela canta mansamente, saindo para a rua, sempre seguida por Solfieri. Pela manhã, ele percebe que está em um cemitério, sem saber, ao certo, se adormeceu ou desmaiou. Sente muito frio, adoece, delira, tendo visões com a bela e pálida mulher. Retorna a Roma um ano depois, sem encontrar alento nos beijos das amantes, perseguido pela visão da mulher do cemitério. Certa noite, muito bêbado, após uma orgia, se encontra num templo muito escuro e, vendo um caixão semi-aberto, crê que a mulher está lá dentro. Arranca-lhe a mortalha, faz amor com ela, que, pela madrugada, dá sinais de vida, retornando da catalepsia para desmaiar em seguida. Solfieri coloca sua capa sobre a moça e foge com ela. Encontra com o coveiro e depois com a patrulha, que o considera um ladrão de cadáveres. Justifica-se, apresentando a esposa desfalecida. Ao chegar em casa, a moça grita, ri e estremece, morrendo 2 dias depois. Solfieri levanta o piso do quarto para dar lugar ao túmulo, suborna, antes, um escultor que lhe faz em cera a estátua da virgem. Aguarda um ano para estátua definitiva ficar pronta. Volta-se para Bertram, recordando-lhe a visita deste em sua casa e de a ter visto por entre véus, sendo a ela apresentado como "uma virgem que dormia". Os amigos surpresos com a história desejam saber se se trata de um conto, mas ele jura por todo mal existente que não. Como prova, mostra sob a camisa a grinalda de flores mirradas, pertencente à moça. Terceira parte A seguir, Bertram, um dinamarquês ruivo, de olhos verdes, conta que, também, uma mulher, uma donzela de Cadiz, Angela, o levou à bebida e a duelar com seus três melhores amigos e a enterrá-los. Quando decide casar com ela e consegue lhe dar o primeiro beijo, recebe carta do pai, pedindo seu retorno à Dinamarca. Encontra o velho já moribundo, chora, mas por saudades de Angela. Dois anos depois, vende toda fortuna, coloca o dinheiro num banco de Hamburgo e volta para a Espanha. Encontra a moça casada e mãe de um filho. A paixão persiste e os amantes passam a se encontrar às escondidas, vivendo verdadeiras loucuras noturnas até que o marido, enciumado, descobre tudo. Uma noite, Angela, com a mão ensangüentada, pede ao rapaz para subir até sua casa e por entre a penumbra, ele encontra o marido degolado e sobre seu peito, o filho de bruços, sangrando. Angela deseja fugir em sua companhia, saem pelo mundo, ela vestida de homem vive grandes orgias. Foge mais tarde, deixando o rapaz entregue às paixões e vícios. Bertram bêbado e ferido é atropelado por uma carruagem, diante de um palácio, sendo socorrido por um velho fidalgo, pai de uma bela menina, que, mais tarde, foge para casar-se com Bertram. Vendida em uma mesa de jogo a Siegfried, um pirata, ela o mata e o envenena, afogando-se a seguir. De dissipação em dissipação, o rapaz resolve matar-se no mar na Itália, mas salvo por marinheiros, fica sabendo que a pessoa que o salvou acabou, acidentalmente, morta por ele. São socorridos por um navio e Bertram é aceito a bordo em troca de que combatesse se necessário. Mas, apaixona-se pela pálida mulher do comandante e, durante uma batalha contra um navio pirata, ele o trai, fazendo amor com a mulher. O navio encalha em um banco de areia, despedaçando-se aos poucos - os náufragos agarram-se a uma jangada e, em meio à noite e à tempestade, o casal vive horas de amor. Vagam a ermo pelo mar as três figuras, sobrevivendo de bolachas e, mais tarde, tiram a sorte para ver quem morrerá. O comandante perde, clama por piedade, mas Bertram se nega ouvi-lo, prefere a luta. Mata o comandante, que serve, por dois dias, de alimento a Bertram e a mulher. Ela propõe morrerem juntos, ele aceita. O casal gasta as últimas energias se amando. A mulher, enlouquecida, começa a gargalhar, Bertram febril a sufoca. Ela é levada pelas águas, enquanto o rapaz é salvo pelo navio inglês, Swallow. Quarta parte A próxima história é a de Gennaro. Sua narrativa é sobre um velho pintor, Godofredo Walsh, casado com uma jovem de 20 anos, Nauza, que lhe serve de modelo e é amada como a filha do primeiro casamento, Laura, garota de 15 anos. Gennaro, aos 18 anos, é aprendiz de pintor e aluno de Godofredo. Vive na casa do mestre como um filho, recebendo, no corredor, antes de dormir, beijos de Laura. Um dia, desperta e a encontra em sua cama, perdendo a cabeça diante da estonteante beleza da virgem. A cena se repete ao longo de 3 meses, quando a menina lhe diz que deve pedi-la em casamento, porque espera um filho. O moço nada responde, ela desmaia e se afasta, tornando-se cada dia mais pálida. O pintor definha com a tristeza da filha, passeia pelos corredores à noite e deixa de pintar. Uma noite, Gennaro é chamado, porque Laura está morrendo e murmura seu nome. O moço aproxima-se e, ela, sussurrando-lhe ao ouvido o perdão, diz que matou o filho e dá o último suspiro. O velho passa o ano endoidecido, chora todas as noites no quarto da morta, arfando ou afogando-se em soluços. Enquanto isso, o rapaz e Nauza amam-se em seu leito. Uma noite, o velho o arranca da cama e o leva até o dormitório de Laura. Levanta o lençol que cobre um painel, descortinando a imagem moribunda de Laura, que murmura algo no ouvido do cadavérico Gennaro. Atordoado, o aprendiz confessa tudo a Godofredo. No dia seguinte, o velho se comporta naturalmente, sem mencionar o ocorrido, lamenta apenas a falta da moça. Sonâmbulo, repete a mesma cena ao longo de várias noites e, numa delas, Nauza é testemunha. Uma noite de outono, após a ceia, Walsh convida Gennaro para um passeio fora da cidade. Após contornar um despenhadeiro, pede ao rapaz para esperá-lo, dirigindo-se a uma cabana de onde sai uma mulher. Depois, junta-se a Gennaro e ao chegar à beira de um penhasco, descreve a traição, envolvendo a filha e a esposa. Pede ao rapaz para jogar-se precipício abaixo. Gennaro assim o faz, mas, após uma noite de delírios, acorda salvo por camponeses, em uma cabana. Decide retornar à casa de Walsh e pedir-lhe perdão, entretanto encontra pelo caminho o punhal do pintor. Decide vingar-se, mas encontra Nauza e Godofredo envenenados e apodrecidos, talvez, com o veneno obtido com a mulher da cabana. Quinta parte É a vez de Claudius Hermann narrar suas loucuras e orgias e de como desperdiçou uma fortuna no turfe, em Londres, onde vê uma bela amazonas, a duquesa Eleonora, esposa do duque Maffio. Antes de prosseguir com a história, Bertram indaga sobre a poesia, descrita como um punhado de sons e palavras vãs, enquanto Claudius a considera um prazer extremado, o que há de belo na natureza. Os colegas os interrompem, pedindo ao narrador que retome a história. No dia em que avista a bela duquesa, Hermann dobra sua fortuna e, à noite, no teatro, a vê, mais uma vez. Ao longo de 6 meses, encontra a senhora em bailes e teatros até que decide comprar de um criado a chave do castelo. Entra, sorrateiramente, quando ela já está adormecida e coloca-lhe nos lábios narcótico. Aguarda que durma profundamente e, então, a possui, repetindo o fato, noite após noite, durante um mês. Certa vez, após um baile, entra no quarto de Eleonora e vendo um copo com água junto à sua cabeceira, derrama nele o narcótico. Entram a duquesa e o duque que, antes de sair do quarto, prometendo-lhe retornar, bebe um pouco do líquido, seguido por ela. Claudius sabe que Maffio não virá ao quarto e que Eleanora dormirá profundamente. Ergue-a do leito e foge com ela numa carruagem, chegando, ao meio-dia, a uma estalagem. Mais tarde, a duquesa desperta e surpresa por não estar em seu palácio, grita por socorro, desespera-se, ameaçando jogar-se pela janela. O rapaz lhe declara profundo amor e lhe descreve o rapto, dando-lhe duas horas para pensar se fica ou não com ele. Inconformada a princípio, decide aceitar o amor oferecido, pois a família e amigos, certamente, não a aceitariam mais. Ao retornar, Claudius a encontra debruçada sobre um de seus versos. Interrompe a narrativa, retira um papel do bolso, mostrando o verso aos colegas. Conta que Eleonora lhe respondeu que ficava, mas caiu desmaiada.Dito isso, o rapaz tomba por sobre a mesa, calando-se. Archibald o sacode, implora para que desperte. Solfieri e os companheiros desejam saber sobre a duquesa, mas o rapaz está confuso, não se recorda de mais nada.Ouvem a gargalhada do louro Arnold que despertando, dá continuidade ao relato, dizendo que um dia Claudius entrou em casa e encontrou sobre a cama ensopada de sangue dois cadáveres; o Duque de Maffio matou Eleonora e enlouquecido, suicidou-se em seguida. Arnold estende a capa no chão e volta a dormir. Sexta parte Johann decide contar sua história. Está em um bilhar em Paris, jogando com Artur que, numa jogada definitiva para Johann, se encosta à mesa, por descuido ou de propósito. A mesa estremece e Johann é levado à derrota. O perdedor, enlouquecido de raiva, desafia o parceiro para um duelo. Antes porém, Artur pede ao adversário que, caso morra, entregue a carta, que está em seu bolso, e o anel no seu dedo, para uma mulher que dirá, mais tarde quem é. Saem com duas pistolas, uma carregada, a outra não; Artur é alvejado e morre, apontando para o bolso. Johann tira-lhe o anel, colocando-o em seu dedo e, a seguir, encontra dois papéis no bolso do morto: uma carta para a mãe, e outra indicando o horário e endereço para um encontro. O rapaz decide tomar o lugar de Artur. Descobre que aí mora a virgem namorada do rival que acaba na cama com Johann, num quarto escuro. De repente, interrompe a narrativa, enche o copo e o bebe com estremecimento. Prossegue, narrando que ao sair do quarto, encontra um vulto à porta, cuja voz lhe soa familiar. É atacado com uma faca, luta ferozmente com o vulto; um homem desconhecido, que deixa cair o punhal, morrendo sufocado pela mão de Johann. Ao se retirar, tropeça numa lanterna e decide ver o rosto do estranho, estremece, a luz da lanterna se apaga. Vai arrastando o corpo até um lampião e, para sua surpresa, descobre tratar-se de seu irmão. Louco de terror retorna ao quarto, mas, outra vez, interrompe a narrativa, bebe mais um copo. Diz que encontrando a donzela desmaiada, a levou para a janela e percebeu que estava com a irmã nos braços. Última parte É noite alta na taverna, todos dormem. Entra uma mulher pálida, vestida de negro, procurando alguém com uma lanterna na mão. Vê Arnold, tenta beijá-lo, mas o deixa em paz, voltando-se para Johann, tornando-se, subitamente, sombria. Traz, além da lanterna, um punhal, que crava no pescoço deste último, enxugando as mãos ensangüentadas no cabelo do ferido. Vai até Arnold e o desperta. Ele a reconhece; é a irmã de Johann, agora transformada na prostituta Giorgia, a quem Arnold pede que lhe chame de Artur, como outrora. O rapaz recorda-se do duelo, do tempo passado no hospital para se recuperar, o desespero e a vida de devassidão a que se entregou por não encontrar mais Giorgia. Deseja ficar junto dela agora, mas a moça acha que é tarde demais, pede-lhe apenas um beijo de despedida, porque vai morrer. Leva Arnold até o corpo de Johann, dizendo que o matou por ter sido por ele desonrada, a ela que era sua irmã. Arnold horrorizado cobre o rosto, enquanto Giorgia cai ao chão. Arnold aperta o punhal contra o peito e cai sobre ela, sufocando os dois gemidos de morte. A lâmpada apaga-se. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Juiz de Paz da Roça é uma peça teatral que se passa, logicamente, na roça e tem apenas um ato. Conta sobre Aninha e José.
Aninha e José amam-se e planejam casar em segredo, mas José é capturado para tornar-se soldado contra a Revolução Farroupilha. Após algumas deliberações sobre as disputas locais entre os lavradores, o juiz ordena Manuel João, pai de Aninha, a levar José a manter-lhe em casa por um dia e levá-lo quartel a seguir (ninguém sabe do amor do casal). No meio da noite o Aninha e José fogem e casam-se em segredo. Após descobrirem o fato consumado os pais perdoam a jovem e vão até o juiz esclarecer o caso. O rapaz fica assim desobrigado de servir e a peça acaba com todos comemorando. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Ana Terra era uma moça que morava com sua família em um sítio muito longe da cidade e tinha uma vida sofrida, e a única coisa que Ana e sua família faziam era trabalhar. Embora Ana tinha o desejo de abraçar e beijar algum homem. O princípio de seu desejo veio com a chegada do índio Pedro Missioneiro, e que lentamente foi crescendo na sua condição de macho: uma cara moça e trigueira, de maçãs salientes. Ana, quando o via sentia uma coisa que não podia explicar: um mal-estar sem nome, mistura de acanhamento, nojo e fascinação. Em sua singeleza, atraía-se pelo estranho, confirmando-se como aquela mulher desejável que enxergara no fundo das águas. Entregar-se àquele desconhecido foi um passo tão natural como o suceder das estações naqueles ermos. Antes, arriscou um jogo delicioso de avanços e recuos, sabendo que, quisesse ou não quisesse, agindo a favor ou contra a lei paterna, seria daquele homem. E, numa tarde, considerou-se pronta, e o desejo palpitava em todas as sua artérias; encaminhou-se para a barraca do índio, o reino de Pedro Missioneiro. E lá aconteceu algo que Ana queria. Os dias seguintes foram de medo, pânico misturado à vergonha e depois disso, logo soube que estava grávida, e o isso tornou-se um espaço de lágrimas. Carregou o segredo o quanto pôde, mas um dia, não se contendo mais, revelou tudo à mãe. Dona Henriqueta nem teve tempo de consolá-la: e o pai declarou já saber de tudo e foi como se um trovão cortasse os céus. Nada mais poderia ser feito: cumprindo um código ancestral, ele convocou os dois filhos, e esses mataram Pedro Missioneiro. Sabia que sua vida naquela casa dali por diante seria um inferno.

De um instante para outro tornou-se invisível aos olhos do Pai, transfigurando-se numa entidade pecadora. Simbolicamente expulsa de sua casa, procurou fazer-se pequena, para que sua pequenez diminuísse a dor da culpa; tratava-se, porém, de uma culpa mais aceita do que entendida. Logo aconteceu o nascimento do filho de Ana Terra e, Dona Henriqueta assistiu-a, cortando o cordão umbilical do menino Pedro. Mesmo assim, os pais e irmãos não tomaram conhecimento do novo ser que habitaria o rancho. Contra toda as possibilidades, Pedrinho cresceu, e a vida seguiu seu rumo. Os irmãos casaram-se, e, para Ana, cada dia era a repetição do dia anterior. Depois disso, sua mãe morreu, de nó nas tripas, mas esta morte não abalou muito à Ana. Então vieram vários castelhanos, assassinando, incendiando, violando. Ana mandou a esposa de seu irmão e as duas crianças irem se esconder no mato, e fingindo ser a única mulher da casa, imola-se voluntariamente à sanha dos bandidos. Foi estuprada várias vezes, e ao acordar de seu desfalecimento, encontrou um quadro de horrores: o pai, o irmão Antônio, os escravos, todos estavam mortos no meio da casa já destruída. Ana entendia naquele momento que estava liberta de sua mancha original, e pela forma mais bárbara e purificadora. Nada lhe fora poupado em sofrimento, e pelo sofrimento reconciliava-se com a vida. Numa exaltação próxima a uma feroz alegria, aceitou o convite de um forasteiro para ir formar o núcleo inicial de uma nova vida, e uma longa viagem a levou para um planalto. Lá ela construiu uma casa, morando com seu filho, que logo teve que ir para uma guerra contra os castelhanos. Voltando da guerra vivo, casou-se com uma moça, teve um filho e logo teve que voltar para a guerra, com o compromisso de voltar vivo, pois agora ele tinha uma mulher e um filho para cuidar. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Skinner
Burrhus Frederick Skinner,nasceu em 20/03/1904 em Sisquehanna,no estado norte-americano da Pensilvânia. Psicólogo do condicionamento.
Seu pai era advogado com personalidade forte que criou seu filho segundo padrões exigentes de educação. O que o levou a rebelde e a se interessar na adolescência por poesia e filosofia.
Graduou-se em Letras em Nova York, antes de redirecionar a carreira para a psicologia que cursou em Harvard, onde tomou contato com o behaviorismo. Psicólogo, com mestrado concluído em 19300 e doutorado em 1931.
Tinha problemas de relacionamento.
No jornal da escola criticava colegas, professores
Em 1945 tornou-se chefe do Departamento de Psicologia da Universidade deIndiana.
Seguiram-se anos dedicados a experiências com ratos e pombos, pararelamente a produção de livros. O método desenvolvido para observar os animais de laboratórios e suas reações aos estímulos levou-o a criar pequenos ambientes fechados que ficaram conhecidos como caixas de Skinner, de pois adotadas para experimentos pela industria farmacêutica. Quando sua filha nasceu, Skinner criou um berço climatizado, o que originou um boato de que teria submetido a experiência semelhantes as que faziam em laboratório.
Em 1948, aceitou o convite para ser professor em Harvard, onde ficou até o fim da vida.
Morreu em 18/08/90, em ativa militância a favor do behaviorismo.
Idéias
Historia do comportamento condicionado em laboratório
Precursores da psicologia, como o filosofo norte-americano Wiliam James, já havia previsto a utilidade de um ramo da ciência que estudasse os comportamentos puramente externos, mas a psicologia comportamental (behaviorismo) como a conhecemos começou mesmo com o médico russo Ivan Pavlov. Motivado por experiências com cães, Pavlov criou a teoria dos reflexos condicionados. Foi o primeiro cientista a trabalhar na área psicológica que não utilizou de referencia a estados subjetivos como instrumento teórico. O fundador do behaviorismo como escola, porem, foi o psicólogo norte-americano John B. Watson, que formulou as estritas exigências metodológicas que deveriam nortear seus seguidores. O compromisso de verificação concreta de hipóteses e a recusa da instropecção aproximam o ideário de Watson do positivismo nas ciências humanas. Watson foi professor e principal inspirador de Skinner, por sua vez o maior divulgador do behaviorismo, prevendo a utilização de seus princípios na psicoterapia, na educação e até na formulação de políticas publicas. O behaviorismo clássico abraçou a idéia de que todo comportamento humano é infalivelmente controlável por meio do padrão de estímulo-resposta. Mais recentemente, o principio da infalibilidade estatística foi substituído pelo d probabilidade. No imaginário ficcional do século XX a ênfase nos conceitos de controle e planejamento aproximou o behaviorismo e a táticas dos regimes totalitários – a terapia behaviorista, por exemplo, usou comumente choques elétricos e substancias químicas para condicionar comportamentos. Algumas das principais metáforas do teror de estado do período fizeram referencia a métodos behavioristas, como os romances 1984, de George Orwell e a Laranja Mecânica de Anthony Burgess, adaptado para o cinema por Stanley Kubrick.
Sua obra é a expressão mais célebre do behaviorismo, corrente que dominou o pensamento e a prática da psicologia, em escolas e consultórios, até os anos 50.
O behaviorismo restringe seu estudo a comportamento (hebavior, em inglês), tomando como um conjunto de reações dos organismos aos estímulos externos.
Idéias behavioristas onde
• o psicólogo deveria estudar eventos ambientais e comportamentos observáveis;
• experiência: comportamento, aptidões, traços de hereditariedade por razoes e apresenta um tópico e significado para a investigação;
• a instropecção deve ser abandonada em beneficio de métodos objetivos (ou seja, experimentação, observação e testes)
• psicólogos devem visar a descrição do comportamento, devem também empreender tarefas pratica, tais como acompanhamento de pais, legisladores, educadores, homens de negócios;
• o comportamento de animais inferiores ceve ser investigado (junto com o comportamento humano), pois com organismo simples são mais simples de estudar e compreender do que os complexos.
Estruturalista _ instropecção subjetiva
Funcionalista – instropecção subjetiva e objetiva (mente)
Behaviorista – observação
Gestalt – fenomenológico
Psicanálise – associação livre
Caixa de Skinner – (ambiente separada devida perturbação externa interferencia do meio ambiente). A introspecção é mais concreta sem interferência, porque o meio influencia mais que o hereditário.
O condicionamento operante voluntário
O conceito chave de seu pensamento é o de condicionamento operante, que ele acrescentou a noção de reflexo condicionado, formulado pelo cientista russo Ivan Psavlov. Os dois conceitos estão ligados à fisiologia do organismo, seja animal ou humano. O reflexo condicionado é uma reação a um estimulo casual. O condicionamento operante é um mecanismo que premia uma determinada resposta de um individuo até ele ficar condicionado a associa a necessidade à ação. A diferença ente o reflexo condicionado e o condicionamento operante é que o primeiro é uma resposta a um estímulo externo, e o segundo, o hábito gerado por uma ação do individuo. No comportamento respondente ( de Pavlov), a um estimulo segue-se uma resposta. No comportamento operante (de Skinner) o ambiente –e modificado e produz conseqüências que agem de novo sobre ele, alterando a probabilidade de ocorrência futura semelhante.
O condicionamento operante é um mecanismo de aprendizagem de novo comportamento – um processo que Skinner chamou de modelagem. Os objetivos educacionais buscam resultados definidos antecipadamente, par que seja possível, diante de uma criança ou adolescente, projetar uma modelagem de um adulto.O instrumento fundamental de modelagem é o reforço – a conseqüência de uma ação quando ela é percebida por aquele que pratica. Para o behaviorismo em geral, o reforço pode ser:
• positivo (uma recompensa), é fortalecido para ter resposta pra se ter troca, somos condicionados e reforçados constantemente, a seqüência representada a vai repetir sempre o que se fez.
• ou negativo (uma punição),leva a evitar a ação.
No condicionamento operante, um mecanismo é fortalecido no sentido de tornar uma resposta mais freqüente.
Segundo Skinner, a ciência psicológica – e também o senso comum – costumava, antes do aparecimento do behaviorismo, apelar para explicações baseadas nos estados subjetivos por causa da dificuldade de verificar as relações de condicionamento operante, ou seja, todas as circunstancias que produzem e mantem a maioria dos comportamentos dos seres humanos .isso porque elas formam cadeias muito complexas, que desafiam as tentativas de analise se elas não forem baseadas em métodos rigorosos de isolamento de variáveis.
Nos usos que projetou para suas conclusões cientifica, em especial na educação, Skinner pregou a eficiência do reforço positivo, sendo, em principio, contrario a punições e esquemas repressivos. Ele escreveu um romance, WaldenII, que projeta uma sociedade considerada por ele ideal, em que um amplo planejamento global, incumbido de aplicar os princípios do reforço e do condicionamento, garantiria uma ordem harmônica, prática e igualitária. Num de seus livros mais conhecidos, Alem da liberdade e d Dignidade, ele rejeitou noções como a do livre-arbítrio e defendeu que todo comportamento é determinado pelo ambiente, embora a relação do individuo com o meio seja de interação, e não passiva. Para Skinner, a cultura humana deveria rever conceitos como os que ele enuncia no titulo da obra.
Reforço positivo – operante
Cuidado o processo inverso desensibiliza a psicologia tem dificuldade para desensibilizar por causa de traumas.
Reforço negativo – (Filmes: Laranjas Mecânicas/sociedade dos Poetas Mortos – trata de reforços positivos)
Condicionamento operante: precisa refletir, pensar, animais operam – ação de andar – ação – instrumental que operacional.
Responde reposta de algo que se desencadeia, não é ação, depende de um fator que desencadeia o reflexo automático.
Objetivos gerais – comportamental
Específicos- instrumental
Obs.: toda estratégia não é só o resultado.
Supressão do evento operante – aumento da probabilidade, situações semelhantes.
Reforçador negativo: força comportamento para livrar das experiências irritantes.
Condicionamento de fuga – acaba com o evento o que é desagradável par ao organismo, tapar os ouvidos.
Condicionamento de evitação – adia ou evita ocorrência de evento, o organismo antecipa como desagradável.( estudar para não tirar nota baixa)modelado pelas conseqüências.
Variedades de reforçadores positivos e negativos:
Reforço no condicionamento operante- o individual, condições do momento (condições, variação, arte
InstruÇão programada
Indivíduos - reforçador potencial (o que o individuo adquiriu com o reforço, durante o processo não se fecha conclusões só no final).
Reforçadores positivos e negativos em duas classes gerais: intrínsecos: reforçado cada vez que ocorre o comportamento automático- necessidades primárias
Extrínseco – comportamento reforçado por conseqüência externa. Três categorias:
Primários: aos intrísencos, desenvolve novos hábitos, não aprendidos (comer, beber)
sociais, que depende do outro, afeto, rejeição, sorriso, aprovação, atenção.
secundários ou condicionado – condicionamento de resposta mais outros reforçadores sociais apreendidos (lazer, condicionamento favoráveis de vida).
A educação livro Tecnologia do Ensino, de 1968
A educação foi uma das preocupações centrais de Skinner, a qual ele se dedicou com seus estudos sobre a aprendizagem e a linguagem. No livro Tecnologia do Ensino, de 1968, o cientista desenvolveu o que chamou de máquina de aprendizagem, que nada mais eram do que a organização de material didático de maneira que o aluno pudesse utilizar sozinho, recebendo estímulos a medida que avançava no conhecimento. Grande parte dos estímulos se baseavam na satisfação de dar respostas corretas aos exercícios propostos. A idéia nunca chegou a ser aplicada de modo amplo e sistemático, mas influenciou procedimentos da educação norte-americana. Skinner considerava o sistema escolar predominante um fracasso por se basear na presença obrigatória, sob pena de punição. Ele defendia que se dessem aos alunos “razoes positivas” para estudar, como prêmios aos que se destacasse. Para Skinner, o ensino pode e deve ser planejado de forma a levar o aluno a emitir comportamentos progressivamente próximos do objetivo final esperado, sem que para isso precise cometer erros. A maquina de aprendizado não pretenderia substituir o professor. A idéia é que ela se ocupe da questões factuais e deixe ao professor a tarefa fundamental de ensinar o aluno a pensar.
Contribuições de Skinner
Este não se interessa por estruturas mentais. E sim deseja explicar o comportamento e a aprendizagem, como conseqüência dos estímulos ambientais. Fundamenta-se o papel da recompensa e o reforço, condicionamento e reflexos. E condicionar respostas não reflexas, que são as repostas operantes que pode ser reforçada ou recompensada.
Os reforços primários são as necessidades básicas como fome. Sede, sexo, etc.
Os reforços secundários ou condicionais são os que associam repetidas com os estímulos reforçadores primários.
O caminho que Skinner segue é o seguinte:
1. especificar o comportamento final que se deseja implantar;
2. identificar a seqüência de movimentos que se deve executar para chegar ao comportamento final desejado.
3. colocar o organismo em atividade por meio da privação;
4. condicionar o aprendiz a responder a um estimulo substituto como ordem ou apito;
5. aplicar o reforço quando o aprendiz executa movimentos no sentido comportamento desejado.
6. recompensá-lo.
Skinner aplica estes princípios à aprendizagem de qualquer comportamento, físico ou não.A chamada instrução programada é uma aplicação da teoria do condicionamento de respostas operantes.
O aprendiz responde a uma serie de estímulos.

Abordagens diversas do processo de ensino

As contribuições de Skinner

Na psicologia behaviorista de Skinner, dá ênfase ao conceito reforço das respostas.
1. O aluno percebe; organização da situação estimuladora – o aluno presta atenção a determinados estímulos do ambiente que o cerca, perceba-os compreende seu significado e relacione-os entre si.
2. 2. o aluno reage: a resposta adequada à situação estimuladora – perante cada estimulo espera-se que o aprendiz responda, escrevendo, fazendo ou indicando alguma coisa. O aluno permite ao professor orientar e controlar a aprendizagem.
3. A realimentação + reforço: o aprendiz confirma a correção de sua resposta
4. O aluno memoriza: retenção versus esquecimento: o ensino deve conter recapitulações para contrabalançar os efeitos do esquecimento caso contrario chama-se de memória de curto prazo que não armazena as reposta ou informações.
5. o aluno aplica transferência do aprendizado e a criatividade: tudo o que se aprende deve ser aplicado chama-se de transferência ou generalização. O emprego de exemplo,s exercícios, problemas tem esta finalidade, e de desenvolver a capacidade de aplicar o aprendido. Este desenvolvimento dae transferência do aprendido tem importância para o crescimento da criatividade e da capacidade de tomar decisões.
Criticas.
. Seu principio é que só é possível teorizar e agir sobre o que é cientificamente observável. Com isso, ficam descartados conceitos e categorias centrais para outras correntesteóricas, como cosnciencia, vontade inteligência, emoção e memória – estados mentais ou subjetivos

Bibliografia
Nova Escola, edição 176, outubro de 2004 veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
É uma saborosa narrativa satirica em que a cupidez e o ridiculo do comportamento nacional andam lado a lado. Parodiando o enredo dos antigos relatos sobre a "corrida do ouro", nas Estados Unidos do final do século XIX. o Autor monta um cenário em que, além da crítica universal ao comportamento humano, ressalta a pobreza de imaginação e falta de criatividade do Homo Brasilicus. Um lugarejo do interior do Rio de Janeiro, Tubiacanga, recebe um morador estranho que intriga a todos com seu comportamento arredio. Após algum tempo é admirado por sua generosidade e doçura no trato com as pessoas. O novo morador, Raimundo Flamel, procura as pessoas mais importantes e respeitadas do lugar: o farmacéutico Bastos, o procurador Carvalhaes e o Coronel Bentes para que testemunhassem sua grande descoberta: é capaz de fabricar ouro, tendo ossos humanos como matéria prima. Em seguida desaparece misteriosamente. Após alguns dias, o cemitério começa a ser assaltado e as sepulturas profanadas. Monta-se uma guarda com moradores voluntários, que matam um dos profanadores (carvalhaes) e prendem o outro (coronel Bentes). Bentes revela o nome do terceiro: é o farmacêutico Bastos. Revelado o mistério, as pessoas vão para suas casas, cada uma delas com o pensamento voltado para um só objetivo:

A riqueza fàcil que resolveria, de imediato, os problemas e atenderia à fantasia de luxo e bem-estar econômico. Aos poucos, com o passar das horas, a cidade parece voltar à calma. Estão dormindo. Mas qual!... Sorrateiramente os habitantes dirigem-se ao cemitério e buscam reunir a maior quantidade possível de ossos para produzir ouro. Moças sonhadoras e orgulhosas de sua brejeirice, senhoras compenetradas, homens respeitáveis, funcionàrios públicos, comerciantes e humildes trabalhadores engalfinham-se e escarafuncham as sepulturas em busca da preciosa mercadoria. As máscaras são desvendadas, cada um com sua essência desprezivel, reprovável e nem sequer sonhada pelos demais. O tumulto termina em baderna, agressão e mortes. O único a escapar do ridiculo da situação é o bêbado contumaz de Tubiacanga que, enbragado com o álcool, não se dá conta ou não quer se envolver em algo tão mesquinho e rigosamente material. O farmacéutico foge sem revelar o segredo de se transformar ossos em ouro. O texto parodia o enredo dos antigos contos sobre a "corrida do ouro" no Oeste dos Estados Unidos, a final, transformar ossos humanos em ouro é uma piada macabra para o capitalismo selvagem Raimundo Flamel, o sábio e respeitado, põe à disposição de homens ganaciosos (Coronel Bentes e o famaceutico simbolizam o poder, Carvalhaes é o coletor de impostos) , um conhecimento temível: a riqueza fácil que é possivel e está ao alcance das mãos. Para alcançá-la, entretanto, é preciso abdicar-se de valores arraigados como família, tradiçào, respeito aos antepassados e imagem pública. Sátira às leis cientificas, tão exploradas pela literatura realista/naturalista, o texto ri da famosa Lei da Conservação da Matéria, dos nossos estudos de Química, no Segundo Grau: "Na natureza, nada se cria, nada se perde. Tudo se transforma.". Ossos humanos são transformados em ouro, assim como pessoas aparentemente respeitáveis transmutam-se em seres abjetos, movidos pelo sentimento sórdido da cupidez (um dos sete pecados capitais). O autor antecipa a postura jocosa e irreverente do inicio do movimento modernista e realiza um texto atraente, bem urdido e com uma fabulação que prende o leitor do principio ao fim, numa linguagem corrente e de fácil assimilação. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Resenha sobre o conto Cidades Mortas de Monteiro Lobato



LOBATO, Monteiro. Cidades Mortas. In: ________________. Cidades Mortas. São Paulo: Globo, 2008. (falta o número da página)

José Bento Monteiro Lobato nasceu em 1882 em Taubaté no estado de São Paulo e faleceu em 1948 no mesmo local de nascimento, deixando uma extensa obra composta de contos, crônicas, ensaios, artigos e uma série de livros infantis como prova de sua participação ativa na vida cultural brasileira o que ocasionou sua popularidade entre os brasileiros, sobretudo entre os críticos de sua época.

O livro pode ser encontrado em livrarias e sebos nos valores estimados entre R$19,90 e R$35,00, em edições antigas ou repaginadas.

Foi através deste livro que o autor deu ênfase à sociedade interiorana, com seus aspectos culturais, costumes e formas de trabalho.

O FÍGADO INDISCRETO

Por José Bento Monteiro Lobato





Inácio era o rei dos acanhados. Pelas coisas mínimas, avermelhava, saía fora de sí e permanecia largo tempo idiotizado.



O progresso do seu namoro foi, como era natural, menos obra sua que da menina, e da família de ambos, tacitamente concertadas numa conspiração contra o celibato do futuro bacharel. Uma das manobras constou do convite que ele recebeu para jantar nos Lemos, em certo dia de aniversário familiar comemorado a peru.



Inácio barbeou-se, laçou a mais famosa gravata, floriu de orquídeas a botoeira, friccionou os cabelos com loção de violetas e lá foi, de roupa nova, lindo como se saíra da forma naquela hora. Levou consigo, entretanto, para seu mal, o acanhamento - e daí proveio a catástrofe...



Havia mais moças na sala, afora a eleita, e caras estranhas, vagamente suas conhecidas, que o olhavam com a benévola curiosidade a que faz jus a um possível futuro parente.



Inácio, de natural mal firme nas estribeiras, sentiu-se já de começo, um tanto desmontado com o papel de galã à força, que lhe atribuíam. Uma das moças, criaturinha de requintada malicia, muito "saída" e "semostradeira", interpelou-o sobre coisas do coração, idéias relativas ao casamento e também sobre a "noivinha" - tudo com meias palavras intencionais, sublinhadas de piscadelas para a direita e a esquerda.



Inácio avermelhou e tartamudeou palavras desconchavadas, enquanto o diabrete maliciosamente insistia: Quando os doces, Sr. Inácio?



Respostas mascadas, gaguejadas ineptas, foram o que saiu de dentro do moço, incapaz de réplicas jeitosas sempre que ouvia risos femininos em redor de si. Salvou-o a ida para a mesa.



Lá, enquanto engoliam a sopa, teve tempo de voltar a si e arrefecer as orelhas. Mas não demorou muito no equilíbrio. A culpa aqui foi da dona da casa. Serviu-lhe dona Luiza, um bife de fígado sem consulta prévia.



Esquisitice dos Lemos: comiam-se fígados naquela casa até nos dias mais solenes.



Esquisitice do Inácio: nasceu com a estranha idiossincrasia de não poder sequer ouvir falar em fígado - seu estômago, seu esôfago e talvez seu próprio fígado tinham pela víscera biliar uma figadal aversão. E não insistisse ele em contrariá-los: amotinavam-se repelindo indecorosamente o pedaço ingerido.



Nesse dia, mal dona Luiza o serviu, Inácio avermelhou de novo, e novamente saiu fora de si. Viu-se só, desamparado e inerme ante um problema de inadiável solução. Sentiu lá dentro o motim das vísceras; sentiu o estômago, encrespado de cólera, exigir, com império, respeito às suas antipatias. Inácio parlamentou com o órgão digestivo. Mostrou-lhe que mal momento era aquele para uma guerra intestina. Tentou acalma-lo a goles de Clarete, jurando eterna abstenção para o futuro, Pobre Inácio! A porejar suor nas asas do nariz, chamou a postos o heroísmo, evocou todos os martírios sofridos pelos cristãos na era romana e os padecidos na era cristã pelos heréticos; contou um, dois e três e glup! Engoliu meio fígado sem mastigar. Um gole precipitado de vinho rebateu o empache. E Inácio ficou a esperar, de olhos arregalados, a revolução intestina.



Em redor a alegria reinava. Riam-se, palestravam ruidosamente, longe de suspeitar o suplicio daquele mártir, posto a tormentos de uma nova espécie.



- Você já reparou, Miloca, na "ganja" da sinharinha? Disse uma das moças. - Está como quem viu o passarinho verde. E olhou de soslaio para Inácio.



O calouro, entretanto, não deu fé da tagarelice; surdo às vozes do mundo, todo se concentrava nas vozes viscerais. Além disso, a tortura não estava concluída; tinha ainda diante de si a segunda parte do fígado engulhento. Era mister ataca-la e concluir de vez a ingestão penosa. Inácio engatilhou-se de novo e - um, dois, três: glup! Lá rodou, esôfago abaixo, o resto da miserável glândula.



Maravilha! Por inexplicável milagre de polidez, o estômago não reagiu. Estava salvo Inácio. E como estava salvo, voltou lentamente a si, muito pálido, com o ar dos ressuscitados. Chegou a rir-se. Riu-se alvarmente, de gozo, como riria Hércules após o mais duro dos seus trabalhos. Seus ouvidos ouviam de novo rumores do mundo, seu cérebro voltava a funcionar normalmente, e seus olhos volveram outra vez as visões habituais.



Estava nessa doce beatitude, quando:



- Não sabia que o senhor gostava tanto de fígado, disse-lhe dona Luiz, vendo-lhe o prato vazio - repita a dose.



Fora de si outra vez, o pobre moço exclamou, tomado de pânico:



- Não! Não! Muito obrigado!...



- Ora, deixe-se de luxo! Tamanho homem com cerimônias em casa de amigos. Coma, coma, que não é vergonha gostar de fígado. Aqui está o Lemos, que se péla por uma isca.



- Iscas são comigo, confirmou o velho. Lá isso não nego, com elas ou sem elas, nunca as injeitei. Tens bom gosto rapaz. Serve-lhe, serve-lhe mais, Luiza.



E não houve salvação! Veio para o prato de Inácio um novo naco - este formidável, dose dupla.



Não se descreve o drama criado no seu organismo, e disfarçadamente ele aguardou o milagre.



E o milagre veio! Um criado estouvadão, que entrava com o peru, tropeçou no tapete e soltou a ave no colo de uma dama. Gritos, reboliço, tumulto. Num lampejo de gênio, Inácio aproveitou-se do incidente para agarrar o fígado e mete-lo no bolso.



Salvo! Nem dona Luiza nem os visinhos perceberam o truque - e o jantar chegou à sobremesa sem maior novidade.



Antes da dançata, lembrou alguém recitativos e a espevitadíssima Miloca veio ter com Inácio.



- A festa é sua, doutor. Nós queremos ouvi-lo. Dizem que recita admiravelmente. Vamos, um sonetinho de Bilac.Não sabe? Olhe o luxinho! Vamos, vamos! Quer decerto que a Sinharinha insista?... Ora, até que enfim! A douda de Albano? Conheço sim, é linda, embora um pouco fora de moda. Toque a Dalila, Sinharinha, bem piano... assim...



Inácio, vexadíssimo, vermelhíssimo, já em suores, foi para o pé do piano, onde a futura consorte preludiava a Dalila em surdina. E declamou a douda de Albano.



Pelo meio dessa hecatombe em verso, ali pela quarta ou quinta estrofe, uma baga de suor escorrida da testa parou-lhe na sobrancelha, comichando qual importuna mosca. Inácio lembra-se do lenço e saca-o fora. Mas com o lenço, vem o fígado, que faz... plaf! no chão. Uma tocida forte e um pé plantado sobre a infame víscera, manobras do instinto, salvam o lance.



Mas desde este momento a sala começou a observar um extraordinário fenômeno. Inácio, que tanto se fizera rogar, não queria agora sair do piano. E mal terminava um recitativo, logo iniciava outro, sem que ninguém lhe pedisse. É que lhe acorrentava àquele posto o implacável fígado!



E Inácio recitava. Recitou sem música: "O navio negreiro", "As duas ilhas", "Vozes da Africa", "O Tejo era sereno"



Sinharinha, desconfiada, abandonou o piano. Inácio, firme. Recitou "O corvo, de Edgar Poe, "Quisera amar-te", "Acorda donzela", citou poemetos, modinhas e quadras .



- Nun canto da sala Sinharinha estava, chora-não-chora. Todos se entreolhavam. Teria enlouquecido o moço?



Inácio firme. Completamente fora de si, e farto de recitativos de salão, recorreu aos Lusíadas. E declamou " As armas e os barões", "Estavas linda Inês", "Do reino às rédeas leve" - tudo!...



. E esgotado de Camões, ia lhe saindo um "Ponto" de filosofia de direito - A única coisa que lhe restava na memória, quando perdeu o equilíbrio, escorregou e caiu, deixando aos olhos arregalados da sala a infamérrima víscera exposta!



Adeus casamento, adeus terra, porque Inácio teve que se mudar dali, pois o malvado capitão Lemos espalhou por toda a cidade que Inácio era, sem dúvidas, um bom rapaz, mas com um grave defeito: Quando gostava de um prato, não se contentava em comer e repetir, ainda levava escondido no bolso o que podia!



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2. Cidades Mortas, de Monteiro Lobato

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4. Versão para impressão

5. Análise da obra

Publicado em 1919, pela Revista do Brasil, este segundo livro de Lobato levava o subtítulo Contos e Impressões e reunia trabalhos bastante antigos, alguns do tempo de estudante de Lobato. Em edições subseqüentes, novo textos acrescentaram-se à obra. O título do livro é tomado de um texto de 1906. Cidades Mortas está entre os primeiros livros corriam o país.

É no "ambiente marasmático" das pequenas cidades do Vale do Paraíba, em sua porção paulista, que o autor vai colher o material de seus escritos, alguns dos quais não podem ser considerados, propriamente, como contos. Ficam, nas palavras de Nelson Werneck Sodré, "numa espécie de limbo" - são "esboços, cenários, rascunhos de contos" que, em Cidades Mortas, discorrem sobre o cotidiano daquelas cidades, cuja decadência econômica impunha-se desde as últimas décadas do século XIX com a derrocada da produção cafeeira, deslocada para o Oeste paulista (Sodré, 1964: 416). Ainda que alguns textos de Lobato não possam ser considerados como contos, para nós são sinais, pistas e emblemas que sobrevivem para nos evocar e reconstruir a memória.

Em Cidades Mortas a língua ferina de Monteiro Lobato ataca o marasmo político-econômico-literário de seu tempo. Cada conto descreve personagens brasileiros típicos, situações engraçadas e comportamentos diversos.

Nos contos Cidades Mortas e Café! Café!, assim como parcialmente em outros, critica a queda do café e seus efeitos na população que sobrevivia dele. Em outras histórias insere a críticas a literatura tediosa e fraca de seu tempo (citando Alberto de Oliveira e Bernardo Guimarães por nome), ao desprezo pela honestidade, ao absurdo e ridículo das cidades do interior paulista (principalmente a fictícia Itaoca, mas cidades cujo nome começa com "Ita" aparecem em vários contos para mostrar cidades pequenas com habitantes com egos inflados), à crueldade e estupidez humanas, ao exagero de nacionalismo com a participação na Primeira Guerra (no conto O espião alemão), ao abuso feito por aproveitadores com os que trabalharam duro e várias pequenas histórias onde todos esses temas são tocados. Lobato descreve Oblivion e Itaoca como cidades onde o tempo parou. Transforma-as. No decorrer dos fatos, o autor mescla crítica e sagacidade, elegância e realidade, harmonia e sutileza.

Linguagem

O estilo de Lobato é simples direto, objetivo, avesso ao rebuscamento da linguagem. Estilo ou, como ele preferia, seu temperamento, já que "estilo é a última coisa que nasce num literato - é o dente do sizo. Quando já está quarentão e já cristalizou uma filosofia própria, quando possui uma luneta só dele e para ele fabricada sob medida, quando já não é suscetível de influenciação por mais ninguém, quando alcança a perfeita maturidade da inteligência, então, sim, aparece o estilo" (Lobato, 1951: 101).

Nota-se na obra a liberdade de vocabulário, e emprego de expressões que caracterizam aquelas cidades como “velha avó entrevada”, que “foi rica um dia e hoje é quieta”. São “histórias sobre gente medíocre, sonolenta, vivendo um sossego que é como o frio nas regiões árticas: uma permanente.”

Em vários contos emprega a onomatopéia.

Temática

A obra trata de assuntos relacionados à linguagem, religião, o comportamento na sociedade, criticando as futilidades de um encontro em casas de família.

Em Era no Paraíso, satiriza a formação do universo e a origem do homem. Critica a preguiça intelectual dos fazendeiros da época em Apólogo. Trata de assuntos polêmicos e questiona valores e moralidade em Um homem de consciência e O plágio. Crítica ao Romantismo. Trabalha constantemente com o humor como em O fígado indiscreto. Crítica ao Ministério da Agricultura. Em Os senhores do café critica a hipocrisia das classes privilegiadas. Manifesta com muito humor o espírito anti-germânico predominante no período da Primeira-Guerra em O espião alemão. Em Café! Café! critica a monocultura e reproduz o espírito do homem obcecado pela mesma. Crítica a desonestidade do homem, ou seja, os que buscam levar vantagem em tudo em Um homem honesto.

Resgata também os momentos de sua própria infância.

Espaço

Numa espécie de crônica ou ensaio, num tom entre irônico e saudosista, Lobato delineia o espaço de sua obra: o norte paulista do vale do Paraíba, "onde tudo foi e nada é: Não se conjugam verbos no presente. Tudo é pretérito. "(...) cidades moribundas arrastam um viver decrépito. Gasto em chorar na mesquinhez de hoje as saudosas grandezas de dantes". É, portanto num cenário de decadência representado por ruas ermas, casarões em ruínas e armazéns desertos, que o livro introduz o leitor, fazendo-o acompanhar de um ponto de vista irônico figuras igualmente decadentes de homens e mulheres.

Itaoca é uma cidadezinha qualquer do interior paulista onde o escritor ambienta suas histórias; nela, aparecem casas de tapera, ruas mal iluminadas, políticos corruptos, patriotas, ignorância, miséria, e representa todas as cidadezinhas que Lobato viu se afundarem no vale do Paraíba: “Umas tantas cidades moribundas arrastam um viver decrépito, gasto em chorar na mesquinhez de hoje as saudosas grandezas dantes”.

Estrutura da obra

Cidades Mortas contém histórias, algumas antigas, ainda do tempo em que Lobato era estudante do Largo do São Francisco. São elas: Cidades Mortas, A vida em Oblivion, Os Perturbadores do Silêncio, Vidinha Ociosa, Cavalinhos, Noite de São João, O Pito do Reverendo, Pedro Pichorra, Cabelos Compridos, O Resto de Onça, Por Que Lopes se casou, Júri na Roça, Gens Ennyyeux, O Fígado Indiscreto, O Plágio, O Romance do Chopin, O Luzeiro Agrícola, A Cruz de Ouro, De Como Quebrei a Cabeça à Mulher do Melo, O Espião Alemão, Café! Café!, Toque Outra, Um Homem de Consciência, Anta que Berra, O Avô de Crispim, Era no Paraíso, Um Homem Honesto, O Rapto, A Nuvem de Gafanhotos, Tragédia de um Capão de Pintos.

Entre todas, destacam-se fundamentalmente algumas: Cidades Mortas, Pedro Pichorra, Cabelos Compridos e a impagável Um homem de consciência. Cabelos Compridos e O Espião Alemão são os dois contos mais conhecidos do livro.

Personagens

O retrato de seus personagens é sempre de carteira de identidade: fiel, objetivo, autêntico. São personagens não apresentam profundidade psicológica.

Os contos de Cidades Mortas entremeiam-se com digressões, como a aguda crítica aos ficcionistas românticos (Alencar, Macedo, Bernardo Guimarães), que transcrevemos:

"No concerto de nossos romancistas, onde Alencar é o Piano querido das moças e Macedo a Sensaboria relambória dum flautim piegas, Bernardo é a sanfona. Lê-lo é ir para o mato, para a roça- mas uma roça adjetivada por menina de caudalosos, as matas virentes, os píncaros altíssimos, os sabiás sonoros, as rolinhas meigas. Bernardo descreve a natureza como qualificativos surrados do mau contador. Não existe nele o vinco enérgico de impressão pessoal. Vinte vergéis que descreva são vinte perfeitas invariáveis amenidades. Nossas desajeitadíssimas caipiras são sempre lindas morenas cor de jambo. Bernardo falsifica o nosso mato. Onde toda gente vê carrapatos, pernilongos espinhos, Bernardo aponta doçuras insetos maviosos, flores olentes. Bernardo mente."


6. CIDADES MORTAS
Monteiro Lobato

7. *Profa. Maria Jerusa Rodrigues Marinho

8. 1. O AUTOR – DADOS BIOGRÁFICOS
José Renato Monteiro Lobato ( o segundo nome, depois, foi substituído por Bento), nasceu em Taubaté, em 1882. Cursa Direito por imposição da família. Participa de grupos e jornais literários e depois de formado é nomeado promotor público. Torna-se fazendeiro ao herdar a fazenda do avô, a qual é vendida para que ele crie a Editora Monteiro Lobato. Embora tenha dinamizado o mercado livreiro, sua editora vai à falência, o que o leva à imprensa do Rio de Janeiro, onde passa a ser colaborador. Mora em Nova York, e na Argentina, que acolhe muito bem suas obras, principalmente as infantis. Participa de inúmeras campanhas públicas e até foi preso por suas idéias revolucionárias. Morre vítima de espasmo pulmonar a 04 de outubro de 1948.

9. 2. OBRAS
Literatura em Geral – Urupês, Cidades Mortas, Idéias de Jeca Tatu, A Onda Verde, O Choque das Raças ou O Presidente Negro, O Escândalo do Petróleo, entre outras. – Literatura Infantil – Narizinho Arrebitado, O Saci, Fábulas de Narizinho, O Marquês de Rabicó, A Caçada da Onça, Aventuras do Príncipe, História do Mundo, As Caçadas de Pedrinho, Emília no País da Gramática, História das Invenções, Geografia da Dona Benta, Dom Quixote das Crianças, entre dezenas de outras obras.

10. 3. CARACTERÍSTICAS GERAIS
ü Escritor combativo e arrojado.
ü Autor de contos, ensaio e crítica polêmica.
ü Primeiro escritor a elaborar um projeto editorial para crianças.
ü Defensor de uma língua sem a “gramatiquice” – o velório da língua.
ü Defensor ardoso das riquezas brasileiras; famoso é o seu grito de guerra: O Petróleo é Nosso!
ü Um aristocrata (menino de tempo do império) republicano.

11. ESPAÇO
Itaoca é uma cidadezinha qualquer do interior paulista onde o escritor ambienta suas histórias; nela, aparecem casas de tapera, ruas mal iluminadas, políticos corruptos, patriotas, ignorância, miséria. Representa todas as cidadezinhas que Lobato viu se afundarem no vale do Paraíba.

12. ESTRUTURA DA OBRA
Cidades Mortas, A vida em Oblivion, Os Perturbadores do Silêncio, Vidinha Ociosa, Cavalinhos, Noite de São João, O Pito do Reverendo, Pedro Pichorra, Cabelos Compridos, O Resto de Onça, Por Que Lopes se casou, Júri na Roça, Gens Ennyyeux, o Fígado Indiscreto, O Plágio, O Romance do Chopin, O Luzeiro Agrícola, A Cruz de Ouro, De Como Quebrei a Cabeça à Mulher do Melo, O Espião Alemão, Café Café, Toque Outra, Um Homem de Consciência, Anta que Berra, O Avô de Crispim, Era no Paraíso, Um Homem Honesto, O Rapto, A Nuvem de Gafanhotos, Tragédia de um Capão de Pintos.

Eu agradeço desde já se puder fazer esta resenha pra mim, pois preciso com urgência!

Segui aí a sequência de como eu preciso:

1º apresentação de dados da obra.

2º dados do autor ( biobibliográficos ).

3º discorrer sobre a obra.

4º conclusão

Exemplo: o conto é distribuído em 5 páginas, da 1º linha até a 5, fala disso, disso e disso.

O que é que o texto quer dizer?

Qual é a minha visão de acordo com o texto?

Na conclusão : o conto é recomendado p/ leitura por causa disso, disso e disso.

Contextualizar a obra o que há de marca naquela obra que justifique na obra.
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O autêntico desafio da Educação Infantil no final do nosso século é o desafio da qualidade. Ao longo deste importante livro, organizado por Miguel A. Zabalza, os diferentes especialistas abordam os aspectos fundamentais de uma Educação Infantil de qualidade, chegando a traçar as características concretas que uma escola infantil ( do presente e do futuro) precisa ter - desde a cultura da infância, os valores e crenças, até a programação de aula e a organização dos espaços e tempos, tudo isso avalizado pela descrição de experiências e realizações de centros de ensino modelos, como as Escolas Infantis Municipais de Módena ou o currículo High/Scope contextualizado no Projeto Infância de Portugal, sem esquecer a formação do corpo docente, ponto-chave da qualidade.

Qualidade em Educação Infantil - Miguel Zabalza
Capítulo 11 -

“...De qualquer forma, o professor(a) deve ter consciência de que uma determinada estrutura da sala de aula favorece determinadas atividades. Se o que interessa é promover a troca, a relação, a possibilidade de observar e intervir de forma individualizada, mas também as interações entre colegas, o jogo coletivo e outras atividades em grupo, o educador(a) terá que encontrar meios que tornem possíveis ambas as coisas, evitando a adoção de organizações rígidas e inflexíveis.” ( D.C.B de Educação Infantil, MEC, p.96)



O autêntico desafio da Educação Infantil no final do nosso século é o desafio da qualidade. Ao longo deste importante livro, organizado por Miguel A. Zabalza, os diferentes especialistas abordam os aspectos fundamentais de uma Educação Infantil de qualidade, chegando a traçar as características concretas que uma escola infantil ( do presente e do futuro) precisa ter - desde a cultura da infância, os valores e crenças, até a programação de aula e a organização dos espaços e tempos, tudo isso avalizado pela descrição de experiências e realizações de centros de ensino modelos, como as Escolas Infantis Municipais de Módena ou o currículo High/Scope contextualizado no Projeto Infância de Portugal, sem esquecer a formação do corpo docente, ponto-chave da qualidade.

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Modernismo de segunda fase. A história começa com o leiteiro ameaçando cortar o fornecimento caso Naziazeno, um modesto funcionário público, não lhe pague os $53000. Naziazeno passa então o dia atormentado, tentando conseguir o dinheiro: pede emprestado ao chefe (que lhe nega), joga (não consegue na roleta ou no bicho) e acaba conseguindo um empréstimo com o amigo Alcides. À noite, não consegue dormir preocupado com o dinheiro e com a idéia (quase certeza) de que os ratos roem o dinheiro para o leite de seu filho. Só dorme quando ouve o leiteiro despejar o leite. Numa prosa urbana (a história se passa na cidade), regionalista (porto-alegrenses reconhecem facilmente sua cidade) e intimista (o drama de Naziazeno, embora banal, é sempre apresentado detalhadamente), Os Ratos passa-se apenas em um dia de muito drama para seu protagonista. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A idéia central na teoria de Ausubel é o que ele define como aprendizagem significativa. Aprendizagem significativa é um processo no qual uma nova informação é relacionada a um aspecto relevante, já existente da estrutura de conhecimento de um indivíduo. Portanto, o interesse de sua teoria é na estruturação do conhecimento tendo por base as organizações conceituais já existentes que funcionam como estruturas de ancoradouro e acolhimento de novas idéias.
Assim, uma ação pedagógica, ao preocupar-se com a construção racional de novas estruturas conceituais, deve preocupar-se, em primeiro lugar, com uma análise racional da estrutura do assunto a ser ensinado e, em seguida, uma análise lógica de conteúdos organizados já existentes na mente do aluno que sejam relevantes para a aprendizagem do assunto. Desse modo, conhecimentos previamente adquiridos são fundamentais para a compreensão e internalização de novos significados de palavras, de conceitos, de proposições, etc., pois servem de ancoragem às novas idéias, num relacionamento não arbitrário.
Ausubel, de certa forma, explicita e aprofunda o processo de assimilação dado por Piaget. Ambos concordam que "assimilar é incorporar um dado novo num esquema já existente", porém Ausubel argumenta que a aprendizagem significativa é específica de um conteúdo e que não há idade na qual todos os alunos possam lidar com abstrações secundárias, abstrações a partir de outras abstrações, em qualquer área.
Ele postula em sua teoria da assimilação uma relação binária entre duas dimensões de aprendizagem: uma representada pelo continuum aprendizagem significativa/ aprendizagem mecânica e a outra representada pelo continuum aprendizagem por recepção/ aprendizagem por descoberta. Ambas aparecem como extremos em um rol de múltiplas possibilidades: a primeira diz respeito ao como "uma nova informação é, ou não, incorporada às representações já internalizadas e organizadas pelo aluno" e a segunda aos itinerários, mais ou menos autônomos, de processamento da nova informação.
BIOGRAFIA
David Paul Ausubel nasceu nos Estados Unidos, na Cidade de Nova York, no ano de 1918, filho de uma família judia pobre de imigrantes da Europa Central.
OBRAS
Psicologia Educacional: Editora Interamaricana, Rio de Janeiro, 2ª edição,1980.
The Psychology of Meaningful USA ,Editora Verbal,1ª Edição,1963.
Psicologia Educacional: um ponto de vista cognitivo, Editora Trillas, México,1976.
MÉTODO CONTEÚDO SIGNIFICATIVO
Aprendizagem Significativa e Aprendizagem Mecânica
Pode-se dizer que ocorre uma aprendizagem significativa quando um indivíduo consegue relacionar uma nova informação a algum aspecto relevante, já existente, em sua estrutura de conhecimento. Depende, portanto, da experiência prévia do indivíduo, uma vez que envolve, a nível psicológico, a assimilação de novas informações dentro de uma estrutura de conhecimento específica existente na estrutura cognitiva. Assim, quando a ação pedagógica possibilita ou facilita ao aprendiz relacionar as novas informações a conceitos que ele já possui, os novos elementos de conhecimento aprendidos poderão ser distribuídos de forma significativa e relacionados de maneira não arbitrária na sua estrutura de conhecimento.
Por outro lado, quando não existem conceitos relevantes na estrutura ou quando não se conseguem relacionar novas informações a conceitos relevantes existentes novos informações podem ser assimiladas, só que de forma mecânica. Pode-se dizer, então, que uma aprendizagem mecânica ocorre quando não se consegue relacionar uma nova informação a conceitos já existentes na estrutura cognitiva ou quando não existem, na estrutura, conceitos com os quais a nova informação possa ser relacionada de forma significativa.
Elementos de conhecimento aprendido de forma puramente mecânica são distribuídos arbitrariamente na estrutura cognitiva e não se relacionam a conceitos especificamente relevantes.É importante ressaltar que, de um modo geral, não se pode afirmar que uma aprendizagem possa ser 100% significativa e 0% mecânica e nem que possa ser 0% significativa e 100% mecânica. Até mesmos elementos como números de telefones, palavras, etc., quando são decorados, ficam de alguma forma relacionados a outros elementos na estrutura de conhecimento e, por outro lado, por mais que uma aprendizagem seja significativa, existe sempre algo de mecânico nela.
Uma aprendizagem poderá ser mais mecânica ou mais significativa e isso vai depender, também, da disposição do aprendiz em aprender algo, do seu esforço consciente para relacionar o novo conhecimento à estrutura de conceitos ou a elementos de conhecimentos já existentes em sua estrutura cognitiva e também do grau de desenvolvimento desses conceitos e da gama de possíveis ligações que podem, ou não, ser feitas entre novas informações e a estrutura cognitiva existente.
Uma grande questão levantada pela Teoria de Ausubel diz respeito à origem dos subsunçores. Se eles não estiverem presentes para viabilizar a Aprendizagem Significativa, como é possível criá-los?
Segundo Ausubel a Aprendizagem Mecânica e necessária e inevitável no caso de conceitos inteiramente novos para o aprendiz, mas posteriormente ela passará a se transformar em Significativa. Para acelerar esse processo Ausubel propõe os Organizadores Prévios, âncoras criadas a fim de manipular a Estrutura Cognitiva, interligando conceitos aparentemente não relacionáveis através da abstração.
Para que ocorra uma Aprendizagem Significativa segundo Ausubel, é necessário que:
O material a ser assimilado seja Potencialmente Significativo, ou seja, não arbitrário em si. Mesmo materiais arbitrários então, podem ser tornados significativos através de Organizadores Prévios.
Ocorra um conteúdo mínimo na Estrutura Cognitiva do indivíduo, com subsunçores em suficiência para suprir as necessidades relacionais.
A Aprendizagem Significativa se divide em 3 tipos:
A Aprendizagem Representacional é basicamente uma associação simbólica primária. Atribuindo significados a símbolos como por exemplo valores sonoros vocais a caracteres lingüísticos.
A Aprendizagem de Conceitos é uma extensão da Representacional, mas num nível mais abrangente e abstrato, como o significado de uma palavra, por exemplo.
A Aprendizagem Proposicional é o inverso da Representacional. Necessita é claro do conhecimento prévio dos conceitos e símbolos, mas seu objetivo e promover uma compreensão sobre uma proposição através da soma de conceitos mais ou menos abstratos. Por exemplo o entendimento sobre algum aspecto social.
Aprendizagem Recepção e Aprendizagem Descoberta
Não se deve fazer confusão entre Aprendizagem Significativa e Aprendizagem Mecânica e Aprendizagem Receptiva e Aprendizagem por Descoberta. Uma aprendizagem pode ocorrer mais por recepção ou mais por descoberta. Uma aprendizagem por descoberta pode ser mais mecânica ou mais significativa; uma aprendizagem por recepção também pode ser mais mecânica ou mais significativa.
O fato de uma aprendizagem ser mais mecânica ou mais significativa representa a forma através da qual uma nova informação é adquirida (questão de aprendizagem); o fato de uma aprendizagem ser mais receptiva ou mais por descoberta representa a abordagem instrucional empregada (questão de ensino).Em síntese, uma aprendizagem pode ser mais significativa ou mais mecânica; pode ser mais por recepção ou mais por descoberta; pode ser por recepção e significativa ou por recepção e mecânica; pode ser por descoberta e significativa ou por descoberta e mecânica.
Um quadro, apresentado a seguir, essas relações:









A linha vertical representa um continuum na relação entre a Aprendizagem Significativa e a Aprendizagem Mecânica. Quanto mais se desloca para cima, mais significativa e menos mecânica estará ocorrendo à aprendizagem e quanto mais se desloca para baixo, mais mecânica e menos significativa será. A linha vertical diz respeito, portanto, ao trabalho do aluno, à tarefa da aprendizagem.
A linha horizontal representa um continuum na relação entre a Aprendizagem Receptiva e a Aprendizagem por Descoberta. Quanto mais se desloca para a direita, mais por descoberta e menos por recepção estará ocorrendo a aprendizagem e quanto mais se desloca para a esquerda, mais por recepção e menos por descoberta será. A linha horizontal, diz respeito, portanto, ao trabalho do educador, à tarefa de ensino.
As tabuadas, por exemplo, dependendo do trabalho de ensino realizado, são apresentadas aos alunos prontas e acabadas para que eles a decorem, oferecendo-lhes pouca ou nenhuma oportunidade de construírem os conceitos a ela relacionada. Representam, portanto, um trabalho de ensino por recepção e um trabalho de aprendizagem altamente mecânico.
Os problemas de quebra-cabeça representam, normalmente, atividades nas quais os alunos têm oportunidade de descobertas, mas, por serem repetitivos a aprendizagem da grande maioria dos conteúdos a eles relacionados, acaba acontecendo por ensaio e erro e, portanto, de forma bastante mecânica.
Numa atividade de classificação de objetos de acordo com alguns conceitos previamente estabelecidos, na qual se torna possível à clarificação de relações entre eles, há pouca descoberta a ser realizada, mas por ser uma atividade que exige um alto grau de reflexão, pode tornar-se altamente significativa para o aprendiz.
Teoria da Inclusão
Ausubel preocupa-se com a aprendizagem que ocorre na sala de aula da escola. O fator mais importante de aprendizagem é o que o aluno já sabe. Para que ocorra a aprendizagem, conceitos relevantes e inclusivos devem estar claros e disponíveis na estrutura cognitiva do indivíduo, funcionando como ponto de ancoragem. Ausubel está interessado em saber como os indivíduos aprendem grandes quantidades de material significativo por meio de apresentações verbais/textuais em um quadro escolar. Um processo primário em aprendizado é a inclusão, na qual o conhecimento novo é relacionado com as idéias relevantes da estrutura cognitiva existente em uma base substantiva. As estruturas cognitivas representam o resíduo de todas as experiências de aprendizado. A aprendizagem ocorre quando uma nova informação ancora-se em conceitos ou proposições relevantes preexistentes na estrutura cognitiva do indivíduo. O armazenamento de informações no cérebro é altamente organizado formando uma hierarquia na qual elementos mais específicos de conhecimentos são ligados (iguais assimilados) a conceitos mais gerais, mais inclusivos.
Ausubel recomenda o uso de organizadores prévios que sirvam de âncora para a nova aprendizagem e levem ao desenvolvimento de conceitos classificadores que facilitem a aprendizagem subseqüente.
Organizadores prévios são materiais introdutórios apresentados antes do material a ser aprendido em si. Sua principal função é de servir de ponte entre o que o aprendiz já sabe e o que ele deve saber a fim de que o material possa ser aprendido de forma significativa. Facilitam a aprendizagem na medida em que funcionam como "pontes cognitivas". "A essência do processo de aprendizagem significativa é que idéia simbolicamente expressa sejam relacionadas de maneira substantiva (não literal) e não arbitrária ao que o aprendiz já sabe, ou seja, a algum aspecto de sua estrutura cognitiva especificamente relevante para a aprendizagem dessas idéias. Este aspecto especificamente relevante pode ser, por exemplo, uma imagem, um símbolo, um conceito, uma proposição, já significativo".
Ausubel (1978, p.41): "As idéias mais gerais de um assunto devem ser apresentadas primeiro e, depois, progressivamente diferenciadas em termos de detalhe e especificidade. Os materiais de instrução devem tentar integrar o material novo com a informação anteriormente apresentada por meio de comparações e referências cruzadas de idéias novas e antigas.”

CONCLUSÃO
Ausubel deixa claro que no processo de ensino o principal é que a aprendizagem seja significativa. Isto é, o material a ser aprendido precisa fazer algum sentido para o aluno. Isto acontece quando a nova informação ancora-se nos conceitos relevantes já existentes na estrutura cognitiva do aprendiz.
BIBLIOGRAFIA
AUSUBEL, D.P. et ai. Psicologia educacional. Rio de Janeiro; Editora Interamericana, 1980.
http://www.rdefendi.sites.uol.com.br/ausubel/ausubel12.htm
http://www.clubedoprofessor.com.br/diariodebordo/Textop5a.htm
http://www.officinadamente.com.br/Verbetes/VebertesTeoriasDaAprendizagem_A_E....

Comentários:americano, David Paul Ausubel,novaiorquino, em 1918, judeu e pobre, sua teoria de aprendizagem, organismo aprende. Sua teoria educacional: preocupa-se com a forma pela qual a pessoa influencia o organismo a aprender:
Cognitiva;mente; afetiva: dor, prazer, satisfaça, descontentamento, alegria e ansiedade; psicomotor: responsável musculares. É trabalho por Bruner, influencia n processo curricular. Ausubel “toda aprendizagem significativa se tiver significado para o aluno”.
Conteúdo significativo relaciona o conhecimento com o já existente.
Estrutura cognitiva: representa experiências sensoriais do sujeito
Processo de ancoragem: resultado do crescimento e modificações dos conceitos subordinados do outro
Significação: quando o indivíduo consegue relacionar uma nova informação ao já existente (organização verbal e organizacional)
Ação pedagógica: possibilita ou facilita ao aprendiz relacionar as novas informações
(Não existe conceito importante são mecanizados se não há interesse o aprendizado é insignificativo)
Aprendizagem: relação com estrutura de conhecimento, mesmo que significativo, existe sempre algo de mecânico nela para ser significativo
Disposição do aprendiz; esforço consciente
Ausubel aprofunda o processo de assimilação de Piaget, assimilar é incorporar um do novo num esquema já existente.
Aprendizagem significativa:
Recepção: conhecimento apresentado de forma final.
Descoberta:liga-se os conceitos subsunções resultantes existentes na estrutura cognitiva
Preocupa-se com o aprendizado em sala de aula. Aprendizado que já s sabe é ponto de ancoragem.
Mecânico pode virar significativo; significativo pode virar mecânico.
O professor é que dá significado
Ausubel: cognitivista estrutura cognitiva de Piaget, quando conteúdo é matéria didática tem significado para o aluno forma o individual, interesse e necessidades, subsunçores são os conhecimentos pré-adquiridos como base para os conhecimentos novos ancoragem. A motivação é extrínseca, não se espera a intrínseca. O professor tem que motivar. o professor tem que ter uma forma ampla e diversificada e conteúdo, psicologia, sociologia e filosofia.
Aprendizagem social/ de comunhão
Temos o tempo diante de nós para organizar o tempo, não precisa esperar que a criança amadureça para ele. O professor deve ser amplo e despertar o interesse da criança. Procura de assimilação acumulação o professor é o responsável pelo processo de assimilação. Importância do material significativo veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Rousseau
Biografia

Jean Jacques Rousseau, nasceu em Genebra, Suíça, em 1712. sua mãe morreu no parto. Viveu primeiro com o pai, depois, com parentes da mãe e aos 16 anos partiu para uma vida de aventureiro. Foi acolhido por uma baronesa benfeitora na província francesa de Savoy, de quem se tornou- amante. Converteu-se à religião dela, o catolicismo (era calvinista). Até os 30 anos, alternou atividades que foram de pequenos furtos à tutoria de crianças ricas. Ao chegar a Paris, ficou amigo dos filósofos iluministas e iniciou uma breve mas bem sucedida carreira de compositor participante do Iluminismo rebelou-se contra todas as formas de absolutismo, por isso está ligado a Revolução Francesa. Dos três lemas dos revolucionários – liberdade, igualdade e fraternidade-, apenas o último não foi objeto de exame profundo na obra do filósofo, e os mais apaixonados líderes da revolta contra o regime monárquico francês, como Robespierre, o admiravam com devoção. Suas idéias favoráveis a liberdade intelectual e à independência do homem influenciaram a Revolução Francesa.. Em 1745 conheceu a lavadeira Therese Levasseur, com quem teria cinco filhos, todos entregues a adoção – os remorsos decorrentes marcariam grande parte de sua obra. Em 1756, já famoso por seus ensaios, Rousseau recolhe-se ao campo, até 1762. foram os anos e que produziu as obras mais célebres (Do Contrato Social, Emílio e o romance A Nova Heloisa), que despertaram a ira de monarquistas e religiosos. Viveu, a partir daí, fugindo de perseguições até que, nos últimos dias de sua vida, recobrou a paz. Em 1778 no interior da França. Durante a Revolução Francesa, 11 anos depois, foi homenageado como translado de sues ossos para o Panteão de Paris.

O contexto iluminista
Havia mais desacordos do que harmonia entre Rousseau e os outros pensadores iluministas que inspiravam os ideais da Revolução Francesa. Voltaire, Diderot e seus pares exaltavam a razão e a cultura acumulada ao longo da historia da humanidade, mas Rousseau defendia a primazia da emoção e afirmava que a civilização havia afastado o ser humano da felicidade. Enquanto Diderot organizava sistematizar todo o saber do munpo de uma perspectiuva iluminista, Rousseau pregava a experiência direta, a simplicidade e a intuição em lugar da erudição-, embora tenha se encarregado do verbete sobre musica na obra conjunta dos filósofos das luzes. Também o misticismo os opunha: Rousseau rejeitava o racionalismo ateu e recomendava a religião natural, pela qual cada um deve buscar a Deus em si mesmo e na natureza. Com o tempo, as relações entre Rousseau e seus contemporâneos chegou ao conflito aberto. Voltaire fez campanha publica contra ele, divulgando o fato ter entregue os filhos a adoção. Os seguidores mais fiéis seria os artista filiados ao Romantismo. Por meio deles, suas idéias influenciaram o espírito da época. No Brasil, José de Alencar escorou seus romances indigenistas no mito rousseauniano do bom selvagem.

Idéias
O principio de toda obra de Rousseau é que o homem é bom por natureza, mas está submetido a influencia corruptora da sociedade. um dos sintomas das falhas da civilização em atingir o bem comum, segundo o pensador, é a desigualdade, que pode ser de dois tipos: a que se deve as características individuais de cada ser humano, que é algo natural, e aquela causada por circunstâncias sociais, que deve ser combatido. Entre essas causas, Rousseau inclui desde o surgimento do ciúme nas relações amorosas até a institucionalização da propriedade privada como pilar do funcionamento econômico.
A desigualdade nociva teria suprimido a liberdade dos indivíduos e em seu lugar restaram artifícios como o culto das aparências e as regras de polidez. Ao renunciar a liberdade, o homem abre mão da própria qualidade que o define como humano. Ele não está apenas impedindo de agir, mas privado do instrumento essencial para a realização do espírito. Para recobrar a liberdade perdida nos descaminhos tomados pela sociedade, o filosofo preconiza um mergulho ao autoconhecimento, por meio da emoção.
O mito criado por ele, em torno da figura do bom selvagem – o ser humano em seu estado natural, não contaminado por constrangimentos sociais – deve ser entendido como uma idealização teórica. Sugerindo caminhos pra reconduzir a espécie humana a felicidade. Liberdade significa democracia, concebida como um regime em que todos se submetem a lei, porque ela foi elaborada de acordo com a vontade geral. Não foi por acaso que Rousseau escolheu publicar simultaneamente, em 1762, suas dus obras principais. Do Contrato Social – em que expõe sua concepção de ordem política- e Emílio – tratado de educação, que descreve passo-a-passo da formação de um jovem fictício, do nascimento aos 25 anos.
A criança, apara ele, devia ser educada sobretudo em liberdade e viver cada vez mais a infância na plenitude de seus sentidos – mesmo porque, aos 12 anos, o ser humano é só sentidos, emoção e corpo físico, enquanto ainda a razão se forma. Liberdade para ele, significa auma dependência das coisas (em oposição a dependência da vontade dos adultos).
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Contribuições para a educação posterior:
Rousseau via o jovem como um ser integral e não uma pessoa incompleta, e intuiu na infância varias fases de desenvolvimento, sobretudo cognitivo. Foi, portanto um dos precursores da pedagogia de Maria Montessori e de John Dewey.
A educação natural, porque deve ocorrer por meio da ação dos instintos e das forças naturais, respeitando o desenvolvimento natural da criança.
Educação como processo continuo. Dando-se liberdade as forças naturais, transforma-se o processo de desenvolvimento numa vida agradável, equilibrada, natural.
A simplificação do processos educativos, que é simples por natureza, nunca substituir a coisa por representação.
A importância das crianças, foi Rousseau o primeiro a considerar a criança enquanto tal, com sentimentos, desejos e idéias próprias, deferentes dos do adulto. Foi o precursor da psicologia do desenvolvimento, ao dar atenção às diversas fases do desenvolvimento da criança e ao defender uma educação diferente para cada fase.

Tal tendência desenvolveu-se acentuada no século XIX com os movimentos de Pestalozzi, Herbart e Froebel.

Resumo. A origem da desigualdade dos homens
Na obra sobre a DESIGUALDADE ENTRE OS HOMENS, afirmava que a desigualdade não é natural entre os homens, mas se desenvolveu juntamente com a propriedade privada, a partir do momento em que foi construída a primeira cerca

O homem natural: o homem é bom naturalmente, o mal é conseqüência da sociedade.é solitário, ocioso e vive do momento presente. O homem natural é bom e inocente. Estuda o homem primitivo buscando o passado para entender o presente. A desigualdade natural é mais justa, como idade, uns vivem mais outros vivem menos, isso coloca o homem em uma situação de igualdade, são livres e iguais em estado natural. Ele não tem consciência de ser homem. É um animal melhor organizado nem a linguagem, razão, família, a sociedade, trabalho propriedade são naturais do homem. O que distingui o homem do animal não é a razão e sim a liberdade.
A sociedade surge quando o homem descobre que pode sugar o outro, egoísmo. Ele não tem mais uma concepção que atende suas necessidades, mas para a ter acúmulos. O homem se corrompe com a sociedade, e se torna mal e egoísta. A política e a autoridade não têm origem natural, deriva de uma convenção, de um contrato. O homem social nasce para ser acorrentado.constrói anzol , arc os, fogo, abrigos, estabelecem famílias, linguagens e laços.
Existem dois tipos de desigualdade a natural ou física e a moral e política:
• a natural tem seu fluxo, saúdem, doença, todos morrerão. Não depende dos homens.
• A Política e Moral depende da convenção dos homens e consiste em direitos e privilégios que dominam prejuízo dos outros que trabalham e dão o prazer após dominadores. Traz a relação dos fortes e oprimidos. O homem torna-se egoísta. E oprimido aceita pacificamente o dominador.
• Rousseau reivindica uma combinação dosada de igualdade natural e de desigualdade social, busca a democracia, desejava ter nascido em um país ponde o soberano e o povo pudessem ter um mesmo interesse.
Para Rousseau, analisa que a invenção das Artes foi , portanto necessária para forçar o gênero humano a se dedicar a agricultura. A partir do momento em que se precisou de homens para fundir o ferro, precisou de outros pra alimenta-lo. Surge a divisão do trabalho.
A medida em que as idéias e sentimentos se sucedem, que espírito e o coração se aperfeiçoa, o gênero humano continua a se domesticar, as ligações estendem-se e os laços estreitam-se.
O homem metafísico começa a descobrir seu conhecimento e se perde, o processo de dependência com a família. O homem com o auxilio da máquina sai do natural e passa para o metafísico, ele agora só pensa em produzir. Com a evolução está chegando a sociedade civil capitalista.
O trabalho é o cultivador dá direito a propriedade.surge o cidadão, as primeiras leis, documentos formou o cidadão.
A linguagem surge com os instintos, alivio, dores. Quando o homem natural conhece a palavra, aquilo que ele conhece como sublime deteriorou ainda mais . Os gritos passa a persuadir e impor aos outros o poder.
EXISTENCIALISMO o primeiro sentimento do homem foi o de sua existência, seus instintos.
GÊNERO humano passagem doa animal para o humano. A diferença do solos climas, estações, fazem novas invenções como a linha o anzol, tornaram-se pescadores, arcos e flechas , caçadores.
Da passagem do homem natural para o social aparecem a desigualdade, a servidão, o mal,. Isso ocorre por causa de circunstâncias externas: a linguagem, a divisão do trabalho, e a descoberta da metalurgia, o homem torna-se dependente do meio. A agricultura dá origem a propriedade e a desigualdade. A metalurgia ele percebe os metais, ferro, aço que serão as matérias primas das futuras máquinas pelo progresso da ciência. A propriedade as pessoas aceitam isto é meu e estabelece-se a propriedade e o poder e crise



Na obra CONTRATO SOCIAL, defendia o ponto de vista de que a organização social resultou de um contrato, de uma convenção entre os homens, que delegaram aos governantes a autoridade pra a exercer o poder, mas que este deve ser exercido de acordo com a vontade geral do povo.

Na obra EMILIO, não há escola, mas a descrição de um romance, dos primeiros anos de vida de um personagem fictício, filho de um homem rico, entregue a um professor ideal que a educa segundo os padrões da natureza e em contato com esta, com os animais, plantas fenômenos e elementos físicos –água terra. Contrapõe as idéias da época sobre a natureza humana de ser ma, que o homem nasce com o pecado original e caberia a educação substituí-la moldando a sociedade. Para ele, “tudo que é bom ao sair das mãos do autor da natureza, mas tudo se degenera nas mãos do homem”.
A educação deveria seguir o livre desenvolvimento da própria natureza da criança.
A primeira educação, a de um a cinco anos, consistiria de proteger o coração contra o vicio e o espírito contra o erro, condenava o excesso e o aperto das roupas, a falta de liberdade, a vida fechada, a repressão às inclinações e aos desejos naturais. A liberdade segundo a natureza, que tornará a criança forte, implicará um corpo obediente e protegido contra o vício.
A educação dos cinco a doze anos, a educação negativa é a que tende a aperfeiçoar os órgãos do corpo, e a educação moral deve ser conseqüência natural do desenvolvimento da criança. Treinas os seus sentidos através do contato íntimo com as forças e fenômenos naturais. Dessa forma, a criança julga, prevê e raciocina sobre tudo o que se relaciona com ela.
A educação de doze a quinze anos, é a fase de aquisição de conhecimentos, de acordo com a curiosidade. A aprendizagem de um oficio tem muitas vantagens sociais e ajuda na educação.
A educação de quinze a vinte anos, quando se educa o coração, para a vida em comum e as relações sociais. É o período que se desenvolvem as noções do bem e do mal, educação religiosa.
O objetivo de Rousseau era de planejar uma educação com vistas a formação futura, na idade adulta e a intenção de propiciar felicidade a criança enquanto ela ainda é criança. Ele criticava a educação elitista de seu tempo que tinha os padres jesuítas os expoentes. Rousseau condenava em blocos os métodos de ensino utilizados até ali, por se escorarem na repetição e memorização de conteúdos,e pregava sua substituição pela experiência direta por parte dos aluno, a quem caberia conduzir pelo próprio interesse o aprendizado. Mais do que instruir, a educação deveria se preocupar com a formação moral e política.
Critica
Rousseau ao criar o mito do bom selvagem. Acabou dando argumentos pra negar a importância ou o valor da educação. Afinal, a educação é antes de tudo ação intencional para moldar o homem de acordo com um ideal ou um modelo que a sociedade, ou um segmento dela, valoriza.



PILETTI, Claudino e Nelson, Filosofia e Historia da Educação, 7.ª edição, 1988, editora Ática, São Paulo,SP
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