Ser pobre é colocar prego no chinelo quando as tiras arrebentam......

veja todos os voos de drone em

www.Zmaro.tv/Drone

 

 

Mais
acessados

Principal

Modelos de
Documento

Receitas

Resumos
de Livros

 Perguntas e Respostas
 Jurídicas

Idéias para
ficar rico

Dicas gerais

Dizem que

Ser pobre é


Memorização

Curso de Memorização

Memorização:
que dia cai?

Demais
Cursos e
apostilas


Gastronomia

carnes

bacalhau

dicas gerais

microondas

 receitas diversas

Receitas

em vídeo

tudo sobre congelamento

vinhos


Download

delivery

palpites para loteria

simulador keno (bingo)

treine digitação

ringtones de graça

Saiba quais números
mais e menos saem
na MEGASENA


Contato

Fale com o Zmaro
e/ou
PobreVirtual

Site do
Programa Zmaro

Vídeos do
Programa Zmaro
Humor inteligente
de forma descontraída...

 
O Amanuense Belmiro - Cyro dos Anjos
envie seus resumos e sugestões, clique aqui
HOFFMAN, Jussara. Avaliação Mediadora; Uma Pratica da Construção da Pré-escola a Universidade. 17.ª ed. Porto Alegre: Mediação, 2000.

POR UMA ESCOLA DE QUALIDADE
São vários os fatores que dificultam a superação da prática tradicional, como: a crença que a manutenção da avaliação classificatória garante ensino de qualidade, resistência das escolas em mudar por causa da possibilidade de cancelar matriculas, a crença que escolas tradicionais são mais exigentes.
Sobre a avaliação tradicional, ela legitima uma escola elitista, alicerçada no capitalismo e que mantém uma concepção elitista do aluno.
Entretanto, uma escola de qualidade se da conta de que todas as crianças devem ser concebidas sua realidade concreta considerando toda a pluralidade de seu jeito de viver. Deve se preocupar com o acesso de todos, promovendo-os como cidadãos participantes nessa sociedade.
O desenvolvimento máximo possível do ser humano depende de muitas coisas além das da escola tradicional como memorizar, notas altas, obediência e passividade, depende da aprendizagem, da compreensão, dos questionamentos, da participação.
O sentido da avaliação na escola, seja ela qual for a proposta pedagógica, como a de não aprovação não pode ser entendida como uma proposta de não avaliação, de aprovação automática. Ela tem que ser analisada num processo amplo, na observação do professor em entender suas falas, argumentos, perguntas debates, nos desafios em busca de alternativas e conquistas de autonomia.
A ação mediadora é uma postura construtivista em educação, onde a relação dialógica, de troca discussões, provocações dos alunos, possibilita entendimento progressivo entre professor/aluno.
O conhecimento dos alunos é adquirido com a interação com o meio em que vive e as condições deste meio, vivências, objetos e situações ultrapassam os estágios de desenvolvimento e estabelecem relações mais complexas e abstratas, de forma evolutiva a partir de uma maturação. O meio pode acelerar ou retardar esse processo. Compreender essa evolução é assumir compromisso diante as diferenças individuais dos alunos.
Quanto ao erro, na concepção mediadora da avaliação, a correção de tarefas é um elemento positivo a se trabalhar numa continuidade de ações desenvolvidas. O momento da correção passa a existir como momento de reflexão sobre as hipóteses construídas pelo aluno, não por serem certas ou erradas, problematizando o dialogo, trocando idéias. Os erros construtivos caracterizam-se por sua perspectiva lógico-matemática.
A avaliação mediadora possibilita investigar, mediar, aproximar hipóteses aos alunos e provocá-los em seguida; perceber pontos de vistas para construir um caminho comum para o conhecimento científico aprofundamento teórico e domínio do professor. Pressupõe uma análise qualitativa, uma avaliação não de produto, mas do processo, se dá constantemente através de cadernos, observações do dia a dia, é teórica usa-se registros.
A avaliação mediadora passa por três princípios: a de investigação precoce (o professor faz provocações intelectuais significativas), a de provisoriedade (sem fazer juízos do aluno), e o da complementaridade (complementa respostas velhas a um novo entendimento). Cabe ao pesquisador descobrir o mundo, mas cabe ao avaliador torná-lo melhor.
A mediação se dá relacionando experiências passadas às futuras, relacionado propostas de aprendizagens a estruturas cognitivas do educando, organizando experiências, refletivo sobre o estudo, com participação ativa na solução de problemas com a apreciação de valores e diferenças individuais. O educador toma consciência do estudante no alcance de metas individuais, promovendo interações a partir da curiosidade intelectual, originalidade, criatividade, confrontações. 
FERRAZ, Maria Heloisa C. de T.; FUSARI, Maria Felisminda de R. e. Arte na Educação Escolar. São Paulo: Cortez, 1992.

Resumo.
O ensino e a aprendizagem da arte fazem parte da produção artística em todos os tempos.
A mudança da educação tradicional para o processo de aprendizagem do aluno também ocorreu no âmbito do ensino de Arte.
As pesquisas de vários campos das ciências humanas sobre o desenvolvimento da criança e sobre o processo criado, sobre a arte e outras culturas. Na confluência da antropologia, filosofia, psicologia, psicanálise, critica da arte, da psicopedagogia e das tendências estéticas surgiram princípios inovadores para o ensino de artes plásticas, musica, teatro e dança que valorizam a livre expressão e a sensibilização para a experimentação artística visando o potencial criador.
A necessidade e a capacidade da expressão artística enquadrada em palavras de ordem, em aplicação mecânicas das atividades das crianças, geram deformações na idéia original e banalização do deixa fazer, deixar a criança fazer arte, sem nenhuma intervenção. Esse objetivo de facilitar o desenvolvimento criador da criança, no entanto desencadeou uma indiscriminada idéia vaga e imprecisa sobre a função da educação artística.
Na década de 60, arte-educadores, questionava, a idéia do desenvolvimento espontâneo, inaugurando uma nova tendência, com o objetivo era precisar o fenômeno artístico como conteúdo escolar, articulando-se em dois movimentos: a revisão critica da livre expressão e a investigação, na pedagogia, na psicologia cognitivista, na própria produção artística, entre outras.
No inicio dos anos 70, os Estados Unidos afirmavam que o desenvolvimento artístico é resultado de formas complexas de aprendizagem. A tarefa do professor era propiciar essa aprendizagem por meio da instrução, buscando meios para transforma idéias, sentimentos e imagens num objeto material, estabelecimento de conceitos solidificam e fundamentam dentro do currículo escolar, definindo contornos com base em características ao fenômeno artístico. A partir daí, pesquisas ressaltara as que investigam o modo de aprender dos artistas.
O ensino da arte é identificado pela visão humanista e filosófica que demarcou as tendências tradicionais e escolanovistas. Que apesar de contrapor as proposições, métodos e entendimento dos papeis do professor e do aluno, influenciaram ações escolares de Artes.
Na primeira metade do século XX, disciplina de Desenho, Trabalhos Manuais, Música e Canto Orfeônico, faziam parte dos programas escolares. O ensino de arte era voltado ao ensino técnico, o professor transmitia aos alunos códigos, conceitos e categorias.
A disciplina de Desenho apresentada sob a forma de Desenho Geométrico, Desenho Natural e Desenho Pedagógico era considerado aplicação imediata e a qualificação para o trabalho.
Teatros e danças eram reconhecidas como parte de festividades e celebração de datas. A musica, o Canto Orfeônico preparado pelo compositor Heitor Villa-Lobos, na década de 30 difundia idéias de coletividade e civismo. Esbarrando na atividade pratica dos professores e transformou-se em aulas de musicas baseada em aspectos matemáticos e visuais com a memorização de peças orfeônicas de caráter folclórico, cívico e exaltação. Isso por 30 anos, quando o Canto Orfeônico é substituído pela Educação Musical, pela LDB de 1961.
Entre os anos 20 e 70 o ensino da Arte volta-se para o desenvolvimento natural da criança valorizando suas formas de expressão e de compreensão do mundo, enfatizando repetições de modelos, e deslocando a ênfase para os processos de desenvolvimento do aluno e sua criação.
Desenho e Artes Plásticas BUSCAM A ESPONTANEIDADE, AUTONOMIA E DESCOBERTA, BASEANDO-SE NA AUT-EXPRESSÃO DOS ALUNOS.
Com a Educação Musical a musica pode ser sentida, tocada dançada, cantada. Utiliza-se jogos, instrumentos de percussão, todas e brincadeiras buscava-se um desenvolvimento auditivo, rítmico, expressão corporal e a socialização das crianças que são estimuladas a experimentar, improvisar e cria.
A semana Da Arte Moderna, em 1922, tenta-se trabalhar-se a arte fora das escolas, cresce os movimentos culturais. As artes plásticas ganham novas expressões, surgem museus em todo o país. Obras deixam de ser só eruditas, mas se popularizam, aproximando e influenciando a Arte escolar. Até 1960, havia poucos cursos de formação de professores nesse campo, e professores de quaisquer matérias ou pessoas com alguma habilidade na área poderiam assumir as disciplinas de Desenho, Desenho Geométrico, Artes Plásticas e Musica.
Em 1971, a LDB, a arte é incluída no currículo escolar com o titulo de Educação ARTÍSTICA, mas é considerada atividade educativa e não disciplina.. foi um avanço, mas os professores não estavam habilitados essa contradição demonstrou o enfrentamento de dificuldades da base na relação entre teoria e pratica.
Faculdades de Educação ARTÍSTICA foram criadas para cobrir o mercado, mas não estavam preparadas, os professores tentavam equacionar objetivos inatingíveis, com atividades múltiplas, envolvendo exercícios musicais, plásticos, corporais, sem conhece-los bem e justificados e divididos apenas por faixas etárias.
Entre 70 e 80, antigos professores e os recém formados viram-se responsáveis em educar alunos em todas as linguagens artísticas tornando-se polivalentes em Artes, o que diminuiu a qualidade de cada forma de arte.
A partir de 80 constituiu-se o movimento Arte-educação com finalidade de conscientizar e organizar profissionais ampliando as discussões sobre a valorização e o aprimoramento do professor. Novos andamentos a ação educativa foram propostas por universidades, associações de arte-educadores, entidades publicas e particulares.
Em 1988, a Constituição Federal retira a obrigatoriedade da área, porem, e a LDB de 1996 revoga e considera a Arte obrigatória na educação básica. O inicio do movimento arte educação evolui-0se pra discussões que geraram concepções e novas metodologias para o ensino e a aprendizagem da arte nas escolas. Identificado por Arte e não mais Educação Artística, é estruturada no currículo escolar como área com conteúdos próprios ligados a cultura artística a não mais atividade. Trata-se de estudos sobre a educação estética do cotidiano, encaminhando o pedagógico-artístico a integração de fazer- artístico, a apreciação da obra de arte e a contextualização histórica ( produção, fruição e reflexão).
Sem uma consciência clara de sua função e da arte como área de conhecimento com conteúdos específicos, professores não conseguem formular um quadro de referencias conceituais e metodológicas para alicerçar sua ação pedagógica. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Considerações sobre a obra: Analisaremos a obra em seu conjunto. Pois é esse conjunto que nos dará uma visão do estilo da escritora Lygia Fagundes Telles. É necessário cautela, atenção... durante as leituras visto que as pontuações são necessárias ás obras do entendimento. Seja o discurso ou monólogo à visão do estilo da autora, a precaução às interpretações exigem reflexões, descobertas e análises oriundas da "leitura tipo". Cautela! Não imagina decorar. Jamais. Sugerimos ao candidato acompanhar a análise utilizando-se dos excertos apresentados nos resumos. Conto N.º 1: O Noivo Um rapaz de nome Miguel estava noivo, de casamento marcado, mas não se lembrava o dia, hora e com quem iria se casar no dia 12 de novembro numa quinta-feira. Interrogou um fraque novo na sala. Viu que era intacto. Reviu um álbum de fotografias, analisou as amigas e se uma delas seria sua noiva. Lembrou uma canção de roda. Frederico vem buscá-lo para ir e diz que ele já está atrasado. Ao chegar à igreja lembra mais mulhers que poderia se uma delas sua noiva. "Mas já são quase nove horas, o casamento não é às dez? O café está aqui, o senhor não quer uma xícara. -Agora não, depois. "Depois", refletiu baixando o olhar para poltrona. Empalideceu. Via agora ao lado do armário um maleta - a maleta que usava para viagens curtas - cuidadosamente preparada, como se daí a alguns instantes devesse embarcar. Ajoelhou-se diante da pilha de roupas. "Mas para onde? Não sei de nada, não sei de nada!..." Examinou os pijamas envoltos em celofantes. Tocou de leve no chão de banho, nos shorts, nos sapatos de lona. Tudo novo, tudo pronto para uma curta temporada na praia, a lua-de-mel ia ser na praia, e quem ia se casar era ele" (p.12) "- Mas, Miguel... você ainda está assim? Faltam só dez minutos, homem de Deus! Como é que você atrasou desse jeito? Descalço, de pijama! Miguel baixou olhar! Frederico era seu amigo mais querido. Contudo, viera busca-lo para aquilo. - Fico pronto num instante, já fiz a barba. - E que barba, olha aí, cortou-se todo. Já tomou banho? - Não. - Ainda não?! Santo Deus. Bom, paciência, toma na volta que agora não vai dar tempo - exclamou Frederico empurrando-o para o quarto. (...) Você está pálido, Miguel, que palidez é essa? Nervoso. - Não. - Acho que a noiva está mais calma. - Você tem ai o convite? - Que convite? - Do casamento. - Claro qu não tenho convite algum, que é que você quer fazer com o convite? - Queria ver uma coisa... - Que coisa? Não tem quer ver nada, Miguel, estamos atrasadíssimos, eu sei onde é a igreja, sei a hora, que mais você quer? Nunca vi um noivo assim - resmungou Frederico atirando o cigarro pela janela. - E esse laço medonho, deixa que eu faço o laço... - Miguel entregou-lhe a gravata. Pensou em Vera! E se fosse a Vera? Verinha, a irmã caçula de Frederico, a mais bonita, a mais graciosa." (p.16) "Miguel encarou. "Que estranho. Lembrei-me de tantas! Mas justamente nela eu não tinha pensado..." Inclinou-se para beijá-la. 1964 (p.19) Conto N.º 2: Natal na Barca O narrador-personagem faz um passeio num barco sem querer lembrar por que estava naquela barca com pessoas humildes e de forte calor humano, crentes. "Era uma mulher com uma criança, um velho e eu." Com essas pessoas, ele aprende ou desperta coisas que até então, não imaginava que existisse a fé: "A caixa de fósforos escapou-me das mãos e quase resvalou para o rio. Agachei-me para apanhá-la. Sentindo então alguns respingos no rosto, inclinei-me mais até mergulhar as pontas dos dedos na água. - Tão gelada - estranhei, enxugando a mão. - Mas de manhã é quente. Voltei-me para a mulher que embalava a criança e me observava com um meio sorriso. Sentei-me no banco ao seu lado. Tinha belos olhos claros, extraordinariamente brilhantes. Vi que suas roupas puídas tinham muito caráter, revestida de uma certa dignidade." "- Seu filho? - É. Está doente, vou ao especialista, o farmacêutico de Lucena achou que eu devia consultar um médico hoje mesmo. Ainda ontem ele estava bem, mas de repente piorou. Uma febre, só febre... - Levantou a cabeça com energia. O queixo agudo era altivo, mas o olhar tinha a expressão doce. - Só sei que Deus não vai me abandonar." "- É o caçula? - É o único. O meu primeiro morreu o ano passado. Subiu o muro, estava brincado de mágico quando de repente avisou, vou voar!? "Como não batasse a pobreza que espiava pelos remendos da sua roupa, perdera o filhinho, o marido, e ainda via pairar uma sombra sobre o segundo filho que ninava nos braços. E ali estava sem a menor revolta, confiante. Intocável.Apatia? Não, não podiam ser de uma apática aqueles olhos vivíssimos e aquelas mãos enérgicas. Inconselência? Uma obscura irritação me fez sorrir. - A senhora é conformada. - Tenho fé, dona. Deus nunca me abandonou. - Deus - repeti vagamente. - A senhora não acredita em Deus? - Acredito - murmurei. E ao, ouvir o som débil da minha afirmatica, sem saber porque, pertubei-me. Agora entendia. Aí estava o segredo daquela confiança, daquela calma. Era a tal fé que removia montanha.." "Acordou o dorminhoco! E olha ai, deve estar agora sem nenhuma febre. - Acordou?! Ela teve um sorriso. - Veja... Inclinei-me. A criança abrira os olhos - aqueles olhos que eu vira cerrados. Tão definitivamente. E bocejava, esfrengando a mãozinha na face de novo corada. Fiquei olhando sem conseguir falar. - Então, bom Natal! - disse ela, enfiando a sacola. Encarei-a Sob o manto preto, de pontas cruzadas e atiradas para trás, seu rosto Resplandecia. Apertei-lhe a mão vigorosa. E acompanhei-a com o olhar até que ela desapareceu na noite. Conduzido pelo bilheteiro, o velho passou por mim reiniciando seu afetuoso diálogo com o vizinho invisível. Saí por último da barca. Duas vezes voltei-me ainda para ver o rio. E pude imaginá-lo como seria de manhã cedo: verde e quente. Verde e quente." (p.21/23/24/25) Conto N.º 3: Venha ver o pôr-do-sol Ricardo é um rapaz misterioso, cheio de idéias mórbidas. Achou de levar a namorada para ver o pôr-do-sol no cemitério. Lá chengando, Raquel estranhou a idéias, insultou-o de cretino, louco. Passearam po todo o loca, visitaram alguns túmulos. Mas, para ver o pôr-do-sol teria que ser sobre o túmulo da família de Ricardo, pois lá esva sua prima. "- Cemitério abandonado, meu anjo. Vivos e mortos, desertam todos. Nem os fantasmas sobraram, olha aí como as criancinhas brincam sem medo - acrescentou apontando as crianças na sua ciranda. Ela tragou lentamente. Soprou a fumaça na cara do companheiro. - Ricardo e suas idéias. E agora? Qual é o programa? Brandamente ele a tomou pela cintura. - Conheço bem tudo isso, minha gente está enterrada aí. Vamos entrar um instante e te mostrarei o pôr-do-sol mais lindo do mundo. Ele encarou-o um instante. Vergou a cabeça para trás numa risada. - Ver o pôr-do-sol!... Ah, meu Deus... Fabuloso!... Me implora um último encontro, me atormenta dias seguidos, me faz vir de longa para esta buraqueira, só mais uma vez, só mais uma vez! E para quê? Para ver o pôr-do-sol num cemitério..." (p.27) "- Estou sem dinheiro, meu anjo, vê se entende. - Mas eu pago. - Com o dinheiro dele? Prefiro beber formicida. Escolhi esse passeio porque é de graça e muito descente, não pode haver um passeio mais descente, não concorda comigo? Até romântico. Ela olhou em redor. Puxou o braço que ele apertava." (p.28) "Ele esperou que ela chegasse quase a tocar o trinco da portinhola de ferro. Então deu uma volta à chave, arrancou-a da fechadura e saltou para trás. - Ricardo, abre isto imediatamente! Vamos, imediatamente! - ordenou, torcendo o trinco. - Detesto este tipo de brincadeira, você sabe disso. Seu idiota! É no que dá seguir a cabeça de um idiota desses. Brincadeira estúpida!" (p.33) "Ele já não sorria. Estava sério, os olhos diminuindo. Em redor deles, reapareceram as rugazinhas abertas em leque. - Boa noite, Raquel. - Chega, Ricardo! Você vai me pagar!... - gritou ela, estendo os braços por entre as grades, tentando agarrá-lo. - Cretinho! Me dá a chave desta porcaria, vamos!" "E, de repente, o grito medonho, inumano: - NÃO! Durantante algum tempo ele ainda ouviu os gritos que se multiplicaram, semelhantes aos de um animal sendo estraçalhado. Depois, os uivos foram ficando mais remotos, abafados como se viessem das profundezas da terra. Assim que atingiu o portão do cemitério, ele lançou ao poente um olhar mortiço. Ficou antento. Nenhum ouvido humano escutaria agora qualquer chamado. Acendeu um cigarro e foi descendo a ladeira. Crianças ao longe brincavam de roda." (p.34) Conto N.º 4: As Formigas Umas estudantes chegaram a um pensionato com o fim de ali se alojarem. A dona da casa foi mostrar-lhe o quarto. Em baixo da cama ficou uma caixa de ossos ao estudante anterior que terminara mediciana. Como uma das estudantes fazia medicina, a mulher oferecu-lhe e ela aceitou. A estudante examina os osso e viu que parecia de criança, na verdade eram de um anão. Havia um cheiro indescritível. À noite surgem umas formiguinhas enturmads se dirifiam ao caixotinho de ossos. As moças tentavam matar as formigas, mas tantas outras apareciam para o mesmo fim. Só que os ossinhos não se encontravam na mesma posição que ela deixara. Isso asobrou a estudante de Direito que, vendo os ossinhos formando um "ANÃO", ela se desesperou para sair da pensão mesmo na madrugada já que havia tido um pesadelo com o anão dentro de seu quarto. "- (...) E ficou olhando dentro do caixotinho. - Esquisito. Muito esquisito. - O quê? - Me lembro que botei o crânio em cima da pilha, me lembro que até calcei ele com as omoplatas para não rolar. E agora ele está ai no chão do caixote, com uma omoplata de cada loado. Por acaso você mexeu aqui? - Deus me livre, tenho nojo de osso. Ainda mais de anão." (p.38) "Então fui ver o caixotinho, aconteceu o que eu esperava... - Que foi? Fala de pressa, o que foi? Ela firmou o olhar oblíquo no caixotinho debaixo da cama. - Estão mesmo montando ele. E rapidamente, entende? O esqueleto está inteiro, só falta o fêmur. E os ossinhos da mão esquerda, fazem isso num instante. Vamos embora daqui.. -Você está falando sério? - Vamos embora, já arrumei as malas A mesa estava limpa e vazios os armários escancarados. - Mas sair assim, de madrugada? Pordemos sair assim? - Imediatamente, melhor não esperar que a bruxa acorde. Vamos, levanta. - E para onde a gente vai? - Não interessa, depois a gente vê. Vamos, vista isso, temos que sair antes que o anão fique pronto. Olhei de longe a trilha: nunca elas pareceram tão rápidas. Calcei os sapatos, descolei a gravura da parede, enfiei o urso no bolso da japona e fomos arrastando as malas pelas escadas, mais intenso o cheiro vinha do quarto, deixamos a porta aberta. Foi o gato que miou comprido ou foi um grito? No céu, as últimas estrelas já empalideciam. Quando encarei a casa, só a janela nos via, o outro olho era pebumbra." 1977 (p.41/42) Conto N.º 5: O jardim selvagem Tio Ed casara-se com Daniela sem avisar à famíla. Era um quarentão, medroso e inseguro. Muito envolvido com a família: Tia Pombinha e a sobrinha. Têm o tempo fofocando sobre a vida da famíla. Tia Pombinha sonha com dente, que isso não é nada bom. Semanas depois ela recebe a notícia do suicídio do Tio ED. "- Ele parece feliz, sem divida, mas ao mesmo tempo me olhou de um jeito... Era como se quisesse me dizer qualquer coisa e não tivesse coragem, senti isso com tanta força, que meu coração até doeu, quis perguntas, oque foi, Ed! Pode me dizer, o que foi? Mas ele só me olhava e não disse nada. Tive a impressão de que estava com medo. - Com medo de que? - Não sei, não sei, mas foi como se eu estivesse vendo Ed menino outra vez. Tinha pavor do escuro, só queria dormir de luz acesa. Papai proibiu essa história de luz e não me deixou mais ir lá fazer copanhia, achava que eu poderia estragá-lo com muito mimo. Mas uma noite não resisti escondida no quarto. Estava acordado, sentado na cama. Quer que eu fique aqui até dormir? Perguntei. Pode ir embora, disse, já não me importo mais de ficar no escuro. Então dei-lhe um beijo, como fiz hoje. Ele me abraçou e me olhou do mesmo jeito que me olhou agora, querendo confessar que estava com medo. Mas se coragem de confessar." (p.44/45) "- Ai é que está... Quem é qque pode saber? Ed sempre foi muito discreto, não é de se abrir com a gente, ele esconde. Que moça será essa?!" - E não é bom? Isso de ser meio velha. Balançou a cabeça com ar de quem podia dizer ainda um montão de coisas sobre essa questão de idade. Mas preferia não dizer. - Hoje de manhã, quando você estava na escola, a cozinheira deles passou po aqui, é amiga de Conceição. Contou que ela se veste nos melhores costureiros, só usa pergume francês, toca piano... Quando estiveram na chácara, nesse último fim de semana, ela tomou banho nua debaixo da cascata. - Nua? - Nuinha. Vão morar lá na chácara, ele mandou reformar tudo, diz que a casa ficou uma casa de cinema. e é isso que me preocupa, Ducha. Que fortuna não estarão gastando nessas loucuras? Cristo-Rei, que fortuna! Onde é que ele foi encontrar essa moça? - Mas ele não é rico? - Ai é que está... Ed não é tão rico quanto se pensa. Dei de ombros. Nunca tinha pensado antes no assunto." "- Diz que anda sempre com uma luva na mão direita, nãot tira nunca a luva dessa mão, nem dentro de casa. Sentei-me na cama. Esse pedaço me interessa. - Usa uma luva? - Na mão direita. Diz que tem dúzias de luva, cada qual de uma cor, combinando com o vestido. - E não tira nem dentro de casa? - Já amanhece com ela. Diz que teve um acidente com essa mão, deve ter ficado algum defeito..." (p.45/46) "Tia Pombinha tinha ido ao mercado, pudemos falar à vontade enquanto Conceição fazia o almoço. - Seu tio é muito bom, coitado. Gosto demais dele - começou ela enquanto beliscava um bolinho que Conceição tirara da frigideira. - Mas não combino com dona Daniela. Fazer aquilo com o pobre cachorro, não me conforma! - Que cachorro? - O Kleber, lá da chácara. Uma cachorro tão engraçadinho, coitado. Só porque ficou doente e ela achou que ele estava sofendo... Tem cabimento fazer isso com um cachorro? Conto N.º 7: Antes do Baile Verde Lulu precisa ir ao baile, fantasiada e escolhe um modelo com muitos bordados em lantejoulas. Foi em busca dos favores de uma preta que já esva pronta para o desfile, aguardando seu amor Raimundo chegar. Enquanto isso o pai de Lu estava muito doente entre a vida e a morte. Tatisa (a preta) não conversava outra coisa senão sobre o estado de saúde do pai de Lu. Esta ficava irritada, porque não queria perder o baile. "- Tenho que ir, Tatisa! - Espera, já disse que estou pronta - repetiu, baixando a voz. - Só vou pegar a bolsa... - Você vai deixar a luz acessa? - Melhor, não? A casa fica mais alegre assim. No topo da escada ficaram mais juntas. Olharam na mesma direção: a porta estava fechada. Imíveis como se tivessem sido petrificadas na fuga, as duas mulheres ficaram fechada. Imóveis como se tivessem sido petrificadas na fuga, as duas mulheres ficaram fechada. Imóveis como se tivessem sido petrificadas na fuga, as duas mulheres ficaram ouvindo o relógio da sala. Foi a preta quem se moveu. A voz era um sopro: - Quer ir dar um espiada, Tatisa? - Vá você, Lu... Trocaram um rápido olhar. Bagas de suor escorriam pelas têmperos verdes da jovem, um suor turvo como sumo de uma casca de limão. O som prolongado de uma buzin foi-se fragmentando lá fora. Subiu poderoso o som do relógio. Brandamente e empregada desprendeu-se da mão da jovem. Foi descendo a escada na ponta dos pés. Abriu a porta da desprendeu-se da mão da jovem. Foi descendo a escada na ponta dos pés. Abriu a porta da rua. - Lu! Lu! - a jovem chamou num sobre salto. Continha-se para não gritar. - Espera ai, já vou indo! E apoiando-se ao corrimão, colada a ele, desceu precipitadamente. Quando bateu a porta atrás de si, rolaram pela escada algumas lantejoulas verdes na mesma direção, como se quisessem alcança-la." (p.68/68) Conto N.º 8: Menino Um menino conversador, saiu para acompanhar a mãe no cinema. Não se acamodou bem no lugar escolhido pela mãe e tratou de mudar de posição sempre que não estivesse vendo a tela. Impaciente, ele ainda se depara com um homem que se senta ao lado de sua mãe. Ele procura atrapalhar as explicações da mãe porque não estava se sentindo bem. Ao retornar a casa, teve vontade de contar tudo ao pai. Mas, eles não se relacionavam muito bem. O pai demonstra-lhe muita confiança na mulher e ele concluiu que seus pais são felizes mesmo que houvesse traição. "- E então, meu amor, lendo o seu jornalzinho? - perguntou ela, beijando o homem na face. - Mas a luz está muito fraca? - A lâmpada maior queimou, liguei essa por enquanto - disse ele, tomando a mão da mulher. Beijou-a demoradamente. - Tudo bem? - Tudo bem. O menino mordeu o lábio até sentir gosto de sangue na boca. Como nas outras noites, igual. - Então, meu filho? Gostou da fita? - perguntou o pai, dobrando jornal. Estendeu a mão ao menino e com a outra começou a acariciar o braço da mulher. - Pela sua cara, desconfio que não. - Gostei, sim. - Ah, confessa, filhote, você detestou, não foi? - contestou ela. - Nem eu entendi direito, uma complicação dos diabos, espionagem, guerra, mágia... Você não podia ter entendido. - Entendi. Entendi tudo - eles quis gritar e vaoz saiu um sopro tão débil que só ele ouviu. - E ainda com dor de dente! - acrescentou ela, desprendendo-se do homem e subindo a escada. - Ah, já ia esquecendo a aspirina! O menino voltou para a escada os olhos cheios de lágrimas. - Que é isso? - estranhou o pai. - Parece até que você viu assombração. Que foi? O menino encarou-o demoradamente. Aquele era o pai. O pai. Os cabelos grisalhos. Os óculos pesados. O rosto feio e bom. - Pai... - murmurou, aproximando-se. E repetiu num fio de voz: - Pai... - Mas meu filho, que aconteceu? Vamos, diga! - Nada, nada. Fechou os olhos para prender as lágrimas. Envolveu o pai num apertado abraço." (p.78) veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Na colméia do inferno (1984) - Editora Moderna

Neste livro eu procurei uma narração mais visceral, com um foco narrativo quase nas entranhas do personagem central: suas raivas, suas revoltas, suas idiossincrasias. A narrativa é linear, mas os acontecimentos misturam-se às emoções do protagonista, formando um quadro duro, áspero, revoltado. A intenção foi justapor o tal conflito de gerações, mostrando-o como uma diferença de pontos de vista acerca do mundo ditados pela evolução das necessidades da própria História (História da sociedade, não história-enredo).

Já fiz teatro no passado e isto faz com que a forma teatral cênica não se afaste de meu pensamento. Assim, procurei utilizar essas técnicas no livro: veja-se o clima cênico do início do Capítulo Nha Nana. Os personagens são também verborrágicos, como seria necessário no teatro, e procurei criar as falas de modo que elas funcionassem como falas de teatro, isto é, um texto que daria certo se fosse lido em voz alta. A varanda, no texto, representa o estrado (chamado praticável) em teatro, para criar planos que definam as desigualdades entre as pessoas: os reis, os senhores, sempre estarão sobre estes estrados; o povo, os outros, sempre estarão ao rés-do-chão, submissos.

Durante a redação desse livro, surgiu um personagem, não planejado anteriormente, que se agigantou e tomou o livro, forçando, inclusive, um desfecho que sequer me havia ocorrido. É o Velho Santinho, uma imposição quase parapsicológica, que se desenvolveu, falando diretamente, sem que, ao reler o que havia escrito, eu mudasse uma palavra do que ele dissera.
veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Solo de Clarineta é dividido em dois volumes. No primeiro Veríssimo conta e sua infância e adolescência até a idade adulta quando abandona o cargo na UPA e sua filha Clarissa casa-se com o físico americano David Jaffe. Na segunda, após relatar o nascimento de seus três netos e o escrever de O Arquipélago (e o primeiro dos ataques cardíacos), Érico começa a contar sua viagens. A primeira é a viagem a Grécia. Depois conta sobre O Senhor Embaixador e então… Portugal! Veríssimo era apaixonado pelo país e conta de seu tour pelo país em 1959 junto com a esposa Mafalda , seu editor e seu filho Luís Fernando. Infelizmente Érico morreu antes de concluir este volume e iniciar o terceiro, mas sobra ainda uma segunda parte deste segundo volume, contando sobre a Holanda, a Espanha e um colóquio entre ele e o homem no espelho onde analisa a si mesmo, sua obra, suas opiniões e sua autobiografia: o que ele nos deu foi "não um concerto de jazz ou uma grande peça sinfônica, mas um solo de clarineta."

veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Canaã conta a história de Milkau e Lentz, dois jovens imigrantes alemães que se estabelecem em Porto do Cachoeiro, ES. Amigos e antagônicos ao mesmo tempo, Milkau é a integração e a paz, admirando o Novo Mundo, Lentz é a conquista e a guerra, pensando no dia que a Alemanha invadirá e conquistará aquela terra. Ainda assim, ambos se unem e trabalham juntos na terra e prosperam. Mais tarde aparece Maria, filha de imigrantes pobres, que é abandonada ao léu quando morre seu protetor e lhe abandona o amante, que pensava ser seu futuro marido. Vagando, tomada como louca e prostituta, é rejeitada até na igreja antes de ser salva por Milkau, quem conheceu uma vez em uma festa e vai morar numa fazenda. Lá continua a ser maltratada até que um dia seu filho é morto por porcos e ela é acusada de infanticídio. Na cadeia Milkau passa a visitá-la enquanto ela é repudiada pela cidade inteira. Por fim a salva com uma fuga no meio da noite. A história em si é apenas pano de fundo para as discussões ideológicas entre Milkau e Lentz, somando-se a isto retratos da imigração alemã e da corrupta administração brasileira da época (notavelmente no capítulo VI). veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
À Ilha Maré é um dos primeiros poemas de um brasileiro feitos em louvor à terra. Botelho de Oliveira descreve com todo o esmero de vocabulário típico dos barrocos os muitos frutos da terra, lembrando sempre a inveja que fariam às metrópoles européias. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O elemento estrutural mais importante dessa obra é a sua organização sistematizada em dois planos e três atos: Plano do presente (1932, aproximadamente), no espaço de uma casa modesta Plano do passado (1929), no espaço de uma fazenda tradicional. Além de quebrar a linearidade que tornaria o texto e a encenação um tanto quanto monótonos, essa organização permite aos espectadores Ter acesso simultâneo aos dois instantes fundamentais da história, levando a uma comparação que foi prevista pelo autor, para assim comentar, sublinhar os fatos sobre os quais quer chamar a atenção. Dessa forma, os espectadores não podem contar nem ao menos com o refrigério da dúvida. Sabem, antecipadamente, que toda esperança é inútil. Por isso, pode-se dizer que sofrem mais que as personagens. Tempo: como todo texto conciso e de forte consciência dramática, a ação se desenvolve próxima do seu desenlace. Temos dois momentos fundamentais, o passado (1929), próximo da perda da fazenda que segue até a perda definitiva; e o da esperança de retorno com base na moratória e no resultado do processo de nulidade (1932), que se encaminha até a decisão final do juiz, com a derrota definitiva, pondo fim a toda e qualquer esperança. Espaço: há dois espaços fundamentais: a sala de uma modesta casa de cidade do interior de São Paulo e a de uma larga casa da fazenda tradicional. O espaço da fazenda não se manifesta de modo concreto e genérico, mas por meio de pequenos incidentes que perpassam pela conversa como o balaústre que está estragado, os vidros da bandeira da porta que estão pedindo troca, ou mesmo as formigas que tornaram a sair. Importante notar, que esses sinais apontam todos infalivelmente para a ameaça de morte (decadência) que paira sobre a fazenda ou, metonimicamente, sobre essa classe que ela representa, isto é, a classe dominante da época, os donos do café. Personagens: Helena, pessoa bondosa, humilde, que ama a todos de maneira bem distribuída, procurando compreender cada um e aceitá-lo com suas virtudes e seus defeitos. Como toda mulher daquele tempo é totalmente obediente ao marido. Joaquim, homem sistemático do interior, forte na aparência, mas sensível no interior. Cuida de todos os negócios, não permitindo que as mulheres se metam em atividades que julga serem apenas dos homens. Dispensa todo tipo de ajuda, por isso sofre muito quando a filha precisa costurar para sustentar a família. É preso à tradição, não aceitando as mudanças. Marcelo, filho de classe dominante, nada quer na vida, evitando qualquer esforço físico ou intelectual. Quer desfrutar dos benefícios que a posição do pai lhe proporciona, e, quando tudo desanda, refugia-se na bebida. Lucília, moça forte, de temperamento enérgico e paciente, única no conjunto familiar a estar preparada para a nova vida de sofrimento e luta pelo pão de cada dia. Orgulhosa, no entanto, não gosta de aceitar ajuda dos parentes. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Publicado em 1930, o volume apresenta 49 poesias, reunindo produções de Carlos Drummond de Andrade de 1925 a 1930, e está dedicado ao poeta e amigo Mário de Andrade, que publica, no mesmo período, Remate dos Males, obra que viria a dar uma nova conformação à poética do Papa do Modernismo. Alguma Poesia é volume escrito sob o ímpeto da modernidade de 1922, pratica o poema-piada, utiliza os coloquialismos apregoados pela estética, cultiva a poesia do cotidiano, repudiando as tendências parnasiano-simbolistas que dominaram a poesia até então. No entanto, o poema-piada de Drummond é antes um desabafo de um tímido que procura afogar (disfarçar) no humor os sentimentos que o amarguram. No prosaísmo esconde a procura de uma expressão poética autêntica e autônoma e, ao se voltar para o cotidiano, transcende o tempo e o espaço em busca do perene e universal. Dos supostos acima enunciados, pode-se traçar uma espécie de linha temática que Drummond seguirá em Alguma Poesia e que permanecerá durante sua trajetória poética, que, grosso modo, pode ser identificada como se segue, a partir do que o próprio autor sugere como condução temática de sua obra:

1. O indivíduo – "um eu todo retorcido"

Seção que investiga a formação do poeta e sua visão acerca do mundo. Sempre lúcido, discorre com amargor, pessimismo, ironia e humor o que ele, atento observador, capta de si mesmo e das coisas que o rodeiam. Alguns poemas sintetizam a visão do indivíduo, como o poema de abertura "Poema de sete faces" em que vaticina seu destino.


2. A família – "a família que me dei"

Uma das constantes temáticas de Drummond, presente desde Alguma Poesia até seus versos finais, é a família, sua vivência interiorana em Minas Gerais, a paisagem que marca sua memória. Contrariando o lugar-comum, ao invés de se referir à família como algo que lhe foi atribuído por Deus, o poeta coloca um "que me dei" a analisa suas relações pessoais, consciente de que se assentam na perspectiva pessoal. De modo muito individual, retrata o escoar do tempo, como é possível observar em "Infância", "Família", "Sesta", alguns dos mais significativos poemas de Alguma Poesia.

3. O conhecimento amoroso – "amar-amaro"

Com o jogo de palavras amar-amaro, título emprestado de um poema do livro Lição de Coisas, o poeta acrescenta ao substantivo "amar" o adjetivo "amargo", sentimento recorrente em alguns de seus poemas e livros escritos posteriormente. Em Alguma Poesia o tema é tratado com boas doses de humor, sátira ou pitadas de idealismo, como em "Toada do amor", "Sentimental", "Quero me casar", "Quadrilha"..

4. Paisagem e viagens

Um grupo de poesias faz anotações sobre viagens, retratando paisagens vistas e vividas, mas também recuperando as influências recebidas da sempre subserviente postura brasileira ante as supercivilizações, como em "Lanterna mágica", "Europa, França e Bahia ".

5. O social e a evolução dos tempos

Drummond constrói poemas em que contempla a mudança dos tempos, o progresso chegando e invadindo a antiga paisagem, como em "A rua diferente" ou "Sobrevivente". veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O romance é narrado na primeira pessoa pela personagem centra, Belmiro Borba , solteirão tímido e sonhador, dotado de grande capacidade para analisar a si próprio e aos outros, que vive modestamente em Belo Horizonte com duas irmãs, "as velhas". Numa noite de Natal, resolve iniciar uma espécie de diário, para registrar o cotidiano e evocar a infância em Vila Caraibas , cuja saudade o persegue como doce obsessão. Vemos então o desenrolar das suas meditações, o seu convívio com um grupo, de amigos (Jandira, Silviano, Florêncio, Redelvim, Glicério ) ; a sua paixão distante por uma jovem desconhecida da alta roda ( Carmélia); identificada na sua imaginação a uma personagem de lenda ( a Donzela Arabela) e despertando na memória a lembrança de uma namorada juvenil ( Camila) . Em tudo se nota que Belmiro foge a ação por meio do sonho e da reflexão, dissolvendo de certo modo a realidade pela excessiva aplicação da inteligência. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


Ajude o Zmaro!

Se for comprar algo no banggood, conferta o link e ajude o Zmaro

Dependendo do que você esta comprando, fazendo isto, ainda posso conseguir um cupom de desconto pra você

Acesse www.Zmaro.tv/bg para saber mais

Clique abaixo para ver um pouco do Programa Zmaro
Humor inteligente de forma descontraída...

 

De grão em grão a galinha enche o bico!!!
Contribua com o PobreVirtual e Programa Zmaro. Curta, comente e compartilhe o Programa Zmaro nas suas redes sociais.
Envie seus resumos, receitas, dicas, provérbios e o que mais tiver para comaprtilhar no PobreVirtual e no Programa Zmaro. Basta acessar
www.pobrevirtual.com.br/fale
Ou se preferir você pode contribuir financeiramente depositanto qualquer valor em qualquer lotérica (Caixa Econômica Federal): agência 1998, operação 013, Poupança número 8155-0, ou veja outros meios em www.Zmaro.tv/doe 
Livros e cursos são caros, me ajude a aprender novas linguagens para lhe ensinar melhor e incrementar este site com várias novidades. Quando você passar em frente a uma lotérica, lembre-se que existe alguém que precisa muito desta(s) moedinha(s), ponha a mão no bolso e perca alguns segundos do seu tempo e faça um depósito. Pegue aquela moedinha que vai acabar caindo do seu bolso e dê um bom destino a ela.