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Este é, sem dúvida, um dos romances mais densos da literatura brasileira. Uma das obras-primas de Graciliano , é narrado em primeira pessoa por Paulo Honório , que se propõem a contar sua dura vida em retrospectiva, de guia de cego a proprietário da Fazenda São Bernardo. Ele sente uma estranha necessidade de escrever, numa tentativa de compreender, pelas palavras, não só os fatos de sua vida como também a esposa, suas atitudes e seu modo de ver o mundo. A linguagem é seca e reduzida ao essencial. Paulo Honório narra a difícil infância, da qual pouco se lembra excetuando o cego de que foi guia e a preta velha que o acolheu. Chegou a ser preso por esfaquear João Fagundes por causa de uma antiga amante. Possuidor de fino tato para negócios, viveu de pequenos biscates pelo sertão até se aproveitar das fraquezas de Luís Padilha - jogador compulsivo. Comprou-lhe a fazenda São Bernardo onde trabalhara anos antes. Astucioso, desonesto, não hesitando em amedrontar ou corromper para conseguir o que deseja, vê tudo e todos como objetos, cujo único valor é o lucro que deles possa obter. Trava um embate com o vizinho Mendonça, antigo inimigo dos Padilhas , por demarcação de terra. Mendonça estava avançando suas terras em cima de São Bernardo. Logo depois, Mendonça é morto enquanto Honório está na cidade conversando com Padre Silveira sobre a construção de uma capela na sua fazenda.

São Bernardo vive um período de progresso. Diversificam-se as criações, invade terras vizinhas, constrói açude e a capela. Ergue uma escola em vista de obter favores do Governador. Chama Padilha para ser professor. Estando a fazendo prosperando, Paulo Honório procura uma esposa a fim de garantir um herdeiro. Procura uma mulher da mesma forma que trata as outras pessoas: como objetos. Idealiza uma mulher morena, perto dos trinta anos, e a mais perto da sua vontade é Marcela, filha do juiz. Não obstante conhece uma moça loura, da qual já haviam falado dela. Decide por escolher essa. A moça é Madalena, professora da escola normal. Paulo Honório mostra as vantagens do negócio, o casamento, e ela aceita. Não muito tempo depois de casado, começam os desentendimentos. Paulo Honório, no início, acredita que ela com o tempo se acostumaria a sua vida. Madalena, mulher humanitária e de opinião própria, não concorda com o modo como o marido trata os empregados, explorando-os. Ela torna-se a única pessoa que Paulo Honório não consegue transformar em objeto. Dotada de leve ideal socialista, Madalena representa um entrave na dominação de Honório. O fazendeiro, sentindo que a mulher foge de suas mãos, passa a ter ciúmes mórbidos dela, encerrando-a num círculo de repressões, ofensas e humilhações. O casal tem um filho mas a situação não se altera. Paulo Honório não sente nada pela sua criança, e irrita-se com seus choros. A vida angustiada e o ciúme exagerado de Paulo Honório acabam desesperando Madalena, levando-a ao suicídio. É acometido por imenso vazio depois da morte da esposa. Sua imagem o persegue. As lembranças persistem em seus pensamentos. Então, pouco a pouco, os empregados abandonam São Bernardo. Os amigos já não freqüentam mais a casa. Uma queda nos negócios leva a fazenda a ruína. Sozinho, Paulo Honório vê tudo destruído e, na solidão, procura escrever a história da sua vida. Considera-se aleijado, por ter destruído a vida de todos ao seu redor. Reflete a influência do meio quando afirma: "A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste." veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A sombra do Romariz é uma pequena alfinetada no hábitos políticos do tempo. Nela um tipógrafo explica que não trabalha à noite porque se lembra de um revisor chamado Romariz que morreu quando, em 1890, empastelaram um jornal monarquista no qual trabalhava, deixando a família do pobre na miséria. Carta de um Defunto Rico é a carta escrita pelo defunto José Boaventura da Silva dizendo o quão feliz ele está por estar livre da sociedade e de suas pressões. Fala um pouco de como os homens lidam com a morte: "enterros... são feitos por vivos para os vivos." Como o "Homem" Chegou é uma crítica a burocracia. Numa delegacia do interior um delegado manda um louco em um carro blindado. Mas o médico que vai com ele é tão "intelectual" que ao cabo de uma viagem de dois anos, com total falta de cuidado com o louco e um excesso de preocupação técnica, o paciente chega morto. Eficiência Militar é uma "historieta chinesa" onde o vice-rei do Cantão gasta muito para equipar seu exército às custas do povo trabalhador chinês. Fim de um Sonho é um cavalheiro contando a efemeridade do luxo, já que ele tinha ricos amigos e passava noites luxuosas até que o clube onde jogava fechou e um de seus amigos foi preso. Foi buscar Lã... O autor começa retratando o Praxedes, advogado nortista, que finge ter muito dinheiro e faz uma ostentação exagerada.

Em seguida acontece um crime e o negro "Casaca", empregado da vítima, é preso como suspeito. Praxedes vai defende-lo, embora nunca defenda causas criminais. A vítima, que havia ficado em estado de choque, recuperada, entra e revela que o verdadeiro criminoso é o próprio Praxedes. Lourenço o Magnífico é um novo-rico que lucrou com a guerra. Gasta grandes somas com a esposa e com obras de arte e tem um solene desprezo pelo pobre. Manel Capineiro é habitante de uma favela que Lima Barreto descreve. Manel sobrevive colhendo capim e entregando-o com seus dois bois. Português, Manel é um português que gosta da terra e dos animais. Um trem mata os dois. Lima Barreto faz uma análise dessa população carente do Rio de Janeiro. Milagre de Natal é uma apresentação de temas de Lima Barreto: o casamento por interesse; a burocracia inepta; a mania brasileira de aristocracia. Nele a filha de um burocrata casa com agregado do pai que é promovido no Natal, logo após anunciar que escreveria um livro sobre Direito Administrativo. Miss Edith e Seu Tio São um casal inglês que chega a uma pensão do Rio e mantém-se arrogantemente, distantes. Todos na pensão sentem aquela suposta superioridade, não só física mas intelectual e moral. No final, uma das empregadas flagra Edith saindo do quarto do "tio". O cemitério é o relato de um homem passa por um cemitério e observando as lápides, comparando-as à sociedade. Em seguida, observa um túmulo de uma mulher e põe-se a imaginar como ela era viva, chegando sentir luxúria pela morta. O falso D. Henrique V é uma crítica à história do Brasil. Conta os fatos que cercaram a proclamação da República da Bruzundanga (ver Os Bruzundangas toda a corrupção que se seguiu e da revolta popular que restabeleceu ao trono o herdeiro do rei, o jovem D. Henrique. Com o detalhe que o verdadeiro estava morto há anos. Mas este D. Henrique governa e, já velho, proclama ele mesmo a República. O Filho da Gabriela ficou órfão aos seis anos. Gabriela era empregada numa casa onde o casal sem filhos vivia hipocritamente em matrimônio. Batizado de Horácio, ficou morando com os padrinhos (os patrões mãe) e cresceu quieto. E assim passaram os anos, com Horácio sempre quieto. Aos poucos vai se afastando do padrinho que não gosta dele. Quando acaba o conto, está febril na cama. O Homem que sabia Javanês não o sabia realmente. O conto é um relato de um amigo a outro sobre uma das espertezas que usou para sobreviver: fingir saber javanês e ensiná-lo. Logo aprendeu o alfabeto e meia dúzia de palavras e pôs-se a ensinar o velho que o contratou; logo já "lia" em javanês para o velho (que desistira de aprender) e publicava sobre Java. Foi nomeado cônsul e representou o Brasil em uma reunião de sábios; deu palestras e publicou pelo mundo sobre Java. No final do conto ainda estava em cargos consulares por "saber" javanês.O Jornalista Nabor de Azevedo é o instrumento de um tema importante de Lima Barreto: a imprensa maléfica de sua época. Nabor vive em uma cidade pequena e, em sal ganância e vaidade, cria uma notícia: põe fogo numa casa. Tudo para vencer o concorrente. Mas tudo fica tão óbvio que ele é pego. O meu Carnaval é Valentim descrevendo como, após se "voluntariar" para a para a Guarda Nacional e "doar" o dinheiro para a caixa do regimento, passa o Carnaval servindo seu corrupto oficial e acaba preso por guardas que não acreditam que ele realmente faz parte da Guarda. O Número da Sepultura de sua avó foi o que Zilda escolheu para jogar no bicho. Zilda é uma jovem dona de casa suburbana num casamento monótono com Augusto. Sua avó lhe diz em sonho para jogar no número de sua sepultura, 1724, e ela joga no bicho e ganha. Augusto fica feliz e há festa, mas no mês seguinte é ele que paga o aluguel. Aqui aparece de novo a versão de Lima Barreto do casamento: quase um contrato entre duas pessoas, feito de curiosidade e conveniência ao invés de amor. O pecado é uma crítica ao preconceito racial: São Pedro examina uma alma e vê um digno de sentar-se a direita do trono por toda eternidade, mas como o escriturário nota, é a alma de um negro e deve ir ao Purgatório... O Tal Negócio de "Prestações" Arruina José. Após ganhar no jogo do bicho ele distribui dinheiro para a esposa e as filhas, que se endividam com prestações para futilidade com que acaba tendo de arcar. O Único Assassinato de Cazuza foi um tanto banal: ele matou um pinto quando tinha sete anos. Mas o que transparece no conto é o valor que o autor dá à vida e ao horror que ele tem de tirá-la. Dá também alfinetadas nos assassinatos políticos, comuns na época. Quando ela deu o sim, Mas... é a crítica de Lima Barreto aos aproveitadores de seu tempo. nele João Cazu, um malandro jogador de futebol (esporte que Lima Barreto desprezava), tenta se aproveitar de Ermelinda, viúva com quem quer casar apenas para ter uma empregada. Ela aceita, mas antes diz que ele tem que arranjar emprego, etc. e ele sai e não mais volta. Três Gênios de Secretaria é uma pequena crítica de Lima Barreto aos três tipos de burocrata: o honesto e insípido, o desonesto e simpático e o pior: o ameba, inútil, vazio, metido a literato, parasita da sociedade e produto típico de uma burguesia tola e falsa. É importante notar que este conto é "escrito por Augusto Machado", o mesmo autor ficcional de Vida e Morte de M.J. Gonzaga de Sá. Um e outro é sobre Lola, uma espanhola que emigrou pobre para o Brasil, abandonou o esposo e tronou-se amante de luxo do homem que fora seu patrão. Mas apesar de todos os seus amantes ricos e poderosos, gosta mesmo é do rude chofer que dirige o carro luxuoso em que passeia. Quando vai ao encontro dele, após um hiato de uma semana, este revela que deixou de dirigir o carro de luxo para dirigir um táxi. Ela imediatamente perde a atração que sentia em relação a ele, muito interligada ao carro que ele dirigia. Então ela deita-se com ele, repugnada, pela última vez. Um Especialista é o diálogo de dois abastados portugueses de meia-idade sobre mulheres. Um deles prefere as brancas estrangeiras, o outro as mulatas e negras. Este último vai relatando sobre uma que conheceu nos últimos dias, muito bonita, que ao final da história é mostrada como sendo sua filha. Um que Vendeu a Alma o fez por pouco: 20$000. Nesta anedota Lima Barreto critica o pouco valor que tem os homens (o cara se vende por uma ninharia) e a capacidade do ser humano de entregar o que lhe há de mais pessoal. A Nova Califórnia é uma crítica a ganância. Nele, um químico misterioso aparece na cidade de Tubiacanga. Anos depois de sua chegada, faz uma experiência na qual transforma ossos humanos em ouro. Ele convida três testemunhas (o farmacêutico, um fazendeiro e o coletor) para o ato , o realiza e depois desaparece da cidade. Então, os túmulos do cemitério da cidade, o "Sossego", começam a ser violados. Quando depois de um escândalo prendem dois violadores, eles mostram ser duas das testemunhas. O fujão é o farmacêutico. Quando a população descobre, vai até a casa do farmacêutico que promete divulgar a fórmula do dia seguinte. Assim, naquela madrugada a população inteira se esgueira para o cemitério para violar tantos túmulos quanto puderem (e ter tanto ouro quanto puderem depois). O que acontece é uma carnificina que deixa no cemitério em uma noite mais mortos que em seus 30 anos anteriores. O único que não se mete na confusão é um bêbado da cidade, que calmamente sobra na cidade-fantasma. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Skinner
Burrhus Frederick Skinner,nasceu em 20/03/1904 em Sisquehanna,no estado norte-americano da Pensilvânia. Psicólogo do condicionamento.
Seu pai era advogado com personalidade forte que criou seu filho segundo padrões exigentes de educação. O que o levou a rebelde e a se interessar na adolescência por poesia e filosofia.
Graduou-se em Letras em Nova York, antes de redirecionar a carreira para a psicologia que cursou em Harvard, onde tomou contato com o behaviorismo. Psicólogo, com mestrado concluído em 19300 e doutorado em 1931.
Tinha problemas de relacionamento.
No jornal da escola criticava colegas, professores
Em 1945 tornou-se chefe do Departamento de Psicologia da Universidade deIndiana.
Seguiram-se anos dedicados a experiências com ratos e pombos, pararelamente a produção de livros. O método desenvolvido para observar os animais de laboratórios e suas reações aos estímulos levou-o a criar pequenos ambientes fechados que ficaram conhecidos como caixas de Skinner, de pois adotadas para experimentos pela industria farmacêutica. Quando sua filha nasceu, Skinner criou um berço climatizado, o que originou um boato de que teria submetido a experiência semelhantes as que faziam em laboratório.
Em 1948, aceitou o convite para ser professor em Harvard, onde ficou até o fim da vida.
Morreu em 18/08/90, em ativa militância a favor do behaviorismo.
Idéias
Historia do comportamento condicionado em laboratório
Precursores da psicologia, como o filosofo norte-americano Wiliam James, já havia previsto a utilidade de um ramo da ciência que estudasse os comportamentos puramente externos, mas a psicologia comportamental (behaviorismo) como a conhecemos começou mesmo com o médico russo Ivan Pavlov. Motivado por experiências com cães, Pavlov criou a teoria dos reflexos condicionados. Foi o primeiro cientista a trabalhar na área psicológica que não utilizou de referencia a estados subjetivos como instrumento teórico. O fundador do behaviorismo como escola, porem, foi o psicólogo norte-americano John B. Watson, que formulou as estritas exigências metodológicas que deveriam nortear seus seguidores. O compromisso de verificação concreta de hipóteses e a recusa da instropecção aproximam o ideário de Watson do positivismo nas ciências humanas. Watson foi professor e principal inspirador de Skinner, por sua vez o maior divulgador do behaviorismo, prevendo a utilização de seus princípios na psicoterapia, na educação e até na formulação de políticas publicas. O behaviorismo clássico abraçou a idéia de que todo comportamento humano é infalivelmente controlável por meio do padrão de estímulo-resposta. Mais recentemente, o principio da infalibilidade estatística foi substituído pelo d probabilidade. No imaginário ficcional do século XX a ênfase nos conceitos de controle e planejamento aproximou o behaviorismo e a táticas dos regimes totalitários – a terapia behaviorista, por exemplo, usou comumente choques elétricos e substancias químicas para condicionar comportamentos. Algumas das principais metáforas do teror de estado do período fizeram referencia a métodos behavioristas, como os romances 1984, de George Orwell e a Laranja Mecânica de Anthony Burgess, adaptado para o cinema por Stanley Kubrick.
Sua obra é a expressão mais célebre do behaviorismo, corrente que dominou o pensamento e a prática da psicologia, em escolas e consultórios, até os anos 50.
O behaviorismo restringe seu estudo a comportamento (hebavior, em inglês), tomando como um conjunto de reações dos organismos aos estímulos externos.
Idéias behavioristas onde
• o psicólogo deveria estudar eventos ambientais e comportamentos observáveis;
• experiência: comportamento, aptidões, traços de hereditariedade por razoes e apresenta um tópico e significado para a investigação;
• a instropecção deve ser abandonada em beneficio de métodos objetivos (ou seja, experimentação, observação e testes)
• psicólogos devem visar a descrição do comportamento, devem também empreender tarefas pratica, tais como acompanhamento de pais, legisladores, educadores, homens de negócios;
• o comportamento de animais inferiores ceve ser investigado (junto com o comportamento humano), pois com organismo simples são mais simples de estudar e compreender do que os complexos.
Estruturalista _ instropecção subjetiva
Funcionalista – instropecção subjetiva e objetiva (mente)
Behaviorista – observação
Gestalt – fenomenológico
Psicanálise – associação livre
Caixa de Skinner – (ambiente separada devida perturbação externa interferencia do meio ambiente). A introspecção é mais concreta sem interferência, porque o meio influencia mais que o hereditário.
O condicionamento operante voluntário
O conceito chave de seu pensamento é o de condicionamento operante, que ele acrescentou a noção de reflexo condicionado, formulado pelo cientista russo Ivan Psavlov. Os dois conceitos estão ligados à fisiologia do organismo, seja animal ou humano. O reflexo condicionado é uma reação a um estimulo casual. O condicionamento operante é um mecanismo que premia uma determinada resposta de um individuo até ele ficar condicionado a associa a necessidade à ação. A diferença ente o reflexo condicionado e o condicionamento operante é que o primeiro é uma resposta a um estímulo externo, e o segundo, o hábito gerado por uma ação do individuo. No comportamento respondente ( de Pavlov), a um estimulo segue-se uma resposta. No comportamento operante (de Skinner) o ambiente –e modificado e produz conseqüências que agem de novo sobre ele, alterando a probabilidade de ocorrência futura semelhante.
O condicionamento operante é um mecanismo de aprendizagem de novo comportamento – um processo que Skinner chamou de modelagem. Os objetivos educacionais buscam resultados definidos antecipadamente, par que seja possível, diante de uma criança ou adolescente, projetar uma modelagem de um adulto.O instrumento fundamental de modelagem é o reforço – a conseqüência de uma ação quando ela é percebida por aquele que pratica. Para o behaviorismo em geral, o reforço pode ser:
• positivo (uma recompensa), é fortalecido para ter resposta pra se ter troca, somos condicionados e reforçados constantemente, a seqüência representada a vai repetir sempre o que se fez.
• ou negativo (uma punição),leva a evitar a ação.
No condicionamento operante, um mecanismo é fortalecido no sentido de tornar uma resposta mais freqüente.
Segundo Skinner, a ciência psicológica – e também o senso comum – costumava, antes do aparecimento do behaviorismo, apelar para explicações baseadas nos estados subjetivos por causa da dificuldade de verificar as relações de condicionamento operante, ou seja, todas as circunstancias que produzem e mantem a maioria dos comportamentos dos seres humanos .isso porque elas formam cadeias muito complexas, que desafiam as tentativas de analise se elas não forem baseadas em métodos rigorosos de isolamento de variáveis.
Nos usos que projetou para suas conclusões cientifica, em especial na educação, Skinner pregou a eficiência do reforço positivo, sendo, em principio, contrario a punições e esquemas repressivos. Ele escreveu um romance, WaldenII, que projeta uma sociedade considerada por ele ideal, em que um amplo planejamento global, incumbido de aplicar os princípios do reforço e do condicionamento, garantiria uma ordem harmônica, prática e igualitária. Num de seus livros mais conhecidos, Alem da liberdade e d Dignidade, ele rejeitou noções como a do livre-arbítrio e defendeu que todo comportamento é determinado pelo ambiente, embora a relação do individuo com o meio seja de interação, e não passiva. Para Skinner, a cultura humana deveria rever conceitos como os que ele enuncia no titulo da obra.
Reforço positivo – operante
Cuidado o processo inverso desensibiliza a psicologia tem dificuldade para desensibilizar por causa de traumas.
Reforço negativo – (Filmes: Laranjas Mecânicas/sociedade dos Poetas Mortos – trata de reforços positivos)
Condicionamento operante: precisa refletir, pensar, animais operam – ação de andar – ação – instrumental que operacional.
Responde reposta de algo que se desencadeia, não é ação, depende de um fator que desencadeia o reflexo automático.
Objetivos gerais – comportamental
Específicos- instrumental
Obs.: toda estratégia não é só o resultado.
Supressão do evento operante – aumento da probabilidade, situações semelhantes.
Reforçador negativo: força comportamento para livrar das experiências irritantes.
Condicionamento de fuga – acaba com o evento o que é desagradável par ao organismo, tapar os ouvidos.
Condicionamento de evitação – adia ou evita ocorrência de evento, o organismo antecipa como desagradável.( estudar para não tirar nota baixa)modelado pelas conseqüências.
Variedades de reforçadores positivos e negativos:
Reforço no condicionamento operante- o individual, condições do momento (condições, variação, arte
InstruÇão programada
Indivíduos - reforçador potencial (o que o individuo adquiriu com o reforço, durante o processo não se fecha conclusões só no final).
Reforçadores positivos e negativos em duas classes gerais: intrínsecos: reforçado cada vez que ocorre o comportamento automático- necessidades primárias
Extrínseco – comportamento reforçado por conseqüência externa. Três categorias:
Primários: aos intrísencos, desenvolve novos hábitos, não aprendidos (comer, beber)
sociais, que depende do outro, afeto, rejeição, sorriso, aprovação, atenção.
secundários ou condicionado – condicionamento de resposta mais outros reforçadores sociais apreendidos (lazer, condicionamento favoráveis de vida).
A educação livro Tecnologia do Ensino, de 1968
A educação foi uma das preocupações centrais de Skinner, a qual ele se dedicou com seus estudos sobre a aprendizagem e a linguagem. No livro Tecnologia do Ensino, de 1968, o cientista desenvolveu o que chamou de máquina de aprendizagem, que nada mais eram do que a organização de material didático de maneira que o aluno pudesse utilizar sozinho, recebendo estímulos a medida que avançava no conhecimento. Grande parte dos estímulos se baseavam na satisfação de dar respostas corretas aos exercícios propostos. A idéia nunca chegou a ser aplicada de modo amplo e sistemático, mas influenciou procedimentos da educação norte-americana. Skinner considerava o sistema escolar predominante um fracasso por se basear na presença obrigatória, sob pena de punição. Ele defendia que se dessem aos alunos “razoes positivas” para estudar, como prêmios aos que se destacasse. Para Skinner, o ensino pode e deve ser planejado de forma a levar o aluno a emitir comportamentos progressivamente próximos do objetivo final esperado, sem que para isso precise cometer erros. A maquina de aprendizado não pretenderia substituir o professor. A idéia é que ela se ocupe da questões factuais e deixe ao professor a tarefa fundamental de ensinar o aluno a pensar.
Contribuições de Skinner
Este não se interessa por estruturas mentais. E sim deseja explicar o comportamento e a aprendizagem, como conseqüência dos estímulos ambientais. Fundamenta-se o papel da recompensa e o reforço, condicionamento e reflexos. E condicionar respostas não reflexas, que são as repostas operantes que pode ser reforçada ou recompensada.
Os reforços primários são as necessidades básicas como fome. Sede, sexo, etc.
Os reforços secundários ou condicionais são os que associam repetidas com os estímulos reforçadores primários.
O caminho que Skinner segue é o seguinte:
1. especificar o comportamento final que se deseja implantar;
2. identificar a seqüência de movimentos que se deve executar para chegar ao comportamento final desejado.
3. colocar o organismo em atividade por meio da privação;
4. condicionar o aprendiz a responder a um estimulo substituto como ordem ou apito;
5. aplicar o reforço quando o aprendiz executa movimentos no sentido comportamento desejado.
6. recompensá-lo.
Skinner aplica estes princípios à aprendizagem de qualquer comportamento, físico ou não.A chamada instrução programada é uma aplicação da teoria do condicionamento de respostas operantes.
O aprendiz responde a uma serie de estímulos.

Abordagens diversas do processo de ensino

As contribuições de Skinner

Na psicologia behaviorista de Skinner, dá ênfase ao conceito reforço das respostas.
1. O aluno percebe; organização da situação estimuladora – o aluno presta atenção a determinados estímulos do ambiente que o cerca, perceba-os compreende seu significado e relacione-os entre si.
2. 2. o aluno reage: a resposta adequada à situação estimuladora – perante cada estimulo espera-se que o aprendiz responda, escrevendo, fazendo ou indicando alguma coisa. O aluno permite ao professor orientar e controlar a aprendizagem.
3. A realimentação + reforço: o aprendiz confirma a correção de sua resposta
4. O aluno memoriza: retenção versus esquecimento: o ensino deve conter recapitulações para contrabalançar os efeitos do esquecimento caso contrario chama-se de memória de curto prazo que não armazena as reposta ou informações.
5. o aluno aplica transferência do aprendizado e a criatividade: tudo o que se aprende deve ser aplicado chama-se de transferência ou generalização. O emprego de exemplo,s exercícios, problemas tem esta finalidade, e de desenvolver a capacidade de aplicar o aprendido. Este desenvolvimento dae transferência do aprendido tem importância para o crescimento da criatividade e da capacidade de tomar decisões.
Criticas.
. Seu principio é que só é possível teorizar e agir sobre o que é cientificamente observável. Com isso, ficam descartados conceitos e categorias centrais para outras correntesteóricas, como cosnciencia, vontade inteligência, emoção e memória – estados mentais ou subjetivos

Bibliografia
Nova Escola, edição 176, outubro de 2004 veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A Normalista , considerada obra "libidinosa", quando de seu lançamento, ajusta-se perfeitamente às propostas do Determinismo. João da Mata desfruta sexia;,emte de sai afilhada. Maria da Mata , moça ingênua, de uma excepcional brandura de caráter, educada em uma casa de caridade e depois normalista. Pressionada pelo instinto sexual e por circunstâncias superiores à sua vontade, Maria do Carmo entrega-se ao padrinho, submetendo-se totalmente à lascivia de João da Mata. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
“Hilfe!”, “Hilfe!”, “Hilfe!” – A ópera começa com a entrada de Pamino, esbaforido, gritando por socorro num bosque desconhecido. Antes de entendermos do que foge, esta maneira de começar a peça musical denota o estabelecimento de uma marca: vamos entrar num terreno iniciático, diferente do cotidiano regular.


Fugia de uma serpente de uma enorme serpente, pronta para devorá-lo. Acaba desfalecendo e é salvo por três Damas da Rainha o observam em segredo e correm a dar a notícia de sua chegada ao reino da Rainha da Noite. Entrementes, um caçador de pássaros, Papageno, entra em cena e, vendo a carcaça da serpente acaba assumindo a autoria da salvação diante de um atônito Tamino. Quando este se encontra no auge de sua fanfarronada, chegam as três Damas novamente, bem a tempo de pegá-lo mentindo. Papageno e castigado e elas, na condição de porta-vozes da Rainha da Noite, dão as boas vindas a Pamino e contam a história de Pamina. A jovem e bela princesa, filha da Rainha da Noite, seqüestrada pelo perverso Sarastro, um poderoso feiticeiro, em cujo castelo a mantém cativa. Elas entregam um retrato de Pamina enviado pela própria Rainha da Noite a Tamino, que imediatamente se apaixona pela beleza da princesa.


Tamino canta uma ária em louvor à beleza de Pamina. Nisso a Rainha da Noite, um ser sobrenatural que usa um véu negro, surge diante dele. Ela confirma a história contada por suas três Damas, fala da perda de sua filha para Sarastro e roga a Tamino que liberte sua filha das garras de Sarastro. Apaixonado, Tamino decide empreender a tarefa imediatamente. A Rainha, usando seus poderes mágicos oferece ao príncipe uma arma: uma flauta dotada também de poderes sobrenaturais. Sempre que enfrentar quaisquer perigos bastará tocar esta flauta mágica que todos os obstáculos serão vencidos. A Rainha recruta ainda Papageno para auxiliar Tamino nesta tarefa e lhe dá como arma um “glockenspiel”, um pequenino carrilhão que imita sons de sinos. Como auxiliares em sua longa jornada, ambos contarão ainda com três Gênios da Floresta que os ajudarão a encontrar Sarastro e Pamina, assim como a superar dificuldades que surjam.


Saem os heróis principais, armados com seus instrumentos, guiados pelos três Gênios da Floresta.


Pamina é mantida prisioneira sob a guarda de três escravos liderados pelo mouro Monostatos, serviçal de Sarastro. Monostatos a deseja e, dominado por intensa sensualidade tenta por todos os meios seduzir Pamina. No interior do palácio, Monostatos avança mais uma vez sobre Pamina quando Papageno entra em cena. Ambos se assustam. O mouro foge da presença da estranha figura do caçador de pássaros. Pamina, aliviada do assédio de Monostatos, conversa com Papageno, que se apresenta como embaixador da Rainha da Noite – fazendo a princesa feliz – e conta os planos de sua mãe para libertá-la. Pamina fortalece suas esperanças na libertação ao saber que um jovem e belo príncipe se encontra a caminho para tirá-la das garras do poderoso Sarastro. Ignorando a real história de seu cativeiro, a real personalidade de Sarastro e seguem as orientações da Rainha da Noite, cujas intenções também ignoram. Quando pela primeira vez se encontram, por sinal, Pamina e Tamino cantam em dueto uma belíssima ode ao amor sublime entre um homem e uma mulher.


Entrementes, Tamino, guiado pela magia dos três Gênios da Floresta, chega aos domínios de Sarastro. Antes de prosseguir na sua missão, recebe ele a recomendação de observar três virtudes essenciais: firmeza, paciência e sigilo. “Empenhe-se como verdadeiro homem e conseguirá seu objetivo”. Pamino chega a um bosque no qual se erguem três templos muito belos. Colocados lado a lado, no da esquerda está escrito “Natur” – Templo da Natureza, “Weisheit” – Templo da Sabedoria – “Vernunft” – Templo da Razão. Em dúvida sobre qual dos templos detém o ideal que busca e já partindo para o processo de tentativas, Tamino está prestes a bater à porta do Templo da Natureza quando escuta um coral que lhe barra a entrada dizendo: “Zurük” – para trás! A seguir prestes a bater à porta do Templo da Razão escuta novamente: “Zurük” - para trás! Finalmente, ao bater à porta do Templo da Sabedoria a porta se abre e um velho sacerdote, ricamente trajado em vestes brancas e com voz suave se dirige a Tamino: “Que traz você aqui, jovem audacioso? Que procuras neste local sagrado?” Tamino lhe revela suas intenções: quer libertar a princesa Pamina das mãos do cruel feiticeiro Sarastro. O Sacerdote percebe que Tamino é movido pelo Amor mas que está mal informado acerca de Sarastro. Passa a buscar desfazer a imagem errônea que dele faz Tamino. Este insiste em saber onde a princesa se encontra tendo por toda a resposta o silêncio. Fica aliviado ao saber, contudo, por vozes estranhas ao templo, que ela ainda vive. O sacerdote se afasta e Tamino agora resolve tocar a Flauta Mágica, sua arma salvadora. Papageno, ao longe, ouve o som e lhe responde com a sua flauta de caçador de pássaros. Fica imaginando se Papageno teria encontrado Pamina. Em instantes Papageno entra em cena com Pamina – livre de suas correntes – orientado que fora pelo som da Flauta Mágica. Monostatos segue a ambos, com auxílio dos escravos e os alcança já próximos de Tamino. Estão prestes a aprisioná-los quando Papageno se recorda de sua arma mágica, o “glockenspiel”, e o toca. Ao som de uma dança alegre e saltitante os bandidos saem dançando, como que enfeitiçados.
Pamina, Tamino e Papageno estão respirando aliviados quando um som de trombetas anuncia a chegada de Sarastro. Papageno teme por sua sorte e Pamina julga-se perdida. Afinal, acabara de fugir de Monostatos, que o mantinha cativa por ordem de Sarastro.


O séqüito de Sarastro chega ao local em que se encontram. Sarastro, saudado pelo coral, entra em cena. O coral diz: “O homem sábio o aclama, o falso aprende a temê-lo. Com paciência ele nos guia para a Sabedoria e para a Luz. Pois ele é nosso líder, proclamando a retidão.”


Monostatos conta a Sarastro a sua versão dos eventos recentes. De como aquela “estranha ave” – Papageno – o havia surpreendido e retirado Pamina de seus olhos. Sarastro compreende tudo e ordena que dêem “77 chibatadas” nos pés de Monostatos, que sai carregado por outros escravos para a sua punição.


Pamina se aproxima do Grão Sacerdote Sarastro e confessa sua transgressão, seu desejo de escapar para voltar ao convívio de sua mãe. Revela ainda o assédio que vinha sofrendo por parte do mouro Monostatos. Sarastro informa compreender suas intenções e que não poderia se interpor entre ela e seu anseio de amar. Ressalta, contudo, que não poderá, ainda, libertá-la. Revela quem de fato é sua mãe e seus planos para destruir a fraternidade de Ísis e Osíris – propõe-se a manter Pamina a seus cuidados e dos membros daquela fraternidade.


Papageno e Tamino percebem que tinham uma impressão equivocada sobre Sarastro, impressão neles inculcada pela Rainha da Noite, e agora, admirados com Sarastro e a irmandade de Ísis e Osíris manifestam sua vontade de também serem membros. Sarastro lhes informa que, neste caso, deverão passar por um julgamento e uma série de provas a fim de que sejam aceitos. Têm início aqui os preparativos para a Iniciação de Tamino e de Papageno que, com a cabeça recoberta por espessa venda, saem de cena.

Chegamos ao final do I Ato.

O II Ato começa num bosque com desenhos estranhos e uma pirâmide truncada ao fundo. Dezoito sacerdotes se posicionam em três pontos da cena, à esquerda, à direita e ao fundo. Sarastro, de pé ao centro, abre a reunião anunciando: “Iniciaremos neste Templo da Sabedoria, servos de Ísis e Osíris. Com alma pura eu declaro a todos vós que esta assembléia é uma das mais importantes do nosso Templo. Tamino, filho de um rei, vinte anos de idade, está à porta de nosso Templo.” Três dos sacerdotes se levantam, um a cada vez. O primeiro questiona: “Ele é virtuoso?” pergunta o primeiro. “Ele é discreto?” pergunta o segundo. “É um homem caridoso?” pergunta o terceiro. Sarastro responde afirmativamente a todas as questões e pergunta se todos concordam com a iniciação, devendo manifestar-se erguendo uma das mãos. O grupo de sacerdotes que se encontra à esquerda o faz e mantém-se assim enquanto a orquestra entoa uma nota constante. A seguir, o mesmo para o grupo que está à direita e, finalmente, o grupo que está ao fundo, pontuados por uma mesma nota cada, totalizando três toques. Sarastro encerra a reunião cantando uma ária em que invoca a proteção de Ísis e Osíris.

Os dois iniciandos estão prontos para o cerimonial. Este tem início com Tamino e Papageno conduzidos por um sacerdote cada um, no átrio do Templo. Desvendado, Tamino reafirma sua intenção de galgar a sabedoria e ter como recompensa o amor de Pamina. Quando questionado pelo Orador, emite respostas simples, firmes e diretas. Papageno contudo, questionado pelo sacerdote, manifesta-se apenas ansioso pelos prazeres da vida: “comer, dormir e beber. Isto é bastante para mim. Se possível, ter uma bela esposa.” O Orador dá a palavra final: aconteça o que acontecer daqui para frente ambos terão de manter silêncio absoluto. Se violarem esta ordem estarão perdidos. Orador e Sacerdote previnem a ambos quanto às malévolas tentações femininas. Logo que estes saem, deixando os dois sozinhos com suas meditações, entram as três Damas da Rainha da Noite que advertem os dois sobre o perigo que correm se permanecerem naquele lugar. “Tamino, certamente a morte o aguarda. Papageno, você está perdido para sempre.” Apavorado, Papageno começa a tagarelar e é por várias vezes repreendido por Tamino que lhe faz recordar o que ambos prometeram aos sacerdotes. Diante das três Damas, Tamino mantém silêncio e elas se vão. A prova termina com os sacerdotes entrando em cena e informando que Tamino vencera aquela etapa.

Na cena seguinte, vemos Pamina a ser preparada para a sua Iniciação. Pamina está adormecida no jardim do palácio de Sarastro. Monostatos surge para mais uma vez tentar seduzir a jovem. Canta a sua paixão pela beleza da princesa. A Rainha da Noite surge em meio a trovões fazendo Monostatos esconder-se amedrontado. Ao perguntar a Pamina sobre o destino do jovem que ela lhe havia enviado a filha retruca que este será iniciado na fraternidade de Ísis e Osíris. Percebendo a gravidade da situação a Rainha, sabedora de que Pamina também está enredada pela fraternidade dos iniciados, entoa a magnífica “Ária da Vingança”, um desafio para a soprano que o interpreta. Extravasa toda a sua cólera contra Sarastro e seus seguidores. Entrega um punhal à filha com a recomendação de que assassine seu inimigo mortal. A Rainha da Noite desaparece tão misteriosamente como havia surgido. Monostatos, que se ocultara diante da aparição da Rainha, reaparece e toma o punhal das mãos da princesa ameaçando-a caso não se entregasse a seu apetite sensual. Exatamente no momento em que ele tenta possuir a jovem, Sarastro entra em cena, compreende o que se passa e repreende Monostatos. Este sai, ficando Sarastro e Pamina a sós. Este revela a Pamina que já conhecia os planos de vingança da Rainha da Noite contra ele e a fraternidade de Ísis e Osíris. De sua parte, numa bela ária, Sarastro mostra quais são as armas de que dispõe para derrotar a Rainha:



“Em nosso sagrado templo,

A vingança é desconhecida,

E aqueles que se desviam do dever

O caminho lhes é mostrado com amor

Com ternura são levados pela mão fraterna

Até encontrarem, com alegria, um lugar melhor



Dentro de nossa sagrada maçonaria,

Por laços de amor estamos unidos

Cada um perdoa o seu próximo

Aqui não há traição

E aqueles que desprezam este nobre plano

Não merecem ser chamados de homem.”



Com esta ária, de forma serena e firme, Sarastro ressalta a diferença entre o que a Rainha da Noite diz e o que a fraternidade de Ísis e Osíris realmente representa. Pamina conhece agora a face da verdade: a crueldade e os propósitos de vingança da Rainha da Noite estão em vivo contraste com a serenidade e o equilíbrio, temperados com o mais sincero amor fraternal revelados por Sarastro. Aqui se encontra o clímax da ópera, a universal confrontação da Luz contra as Trevas.

Na próxima cena, Tamino e Papageno prosseguem em suas provas. Ambos devem continuar guardando o mais absoluto silêncio, conforme recomendação do Orador e do Sacerdote. Para Papageno um teste estranho: surge a seu lado uma mulher muito velha coberta por um capuz e uma longa capa que, ocultando sua face e suas formas. Puxando conversa com ele e revela que tem dezoito anos e que seu namorado se chama Papageno. Vai revelar o seu nome quando desaparece num alçapão. Espantado, puxa conversa com Tamino, que sucessivas vezes o repreende. Tamino será submetido à prova ainda mais difícil: Pamina entra em cena e lhe dirige palavras de amor, mas ele está impedido, por seu juramento de silêncio, de dirigir-lhe a palavra. Ambos sofrem muito com esta situação. Tamino desejaria falar-lhe, mas está impedido. Pamina julga, desconcertada, que Tamino lhe renega seu amor. Chorando convulsivamente, deixa a cena com Tamino sofrendo muito pela dor que, involuntariamente, impôs à princesa.

Seguem as provas. Agora, no interior do Templo, Sarastro e outros sacerdotes entoam um coral em louvor a Ísis e Osíris. Tamino e Pamina são trazidos à sua presença. Faz-se silêncio em toda a assembléia. Sarastro previne a ambos que ainda deverão se submeter a outras provas. O casal deve despedir-se com um adeus pois agora o príncipe deve submeter-se à prova final – e seu futuro é incerto. Papageno também entra em cena e o sacerdote que o acompanha lhe diz que, embora não tenha sido bem sucedido na prova anterior, os deuses estavam dispostos a satisfazer-lhe um desejo. Ele pede um copo de vinho. A seguir recorda-se, numa alegre ária, Papageno canta seu maior anseio maior: que lhe seja concedida uma bem-amada, tão ansiosamente aguardada. A mesma velha de antes surge e informa que ele tem duas alternativas: casar-se com ela ou morrer. Ele se decide a aceitá-la e, como por encanto, ela se transforma numa jovem linda, a Papagena. Papageno corre a abraçá-la e é contido pelo sacerdote que lhe adverte: “Afaste-se, jovem! Você ainda não tem este direito!” E sai com a bela jovem deixando Papageno só e desolado.

Pamina, por sua vez, encontra-se num aprazível jardim envolvida por pensamentos melancólicos. Não tem certeza do amor de Tamino e, sentindo-se abandonada, pensa em suicidar-se utilizando o punhal que a mãe lhe dera. Surgem os três Gênios da Floresta, que buscam dissuadi-la daqueles maus pensamentos com a revelação de que Tamino está se submetendo a provas a fim de se unir a ela. Eles recomendam que Pamina os siga e verá Tamino em sua prova final.

Tamino está próximo ao Templo, onde se vêem duas cavernas – uma de cada lado do palco – com um portão gradeado. No centro, uma escada conduz a uma porta onde estão postados dois guardas armados. Os guardas cantam em dueto:



“Aquele que andar

Por estes caminhos

Cheios de dificuldades,

Terá de passar pelas provas

Do fogo, da água, do ar e da terra

E, se vencer

O temor da morte

Como que deixará a terra

Em direção ao brilho do céu.

Iluminados, coração e mente,

Empenhar-se-ão pelo direito

E no sagrado rito de Ísis

Encontrarão a verdadeira luz.”



Os dois guardas, avisando-lhe dos perigos, exortam à coragem de Tamino e Pamina no início destas provas. Tamino segue firme em seu propósito e informa que nenhuma ameaça pode amedrontá-lo.

Tamino prepara-se para enfrentar a primeira prova, a prova do fogo. Pamina se aproxima dele para participar também desta prova. Ambos entram na caverna por onde saem labaredas de fogo. Tamino, tocando a Flauta Mágica, passeia com desenvoltura em companhia de Pamina, pelas chamas que vão desaparecendo. A seguir atravessam por uma torrente de águas como de uma grande cachoeira sem que nada lhes aconteça, graças ao mágico som da Flauta. Ao retornarem vitoriosos são saudados por um coral de sacerdotes, Sarastro à frente, que se rejubilam com os iniciandos.

Próximo dali, Papageno ainda está atormentado, desconsolado sem a sua sonhada bem-amada. Canta com saudade e diz, diante de uma forca, que contará só até três para que Papagena reapareça. Papageno está prestes a suicidar-se quando surgem os três Gênios da Floresta que exortam-no a tocar seu “glockenspiel” e assim fazer com que Papagena volte. Ele se recorda de seu instrumento mágico, toca-o e Papagena surge magicamente, tendo início o delicioso dueto “Papagena-Papageno.”

Na cena final vemos a chegada da Rainha da Noite, das três Damas e de Monostatos, que havia passado para o lado da Rainha a fim de, usufruindo de seus poderes mágicos, chegar a seu intento: seduzir Pamina. A Rainha, ensandecida ao ver Pamina e Tamino agora iniciados e membros da fraternidade que odiava, tenta invadir os domínios dos iniciados para derrotá-los definitivamente. Chegam em meio a densa treva, os invasores portam tochas. Nesse instante, tem lugar uma grande tempestade, com raios e trovões, que obriga os invasores a se dispersarem. A noite vai aos poucos dando lugar à aurora. O sol surge e o ambiente ganha cada vez mais luz. Sarastro, o Grande Sacerdote, surge cercado pelos irmãos e sacerdotes e canta:



“A glória do dourado Sol,

Conquistou a noite.

O falso mundo das trevas

Conhece agora o poder da luz.”



Um majestoso coral encerra a ópera com louvores a Ísis e Osíris e aos iniciados:



“Salve, novos iluminados!

Passastes pela noite

Louvamos a ti, Osíris.

Louvamos a ti, Ísis.

Pela força são vitoriosos

São dignos da coroa

A beleza e a sabedoria

Haverão de iluminá-los como o Sol.” veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
É sábado, o professor Clarimundo Roxo, solteirão, solitário, de 48 anos, desperta às cinco e meia da manhã para começar o dia dando aulas. Sua preocupação é com o tempo, sabe que o conceito sobre este é algo diferente daquilo que pensa a viúva Mendonça ou o sapateiro Fiorello. Contudo, a escravidão ao tempo é algo marcante. Clarimundo vive sob o tique-taque do relógio. Sente culpa quando se atrasa alguns minutos para as aulas. Pensa no livro que ainda escreverá. Será de cunho científico, nele pretende colocar toda sua cultura e algumas gotas de fantasia. O protagonista escolhido é um homem lá da estrela de Sírio. Com um telescópio mágico, olhará a terra e descobrirá a verdade das coisas. Prepara o café e se senta para os costumeiros 40 minutos de leitura. Às sete da manhã, quem desperta é Honorato Madeira, lembrando-se, também, de chamar a mulher, Virgínia. Ela desperta, mas se entrega aos pensamentos. Relembra que tem um filho de 22 anos e um marido obeso, sem graça, que sempre faz as mesmas coisas, o que lhe causa desgosto. Ele reclama da ida, à noite, ao baile do Metrópole; bem poderia ficar em casa descansando do trabalho. O filho, Noel, já está tomando café e recordando os dias de infância, quando a negra Angélica lhe preparava para ir à escola e levava-o à terceira esquina, onde se encontrava com a menina Fernanda, sempre limpa, bem arrumada e alegre, num contraste flagrante com seu estilo taciturno.

Volta ao presente, recorda que teve uma infância recheada de histórias fantásticas, contadas por Angélica. Nunca correu descalço pelas ruas ao sol. Seu mundo era dos livros, dos soldadinhos de chumbo e a parede do quarto dos brinquedos limitava seu mundo. Este cai com a morte da negra Angélica, quando Noel tinha 15 anos. Sua primeira experiência sexual foi repugnante, viscosa e violenta. Noel sabe que o horário de refeição em sua casa é o momento menos cordial, de raros diálogos. A mãe reclama de tudo: da roupa, do marido, das criadas. Diz que já devia estar trabalhando. Não está estudando Direito? O melhor de sua vida era a amizade com Fernanda, a amiga de infância. Em outro canto da cidade, Salustiano Rosa acorda às 9 horas com o sol batendo em cheio em seu rosto. Dorme ao lado de uma moça loura, Cacilda, que encontrou na noite anterior. Pede-lhe que saia logo do seu prédio, sem ser vista. Veste-se e sai feliz, logo após a moça. Às onze horas, em outro lugar, Chinita pensa em Salustiano. Recorda-se do rapaz tocando-lhe os bicos do seio por cima do vestido e acha a sensação deliciosa. Hoje à noite, vai encontrá-lo no chá dançante do Metrópole. Ela está na casa do pai, Cel. José Maria Pedrosa, onde decoradores embelezam tudo com enfeites dourados e pintura na parede. D.Maria Luísa, a esposa, teme pelos gastos, mas o marido quer que a vivenda dos Moinhos de Vento seja o melhor palacete do bairro. A festa de inauguração será na terça-feira e Chinita redigirá os convites. D. Maria Luísa conserva sempre o ar de vítima, eternamente triste e preocupada. A riqueza do Cel. veio com a sorte tirada num bilhete de loteria, comprado com trezentos mil-réis. A mulher chorou à tarde inteira, quando soube da despesa com aquele pedaço de papel. Souberam da sorte, na véspera de Natal. Pedrosa e os filhos ficaram radiantes, apenas D. Maria Luísa estava triste, brigando por seu rico dinheiro, defendendo-o dos pedintes. O marido resolve se mudar para Porto Alegre e todos da cidade de Jacarecanga vêm dizer adeus à esposa desconsolada, sempre saudosa da vida simples de Jacarecanga. Fernanda mora na Travessa das Acácias. Ela descansa, enquanto espera a hora de ir para o trabalho. Vai pensando na vida dura que tem levado, na morte do pai. A mãe, D.Eudóxia, lhe chama à realidade, lembrando-lhe que não deve dormir. A senhora é extremamente pessimista, crendo que tudo vai dar errado. A filha evita dar muita atenção à mãe, prefere pensar em Noel e chamar o irmão, Pedrinho para o trabalho. Outro morador da Travessa é João Benévolo, leitor dos Três Mosqueteiros. Gosta tanto da leitura que se deixa transportar para a Paris de 1626, quando deixa de ser o fraco Benévolo, tornando-se ágil e ousado. Sua mulher, Laurentina, fica furiosa com a distração do marido. Quer saber se ele não vai procurar emprego; é 1 hora da tarde e lá está ele lendo, já está desempregado há 6 meses! As contas estão atrasadas, a costura que faz para fora pouco ajuda, não dá nem para o aluguel. Eles têm um filho, Napoleão, magro, que chora por qualquer coisa. Da janela da casa, João e a esposa vêem um carro luxuoso estacionar e de dentro dele sai D.Dodó, Doralice Leitão Leiria, esposa do comerciante Teotônio Leitão Leiria, proprietário do Bazar Continental, onde Benévolo trabalhou. A senhora vem visitar Maximiliano, seu empregado que está atacado pela tuberculose. Deixa algum dinheiro, prometendo transferi-lo para um hospital. Parte feliz, certa de que tem seu lugar garantido no céu. Honorato e Noel já saíram. Aliviada, Virgínia desce para o chá, aborrecida porque tudo lhe lembra o marido e o filho. Trata mal as empregadas, fica aborrecida com a juventude de Querubina, grita, ralha, humilha a empregada. Teotônio Leitão Leiria despede o motorista e segue a pé, para se encontrar com a moça dos olhos verdes, Cacilda, que mora na Travessa das Acácias. Teme ser reconhecido, vai cheio de culpa, porque pensa na caridosa esposa, Dodó. Cacilda não apareceu ainda e Leitão fica temeroso, pedindo explicações à viúva Mendonça pela demora. Cacilda chega e entrega-se a Teotônio, pensando no belo rapaz que amou na noite anterior. A volta de Teotônio Leiria para casa repõe a rotina doméstica nos trilhos. A esposa aguarda o querido marido para o baile no Metrópole, preparado por ela, para a comemoração das Damas Piedosas. Depois vai ao quarto da filha, Vera, e pede-lhe para não ler o tipo de livro que anda lendo: A Questão Sexual, de Forel. No salão do Metrópole, Salustiano encontra Chinita e a aperta, com certa violência, contra o peito, convidando-a para darem uma volta lá fora. Dr. Armênio espera que Vera compreenda o sentimento que lhe devota, mas a moça está interessada mesmo é em Chinita. Honorato Madeira está louco para voltar para casa, mas tem que esperar a decisão da esposa. O professor Clarimundo ouve batidas em sua porta. Trata-se da viúva Mendonça, que vem reclamar a falta de pagamento do aluguel por Benóvolo, desempregado há alguns meses. Conta que, toda noite, um sujeito mal encarado vem visitar a esposa de Benévolo. Faz várias reclamações e vai embora. Enquanto isso, às 11 horas da noite, Laurentina, está diante de Ponciano, o visitante mal-encarado, mencionado pela viúva. Em outros tempos, era o candidato preferido das tias de Laurentina, com quem a moça morava. Elas queriam vê-la casada com o moço. Mas João Benévolo apareceu, Ponciano se afastou. Após 10 anos, reaparece e se põe diante dela, todas as noites, esperando um instante de fraqueza da mulher para pedir-lhe que abandone o marido e o siga. Ela já compreendeu seu objetivo, mas não tem ânimo para falar. O visitante pede que fique com 20 mil-réis e os deixa sobre a mesa, sonhando com o dia em que terá Laurentina nos braços. Na casa de Honorato, a esposa Virgínia desperta, decide tomar umas pílulas rejuvenescedoras. Olha-se no espelho e vê, lá do outro lado, Virgínia Matos Madeira, mulher de 45 anos, cabelos meio grisalhos, queixo duplo e princípio de rugas, tão diferente daquela que sente ser. Recorda-se de sua empregada já falecida, Angélica. Ela criou Noel e dirigiu a casa até a morte. Quando o Capitão Brutus começou a fazer-lhe galanteios e aparecer diante de sua janela, Angélica ameaçou contar o fato a Honorato. O tempo passou, o capitão foi transferido e Virgínia continuou levando a vida. O palacete dos Pedrosa continua sendo preparado para a inauguração. Chinita se comporta como uma estrela de Hollywood e o pai paga-lhe todos os luxos que tanto desgostam a mãe, a triste e desconsolada, Maria Luísa. O filho, João Manuel, não leva vida diferente. Às vezes, não dorme em casa ou então só retorna de madrugada, para dormir até o meio da tarde. A família está se acabando, para D. Maria Luísa. Onde irá parar tudo aquilo? O luxo da casa, a mobília, os gastos desnecessários assustam a dona da casa que prefere ser uma estranha e não participar dos desmandos. Assim, se voltar à pobreza não sentirá a diferença. É domingo. Clarimundo está de novo na janela de sua casa, pensando em como será o livro que vai escrever. Qualquer dia irá começá-lo pelo prefácio. Vê Fernanda e seu irmão, Pedrinho, sentados para o almoço. A moça avisa a mãe que irá a Ipanema para se encontrar com Noel. Fernanda deseja modificá-lo. Pensa no duro que dá no escritório do Senhor Leitão Leiria, na luta com o fatalismo da mãe, enquanto o rapaz só pensa em literatura, em escrever livros, sem nada fazer para tornar o projeto realidade. Mais tarde, Pedrinho está no quarto de Cacilda, relutando em deixá-la. Ela diz que ele deve sair logo, pois tem visitas a receber. O rapaz anda perdidamente apaixonado por ela. Não consegue trabalhar, só vê sua figura o tempo todo. Lamenta o tipo de vida que a moça leva. Sonha em lhe dar um colar muito bonito que viu na Sloper. Cacilda fica aborrecida com as constantes visitas do rapazinho, mas não tem coragem para magoá-lo. É segunda-feira, na casa de Benévolo a pobreza é gritante. Almoçam pouco, o filho chora de dor no estômago, a mãe lhe dá elixir paregórico. Benévolo sonha, lendo o livro, comprado com parte do dinheiro deixado por Ponciano. Quando a esposa o irrita ou alguma coisa o aborrece, Benévolo assobia o Carnaval de Veneza. É o que faz, ao ouvir Laurentina lhe mandar procurar emprego. Na casa de Chinita, o vai-e-vém é constante. Todos estão envolvidos com a preparação para a festa inaugural, exceto D.Maria Luísa. Vera beija Chinita, loucamente, no quarto e a moça se entrega às carícias da amiga. Depois, descem para o chá. Noel, trancado em seu quarto, tenta escrever seu romance, segundo o desafio de Fernanda. Enquanto isso, João Benévolo vai ao escritório de Leitão Leiria, tentando ser recontratado. Fernanda o recebe e diz que vai falar com o patrão. Leiria lhe dá uma carta de recomendação, encaminhando-o a um amigo, dono de uma fábrica de mosaicos. Assim que Benévolo se despede, Leiria telefona para a fábrica e pede desculpas por ter envolvido o amigo naquele problema, mas foi forçado, pede-lhe para não se preocupar com o desempregado. Virgínia está em sua janela, esperando por um novo galanteador: Alcides, postado do outro lado da calçada, e vem cortejá-la todos os dias. A cada ruído, no interior da casa ou barulho do bonde, sobressalta-se, deliciada por tudo estar ocorrendo como no tempo de moça. Terça-feira, festa no palacete do Cel.Pedrosa. A orquestra toca no hall. Há doces e salgados sobre as mesas. O proprietário está felicíssimo, vem-lhe à lembrança a imagem do amigo de Jacarecanga, o Madruga, com quem fazia apostas e resmungava. Fica imaginando a cara do amigo, se pudesse ver todo seu sucesso. Toda vez que algo extraordinário lhe acontece sempre pensa na cara do amigo. Salu dança agarrado com Chinita, que sonha que a festa é na casa de Joan Crawford. O namorado lhe diz frases cheias de insinuações e a convida para ir até o parque. Num recanto oculto, junto à piscina, Salu derruba Chinita, entregue definitivamente às suas carícias. Chove forte. Salu desperta, o corpo dói, a cabeça está zonza. Logo recorda da noite com Chinita, da pergunta da moça sobre seu interesse por ela. Vai ao telefone e em surdina, Chinita marca um novo encontro. Está chocada, aturdida com o acontecimento da noite anterior.Teme ficar grávida e ao mesmo tempo, sente vontade de ficar para sempre com Salustiano. Leiria fica enciumado com a festa dada pelo novo rico, Cel. Pedrosa. Pensa numa forma de derrotá-lo sem levantar a menor suspeita. Talvez, uma carta anônima resolva o problema. Recorda-se que o Monsenhor Gross lhe pediu emprego para uma moça, decide despedir Fernanda. Pedrosa está com a amante, Nanette Thibault que lhe pede um automóvel de presente, enquanto, sete andares acima, a filha, Chinita faz amor com Salu. Virgínia, desgostosa com a vida de casada, espera na janela por Alcides, mas ele não aparece. D. Maria Luísa recebe uma carta anônima, dizendo que o marido, Cel.Pedrosa, tem uma amante no Edifício Colombo. Ela analisa toda sua vida até ali; o filho vive entre prostitutas e bebidas, a filha parece ter perdido o respeito, solta pela cidade e, agora, o marido tem uma amante. Quarta-feira, 6 horas da manhã, Clarimundo lê Einstein, enquanto Maximiliano, o tuberculoso, morre sob os olhos da mulher, filhos e vizinhos. Chinita só pensa em Salu e João Benévolo vaga pela rua, sentindo fome e frio; o dinheiro acabou, não há alimento em casa. Cai de fraqueza com o estômago doendo. O carro da assistência o apanha e o coloca numa ambulância. Laurentina chorou o dia inteiro, esperando pelo marido. Os vizinhos dão o que comer a ela e ao filho. Ponciano já está ali sentado, olhando-a e dizendo que nada aconteceu a Benévolo, ele é que não presta mesmo. Laurentina chora. Recorda-lhe que a avisou. Por que não vem morar com ele? Laurentina sabia, há muito, que o convite ia ser feito, mas o que responder, não tem coragem nem para se revoltar.O homem continua insistindo, mostra-lhe a carteira cheia de dinheiro, afirmando que tudo será dela. Pode esperar mais um pouco, afinal, diz Ponciano, já esperou por ela há dez anos. Virgínia já está na janela, mas sabe que Alcides não vai passar. Apanha o jornal e tem um sobressalto, o retrato do rapaz está ali, estampado no jornal, morto por um marido enciumado. Noel, finalmente, consegue fazer Fernanda entender que está apaixonado por ela. Não precisou dizer tudo claramente, mas a moça, como sempre, adivinhou o sentimento do amigo. D.Dodó comemora feliz seu aniversário e a filha Vera, indiferente não consegue tirar Chinita do pensamento. Telefona para a casa da amiga, D.Maria Luísa lhe diz que a filha saiu há 2 horas atrás para ir visitá-la. Vera desliga e D. Maria fica pensando que o marido está com a amante e a filha? Clarimundo chega em casa, depois de dar aulas, e resolve aproveitar o silêncio da noite para começar a escrever o livro que pretende sobre o homem da estrela de Sírio. Na introdução coloca que, após observar de sua janela a vizinhança, resolveu escrever sobre um observador, colocado num ângulo especial que, certamente, terá uma visão diferente do mundo; termina, dizendo: "Pois eu te vou contar, leitor amigo, o que meu observador de Sírio viu na Terra". De repente lembra-se da chaleira fervendo, levanta-se para fazer o café. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Obra-prima da carpintaria literária, O risco do bordado vem percorrendo desde seu lançamento, em 1970, o caminho típico de um clássico contemporâneo, alcançando um notável sucesso de público e crítica, suscitando inúmeras teses universitárias e sendo adotado como leitura curricular. O próprio Autran Dourado considera-o o eixo central de sua obra pela forma com que conjuga sua obsessiva construção de uma mítica mineira. "Escrevo para compreender Minas", declarou ele. Ambientado na mítica Duas Pontes, cidade que retornaria em outros livros como uma síntese do universo interiorano de seus personagens, O risco do bordado é uma viagem ao passado do escritor João da Fonseca Ribeiro, que volta ao cenário de sua infância. Ao encontrar antigos moradores da cidade, parentes e companheiros de infância, ele vai montando uma espécie de quebra-cabeças entre o vivido e o imaginado, completando e expandindo fragmentos de memória que são sua narrativa de infância e adolescência. Como num típico romance de formação, em que o principal interesse está no crescimento e desenvolvimento do protagonista, o leitor vai sabendo, aos poucos, como João se tornou o que é, sua dura trajetória na descoberta da sexualidade, da amizade, da traição e, também, da literatura. Prostitutas, jagunços, antepassados mortos, parentes velhos, figuras características de Duas Pontes cruzam o caminho de João, que desta forma vai enxergando, retrospectivamente, o risco sob o bordado que, afinal, é a sua própria história de vida. Autran Dourado dá à sua narrativa o ritmo descontínuo da memória. Trabalhando idas e vindas e histórias fragmentadas que, num primeiro momento, podem se assemelhar a contos sutilmente interligados. Arquitetado paciente e minuciosamente a partir de gráficos e esquemas, O risco do bordado tem um similar na obra do autor: Uma poética do romance. Neste ensaio, que também será reeditado pela Rocco, ele explica cada detalhe da construção do romance, publica os desenhos e plantas-baixas que auxiliaram sua construção e reflete sobre seu processo de criação como um todo. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A implantação de ciclos institui o regime de progressão continuada que determina uma re-significação ao processo de avaliação e da aprendizagem dos alunos, alem de uma nova concepção dói processo de aquisição e produção do conhecimento, como processo de construção, onde o aluno é sujeito da ação constrói significados a partir de relações dos homens com o mundo entre si. Além dissom, provoca um confronto copm a lógica dominante da instituição escolar.

Condições para êxito:
• Agrupar alunos segundo idade cronológica e novel de progresso;
• Avaliação contínua de alunos e professores;
• Existência de programas que promovam diversidade de ensino;
• Adaptação da escola ao nível de desenvolvimento de seus alunos.

Recursos:
• Infra-estrutura escolar para os agrupamentos;
• Profissionais com possibilidade de trabalhar instrumentado de avaliação diagnosticas;
• Disponibilidade de tempo docente;
• Manutenção de registro sistemático do desenvolvimento de cada aluno
na LDB 9394, no artigo 23, há alternativas pra organização do ensino. A implantação requer uma reflexão coletiva e construção de novas propostas e respostas que garantam a democratização do ensino. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A história tem comoo cenário a Fazenda Nossa Senhora do boqueirão, na zona da mata fluminense. Um velho tronco de ipê, outrora frondoso, representa a decadência da fazenda. Bem próximo, numa caban, mora o negro Benedito, espécie de feiticeiro, que guarda o segredo da família. Mário, o personagem central, que viveu desde criança na fazenda, juntamente com a prima Alice, descobre que o pai da moça, Joaquim, é o assassino de seu pai. Desesperado, Mário tenta suicídio, pois não pode se casar com a filha de um assassino. Mas o negro Benedito o impede, contando-lhe o segredo: Joaquim não matou o pai de Mário. Ele foi tragado pelas águas do Boqueirão e está enterrado junto ao tronco do ipê. Mário reconcilia-se com a vida e casa-se com Alice. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A Fila (RUBIÃO, 1997: 195-210)

A Fila conta a história de Pererico, um habitante do interior que vai à capital resolver um assunto confidencial, e de extrema importância e urgência, com o gerente de uma firma importante. O absurdo introduz-se na história quando Pererico é submetido, para conseguir a entrevista com o gerente, a uma fila literalmente interminável, ao menos para ele, já que parece que algumas pessoas alcançam seu termo: “Verificou também que as pessoas atendidas na gerência retornavam alegres, demonstrando ter solucionado seus problemas ou, pelo menos, sido tratadas com deferência” (pp.196-197). Além da fila a antagonizá-lo, Pererico encontra dificuldades em lidar com o encarregado de organizá-la, Damião, que aos poucos foi se mostrando mais que um mero empregado, ou porteiro: “Uma briga naquele instante poderia prejudicar seus desígnios, pois compreendera que o poder de Damião superava o de um mero empregado” (p. 197). De tanto tempo que passa na fila (meses, quiçá anos!), Pererico trava amizade com uma prostituta que trabalha justamente atendendo aqueles que passam boa parte de suas vidas a enfrentar o suplício daquela fila sem fim. Depois de muito tempo passado e de ter iniciado algo que se poderia definir como namoro com a prostituta, Pererico desiste de esperar na fila e tenta tocar a vida adiante. Mas quando o dever lhe bate à consciência e ele resolve voltar a sua missão, descobre que a fila extinguiu-se. O gerente morrera e, como último gesto, atendera a todos que na fila se encontravam. Todos foram atendidos, menos Pererico. Decepcionado consigo mesmo, Pererico resolve voltar a sua terra natal e abandonar seu relacionamento com a prostituta. Ao embarcar no trem de volta, sente como se a vida tivesse retornado ao normal, como se nada houvesse acontecido no ínterim que passou na fila. Assim como em O Edifício, no qual em momento algum é revelado o propósito da construção, aqui temos que os motivos de Pererico jamais são revelados. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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