Ser pobre é dizer que não tem nada, mas quando a enchente atinge seu barraco diz, na televisão, que perdeu tudo......

veja todos os voos de drone em

www.Zmaro.tv/Drone

 

 

Mais
acessados

Principal

Modelos de
Documento

Receitas

Resumos
de Livros

 Perguntas e Respostas
 Jurídicas

Idéias para
ficar rico

Dicas gerais

Dizem que

Ser pobre é


Memorização

Curso de Memorização

Memorização:
que dia cai?

Demais
Cursos e
apostilas


Gastronomia

carnes

bacalhau

dicas gerais

microondas

 receitas diversas

Receitas

em vídeo

tudo sobre congelamento

vinhos


Download

delivery

palpites para loteria

simulador keno (bingo)

treine digitação

ringtones de graça

Saiba quais números
mais e menos saem
na MEGASENA


Contato

Fale com o Zmaro
e/ou
PobreVirtual

Site do
Programa Zmaro

Vídeos do
Programa Zmaro
Humor inteligente
de forma descontraída...

 
RESUMO DAS IDEIAS DOS TEORICOS DA EDUCAÇÃO
envie seus resumos e sugestões, clique aqui
Poema Épico do Descobrimento da Bahia é composto de dez cantos e, de acordo com o gênero, divide-se em cinco partes: proposição, invocação, dedicação, narração e epílogo. Canto I Na primeira estrofe, o poeta introduz a terra a ser cantada e o herói - Filho do Trovão -, propondo narrar seus feitos (proposição). Na estrofe seguinte, pede a Deus que o auxilie na realização do intento (invocação), e da terceira à oitava estrofes, dedica o poema a D. José I, pedindo atenção para o Brasil, principalmente a seus habitantes primitivos, dignos e capazes de serem integrados à civilização cristã. Se isso for feito, prevê Portugal renascendo no Brasil. Da nona estrofe em diante, tem-se a narração. A caminho do Brasil, o navio de Diogo Álvares Correia naufraga. Ele e mais sete companheiros conseguem se salvar. Na praia, são acolhidos pelos nativos que ficam temerosos e desconfiados. Os náufragos, por sua vez, também temem aquelas criaturas antropófagas, vermelhas que, sem pudor, andam nuas. Assim que um dos marinheiros morre, retalham-no e comem-lhe, cruas mesmo, todas as partes. Sem saber o futuro, os sete são presos em uma gruta, perto do mar, e, para que engordem, são bem alimentados. Notando que os índios nada sabem de armas, Diogo, durante os passeios na praia, retira, do barco destroçado, toda pólvora e munições, guardando-as na gruta. Desde então, como vagaroso enfermo, passa a se utilizar de uma espingarda como cajado.

Para entreter os amigos, Fernando, um dos náufragos, ao som da cítara, canta a lenda de uma estátua profética que, no ponto mais alto da ilha açoriana, aponta para o Brasil, indicando a futuros missionários o caminho a seguir.Um dia, excetuando-se Diogo, que ainda estava enfermo e fraco, os outros seis são encaminhados para os fossos em brasa. Todavia, quando iam matar os náufragos, a tribo do Tupinambá Gupeva é ferozmente atacada por Sergipe. Após sangrenta luta, muitos morrem ou fogem; outros se rendem ao vencedor que liberta os pobres homens que desaparecem, no meio da mata, sem deixar rastro. Canto II Enquanto a luta se desenvolve, Diogo, magro e enfermo para a gula dos canibais, veste a armadura e, munido de fuzil e pólvora, sai para ajudar os seis companheiros que serão comidos. Na fuga, muitos índios buscam esconderijo na gruta, inclusive Gupeva que, ao se deparar com o lusitano, saindo daquele jeito, cai prostrado, tremendo; os que o seguiam fazem o mesmo; todos acham que o demônio habita o fantasma-armadura. Álvares Correia, que já conhecia um pouco a língua dos índios, espera amansá-los com horror e arte. Levantando a viseira, convida Gupeva a tocar a armadura e o capacete. Observa, amigavelmente, que tudo aquilo o protege, afastando o inimigo, desde que não se coma carne humana. Ainda aterrorizado, o chefe indígena segue-o para dentro da gruta, onde Diogo acende a candeia, levando-o a crer que o náufrago tem poder nas mãos. Sob a luz, vê, sem interesse, tudo que o branco retirara da nau. Aqui, o poeta, louva a ausência de cobiça dessa gente. Entre os objetos guardados pelos náufragos, Gupeva encanta-se com a beleza da virgem em uma gravura.Tão bela assim não seria a esposa de Tupã? Ou a mãe de Tupã? Nesse momento, encantado pela intuição do bárbaro, Diogo o catequiza, ganhando-lhe, assim a dedicação. Saindo da gruta, o índio, agora manso e diferente, fala a seu povo Tupinambá, ao redor da gruta. Conta-lhes sobre o feito do emboaba, Diogo, e que Tupã o mandara para protegê-los. Para banquetear o amigo, saem para caçar. Durante o trajeto, Álvares Correia usa a espingarda, aterrorizando a todos que exclamam e gritam: Tupã Caramuru! Desde esse dia, o herói passa a ser o respeitado Caramuru - Filho do Trovão. Querendo terror e não culto, Diogo afirma-lhes que, como eles, é filho de Tupã e a este, também, se humilha. Mas que como filho do trovão, (dispara outro tiro) queimará aquele que negar obediência ao grande Gupeva.Nas estrofes seguintes, o poeta descreve os costumes da selva. Caramuru instala-se na aldeia, onde imensas cabanas abrigam muitas famílias, que vivem em harmonia. Muitos índios querem vê-lo, tocá-lo. Outros, em sinal de hospitalidade, despem-no e colocam-no sobre a rede, deixando-o tranqüilo. Paraguaçu é uma índia, de pele branca e traços finos e suaves. Apesar de não amar Gupeva, está na tribo por ter-lhe sido prometida. Como sabe a língua portuguesa, Diogo quer vê-la. Após o encontro os dois estão apaixonados. Canto III À noite, Gupeva e Diogo conversam sob a tradução feita por Paraguaçu. O lusitano fica pasmo ao saber que, para o chefe da tribo, existe um princípio eterno; há alguém, Tupã, ser possante que rege o mundo; aquele que vence o nada, criando o universo. O espírito de Deus, de alguma maneira, comunica-se com essa gente. Gupeva eloqüente fala acerca da concepção dos selvagens sobre o tempo, o Céu, o Inferno. Abordam a lenda da pregação de S. Tomé em terras americanas. Concluindo a conversa, o cacique diz que estão para ser atacados pelos inimigos; Caramuru aconselha-o a ter calma. De repente, chegam os ferozes índios Caetés que, ao primeiro estrondo do mosquete, batem em retirada, correndo, caindo; achando, enfim, que o céu todo lhes cai em cima. Canto IV O temido invasor noturno é o Caeté, Jararaca, que ama Paraguaçu perdidamente. Ao saber que ela esta destinada a Gupeva, declara guerra. Após o ataque estrondoso do Filho do Trovão, Jararaca convoca outras nações indígenas com as quais tinha aliança: Ovecates, Petiguares, Carijós, Agirapirangas, Itatis. Conta-lhes que Gupeva prostrou-se aos pés de um emboaba pelo pouco fogo que acendera, oferecendo-lhe até a própria noiva. O cacique alerta-os que se todos agirem assim, correm o risco de serem desterrados e escravizados em sua própria terra, enchendo de emboabas a Bahia. Apela para a coragem dos nativos, dizendo que apesar do raio do Caramuru ser verdadeiro, ele nada teme, porque não vem de Deus. Não há forças fabricadas que a eles destruam. A guerra tem início e Paraguaçu também luta heroicamente e, num momento de perigo, é salva pelo amado lusitano. Canto V Depois da batalha, os amantes discorrem sobre o mal que habita o ser humano e qual a razão de Deus para permiti-lo. Em seguida, em Itaparica, o herói faz com que todos os índios se submetam a ele, destruindo as canoas com as quais Jararaca pretendia liquidá-lo. Canto VI As filhas dos chefes indígenas são oferecidas ao destemido Diogo, para que este os honre com o seu parentesco. Como ama Paraguaçu, aceita o parentesco, mas declina as filhas. Na mata, o herói encontra uma gruta com tamanho e forma de igreja e percebe ali a possibilidade dos nativos aceitarem a Fé Cristã, e se dispõe a doutriná-los. Mais tarde, salva a tripulação de um navio espanhol naufragado e, saudoso da Europa, parte com Paraguaçu em um barco francês. Quando a nau ganha o mar, várias índias, interessadas em Álvares Correia, lançam-se nas águas para acompanhá-lo. Moema, a mais bela de todas, consegue chegar perto do navio Agarrada ao leme, brada todo seu amor não correspondido ao esquivo e cruel Caramuru. Implora para que ele dispare sobre ela seu raio. Ao dizer isso, desmaia e é sorvida pela água. As outras, que a acompanhavam, retornam tristes à praia. Nas demais estrofes do canto, a história do descobrimento do Brasil é contada ao comandante do barco francês. Canto VII Na França, o casal é recebido na corte e Paraguaçu é batizada com o nome da rainha Catarina de Médicis, mulher de Henrique II, que lhe serve de madrinha. Diogo lhes descreve tudo o que sabe a respeito da flora e fauna brasileira. Canto VIII Henrique II se predispõe a ajudar Diogo Álvares na tarefa de doutrinamento e assimilação dos índios, oferecendo-lhe tropa e recompensa. Fiel à monarquia portuguesa, o valente lusitano recusa tal proposta. Na viagem de volta ao Brasil, Catarina-Paraguaçu profetiza, prospectivamente, o futuro da nação. Descreve as terras da Bahia, suas povoações, igrejas, engenhos, fortalezas. Fala sobre seus governadores, a luta contra os franceses de Villegaignon, aliados aos Tamoios. Discorre sobre o ataque de Mem de Sá aos franceses no forte da enseada de Niterói e sobre a vitória de Estácio de Sá contra as mesmas forças. Canto XIX Prosseguindo em seu vaticínio, Catarina-Paraguaçu descreve a luta contra os holandeses que termina com a restauração de Pernambuco. Canto X A visão profética de Catarina-Paraguaçu acaba se transformando na da Virgem sobre a criação do universo. Ao chegar, o casal é recebido pela caravela de Carlos V que agradece a Diogo o socorro aos náufragos espanhóis. A história de Pereira Coutinho é narrada, enfatizando-se o apoio dos Tupinambás na dominação dos campos da Bahia e no povoamento do Recôncavo baiano. Na cerimônia realizada na Casa da Torre, o casal revestido na realeza da nação espanhola, transfere-a para D. João III, representado na pessoa do primeiro Governador Geral, Tomé de Souza. A penúltima estrofe canta a preservação da liberdade do índio e a responsabilidade do reino para com a divulgação da religião cristã entre eles. Na última (epílogo), Diogo e Catarina, por decreto real, recebem as honras da colônia lusitana. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Neste livro, Eça de Queiroz faz, com traços vigorosos e de maneira maliciosa, os retratos caricaturais de seus amigos íntimos. Com final ironia, chega a pôr em Artur Corvelo sua própria personalidade. Examina em todos os ângulos a sociedade portuguesa de seu tempo. Artur deixa a modesta terra natal e vai para Lisboa, alimentando doces ilusões, certo de que lá haveria melhor lugar para um intelectual. Depois das decepções voltou ao lugar tranqüilo, mas, em face da vida monótona, sentia saudade da capital, embora tivesse saído "daquele inferno em Lisboa, como um vencido de uma batalha" - com feridas por toda a parte - no seu amor traído, na sua ambição iludida. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O primeiro a embarcar é um Fidalgo, que chega acompanhado de um Pajem, que leva a calda da roupa do Fidalgo e também uma cadeira, para seu encosto.

O Diabo mal viu o Fidalgo e já lhe falou para entrar em sua barca, pois ele iria levar mais almas e mostrar que era bom navegante. Antes disso, o companheiro do Diabo, começou a preparar a barca para que as almas dos que viessem, pudessem entrar.

Quando tudo estava pronto, o Fidalgo dirigiu a palavra ao Diabo, perguntando para onde aquela barca iria. O Diabo respondeu que iria para o Inferno, então o Fidalgo resolveu ser sarcástico e falou que as roupas do Diabo pareciam de uma mulher e que sua barca era horrível. O Diabo não gostou da provocação e disse que aquela barca com certeza era ideal para ele, devido a sua impertinência. O Fidalgo espantado, diz ao Diabo que tem quem reze por ele, mas acaba recebendo a notícia de que seu pai também havia embarcado rumo ao Inferno.

O Fidalgo tenta achar outra barca, que não siga ao Inferno, então resolve dirigir-se a barca do céu. Ele resolve perguntar ao Anjo, aonde sua barca iria e se ele poderia embarcar nela, mas é impedido de entrar, devido a sua tirania, pois o Anjo disse que aquela barca era muito pequena para ele, não teria espaço para o seu mau caráter.

O Diabo começa a fazer propaganda de sua barca, dizendo que ela era a ideal, a melhor. Assim, O Fidalgo desconsolado, resolve embarcar na barca para o Inferno. Mas antes, o Fidalgo queria tornar a ver sua amada, pois ele disse que ela se mataria por ele, mas o Diabo falou que a mulher na qual ele tanto ama, estava apenas enganando- o, que tudo que ela lhe escrevia era mentira. E assim, o Diabo insistia cada vez mais para que o Fidalgo esquecesse sua mulher e que embarcasse logo, pois ainda viria mais gente.

O Diabo manda o Pajem, que estava junto com o Fidalgo, ir embora, pois ainda não era sua hora. Logo a seguir, veio um agiota que questionou ao Diabo, para onde ele iria conduzir aquela barca. O Diabo querendo conduzi-lo a sua barca, perguntou por que ele tinha demorado tanto, e o Agiota afirmou que havia sido devido ao dinheiro que ele queria ganhar, mas que foi por causa dele que ele havia morrido e que não sobrou nem um pouco para pagar ao barqueiro.

O Agiota não quis entrar na barca do Diabo, então resolveu dirigir-se à barca do céu. Chegando até a barca divina, ele pergunta ao Anjo se ele poderia embarcar, mas o Anjo afirmou que por ele, o Agiota não entraria em sua barca, por ter roubado muito e por ser ganancioso. Então, negada a sua entrada na barca divina, o Agiota acaba entrando na barca do Inferno.

Mais uma alma se aproximou, desta vez era um Parvo, um homem tolo que perguntou se aquela barca era a barca dos tolos. O Diabo afirmou que era a barca dos tolos e que ele deveria entrar, mas o Parvo ficou reclamando que morreu na hora errada e o Diabo perguntou do que ele havia morrido, e o Parvo sendo muito sutil respondeu que havia sido de caganeira.

O Parvo ao saber aonde aquela barca iria, começou a insultar o Diabo e foi tentar embarcar na barca divina. O Anjo falou que se ele quisesse, poderia entrar, pois ele não havia feito nada de mal em sua vida, mas disse para esperar para ver se tinha mais alguém que merecia entrar na barca divina.

Vem um sapateiro com seu avental, carregando algumas fôrmas e chegando ao batel do inferno, chama o Diabo. Ele fica espantado com a maneira na qual o sapateiro vem carregado, cheio de pecados e de suas fôrmas.

O sapateiro tenta enrolar oDiabo, dizendo que alí ele não entraria pois ele sempre se confessava, mas o Diabo joga toda a verdade na sua cara e o manda entrar logo em sua barca. O sapateiro tenta lhe dizer todas as feitorias que havia feito, na tentativa de conseguir entrar no batel do céu, mas o Anjo lhe diz que a “carga” que ele trazia não entraria em sua barca e que o batel do Inferno era perfeito para ele. Vendo que nào conseguiu o que queria, o sapateiro se dirige à barca do Inferno e ordena que ela saia logo.

Chegou um Frade, junto de uma moça, carregando em uma mão um pequeno escudo e uma espada, na outra mão, um capacete debaixo do capuz. Começou a cantarolar uma música e a dançar.

Ele falou ao Diabo que era da corte, mas o próprio perguntou-lhe como ele sabia dançar o Tordião, já que era da corte. O Diabo perguntou se a moça que ele trazia era dele e se no convento não censurvam tal tipo de coisa. O Frade por sua vez diz que todo no convento são tão pecadores como ele e aproveitou para perguntar para onde aquela barca iria. Ao saber para onde iria, ficou inconformado e tenta entender porque ele teria que ir ao Inferno e não ao céu, já que era um frade. O Diabo lhe responde que foi devido ao seu comportamento durante a vida, por ter tido várias mulheres e por ter sido muito aventureiro. Assim, o Frade desafia o Diabo, mas este não faznada e apenas observa o que o Frade faz.

O Frade resolve puxar a moça para irem ao batel do Céu, mas lá se encontram com o Parvo, que pergunta se ele havia roubado aquela espada que ele carregava. O Frade completamente arrasado, finalmente se convence que seu destino é o inferno, pois até mesmo o Parvo zombou de sua vida e de seus pecados. Dirigiu-se a barca do Inferno, resolve embarcar junto com a moça que o acompanhava.

Assim que o Frade embarcou, veio a alcoviteira Brísia Vaz, chamando o Diabo, para saber em qual barca ela haveria de entrar. O companheiro do Diabo lhe disse que ela não entraria na barca sem Joana de Valdês.

Ela foi relatando o que estava trazendo para a barca e afirmava que iria para o Paraíso, mas o Diabo dizia que sua barca era o seu lugar, que ela teria que ficar alí.

Brísida vai implorar de joelhos ao Anjo, que esse a deixe entrar em sua barca, pois ela não queria arder no fogo do inferno, dizendo que tinha o mesmo mérito de um apóstulo para entrar em sua barca. O Anjo, já sem paciência, mandou-lhe que fosse embora e que não lhe importunasse mais.

Triste por não poder ir para o Paraíso, Brísida vai caminhando em direção ao batel do Inferno e resolve entrar, já que era o único lugar para onde ela poderia ir.

Logo após o embarque de Brísida Vaz, veio um Judeu, carregando um bode, na qual fazia parte dos rituais de sacrifício da religião hebráica. Chegando ao batel dos danados, chama o marinheiro, que por acaso era o Diabo; perguntando a quem pertencia aquela barca. O Diabo questiona se o bode também iria junto com o Judeu, esse por sua vez afirma que sim, mas o Diabo o impede pois ele não levava para o Inferno, os caprenos.

O Judeu resolve pagar alguns tostões ap Diabo, para que ele permita a entrada do bode; disse que por meio do Semifará ele seria pago. Vendo que não consegue, ele xinga o Diabo e roga-lhe várias pragas, apenas por não fazer a sua vontade.

O Parvo, para zombar o Judeu, perguntou se ele havia roubado aquela cabra, e aproveitou para xinga-lo. Afirmou também que ele havia mijado na igreja de São Gião e que teria comido a carne da panela do Nosso Senhor. Vendo que o Judeu era uma péssima pessoa, o Diabo ordenou-lhe logo que entrasse em sua barca, para não perderem tanto tempo com uma discussão tola.

Depois que o Judeu embarcou, veio um Corregedor, carregado de feitos, que quando chegou ao batel do Inferno, com sua vara na mão, chamou o barqueiro. O barqueiro ao vê-lo, fica feliz, pois esta seria mais uma alma que ele conduziria para o fogo ardente do Inferno. O Corregedor era um amante da boa mesa e sua carga era qualificada como “gentil” , pois tratava-se de processos relativos a crimes, que era um conteúdo muito agradavel para o Diabo. Ele era ideal para entrar na barca do Inferno, pois durante sua vida, ele era um juíz corrupto e que aceitava Perdizes como suborno.

O Diabo começa a falar em latim com o Corregedor, pois era usado pela Justiça e pela Igreja, além de ser a lingua internacional da cultura. Ele ordena ao seu companheiro que este apronte logo a barca e que se prepare para remar rumo ao Inferno.

Os dois começam a discutir em latim, pois o Corregefor por ser aachar superior ao Diabo, pensa que só porque era um juíz prestigiado, não teria que entrar em sua barca. O Diabo vai perguntando sobre todas as suas faucatruas, até citando sua mulher no meio, que aceitava suborno dos judeus, mas o Corregedor garantiu que com isso ele não estava envolvido, que estes eram os lucros de sua mulher, e não dele.

Enquanto o Corregedor estava nesta conversa com o Arrais do Inferno, chegou um Procurador, carregando vários livros. Resolve falar com o Corregedor, espantado por encontra-lo aí, questiona para onde ele iria, mas o Diabo responde pelo Corregedor e diz que iria para o Inferno, mas que também era bom ele ir entrando logo, para retirar a água que estava entrando na barca.

O Corregedor e o Procurador não quiseram entrar na barca, pois eles tinham fé em Deus e também porque havia outra barca em melhores condições, que os conduziria para um lugar mais ameno. Quando chegam ao batel divíno, o Anjo e o Parvo zombam de suas ações, que eles não tinham o direito de entrar alí, pois tudo que eles haviam feito de ruim, estava sendo pago agora, com a ida de suas almas para o Inferno. Desistindo de ir para o paraíso, os dois ao entrarem no batel dos condenados, encontram Brísida Vaz. Ela por sua vez, se sentiu aliviada por estar alí, pois enquanto estava viva foi muito castigada pela Justiça.

Veio um homem que morreu enforcado e ao chegar ao batel dos mal-aventurados, começou a conversar com o Diabo. Ele tentou explicar porque ele não iria no batel do Inferno, que ele havia sido perdoado por Deus ao morrer enforcado, mas isso não passou de uma mentira, pois ele teria que morrer e arder no fogo do Inferno devido aos seus erros. Desistindo de tentar fugir de seu futuro, ele acaba obedecendo as ordens do Diabo para ajudar a empurrar a barca e a remar, pois o horário de partida estava próximo.

Depois disso, vieram quatro Cavaleiros cantando, na qual cada um trazia a Cruz de Cristo, pelo Senhor e também para demonstrar a sua fé, pois eles haviam lutado em uma Cruzada contra os Mulçumanos, no norte da África. Absolvidos da culpa e pena, por privilégio dos que morreram em guerra, foram cantarolando felizes indo em direção ao batel do Céu.

Ao passarem na frente do batel do Inferno, cantando, segurando suas espadas e escudos, o Diabo não resiste e os pergunta porque eles não pararam para questionar para onde sua barca iria. Convidando=os para entrar, o Diabo recebe uma resposta não muito agradável de um dos Cavaleiros, pois esse disse que quem morresse por Jesus Cristo, não entraria em tal barca.

Tornaram a prosseguir, cantarolando, em direção à barca da Glória, que quando eles chegaram nela, o Anjo os recebeu muito bem e disse que estava à espera deles por muito tempo. Sendo assim, os quatro Cavaleiros embarcaram e tomaram rumo em direção ao Paraíso, já que morreram por Deus e porque eram livres de qualquer pecado. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Riobaldo, fazendeiro do estado de Minas Gerais, conta sua vida de jagunço a um ouvinte não identificado. Trata-se de um monólogo onde a fala do outro interlocutor é apenas sugerida. São histórias de disputas, vinganças, longas viagens, amores e mortes vistas e vividas pelo ex-jagunço nos vários anos que este andou por Minas, Goiás e sul da Bahia. Toda a narração é intercalada por vários momentos de reflexão sobre as coisas e os acontecimentos do sertão. O assunto parece sempre girar na existência ou inexistência do diabo, já que Riobaldo parece Ter vendido sua alma numa certa ocasião... Riobaldo era um dos jagunços que percorriam o sertão abrindo o caminho à bala. Entre seus companheiros, havia um que muito lhe agradava: Reinaldo, ou Diadorim. Conhecera-o quando menino e mantinha com ele uma relação que muitas vezes passava de uma simples amizade. O jagunço, que admirava e cultivava um terno laço com Diadorim, perturbava-se com toda aquela relação, mas a alimentava com uma pureza que ia contra toda a rudeza do sertão, beirando inclusive o amor e os ciúmes. Nas longas tramas e aventuras dos jagunços, Riobaldo conhece um dos seus heróis: o chefe Joca Ramiro, verdadeiro mito entre aqueles homens, que logo começa a mostrar certa confiança por ele. Isso dura pouco tempo, já que Riobaldo logo perde seu líder: Joca Ramiro acabou sendo traído e assassinado por um dos seus companheiros chamado Hermógenes. Riobaldo jura vingança e persegue Hermógenes e seus homens por toda aquela árida região.

Como o medo da morte e uma curiosidade sobre a existência ou não do diabo toma cada vez mais conta da alma de Riobaldo, evidencia-se um pacto entre o jagunço e o príncipe das trevas, apesar de não explícito. Acontecido ou não o tal pacto, o fato é que Riobaldo começa a mudar à medida que o combate final contra Hermógenes se aproxima. E a crescente raiva do jagunço só é contida por uma relação mais estreita com Diadorim, que já mostra marcas de amor completo. Segue-se, então, o encontro com Hermógenes e seus homens, e a vingança é enfim saboreada por Riobaldo. Vingança, aliás, que se tornou amarga: Hermógenes mata, durante o combate, o grande amigo Diadorim... A obra reserva, nas últimas páginas, uma surpreendente revelação: na hora de lavar o corpo de Diadorim, Riobaldo percebe que o velho amigo de aventuras que sempre lhe cativou de uma forma especial era, na verdade, uma mulher. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Memórias Póstumas de Brás Cubas, conta a história de Brás Cubas a partir de sua morte, já que inicialmente o próprio narrador observa que para tornar a narrativa mais interessante e "galante" havia decidido começá-la pelo fim -; ele era, portanto, não um autor defunto mas um defunto autor-. Assim, o primeiro capítulo começa justamente com a morte de Brás e seu enterro. A causa de sua morte teria sido, oficialmente, uma pneumonia, da qual ele não cuidou de forma correta. Entretanto, sua morte de fato deve-se a uma idéia, segundo ele, grandiosa e útil, uma idéia que se transformou em fixação. Um dia de manhã, caminhando pela chácara onde vivia, pensou em inventar um medicamento sublime, um emplasto anti-hipocondríaco, destinado a aliviar a melancólica humanidade. Para justificar a criação de tal emplasto frente às autoridades, brás chamou a atenção de que a cura que traria seria algo verdadeiramente cristão, além de não negar as vantagens financeiras que o tal produto traria. Contudo, já do outro lado do mundo, confessa que o real motivo era ver seu nome escrito nas caixinhas do medicamento e em todas as fontes publicitárias, pois as embalagens levariam seu nome. Brás Cubas nasceu no dia 20 de outubro de 1805. Foi uma grande festa para toda a família. Houvem muitas visitas à casa e o pai estava orgulhoso por haver tido um filho homem. Todas as informações dadas são curtas, mas revelam os mimos recebidos pelo garoto durante toda a infância.

Desde os cinco anos recebera o apelido de "menino diabo". Reconhece ele mesmo que, de fato, foi um dos mais malvados e travessos de seu tempo. Uma de suas diabruras foi ter quebrado a cabeça de uma escrava porque ela lhe negara uma colher de doce de côco, quando o menino tinha seis anos. Prudêncio, um moleque escravo da família, era seu cavalo de todos os dias. Brás conta ainda diabruras que fazia, entretanto, na disso parecia ter importância para seu pai, que o admirava e, se lhe repreendia na presença dos outros, em particular lhe dava beijos. Com nove anos, o garoto assistiu em sua casa um jantar organizado pelo pai em comemoração à derrota de Napoleão. No final do jantar, Brás queria uma compota de doces, mas todos estavam distraídos escutando um dos letrados presentes, o doutor Vilaça, que fazia glosas e recebia, naquele momento, todas as atenções dos convidados. O menino começou a pedir o doce, depois gritou, berrou e foi tirado da sala por tia Emerenciana. Isso bastou para que sentisse uma enorme necessidade de vingança contra o doutor Vilaça. Ficou vigiando-o até surpreendê-lo numa noite beijando dona Eusébia, irmã de um sargento-mor. Para que todos soubessem, saiu pela chácara gritando o que havia visto. Em seguida, após relatar tal episódio, Brás conta que cresceu normalmente. Foi à escola, que ele chama de enfadonha, onde teve aulas com um professor de nome Ludgero Barata. É justamente ali que conhece um de seus melhores amigos de infância, Quincas Borba, com quem se reencontrará mais tarde. Ambos garotos revelam-se travessos e mimados, já que o Quincas era filho único, adorado pela mãe, que o vestia muito bem, mandando um pajem indulgente acompanhá-lo a todos os lugares. Passado este período da vida do personagem, sobre o qual ele pouco fala, revela-nos seu caso com uma prostituta espanhola, a primeira mulher de sua vida. Brás a conheceu quando tinha dezessete anos. O jovem estava completamente envolvido pelos encantos da bela Marcela, a quem conseguiu conquistar, o que, contudo lhe custou muitas jóias caras e presentes diversos. Brás confessa-se muito apaixonado neste período, motivo pelo qual o pai enviou para estudar na Europa, receoso do envolvimento profundo do filho com uma prostituta. Brás viaja para Portugal, onde estuda. Confessa haver sido um estudante medíocre, mas nem por isso deixou de conseguir o diploma. Nos tempos da universidade, apenas mencionados, preferia sair a fazer qualquer tipo de tarefa ou estudo. O diploma que lhe conferem estava longe de representar o conhecimento artificial que havia adquirido, artificialidade esta que marcou toda a sua vida e as ações das pessoas que estavam à sua volta. De volta ao Rio, Brás chega a tempo de ver sua mãe viva, mas já muito mal, à beira da morte, por causa de um câncer no estômago. Pela primeira vez, deparava-se com uma perda real e confessa que até então era um presunçoso que apenas havia se preocupado com coisas fúteis. Estava inconformado com a morte da mãe, pois lhe parecia enorme injustiça que uma pessoa tão santa, em seu jugamento, pudesse morrer de tão implacável doença. Por isso mesmo, após a missa de sétimo dia, resolveu passar algum tempo numa velha propriedade da família localizada na Tijuca. Levou consigo alguns livros, uma espingarda, roupas, charutos e Prudêncio. Ali ficou durante uma semana, quando então já se mostrava cansado da solidão e havia decidido voltar à cidade. Justamente neste momento, o escravo conta ao patrão que na noite anterior havia se mudado para a casa ao lado uma antiga amiga da família, dona Eusébia, com uma filha. Brás reluta, não quer revê-la, já que se lembra da travessura da infância, quando denunciara a mulher e o doutor Vilaça que se beijavam às escondidas atrás de uma moita. Prudêncio, entretanto, recorda-lhe que fora dona Eusébia quem vestira sua mãe já morta. Ele decide, assim, visitá-la para retornar em seguida para a cidade. Nesse mesmo dia, pai de Brás sobe à chácara, pois quer sua volta à vida social. Traz consigo dois projetos para o filho: uma candidatura a deputado e um excelente casamento com uma moça de nome Virgília, filha do conselheiro Dutra, importante político. Brás reluta, mas o pai não se deixa vencer. Aconselha o filho, dizendo-lhe que ele não devia ficar ali, era preciso temer a obscuridade, as coisas pequenas. Conclui dizendo que o fundamental era valer pelo que a sociedade pensava. Brás concorda, finalmente, com os projetos e diz que descerá no dia seguinte, já que precisava visitar dona Eusébia. De fato, a visita à velha amiga da família retardou a descida de Brás, que permaneceu ainda alguns dias na chácara. Foi ali que conheceu Eugênia, a quem ele mentalmente chamava de "a flor da moita", pois a jovem era fruto das relações ilícitas entre dona Eusébia e doutor Vilaça. O narrador simpatiza com a jovem e, mais que isso, pensa que pode tirar proveito da situação. Cinicamente, lembra-se como era a mãe, motivo pelo qual espera conseguir algo da filha. Consegue, é verdade, beijá-la, entretanto, a moça revela-se dona de enorme dignidade, o que confunde Brás Cubas. ALém disso, ele descobre que Eugênia tem um defeito de nascença: é coxa (manca). Todos esses aspectos fazem com que ele confirme que não se deve envolver seriamente com ela, já que, além de tudo, ela estava em condição social inferior à sua. (Preconceito) Resolvido a terminar qualquer tipo de relacionamento, Brás volta à cidade, disposto a acatar os dois projetos do pai. Conhece Virgília, começam a namorar e ele está em vias de candidatar-se. Nesse ínterim, passa por um ouvires certo dia para consertar o vidro do relógio que lhe havia caído e depara com Marcela, que agora está com o rosto repleto de bexigas. A beleza de sua juventude desaparecera, dando lugar à deformação, que o narrador faz questão de descrever detalhadamente. Aquela visão o incomoda por algum tempo, entretanto não dura muito, como praticamente todos seus problemas. Algum tempo depois de seu noivado com Virgília, surge, de repente, Lobo Neves, um homem inteligente e astuto, que lhe arrebata Virgília e a candidatura. O pai nào resistiu ao fracasso do filho, o que teria acelerado sua morte, quatro meses depois, tempo durante o qual ele repetia decepcionado a expressão "Um Cubas", incorfomado com a sorte do herdeiro da família. Passada a morte do pai, os irmãos Brás e Sabina, com a participação de Cotrim - marido de Sabina -, fazem a partilha dos bens. Arma-se uma grande e mesquinha discussão, os dois brigam por causa da herança deixada pelo pai, desde propriedades atá a prataria, motivo de grande desavença, pois nenhum dos irmãos queria abrir mão da antiga relíquia da casa, usada em ocasiões importantes como o jantar em comemoração à derrota de Napoleão. No fim da disputa, os dois irmãos saíram brigados e já não conversam entre si. Por esta mesma época, Brás recebe Luís Dutra, um primo de Virgília, a notícia de que ela estava voltando de São Paulo com o marido, então deputado. Encontram-se um dia e ela estava lindíssima. Algum tempo depois, como haviam se encontrado em dois outros bailes, o marido de Virgília convidou Brás para uma reunião íntima em casa. Brás, por essa época, escrevia textos literários e políticos num jornal. Foi justamente nesta noite que os dois antigos noivos tiveram um maior contato. A partir daí, reataram sua antiga união, sobre a qual o narrador relata vários encontros e a paixão que sentiam naquele momento. Certo dia, foi à casa de Virgília e encontrou-a triste, pois lhe parecia que seu marido desconfiava de alguma coisa. Para Brás, a melhor maneira de resolver o problema era que fugissem, mas Virgília não concordou. O marido chegou justamente nesse momento, e ela comportou-se como se nada hovesse acontecido, tratando Brás com enorme frieza, o que lhe dá terrível ódio de Virgília. No dia seguinte, ela o procurou com a idéia de que eles deveriam arrumar uma casinha onde se encontrariam, um lugar que seria só deles, já que sempre se encontravam na presença de outras pessoas, principalmente do marido. A casinha da Gamboa foi , de fato, a saída encontrada pelos amantes para que pudessem continuar seu romance, pois grande parte da sociedade desconfiava de que havia algo entre os dois, por isso os comentários estavam cada vez maiores. Assim, a casinha foi importantíssima. Ali colocaram, D. Plácida, uma velha amiga da família de Virgília e podiam encontrar-se com maior tranqüilidade. Algum tempo depois, entretanto, Lobo Neves foi convidado a ocupar uma presidência da provincia do Norte. Os amantes ficaram desesperados, mas a saída foi dada pelo próprio marido, que convidou Brás a acompanhá-lo como seu secretário. Estava ainda relutante, pois toda gente comentava seus amores com Virgília. Entretanto, o próprio Lobo Neves resolveu o problema ao recusar a nomeação. Tudo porque o drecreto que o nomeava trazia o número 13, que ele considerava fatídico por vários acontecimentos tristes de sua vida. Dessa forma, o casal continuou vivendo seu relacionamento da mesma maneira que antes, na casinha da Gamboa. Durante tais acontecimentos, Brás Cubas se reencontra com Quincas Borba, que está em uma situação deplorável, tornare-se um mendigo. Quincas acaba roubando o relógio de Brás nesse encontro. Ainda nesse período, ocorre a reconciliação com a família, motivo de alegria para o narrador, que volta a visitar regularmente a irmã Sabina. Ela, como sempre, continua insistindo na idéia de que Brás precisava se casar, um homem em sua posição não podia continuar sem um herdeiro para o nome da família. No entanto, o amor de Brás e Virgília, neste momento, vive seu ponto máximo, já que ambos haviam passado pela possibilidade de separação em virtude da nomeação de Lobo Neves, o que fortaleceu o sentimento que os unia. Além disso, Virgília disse estar grávida. Brás não perde a oportunidade de comentar que aquele era um embrião de "obscura paternidade", imaginava-o como sendo seu filho, dono de um belo futuro, vendo-o ir à escola, tornando-se bacharel e discursando na câmara dos deputados. Contudo, Virgília perdeu o filho que estava esperando. Além do mais, o marido recebeu uma carta anônima acusando os dois amantes. A mulher negou veementemente que aquilo pudesse ter qualquer fundo de verdade, mas como Lobo Neves ficara desconfiado, Brás afastou-se da residência do casal, mesmo porque o espaço da Gamboa continuava resguardado. Algum tempo depois, Lobo Neves acabou reatando suas relações com o Ministério, desgastadas devido à sua recusa em aceitar o cargo anterior, conseguindo desta vez uma posição de presidente de província. O narrador brinca com o número do decreto, 31 agora, ressaltando que a simples inversão dos algarismos bastou para que a vida tomasse novo rumo. Brás e Virgília mantém um curto diálogo antes da partida, despedem-se e ele conta que depois que ela viajou sentiu um misto de alívio e saudade em doses iguais. Não houve desespero, nem mesmo dor, o fato trouxe-lhe apenas alguns poucos dias de reclusão em sua casa e uma amostra do que era a viuvez. Morreram seu tio cônego, Ildefonso, e dois primos, pelos quais ele não sofreu. Também nesceu sua segunda sobrinha. Segundo ele, esta era a filosofia das folhas velhas, que caem e morrem, enquanto outras nascem. Ele mesmo agitava-se de quando em quando e recorria às suas cartas de juventude. Tal reclusão, entretanto, como qualquer de seus pensamentos mais profundos, passou rapidamente, em especial pelo reaparecimento de Quincas Borba e seu envolvimento com dona Eulália, chamada familiarmente de Nhã-Loló. A jovem tinha dezenove anos, era filha de Damasceno, faltava-lhe certa elegância, segundo Brás, mas tinha belos olhos e uma expressão angelical. O narrador conheceu-a ainda quando Virgília estava no Rio de Janeiro e estava grávida. Sabina insistia na idéia de que Nhã-Loló seria uma excelente esposa para o irmão, que se esquivava por aquela época. Contudo, Quando se deu conta, estava praticamente nos braços da jovem e acabaram noivos três meses após a viagem de Virgília. Acontece, porém, que a jovem morreu repentinamente, antes do casamento, fato que nos vem anunciado não pela voz do narrador, mas sim pela apresentação do epitáfio. Em relação ao Quincas, ele reaparece após ter recebido uma herança e voltado a ocupar boa posição social. O narrador observa que o amigo está com um comportamento um pouco estranho. Quincas defende uma filosofia criada por ele mesmo, o Humanitismo. Diz o filósofo que o mundo é uma projeção de Humanistas, que seria a substância de todas as coisas existentes, da qual elas emanam e para qual convergem. Dito de outra maneira, para ele, todos os homens são iguais entre si, já que trazem consigo uma parte da tal substância original e todas suas atitudes têm uma explicação que busca o equilíbrio do mundo, mesmo que por meio da guerra e da violência, já que tudo deve voltar para onde começou. Nesse sentido, ainda na visão do filósofo Quincas Borba, mesmo aquilo que nos parece negativo tem uma função essencial. Segundo o seu sistema, a dor e o sexo são excluídos do mundo, enquanto a guerra, a fome e outras formas de violência existem para que o meio possa selecionar aqueles que são mais fortes. Os mais fracos não sobrevivem e assim deve ser. Além de tudo, devem sentir-se felizes também, já que estão tomando parte do sistema do Humanitas. Em outros termos, estes mais fracos, mesmo derrotados, estariam servindo de alguma maneira, ao princípio do qual descendem, que prevê tais injustiças como forma de equilibrar o mundo ou até mesmo de quebrar a monotonia universal. Brás Cubas, desde que conhece os princípios do Humanitismo até o final de sua vida, esteve tentando entender melhor tal sistema, sempre relacionando-o a algum acontecimento cotidiano de sua vida, questionando sua validade ou não. Articula, então, uma série de teorias e preocupações filosóficas, presentes inclusive em seu delírio. Ali também a onça mata o novilho, pela sobrevivência, o mais forte vence o mais fraco. Segundo o Humanitismo, não há outra saída para a existência, de maneira que mesmo as coisas negativas devem ser vistas como necessárias e justificadas, por fazerem parte do sistema universal, por saírem daquela tal substância básica da qual saímos todos e para a qual voltaremos, segundo Quincas Borba. Quincas será um personagem com quem Brás se encontra muitas vezes a partir desse momento até sua morte. Quanto à vida diária, depois de algum tempo Brás tornou-se deputado e Lobo Neves voltou ao Rio. Ambos estavam na mesma câmara e Brás ouvia um discurso proferido pelo marido de Virgília. Não sentiu nenhum tipo de remorso e reencontrou a antiga amante num baile em 1855. Observou que contnuava muito bonita, ainda que fosse, claro, uma beleza diferente. Os dois conversaram muito, mas sem falar do passado. Brás teve alguns momentos de reflexão e uma certa tristeza. Tinha cinqüenta anos! Mas o Quincas garantiu-lhe que ele não poderia estar preocupado, já que era a idade da ciência e do amadurecimento. Brás decidiu então que participaria de maneira mais ativa nas discussões, já que tinha sido sempre um político afastado dos problemas, assim como era na vida pessoal. Almejava o cargo de ministro, coisa que também não conseguiu e nem mesmo a explicação através de Quincas sobre o Humanitismo, foi capaz de animá-lo. Passado algum tempo, Brás recebe uma carta de Virgília pedindo-lhe que vá ver dona Plácida, que está morrendo na miséria. Ele pensa recusar, mas acaba indo, ajuda a mulher que serviu de alcoviteira durante tanto tempo. Morre dona Plácida e Brás decide fundar um jornal, que era uma aplicação política do Humanitismo. Era um jornal oposicionista, o que preocupou Cotrim, que rompeu relações com o cunhado. Algum tempo depois, morreu Lobo Neves, Brás Cubas reconciliou-se novamente com o cunhado e filiou-se a uma Ordem Terceira, responsável por ajudar as pessoas necessitadas. Cansou-se depois de alguns meses. Na Ordem Terceira encontrou Marcela, que morreu no mesmo dia em que ele visitava um cortiço no qual encontrou Eugênia, segundo ele, tão coxa como a deixara e ainda mais triste. Finalmente, Brás conta que Quincas partiu para Minas Gerais algum tempo antes e, ao voltar, estava louco. E, o mais triste e paradoxal, tinha consciência de sua loucura. O narrador explica que entre a morte do Quincas Borba e a sua aconteceram os episódios narrados no começo do livro, em especial a idéia fixa da criação do emplasto Brás Cubas. Conclui sua longa e entrecortada narrativa através de um capítulo que busca resumir a vida pela negação: não alcançou a celebridade, não foi califa, não se casou, não foi ministro. Entretanto, observa Que a negação também pode ser positiva: não padeceu a morte de Dona Plácida ou a demência do Quincas Borba. Assim, alguns leitores até poderiam imaginar Que ele saiu quite com a vida. Mas não. A negativa última revela o ceticismo do narrador em relação ao mundo, diz que ao não ter o filho seu saldo positivo, pois assim não transmitiu a nenhuma criatura o legado de nossa miséria. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
“Hilfe!”, “Hilfe!”, “Hilfe!” – A ópera começa com a entrada de Pamino, esbaforido, gritando por socorro num bosque desconhecido. Antes de entendermos do que foge, esta maneira de começar a peça musical denota o estabelecimento de uma marca: vamos entrar num terreno iniciático, diferente do cotidiano regular.


Fugia de uma serpente de uma enorme serpente, pronta para devorá-lo. Acaba desfalecendo e é salvo por três Damas da Rainha o observam em segredo e correm a dar a notícia de sua chegada ao reino da Rainha da Noite. Entrementes, um caçador de pássaros, Papageno, entra em cena e, vendo a carcaça da serpente acaba assumindo a autoria da salvação diante de um atônito Tamino. Quando este se encontra no auge de sua fanfarronada, chegam as três Damas novamente, bem a tempo de pegá-lo mentindo. Papageno e castigado e elas, na condição de porta-vozes da Rainha da Noite, dão as boas vindas a Pamino e contam a história de Pamina. A jovem e bela princesa, filha da Rainha da Noite, seqüestrada pelo perverso Sarastro, um poderoso feiticeiro, em cujo castelo a mantém cativa. Elas entregam um retrato de Pamina enviado pela própria Rainha da Noite a Tamino, que imediatamente se apaixona pela beleza da princesa.


Tamino canta uma ária em louvor à beleza de Pamina. Nisso a Rainha da Noite, um ser sobrenatural que usa um véu negro, surge diante dele. Ela confirma a história contada por suas três Damas, fala da perda de sua filha para Sarastro e roga a Tamino que liberte sua filha das garras de Sarastro. Apaixonado, Tamino decide empreender a tarefa imediatamente. A Rainha, usando seus poderes mágicos oferece ao príncipe uma arma: uma flauta dotada também de poderes sobrenaturais. Sempre que enfrentar quaisquer perigos bastará tocar esta flauta mágica que todos os obstáculos serão vencidos. A Rainha recruta ainda Papageno para auxiliar Tamino nesta tarefa e lhe dá como arma um “glockenspiel”, um pequenino carrilhão que imita sons de sinos. Como auxiliares em sua longa jornada, ambos contarão ainda com três Gênios da Floresta que os ajudarão a encontrar Sarastro e Pamina, assim como a superar dificuldades que surjam.


Saem os heróis principais, armados com seus instrumentos, guiados pelos três Gênios da Floresta.


Pamina é mantida prisioneira sob a guarda de três escravos liderados pelo mouro Monostatos, serviçal de Sarastro. Monostatos a deseja e, dominado por intensa sensualidade tenta por todos os meios seduzir Pamina. No interior do palácio, Monostatos avança mais uma vez sobre Pamina quando Papageno entra em cena. Ambos se assustam. O mouro foge da presença da estranha figura do caçador de pássaros. Pamina, aliviada do assédio de Monostatos, conversa com Papageno, que se apresenta como embaixador da Rainha da Noite – fazendo a princesa feliz – e conta os planos de sua mãe para libertá-la. Pamina fortalece suas esperanças na libertação ao saber que um jovem e belo príncipe se encontra a caminho para tirá-la das garras do poderoso Sarastro. Ignorando a real história de seu cativeiro, a real personalidade de Sarastro e seguem as orientações da Rainha da Noite, cujas intenções também ignoram. Quando pela primeira vez se encontram, por sinal, Pamina e Tamino cantam em dueto uma belíssima ode ao amor sublime entre um homem e uma mulher.


Entrementes, Tamino, guiado pela magia dos três Gênios da Floresta, chega aos domínios de Sarastro. Antes de prosseguir na sua missão, recebe ele a recomendação de observar três virtudes essenciais: firmeza, paciência e sigilo. “Empenhe-se como verdadeiro homem e conseguirá seu objetivo”. Pamino chega a um bosque no qual se erguem três templos muito belos. Colocados lado a lado, no da esquerda está escrito “Natur” – Templo da Natureza, “Weisheit” – Templo da Sabedoria – “Vernunft” – Templo da Razão. Em dúvida sobre qual dos templos detém o ideal que busca e já partindo para o processo de tentativas, Tamino está prestes a bater à porta do Templo da Natureza quando escuta um coral que lhe barra a entrada dizendo: “Zurük” – para trás! A seguir prestes a bater à porta do Templo da Razão escuta novamente: “Zurük” - para trás! Finalmente, ao bater à porta do Templo da Sabedoria a porta se abre e um velho sacerdote, ricamente trajado em vestes brancas e com voz suave se dirige a Tamino: “Que traz você aqui, jovem audacioso? Que procuras neste local sagrado?” Tamino lhe revela suas intenções: quer libertar a princesa Pamina das mãos do cruel feiticeiro Sarastro. O Sacerdote percebe que Tamino é movido pelo Amor mas que está mal informado acerca de Sarastro. Passa a buscar desfazer a imagem errônea que dele faz Tamino. Este insiste em saber onde a princesa se encontra tendo por toda a resposta o silêncio. Fica aliviado ao saber, contudo, por vozes estranhas ao templo, que ela ainda vive. O sacerdote se afasta e Tamino agora resolve tocar a Flauta Mágica, sua arma salvadora. Papageno, ao longe, ouve o som e lhe responde com a sua flauta de caçador de pássaros. Fica imaginando se Papageno teria encontrado Pamina. Em instantes Papageno entra em cena com Pamina – livre de suas correntes – orientado que fora pelo som da Flauta Mágica. Monostatos segue a ambos, com auxílio dos escravos e os alcança já próximos de Tamino. Estão prestes a aprisioná-los quando Papageno se recorda de sua arma mágica, o “glockenspiel”, e o toca. Ao som de uma dança alegre e saltitante os bandidos saem dançando, como que enfeitiçados.
Pamina, Tamino e Papageno estão respirando aliviados quando um som de trombetas anuncia a chegada de Sarastro. Papageno teme por sua sorte e Pamina julga-se perdida. Afinal, acabara de fugir de Monostatos, que o mantinha cativa por ordem de Sarastro.


O séqüito de Sarastro chega ao local em que se encontram. Sarastro, saudado pelo coral, entra em cena. O coral diz: “O homem sábio o aclama, o falso aprende a temê-lo. Com paciência ele nos guia para a Sabedoria e para a Luz. Pois ele é nosso líder, proclamando a retidão.”


Monostatos conta a Sarastro a sua versão dos eventos recentes. De como aquela “estranha ave” – Papageno – o havia surpreendido e retirado Pamina de seus olhos. Sarastro compreende tudo e ordena que dêem “77 chibatadas” nos pés de Monostatos, que sai carregado por outros escravos para a sua punição.


Pamina se aproxima do Grão Sacerdote Sarastro e confessa sua transgressão, seu desejo de escapar para voltar ao convívio de sua mãe. Revela ainda o assédio que vinha sofrendo por parte do mouro Monostatos. Sarastro informa compreender suas intenções e que não poderia se interpor entre ela e seu anseio de amar. Ressalta, contudo, que não poderá, ainda, libertá-la. Revela quem de fato é sua mãe e seus planos para destruir a fraternidade de Ísis e Osíris – propõe-se a manter Pamina a seus cuidados e dos membros daquela fraternidade.


Papageno e Tamino percebem que tinham uma impressão equivocada sobre Sarastro, impressão neles inculcada pela Rainha da Noite, e agora, admirados com Sarastro e a irmandade de Ísis e Osíris manifestam sua vontade de também serem membros. Sarastro lhes informa que, neste caso, deverão passar por um julgamento e uma série de provas a fim de que sejam aceitos. Têm início aqui os preparativos para a Iniciação de Tamino e de Papageno que, com a cabeça recoberta por espessa venda, saem de cena.

Chegamos ao final do I Ato.

O II Ato começa num bosque com desenhos estranhos e uma pirâmide truncada ao fundo. Dezoito sacerdotes se posicionam em três pontos da cena, à esquerda, à direita e ao fundo. Sarastro, de pé ao centro, abre a reunião anunciando: “Iniciaremos neste Templo da Sabedoria, servos de Ísis e Osíris. Com alma pura eu declaro a todos vós que esta assembléia é uma das mais importantes do nosso Templo. Tamino, filho de um rei, vinte anos de idade, está à porta de nosso Templo.” Três dos sacerdotes se levantam, um a cada vez. O primeiro questiona: “Ele é virtuoso?” pergunta o primeiro. “Ele é discreto?” pergunta o segundo. “É um homem caridoso?” pergunta o terceiro. Sarastro responde afirmativamente a todas as questões e pergunta se todos concordam com a iniciação, devendo manifestar-se erguendo uma das mãos. O grupo de sacerdotes que se encontra à esquerda o faz e mantém-se assim enquanto a orquestra entoa uma nota constante. A seguir, o mesmo para o grupo que está à direita e, finalmente, o grupo que está ao fundo, pontuados por uma mesma nota cada, totalizando três toques. Sarastro encerra a reunião cantando uma ária em que invoca a proteção de Ísis e Osíris.

Os dois iniciandos estão prontos para o cerimonial. Este tem início com Tamino e Papageno conduzidos por um sacerdote cada um, no átrio do Templo. Desvendado, Tamino reafirma sua intenção de galgar a sabedoria e ter como recompensa o amor de Pamina. Quando questionado pelo Orador, emite respostas simples, firmes e diretas. Papageno contudo, questionado pelo sacerdote, manifesta-se apenas ansioso pelos prazeres da vida: “comer, dormir e beber. Isto é bastante para mim. Se possível, ter uma bela esposa.” O Orador dá a palavra final: aconteça o que acontecer daqui para frente ambos terão de manter silêncio absoluto. Se violarem esta ordem estarão perdidos. Orador e Sacerdote previnem a ambos quanto às malévolas tentações femininas. Logo que estes saem, deixando os dois sozinhos com suas meditações, entram as três Damas da Rainha da Noite que advertem os dois sobre o perigo que correm se permanecerem naquele lugar. “Tamino, certamente a morte o aguarda. Papageno, você está perdido para sempre.” Apavorado, Papageno começa a tagarelar e é por várias vezes repreendido por Tamino que lhe faz recordar o que ambos prometeram aos sacerdotes. Diante das três Damas, Tamino mantém silêncio e elas se vão. A prova termina com os sacerdotes entrando em cena e informando que Tamino vencera aquela etapa.

Na cena seguinte, vemos Pamina a ser preparada para a sua Iniciação. Pamina está adormecida no jardim do palácio de Sarastro. Monostatos surge para mais uma vez tentar seduzir a jovem. Canta a sua paixão pela beleza da princesa. A Rainha da Noite surge em meio a trovões fazendo Monostatos esconder-se amedrontado. Ao perguntar a Pamina sobre o destino do jovem que ela lhe havia enviado a filha retruca que este será iniciado na fraternidade de Ísis e Osíris. Percebendo a gravidade da situação a Rainha, sabedora de que Pamina também está enredada pela fraternidade dos iniciados, entoa a magnífica “Ária da Vingança”, um desafio para a soprano que o interpreta. Extravasa toda a sua cólera contra Sarastro e seus seguidores. Entrega um punhal à filha com a recomendação de que assassine seu inimigo mortal. A Rainha da Noite desaparece tão misteriosamente como havia surgido. Monostatos, que se ocultara diante da aparição da Rainha, reaparece e toma o punhal das mãos da princesa ameaçando-a caso não se entregasse a seu apetite sensual. Exatamente no momento em que ele tenta possuir a jovem, Sarastro entra em cena, compreende o que se passa e repreende Monostatos. Este sai, ficando Sarastro e Pamina a sós. Este revela a Pamina que já conhecia os planos de vingança da Rainha da Noite contra ele e a fraternidade de Ísis e Osíris. De sua parte, numa bela ária, Sarastro mostra quais são as armas de que dispõe para derrotar a Rainha:



“Em nosso sagrado templo,

A vingança é desconhecida,

E aqueles que se desviam do dever

O caminho lhes é mostrado com amor

Com ternura são levados pela mão fraterna

Até encontrarem, com alegria, um lugar melhor



Dentro de nossa sagrada maçonaria,

Por laços de amor estamos unidos

Cada um perdoa o seu próximo

Aqui não há traição

E aqueles que desprezam este nobre plano

Não merecem ser chamados de homem.”



Com esta ária, de forma serena e firme, Sarastro ressalta a diferença entre o que a Rainha da Noite diz e o que a fraternidade de Ísis e Osíris realmente representa. Pamina conhece agora a face da verdade: a crueldade e os propósitos de vingança da Rainha da Noite estão em vivo contraste com a serenidade e o equilíbrio, temperados com o mais sincero amor fraternal revelados por Sarastro. Aqui se encontra o clímax da ópera, a universal confrontação da Luz contra as Trevas.

Na próxima cena, Tamino e Papageno prosseguem em suas provas. Ambos devem continuar guardando o mais absoluto silêncio, conforme recomendação do Orador e do Sacerdote. Para Papageno um teste estranho: surge a seu lado uma mulher muito velha coberta por um capuz e uma longa capa que, ocultando sua face e suas formas. Puxando conversa com ele e revela que tem dezoito anos e que seu namorado se chama Papageno. Vai revelar o seu nome quando desaparece num alçapão. Espantado, puxa conversa com Tamino, que sucessivas vezes o repreende. Tamino será submetido à prova ainda mais difícil: Pamina entra em cena e lhe dirige palavras de amor, mas ele está impedido, por seu juramento de silêncio, de dirigir-lhe a palavra. Ambos sofrem muito com esta situação. Tamino desejaria falar-lhe, mas está impedido. Pamina julga, desconcertada, que Tamino lhe renega seu amor. Chorando convulsivamente, deixa a cena com Tamino sofrendo muito pela dor que, involuntariamente, impôs à princesa.

Seguem as provas. Agora, no interior do Templo, Sarastro e outros sacerdotes entoam um coral em louvor a Ísis e Osíris. Tamino e Pamina são trazidos à sua presença. Faz-se silêncio em toda a assembléia. Sarastro previne a ambos que ainda deverão se submeter a outras provas. O casal deve despedir-se com um adeus pois agora o príncipe deve submeter-se à prova final – e seu futuro é incerto. Papageno também entra em cena e o sacerdote que o acompanha lhe diz que, embora não tenha sido bem sucedido na prova anterior, os deuses estavam dispostos a satisfazer-lhe um desejo. Ele pede um copo de vinho. A seguir recorda-se, numa alegre ária, Papageno canta seu maior anseio maior: que lhe seja concedida uma bem-amada, tão ansiosamente aguardada. A mesma velha de antes surge e informa que ele tem duas alternativas: casar-se com ela ou morrer. Ele se decide a aceitá-la e, como por encanto, ela se transforma numa jovem linda, a Papagena. Papageno corre a abraçá-la e é contido pelo sacerdote que lhe adverte: “Afaste-se, jovem! Você ainda não tem este direito!” E sai com a bela jovem deixando Papageno só e desolado.

Pamina, por sua vez, encontra-se num aprazível jardim envolvida por pensamentos melancólicos. Não tem certeza do amor de Tamino e, sentindo-se abandonada, pensa em suicidar-se utilizando o punhal que a mãe lhe dera. Surgem os três Gênios da Floresta, que buscam dissuadi-la daqueles maus pensamentos com a revelação de que Tamino está se submetendo a provas a fim de se unir a ela. Eles recomendam que Pamina os siga e verá Tamino em sua prova final.

Tamino está próximo ao Templo, onde se vêem duas cavernas – uma de cada lado do palco – com um portão gradeado. No centro, uma escada conduz a uma porta onde estão postados dois guardas armados. Os guardas cantam em dueto:



“Aquele que andar

Por estes caminhos

Cheios de dificuldades,

Terá de passar pelas provas

Do fogo, da água, do ar e da terra

E, se vencer

O temor da morte

Como que deixará a terra

Em direção ao brilho do céu.

Iluminados, coração e mente,

Empenhar-se-ão pelo direito

E no sagrado rito de Ísis

Encontrarão a verdadeira luz.”



Os dois guardas, avisando-lhe dos perigos, exortam à coragem de Tamino e Pamina no início destas provas. Tamino segue firme em seu propósito e informa que nenhuma ameaça pode amedrontá-lo.

Tamino prepara-se para enfrentar a primeira prova, a prova do fogo. Pamina se aproxima dele para participar também desta prova. Ambos entram na caverna por onde saem labaredas de fogo. Tamino, tocando a Flauta Mágica, passeia com desenvoltura em companhia de Pamina, pelas chamas que vão desaparecendo. A seguir atravessam por uma torrente de águas como de uma grande cachoeira sem que nada lhes aconteça, graças ao mágico som da Flauta. Ao retornarem vitoriosos são saudados por um coral de sacerdotes, Sarastro à frente, que se rejubilam com os iniciandos.

Próximo dali, Papageno ainda está atormentado, desconsolado sem a sua sonhada bem-amada. Canta com saudade e diz, diante de uma forca, que contará só até três para que Papagena reapareça. Papageno está prestes a suicidar-se quando surgem os três Gênios da Floresta que exortam-no a tocar seu “glockenspiel” e assim fazer com que Papagena volte. Ele se recorda de seu instrumento mágico, toca-o e Papagena surge magicamente, tendo início o delicioso dueto “Papagena-Papageno.”

Na cena final vemos a chegada da Rainha da Noite, das três Damas e de Monostatos, que havia passado para o lado da Rainha a fim de, usufruindo de seus poderes mágicos, chegar a seu intento: seduzir Pamina. A Rainha, ensandecida ao ver Pamina e Tamino agora iniciados e membros da fraternidade que odiava, tenta invadir os domínios dos iniciados para derrotá-los definitivamente. Chegam em meio a densa treva, os invasores portam tochas. Nesse instante, tem lugar uma grande tempestade, com raios e trovões, que obriga os invasores a se dispersarem. A noite vai aos poucos dando lugar à aurora. O sol surge e o ambiente ganha cada vez mais luz. Sarastro, o Grande Sacerdote, surge cercado pelos irmãos e sacerdotes e canta:



“A glória do dourado Sol,

Conquistou a noite.

O falso mundo das trevas

Conhece agora o poder da luz.”



Um majestoso coral encerra a ópera com louvores a Ísis e Osíris e aos iniciados:



“Salve, novos iluminados!

Passastes pela noite

Louvamos a ti, Osíris.

Louvamos a ti, Ísis.

Pela força são vitoriosos

São dignos da coroa

A beleza e a sabedoria

Haverão de iluminá-los como o Sol.” veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O romance se faz sobretudo com situações e fatos tomados como elementos de ambientaÇão, num presídio de interior, no Nordeste, em que avulta a figura de João Miguel. Pela sua presença e com suas relações humanas na cadeia, ele se torna o eixo do romance e o principal ângulo de observação e pesquisa da romancista. Forma-se assim um agrupamento humano, que continua a manter no presídio o sentido e os hábitos da vida cotidiana em liberdade. Compõem-no : Santa, companheira de João Miguel, e que o abandona pelo cabo Salu, maria Elói, Filó, Zé Milagreiro, uma visitante diária, Angélica - filha do coronel Nonato, também criminoso, mas preso somente pro ser inimigo do delegado ou por ser da oposição política - além de outros. Nesse caso, a prisão vigra apenas restrições circunstancial do espaço de relações, mas sem nenhum reflexo corretivo ou punitivo sobre os que aí vivem. É destacável a linguagem romancista, pela riqueza psicológica da frase, notadamente no diálogo. Considereda do ponto de vista regionaista, apresenta acentuadas características peculiares ao linguajar caboclo ou próprio da massa sertaneja. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Uma educação pela pedra: por lições; para aprender da pedra, freqüentá-la; captar sua voz inenfática, impessoal (pela de dicção ela começa as aulas). A lição de moral, sua resistência fria ao que flui e a fluir, a ser maleada; a de poética, sua carnadura concreta; a de economia, seu adensar-se compacta: lições de pedra (de fora para dentro, cartilha muda), para quem soletrá-la. Outra educação pela pedra: no Sertão (de dentro para fora, e pré-didática). No Sertão a pedra não sabe lecionar, e se lecionasse, não ensinaria nada; lá não se aprende a pedra; lá a pedra, uma pedra de nascença, entranha a alma. João Cabral de Melo Neto consagrou-se como um dos maiores poetas dos últimos tempos graças ao seu estilo pouco usual. João era seco tanto que fez uma poesia sobre a pedra!!. Aqui a pedra ensina ao homem. A pedra, um objeto inanimado, duro, frio, que à princípio não tem nenhuma qualidade, não demonstra nada, não faz nada, é passada despercebida, ganha em João Cabral essa poesia fantástica. Só mesmo ele para tirar leite de pedra!. O poeta detestava música, comparava a poesia a um cálculo matemático, relegava a emoção a segundo plano para chegar à perfeição da construção do poema, calcado na colocação das palavras precisas e fundamentais para cada espaço do papel, nada a mais, nada a menos, só a precisão, o contido, o visual.

Sobre o poeta, que morreu em 9 de outubro de 1999, os concretistas Haroldo e Augusto de Campos falam: "É quase impossível falar sobre João Cabral sem recorrer abundantemente aos seus próprios versos. É que Cabral, como Mallarmé no século passado, como Pound e Maiakóvski, no presente, é um poeta-crítico, ou seja, um poeta que analisa e critica o próprio fazer poético em seus poemas [...] a melhor crítica de poesia que se fez neste século não foi feita por críticos, mas por poetas, em poemas como (...) "Antiode", em "Psicologia da composição", em "A palo seco", de João Cabral. [...] Contra os que querem "poetizar o seu poema", fazê-lo dócil, submisso às concessões sentimentais, Cabral (...) opõe o dique de sua poesia-prosa, sua poesia-crítica, sua poesia-pedra". Augusto de Campos, "Da antiode à antilira", texto de 1966, reeditado em Poesia, antipoesia, antropofagia, Cortez & Moraes, 1978. "A obra de JCMN, obra que está longe de seu término e que nos reserva ainda muitas surpresas, é hoje sem dúvida a que mantém maior unidade e coerência de produção, dentro de um alto gabarito, na poesia brasileira. Obra que honraria qualquer literatura e que em qualquer literatura seria rara pela sua qualidade [...] entre os poetas, especialmente na nova geração, a poesia de JCMN tem um lugar privilegiado: o lugar cartesiano da lucidez mais extrema. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
HOFFMAN, Jussara. Avaliação Mediadora; Uma Pratica da Construção da Pré-escola a Universidade. 17.ª ed. Porto Alegre: Mediação, 2000.

POR UMA ESCOLA DE QUALIDADE
São vários os fatores que dificultam a superação da prática tradicional, como: a crença que a manutenção da avaliação classificatória garante ensino de qualidade, resistência das escolas em mudar por causa da possibilidade de cancelar matriculas, a crença que escolas tradicionais são mais exigentes.
Sobre a avaliação tradicional, ela legitima uma escola elitista, alicerçada no capitalismo e que mantém uma concepção elitista do aluno.
Entretanto, uma escola de qualidade se da conta de que todas as crianças devem ser concebidas sua realidade concreta considerando toda a pluralidade de seu jeito de viver. Deve se preocupar com o acesso de todos, promovendo-os como cidadãos participantes nessa sociedade.
O desenvolvimento máximo possível do ser humano depende de muitas coisas além das da escola tradicional como memorizar, notas altas, obediência e passividade, depende da aprendizagem, da compreensão, dos questionamentos, da participação.
O sentido da avaliação na escola, seja ela qual for a proposta pedagógica, como a de não aprovação não pode ser entendida como uma proposta de não avaliação, de aprovação automática. Ela tem que ser analisada num processo amplo, na observação do professor em entender suas falas, argumentos, perguntas debates, nos desafios em busca de alternativas e conquistas de autonomia.
A ação mediadora é uma postura construtivista em educação, onde a relação dialógica, de troca discussões, provocações dos alunos, possibilita entendimento progressivo entre professor/aluno.
O conhecimento dos alunos é adquirido com a interação com o meio em que vive e as condições deste meio, vivências, objetos e situações ultrapassam os estágios de desenvolvimento e estabelecem relações mais complexas e abstratas, de forma evolutiva a partir de uma maturação. O meio pode acelerar ou retardar esse processo. Compreender essa evolução é assumir compromisso diante as diferenças individuais dos alunos.
Quanto ao erro, na concepção mediadora da avaliação, a correção de tarefas é um elemento positivo a se trabalhar numa continuidade de ações desenvolvidas. O momento da correção passa a existir como momento de reflexão sobre as hipóteses construídas pelo aluno, não por serem certas ou erradas, problematizando o dialogo, trocando idéias. Os erros construtivos caracterizam-se por sua perspectiva lógico-matemática.
A avaliação mediadora possibilita investigar, mediar, aproximar hipóteses aos alunos e provocá-los em seguida; perceber pontos de vistas para construir um caminho comum para o conhecimento científico aprofundamento teórico e domínio do professor. Pressupõe uma análise qualitativa, uma avaliação não de produto, mas do processo, se dá constantemente através de cadernos, observações do dia a dia, é teórica usa-se registros.
A avaliação mediadora passa por três princípios: a de investigação precoce (o professor faz provocações intelectuais significativas), a de provisoriedade (sem fazer juízos do aluno), e o da complementaridade (complementa respostas velhas a um novo entendimento). Cabe ao pesquisador descobrir o mundo, mas cabe ao avaliador torná-lo melhor.
A mediação se dá relacionando experiências passadas às futuras, relacionado propostas de aprendizagens a estruturas cognitivas do educando, organizando experiências, refletivo sobre o estudo, com participação ativa na solução de problemas com a apreciação de valores e diferenças individuais. O educador toma consciência do estudante no alcance de metas individuais, promovendo interações a partir da curiosidade intelectual, originalidade, criatividade, confrontações. 
Autores/ Datas Palavras-chaves Método/procedimento Observações

Maria Montessori
*1870 Itália
+1952
Liberdade, atividade, vitalidade, individualidade, auto confiança. Humanista, individual. Crianças
excepcionais. Materiais didáticos e mobílias apropriadas.Estágios: de 3 em 3 em anos. Contras: método individualizado, diferente de Freinet educação voltada para a vida.Pós: abriu a porta para as mulheres ingressarem numa profissão.

Celestin Freinet
*1896França
+1966 Liberdade, autonomia, trabalho, coletivo social Não-diretivo, educação pelo trabalho, social coletivo, humanista social, construtivismo. Aulas passeio, imprensa cantinhos de pesquisa, registros – centros de interesses. Diferente de Montessouri: coletivo e a educação voltada para o trabalho.

Rudolf Steiner
*1861
+1925 Antroposofia, corpo, alma, imaginação Humanista.Aluno no centro,levando em conta as diferentes características das crianças, concepção holística, eurritmia (trabalhos manuais), setênicos (0/7-bom,7/14-belo,14/21-sabedoria). Professor da classe tutor, conteúdos da época, escola para elite. Equilíbrio entre o corpo e alma. Contras: Nos primeiros sete anos afirma que a aprendizagem se realiza por meio da imitação e nada deve ser racionaliada.

Emília Ferreiro
*=ou-1939/1940 Alfabetização, objetos concretos, individual e coletivo. Construtivismo social, coletivo e individual, trabalha com objetos concretos evolução da escrita, analítico. Níveis: pré-silábico, silábico, silábico-alfabético, alfabético. Contras; Não deixa claro o processo do construtivismo.

Neil Summerhill
*1883
+1973 Liberdade, autonomia, responsabilidade Humanista.Liberdade centrada no aluno, educar para a felicidade; escola liberal e princípios liberais de autonomia. Salas ambientes, professor período integral e cada um têm sua sala, regras e punições feitas pelos próprios alunos. Ação baseada no amor incondicional. Contras: escola para classe média e alta. Promiscuidade.

David Paul Ausubel
*1918 Conteúdo significativo Aprendizagem significativa (representacional, de conceitos e proposicional- de recepção ou descoberta ou mecânica) estrutural cognitiva humanista,construtivista. O professor deve ter uma visão ampla (psicologia, sociologia, biologia) para estabelecer uma ponte –ancoragem-, onde os subsunçores –conhecimentos pré-adquiridos são a base. Contras: muito teórico. Brunner critica Ausubel por ser sistemático o que o professor é responsável pela aprendizagem do aluno à carga maior do professor.

Jerome Brunner
*1915 -Situações/
problemas
-descoberta/ intuição Humanista Cognitivista, projetos, pesquisa, insight (solução de problemas, construção de conhecimento). Teoria da descoberta: indutivo, socrático, cognitivista, o professor é facilitador; auto-avaliação.criatividade, trabalho em grupo. Nível de desenvolvimento inativo, icônico, simbólico; o aluno é responsável pelo seu próprio conhecimento Crítica: Segundo Ausubel o método de descoberta é extenso, o aluno se perde e a situação problema criada pelo professor foge do controle do professor.

Albert Bandura
*1925 Modelagem, imitação (vicário), aprendizagem por observação afetiva e social. Descoberta, propensão inata do ser humano; cognitivista, comportamental. Situações repetitivas, meio ambientes. Aprendizagem por imitação do comportamento de outras pessoas (modelo). Fases da aprendizagem por observação: aquisição, retenção, desempenho e conseqüência. Contras: Imitação de modelos não aprovados mentiras, desonestidade.

Mills Gagné
*1916
+1967 Motivação, associação da aprendizagem (tipos de aprendizagens) , respeito a capacidade e individualidade do aluno e habilidades especificas. Sete tipos de aprendizagens –da simples para a complexa; cognitivista, comportamental (transformação), condicionamento voluntário. Fases de aprendizagens: de signos, estímulo-resposta, em cadeia, associações verbais, discriminações múltiplas, conceitos e resolução de problemas. Ligado a Bandura e Skinner (behaviorismo)
Diz que só a aprendizagem se sistematizar na ordem, mas do mesmo tempo diz que cada um tem sua habilidade, estão a uma contradição. .

Burrhur Frederick Skinner
*1904
+1990 Condicionamento operante voluntário, respostas automáticas. Construtivista, comportamental, idéias behavioristas. Comportamento é condicionado pelo ambiente, heranças hereditária - automático e mecânico.
Reforços positivos e negativos (intrínsecos e extrínsecos). Atender a individualidade de cada criança, faz um estudo do comportamento, só através do condicionamento vai mudar o comportamento Estrutural – instropecção subjetiva; funcionalista – instropecção subjetiva e objetiva da mente.. observação do behaviorismo; fenomenológico de Gestalt e a associação livre da psicanálise.
Contras: não se interessa pelas estruturas mentais apenas deseja explicar o comportamento e aprendizagem como conseqüências dos estímulos ambientais, não quer saber do procedimento mais a resposta, é muito mecânico.

Paulo Freire
*1921
+1996 Diálogo, conscientização, liberdade,
Alfabetização,
Gemas geradores Construtivista sócio cultural. Educação libertadora: a educação deve ser um ato político;
alfabetização de Adultos: Seu processo de alfabetização inicia-se com palavras geradoras (+ ou – 17) (de)codificação; o educador deve ser um provocador de situações. Critica a pedagogia bancária. Não é método e sim projeto.

John Dewey
*1859
+1952 Projetos, democracia e liberdade – Escola Nova, social coletivo. Behaviorista e funcionalista, pragmatismo, humanista progressista. Ação-reflexão-experiência; educação para a vida e sociedade mais justa e igualitária. Cognitivista: Situação problema, análise, incubação, insight, verificação, educação pela ação (experiência), propiciar as crianças condições para resolver por si própria seus problemas, conteúdos significados. Contra: muito conservador. Não questionam a sociedade e seus valores, conservadores

Kilpatrick
Pequenos projetos Humanista sócio-cultural. Trabalhava junto com Dewey. Criticado por perpetuar valores tradicionais. Projetos de produção, consumo, situação-problema e elaboração de um novo método técnico. Projeto pedagógico, atividades significativas, realidade do aluno e a relação com o social, respeitam as etapas de desenvolvimento do aluno. Contra: Sua escola para elites, escola com poucos alunos, seu método para escola publica não é viável. Não mostra a realidade

Ovide Decroly
*1871
+1932 individual e social, trabalho em conjunto e equilíbrio Humanista,Pedotecnia, crianças especiais, globalização do conhecimento, centros de interesses, linguagens múltiplas, teorias biossociais. Trabalhos manuais (jogos e brincadeiras). Etapas de aprendizagens: observação, associação, expressão. A escola: sociedade em miniatura, matérias concretos, deve ser prazerosa, defende a liberdade de iniciativa e a responsabilidade. Contra: não é viável para salas com grande numero de alunos, como das escolas públicas.

Roger Cousinet
*1881França
+1973 Jogos, coletivo. Humanista. Adepto da psicologia experimental, a criança como ela é. Educação centrada no aluno. Trabalha a observação, experimentação, analise de documentos. O aluno é sujeito do seu próprio conhecimento, auto-confiança. Contras: idem Decroly

Phillipe Perrenoud
*1946 (Dez) Competências e Habilidades, Formação do Educador. Avaliação. Pedagogia Diferenciada. Dez Competências (para professores). Atenção ao planejar, deve ser trabalhada não e só uma transferência é um conhecimento.
O planejamento não pode se imutável, estável deve ser mutável sempre em movimento, é contra o tayorismo que era somente a transferência de conhecimento, a competência do professor não é claro e nem simples.

César Coll
* PCNs – temas transversais. Ensino e Aprendizagem, construtivista, contextualização do currículo (do complexo para o simples). Valorização profissional do professor, currículo referenciado pela Espanha que influenciou a transversalidade Partiu das idéias de Piaget para escrever sobre currículo, plano curricular tem que se articulado com a sociedade.

Antônio Nóvoa
* Significado do professor. Formação do educador. Metodologia de ensino. Construtivista.Formação contínua. Não separa a teoria da prática. O professor tem que ser bem preparado e valorizado. Professor pesquisador reflexivo, organizador, responsável pela sua formação. Hoje o professor te que ter saberes, técnicas, complexidade social e trabalhar em grupo Contra: método catedrático. Como trabalhar competências se o sistema não ajuda?

Bernardo Toro
* Tolerância – Pilares da Unesco. participação produtiva. Formação do professor. Inserção social do ser humano, contextualização com a realidade. Sete competências – Código da Modernidade- para o desenvolvimento da criança e do jovem: domínio da leitura e escrita, capacidade para fazer cálculos e resolver problemas, capacidade de analisar, sintetizar e interpretar dados, fatos e situações, capacidade de compreender e atuar em seu entorno social, receber criticamente os meios de comunicação, capacidade para localizar, acessar e usar melhor a informação acumulada, capacidade de planejar, trabalhar e decidir em grupo.a 8.ª criar uma mentalidade internacional.

Carl Rogers
*1902
+1987 Terapia centrada no aluno Não-diretivo, humanista. Contrato: atende programas e conteúdos pela necessidade dos alunos, salas ambientes, pré-adolescentes e adolescentes, participativo, problema de aprendizagem, terapeuta. Progressão continuada, ciclos. Professor facilitador, relação confiança aluno, ambiente diversificado, importância do aspecto interacional do aprendizado, professor e aluno são co-responsável pela aprendizagem.

Lev Vygotsky
*1896 Rússia
+1934 Ser histórico, linguagem Humanista, abordagem sócio-cultural. Desenvolvimento e aprendizagem se dá através da interação social, o bom ensino é o que se incide na zona proximal real proximal potencial, conhecimentos múltiplos. Professor é intermediário. Zonas e jogos. Contras:O desenvolvimento e aprendizagem não depende da maturação, não se refere as aspecto afetivo.

Wallon Aprendizagem emocional Humanista. Habilidade ligada ao emocional. Fazer o que gosta. Importância do outro, potencial afetivo, relacionamento professor – aluno, apsicogênico é a da pessoa completa, afetivo, cognitivo e o motor, prioriza o emocional.
Contras: Teórica muito complexa.

Luria
*1902
+1977 Linguagem, experiência com genes Humanista/ sócio-cultural valoriza muito a escola, a escrita é uma técnica sócio - cultural.
Contras: Os conhecimentos anteriores não são importantes

Johann Friedrich Herbart
*1776
Alemanha
+1841 Conteúdos unificados correlacionados
Educação Infantil Comportamentalista. Seu método inicia-se pelo interesse da criança, a observação, a solicitação e a ação, correspondendo aos passos de instrução,como regras de exposição;
Clareza, associação, sistematização. Do simples par ao complexo. Introduzir a didática, dosagem equilibrada de conhecimento de acordo com a etapa da aprendizagem Seguidor de Pestalozzi.

Joahnn Heinrich Pestalozzi
*1746Suíça
+1827 Escola do trabalho. Comportamentalista. Educação natural segundo o desenvolvimento da criança, meio para a reforma social. Método de observação, linguagem, época de aprender não é a época de julgamento e critica, ensino do simples gradual, tempo para dominar o conteúdo, ensino é o alvo par ao desenvolvimento, respeito a individualidade, o ensino deve aumentar os poderes da inteligência , saber-poder, aprendizagem-conquista da técnica, relação professor-aluno de amor, a instrução deve ter uma finalidade. Respeito às diferenças individuais e as etapas do desenvolvimento natural das crianças, introduziu os novos recursos da didática. Contras: Época de aprender não é época de julgamento e crítica.

Friedrich Froebel
*1782
+1852 Verdade, justiça. Liberdade, responsabilidade, iniciativa, Importância da criança, estimulo, direção. Jardim da Infância. Escola aprender para a vida. Trabalha canto, gesto e linguagem, trabalhos artesanais.

Mosel
Comportamentalista Organização da matéria na prática do ensino formulou regras operacionais para as estratégicas da ação docente trabalho com o núcleo depois os derivados. Ensino com o processo de modelagem.

Maguerez
construtivista Ato de ensinar através de criação de situações incentivar o aluno a levantar hipóteses através da observação construção, teorização execução e síntese.

Chomsky
Humanista Linguagem é inata ao homem, a gramática não pode estar distante do texto. Que compor palavras segundo o seu som é o primeiro passo para a leitura.

Piaget
Cognitivista Estrutura cognitivista mudam através dos processos de adaptação: assimilação e acomodação, níveis diferentes de desenvolvimento cognitivo, desenvolvimento e etapas da inteligência. . veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


Ajude o Zmaro!

Se for comprar algo no banggood, conferta o link e ajude o Zmaro

Dependendo do que você esta comprando, fazendo isto, ainda posso conseguir um cupom de desconto pra você

Acesse www.Zmaro.tv/bg para saber mais

Clique abaixo para ver um pouco do Programa Zmaro
Humor inteligente de forma descontraída...

 

De grão em grão a galinha enche o bico!!!
Contribua com o PobreVirtual e Programa Zmaro. Curta, comente e compartilhe o Programa Zmaro nas suas redes sociais.
Envie seus resumos, receitas, dicas, provérbios e o que mais tiver para comaprtilhar no PobreVirtual e no Programa Zmaro. Basta acessar
www.pobrevirtual.com.br/fale
Ou se preferir você pode contribuir financeiramente depositanto qualquer valor em qualquer lotérica (Caixa Econômica Federal): agência 1998, operação 013, Poupança número 8155-0, ou veja outros meios em www.Zmaro.tv/doe 
Livros e cursos são caros, me ajude a aprender novas linguagens para lhe ensinar melhor e incrementar este site com várias novidades. Quando você passar em frente a uma lotérica, lembre-se que existe alguém que precisa muito desta(s) moedinha(s), ponha a mão no bolso e perca alguns segundos do seu tempo e faça um depósito. Pegue aquela moedinha que vai acabar caindo do seu bolso e dê um bom destino a ela.