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Com este título, o famoso livro de utopia/ficção científica do escritor inglês Aldous Huxley descreve um mundo futuro (não tão admirável), onde as crianças serão concebidas e gestadas em laboratórios, em linhas de produção artificiais, com um controle total sobre o desenvolvimento dos embriões pelos cientistas do Estado. Na década dos 30, quando o livro foi escrito, o espectro de um governo autoritário, armado de recursos de alta tecnologia, obsessionado com a uniformidade e com o controle total da população, eram temas comuns na literatura, devido, evidentemente, ao surgimento apavorante de ideologias totalitárias modernas, como o fascismo e o comunismo de estado. A idéia de clonagem do ser humano, ou seja, a produção científica de milhares de seres humanos perfeitamente iguais uns aos outros, era outro tema recorrente, inspirado em parte pelos avanços da genética, e por outro, pela visão proporcionada pelas fileiras infindas de soldados inteiramente iguais, marchando com passo de ganso nas manifestações de massa do nazismo em Nüremberg. Visões desse pesadelo distópico, brilhantemente imaginado por Huxley vieram à tona nesta semana, com o anúncio, por cientistas escoceses, de que tinham obtido clones perfeitos em duas ovelhas. Os pesquisadores, Keith Campbell e David Solter, do Roslin Institute, de Edinburgh, utilizaram uma técnica bastante conhecida, que já tinha sido usada anteriormente com dezenas de espécies, desde plantas até sapos, mas nunca em mamíferos tão complexos como uma ovelha.
Esta técnica foi inventada por um cientista chamado Gurdon, na década dos 70. Utilizando avanços na cultura de células vivas fora do corpo, e de novos aparelhos de micromanipulação, que permitem ao pesquisador operar delicadamente uma única célula, sem matá-la, Gurdon retirou células já diferenciadas (isto é, formadas embriologicamente) do intestino de uma perereca, extirpou seus núcleos, onde existe o DNA e os cromossomas (o material genético), e os implantou em óvulos, dos quais o núcleo tinha sido previamente retirado. Como resultado, notou que os genes do novo núcleo se desdiferenciavam e produziam um novo ser, totalmente idêntico ao que tinha doado o núcleo. A clonagem, então se tornava possível (no ser humano, a única situação natural em que isso ocorre é nos gêmeos univitelinos). No experimento com as ovelhas, os cientistas fizeram exatamente a mesma, coisa, tendo aperfeiçoado o método de cultura de células, e de implante do embrião recém formado no útero de ovelhas-mães, uma técnica já perfeitamente dominada, e utilizada em grande escala na pecuária para aumentar a qualidade dos rebanhos. Teoricamente, o trabalho abre as portas para a produção em massa de animais clonados. E qual seria a vantagem disso ? Evidentemente, os pesquisadores podem selecionar um doador de núcleos que seja um exemplar perfeito da espécie, para fins econômicos, e "brincar de Deus", como diz o título da reportagem da revista "Veja", ou seja, derrotar os mecanismos lentos e imprevisíveis da seleção artificial por reprodução, e chegar diretamente a milhares de cópias desse exemplar. Outra vantagem é, que conhecendo bem um exemplar, a menor variabilidade biológica do rebanho facilitará sua alimentação, prevenção e tratamento de doenças, e previsão de ganhos ponderais, de produção de lã, etc. A pergunta que todo mundo está fazendo é se isso seria possível crianças com genomas idênticos (é o caso dos gêmeos univitelinos, ou seja, originários da divisão do mesmo óvulo fecundado) têm muitíssimas coisas em comum, inclusive vários aspectos da personalidade e inteligência. É como se uma fosse uma cópia quase perfeita da outra. Atemorizante, porque abre caminho para muitos abusos, principalmente em sociedades autoritárias ou grupos anti-sociais, como aquela seita japonesa que soltou gás no metrô de Tóquio. Do ponto de vista de um casal que quer ter vários filhos, a clonagem poderá ter várias aplicações interessantes. Uma possibilidade medica e eticamente justificada seria aquela em que os pais têm risco genético alto de terem filhos deficientes ou com doenças congênitas. Caso eles tenham a sorte de ter um filho inteiramente normal, poderão clonar o genoma deste para gerar um segundo filho, o qual correrá um risco muitíssimo menor de ter a doença. Creio, mesmo, que esta será uma conduta recomendada rotineiramente pelos geneticistas em tais casos. Uma outra possibilidade correlata é quando os pais estão tão encantados com um filho já nascido (se a criança for excepcionalmente bonita e/ou inteligente, por exemplo), que desejam uma cópia idêntica do mesmo. Assim, correrão menos riscos de ter um segundo filho fora das características desejadas. Esta, evidentemente, já cria alguns problemas de ordem ética e moral; mas não legal, pois se a técnica existe e é segura, não deve cair, a meu ver, sob o escrutínio da justiça: afinal ninguém necessita permissão de um juiz para ter filhos gêmeos univitelinos. Uma polêmica maior é criada quando uma pessoa deseja ter um filho que seja uma cópia perfeita de si mesma. Isso poderá ocorrer em vários casos, de gravidade ética cada vez maior. Primeiro, o da mãe biológica que deseja clonar um filho com o genoma de seu marido ou uma filha a partir de si mesma (neste caso a clonagem eqüivale a uma partenogênese, um evento comum em muitos animais, mas teoricamente muito difícil de ocorrer naturalmente no ser humano). Segundo, o de uma mãe solteira que deseja clonar o genoma de algum grande homem ou mulher (um artista de cinema admirado, um prêmio Nobel super-inteligente, etc.). Será que a Sharon Stone gostaria de doar algumas cé ;lulas suas para essa finalidade ? Teoricamente, ela poderia ter muitas e muitas filhas tão bonitas e inteligentes quanto ela...Terceiro, o de um homem solteiro que deseja clonar a si mesmo, usando uma "barriga de aluguel" (uma mãe não biológica, implantada artificialmente com o embrião). Até aqui, eu ainda acho é tudo relativamente aceitável, do ponto de vista da Ética médica. Nada que seja muito grave ou danoso para a sociedade e para as pessoas. Enquanto estivermos nesse nível, não estaremos invertendo grandemente a ordem natural das coisas (eu até acharia interessante, por exemplo, ter um filho idêntico ao que eu sou. Seria a mesma coisa que tomar conta de mim mesmo, me ver quando era bebezinho, acompanhar e influenciar meu próprio crescimento !). O Papa, evidentemente, não deve concordar muito comigo nesse aspecto, e a Igreja deverá, previsivelmente, ser totalmente contrária a essas idéias. Os problemas ficam realmente feios se um regime autoritário começar a fazer clonagem em massa. Algo, por exemplo, como , estabelecer "linhas de produção" de super-elites inteligentes, fazendo nascer centenas de milhares de Einsteins... Ou então, pegar um super-soldado geneticamente perfeito e absolutamente sociopata, e replicar seu genoma aos milhares. Ou pior, um Sadam Hussein ou um Idi Amim produzindo sucessores idênticos a eles mesmos. Imaginem só o que Adolf Hitler teria feito se tivesse essa tecnologia em suas mãos... veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
LERNER, D. e SADOVSKY, P. O sistema de numeração:um problema didático

11. LERNER, D. e SADOVSKY, P. O sistema de numeração:um problema didático. In: PARRA, Cecília; SAIZ Irmã; [et al] (Org.). Didática da Matemática: Reflexões Psicopedagógicas. Tradução por Juan Acuña Llorens. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. p. 73-155.
Como e porque se iniciou a pesquisa sobre a aquisição da noção de número.
A relação entre os grupamentos e a escrita numérica tem sido um problema para as crianças nas experiências escolares o que tem levado pesquisadores e educadores realizarem esforços, com experimentos de recursos didáticos diversos, para tornar real a noção de agrupamentos numéricos às crianças nas series iniciais. A gravidade do problema foi detectada através de entrevistas com crianças que não eram trabalhadas nos programas que usavam estes recursos.
Elas utilizavam métodos convencionais nas operações de adição e subtração (vai um) sem entenderem os conceitos de unidades, dezenas e centenas. Mesmo naquelas que pareciam acertar, não demonstravam entender os algarismos convencionais na organização de nosso sistema de numeração. (Lerner,D 1992).
As dificuldades foram detectadas e analisadas em crianças de vários países. Chamou a atenção dos pesquisadores o fato das crianças não entenderem os princípios do sistema numérico. Foi verificado que as práticas pedagógicas não consideravam os aspectos sociais e históricos vividos pelas crianças, ou seja, o dia-dia que traziam para escola não era importante quando os alunos chegavam à escola, e mesmo no decorrer do ano letivo; a preocupação estava centrada apenas na fixação da representação gráfica.
Era necessário compreender o caminho mental que essas crianças percorriam para adquirirem este conhecimento. Para tornar claro esse fenômeno, iniciaram pela elaboração de situações didáticas. Assim foi necessário testá-las em aula para descobrir os aspectos relevantes para as crianças no sistema de numeração, tais como: as ideias elaboradas sobre os números, formulação de problemas e conflitos existentes.Foi por meio de entrevistas com as crianças de 5 a 8 anos que se es-clareceu o caminho que percorrem, de forma significativa, na construção de conceito de número. Através das ideias, justificações e conflitos de-monstrados nas respostas foi possível traçar novas linhas de trabalho didático.

- História dos conhecimentos que as crianças elaboram a respeito da numeração escrita
A pergunta levantada pelos pesqui¬sadores é: como as crianças compre-endem e interpretam os conhecimen¬tos vivenciados no seu cotidiano no meio social-familiar de utilização da numeração escrita? A hipótese era que as crianças elaboram critérios própri¬os para produzir representações numéricas e que a construção da notação convencional não segue a ordem da sequência numérica.
Para buscar a resposta às hipóteses levantadas, situações experimentais, através de jogos foram projetadas e relacionadas à comparação de nú-meros. Através das respostas das crianças entrevistadas chegou-se a su-posição que elas elaboram uma hipó¬tese de "quanto maior a quantidade de algarismos de um número, maior é o número", ou "primeiro número é quem manda".
As crianças usam como critério de comparação de números maiores ou menores elaborando a partir da interação com a numeração escrita, quando ainda não conhecem a denominação oral dos números que comparam. Ao generalizarem estes critérios, outras crianças mostraram dificuldades com afirmações contra¬ditórias quando afirmavam que "o numeral 112 é maior que 89, por que tem mais números, mas logo muda apontando para o 89 como maior por que - 8 mais 9 é 17 -, então é mais."
Assim concluiu-se que a elaboração de critério de comparação é importante para a compreensão da numeração escrita.(p. 81).
posição dos algarismos como critério de comparação ou "o primeiro é quem manda"
Um dos argumentos usados pelas crianças respondentes é que ao comparar os números com a mes¬ma quantidade de algarismos, diziam que, a posição dos algarismos é determinada pela função no sistema de números (por exemplo: que 31 é maior que 13 por que o 3 vem primeiro). Assim elas descobrem que além da quantidade de algarismos, a magnitude do número é outra característica específica dos sistemas posicionais. Tais respostas não são precedidas de conhecimentos das razões que originaram as variações.
Para as crianças da 1a série que ainda não conhecem as dezenas, mas conseguem ver a magnitude do nú¬mero, fazem a seguinte comparação: o 31 é maior porque o 3 de 31 é maior que o 2 do 25.
Assim "os dados sugerem que as crianças se apropriam primeiro da es-crita convencional da potência de base."Papel da numeração falada
Os conceitos elaborados pelas crianças a respeito dos números são baseados na numeração falada e em seu conhecimento descrita conven-cional dos "nós".
"Para produzir os números cuja escrita convencional ainda não haviam adquirido, as crianças misturavam os símbolos que conheciam colocan-do-os de maneira tal, que se correspondiam com a ordenação dos termos na numeração falada" (p.92). Sendo assim, ao fazerem comparações de sua escrita, o fazem como resultado de uma correspondência com a numeração falada, e por ser esta não posicional.
"Na numeração falada a justaposição de palavras supõe sempre uma operação aritmética de soma ou de multiplicação - elas escrevem um número e pensam no valor total desse número. Como exemplo: duzentos e cinquenta e quatro -escrevem somando 200+ 50+ 4 ou 200504 e quatro mil escrevem 41000- dando a ideia de multiplicação".
A numeração escrita regular é mais fechada que a numeração falada. É regular porque a soma e a multiplicação, são utilizadas sempre pela multi-plicação de cada algarismo pela potência da base correspondente, e se somam aos produtos que resultam dessas multiplicações." É fechada porque não existe nenhum vestígio das operações aritméticas racionais envolvidas, sendo deduzidas a partir da posição que ocupam os algarismos.
Ex: 4815 = 4x 103 + 8x102+ 1x 101 + 5x10.
Através destes insipientes resulta¬dos acima citados, é possível dedu¬zir "uma possível progressão nas correspondências entre o nome e a no-tação do número até a compreensão das relações aditivas e multiplicativas envolvidas na numeração falada".
As crianças que realizam a escrita não-convencional o fazem a seme-lhança da numeração falada, pois demonstraram em suas escritas numé-ricas que as diferentes modalidades de produção coexistem para os números posicionados em diferentes intervalos da sequência ao escreverem qualquer número convencionalmente com dois ou três algarismo em correspondência com a forma oral. Exemplo: podem escrever cento e trinta e cinco em forma convencional (135), mas representam mil e vinte e cinco da seguinte forma: 100025. Mesmo aquelas crianças que escrevem convencionalmente os números entre cem e duzentos, podem não generalizar esta modalidade a outras centenas. Por exemplo, escrevem 80094 (oitocentos e noventa e quatro).
Assim é que a relação numeração fala/numeração escrita não é unidirecional. Observa-se também que a numeração falada intervém na conceitualização da escrita numérica.
O que parece é que algumas crianças demonstram que utilizam um critério para elaborar a numeração escrita. Assim acham que mil e cem e cem mil sejam a mesma coisa, pois elaboram o elemento símbolo, qualificação e não quantificação. Desta forma as crianças apropriam-se pro-gressivamente da escrita convencional dos números a partir da vinculação com a numeração falada. Mas pergunta-se, como fazem isto? Elas supõem que a numeração escrita se vincula estritamente à numeração falada, e sabem também que em nosso sistema de numeração a quantidade de algarismos está relacionada à magnitude do número representado.
Do conflito à notação convencional
Há momentos em que a criança manipula a contradição entre suas conceitualizações sem conflito. Às vezes centram-se exclusivamente na quantidade de algarismos das suas escritas que produziram, e parece ignorar qualquer outra consideração a respeito do valor dos números re-presentados. Assim também parece claro que não é suficiente conhecer o valor dos números para tomar consciência do conflito entre quantidade de número e a numeração falada.
Em outros momentos a criança parece alternar os sistemas de conceitualizações dos números. Em outro momento, o conflito aparece, pois ao vincular a criança a numeração falada na produção da escrita, mostra-se insatisfeita achando que é muito algarismo.
Exemplo: Ao pedir-se para escreverem seis mil trezentos e quarenta e cinco, fazem 600030045. Ao mesmo tempo escrevem 63045. Isto mostra que nesse momento encontra-se em conflito pela aproximação da escrita convencional e a falada.
O conflito é percebido após compararem e corrigirem a escrita numérica feita por eles mostrando uma solução mais ou menos satisfatória.
É percebido que pouco a pouco a criança vai tomando consciência das contradições procurando superar o conflito, mas sem saber como; pouco a pouco através da re-significação da relação entre a escrita e a numera-ção falada elaboram ferramentas para superar o conflito. Essa parece ser uma importante etapa para progredir na escrita numérica convencional. Portanto, as crianças produzem e interpretam escritas convencionais an-tes de poder justificá-las através da "lei de agrupamento recursivo".]
Sendo assim torna-se importante no ensino da matemática considerar a natureza do objeto de conhecimento como valorizar as conceitualizações das crianças à luz das propriedades desse objeto. - Relações entre o que as Crianças sabem e a organização posicional do sistema de numeração.Devido a convivência com a linguagem numérica não percebemos a distinção entre a propriedade dos números e a propriedade da notação numérica, ou seja, das propriedades do sistema que usamos para representá-lo.As propriedades dos números são universais, enquanto que as leis que regem os diferentes sistemas de numeração não o são. Por exemplo: oito é menor que dez é um conceito universal, pois em qualquer lugar, tempo ou cultura será assim. O que muda é a justificativa para esta afirmação, pois varia de acordo com os sistemas qualitativos e quantitativos dos números ou posicionai dos algarismos.
A posicionalidade é responsável pela relação quantidade de algarismos e valor do números.
A criança começa pela detecção daquilo que é observável no contexto da interação social e a partir deste ponto os números são baseados na numera¬ção falada e em seu conhecimento da escrita convencional ("dos nós").
IV - Questionamento do enfoque usualmente adotado para o sistema de numeraçãoO ensino da notação numérica pode ter modalidade diversa como: trabalhar passo a passo através da administração de conhecimento de forma "cômoda quotas anuais" - metas definidas por série - ou através do saber socialmente estabelecido.
Pergunta-se: é compatível trabalhar com a graduação do conhecimento? Ou seja, traçar um caminho de início e fim, determinado pelo saber oficial? E qual é o saber oficial? E o que se estar administrando de conhecimento numérico nas aulas?
O processo passo a passo e aperfeiçoadamente, não parece compatível com a natureza da criança, pois elas pensam em milhões e milhares, elaboram critérios de comparação fun¬damentados em categorias. Podem conhecer números grandes e não saber lidar com os números menores.
Os procedimentos que as crianças utilizam para resolver as operações têm vantagens que não podem ser depreciadas se comparadas com procedimentos usuais da escola.
No esforço para alcançar a compreensão das crianças no sistema de numeração e não a simples memorização é que muitos educadores tem utilizado diferentes recursos para materializar o grupamento numérico. Alguns utilizam sistemas de códigos para traduzir símbolos dando a cada grupamento uma figura diferente como, triângulo para potências de 10, quadradinho para potências de 100, ou a semelhança do sistema egípcio para trabalhar a posicionalidade de um número ou empregam o ábaco como estratégia para as noções de agrupar e reagrupar a fim de levar a compreensão da posicionalidade.No entanto todos estes pressupostos não são viáveis por razões próprias da natureza da criança, como também considerando o ambiente social, no qual convivem com os números.
As crianças buscam desde cedo a notação numérica. Querem saber o mais cedo possível, como funciona, para que serve, como e quando se usa. Inicialmente, não se interessam pela compreensão dos mesmos e sim pela sua utilidade. Dessa forma, a compreensão passa a ser o ponto de chegada e não de partida.
Outro problema com as aulas de aritmética é que os professores ofe-recem respostas para aquilo que as crianças não perguntam e ainda ig-noram as suas perguntas e respostas.
V - Mostrando a vida numérica da aula
O ensino do sistema de numeração como objeto de estudo passa por diversas etapas, definições e redefinições, para então, ser devidamente compreendida.
Usar a numeração escrita envolve produção e interpretação das escritas numéricas, estabelecimento de comparações como apoio para resolver ou representar operações.
Inicialmente o aprendiz, ao utilizar a numeração escrita encontra pro-blemas que podem favorecer a me¬lhor compreensão do sistema, pois através da busca de soluções torna possível estabelecer novas relações; leva à reflexões, argumentações, a validação dos conhecimentos adqui-ridos, e ao inicio da compreensão das regularidades do sistema.
O sistema de numeração na aula.
A seguir serão discutidas algumas ideias sobre os princípios que orien¬tam o trabalho didático através da reflexão da regularidade no uso da numeração escrita.
As regularidades aparecem como justificação das respostas e dos procedimentos utilizados pelas crianças ou como descobertas, necessários para tornar possível a generalização, ou a elaboração de procedimentos mais econômicos. P.117
Assim, a análise das regularidades da numeração escrita é uma fonte de insubstituível no progresso da compreensão das leis do sistema.
uso da numeração escrita como ponto de partida para a reflexão deve, desde o inicio ser trabalhada com os diferentes intervalos da sequência numérica, através de trabalho com problemas, com a numeração escrita desafiadora para a condução de resoluções, de forma que cada escrita se construa em função das relações significativas que mantêm com as outras. Os desafios e argumentações levam as crianças serem capazes de resolver situações-problema que ainda não foram trabalhadas e à sociali-zação do conhecimento do grupo.
As experiências nas aulas são de caráter provisório, às vezes complexas, mas são inevitáveis, porque no trabalho didático é obrigado a considerar a natureza do sistema de numeração como processo de construção do conhecimento.
No trabalho de ensinar e aprender um sistema de representação será necessário criar situações que permitam mostrar a organização do siste-ma, como ele funciona e quais suas propriedades, pois o sistema de nu-meração é carregado de significados numéricos como, os números, a re-lação de ordem e as operações aritméticas. Portanto comparar e operar, ordenar, produzir e interpretar, são os eixos principais para a organização das situações didáticas propostas.
Situações didáticas vinculadas à relação de ordem
O entendimento do sistema decimal posicionai está diretamente ligada a relação de ordem. Por isto as atividades devem estar centradas na comparação, vinculada à ordenação do sistema. Alguns exemplos podem melhorar o entendimento dessas relações, são elas: simulação de uma loja para vender balas, em pacotes de diferentes quantidades. Ao sugerir que as crianças decidam qual o preço de cada tipo de pacote, estarão fazendo comparações em conjunto com os colegas, notações, com¬param as divergências, argumentam e discutem as ideias, orientadas por uma lógica. Assim os critérios de comparação podem não ser colocados imediatamente em ação por todas as crianças, pois algumas irão realizar com maior ou menor esforço o ordenamento, outras ordenam parcialmente alguns números, e os demais se limitam a copiar a que os outros colegas fizeram. Todos nesta atividade se interagem. Os primeiros têm a oportunidade de fundamentar sua produção e conceitualizar os re-cursos que já utilizavam. As crianças que ordenam parcialmente aprendem ao longo da situação, levantam perguntas e confirmam as ideias que não tinham conseguido associar. As crianças que não exteriorizaram nenhuma resposta, também se indagam e podem obter respostas que não tinham encontrado. As crianças que se limitam copiar, é importante que o professor as estimule com intervenções orientadas para desenvolver nelas o trabalho autônomo. Também devem ser estimuladas a perguntarem a si mesmas antes de ir aos outros, recorrer ao que sabem e descobrir seus próprios conhecimentos, e que são capazes de resolver os problemas. Enfim, deve ser incentivada a autonomia.
Uma segunda experiência é aquela que pode usar materiais com nume-ração sequencial com fita métrica, régua, paginação de livros, numeração das casas de uma rua. Todas estas atividades ajudam as crianças buscarem por si mesmas as informações que precisam.
No trabalho conjunto todas as crianças tem oportunidade de aprender, mesmo que em ritmos diferentes, aprendem com o trabalho cooperativo na construção do conhecimento.
Outra proposta de atividade pode ser direcionada a interpretação da escrita numérica no contexto de uso social do cotidiano de cada uma. Pode ser realizado através de: comparação de suas idades, de preços, datas, medidas e outras. Experiências como: formar lista de preços, fazer notas fiscais, inventariar mercadorias, etc. Através de experiências semelhantes, é possível levar as crianças considerar a relevância da relação de ordem numérica. As atividades desenvolvidas produzem efeito no sentido de modificar a escrita, ou da interpretação originalmente realizada. A longe prazo, devem ser capazes de montar e utilizar estratégias de relação de ordem para resolver problemas de produção e interpretação.
Se nas atividades a professora detecta que determinado número tem diferentes notações na turma, deve trabalhar com argumentações até que cheguem a interpretação correta.
Percebe-se através dos argumentos utilizados pelas crianças a busca pela relação de ordem, mesmo naquelas que utilizaram anotações não convencionais, a ponto de transformarem a partir de sucessivas discussões e objeções que elas fazem a si próprias.
A relação numeração falada/numeração escrita é um caminho que as crianças transitam em duas direções: da sequência oral como recurso para compreensão da escrita numérica e como sequência da escrita como recurso para reconstruir o nome do número.
Para isso é importante desenvolver atividades que favoreçam a aplicação de regularidade podendo ser observado nas situações de comparação, de produção ou interpretação.
Mas pergunta-se: quais as regularidades necessárias trabalhar na contagem dos números? Estabelecer as regularidades tem o objetivo de tornar possível a formulação de problemas dirigidos às crianças, mas também para que adquiriram ferramentas para auto-criticar as escritas baseadas na correspondência com a numeração falada e na contagem dos números. Exemplo: as dezenas com dois algarismos, as centenas com três algarismos. Depois do nove vem o zero e passa-se para o número seguinteComo intervir para que as crianças avancem na manipulação da se-quência oral? Pode-se sugerir as crianças que procurem um material que tenha sequência correspondente e descubra-se por si mesma a regula-ridade. Buscar nos números de um a cem quais os que terminam em nove, identificar e nomear os números seguintes do nove. Esta é uma atividade de interpretação e tão importante quanto a produção na contagem dos números. Exemplo: Como descobrir as semelhanças e diferenças entre os números de um a quarenta. Localizar em todos os números de dois dígitos que terminam em nove e anotar qual é o seguinte de cada um deles. Esta atividade pode ser encontrada em materiais como calendário, régua e fita métrica.Um critério importante para trabalhar é estabelecer primeiro as regularidades para um determinado intervalo. A partir daí passar a sua generalização através do uso de materiais que contenham números mai-ores. Só então o indivíduo começa a questionar o seu significado.
As crianças são capazes de inventar algarismos próprios e colocam em jogo as propriedades das opera¬ções como conhecimento implícito sobre o sistema de numeração, importante para descobrir as leis que regem o sistema. Ao estudar o que acontece quando se realizam as somas é possível estabelecer regularidades referentes ao que muda e ao que se conserva.
As atividades como colocar preços em artigos de lojas, contar notas de dez em dez, fazer lista de preço, colocar novos preços aos que já tem, contar livros das prateleiras das estantes de uma biblioteca, e ao comparar a numeração das páginas de um jornal, é possível analisar o que transforma nos números quando lhes soma dez. utilizar dados nos aspectos multiplicativos em que cada ponto do dado vale dez e vão ano-tando a pontuação de cada um dos participantes do grupo. A partir desta atividade são levadas a refletir sobre o que fizeram e sobre a função multiplicativa e relacioná-la com a interpretação aditiva. Desta forma, levá-los a uma maior compreensão do valor posicional. Através de diferentes comparações estabelecem regularidades numéricas para os dezes e os cens e refletir sobre a organização do sistema.
As crianças têm oportunidade de formular regras e leis para as operações com números e concentram nas representações numéricas.
Na segunda série a calculadora pode ser introduzida, desde que de forma adequada, pois leva as crianças aprofundarem suas reflexões, to¬marem consciência das operações numéricas e torna possível que cada um detecte por si mesma quando é que estão corretas e o que não está certo, auto-corrija os erros e formule regras que permitam antecipar a operação que levará ao resultado procurado.
Assim, refletir sobre o sistema de numeração e sobre as operações aritméticas levam as crianças a formularem leis para acharem proce-dimentos mais econômicos. Leva a indagações das razões das regula-ridades de forma significativa. Busca resposta para organizar os siste-mas, para novas descobertas da numeração escrita. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Maria Moisés é dividido em duas partes. A primeira parte começa em 1813 com a história de um jovem pastor que, procurando por uma rês perdida, vê a filha do patrão se suicidar de modo misterioso. Então revelam-se os motivos: Josefa, a jovem suicida está apaixonada e tem um caso com um jovem militar. Seu pai é casto e sua mãe carola; quando ela engravida passa a ser escondida dentro de casa. Quando o namorado lhe anuncia que vai fugir, dá a luz (prematuramente, como se descore depois) e carrega a criança. Quando a criança cai no rio, ela se atira para salvá-la e acaba morrendo. A segunda parte começa com uma menina sendo encontrada rio abaixo da cidade onde Josefa morreu por um caseiro. A criança é nomeada Maria Moisés em honra ao patriarca bíblico que teve história análoga. Ela cresce e passa a cuidar de jovens enjeitados. No começo são dois, mas o número logo cresce. Com o tempo Marai vai empobrecendo por causa de sua caridade. Quando pai de Josefa, voltando general do Brasil, chega na cidade, ele começa a montar as peças do quebra-cabeça da morte de sua amada que nunca esqueceu. Ele vai descobrindo a história de Maria e seu estado financeiro, com a quinta hipotecada, em 1850. Ele se dirige então a quinta, paga a Maria mais do que as dívidas e revela então ser seu pai. A história acaba com ambos emocionados, chorando abraçados. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Obra-chave dentro da produção de Drummond, A rosa do povo, publicada em 1945, reflete a maturidade que o poeta alcançou desde sua estréia. Nela, conforme já se afirmou, além de acentuado progresso técnico-formal, estão presentes duas conquistas decisivas para a evolução de nossa literatura: o realismo social, particularmente penetrante e que não se restringe, apenas ao lirismo da poesia engajada; a poesia metapoética, alimentada pela reflexão introspectiva sobre o sentido da escrita como obra de arte. Este é o mais extenso e o mais variado dos livros de Drummond ( 55 poemas, alguns longos). Nele desfilam os principais temas de sua obra; o verso livre e a estrofação irregular alternam com versos de métrica tradicional dispostos em estrofes regulares; o estilo ora é "puro"(elevado, "poético" ), ora é "mesclado"(mistura de elevado e vulgar, sério e grotesco). Livro difícil, é dos mais discutidos e apreciados da poesia moderna brasileira. Obra de linguagem poética com participação social. Os poemas de A rosa do povo foram escritos nos anos sombrios da ditadura de Vargas e da Segunda Guerra Mundial. Os acontecimentos provocam o poeta, que se aproxima da ideologia revolucionária anticapitalista de inspiração socialista, e manifesta sua revolta e sua esperança em poemas indignados e intenso.

Temas: eu-estar no mundo ( o amor, a família, o tempo, a velhice), a metapoesia (poesia pela própria poesia), eu igual ao mundo,... Portanto, em A rosa do povo, o poeta testemunha sua reação ante a dor coletiva e a miséria do mundo moderno, com seu mecanismo, seu materialismo, sua falta de humanidade. Essa fase enriqueceu sua essencialidade lírica e emocional, e, através da profunda consciência artística, o poeta atingiu a plenitude, a cristalização, a humanização, sob a forma suave e terna, em que o itabirano mergulha no lençol profundo de sua província e de seus antepassados, para melhor compreender a "máquina do mundo", a angústia de seu tempo, o desarvoramento do homem contemporâneo, com um largo sentimento de fraternidade. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Primeiramente trata-se de uma obra metalingüística, pois o livro conta a história da origem do próprio livro melhor explicando a obra é uma herança deixada para um amigo, seu conteúdo é a biografia do autor que após morrer endividado explica o porquê de tê-lo escrito: dar explicação para o saber viver vive dito pelos franceses, aproveitar a vida de modo a conquistar dela o máximo. Acreditava o autor que tal obra seria de grande valia para a humanidade e isto alçaria a obra à lista dos best–sellers e sanaria as suas dívidas póstumas. É um típico romance balzaquiano, pois a procura do conforto material, o ascender social e o gozo são caricaturas dos personagens, muitas vezes satirizados nas situações que enfrentam. CORAÇÃO Guiado pelo coração Silvestre, nosso personagem – biográfico ama sete mulheres ( sete é o símbolo dos pecados capitais que levam o homem ao degredo da alma ). Sete mulheres . "O meu noviciado de amor passei-o em Lisboa. Amei as primeiras sete mulheres que vi e que me viram." 1° mulher - Leontina, vizinha de Silvestre, órfã, criada por um ourives, meigo do par dela, analfabeta, de olhos bonitos. Por ela também era apaixonado um outro vizinho, um algibebe (vendedor de roupas), que, tomado pela paixão descuidava de seus negócios. Ele odiava Silvestre e lhe escreveu uma carta ‘anônima’ - Leontina reconheceu a letra ameaçando-o de morte.

A moça teve raiva do algibebe por isso. Cientificado por outra carta anônima do algibebe de que Leontína namorava Silvestre, o ourives levou-a para sua propriedade rural e casou-se cora ela, apesar da objeção das filhas dele. Silvestre ignorou o rumo tomado pela amada. Contudo o leitor fica sabendo que esta após algumas desventuras acaba por enriquecer-se após o óbito do marido, vem posteriormente casar-se com o algibebe que vem a ganhar um prêmio lotérico tornaram-se gordos e ricos. 2° mulher - Silvestre nunca soube o nome dessa outra vizinha. Ela só aparecia na janela, assim mesmo ficavam visíveis apenas os olhos, entre as tábuas das persianas. Silvestre lhe remeteu uma carta enorme declarando-se. Como resposta, recebeu um bilhete, incentivando-o a escrevei mais. Julgando que ela o ironizara, Silvestre chegou a adoecer de urna febre que o reteve onze dias na cama. ( Caro leitor observe o exagero romântico desta cena! Aos nossos olhos contemporâneos chega a parecer hilária tal postura ). Nunca mais Silvestre viu a vizinha. Soube depois que a moça era amante de um conde, que, por ser casado, não vivia com ela. Tornara-se alcoólatra. Na época em que Silvestre a conheceu tinha um filho de cinco anos. Nota do autor - O nome dessa mulher era Margarida. Ela e o filho vieram a morrer de febre amarela, abandonados por todos, inclusive o conde. 3° mulher — Catarina era uma quarentona, conheceu Silvestre quando do seu freqüentar da casa onde este vivia hospedado. Declarou-se a ele, dizendo-se possuidora de boa renda financeira e proprietária de dez burrinhos. Na noite em que o apaixonado rapaz teve um encontro com Catarina na casa dela, apareceu repentinamente o irmão dela de espada em punho. Silvestre fugiu amedrontado. Catarina exigiu que Silvestre se casasse com ela, pois estava desonrada perante a opinião publica. O ex-namorado se negou a casar. Cinco anos depois, Silvestre soube que Catarina e o irmão se tornaram herdeiros de um tio rico. ( Observe que o nosso personagem ao obedecer o coração não alcança nunca o sucesso financeiro. 4° mulher - Silvestre conheceu Clotilde numa festa. O cavalheiro que os apresentou informou ao rapaz que ela e as companheiras eram muito fúteis e vaidosas. Isso ocorrera em um balneário. Retornando a Lisboa, Silvestre, apaixonado por Clotilde procurou-a no endereço, que lhe dera, mas não a localizou. Num encontro casual com o mesmo cavalheiro da festa, Silvestre lhe contou sua paixão por Clotilde. Surpreso, soube que o tal cavalheiro era o marido dela! Ele ofereceu ao apaixonado uma das amigas da mulher. Constrangido, Silvestre rasgou os poemas que havia escrito para Clotilde e nunca mais a procurou. 5° mulher – Esta agora é a D. Martinha, proprietária do hotel onde vivia Silvestre. Sempre o paquerava, mas este demorou a aperceber-se disso. D. Martinha era uma viúva de 35 anos. Então, passaram a se relacionar. Veremos que este caso não vai dar certo. 6° mulher – D. Martinha contratou corno criada uma mulata brasileira, chamada Tupinoyoyo (observe o estereótipo da brasileira aos olhos do europeu, mulata de nome indígena). Silvestre ardeu de paixão pela criada. Os dois se encontravam às escondidas da ciumenta. Até que foi flagrado e expulso do hotel. Alguns anos depois, avistou a mulata brasileira, num teatro, com um português importante. (Dizia-se que ela era rica e educada em Londres) 7° mulher - Mademoiselle Elise de la Sallete viera da França, envergonhada porque tinha sido abandonada por um duque, seu marido. Em Portugal, mudou de nome e se tornou modista. Cibrão Taveira, amigo de Silvestre, marcou um encontro com ela; mas, como não sabia falar francês, pediu que Silvestre fosse com ele. Enquanto este se afastou com a francesa, aquele ficou com a amiga dela e soube a história da outra. Comovido, chegou a escrever alguns capítulos sobre a vida nobre francesa. Certo dia, estando Silvestre no Passeio Público, cumprimentou de longe as duas francesas que passavam. Ouviu de um grupo de homens, que conversavam perto, a verdadeira história da "santa" francesa: era um na mulher vulgar que tinha tido caso com vários homens e agora, com falso nome, inventou a versão de nobre envergonhada. Silvestre voltou a encontrá-la na casa de um amigo, acompanhada de um tenor italiano. Aproximou-se dela, chamou o companheiro de duque e acrescentou que, afinal, tomara vergonha e viera buscar a esposa. O tenor, sem entender nada, mas considerando-se insultado, ameaçou bater em Silvestre, que se retirou sem reagir. A mulher que o mundo respeita - Depois de tantas desilusões amorosas, Silvestre resolveu ser cético Escreveu poemas que tematizavam a desilusão e mudou sua aparência: cabelos desgrenhados, calva artificial (raspava os cabelos no alto da testa), pintura para empalidecer o rosto e criar olheiras, roupas pretas e cavalo preto... Corria a história de que ele queria morrer por ter amado uma neta de reis, cujo pai, contrariado, a fez ingressar no convento. Certo dia, aconteceu que Silvestre, indo para Benfica, viu numa varanda urra moça bonita, por quem logo se apaixonou. No dia seguinte, conseguiu um breve diálogo com o criado da moça, o qual lhe contou que o nome dela era Paula, uma fidalga morgada (= herdeira única de bens de família). Mandou-lhe carta pelo criado, sem obter resposta. Num baile, Silvestre viu Paula entrar de braço com um rapaz. Quando conseguiu oportunidade de falar com ela a sós, Paula pediu que não a procurasse mais, pois já estava comprometida. Sem desanimar, inspirado no poeta Castilho, segundo o qual é preciso ofertar presentes às ninfas ("Festões, grinaldas, passarinhos, frutos"), Silvestre mandou para Paula uma cesta com pêssegos, flores e um periquito, acompanhada de uma carta. Paula respondeu, também por carta, agradecendo. Movido de paixão, Silvestre resolveu passar de madrugada diante da casa de Paula e viu um homem encapotado parado lá. Escondido, o romântico apaixonado viu uma mulher - supostamente Paula - abrir a janela e ficar conversando, aos sussurros, com o desconhecido. Armado, Silvestre tornou a postar-se, alta noite, diante do palacete da moça, disposto a matar os dois amantes. Saindo de casa, aproximou-se dele uma mulher chamando-o de Caetano, sem se reconhecerem na escuridão. Convidou-o a entrar. Silvestre sussurrou não se chamar Caetano e se retirou. Assim que a mulher, assustada, voltou para o interior da casa, deixando o portão aberto, ele entrou no jardim e ficou escondido. Cal a pouco, chegou Caetano e ela o atendeu da janela, sem permitir que entrasse, com medo do outro. Foi então que Silvestre reconheceu Eugênia, a empregada. Julgando-se digno de ser amaldiçoado por ter pensado mal de Paula. Retornando a Lisboa, Silvestre soube que Paula tinha sido abandonada pelo noivo, um duque, que a surpreendera traindo-o com um amigo dele. Tornou a vê- la num teatro, acompanhada de Piedade, conhecida por seu sarcasmo, No dia seguinte, Paula enviou-lhe uns versos, compostos por Piedade, nos quais era chamado de periquito. Ele ficou muito magoado. Para esquecer sua mágoa, Silvestre resolveu passar uma temporada em Santarém Acabou hospedando-se na casa de um antigo colega, administrador do Concelho. Quando, por ordem do governador, seu anfitrião foi localizar um casal de fugitivos, Silvestre o acompanhou. Para surpresa dele, a moça procurada era Paula; saiu da sala sem olhar para a desgraçada’. O amante acabou na cadeia e ela foi levada para a propriedade rural do pai. Paula veio a casar-se com um primo que lhe fora destinado desde a infância. O filho do casal nasceu forte, apesar de prematuro (aliás, no dizer do avó de Paula, era comum na sua família, as mulheres terem filhos que nasciam antes de 6 meses de casadas, ou seja a safadeza era traço genético, que ironia!). Paula tornou-se senhora respeitada na alta sociedade, alvo da atenção e companheira de honrados anciãos de Lisboa. Observe que Paula é a mulher que o mundo respeitauma verdadeira cortesã ou dita vagabunda nos dias atuais, por ser rica todos os pecados são lhe perdoados, fosse pobre seria escorraçada socialmente. Agora vejamos quem é a mulher que o mundo despreza. A mulher que o mundo despreza - Silvestre fazia parte daquele grupo de românticos que gostavam de se embebedar para abafar as mágoas. Bêbado, ele fazia discursos sobre a filosofia da história ou sobre a história da filosofia. Certa noite, ao sair alcoolizado de um bar, encontrou no cais urna mulher. Levou-a para casa o pediu-lhe que contasse sua história. Marcolina relatou que, órfã de pai desde o dia em que nasceu, viveu a infância com as cinco irmãs mais novas, filhas de sua mãe com o padrasto, que acabou preso e degredado para o Brasil. (Para o Brasil só vem coisa boa, né!??) Quando Marcolina completou 14 anos, a mãe que esmolava e se prostituía - entregou-a para um barão cinqüentenário. Este tornou-a sua amante e a educou como pessoa da sociedade, não lhe permitindo contato com a família dela. tantas desilusões amorosas, Silvestre resolveu ser céptico Escreveu poemas que tematizavam a desilusão e mudou sua aparência: cabelos desgrenhados, calva artificial (raspava os cabelos no alto da testa), pintura para empalidecer o rosto e criar olheiras, roupas pretas e cavalo preto... Corria a história de que ele queria morrer por ter amado uma neta de reis, cujo pai, contrariado, a fez ingressar no convento. Certo dia, aconteceu que Silvestre, indo para Benfica, viu numa varanda urra moça bonita, por quem logo se apaixonou. No dia seguinte, conseguiu um breve diálogo com o criado da moça, o qual lhe contou que o nome dela era Paula, uma fidalga morgada (= herdeira única de bens de família). Mandou-lhe carta pelo criado, sem obter resposta. Num baile, Silvestre viu Paula entrar de braço com um rapaz. Quando conseguiu oportunidade de falar com ela a sós, Paula pediu que não a procurasse mais, pois já estava comprometida. Sem desanimar, inspirado no poeta Castilho, segundo o qual é preciso ofertar presentes às ninfas ("Festões, grinaldas, passarinhos, frutos"), Silvestre mandou para Paula uma cesta com pêssegos, flores e um periquito, acompanhada de uma carta. Paula respondeu, também por carta, agradecendo. Movido de paixão, Silvestre resolveu passar de madrugada diante da casa de Paula e viu um homem encapotado parado lá. Escondido, o romântico apaixonado viu uma mulher - supostamente Paula - abrir a janela e ficar conversando, aos sussurros, com o desconhecido. Armado, Silvestre tornou a postar-se, alta noite, diante do palacete da moça, disposto a matar os dois amantes. Saindo de casa, aproximou-se dele uma mulher chamando-o de Caetano, sem se reconhecerem na escuridão. Convidou-o a entrar. Silvestre sussurrou não se chamar Caetano e se retirou. Assim que a mulher, assustada, voltou para o interior da casa, deixando o portão aberto, ele entrou no jardim e ficou escondido. Cal a pouco, chegou Caetano e ela o atendeu da janela, sem permitir que entrasse, com medo do outro. Foi então que Silvestre reconheceu Eugênia, a empregada. Julgando-se digno de ser amaldiçoado por ter pensado mal de Paula. Retornando a Lisboa, Silvestre soube que Paula tinha sido abandonada pelo noivo, um duque, que a surpreendera traindo- o com um amigo dele. Tornou a vê- la num teatro, acompanhada de Piedade, conhecida por seu sarcasmo, No dia seguinte, Paula enviou-lhe uns versos, compostos por Piedade, nos quais era chamado de periquito. Ele ficou muito magoado. Para esquecer sua mágoa, Silvestre resolveu passar uma temporada em Santarém Acabou hospedando-se na casa de um antigo colega, administrador do Concelho. Quando, por ordem do governador, seu anfitrião foi localizar um casal de fugitivos, Silvestre o acompanhou. Para surpresa dele, a moça procurada era Paula; saiu da sala sem olhar para a desgraçada’. O amante acabou na cadeia e ela foi levada para a propriedade rural do pai. Paula veio a casar-se com um primo que lhe fora destinado desde a infância. O filho do casal nasceu forte, apesar de prematuro (aliás, no dizer do avó de Paula, era comum na sua família, as mulheres terem filhos que nasciam antes de 6 meses de casadas_ ou seja a safadeza era traço genético, que ironia!). Paula tornou-se senhora respeitada na alta sociedade, alvo da atenção e companheira de honrados anciãos de Lisboa. Observe que Paula é a mulher que o mundo respeita_ uma verdadeira cortesã ou dita vagabunda nos dias atuais, por ser rica todos os pecados são lhe perdoados, fosse pobre seria escorraçada socialmente. Agora vejamos quem é a mulher que o mundo despreza. A mulher que o mundo despreza - Silvestre fazia parte daquele grupo de românticos que gostavam de se embebedar para abafar as mágoas. Bêbado, ele fazia discursos sobre a filosofia da história ou sobre a história da filosofia. Certa noite, ao sair alcoolizado de um bar, encontrou no cais urna mulher. Levou-a para casa o pediu-lhe que contasse sua história. Marcolina relatou que, órfã de pai desde o dia em que nasceu, viveu a infância com as cinco irmãs mais novas, filhas de sua mãe com o padrasto, que acabou preso e degredado para o Brasil. (Para o Brasil só vem coisa boa, né!??) Quando Marcolina completou 14 anos, a mãe que esmolava e se prostituía - entregou-a para um barão cinqüentenário. Este tornou-a sua amante e a educou como pessoa da sociedade, não lhe permitindo contato com a família dela. Odiando a vida de cativeiro que levava, Marcolina apaixonou-se por Augusto, guarda-livros do barão. Ciente disso, despediu o rapaz do emprego. Mesmo assim, através da professora de bordados, a moça entrou em contato com Augusto. Informado do encontro, o barão chegou a bater em Marcolina, mas, arrependido, prometeu casar-se com ela, assim que morresse a esposa dele, que vivia no Brasil. Marcolina aprendeu a escrever - mesmo sem permissão do barão - com a professora de bordados- Resolveu fugir; mas deixou urna carta para o amante. Antes que fosse embora, o barão entrou no quarto dela com duas pistolas engatilhadas, uma para matá-la e outra para matá-lo, Amedrontada, Marcolina manifestou arrependimento e jurou fidelidade a ele. Às ocultas, porém, escreveu uma carta para Augusto, pedindo-lhe que a recebesse pobre. A intermediária seria a professora de bordado, que, comprada pelo barão, entregou-lhe a carta. Enfurecido, o desatinado amante entrou subitamente no quarto de Marcolina e mandou que ela devolvesse tudo o que dele havia ganho: vestidos, jóias... e a liberou para o guarda-livros, Na saída, porém, o barão ajoelhou-se aos pés dela e implorou que ficasse com ele, lembrando-lhe a pobreza em que passaria a viver. Marcolina aceitou a nova proposta do barão. O casal saiu em viagem pela Europa. Na Alemanha, o barão sofreu um ataque apopléctico e morreu de repente. A viúva então ficou com todos os bens e Marcolina vendeu as jóias, apurou uma importância significativa. Procurou a irmã prostituta para ajudá-la; no entanto, no último grau de decadência, dominada pelo álcool, pela miséria e pela tuberculose, a irmã faleceu. Marcolina encontrou casualmente Augusto, agora estudante de Medicina. Os dois continuaram se vendo e ele propôs casarem-se. Mesmo sem o antigo amor, mas por precisar de vida sossegada, Marcolina aceitou a proposta. Dentro de dois anos, Augusto pôs a perder todos os bens da mulher, com maus negócios, jogatina e prostitutas; depois, sumiu. Em extrema miséria, Marcolina ingressou na prostituição e foi acometida de tuberculose. Na noite em que Silvestre a encontrou, ela planejava matar-se. Ele, então, passou a protegê-la. Recolheu as irmãs numa casa de recuperação e levou Marcolina para sua propriedade rural. Lá ela melhorou um pouco, contudo não resistiu à doença e morreu. Um pouco antes de sua morte, soube que o padrasto havia retornado e levou as filhas para sua companhia, sem interessar-se pela ex-mulher. Nota-se aqui que a prostituta tem uma alma caridosa, dadivosa e fraterna, a antítese de Paula que triunfa socialmente e não possui quaisquer destes sentimentos. O autor faz tal comparação exatamente para demonstrar ( isto é até uma postura realista ) a indústria de estereótipos a que somos submetidos os ricos são bons e os pobres são maus o mais puro maniqueísmo ideológico. CABEÇA Silvestre resumiu suas idéias sobre o amor em sete máximas ( princípios); porém preteriu tornar-se jornalista político. Ofendidos por seus artigos, os opositores impossibilitaram a permanência dele em sua aldeia, Foi morar no Porto, onde, para surpresa dele, ninguém o conhecia, exceto um literato que, ao dizer-lhe que o considerava um péssimo escritor provinciano (= da roça) levou um soco no rosto. Silvestre passou a freqüentar a sociedade, Encantava-se com a vivacidade e naturalidade das mulheres, que gostavam de se alimentar bem e divertir-se. Foi pena que, alguns anos depois, os romances românticos as fizeram pálidas, lacrimosas e sem vida. Deixando o coração de lado, Silvestre só vivia da cabeça, isto é, calculava como poderia chegar a ministro. Em seus artigos polêmicos, pediu que se matassem os velhos e se exaltasse a juventude. Depois, combateu também as novas gerações. O jornal em que escrevia recebeu multas por causa de seus escritos. Tão decepcionado no Porto quanto ficara com as mulheres de Lisboa, Silvestre mudou de planos: abandonou as pretensões políticas e criou o objetivo de enriquecer com o casamento. Páginas sérias de minha vida - Num baile, Silvestre conheceu as três herdeiras mais ricas da sociedade portuense. Sua cabeça pediu que namorasse a mais velha, viúva e feia. Aproximou-se dela e fez algumas perguntas. Além de ouvir respostas tolas, ela o desprezou por tê-la ironizado. Silvestre tentou aproximar-se da segunda, morena e bonita, mas soube que ela namorava Josino - velho conquistador, com quem veio a se casar, Aliás, Josino foi objeto de versos satíricos de Silvestre num jornal literário da época. A terceira mulher, Mariana, mais nova e que lembrava um anjo de igreja, sem vida, órfã de um brasileiro rico, era criada por Francisco José de Sousa, casado com uma brasileira, D. Rita. Este casal acabou desaparecendo repentinamente do Porto, deixando Mariana num convento. Mais tarde se ficou sabendo que a razão do sumiço do casal foi o escândalo que envolveu a "família dos brasileiros", como eram chamados, O Sr. Francisco José admirava o advogado Dr. Anselmo Sanches, homem honesto. Embora os homens honestos do Porto fossem hipócritas, Dr. Anselmo perecia exceção. Muitos o contratavam para advogar a favor de mães e filhas, A ele Silvestre escreveu uma série de artigos agressivos contra o Dr. Anselmo, sem mencionar o nome dele e das vitimas. Contudo os homens honestos e a própria imprensa defenderam a reputação do advogado, que processou o articulista. Sem apoio algum, Silvestre foi condenado a pagar multa e cumprir três meses de prisão. Esse episódio fez Silvestre encerrar sua vida de intelectual, Fracassaram o coração e a cabeça. Agora era a vez do estômago. (Nesta altura do livro, o autor inseriu alguns artigos de Silvestre sob o titulo O Mundo Patarata’, isto é, o mundo elegante, criticando a sociedade do Porto). ESTÔMAGO De como me casei - Silvestre resolveu recolher-se a sua casa. A esse período ele chamou de estômago. Para regular o estômago, ou seja, para ter paz, ele precisava destruir a influência de duas pessoas da aldeia: o regedor e o vigário. Quanto ao regedor, Silvestre recorreu à retórica, Fez uma verdadeira campanha junto à população pobre contra ele Resultado: o governo perdeu as eleições na aldeia, o regedor adoeceu e foi destituído do cargo. Daí a meses, Silvestre foi nomeado regedor. Nas eleições para renovação da câmara, o vigário começou a fazer campanha política contra Silvestre. Este mandou que seu empregado desaparecesse com o garrano ( cavalo) do vigário, impedindo-o assim, de falar nas regiões mais afastadas. O regedor venceu as eleições por larga margem. Silvestre recebeu o hábito de Cristo, solicitado pelo governador civil. Ao ver Tomásia, filha do poderoso sargento-mor de Soutelo, interessou-se por ela. Convidado pela família, passou um dia na casa da moça. O pai a ofereceu a ele em casamento Tomásia era muito trabalhadeira e pouco intelectualizada. Seus quatro tios padres também passaram aquele dia na casa do sargento e aprovaram a idéia do casamento com Silvestre. Tomásia já gostava do regedor há muito tempo, sem que ele percebesse ou mesmo se lembrasse dela. As horas transcorreram com muita comida, bebida e conversa. Oficializou-se o casamento de Tomásia com Silvestre para dentro de 20 dias. A única condição que o pai da moça impôs foi que os dois morassem na casa dele enquanto vivesse. Silvestre não se perguntou se amava Tomásia ou não. Segundo ele, a julgar pelos casais bíblicos, o casamento não se faz por amor - este é coisa do coração, que não tem importância nenhuma. O casamento se realizou como tinha sido previsto: os dois se confessaram, comungaram e receberam a bênção nupcial num clima de animada festa. EDITOR AO RESPEITÁVEL PÚBLICO - Silvestre foi um marido fiel. Exerceu cargos políticos na região e conseguiu espertamente espantar credores de várias dívidas contraídas em solteiro. Abandonou totalmente a vide intelectual, engordou muito por comer demais e se dedicou à jogatina, endividando-se. Acreditava que, na publicação de seus manuscritos após a morte, lá pela 10’ edição, haveria dinheiro suficiente para pagar as dívidas que não conseguiria quitar em vida. Por isso, autorizou a publicação, se pudesse ser proveitosa para a iniciação da mocidade. Morto Silvestre, o editor recebeu os manuscritos encaminhados pelo sogro do ex-regedor, com a transcrição de seu último soneto atinentes à sua vida pregressa e o quanto as fases do coração, cabeça e estômago são válidos para alcançar a sabedoria. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Maria Montessori e a pedagogia cientifica – método individual; princípios de liberdade e vitalidade; crianças excepcionais; humanista; material didático apropriado.

A médica italiana Maria Montessori, 1870-1952,. Trabalhava na recuperação de crianças anormais utilizando materiais educativos. Passou a pensar na aplicação do mesmo método para a educação de crianças normas.
A educação como auto-educação, um processo espontâneo através da qual desenvolve a alma da criança. Proporciona a criança um ambiente livre de obstáculos enriquecidos com matérias adequados. Na Casa dei Bambini, tem a dimensão da própria criança: mesas, cadeiras, estantes, banheiro, armários,, etc são feitos em tamanho pequeno, de forma a permitir as crianças enorme liberdade de locomoção e de domínio sobe o ambiente. Os materiais de estudos são ricos e variados: cubos, sólidos diversos para serem encaixados, superfícies ásperas, cartões coloridos, etc. tais materiais servem para educar os sentidos, que são a base de juízos e do raciocínio.
A professora , diretora, pois dirige a atividade, interferindo o mínimo possível . Se uma criança perturba, a diretora coloca numa mesa a parte, se outra não consegue realizar a atividade, ou a ajuda ou a convida a escolher outro material.

PILETTI, Claudino e Nelson, Filosofia e Historia da Educação, 7.ª edição, 1988, editora Ática, São Paulo,SP
Nasceu em 1870 na Itália. Nasce em 31/08/1870, filha única de casal de classe média, foi a primeira mulher a ingressar no curso superior. Os pais queriam que fosse professora, tinha o dom da matemática. Acabou indo pra medicina, psiquiatria e se dedicou para crianças com deficiências mentais, contra a aprovação dos pais. Na Itália foi nomeada supervisora para outras escolas. Influenciou outras partes da Europa.
Morreu no dia 24 de maio na Holanda com 82 anos. Em 1901, fundou um Instituto para deficientes. Publicou o Método Montessori em 1912. Criou a Escola Montessopuriana na Holanda em 1937. Em 1950 foi homenageada pela Unesco. Iniciou seu trabalho com crianças especiais e abriu a primeira escola pra crianças deficientes, formava professoras para trabalhar com seu método. O material utilizado desenvolveu órgãos do sentido. Os procedimentos passaram a serem utilizados com crianças normas pelo método montessoriano. Seu filho após sua morte continuou seu trabalho. o seu sistema didático difundiu primeiro na Itália co crianças de 4 a 6 anos. Posteriormente no primário e ensino médio. No Brasil, utiliza-se seu método na Pré-escola. Doutrina vitalícia- força dos seres vivos
Em particular. Projeto atinge as capacidades das crianças mental e social.
Liberdade vigiada, orientada, trocar as carteiras com mesinhas com cadeiras, aboliu o premio e o castigo. Liberdade e disciplina interligando com seu modo de ser de forma consciente e não pra ser premiado.
Vitalidade: não podar sua força, o professor deve ensinar a criança mesmo sendo ativo. Peridodo necessário para ser vivido, a infância.
Individualidade: diferenças. Não devem ser pressionada, mas educadas praq se adaptar ao meio.
Papel do professor professor tem a chave do futuro da criança. O que o proíbe , pressionana, leva a criança a querer se livrar da escola. O professor autoritário que se cha importante tem que se mudar, porque na sala de aula ele é tão i portante quanto a criança. Como um auxiliar para trabalhar suas capacidades. Orientar e não pressionar. Doistinguir a criança que procura o caminho da educação da criança que não savbe que caminho tomar, aem de não deixá-las desistir da educação. O professor é responsável pela chama da criança.
Materiais:utilizados para crinaçs deficientes, passou a utilizá-lo par acrianças normais.liberdade de movimentotrocar moveis adaptáveis para o tamanho da s crianças.
individualidade

Fundamentos di Método Montessouriano: liberdade, atividade, vitalidade, individualidade.
Principais obras:
Método da Pedagogia Científica aplicada a educação, 1909;
Auto-Educação nas Escolas Elementares, 1912;
O Método Montessoriano Avançado, 1919
A Criança, 1936
A Educação para Um Novo Mundo, 1946
A Mente Absorvente, 1949 veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O personagem título é Mayer "Capitão Birobidjan" Guiznburg, um judeu que chegou ainda menino da Rússia. Mayer era marxista e sonhava fundar uma nova Birobidjan (Birobidjan era o nome de uma colônia coletiva de judeus na Rússia), uma utopia socialista. Jovem, era muito rebelde, e deu muitos desgostos ao pai que lhe queria ver rabino. Tinha outros amigos marxistas, incluindo a jovem Léia com quem se casa. Após algum tempo abandona tudo e vai viver na propriedade de um desses amigos, que, como todos a essas alturas, já havia abandonado suas convicções. Em Nova Birobidjan, como ele batiza sua terra, passa a viver para o trabalho acompanhado pelo Companheiro Porco, Companheira Cabra e Companheira Galinha, a última a qual ele não gostava por ser improdutiva, lia Rosa Luxemburgo e dava discursos a homenzinhos que só ele via. Depois de algum tempo aparecem inimigos, quatro vagabundos a quem ataca após ser atacado, e cuja amante coletiva passa a se tornar a segunda cidadã. Mais tarde ela sai de Nova Birobidjan e Mayer volta para casa. Ele se reforma, após algum tempo até mesmo abandona o ateísmo, e passa a trabalhar duro. Troca de ramo para a construção e enriquece, mas complica-se ao se tornar amante da secretária e acaba se divorciando após abandoná-la.

Sua companhia fale e ele acaba numa pensão (localizada no terreno de Maykir, sua antiga empresa, que por sua vez se localizava no terreno da Nova Birobidjan), onde tenta reiniciar Nova Birobidjan, mas acaba falhando. Acuado, abandonado, triste, muito ligado a religião e quase sem esperança (os homenzinhos para quem discursava agora já eram só três), o Capitão Birobidjan tem um ataque do coração ao ensaiar uma resistência, mas como descobrimos no começo do livro, ele sobrevive. A história, no entanto, acaba aqui. Contado em terceira pessoa, cada capítulo deste livro nos remete a um ano ou conjunto de anos. O primeiro e último é 1970, mas recua-se logo apara 1928, 1916, 1929, 1930... até voltar-se para 1970, contando sempre com o humor irônico e amargo de Scliar, a saga do Capitão Birobidjan, um louco humanista, Don Quixote do bairro do Bonfim de Porto Alegre, tentando construir uma sociedade melhor e coletivista, apesar de tudo e de todos que se opõe a ele, ridicularizado por todos aqueles a quem chama Companheiro, ele é um exército de um homem só lutando por um mundo mais justo que no final não vale a pena. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Angústia é um relato aflito das frustrações de Luís da Silva, personagem central. Este é um funcionário público que trabalha na diretoria da fazenda escrevendo artigos por encomenda. Jornalista e com pretensões literária. Faz constantes alusões a sua infância - relata várias histórias desse tempo por todo o decorrer do livro. Seu avô, o velho Trajano, chegou a ter poder e escravos. Seu pai, Camilo Pereira da Silva, pegou os negócios na fazenda quando iam mal. Aos catorze anos perde o pai. "Desejava em vão sentir a morte de meu pai. Tudo aquilo era desagradável. [...] Que iria fazer por aí à toa, miúdo, tão miúdo que ninguém me via?". Vai para a cidade, onde passou fome até se estabelecer com emprego. Sempre foi muito isolado. "Eu ia jogar pião, sozinho, ou empinar papagaio. Sempre brinquei só." Passa horas no café, conversando com Moisés, judeu com ideias comunistas, mas não presta atenção. Pensa nas suas dívidas e prestações. Vive agitado, antigas imagens o perseguem, não consegue trabalhar, em tudo vê Julião Tavares e Marina. Esse é seu estado atual. A cerca de um ano, quando os negócios iam tranqüilos e equilibrados, avista pela primeira vez uma nova vizinha: Marina. Moça nova e bonita. Fica a observá-la até travar uma amizade que evolui para namoro. Se encontravam no quintal da casa. Marina gostava de luxo, admirava D. Mercedes: "uma espanhola madura da vizinhança, amigada em segredo com uma personagem oficial que lhe entra em casa alta noite." D. Adélia, mãe de Marina, pede a Luís que arranjasse um emprego para a filha. Marina não se interessa por tal.

Lia romances fúteis e falava frivolidades. Como ela não permitia maiores intimidades e Luís da Silva gostava muito dela; ficaram noivos. Em uma festa no Instituto Histórico, Luís da Silva conhece a figura de Julião Tavares. Sujeito gordo, vermelho, risonho, patriota, falador e escrevedor. Católico e reacionário. Defensor de um governo forte. E Julião Tavares "dias depois fez-me uma visita. Em seguida familiarizou-se. Era Luís para aqui, Luís para alí, elogios na tábua da venta, só com o fim de receber outros. Não tenho jeito para isso. Duas, três horas de chateação, que me deixavam enervado, besta, roenda as unhas." Luís da Silva gasta muito dinheiro com os arranjos para o casamento. Compra roupas que Marina recebe com desdém. Comprou um anel que ela nem chegou a usar. Até que "ao chegar à Rua do Macena recebi um choque tremendo. Foi a decepção maior que já experimentei. À janela da minha casa, caído para fora, vermelho, papudo, Julião Tavares pregava os olhos em Marina, que, da casa vizinha, se derretia para ele, tão embebida que não percebeu a minha chegada." Seguem-se discussões até que Luís da Silva para de falar com Marina e esta começa a namorar com Julião Tavares. "Se eu não tivesse cataratas no entendimento, teria percebido logo que ela estava com a cabeça virada. Virada para um sujeito que podia pagar-lhe camisas de seda, meias de seda." Ele espreitava os dois e começava a ter alucinações e devaneios. Apesar de tudo, Luís da Silva ainda nutria esperança que Marina fosse sua: "Se Marina voltasse... Porque não? Se voltasse esquecida inteiramente de Julião Tavares, seríamos felizes." Mas ela não volte e ao espiar os sons de Marina ao banheiro (sendo o seu banheiro colado com o da casa vizinha) descobre que ela se encontrava grávida. Marina procura os serviços de d. Albertina, parteira diplomada, para abortar a criança. Luís a havia seguido e quando ela sai aborda-a e vocifera palavrões. Marina não tem coragem de reagir. O romance prossegue em um ritmo rápido, com a raiva que Luís da Silva tinha por Julião Tavares crescendo exponencialmente. Ele descobre que Julião Tavares tinha feito nova conquista e o segue até Bebedouro, local da casa desta nova "vítima". Quando Tavares voltava para casa, após várias considerações e pensamentos difusos, Luís da Silva acaba estrangulando-o com uma corda. Atordoado e com medo, Luís da Silva volta para casa e é tomado por uma forte febre que produz alucinações, imagens e lembranças que o perturbam. A narrativa do livro tem início quando ele desperta do torpor. Ele agora é um homem destruído e sujo. Angústia é um livro forte, e com uma narrativa psicológica densa. É no entender de Sergius Gonzaga "um dos romances mais amargos da literatura brasileira veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Agustina Bessa-Luís é considerada uma das maiores revelações da literatura moderna e contemporânea de Portugal. A Sibila, romance de 1954, recebido com entusiasmo pela crítica, torna-se o ponto de partida para uma vasta obra voltada para temas universais que, ao mesmo tempo, inserem-se nas vertentes do nacionalismo português, bem como do regionalismo. Em A Sibila, a autora casa perfeitamente os tempos passado e presente, colocando as dúvidas, as angústias e os problemas mais substanciais que determinam a rigidez de personagens que afloram em um espaço agrícola tipicamente regional. No plano da intriga, trata-se da reconstrução da trajetória da família Teixeira e de sua casa secular que caminha da decadência/ruína ao ressurgimento grandioso/triunfal. Situada no norte de Portugal, a casa de Vessada é o motivo primeiro para o registro de situações que ocor rem tanto entre as paredes, quanto nas redondezas da casa. As situações vividas e descritas revelam gradativamente o sistema de valores que rege um universo fechado. Ao mesmo tempo deixam entrever a visão de mundo dos homens e mulheres que povoam esse universo, notadamente a partir de uma força que emanado lado feminino: sob a gestão de mulheres fortes e destemidas, capazes de lutar para o reerguimento de seu patrimônio. O poder de mando da mulher vai se revelando e se efetivando após um incêndio da casa. Quina (Joaquina Augusta) é o destaque do clã feminino, Germa (Germana), sua herdeira que serve de ponte para o futuro. Ao morrer, Quina lega a Germa suacontinuidade (herança) porque em ambas existe a coincidência do estado de equilíbrio. São uma espécie de sibila, detentoras de secretas potências, "alguma coisa que ultrapassa o humano". veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Obra publicada em 1962, reúne 21 contos. Trata-se do primeiro conjunto de histórias compactas a seguir a linha do conto tradicional, daí o "Primeiras" do título. O escritos acrescenta, logo após, o termo estória, tomando-o emprestado do inglês, em oposição ao termo História , designando algo mais próximo da invenção, ficção. No volume, aborda as diferentes faces do gênero: a psicológica, a fantástica, a autobiográfica, a anedótica, a satírica, vazadas em diferentes tons: o cômico, o trágico, o patético, o lírico, o sarcástico, o erudito, o popular. As estórias captam episódios aparentemente banais. As ocorrências farejadas através dos protagonistas transformam-se de uma espécie de milagre que surge do nada, do que não se vê, como diz o próprio Guimarães Rosa; "Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo". Este milagre pode ser então, responsável pela poesia extraída dos fatos mais corriqueiros, pela beleza de pensar no cotidiano e não apenas vivê-lo, pelo amor que se pode ter pelas coisas da terra, pelo homem simples, pelo mistério da vida. Dos "causos " narrados brotam encanto e magia frutos da sensibilidade de um poeta deslumbrado com a paisagem natural e/ou recriada de Minas Gerais. Enredos I - "As margens da alegria". Um menino descobre a vida, em ciclos alternados de alegria (viagem de avião, deslumbramento pela flora, e fauna) e tristeza (morte do peru e derrubada de uma árvore). II - "Famigerado".

O jagunço Damázio Siqueira atormenta-se com um problema vocabular: ouviu a palavra "famigerado" de um moço do governo e vai procurar o farmacêutico, pessoa letrada do lugar, para saber se tal termo era um insulto contra ele, jagunço. III - "Sorôco, sua mãe, sua filha". Um trem aguarda a chegada da mãe e da filha de Sorôco, para conduzi - las ao manicômio de Barbacena. Durante o trajeto até a estação, levadas por Sorôco , elas começam surpreendentemente a cantar. Quando o trem parte, Sorôco volta para casa cantando a mesma canção, e os amigos da cidadezinha , solidariamente, cantam junto. IV - "A menina e lá". Nhinhinha possuía dotes paranormais : seus desejos, por mais estranhos que fossem, sempre se realizavam. Isolados na roça, seus parentes guardam em segredo o fenômeno, para dele tirar proveito. As reticentes falas da menina tinham caráter de premonição: por exemplo, o pai reclamara da impiedosa seca. Nhinhinha "quis" um arco-íris, que se fez no céu, depois de alentadora chuva. Quando ela pede um caixãozinho cor-de-rosa com enfeites brilhantes ninguém percebe que o que ela queria era morrer... V - "Os irmão Dagobé". O valentão Damastor Dagobé, depois de muito ridicularizar Liojorge, é morto por ele. No arraial, todos dão como certa a vingança dos outros Dagobé : Doricão , Dismundo e Derval. A expectativa da revanche cresce quando Liojorge comunica a intenção de participar do enterro de Damastor. Para surpresa de todos, os irmãos não só concordam, como justificam a atitude de Liojorge, dizendo que Damastor teve o fim que mereceu. VI - "A terceira margem do rio". Um homem abandona família e sociedade, para viver à deriva numa canoa, no meio de um grande rio. Com o tempo, todos, menos o filho primogênito, desistem de apelar para o seu retorno e se mudam do lugar. O filho, por vínculo de amor, esforça-se para compreender o gesto paterno: por isso, ali permanece por muitos anos. Já de cabelos brancos e tomado por intensa culpa, ele decide substituir o pai na canoa e comunica-lhe sua decisão. Quando o pai faz menção de se aproximar, o filho se apavora e foge, para viver o resto de seus dias ruminando seu "falimento" e sua covardia. VII - "Pirlimpsiquice". Um grupo de colegiais ensaia um drama para apresentá-lo na festa do colégio. No dia da apresentação, há um imprevisto, e um dos atores se vê obrigado a faltar. Como não havia mais possibilidade de se adiar a apresentação, os adolescentes improvisam uma comédia, que é entusiasticamente bem recebida pela platéia. VIII - "Nenhum, nenhuma". Uma criança, não se sabe se em sonho ou realidade, passa férias numa fazenda, em companhia de um casal de noivos, de um homem triste e de uma velha velhíssima, de quem a noiva cuidava. O casal interrompe o noivado, e o menino, que conhecera o Amor observando-os, volta para a casa paterna. Lá chegando, explode sua fúria diante dos pais ao notar que eles se suportavam, pois tinham transformado seu casamento num desastre confortável. IX - "Fatalidade". Zé Centeralfe procura o delegado de uma cidadezinha, queixando-se de que Herculinão Socó vivia cantando sua esposa. A situação tornara-se tão insuportável que o casal mudara de arraial. Não adiantou: o Herculinão foi atrás. O delegado, misto de filósofo, justiceiro e poeta, depois de ouvir pacientemente a queixa, procura o conquistador e, sem a mínima hesitação, mata-o, justificando o fato como necessário, em nome da paz e do bem-estar do universo. X - "Seqüência". Uma vaca fugitiva retorna a sua fazenda de origem. Decidido a resgatá-la, um vaqueiro persegue-a com incomum denodo. Ao chegar à fazenda para onde a vaca retornara, o vaqueiro descobre que havia outro motivo para sua determinação: a filha do fazendeiro, com quem o rapaz se casa. XI - "O espelho". Um sujeito se coloca diante de um espelho, procurando reeducar seu olhar. apagando as imagens do seu rosto externo. A progressão desses exercícios lhe permite, daí a algum tempo, conhecer sua fisionomia mais pura, a que revela a imagem de sua essência. XII - "Nada e a nossa condição". O fazendeiro Tio Man 'Antônio, com a morte da esposa e o casamento das filhas, sente-se envelhecido e solitário. Decide vender o gado, distribuindo o dinheiro entre as filhas e genros. A seguir, divide sua fazenda em lotes e os distribui entre os empregados, estipulando em testamento uma condição que só deveria ser revelada quando morresse. Quando o fato ocorre, os empregados colocam seu corpo na mesa da sala da casa-grande e incendeiam a casa: a insólita cerimônia de cremação era seu último desejo. XIII - "O cavalo que bebia cerveja". Giovânio era um velho italiano de hábitos excêntricos: comia caramujo e dava cerveja para cavalo. Isso o tornara alvo da atenção do delegado e de funcionários do Consulado, que convocam o empregado da chácara de "seo Giovânio", Reivalino, para um interrogatório. Notando que o empregado ficava cada vez mais ressabiado e curioso, o italiano resolve então abrir a sua casa para Reivalino e para o delegado: dentro havia um cavalo branco empalhado. Passado um tempo, outra surpresa: Giovânio leva Reivalino até a sala, onde o corpo de seu irmão Josepe , desfigurado pela guerra, jazia no chão. Reivalino é incumbido de enterrá-lo, conforme a tradição cristã. Com isso, afeiçoa-se cada vez mais ao patrão, a ponto de ser nomeado seu herdeiro quando o italiano morre. XIV - "Um moço muito branco". Os habitantes de Serro Frio, numa noite de novembro de 1872, têm a impressão de que um disco voador atravessou o espaço, depois de um terremoto. Após esses eventos, aparece na fazenda de Hilário Cordeiro um moço muito branco, portando roupas maltrapilhas. Com seu ar angelical, impõe-se como um ser superior, capaz de prodígios: os negócios de Hilário Cordeiro, o fazendeiro que o acolheu, têm uma guinada espantosamente positiva. Depois de fatos igualmente miraculosos, o moço desaparece do memo modo que chegara. XV - "Luas-de-mel". Joaquim Norberto e Sa- Maria Andreza recebem em sua fazenda um casal fugitivo, versão sertaneja de Romeu e Julieta. Certos de que os capangas do pai da moça virão resgatá-la, todos se preparam para um enfrentamento: a casa da fazenda transforma-se num castelo fortificado. É nesse clima de tensão que se celebra o casamento dos jovens, a que se segue a lua-de-mel, que acontece em dose dupla: dos noivos e do velho casal de anfitriões, cujo amor fora reavivado com o fato. Na manhã seguinte, a expectativa se esvazia com a chegada do irmão da donzela, que propõe solução satisfatória para o caso. XVI - "Partida do audaz navegante". Quatro crianças, três irmãs e um primo, brincam dentro de casa, aguardando o término da chuva. A caçula, Brejeirinha , brinca com o que lhe dava mais prazer: as palavras. Inventa uma estória do tipo Simbad , o marujo, que ganha novos elementos quando todos vão brincar no quintal, à beira de um riacho. Liberando sua fantasia, Brejeirinha transforma um excremento de gado no "audaz navegante", colocando-o para navegar riacho abaixo. XVII - "A benfazeja". Mula- Marmela era mulher de Mumbungo , sujeito perverso que se excitava com o sangue de suas vítimas. Esse vampiro tinha um filho, Retrupé , cujo prazer só diferia do do pai quanto à faixa etária das vítimas: preferia as mais frescas. Apesar de amar seu homem e ser correspondida, Mula-Marmela não hesitara em matá-lo e depois cegar Retrupé, de quem se torna guia. Passado algum tempo, resolve assassiná-lo: percebe que esta seria a única maneira de refrear o instinto de lobisomem do rapaz. XVIII - "Darandina". Um sujeito bem- vestido rouba uma caneta, é surpreendido e, para escapar dos que o perseguem, escala uma palmeira. Uma multidão acompanha atentamente os esforços das autoridades, que procuram convencer o rapaz a descer. Resistindo, ele diz frases desconexas e tira toda a roupa, revelando notável equilíbrio físico. A sessão de nudismo leva um médico a nova tentativa de diálogo. Ao se aproximar, o médico percebe que o sujeito voltara à normalidade e que, envergonhado, pedia socorro. A multidão, sentindo-se ludibriada, não aceita essa sanidade repentina e se dispõe a linchá-lo. Sentindo o risco, o sujeito berra um grito de louvor à liberdade, motivo bastante para a multidão ovacioná-lo e carregá-lo nos ombros. XIX - "Substância". O fazendeiro Sionésio apaixona-se por sua empregada Maria Exita , que fora abandonada pela família e criada pela peneireira Nhatiaga . Na fazenda, o ofício de Maria Exita era o de quebrar polvilho, trabalho duro mas que a moça realizava com prazer e competência. Embora preocupado com a ascendência da moça, Sionésio sente que a paixão é maior que o preconceito e pede-a em casamento. XX - "Tarantão, meu patrão". O fazendeiro João - de - Barros - Dinis - Robertes tem uma surpreendente explosão de vitalidade em sua velhice caduca. Como se fora um Quixote, determina-se a matar seu médico: o Magrinho, seu sobrinho - neto. Ao longo da viagem rumo à cidade, recruta um bando de desocupados, ciganos e jagunços, que acatam sua liderança, pelo carisma natural do velho. Chegando à "frente de batalha", Tarantão percebe que era dia de festa: uma das filhas de Magrinho fazia aniversário. O susto inicial, provocado pela invasão do "exército", transforma-se em alívio quando o velho discursa, dizendo de seu apreço pela família e pelos novos amigos, colecionados ao longo da última cavalgada. XXI - "Os cimos". O menino da primeira estória revela agora a face do sofrimento, causado pela doença da Mãe, fato que apressa sua viagem de volta à casa paterna. Os últimos dias de férias são de preocupação. O Menino só relaxava quando via, todas as manhãs e sempre à mesma hora, um tucano se aproximar da casa dos rios, onde se hospedava. Num processo de sublimação, desencadeado pela beleza da ave, o Menino ganha energia para resistir e para transferir à Mãe uma carga de fluidos mentais positivos, que lhe permitam superar a doença. Quando o Tio o procura para comunicar a melhora da Mãe, o Menino experimenta momentos de êxtase, pois só ele sabia do motivo da cura. Foco Narrativo As indicações feitas a seguir são pontuadas com os algarismos que indicam a ordem de publicação de cada estória no livro. Assim, dez delas têm o foco relato centrado na terceira pessoa: I-" As margens da alegria"; II-" Famigerado" ;III- "Sorôco, sua mãe, sua filha"; IV-"A menina de lá"; V-" Os irmãos Dagobé"; VIII-" Nenhum , nenhuma"; X-"Seqüência "; XIV-"Um moço muito branco"; XIX-" Substância" e XXI-"Os cismos". As onze estórias restantes são relatadas em primeira pessoa: VI-"A terceira margem do rio"; VII- " Pirlimpsiquice"; IX-" Fatalidade "; XI-"O espelho"; XII- "Nada e a nossa condição"; XIII-"O cavalo que bebia cerveja"; XV-" Luas de mel"; XVI-" Partida do audaz navegante"; XVII-"A benfazeja"; XVIII-" Darandina " e XX-"Tarantão, meu patrão". Dessas onze estórias, apenas duas apresentam o narrador como protagonista: "O espelho" e "Pirlimpsiquice"; nas outras, o relato é feito por um espectador privilegiado, que presencia a ação e registra suas impressões a respeito do que assiste. O narrador pode ser também um personagem secundário da estória, com laços de parentesco ou e amizade com o protagonista. Quanto ao emprego dos tempos verbais, nota-se que, na maior parte das estórias, o relato se faz através de uma mistura do pretérito perfeito com o pretérito imperfeito do indicativo. Espaço A maioria das estórias se passa em ambiente rural não especificado, em sítios e fazendas; algumas têm como cenário pequenos lugarejos, arraiais ou vilas. Os ambientes são apresentados com poucos mas precisos toques: moldura de altos morros, vastos horizontes, grandes rios, pastos extensos, escassas lavouras. Duas estórias, no entanto - "O espelho" e "Darandina" -, transcorrem em cidades, pressupostas até como grandes centros urbanos, pelo fato de mencionarem a existência de secretarias de governo, hospício, corpo de bombeiros, jornalistas, parques de diversões, prédios de repartições públicas e outros serviços tipicamente urbanos.Personagens Embora variem muito quanto à faixa etária e experiência de vida, as personagens se ligam por um aspecto comum: suas reações psicossociais extrapolam o limite da normalidade. São crianças e adolescentes superdotados, santos, bandidos, gurus sertanejos, vampiros e, principalmente, loucos: sete estórias apresentam personagens com este traço. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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