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Ressurreição - Machado de Assis
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Contos Novos (1947) foi escrito num período de crise pessoal, teve publicação póstuma. Reúne narrativas da maturidade artística do autor, marcadas pela maior depuração compositiva e estilística. "Eu também me gabo de levar de 1927 a 42 pra achar o conto, e completá-lo em seus elementos" (Carta a Alphonsus de Guimaraens Filho). De estrutura moderna, seu gênero demosntra acolhida às principais correntes ficcionistas que marcaram a Literatura Brasileira das décadas de 30 e 40. Mais do que os fatos exteriores, os relatos procuram registrar o fluxo de pensamento das personagens. Seu contexto histórico-cultural passa-se em São Paulo, capital e interior, décadas de 20 a 40; processo de urbanização e industrialização (cidade); patriarcalismo X progressismo (ambiente rural). Enredos: 1. "Vestida de preto": Juca, em flash-back, recupera as primeiras experiências amorosas com sua prima Maria, bruscamente interrompidas por uma Tia Velha. A repressão associa-se à rejeição da prima, que o esnoba na adolescência. A prima se casa, descasa, e o convida para visitá-la. "Fantasticamente mulher", sua aparição deixa Juca assustado. 2. "O ladrão": Numa madrugada paulistana, um bairro operário é acordado por gritos de pega-ladrão. Num primeiro momento, marcado pela agitação, os moradores reagem com atitudes que vão do medo ao pânico e à histeria, anulados pela solidariedade com que se unem na perseguição ao ladrão. Num segundo momento, caracterizado pela serenidade e enleio poético, um pequeno grupo de moradores experimenta momentos de êxtase existencial.

Os comportamentos se sucedem, numa linha que vai do instinto gregário ao esvaziamento trazido pela rotina. 3. "Primeiro de Maio": Conflito de um jovem operário, identificado como "chapinha 35", com o momento histórico do Estado Novo. 35 vê passar o Dia do Trabalho, experimentando reflexões e emoções que vão da felicidade matinal à amargura e desencanto vespertinos. Mesmo assim, acalenta a esperança de que, no futuro, haja liberdade democrática para que "sua" data seja comemorada sem repressão. 4. "Atrás da catedral de Ruão": Relato dos obsessivos anseios sexuais de uma professora de francês, quarentona invicta, que procura hipocritamente dissimular seus impulsos carnais. Aplicação ficcional da psicanálise: decifração freudiana. 5. "O poço": Joaquim Prestes, fazendeiro dividido entre o autoritarismo e o progressismo, é desafiado por um grupo de peões que se insubordinam, desrespeitando o mandonismo absurdo do patrão. 6. "Peru de Natal": Juca exorciza a figura do pai, "o puro-sangue dos desmancha-prazeres", proporcionando à família o que o velho, "acolchoado no medíocre", sempre negara. 7. "Frederico Paciência": Dois adolescentes envolvidos por uma amizade dúbia, de conotação homossexual, procuram encontrar justificativas para esse controvertido vínculo e se rebelam contra as convenções impostas pela sociedade. 8. "Nélson": Registro do comportamento insólito de um homem sem nome. Num bar, um grupo de rapazes exercita seu "voyeurismo" pela curiosidade despertada pelo estranho sujeito: quatro relatos se acumulam, na tentativa de decifrar a identidade e a história de vida de uma pessoa que vive ilhada da sociedade, ruminando sua misantropia. 9. "Tempo de camisolinha": Juca, posicionando-se novamente como personagem-narrador, evoca reminiscências da infância, especialmente do trauma que lhe causou o corte de seus longos cabelos cacheados. Reconcilia-se com a vida ao presentear um operário português com três estrelas-do-mar. Foco narrativo de 1ª pessoa - Centra-se no eixo de individualidade de Juca, protagonista-narrador. Por meio de evocação memorialista, em profunda introspecção, ele relembra a infância, a adolescência e o início de vida adulta. Foco narrativo de 3ª pessoa - Centra-se num eixo de referência social, de inspiração neo-realista. A denúncia de problemas sociais se alia à análise da problemática existencial das personagens. Espaço - Integra-se de forma dinâmica nos conflitos das personagens. Por exemplo, em "O poço", o frio cortante do vento de julho, no interior paulista, amplifica o tratamento desumano que o fazendeiro Joaquim Prestes dá a seus empregados. Personagens - Nas nove narrativas, evidencia-se um profundo mergulho na realidade social e psíquica do homem brasileiro. Os quatro contos de cunho biográfico e memorialista, centrados em Juca, promovem uma "interiorização" de temas sociais e familiares. Já os com enunciação em terceira pessoa apresentam personagens cuja densidade psicológica procura expressar a relação conflituosa do homem com o mundo. Em contos como "Primeiro de Maio", "Atrás da catedral de Ruão" e "Nélson", os protagonistas não têm nome: isso é índice da reificação e da alienação que fragmentam a existência humana na sociedade contemporânea. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A história é construída do ponto de vista da jovem Clarissa, personagem de romance homônimo do autor. Seu diário delineia um mundo interior emocionado e inquieto, oposto à monotonia e à decadência no mundo exterior. Agora com 16 anos e profesora em Jacarecanga, vive com a família que, de origem rica, está em declínio. Em meio à monotonia da cidadezinha do interior gaúcho e da tristeza pela dissolução de sua família, a jovem sonha com um acontecimento extraordinário. Este será através de sua aproximação crescente com o esquivo, agressivo e misterioso Vasco, que a desperta para o amor. Neste romance, que mereceu em 1935 o "Prêmio Machado de Assis", através de suas impressões vamos conhecendo as outras personagens: João de Deus, estancieiro arruinado; Jovino e Amâncio, ambos em dificuldades financeiras, dominados pelo vício; D. Zezé, uma velhinha que vive voltada para o passado; Cleonice e Pio, noivos há doze anos; Seu Leocádio, o velhote dos mistérios, dono do único telescópio que existe em Jacarecanga, charadista, poeta, músico e entendido em almanaques. Outras personagens desfilam, destacando-se entre elas Vasco, rapaz de aspecto selvagem, primo de Clarissa. O que vemos nessas páginas é a vida duma cidade do interior do Rio Grande desfilar em câmera lenta diante de nossos olhos. A história é escrita com simplicidade de linguagem e de construção. Faz parte da série de romances onde vemos Clarissa, Caminhos Cruzados e Um Lugar ao Sol. Música ao Longe ocupa um lugar definitivo na literatura brasileira e é uma dessas obras inteiramente realizadas, que tanto são lidas pelo seu valor intrínseco como pelo justo renome que possuem. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Dois Parlamentos é dividido em duas partes. A primeira é Congresso no Polígono das Secas, onde o autor compara permanentemente o sertão com um cemitério auto-suficiente, onde nasce e morre o sertanejo e nem mesmo os vermes proliferam. A segunda é Festa na Casa-grande. Nesta parte fala-se dos habitantes do engenho (os engenhos na época já eram poucos, definhando com a competição das usinas), sempre referidos pelo autor como cassacos (um pequeno mamífero), sempre pobres, sujos e famintos, com pouca instrução, chance de desenvolvimento e uma única certeza na vida: a morte na miséria. Todas as duas partes de Dois Parlamentos tem seus fragmentos precedidos por números aleatórios. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A História gira em torno da vida de Rubião, amigo e enfermeiro particular do filósofo Quincas Borba (maruja em "MP de BC"-1881). Quincas Borba vivia em Barbacena e era muito rico, e ao morrer deixa ao amigo toda a sua fortuna herdada de seu último parente.Trocando a pacata vida provinciana pela agitação da corte, Rubião muda-se para o Rio de Janeiro, após a morte de seu amigo, causado por infecção pulmonar.Leva consigo o cão, também chamado de Quincas Borba, que pertencera ao filósofo e do qual deveria cuidar sob a pena de perder a herança.Durante a viagem de trem para o Rio de Janeiro, Rubião conhece o casal Sofia e Palha, que logo percebem estar diante de um rico e engenuo provinciano.Atraído pela amabilidade do casal e, sobretudo, pela beleza de Sofia, Rubião passa freqüentar a casa deles, confiando cegamente no novo amigo. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A carta que Pero Vaz de Caminha escreveu para D. Manuel, o rei de Portugal na época do descobrimento do Brasil, relata com detalhes a chegada dos portugueses no Brasil, como foramos primeiros contatos destes com os indígenas e, a partir desta carta, podemos perceber as intenções portuguesas quanto à nova terra e, o que seria dela depois de então. A partida frota portuguesa de Belém-Portugal ocorreu no dia 9 de março, a chegada às canérias no dia 14 do mesmo mês, e no dia 22 chegaram à ilha de São Nicolau. Nodia 21 de abril, toparam com sinais de terra, o que eles chamam de botelho, espéciede ervas compridas. No dia seguinte, houveram vista de terra, que foi chamada de Terra De Vera Cruz, a qual tinho um monte alto, que recebeu o nome de o Monte Pascoal. Avistaram os primeiros habitantes da terra, os quais eram, de acordo com a decrição de Caminha, pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e narizes, nus, traziam arcos e setas, o beiço de baixo furado com um osso metido nele, cabelos corredios e corpos pintados. Com eles tentaram estabelecer um primeiro contato, o que foi uma surpresa, pois um deles começou a paontar para o colar de ouro do capitão da frota e, em seguida, para a terra, como se quisesse dizer que naquela terra havia ouro. A mesma coisa ocorreu com o castçal de prata e o papagaio. Ao verem coisas que não conheciam, faziam sinais, dando-se a entender que queriam propor uma troca.

Conclui-se então, que desta forma começou a troca de ouro, prata e madeira, por quinquilharis vindas da Europa. Os portugueses traziam os indígenas para as embarcações, a fim de estabelecer um melhor contato com os indígenas. No início, eles mostraram-se muito esquivos, mas com o passar dos dias, passaram a conviver mais com os portugueses e, até mesmo, à ajudá-los no que precisavam e levá-los às suas aldeias. Os portuguese realizaram uma missa, construíram uma enorme cruz. Tudo para mostrar aos nativos a acatamento que tinham pela cruz, ou melhor, pela religião. Desde já, possuíam a vontade de convertê-los à igeja, tendo em vista, sua inocência, já que faziam tudo o que os portugueses faziam ou mandavam... A intenção de dominé-los é facilmente observada na seguinte passagem : "Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parce-me que será salvar esta gente." veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
As lembranças da infância, dos campos onde nasceu, dos lugares preferidos, ou dos amigos inesquecíveis, fazem parte das memórias que fornecem lições de vida, e principalmente revelam os desejos mais guardados, ou aqueles nunca contados, por pudor ou por esquecimento. As presenças silenciosas dos desconhecidos ou simplesmente das sensações ou das emoções refletidas no outro, o amor, como razão ou como desejo de amar. Rubem Alves se apodera, várias vezes das vozes sutis e embriagadoras dos poetas, companheiros e amigos, para embelezar os seus pensamentos, traduzindo as delícias da vida, descrevendo as belezas da natureza, intensificando as emoções e marcando as passagens dos anos com a experiência da esperança. Compara os fenômenos naturais com as verdades da vida e da morte; contempla as belezas de cada momento, como se fossem as últimas. Demonstra que ser sábio é saber viver a eternidade, é reconhecer que os anos passam, mas o homem não passa. À medida que o tempo envelhece o corpo, o espírito enriquece e avoluma conhecimento e aprendizagem. Não deixa de viver, deixa de realizar ginástica atlética, mas movimenta-se com sofreguidão e suavidade. Não impedindo que a velhice seja a melhor idade, quando se é mais consciente, tolerante, ágil no pensar e com certeza, muito, mas muito mais feliz. È preciso não ser solitário, nem triste, é preciso amar a vida e, não ter medo da morte. Viver é o melhor remédio. Ascender a chama do amor, mantê-la viva; comungar do amor e não se deixar abater pelo vazio dos sofrimentos, nem pela podridão da inveja, e nunca, nunca ter vergonha de viver. A vida é boa, e nem quando o corpo fica abalado pela doença, o viço do gozo do gostar se perde. Pois, amar é tênue, puro, simples e expressa a complexidade. Busca a eternidade, precisa do acolhimento e almeja o simples encontro das almas verdadeiras. Se no percurso da vida não encontra seu par, espera, deixa passar, e no momento oportuno revive o tesouro escondido no silêncio das entranhas. Mas, juntar o amor à eternidade é viver com as mãos abertas, não prender a doçura e a fragilidade de amar, não segurar com a força os desejos, nem apertar entre os dedos o egoísmo da posse. É ser sublime, cativante e livre; ser suave, saber dar e, ao mesmo tempo receber nem que seja um pouquinho. É poder brincar com as emoções, estar atento à paixão, escutar o próprio coração; reviver as cenas românticas e alimentar essa memória poética. Assim, acontece o amor. Acreditar, mesmo que verdade e mentira se misturem e atropelem a saudade sentida. Eis o mistério do Universo: vida e morte se complementando. Morrer é muito estranho, leva a vida, deixa o espírito caminhando nas estrelas, percorrendo lugares nunca dantes visitados, cumprindo assim o seu percurso e a sua renovação. Então, é preciso viver e demonstrar a alegria. A sabedoria da vida está em apreciar cada momento presente, sem esperar nada em troca. Tratar a si próprio com um carinho especial, movimento tranqüilo de dar sem esperar, de ouvir sem explicar, de chorar no silêncio do seu íntimo... De ser bela sem ser perfeita... De embranquecer os cabelos sem perder a juventude... Sempre valorizando as incertezas.Descreve as paisagens refletindo as sensações e os sentimentos que palpitam no interior da alma humana, as memórias de lugares e cantos traduzem o cotidiano da vida dos que ali vivem. È um viver tranqüilo e sossegado, aprendendo a sabedoria da natureza, onde é possível ser ao mesmo tempo um louco e um santo,um poeta que retrata a vida, sentindo e vivendo o desconhecido e se alimentando da energia da Terra. Plantar nos jardins dos anos o mistério dos sonhos, escondendo no interior da terra os mais íntimos segredos, deixando brotar nos canteiros, o amor enlaçado na esperança. Sabendo aproveitar os momentos rápidos quando não se tem nada para fazer, transformando o tempo em prazer, em alegria de viver. Reconhecer a essencialidade da vida, percebendo que não há mundo sem chuva, sem água correndo, sem mar agitado, sem céu, sem lua, sem pôr-do-sol, sem ser essencial. Sempre buscando resolver as questões, mesmo aquelas esquecidas e reprimidas no interior da alma. A vida é boa, simples e encantadora, mas quando é testada pelo inverso, pela dor, se torna crua e dura, todavia é embalsamada pelas sinfonias de amor e de ternura, pela música e pelos silenciosos pensamentos do homem. Nada mais complexo do que a vida e suas escolhas, sabendo como e por que se procura uma coisa ou outra. Sutilmente, espreitamos o alvo escondido, o desejo não conquistado, sabido e não exposto, arraigado e confundido. As reflexões de Rubem Alves envolvem memórias, saudades e lembranças de momentos, de pessoas queridas e guardadas dentro do coração, paisagens embaladas de sentimentos e amores escondidos, vidas entrelaçadas e irremediavelmente transformadas pelo furor das crises financeiras; mudanças para a construção de consciências; vida e morte. Ambas andando lado a lado na renovação e na perpetuação das espécies. Aniversários confundidos, fotos penduradas, amareladas pelo tempo, inimigas da juventude, traduzidas pela coragem de envelhecer, pelo prazer de escrever, renovando as memórias de toda uma vida, trilhando os caminhos do amor, resgatando a criança que existe em cada um, sendo poeta, fazendo poesia dos rituais cotidianos,e principalmente, sendo alegre, descobrindo a felicidade, pois a alma é uma criança brincalhona! veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O realismo triunfaria de maneira total em A ferro e fogo. A saga da colonização alemã, particularizada na luta pela sobrevivência e na identificação com as condições históricas rio-grandenses por parte da família Schneider, lembra como processo narrativo O tempo e o vento, de Erico Verissimo. Porém o sopro épico que anima as páginas do escritor de Cruz Alta é substituído por uma preocupação maior com o prosaico, com a mesquinha luta cotidiana, com a tarefa inglória de resistência em meio a uma terra estranha. A grandeza semi-ociosa dos dominadores cede aqui lugar ao ramerrão do trabalho. Aos gestos de intrepidez do capitão Rodrigo Cambará contrapõe-se o buraco onde, por largo tempo, Daniel Abrahão se esconderá; aos papéis de comando militar de Licurgo e do Dr. Rodrigo, a função subalterna do oficial Phillip Schneider; ao agnosticismo dos Cambarás, a religiosidade primitiva que aproxima a família alemã de Jacobina Maurer, futura líder dos Mucker, único ponto comum: a força recôndita das mulheres, já que a imigrante Catarina tem muito de Ana Terra, mais ainda de Bibiana, com seu senso prático e seu desassombro. A história é virada pelo avesso. As atribulações, as guerras, os confrontos pelo poder descem dos céus sem que os imigrantes possam compreender o significado dos mesmos. Nada de ufanismo ou cantos laudatórios. Quando Phillip Schneider volta para casa, depois de ter lutado na Revolução Farroupilha e na Guerra do Paraguai (em A ferro e fogo - Tempo de Guerra ), ele não ganhou nada e seu único desejo é dormir.

Mais uma vez a metáfora da paz e do esquecimento. "Quando Jacob saiu, ele ficou afofando o travesseiro com as mãos, alisando os alvos lençóis e pala sua cabeça desfilaram todos aqueles bons companheiros que haviam ficado para trás. Mas quando assoprou a chama do lampião de bela manga lavrada e afundou a cabeça nos panos macios, dormiu logo, como se fizesse aquilo pela primeira vez na vida." Sempre chamou a atenção o carinho de Josué para com as suas personagens femininas. Você lê A ferro e fogo e descobre uma mulher como aquela Catarina. Pronto. Nunca mais as mulheres que você conhecer serão as mesmas. Mudaram também aquelas que você já conhecia antes de ler sua ficção. Nenhum escritor percebeu tão profundamente a índole da alemã imigrante quanto Josué. Quer dizer, a literatura brasileira deu a um Guimarães a tarefa de desvendar a alma tedesca num exílio optativo - o Brasil. A narrativa se passa no Rio Grande do Sul ( abrangendo as terra que hoje correspondem ao Chuí, Santa Vitória do Palmar, São Leopoldo, Porto Alegre, Rio Grande e Portão), no tempo do Império, num ambiente hostil, pobre e violento durante e após a guerra da Cisplatina, onde os personagens principais vivem em meio a bugres, negros, castelhanos, gaúchos, soldados e alemães. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Usando uma linguagem culta, barroca (exagerada), carregada de erudição, nos moldes dos cronistas portugueses, Herberto Sales nos conta a saga das famílias Golfão e Rumecão, instalados no interior da Bahia, precisamente em Cuia D’Água, próximo a Cachoeira e São Félix. Segundo o autor, o tempo passou sobre essas famílias e firmou os seus pareceres (a impressão que ficou de suas odisséias) e, sendo a epopéia de relevo, não deve ser desprezada ou ignorada. Por isso ele nos contará essa história. Herberto se coloca como porta-voz de Braulino José Golfão, o Ancião, um dos filhos gêmeos do casal Policarpo e Liberata que relatou a história dos seus pais ao autor; segundo Herberto Sales, causa estranheza a lucidez de Braulino, uma vez que este Ancião já contava com 132 anos e sabia detalhadamente dos fatos narrados no livro. A estrutura do romance é incomum, pois os capítulos são divididos em 54 livros numerados em algarismos romanos. Cada livro traz um argumento, espécie de sinopse, de resumo do que se narrará no capítulo. Obviamente, muito da narrativa está antecipada nos argumentos, mas a habilidade do narrador, que é onisciente, faz que ele seja limitado em alguns momentos do argumento, visando a criar expectativa no leitor. O próprio autor escreve o seu prefácio, dizendo pretender com isso, ser rigoroso consigo, vez que amigos costumam ser muito benevolentes com os prefaciados. Usa o prefácio para falar do prefácio o que é um excelente exercício metalingúistico. Ao longo da narrativa, o autor se coloca como um "contador de histórias", como se o leitor estivesse ao lado dele e, por isso, necessitasse tantas vezes checar, através da função fática da linguagem, se a mensagem está chegando ao receptor sem ruído. É muito freqüente esta verificação, a exemplo de: "Sabei que Policarpo Golfão chegou à pensão às 12 horas". Esta postura de contador de casos força o autor a usar uma incomum, mas correta construção gramatical no que tange ao uso do possessivo dele(s) / dela(s). Como emissor (narrador) e receptor (eu ou você) estão próximos e o narrador fala se dirigindo ao leitor, para evitar ambigüidade, usa esta estrutura: "Sabei que Policarpo Golfão chegou com seu cavalo dele". Essa construção, pouco usual, está prescrita como correta, de acordo com a norma culta gramatical e deve ser usada toda vez que, numa sentença, o uso do possessivo implicar ambigüidade quanto ao possuidor do elemento referido. O uso de inversões sintáticas (hipérbatos) é uma constante, haja vista que essas inversões aproximam a língua portuguesa do latim clássico, e o autor pretende uma narrativa no estilo cultista (linguagem rebuscada, sinuosa, carregada de erudição). A narrativa configura o texto como pertencente ao gênero épico/narrativo da literatura. O narrador-observador (foco narrativo em 3a pessoa quase na totalidade das vezes) mostra-se onisciente / onipresente, mas impassível diante dos fatos, vez que ele narra o que já aconteceu, sem possibilidade, portanto, de modificar algo na história narrada. No entanto isto não impossibilita a veia irônica de que é dotado o emissor. Apesar de ser apenas porta-voz do Ancião, Herberto Sales emite juízo de valor frente ao narrado, incorrendo na ironia sutil, que passaria despercebida ao leitor desavisado. Com maestria, enfatiza, por exemplo, a "piedade cristã" do capelão dos navios negreiros que, acompanhando o percurso dos negros naquela fatídica viagem – África/ Brasil – evitava que os negros mortos neste trajeto ficassem sem a palavra de Deus. (O Capelão tinha, como recompensa, direito a cinco escravos para serem negociados). Muitos dos negros morriam durante o percurso, mas a presença de Capelão garantia que eles morressem na fé cristã, haja vista que eram batizados dentro dos navios. O argumento histórico da narrativa é o seguinte: Policarpo Golfão, filho único de um fidalgo português que morreu numa batalha servindo ao Rei de Portugal, recebeu a título de indenização, uma sesmaria no Brasil, no interior do estado da Bahia, precisamente junto a Cachoeira e São Félix, lugar conhecido como Cuia D’Água. (Crítica à Metrópole que enxergava a Bahia como feudo da nação lusa.). Policarpo era proprietário de uma bela quinta em Portugal. Ao saber da doação do Rei, vendeu sua quinta e junto com um primo – Quincas Alçada – rumou para o Brasil visando a tomar posse do que era seu. Necessário é dizer que essa indenização do Rei veio a calhar, porque o filho do fidalgo era homem afeito a aventuras e, certamente, aqui, poderia participar de diversos feitos incomuns. Chegando ao Brasil, Policarpo e seu primo bastardo ficaram hospedados numa estalagem de um compatriota, Luis Vicente de Almeida, vulgo Almeidão, um homem de físico avantajado, daí o apelido. Esse português teria importância vital para os acontecimentos vindouros, e o autor nos antecipa isto, mas pretende esclarecer o assunto somente no momento aprazado (o escritor, mais ou menos à moda de Machado de Assis, conversa com o leitor, comentando, emitindo opinião sobre o assunto de que trata ou tratará). Assim que chegaram a Salvador, como eram cristãos, dirigiram-se à Igreja. Em seguida foram recebidos pelo Governador-Geral que oficializou, em cerimônia, a referida doação da "imensa sesmaria. No mesmo dia, Policarpo recebeu do governador o título de capitão-mor, o que lhe garantiria plenos direitos para reger sua sesmaria como se dela fosse o próprio Rei.(Espécie de senhor Feudal) No dia seguinte, Policarpo Golfão e Quincas Alçada foram ao Chega-Nego, lugar onde aportavam os navios negreiros que traziam negros da Costa da Mina, para o Brasil. Os dois portugueses precisavam de mão-de-obra para trabalhar na sesmaria. Almeidão os acompanhou . Antes de irem ao Chega-Nego, passaram na Igreja de Santo Antônio da Barra. (Ironia à prática cristã: antes de comprar homens para escravizá-los, vão receber a bênção de Deus para garantir o sucesso da empreitada.) Os dois primos souberam, através de Almeidão, que São José era uma espécie de patrono dos traficantes de escravos, vez que do alto daquele outeiro da Igreja de Santo Antônio da Barra, o casto esposo de Maria velava pela sorte dos navios que bravamente se arriscavam ao mar, rumo à África, em tão subida missão. (Ironia do autor e crítica ao uso equivocado dos preceitos cristãos adaptados a interesses vis). O Almeidão lhes contou que traficar negros não era vergonhoso para o português ou até para os colonos, e que até havia uma espécie de Irmandade protetora desses comerciantes em tão honrado ofício. O próprio Almeidão complementava sua renda com este comércio e esperava para aquele dia a chegada da corveta Augusta. Esclareceu os trâmites do comércio: os traficantes baianos, forneceram ao capitão da corveta Augusta uma grande quantidade de fumo comprado nas plantações de tabaco da Bahia. Este capitão levou o tabaco para comercializar em terras "d’além mar" e, em pagamento aos amigos, trouxe escravos da África em número anteriormente acertado e suficiente para ficarem quitados na transação. Infelizmente, desta vez, a corveta Augusta não apontou no Chega-Nego, pois estava com diversos negros contaminados de varíola, febres epidêmicas, sarna e doença dos olhos. O navio ficou afastado do porto, de quarentena imposta pela Inspeção de Saúde. Como sempre acontecia quando havia doentes a bordo, a embarcação ficou em Monte Serrat, aguardando que os enfermos melhorassem. Desta forma, os dois primos não puderam comprar escravos do Almeidão, mas no dia seguinte foram aguardar outra corveta, a Salve-Rainha, de onde compraram quinze escravos ao todo; esses escravos faziam parte de um lote pertencente ao Ouvidor-Geral, Teodoro Rumecão. (Notar a crítica irônica à Igreja Católica: os dois navios negreiros têm nomes sagrados – corveta Augusta – ligada a anjo; corveta Salve-Rainha – louvação à Virgem Maria). Herberto aproveita para criticar , sob a forma elogiosa – na verdade, uma grande ironia – o fato de os portugueses serem habilidosos na arte de "socar" tantos escravos – quinhentos – numa corveta muito pequena. Corria até uma legenda de que os navios portugueses eram pequenos por fora, mas grandes por dentro, tendo reconhecido este feito os holandeses , nesta época, seus rivais, neste comércio. A perícia náutica dos portugueses contribuía para isso: Holandeses transportavam trezentos escravos em grandes navios; já os portugueses, em pequenas caravelas, transportavam quinhentos homens. (Evidencia-se, aí, uma grande e irônica crítica ao povo português, avaro e desumano). O capelão de bordo do Salve-Rainha, além de ser parente do Ouvidor-Geral, Teodoro Rumecão, também foi amigo de infância de Quincas Alçada. Reencontraram-se, então, o que muito contribuiu para que os laços de amizade e apreço entre Quincas Alçada, Policarpo Golfão e os Rumecões fossem estreitados. Pe. Salviano contou a Quincas ter sido ajudado por dona Eponina, sua madrinha que, em carta ao parente Ouvidor indicou-lhe Salviano como padre para a colônia. Quincas confidenciou que também chegara à colônia graças à bondade do primo Policarpo Golfão. (Todos são oportunistas. É deste fio que se formará o tecido social brasileiro.) Sabendo que Policarpo havia sido condecorado com a medalha de capitão-mor, Padre Salviano julgou por bem levá-lo a visitar seu tio-avô, o Ouvidor-Geral, Teodoro Rumecão, em cuja casa habitualmente esse padre se hospedava. Depois da escolha de quinze bons negros para escravos, fortes como animais, rumaram para a casa do Ouvidor, conhecida na Bahia como o Solar dos Sete Candeeiros. Assim que chegaram ao solar, Policarpo viu Liberata, a filha solteira do Ouvidor e logo se sentiu atraído pela beleza desta moça. O Padre, observando que a moça prendia a atenção de Policarpo, explicou-lhe quem ela era. A moça desapareceu, enquanto o Padre mandava um escravo da casa guardar seus pertences num quarto do Solar dos Sete Candeeiros, onde costumava se hospedar. Foram recebidos pelo Ouvidor, muito solicitamente. Enquanto isto acontecia, Policarpo tinha o pensamento voltado para a bela jovem que havia visto. Conversaram sobre a colônia, sobre os preços dos escravos de um modo geral e do tempo requerido para o translado África/Brasil: mais ou menos quatro meses. Os negros chegavam em boas condições, na maioria das vezes, o que gerou uma carta do próprio Príncipe D. João, enviada ao então Governador, Francisco da Cunha Menezes, louvando a excelência deste surto de progresso no tráfico de escravos na Bahia. (Ironia do autor ao realçar um feito tão vil dos portugueses. É como se a carta de um Rei pudesse legitimar ato tão desumano). Concordando com o que dissera o Vice-Rei, Conde de Sabugosa em 1731, Policarpo reconheceu, durante sua conversa com o Ouvidor-Geral, que sem escravos, a colônia não poderia desenvolver seu trabalho na lavoura das fazendas de cana, tabaco e roças de mandioca. Policarpo comprou dez escravos do Ouvidor e cinco do Padre Salviano, todos provenientes do Salve-Rainha. O padre ficou feliz, pois todos já haviam sido batizados e, portanto, já tinham nomes de gente (crítica à aculturação do negro pelo europeu – além da crítica à escravidão). Herberto Sales chama a atenção do leitor para um molecote chamado Estevão e demais mulheres e homens jovens que sorriam em subserviência ao seu senhor (Policarpo). O Padre Salviano Rumecão disse a Policarpo enquanto observava os negros: "Agora é casá-los. Vão procriar, fácil e muito. Com dois casais desses produz-se toda uma escravatura." Os negros sorriam porque aprenderam que deveriam sorrir quando o padre lhes sorrisse. Havia uma escrava jovem que, por ser bela, Policarpo guardou o seu nome: Gertrudes. O autor antecipa que ela haveria de se tornar muito conhecida, mais adiante. (É marca do romance antecipar fatos e avisar da importância de certas personagens). Policarpo Golfão soube que sua sesmaria ficava situada numa região – Monte Alto – onde um irmão de Liberata – Sezefredo Rumecão – amante do campo e das letras, chamado na região de O Fidalgo, administrava uma fazenda do seu pai, produtora de cana-de-açúcar e fumo. Isto lhe foi dito pelo Ouvidor-Geral. Quando saiu, neste dia, do Solar dos Sete Candeeiros, Policarpo vislumbrou Liberata à distância e teve a certeza de amá-la. Chegando à pensão de Almeidão, o Capitão-Mor tomou conhecimento de que Rosa, esposa do Almeidão, era íntima de Liberata, pois era sua costureira. Coberto de honradez, propôs a Rosa – mulher muito digna – que levasse até à donzela uma carta de amor, pedindo-a em namoro. Policaro e Quincas saíram da hospedaria de Almeidão para viajar, mas antes o Capitão pagou regiamente sua estada por lá. Antes da partida assistiram à missa na Sé, oficiada pelo Padre Salviano, que se queixava de más notícias. O Rei de Portugal havia mandado adaptar (limitando) a lotação dos navios negreiros a depender da capacidade de cada navio. Obviamente, o padre ficou possesso, porque, pelas leis do Reino, não poderiam mais trazer homens amontoados; trariam apenas aqueles que pudessem ser transportados com um mínimo de condição de sobrevivência. (Forte crítica à Igreja, visto que o padre ficou contrariado com o prejuízo). Notar a pressão da Inglaterra sobre a Metrópole. Depois deste contato com o padre, Policarpo, Quincas e Almeidão foram se encontrar com um homem – Mestre Manoel – um competente navegante que singrava as águas da Baía de Todos os Santos. Um descendente desta personagem está no romance Jubiabá, de Jorge Amado (intertexto). Interessante é notar que Herberto Sales é autor neomoderno – publicou Os Pareceres do Tempo em 1997 , enquanto Jorge Amado é autor da 2a fase moderna, tendo publicado o livro Jubiabá em 1935 . Como Herberto Sales ambienta o seu romance no século XVIII, e Jorge Amado no século XX, apesar da precedência literária da publicação de Jorge Amado, num fingimento poético, Herberto Sales diz que "o seu" Mestre Manoel é antecedente dos demais. Caracteriza-o como um português que vivia amigado com uma mulher negra (sua escrava, de nome Maria). Tinham seis filhos, dentre os quais apenas um era homem: Manoelzinho, uma criança já afeiçoada às artes da navegação –. Mestre Manoel disse aos conterrâneos que aquela era a sua Maria – concubina com quem procriava a sua prole baiana, em doce mestiçagem (referência às nossas matrizes étnicas, à formação do povo brasileiro). Policarpo estranhou o nome do barco "Viajante sem Porto". O Mestre disse-lhe que este era o nome de um outro barco que pertencera ao seu pai. Confessou a Policarpo desejar que seu único filho homem, Manoelzinho, seguisse a tradição da família. (Na verdade literária, esse desejo se transforma em realidade, haja vista que o Mestre Manoel, personagem de Jubiabá, é descendente deste navegador que aparece em Os Pareceres do Tempo). Os escravos comprados por Policarpo Golfão foram trazidos acorrentados pelas ruas – costume da época – até o barco do Mestre Manoel; eram puxados pelo capitão do mato de Teodoro Rumecão, homem incumbido de levá-los e deles tomar conta até chegarem à embarcação. Quando chegou ao barco, Policarpo se encontrou com um primo do Mestre Manoel, o José do Vale, que, a partir daí, seria o Capitão do Mato de Policarpo Golfão. Seguiram viagem. O autor, num exercício lúdico, deseja que num futuro que há de vir ("Praza Deus": linguagem dos cronistas portugueses) possa haver um escritor que se encante com as belezas da Bahia e cante-as divulgando-as mundo afora. "Prevê" a possibilidade de esse poeta falar talvez de um novo "Viajante sem Porto" e de um novo Mestre Manoel, – isso acontece com Jorge Amado, em Jubiabá –. Assim, a "previsão" de Herberto, na verdade, é uma "pós-visão". Os viajantes chegaram à Cachoeira, onde haveriam de tomar outra embarcação mais tarde. Mestre Manoel retornou, enquanto os escravos foram para uma senzala pública, amarrados por cuidado e uso. Um espanhol, chamado De La Vara tomaria conta dos negros enquanto os demais ultimariam preparativos para seguirem viagem. Passaram-se nove dias entre compra de animais e objetos necessários à instalação da casa na sesmaria. Contrataram o Mestre de Obras Joaquim Dinis e mais um auxiliar de Capitão do mato, o Bertoldo, português da Ilha da Madeira. O filho do Joaquim Dinis, Serafim, também viajaria na comitiva. O padre Rapalho, exímio pregador contra o Demônio no Recôncavo, benzeu a comitiva e partiram com cavalos e carros de bois repletos de mantimentos e escravos muito apertados. Transcorridos vinte e cinco ou trinta dias, chegaram à Vila de Monte Alto. O jesuíta, Padre Gumercindo, há muito se ocupava da pacificação dos índios maracás, habitantes deste território. Esse padre, português da Companhia de Jesus, mostrava-se bondoso com os índios, mas exercia sua bondade com sabedoria medida para pacificá-los. O padre Salgado era também seu aliado. Policarpo visitou Sezefredo Rumecão, o Fidalgo, na companhia do padre Gumercindo. Ficaram amigos e o Fidalgo disse conhecer as terras da sesmaria de Policarpo que faziam divisas com as suas em Cuia d’Água. Foi convidado a pernoitar com o Fidalgo, juntamente com os padres, na agradável residência de Sezefredo. O Fidalgo acompanhou Policarpo, na manhã seguinte, a uma visita pelas terras da Vila. Ao ouvir o badalar dos sinos da missa, Policarpo, contrito, prometeu a si mesmo mandar construir uma igreja naquele local. Parando sobre o vale das terras de Policarpo, observaram ser aquela a vista mais bela da região, coberta de arbustos em flor. Em especial havia um imenso pé de Ipê Amarelo que, florindo, cobria o chão como tapete natural. Policarpo encantou-se pela árvore e resolveu ao lado dela construir sua casa, no alto de uma bela colina. Notava-se, nas terras, uma trilha e Sezefredo disse a Policarpo que Liberata ficava horas a apreciar a paisagem junto ao Ipê quando ali esteve a passeio. A coincidência tocou fundo o coração apaixonado de Policarpo. Conversaram sobre pecuária, uma das fixações do Capitão-Mor. Disse o Fidalgo que tinha algum gado em suas terras, bem como pastagens. Policarpo avistou do alto algumas cabanas indígenas em suas terras. Reclamou e ouviu do Fidalgo que nada havia o que temer. Eram índios pacificados pelos jesuítas. Antes, eram ferozes, atiravam e matavam muitos portugueses ilustres, mesmo tendo estes apresentado aos silvícolas seus documentos de posse de terra cedidos pelo Rei. Policarpo reconheceu o trabalho nobre executado pelos jesuítas. Mesmo assim, ainda ficou temeroso frente aos silvícolas, até saber que a maioria dos fazendeiros tinham índios como trabalhadores de suas terras, trabalhando em sistema de "meia", embora julgassem os negros mais rijos. Começaram as obras de construção da casa, que em pouco tempo ficou pronta. Apesar de ter trazido dinheiro suficiente de Portugal, Policarpo passaria por apertos financeiros, pois era perdulário e gastava sem reservas. O Fidalgo, pouco a pouco, vai enredando Policarpo em dívidas, deixando para receber o que fornecia ao Capitão-Mor em outra ocasião. Trazia para Policarpo gado e demais objetos para a construção da casa, sempre insistindo que o pagamento fosse deixado para depois. Sem o saber, Policarpo estava sendo vítima de uma trama do Fidalgo que intentava deixá-lo empobrecido para que tivesse necessidade de vender (ao Fidalgo) parte das terras mais produtivas da sesmaria, dotadas de reservas de água em profusão. O Capitão-Mor tornava-se bem quisto nas redondezas, pois era pródigo. Quando passeava pela vila montado em um belo cavalo, era uma figura carismática, o que fazia o povo cantar ao vê-lo: "Lá vai Policarpo Golfão No seu cavalo alazão" O capitão foi conhecer o acampamento dos índios que, cabisbaixos, saudavam o chefe, receptivos, embora houvesse uma certa tensão no ar. Trabalhavam na lavoura e já haviam sido batizados. Policarpo comunicou a Quincas Alçada, reservadamente que Quincas precisava partir para a Bahia. Entregou-lhe uma carta atada a um laço. Pediu-lhe que fosse entregue a um homem de confiança. Sabia que esta carta, passando por Almeidão e Rosa, chegaria a Liberata. Tudo em segredo. Ele havia resolvido escrever à donzela Liberata, reiterando seu amor e prometendo ir à Bahia, mais tarde, a negócios como dizia, mas sabia que era para vê-la. Partindo Quincas, Policarpo assumiu sozinho o comando da fazenda. Tudo transcorria normalmente. Uma das escravas, a Gertrudes, fazia queijos na cozinha quando foi assediada por Policarpo que, atônito, via em Gertrudes a amada Liberata. Chegaram a se beijar mas Policarpo saiu assustado pela queda moral por que passara. Aproveitou Policarpo o tempo para estreitar laços com os maracás. Padre Gumercindo, muito próximo dos índios, apresentou-o como o legítimo dono das terras onde habitavam os maracás. O Fidalgo sempre se aproximava para apreciar as terras de Policarpo. Embora não demonstrasse, nutria muita inveja por elas. Durante a construção da casa, um trabalhador de Policarpo foi picado por uma cobra. Ao tentar matá-la o capitão se desequilibrou emocionalmente, demonstrando extremo pendor para a violência. Esse aspecto da personalidade do Capitão-Mor ficará patente no clímax do romance. Padre Gumercindo chegou para apresentá-lo aos maracás como senhor deles. (Há forte crítica à Igreja Católica). Um índio – Nicodemus – (ex-Siminu), por entender a língua dos brancos, serviu como porta-voz de Policarpo. Disse aos outros índios o que o padre desejava e Policarpo queria que os índios ouvissem. "Este é o seu Senhor, ele é bom; deverão plantar em meia; se houver sobra na lavoura, ele comprará." Depois de algum tempo chegou à Cuia d’Água o Quincas com uma carta de Liberata aquiescendo com o namoro. Policarpo resolveu ir à Bahia de repente, logo após a festa da cumeeira. Os índios compareceram à festa junto com os negros. Desconfiados, os índios não dançaram durante os festejos da casa grande, ao contrário dos negros que cantavam e dançavam, usando cânticos africanos. Durante esta festa, Quincas se aproximou da bela índia Iuru. Perguntou a Nicodemus quem era ela (aqui, ele não é citado como ex-Siminu, como se houvesse reagido e se tornado de novo índio frente à ameaça à honra da índia-irmã). Nicodemus disse: "Ela é filha da índia Iacina. É minha irmã". Quincas costumava sumir, atrás da índia Iuru. A vida continuava a mesma, com escravos sendo castigados pelo capitão do mato. O negro Estêvão demonstrava nutrir uma paixão por Gertrudes, que nada demonstrava sentir por ele. Esta negra revelava uma paixão mal contida pelo patrão, e Estevão percebeu isto guardando rancor frente a esta trama urdida pelo destino. Estêvão notou a paixão de Gertrudes, ressentiu-se, mas nada pôde fazer. Apenas existia a revolta e a inveja. Um dia, Quincas foi ao aldeamento dos maracás e chegou à cabana de Nicodemus (ex-Siminu). Sabia que ali encontraria Iuru (batizada Joana). Não a encontrou e soube por Iacina que a índia fora ao rio pescar. Quincas a procurou, perguntou se queria se casar com ele e ela procurou fugir dele, dizendo ser ele homem branco. Mesmo que quisesse, não poderia se casar com um branco, pois a tribo não aceitaria. A índia fugiu como animal assustado, e Quincas ficou cada vez mais ligado a ela. Depois de algum tempo, houve a festa de Senhor dos Passos, à qual todos compareceram. A imagem da índia perseguia Quincas, enquanto Policarpo dividia-se entre a idealização de Liberata e a lascívia que nele despertava a negra Gertrudes. Policarpo viajou à Bahia sem deixar claro o motivo. Precisava resolver coisas urgentes. A sesmaria ficou sob o comando de Quincas. Ao chegar a Salvador, o capitão procurou Liberata e teve alguns encontros com ela na Igreja da Barroquinha. Ele queria pedi-la em casamento. Policarpo pretendia trazer tropas de gado do Piauí e Maranhão em parceria com Garcia D’Ávila. Fez contato com Garcia D’Ávila e planejou viajar com vaqueiros levando Almeidão que, em virtude de o tráfico de negros estar em baixa, viu a chance de ficar rico com o gado tropeiro. Policarpo se encontrou com Liberata e o amor puro dos dois cresceu. O Capitão-Mor saiu em longa viagem, foi bem sucedido nos negócios e retornou mais rico. Todos estavam bem de dinheiro. Policarpo doou ao padre Salviano grande soma em dinheiro para que ele fosse a Roma encomendar uma grande imagem de Senhor dos Passos. Policarpo, agora, resolveu pedir Liberata em casamento. Ouviu de Teodoro Rumecão que a moça já estava prometida a um primo, médico, em Portugal. Decepcionado, tramou a fuga com ela. Pediu a Rosa, esposa de Almeidão, que fizesse um enxoval perfeito para uma sobrinha (de Policarpo) que vivia em Portugal. Disse a Rosa que a moça tinha o corpo de Liberata e que a costureira poderia tomar por ela a medida e o gosto. Pagou antecipada e regiamente a Rosa que se esmerou, crendo no Capitão. Policarpo tentou agir de outra forma. Recorreu aos tios de Liberata mas nada resolveu. O pai da moça não permitia o casamento. Ela, muito consciente de sua situação, fugiu da casa dos pais, durante uma madrugada, montada num cavalo com o amado. Como ele a respeitasse, ela ficou hospedada num convento até correrem os papéis para o casamento. Afinal, casaram-se e só depois disto tornam-se realmente marido e mulher. A felicidade durou pouco, pois Liberata soube da morte do pai (de desgosto), ainda durante a sua lua-de-mel. Apesar disto, mantiveram-se unidos e se amando. Partiram para Cuia D’Água. Quando passaram pela Vila, chamaram a atenção dos moradores sem saber por quê. Chegando à fazenda encontraram tudo devastado. Campos destroçados, a casa queimada, os escravos haviam fugido e os índios destruíram com furor o que puderam. Dos empregados, ficaram apenas Gertrudes e o Capitão do Mato José do Vale. Policarpo caiu numa prostração jamais vista; sua ira era imensa. O Capitão do Mato João do Vale contou o ocorrido: os índios encontraram Quincas Alçada com Iuru. Levaram a índia, mataram Quincas e puseram fogo à casa grande. Todos os escravos aproveitaram para fugir, exceto Gertrudes (por razões bem particulares) Policarpo entrou em choque e Liberata se mostrou uma mulher forte. A partir de agora, com humildade, Gertrudes ajudou à senhora. Policarpo chorou a morte do primo que tinha como irmão e prometeu uma vingança contra os maracás jamais pensada. Neste meio tempo, o Fidalgo mandou-lhe cobrar o que era devido. Policarpo transtornou-se. Mandou construir um túmulo suntuoso para o primo e arregimentou homens para saírem em caça aos maracás. A partir daí, vai gastando todo o dinheiro (e era muito) de que dispunha. Saiu em várias expedições deixando Liberata cada vez mais só. Quando passava, o povo cantava essa melodia: "Lá vai Policarpo Golfão No seu cavalo alazão Com Liberata no coração" Liberata engravidou e requereu para si duas pessoas que lhe faziam companhia e o enxoval. Policarpo voltava cada vez mais possesso das expedições, pois apesar de chegar perto, não conseguia pegar os índios. Gastou muito nestas empreitadas e tomou-as como obsessão. Liberata se sentia mais só e triste. Contou com os empregados e com a fidelidade de Gertrudes. Policarpo foi obrigado pelo Fidalgo – neste momento de relações rompidas – a ceder uma parte de suas terras para quitar dívidas que foram contraídas anteriormente. Ficou desolado. Saiu, um dia, numa outra expedição. Encontram um índio que, forçado, levou-os ao acampamento dos maracás. Policarpo conseguiu a sua vingança, pois foi ele quem matou o índio Siminu – "agora sou Siminu ; Nicodemus é nome de branco". Ateou fogo no aldeamento, destruindo tudo. Retornou exultante, muito embora tivesse sido ferido numa perna, o que lhe deixou uma manqueira como seqüela. Ao chegar em casa soube da tragédia que se abateu sobre ele. Liberata dera à luz dois meninos: Braulino José (nome do seu avô paterno) e Joaquim (nome do saudoso Quincas Alçada). Não resistira à série de desenganos; enfraquecida, morrera poucos dias após o parto, sem rever o amado. Policarpo, enlouquecido de dor, não sabia o que fazer. Soube que o Fidalgo dera assistência à irmã. Grato, procurou-o e ele recusou-se a falar com Policarpo. Abatido, envelhecido, Policarpo se dedicou a prestar uma homenagem à morta: mandou erguer um rico mausoléu para a amada. O ferimento na perna de Policarpo se agravava. Ele não conseguia cuidar dos filhos que ficaram sob a proteção de Gertrudes – agora,governanta da casa e sua comadre, para impedi-lo de ser tentado. Recebeu finalmente a imagem de Roma. Houve intrigas para que a Igreja prometida não fosse erguida,pois a família de Liberata estava ressentida com o Capitão e era muito influente junto à Igreja, o que fazia que os padres se opusessem à construção de uma igreja dentro de um território particular (crítica à Igreja Católica, parcial, mestra na arte de jogos de interesse). A música popular mudou: "Lá vai Policarpo Golfão No seu cavalo alazão Levando com devoção A sua igreja no coração" Gertrudes passou de escrava a gerente dos bens de Policarpo, mostrando-se uma personagem evolutiva. Cuidava das crianças como se fora sua mãe. A igreja foi se erguendo aos poucos. Policarpo refugiou-se em suas lembranças, preferindo a companhia do Ipê. Um dia, Policarpo sentou-se sob o Ipê Amarelo florido. Abriu as mãos como para abraçar as flores e foi encontrado morto. Nos registros finais, o autor finaliza o romance elucidando, neste epílogo, o que aconteceu com as personagens principais envolvidas na trama. Retorna, então, ao presente, e, numa espécie de "vôo panorâmico", percorre, hoje, os locais que serviram de palco para a trama romanesca, dando-nos o resultado do que "viu" por lá. O autor resume assim o final: Policarpo deixou seu testamento numa cômoda, no "quarto da finada". Lá, havia uma cópia para o Pe. Gumercindo e outra para Gertrudes. Nesta carta-testamento, Policarpo deixava uma quantia em dinheiro para que os dois concluíssem a construção da Igreja de Senhor dos Passos em Cuia D’Água. Também orientava os dois no sentido de levantar fundos, com a venda de terras e gado, caso necessitassem de mais dinheiro para a conclusão da obra, o que não foi necessário, pois Gertrudes se empenhou em fazer que a construção continuasse com a organização que era peculiar a esta personagem. Em pouco tempo a construção ficou pronta. A Igreja demorou de ser inaugurada, porque o bispo da diocese, D. Abelheira, era amigo fiel de Theodoro Rumecão e do Fidalgo. Guardava, por isso, rancor de Policarpo e usou a sua força para impedir que a Igreja fosse reconhecida, alegando que se tratava de uma construção particular, não cabendo ao Vaticano tomá-la como entidade cristã, a si vinculada diretamente. O Pe. Gumercindo, por ter se empenhado na construção e legitimação da Igreja, foi transferido para a paróquia de Caixa-Prego. Segundo vontade expressa de Policarpo, seu corpo foi enterrado no pequeno cemitério da fazenda, junto com a sua inesquecível Liberata. As regiões de Monte Alto e Cuia d’Água acabaram se fundindo numa só cidade. Ao centro desta cidade numa praça que traz o nome de Policarpo Golfão, hoje está situada a Igreja de Senhor dos Passos, erguida pelo Capitão. Os filhos de Liberata e Policarpo tiveram destinos diferentes: Joaquim Rumecão Golfão foi mandado por Gertrudes à Cachoeira e depois à capital para estudar. Não se formou. Foi boêmio e retornava a Cuia D’Água para vender seu patrimônio. Acabou morrendo tuberculoso num sanatório em São Paulo. Braulino José Rumecão Golfão foi estudar na capital, formou-se advogado mas jamais exerceu a profissão. Retornou depois a Cuia D’Água amancebou-se com uma índia maracá, com quem depois se casou (após o nascimento do oitavo filho). Viveu ali até os 132 anos. Meses após seu depoimento ao autor, morreu e hoje, como seu pai, sua mãe e Gertrudes, encontra-se enterrado no cemitério da fazenda em Cuia D’Água. Personagens Principais Policarpo Golfão: recebe uma sesmaria na região de Cuia D'água, no interior da Bahia. Foi uma forma que o governo Português encontrou para idenizá-lo pela morte do pai. Joaquim Manuel Alçada Golfão(Quincas Alçada): Primo de Policarpo, vem com ele ao Brasil. Se apaixona pela índia Iuru. Almeidão: dono de pensão, e depois se torna sócio de Policarpo em negócios de gado. Teodoro Rumecão: ouvidor-geral e pai de Liberata. Liberata: mulher amada por Policarpo. Padre Salviano Rumecão: sobrinho de Teodoro Rumecão, traficava escravos. Sezefredo e Vitorino Rumecão: negociantes de escravos e donos de uma olaria. Padre Gumercindo e Salgado: responsáveis pela catequese dos índios. Nicodemos: índio que foi batizado, pela catequese, e passa a se chamar Sinimu. Assassina Quincas Alçada. Iuru: índia por quem Quincas se apaixona, era irmã de Nicodemos. Garcia D'Ávila: homem mais rico e o maior proprietário de terras do Brasil. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Os Dragões (RUBIÃO, 1997: 137-142)

Os Dragões conta a história de uma pacata cidade do interior que desavisadamente recebe, como “hóspedes”, dragões. A princípio a cidade se divide entre aqueles que são a favor da permanência dos visitantes e aqueles que são contra, sendo os últimos a maioria, liderada pelo padre da cidade. A cidade está tão cindida, que há dissensões inclusive sobre a real natureza dos hóspedes: o gramático diz serem uma fraude, “[não passam de] coisa asiática, de importação européia” (p.137); o padre diz serem demônios, “apenas as crianças, que brincavam furtivas com os nossos hóspedes, sabiam que os novos companheiros eram simples [?!] dragões. Entretanto, elas não foram ouvidas” (p.138). O vigário quase chega a convocar uma inquisição contra os “hóspedes”, mas aos poucos é dissuadido. Os moradores encontraram utilidade para os dragões na função de animais de tração. Um professor da cidade, decidido a educá-los, toma-os sob sua tutela. Passado o assombro inicial, os dragões passam a integrar a sociedade e freqüentar a escola, mas não conseguem largar a boemia e os excessos e todos, à exceção de dois, morrem:



Dois sobreviveram, infelizmente os mais corrompidos. Melhor dotados de astúcia que os irmãos, fugiam, à noite, do casarão e iam se embriagar no botequim. O dono do bar se divertia vendo-os bêbados, nada cobrava pela bebida que lhes oferecia. A cena, com o decorrer dos meses, perdeu a graça e o botequineiro passou a negar-lhes álcool. Para satisfazerem o vício, viram-se forçados a recorrer a pequenos furtos (pp. 138-139).



Os dois sobreviventes são irmãos. O primeiro, um libertino, começa um caso com uma mulher casada e é assassinado sob suspeitas circunstâncias: “...atribuíram sua morte a tiro fortuito, provavelmente de caçador de má pontaria. O olhar do marido desmentia a versão” (p. 140). O segundo continua seus estudos até que, em uma visita de circo, é seduzido pela trapezista que o seqüestra e o transforma em atração circense. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Narra a história de Félix, emocionalmente instável e sacudido a todo momento por impulsões de ciúme na conquista da viúva LÍVIA. Cansada do comportamento de Félix, Lívia decide tornar definitiva a separação. “Não sei o que deva pensar deste livro, ignoro, sobretudo, que pensará dele o leitor.

A benevolência com que foi recebido em volume de contos e novelas, que há dois anos publiquei me animou a escrevê-lo. É um ensaio. Vai despretensiosamente às mãos da crítica e do público, que o tratarão com a justiça que merecer “. E, concluindo a Advertência: ”Minha idéia ao escrever este livro foi pôr em ação aquele pensamento de Shakespeare: Our doubts are trauitor, And make us lose the good we oft might win By fearing to attempt. Não quis fazer romance de costumes; tentei o esboço de uma situação e o contraste de dois caracteres; com esses simples elementos busquei o interesse do livro. A crítica decidirá se a obra corresponde ao intuito, e, sobretudo se o operário tem jeito para ela. É o que lhe peço com o coração nas mãos". veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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