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A Educação pela Pedra - João Cabral de Melo Neto
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Narra a história de Félix, emocionalmente instável e sacudido a todo momento por impulsões de ciúme na conquista da viúva LÍVIA. Cansada do comportamento de Félix, Lívia decide tornar definitiva a separação. “Não sei o que deva pensar deste livro, ignoro, sobretudo, que pensará dele o leitor.

A benevolência com que foi recebido em volume de contos e novelas, que há dois anos publiquei me animou a escrevê-lo. É um ensaio. Vai despretensiosamente às mãos da crítica e do público, que o tratarão com a justiça que merecer “. E, concluindo a Advertência: ”Minha idéia ao escrever este livro foi pôr em ação aquele pensamento de Shakespeare: Our doubts are trauitor, And make us lose the good we oft might win By fearing to attempt. Não quis fazer romance de costumes; tentei o esboço de uma situação e o contraste de dois caracteres; com esses simples elementos busquei o interesse do livro. A crítica decidirá se a obra corresponde ao intuito, e, sobretudo se o operário tem jeito para ela. É o que lhe peço com o coração nas mãos". veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Naturalismo. Luzia-Homem é um exemplo do Naturalismo regionalista. Passado no interior do Ceará, nos fins de 1878, durante uma grande seca, vai contando a história da retirante Luzia, mulher arredia, de grande força física (o apelido Luzia-Homem provém desta força que lhe permitia trabalhar melhor que homens fortes). Luzia trabalha na construção de uma prisão e é desejada pelo soldado Capriúna. Mas Luzia não se interessa por amores e mantém uma relação de amizade e ajuda mútua com Alexandre. Após Alexandre propor-lhe casamento (existe por toda a história a relutância de Luzia de admitir que gosta de Alexandre), este é preso por roubar o armazém do qual era guarda. Luzia passa visitar-lhe na prisão e sua amiga, a alegre Teresinha, para cuidar de sua mãe doente. Após um certo tempo, Luzia para de lhe visitar na prisão. Ao fim Teresinha descobre que Capriúna era o verdadeiro ladrão e uma das assistentes de Luzia (ela havia sido dispensada e depois voltara ao trabalho, mas como costureira) lhe falar que a testemunha contra Alexandre mentia, o culpado é preso.

A família de Teresinha aparece (ela havia fugido de casa com um amante que morreu meses depois) e ela, humilhada fica subserviente a eles, especialmente ao pai que a rejeita. Luzia descobre isto e, depois de um interlúdio, convence-a a viajar com ela, migrando para o litoral. No caminho Capriúna se liberta e vai ataca Teresinha, a culpada de sua prisão. Encontrando Luzia, mata-a e acaba caindo de um desfiladeiro. Marcado pela fala característica dos personagens, Luzia-Homem mantém duas características clássicas do Naturalismo por toda obra: o cientificismo na linguagem do narrador e o determinismo (teoria de que o homem é definido pelo meio). veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Há de tudo neste desconcertante e caliente "mafuá" que agora se lê sob o título de Amar se aprende amando, no qual se colhem de imediato duas raras lições: uma primeira, de ousada simplicidade e que se dá logo à tona de seu enunciado, onde o autor permite a audácia de reunir três verbos, cada um deles em voz distinta; e uma outra, mais funda e talvez difícil, que nos ensina essa prática (tão trivial não fosse hoje absurdamente anacrônica) cuja eficácia reside apenas na elementar e irretorquível verdade de que só se aprende mesmo fazendo. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Romance narrado em 3ª pessoa. Regionalismo alemão - histórico e ficcional.É a história de Guilherme Sonne, neto de Julius Sonne, filho de Julius Humberto Sonne, descendentes do 1º colonizador alemão vindo para Blumenau no século XVIII. Humberto Sonne é protagonista do romance Verde Vale; No Tempo das Tangerinas é, portanto, uma seqüência da colonização de Blumenau. O livro se inicia com a bela descrição da paisagem local, da família Sonne, o pai, a mãe Lucy, que teria vindo para o Brasil fugindo da 1ª Guerra Mundial, e seus 10 filhos: Humberto-Gustavo, Guilherme, Wilhelm, Julius, Arnaldo, as irmãs Margeritha, Emma, Anneliese, Priscila e a temporã Kátia. É neste cenário que a família recebe notícias de uma 2ª Guerra Mundial, que seguem ouvindo informações pela emissora alemã. Blumenau ainda era extensão da Alemanha, falavam a mesma língua, tinham as mesmas tradições; a diferença é que lá reinava a miséria, a doença, aqui a fartura. No mês de maio, as tangerinas carregavam as árvores dos morros e exalavam um aroma inesquecível por gerações; para lá que as crianças se dirigiam, faziam suas brincadeiras e discutiam as dificuldades da guerra. Com o ingresso do irmão mais velho no Exército, Guilherme fará os serviços mais pesados; Cristina, bisneta de Humberto Sonne, viria para o Brasil fugindo da guerra, e Guilherme nutrirá paixão platônica pela prima até se apaixonar por Terezinha, descendente de italianos, provinda de Biguaçu, motivo de rejeição da mãe por considerá-la miscigenada. Também foi por racismo que Guilherme não soube do parentesco com o mulato Alex Westarb, seu primo, fruto da união do tio Reno e Elisa, uma mulata brasileira. Lucy se abate ao saber que o navio Bismarck fora afundado e não via a hora de a Alemanha se reerguer e ser vingada (lembrou-se da 1ª Guerra). Guilherme servirá o Exército e saberá da gravidez de sua mãe, seu décimo irmão, na verdade Kátia, uma irmã. No serviço, Emma o substituirá e, com tino para os negócios, prosperará. Em janeiro de 1942 o Brasil rompe relações com o Eixo - Alemanha, de ameaça passará para a condição de inimiga para os brasileiros, motivo de muita dor para quem tinha dupla nacionalidade. Soldados brasileiros invadem a casa dos Sonne e o Brasil declara guerra à Alemanha. Humberto-Gustavo será obrigado a ir para a guerra, mas Guilherme, na véspera, contrairia malária, o que o poupou de ir a campo e o medo de perder o filho, fez Lucy aceitar seu namoro com Terezinha.A guerra continuava assustadora, Emma é presa por estar falando Alemão com outras moças. Guilherme e Terezinha se casam, mas quando é novamente convocado para se alistar, a febre reaparece, salvando-o. Humberto volta da guerra, marcado por granadas, deixa para trás os companheiros Klaus e Dirceu. Nasce em 1945, Lucy Maria Sonne, filha de Guilherme e Terezinha. 30 anos após a guerra, o herói está amadurecido, perceberia que a guerra não acabava nunca e que o tempo das tangerinas, marca de sua infância e inocência, voltava sempre, fazendo-o esquecer, com seu aroma, as dificuldades do dia-a-dia. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Maíra, publicado pela primeira vez em 1976, é bastante oportuno para entender o conflito de seres que se separam das suas raízes culturais e buscam recuperar sua identidade. Em Maíra, Darcy Robeiro revive as emoções dos anos em que conviveu com os índios, seu tema é a dor e o gozo dos índios.

O livro narra a história de um índio que, adotado por um padre e convencido a seguir o sacerdócio, questiona sua verdadeira fé e entra em conflito por ter abandonado seu povo.

Os dois personagens principais, o índio Avá e a jovem loura Alma, por vezes se perdem na busca de uma integração sem conflitos, enveredando pelo caminho da auto-destruição. Avá saiu de sua aldeia ainda menino, para se tornar sacerdote cristão e “aprender com os padres a sabedoria dos caraíbas”. Depois de ir até Roma, ele volta para sua tribo como se tivesse “perdido a alma, roubada pelos curupiras e vivido por anos a fio como bicho entre os bichos”. Seu drama instiga o leitor na sua volta: “Tudo que tenho são duas mãos inábeis e cabeça cheia de ladainhas. E este coração aflito que me sai pela boca”.

Em alguns momentos, Darcy Ribeiro nitidamente se une ao angustiado índio Mairum, que vive extirpado de suas tradições, e constrói com o leitor um coro de indignação: Este é o único mandato de Deus que me comove todo: o de que cada povo permaneça ele mesmo, com a cara que Ele lhe deu, custe o que custar. Nosso dever, nossa sina, não sei, é resistir, como resistem os judeus, os ciganos, os bascos e tantos mais. Todos inviáveis, mas presentes (p. 33).

Renomeado com o nome cristão Isaías, o profeta bíblico, o personagem Avá também é um dos porta-vozes do discurso veemente e indignado que perpassa toda a obra, escrita em tempos de censura e perseguição. Nos tempos em que a ditadura assolava o interior do país em busca de "integrar" o índio à sociedade e o próprio Darcy Ribeiro se encontrava no exílio, a busca persistente da resistência em meio ao caos é claramente perceptível ao leitor.

O livro é também intercalado por relatos detalhados da natureza, cenário em que ocorre boa parte da trama. Pássaros, rios e caçadas, o cheiro da morte e dos rituais fúnebres, o sexo, as festas e as lutas, tudo aparece ardente na narrativa, só contida pelo lamento da perda das tradições que o antropólogo insistiu, até o fim da vida, em reconhecer e valorizar como suas também.

A obra é uma combinação de recursos da linguagem literária e filosófica, aventura conseguida apenas por Platão, em Diálogos, e no teatro de Sartre. Reflete uma opção clara de linguagem e de visão de mundo que se alinha na tradição de construção de uma literatura que procura expressar e interpretar nossa "brasilidade" ou, como prefere (e se empenha) seu autor, realizar "um espelho para o brasileiro se ver".

Segundo o próprio Darcy Ribeiro, em Maíra ele entra no corpo do índio e olha o mundo com os olhos do índio. Tenta carnalizar a dor de ser índio. É também um livro de gozo, da gente que não herdou a brutalidade, a bossalidade judaica-cristã, coisa que ele, autor, nunca poderia ter expressado como antropólogo que é.

O resultado é a partilha com o leitor do sistema de valores de uma cultura indígena tão rica, oprimida, e contraditória com os valores hegemônicos da nossa sociedade.

Fragmento

Para mim esses mairuns já fizeram a revolução em liberdade. Não há ricos, nem pobres: quando a natureza está sovina todos emagrecem, quando a natureza está dadivosa todos engordam. Ninguém explora ninguém. Ninguém manda em ninguém. Não tem preço esta liberdade de trabalhar e de folgar ao gosto de cada um. Depois, a vida é variada, ninguém é burro, nem metido à besta. Para mim a Terra sem Males está aqui mesmo, agora. Nem brigar eles brigam. Só homem e mulher na fúria momentânea das ciumeiras. Deixa essa gente em paz, Isaías. Não complique as coisas rapaz. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Amâncio de Vasconcelos, um jovem maranhense, vem para o Rio de Janeiro, com o propósito de realizar o curso de Medicina. De início hospeda-se na casa de um conhecido da família, Luís Campos, que vivia com sua mulher D. Maria Hortência e uma cunhada, Dona Carlotinha. Entretanto, Amâncio, com um amigo e co-provinciano, paiva Rocha, e passa a viver uma vida desvairada e boêmia. As extravagâncias de chegar altas horas da noite, faltar às aulas, embebedar-se, não lhe eram permitidas na casa de Campos. Por outro lado, o jovem estudante começara a despertar um certo interesse no coração de Hortência. Levado por esses motivos, resolve ele mudar-se para a pensão de João Coqueiro, que lhe fora apresentado por Paiva Rocha. Acaba envolvido por Amélia, irmão de João Coqueiro, que finge ignorar o romance e explora-a, exigindo dinheiro do rapaz ( Amâncio). Enredado no ambiente asfixiante e corrupto da pensão de João Coqueiro e de Mme. Brizard, sua mulher, envolvido em uma série de tramas, Amâncio resolve viajar para São Luís, para rever a mãe, agora viúva. João Coqueiro suspeita da viagem, e consegueque a polícia prenda Amâncio sob a cusação de defloramento, da qual o estudante é absolvido, em rumurosos julgamento. Inconformado com a absolvição, João Coqueiro assassina Amâncio com um tiro. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A história se passa na Vila de São Vicente, e tem como trama principal o amor proibido de Clara Vitória pelo Maestro. A trama se passa na fazendo do Major Antônio Eleutério, potentado em terras e charqueador. Homem que viveu no passado uma vida rude, e agora dedicava sua vida a música e a sua orquestra particular, A Lira de Santa Cecília. Homem conservador e de princípios rígidos. Não admite um modo de pensar e de amar diferente do dele. Tem uma filha, a jovem Clara Vitória. Ela abala a sociedade, declarando abertamente seu amor pelo Maestro. Faz isso, quando descobre que espera um filho dele. É caracterizada pela quebra do seu antigo modo de pensar. Após conhecer o maestro muda todos os seus antigos conceito que provinham de sua família conservadora. O Major, criou em suas terras uma orquestra particular: a Lira de Santa Cecília. E convidou um maestro para reger sua orquestra. Este, era um homem com idéias diferentes das do major, mas possue muita diplomacia e sabe lidar como difícil gênio de Antônio Eleutério. Aos poucos vai se apaixonando pela filha do major, a Clara Vitória, e vai conquistando-a. Então vive aquele dilema de se integrar ao amor proibído ou manter a fidelidade ao intransigível major. Acaba por se integrar este amor, e este amor proibido resulta em um filho. O major é casado com Dona Brígida. Esta, tem uma maneira de pensar bastante conservadora. Mas não suportava as idéias musicais do major. Achava um disperdício de tempo a Lira de Santa Cecília.

Interessante a posição da Igreja neste romance. É simbolizada pelo Vigário. Um homem que condena o casamento livre, "arranja" casamentos junto com os pais dos noivos. Tem princípios antiquados, mas não age com o mesmo radicalism do Major. Condena o major por ele ter "aprisionado sua filha". Exatamente isso que acontece quando o major descobre que sua filha está grávida de outro homem. Só que ele não sabe qual homem. Ele pensa que quem engravidou Clara Vitório foi seu noivo, o Silvestre Pimentel. Vai até a casa de Silvestre Pimentel e tenta assassiná-lo. Só que não consegue, pois, errou os tiros. Então ao voltar para casa ele determina que Clara Vitória deve ser afastada da fazenda e a leva para uma tapera em um lugar distante da civilização. E lá ela permanece a espera do parto. O Maestro e a orquestra da Lira de Santa Cecília se desfaz após isso e o Maestro vai para Porto Alegre e se integra a orquetra da Catedral. Outro músico da orquestra se chama Rossine. Ele entra na trama de uma maneira sutíl, começa aos poucos a ser o conselheiro do Maestro. Representa um pai para o Maestro, quem dá os melhores conselhos e depois espera os resultados. O Maestro sente muita falta de sua amada e resolve voltar para a Vila de São Vicente e libertar Clara Vitória de sua "prisão". Reune os musicos da antiga Lira de Santa Cecília e aparece na fazenda do major Antônio Eleutério. Este, recebe muito bem a orquestra e resolve organiza um um concerto. Convida todos da vizinhança, todas as figuras importantes de São Vicente mas ninguém aparece. Ninguém em São Vicente concordou com o que o Major fez com sua filha. Sozinho, deprimido e após receber desaforos do padre por sua atitude se suicida com um tiro na cabeça. O Major aproveita o momento de confusão e vai em busca de sua amada. Encontra ela com seu filho e acabam por ficarem juntos. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O poeta e o cavaleiro (1998) - Editora FTD

Se Literatura fosse como carnaval e também concorresse aos prêmios das categorias Luxo e Originalidade, este livro deveria receber, por seu foco narrativo, o prêmio Originalidade. Criei um narrador, na primeira pessoa, que é apenas mais uma das vítimas de um vigarista que, com suas artimanhas, submete toda uma cidade medieval a seus caprichos. Assim, ele não está entendendo aquilo que narra. O leitor tem de compreender a história apesar do que diz o tal personagem. Adorei trabalhar esta idéia. Este livro procura também mostrar que a palavra tem força até mesmo para enganar os outros. O personagem vigarista fala difícil o tempo todo, de modo a ser mal compreendido mas, ao mesmo tempo, de modo a ser temido e atingir seus objetivos desonestos.

O livro pretende mostrar o perigo de votarmos errado, de nos deixarmos envolver por discursos floreados e promessas vãs de nossos políticos ou dos militares, que tomaram o poder em nosso País durante tanto tempo, às custas da ameaça de, no alto do Corcovado, haver o dragão do comunismo, que a todos devoraria, a menos que nós, o povo brasileiro, concordássemos em entregar-lhes (aos militares, à burguesia, às oligarquias rurais e às multinacionais), sem resistência, todo o poder, todo o exercício da justiça e toda a condução da economia.

Durante duas décadas, o povo brasileiro concordou com arrochos, com desmandos, com corrupção, com tortura, com assassinatos, com cassações, aceitando que aquele talvez fosse um mal menor frente à grande ameaça do comunismo, que certamente estaria a ponto de tomar o poder no Brasil e promover arrochos, desmandos, corrupção, tortura, assassinatos e cassações. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Modernismo de segunda fase. A história começa com o leiteiro ameaçando cortar o fornecimento caso Naziazeno, um modesto funcionário público, não lhe pague os $53000. Naziazeno passa então o dia atormentado, tentando conseguir o dinheiro: pede emprestado ao chefe (que lhe nega), joga (não consegue na roleta ou no bicho) e acaba conseguindo um empréstimo com o amigo Alcides. À noite, não consegue dormir preocupado com o dinheiro e com a idéia (quase certeza) de que os ratos roem o dinheiro para o leite de seu filho. Só dorme quando ouve o leiteiro despejar o leite. Numa prosa urbana (a história se passa na cidade), regionalista (porto-alegrenses reconhecem facilmente sua cidade) e intimista (o drama de Naziazeno, embora banal, é sempre apresentado detalhadamente), Os Ratos passa-se apenas em um dia de muito drama para seu protagonista. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Uma educação pela pedra: por lições; para aprender da pedra, freqüentá-la; captar sua voz inenfática, impessoal (pela de dicção ela começa as aulas). A lição de moral, sua resistência fria ao que flui e a fluir, a ser maleada; a de poética, sua carnadura concreta; a de economia, seu adensar-se compacta: lições de pedra (de fora para dentro, cartilha muda), para quem soletrá-la. Outra educação pela pedra: no Sertão (de dentro para fora, e pré-didática). No Sertão a pedra não sabe lecionar, e se lecionasse, não ensinaria nada; lá não se aprende a pedra; lá a pedra, uma pedra de nascença, entranha a alma. João Cabral de Melo Neto consagrou-se como um dos maiores poetas dos últimos tempos graças ao seu estilo pouco usual. João era seco tanto que fez uma poesia sobre a pedra!!. Aqui a pedra ensina ao homem. A pedra, um objeto inanimado, duro, frio, que à princípio não tem nenhuma qualidade, não demonstra nada, não faz nada, é passada despercebida, ganha em João Cabral essa poesia fantástica. Só mesmo ele para tirar leite de pedra!. O poeta detestava música, comparava a poesia a um cálculo matemático, relegava a emoção a segundo plano para chegar à perfeição da construção do poema, calcado na colocação das palavras precisas e fundamentais para cada espaço do papel, nada a mais, nada a menos, só a precisão, o contido, o visual.

Sobre o poeta, que morreu em 9 de outubro de 1999, os concretistas Haroldo e Augusto de Campos falam: "É quase impossível falar sobre João Cabral sem recorrer abundantemente aos seus próprios versos. É que Cabral, como Mallarmé no século passado, como Pound e Maiakóvski, no presente, é um poeta-crítico, ou seja, um poeta que analisa e critica o próprio fazer poético em seus poemas [...] a melhor crítica de poesia que se fez neste século não foi feita por críticos, mas por poetas, em poemas como (...) "Antiode", em "Psicologia da composição", em "A palo seco", de João Cabral. [...] Contra os que querem "poetizar o seu poema", fazê-lo dócil, submisso às concessões sentimentais, Cabral (...) opõe o dique de sua poesia-prosa, sua poesia-crítica, sua poesia-pedra". Augusto de Campos, "Da antiode à antilira", texto de 1966, reeditado em Poesia, antipoesia, antropofagia, Cortez & Moraes, 1978. "A obra de JCMN, obra que está longe de seu término e que nos reserva ainda muitas surpresas, é hoje sem dúvida a que mantém maior unidade e coerência de produção, dentro de um alto gabarito, na poesia brasileira. Obra que honraria qualquer literatura e que em qualquer literatura seria rara pela sua qualidade [...] entre os poetas, especialmente na nova geração, a poesia de JCMN tem um lugar privilegiado: o lugar cartesiano da lucidez mais extrema. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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