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RESUMO DAS IDEIAS DOS TEORICOS DA EDUCAÇÃO
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O romance se inicia com a narração de alguns casos insólitos - Joana Carda e a vara de negrilho, Joaquim Sassa e o arremesso de uma pedra ao mar, José Anaiço e os estorninhos e Pedro Orce e o tremor da terra e Maria Guavaira e o fio de lã - onde são interligados mais adiante na narrativa. A Península Ibérica acaba por se soltar do continente europeu. Joaquim Sassa fica sabendo do fenômeno ocorrido com José Anaiço, indo em sua procura para saber a correlação desses fatos com a desagregação da Península. Joaquim Sassa e José Anaiço partem em Dois Cavalos ( carro de Joaquim Sassa ) rumo à Venta Micena (Espanha) à procura de Pedro Orce , que sente constantemente a terra tremer. As autoridades, comprovando tal fenômeno, e, embora não consigam explicá-lo, pedem a Pedro Orce que não comente isso com ninguém. No encontro dos três, viajam à região fronteiriça da Espanha com a França para verem o fenômeno. Decidem por ir à Lisboa. A caminho da capital portuguesa, fazem uma pequena estada em Albufeira. O caos nesta e noutras cidades se torna generalizado. A população, sem ter moradia, começa a invadir os hotéis, que estão vazios por falta de turistas. Choques entre o povo e as tropas do governo geram um clima de intranqüilidade.

A parcela rica da Península ibérica acaba por abandoná-la, levando consigo boa parte de seus capitais por receio dos movimentos populares que aconteciam. Ao chegarem à Lisboa, hospedam-se no Hotel Bragança. O fenômeno dos estorninhos chama a atenção da imprensa, que descobre os nossos protagonistas. Manchetes nas redes de televisão, rádios e jornais levam as autoridades a buscarem Joaquim Sassa e Pedro Orce para averiguações. Joana Carda vai ao encontro do grupo por ser portadora de outro fenômeno (aludido no início do enredo). Joana Carda hospeda-se no Hotel Borges. O grupo empreende uma viagem à Ereira, onde Joana passou a viver depois de separada e se dá o fenômeno da vara de negrilho. Inicia-se um romance entre Joana e José Anaiço. Ao chegarem ao local do risco, encontram o Cão Constante, carregando um fio de lã azul à boca, que se junta ao grupo, afeiçoando-se a Pedro Orce. Os quatro seguem o cachorro que os leva à região da Galiza, hospedando-se no caminho na casa de Joaquim Sassa no Porto. O destino do grupo é a casa de Maria Guavaira, viúva há três anos, portadora de outro fenômeno: "... não fiz mais do que desmanchar uma meia velha, dessas que serviam para guardar dinheiro, mas a meia que desmanchei daria um punhado de lã, ora o que aí está corresponde à lã de cem ovelhas, e quem diz cem diz cem mil, que explicação se encontrará para este caso,...". Começa um idílio amoroso entre Maria Guavaira e Joaquim Sassa . O rádio noticia a probabilidade de colisão entre a Península e o arquipélago de Açores. Inicia-se outra etapa da viagem, em direção ao oeste peninsular. A viagem é feita pelo grupo em uma galera, pois Dois Cavalos não funcionara mais. Maria Guavaira conduz a galera que é puxada inicialmente por um, posteriormente por dois cavalos (Pigarço e Alasão). A evacuação do leste português é generalizada, deixando cidades abandonadas e a população em desespero. Os governos português e espanhol se mostram ineficientes quanto ao amparo desse grande contigente de emigrantes. Já distantes da Europa, os Estados Unidos e o Canadá se preparam para dar as boas vindas à Península, começando a idealizar as novas relações estrangeiras entre esses dois grupos. Acontece o inesperado - a Península acaba por se desviar do arquipélago de Açores, mudando naturalmente seu curso ao norte. Todos reiniciam o retorno às suas casas. Nossos viajantes, entretanto, resolvem continuar viajando - agora em direção aos Pirineus. As duas mulheres do grupo acabam por ter relações com Pedro Orce, o que provoca um clima instável nos viajantes. Os viajantes permanecem juntos,mesmo com um certo ressentimento que predominava. Chegam ao fim da Península, extasiados com o espetáculo natural que presenciam. A Jangada de Pedra pára. Portugal fica voltado aos Estados Unidos e a Espanha para a Europa. Pedro Orce ainda afirma que a terra treme, o que acaba por se confirmar com a retomada do movimento peninsular, que fica a girar em torno de seu próprio eixo durante um mês. "Dois Cavalos seguia devagar (...), agora os viajantes demoravam-se nos lugares (...)". Por essa ocasião, as mulheres percebem que estão grávidas, não sabendo ao certo sobre a paternidade. O grupo encontra Roque Lozano, o qual viera em seu burro ( Platero) para ver o desregramento. Roque Lozano junta-se aos viajantes para retornar à sua casa (Zufre), como era idéia de todos. A Península começa a vagar rumo ao sul. Os Estados Unidos perdem o interesse de antes pelos povos peninsulares, onde "todas" as mulheres ficam grávidas. Joana Carda tem pressentimentos quanto a Pedro Orce . Este morre no momento em que a galera pára e ele não sente mais o tremor da terra. O grupo descansa para retomar a viagem. O tempo da narrativa é psicológico. Embora haja referências cronológicas, elas não predominam, além de serem em grande parte imprecisas. O espaço é a Península Ibérica a vagar pelo Oceano Atlântico. Os narradores são múltiplos e alternados (variando entre 10 pessoa do singular e plural e 30 pessoa ), o que anula um pouca a presença do narrador tradicional. Personagens principais: Joana Carda Portuguesa divorciada que mora na região de Ereira. Ao riscar o chão com uma vara de negrilho, os cachorros de Cerbère começam a ladrar, ação que não faziam a séculos. Joaquim Sassa Português (Porto), trabalha em um escritório, estando de férias por uma praia ao norte de Portugal. Lança uma pesada pedra no mar, espantando-se com a grande distância que ela vem a tomar antes de afundar. José Anaiço Português (Ribatejo) com o ofício de professor que fica sendo acompanhado constantemente por uma nuvem de estorninho. Pedro Orce Próximo dos sessenta anos, espanhol da região de Orce, farmacêutico no vilarejo de Venta Micena. Ele sente a terra tremer enquanto que os sismógrafos não conseguem detectar nenhum tremor. Maria Guavaira Habitante da região rural da Galiza, puxa um fio azul de lã de uma meia que se multiplica exageradamente em comprimento. É este fio, através do cão Constante, que traz os outros personagens acima à sua casa. A linguagem e o estilo da obra O autor se utiliza de períodos e parágrafos muito longos (estes chegando às vezes a uma página ou mais). Há uma total erradicação dos sinais de pontuação (usando predominantemente a vírgula e o ponto). As falas de narrador e personagens são às vezes confundidas, onde o uso do discurso indireto livre é bastante influenciador. A metalinguagem também se faz presente no romance, onde se percebe leves doses de ironia. Dividida em 23 capítulos, a obra preserva o português lusitano (imposição do autor aos países de língua portuguesa), fazendo-se valer de expressões populares típicas de Portugal. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Conta uma história de amor, magia e vingança: D. Inigo Lopes, após 12 anos longe (onde dizem aprendeu magia), volta para vingar-se de uma briga entre famílias que está acabando com um casamento. Ele enfeitiça a jovem Ausenda e quando seu noivo D. Moço o mata e quebra o feitiço, ela morre também. D. Moço passa a vida triste e se une com ela depois de morto, onde o espírito do vingativo D. Inigo ainda tenta separá-los, sem sucesso. A história é toda contada como que por um frade. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Língua Portuguesa – 1.ª a 4.ª série

A repetência nas séries iniciais está diretamente ligada à dificuldade que a escola tem de ensinar ler e escrever. Por outro lado, a dificuldade dos alunos universitários em compreender textos e organizar idéias por escrito são evidências do fracasso escolar e apontam a necessidade de reestruturação do ensino da língua portuguesa.
A contribuição da psicogênese da língua escrita ajuda a compreender aspectos importantes do processo de aprendizagem da leitura e escrita. Os resultados dessa investigação permitem compreender alfabetização não um processo baseado em perceber e memorizar, mas que para aprender a ler e escrever, o aluno precisa construir um conhecimento de natureza conceitual.
O silabário da cartilha tem sido substituído por uma grande variedade de textos. Hoje se permite repensar considerando não só o conhecimento didático acumulado, mas também as contribuições de outras áreas como a psicologia da aprendizagem, a psicologia cultura e as ciências das linguagens.
Ser usuário competente da escrita é condição para a efetiva participação social. O projeto educativo deve estar comprometido com a democratização social e cultural atribui a seus alunos o acesso a saberes lingüísticos necessários para o exercício da cidadania. A escola precisa responder a novas exigências da sociedade, há uma forte demanda por um ensino eficaz.
Considerando os conhecimentos prévios cabe a escola promover a sua ampliação de forma que durante os oito anos de ensino fundamental, o aluno se torne capaz de interpretar diferentes textos.
A língua é um sistema de signos histórico e social que possibilita ao homem significar o mundo e a realidade. A comunicação com as pessoas permite a construção de novos modos de compreender o mundo. A linguagem deve se considerar o vínculo com a situação concreta da produção. Produzindo linguagem, aprende-se linguagem.
O ensino e a aprendizagem da língua portuguesa é resultado da articulação do aluno (sujeito da ação), a língua (objeto do conhecimento) e o ensino (enfoque teórico), a prÁtica educacional organiza a mediação entre sujeito e objeto do conhecimento.
As construções do aprendiz interpretadas de maneira espontânea esvaziam a função do professor.

Conteúdos
Parte do pressuposto que o ensino da língua se realiza no uso, nas praticas sociais. A linguagem verbal tem como resultado textos orais ou escritos. Os processos de produção e compreensão desdobram em atividades de fala e escrita, leitura e escuta. Disso decorre os conteúdos da língua portuguesa que devem ser propostos, selecionados e organizados em função do eixo USO e REEFLEXÃO e USO, em função do desenvolvimento dessas habilidades e organizado em torno da pratica de leitura, de produção de texto e na análise e reflexão sobre a língua oral e escrita. Eles são os mesmos ao longo da escolaridade, e sua seqüência deve possibilitar a continuidade através, de consideração de conhecimentos prévios, complexidade de conteúdo definindo a autonomia possível dos alunos, e o nível de aprofundamento de cada conteúdo adequando a possibilidade de compreensão dos alunos..é responsabilidade da escola adequa-los a sua realidade, tendo ele uma direta realçaão os objetivos colocados.

Textos
Os textos são produzidos, lidos e ouvidos em razão de finalidades desse tipo. E são eles que favorecem a reflexão critica e imaginativa.
A escola viabiliza o acesso ao universo de textos que circulam socialmente, ensinar a produzi-los e interpretá-los. Assim, todas as disciplinas têm a responsabilidade de ensinar a utilizar os textos, mas é a Língua Portuguesa que deve tornar para si o papel de fazê-lo de modo mais sistemático. Cabe a escola ensinar o aluno a utilizar a linguagem oral nas diversas situações comunicativas, especialmente nas mais formais: planejamento e realização de entrevistas, debates, seminários, diálogos com autoridades, dramatizações, etc.
Na prática dos dois estágios concebe-se a capacidade de produzir textos. A conquista alfabética não garante ao aluno a possibilidade de compreender e produzir textos. Criá-lo oralmente, sem grafá-lo já é um ato de produção. Ensinar a escrever textos torna-se muito difícil, requer uma alfabetização, um processo mais amplo de aprendizagem da língua portuguesa. Juntar silabas, palavras e formar frases formar textos só serve para ensinar a ler. O objetivo atual é que o aluno aprenda a produzir e a interpretar textos. Dentro desse marco, a unidade de ensino só pode ser o texto, que pode ser o nome que assina um desenho, a palavra PARE, no estacionamento, a lista do que se deve ser comprado, um conto um romance, todos são textos. O uso de textos sem as silabas complexas é algo remoto, não se pode formar bons leitores com leitura empobrecida.
Situações didáticas devem ser planejadas possibilitando uma reflexão sobre os recursos expressivos do autor/produtor.
Todo texto se organiza dentro de gêneros são caracterizados por conteúdo temático, estilo e construção composicional.
Ensino da literatura envolve exercício de reconhecimento das singularidades e propriedades compositivas da escrita. Possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades na língua, na sistematização e na classificação de características específicas, como discutir acentuação gráfica, por exemplo, é necessário alguns aspectos da língua como a tonicidade, classificação quanto ao número de silabas, e outros. O ensino da gramática de forma descontextualizada, tem trazido discussões sobre a necessidade ou não de ensiná-la.

LINGUA ORAL: USOS E FORMAS
Deve se respeitar a acolhe da voz, diferença e a diversidade oral do aluno. Mas cabe a escola ensinar o aluno a utilizar adequadamente a linguagem em diferentes situações comunicativas. É preciso que as atividades de uso e as reflexões sobre a língua oral estejam contextualizadas em projetos de estudo, como: atividades em grupo com temas definidos, tomadas de decisões, divisão de tarefas,; na resolução de problemas estimativas de resultados, comparação e confronto de procedimentos; na produção oral de planejamento de textos, e analise de sua qualidade;. Esse tipo de tarefa requer preparação previa, requer que seja ensinado nas series iniciais, intensificando-se posteriormente.
A preparação e realização de atividades e exposição oral permitem a articulação de conteúdos da língua oral e escrita, intersecção de diferentes áreas do conhecimento. A linguagem oral pode aparecer em dramatizações teatrais, simulação de programas de radio e televisão, de discursos políticos, e outros.

LÍNGUA ESCRITA: USOS E FORMAS
Leitura e escritas são formas complementares no processo de letramento. A escrita transforma a fala e a fala influencia a escrita.
É preciso superar que ler é decodificar, converter letras em sons.é preciso que antecipem, que façam inferências, que verifiquem suas suposições, adquiram conhecimento da correspondência fonográfica, de compreender a natureza e o funcionamento do sistema alfabético, numa pratica ampla de leitura. A intervenção do professor pode se dar em agrupar seus alunos de forma a favorecer a circulação de informações entre eles, procurar garantir que a heterogeneidade do grupo seja um instrumento a serviço da troca, da colaboração e da aprendizagem.

A leitura é a uma construção do significado do texto escrito. O significado constrói pelo esforço da interpretação do leitor a partir não só do que está escrito, mas do conhecimento que traz para o texto. Não se trata de extrair informação da escrita decodificando-a letra por letra, palavra por palavra. Trata-se de uma atividade que implica compreensão na qual os sentidos começam a ser constituído antes da leitura propriamente dita.
Para formar um leitor competente a escola deverá mobilizá-lo internamente, pois aprender a ler requer esforço, a leitura é algo interessante e desafiado, supõe formar alguém que compreende o que lê; identifique elementos implícitos, estabeleça relações entre o texto que lê e outros já lidos, que saiba que vários sentidos podem ser atribuídos a um texto. Deve-se trabalhar com diversidades de textos e de combinação entre eles, isto é diversidade de objetivos e modalidades seja pra resolver problemas práticos, informar-se, divertir-se, estudar, escrever ou revisar. Alem disso requer condições favoráveis para a prática da leitura como uma boa biblioteca, dispor de acervos nas classes e outros materiais de leitura, ter organizado tempos de leitura livre e que o professor também leia; atividades diárias de leitura, escolhas de boas leituras, garantia de não serem importunados enquanto leiam; possibilidade de empréstimos de livros; sugestões de títulos; construção de uma política de formação de leitores.
A leitura diária pode ser realizada de forma silenciosa, em voz alta, pela escuta de alguém que lê. Textos com mais significados devem ser negociados com compreensão do grupo, produção de argumentação. Leituras devem ser explicitadas de objetivos pra preparar os alunos, usando seus conhecimentos prévios, levantando hipóteses, criando informações sobre a leitura, criando suspense se for o caso. Refletir sobre as diferentes modalidades, ler para se divertir, informar-se, estudar, etc.
A leitura colaborativa, onde o professor lê o texto, durante a leitura deve questionar os alunos sobre as pistas que possibilitam a atribuição do sentido, antecipar e validar antecipações feitas, interrogar sobre a diferenciação entre realidade e ficção, identificar elementos discriminatórios, recursos persuasivos, interpretar sentidos figurados, etc.
Projetos de leitura devem ser compartilhado por todos os envolvidos, deve-se dispor de tempo, e todos devem decidir sobre o controle de tempo, divisão e redimensionamento das tarefas, avaliar resultados, etc. neles, linguagem oral, escrita, leitura e produção de textos se inter-relacionam de forma contextualizada, podem ser a produção de uma fita cassete, vídeos, eventos de leitura, etc.
Na escola, a leitura intensa:
• Amplia a visão de mundo e insere o leitor a cultura letrada;
• Estimula o desejo de outras leituras;
• Possibilita a vivencia de emoções, fantasias e imaginação;
• Permite compreender a escrita e o que é lido;
• Expandi o conhecimento da leitura;
• Aproxima o leitor os textos, dando condições a produzi-lo;
• Possibilita produções orais, escritas e outras linguagens;
• Informar como escrever e sugerir o que escrever, entre fala e escrita;
• Relaciona fala e escrita;
• Favorece a velocidade na leitura e a estabilização de formas ortográficas.
Produção de textos
A produção de texto tem por finalidade formar escritores competentes, coerentes, coesos e eficazes. Um leitor competente é alguém que planeja o discurso em função do seu objetivo e do leitor que se destina e as características do gênero. Já o escrito competente sabe elaborar um resumo ou tomar notas de uma exposição oral, esquematizar anotações, expressar por escrito, sentimentos, experiências ou opiniões. Sabe olhar par ao seu próprio texto e verificar se está confuso, ambíguo, redundante, obscuro ou incompleto e é capaz de revisá-lo e reescrevê-lo, usar o rascunho e a revisão. A criação de textos em oficinas ou ateliês possibilita a disposição de matérias diferentes para consulta e o conhecimento do processo criador de outros autores.
Escrever não é um meio de praticas centradas apenas na decifração de sons em letras, é preciso dar ao aluno oportunidades que aprendam a escreverem condições semelhantes às caracterizadas fora da escola, aprender a escrever, escrevendo. Tendo contado com diversos textos escritos, testemunhar a utilizado que se faz da escrita em diversas circunstancias, receber ajuda de quem já sabe.
Reescrever bons textos, transformar um gênero em outro, produzir textos a partir de outros já conhecidos, dar um começo ao texto, planejar o texto coletivamente, são algumas propostas de trabalhar a produção de textos.
Analisar textos permite refletir sobre a explicitação e implicitação de saberes abrindo espaço para sua reelaboração, formulação e verificação de hipóteses sobre ao funcionamento da linguagem. Na leitura a reflexão sobre a língua possibilita a discussão sobre sentidos atribuídos aos textos, elementos discursivos que validam ou não a atribuição de sentido, alem do reconhecimento de uma linguagem característica, interpretação critica da mensagem. A gravação em áudio permite observar a exploração ativa e a observação de regularidades no funcionamento da linguagem, adequação da fala e a eficácias de expressões no uso oral e escrito.
Na revisão se detecta pontos que está dito o que não se pretendia, e ao acrescentar, retirar, deslocar ou transformar porções do texto torna-o mais claro, isso exige reflexão, procedimentos de coesão como pontuação, ortografia. No inicio é interessante usar textos alheios coletivamente por intermédio do professor.

A alfabetização
Alfabetização requer pensar sobre a escrita e sua representação gráfica da linguagem.
O uso de quadrinhas, parlendas canções, embalagens comerciais, anúncios folhetos de propagandas possibilitam suposições , imaginar o que está escrito. A partir disso progride em direção a um procedimento de analise que corresponde a imagem com o falado e o escrito. Essa correspondência passa por um momento silábico antes de chegar a compreender o que realmente cada letra representa.

Ortografia
Apesar do forte apelo de repetições e memorizações, a aprendizagem da ortografia não é um processo passivo, trata-se de uma construção individual que a intervenção pedagógica tem muito a contribuir, fazê-los refletir sobre alternativas de grafias, regularidades, comparações da escrita convencional faça os tomar progressivamente consciência do funcionamento da ortografia. É preciso que se diferencie o que deve estar automatizado o mais cedo possível para liberar a atenção do aluno para outros aspectos da escrita e o que pode ser objeto de consulta ao dicionário,

Pontuação
Pontuar é parte da atividade de textualização, ela aprece sempre em posições que indicam fronteiras sintático-semânticas, que serve para separar, obtendo assim efeitos estilísticos, estabelecendo formas de articulação entre as partes. A única regra obrigatória da pontuação é a que diz onde não se pode pontuar, sujeito e verbo, verbo e complemento.

Aspectos gramaticais
A gramática ganha utilidade quando na produção de textos assegurando sua adequação, coerência, coesão e correção. Saber gramática não significa ser capaz de construir bons textos. Isso não significa que não é para ensinar fonética, morfologia ou sintaxe, mas que elas devem ser oferecidas a medida que se tornarem necessárias para a reflexão sobre a língua.

Recursos didáticos
Ao selecioná-los devem se levar em conta a sua utilização na situação de comunicação e as necessidades colocadas pelas situações de ensino aprendizagem.
Textos autênticos pressupõem cuidado com a manutenção de características como formatação, paginação, diferentes elementos de atribuição de sentido, como fotografias, desenhos gráficos, ilustrações, etc.
As bibliotecas são fundamentais ao trabalho, a escola deve organizar critérios para organizar uma leitura autônoma, aprendizagem de procedimentos e utilização da biblioteca (empréstimos). A organização do espaço físico, emprego de recursos áudios-visuais, gravadores, vídeos, computadores são recursos que devem favorecer a aprendizagem.

Objetivos gerais da língua portuguesa no ensino fundamental.
Ao longo dos oito anos espera-se que os alunos adquiram competência quanto a linguagem possibilitando resolver problemas cotidianos, tendo acesso aos bens culturais e alcançar participação plena no mundo letrado, para isso serem capazes de:
• Utilizar a língua adequadamente e produzir textos orais e escritos, adequados ao destinatários, utilizar-se de registros;
• Conhecer e respeitar variedades da língua do português falado;
• Compreender textos orais e escritos inferindo as intenções de quem os produziu;
• Valorizar a leitura como fonte de informação estética;
• Utilizar a linguagem para ter acesso, compreender e fazer uso de informações: identificando aspectos relevantes, organizando notas, elaborando roteiros, compondo textos, fazendo resumos, relacionando com os outros, expressando sentimentos, experiências, idéias e opiniões e acolher, interpretar e considerar as dos outros.
• Refletir sobre a língua, seu uso e capacidade de analise critica;
• Criticar o uso como veículo de valores e preconceitos de classe, credo, gênero e etnia.

Primeiro ciclo
Escrita
• fazer correspondência entre segmentos falados e escritos;
• aprender a escrever um texto sepatrando as palavras;
• dividir o texto escrito em reses (uso de maiúsculas, pontuação)
• conhecer regularidas ortograficas e irregularidasde (regras ou não regras)
• usar dicionário, evitar uso de conectivos como e, aí, em excesso, separar discurso direto do indireto.
Linguagem oral
• Ouvir co atenção, formular, responder perguntas e manifestar-se;
• Acolher opiniões;
• Fazer exposição oral;
• Narrar fatos respeitando a temporalidade e registrando relações de causa e efeito;
• Contar historias;
• Descrever cenários, Objetos e personagens,
• Relatar experiências, sentimentos, idéias e opiniões claras e ordenadamente

Avaliação narrar historias com seqüências, respeitando ordem temporal, lógica e compreensão, demonstrar que compreendeu ao escrever, preocupar-se com segmentos de texto ortográfico.

2.º ciclo
escrita
• usar critérios pra selecionar leituras, acentuar palavras e usar regras de tonicidade;
• explorar diferentes modalidades de leitura;
• desenvolver estratégicas de escrita (planejar textos, redigir, rascunhos, usar esboços) ;
• compor textos coerentes, com pontuação, uso de conectivos, tempo verbal e expressões temporal e causal adequados;
• usar regências verbais e concordâncias verbal e nominal;
• fazer resumos

Linguagem oral
• produzir textos simular meios de comunicação;
• perceber elementos intencionais (sons e inflexões de voz); identificar elementos não verbais (gestos, tons);
• usar linguagem com maior nível de formalidade, m
• manter um ponto de vista coerente.

Avaliação
Saber resumir idéias centrais, seja oral ou escrito.
Leitura clara;
Encontrar elementos e significados de palavras no dicionário;
Escrever textos com falhas de pontuação e ortografia;
Conhecer regras ortográficas;
Respeitar características de gênero, pontuação, escrever textos auto explicativos.

Deve ter por ponto de partida os usos que o aluno já faz da língua ao chegar à escola.
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EDUCAÇÃO – 1.ª a 4.ª série

Os Parâmetros Curriculares Nacionais

Os PCNs têm por objetivo dar apoio à execução do trabalho do professor, constitui um referencial da qualidade, tendo por função orientar e garantir investimentos no sistema educacional, socializando discussões, pesquisas e recomendações, com participação de técnicos e professores. Trata-se de um instrumento democrático, forçando a educação de qualidade para todos e a possibilidade de participação social.
As propostas são abertas e flexíveis, concretizando decisões regionais e locais, portanto NÃO se configura um modelo curricular homogêneo e impositivo, leva em conta as vivências em diferentes formas de inserção sóciopolíticos e cultura, devendo garantir e se adequar às diversidades culturais, regionais, étnicas, religiosas e políticas, além de igualdade de direitos entre os cidadãos e o acesso a totalidade dos bens públicos. Na medida em que o princípio de equidade reconhece-se a diferença e a necessidade de diferenciar o processo educacional, não se promove uma uniformalização que descaracterize e desvalorize as peculiaridades culturais e regionais.
Na busca de melhorar a qualidade da educação impõe a necessidade de investimentos, formação inicial e continuada de professores, salários dignos, planos de carreira, qualidade de livro didático, recursos de multimídia e televisivos e disponibilidade de materiais didáticos.
Discute-se ainda sobre a dignidade do ser humano, a igualdade de direitos e a recusa de discriminação, a importância da solidariedade e do respeito. E temas como inserção no mundo do trabalho e do consumo, cuidado com o corpo, saúde educação sexual e meio ambiente.
As metodologias devem privilegiar a construção de estratégias de verificação e comprovação de hipóteses na construção do conhecimento, a construção de argumentação, capaz de controlar resultados do processo, desenvolver espírito critica, favorecer a criatividade e compreensão de limites, através de trabalhos individuais e coletivos. Assim, garantir aprendizagem essencial para a formação de cidadãos autônomos, críticos e participativos.
Como referencial nacional, estabelece metas com função de subsidiar a elaboração ou revisão curricular de Estados e Municípios, dialogando com propostas já existentes e na elaboração de projetos como material de reflexão para Secretarias de Educação, pelos responsáveis locais, e cada instituição de ensino, em processo democrático e pelo trabalho diário dos professores sob discussão e reflexão freqüentes de forma democrática, desde que explicitam valores e propostas que orientam um trabalho educacional que atendam as reais necessidades dos alunos. Todos devem se apropriar utilizando-o para a formação de uma identidade escolar, assim validando o pondo o em consonância social. Para esta validade necessita-se de processos periódicos de avaliação e revisão sob a coordenação do MEC.
A escola amplia a responsabilidade de desenvolver novas competências, novas tecnologias e linguagens. Através de projetos devem ser formulados metas e meios para valorização da rotina do trabalho pedagógico, delimitando prioridades, definindo resultados desejados, incorporando auto-avaliação ao trabalho do professor, planejando coletivamente, e refletindo continuamente. Propiciando o domínio de recursos para discutir formas e utilização critica da participação social e política. Além de desenvolver capacidades relações interpessoais, cognitivas, afetivas, motoras, étnicas estéticas de inserção social torna-se possível mediante processo de construção e reconstituição de conhecimento, assim abre oportunidade para que os alunos atuem propositalmente na formação de valores em relação ao outro, a política, a econômica, sexo, droga, saúde, meio ambiente, tecnologia, etc. favorecendo condições para desenvolver competências e consciência profissional. Em síntese, para exercer a função social proposta, a escola precisa possibilitar o cultivo de bens culturais e sociais, considerando as expectativas e as necessidades dos alunos, pais, membros da comunidade e professores, onde todos aprendem a respeitar e ser respeitados, ouvir e ser ouvidos, reivindicar diretos e cumprir obrigações, participando da vida cientifica, cultural social e política do país e do mundo.


Histórico
A LDB consolida uma organização curricular conferindo flexibilidade no currículo com o objetivo maior de proporcionar a todos, formação básica para a cidadania, através de escolas capazes de capacitar para aprender, o domínio da leitura, escrita e calculo, compreensão do meio natural e social, político, tecnológico, artístico e de valores, fortalecendo os vínculos familiares, de solidariedade humana e tolerância.

A prática pedagógica pressupõe uma concepção de ensino e arpendizagem que compreende papeis de professor e aluno, metodologias, função social da escola e conteúdos a serem trabalhados. Estas concepções permeiam a formação educacional e o percurso do profissional incluindo suas experiências de vida, ideologias compartilhadas com seu grupo e tendências pedagógicas contemporâneas. Na tradição brasileira há quatro tendências: a tradicional, a renovada, a tecnicista e a que se critico social e política.
A “Pedagogia tradicional” centrada no professor que vigia, aconselha alunos, corrige e ensina a matéria, e que é visto como autoridade máxima e guia exclusivo do processo educativo. A metodologia baseia-se em exposição oral de conteúdos, que enfatizam exercícios repetidos e memorização. A escola cabe transmitir conhecimentos para a formação geral dos alunos. Os conteúdos correspondem a conhecimentos e valores acumulados por gerações, verdades acabadas. Caracteriza-se por sobrecarga de informações e aquisições de conhecimento muitas vezes burocratizado e destituído de significação.
A “Pedagogia renovada”, ligada no movimento da Escola Nova ou Escola Ativa, tem por principio norteador a valorização do individuo como ser livre, ativo e social. Destaca o principio de aprendizagem por descoberta e atitudes de interesses dos alunos. O professor torna-se um facilitador do processo, cabendo a ele organizar e coordenar situações de aprendizagem adaptando ás características individuais dos alunos para desenvolver suas capacidades e habilidades intelectuais. O ensino guiado pelo interesse dos alunos muitas vezes, descpnsidera a necessidade de um trabalho pedagógico e pode acabar perdendo de vista o que se deve ser ensinado e aprendido. Essa tendência ainda influencia muitas práticas pedagógicas.
O “tecnicismo educacional”, proliferado nas décadas de 70, inspirado em teorias behavioristas, definiu-se por uma pratica pedagógica controlada e dirigida pelo professor. A supervalorização da tecnologia revestiu a escola de uma auto-suficiência criando uma falsa idéia de que aprender não é algo natural, mas que depende de especialistas e técnicas. O que é valorizado não é o professor e sim a tecnologia. O aluno corresponde às respostas esperadas pela escola.
As “teorias reprodutivas”, oriundas do final do regime militar, no final dos anos 70 e inicio dos anos 80, coincidiu com uma intensa mobilização de educadores em busca de uma educação critica a serviço de transformações sociais, econômicas e políticas. As duas tendências assumem orientação marxista. A “pedagogia libertadora”, originada nos anos 50 e 60, retorna nas décadas posteriores propondo uma atividade escolar pautada em discussões de temas sociais e políticas e em ações sobre a realidade social imediata. A “pedagogia crítico-social dos conteúdos” se põe como uma reação de alguns educadores que não aceitam a pouca relevância que a pedagogia libertadora dá ao aprendizado do chamado saber historicamente acumulado. Esta última assegura a função social e política da escola mediante o trabalho com conhecimentos sistematizados, a fim de colocar as classes populares em condição de uma efetiva participação nas lutas sociais, e para isso é necessário que se domine o conhecimento, habilidades e capacidades para que os alunos possam interpretar suas experiências e defender seus interesses de classe.
No final dos anos 70, os viés psicológicos, sociológicos e políticos, marcam o inicio de uma pedagogia que se adeqüe características de um aluno que pensa, um professor que sabe e a conteúdos de valor social e formativo.
No enfoque social, a importância da relação interpessoais, e entre cultua e educação. Cabe a escola promover o desenvolvimento e a socialização dos alunos, construindo os como pessoas iguais, mas ao mesmo tempo, diferentes de todas as outras. A diferenciação na construção de uma identidade pessoal e os processos de socialização que conduzem a padrões de identidade coletiva constitui duas faces de um mesmo processo. Isso se dá com a valorização da cultura de sua própria comunidade e buscando ultrapassar limites, proporcionando as crianças acesso ao saber socialmente relevantes nacional e regional que fazem parte do patrimônio universal da humanidade.
A psicologia genética aprofunda a compreensão sobre mecanismos de construção de conhecimento da criança, e a psicogênese da língua escrita, é um exemplo sobre a atividade construtiva do aluno sobre a língua escrita.

Construtivismos, entendimentos e equívocos
A configuração do marco explicativo construtivista deu-se a partir da psicologia genética, da teoria sociointeracionista e das explicações da atividade significativa. O núcleo central da integração de todas essas contribuições refere-se ao reconhecimento da atividade mental construtiva nos processos de aquisição do conhecimento.
A pesquisa sobre a psicogênese da língua escrita evidencia a atividade construtiva do aluno sobre a língua escrita. Metodologias utilizadas nesta pesquisa foram muitas vezes interpretadas como proposta construtivista para a alfabetização, o que expressa um duplo equívoco: redução do construtivismo a uma teoria psicogenética de aquisição da escrita e transformação de uma investigação acadêmica em método de ensino.
Quanto ao ERRO, hoje ele é visto como algo inerente ao processo de aprendizagem, porém, idéias de que não se devem corrigir os erros e que as crianças aprendem do seu jeito, desconsidera a função primordial da escola que é ensinar, intervindo para que os alunos aprendam. Na verdade, é necessária uma intervenção pedagógica para ajudar a superá-lo. Na prática construtivista, é importante a participação da intervenção do professor, já que o processo cognitivo acontece por reorganização do conhecimento, aproximações sucessivas que permitem reconstrução, ou seja, modificação, reorganização e construção de conhecimentos que os alunos assimilam e interpretam conteúdos escolares. A superação do erro é resultado do processo de incorporação de novas idéias e de transformação das anteriores, e de alcance a níveis superiores de conhecimento.

Conteúdos
São instrumentos para o desenvolvimento, socialização e exercício da cidadania democrática, e é compromisso da escola garantir o acesso aos saberes elaborados socialmente, portanto, devem estar em consonância com questões sociais que marcam cada momento histórico. Devem favorecer a inserção e compreensão do aluno as questões e fenômenos sociais e culturais, e servir de meio para que desenvolvam capacidades que lhes permitam produzir e usufruir dos bens culturais, sociais e econômicos.
O processo de atribuição de sentido aos conteúdos escolares é um processo individual, nada substitui a atuação do próprio aluno na tarefa de construir significados sobre o conteúdo de aprendizagem, porém, as formas e saberes socialmente estruturados ganham vida assim que ganham significação. O conceito de aprendizagem significativa implica num trabalho de significar a realidade que se conhece, estabelecendo relações entre conteúdos e conhecimentos previamente construídos, articulando de novos significados. Cabe ao educador, por meio da intervenção pedagógica promover significado, propondo problemas, fazendo o aluno elaborar hipóteses e experimentos. As situações escolares de ensino e aprendizagem são situações comunicativas onde alunos e professores atuam como co-responsáveis para o êxito do processo.
A prática escolar constitui-se a uma ação intencional, sistemática, planejada e continuada para crianças e jovens durante um período contínuo, contribuindo para que a apropriação dos conteúdos sejam feita de maneira critica e construtiva.
Os alunos constroem conhecimentos também por influencia da mídia, família, igreja, amigos, esses conhecimentos influenciam a aprendizagem escolar, por isso é necessária a escola considerar as direções destes conhecimentos e fornecer interpretação e intervenção articulando de interação e integração os diversos tipos de conhecimentos.
A seleção dos mesmos deve ser feita pela ressignificação, de conteúdos conceitual, procedimental e atitudinal, que se integram no processo de ensino e aprendizagem e não em atividades especificas.
Conteúdos conceituais – se referem a operar com símbolos, idéias, imagens e representação que permitam organizar a realidade. A memorização de vê ser entendida como recurso que torna o aluno capaz de representar informações de maneira genérica, memória significativa, para poder relacioná-las com outros conteúdos.
Conteúdos procedimentais – expressam um saber fazer, que envolve decisões e realizar ações de ordenada pra atingir uma meta. Estão presentes em resumos, experimentos, pesquisas, maquete, etc. é preciso de intervenção, ajuda, ensiná-lo a proceder apropriadamente, como pesquisar mais de uma fonte, registrar dados, orientar-se para entrevistas e organizar os dados. Ao ensinar procedimentos também se ensina produzir conhecimentos.
Conteúdos atitudinais – a escola é um contexto socializador, gerador de atitudes, por isso deve adotar uma posição critica em relação aos valores. Uma prática constante de valores e atitudes expressa questões de ordem emocional.

A organização da escolaridade em ciclos
Os PCNs adotam uma proposta de estruturação por ciclos, tornando possível distribuir conteúdos de forma adequada, e favorecendo uma apresentação menos parcelada do conhecimento. A organização em ciclos é uma tentativa de superar a segmentação excessiva produzida pelo regime seriado e de buscar princípios de ordenação que possibilitem maior integração do conhecimento. Tem por objetivo propiciar maiores oportunidades de escolarização, voltada para a alfabetização efetiva das crianças e superar problemas do desenvolvimento escolar.
A adoção de ciclos possibilita trabalhar melhor com as diferenças, levam em conta a desigualdade de oportunidades de escolarização, e os ritmos diferentes de aprendizagem, desempenhos diferentes na relação com objetos de conhecimento.
A pratica escolar tem buscado incorporar essa diversidade de modo a garantir respeito aos alunos e a criar condições que possam progredir nas suas aprendizagens. A lógica dos ciclos consiste em evitar que o processo de aprendizagem tenha obstáculos inúteis e, desnecessários e nocivos. Todos da escola se co-responsabiliza com o processo criando condições que permitam destinar espaço e tempo à realização de reuniões de professores para a discussão do assunto. Professores realizem adaptações sucessivas da ação pedagógica adaptando as com as diferentes necessidades dos alunos.

Organização do conhecimento escolar: Áreas e Temas Transversais
O tratamento da área e de seus conteúdos integra uma serie de conhecimentos de diferentes disciplinas, e contribuem para a construção e compreensão e,intervenção na realidade dos alunos. A concepção de área evidencia a natureza dos conteúdos definindo o corpo do conhecimento e o objeto de aprendizagem par que os professores possa se situar dentro de um conjunto de conhecimentos. Cada área, nos PCNs, se estrutura com objetivos e conteúdos, critérios de avaliação, orientação pra a avaliação e orientações didáticas. Além das áreas, temas de problemáticas sociais são incluídos na proposta educacional como Temas Transversais: Ética, Saúde, Meio Ambiente, Pluralidade Cultural e Orientação Sexual.
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Avaliação
A avaliação é considerada instrumento de auto-regulação, que requer que ocorra em todo processo de ensino e aprendizagem, possibilitando ajustes constantes de regulação do processo e contribui para o efetivo sucesso.
A avaliação deve compreender um conjunto de atuações que tem por função alimentar, sustentar e orientar a intervenção pedagógica, analisando e adequando situações didáticas, subsidiando assim, o professor com elementos de reflexão contínua sobre sua prática.
Avaliar significa emitir um juízo de valor, por isso exige-se critérios que orientem a leitura dos aspectos a serem avaliados, estabelecendo expectativas de aprendizagem dos alunos, expressando objetivos como testemunho da aprendizagem. Esses critérios devem refletir sobre diferentes tipos de capacidades e as três dimensões de conteúdos para encaminhar a programação e atividades do ensino aprendizagem.
A avaliação inicial instrumentará o professor para que possa por em pratica seu planejamento de forma adequada às características de seus alunos, servindo de informação pra propor atividades e gerar novos conhecimentos.
A avaliação contínua ela subsidia a avaliação final. Ela intenciona averiguar a relação entre a construção do conhecimento, por parte do aluno e os objetivos a que o professor se propôs, é indispensável para se saber se todos os alunos estão aprendendo e quais condições estão sendo ou não favoráveis para isso, como indicadores para reorientação da pratica educacional e nunca como um meio de estigmatizar os alunos. Avaliar a aprendizagem implica avaliar o ensino oferecido.
As avaliações devem ser feitas de modos sistemáticos, com observações, uso de instrumentos como registros de tabelas, listas de controle, diário de classe e outros, e na analise de produção dos alunos, em atividades especificas para avaliação com objetividade expor o tema, e responder questionários.
Par ao aluno, é um instrumento de tomada de consciência de suas conquistas, dificuldades e possibilidades de reorganização de seu investimento. Na autoavaliação, o aluno desenvolve estratégias de analises e interpretação de suas produções e dos diferentes procedimentos para se avaliar.
Para a escola, possibilita definir prioridades e localizar aspectos das ações educacionais, demandam maior apoio. A ela se delega a responsabilidade de estabelecer uma serie de registros e documentos, atestados oficiais de aproveitamento como notas, boletins, recuperações, aprovações, reprovações, diplomas, etc.como testemunhos oficial e social do aproveitamento do aluno.
O resultado da avaliação leva a decisões, medidas didáticas, acompanhamentos individualizados, grupo de apoio, lições extras. Aprovar ou reprovar requer analise dos professores. Devem-se considerar critérios de avaliação a sociabilidade e ordem emocional. No caso da reprovação, discussão de conselhos de classes deve considerar questões trazidas pelos pais para subsidiar o professor na tomada de decisão. A repetência cristaliza uma situação em que o problema é do aluno e não do sistema educacional, por isso deve ser estudado caso a caso. A permanência em mais um ano deve ser compreendia como medida educativa para que o aluno tenha oportunidade e expectativa de sucesso e motivação. Aprovar ou reprovar alunos com dificuldades deve sempre ser acompanhada de encaminhamentos de apoio e ajuda que garantam a qualidade de aprendizagem e desenvolvimento das capacidades esperadas.

Orientações didáticas
O eixo de formação no ensino fundamental é a formação de cidadão autônomo e participativo. Os alunos constroem significados a partir de múltiplas e complexas interações. O aluno é o sujeito da aprendizagem, o professor é o mediador entre o aluno e o objeto. Os profissionais da educação devem levar em conta aspectos como:
• Autonomia – princípio didático, orientador das praticas pedagógicas, onde alunos devem ser levados a refletir criticamente, participar eticamente e assumir responsabilidades, valorizando tais ações, construindo seu próprio conhecimento valorizando seus conhecimentos prévios, e interação professor-aluno. O desenvolvimento da autonomia depende de suportes materiais, intelectuais e emocionais, por isso a intervenção do professor define esses suportes, além disso, trabalhar coletivamente, responsabilizarem por suas ações, idéias, tarefas, organização, envolve o objeto de estudo.

• Diversidade – há necessidade de adequar objetivos , conteúdos e critérios de avaliação, forma a atender a diversidade no pais, além da especificidade de cada individuo, analisando suas possibilidades de aprendizagem. O professor deve levar em conta fatores sociais, culturais, e a historia educativa de cada aluno, como características pessoais de déficit sensorial, motor ou psíquico ou superdotação intelectual.

• Interação e cooperação – compreendem saber dialogar, ouvir, ajudar, pedir ajuda, aproveitar críticas, explicar seus pontos de vistas. Essas interações têm caráter cognitivo, emocional e afetivo, por isso interferem diretamente na produção do trabalho. Aprender a conviver em grupo supõe um domínio de procedimentos, valores, normas e atitudes.

• Disponibilidade para a aprendizagem – tal disponibilidade depende do envolvimento do aluno, das relações do que já sabe e o que está aprendendo, da motivação intrínseca, ou seja, vontade de aprender, atitude curiosa e investigativa. A aprendizagem se torna significativa a partir da intervenção do professor em garantir que o aluno conheça o objetivo da atividade, situe a tarefa, reconheça o problema e tome decisões, de forma organizada e ajustadas às possibilidades dos alunos. Além disso, aa relação professor-aluno deve ser com vínculos de confiança, cooperativa e solidária.

• Organização do tempo - O professor deve orientar o trabalho, planejando e executando junto aos alunos sobre o uso do tempo. O professor deve definir atividades, organizar grupos, recursos matérias e definir período de execução, obedecendo tempo mínimo estabelecido pela legislação.

• Organização do espaço

• É preciso que as carteiras sejam moveis, que as crianças tenham acesso aos materiais de uso freqüente, paredes utilizadas para exposição de trabalhos . os alunos devem assumir responsabilidade pela decoração e limpeza da classe. A programação deve contar com passeios e excursões, laboratórios, teatro, artes plásticas, etc. a organização do espaço interfere diretamente na autonomia.

• Seleção de material – todo material é fonte de informação. Livros didáticos devem ser coerentes, de qualidade e deve se estar atentos a eventuais restrições. O uso de materiais de uso social, jornais, revistas, folhetos, calculadoras, computadores, atualizados estabelece vínculos entre o que é aprendido na escola e o conhecimento extra-escolar.

Objetivos gerais do ensino fundamental
Que os alunos sejam capazes de estabelecer capacidades relativas aos aspectos cognitivos, afetivo, físico, ético, estético, de atuação e inserção social, que devem ser adquirido ao termino da escolaridade obrigatória:
• Compreender a cidadania como participação social, exercício dos direitos e deveres políticos, civis e sociais; repudiando as injustiças.
• Posicionar-se critica, responsável e construtivamente nos conflitos e tomadas de decisões;
• Conhecer características do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais;
• Conhecer e valorizar a pluralidade sociocultural brasileiro e outros países, sem discriminação.
• Perceber-se integrante transformador do ambiente
• Desenvolver conhecimento sobre si mesmo, cuidar do seu corpo, cognitiva, física, afetivamente, responsabilizando pela sua saúde e da saúde coletiva;
• Utilizar diferentes linguagens;
• Utilizar diferentes fontes de informações e recursos tecnológicos;
• Questionar a realidade criticamente, selecionando procedimentos, tomando decisões, verificando adequações.




Bibliografia

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: 1.ª a 4.ª série – Introdução. Brasília: MEC/SEF, 1997, v. 1. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Romance narrado em 3ª pessoa. Regionalismo alemão - histórico e ficcional.É a história de Guilherme Sonne, neto de Julius Sonne, filho de Julius Humberto Sonne, descendentes do 1º colonizador alemão vindo para Blumenau no século XVIII. Humberto Sonne é protagonista do romance Verde Vale; No Tempo das Tangerinas é, portanto, uma seqüência da colonização de Blumenau. O livro se inicia com a bela descrição da paisagem local, da família Sonne, o pai, a mãe Lucy, que teria vindo para o Brasil fugindo da 1ª Guerra Mundial, e seus 10 filhos: Humberto-Gustavo, Guilherme, Wilhelm, Julius, Arnaldo, as irmãs Margeritha, Emma, Anneliese, Priscila e a temporã Kátia. É neste cenário que a família recebe notícias de uma 2ª Guerra Mundial, que seguem ouvindo informações pela emissora alemã. Blumenau ainda era extensão da Alemanha, falavam a mesma língua, tinham as mesmas tradições; a diferença é que lá reinava a miséria, a doença, aqui a fartura. No mês de maio, as tangerinas carregavam as árvores dos morros e exalavam um aroma inesquecível por gerações; para lá que as crianças se dirigiam, faziam suas brincadeiras e discutiam as dificuldades da guerra. Com o ingresso do irmão mais velho no Exército, Guilherme fará os serviços mais pesados; Cristina, bisneta de Humberto Sonne, viria para o Brasil fugindo da guerra, e Guilherme nutrirá paixão platônica pela prima até se apaixonar por Terezinha, descendente de italianos, provinda de Biguaçu, motivo de rejeição da mãe por considerá-la miscigenada. Também foi por racismo que Guilherme não soube do parentesco com o mulato Alex Westarb, seu primo, fruto da união do tio Reno e Elisa, uma mulata brasileira. Lucy se abate ao saber que o navio Bismarck fora afundado e não via a hora de a Alemanha se reerguer e ser vingada (lembrou-se da 1ª Guerra). Guilherme servirá o Exército e saberá da gravidez de sua mãe, seu décimo irmão, na verdade Kátia, uma irmã. No serviço, Emma o substituirá e, com tino para os negócios, prosperará. Em janeiro de 1942 o Brasil rompe relações com o Eixo - Alemanha, de ameaça passará para a condição de inimiga para os brasileiros, motivo de muita dor para quem tinha dupla nacionalidade. Soldados brasileiros invadem a casa dos Sonne e o Brasil declara guerra à Alemanha. Humberto-Gustavo será obrigado a ir para a guerra, mas Guilherme, na véspera, contrairia malária, o que o poupou de ir a campo e o medo de perder o filho, fez Lucy aceitar seu namoro com Terezinha.A guerra continuava assustadora, Emma é presa por estar falando Alemão com outras moças. Guilherme e Terezinha se casam, mas quando é novamente convocado para se alistar, a febre reaparece, salvando-o. Humberto volta da guerra, marcado por granadas, deixa para trás os companheiros Klaus e Dirceu. Nasce em 1945, Lucy Maria Sonne, filha de Guilherme e Terezinha. 30 anos após a guerra, o herói está amadurecido, perceberia que a guerra não acabava nunca e que o tempo das tangerinas, marca de sua infância e inocência, voltava sempre, fazendo-o esquecer, com seu aroma, as dificuldades do dia-a-dia. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Guimarães Rosa (1908-1967) converteu o sertão em linguagem, transferindo-o para o oco do coração do homem. Viver tornou-se, então, muito perigoso. Mas há de se a arriscar, como o fez Riobaldo, seu personagem mais conhecido, ao empreender a temível travessia do sertão da alma, o desafio do homem diante das forças do bem e do mal. Poeta? Prosador? Guimarães Rosa confunde os limites literários assim como os limites entre pensar e sentir. Dessa forma é que experimentamos o destino de seus personagens, como parte de nossos destinos, mas também refletimos sobre essas vidas para delas extrair as melhores lições. A Hora e vez de Augusto Matraga, narrativa que integrava o primeiro volume de contos do autor Sagarana (1967), é uma boa porta de entrada no universo encantado da ficção rosiana. Augusto Esteves, Nhô Augusto, Augusto Matraga (os três nomes se referem a um só personagem) são os passos da travessia de um homem ao encontro de seu destino - buscado e construído na dor, mas também na alegria, no encontro com o sagrado e no desfrute do mundano - sua hora e sua vez. Nhô Augusto era dono de gado e de gente. Mas, numa virada da vida, 'descendo ladeira abaixo' perdeu tudo, incluindo a mulher que fugiu com outro, levando-lhe a filha junto. A partir desse ponto a narrativa poderia decorrer da cobrança de uma dívida de honra, como aconselhou o empregado Quim: "...eu podia ter arresistido, mas era negócio de honra, com sangue só para o dono."

No entanto, Nhô Augusto renuncia à vingança, mas não à honra, e se regozija ao fim, radiante, ao se deparar com a hora e vez de ser Matraga, o homem que escolheu ser. Homem capaz de agir com coragem, justiça, fraternidade e compaixão. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
As Cartas Portuguesas consistem em cinco curtas cartas de amor. Publicadas em sua tradução francesa em 1669, são supostamente as cartas de amor de uma freira portuguesa a um oficial francês. Nelas transparece um amor incondicional e exacerbado da jovem Mariana, que diz sofrer horrores com a distância do amado. Aos poucos as cartas vão perdendo o tom de esperança numa reunião, que já era mínimo, e vão se tornando pedidos incessantes de notícias e correspondência equivalente. A solidão de Mariana, seu sentimento de repressão, e sua vontade de reter o amado ao seu lado são constantes. Ao que parece o oficial, chamado DeChamilly, não correspondia igualmente: Mariana pede respostas maiores, mais afetuosas. Este amor total de Mariana Alcoforado é impregnado de todos os sentimentos que a transformariam numa autora romântica, mas sua pequena obra encontra-se entre autores barrocos meramente por esse ser o estilo da época em que vivia. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Cancioneiro é composto por poemas líricos, rimados e metrificados, de forte influência simbolista. É do Cancioneiro um dos poemas mais célebres de Pessoa, Autopsicografia, em que reflete sobre o fazer poético: "O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm." O leitor atento há de perceber que o poeta parte de uma dor sua, real, integral. Só quem sente uma dor pode fingir outra que não sente. Só quem tem personalidade pode ser ator. Como Fernando Pessoa. Já os leitores, lêem no poema a dor ou o sentimento que lhes falta e que gostariam de ter. Sentem-na ao atribuí-la a poeta. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
HOWARD GARDNER – “a escola deve valorizar as diferentes habilidades dos alunos e não apenas a lógico-matemática e a lingüística, como é a mais comum. – para que as diversas inteligências sejam desenvolvidas, a criança tem de ser mais que uma mera executadora de tarefas. É preciso que ela seja levada a resolver problemas”.
De acordo com Gardner, estas seriam nossas sete inteligências:
1. Lógico-matemática: capacidade de realizar operações matemáticas e de analisar problemas com lógica.
2. Lingüística: habilidade de aprender línguas e de usar a língua falada e escrita para atingirem objetivos;
3. Espacial: capacidade de reconhecer e manipular uma situação espacial ampla mais restrita. Importante para cirurgiões ou escultores;
4. Físico-cinestésica: potencial de usar o corpo para resolver problemas ou fabricar produtos. Dançarinos, atletas, cirurgiões e mecânicos;
5. Interpessoal: capacidade de entender as intenções e os desejos dos outros e de se relacionar bem com eles. É necessário para vendedores, líderes religiosos, políticos e professores;
6. Interpessoal: capacidade de a pessoa se conhecer, seus desejos e usar as informações para alcançar objetivos pessoais.
7. Musical: aptidão na atuação apreciação e composição de padrões musicais.
A naturalista, que seria a capacidade de reconhecer objetos na natureza, e além dessas, discute outras, a existencial ou espiritual e a moral, sem adicioná-las às sete originais.
Ele reconhece que a discussão em torno da teoria trouxe a alerta importante para quem trabalha com educação. A escola deve considerar as pessoas inteiras e valorizar outras formas de demonstração de competências alem dos tradicionais eixos lingüísticos e lógicos –matemáticos. Kátia Smole, defende no mestrado da USP, que é comum o conceito ser empregado indevidamente por várias escolas. Ter aulas de música não garante aos estudantes desenvolver a inteligência musical. Para que aconteça é necessário que o aluno pense sobre aquilo que faz e esteja em situação de criação ou resolução de problemas.
No Colégio Sidarta, em Cotia, a teoria de Gardner é à base da proposta pedagógica. Atendem as diferenças individuais e respeitam as potencia, idades dos alunos. Os alunos estudam juntos e nas estações de trabalho cantos onde são organizados diferentes recursos pedagógicos. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Autores/ Datas Palavras-chaves Método/procedimento Observações

Maria Montessori
*1870 Itália
+1952
Liberdade, atividade, vitalidade, individualidade, auto confiança. Humanista, individual. Crianças
excepcionais. Materiais didáticos e mobílias apropriadas.Estágios: de 3 em 3 em anos. Contras: método individualizado, diferente de Freinet educação voltada para a vida.Pós: abriu a porta para as mulheres ingressarem numa profissão.

Celestin Freinet
*1896França
+1966 Liberdade, autonomia, trabalho, coletivo social Não-diretivo, educação pelo trabalho, social coletivo, humanista social, construtivismo. Aulas passeio, imprensa cantinhos de pesquisa, registros – centros de interesses. Diferente de Montessouri: coletivo e a educação voltada para o trabalho.

Rudolf Steiner
*1861
+1925 Antroposofia, corpo, alma, imaginação Humanista.Aluno no centro,levando em conta as diferentes características das crianças, concepção holística, eurritmia (trabalhos manuais), setênicos (0/7-bom,7/14-belo,14/21-sabedoria). Professor da classe tutor, conteúdos da época, escola para elite. Equilíbrio entre o corpo e alma. Contras: Nos primeiros sete anos afirma que a aprendizagem se realiza por meio da imitação e nada deve ser racionaliada.

Emília Ferreiro
*=ou-1939/1940 Alfabetização, objetos concretos, individual e coletivo. Construtivismo social, coletivo e individual, trabalha com objetos concretos evolução da escrita, analítico. Níveis: pré-silábico, silábico, silábico-alfabético, alfabético. Contras; Não deixa claro o processo do construtivismo.

Neil Summerhill
*1883
+1973 Liberdade, autonomia, responsabilidade Humanista.Liberdade centrada no aluno, educar para a felicidade; escola liberal e princípios liberais de autonomia. Salas ambientes, professor período integral e cada um têm sua sala, regras e punições feitas pelos próprios alunos. Ação baseada no amor incondicional. Contras: escola para classe média e alta. Promiscuidade.

David Paul Ausubel
*1918 Conteúdo significativo Aprendizagem significativa (representacional, de conceitos e proposicional- de recepção ou descoberta ou mecânica) estrutural cognitiva humanista,construtivista. O professor deve ter uma visão ampla (psicologia, sociologia, biologia) para estabelecer uma ponte –ancoragem-, onde os subsunçores –conhecimentos pré-adquiridos são a base. Contras: muito teórico. Brunner critica Ausubel por ser sistemático o que o professor é responsável pela aprendizagem do aluno à carga maior do professor.

Jerome Brunner
*1915 -Situações/
problemas
-descoberta/ intuição Humanista Cognitivista, projetos, pesquisa, insight (solução de problemas, construção de conhecimento). Teoria da descoberta: indutivo, socrático, cognitivista, o professor é facilitador; auto-avaliação.criatividade, trabalho em grupo. Nível de desenvolvimento inativo, icônico, simbólico; o aluno é responsável pelo seu próprio conhecimento Crítica: Segundo Ausubel o método de descoberta é extenso, o aluno se perde e a situação problema criada pelo professor foge do controle do professor.

Albert Bandura
*1925 Modelagem, imitação (vicário), aprendizagem por observação afetiva e social. Descoberta, propensão inata do ser humano; cognitivista, comportamental. Situações repetitivas, meio ambientes. Aprendizagem por imitação do comportamento de outras pessoas (modelo). Fases da aprendizagem por observação: aquisição, retenção, desempenho e conseqüência. Contras: Imitação de modelos não aprovados mentiras, desonestidade.

Mills Gagné
*1916
+1967 Motivação, associação da aprendizagem (tipos de aprendizagens) , respeito a capacidade e individualidade do aluno e habilidades especificas. Sete tipos de aprendizagens –da simples para a complexa; cognitivista, comportamental (transformação), condicionamento voluntário. Fases de aprendizagens: de signos, estímulo-resposta, em cadeia, associações verbais, discriminações múltiplas, conceitos e resolução de problemas. Ligado a Bandura e Skinner (behaviorismo)
Diz que só a aprendizagem se sistematizar na ordem, mas do mesmo tempo diz que cada um tem sua habilidade, estão a uma contradição. .

Burrhur Frederick Skinner
*1904
+1990 Condicionamento operante voluntário, respostas automáticas. Construtivista, comportamental, idéias behavioristas. Comportamento é condicionado pelo ambiente, heranças hereditária - automático e mecânico.
Reforços positivos e negativos (intrínsecos e extrínsecos). Atender a individualidade de cada criança, faz um estudo do comportamento, só através do condicionamento vai mudar o comportamento Estrutural – instropecção subjetiva; funcionalista – instropecção subjetiva e objetiva da mente.. observação do behaviorismo; fenomenológico de Gestalt e a associação livre da psicanálise.
Contras: não se interessa pelas estruturas mentais apenas deseja explicar o comportamento e aprendizagem como conseqüências dos estímulos ambientais, não quer saber do procedimento mais a resposta, é muito mecânico.

Paulo Freire
*1921
+1996 Diálogo, conscientização, liberdade,
Alfabetização,
Gemas geradores Construtivista sócio cultural. Educação libertadora: a educação deve ser um ato político;
alfabetização de Adultos: Seu processo de alfabetização inicia-se com palavras geradoras (+ ou – 17) (de)codificação; o educador deve ser um provocador de situações. Critica a pedagogia bancária. Não é método e sim projeto.

John Dewey
*1859
+1952 Projetos, democracia e liberdade – Escola Nova, social coletivo. Behaviorista e funcionalista, pragmatismo, humanista progressista. Ação-reflexão-experiência; educação para a vida e sociedade mais justa e igualitária. Cognitivista: Situação problema, análise, incubação, insight, verificação, educação pela ação (experiência), propiciar as crianças condições para resolver por si própria seus problemas, conteúdos significados. Contra: muito conservador. Não questionam a sociedade e seus valores, conservadores

Kilpatrick
Pequenos projetos Humanista sócio-cultural. Trabalhava junto com Dewey. Criticado por perpetuar valores tradicionais. Projetos de produção, consumo, situação-problema e elaboração de um novo método técnico. Projeto pedagógico, atividades significativas, realidade do aluno e a relação com o social, respeitam as etapas de desenvolvimento do aluno. Contra: Sua escola para elites, escola com poucos alunos, seu método para escola publica não é viável. Não mostra a realidade

Ovide Decroly
*1871
+1932 individual e social, trabalho em conjunto e equilíbrio Humanista,Pedotecnia, crianças especiais, globalização do conhecimento, centros de interesses, linguagens múltiplas, teorias biossociais. Trabalhos manuais (jogos e brincadeiras). Etapas de aprendizagens: observação, associação, expressão. A escola: sociedade em miniatura, matérias concretos, deve ser prazerosa, defende a liberdade de iniciativa e a responsabilidade. Contra: não é viável para salas com grande numero de alunos, como das escolas públicas.

Roger Cousinet
*1881França
+1973 Jogos, coletivo. Humanista. Adepto da psicologia experimental, a criança como ela é. Educação centrada no aluno. Trabalha a observação, experimentação, analise de documentos. O aluno é sujeito do seu próprio conhecimento, auto-confiança. Contras: idem Decroly

Phillipe Perrenoud
*1946 (Dez) Competências e Habilidades, Formação do Educador. Avaliação. Pedagogia Diferenciada. Dez Competências (para professores). Atenção ao planejar, deve ser trabalhada não e só uma transferência é um conhecimento.
O planejamento não pode se imutável, estável deve ser mutável sempre em movimento, é contra o tayorismo que era somente a transferência de conhecimento, a competência do professor não é claro e nem simples.

César Coll
* PCNs – temas transversais. Ensino e Aprendizagem, construtivista, contextualização do currículo (do complexo para o simples). Valorização profissional do professor, currículo referenciado pela Espanha que influenciou a transversalidade Partiu das idéias de Piaget para escrever sobre currículo, plano curricular tem que se articulado com a sociedade.

Antônio Nóvoa
* Significado do professor. Formação do educador. Metodologia de ensino. Construtivista.Formação contínua. Não separa a teoria da prática. O professor tem que ser bem preparado e valorizado. Professor pesquisador reflexivo, organizador, responsável pela sua formação. Hoje o professor te que ter saberes, técnicas, complexidade social e trabalhar em grupo Contra: método catedrático. Como trabalhar competências se o sistema não ajuda?

Bernardo Toro
* Tolerância – Pilares da Unesco. participação produtiva. Formação do professor. Inserção social do ser humano, contextualização com a realidade. Sete competências – Código da Modernidade- para o desenvolvimento da criança e do jovem: domínio da leitura e escrita, capacidade para fazer cálculos e resolver problemas, capacidade de analisar, sintetizar e interpretar dados, fatos e situações, capacidade de compreender e atuar em seu entorno social, receber criticamente os meios de comunicação, capacidade para localizar, acessar e usar melhor a informação acumulada, capacidade de planejar, trabalhar e decidir em grupo.a 8.ª criar uma mentalidade internacional.

Carl Rogers
*1902
+1987 Terapia centrada no aluno Não-diretivo, humanista. Contrato: atende programas e conteúdos pela necessidade dos alunos, salas ambientes, pré-adolescentes e adolescentes, participativo, problema de aprendizagem, terapeuta. Progressão continuada, ciclos. Professor facilitador, relação confiança aluno, ambiente diversificado, importância do aspecto interacional do aprendizado, professor e aluno são co-responsável pela aprendizagem.

Lev Vygotsky
*1896 Rússia
+1934 Ser histórico, linguagem Humanista, abordagem sócio-cultural. Desenvolvimento e aprendizagem se dá através da interação social, o bom ensino é o que se incide na zona proximal real proximal potencial, conhecimentos múltiplos. Professor é intermediário. Zonas e jogos. Contras:O desenvolvimento e aprendizagem não depende da maturação, não se refere as aspecto afetivo.

Wallon Aprendizagem emocional Humanista. Habilidade ligada ao emocional. Fazer o que gosta. Importância do outro, potencial afetivo, relacionamento professor – aluno, apsicogênico é a da pessoa completa, afetivo, cognitivo e o motor, prioriza o emocional.
Contras: Teórica muito complexa.

Luria
*1902
+1977 Linguagem, experiência com genes Humanista/ sócio-cultural valoriza muito a escola, a escrita é uma técnica sócio - cultural.
Contras: Os conhecimentos anteriores não são importantes

Johann Friedrich Herbart
*1776
Alemanha
+1841 Conteúdos unificados correlacionados
Educação Infantil Comportamentalista. Seu método inicia-se pelo interesse da criança, a observação, a solicitação e a ação, correspondendo aos passos de instrução,como regras de exposição;
Clareza, associação, sistematização. Do simples par ao complexo. Introduzir a didática, dosagem equilibrada de conhecimento de acordo com a etapa da aprendizagem Seguidor de Pestalozzi.

Joahnn Heinrich Pestalozzi
*1746Suíça
+1827 Escola do trabalho. Comportamentalista. Educação natural segundo o desenvolvimento da criança, meio para a reforma social. Método de observação, linguagem, época de aprender não é a época de julgamento e critica, ensino do simples gradual, tempo para dominar o conteúdo, ensino é o alvo par ao desenvolvimento, respeito a individualidade, o ensino deve aumentar os poderes da inteligência , saber-poder, aprendizagem-conquista da técnica, relação professor-aluno de amor, a instrução deve ter uma finalidade. Respeito às diferenças individuais e as etapas do desenvolvimento natural das crianças, introduziu os novos recursos da didática. Contras: Época de aprender não é época de julgamento e crítica.

Friedrich Froebel
*1782
+1852 Verdade, justiça. Liberdade, responsabilidade, iniciativa, Importância da criança, estimulo, direção. Jardim da Infância. Escola aprender para a vida. Trabalha canto, gesto e linguagem, trabalhos artesanais.

Mosel
Comportamentalista Organização da matéria na prática do ensino formulou regras operacionais para as estratégicas da ação docente trabalho com o núcleo depois os derivados. Ensino com o processo de modelagem.

Maguerez
construtivista Ato de ensinar através de criação de situações incentivar o aluno a levantar hipóteses através da observação construção, teorização execução e síntese.

Chomsky
Humanista Linguagem é inata ao homem, a gramática não pode estar distante do texto. Que compor palavras segundo o seu som é o primeiro passo para a leitura.

Piaget
Cognitivista Estrutura cognitivista mudam através dos processos de adaptação: assimilação e acomodação, níveis diferentes de desenvolvimento cognitivo, desenvolvimento e etapas da inteligência. . veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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