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O Retorno e Terno - Rubem Alves
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Vasco caminha pela vida numa incansável e persistente busca: de emprego, de amor, de dias melhores... Mas não importa. Já se habituou a viver em constante contradição. Busca as aventuras da boemia e descobre os prazeres de um viver regrado. Como será o amanhã? Não se sabe... Há dificuldades imensas, mas é certo que também existe Clarissa, sua paixão, o elo que o prende à realidade. A vida ainda vale a pena! Permanecer e lutar ou ganhar mundo com seu pai, num percurso solitário? Erico Verissimo consegue, neste livro contundente e atual, mostrar que, apesar dos pesares que marcam o destino inexorável do homem, todos nós temos direito a Um Lugar ao Sol. Neste livro, o escritor consegue elaborar de modo impecável um retrato vivo da complexidade do ser humano e das questões que o inquietam. Reunindo personagens já conhecidas de suas obras anteriores, coloca-as a nu, com uma linguagem sincera e comovente, criando situações em que o cotidiano se impõe sempre, implacável. Assim, à miséria e à violência que marcam o destino do homem, somam-se aspectos do mais profundo humanismo: a solidariedade irrestrita, a esperança de uma vida melhor, a amizade, a paixão.

Sempre crítico, o autor analisa a sociedade procurando compreendê-la de forma realista, isenta. E as personagens, vivendo o presente intensamente, ao sabor dos acontecimentos, não se preocupam com o amanhã. É melhor "seguir ao acaso, como os barcos antigos, sem bússula nem porto certo, guiados apenas pelas estrelas". Com uma temática atual e forte, o enredo envolve o leitor e leva-o a refletir sobre o próprio destino, seus encantos e desencantos, sua impotência e pequenez frente à vida. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Argumento desse romance se esboça através de situações e detalhes, que compõem o ambiente e com ele submergem numa atmosfera que delimita o seu próprio mundo. De repente , todos os seus componentes materiais, humanos e temporais avultam nitidamente em torno de um símbolo de poder unificador e punitivo, a "menina morta". Evocada em sua curta existência , ela deisa entrever a sua missão conciliadora, também inspiradora do perdão e da bondade. Morta, abandona os vivos que se aprisionam cada vez mais nas cadeias do orgulho, do grande latifúndio escravocrata e monocultor, todos surdos aos gemidos da humildade passiva do escravo seviciado e aterrorizado. A paisagem é a de uma grande fazenda de café no Vale do Paraíba, com seu imenso solar, inúmeros agregados e trezentos escravos. Seus senhores sofrem um drama íntimo, contido pelo orgulho e pelo amor-próprio, que intimidam e impedem qualquer possibilidade de alusão , de quem quer que seja, ao que possa ter acontecido. Ao mesmo tempo pressente-se a iminência da revolução social e econômica, com a extinção do trabalho servil. A criança , que seria a esperança de uma reconciliação humana geral naquela paisagem de riqueza e poderio às vésperas de se extinguir , se converte naquele símbolo da "menina morta". É a sombra punitiva que paira sobre os desumanizados. Tanto que , como num misterioso processo de metempsicose. Tanto que, como num misterioso processo de metempsicose, ela é confundida com a irmã que sobrevive e é feita herdeira da fazenda. É quando esse vasto latinjúndio de repente se desola, quase se intemporaliza , para envolver a sobrevivente numa imensa sombra, justamente com sua mãe, física e mentalmente debilitada. O romance parece então dividir-se em duas partes: a primeira, em que perdura a lembrança da menina morta, coexistindo com o seu retrato a óleo na parede, enquanto ela se faz atuante como verdadeira força catalítica; a segunda preenchida pelo retorno da irmã, coincidindo com a ausência dos pais, até ao entorpecimento sombrio de todo aquele imenso e fervilhante domínio. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Calabar: o elogio da traição - Chico Buarque de Hollanda


A peça relativiza a posição de Domingos Fernandes Calabar no episódio histórico em que ele preferiu tomar partido ao lado dos holandeses contra a coroa portuguesa.
Vivia o Brasil sob a opressão do regime ditatorial militar, e era comum o uso das metáforas nas produções artísticas a fim de, por um lado, burlar a censura rigorosa do sistema (sendo popular a figura de Armando Falcão, militar encarregado dessa tarefa canhestra) e, por outro, denunciar a situação atual.
Chico Buarque foi um mestre no uso dessas figurações: e o episódio histórico do traidor Calabar, comum em todos os livros didáticos como um dos maiores exemplos de perfídia - serviu de mote para justamente questionar a chamava versão oficial.

Na peça, Domingo Calabar passa de comerciante que visava o lucro e que, por isto, traíra os portugueses e colonos brasileiros - para um quase herói, que tinha por objetivo não o ganho pessoal, mas o melhor para o povo brasileiro (na verdade um conceito ainda inexistente, no século XVIII).
A intenção dos autores, porém, não era denunciar um erro histórico, nem tinha a pretensão de promover uma revisão: o alvo era, justamente, o próprio Regime militar, sua censura, os veículos de comunicação que, engessados pelas versões dos fatos sempre acordes com o sistema, passavam ao povo imagens que precisavam ser questionadas em sua veracidade.

Músicas
Dentre as músicas que compõem o repertório da obra, algumas foram sucesso, como "Não existe pecado ao sul do Equador" (cantada por Ney Matogrosso); "Cala a boca, Bárbara", e outras.

Iniciativa ousada
Calabar: o elogio da traição, foi escrita no final de 1973, em parceria com o cineasta Ruy Guerra e dirigida por Fernando Peixoto. Era uma das mais caras produções teatrais da época, custou cerca de trinta mil dólares e empregava mais de oitenta pessoas.

A peça e a ditadura
A censura do regime militar deveria aprovar e liberar a obra em um ensaio especialmente dedicado a isso. Depois de toda a montagem pronta e da primeira liberação do texto, veio a espera pela aprovação final. Foram três meses de expectativa e, em 20 de outubro de 1974, o general Antônio Bandeira, da Polícia Federal, sem motivo aparente, proibiu a peça, proibiu o nome Calabar do título e, como se não bastasse, ainda proibiu que a proibição fosse divulgada.
O prejuízo para os autores e para o ator Fernando Torres, produtores da montagem, foi enorme.
Seis anos mais tarde, uma nova montagem estrearia, desta vez, liberada pela censura. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Na colméia do inferno (1984) - Editora Moderna

Neste livro eu procurei uma narração mais visceral, com um foco narrativo quase nas entranhas do personagem central: suas raivas, suas revoltas, suas idiossincrasias. A narrativa é linear, mas os acontecimentos misturam-se às emoções do protagonista, formando um quadro duro, áspero, revoltado. A intenção foi justapor o tal conflito de gerações, mostrando-o como uma diferença de pontos de vista acerca do mundo ditados pela evolução das necessidades da própria História (História da sociedade, não história-enredo).

Já fiz teatro no passado e isto faz com que a forma teatral cênica não se afaste de meu pensamento. Assim, procurei utilizar essas técnicas no livro: veja-se o clima cênico do início do Capítulo Nha Nana. Os personagens são também verborrágicos, como seria necessário no teatro, e procurei criar as falas de modo que elas funcionassem como falas de teatro, isto é, um texto que daria certo se fosse lido em voz alta. A varanda, no texto, representa o estrado (chamado praticável) em teatro, para criar planos que definam as desigualdades entre as pessoas: os reis, os senhores, sempre estarão sobre estes estrados; o povo, os outros, sempre estarão ao rés-do-chão, submissos.

Durante a redação desse livro, surgiu um personagem, não planejado anteriormente, que se agigantou e tomou o livro, forçando, inclusive, um desfecho que sequer me havia ocorrido. É o Velho Santinho, uma imposição quase parapsicológica, que se desenvolveu, falando diretamente, sem que, ao reler o que havia escrito, eu mudasse uma palavra do que ele dissera.
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Bento Santiago, um advogado de meia idade, vive sozinho numa boa casa, em bairro distante do centro do Rio de Janeiro onde é conhecido como Dom Casmurro. Para preencher a vida pacata de viúvo sem filhos, Dom Casmurro resolve contar suas lembranças, isto é, atar as duas pontas da vida, a adolescência e a maturidade. Adolescente, Bentinho descobre-se apaixonado pela menina da casa ao lado, a Capitu. Inteligente, com idéias atrevidas, Capitu convence Bentinho a não concordar com o projeto de sua mãe, Dona Glória, senhora viúva e rica, que queria fazê-lo padre. Bentinho tanto encanta-se pela firmeza de Capitu quanto fica fascinado por seus cabelos, pelos olhos de ressaca e começa a conhecer as regras do amar. A vida toma o rumo que desejam os apaixonados: depois do seminário, do curso de Direito em São Paulo, casam-se. A vida corre feliz até o dia em que brota o ciúme, de tudo e de todos. A história de amor transforma-se numa história de suspeita de traição. O ciúme faz de Bento Santiago um homem cruel e perverso. Mordido pela dúvida de que o pequeno Ezequiel seja não seu filho, mas de seu amigo Escobar, com que aparenta visível semelhança, impõe a separação à Capitu. Para todos os efeitos, o bacharel rico enviava o filho, acompanhado da mãe para estudar na Suíça. Nunca mais Bentinho encontrou Capitu, que morre na Europa. Só revê o filho uma vez, antes de o rapaz morrer de tifo, numa viagem científica a Jerusalém. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
IMBERNON, Francisco. Formação docente e Profissional – Formar-se para a mudança e a incerteza. São Paulo: Cortez, 2001
Há um incremento acelerado e mudanças nas formas do contexto da sociedade. Uma evolução acelerada da sociedade que tem mudanças nas formas de agir, pensar e senti das novas gerações. A educação não é só dos docentes passa a ser de toda a sociedade. Há também mudanças no meio de comunicação e nas tecnologias. Pra tudo isso, requer um profissional da educação diferente com uma prática reflexiva.
A educação deve conter a imperatividade, ou seja, integração com o outro. Compartilhar, trabalho coletivo. Ser profissional requer um trabalho com objetividade política. Educar para incluir e ascender socialmente, levando em consideração a complexidade de todas as formas que nos rodeiam.
Crescer e ter acesso a informações e te atitude fazendo o aluno participar. Cidadania.
Conhecer os alunos, a comunidade interna e externa da escola são fatores que aumentam a qualidade docente, tanto como pesquisa como gestão.
A prática docente deve ser refletida diariamente, para evoluir e assim contribuir para que o aluno entre o embasamento ma instituição escolar.
O professor deve ter consciência da importância do trabalho coletivo, e que um aprende com o outro, em regime de colaboração com todos. Deve se ter como ponto de partida, discussão coletiva que um projeto se inicie com a realidade do aluno. A coletividade pressupõe partilha, reflexão, comprometimento, interatividade, formação permanente, colegialidade, realidade social, inclusão e ascensão social.
A qualidade da instituição escolar depende da qualidade do aluno por meio de suas contribuições a sociedade. Para isso, deve-se desvelar o currículo oculto e descobrir maneiras de seu mundo, a escola e de sua organização.
A educação passa a ser democrática e a bagagem que o aluno traz leva a uma ação e reflexão para que aprendam a mudar.
O professor não dever ser técnico, mas dinâmico no cultural e social, deve ser dotado de conhecimentos objetivos e subjetivos, habilidades e atitudes para desenvolver profissionalmente, de forma reflexiva e investigadora, superando a alienação. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
SMOLKA, Ana Luiza Bustamante. A criança na fase inicial da escrita

14.SMOLKA, Ana Luiza Bustamante. A criança na fase inicial da escrita: a alfabetização como processo discursivo. São Paulo: Cortez; Campinas, SP: Editora da Universidade de Campinas, 6. ed., 1993.
Alguns pontos de partida
A alfabetização tem se revelado uma das questões sociais mais fundamentais em virtude de suas implicações político-econômicas e por ser ao mesmo tempo instrumento e veículo de uma política educacional que ultrapassa em muito o espaço meramente acadêmico e escolar. A ideologia da ‘democratização do ensino’ produz a ilusão de um maior número de alfabetizados no menor tempo possível. Ocorre que no processo da produção do ensino em massa as práticas pedagógicas aplicadas não apenas discriminam e excluem, como emudecem e calam.
Durante as décadas de 1960 e 1970, o Estado brasileiro difundiu e implementou a idéia da educação compensatória que, confundindo propositadamente ‘diferença’ com ‘deficiência’, criou e, de certa forma, consolidou inúmeros mitos com relação ao fracasso escolar: do mito da incapacidade da criança começou o surgir o mito da incompetência do professor.
Para ‘compensar’ esta nova ‘deficiência’ era necessário implementar os cursos de treinamento e os manuais didáticos para o professor malformado, mal-informado e desatualizado. “Numa surda situação de simulacro” – como escreve Smolka (1993, p. 16) – “em que os professores desconfiam das crianças e dos pais; os pais não confiam nos próprios filhos nem nos professores; as crianças aprendem a não confiar em si mesmas nem nos adultos, as relações interpessoais vão sendo camufladas, interrompidas e ninguém parece questionar as condições ou duvidar dos métodos” – enquanto que a escola se manteve a mesma e o problema da evasão sem solução.
Segundo Smolka, a escola que se mostrou deficiente em sua tarefa pedagógica de alfabetizar, passou a apontar cada vez mais uma série de ‘patologias’ nas crianças: dislexias, problemas psicomotores, foniátricos, neurológicos; o desinteresse total, a apatia, a falta de motivação, isto é, começam a ‘surgir’ nas crianças problemas que não, necessariamente, elas os têm.
No começo da década de 1980, os pesquisadores brasileiros começam a ter acesso aos primeiros resultados do estudo de Emília Ferreiro sobre os processos de aquisição da linguagem escrita em crianças pré-escolares argentinas e mexicanas, indagando os métodos de alfabetização existentes. É a partir deste trabalho que Smolka desenvolveu sua pesquisa sobre os processos de aquisição da escrita nas crianças, cujos resultados este livro apresenta.
O que de fato se comprovou, segundo Smolka, foi a indiscutível influência das condições de vida das crianças no processo de elaboração e construção do conhecimento do mundo. E, nestas condições, o importante papel que desempenha a presença ou a ausência de adultos ou pessoas mais experientes, como interlocutores e informantes das crianças.
Salas de aula, relações de ensino
Entendendo que a alfabetização implica leitura e escritura como momentos discursivos, uma vez que o próprio processo de aquisição também vai se dando numa sucessão de momentos discursivos, de interlocução, de interação, Smolka discute neste segundo capítulo alguns parâmetros ou pontos de apoio para a análise que busca fazer em sua pesquisa. E vai buscá-los na Teoria da Enunciação e na Análise do Discurso. A Teoria da Enunciação, extraída da obra de Bakhtin, aponta para a consideração do fenômeno social da interação verbal nas suas formas orais e escritas, procurando situar essas formas em ligação às condições concretas da vida, levando em consideração o processo de evolução da língua, isto é, sua elaboração e transformação sócio-histórica.
As referências para a Análise do Discurso, Smoka encontra em Orlandi e Pêcheaux. Enquanto para Orlandi o discurso pedagógico considera a função de ensinar do ponto de vista da escola e do professor: quem/ ensina/ o que/ para quem/ onde; Pêcheaux argumenta que todo processo discursivo supõe, da parte do emissor, uma antecipação das representações do receptor, isto é, sua habilidade de imaginar, de pensar onde seu ouvinte o enquadra, e que esta antecipação de ‘o que o outro vai pensar’ do lugar em que ele se representa como tal parece constitutiva de todo discurso.
Ambos os casos apontam para a ilusão em que vivem os professores que assumem a tarefa, a eles atribuída pela sociedade, de ensinar. Ou seja, da forma como tem sido vista na escola, a tarefa de ensinar adquiriu algumas características (é linear, unilateral, estática) porque, do lugar em que o professor se posiciona (e é posicionado), ele se apodera (não se apropria) do conhecimento; acredita que o possui (é levado a acreditar) e que sua tarefa é precisamente dar o conhecimento à criança. Desse modo, o professor monopoliza o espaço da sala de aula: seu discurso pré-domina e se impõe. Daí sucede que o estatuto do conhecimento passa pela escolarização, o que significa dizer que quem não vai à escola não possui conhecimentos. A ilusão ao qual o professor está submetido decorre da não-consideração de vários aspectos cruciais no processo de convivência, interação e relação com os alunos, pais, colegas de trabalho, funcionários, superiores, no cotidiano da escola. Nesse lugar, o(a) professora(a) ocupa uma posição de responsável pelo processo de alfabetização e assume a tarefa de ensinar crianças a ler e a escrever. Nesse mesmo lugar, as crianças ocupam uma posição de alunos, e assumem a tarefa de aprender a ler e a escrever. Isto parece claro e evidente, portanto, não se questiona.
Smolka dá como exemplo uma situação em que a professora escreve na lousa e propõe às crianças um exercício como o descrito, percebe-se que ela está desempenhando o papel a ela atribuído e imagina-se que assim esteja alfabetizando as crianças. Mas, pelos comentários da professora desta situação-exemplo verifica-se que as crianças não corresponderam às suas expectativas, isto é, não entendem o que devem fazer, nem executam a tarefa dada conforme era esperado. Isto indica que as ‘pressuposições’ não se confirmam, indica que existe algo nesta situação que não está sendo revelado, que é preciso procurar as ‘pistas’ que geralmente passam despercebidas e são tidas como irrelevantes nas análises das relações de ensino. A professora que sabe qual é a sua função dentro da sala de aula ensina crianças que ainda não desempenham seu papel dentro da sala de aula conforme o esperado. Isso gera na professora um sentimento de incapacidade, incompetência e fracasso que ela acaba por transferir para as crianças. Ou seja, como a tarefa suplanta ou apaga a relação de ensino, evidencia-se, então a luta de poder. Como elas não conseguem realizar as expectativas da professora, supõe-se e conclui-se que as crianças têm problemas; que elas são incapazes; que elas não prestam atenção e não tem os pré-requisitos desenvolvidos; o que significa dizer que não podem ser alfabetizadas. Essas conclusões e suposições, que na realidade se caracterizam como pressuposições, transformam-se em preconceitos. E é isso, segundo Smolka, que tem permeado, implicitamente, as relações de ensino.
Discutindo pontos de vista
Dentro desta perspectiva apontada no capítulo anterior, as falhas ou os erros estão sempre nas crianças e nunca nos procedimentos utilizados pela escola, que são sempre ‘cientificamente’ comprovados e legitimados. Entretanto, uma análise feita sob outra perspectiva pode nos apontar, entre outras coisas, que o que está subterrâneo nas práticas adotadas nas escolas pelos professores são concepções de aprendizagem e de linguagem que não levam em consideração o processo de construção, interação e interlocução das crianças, nem as necessidades e as atuais condições de vida das crianças fora do ambiente escolar e, por isso mesmo, podem ser consideradas historicamente ultrapassadas.
Como em inúmeras outras situações do contexto escolar, os movimentos de interação entre as crianças e entre as crianças e o professor são cerceados por questões disciplinares: o silêncio em sala de aula, por exemplo. Dessa forma, a alfabetização na escola fica reduzida a um processo, individualista e solitário, que pouco tem a ver com as experiências de vida e de linguagem das crianças. Nesse sentido, é estéril e estática, porque baseada na repetição, na reprodução, na manutenção do status quo. Configura-se assim um tipo de sujeito que não precisa perguntar, que não precisa da ajuda dos outros para aprender.
De um ponto de vista construtivista, essa situação escolar se colocaria como insustentável uma vez que não considera o ponto de vista da criança que aprende, não leva em consideração os processos de elaboração do conhecimento sobre a escrita. Para compreender esta questão, Smolka se ampara na pesquisa de Ferreiro & Teberosky que partem do pressuposto de que a criança é um sujeito ativo e conhecedor, as autoras indicam a importância de se compreender a lógica interna das progressões das noções infantis sobre a escrita, mostrando que as crianças exigem de si mesmas uma coerência rigorosa no processo de construção do conhecimento. Nesse processo, as autoras mostram a importância do erro como fundamentalmente construtivo na superação de contradições e conflitos conceituais, explicitando, numa progressão, etapas e hipóteses que as crianças levantam sobre a escrita: em outras palavras, o processo de aprendizagem não é conduzido pelo professor, mas pela criança.
Porém como alerta Smolka, as análises de Ferreiro e Teberosky não podem dar conta, em termos político-pedagógicos, do fracasso da alfabetização escolar. Elas mostram mais um fator que precisa ser conhecido e observado no processo de alfabetização que são o significado e a importância das interações, mas não resolvem nem pretendem resolver o problema. No entanto, os estudos destas autoras acabou sendo incorporado pelas redes de ensino sem à devida adaptação à realidade educacional brasileira, o que faz com que alguns conceitos provenientes da educação compensatória sejam, agora, substituídos pelo linguajar construtivista, novamente culpabilizando a criança pela não-aprendizagem, pela não-compreensão. O que acontece de fato, mas que permanece implícito, é que o ensino da escrita, cristalizando a linguagem e neutralizando (e ocultando) as diferenças, provoca um conflito fundamentalmente social. Porque não se ‘ensina’ simplesmente a ‘ler’ e ‘escrever’, aprende-se a usar ‘uma’ forma de linguagem, ‘uma’ forma de interação verbal, ‘uma’ atividade, ‘um’ trabalho simbólico: em outras palavras, o processo de elaboração mental da criança na construção do conhecimento sobre a escrita, que primeiramente passa pela linguagem falada, fica comprometido porque a escrita apresentada na escola está longe da linguagem falada pelas crianças. A emergência do discurso na escrita inicial
Neste capítulo, a autora discute que a alfabetização não significa apenas a aprendizagem da escrita de letras, palavras e frases. A alfabetização implica, desde a sua gênese, a constituição do sentido. Enquanto que a escola parece ocupada em ensinar as crianças a repetirem e reproduzirem palavras e frases feitas, isto é, não trabalha com as crianças o ‘fluir do significado’, a estruturação deliberada do discurso interior pela escritura. Essa escrita precisa ser sempre permeada por um sentido, por um desejo, e implica ou pressupõe, sempre, um interlocutor. Desse modo, implica, mais profundamente, uma forma de interação com o outro pelo trabalho de escritura – para quem eu escrevo o que escrevo e por que?
Segundo Smolka, quando as crianças escrevem palavras soltas ou ditadas pelos professores, a característica da escritura é uma, e identifica-se, mais facilmente, a correspondência entre a dimensão sonora e a extensão gráfica. Mas quando as crianças começam a escrever o que pensam, o que querem dizer, contar, narrar, elas escrevem porções, fragmentos do ‘discurso interior’ (que é sempre diálogo consigo mesmo ou com outros).
Em termos pedagógicos, então, o que se faz relevante aqui é o fato de que, quando se permite as crianças falarem e se relacionarem em sala de aula, questões vitais para elas vêm à tona e se tornam ‘matéria-prima’ do processo de alfabetização. Nessas conversas, concepções, pressuposições e valores se revelam. Assim, o texto de cada criança não repete ou reproduz o texto coletivo, mas permite que se inaugure novos momentos de interlocução, de acordo com o que pareceu mais importante e relevante para cada uma, pelo que cada uma disse ou deixou de dizer. São os modos de perceber, de sentir, de viver, de conviver, de conhecer e de pensar o mundo que as crianças passam a expressar. A escrita começa a se tornar uma forma de interação consigo mesma e com os outros, uma forma de ‘dizer’ as coisas. Com todas as hesitações, trocas e tentativas ortográficas, a criança passa a escrever o que ela quer ou precisa dizer. Entretanto, a função da escritura ‘para outro’ e a presença de interlocutores também provocam uma tensão: no esforço de explicação do discurso interior, abreviado, sincrético, povoado de imagens – é nesse trabalho de explicitação das idéias por escrito para o outro que as crianças vão experimentando e aprendendo as normas de convenção porque é justamente da leitura do outro, da leitura que o outro faz (ou consegue fazer) do meu texto, daquilo que eu escrevo no meu texto, do distanciamento que eu tomo da minha escrita, que eu me organizo e apuro esta possibilidade de linguagem, esta forma de dizer pela escritura. Aqui, novamente, se apresenta a questão dos procedimentos de ensino da leitura e da escrita na escola: a escola tem ensinado as crianças a escrever, mas não a dizer – e sim, repetir – palavras e frases pela escritura; tem ensinado as crianças a ler um sentido supostamente unívoco e literal das palavras e dos textos e tem banido (reprovado) aqueles que não conseguem aprender o que ela ensina, culpando-os pela incapacidade de entendimento e de compreensão. O que a escola não percebe é que a incompreensão não é resultado de uma incapacidade do indivíduo, mas de uma forma de interação. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Carlos Drummond de Andrade (1901-1987) é um dos poetas máximos da Língua Portuguesa. Sua poesia consegue ser, ao mesmo tempo, absolutamente brasileira (às vezes, mineiríssima) e ser universal. Seu estilo conjuga a limpidez clássica às impertinências irônicas de um prosaísmo bem colocado, o que torna Drummond um modernista além do seu tempo. Despedida do poeta? Recomeço? Farewell (1996), a obra póstuma de Carlos Drummond de Andrade, guarda, no bem humorado adeus à moda inglesa, um sorriso maroto como aquele da crônica Ciao (1984), na qual o poeta se despedia dos leitores de sua página semanal no JB. Um misto de gratidão ("aos leitores a minha gratidão -essa palavra tudo") e de alívio de quem se vê afinal desobrigado da vida "O pássaro é livre /na prisão do ar./ O espírito é livre/ na prisão do corpo./Mas livre, bem livre/é mesmo estar morto". Nesse breve livro de poemas, estão presentes os temas caros ao poeta mineiro: a meditação serena/ convulsa sobre a passagem do tempo, sobre o amor, sobre os amores tardios (os amores fora de hora), que acendem o desejo na carne envelhecida; o tema da permanência na mudança (as sete faces do anjo torto), fazendo aparecer o "feixe de contrastes" de que se compõe o ser humano; o tema da memória que pode converter em presença o que está ausente e pode transformar em doçura o horror do sofrimento; a leitura sensível de obras de outros artistas ("A Cadeira (Van Gogh): ninguém está sentado/ mas adivinha-se o homem angustiado").

Por conseguir reunir em tão densa obra poemas modelares, Farewell é um livro-síntese, e também um convite a recomeçar a leitura dos outros livros do poeta mineiro, esse "tigre disfarçado", animal poético de sonsa ternura e doce crueza que nos ensina a "sempre, e até de olhos vidrados, amar". (ANDRADE, Carlos Drummond de. Farewell. Rio de Janeiro : Record, 1996.) veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
É o primeiro livro impresso de autor brasileiro. A obra apresenta poesias em português, espanhol, italiano, latim e duas comédias em espanhol. Escreveu o poemeto "A Ilha da Maré" apontado como precursor do nativismo pitoresco. A maior parte da sua obra e, talvez, a melhor parte foi escrita em espanhol. O autor embora considerado de pouca expressão literária dentro do barroco é um marco da nossa literatura. Obs.: - A "Enciclopédia e Diccionário Internancional" - W. M. Jacksn Editor diz: Manoel Botelho de Oliveira. Poeta brasileiro nascido na Bahia em 1636 e m. em 1711. Formado em direito pela Universidade de Coimbra, dedicou-se à advocacia; Foi fidalgo da Casa Real, capitão mor de ordenanças e vereador municipal. Publicou em 1705 um livro de poesias , com o título: Música do Parnaso; Nalgumas delas descreve cenas do país e particularmente da Bahia; este livro encerra também duas comédias em verso: Hay amigo para amigo, e Amor enganos e zelos. Escreveu também a canção Sobre os males originados pelo ouro, e a Ode à Ilha da Maré veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
As lembranças da infância, dos campos onde nasceu, dos lugares preferidos, ou dos amigos inesquecíveis, fazem parte das memórias que fornecem lições de vida, e principalmente revelam os desejos mais guardados, ou aqueles nunca contados, por pudor ou por esquecimento. As presenças silenciosas dos desconhecidos ou simplesmente das sensações ou das emoções refletidas no outro, o amor, como razão ou como desejo de amar. Rubem Alves se apodera, várias vezes das vozes sutis e embriagadoras dos poetas, companheiros e amigos, para embelezar os seus pensamentos, traduzindo as delícias da vida, descrevendo as belezas da natureza, intensificando as emoções e marcando as passagens dos anos com a experiência da esperança. Compara os fenômenos naturais com as verdades da vida e da morte; contempla as belezas de cada momento, como se fossem as últimas. Demonstra que ser sábio é saber viver a eternidade, é reconhecer que os anos passam, mas o homem não passa. À medida que o tempo envelhece o corpo, o espírito enriquece e avoluma conhecimento e aprendizagem. Não deixa de viver, deixa de realizar ginástica atlética, mas movimenta-se com sofreguidão e suavidade. Não impedindo que a velhice seja a melhor idade, quando se é mais consciente, tolerante, ágil no pensar e com certeza, muito, mas muito mais feliz. È preciso não ser solitário, nem triste, é preciso amar a vida e, não ter medo da morte. Viver é o melhor remédio. Ascender a chama do amor, mantê-la viva; comungar do amor e não se deixar abater pelo vazio dos sofrimentos, nem pela podridão da inveja, e nunca, nunca ter vergonha de viver. A vida é boa, e nem quando o corpo fica abalado pela doença, o viço do gozo do gostar se perde. Pois, amar é tênue, puro, simples e expressa a complexidade. Busca a eternidade, precisa do acolhimento e almeja o simples encontro das almas verdadeiras. Se no percurso da vida não encontra seu par, espera, deixa passar, e no momento oportuno revive o tesouro escondido no silêncio das entranhas. Mas, juntar o amor à eternidade é viver com as mãos abertas, não prender a doçura e a fragilidade de amar, não segurar com a força os desejos, nem apertar entre os dedos o egoísmo da posse. É ser sublime, cativante e livre; ser suave, saber dar e, ao mesmo tempo receber nem que seja um pouquinho. É poder brincar com as emoções, estar atento à paixão, escutar o próprio coração; reviver as cenas românticas e alimentar essa memória poética. Assim, acontece o amor. Acreditar, mesmo que verdade e mentira se misturem e atropelem a saudade sentida. Eis o mistério do Universo: vida e morte se complementando. Morrer é muito estranho, leva a vida, deixa o espírito caminhando nas estrelas, percorrendo lugares nunca dantes visitados, cumprindo assim o seu percurso e a sua renovação. Então, é preciso viver e demonstrar a alegria. A sabedoria da vida está em apreciar cada momento presente, sem esperar nada em troca. Tratar a si próprio com um carinho especial, movimento tranqüilo de dar sem esperar, de ouvir sem explicar, de chorar no silêncio do seu íntimo... De ser bela sem ser perfeita... De embranquecer os cabelos sem perder a juventude... Sempre valorizando as incertezas.Descreve as paisagens refletindo as sensações e os sentimentos que palpitam no interior da alma humana, as memórias de lugares e cantos traduzem o cotidiano da vida dos que ali vivem. È um viver tranqüilo e sossegado, aprendendo a sabedoria da natureza, onde é possível ser ao mesmo tempo um louco e um santo,um poeta que retrata a vida, sentindo e vivendo o desconhecido e se alimentando da energia da Terra. Plantar nos jardins dos anos o mistério dos sonhos, escondendo no interior da terra os mais íntimos segredos, deixando brotar nos canteiros, o amor enlaçado na esperança. Sabendo aproveitar os momentos rápidos quando não se tem nada para fazer, transformando o tempo em prazer, em alegria de viver. Reconhecer a essencialidade da vida, percebendo que não há mundo sem chuva, sem água correndo, sem mar agitado, sem céu, sem lua, sem pôr-do-sol, sem ser essencial. Sempre buscando resolver as questões, mesmo aquelas esquecidas e reprimidas no interior da alma. A vida é boa, simples e encantadora, mas quando é testada pelo inverso, pela dor, se torna crua e dura, todavia é embalsamada pelas sinfonias de amor e de ternura, pela música e pelos silenciosos pensamentos do homem. Nada mais complexo do que a vida e suas escolhas, sabendo como e por que se procura uma coisa ou outra. Sutilmente, espreitamos o alvo escondido, o desejo não conquistado, sabido e não exposto, arraigado e confundido. As reflexões de Rubem Alves envolvem memórias, saudades e lembranças de momentos, de pessoas queridas e guardadas dentro do coração, paisagens embaladas de sentimentos e amores escondidos, vidas entrelaçadas e irremediavelmente transformadas pelo furor das crises financeiras; mudanças para a construção de consciências; vida e morte. Ambas andando lado a lado na renovação e na perpetuação das espécies. Aniversários confundidos, fotos penduradas, amareladas pelo tempo, inimigas da juventude, traduzidas pela coragem de envelhecer, pelo prazer de escrever, renovando as memórias de toda uma vida, trilhando os caminhos do amor, resgatando a criança que existe em cada um, sendo poeta, fazendo poesia dos rituais cotidianos,e principalmente, sendo alegre, descobrindo a felicidade, pois a alma é uma criança brincalhona! veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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