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Piaget - A primeira infância: de dois a sete anos


De acordo com Piaget, o aspecto afetivo e o intelectual são modificados com o aparecimento da linguagem. A criança torna-se capaz de reconstituir suas ações passadas e futuras pela representação verbal. Daí resultam três conseqüências essenciais para o desenvolvimento mental:



1. Uma possível troca entre os indivíduos, ou seja, o início da socialização da ação,
2. Uma interiorização da palavra, isto é, a aparição do pensamento e,
3. Uma interiorização da ação que, antes era puramente perceptiva e motora, a partir daí pode se reconstituir no plano intuitivo das imagens e das "experiências mentais".



Estas conseqüências são seguidas por uma série de transformações paralelas, desenvolvimento de sentimentos interindividuais, ou seja, afetivas (simpatias e antipatias, respeito, etc.) e de uma afetividade interior organizando-se de maneira mais estável do que no curso dos primeiros estágios.



No momento da aparição da linguagem, a criança se acha às voltas, não apenas com o universo físico como antes, mas com dois mundos novos e intimamente solidários: o mundo social e o das representações interiores. Por isso, Piaget examina essas três modificações gerais da conduta (socialização, pensamento e intuição), e depois suas repercussões afetivas.



A. A socialização da ação



Piaget diz que o lactente aprende pouco a pouco a imitar, sem que exista uma técnica hereditária da imitação. Na seqüência:



1.Simples excitação – gestos análogos do outro, movimentos visíveis do corpo

2.Imitação senso-motora – torna-se uma cópia cada vez mais precisa de movimentos que lembram os movimentos conhecidos;

3.A criança reproduz os movimentos novos mais complexos (os modelos mais difíceis são os que interessam as partes não visíveis do próprio corpo, como o rosto e a cabeça).



A imitação de sons tem uma evolução semelhante. Quando os sons são associados a ações determinadas, a imitação prolonga-se como aquisição da linguagem (palavras-frases elementares, depois, substantivos e verbos diferenciados e, finalmente, frases propriamente ditas).



Quanto às funções elementares da linguagem, Piaget diz que consistem em três grandes categorias de fatos evidentes. São eles:



1.Fatores de subordinação e as relações de coação espiritual exercida pelo adulto sobre a criança. Os exemplos vindos do alto (adultos) serão modelos que a criança procurará copiar ou igualar, as ordens e avisos, o respeito do pequeno pelo grande.

2.Fatores de troca, com o adulto ou com outras crianças. Ajustam suas ações de acordo com suas regras individuais, sem se ocuparem das regras do companheiro.

3.A criança não fala somente às outras, fala-se a si própria, sem cessar, em monólogos variados que acompanham seus jogos e sua atividade. Estes verdadeiros monólogos, como os coletivos, constituem mais de um terço da linguagem espontânea entre crianças de três e quatro anos, diminuindo por volta dos sete anos.



Em suma, o exame da linguagem espontânea entre crianças, como o do comportamento dos pequenos nos jogos coletivos, mostra que as primeiras condutas sociais
permanecem ainda a meio caminho da verdadeira socialização. Em lugar de sair de seu próprio ponto de vista para coordená-lo com o dos outros, o indivíduo permanece inconscientemente centralizado em si mesmo.



B. A gênese do pensamento



O ponto de partida do pensamento, diz Piaget, surge sob a dupla influência da linguagem e da socialização. A linguagem, permitindo ao sujeito contar suas ações passadas, antecipar as ações futuras, e até substituí-las, sem nunca realizá-las. E, a socialização, permitindo atos de pensamento que não pertencem exclusivamente ao eu que os concebe, mas, sim, a um plano de comunicação que lhes multiplica a importância.



Piaget acrescenta que, durante as idades de dois a sete anos, encontram-se todas astransições entre duas formas extremas de pensamento, ou seja, a primeira é a do pensamentopor incorporação ou assimilação puras, cujo egocentrismo exclui, por conseqüência, toda objetividade. A segunda é a do pensamento adaptado aos outros e ao real, que prepara, assim, opensamento lógico. Entre os dois se encontra a grande maioria dos atos do pensamento infantilque oscila entre estas direções contrárias.



No nível da vida coletiva (de sete a doze anos), vê-se constituir nas crianças jogoscaracterizados por certas obrigações comuns, isto é, as regras do jogo. Entre duas crianças,aparece uma forma diferente de jogo: é o jogo simbólico ou jogo de imaginação e imitação.

No outro extremo, encontra-se a forma de pensamento mais adaptada ao real que a criança conhece, e que se pode chamar de pensamento intuitivo. Entre estes dois tipos extremos se encontra uma forma de pensamento simplesmenteverbal, séria em oposição ao jogo, porém mais distante do real do que a própria intuição: é opensamento corrente da criança de dois a sete anos.



Em suma, a análise da maneira como a criança faz suas perguntas coloca em evidênciao caráter ainda egocêntrico de seu pensamento, neste novo campo da representação do mundo,em oposição ao da organização do universo prático.





C. A intuição



A intuição é a lógica da primeira infância. A criança de quatro a sete anos não sabe definir os conceitos que emprega e se limita a designar os objetos correspondentes ou a definir pelo uso ("é para...") sob a dupla influência do finalismo e da dificuldade de justificação. A criança desta idade não possui ainda um domínio verbal acentuado, como já o possui na ação e manipulação. Piaget distingue dois casos: o da inteligência propriamente prática e o do pensamento tendendo ao conhecimento no campo experimental.



A "inteligência prática" que desempenha um importante papel entre dois e sete anos, prolongando, de um lado, a inteligência senso-motora do período pré-verbal e preparando, de outro lado, as noções técnicas que se desenvolverão até a idade adulta. A criança era muito mais adiantada nas ações do que nas palavras.



Quanto ao pensamento tendendo ao conhecimento no campo experimental, Piaget afirma até cerca de sete anos a criança permanece pré-lógica e suplementa a lógica pelo mecanismo da intuição; é uma simples interiorização das percepções e dos movimentos sob a forma de imagens representativas e de "experiências mentais".



Em suma, há equivalência enquanto existe correspondência visual ou ótica. Portanto, é normal que o pensamento da criança comece por ser irreversível, e especialmente, quando ela interioriza percepções e movimentos sob forma de experiências mentais, estes permanecem pouco móveis e pouco reversíveis.



A intuição primária é apenas, um esquema senso-motor transposto como ato do pensamento, herdando-lhe, naturalmente, as características.



A intuição articulada avança nesta direção. Enquanto que a intuição primária é apenas uma ação global, a intuição articulada a ultrapassa na dupla direção de uma antecipação das conseqüências desta ação e de uma reconstituição dos estados anteriores. A intuição articulada é, portanto, suscetível de atingir um nível de equilíbrio maisestável e mais móvel ao mesmo tempo, do que a ação senso-motora sozinha, residindo aí ogrande progresso do pensamento próprio deste estágio sobre a inteligência que precede alinguagem.



D. A vida afetiva



As transformações da ação provenientes do início da socialização não têm importância apenas para a inteligência e para o pensamento, mas repercutem também profundamente na vida afetiva.



As três novidades afetivas essenciais são:



1.O desenvolvimento dos sentimentos interindividuais (afeições, simpatias e antipatias)

2.A socialização das ações, a aparição de sentimentos morais intuitivos, provenientes das relações entre adultos e crianças

3.As regularizações de interesses e valores, ligadas às do pensamento intuitivo em geral.



Piaget considera o este terceiro aspecto como mais elementar. Diz ele: o interesse é a orientação própria a todo ato de assimilação mental. É assim que, durante a primeira infância, se notam interesses através das palavras, do desenho, das imagens, dos ritmos, de certos exercícios físicos etc. Aos interesses ou valores relativos à própria atividade, estão ligados de perto os sentimentos de autovalorização: os famosos "sentimentos de inferioridade" ou de superioridade.



Em segundo lugar, diz ele, é a simpatia, que faz com que todos os valores das crianças sejam moldados à imagem de seu pai e de sua mãe, ou aqueles que a criança julga como superiores a si. Piaget concorda com Bovet que o respeito tem sua origem dos primeiros sentimentos morais.



Por último, com respeito à moral, ele diz que a primeira moral da criança é a da obediência e o primeiro critério do bem é durante muito tempo dependente de uma vontade exterior, que é a dos seres respeitados ou dos pais.



Piaget - A Infância de Sete a Doze Anos


A segunda infância é marcada por uma modificação decisiva no desenvolvimento mental. Observa-se o aparecimento de novas formas de organização quer seja da inteligência ou da vida afetiva, das relações sociais ou da atividade individual.



A.Os progressos da conduta e da socialização.



Depois dos sete anos, a criança torna-se capaz de cooperar porque não confunde maisseu próprio ponto de vista com o dos outros. As discussões tornam-se possíveis. A linguagemegocêntrica desaparece quase totalmente.

No comportamento coletivo, a criança segue regras, pensa antes de agir, reflete. Libera-se de seu egocentrismo social e intelectual tanto para a inteligência (construção lógica) quanto para a afetividade (cooperação e autonomia pessoal).



B. Os progressos do pensamento



Piaget explica que aparecem novas formas de explicação, na maioria das vezes, procedentes das anteriores, embora corrigidas. Há novas noções de permanência, de
conservação, de velocidade e da construção do espaço.



C. As operações racionais



As intuições se transformam em operações. As ações tornam-se operatórias. Assim éque a ação de reunir (adição lógica ou adição aritmética) é uma operação, podendo ser adição(reunião) ou subtração (dissociação).



D.A afetividade, vontade e os sentimentos morais



A afetividade, nesta fase caracteriza-se pela aparição de novos sentimentos morais, pela organização da vontade que leva a uma melhor integração do eu. O respeito mútuo conduz a novas formas de sentimentos morais, diferentes da obediência exterior inicial que conduz a uma organização nova dos valores morais.



Piaget - A Adolescência


Piaget diz que a adolescência é a fase que separa a infância da idade adulta, ele a chama de crise passageira e afirma que devido à maturação do instinto sexual a adolescência é marcada por desequilíbrios momentâneos.



A.O pensamento e suas operações



O adolescente é um individuo que constrói sistemas e “teorias”. Piaget defende que é por volta dos onze a doze anos que se efetua uma transformação fundamental no pensamento da criança. As operações lógicas começam a ser transpostas do plano da manipulação concreta para o das idéias expressas em linguagem qualquer, mas sem o apoio da percepção, da experiência, nem mesmo da crença.



Uma das novidades essenciais que opõem a adolescência à infância, de acordo com ele, é a livre atividade da reflexão espontânea. O Adolescente demonstra um egocentrismo intelectual, se acha bastante forte para reconstruir o Universo e suficientemente grande para incorporá-lo.



B. A afetividade da personalidade no mundo social dos adultos



A vida afetiva do adolescente afirma-se através de duas conquistas: da personalidade e de sua inserção na sociedade adulta. A personalidade começa no fim da infância com a organização autônoma das regras, dos valores e a afirmação da vontade, com a regularização e hierarquização moral das tendências.



O adolescente, pela formação de sua personalidade, coloca-se em igualdade com os mais velhos, mas sentindo-se outro, pela sua nova vida, tenta ultrapassá-los e espantá-los, transformando o mundo.



No seu interior há uma oscilação entre sentimentos generosos, projetos altruístas e fervor místico, inquietante megalomania e egocentrismo consciente.



Na vida religiosa, o adolescente faz como que um pacto com seu Deus e se engaja para servi-lo sem recompensa, mas contando desempenhar, por isto mesmo, um papel decisivo na causa que se propõe defender. (Ele precisa de ajuda para decidir pelo verdadeiro Deus).



Em geral, o adolescente pretende inserir-se na sociedade dos adultos por meio de projetos, de programa de vida, de sistemas muitas vezes teóricos, de planos de reformas políticas ou sociais.



A verdadeira adaptação a sociedade vai-se fazer automaticamente, quando o adolescente, de reformador, transformar-se em realizador. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A obra se classifica entre o conto e o romance e fala do drama do retirante diante da seca implacável e da extrema pobreza que leva a um relacionamento seco e doloroso entre as personagens, quase um monólogo. Os participantes da história são: Fabiano o chefe da família, homem rude e quase incapaz de expressar seu pensamento com palavras; Sinhá Vitória, sua mulher com um nível intelectual um pouco superior ao do marido que a admira por isto; O menino mais novo, quer realizar algo notável para ser igual ao pai e despertar a admiração do irmão e da Baleia, a cadela; O menino mais velho, sente curiosidade pela palavra "inferno" e procura se esclarecer com a mãe, já que o pai é incapaz; A cadela, Baleia, e o papagaio completam o grupo de retirantes, na história; Representando a sociedade local, na história, estão o soldado amarelo, corrupto e arbitrário, impõe-se ao indefeso Fabiano que o respeita por ser representante do governo; Tomás da Bolandeira, dono da fazenda, onde a família se abrigou durante uma tempestade, e homem poderoso da região que impõe sua vontade. O livro tem l3 capítulos, até certo ponto autônomos, ligando-se por alguns temas. I - Mudança Este capítulo é o inicio da retirada, com as personagens citadas acima. Supõe uma narrativa anterior: "Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos." Tocados pela seca chegam a uma fazenda abandonada e fazem uma fogueira. A cachorra traz um preá: "Levantaram-se todos gritando. O menino mais velho esfregou as pálpebras, afastando pedaços de sonho. Sinhá Vitória beijava o focinho de Baleia, e como o focinho estava ensangüentado, lambia o sangue e tirava proveito do beijo," Fala da terra seca e do sofrimento. A comunicação é rara e ocorre quando o pai ralha com o filho e esse procedimento é uma constante no livro. Há uma intenção do autor de não dar nome aos meninos, para evidenciar a vida sem sentido e sem sonhos do retirante. "Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira duma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto." II - Fabiano "Apossara-se da casa porque não tinha onde cair morto, passara uns dias mastigando raiz de imbu e sementes de mucunã. Viera a trovoada. E, com ela, o fazendeiro, que o expulsara. Fabiano fizera-se desentendido e oferecera os seus préstimos, resmungando, coçando os cotovelos, sorrindo aflito. O jeito que tinha era ficar. E patrão aceitara-o, entregara-lhe as marcas de ferro. Agora Fabiano era vaqueiro, e ninguém o tiraria dali. Aparecera como um bicho, entocara - se como um bicho, mas criara raízes, estava plantado." Contente dizia a si mesmo: "Você é um bicho, Fabiano." Mostra o homem embrutecido, mas capaz de auto-análise. Tem consciência de suas limitações e admira quem sabe se expressar. "Admirava as palavras compridas da gente da cidade, tentava reproduzir algumas em vão, mas sabia que elas eram inúteis e talvez perigosas." III - Cadeia Na feira da cidade o soldado convida Fabiano para jogar baralho e depois desentende-se com ele e o prende arbitrariamente. A figura do soldado amarelo simboliza o governo e, com isto, o autor quer passar a idéia de que não é só a seca que faz do retirante um bicho, mas também as arbitrariedades cometidas pela autoridade. Ao fim do capítulo ele toma consciência de que está irremediavelmente vencido e sem ilusões com relação á sorte de seus filhos. "Sinha Vitória dormia mal na cama de varas. Os meninos eram uns brutos, como o pai. Quando crescessem, guardariam as reses de um patrão invisível, seriam pisados, maltratados, machucados por um soldado amarelo." IV - Sinhá Vitória Enquanto o marido aspira um dia saber expressar-se convenientemente, a mulher deseja apenas possuir uma cama de couro igual a do seu Tomás da bolandeira, fazendeiro poderoso que é uma referência. Ela recorda a viagem, a morte do papagaio, o medo da seca. A presença do marido lhe dá segurança. V - O Menino Mais Novo Quer ser igual ao pai que domou uma égua e tenta montar no bode caindo e sendo motivo de chacota de irmão e da Baleia. O sonho do menino é uma forma de resistência ao embrutecimento, tal como a mãe que sonha com a cama de lastro de couro. VI - O Menino Mais Velho As aspirações da família são cada vez mais modestas. Tudo que o menino mais velho desejava era uma amizade e a da Baleia já servia bem: "O menino continuava a abraçá-la. E Baleia encolhia-se para não magoa-lo, sofria a carícia excessiva." VII - Inverno É a descrição de uma noite chuvosa e os temores e devaneios que a chuva desperta na família. Eles sabiam que a chuva que inundava tudo passaria e a seca tomaria conta de suas vidas novamente. VIII - A Festa É um dos capítulos mais tristes. É natal e a família vai à festa na cidade. Fabiano compara-se com as pessoas e se sente inferior. Depois da missa quer ir às barracas de jogo mas a mulher é contra porque ele bebe e fica valente. Acaba pegando no sono na calçada e em seus sonhos os soldados amarelos praticam arbitrariedades. A família toda sente a distância que os separa dos demais seres. Sinhá Vitória refugia-se no devaneio, imaginando-se com a cama de lastro de couro. IX - Baleia É um capítulo trágico. O autor faz uma humanização da cadela Baleia. Ela parece doente e será sacrificada. Desconfiada, tenta esconder-se. Não entende porque estão querendo fazer isso com ela. Já ferida ela espera a morte e sonha com uma vida melhor. Na história, a Baleia e sinhá Vitória são as personagens que conseguem expressar melhor os seus anseios. X - Contas Fabiano tem de vender ao patrão bezerros e cabritos que ganhou trabalhando e reclama que as contas não batem com as de sua mulher. Revolta-se e depois aceita o fato com resignação. Lembra que já fora vítima antes de um fiscal da prefeitura. O pai e o avô viveram assim. Estava no sangue e não pretendia mais nada. XI - O Soldado Amarelo É uma descrição dessa personagem. Ele aparece como é socialmente e não como é profissionalmente. A sua força vem da instituição que representa. Mais fraco fisicamente, arbitrário e corrupto, acovarda-se ao encontrar-se à mercê de Fabiano na caatinga. Fabiano vacila na sua intenção de vingança e orienta o soldado perdido. A figura da autoridade constituída é muito forte no inconsciente de Fabiano. XII - O Mundo Coberto de Penas O sertão iria pegar fogo. A seca estava voltando, anunciada pelas aves de arribação. A mulher adverte que as aves bebem a água dos outros animais. Fabiano admira-se da inteligência da mulher e procura matar algumas que servirão de alimento. Faz um apanhado da suas desgraças. O sentimento de culpa por matar a Baleia não o deixa. "Chegou-se á sua casa, com medo, ia escurecendo e àquela hora ele sentia sempre uns vagos tremores. Ultimamente vivia esmorecido, mofino, porque as desgraças eram muitas. Precisava consultar Sinhá Vitória, combinar a viagem, livrar-se das arribações, explicar-se, convencer-se de que não praticara uma injustiça matando a cachorra. Necessário abandonar aqueles lugares amaldiçoados. Sinhá Vitória pensaria como ele." XIII - Fuga A esposa junta-se ao marido e sonham juntos. Sinhá Vitória é mais otimista e consegue passar um pouco de paz e esperança. O livro termina com uma mistura de sonho, frustração e descrença. Fabiano mata um bezerro, salga a carne e partem de madrugada. "E andavam para o sul, metidos naquele sonho. Uma cidade grande, cheia de pessoas fortes. Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. Eles dois velhinhos, acabando-se como uns cachorros, inúteis, acabando-se como Baleia. Que iriam fazer? Retardaram-se temerosos. Chegariam a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, sinhá Vitória e os dois meninos." veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Provavelmente uma reação ao Jeca-Tatu de Monteiro Lobato, como aponta Paulo Rónai, é um poemeto sertanista de comunicabilidade fácil e vigorosa, o que justifica sua popularidade de permanência (?). Publicado em 1917, conheceu até hoje numerosas edições. O entrecho resume-se no seguinte: Juca Mulato era o caboclo feliz até o dia em que deitou o olhar na filha da patroa. Imerso agora num irreprimível sofrimento, procura num curandeiro o lenitivo. Em vão. Acreditando que só na fuga encontraria o esquecimento, abraça-se à terra em despedida , e ouve da alma das coisas uma imprecação contra seu gesto extremista. Apaziguado, recobra o alento e volta ao mundo a que realmente pertence. Aqui o final do poemeto: E mulato parou Do alto daquela serra, Cismando , o seu olhar era vago e tristonho: "Se minha alma surgiu para a glória do sonho, o meu braço nasceu para a faina da terra." Reviu o cafezal, as plantas alinhadas, Todo o heróico labor que se agita na empreita, Palpitou na esperança imensa das floradas, Pressentiu a fartura enorme da colheita... Consolou-se depois:" O Senhor jamais erra... Vai! Esquece a emoção que na alma tumultua, Juca Mulato! Volta outra vez para a terra, Procura o teu amor numa alma irmã da tua, Esquece calmo e forte.

O destino que impera Um recíproco amor às almas todas deu. Em vez de desejar o olhar , que te espreita e te espera, Que há por certo um olhar que espera pelo teu... O "Juca Mulato"- "gênio triste da nossa raça", como foi apelidado na época , constituiu-se numa unanimidade nacional. Identíficava-se na obra "conformidade com o meio, perfeita radicação no solo pátrio", dentro do propósito de que "a arte brasileira, isto é , girar na ambiência física e moral da nossa terra e do nosso povo", conforme anotou Tristão de Ataíde, referindo-se ao poemeto. No seu discurso da 2ª noite da Semana de 1922, Menotti clamava por "uma arte genuinamente brasileira". E acrescentava: "Hoje que , em Rio Preto, o "cow-boy" nacional reproduz , no seu cavalo chita, e epopéia eqüestre dos Rolandos furibundos; que o industrial de visão aquilina amontoa milhões mais vistosos que os de Creso; que Edu Chaves reproduz com audácia paulista o sonho de Ícaro, porque não atualizarmos nossa arte", cantando essas Ilíadas brasileiras?" veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Doutor Simão Bacamarte, cientista de nomeada, monta, em Itaguaí, um hospício, a Casa Verde, onde pretende executar seus projetos científicos. Pretende separar o reino da loucura do reino do perfeito juízo, mas a confusão em que ambas se misturam acaba aborrecendo o Doutor, que, para levar a efeito a seleção dos loucos, tem que saber o que é a normalidade. Assim, qualquer desvio do que era o comportamento médio, a aparência pública, qualquer movimento interior, que diferisse da norma da maioria era objeto de internação. O hospício é a Casa do Poder, e Machado de Assis sabia disso muito antes da antipsiquiatria de Lacan e das teses de Foucould. No início, o projeto do Dr. Simão Bacamarte é bem recebido pela população de Itaguaí, mas a aprovação cessa quando o médico passa a recolher na Casa Verde, pessoas em cuja loucura a população não acredita. O barbeiro Porfírio lidera uma rebelião contra o hospício que é sufocada. Numa primeira etapa, são internados os que, embora manifestassem hábitos ou atitudes discutíveis, eram tolerados pela sociedade: os politicamente volúveis, os sem opiniões próprias, os mentirosos, os falastrões, os poetas que viviam escrevendo versos empolados, os vaidosos, etc. Para pasmo geral dos habitantes de ltaguaí, Simão Bacamarte, um dia, solta todos os recolhidos no hospício e adota critérios inversos para a caracterização da loucura:


os loucos agora são os leais, os justos, os honestos etc. A terapêutica para esses casos de loucura consistia em fazer desaparecer de seus pacientes as "virtudes", o que o Dr. Simão Bacamarte consegue com certa facilidade. Declara curados todos os loucos, solta-os todos e, reconhecendo-se como o único louco irremediável, o médico tranca-se na Casa Verde, onde morre alguns meses depois. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
São poemas de Últimos Sonetos: Piedade, Caminho da Glória, Presa do Ódio, Alucinação, Vida Obscura, Conciliação, Glória, A Perfeição, Madona da Tristeza, De Alma em Alma, Ironia de Lágrimas, O Grande Momento, Prodígio, Cogitação, Grandeza Oculta, Voz Fugitiva, Quando Será?, Imortal Atitude, Livre!, Cárcere das Almas, Supremo Verbo, Vão Arrebatamento, Benditas Cadeias!, Único Remédio, Floresce!, Deus do Mal, A Harpa, Almas Indecisas, Celeste Abrigo, Mudez Perversa, Coração Confiante, Espírito Imortal, Crê!, Alma Fatigada, Flor Nirvanizada , Feliz, Cruzada Nova, O Soneto, Fogo- Fátuo, Mundo Inacessível, Consolo Amargo, Vinho Negro, Eternos Atalaias, Perante a Morte, O Assinalado, Acima de Tudo, Imortal Falerno , Luz da Natureza, Asas Abertas, Velha Eternidade Retrospectiva, Alma Máter , O Coração, Invulnerável, Lírio Lutuoso, A Grande Sede, Domus Aurea, Um Ser, O Grande Sonho, Condenação Fatal, Alma Ferida, Alma Solitária, Visionários, Demônios, Ódio Sagrado, Exortação, Bondade, Na Luz, Cavador do Infinito, Santos Óleos, Sorriso Interior, Mealheiro de Almas, Espasmos, Evocação, No Seio da Terra, Anima Mea, Sempre o Sonho, Aspiração Suprema, Inefável, Ser dos Seres, Sexta- Feira Santa, Sentimento Esquisito, Clamor Supremo, Ansiedade, Grande Amor, Silêncios, A Morte, Só!, Fruto Envelhecido, Êxtase Búdico, Triunfo Supremo, Assim Seja, Renascimento. Resumo Maturidade Segundo o professor Lauro Junkes , em o Mito e o Rito, Últimos Sonetos é o livro da maturidade, a quintessência depurada da estética cruzesouseana. Mais do que nos livros anteriores, aqui a linguagem é sempre culta e nobre, esmerada na construção frasal e na seleção vocabular. A estrutura dos sonetos decassílabos é perfeita. Últimos Sonetos é o livro em que expressa a própria condição existencial do poeta cujos apelos da explosiva carnalidade luxuriosa amenizaram quase que de todo. Os dilaceramentos dramáticos de sua angústia trágica arrefeceram suas erupções revoltosas. E revela-se um poeta essencialmente interiorizado. Constata-se, agora , até uma certa harmonia, um relativo equilíbrio ante o sofrimento, sublimado, dentro duma perspectiva transcendente. A tônica está sempre voltada para a vida interior, a alma, o sentimento, o destino além- matéria. Persiste ainda a consciência da trágica condição humana (Vida Obscura). A revolta interior não logrou ser totalmente dominada, manifestando-se nos sentimentos de ódio (Presa de Ódio ou Ódio Sagrado). Por isso, impõe-se ainda, irresistível, o apelo tão freqüente do sonho, com toda sua carga de ilusoriedade, de evasão, de compensação (O Grande Sonho ou Sempre o Sonho), ou então impõe-se a inclinação e inebriante atração pelo vinho, a "sede de falerno" (Vinho Negro e Imortal Falerno). Vida Obscura Ninguém sentiu o teu espasmo obscuro, Ó ser humilde entre os humildes seres. Embriagado, tonto dos prazeres, O mundo para ti foi negro e duro. Atravessaste no silêncio escuro A vida presa a trágicos deveres E chegaste ao saber de altos saberes Tornando-se mais simples e mais puro. Ninguém te viu o sentimento inquieto, Magoado, oculto e aterrador, secreto. Que o coração te apunhalou no mundo. Mas eu, que sempre te segui os passos, Sei que cruz infernal prendeu-te os braços E o teu suspiro como foi profundo! Transcendência Entretanto, acima de todos os outros sentimentos carnais, sensoriais e mundanos, impõe-se "a grande sede" do Amor Infinito, a "aspiração suprema", a "ansiedade" do Cavador do Infinito, que espera O Grande Momento em que, "longe de tudo" e liberto do Cárcere das Almas, o espírito esteja "livre" e possa, "para sempre", realizar seu Triunfo Supremo. Profundamente desiludido deste mundo material e concreto, inclina-se o poeta, irresistivelmente, para um universo superior, transcendente, vagamente místico e espiritual. Cárcere das Almas Ah! Toda a alma num cárcere anda presa, Soluçando nas trevas, entre as grades Do calabouço olhando imensidades, Mares, estrelas, tardes, natureza. Tudo se veste de uma igual grandeza Quando a alma entre grilhões as liberdades Sonha e sonhando, as imortalidades Rasga no etéreo Espaço da Pureza. Ó almas presas, mudas e fechadas Nas prisões colossais e abandonadas, Da Dor no calabouço atroz, funéreo! Nesses silêncios solitários, graves, Que chaveiro do Céu possui as chaves Para abrir-vos as portas do Mistério? A alma - e talvez seja preciso reafirmar explicitamente que a alma é o cerne, a realidade quase única, a obsessão de Últimos Sonetos, referindo-se praticamente todos os sonetos a essa essência espiritual, razão de ser superior do homem, único valor nobre, sublime e transcendente do ser humano, preocupação última que deve angustiar a existência humana - a alma, que é espiritual, tende constantemente a purificar-se, a libertar-se da "vã matéria". Exilada no mundo, presa ao "cárcere" que é a materialidade. Antologia Texto I Madona da Tristeza Quando te escuto e te olho reverente E sinto a tua graça triste e bela De ave medrosa, tímida, singela, Fico a cismar entermecidamente. Tua voz, teu olhar, teu ar dolente Toda a delicadeza ideal revela E de sonhos e lágrimas estrela O meu ser comovido e penitente. Com que mágoa te adoro e te contemplo, Ó da Piedade soberano exemplo, Flor divina e secreta da Beleza. Os meus soluços enchem os espaços Quando te aperto nos estreitos braços, Solitária madona da tristeza! Este soneto também foi inspirado pela esposa do poeta Texto II De Alma em Alma Tu andas de alma em alma errando, errando, Como de santuário em santuário. És o secreto e místico templário As almas, em silêncio, contemplando. Não sei que de harpas há em ti vibrando, Que sons de peregrino estradivário Que lembras reverências de sacrário E de vozes celestes murmurando. Mas sei que de alma em alma andas perdido Atrás de um belo mundo indefinido De silêncio, de Amor, de Maravilha. Vai! Sonhador das nobres reverências! A alma da Fé tem dessas florescências , Mesmo da Morte ressuscitou e brilha! Texto III O Grande Momento Inicia-te, enfim, Alma imprevista, Entra no seio dos Iniciados. Esperam-te de luz maravilhados Os Dons que vão te consagrar Artista. Toda uma Esfera te deslumbra a vista, Os ativos sentidos requintados. Céus mais céus e céus transfigurados Abrem-te as portas da imortal Conquista. Eis o grande Momento prodigioso Para entrares sereno e majestoso Num mundo estranho d´esplendor sidéreo. Borboletas de sol, surge da lesma... Oh! Vai, entra na posse de ti mesma, Quebra os selos augustos do Mistério! Texto IV Deus do Mal Espírito do Mal, ó deus perverso Que tantas almas dúbias acalentas, Veneno tentador na luz disperso Que a própria luz e a própria sombra tentas. Símbolo atroz das culpas do Universo, Espelho fiel das convulsões violentas Do gasto coração no lodo imerso Das tormentas vulcânicas, sangrentas. Toda a tua sinistra trajetória Tem um brilho de lágrima ilusório, As melodias mórbidas do Inferno... És Mal, mas sendo Mal és soluçante , Sem a graça divina e consolante , Réprobo estranho do Perdão eterno! Texto V Almas Indecisas Almas ansiosas, trêmulas, inquietas, Fugitivas abelhas delicadas Das colméias de luz das alvoradas, Almas de melancólicos poetas. Que dor fatal e que emoções secretas Vos tornam sempre assim desconsoladas, Na pungência de todas as espadas, Na dolência de todos os ascetas?! Nessa esfera em que andas, sempre indecisa, Que tormento cruel vos nirvaniza , Que agonias titânicas são essas?! Por que não vindes, Almas imprevistas Para a missão das límpidas Conquistas E das augustas, imortais Promessas?! Texto VI O Soneto Nas formas voluptuosas o Soneto Tem fascinante, cálida fragrância E as leves, langues curvas de elegância De extravagante e mórbido esqueleto. A graça nobre e grave do quarteto Recebe a original intolerância. Toda a sutil, secreta extravagância Que transborda terceto por terceto... E como um singular polichinelo Ondula, ondeia, curioso e belo, O Soneto, nas formas caprichosas. As rimas dão-lhe a púrpura vetusta E na mais rara procissão augusta Surge o Sonho das almas dolorosas ... Texto que revela a também maturidade artística do poeta; consciência do fazer artístico. Texto VII Demônios A língua vil, ignívoma , purpúrea Dos pecados mortais bava e braveja, Com os seres impoluídos mercadeja, Mordendo os fundo injúria por injúria. É um grito infernal de atroz luxúria, Dor de danados, dor do Caos que almeja A toda alma serena que viceja, Só fúria, fúria, fúria, fúria, fúria! São pecados mortais feitos hirsutos Demônios maus que os venenosos frutos Morderam com volúpia de quem ama... Vermes da Inveja, a lesma verde e oleosa, Anões da Dor torcida e cancerona, Abortos de almas a sangrar na lama! Texto VIII Assim Seja Fecha os olhos e morre calmamente! Morre sereno do Dever cumprido! Nem o mais leve, nem um só gemido Traia, sequer, o teu Sentir latente. Morre com a alma leal, clarividente, Da crença errando no Vergel florido E o Pensamento pelos céus, brandido Como um gládio soberbo e refulgente. Vai abrindo sacrário por sacrário Do teu Sonho no templo imaginário, Na hora glacial da negra Morte imensa... Morre com o teu Dever! Na lata confiança De quem triunfou e sabe que descansa Desdenhando de toda a Recompensa! São numerosíssimos os que hoje têm de cor este soneto, de irresistível sentimento de beleza. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Cinco Minutos, assim como "A Viuvinha", foram escritos no início da carreira do autor. Assim como os outros romances caracterizados pelo romantismo ingênuo de Alencar, esses dois não fogem à regra, são feitos aos moldes de folhetim, curtos, quase infantis. Têm como pano de fundo o Rio de Janeiro. Cinco Minutos faz parte da fase urbana do escritor. Cinco Minutos conta a hstória do casamento do autor com Carlota. No entanto, para o leitor, parece que está escutando uma história que não é para ele, já que Alencar dirige seu texto a uma prima. O leitor aqui é uma terceira pessoa, um "voyer" que fica entre José de Alencar e sua prima. Ao mesmo tempo em que tenta levar o leitor a pensar que tudo é imaginário e faz parte das fantasias do autor, José de Alencar faz questão de narrar fatos verídicos da época, acontecimentos reais que marcaram o Rio de Janeiro no início do século. É tão minucioso nesse aspecto que até narra datas e horários etc. Atualmente as histórias do autor romântico passam como que quase infantis e ingênuas para o leitor moderno. São narrações em que o amor sempre vence, decisões passionais de amantes, amor e amor e amor. À época, os folhetins eram lidos pelas senhoras burgueses. Exagerando-se um pouco na dose, poderíamos dizer que Alencar lembra remotamente, os livrinhos que embalam os sonhos de moças solteiras, no entanto não se pode deixar de dizer que sua escrita, linguagem, e modo estilísco são de extrema qualidade.

Foi Alencar quem dissociou-se do modelo português da escrita para definitivamente inaugurar o texto nosso, brasileiro. Os livros Cinco Minutos e A Viuvinha falam sobre a vida burguesa. Suas personagens são personagens que, no fundo, representam o ideal acabado da vida burguesa, tropicalmente reproduzida na Corte brasileira. Em Cinco Minutos, o narrador-personagem está disponível, da primeira à última página, para satisfazer a todos os caprichos de sua imaginação. Sem compromisso profissional algum, o aspecto financeiro de suas peregrinações atrás de Carlota não chegam jamais a preocupá-lo. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O texto "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" foi escolhido pela importância do autor, Jorge Amado, para a literatura brasileira, além de suas peculiaridades, como a ausência da fórmula condicional do "final feliz". Não existe o maniqueísmo, o bem e o mal configurados como tal. A história é um universo de afeições e toca diretamente no problema do preconceito e da intolerância. E, apesar de tudo, traz a mensagem positiva de que amar vale a pena. Diferentemente de sua última montagem infantil, "O Carnaval dos Animais", "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" traz trilha sonora original, especialmente composta. A música mudou e desta vez não contém instrumentos. Por isso é exclusivamente vocal. O espetáculo procura uma limpidez, uma despojamento em todos os níveis, uma pureza em seus aspectos sensíveis, seja a cor, a forma, o som ou o movimento. Pela primeira vez, o Giramundo compõe um apresentação coral ilustrada. Plasticamente, "O Gato Malhado" é uma tentativa de incorporar novas formas, um conteúdo novo. É a forma se impondo à função, através de duas adoções: primeiro, a inspiração dos desenhos infantis, de um certo comportamento criativo da criança. Uma concepção formal vinda da concepção infantil. Não só as alterações na perspectiva ou nas formas, mas principalmente na interpretação dos personagens. Assim, os pássaros têm asas "explícitas" pois sua característica principal é voar, ou o cachorro tem muitos dentes aparentes pois uma de suas qualidades marcantes é morder. Esta é a história de um gato que se apaixona por uma andorinha causando estranheza em todos os outros animais que habitavam uma floresta. A Andorinha está prometida ao Rouxinol mas, ao mesmo tempo, incentiva o amor do Gato. Acontecem juras, o Gato escreve poemas, eles passeiam juntos enquanto os outros personagens condenam o amor impossível. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Filho de um humilde carpinteiro,Julien Sorel sonha com uma vida intensa e gloriosa. Sua desmedida ambição o leva a conviver com a burguesia provinciana e com a aristocracia parisiense. Ainda assim Julien continua a ser um pobre no mundo dos ricos. A partir desses elementos, Stendhal criou um magistral romance psicológico, considerado o mais significativo da literatura francesa do século XIX. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Rapsódia escrita em 1926 e publicada em 1928, traz uma variedade de motivos populares que Mário de Andrade juntou de acordo com as afinidades existentes entre eles. Trata-se de uma espécie de "coquetel" do folclórico e do popular do Brasil. Mário de Andrade mistura o maravilhoso e o sobre-humano ao retratar as façanhas de um herói que não apresenta rigorosos referenciais espaço-temporais – Macunaíma é o representante de todas as épocas e de todos os espaços brasileiros. Macunaíma, que leva o subtítulo de "herói sem nenhum caráter", é também o nome do personagem central, um herói ameríndio que trai e é traído, que é preguiçoso, indolente, mas esperto e matreiro, individualista e dúbio. Destituído da auréola idealizada dos românticos, Macunaíma é o índio moderno, múltiplo e contraditório. Nasce na selva, filho de uma índia tapanhumas, fala tardiamente e só anda quando ouve o som do dinheiro. Vira príncipe e trai o irmão Jiguê ao brincar com as cunhadas, primeiro Sofará e depois Iriqui. Vira homem e mata a mãe, enganado por Anhangá. Casa-se com Ci, a mãe do mato, guerreira amazonas da tribo das Icamiabas. Macunaíma torna-se o Imperador do Mato Virgem.

Após seis meses, tem um filho. A criança morre, transformando-se em planta do guaraná. Ci, cansada e desiludida, vira a estrela Beta da Constelação Centauro. Antes de morrer, porém, Ci deixa ao esposo a muiraquitã, uma pedra talismã que lhe daria a garantia de felicidade. Mas o herói perde a pedra que acaba nas mãos do rico comerciante peruano Venceslau Pietro Pietra, colecionador de pedras em São Paulo. Em companhia de seus dois irmãos – Maanape e Jiguê – vem para São Paulo a fim de reconquistar a pedra, que simboliza seu próprio ideal. Porém, Venceslau, que está disfarçado de comerciante, é na verdade o gigante Piaimã, comedor de gente; por isso, as investidas de Macunaíma contra ele não dão resultado. Só depois de apelar para a macumba Macunaíma consegue derrotar o gigante. Reconquistada a pedra, Macunaíma retorna ao Amazonas e se deixa atrair pela Iara, perdendo definitivamente a pedra. Como já não vê mais graça no mundo, vai para o céu, onde se transforma em estrela da Constelação Ursa Maior, ficando relegado ao brilho inútil das estrelas. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Chalaça quer dizer zombeteiro, gracejo, caçoada. Narrada em 1ª pessoa, esta obra constitui-se do caderno de anotações de Francisco Gomes da Silva, conselheiro do Império, que, durante um bom tempo, foi um dos mais importantes auxiliares e o mais próximo de Dom Pedro I. Houve quem o chamasse de alcoviteiro e safardana, mais tais acusações não passam de calúnias. Se o chalaça - este era seu apelido - conseguiu ascender de simples serviçal a um dos mais influentes homens do Império brasileiro, isto aconteceu principalmente graças à sua privilegiada inteligência. Além de habilidoso conselheiro, este companheiro de D. Pedro I foi também um brilhante filósofo, conforme demonstram algumas de suas teorias que aqui estão. Como pôr exemplo aquela na qual ele estabelece a profunda relação entre o fluxo sangüíneo e o funcionamento do cérebro no momento da cópula, o que explica tantas e tantas atitudes masculinas. O personagem esteve em todos os grandes acontecimentos da jovem nação brasileira: gritou, junto com o imperador, às margens do Ipiranga, escreveu a primeira Constituição e dissolveu com bravura a primeira Assembléia Constituinte. O chalaça foi, enfim, um exemplo acabado de homem e estadista, e constituiu-se num modelo muito imitado pelos brasileiros, desde aqueles tempos até os dias de hoje. Mas Francisco Gomes também sabia fazer rir.

Não é à toa que seu apelido significa gracejo, caçoada, zombaria. Seu humor fino e inteligente, seu talento musical (tirava inspirados lundus de sua viola) e sua habilidade ao intermediar os encontros de D. Pedro I com as filhas de Eva fizeram com que ele fosse a companhia favorita do imperador enquanto não admirava as flores pelo lado da raiz. Pode ser que o Chalaça, em seu diário, falte com a verdade em alguns trechos, mas não o julguemos mal. Se há exageros e omissões em sua narrativa, é porque assim funciona a memória, prolongando vitórias e dissimulando derrotas. Talvez por conta disso ele seja acusado de imprecisão histórica. Chalaça, um píncaro por excelência, teria escrito algumas das páginas mais elegantes e divertidas de que se tem notícia sobre os termos do Primeiro Império. Estávamos lá eu, o Caldeira Brant, que recentemente recebera o título de Marquês de Barbacena, o gentil-homem do paço João da Rocha Pinto e o criador de cavalos João Carlota. Estes dois eram figuras assíduas nos saraus e eu até já fizera com eles alguns negócios. O marquês eu conhecia de vista e era uma das principais vozes do Império. Até então havíamos trocado apenas alguns comprimentos de cabeça. O fidalgo usava coletes engomados ao exagero e ostentava medalhas muito lustradas mesmo nas mais simples recepções. Entramos numa sala um tanto pequena em que havia apenas uma mesa redonda com cinco cadeiras. Eu. como secretário particular de Sua Majestade, obviamente, deveria ficar ã sua direita, mas o marquês se antecipou e tomou a cadeira na qual eu costumava sentar-me. "Este era o seu lugar? Perdão, não tive intenção, queria sentar-me. Pensei que os nobres sempre tivessem a preferência de se assentar à direita do soberano." Ele já ia se levantando quando pus a mão em seu ombro. Não podia deixar que ele se mostrasse tão superior aos olhos do Imperador. "Por favor, Marquês, não queira se incomodar; o Imperador é canhoto mesmo." veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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