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Quase Memórias. Quase Romance - Carlos Heitor Cony
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Sinopse - A flauta mágica - Dionisio Jacob
Prepare-se para mergulhar numa história fantástica. Tamino é um jovem príncipe que está prestes a se tornar rei. Para isso, precisa passa por uma prova de sabedoria no templo do temível bruxo Sarastro, na qual terá que enfrentar muitos perigos. Perigo ainda maior é a paixão proibida por Pamina, a princesa prisioneira de Sarastro, filha da poderosa Rainha da Noite. Será que "A Flauta Mágica" ajudará Tamino a vencer tantos obstáculos? Esta história traz uma incrível aventura e mostra a importância da sabedoria, da humildade e da verdade.


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Agustina Bessa-Luís é considerada uma das maiores revelações da literatura moderna e contemporânea de Portugal. A Sibila, romance de 1954, recebido com entusiasmo pela crítica, torna-se o ponto de partida para uma vasta obra voltada para temas universais que, ao mesmo tempo, inserem-se nas vertentes do nacionalismo português, bem como do regionalismo. Em A Sibila, a autora casa perfeitamente os tempos passado e presente, colocando as dúvidas, as angústias e os problemas mais substanciais que determinam a rigidez de personagens que afloram em um espaço agrícola tipicamente regional. No plano da intriga, trata-se da reconstrução da trajetória da família Teixeira e de sua casa secular que caminha da decadência/ruína ao ressurgimento grandioso/triunfal. Situada no norte de Portugal, a casa de Vessada é o motivo primeiro para o registro de situações que ocor rem tanto entre as paredes, quanto nas redondezas da casa. As situações vividas e descritas revelam gradativamente o sistema de valores que rege um universo fechado. Ao mesmo tempo deixam entrever a visão de mundo dos homens e mulheres que povoam esse universo, notadamente a partir de uma força que emanado lado feminino: sob a gestão de mulheres fortes e destemidas, capazes de lutar para o reerguimento de seu patrimônio. O poder de mando da mulher vai se revelando e se efetivando após um incêndio da casa. Quina (Joaquina Augusta) é o destaque do clã feminino, Germa (Germana), sua herdeira que serve de ponte para o futuro. Ao morrer, Quina lega a Germa suacontinuidade (herança) porque em ambas existe a coincidência do estado de equilíbrio. São uma espécie de sibila, detentoras de secretas potências, "alguma coisa que ultrapassa o humano". veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Estudos sobre o culto, o direito, as instituições da grécia e de roma. A Cidade Antiga é um tratado sobre a civilização greco-romana. Religião, política, costumes, instituições - o erudito historiador Fustel de Coulanges realiza um estudo exaustivo da formação da cultura e Estado clássicos, seu desenvolvimento, dinâmica, caraterísticas e transformação ao longo do tempo que perdurou a civilização greco-romana. Descreve-se e se analisa seu florescimento, ascensão e queda. Foi professor de História Medieval na Sorbonne e devido aos métodos de pesquisa que utilizou, é tido como um dos precursores da moderna historiografia francesa. Dois princípios fundamentais norteiam o estudo de Coulanges. Segundo ele a obtenção do verdadeiro conhecimento desses povos (grego e romano) exige que os estudemos sem a idéia fixa de considerá-los como nós, dado o fato de sermos seus herdeiros culturais; é preciso estudá-los como se nos fossem inteiramente estranhos. O segundo princípio é a necessidade e condição sine qua non de considerar as crenças religiosas desses povos para compreender suas instituições em geral, sem o que estas surgirão obscuras, extravagantes e inexplicáveis diante de nossos olhos veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Nos 163 curtos fragmentos desta obra, Oswald de Andrade constrói um personagem semi-autobiográfico, o referido João Miramar. Frenético, seu estilo telegráfico é cheio de neologismos e estrutura fraseal incomum e inovadora. Ao contar a história de Miramar, da infância, casamento e amantes, viagens à Europa e aventuras financeiras no cinema até sua viuvez na época do armistício (o livro na maioria se passa de em São Paulo de 1912 a 1918), Oswald cria um romance futurista, Aqui, prosa e poesia se confundem totalmente; alguns dos fragmentos *são* poesia. O livro tem prefácio de um personagem fictício do livro: Machado Penumbra, uma sátira aos "intelectuais" de sua época, com estilo pedante, gente que Oswald tanto combateu. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Aventuras de Diófanes é o romance mais antigo escrito por um brasileiro - ou melhor, por uma brasileira, o que não deixa de surpreender, se levadas em conta as limitações impostas ao sexo feminino pela sociedade do século XVIII. Teresa Margarida da Silva e Orta nasceu em São Paulo, em 1711 ou início de 1712. Em 1716 viajou com a família para Portugal, onde morreu em 1793. Pelos relatos que nos chegaram foi uma mulher culta, independente e voluntariosa - espécie de precursora das feministas do século XX. Esteve enclausurada no convento de Trinas com a irmã, Catarina Josefa. Casou-se, depois, sem o consentimento dos pais, com Pedro Jansen von Praet, com quem teve 12 filhos. Em 1770 foi presa (cumpriu pena de sete anos) por ordem do Marquês de Pombal. Com a devida chancela do Santo Ofício, Aventuras de Diófanes veio à luz em 1752. O título original era Máximas de virtude e formosura com que Diófanes, Climinéia e Hemirena, príncipes de Tebas,, venceram os mais apertados lances da desgraça. Teresa Margarida usou o pseudônimo Dorotéia Engrássia Tavareda Dalmira. Só mais tarde se conheceria o verdadeiro nome da autora. Não existe unanimidade da crítica a respeito de Aventuras de Diófanes. Afrânio Coutinho e Nelson Werneck Sodré, por exemplo, não o relacionam à produção cultural brasileira. Antônio Cândido sequer o menciona na sua Formação da literatura brasileira. O fato é que o livro desperta cada vez mais interesse. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Poder-se-ia afirmar que esta obra é a continuação de seu primeiro livro, Um Quarto de Légua em Quadro. Com efeito, as personagens são descendentes dos primeiros portugueses que por aqui aportaram a partir da primeira metade do século XVIII. Os fatos ocorrem nas proximidades de Viamão. A narrativa inicia com o casamento do sargento Miguel de Azevedo Beirão, fazendeiro da Lagoa dos Patos, com Dona Camila. Na noite de núpcias, Miguel descobre que Camila não era virgem. Pede às autoridades eclesiásticas a anulação do casamento. Quando o sacristão Bernardo leva uma intimação a Camila, para que fique enclausurada na própria casa enquanto correr o processo de anulação das bodas, esta pratica uma aventura sexual com o sacristão, a fim de se vingar do marido. Bernardo apaixona-se pela senhora que, ao se aproximar do padre Ramiro, é tocada pelo amor deste. O padre, por sua vez, entra num dilema: corresponde ao amor de Camila ou se mantém fiel ao celibato? Enquanto isso, o sacristão fica possesso por um ódio surdo ao padre Ramiro. Configuram-se, ao mesmo tempo, o triângulo amoroso do romance romântico e a angústia barroca que se apodera do pároco. O final trágico, pois, numa manhã, na véspera da celebração religiosa, Bernardo passa a perseguir o sacerdote Ramiro campanário acima. No alto da torre Bernardo acerta um golpe com o turíbulo na cabeça do padre, que morre imediatamente. A seguir, desequilibra-se da torre, vindo a morrer sobre as pedras. A obra relata as dificuldades, os preconceitos e o abandono a que foram submetidos os imigrante portugueses que vieram desbravar as paragens da Província de São Pedro do Rio Grande. Em Manhã Transfigurada:

· A narrativa é ambientada em Viamão, no século passado, o que nos remete a uma característica da obra de Assis Brasil: a pesquisa histórica.

· A novela é centrada na personagem Camila, e através de sua trajetória podemos perceber a condição de submissão a que a mulher estava exposta na época.

· No início do relato, Laurinda apronta o vestido que Camila usará para ir à igreja, logo, o caso Camila com Bernardo já ocorreu, assim como o clima de sedução que se estabelece entre Camila e o padre Ramiro. Isto caracteriza a quebra da linearidade. Somente após este início, um flash back nos esclarece o adultério que ocorre envolvendo Camila e Bernardo e a atmosfera que se cria entre o padre e a mulher.

· Quando Camila seduz Bernardo, está tentando afirmar-se como mulher, desejada, capaz de atrair um homem, uma vez que a rejeição do esposo a deprimira muito. Já o Padre Ramiro desperta na moça o que ela acredita ser o verdadeiro amor. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
BITTENCOURT, Circe (org.). O Saber Histórico na Sala de Aula. Coleção Repensando o Ensino. Editora Contexto (editora Pinsky ltda.) São Paulo.

Formação do professor de Historia e o Cotidiano da Sala de Aula
Maria Auxiliadora Schmidt

A formação de História engloba ainda áreas de Ciências Humanas, como Filosofia, Ciências Sociais, etc.em geral, começa e termina no curso de graduação. Formado, envolve-se co encargos familiares, não dispõe de tempo e nem de dinheiro par investir em sua qualificação profissional.
Sua imagem é marcada pela ambigüidade, ora sacerdote, ora profissional da ciência, parteiro da nação e da revolução. Sua identidade oscila entre a do professor difusor e transmissor de conhecimento e a do produtor de saberes e fazeres. Espera-se que ele seja o promotor da união entre a competência acadêmica (domínio de saberes) e a competência pedagógica (domínio da transmissão do saber), aliando competência, convicções e experiências de vida, estabelecendo uma comunicação com o aluno levando a ter intimidade com o passado ou presente, que receptam informações, conteúdos, currículo, livros e materiais didáticos, muitas vezes desinteressantes. Estes, os alunos manifestam insegurança e temor ante os instrumentos de poder que são submetidos: exames, julgamentos dos colegas e professores.
O professor de Historia preocupa-se em exteriorizar o que sabe, explicitando o seu pensamento e a sua emoção. Ao mesmo tempo, vive a insegurança em relação a juventude e a defasagem de sua formação e o aceleramento de novos estudos e pesquisas de conhecimento histórico.
As aulas, espetáculos cheio de vidas, a relação pedagógica é diferente das puramente afetivas, comporta uma dose igual de apego, admiração e desprendimento, com algo de estrito que pode ir até a frieza. Por outro lado, a relação não é, não deve resvalar para o duelo, ela é a essência, onde professor fornece a matéria para o raciocínio, ensina raciocinar, mas acima de tudo ensina que é possível raciocinar.
O professor de historia pode ensinar a saber-fazer, lançar germes do histórico, captar e valorizar diversidade, levantar problemas e reintegrá-los num conjunto de outros problemas procurando transformar temas em problemáticas, dando condições para que o aluno possa participar do processo do fazer, do construir a História.
O conhecimento do professor pode oferecer a seu aluno a apropriação de conhecimentos, através de um esforço e de atividades que edificou esse conhecimento.
A sala de aula é uma espaço onde se transmite informações e onde interlocutores constroem sentidos impregnando tensões, relação teoria e pratica, ensino e pesquisa, evidencia dilaceramentos da profissão de professor e embates da relação pedagógica.

O fazer histórico e o fazer pedagógico

A transposição didática designa processo de transformação cientifica, didáticas sociais, que afeta os objetos de conhecimento até a tradução ao campo escolar transformando o saber cientifico em saber de ensinar, um processo de criação, implica, ainda, apontar uma certa ordem de questões, como diferenciar esta pratica de outras. Para isto requer conhecer os conceitos de ações das atividades didáticas.
Método na didática significa meios coclocados em pratica, são eles por repetição, por descobrimento, etnográficos, descritivos, de resolução de problemas, estudos de caso, de investigação, entre outros. É muito mais amplo do que técnica. Técnica é instrumento ou ferramenta útil para o processo, um recurso didático, como o uso de filme no videocassete. Recursos são materiais didáticos; estratégicas são formas de se organizar, o saber didático através de meios como o trabalho em grupo, aulas expositivas, etc. todos eles são ações necessárias as atividades didáticas.
Em relação a transposição didática, o objetivo é articular o conhecimento histórico ensinado de forma que dê ao aluno condições de participar do processo do fazer, do construir a História, possibilitando uma desnaturalização de uma visão critica do passado que está presente em nossas vidas. Pressupõe que se trabalhe a compreensão e a explicação histórica, destacando-se a problematização, o ensino e a construção de conceitos, analise causal, contexto temporal e o privilegio da exploração do documento histórico.
A problematização histórica trás possibilidades e questionamentos acerca de um objeto de estudo. Isso traz aos educandos uma atitude ativa na condução do saber e na resolução dos problemas de aprendizagem.
A analise causal possibilita aos alunos compreensão de que os acontecimentos históricos envolvem relações de pessoas e características diferentes, quando ifneren em sua realização. É preciso buscar explicação na multiplicidade, pluralidade e no encadeamento de causas, sem a preocupação com a determinação finalista de causa-acontecimento-conseqüência, levando o educando a compreender mudanças e permanências, continuidades e descontinuidades, bem como complexas inter-relações que interferem na compreensão dos processos de mudança social.
O procedimento histórico comporta a preocupação com a construção, a historicidade dos conceitos e a contextualização temporal. O passado está incorporado aos nossos conceitos e nos dá um conteúdo concreto, e só pode ser reconstruído em função das questões colocadas no presente, manipulando características essenciais do tempo: sucessão, duração simultaneidade. Todo conteúdo é criado, datado, e tem sua história.
Tradicionalmente, o uso de fontes e documentos tem destacado, exemplificado, descrito e tomado inteligível o que o professor fala. A partir das renovações teórico-metodológicas, o uso escolar do documento passou a estimular a observação do aluno, ajudando o a refletir, passando a analisá-lo, observá-lo e descrevendo-o, introduzindo assim o método histórico, desenvolvendo o espírito crítico, reduzindo a intervenção do professor, diminuindo a distância entre história que se ensina e a história que se escreve. Ainda diferenciando fontes ou documentos com a finalidade de transmitir conteúdos do saber disciplinar como textos e filmes, de documentos com finalidades didáticas como suportes informativos, descritivos, analíticos ou sintéticos, com a intenção de comunicar elementos do saber disciplinar.
A sociedade contemporânea produziu um aumento substancial de informações e de tecnologias que ocorre paralelamente um aumento entre os que sabem e os que não sabem articulá-las pensá-las e refleti-las. Professores tem tido acesso a um conjunto de meios diversificados. A relação da escola com estas novas tecnologias tem sido contraditória. Por um lado, quanto acolhida por educadores as inovações tecnológicas tem sido usadas como técnicas de ensino, estratégias para preencher ausência do professor ou como recursos para tornar a aula menos enfadonha. Trata-se de adequações superficiais, já que a inovação não é um produto, e sim um processo, atitude, uma maneira de ser e estar na educação.
A tecnologia interfere no mundo da arte, das ciências, da comunicação e do ensino, deve-se então refletir e retomar a sua interação com os currículos e com a pratica pedagógica em sua totalidade, levar transformações nos programas de formação de professores e produzir efeitos no processo de aprendizagem dos alunos.
O desafio na pratica de sala de aula é que a educação histórica, hoje deve levar os educanado a adquirir capacidade de analisar, inferir e interpretar acerca da sociedade atual, olhar pra si e ao redor com olhos históricos, resgatando o conjunto de lutas, anseios, frustrações, sonhos e a vida cotidiana de cada um, no presente e no passado. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Primeiro colocado no 3º Prêmio Érico Veríssimo de Romance, este livro bem merece o patrocínio do nome do maior romancista gaúcho. Como ele, também Gilvan Lemos é homem de compromisso com o seu tempo, e visualiza com olhos críticos os descaminhos da sociedade brasileira e das suas velhas estruturas de poder. Nesse sentido, O Anjo do Quarto Dia surpreende: alegoria com poderoso substrato bíblico e mítico, faz-se denúncia irreverente e cruel do jogo de interesses políticos individualistas que estrangula a vida do nosso povo há gerações. O mundo da narrativa é aparentemente o de uma cidadezinha sertaneja do Nordeste e sua história a da ascensão de um chefe local, exguardador de porcos, e de sua dinastia de ladrões. Pintor mordaz, mas que evita transformar seus personagens em tipos eles pulsam de genuína humanidade - o narrador entrelaça vidas de opressores e oprimidos, vilões e heróis, sem cair na tentação de etiquetar uns e outros, num quadro estuante de ambições, rancores, corrupção e ânsia de justiça, de uma clareza solar. Microcosmo inquietante, em que as leis só valem quando convêm aos poderosos, em que aos fracos só resta a esperança de um milagre, O Anjo do Quarto Dia retrata um sistema político cruel, que anula as vontades, espezinha a verdade, cala pelo assassínio e apaga com a força a revolta legítima dos perseguidos. Entretanto, há nele também as hesitações de parte a parte, o medo da queda e da morte, a tolice de governantes e governados, e uma solução irônica, enigmática.

Por essa índole, a obra se inscreve na longa tradição ocidental da sátira alegórica, conservando, por outro lado, com fidelidade, as raízes do romance social brasileiro, sem concessões. Se encerra uma visão muito pessoal da problemática da tirania, não há sombra de dúvida que convence e comove. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Usando uma linguagem culta, barroca (exagerada), carregada de erudição, nos moldes dos cronistas portugueses, Herberto Sales nos conta a saga das famílias Golfão e Rumecão, instalados no interior da Bahia, precisamente em Cuia D’Água, próximo a Cachoeira e São Félix. Segundo o autor, o tempo passou sobre essas famílias e firmou os seus pareceres (a impressão que ficou de suas odisséias) e, sendo a epopéia de relevo, não deve ser desprezada ou ignorada. Por isso ele nos contará essa história. Herberto se coloca como porta-voz de Braulino José Golfão, o Ancião, um dos filhos gêmeos do casal Policarpo e Liberata que relatou a história dos seus pais ao autor; segundo Herberto Sales, causa estranheza a lucidez de Braulino, uma vez que este Ancião já contava com 132 anos e sabia detalhadamente dos fatos narrados no livro. A estrutura do romance é incomum, pois os capítulos são divididos em 54 livros numerados em algarismos romanos. Cada livro traz um argumento, espécie de sinopse, de resumo do que se narrará no capítulo. Obviamente, muito da narrativa está antecipada nos argumentos, mas a habilidade do narrador, que é onisciente, faz que ele seja limitado em alguns momentos do argumento, visando a criar expectativa no leitor. O próprio autor escreve o seu prefácio, dizendo pretender com isso, ser rigoroso consigo, vez que amigos costumam ser muito benevolentes com os prefaciados. Usa o prefácio para falar do prefácio o que é um excelente exercício metalingúistico. Ao longo da narrativa, o autor se coloca como um "contador de histórias", como se o leitor estivesse ao lado dele e, por isso, necessitasse tantas vezes checar, através da função fática da linguagem, se a mensagem está chegando ao receptor sem ruído. É muito freqüente esta verificação, a exemplo de: "Sabei que Policarpo Golfão chegou à pensão às 12 horas". Esta postura de contador de casos força o autor a usar uma incomum, mas correta construção gramatical no que tange ao uso do possessivo dele(s) / dela(s). Como emissor (narrador) e receptor (eu ou você) estão próximos e o narrador fala se dirigindo ao leitor, para evitar ambigüidade, usa esta estrutura: "Sabei que Policarpo Golfão chegou com seu cavalo dele". Essa construção, pouco usual, está prescrita como correta, de acordo com a norma culta gramatical e deve ser usada toda vez que, numa sentença, o uso do possessivo implicar ambigüidade quanto ao possuidor do elemento referido. O uso de inversões sintáticas (hipérbatos) é uma constante, haja vista que essas inversões aproximam a língua portuguesa do latim clássico, e o autor pretende uma narrativa no estilo cultista (linguagem rebuscada, sinuosa, carregada de erudição). A narrativa configura o texto como pertencente ao gênero épico/narrativo da literatura. O narrador-observador (foco narrativo em 3a pessoa quase na totalidade das vezes) mostra-se onisciente / onipresente, mas impassível diante dos fatos, vez que ele narra o que já aconteceu, sem possibilidade, portanto, de modificar algo na história narrada. No entanto isto não impossibilita a veia irônica de que é dotado o emissor. Apesar de ser apenas porta-voz do Ancião, Herberto Sales emite juízo de valor frente ao narrado, incorrendo na ironia sutil, que passaria despercebida ao leitor desavisado. Com maestria, enfatiza, por exemplo, a "piedade cristã" do capelão dos navios negreiros que, acompanhando o percurso dos negros naquela fatídica viagem – África/ Brasil – evitava que os negros mortos neste trajeto ficassem sem a palavra de Deus. (O Capelão tinha, como recompensa, direito a cinco escravos para serem negociados). Muitos dos negros morriam durante o percurso, mas a presença de Capelão garantia que eles morressem na fé cristã, haja vista que eram batizados dentro dos navios. O argumento histórico da narrativa é o seguinte: Policarpo Golfão, filho único de um fidalgo português que morreu numa batalha servindo ao Rei de Portugal, recebeu a título de indenização, uma sesmaria no Brasil, no interior do estado da Bahia, precisamente junto a Cachoeira e São Félix, lugar conhecido como Cuia D’Água. (Crítica à Metrópole que enxergava a Bahia como feudo da nação lusa.). Policarpo era proprietário de uma bela quinta em Portugal. Ao saber da doação do Rei, vendeu sua quinta e junto com um primo – Quincas Alçada – rumou para o Brasil visando a tomar posse do que era seu. Necessário é dizer que essa indenização do Rei veio a calhar, porque o filho do fidalgo era homem afeito a aventuras e, certamente, aqui, poderia participar de diversos feitos incomuns. Chegando ao Brasil, Policarpo e seu primo bastardo ficaram hospedados numa estalagem de um compatriota, Luis Vicente de Almeida, vulgo Almeidão, um homem de físico avantajado, daí o apelido. Esse português teria importância vital para os acontecimentos vindouros, e o autor nos antecipa isto, mas pretende esclarecer o assunto somente no momento aprazado (o escritor, mais ou menos à moda de Machado de Assis, conversa com o leitor, comentando, emitindo opinião sobre o assunto de que trata ou tratará). Assim que chegaram a Salvador, como eram cristãos, dirigiram-se à Igreja. Em seguida foram recebidos pelo Governador-Geral que oficializou, em cerimônia, a referida doação da "imensa sesmaria. No mesmo dia, Policarpo recebeu do governador o título de capitão-mor, o que lhe garantiria plenos direitos para reger sua sesmaria como se dela fosse o próprio Rei.(Espécie de senhor Feudal) No dia seguinte, Policarpo Golfão e Quincas Alçada foram ao Chega-Nego, lugar onde aportavam os navios negreiros que traziam negros da Costa da Mina, para o Brasil. Os dois portugueses precisavam de mão-de-obra para trabalhar na sesmaria. Almeidão os acompanhou . Antes de irem ao Chega-Nego, passaram na Igreja de Santo Antônio da Barra. (Ironia à prática cristã: antes de comprar homens para escravizá-los, vão receber a bênção de Deus para garantir o sucesso da empreitada.) Os dois primos souberam, através de Almeidão, que São José era uma espécie de patrono dos traficantes de escravos, vez que do alto daquele outeiro da Igreja de Santo Antônio da Barra, o casto esposo de Maria velava pela sorte dos navios que bravamente se arriscavam ao mar, rumo à África, em tão subida missão. (Ironia do autor e crítica ao uso equivocado dos preceitos cristãos adaptados a interesses vis). O Almeidão lhes contou que traficar negros não era vergonhoso para o português ou até para os colonos, e que até havia uma espécie de Irmandade protetora desses comerciantes em tão honrado ofício. O próprio Almeidão complementava sua renda com este comércio e esperava para aquele dia a chegada da corveta Augusta. Esclareceu os trâmites do comércio: os traficantes baianos, forneceram ao capitão da corveta Augusta uma grande quantidade de fumo comprado nas plantações de tabaco da Bahia. Este capitão levou o tabaco para comercializar em terras "d’além mar" e, em pagamento aos amigos, trouxe escravos da África em número anteriormente acertado e suficiente para ficarem quitados na transação. Infelizmente, desta vez, a corveta Augusta não apontou no Chega-Nego, pois estava com diversos negros contaminados de varíola, febres epidêmicas, sarna e doença dos olhos. O navio ficou afastado do porto, de quarentena imposta pela Inspeção de Saúde. Como sempre acontecia quando havia doentes a bordo, a embarcação ficou em Monte Serrat, aguardando que os enfermos melhorassem. Desta forma, os dois primos não puderam comprar escravos do Almeidão, mas no dia seguinte foram aguardar outra corveta, a Salve-Rainha, de onde compraram quinze escravos ao todo; esses escravos faziam parte de um lote pertencente ao Ouvidor-Geral, Teodoro Rumecão. (Notar a crítica irônica à Igreja Católica: os dois navios negreiros têm nomes sagrados – corveta Augusta – ligada a anjo; corveta Salve-Rainha – louvação à Virgem Maria). Herberto aproveita para criticar , sob a forma elogiosa – na verdade, uma grande ironia – o fato de os portugueses serem habilidosos na arte de "socar" tantos escravos – quinhentos – numa corveta muito pequena. Corria até uma legenda de que os navios portugueses eram pequenos por fora, mas grandes por dentro, tendo reconhecido este feito os holandeses , nesta época, seus rivais, neste comércio. A perícia náutica dos portugueses contribuía para isso: Holandeses transportavam trezentos escravos em grandes navios; já os portugueses, em pequenas caravelas, transportavam quinhentos homens. (Evidencia-se, aí, uma grande e irônica crítica ao povo português, avaro e desumano). O capelão de bordo do Salve-Rainha, além de ser parente do Ouvidor-Geral, Teodoro Rumecão, também foi amigo de infância de Quincas Alçada. Reencontraram-se, então, o que muito contribuiu para que os laços de amizade e apreço entre Quincas Alçada, Policarpo Golfão e os Rumecões fossem estreitados. Pe. Salviano contou a Quincas ter sido ajudado por dona Eponina, sua madrinha que, em carta ao parente Ouvidor indicou-lhe Salviano como padre para a colônia. Quincas confidenciou que também chegara à colônia graças à bondade do primo Policarpo Golfão. (Todos são oportunistas. É deste fio que se formará o tecido social brasileiro.) Sabendo que Policarpo havia sido condecorado com a medalha de capitão-mor, Padre Salviano julgou por bem levá-lo a visitar seu tio-avô, o Ouvidor-Geral, Teodoro Rumecão, em cuja casa habitualmente esse padre se hospedava. Depois da escolha de quinze bons negros para escravos, fortes como animais, rumaram para a casa do Ouvidor, conhecida na Bahia como o Solar dos Sete Candeeiros. Assim que chegaram ao solar, Policarpo viu Liberata, a filha solteira do Ouvidor e logo se sentiu atraído pela beleza desta moça. O Padre, observando que a moça prendia a atenção de Policarpo, explicou-lhe quem ela era. A moça desapareceu, enquanto o Padre mandava um escravo da casa guardar seus pertences num quarto do Solar dos Sete Candeeiros, onde costumava se hospedar. Foram recebidos pelo Ouvidor, muito solicitamente. Enquanto isto acontecia, Policarpo tinha o pensamento voltado para a bela jovem que havia visto. Conversaram sobre a colônia, sobre os preços dos escravos de um modo geral e do tempo requerido para o translado África/Brasil: mais ou menos quatro meses. Os negros chegavam em boas condições, na maioria das vezes, o que gerou uma carta do próprio Príncipe D. João, enviada ao então Governador, Francisco da Cunha Menezes, louvando a excelência deste surto de progresso no tráfico de escravos na Bahia. (Ironia do autor ao realçar um feito tão vil dos portugueses. É como se a carta de um Rei pudesse legitimar ato tão desumano). Concordando com o que dissera o Vice-Rei, Conde de Sabugosa em 1731, Policarpo reconheceu, durante sua conversa com o Ouvidor-Geral, que sem escravos, a colônia não poderia desenvolver seu trabalho na lavoura das fazendas de cana, tabaco e roças de mandioca. Policarpo comprou dez escravos do Ouvidor e cinco do Padre Salviano, todos provenientes do Salve-Rainha. O padre ficou feliz, pois todos já haviam sido batizados e, portanto, já tinham nomes de gente (crítica à aculturação do negro pelo europeu – além da crítica à escravidão). Herberto Sales chama a atenção do leitor para um molecote chamado Estevão e demais mulheres e homens jovens que sorriam em subserviência ao seu senhor (Policarpo). O Padre Salviano Rumecão disse a Policarpo enquanto observava os negros: "Agora é casá-los. Vão procriar, fácil e muito. Com dois casais desses produz-se toda uma escravatura." Os negros sorriam porque aprenderam que deveriam sorrir quando o padre lhes sorrisse. Havia uma escrava jovem que, por ser bela, Policarpo guardou o seu nome: Gertrudes. O autor antecipa que ela haveria de se tornar muito conhecida, mais adiante. (É marca do romance antecipar fatos e avisar da importância de certas personagens). Policarpo Golfão soube que sua sesmaria ficava situada numa região – Monte Alto – onde um irmão de Liberata – Sezefredo Rumecão – amante do campo e das letras, chamado na região de O Fidalgo, administrava uma fazenda do seu pai, produtora de cana-de-açúcar e fumo. Isto lhe foi dito pelo Ouvidor-Geral. Quando saiu, neste dia, do Solar dos Sete Candeeiros, Policarpo vislumbrou Liberata à distância e teve a certeza de amá-la. Chegando à pensão de Almeidão, o Capitão-Mor tomou conhecimento de que Rosa, esposa do Almeidão, era íntima de Liberata, pois era sua costureira. Coberto de honradez, propôs a Rosa – mulher muito digna – que levasse até à donzela uma carta de amor, pedindo-a em namoro. Policaro e Quincas saíram da hospedaria de Almeidão para viajar, mas antes o Capitão pagou regiamente sua estada por lá. Antes da partida assistiram à missa na Sé, oficiada pelo Padre Salviano, que se queixava de más notícias. O Rei de Portugal havia mandado adaptar (limitando) a lotação dos navios negreiros a depender da capacidade de cada navio. Obviamente, o padre ficou possesso, porque, pelas leis do Reino, não poderiam mais trazer homens amontoados; trariam apenas aqueles que pudessem ser transportados com um mínimo de condição de sobrevivência. (Forte crítica à Igreja, visto que o padre ficou contrariado com o prejuízo). Notar a pressão da Inglaterra sobre a Metrópole. Depois deste contato com o padre, Policarpo, Quincas e Almeidão foram se encontrar com um homem – Mestre Manoel – um competente navegante que singrava as águas da Baía de Todos os Santos. Um descendente desta personagem está no romance Jubiabá, de Jorge Amado (intertexto). Interessante é notar que Herberto Sales é autor neomoderno – publicou Os Pareceres do Tempo em 1997 , enquanto Jorge Amado é autor da 2a fase moderna, tendo publicado o livro Jubiabá em 1935 . Como Herberto Sales ambienta o seu romance no século XVIII, e Jorge Amado no século XX, apesar da precedência literária da publicação de Jorge Amado, num fingimento poético, Herberto Sales diz que "o seu" Mestre Manoel é antecedente dos demais. Caracteriza-o como um português que vivia amigado com uma mulher negra (sua escrava, de nome Maria). Tinham seis filhos, dentre os quais apenas um era homem: Manoelzinho, uma criança já afeiçoada às artes da navegação –. Mestre Manoel disse aos conterrâneos que aquela era a sua Maria – concubina com quem procriava a sua prole baiana, em doce mestiçagem (referência às nossas matrizes étnicas, à formação do povo brasileiro). Policarpo estranhou o nome do barco "Viajante sem Porto". O Mestre disse-lhe que este era o nome de um outro barco que pertencera ao seu pai. Confessou a Policarpo desejar que seu único filho homem, Manoelzinho, seguisse a tradição da família. (Na verdade literária, esse desejo se transforma em realidade, haja vista que o Mestre Manoel, personagem de Jubiabá, é descendente deste navegador que aparece em Os Pareceres do Tempo). Os escravos comprados por Policarpo Golfão foram trazidos acorrentados pelas ruas – costume da época – até o barco do Mestre Manoel; eram puxados pelo capitão do mato de Teodoro Rumecão, homem incumbido de levá-los e deles tomar conta até chegarem à embarcação. Quando chegou ao barco, Policarpo se encontrou com um primo do Mestre Manoel, o José do Vale, que, a partir daí, seria o Capitão do Mato de Policarpo Golfão. Seguiram viagem. O autor, num exercício lúdico, deseja que num futuro que há de vir ("Praza Deus": linguagem dos cronistas portugueses) possa haver um escritor que se encante com as belezas da Bahia e cante-as divulgando-as mundo afora. "Prevê" a possibilidade de esse poeta falar talvez de um novo "Viajante sem Porto" e de um novo Mestre Manoel, – isso acontece com Jorge Amado, em Jubiabá –. Assim, a "previsão" de Herberto, na verdade, é uma "pós-visão". Os viajantes chegaram à Cachoeira, onde haveriam de tomar outra embarcação mais tarde. Mestre Manoel retornou, enquanto os escravos foram para uma senzala pública, amarrados por cuidado e uso. Um espanhol, chamado De La Vara tomaria conta dos negros enquanto os demais ultimariam preparativos para seguirem viagem. Passaram-se nove dias entre compra de animais e objetos necessários à instalação da casa na sesmaria. Contrataram o Mestre de Obras Joaquim Dinis e mais um auxiliar de Capitão do mato, o Bertoldo, português da Ilha da Madeira. O filho do Joaquim Dinis, Serafim, também viajaria na comitiva. O padre Rapalho, exímio pregador contra o Demônio no Recôncavo, benzeu a comitiva e partiram com cavalos e carros de bois repletos de mantimentos e escravos muito apertados. Transcorridos vinte e cinco ou trinta dias, chegaram à Vila de Monte Alto. O jesuíta, Padre Gumercindo, há muito se ocupava da pacificação dos índios maracás, habitantes deste território. Esse padre, português da Companhia de Jesus, mostrava-se bondoso com os índios, mas exercia sua bondade com sabedoria medida para pacificá-los. O padre Salgado era também seu aliado. Policarpo visitou Sezefredo Rumecão, o Fidalgo, na companhia do padre Gumercindo. Ficaram amigos e o Fidalgo disse conhecer as terras da sesmaria de Policarpo que faziam divisas com as suas em Cuia d’Água. Foi convidado a pernoitar com o Fidalgo, juntamente com os padres, na agradável residência de Sezefredo. O Fidalgo acompanhou Policarpo, na manhã seguinte, a uma visita pelas terras da Vila. Ao ouvir o badalar dos sinos da missa, Policarpo, contrito, prometeu a si mesmo mandar construir uma igreja naquele local. Parando sobre o vale das terras de Policarpo, observaram ser aquela a vista mais bela da região, coberta de arbustos em flor. Em especial havia um imenso pé de Ipê Amarelo que, florindo, cobria o chão como tapete natural. Policarpo encantou-se pela árvore e resolveu ao lado dela construir sua casa, no alto de uma bela colina. Notava-se, nas terras, uma trilha e Sezefredo disse a Policarpo que Liberata ficava horas a apreciar a paisagem junto ao Ipê quando ali esteve a passeio. A coincidência tocou fundo o coração apaixonado de Policarpo. Conversaram sobre pecuária, uma das fixações do Capitão-Mor. Disse o Fidalgo que tinha algum gado em suas terras, bem como pastagens. Policarpo avistou do alto algumas cabanas indígenas em suas terras. Reclamou e ouviu do Fidalgo que nada havia o que temer. Eram índios pacificados pelos jesuítas. Antes, eram ferozes, atiravam e matavam muitos portugueses ilustres, mesmo tendo estes apresentado aos silvícolas seus documentos de posse de terra cedidos pelo Rei. Policarpo reconheceu o trabalho nobre executado pelos jesuítas. Mesmo assim, ainda ficou temeroso frente aos silvícolas, até saber que a maioria dos fazendeiros tinham índios como trabalhadores de suas terras, trabalhando em sistema de "meia", embora julgassem os negros mais rijos. Começaram as obras de construção da casa, que em pouco tempo ficou pronta. Apesar de ter trazido dinheiro suficiente de Portugal, Policarpo passaria por apertos financeiros, pois era perdulário e gastava sem reservas. O Fidalgo, pouco a pouco, vai enredando Policarpo em dívidas, deixando para receber o que fornecia ao Capitão-Mor em outra ocasião. Trazia para Policarpo gado e demais objetos para a construção da casa, sempre insistindo que o pagamento fosse deixado para depois. Sem o saber, Policarpo estava sendo vítima de uma trama do Fidalgo que intentava deixá-lo empobrecido para que tivesse necessidade de vender (ao Fidalgo) parte das terras mais produtivas da sesmaria, dotadas de reservas de água em profusão. O Capitão-Mor tornava-se bem quisto nas redondezas, pois era pródigo. Quando passeava pela vila montado em um belo cavalo, era uma figura carismática, o que fazia o povo cantar ao vê-lo: "Lá vai Policarpo Golfão No seu cavalo alazão" O capitão foi conhecer o acampamento dos índios que, cabisbaixos, saudavam o chefe, receptivos, embora houvesse uma certa tensão no ar. Trabalhavam na lavoura e já haviam sido batizados. Policarpo comunicou a Quincas Alçada, reservadamente que Quincas precisava partir para a Bahia. Entregou-lhe uma carta atada a um laço. Pediu-lhe que fosse entregue a um homem de confiança. Sabia que esta carta, passando por Almeidão e Rosa, chegaria a Liberata. Tudo em segredo. Ele havia resolvido escrever à donzela Liberata, reiterando seu amor e prometendo ir à Bahia, mais tarde, a negócios como dizia, mas sabia que era para vê-la. Partindo Quincas, Policarpo assumiu sozinho o comando da fazenda. Tudo transcorria normalmente. Uma das escravas, a Gertrudes, fazia queijos na cozinha quando foi assediada por Policarpo que, atônito, via em Gertrudes a amada Liberata. Chegaram a se beijar mas Policarpo saiu assustado pela queda moral por que passara. Aproveitou Policarpo o tempo para estreitar laços com os maracás. Padre Gumercindo, muito próximo dos índios, apresentou-o como o legítimo dono das terras onde habitavam os maracás. O Fidalgo sempre se aproximava para apreciar as terras de Policarpo. Embora não demonstrasse, nutria muita inveja por elas. Durante a construção da casa, um trabalhador de Policarpo foi picado por uma cobra. Ao tentar matá-la o capitão se desequilibrou emocionalmente, demonstrando extremo pendor para a violência. Esse aspecto da personalidade do Capitão-Mor ficará patente no clímax do romance. Padre Gumercindo chegou para apresentá-lo aos maracás como senhor deles. (Há forte crítica à Igreja Católica). Um índio – Nicodemus – (ex-Siminu), por entender a língua dos brancos, serviu como porta-voz de Policarpo. Disse aos outros índios o que o padre desejava e Policarpo queria que os índios ouvissem. "Este é o seu Senhor, ele é bom; deverão plantar em meia; se houver sobra na lavoura, ele comprará." Depois de algum tempo chegou à Cuia d’Água o Quincas com uma carta de Liberata aquiescendo com o namoro. Policarpo resolveu ir à Bahia de repente, logo após a festa da cumeeira. Os índios compareceram à festa junto com os negros. Desconfiados, os índios não dançaram durante os festejos da casa grande, ao contrário dos negros que cantavam e dançavam, usando cânticos africanos. Durante esta festa, Quincas se aproximou da bela índia Iuru. Perguntou a Nicodemus quem era ela (aqui, ele não é citado como ex-Siminu, como se houvesse reagido e se tornado de novo índio frente à ameaça à honra da índia-irmã). Nicodemus disse: "Ela é filha da índia Iacina. É minha irmã". Quincas costumava sumir, atrás da índia Iuru. A vida continuava a mesma, com escravos sendo castigados pelo capitão do mato. O negro Estêvão demonstrava nutrir uma paixão por Gertrudes, que nada demonstrava sentir por ele. Esta negra revelava uma paixão mal contida pelo patrão, e Estevão percebeu isto guardando rancor frente a esta trama urdida pelo destino. Estêvão notou a paixão de Gertrudes, ressentiu-se, mas nada pôde fazer. Apenas existia a revolta e a inveja. Um dia, Quincas foi ao aldeamento dos maracás e chegou à cabana de Nicodemus (ex-Siminu). Sabia que ali encontraria Iuru (batizada Joana). Não a encontrou e soube por Iacina que a índia fora ao rio pescar. Quincas a procurou, perguntou se queria se casar com ele e ela procurou fugir dele, dizendo ser ele homem branco. Mesmo que quisesse, não poderia se casar com um branco, pois a tribo não aceitaria. A índia fugiu como animal assustado, e Quincas ficou cada vez mais ligado a ela. Depois de algum tempo, houve a festa de Senhor dos Passos, à qual todos compareceram. A imagem da índia perseguia Quincas, enquanto Policarpo dividia-se entre a idealização de Liberata e a lascívia que nele despertava a negra Gertrudes. Policarpo viajou à Bahia sem deixar claro o motivo. Precisava resolver coisas urgentes. A sesmaria ficou sob o comando de Quincas. Ao chegar a Salvador, o capitão procurou Liberata e teve alguns encontros com ela na Igreja da Barroquinha. Ele queria pedi-la em casamento. Policarpo pretendia trazer tropas de gado do Piauí e Maranhão em parceria com Garcia D’Ávila. Fez contato com Garcia D’Ávila e planejou viajar com vaqueiros levando Almeidão que, em virtude de o tráfico de negros estar em baixa, viu a chance de ficar rico com o gado tropeiro. Policarpo se encontrou com Liberata e o amor puro dos dois cresceu. O Capitão-Mor saiu em longa viagem, foi bem sucedido nos negócios e retornou mais rico. Todos estavam bem de dinheiro. Policarpo doou ao padre Salviano grande soma em dinheiro para que ele fosse a Roma encomendar uma grande imagem de Senhor dos Passos. Policarpo, agora, resolveu pedir Liberata em casamento. Ouviu de Teodoro Rumecão que a moça já estava prometida a um primo, médico, em Portugal. Decepcionado, tramou a fuga com ela. Pediu a Rosa, esposa de Almeidão, que fizesse um enxoval perfeito para uma sobrinha (de Policarpo) que vivia em Portugal. Disse a Rosa que a moça tinha o corpo de Liberata e que a costureira poderia tomar por ela a medida e o gosto. Pagou antecipada e regiamente a Rosa que se esmerou, crendo no Capitão. Policarpo tentou agir de outra forma. Recorreu aos tios de Liberata mas nada resolveu. O pai da moça não permitia o casamento. Ela, muito consciente de sua situação, fugiu da casa dos pais, durante uma madrugada, montada num cavalo com o amado. Como ele a respeitasse, ela ficou hospedada num convento até correrem os papéis para o casamento. Afinal, casaram-se e só depois disto tornam-se realmente marido e mulher. A felicidade durou pouco, pois Liberata soube da morte do pai (de desgosto), ainda durante a sua lua-de-mel. Apesar disto, mantiveram-se unidos e se amando. Partiram para Cuia D’Água. Quando passaram pela Vila, chamaram a atenção dos moradores sem saber por quê. Chegando à fazenda encontraram tudo devastado. Campos destroçados, a casa queimada, os escravos haviam fugido e os índios destruíram com furor o que puderam. Dos empregados, ficaram apenas Gertrudes e o Capitão do Mato José do Vale. Policarpo caiu numa prostração jamais vista; sua ira era imensa. O Capitão do Mato João do Vale contou o ocorrido: os índios encontraram Quincas Alçada com Iuru. Levaram a índia, mataram Quincas e puseram fogo à casa grande. Todos os escravos aproveitaram para fugir, exceto Gertrudes (por razões bem particulares) Policarpo entrou em choque e Liberata se mostrou uma mulher forte. A partir de agora, com humildade, Gertrudes ajudou à senhora. Policarpo chorou a morte do primo que tinha como irmão e prometeu uma vingança contra os maracás jamais pensada. Neste meio tempo, o Fidalgo mandou-lhe cobrar o que era devido. Policarpo transtornou-se. Mandou construir um túmulo suntuoso para o primo e arregimentou homens para saírem em caça aos maracás. A partir daí, vai gastando todo o dinheiro (e era muito) de que dispunha. Saiu em várias expedições deixando Liberata cada vez mais só. Quando passava, o povo cantava essa melodia: "Lá vai Policarpo Golfão No seu cavalo alazão Com Liberata no coração" Liberata engravidou e requereu para si duas pessoas que lhe faziam companhia e o enxoval. Policarpo voltava cada vez mais possesso das expedições, pois apesar de chegar perto, não conseguia pegar os índios. Gastou muito nestas empreitadas e tomou-as como obsessão. Liberata se sentia mais só e triste. Contou com os empregados e com a fidelidade de Gertrudes. Policarpo foi obrigado pelo Fidalgo – neste momento de relações rompidas – a ceder uma parte de suas terras para quitar dívidas que foram contraídas anteriormente. Ficou desolado. Saiu, um dia, numa outra expedição. Encontram um índio que, forçado, levou-os ao acampamento dos maracás. Policarpo conseguiu a sua vingança, pois foi ele quem matou o índio Siminu – "agora sou Siminu ; Nicodemus é nome de branco". Ateou fogo no aldeamento, destruindo tudo. Retornou exultante, muito embora tivesse sido ferido numa perna, o que lhe deixou uma manqueira como seqüela. Ao chegar em casa soube da tragédia que se abateu sobre ele. Liberata dera à luz dois meninos: Braulino José (nome do seu avô paterno) e Joaquim (nome do saudoso Quincas Alçada). Não resistira à série de desenganos; enfraquecida, morrera poucos dias após o parto, sem rever o amado. Policarpo, enlouquecido de dor, não sabia o que fazer. Soube que o Fidalgo dera assistência à irmã. Grato, procurou-o e ele recusou-se a falar com Policarpo. Abatido, envelhecido, Policarpo se dedicou a prestar uma homenagem à morta: mandou erguer um rico mausoléu para a amada. O ferimento na perna de Policarpo se agravava. Ele não conseguia cuidar dos filhos que ficaram sob a proteção de Gertrudes – agora,governanta da casa e sua comadre, para impedi-lo de ser tentado. Recebeu finalmente a imagem de Roma. Houve intrigas para que a Igreja prometida não fosse erguida,pois a família de Liberata estava ressentida com o Capitão e era muito influente junto à Igreja, o que fazia que os padres se opusessem à construção de uma igreja dentro de um território particular (crítica à Igreja Católica, parcial, mestra na arte de jogos de interesse). A música popular mudou: "Lá vai Policarpo Golfão No seu cavalo alazão Levando com devoção A sua igreja no coração" Gertrudes passou de escrava a gerente dos bens de Policarpo, mostrando-se uma personagem evolutiva. Cuidava das crianças como se fora sua mãe. A igreja foi se erguendo aos poucos. Policarpo refugiou-se em suas lembranças, preferindo a companhia do Ipê. Um dia, Policarpo sentou-se sob o Ipê Amarelo florido. Abriu as mãos como para abraçar as flores e foi encontrado morto. Nos registros finais, o autor finaliza o romance elucidando, neste epílogo, o que aconteceu com as personagens principais envolvidas na trama. Retorna, então, ao presente, e, numa espécie de "vôo panorâmico", percorre, hoje, os locais que serviram de palco para a trama romanesca, dando-nos o resultado do que "viu" por lá. O autor resume assim o final: Policarpo deixou seu testamento numa cômoda, no "quarto da finada". Lá, havia uma cópia para o Pe. Gumercindo e outra para Gertrudes. Nesta carta-testamento, Policarpo deixava uma quantia em dinheiro para que os dois concluíssem a construção da Igreja de Senhor dos Passos em Cuia D’Água. Também orientava os dois no sentido de levantar fundos, com a venda de terras e gado, caso necessitassem de mais dinheiro para a conclusão da obra, o que não foi necessário, pois Gertrudes se empenhou em fazer que a construção continuasse com a organização que era peculiar a esta personagem. Em pouco tempo a construção ficou pronta. A Igreja demorou de ser inaugurada, porque o bispo da diocese, D. Abelheira, era amigo fiel de Theodoro Rumecão e do Fidalgo. Guardava, por isso, rancor de Policarpo e usou a sua força para impedir que a Igreja fosse reconhecida, alegando que se tratava de uma construção particular, não cabendo ao Vaticano tomá-la como entidade cristã, a si vinculada diretamente. O Pe. Gumercindo, por ter se empenhado na construção e legitimação da Igreja, foi transferido para a paróquia de Caixa-Prego. Segundo vontade expressa de Policarpo, seu corpo foi enterrado no pequeno cemitério da fazenda, junto com a sua inesquecível Liberata. As regiões de Monte Alto e Cuia d’Água acabaram se fundindo numa só cidade. Ao centro desta cidade numa praça que traz o nome de Policarpo Golfão, hoje está situada a Igreja de Senhor dos Passos, erguida pelo Capitão. Os filhos de Liberata e Policarpo tiveram destinos diferentes: Joaquim Rumecão Golfão foi mandado por Gertrudes à Cachoeira e depois à capital para estudar. Não se formou. Foi boêmio e retornava a Cuia D’Água para vender seu patrimônio. Acabou morrendo tuberculoso num sanatório em São Paulo. Braulino José Rumecão Golfão foi estudar na capital, formou-se advogado mas jamais exerceu a profissão. Retornou depois a Cuia D’Água amancebou-se com uma índia maracá, com quem depois se casou (após o nascimento do oitavo filho). Viveu ali até os 132 anos. Meses após seu depoimento ao autor, morreu e hoje, como seu pai, sua mãe e Gertrudes, encontra-se enterrado no cemitério da fazenda em Cuia D’Água. Personagens Principais Policarpo Golfão: recebe uma sesmaria na região de Cuia D'água, no interior da Bahia. Foi uma forma que o governo Português encontrou para idenizá-lo pela morte do pai. Joaquim Manuel Alçada Golfão(Quincas Alçada): Primo de Policarpo, vem com ele ao Brasil. Se apaixona pela índia Iuru. Almeidão: dono de pensão, e depois se torna sócio de Policarpo em negócios de gado. Teodoro Rumecão: ouvidor-geral e pai de Liberata. Liberata: mulher amada por Policarpo. Padre Salviano Rumecão: sobrinho de Teodoro Rumecão, traficava escravos. Sezefredo e Vitorino Rumecão: negociantes de escravos e donos de uma olaria. Padre Gumercindo e Salgado: responsáveis pela catequese dos índios. Nicodemos: índio que foi batizado, pela catequese, e passa a se chamar Sinimu. Assassina Quincas Alçada. Iuru: índia por quem Quincas se apaixona, era irmã de Nicodemos. Garcia D'Ávila: homem mais rico e o maior proprietário de terras do Brasil. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Uma tarde, o jornalista Carlos Heitor Cony recebe inesperadamente um envelope. Reparando bem, identifica no sobrescrito a letra do pai falecido havia dez anos. A visão do embrulho desata a memória, e tem início, assim, a cerimônia de reencontro de um filho com seu pai. De um simples pacote, ainda não aberto, saltam alguns sinais: a técnica de fazer o embrulho, a perfeição do nó no barbante, o formato da letra, a tinta roxa e certos cheiros (de alfazema, de brilhantina e de manga). Cada sinal trás de volta uma história inesperada do homem Ernesto Cony Filho, que possuía um formidável apetite de viver. Apetite que se manifestava nas maneiras de reinventar a vida com muito bom- humor , mesmo em momentos difíceis, quando perde o posto nas redações de jornais devido a reviravoltas na política brasileira. Nem quando Carlos Heitor Cony esteve no Seminário houve separação e ausência. O pai dava um jeito de aparecer, sempre inesperadamente, no meio de cerimônias públicas para entregar ao menino Cony um sanduíche de presunto, um prato com deliciosa comida de botequim. Para quem viver era mais importante que ganhar dinheiro, os sonhos eram fundamentais: uma viagem à Itália, para estabelecer contatos promocionais entre uma estação de águas medicinais e o Brasil, ficou pela metade, mas era contada para sempre como se tivesse acontecido, com os detalhes precisos, com entusiasmo e convicção. No quase - romance , pequenos gestos ganham dimensão de grande aventura e poesia: separar papéis de seda de várias cores, fazer balões, soltar balões, recolher o balão que volta à casa em que foi construído. Cruzando os céus e o tempo, os balões são o símbolo da mais forte e definitiva relação entre dois homens - pai e filho. O escritor Carlos Heitor Cony, carioca, nascido em 1926, é um grande nome da literatura brasileira da atualidade. Com este romance, que ganhou o prêmio Jabuti em 1996, rompe com a tradição dos memorialistas brasileiros para quem escrever sobre o passado é uma forma de fazer um acerto de contas com a família, de se vingar de pessoas que ficaram pelo caminho. A memória, quando é quase - memória , não se apresenta como testemunha da história, nem como escrita do ressentimento. Torna-se, principalmente, uma maneira de se expressar a alegria de lembrar do passado, além de reafirmar cumplicidades definitivas, como a criada com o homem que nos toma pela mão e nos leva para o mundo, o nosso pai. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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