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Iaiá Garcia - Machado de Assis
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Uma educação pela pedra: por lições; para aprender da pedra, freqüentá-la; captar sua voz inenfática, impessoal (pela de dicção ela começa as aulas). A lição de moral, sua resistência fria ao que flui e a fluir, a ser maleada; a de poética, sua carnadura concreta; a de economia, seu adensar-se compacta: lições de pedra (de fora para dentro, cartilha muda), para quem soletrá-la. Outra educação pela pedra: no Sertão (de dentro para fora, e pré-didática). No Sertão a pedra não sabe lecionar, e se lecionasse, não ensinaria nada; lá não se aprende a pedra; lá a pedra, uma pedra de nascença, entranha a alma. João Cabral de Melo Neto consagrou-se como um dos maiores poetas dos últimos tempos graças ao seu estilo pouco usual. João era seco tanto que fez uma poesia sobre a pedra!!. Aqui a pedra ensina ao homem. A pedra, um objeto inanimado, duro, frio, que à princípio não tem nenhuma qualidade, não demonstra nada, não faz nada, é passada despercebida, ganha em João Cabral essa poesia fantástica. Só mesmo ele para tirar leite de pedra!. O poeta detestava música, comparava a poesia a um cálculo matemático, relegava a emoção a segundo plano para chegar à perfeição da construção do poema, calcado na colocação das palavras precisas e fundamentais para cada espaço do papel, nada a mais, nada a menos, só a precisão, o contido, o visual.

Sobre o poeta, que morreu em 9 de outubro de 1999, os concretistas Haroldo e Augusto de Campos falam: "É quase impossível falar sobre João Cabral sem recorrer abundantemente aos seus próprios versos. É que Cabral, como Mallarmé no século passado, como Pound e Maiakóvski, no presente, é um poeta-crítico, ou seja, um poeta que analisa e critica o próprio fazer poético em seus poemas [...] a melhor crítica de poesia que se fez neste século não foi feita por críticos, mas por poetas, em poemas como (...) "Antiode", em "Psicologia da composição", em "A palo seco", de João Cabral. [...] Contra os que querem "poetizar o seu poema", fazê-lo dócil, submisso às concessões sentimentais, Cabral (...) opõe o dique de sua poesia-prosa, sua poesia-crítica, sua poesia-pedra". Augusto de Campos, "Da antiode à antilira", texto de 1966, reeditado em Poesia, antipoesia, antropofagia, Cortez & Moraes, 1978. "A obra de JCMN, obra que está longe de seu término e que nos reserva ainda muitas surpresas, é hoje sem dúvida a que mantém maior unidade e coerência de produção, dentro de um alto gabarito, na poesia brasileira. Obra que honraria qualquer literatura e que em qualquer literatura seria rara pela sua qualidade [...] entre os poetas, especialmente na nova geração, a poesia de JCMN tem um lugar privilegiado: o lugar cartesiano da lucidez mais extrema. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
IMBERNON, Francisco. Formação docente e Profissional – Formar-se para a mudança e a incerteza. São Paulo: Cortez, 2001
Há um incremento acelerado e mudanças nas formas do contexto da sociedade. Uma evolução acelerada da sociedade que tem mudanças nas formas de agir, pensar e senti das novas gerações. A educação não é só dos docentes passa a ser de toda a sociedade. Há também mudanças no meio de comunicação e nas tecnologias. Pra tudo isso, requer um profissional da educação diferente com uma prática reflexiva.
A educação deve conter a imperatividade, ou seja, integração com o outro. Compartilhar, trabalho coletivo. Ser profissional requer um trabalho com objetividade política. Educar para incluir e ascender socialmente, levando em consideração a complexidade de todas as formas que nos rodeiam.
Crescer e ter acesso a informações e te atitude fazendo o aluno participar. Cidadania.
Conhecer os alunos, a comunidade interna e externa da escola são fatores que aumentam a qualidade docente, tanto como pesquisa como gestão.
A prática docente deve ser refletida diariamente, para evoluir e assim contribuir para que o aluno entre o embasamento ma instituição escolar.
O professor deve ter consciência da importância do trabalho coletivo, e que um aprende com o outro, em regime de colaboração com todos. Deve se ter como ponto de partida, discussão coletiva que um projeto se inicie com a realidade do aluno. A coletividade pressupõe partilha, reflexão, comprometimento, interatividade, formação permanente, colegialidade, realidade social, inclusão e ascensão social.
A qualidade da instituição escolar depende da qualidade do aluno por meio de suas contribuições a sociedade. Para isso, deve-se desvelar o currículo oculto e descobrir maneiras de seu mundo, a escola e de sua organização.
A educação passa a ser democrática e a bagagem que o aluno traz leva a uma ação e reflexão para que aprendam a mudar.
O professor não dever ser técnico, mas dinâmico no cultural e social, deve ser dotado de conhecimentos objetivos e subjetivos, habilidades e atitudes para desenvolver profissionalmente, de forma reflexiva e investigadora, superando a alienação. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


Diva é um romance urbano. Nele a heroína Emília, bela e rica filha mimada de um capitalista carioca fica dividida e confusa frente ao amor de Augusto. Augusto (que, médico, salvou sua vida quando ela era só uma pré-adolescente feia) e Emília ficam assim presos em jogos de amor, amizade e desprezo que são por vezes infantis e outras humilhantes. Augusto se declara, Emília diz não o amar. Por fim Augusto renega seu amor, Emília declara também amar, Augusto percebe ainda amar e eles vivem felizes para sempre, num romance que segue ao pé da letra o estilo folhetim: heróis perfeitos, um obstáculo para o amor (a dúvida de Emília) e um final feliz no último instante. (Meio que desimportante dizer isto, mas a declaração final de amor de Emília deve ser a epígrafe do Manifesto Machista.) veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
JEAN PIAGET
- “é na relação com o meio que a criança se desenvolve, construindo e reconstruindo suas hipóteses sobre o mundo que a cerca. – o professor deve respeitar o nível e desenvolvimento das crianças. Não se pode ir além de suas capacidades nem deixa-las agir sozinhas”.
A teoria de conhecimento não tem intenção pedagógica. Porém ofereceu aos educadores importantes princípios para orientar sua prática mostra que o sujeito humano estabelece desde o nascimento uma relação de interação com o meio. É a relação da criança com o mundo físico e social que promove seu desenvolvimento cognitivo ““.
Por volta dos dois anos ela evolui do estágio sensório-motor, em que as ação envolve os órgãos sensoriais e os reflexos neurológicos básicos (como sugar a mamadeira) e o pensamento se dá somente sobre as coisas presentes nação que desenvolve, para o pré-operatório. Nessa etapa, a criança se torna capaz de fazer uma coisa e imaginar outra. Ela faz isso, por exemplo, quando brinca de boneca e representa situações vividas em dias anteriores. Explica Vasconcelos. Outra progressão se dá por volta dos sete anos, quando ela para o estágio operacional-concreto. Consegue refletir sobre o inverso das coisas e dos fenômenos e para concluir um raciocínio, leva em consideração as relações entre os objetos. Por volta dos 12 anos, chegamos ao estágio operacional formal o adolescente pode pensar em coisas completamente abstratas, sem necessitar da relação direta com o concreto. Ele compreende conceitos como amor ou democracia. Devemos observar os alunos para tornar os conteúdos pedagógicos proporcionais às suas capacidades. O mestre precisa proporcionar um conflito cognitivo pra que novos conhecimentos sejam produzidos. Uma máxima da teoria piagentiana é que o conhecimento é construído na experiência. Isso fica claro quando se estuda a formação da moral na criança, o que permite a construção da autonomia moral é o estabelecimento da cooperação em e da coação, e do respeito mútuo no lugar do respeito unilateral dentro da escola, isso significa democratizar as relações para formar sujeitos autônomos.
Em Salvador, a Escola Municipal Barbosa Romeo, trabalha essa proposta. Além dos professores trabalhares com projetos, a equipe usa o respeito mútuo como estratégia pra integrar os estudantes ao ambiente escolar. O que vai ser trabalhado em sala de aula é discutido coletivamente.
COM ELES E MELHOR
REVISTA NOVA ESCOLA – JAN/ FEV 2001
Pp. 19 a 23
Contribuições de Jean Piaget

O pensamento é a base em que se assenta a aprendizagem. A inteligência é um fenômeno biológico condicionado no neurônio do cérebro e do corpo inteiro e sujeito a um processo de maturação do organismo. Ela desenvolve uma estrutura e um funcionamento que modifica tal estrutura. A estrutura, então, não é fixa e acabada, mas dinâmica, um processo de construção continuo.
A aprendizagem é o conjunto de mecanismos que o organismo movimenta para se adaptar ao meio ambiente; e se processa através de movimentos simultâneos e integrados, mas de sentido contrário: a assimilação e a acomodação.
Párea assimilação o organismo explora o ambiente através de um processo de percepção, de interpretação, de assimilação a sua própria estrutura.
Pela acomodação o organismo transforma sua própria estrutura para adequar-se a natureza dos objetos que serão apreendidos.
A criança é capaz de assimilar mediante esquemas anteriores. Primeiramente, os objetos aparecem no campo visual. No final do primeiro ano de vida forma-se com fundamento que os objetos permaneça substancial. Aos cinco anos ainda está dominada a percepção visual. Porem, crianças da mesma idade que viveram experiências mais variadas e ricas que outras, desenvolvem mais esquemas de assimilação e aceleram sua compreensão do mundo.
O desenvolvimento da inteligência:
1. desenvolvimento do pensamento sensório-motriz: do nascimento aos dois anos aproximadamente;
2. aparecimento do pensamento simbólico: a representado pré-conceitual – de uma ano e meio aos cinco aproximadamente, esta nasce porque a imitação interiorizada. A criança aprende a representar o tempo e o espaço e desenvolve a linguagem.
3. representação articulada ou intuitiva: o principio do pensamento operatório (dos quatro anos aos oito anos). A integração social ajuda a superar a falta de inicial de acomodação.
4. aparecimento do pensamento operatório: operações concretas (dos sete anos aos doze anos). A criança compara a parte do todo. Liberta-se do domínio da percepção e começa a ser capas de criar conceitos gerais.
5. o progresso das operações concretas: começo das operações formais ou abstratas (dos nove aos doze anos) nesta etapa a criança pode formar classes complexas e fazer raciocínios em cadeia. Mas não é capaz de inter-relacionar suas classificações dos fenômenos.
6. a aparecimento do desenvolvimento das operações formais (dos onze anos até a adolescência). É capaz de abstrações, raciocínio hipotético-dedutivo, e de manejar conceitos de alta complexidade, mantém os pensamentos anteriores, pensa no concreto ou formalmente e utiliza formas de pensamento mais primitivas em determinas circunstancias. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Robert Mills Gagné, Nasceu em 1916, na cidade d Andover Norte, Massachutts, EUA. Recebeu PhD e Psicologia em 40, e lecionou na Universidade de Connectitck par mulheres de 1940 a 1949.
Foi diretor de pesquisa do laboratório da formação aérea dos EUA e consultor do departamento de defesa.
Em 1962, publicou o artigo Treinamento Militar e princípios de aprendizagem.
Em 1968 publicou Hierarquias da Aprendizagem e quatro anos depois , adiando seu trabalho identificando categorias. A habilidade de cada um varia conforme a capacidade de cada um.
Para que aconteça a aprendizagem precisa se ter o interesse do aluno, motivação, desejo de realizar a tarefa.
Deve-se respeitar a capacidade do aluno, diferenças individuais, e as habilidades especificas, com avaliações constantes.
Definição do currículo deve se seqüências de unidades arranjadas de maneira tal q eu a aprendizagem de uma unidade pode ser concebida como um simples ato, uma vez que a capacidades descrita por unidades especificas previamente aprendidos já tiverem sido desenvolvidas.
Ele é adepto de Skinner, aprendizagem de maneira superficial para responder as exigências do cotidiano. A escola perde a qualidade porque não avança par novos conceitos. A avaliação não comparativa, só é valida se houver mudança de comportamento desejados, não precisa ser escrita mas tem que ser desafiar.
As contribuições de Gagné
Este destaca a importância de uma hierarquia de tipos d aprendizagem que vai da simples associação de estímulos à complexidade da solução de problemas. Cada tipo de aprendizagem exige estratégias de ensino mais adequadas.
1. Na aprendizagem de signos que é a indicação de outra coisa associadas entre elas. São signos naturais, mas que pode ser criar os artificiais. É aquilo que chama atenção em termo de símbolo involuntário. Não há nada que força a isso, que chame a atenção, como outdoors, porem nem todos chamam a atenção, aquilo que conecta – condicionamento pavloriano. Condicionamento involuntário – resposta automática, hábito, preso a aprendizagem anterior- Ausubel- ancora, subsunçores.
2. Na aprendizagem estimulo-reposta, a resposta aprendida é precisa implicando em movimentos musculares, este é o condicionamento operante de Skinner;, não é involuntário, passa a ser voluntário. Skinner –crio a situação e induzo o aluno a agir daquele jeito ( o professor é responsável pela aprendizagem).
3. Na aprendizagem em cadeia, é quando há casos que deve ser aprendida uma determinada seqüência ou ordem e ações. Para Skinner, este tipo de aprendizagem é apenas uma serie de ligações estimulo-respostas. Gestalt consideram uma visão de conjunto onde cada etapa é apenas uma parte do todo, que é aprendido como globalidade. Há um desempenho físico, - dei um sinal, me chama a tenção, me dá uma resposta interessante, envolvimento, porem este movimento é ativo que desperta uma ação que exige o desencadeamento de reações motoras, que não é preciso pensar automático como dirigir o carro.
4. A aprendizagem de associações verbais consiste num tipo de aprendizagem de cadeia, mas implica uma operação de processos simbólicos. Não pode ser passado se antes não tiver com o que se associar (figuras), associação.
5. discriminação múltiplas - Quando a criança se dedica a distinguir marcas e modelos de automóveis e reconhecê-los, implica numa associação de vários elementos, mas também separados e discriminá-los. Classificar, diferenciar, nomes de pessoas. As crianças são capazzes de identificar mínimos detalhes. Segundo Aristóteles a associação sai do mais simples para o complexo.
6. A aprendizagem de conceitos, para Gagné significa aprender a responder a estímulos em termos de propriedades abstratas e concretas. Definir, explicar com minhas palavras o que entendi, a respeito desse assunto.
Aprendizagem de princípios consiste na relação entre dois ou mais conceitos.
7. Aprendizagem de Resolução de problemas, este consiste em elaborar um novo princípio combinando princípios já aprendidos. A pessoa que aprende deve ser capaz de identificar os traços essenciais da reposta que dará a solução antes de chegar à mesma. Não é transferir o conhecimento para resolver a situação/problema, e sim, tem que ser algo autentico renovador para contribuir para evolução.
Resolver problemas aprende novos princípios, uma série de estratégias mentais, aprende a pensar. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Mensagem (1934), foi o único livro em língua portuguesa publicado por Pessoa. Os poemas do livro estão organizados de forma a compor uma epopéia fragmentária, em que o conjunto dos textos líricos acaba formando um elogio de teor épico a Portugal. Traçando a história do seu país, Pessoa envereda por um nacionalismo místico de caráter sebastianista. O livro Mensagem está dividido em três partes: Brasão, Mar português e O Encoberto. Na primeira, conta-se a história das glórias portuguesas. Na segunda, são apresentadas as navegações e conquistas marítimas de Portugal. Na terceira, é apresentado o mito sebastianista de retorno de Portugal às épocas de glória. A primeira parte de Mensagem, Brasão, se estrutura como o brasão português, que é formado por dois campos: um apresenta sete castelos, o outro, cinco quinas. No topo do brasão, estão a coroa e o timbre, que apresenta o grifo, animal mitológico que tem cabeça de leão e asas de águia. Assim se dividem os poemas desta parte, remetendo ao brasão de Portugal. Versam sobre as grandes figuras da história de Portugal, desde Dom Henrique, fundador do Condado Portucalenses, passando por sua esposa, Dona Tareja, e seu filho, primeiro rei de Portugal, Dom Afonso Henriques, até o infante Dom Henrique (1394-1460), fundador da Escola de Sagres e grande fomentador da expansão ultramarina portuguesa, e Afonso de Albuquerque (1462-1515), dominador português do Oriente. Até o mito de Ulisses, que teria fundado a cidade de Ulissepona, depois Lisboa, é apresentado: "O mito é o nada que é tudo. O mesmo sol que abre os céus É um mito brilhante e mudo." A segunda parte, Mar português, apresenta as principais etapas da expansão ultramarina que levou Portugal a ocupar um lugar de destaque no mundo durante os séculos XV e XVI: "E ao imenso e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês, Que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é português." Já a última parte, O Encoberto, apresenta o misticismo em torno da figura de Dom Sebastião, rei de Portugal cuja frota foi dizimada em ataque aos mouros em 1578. Muitas previsões, como a do sapateiro Bandarra e a do padre Antônio Vieira, prevêem o retorno de Dom Sebastião para resgatar o poderio de Portugal, criando o Quinto Império, marcando a supremacia de Portugal sobre o mundo: "Grécia, Roma, Cristandade, Europa, os quatro se vão Para onde vai toda idade. Quem vem viver a verdade Que morreu dom Sebastião?" veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Educação é um ato político e pedagógico. Não é neutro.
Os educadores necessitam construir conhecimentos com seus alunos, visando o bem da sociedade tornando-se profissionais da pedagogia e da política.
Freire é contra o propósito de informações, ou seja, a pedagogia bancária, por não considerar o conhecimento e cultura dos educandos. Acredita que deve ser respeitar a linguagem, a cultura e a história de vida dos alunos, de forma que os conteúdos não fujam da realidade dos mesmos.
Para isso tem por base o dialogo libertário, pois mesmo as pessoas não alfabetizadas tem cultura e quando o educador consegue fazer ponte entre a cultura dos alunos, estabelece-se o diálogo para que novos conhecimentos sejam adquiridos.
Destaca ainda que a “A LEITURA DO MUNDO PRECEDE A LEITURA DA PALAVRA”, pois é a partir da leitura do mundo que cada educando constrói novos conhecimentos, sobre leitura, escrita, cálculos, etc.
A tarefa da Escola é desvelar para os homens as contradições que a sociedade vive. No livro, ele retrata a experiência de cinco anos de exílio.
A educação bancaria se caracteriza pela relação professor-aluno hierarquizada e distanciada, onde nenhum é sujeito de construção do conhecimento, já que defende que é com colaboração que se constroem o conhecimento numa investigação constante, de forma humanista, libertária de si e dos opressores.
A obra problematiza a pedagogia do homem ao contrÁrio da pedagogia que parte dos interesses individuais, egoístas e opressores, aparece a pedagogia libertária, possível através da união entre teoria e pratica, onde a liderança revolucionária estabelece uma relação dialógica fazendo com que educador e educando ensinem e aprendam juntos. Diálogo é o fator essencial para construir seres críticos. Ele é contrário a teoria anti-dialógica que é caracterizada das elites dominadoras.
A divisão da classe popular é importante para a classe opressora porque sem ela, corre o risco de despertar na classe oprimida o sentido de união, que é elemento indispensável a ação libertadora.
O primeiro passo para a unificação é conhecer a verdadeira face do mundo e que vive.
Aa ação cultura está a serviço da opressão consciente ou inconsciente, ou a serviço da libertação dos homens.
A divisão de classes gera duas pedagogias:
1.Pedagogia dos dominantes: onde a educação existe como prática de dominação rígida, nega a educação e conhecimento como busca, onde educador é o sujeito e o educando objeto.
2.Pedagogia do Oprimido: onde a educação surgiria como prática da liberdade.
O movimento praa a liberdade deve surgir primeiro pelos oprimidos, não só com a consciência critica da opressão, mas se impondo a transformar essa realidade.
Seu método coloca o alfabetizando e,m condições de poder, aprendendo a escrever a vida, como autor e testemunha de sua própria realidade
Alfabetizar é consciência reflexiva da cultura, a reconstrução crítica do mundo humano, é toda pedagogia: aprender a ler, a dizer sua palavra.
A luta pela humanização, trabalho livre, desalienação, afirmação do homem e tem sentido quando os oprimidos buscarem recuperar sua humanidade.
Sua preocupação é que a pedagogia faça da opressão, reflexão dos oprimidos , para isso é necessário a luta pela libertação, esta é um processo doloroso, depende que o próprio individuo expulse o opresso de dentro de si.
A libertação precisa ganhar consciência critica da opressão,na práxis, refletir a ação do homem sobre o mundo e transformá-lo.
A educação como prática de liberdade implica a negação do homem abstrato, solto,m desligado do mundo, assim tanto a negação do mundo como realidade ausente.
Para o educador, o educando, o diálogo, problema conteúdo não é doação ou imposição, mas devolução organizada, sistematizada e acrescentada do povo daqueles elementos que 4este lhe entrega de forma desestruturada.
]a manipulação é uma das características da teoria da ação anti-dialógica, através dela tenta-se conformar as m,assas e seus objetivo. As crianças deformadas num ambiente de desamor, opressivo, frustrados, poderão assumir na juventude formas de ação destrutivas.

Capítulo 1 – A Justificativa da Pedagogia do Oprimido
A justificativa da Pedagogia do Oprimido é a desilusão filosófica e política sobre a relação dominação-opressora/oprimido, propondo a separação desta contradição a partir de uma re-humanização dos oprimidos, através da pratica pedagógica, auxiliando a libertação.
A opressão e suas causas devem ser refletidas, resultando em lutas orientadas pela pedagogia, enfrentando o medo da liberdade. Este não se liberta sozinho, mas e comunhão com outras de situação semelhante, dialogando, se colocando como sujeito e não objeto.
Nada justifica a manipulação. Esta libertação deve ser liderada pelo oprimido.

Capítulo 2 – A Concepção Bancária da Educação Como Instrumento de Opressão
Freire é contra a proposta tradicional que domestica e amansa os alunos, tornando-os seres para o outro e não seres para si. Além da ralação com a dominação e com a estrutura social, econômica e cultural da sociedade, na educação bancária não cabe o diálogo, elemento fundamental para a ação transformadora. Nesta educação o educador educa, os educandos são educados.é importante perceber que Freire introduz o conceito de consciência, como exercício intencional de compreensão da realidade. Para Libâneo, o pensamento critico é o capaz de estabelecer condições de vida dos indivíduos e as estruturas sociais.

Capítulo 3 – A Dialogicidade, Essência da Educação Como Pratica da Liberdade
Vale para a palavra o mesmo que para a realidade: a dimensão da ação e a dimensão da reflexão, sem dimensão da ação tem-se o verbalismo, sem a reflexão o ativismo. A palavra é ato libertador, controlá-la sobre palavra-mundo, torna a chave essencial de domínio dos mecanismo de poder.
Os conteúdos formais, tradicionais, só tem sentido se partisse dos próprios objetos e das vivências do mundo daquelas pessoas envolvidas no processo, e a escolha deveria ser realizada a partir do diálogo com essas pessoas. Sua proposta é extra-escolar e comunitária.
Critica que, mesmo com a modificação de idéias a prática continua a mesma nas redes de ensino.

Capítulo 4 – A Teoria da Ação Antidialógica
Ação Antidialógica é baseada em elemento de garantia dos dominadores, estabelecendo qualidade na relação perpetuando no mundo a distribuição da força e poder que lhes sé favorável.
Tem por características:
• A conquista: ato ou processo necessário ao dominador;
• Divisão dos oprimidos: com conseqüência visão focalista e fragmentada da realidade;
• Manipulação da população: que funciona tanto melhor quanto mais forte for o mundo de informação;
• Invasão cultural: imposição da visão do mundo, valores, idéias e comportamentos da cultura do dominador, inibindo a criatividade e a afirmação da identidade do dominados.

Conclusão
São problemáticas:
1. Orientação materialista: onde ele aborda questões de classes sociais;
2. A pedagogia tradicional
Sua pedagogia é de conscientização política da educação com normas e metodologias e lingüísticas que desafia o homem a preocupar-se como código escrito e a política. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Aviso aos Náufragos Esta página, por exemplo, não nasceu para ser lida. Nasceu para ser pálida, um mero plágio da Ilíada, alguma coisa que cala, folha que volta pro galho muito depois de caída. Nasceu para ser praia, quem sabe Andrômeda, Antártida, Himalaia, sílaba sentida, nasceu para ser última a que não nasceu ainda. Palavras trazidas de longe pelas águas do Nilo, um dia, esta página, papiro, vai ter que ser traduzida, para o símbolo, para o sânscrito, para todos os dialetos da Índia, vai ter que dizer bom-dia ao que só se diz ao pé do ouvido, vai ter que ser a brusca pedra onde alguém deixou cair o vidro. Não é assim que é a vida? Leminskituras Delirantes Cid Ottoni Bylaardt, professor do Pré-Vestibular Pitágoras Paulo Leminski é um poeta curitibano, nascido em 1944, razoavelmente citado e pouco lido. Conhecido por sua personalidade polêmica, provocadora, irascível, colecionou epítetos: cachorro louco, poeta provocador, agitador de mil baratos, samurai futurista, Rimbaud curitibano com físico de judoca, discípulo zen de Bashô, lampiro-mais-que-vampiro de Curitiba, caipira cabotino, polilingüe paroquiano cósmico, caboclo polaco-paranense. Suas influências declaradas foram a contracultura dos anos 60, o concretismo ("a loucura que aquilo representa, a ampliação dos espaços da imaginação, e das possibilidades de novo dizer, de novo sentir, de novo e mais expressar"), João Cabral, Guimarães Rosa, Samuel Beckett (autor americano do teatro do absurdo), John Lennon, Matsuo Bashô (poeta japonês samurai do séc. XVII, considerado o pai do haicai), Trótski (revolucionário comunista russo), Jesus Cristo e Cruz e Souza (poeta simbolista negro catarinense).

O livro de poemas Distraídos venceremos divide-se em três partes, num total de 109 textos: "Distraídos venceremos", "Ais ou menos", e "Kawa cauim". Essa última seção é dedicada aos haicais, e será comentada à parte, por se tratar de um tipo peculiar de poema. Entre os 80 poemas das duas primeiras partes, 38 são metapoemas. Essa incidência de quase a metade de textos sobre poesia denuncia a preocupação de Leminski com o fazer poético, e nos mostra o ponto de partida, ou a porta de entrada para a poesia do agitador cultural curitibano. Como escrever a metade dos poemas de um livro sobre a poesia sem desesperar os leitores, ou propositalmente desesperando, ou reveleminskando? Há que perseguir, em sua via de loucoções, revérbios, frases desfeitas e lugares-incomuns, a concepção poética do artista. Em sua correspondência a Régis Bonvicino, Leminski declara: "Ser poeta é ter nascido com um erro de programação genética que faz com que, em lugar de você usar as palavras pra apresentar o sentido delas, você se compraz em ficar mostrando como elas são bonitas, têm um rabinho gostoso, são um tesão de palavra". E acrescenta, reafirmando a correspondência sexual da fruição poética: "O poeta é aquele que deglute a palavra como objeto sexual mesmo, como um objeto erótico. Para mim, a poesia é a erotização da linguagem, o princípio de prazer na linguagem". Vamos tentar esclarecer o anseio do poeta, partindo do título do livro e de sua primeira parte. É evidente a desmontagem e remontagem do anexim "unidos venceremos". A expressão, em sua trajetória lingüístico-cultural, é bastante convergente, como locução cristalizada e como formação etimológica: ela remete para um único sentido, para a unidade. Ao desfazer a frase feita, o poeta acrescenta-lhe múltiplas possibilidades. Se se considerar que o verbo distrair descende do latim distrahere, e significa "puxar para diversas partes", teremos de início o desmonte da idéia de unidade, de convergência. A expressão se liberta de sua carga cultural e sua prisão etimológica para começar a atirar para todos os lados, com conotações até desencontradas: desatentos, inadvertidos, descuidados, divertidos, alheios, abstraídos, desviados, desencaminhados, extraviados, esquecidos... Venceremos mesmo assim? Sim, a poesia vai nos encontrar de várias maneiras, ela só não vai mostrar caminhos, ela não tem que esclarecer coisas, ditar regras, sistematizar, e sim dispersar, produzir possibilidades. Por que "venceremos", na primeira pessoa do plural? Porque, conforme declarou Leminski, "poeta não é só quem faz poesia. É também quem tem sensibilidade para entender e curtir poesia. Mesmo que nunca tenha arriscado um verso. Quem não tem senso de humor, nunca vai entender a piada". O título é, portanto, um convite para que os poetas da emissão e da recepção possam se desentender na maior desunião, e tirando o maior proveito disso. A poesia vai nos encontrar de várias maneiras, ela só não vai mostrar caminhos, ela não tem que esclarecer coisas, ditar regras, sistematizar, e sim dispersar, produzir possibilidades. Um Destratado Poético O primeiro poema da primeira parte, "Aviso aos náufragos", contém a essência da concepção de poesia do autor, e funciona como uma advertência. Temos aí novamente o processo desmonte-remonte. Navegante viaja na superfície; náufrago afunda, aprofunda, sucumbe, deixa-se envolver pelo oceano. E de todos os náufragos, os mais profundos são os náugrafos (cf. "O náufrago náugrafo"). Quem são os náufragos? O poeta criador, os poetas leitores, as poesias palavras. Vamos então ao aviso. A página na qual se leminskreve a poesia nasceu branca, pálida, primitiva como uma folha de árvore, ou histórica e canônica como a epopéia Ilíada. Não era para ser lida, ou já trazia a leitura de séculos, em sua brancura de areia, em seu recôndito inacessível da constelação ou do pico mais alto, até que se sujou com a mancha gráfica, a partitura para os olhos, o poema. Aí comparece aquele "rabinho gostoso" na "sílaba sentida", o "ai!" dolorido do Himalaia, a poesia em suspensão para mostrar que sílaba também sente dor. A que não nasceu ainda: a página por vir. As águas sagradas do rio Nilo conduzem a palavra, inscrita no papiro, a escrita vai cumprir seu destino histórico, vai ter tradução em todos os sistemas lingüísticos, vai tornar-se comum a todos, vulgarizando as confidências. Acima de tudo, o poema vai inverter a ordem comum das coisas, tornando-se a pedra sobre a qual o vidro do entendimento cai e se fragmenta. Se a pedra não vai ao telhado, o telhado vai até a pedra. Ao final, a poesia se aproxima da vida naquilo que ela tem de inesperado, fragmentado, desordenado, irracional. A idéia de que a poesia deve carregar em si o imperativo da mudança aparece também em "A lei do quão", que pode ser traduzido como "a lei de como fazer poesia" em que a clássica Branca de Neve vai sofrer em breve uma mudança de textura e de temperatura. Para fazer o máximo do mínimo, o poeta deve estar atento aos menores detalhes da língua. A poesia não apresenta um caminho fácil de transitar, a escrita é infinita; assim como a vida, percorre estradas turbulentas. O momento da criação é encenado em "Adminimistério": como administrar o pequeno mistério da inspiração que visita o poeta em seu sono da meia-noite? Insetos visitam a folha branca, como se palavras fossem. Ou são mesmo, a julgar pelas "nuvens de equívocos" ou "enxames de monólogos" presentes em "Iceberg", uma paradoxal pedra de gelo reduzida ao mínimo necessário, "um piscar de espírito", que poesia não tem que ficar explicando as coisas. "One-way poetry", como definiu uma vez o Leminski, completando: "poesia-curtiu-cabou". É a tendência à síntese buscada pelo autor: "A única razão de ser da poesia é o antidiscurso. Poesia, num certo sentido, é o torto do discurso. O discurso torto". Da mesma forma o impulso que leva o poeta a escrever não pode ser explicado. Há tentativas: porque ele precisa, porque ele está embriagado (tonto, mesmo, ele que morreu de hepatite etílica), porque o dia amanhece... Afinal, não existe explicação. "Tem que ter por quê?" Em "Diversonagens suspersas", o poeta fala sobre ser poeta. O princípio da superposição de palavras se realiza aqui como amálgama de diversas-personagens-suspensas-dispersas, que confirma também o princípio da dispersão, da divergência. O poeta está perdido "no exato lugar onde está", e seu verso também ainda não pode ser localizado, ele está Em algum lugar de um lugar, onde o avesso do inverso começa a ver e ficar. Embora saiba que está pervertendo/subvertendo a língua pátria, ele tem tanta fé na poesia quanto um canônico Gonçalves Dias: Por mais prosas que eu perverta, não permita Deus que eu perca meu jeito de versejar. Semelhante à enxurrada do Nilo, um texto está repleto de ecos históricos, ele carrega em si a história dos outros textos da humanidade. Até que ponto essa impregnação histórica influencia o texto do poeta? É o que ele pergunta em "Distâncias mínimas": ouvir é ver se se se se se ou se me lhe te sigo? Todas as palavras que mancham um papel já foram escritas alguma vez por alguém, é o que reitera o poeta em "Plena pausa". Assim como o branco é a soma de todas as cores, a página branca contém a "soma de todos os textos". "Folha isenta" não existe. Mesmo a mais pura areia do Saara longínquo possui uma carga de significação que o artista não pode ignorar: Nunca houve isso, uma página em branco. No fundo, todas gritam, pálidas de tanto. Ciente de que nem a página se apresenta a ele isenta, o poeta tem de correr atrás da palavra, o elemento lúdico, combinatório, anagramático, mais significante do que significado. São os artefatos a que ele se refere em "Passe a expressão", em que o ofício do poeta se apresenta irreverentemente associado aos eventos fisiológicos de comer e defecar. A idéia da poesia como uma mancha no papel é retomada novamente na disgusting metáfora das fezes sujando o papel higiênico. A impotência de buscar o sentido, ou a falta de sentido da busca do sentido não é só do leitor; os conceitos são sobrepostos, as frases e as palavras também, são fragmentos que se dispersam, ao invés de convergirem para um sentido; assim é a confusão essencial do poeta, que só por amar as palavras se sente confundido por elas: Se tudo existe para acabar num livro, se tudo enigma a alma de quem ama. Os conceitos são sobrepostos, as frases e as palavras também, são fragmentos que se dispersam, ao invés de convergirem para um sentido; assim é a confusão essencial do poeta, que só por amar as palavras se sente confundido por elas. Talvez por sua confusão, o poeta sente em si o peso do idioma corriqueiro que ele não criou, e busca "O par que me parece", uma língua idealizada, próxima da pureza primitiva dos Hititas, ou das imaculadas areias da praia distante. A mesma metáfora da areia como ideal de pureza poética aparece também em "Aviso aos náufragos" e em "Plena pausa", de difícil - ou impossível - alcance. Mas o poeta continua perseguindo o idioma poético de palavras essenciais, em que cada uma delas vale por duas. Na linha do equívoco essencial, a poesia ilude tanto o poeta criador quanto o poeta leitor; ela é feita de luzes que se refletem, porém luzes enganosas: o que parece verde é sinal vermelho que barra a passagem. A poesia é o desencontro dos contrários, dos "Desencontrários". As palavras resistem às ordens do poeta, parecem fora de si, não acham as saídas, terminam por não levar a nada: Fazer poesia, eu sinto, apenas isso. Dar ordens a um exército, para conquistar um império extinto. O poeta leitor, por sua vez, tem que aprender a "Ler pelo não", tentar ler o que não é apenas óbvio, o ausente, o silencioso. O leitor que conseguir "desler, tresler, contraler" vai ser premiado com a América procurando as Índias, vai ver o dentro fora e o fora dentro, vai encontrar tudo aquilo que não esperava onde era impossível encontrar. Ler, ensina o poeta em "M de memória", não passa de uma lenda, já que as obras são um acúmulo de histórias inúteis. O saber é um bem inútil em "Objeto sujeito". Sabedoria é não saber nada que valha a pena (pasárgada, xanadu, shangrilá, ou a chave de um poema). "Poesia: 1970" é poesia marginal, aquela em que um rabisco já é um clássico. Sobre a poesia marginal, o poeta declarou certa vez: "a poesia dos anos 70, ou 'marginal', é ótima: ela registra bobagens tão insignificantes que nenhuma prosa se dignaria recolher para as eternidades da memória. A poesia dos anos 70 é uma antropofagia." A voz poética despreza quem defende a poesia de impulso, de improviso, mas garante que continua a cometê-la. "Despropósito geral" é o despropósito de escrever obras-primas, como resultado de uma estranha luta e muito abuso, quando na verdade sua poesia é eco de toda a escrita do mundo. Em "Um metro de grito", Leminski metaforiza o comércio poético perguntando: "quanto me dão / por minhas idéias?" A recepção da poesia é algo enganosa, "coisas que eu vendo a metro / eles me compram aos quilos", afinal para que serve a arte, para que se consomem filmes, livros, discos? Diante da postura dos intelectuais brasileiros de defesa comiserada da poesia, que, segundo eles, é injustiçada pelo grande público, que não a consome, Leminski dizia que poesia não é feita para vender: "Poesia é um ato de amor entre o poeta e a linguagem". Daí a idéia de grito associada à poesia, que aparece em 'Um metro de grito", "O par que me parece", "Passe a expressão", e "Distâncias mínimas": o desabafo, o orgasmo, o produto dessa relação de amor. Essa relação de amor chega a ser adoração, como em "Anch'io son pittore" ("Eu também sou pintor"), em que o eu-lírico refere-se à postura de Fra Angelico, pintor italiano do século XV, que se ajoelhava diante de suas pinturas religiosas, como se fosse pecado não se curvar diante de tão magnífica criação: "orava como se a obra / fosse de deus não do homem". Ao declarar-se também "pittore", a voz poética confessa sua adoração pela obra poética, obra divina. Poesia pode ser arte sublime mas também pode traduzir-se em "Rimas da moda", cada tempo com seu verso característico: na década de 1930, as rimas singelas de amor puro e o sofrimento amoroso; nos anos sessenta, a poesia em defesa de uma sociedade mais justa; nos anos 80, a liberação sexual na sedução amorosa. Esse império dos signos em dispersão é o mundo das palavras em "Nomes a menos". Nome não é coisa, é o que resta das coisas quando elas passam. E todas passam, só os nomes ficam, a palavra é mais resistente do que a coisa nomeada. E a "alma" do signo não tem nome e não é coisa, nome e coisa são coisas que doem dentro do nome, "que não tem nome que conte / nem coisa pra se contar". A dispersão das palavras e expressões na folha branca retorna em "Sortes e cortes", em que uma tesoura deforma a folha, que contém uma magia diabólica, "claro oculto entre as claridades", uma sensação de vazio que dá saudade. Em "Sujeito indireto", o poeta declara que sua luta com as palavras poderia ser amenizada se ele pudesse atingir a perfeição ainda no projeto. Seu desejo era vislumbrar a arte perfeita antes de começar a obra, mas isso é impossível. E assim continuam a desfilar os flashes poéticos com seus recados. "Como pode?": a poesia de hoje é diferente da de ontem, tudo muda, provoca uma sensação de estranhamento; "Rosa Rilke Raimundo Correa": o trabalho poético tenta transformar sensações em palavras; "O atraso pontual": a inspiração é um "impuro espírito", ao mesmo tempo arquiteto e vampiro, racional e sobrenatural, a poesia existe na ausência do tempo e do espaço no encontro do tempo e do espaço, a essência da solidão do poeta e de sua poesia; "Segundo consta": o poeta rejeita o projeto de felicidade que a sociedade lhe propõe, e ao acabar o mundo, ele será reconstruído segundo a ótica poética, com exceção talvez do amor: será possível sua recriação? Alguém se lembra de como ele era antes? Leminskietações Amorosas Outras são as temáticas: a vida incompleta e inexplicável, a inutilidade da memória, a apreensão do mundo em suspensão, em flashes atemporais, o amor/desamor do homem, sua infinita incapacidade de amar ou de lidar com o enigma amoroso, a ambigüidade e indefinição do ser humano em sua trajetória tortuosa, plena de problemas que não se resolvem e constituem família: problemas têm família grande, e aos domingos saem todos passear o problema, sua senhora e outros pequenos probleminhas Merece destaque a temática amorosa, que comparece como segunda em presença, com nove ocorrências. Leminski se queixava de que nenhuma disciplina científica nunca tenha tratado do amor como objeto de estudo: "O amor é uma coisa que você vai ter que procurar nos artistas, na televisão, no cinema, e, principalmente, na poesia". Já que a ciência o despreza, vamos achá-lo nos textos. Mas o que é o amor para o Paulo? É tudo o que é a poesia e a vida: incertezas, mudanças constantes, desencontros, relacionamentos instáveis. Mas o que é o amor para o Paulo? É tudo o que é a poesia e a vida: incertezas, mudanças constantes, desencontros, relacionamentos instáveis. Alguns exemplos de como esse Leminski fabricou seus miúdos momentos de poesia, partículas subatômicas, prótons, elétrons, grãos de poeira cósmica. exploração de frases feitas e anexins "Distraídos venceremos" "Aviso aos náufragos" invenções léxicas (neologismos) "Espaçotempo ávido, lento espaçodentro" "Dois leos em cada pardo" "Em Brasília admirei. não a niemeyer lei" textura paronomástica "A vocês, eu deixo o sono. O sonho, não. Esse, eu mesmo carrego." "náugrafo o náufrago mais profundo" montagem "Diversonagens suspersas" "Adminimistério" estrangulamento "a letra A a funda no A tlântico e pacífico com templo a luta entre a rápida letra e o oceano lento" repetição "um texto texto cego um eco anti anti anti antigo um grito na parede rede rede volta verde verde verde" palavras e frases estrangeiras (estrangeirismos) "Anch'io son pittore" "Oceans, emotions, ships, ships, and other relationships, keep us going through the fog, and wandering mist." deformações ortográficas "náugrafo" "desab rocha o maracujá" enumeração caótica "Argila, esponja, mármore, borracha, cimento, aço, vidro, vapor, pano e cartilagem, tinta, cinza, casca de ovo e grão de areia, primeiro dia de outono, a palavra primavera, número cinco, o tapa na cara, a rima rica, a vida nova, a idade média, a força velha," trocadilho "ano novo anos buscando um ânimo novo" "tudo dito, nada feito, fito e deito" Ele já começa vazio num poema sem título ("Pra que título? O poema não funciona sozinho?"), e reflete o próprio vazio da existência, "essa maldita capacidade, / transformar amor em nada". A maldita incapacidade de amar é reiterada no coração do eu-lírico de "Além alma", o qual não tem vaga nem lugar para o amor, cuja presença faz sofrer, cuja ausência cai macio. O sentimento continua negado na lógica lúdica do poema sem título cujos primeiros versos são "sorte no jogo / azar no amor": o jogo do amor não serve para quem não gosta de jogo, independente de azar ou sorte, e sua falta provoca "Parada cardíaca". Entretanto, o amor às vezes insiste, aí dá merda, como em "Merda e ouro": "Não há merda que se compare / à bosta da pessoa amada". Quando ele chega, incomoda. Você não pode medi-lo, mas sabe que ele aumenta ou diminui ("há pouco era muito, / agora apenas um sopro"). Amar exige luta e muita vontade: "a pedra só não voa / porque não quer / não porque não tem asa". Contraditoriamente, o sentimento amoroso, por mais que seja negado, permanece: "sentir fica". Poesia-Curtiu-Cabou Depois de tanta poesia sobre poesia, poeta, leitor, e depois amor, vamos aos haicais de "Kawa cauim". O que é isso? Parece-nos o ideograma de "rio" em japonês como o high spirit do delírio tupiniquim. Esta parte tem como subtítulo "Desarranjos florais", justificando o fato de que a seção não se compõe de haicais formalmente perfeitos. Mesmo mantendo os três versos tradicionais do haicai, como acontece na maioria das vezes, eles nunca obedecem à estrutura tradicional de 5-7-5 sílabas. Em outros casos, o pequeno poema apresenta não três, mas quatro, cinco ou seis sílabas, e às vezes tem até título, o que foge à característica formal do pequeno poema japonês. Leminski começou a se interessar pelo haicai em torno dos vinte anos de idade, estudando e traduzindo autores japoneses, principalmente Matsuo Bashô, poeta japonês (segunda metade do século XVII) que levou o haicai à perfeição. O haicai como forma fixa é um pequeno poema de três versos, de 5, 7 e 5 sílabas, respectivamente. O próprio Leminski explica as funções dos três versos do haicai: "O primeiro verso expressa, em geral, uma circunstância eterna, absoluta, cósmica, não humana, normalmente, uma alusão à estação do ano, presente em todo haicai. O segundo verso representa a ocorrência do evento, o acaso da acontecência, a mudança, a variante, o acidente casual. Por isso, talvez, tenha duas sílabas a mais que os outros. A terceira linha do haicai apresenta interação entre a ordem imutável do cosmos e o evento." Segundo o especialista Reginald Horace Blyth, citado pela poeta Alice Ruiz (ex-mulher de Paulo Leminski), destacam-se no haicai as seguintes características principais: "a) a ausência do eu, onde o poeta procura não deixar transparecer sua individualidade, inserindo sua opinião; b) não moralidade, pois questões morais configurariam prosa e não poesia; b) solidão, a plenitude de estar só consigo mesmo; d) grata aceitação, o que nos torna mais felizes, independente das coisas que nos aconteçam; e) intelectualidade ou ausência das palavras, procurando usar mais substantivos do que adjetivos; f) contradição, de notada influência do espírito zen, à semelhança dos koan (anedotas), que servem para o mestre treinar seus discípulos." Antes de se iniciarem os "Desarranjos florais", parte que contém os haicais propriamente ditos, o poeta explica o ideograma de kawa, rio em japonês, e "explica" a filosofia de "Hai" e "Kai". "Hai" nasce perfeito, e definha ao iniciar a busca de si mesmo, do conhecimento, das explicações da vida, da arte e da poesia, diminui ao crescer e morre germe. "Kai" reitera o estado quase puro da poesia, que retira o corpo mas deixa a sombra, o mu-ga ("não-eu", em japonês, o exato ponto de harmonia entre o eu e as coisas). A adoração de Leminski pelo haicai começa por sua crença no texto curto, de bate-pronto, típica de uma poesia feita de "saques, piques, toques & baques" A adoração de Leminski pelo haicai começa por sua crença no texto curto, de bate-pronto, típica de uma poesia feita de "saques, piques, toques & baques", como se auto-analisa o poeta. Para ele, "o haicai valoriza o fragmentário e o 'insignificante', o aparentemente banal e o casual, sempre tentando extrair o máximo do significado do mínimo de material, em ultra-segundos de hiper-informação. De imediato, podemos ver em tudo isso os paralelos profundos com a estética fotográfica. Esses traços característicos do haicai podem ser transpostos sem nenhuma dificuldade para a fotografia". Vejamos um deles: noite sem sono o cachorro late um sonho sem dono Seguindo o hexálogo de Horace Blyth, constatamos que o poemeto a) não revela um eu subjetivo; b) não lida com questões morais; c) apresenta a solidão essencial; d) pressupõe a grata aceitação tipicamente zen; e) contém poucas palavras, com predominância de substantivos; f) apresenta uma incoerência no objeto da ação de latir. O haicai capta o mundo exterior, a fotografia de um momento, que ultrapassa sua própria vulgaridade. Apesar da elisão do sujeito, apresenta-se um Eu maior (mu-ga), que permite que o mundo seja, sem a interferência de anseios e temores. A noite sem sono não é a insônia de um homem, é um estado de coisas da própria noite, uma declaração de que ela está lá, "uma circunstância eterna, absoluta, cósmica". O evento, a perturbação vem com o latido do cão, sem dono, como a noite, o sono e o sonho. O sonho sem dono da terceira linha é o elemento que concilia as duas anteriores, que completa a cena, arredondando-a; não necessariamente a conclusão lógica, mas a parte integrante que confere unidade à tríade. E assim seguem os "desarranjos" do Paulo, sobre o mar, o céu, o sábado ou simplesmente o dia de vida, o sol, a chuva, as praias, o inverno, a lua, o vento, a alvorada, o temporal, a tarde... Aí ele ri e lhe dá de presente: rio do mistério que seria de mim se me levassem a sério? No dia 7 de julho de 1989, aos 45 anos, ele desencarnou. E deixou o seu adeus: Adeus, coisas que nunca tive, dívidas externas, vaidades terrenas, lupas de detetives, adeus. Adeus, plenitudes inesperadas, sustos, ímpetos e espetáculos, adeus. Adeus, que lá se vão meus ais. Um dia, quem sabe, sejam seus, como um dia foram dos meus pais. Adeus, mamãe, adeus, papai, adeus, adeus, meus filhos, quem sabe um dia todos os filhos serão meus. Adeus, mundo cruel, fábula de papel, sopro de vento, torre de babel, adeus, coisas ao léu, adeus. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Noite na Taverna é uma narrativa (novela ou conto) construída em sete partes, contendo epígrafes e os nomes de cada personagem, como subtítulos, antecedendo as narrativas, contadas em uma taverna. Há, na última parte, o entrelaçamento da história de Johann e de alguns personagens. Primeira parte Johann, Bertram, Archibald, Solfieri, o adormecido, Arnold e outros companheiros estão na taverna, dialogando sobre loucuras noturnas, enquanto as mulheres dormem ébrias sobre as mesas. Falam das noites passadas em embriaguez e pura orgia. Solfieri os questiona a respeito da imortalidade da alma, sendo mais velho, parece não crer nela, por isso, Archibald o censura pelo materialismo. Solfieri acredita na libertinagem, na bebida e na mulher sobre o colo do amado. Os homens só se voltam para Deus quando estão próximos da morte, Deus é, pois, a "utopia do bem absoluto". Segunda parte Solfieri decide contar sua história, conforme sugere Archibald, desejoso de histórias fantásticas, cheias de sangue e paixão. Conta, então, que uma noite, ao vagar por uma rua, em Roma, passa por uma ponte, quando as luzes dos palácios se apagam. Vê a sombra de uma mulher chorando, numa escura e solitária janela, parecendo uma estátua pálida à lua. Ela canta mansamente, saindo para a rua, sempre seguida por Solfieri. Pela manhã, ele percebe que está em um cemitério, sem saber, ao certo, se adormeceu ou desmaiou. Sente muito frio, adoece, delira, tendo visões com a bela e pálida mulher. Retorna a Roma um ano depois, sem encontrar alento nos beijos das amantes, perseguido pela visão da mulher do cemitério. Certa noite, muito bêbado, após uma orgia, se encontra num templo muito escuro e, vendo um caixão semi-aberto, crê que a mulher está lá dentro. Arranca-lhe a mortalha, faz amor com ela, que, pela madrugada, dá sinais de vida, retornando da catalepsia para desmaiar em seguida. Solfieri coloca sua capa sobre a moça e foge com ela. Encontra com o coveiro e depois com a patrulha, que o considera um ladrão de cadáveres. Justifica-se, apresentando a esposa desfalecida. Ao chegar em casa, a moça grita, ri e estremece, morrendo 2 dias depois. Solfieri levanta o piso do quarto para dar lugar ao túmulo, suborna, antes, um escultor que lhe faz em cera a estátua da virgem. Aguarda um ano para estátua definitiva ficar pronta. Volta-se para Bertram, recordando-lhe a visita deste em sua casa e de a ter visto por entre véus, sendo a ela apresentado como "uma virgem que dormia". Os amigos surpresos com a história desejam saber se se trata de um conto, mas ele jura por todo mal existente que não. Como prova, mostra sob a camisa a grinalda de flores mirradas, pertencente à moça. Terceira parte A seguir, Bertram, um dinamarquês ruivo, de olhos verdes, conta que, também, uma mulher, uma donzela de Cadiz, Angela, o levou à bebida e a duelar com seus três melhores amigos e a enterrá-los. Quando decide casar com ela e consegue lhe dar o primeiro beijo, recebe carta do pai, pedindo seu retorno à Dinamarca. Encontra o velho já moribundo, chora, mas por saudades de Angela. Dois anos depois, vende toda fortuna, coloca o dinheiro num banco de Hamburgo e volta para a Espanha. Encontra a moça casada e mãe de um filho. A paixão persiste e os amantes passam a se encontrar às escondidas, vivendo verdadeiras loucuras noturnas até que o marido, enciumado, descobre tudo. Uma noite, Angela, com a mão ensangüentada, pede ao rapaz para subir até sua casa e por entre a penumbra, ele encontra o marido degolado e sobre seu peito, o filho de bruços, sangrando. Angela deseja fugir em sua companhia, saem pelo mundo, ela vestida de homem vive grandes orgias. Foge mais tarde, deixando o rapaz entregue às paixões e vícios. Bertram bêbado e ferido é atropelado por uma carruagem, diante de um palácio, sendo socorrido por um velho fidalgo, pai de uma bela menina, que, mais tarde, foge para casar-se com Bertram. Vendida em uma mesa de jogo a Siegfried, um pirata, ela o mata e o envenena, afogando-se a seguir. De dissipação em dissipação, o rapaz resolve matar-se no mar na Itália, mas salvo por marinheiros, fica sabendo que a pessoa que o salvou acabou, acidentalmente, morta por ele. São socorridos por um navio e Bertram é aceito a bordo em troca de que combatesse se necessário. Mas, apaixona-se pela pálida mulher do comandante e, durante uma batalha contra um navio pirata, ele o trai, fazendo amor com a mulher. O navio encalha em um banco de areia, despedaçando-se aos poucos - os náufragos agarram-se a uma jangada e, em meio à noite e à tempestade, o casal vive horas de amor. Vagam a ermo pelo mar as três figuras, sobrevivendo de bolachas e, mais tarde, tiram a sorte para ver quem morrerá. O comandante perde, clama por piedade, mas Bertram se nega ouvi-lo, prefere a luta. Mata o comandante, que serve, por dois dias, de alimento a Bertram e a mulher. Ela propõe morrerem juntos, ele aceita. O casal gasta as últimas energias se amando. A mulher, enlouquecida, começa a gargalhar, Bertram febril a sufoca. Ela é levada pelas águas, enquanto o rapaz é salvo pelo navio inglês, Swallow. Quarta parte A próxima história é a de Gennaro. Sua narrativa é sobre um velho pintor, Godofredo Walsh, casado com uma jovem de 20 anos, Nauza, que lhe serve de modelo e é amada como a filha do primeiro casamento, Laura, garota de 15 anos. Gennaro, aos 18 anos, é aprendiz de pintor e aluno de Godofredo. Vive na casa do mestre como um filho, recebendo, no corredor, antes de dormir, beijos de Laura. Um dia, desperta e a encontra em sua cama, perdendo a cabeça diante da estonteante beleza da virgem. A cena se repete ao longo de 3 meses, quando a menina lhe diz que deve pedi-la em casamento, porque espera um filho. O moço nada responde, ela desmaia e se afasta, tornando-se cada dia mais pálida. O pintor definha com a tristeza da filha, passeia pelos corredores à noite e deixa de pintar. Uma noite, Gennaro é chamado, porque Laura está morrendo e murmura seu nome. O moço aproxima-se e, ela, sussurrando-lhe ao ouvido o perdão, diz que matou o filho e dá o último suspiro. O velho passa o ano endoidecido, chora todas as noites no quarto da morta, arfando ou afogando-se em soluços. Enquanto isso, o rapaz e Nauza amam-se em seu leito. Uma noite, o velho o arranca da cama e o leva até o dormitório de Laura. Levanta o lençol que cobre um painel, descortinando a imagem moribunda de Laura, que murmura algo no ouvido do cadavérico Gennaro. Atordoado, o aprendiz confessa tudo a Godofredo. No dia seguinte, o velho se comporta naturalmente, sem mencionar o ocorrido, lamenta apenas a falta da moça. Sonâmbulo, repete a mesma cena ao longo de várias noites e, numa delas, Nauza é testemunha. Uma noite de outono, após a ceia, Walsh convida Gennaro para um passeio fora da cidade. Após contornar um despenhadeiro, pede ao rapaz para esperá-lo, dirigindo-se a uma cabana de onde sai uma mulher. Depois, junta-se a Gennaro e ao chegar à beira de um penhasco, descreve a traição, envolvendo a filha e a esposa. Pede ao rapaz para jogar-se precipício abaixo. Gennaro assim o faz, mas, após uma noite de delírios, acorda salvo por camponeses, em uma cabana. Decide retornar à casa de Walsh e pedir-lhe perdão, entretanto encontra pelo caminho o punhal do pintor. Decide vingar-se, mas encontra Nauza e Godofredo envenenados e apodrecidos, talvez, com o veneno obtido com a mulher da cabana. Quinta parte É a vez de Claudius Hermann narrar suas loucuras e orgias e de como desperdiçou uma fortuna no turfe, em Londres, onde vê uma bela amazonas, a duquesa Eleonora, esposa do duque Maffio. Antes de prosseguir com a história, Bertram indaga sobre a poesia, descrita como um punhado de sons e palavras vãs, enquanto Claudius a considera um prazer extremado, o que há de belo na natureza. Os colegas os interrompem, pedindo ao narrador que retome a história. No dia em que avista a bela duquesa, Hermann dobra sua fortuna e, à noite, no teatro, a vê, mais uma vez. Ao longo de 6 meses, encontra a senhora em bailes e teatros até que decide comprar de um criado a chave do castelo. Entra, sorrateiramente, quando ela já está adormecida e coloca-lhe nos lábios narcótico. Aguarda que durma profundamente e, então, a possui, repetindo o fato, noite após noite, durante um mês. Certa vez, após um baile, entra no quarto de Eleonora e vendo um copo com água junto à sua cabeceira, derrama nele o narcótico. Entram a duquesa e o duque que, antes de sair do quarto, prometendo-lhe retornar, bebe um pouco do líquido, seguido por ela. Claudius sabe que Maffio não virá ao quarto e que Eleanora dormirá profundamente. Ergue-a do leito e foge com ela numa carruagem, chegando, ao meio-dia, a uma estalagem. Mais tarde, a duquesa desperta e surpresa por não estar em seu palácio, grita por socorro, desespera-se, ameaçando jogar-se pela janela. O rapaz lhe declara profundo amor e lhe descreve o rapto, dando-lhe duas horas para pensar se fica ou não com ele. Inconformada a princípio, decide aceitar o amor oferecido, pois a família e amigos, certamente, não a aceitariam mais. Ao retornar, Claudius a encontra debruçada sobre um de seus versos. Interrompe a narrativa, retira um papel do bolso, mostrando o verso aos colegas. Conta que Eleonora lhe respondeu que ficava, mas caiu desmaiada.Dito isso, o rapaz tomba por sobre a mesa, calando-se. Archibald o sacode, implora para que desperte. Solfieri e os companheiros desejam saber sobre a duquesa, mas o rapaz está confuso, não se recorda de mais nada.Ouvem a gargalhada do louro Arnold que despertando, dá continuidade ao relato, dizendo que um dia Claudius entrou em casa e encontrou sobre a cama ensopada de sangue dois cadáveres; o Duque de Maffio matou Eleonora e enlouquecido, suicidou-se em seguida. Arnold estende a capa no chão e volta a dormir. Sexta parte Johann decide contar sua história. Está em um bilhar em Paris, jogando com Artur que, numa jogada definitiva para Johann, se encosta à mesa, por descuido ou de propósito. A mesa estremece e Johann é levado à derrota. O perdedor, enlouquecido de raiva, desafia o parceiro para um duelo. Antes porém, Artur pede ao adversário que, caso morra, entregue a carta, que está em seu bolso, e o anel no seu dedo, para uma mulher que dirá, mais tarde quem é. Saem com duas pistolas, uma carregada, a outra não; Artur é alvejado e morre, apontando para o bolso. Johann tira-lhe o anel, colocando-o em seu dedo e, a seguir, encontra dois papéis no bolso do morto: uma carta para a mãe, e outra indicando o horário e endereço para um encontro. O rapaz decide tomar o lugar de Artur. Descobre que aí mora a virgem namorada do rival que acaba na cama com Johann, num quarto escuro. De repente, interrompe a narrativa, enche o copo e o bebe com estremecimento. Prossegue, narrando que ao sair do quarto, encontra um vulto à porta, cuja voz lhe soa familiar. É atacado com uma faca, luta ferozmente com o vulto; um homem desconhecido, que deixa cair o punhal, morrendo sufocado pela mão de Johann. Ao se retirar, tropeça numa lanterna e decide ver o rosto do estranho, estremece, a luz da lanterna se apaga. Vai arrastando o corpo até um lampião e, para sua surpresa, descobre tratar-se de seu irmão. Louco de terror retorna ao quarto, mas, outra vez, interrompe a narrativa, bebe mais um copo. Diz que encontrando a donzela desmaiada, a levou para a janela e percebeu que estava com a irmã nos braços. Última parte É noite alta na taverna, todos dormem. Entra uma mulher pálida, vestida de negro, procurando alguém com uma lanterna na mão. Vê Arnold, tenta beijá-lo, mas o deixa em paz, voltando-se para Johann, tornando-se, subitamente, sombria. Traz, além da lanterna, um punhal, que crava no pescoço deste último, enxugando as mãos ensangüentadas no cabelo do ferido. Vai até Arnold e o desperta. Ele a reconhece; é a irmã de Johann, agora transformada na prostituta Giorgia, a quem Arnold pede que lhe chame de Artur, como outrora. O rapaz recorda-se do duelo, do tempo passado no hospital para se recuperar, o desespero e a vida de devassidão a que se entregou por não encontrar mais Giorgia. Deseja ficar junto dela agora, mas a moça acha que é tarde demais, pede-lhe apenas um beijo de despedida, porque vai morrer. Leva Arnold até o corpo de Johann, dizendo que o matou por ter sido por ele desonrada, a ela que era sua irmã. Arnold horrorizado cobre o rosto, enquanto Giorgia cai ao chão. Arnold aperta o punhal contra o peito e cai sobre ela, sufocando os dois gemidos de morte. A lâmpada apaga-se. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Iaiá era filha de Luís Garcia, viúvo e funcionário público, que nela concentrava todos os seus afetos. Quando a história principia, ele está com quarenta e um anos, e Iaiá com onze anos estuda em colégio interno e, nos fins de semana, é a fonte de toda a alegria do pai, em cuja casa reina a solidão. Luís Garcia tem uma amiga, também viúva, Valéria Gomes, mãe de Jorge. Jorge está apaixonado pela filha de um ex-empregado de seu falecido pai, Estela, que vive na mesma casa. Para afasté-lo de Estela, por não julgar digna de sua posição social, a mãe força-o a alistar-se como voluntário para lutar na guerra do Paraguai. Mas jorge não esquece a sua amada e tem um verdadeiro choque ao saber que ela se casara com Luís Garcia, que isso foi levado, entre outras razões, pelas boas relações entre Estela e sua filha Iaiá. A partir daí, a história evolui ao longo do tempo, com o regresso de Jorge, sua mãe já morta, a influência do novo amigo que fizera no Paraguai, encontros e desencontros, risos e lágrimas, até a morte de Luís Garcia. E Jorge acaba-se por se casra com Iaiá. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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