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O Tempo e O Vento - Érico Veríssimo
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A Normalista , considerada obra "libidinosa", quando de seu lançamento, ajusta-se perfeitamente às propostas do Determinismo. João da Mata desfruta sexia;,emte de sai afilhada. Maria da Mata , moça ingênua, de uma excepcional brandura de caráter, educada em uma casa de caridade e depois normalista. Pressionada pelo instinto sexual e por circunstâncias superiores à sua vontade, Maria do Carmo entrega-se ao padrinho, submetendo-se totalmente à lascivia de João da Mata. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Completando as histórias de Simões Lopes Neto sobre o Rio Grande do Sul, este livro conta os vários casos de Romualdo, gaúcho do interior, contidos em suas memórias, que fariam corar o Barão de Münchausen. Entre outras coisas, vê-se o parto de 87 ao mesmo tempo e da mesma mãe, a caça de onças a vela, o desenroscamento de tatus (não perguntem) e várias outras histórias hilárias de caça, viagem e outros assuntos relacionadas ao RS, contadas no estilo de fala do estado. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A obra se classifica entre o conto e o romance e fala do drama do retirante diante da seca implacável e da extrema pobreza que leva a um relacionamento seco e doloroso entre as personagens, quase um monólogo. Os participantes da história são: Fabiano o chefe da família, homem rude e quase incapaz de expressar seu pensamento com palavras; Sinhá Vitória, sua mulher com um nível intelectual um pouco superior ao do marido que a admira por isto; O menino mais novo, quer realizar algo notável para ser igual ao pai e despertar a admiração do irmão e da Baleia, a cadela; O menino mais velho, sente curiosidade pela palavra "inferno" e procura se esclarecer com a mãe, já que o pai é incapaz; A cadela, Baleia, e o papagaio completam o grupo de retirantes, na história; Representando a sociedade local, na história, estão o soldado amarelo, corrupto e arbitrário, impõe-se ao indefeso Fabiano que o respeita por ser representante do governo; Tomás da Bolandeira, dono da fazenda, onde a família se abrigou durante uma tempestade, e homem poderoso da região que impõe sua vontade. O livro tem l3 capítulos, até certo ponto autônomos, ligando-se por alguns temas. I - Mudança Este capítulo é o inicio da retirada, com as personagens citadas acima. Supõe uma narrativa anterior: "Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos." Tocados pela seca chegam a uma fazenda abandonada e fazem uma fogueira. A cachorra traz um preá: "Levantaram-se todos gritando. O menino mais velho esfregou as pálpebras, afastando pedaços de sonho. Sinhá Vitória beijava o focinho de Baleia, e como o focinho estava ensangüentado, lambia o sangue e tirava proveito do beijo," Fala da terra seca e do sofrimento. A comunicação é rara e ocorre quando o pai ralha com o filho e esse procedimento é uma constante no livro. Há uma intenção do autor de não dar nome aos meninos, para evidenciar a vida sem sentido e sem sonhos do retirante. "Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira duma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto." II - Fabiano "Apossara-se da casa porque não tinha onde cair morto, passara uns dias mastigando raiz de imbu e sementes de mucunã. Viera a trovoada. E, com ela, o fazendeiro, que o expulsara. Fabiano fizera-se desentendido e oferecera os seus préstimos, resmungando, coçando os cotovelos, sorrindo aflito. O jeito que tinha era ficar. E patrão aceitara-o, entregara-lhe as marcas de ferro. Agora Fabiano era vaqueiro, e ninguém o tiraria dali. Aparecera como um bicho, entocara - se como um bicho, mas criara raízes, estava plantado." Contente dizia a si mesmo: "Você é um bicho, Fabiano." Mostra o homem embrutecido, mas capaz de auto-análise. Tem consciência de suas limitações e admira quem sabe se expressar. "Admirava as palavras compridas da gente da cidade, tentava reproduzir algumas em vão, mas sabia que elas eram inúteis e talvez perigosas." III - Cadeia Na feira da cidade o soldado convida Fabiano para jogar baralho e depois desentende-se com ele e o prende arbitrariamente. A figura do soldado amarelo simboliza o governo e, com isto, o autor quer passar a idéia de que não é só a seca que faz do retirante um bicho, mas também as arbitrariedades cometidas pela autoridade. Ao fim do capítulo ele toma consciência de que está irremediavelmente vencido e sem ilusões com relação á sorte de seus filhos. "Sinha Vitória dormia mal na cama de varas. Os meninos eram uns brutos, como o pai. Quando crescessem, guardariam as reses de um patrão invisível, seriam pisados, maltratados, machucados por um soldado amarelo." IV - Sinhá Vitória Enquanto o marido aspira um dia saber expressar-se convenientemente, a mulher deseja apenas possuir uma cama de couro igual a do seu Tomás da bolandeira, fazendeiro poderoso que é uma referência. Ela recorda a viagem, a morte do papagaio, o medo da seca. A presença do marido lhe dá segurança. V - O Menino Mais Novo Quer ser igual ao pai que domou uma égua e tenta montar no bode caindo e sendo motivo de chacota de irmão e da Baleia. O sonho do menino é uma forma de resistência ao embrutecimento, tal como a mãe que sonha com a cama de lastro de couro. VI - O Menino Mais Velho As aspirações da família são cada vez mais modestas. Tudo que o menino mais velho desejava era uma amizade e a da Baleia já servia bem: "O menino continuava a abraçá-la. E Baleia encolhia-se para não magoa-lo, sofria a carícia excessiva." VII - Inverno É a descrição de uma noite chuvosa e os temores e devaneios que a chuva desperta na família. Eles sabiam que a chuva que inundava tudo passaria e a seca tomaria conta de suas vidas novamente. VIII - A Festa É um dos capítulos mais tristes. É natal e a família vai à festa na cidade. Fabiano compara-se com as pessoas e se sente inferior. Depois da missa quer ir às barracas de jogo mas a mulher é contra porque ele bebe e fica valente. Acaba pegando no sono na calçada e em seus sonhos os soldados amarelos praticam arbitrariedades. A família toda sente a distância que os separa dos demais seres. Sinhá Vitória refugia-se no devaneio, imaginando-se com a cama de lastro de couro. IX - Baleia É um capítulo trágico. O autor faz uma humanização da cadela Baleia. Ela parece doente e será sacrificada. Desconfiada, tenta esconder-se. Não entende porque estão querendo fazer isso com ela. Já ferida ela espera a morte e sonha com uma vida melhor. Na história, a Baleia e sinhá Vitória são as personagens que conseguem expressar melhor os seus anseios. X - Contas Fabiano tem de vender ao patrão bezerros e cabritos que ganhou trabalhando e reclama que as contas não batem com as de sua mulher. Revolta-se e depois aceita o fato com resignação. Lembra que já fora vítima antes de um fiscal da prefeitura. O pai e o avô viveram assim. Estava no sangue e não pretendia mais nada. XI - O Soldado Amarelo É uma descrição dessa personagem. Ele aparece como é socialmente e não como é profissionalmente. A sua força vem da instituição que representa. Mais fraco fisicamente, arbitrário e corrupto, acovarda-se ao encontrar-se à mercê de Fabiano na caatinga. Fabiano vacila na sua intenção de vingança e orienta o soldado perdido. A figura da autoridade constituída é muito forte no inconsciente de Fabiano. XII - O Mundo Coberto de Penas O sertão iria pegar fogo. A seca estava voltando, anunciada pelas aves de arribação. A mulher adverte que as aves bebem a água dos outros animais. Fabiano admira-se da inteligência da mulher e procura matar algumas que servirão de alimento. Faz um apanhado da suas desgraças. O sentimento de culpa por matar a Baleia não o deixa. "Chegou-se á sua casa, com medo, ia escurecendo e àquela hora ele sentia sempre uns vagos tremores. Ultimamente vivia esmorecido, mofino, porque as desgraças eram muitas. Precisava consultar Sinhá Vitória, combinar a viagem, livrar-se das arribações, explicar-se, convencer-se de que não praticara uma injustiça matando a cachorra. Necessário abandonar aqueles lugares amaldiçoados. Sinhá Vitória pensaria como ele." XIII - Fuga A esposa junta-se ao marido e sonham juntos. Sinhá Vitória é mais otimista e consegue passar um pouco de paz e esperança. O livro termina com uma mistura de sonho, frustração e descrença. Fabiano mata um bezerro, salga a carne e partem de madrugada. "E andavam para o sul, metidos naquele sonho. Uma cidade grande, cheia de pessoas fortes. Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. Eles dois velhinhos, acabando-se como uns cachorros, inúteis, acabando-se como Baleia. Que iriam fazer? Retardaram-se temerosos. Chegariam a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, sinhá Vitória e os dois meninos." veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O gênero A crônica é fruto do jornal, onde aparece entre notícias efêmeras. Trata-se de um gênero literário que se caracteriza por estar perto do dia-a-dia, seja nos temas, ligados à vida cotidiana, seja na linguagem despojada e coloquial do jornalismo. Mais do que isso, surge inesperadamente como um instante de pausa para o leitor fatigado com a frieza da objetividade jornalística. De extensão limitada, essa pausa se caracteriza exatamente por ir contra as tendências fundamentais do meio em que aparece, o jornal diário. Se a notícia deve ser sempre objetiva e impessoal, a crônica é subjetiva e pessoal. Se a linguagem jornalística deve ser precisa e enxuta, a crônica é impressionista e lírica. Se o jornalista deve ser metódico e claro, o cronista costuma escrever pelo método da conversa fiada, do assunto- puxa- assunto, estabelecendo uma atmosfera de intimidade com o leitor. A obra Os melhores contos de Rubem Braga (1985) na verdade são 39 crônicas, selecionadas pelo professor Davi Arrigucci Jr., que podem ser divididas em: 1. Passado interiorano ou em Cachoeiro do Itapemirim - reunindo as crônicas em que o narrador aborda, de forma lírica e nostálgica, a vida na cidade pequena do interior, entre caçadas de passarinho, encontro com moradores da cidade grande, peladas na rua, pescarias, cachorros amigos, e a vegetação abundante do meio quase rural: 1. Tuim criado no dedo - Menino, durante férias em cidade do interior, cria um tuim, o menor dos periquitos brasileiros, "no dedo", ou seja, o ensina a obedecer seus chamados e deixa-o viver livre, fora da gaiola. Quando a família retorna a São Paulo, o tuim foge e é aprisionado por outra família. Recuperando-o, o menino corta-lhe as asas. Mas, no instante seguinte, o tuim é devorado por um gato. 2. Diário de um subversivo - No "remoto ano de 1936", durante a perseguição getulista aos comunistas após a Intentona de 35, o narrador apresenta sua fuga da repressão, em forma de diário, do dia 15 de fevereiro ao dia 1o de março. Adotando pseudônimo, finge-se alienado em conversas com integralistas que vivem na pensão onde mora. Procurado pela polícia na pensão, é auxiliado por velho conhecido, Edgar, que o abriga em sua casa. Ao poucos vai se envolvendo com a mulher de Edgar, Alice. Afirma que se "tivesse qualquer coisa com essa mulher, seria o último dos canalhas." Termina a crônica afirmando laconicamente: "Sou." 3. A moça rica - Relincho de cavalo desperta em pescador humilde a memória de uma moça rica que viera do Rio. Usando calças, caçando e pescando, a moça de início o assusta, mas, em seguida, ao cantar, o encanta. Dois anos mais velha do que ele, pára um dia na praia solitária para conversar com o rapaz, que, assustado e ingênuo, esquiva-se de suas tentativas de aproximação e deixa escapar a chance de se envolver com a moça bonita e rica. 4. O jovem casal - Casal jovem espera o bonde. Lutam contra a miséria vivendo em uma pensão barata e suja. Vivem na feiúra de uma "vida estreita". Não podem pegar o ônibus por ser muito caro, sofrem de dores de cabeça e dentes, mas tratam-se com carinho e amor. Pára, à sua frente, um automóvel de luxo com um casal. A mulher diz, no momento em que o carro partia, que iria comprar um anel por quinze contos. O rapaz ouve isto como se fosse um soco em seu estômago mal alimentado. Com esse dinheiro, poderia pagar anos de pensão e aliviar o sofrimento de sua amada. Chega o bonde. 5. Negócio de menino - Diálogo entre um menino e o narrador, vendedor de passarinhos. O garoto vai intercalando perguntas sobre os pássaros e pausas até pedir ao narrador um passarinho de presente e depois sair correndo. 6. Coração de mãe - Marina e Dorinha são irmãs e moram com sua mãe, dona de pensão no bairro do Catete , no Rio de Janeiro. Loiras, de olhos azuis, vivem cantando. Certa noite, as moças chegam já de madrugada e "um pouco tontas". A mãe, dona Rosalina, briga com as filhas. No dia seguinte, ouve Marina ao telefone referindo-se a ela como "a velha" e as expulsa de casa. Na rua, o "cavalheirismo do bairro" se manifesta e as moças recebem várias propostas de ajuda dos "bondosos homens". Porém, são interrompidos pela mãe, que manda as filhas de volta para casa. Conclusão do narrador: não há nada no mundo como o coração de mãe. 7. Marinheiro na rua - De madrugada, na rua deserta, um "pequeno marinheiro" bate à porta de um edifício às escuras, observado do alto e à distância pelo narrador. O som da batida chega uma fração de segundo após o gesto, o que desperta no narrador uma recordação da infância e, depois, uma série de idéias, como a suspeita de que talvez o marinheiro fosse seu filho ou ele mesmo e dentro do prédio estivesse sua amada. A porta não abre e o marinheiro, cansado de bater, segue pela calçada até o narrador o perder de vista. O narrador olha, então, para a fachada do prédio e todas as luzes se acendem. O edifício fica maior e começa a se mover como um grande navio, partindo lentamente. 8. O homem da estação - Numa aldeia, na França, o narrador procura hospedagem para passar a noite. Ninguém lhe dá abrigo. Anda pelo campo e um homem de bicicleta pára e lhe pergunta se precisa de alguma coisa. Responde que não achou lugar para dormir e está indo para outra aldeia. O homem indica ao narrador onde fica a estação da estrada de ferro em que trabalha e informa que virá um trem em duas horas. Quando chega na estação, o homem lhe preparou uma cama e lhe oferece vinho. O narrador bebe "em silêncio à saúde de um homem que não teme nem despreza outro homem. 9. Falamos de carambolas - Narrador conta uma conversa com uma amiga (?) em um bar. Falam de sorvetes e frutas até que ele pergunta o que o médico disse. Ela responde vagamente que era uma síndroma e não iria se enganar. O narrador afirma que é pessimismo dela. Ela nega, hesita, mas não pronuncia o nome da doença, para alívio do narrador. Mudam de assunto e, enquanto conversam, o narrador pensa que é insuportável saber que ela morreria. Ela critica o seu bigode e ele pergunta por que ela não toma conta dele. Ela "ri uma risada... clara, alegre, ... como o cristal..., que se parte tão fácil." 10. Era uma noite de luar - O narrador conta sobre uma noite, na época da repressão do Estado Novo, em que foi levar notícias à Marina, mulher de Alberto, um militante comunista preso. Descreve as precauções que tinha que tomar e a conversa com Marina, que está sem dinheiro, solitária, triste e cansada de se esconder. Durante a conversa, o narrador abre uma banda da janela para jogar o cigarro e comenta que o luar está bonito. Ela se aproxima da janela e ele abre a outra banda. Então ela fecha a janela com brutalidade, chama-o de estúpido, pois "está sozinha desde a prisão do marido", manda-o embora, atira-se na cama e começa a chorar. 11. Viúva na praia - Narrador conta que viu a viúva na praia com o filho e deitou-se na areia para contemplá-la. Conhecera vagamente o marido dela no café da esquina, onde soube que ele ficara muito tempo doente antes de morrer. Descreve a beleza da mulher e pensa que, se fosse ele o marido, ficaria ressentido ao saber que, poucos dias depois da sua morte, um estranho estaria olhando o corpo de sua mulher, mesmo que discretamente. Mas ele é o outro homem, está vivo, e sente-se, por isso, superior. Descreve a viúva depois de um mergulho e conclui que o sol ama a viúva. 12. A navegação da casa - O narrador é um senhor, brasileiro, que saiu do hotel e está numa casa antiga, em Paris. É abril, início da primavera. Seus amigos fazem uma festa. O narrador sente-se alegre e diz que a casa parece uma velha fragata tripulada por bêbados. Quando a festa termina, anda sozinho pela casa, imaginando os invernos difíceis que os antigos moradores lá passaram. No dia seguinte está muito frio. Os amigos chegam e ele acende todas as lareiras. As luzes são apagadas e o narrador - diante do fogo - imagina que lá estão também os fantasmas dos antigos amigos. Lembra de um sagüi - presente para a sua noiva, que ele, por distração, deixara morrer de frio em Belo Horizonte, assim como "matamos, por distração, muitas ternuras". Por fim, pensa em meninos, "em um menino". 13. Aula de inglês - Crítica ao famoso "método Berlitz ", de ensino de línguas através de perguntas e respostas. A professora pergunta em inglês, ao aluno (o narrador), se determinado objeto é um elefante. Após uma cuidadosa análise, ele responde que não. Pergunta, então, se é um livro; prontamente o narrador responde que não. Pergunta se é um handkerchief (lenço) , palavra que o aluno não conhece, mas acha antipática e responde que não. À última pergunta, se é um cinzeiro (ash-tray ), o aluno responde que sim. A reação eufórica da professora faz o narrador sair satisfeito da sua primeira aula. Pensa em comprar um cachimbo inglês e, se encontrasse o embaixador britânico, imagina "entabular uma longa conversação", em que diria que o cachimbo não é um "ash-tray". 14. Caçada de paca - O narrador conta que uma conversa sobre paca o levou a abandonar a rede, onde descansava, embaixo da mangueira e sair à noite para caçar paca, acompanhado por Anti. Depois de muito andar na noite escura, subindo e descendo morro, pensam que viram uma paca, atiram e matam um cachorro. Discutem se havia paca mesmo, mas na verdade estavam bêbados. Chegam de madrugada e as mulheres ainda riem deles. Para o narrador, Deus fez o domingo, o brasileiro armou a rede e o Diabo inventou a paca. 15. A partilha - Dois irmãos se separam e o narrador transcreve o que um deles, o mais velho, diz, enquanto fazem a partilha dos objetos da casa. Ele deseja ficar com a rede, o retrato da mãe e, principalmente, o canivete do irmão mais novo. Enquanto argumenta, as características de cada um vão sendo descritas, do ponto de vista do mais velho, que sabe pescar e lidar com o canivete, além de fazer os consertos da casa. O mais novo ganha mais dinheiro, escreve cartas e tem namorada. Através do monólogo, nota-se que o mais novo ameaça o irmão com o canivete e este lhe dá o conselho de nunca puxar canivete para outro homem, pois é arma de menino. É melhor dar um tiro com garrucha. Diz que se o matasse naquele momento estaria matando um inimigo, não seria como ele "que levantou a arma contra um irmão". Pega o canivete, reclama que o irmão não presta nem para limpá-lo, mas é bom para outras coisas e despede-se. 16. Noite de chuva - Homem está em casa em noite de temporal, após um dia difícil. Antes de dormir, pensa que há muitos anos adia consertar as coisas, dos dentes a um caso sentimental. Começa a dormir quando Joaquina Maria, "negra velha" que lavava as suas roupas, bate na porta e pede ajuda para tirar o corpo do neto dos escombros do barraco, que fora derrubado pelo temporal. Nada está funcionando na cidade. Deixa a velha na entrada da casa, tenta parar uns carros, bebe uma bagaceira e conta a história num botequim , sentindo que era ridículo o que fazia. Volta para casa pensando que de nada ia adiantar se conseguisse telefonar, pois não conseguiria assistência com aquela chuva. Encontra a velha chorando e diz secamente que arrumou tudo "para amanhã de manhã". Ela vai embora, com um ar desamparado. 17. Os perseguidos - Durante a repressão do Estado Novo, o narrador, acompanhado de Moreira, que ficara um mês preso e fora torturado, chegam ao apartamento indicado. O narrador "tem pena e desgosto" de Moreira, que está sujo e mal vestido. Uma empregada de uniforme os atende, pede que entrem e se sentem. É uma sala luxuosa com uma janela imensa com vista para o mar, que surpreende o narrador: o mar dos ricos é mais amplo, puro e azul do que o mar dos pobres, visto lá embaixo. O narrador inspira o ar salgado e limpo e tem a impressão de que aquele ar não é dele e ele nem o merece, já que o ar dos pobres é quente e parado, com poeira e fumaça. 18. A mulher que ia navegar - Mulher é observada pelo narrador, enquanto se desenrola, numa roda de intelectuais, conversa sobre pintura. Além da mulher e do narrador, participam da roda o marido dela, "todo bovino", um pintor, uma senhora, um físico e uma outra senhora desquitada. A mulher, junto à janela, está atenta às mudança de cor em seu braço, provocadas por um anúncio luminoso de um edifício em frente. Quando o marido refere-se a certo pintor com uma palavra vulgar, a mulher o olha com "menos zanga do que tédio" e o narrador sente que ela se preparava para enganá-lo, como "um belo barco prestes a se fazer ao mar". Ela procura e escolhe o físico para ser o " piloto de longo, longo curso" com quem vai navegar. 19. Força de vontade - Narrador conhece comerciante em hotel em Foz do Iguaçu. Ele não tem vícios, é solteiro e mora em São Paulo, com os pais. Durante a conversa, o comerciante comenta que está realizando o último dos seus três ideais: visitar pelo menos um país estrangeiro. Outro ideal, já cumprido, era ter um diploma. Depois do jantar, o narrador cumprimenta o comerciante por ter realizado seu ideal "em duplicata", afinal visitara dois países, Argentina e Paraguai. O comerciante afirma que provou a sua força de vontade e que, para isso, passara por muitas dificuldades. Mais tarde, o narrador o convida para um passeio de carro, ele recusa e fica no saguão do hotel. Quando o narrador volta para buscar a sua lanterna, o comerciante está com um ar "vazio como quem não tivesse coisa alguma a fazer na vida e acabasse de descobrir isto". 20. O espanhol que morreu - Em um bar no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, o amigo do narrador é confundido com um espanhol, já falecido, que freqüentava o lugar, era amigo de todos e amado de Sueli. As mulheres, Sueli e Betty, dizem que são idênticos, com a mesma cara triste e jeito de falar. O amigo do narrador se aborrece, diz que "não é espanhol, não trabalha no comércio e nem sequer está morto". As mulheres contam casos do Espanhol e como foi o seu enterro. O garçom pergunta se ele é irmão do Espanhol. Quando saem, algumas mulheres acompanham os amigos até a escada e o narrador diz ao amigo que aquela despedida era o enterro dele. O amigo, bêbado, sai andando na chuva, falando espanhol e some. O narrador o procura, mas não o encontra e conclui que "na verdade ele é o Espanhol, e morreu". 21. O rei secreto de França - Em Paris, na primavera, o narrador tem um encontro marcado com uma mulher. Enquanto espera chegar a hora, visita o túmulo de Maria Antonieta e conversa, distraído, com o guarda do lugar. Está ansioso e pensa que se sentia o rei secreto da França porque a "mais fina e bela mulher da França" viria ao seu encontro. Corre ao casarão, local do encontro, toma mais dois conhaques. A mulher chega e diz que aquele seria uma despedida, pois partiria para "remotas suécias". Ao sair, vai telefonar, enquanto ele entrega a chave do apartamento 14 à velha "concierge"e paga em dobro. A velha diz para ele nunca perder uma mulher como aquela. A mulher sai da cabine , ele beija a sua mão, ela entra no táxi chorando e o narrador a descreve como "a futura Rainha da Suécia, das distantes suécias e noruegas do nunca mais." 22. Visita de uma senhora - O narrador atende a porta e entra uma moça bonita. Segue-se um diálogo em que o narrador responde "claro" às três primeiras perguntas. A mulher afirma que ele não a conhece, que mora no bairro, é casada, já tinha visto o narrador na praia e pergunta se ele só sabe dizer "claro". Diz que há muito tempo lia o que o narrador escrevia, e que uma vez ele escreveu algo como se conhecesse todos os segredos dela. Depois pergunta se ele é homem mesmo, chama-o de cínico e afirma ser uma pena ele ser tão velho Então o narrador pergunta o que ela deseja, ela responde que "que gosta muito do marido" e de repente começa a chorar. O narrador sugere que ela vá embora. Ela retoca a pintura, despede-se e vai "embora para nunca mais". 23. Praga de menino - O narrador conta que, quando menino, ele e seus amigos jogavam bola na rua, em frente à casa das irmãs Teixeiras . Elas eram "suas inimigas" porque brigavam com eles devido ao barulho que faziam e o receio de que quebrassem alguma das inúmeras janelas da casa. Um garoto trouxe uma bola maior e colorida e um dia essa bola quebrou uma vidraça. Uma das irmãs, depois de brigar com eles, cortou a bola com um canivete. Os garotos se vingaram entrando na casa delas quando não havia ninguém, fizeram uma grande bagunça e roubaram um anel sem valor, uma lata de goiabada, uma faca de cozinha e um martelo. Ninguém descobriu quem foi. Os meninos nunca mais jogaram bola diante da casa das Teixeiras e deixaram de cumprimentar aquela que havia cortado a bola. O narrador não sabe se ela foi feliz, mas "se foi, é porque praga de menino não tem força." 24. Um braço de mulher - Em um vôo Rio de Janeiro- São Paulo, o narrador ocupa-se em acalmar uma senhora sentada ao seu lado, aflita porque o avião, sobrevoando São Paulo, demora a descer. Quando sugere trocar de lugar com a amiga da senhora, ela diz que prefere ter um homem ao seu lado. Ele sente-se útil e responsável. A senhora se acalma e o narrador começa a pensar que realmente estava demorando muito para pousar. Tem a idéia de que a morte deveria ser assim: um nevoeiro imenso... para sempre". No entanto, a senhora volta a se preocupar e o narrador de repente repara que ela tem um braço "belo, harmonioso e musculado ". Então sente-se despertar, e a idéia da morte, antes agradável, agora é "uma coisa sem a delicadeza e o calor, a força macia de um braço ou de uma coxa..." No aeroporto, o marido da senhora agradece formalmente ao narrador, que se sente um intruso, como se tivesse traído aquele senhor. A senhora lhe dá um pequeno sorriso, "vagamente cúmplice". O narrador diz que certamente não a verá mais, mas vai demorar para esquecer de seu belo braço que, "durante um instante, foi a própria imagem da vida". 25. Conto de Natal - Despedidos da fazenda em que trabalhavam, casal de colonos com filho de seis anos caminha em direção à Fazenda Boa Vista, a duas léguas e meia do lugar em que se encontram. A mulher está grávida de oito meses. Começa a chover, ela não pode mais andar. Conseguem carona num carro de bois e chegam à noite na fazenda, que está fechada. Alojam-se junto a um burro e a uma vaca num lugar coberto. Durante a noite, o menino nasce. O carreiro chega e lembra que é Natal. O marido, Faustino, sugere à mulher que chamem o recém-nascido de Jesus Cristo. A mulher não acha graça. O menino de seis anos chama o pai para ver o irmão, embrulhado em trapos em cima do capim. O pai olha. A criança está morta. 26. Lembrança de Zig - O narrador lembra de Zig , o cachorro de sua família, quando era criança em Cachoeiro do Itapemirim. O cachorro era conhecido na cidade por Zig Braga, mordia a todos que estivessem de farda e tinha um profunda amizade por uma gata, com a qual dormia. Essa amizade só se esfriou quando a gata teve cria e os filhotes incomodavam o cachorro. Também seguia pela rua quem saísse da casa e, principalmente, a mãe do narrador, que tinha de prendê-lo quando ia à missa aos domingos. Muitas vezes, ele se soltava e, para desgosto do padre e dos fiéis, cheirava a todos na igreja até encontrar a mãe do narrador, quando então latia e abanava o rabo. Hoje a mãe do narrador está velha e não vai mais à igreja, que é distante. O narrador conclui que Deus deve mandar um santo de vez em quando visitar a sua mãe, na antiga casa e, ao voltar, este deve "se demorar um pouco sob o velho pé de fruta-pão", onde Zig foi enterrado. 27. Os amantes - O narrador conta sobre os seis dias que passou trancado no apartamento com sua amada, sem atender telefone ou abrir a porta, desfrutando de "um entendimento que era além do amor". Na manhã que a fome os deixa tontos, ele sai e compra uvas. No entanto, quando volta, o "pequeno mundo" dos amantes foi invadido (o carteiro está lá, o telefone toca e "agora é preciso atender", as janelas estão escancaradas) e "o milagre se acabara". No "lento olhar" da mulher, entretanto, "ainda havia uma inútil, resignada esperança." 28. O sino de ouro - O narrador conta que, em uma localidade no sertão de Goiás, há um sino de ouro numa pequena igreja, cujo som puro se estende, à tarde, pelas matas e cerrados e dá aos homens pobres do lugar uma "ração de alegria". Os habitantes acham que vivem do sino de ouro, não se importam com nada, fazendo somente o essencial para viver. Não estão interessados em progresso, negócios ou corrupção. O narrador afirma que ouviu essa história de um homem velho, que a contou com espanto e desprezo. Depois, o narrador contou a história para uma criança, cujos olhos diziam que "a coisa mais bonita do mundo deve ser ouvir um sino de ouro". O narrador acredita que Deus, mesmo que não exista, deve ter a mesma opinião. E conclui que nós, quando crianças, temos, dentro da alma, um sino de ouro que com o tempo vai virando "lama e podridão". 29. A primeira mulher do Nunes - Na praça Serzedelo Correia, em Copacabana, o narrador vai tomar um táxi e vê uma mulher bonita, com ar de estrangeira, sentada num banco do ponto de táxi. Tem a impressão de que a mulher o segue com os olhos quando se dirige para o táxi e, ao partir, tem a certeza de que tinha visto Marissa , a primeira mulher do Nunes. Explica que nunca a conhecera, devido a uma série de desencontros, mas chegara a se apaixonar, há uns quatro ou cinco anos, graças à descrição que faziam dela e ao momento ruim porque estava passando. Ela ficou sendo um mito e aquela mulher vista na praça em Copacabana correspondia à imagem que o narrador fazia de Marissa. No rápido olhar que trocaram, o narrador acredita ter "lido" a irônica mensagem de que o destino deles era o de nunca se conhecerem. 30. O cajueiro - Uma carta da irmã do narrador contando sobre a queda do velho cajueiro que ficava no alto do morro, atrás da casa de seus pais, desperta lembranças da sua infância. Ele descreve como os meninos, à medida que cresciam, iam conhecendo a árvore e que, no último verão, levou Carybé para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo um parente querido. 31. Encontro - O narrador encontra casualmente, em um bar, antiga namorada. Compara a sua beleza e jeito de mulher com a imagem que trazia dela quando jovem. Ao despedir-se, o seu olhar lhe dá a certeza "de que nem tudo se perde na confusão da vida e que uma vaga mas imperecível ternura é o prêmio dos que muito souberam amar." 32. O afogado - Homem consegue se salvar de morrer afogado, sem pedir ajuda. Esgotado, deita-se na areia da praia e sente-se superior às pessoas que estão conversando sobre cinema numa barraca próxima - "uma idiota superioridade de quem não morreu, mas podia estar morto". 33. Madrugada - O narrador sonha com a mulher que estivera na festa na sua casa. Acorda de madrugada, vai até a varanda e descreve o nascer do dia, o mar, os pescadores preparando-se para a pesca, os pássaros despertando, o silêncio da casa e as sensações que a madrugada despertava nele. 34. História de pescaria - O narrador conta a pescaria feita por ele, Zé Carlos e Manuel, motivados pela notícia de que um marlin fora visto na Praia Azedinha. Não encontraram o marlin, mas ele fisgou "um olho-de-boi que tinha seus vinte e cinco quilos" e ficou lutando com o peixe durante mais de uma hora. Porém, o peixe quebrou a linha quando a hélice do barco foi ligada, e fugiu. 35. O mato - No entardecer de um dia chuvoso, no Rio de Janeiro, homem se afasta da cidade e anda lentamente por um morro próximo à sua casa. Pensa na nervosa vida da cidade, depois volta a sua atenção para a natureza, sente paz e vontade de se tornar uma árvore, sem desejos e sentimentos - "forte, quieto, imóvel, feliz". 36. Do Carmo - Na praia, o narrador encontra um velho amigo. Conversam sobre o passado, lembram de amigos de vinte anos antes e falam de Maria do Carmo, sua beleza e seu encanto. Esta lembrança os aproxima mais. De repente, correm para o mar e mergulham, com o sentimento de que a água limpa também a poeira que a passagem do tempo vai deixando na alma. 37. Visão - O narrador descreve como, no meio de um dia cinzento, no centro do Rio, a visão de uma mulher que, por um instante, lhe fitou e sorriu de dentro de um carro fez com que se sentisse como um preso que visse "uma parede se abrir sobre uma paisagem úmida e brilhante de todos os sonhos de luz." 38. As luvas - O narrador encontra um par de luvas atirado atrás de uns livros e imagina que sejam de uma mulher que o visitara duas vezes e sumira há mais de uma semana, dizendo que telefonaria. O telefone toca, mas não é a dona das luvas. Ao sair para um jantar, segura as luvas "como se tivesse na mão um problema" e as joga atrás dos livros, "onde estavam antes." 39. As meninas - Narrador recorda a imagem de duas meninas em uma praia, com vestidos compridos, azul e verde, brincando no mar, acontecida há muito tempo. Evoca o sentimento de angústia "leve, quase suave" que a cena produziu nele. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Sem ser um romântico, há tonalidades do Romantismo em seus versos. Nunca pelo estilo e preceitos da Escola, já então superada, mas por um sentimentalismo que neles se esconde. Este, entretanto, é uma constante da alma e de quase toda a poesia portuguesa. Numa de suas composições mais louvadas – O Sentimento dum Ocidental – está o retrato de Cesário Verde, e é como que uma súmula da substância poética de sua obra, somente transfigurada transitoriamente no bucolismo da última fase, o que lhe arrefeceu o tédio, amenizou-lhe o estro, sem, todavia, anular as qualidades que fizeram dele um renovador da poesia portuguesa do século XIX. Na verdade, situa-se no Realismo e antecipa mesmo de muitos anos e em muitos aspectos Sá-Carneiro e Fernando Pessoa, pela temática da inspiração e dos processos poéticos. É, por isso, o precursor do Modernismo em Portugal. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Agustina Bessa-Luís é considerada uma das maiores revelações da literatura moderna e contemporânea de Portugal. A Sibila, romance de 1954, recebido com entusiasmo pela crítica, torna-se o ponto de partida para uma vasta obra voltada para temas universais que, ao mesmo tempo, inserem-se nas vertentes do nacionalismo português, bem como do regionalismo. Em A Sibila, a autora casa perfeitamente os tempos passado e presente, colocando as dúvidas, as angústias e os problemas mais substanciais que determinam a rigidez de personagens que afloram em um espaço agrícola tipicamente regional. No plano da intriga, trata-se da reconstrução da trajetória da família Teixeira e de sua casa secular que caminha da decadência/ruína ao ressurgimento grandioso/triunfal. Situada no norte de Portugal, a casa de Vessada é o motivo primeiro para o registro de situações que ocor rem tanto entre as paredes, quanto nas redondezas da casa. As situações vividas e descritas revelam gradativamente o sistema de valores que rege um universo fechado. Ao mesmo tempo deixam entrever a visão de mundo dos homens e mulheres que povoam esse universo, notadamente a partir de uma força que emanado lado feminino: sob a gestão de mulheres fortes e destemidas, capazes de lutar para o reerguimento de seu patrimônio. O poder de mando da mulher vai se revelando e se efetivando após um incêndio da casa. Quina (Joaquina Augusta) é o destaque do clã feminino, Germa (Germana), sua herdeira que serve de ponte para o futuro. Ao morrer, Quina lega a Germa suacontinuidade (herança) porque em ambas existe a coincidência do estado de equilíbrio. São uma espécie de sibila, detentoras de secretas potências, "alguma coisa que ultrapassa o humano". veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Saindo criança de São Luís para Lisboa, Raimundo viajava órfão de pai, um ex-comerciante português, e afastado da mãe, Domingas, uma ex-escrava do pai. Depois de anos na Europa, Raimundos volta formado para o Brasil. Passa um ano no Rio e decide voltar para São Luís para rever se tutor e tio, Manuel Pescada. Bem recebido pela família do tio, Raimundo loga desperta as atenções de sua prima Ana Rosa que, em dado momento, declara-lhe seu amor. Essa paixão correspondida, encontra, todavia, três obstáculos : o do pai, que queria a filha casada com um dos caixeiros da loja; o da avó Maria Bárbara, mulher racista e de maus bofes; o do cônego Diogo, comensal da casa e adversário natural de Raimundo. Todos os três conheciam as origens de raimundo. e o cônego Diogo era o mais empenhado em impedir a ligação, uma vez que foi responsável pela morte do pai do jovem. Foi assim : depois que Raimundo nasceu, seu pai, José Pedro da Silva, casou-se com Quitéria Inocência de Freitas Santiago, mulher branca. Suspeitando da atenção particular que José Pedro dedicava ao pequeno raimundo e à escrava Domingas, Quitéria ordena que açoitem a negra e lhe queimem as partes genitais. Desesperado, José Pedro carrega o filho e leva-o para a casa do irmão, em São Luís. De volta à fazenda, imaginando Quitéria ainda refugiada na casa da mãe, José Pedro ouve vozes em seu quarto. Invadindo-o, o fazendeiro surpreende Quitéria e o então Padre Diogo em pleno adultério. Desonrado, o pai de Raimundo mata Quitéria, tendo Diogo como testemnha. Graças à culpa do adultério e à culpa do homicídio, forma-se um pacto de cumplicidade entre ambos. Diante de mais essa desgraça, José Pedro abandona a fazenda, retira-se para a casa do irmão e adoece. Algum tempo depois, já restabelecido, josé Pedro resolve voltar à fazenda, mas, no meio do caminho, é tocaiado e morto. Por outro lado, devagarzinho, o Padre Diogo começara a insinuar-se também na casa de Manuel Pescada. Raimundo ignorava tudo isso. Em São Luís, já adulto, sua preocupação básica é a de desvendar suas origens e, por isso, insiste com o tioo e visistar a fazenda onde nascera. Durante a percursoa São Brás, raimundo começa a descobrir os primeiros dados sobre suas origens e insiste com o tio para que lhe conceda mão de Ana Rosa. Depois de várias recusas, raimundo fica sabendo que o motivo da proibiÇão devia-se à cor da sua pele. De volta à a São Luis, Raimundo muda-se da casa do tio, decide voltar para o Rio, confessa em carta a Ana Rosa seu amor, mas acaba não viajando. Apesar das proibições, Ana Rosa e ele concertam um plano de fuga. No entanto, a carta principal fora interceptada por um cúmplice do cônego Diogo, o caixeiro Dias, empregado de Manuel Pescada e forte pretendente, sempre repelido, à mão de Ana Rosa. Na hora da fuga, os namorados são surpreendidos. Arma-se o escânda=lo do qual o cônego é o grande regente. Raimundo retira-se desolado e, o abrir a porta de casa, um tiro acerta-o pelas costas. Com uma arma que lhe emprestara o cônego Diogo, o caixeiro Dias assassina o rival. Ana Rosa aborta. Entretanto, seis anos depois, vemo-la saindo de uma recepção oficial, de braço com o Sr. dias e preocupada com os "três filhinhos que ficaram em casa, a dormir". veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Narrado na primeira pessoa, por Carlos Melo, é o primeiro livro do ciclo da cana- de- açúcar. O que constatamos é que o biógrafo foi superado pela imaginação criadora do romancista. A realidade bruta é recriada através da criatividade do gênero nordestino. É a história típica , natural e sem retoques de uma criança , Carlos , órfão de pai e mãe e que , aos oito anos de idade, vem viver com o avô , o maior proprietário de terras da região- Coronel José Paulino. Carlos é criado sem a repressão familiar e mesmo sem os cuidados e atenções que lhe seriam necessárias diante das experiências da vida. Vê o mundo, aprende o bem e o mal e chega a uma talvez precocidade acerca dos hábitos que lhe eram "proibidos", mas inevitáveis de serem adquiridos. Pela ausência de orientação, torna-se viciado, corrompido aos doze anos de idade. Além dos problemas íntimos do menino desorientado para a vida e para o sexo , temos a análise do mundo em que vivia, visto por Carlos, que é a personagem narradora. Carlos vê o avô como um verdadeiro Deus, uma figura de grandiosidade inatingível. O Engenho é o mundo , um império, de onde o coronel José Paulino dirige, guia os destinos de todos. E , em conseqüência , Carlos considera-se e é considerado pelos servos, escravos e agregados o "coronelzinho" cujas vontades têm que ser rigorosamente realizadas.

Descreve com emoção a vida dos escravos, a senzala, o sofrimento e os castigos do "tronco" . Outra cena a ser destacada é a "enchente" do rio, vista através dos sustos e admiração de Carlos. Uma descrição de grandiosidade bíblica. Também vêm à tona as superstições e crendices comuns entre as camadas populares, como a do "lobisomem". O romance se passa na região limítrofe entre Pernambuco e Paraíba, o que é deduzido através das descrições de paisagem e da vida dos engenhos de açúcar. São mostrados os bandidos , cangaceiros, comuns na região , como única forma de reação social de um povo oprimido . Personagens: Tia Maria- moça que, com ternura, amor, e carinho vai substituir a mãe na memória de Carlos. Tio Juca- tio que , levando o menino da cidade para o engenho, apresenta-lhe o mundo novo do engenho e também o próprio avô. Tia Sinhazinha velha de uns sessenta anos despótica, que dirigia o engenho. Casada com um dos homens mais ricos da região, de quem estava separada desde o começo do matrimônio, esta velha tirânica será o tormento da vida do menino. As negras , os moleques, todos tinham que se submeter à sua dureza e crueldade. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Com este título, o famoso livro de utopia/ficção científica do escritor inglês Aldous Huxley descreve um mundo futuro (não tão admirável), onde as crianças serão concebidas e gestadas em laboratórios, em linhas de produção artificiais, com um controle total sobre o desenvolvimento dos embriões pelos cientistas do Estado. Na década dos 30, quando o livro foi escrito, o espectro de um governo autoritário, armado de recursos de alta tecnologia, obsessionado com a uniformidade e com o controle total da população, eram temas comuns na literatura, devido, evidentemente, ao surgimento apavorante de ideologias totalitárias modernas, como o fascismo e o comunismo de estado. A idéia de clonagem do ser humano, ou seja, a produção científica de milhares de seres humanos perfeitamente iguais uns aos outros, era outro tema recorrente, inspirado em parte pelos avanços da genética, e por outro, pela visão proporcionada pelas fileiras infindas de soldados inteiramente iguais, marchando com passo de ganso nas manifestações de massa do nazismo em Nüremberg. Visões desse pesadelo distópico, brilhantemente imaginado por Huxley vieram à tona nesta semana, com o anúncio, por cientistas escoceses, de que tinham obtido clones perfeitos em duas ovelhas. Os pesquisadores, Keith Campbell e David Solter, do Roslin Institute, de Edinburgh, utilizaram uma técnica bastante conhecida, que já tinha sido usada anteriormente com dezenas de espécies, desde plantas até sapos, mas nunca em mamíferos tão complexos como uma ovelha.
Esta técnica foi inventada por um cientista chamado Gurdon, na década dos 70. Utilizando avanços na cultura de células vivas fora do corpo, e de novos aparelhos de micromanipulação, que permitem ao pesquisador operar delicadamente uma única célula, sem matá-la, Gurdon retirou células já diferenciadas (isto é, formadas embriologicamente) do intestino de uma perereca, extirpou seus núcleos, onde existe o DNA e os cromossomas (o material genético), e os implantou em óvulos, dos quais o núcleo tinha sido previamente retirado. Como resultado, notou que os genes do novo núcleo se desdiferenciavam e produziam um novo ser, totalmente idêntico ao que tinha doado o núcleo. A clonagem, então se tornava possível (no ser humano, a única situação natural em que isso ocorre é nos gêmeos univitelinos). No experimento com as ovelhas, os cientistas fizeram exatamente a mesma, coisa, tendo aperfeiçoado o método de cultura de células, e de implante do embrião recém formado no útero de ovelhas-mães, uma técnica já perfeitamente dominada, e utilizada em grande escala na pecuária para aumentar a qualidade dos rebanhos. Teoricamente, o trabalho abre as portas para a produção em massa de animais clonados. E qual seria a vantagem disso ? Evidentemente, os pesquisadores podem selecionar um doador de núcleos que seja um exemplar perfeito da espécie, para fins econômicos, e "brincar de Deus", como diz o título da reportagem da revista "Veja", ou seja, derrotar os mecanismos lentos e imprevisíveis da seleção artificial por reprodução, e chegar diretamente a milhares de cópias desse exemplar. Outra vantagem é, que conhecendo bem um exemplar, a menor variabilidade biológica do rebanho facilitará sua alimentação, prevenção e tratamento de doenças, e previsão de ganhos ponderais, de produção de lã, etc. A pergunta que todo mundo está fazendo é se isso seria possível crianças com genomas idênticos (é o caso dos gêmeos univitelinos, ou seja, originários da divisão do mesmo óvulo fecundado) têm muitíssimas coisas em comum, inclusive vários aspectos da personalidade e inteligência. É como se uma fosse uma cópia quase perfeita da outra. Atemorizante, porque abre caminho para muitos abusos, principalmente em sociedades autoritárias ou grupos anti-sociais, como aquela seita japonesa que soltou gás no metrô de Tóquio. Do ponto de vista de um casal que quer ter vários filhos, a clonagem poderá ter várias aplicações interessantes. Uma possibilidade medica e eticamente justificada seria aquela em que os pais têm risco genético alto de terem filhos deficientes ou com doenças congênitas. Caso eles tenham a sorte de ter um filho inteiramente normal, poderão clonar o genoma deste para gerar um segundo filho, o qual correrá um risco muitíssimo menor de ter a doença. Creio, mesmo, que esta será uma conduta recomendada rotineiramente pelos geneticistas em tais casos. Uma outra possibilidade correlata é quando os pais estão tão encantados com um filho já nascido (se a criança for excepcionalmente bonita e/ou inteligente, por exemplo), que desejam uma cópia idêntica do mesmo. Assim, correrão menos riscos de ter um segundo filho fora das características desejadas. Esta, evidentemente, já cria alguns problemas de ordem ética e moral; mas não legal, pois se a técnica existe e é segura, não deve cair, a meu ver, sob o escrutínio da justiça: afinal ninguém necessita permissão de um juiz para ter filhos gêmeos univitelinos. Uma polêmica maior é criada quando uma pessoa deseja ter um filho que seja uma cópia perfeita de si mesma. Isso poderá ocorrer em vários casos, de gravidade ética cada vez maior. Primeiro, o da mãe biológica que deseja clonar um filho com o genoma de seu marido ou uma filha a partir de si mesma (neste caso a clonagem eqüivale a uma partenogênese, um evento comum em muitos animais, mas teoricamente muito difícil de ocorrer naturalmente no ser humano). Segundo, o de uma mãe solteira que deseja clonar o genoma de algum grande homem ou mulher (um artista de cinema admirado, um prêmio Nobel super-inteligente, etc.). Será que a Sharon Stone gostaria de doar algumas cé ;lulas suas para essa finalidade ? Teoricamente, ela poderia ter muitas e muitas filhas tão bonitas e inteligentes quanto ela...Terceiro, o de um homem solteiro que deseja clonar a si mesmo, usando uma "barriga de aluguel" (uma mãe não biológica, implantada artificialmente com o embrião). Até aqui, eu ainda acho é tudo relativamente aceitável, do ponto de vista da Ética médica. Nada que seja muito grave ou danoso para a sociedade e para as pessoas. Enquanto estivermos nesse nível, não estaremos invertendo grandemente a ordem natural das coisas (eu até acharia interessante, por exemplo, ter um filho idêntico ao que eu sou. Seria a mesma coisa que tomar conta de mim mesmo, me ver quando era bebezinho, acompanhar e influenciar meu próprio crescimento !). O Papa, evidentemente, não deve concordar muito comigo nesse aspecto, e a Igreja deverá, previsivelmente, ser totalmente contrária a essas idéias. Os problemas ficam realmente feios se um regime autoritário começar a fazer clonagem em massa. Algo, por exemplo, como , estabelecer "linhas de produção" de super-elites inteligentes, fazendo nascer centenas de milhares de Einsteins... Ou então, pegar um super-soldado geneticamente perfeito e absolutamente sociopata, e replicar seu genoma aos milhares. Ou pior, um Sadam Hussein ou um Idi Amim produzindo sucessores idênticos a eles mesmos. Imaginem só o que Adolf Hitler teria feito se tivesse essa tecnologia em suas mãos... veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
O Continente - Intercalada pela história do sítio ao sobrado, onde morre Florêncio Terra e a filha recém-nascida de Licurgo, durante uma revolta em 1895, onde aparecem também os jovens Rodrigo e Toríbio Terra Cambará. Conta-se 150 anos da história do RS até aquele ponto pela vida da família Terra Cambará. A primeira parte é A Fonte, já que o que se segue é a história do personagem que se torna a fonte do qual surge toda a família. É a história do mameluco Pedro Missioneiro, que nasceu em 1745, morou nos Sete Povos das Missões e adquiriu de um padre (seu padrinho, que o batizou com o nome de um homem que um dia quis matar pela amante antes de se tornar padre) uma adaga que passa pela família. Pedro tinha visões que se realizavam, dizia ser filho da Virgem Maria e sai da Missão três meses após a morte de Sepé Tiaraju. A parte é Ana Terra. Ana é a jovem filha de Maneco Terra que ajuda Pedro Missioneiro a se curar após cair ferido, já homem, em seu rancho. Ana Terra se apaixona por Pedro e dele engravida, passando assim a ser desprezada pelo pai e os irmãos, que matam Pedro. Quando o rancho é atacado, seu pai, seu irmão (o outro se mudara e abrira uma venda) e dois escravos são mortos e ela é estuprada, mas sua cunhada e as crianças se salvam disto tudo escondidos. Após enterrar os cadáveres, ela segue para as terras do Coronel Amaral para ajudar na fundação de um povoado chamado Santa Fé. Lá se torna a parteira. Já Um certo Capitão Rodrigo conta a história de Rodrigo Cambará, um anti-herói que chega ao povoado de Santa Fé e se apaixona por Bibiana, neta de Ana Terra e filha de seu único filho Pedro. Bibiana era disputada pelo jovem Bento Amaral, o que leva Rodrigo e ele a duelarem de arma branca. Rodrigo entalha um P na cara do outro, mas leva um tiro traiçoeiro antes de por a perninha do R. Quando o padre lhe visita para dar a extrema-unção, Rodrigo lhe dá uma figa e começa a melhorar. Rodrigo mais tarde se casa com Bibiana, também apaixonada, apesar de contrariada pelo pai Pedro Terra. Rodrigo abre um negócio com Juvenal Terra, primo de Bibiana e começa a se degenerar, traindo Bibiana, bebendo e jogando. Quando uma das filhas do casal, Anita, morre, Rodrigo está jogando e é avisado do estado da menina, mas demora a ir para casa. Quando o faz, revolta-se em negação mas finalmente sucumbe ao choro. Redime-se e torna-se melhor que antes, bebendo após isso tudo um único gole, quando nasce sua nova filha, Leonor, que passa a ser companhia de seu primeiro filho Bolívar. Rodrigo vai então para a Guerra dos Farrapos e, ainda durante a guerra, volta para Santa Fé atacar a residência dos Amarais. Ele ama Bibiana mais uma vez e promete voltar, mas cai com um tiro no peito durante um ataque. A teiniaguá conta sobre Luzia, Florêncio e Bolívar. Florêncio é o folho de Juvenal e melhor amigo de Bolívar durante a infância. Luzia é a neta de um agiota que se estabelece em Santa Fé. Doente mental, Luzia é sádica, como a teiniaguá, uma lenda gaúcha que conta de uma princesa moura transformada em cobra com cabeça de diamante que gosta de ver outros sofrerem, mas sua beleza atrai todos os homens, incluindo Florêncio e Bolívar. Ela se casa com Bolívar depois que este volta da guerra, muito perturbado. Lentamente eles começam a se afastar dos amigos. Por fim (quase tudo isto observado pelo ponto de vista do médico da cidade, Carl Winter) ela demonstra todo sadismo ao continuar em Porto Alegre durante uma visita mesmo estando uma epidemia do cólera acontecendo. Ao voltarem, ambos se trancam no quarto após uma violenta discussão de Luzia com Bibiana. Luzia se sente presa a Santa Fé. Bibiana, que estimulara a união para passara a viver no Sobrado, construído no terreno da casa de seu pai e tomado pelo agiota, sabe como Luzia é má. O doutor finalmente fala com Bolívar e este revela que tudo que queria era fugir para uma guerra. Como eles estão de quarentena no Sobrado, obra de vingança do Coronel Bento Amaral por ser Bolívar filho do homem que lhe talhou o rosto, Rodrigo sai atirando do Sobrado contra os homens que lhe prendiam humilhantemente em casa e cai morto, enviuvando Luzia e deixando órfão de pai seu filho Licurgo. A Guerra conta a história dos anos finais de Luzia e sua disputa com Bibiana pelo amor de Licurgo enquanto este cresce. Luzia está na época com um tumor no estômago, e a preocupação principal de Bibiana é permanecer no Sobrado. Luzia, ao final, perde a guerra não declarada, pois o que queria era um filho cosmopolita, e Licurgo continua em Santa Fé. Ismália conta a história de Licurgo já mais velho trabalhando em Santa Fé com seu melhor amigo, o jornalista Toríbio, pela proclamação da República, tudo enquanto envolvido com o casamento com a prima Alice, filha de Florêncio Terra e a amásia, Ismália. Ismália é uma china (palavra usada até hoje em partes do Rio Grande do Sul que designa uma "mulher da vida") submissa a Licurgo do qual este gosta e permanece assim pelos anos que seguem e engravida dele. A luta pela República enfim tem sucesso e a rivalidade dos Terra Cambará com os Amaral continua com Alvarino e Licurgo, como antes fora com Bento e Rodrigo. As continuações são O Retrato e O Arquipélago. O Retrato - Dividido em quatro partes, conta a história da família Terra Cambará até 1945, completando junto com o Arquipélago mais 50 anos da história do RS. Rosa-dos-ventos conta da chegada de Rodrigo Cambará do RJ logo após a deposição de Getúlio Vargas em 1945, visto apenas sob o ponto de vista dos habitantes da cidade fofocando sobre seu passado e sobre sua atual situação de saúde, política e família, com opiniões variadíssimas. Aparece aqui a explicação para o título do livro: o retrato é uma pintura feita por um pintor de Rodrigo com vinte e quatro anos em que a própria personalidade de Rodrigo, junto com seu passado presente e futuro, parece transpirar. Chantecler mostra o jovem Doutor Rodrigo Terra Cambará chegando a Santa Fé em fins de 1909, idealista, pensando em revolucionar a cidade. Sua primeira empreitada é a campanha civilista pelo candidato Rui Barbosa para presidente, pela qual ele funda o jornal A Farpa. Usando "A Farpa" Rodrigo e seus amigos, especialmente o pintor espanhol anarquista Pepe Garcia, que como o Doutor Winter se sente preso misteriosamente a Santa Fé. Pepe trabalha como tipógrafo n'A Farpa e Rodrigo escreve artigos em favor de Barbosa. Mas Hermes da Fonseca vence a eleição e Rodrigo se desilude com a política. Rodrigo também age com um desprendimento total em relação a dinheiro, presenteando e ajudando muitos, como o jovem Marco a quem ele dá dinheiro para começar uma fábrica, e os vários pobres das favelas de Santa Fé aos quais ele atende gratuitamente, distribuindo comida e alimentos no inverno, apesar da reprovação do anarquista Pepe e de seu positivista amigo, o Tenente Rubim. No plano romântico Rodrigo se enamora de Flora e corteja-a do modo tradicional, muito a contragosto. Sua carne é fraca, no entanto, e ele acaba por se deitar algumas vezes com uma jovem Caré tal qual o pai e outras jovens. Mas ainda assim continua pensando em sua Flora, filha de um arruinado estancieiro, Aderbal Quadros. Também deve se destacar que Santa Fé está toda preocupada com a passagem do cometa Halley, já que diziam que este destruiria a Terra ou envenenaria a todos com sua cauda. O título deste segmento, Chantecler, deve-se ao personagem de uma peça de Rostand que estréia em Paris durante esta época, no qual o personagem principal é um galo imponente que se ilude achando que o sol não nasce sem o seu cantar, tal qual Rodrigo se vê como uma figura capaz de corrigir todos os males de Santa Fé. A sombra do anjo conta a história de Rodrigo já casado e com dois filhos em 1914-15, numa Santa Fé sem Pepe e com adversários inertes. Rodrigo continua fazendo clínica e morando na cidade, enquanto o pai e o irmão passam a maior parte do tempo no Angico, a fazenda da família. O que move a história é, no plano político, a candidatura ao Senado do Marechal Hermes da Fonseca, seu desafeto, e no plano pessoal a paixão que Rodrigo sente por Toni Weber. A família Weber é uma família de músicos austríacos que chegam a Santa Fé, com quem Rodrigo primeiro não simpatiza por serem da pátria aliada a Alemanha a quem odeia em tempos de guerra. Mas após ouvi-la passa a simpatizar com ela e se apaixona por Toni. Quando estes são roubados por seu empresário, Rodrigo arranja que possam permanecer na cidade, trabalhando no cinema às custas de Rodrigo. Numa das visitas ao Sobrado ele finalmente conquista Toni, que também o ama. Eles passam a se encontrar, pouco mas intensamente na casa dela. Um dia ela vai ao hospital de Rodrigo (ele clinicava lá e o doutor Carbone operava) e conta a ele que está grávida. Rodrigo pensa em aborto, em casa-la, em tudo. Mas nada adianta, pois quando ela está para se casar com um colono, ela se mata. Rodrigo confessa ao irmão e ao padre, que cuidam dele. Quando ele vai para o Angico, tenta disfarçar mas acaba contando ao pai, que se desaponta com ele. Rodrigo fica então em sua cama, quase enlouquecido, pensando, delirando, com o mal que fizera àquela que ama. Uma vela para o Negrinho conta já em 1945 sobre os filhos de Rodrigo Cambará reagindo a conjuntura político-familiar do momento. Floriano está a visitar o cemitério e vê a tumba de Toni Weber sem conhecer a história por trás da moça, pensando numa história para escrever. Fala com Pepe no bar, que diz que Rodrigo o traiu e traiu o Retrato. Depois começa a inventariar a família e a pensar no irmão mais novo, o comunista Eduardo. Eduardo está enquanto isto a fazer um discurso comunista na praça a frente do Sobrado enquanto Rodrigo convalesce. Após o discurso Floriano e Eduardo discutem e Rodrigo chama Eduardo para conversar. Floriano vai até o pátio com Maria Valéria, que acende uma vela para o Negrinho do Pastoreio (reza a tradição que ele acha o que foi perdido) para que os Terra Cambará encontrem o que perderam.O Arquipélago - O Arquipélago continua coma história da família Terra Cambará com o Dr. Rodrigo. Entrelaçada por Reunião de Família, a história da família se reunindo após a queda de Vargas, com Rodrigo a beira da morte em 1945 continua a história de Rodrigo e Toríbio. Depois de dois infartos e sofrendo de edema pulmonar, Rodrigo passa ao tempo todo acamado, com a amante num hotel da cidade (ela veio do Rio de Janeiro por conta própria), e os filhos desentendidos. Floriano, o intelectual passivo está apaixonado por Sílvia, mulher de seu irmão Jango, um homem simples. Eduardo milita o comunismo e ataca o pai até em praça pública, enquanto Bibi simplesmente se sente deslocada em Santa Fé, com o segundo marido. Maria Valéria está cega e Flora mantém um casamento apenas de fachada com Rodrigo. A maioria do tempo vêem-se discussões políticas entre Rodrigo, Tio Bicho (amigo da família e confessor de Floriano), Irmão Zeca (filho bastardo de Toríbio que se tornou irmão marista), Terêncio Prates (sociólogo formado pela Sorbonne e estancieiro), acabando sempre na figura de Getúlio Vargas que Rodrigo tanto defende. Rodrigo enquanto isto também desobedece às ordens de Dante Camerino, seu médico (ele chegou a ter um encontro com a amante) e Floriano confessa a Tio Bicho o que sente por Rodrigo. As anotações (Caderno de Pauta Simples) de seu filho mais velho, o escritor Floriano, também intercalam a história. Elas são um preenchimento de lacunas sobre acontecimentos menores da história; reminiscências de infância e adolescência, onde se lembra como se sentia por Rodrigo, o colégio interno onde era um dos amantes da mulher do diretor (eram ambos pederastas); impressões sobre o dia-a-dia daquela reunião; memórias de quando era professor universitário de Literatura Brasileira em São Francisco, onde reencontra Mandy Patterson, a americana que namorara no RJ e o afastou de Sílvia. E aparece também um germe para o romance que pretende escrever, fechando duzentos anos de história, que é na verdade a história da própria família Terra Cambará, dando caráter autobiográfico ao personagem (ele vai afinal, escrever o livro que agora lemos), começando pela história de Pedro Missioneiro, uma que ele não chegou a conhecer já que Ana Terra nunca revelou. Essas duas últimas citações dão caráter autobiográfico a Floriano, já que o autor foi professor de Literatura Brasileira e, bem, escreveu esta história. A primeira parte é O deputado, que conta sobre Rodrigo em 1922, deputado estadual chimango. Mas a desilusão com o partido que ele e seu pai passam a sofrer leva ele a renunciar ao cargo com um discurso inflamado na assembléia municipal. Passa então mais uma noitada no Rio e volta para Santa Fé e discute política com os amigos e se prepara psicologicamente com o irmão para a revolução que eles temem que virá. Lenço encarnado conta sobre a revolução de 23 e a participação dos Cambarás. Por causa das fraudes nas eleições estaduais, começas uma luta entre os borgistas (chimangos, situação, inimigos dos Cambarás) e assisitas (maragatos, oposição, derrotados pela fraude, ironicamente com a participação dos ex-inimigos jurados dos Cambarás) A revolução começa em janeiro e as tropas dos maragatos se reúnem, mas só partem com o consentimento e sob o comando de Licurgo quando Alvarino Amaral decide lutar separado. É um sinal das cicatrizes que ficaram da revolução de 95, quando a filha de Licurgo, seu sogro e um agregado morreram. A coluna dos Cambará leva Miguel Ruas, o promotor que nem sequer gaúcho era; Liroca, quixotesco; a Cacique Fagundes e Juquinha Macedo, dois chefes tradicionais (o primeiro morre); caboclos pegos no meio do caminho (vários dos quais morrem); Rodrigo, Toríbio e Licurgo. Eles marcham pelo estado, andando mais que lutando, e por estas batalhas caem uns e tomam-se munição e outras coisas. Ruas morre na tomada de Santa Fé e Licurgo numa das últimas batalhas, com Rodrigo ao seu lado gritando por um médico, esquecido que ele mesmo era um. Por todo este tempo as mulheres e crianças ficam no Sobrado, Flora desesperada (este capítulo revela que Flora conhece as escapadas do marido, a de Toni Weber em especial) e Maria Valéria cuidando de tudo. A revolução acaba em outubro, com vários mortos e uma paz que manda que o governador reeleito Borges de Medeiros não o seja mais e outras concessões. Um certo Major Toríbio é a parte que relata sobre os três anos seguintes, as revoltas contra Artur Bernardes, presidente na maioria do tempo em que isto se passa (Washington Luís toma posse mais para o fim). Toríbio se junta, contra a vontade de Rodrigo, a Coluna Prestes. Mas ele só é visto mais ao final da história, que se passa a volta de Rodrigo, chocado pela morte da filha (ele leva um ano para se recuperar, ainda assim nem muito) e ainda perturbado com a do pai. Mostra também a partida do quieto Floriano, já com jeito para letras, para estudar em Porto Alegre. Quando finalmente recebe notícias de seu irmão, vindas do já tenente-coronel Rubim, Rodrigo parte para o Rio e Toríbio é liberto da prisão. Chegando ao Sobrado, Toríbio conta de sua experiência com a Coluna Prestes aos mais chegados e como só se salvara de morrer porque um militar cujo a vida Rodrigo salvou era o responsável pela execução. Mas foi preso ainda assim. É importante dizer também que, desiludido com a medicina após a morte de Alicinha, Rodrigo vende a farmácia e a Casa de Saúde aos médicos que o ajudavam, Dante Camerino e Carlo Carbone, fecha o consultório e entrega a administração do Angico ao sogro. O cavalo e o obelisco é a história da Revolução de 1930, mostrada desde poucos meses antes até poucos dias depois. A medida que a tensão cresce vai mostrando-se a confusão de sentimentos sobre o Getúlio Vargas que Rodrigo esgosta e vem a admirar tanto mais tarde. Como o pai, Rodrigo é obrigado a se aliar com os antigos inimigos (Laco Madruga dessa vez) relutantemente. Floriano, já mais velho, parasitando de modo ainda mais relutante em Rodrigo e sentindo-se mal por isso é obrigado pelo pai. Homem de paz, quando durante a tomada da guarnição federal de Santa Fé o pai é ameaçado de morte por um homem que era amigo, Floriano não o mata em defesa do pai, mesmo depois que este já havia sido alvejado pelo Tenente no ombro. Floriano foge então sendo chamado de covarde pelo pai. O homem, Tenente Bernardo Quaresma, estava acuado no escritório, não tendo sentido a explosão das granadas por estar acompanhado de um cachorro, que depois assombrou Santa Fé. Rodrigo acaba por dar o primeiro dos tiros que mata este Tenente, que era apaixonado pela mulher com quem Rodrigo estava traindo Flora na época, uma poetisa. Rodrigo passa a se atormentar pela morte de Quaresma a partir daquele dia. Depois ele se encontra com Getúlio Vargas na estação, faz um discurso dramático e parte para o Rio de Janeiro. Noite de Ano-Bom mostra um único dia: 31/12/1937. Começando com o enterro da mãe de Arão Stein, que se encontra na Guerra Civil na Espanha, financiado por Rodrigo. Eduardo, influenciado por Stein, já principia a militar o comunismo. Floriano se sente um covarde por não ter revelado à Sílvia seus sentimentos, que agora percebe o quanto eram profundos ao vê-la, no dia de seu noivado com Jango. Então se lembra do relacionamento com a americana no RJ que o afastou de Sílvia. Já aqui a história se foca mais em Floriano que Rodrigo e mostra o quão corrompida foi a família desde 1930. O noivado realiza-se sob um clima pesado com Rodrigo defendendo, apesar de ainda não ter digerido, o Estado Novo de todos, inclusive seu irmão Toríbio. Escala também o nazi-fascismo em Santa Fé. Corre tudo relativamente bem, exceto pelo desentendimento entre Toríbio e Rodrigo, até que alguém propõem um brinde à Getúlio Vargas e ao Estado Novo. Toríbio se revolta, faz um pequeno escândalo e sai com Floriano para um baile numa das favelas de Santa Fé. Tentando seduzir uma jovem mulata, mete-se numa briga com o outro pretendente. Floriano ainda ataca um de seus inimigos com uma garrafada (gesto que não pode realizar em prol do pai), mas muita tarde. Toríbio é ferido na virilha e se esvai em sangue, chegando morto ao hospital, suas últimas palavras sendo "Um piazinho de merda..". Do diário de Sílvia vem o preenchimento dos anos seguintes à tragédia, com impressões sobre seus sentimentos em relação a Floriano, quase idênticos aos que este sentia; o casamento infeliz e sem amor com Jango; as dúvidas quanto a sua religiosidade; a correspondência com Floriano; as confidências com e de Arão Stein (de volta da Espanha. Mais tarde expulso do PC, começa a enlouquecer) e Zeca (já usando o nome de Irmão Toríbio). Lembra-se também da infância infeliz e como idolatrava a "gente do Sobrado", sentindo-se em incesto quando dorme com Jango. E registra as reações em relação à guerra, a volta de Pepe Garcia e o que Floriano lhe escreve dos EUA. Encruzilhada, a última parte, tem um título que define a situação em que a família, p país se encontra naquele final de 1945: estão numa encruzilhada da vida. Começa a história com Arão Stein, enlouquecido pela expulsão do PC se matando, enforcado na figueira na paraça central de Santa Fé. Em seguida passa-se seu funeral e enterro (Rodrigo não fica sabendo), onde Rodrigo, Zeca e Roque Bandeira discutem mais uma vez. Stein é enterrado sem ter a alma encomendada, como todo suicida. No Sobrado, Floriano se cruza com Sílvia, abraça-a e beija-a, mas ambos se separam e ela foge. Depois ele e Sílvia tem uma conversa séria e ela lhe entrega para ler seu diário. Antes de lê-lo, Floriano tem a conversa definitiva no qual desabafa tudo o que pensava e sentia sobre sua relação com o pai, cortando definitivamente o cordão umbilical que os prendia, reconciliando-se com ele e consigo mesmo. Rodrigo, já liberado por Dante para voltar ao Rio, manda Sônia, sua amante de volta antes e planeja romper com ela. Floriano sobe até seu refúgio no sótão e lê o diário de Sílvia, sente-se afinado, inveja Zeca por ter com ela uma intimidade que ele nunca terá e finalmente lê a última frase onde ela revela estar grávida. Rodrigo e Flora ouvem isto e ficam felizes. Rodrigo prepara-se então para voltar ao RJ, mas morre antes. Seu funeral se processa como era de se esperar. Na noite de Ano-Bom acontece a festa tradicional, morre Laco Madruga, vê-se todos os personagens por uma última vez e muito é revelado. Floriano planeja construir as pontes que ligarão sua ilha a este Arquipélago de pessoas. E ao final, enquanto o neto de Alvarino Amaral, admirador do escritor e conterrâneo Floriano Cambará, compõem seu primeiro poema e pensa em se aconselhar com ele, Floriano escreve as primeiras linhas de seu romance catártico que contará a história de sua família: as primeiras palavras de O Tempo e O Vento. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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