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Os anos mais antigos do passado - Carlos Heitor Cony
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Nesse romance de 1979, o Autor elabora uma trama com a nítida intenção de homenagear as pessoas humildes, simples e puras. Já na epígrafe da narrativa, "Todo aquele, pois, que se fizer pequeno como este menino, este será o maior no reino dos céus.". nota-se a vontade de elevar os puros, os inocentes e os ingênuos. Na linha da novela picaresca — vide o Dom Quixote de La Mancha, de Cervantes —, em que o personagem desloca-se por um espaço indefinido, à cata dos conflitos, para resolvê-los heroicamente, Viramundo vive uma seqüência de peripécias acontecidas no Estado de Minas Gerais, contracenando com personagens dos mais variados matizes e comportando-se sempre como o bem-intencionado, o puro, o ingênuo submetido às artimanhas e maldades de um mundo que ainda não está de todo resolvido. Andarilho, louco, despossuído, vagabundo, idealista. Marginal em uma sociedade que não entende e em que não se enquadra, o Viramundo instaura um sentimento de ternura e de pena por todos aqueles que, em sua simplicidade, sofrem o descaso, a ironia, a opressão e a prepotência. Como o Quixote, com a sua amada Dulcinéia, e como Dirceu, com a sua adorada Marília, Viramundo põe em suas ações tresvariadas a esperança de realizar-se emocionalmente com a sua idealizada e inalcançável Marília, filha do governador de Minas Gerais. Sua ilusão alucinada é reforçada pelos pseudo amigos que o enganam com falsas cartas de amor e incentivam sua loucura mansa e seu sonho impossível. Viramundo conhece que o mundo é uma grande metáfora e o trata com idealismo como se ele fosse real. Consertar o mundo é sua missão e ele se dedica a ela com toda a força de sua decisão, não se deixando abalar pelo insucesso, pelo ridículo, pela violência ou pelo vitupério. Em seu delírio, o irreal e o real andam de mãos dadas, não há a separação entre o concreto e o abstrato, e por isso o herói não se abala física ou emocionalmente com nada com que se defronte: não teme os fortes, os violentos; não se assusta com fantasmas e nem com ameaças; aceita resignadamente o que a vida lhe reserva. Percebe-se aqui que, além de pícaro, nosso herói pode ser considerado como bufão, pois jacta-se tolamente sobre supostas capacidades de resolver as injustiças e o desacerto do mundo. Não tem qualquer ligação definitiva com a vida; não assume compromissos; é desprezado e usado por aqueles com os quais se relaciona. A pureza deste aventureiro é a crítica à hipocrisia das relações humanas em um mundo que perdeu o sentido da solidariedade e da fraternidade. Sua alegria ingênua e desinteressada opõe-se ao jogo bruto dos interesses malferidos, ao conservadorismo e à arrogância. Porta-voz dos loucos, dos mendigos, das prostitutas, o Viramundo conhece os meandros da enganação e da falsidade dos políticos e dos poderosos. A crítica à mesmice, ao chavão e ao clichê faz-se pela presença da paródia a muitos autores e personagens historicamente conhecidos. Viramundo não era conhecido, mas termina por criar fama em razão dos casos incríveis em que se envolve. Sob a aparência imunda de um mendigo está um sujeito com cultura geral incomum. Sua fala de homem conhecedor surpreende e sua experiência de ex-seminarista e ex-militar confunde e admira aqueles com quem convive. Sua esquisitice e suas respostas prontas a todas as indagações fazem com se acredite tratar-se de um louco manso e inofensivo. Outro aspecto interessante é a exploração da temática da loucura. O Autor parece convidar o leitor a uma reflexão sobre a origem e o convívio com a idéia da excentricidade do comportamento humano. Viramundo pode ser considerado um louco, mas quem não o é? O que a sociedade considera loucura? Como classificar e tratar os indivíduos que atuam em dissonância com aquilo que se considera normalidade? A sociedade mostrada no romance está povoada de tipos que comumente chamamos de loucos: os habitantes de Mariana agem desvairadamente ao tentar linchar Dª. Peidolina; o diretor do hospício é mais estranho que os próprios internos do manicômio; o capitão Batatinhas é absolutamente alienado. Há no decorrer de toda a narrativa o questionamento da fragilidade dos limites entre a sanidade e a loucura. No limiar da consumação de sua caminhada, Viramundo mudou. No começo era idealista e cheio dos cometimentos da paixão. Manteve-se assim durante muito tempo até encarar a dura realidade da convivência humana. A série de acontecimentos em que figura como perdedor física e emocionalmente faz com que se desiluda. Descobre que as cartas de amor eram falsas; os amigos eram falsos; sua crença era falsa. Por todo lado só encontra sofrimento, opressão, hipocrisia. Está só, absolutamente só, e a solidão é tudo que lhe resta. Seu fim é emblemático. Morre vitimado pelo próprio irmão. Paga por um crime que não cometeu. A intertextualidade bíblica é evidente: compara a trajetória e o comportamento de Viramundo com a Via-Sacra do Cristo, em todos os sentidos, inclusive no sacrifício final. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
É dividido em cinco atos. No primeiro apresenta-se o martírio de São Lourenço ao morrer queimado. No segundo ato São Lourenço, São Sebastião e o Anjo da Guarda impedem que Guaixará (rei dos diabos) e seus servos Aimbirê e Saraiva destruam uma aldeia indígena com o vício e o pecado. No terceiro os dois servos demônios torturam Décio e Valeriano, responsáveis pela morte de São Lourenço. No quarto o temor de Deus e o Amor de Deus mandam sua mensagem de que os índios (público-alvo de José de Anchieta) devem amar e temer a Deus que por eles tudo sacrificou. O quinto é um jogral de doze crianças na procissão de São Lourenço. Assim como os outros autos de José de Anchieta, este auto tem como objetivo a catequese dos índios e usa elementos indígenas (foi escrito em tupi e espanhol principalmente) para torná-los católicos. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A temática da peça está profundamente ligada à realidade vivida pela sociedade portuguesa da época de Gil Vicente: o desejo de ascensão social da pequena burguesia, que vê no casamento numa forma de consegui-la, o oportunismo, o desprezo pela vida camponesa e o prestígio das maneiras cortesãs, a ignorância do rústico, embora rico camponês e sua ingenuidade, a falta de escrúpulos (núcleo da peça). O desenvolvimento do capitalismo reforçou o poder do monarca e provocou a decadência da nobreza feudal. A riqueza vinda do comércio ultramarino tendia a ser grande base do prestígio social. A aristocracia dependia dessa riqueza e procurou diminuir sua importância desprezando-a e valorizando a origem de sangue, a educação, a fineza, as boas maneiras, a honra e a coragem, enfim os ideais cavaleirescos. E como a nobreza mesmo decadente, ainda conservava grande prestígio social, acabou por impor o estereótipo do cavaleiro como modelo a que deviam aspirar todos aqueles que queriam pertencer à classe superior. A burguesia (comércio e finanças) procurou imitar esse figurino com desejo de ascensão social. Passaram então a imitar os nobres sonhando subir na escala social, mas isso tornou-se cômico e ridículo. É mais ou menos o que acontece em Inês Pereira. Inês, jovem cansada de trabalhar, quer casar.

Lianor Vaz lhe arranja um noivo, Pêro Marques, que ela recusa por ser falastrão (quer um marido discreto, mesmo que pobre). Então Latão e Vidal, dois judeus casamenteiros, lhe arranjam o escudeiro Brás da Mata, com quem se casa. Brás é caloteiro e nunca paga seu moço, Fernando. Logo após o casamento Brás vai para o Norte da África tornar-se cavaleiro, mas é morto por um pastor mouro ao fugir da batalha. Livre deste casamento Inês se casa com Pêro Marques. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A implantação de ciclos institui o regime de progressão continuada que determina uma re-significação ao processo de avaliação e da aprendizagem dos alunos, alem de uma nova concepção dói processo de aquisição e produção do conhecimento, como processo de construção, onde o aluno é sujeito da ação constrói significados a partir de relações dos homens com o mundo entre si. Além dissom, provoca um confronto copm a lógica dominante da instituição escolar.

Condições para êxito:
• Agrupar alunos segundo idade cronológica e novel de progresso;
• Avaliação contínua de alunos e professores;
• Existência de programas que promovam diversidade de ensino;
• Adaptação da escola ao nível de desenvolvimento de seus alunos.

Recursos:
• Infra-estrutura escolar para os agrupamentos;
• Profissionais com possibilidade de trabalhar instrumentado de avaliação diagnosticas;
• Disponibilidade de tempo docente;
• Manutenção de registro sistemático do desenvolvimento de cada aluno
na LDB 9394, no artigo 23, há alternativas pra organização do ensino. A implantação requer uma reflexão coletiva e construção de novas propostas e respostas que garantam a democratização do ensino. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende”.

Há muitos anos nos Estados Unidos, governantes da Virgínia assinaram um tratado de paz com os índios das Seis Nações; com o tratado os governantes mandaram cartas aos índios para que enviassem alguns de seus jovens às escolas dos brancos. Os chefes responderam agradecendo e recusando. Explicavam que reconheciam as diferenças entre os seus povos, e que de nada seria útil, os conhecimentos dos brancos no modo de vida que eles tinham.
A importante questão escrita nesta carta é a reflexão de que a escola não é o único lugar onde se acontece a educação. Existe a educação de cada categoria de sujeitos de um povo; ela existe em cada povo, ou entre povos que se encontram, de forma livre, podendo ser uma das maneiras que as pessoas criam para tornar comum uma idéia, uma crença, trabalho ou como vida.Tornando a educação uma fração do modo de vida dos grupos sociais que criam e recriam, entre tantas outras invenções de sua cultura, em sua sociedade, seja na família, na comunidade, na igreja construindo um conjunto de ideais, trocas de símbolos, qualificações, esta é a sua força.
A fraqueza da educação acontece, quando se existe o interesse político imposto sobre ela e, através de seu exercício.
Há lugares que a educação existe onde não há a escola, mas por transferência de saber de uma geração a outra. O homem que transforma, com o trabalho e a consciência, a natureza em cultura aprendeu com o tempo a transformar partes das trocas feitas no interior desta cultura em situações sociais de aprender-ensinar-aprender. Utilizando símbolos, intenções, padrões de cultura e relações de poder. A relação entre a criança e a natureza, são situações de aprendizagem. A criança vê, entende, imita e aprende com a sabedoria que existe no próprio gesto de fazer a coisa. Em tribos, a menina aprende com as companheiras de idade, a mãe, as avós, as irmãs mais velhas magias e artesanato, enquanto os meninos aprendem entre os jogos e brincadeiras de seus grupos de idade a aprenderem com os pais, tios, avôs e guerreiros, práticas indígenas de caça, pesca e feitiços. Neste âmbito de vista, a educação é uma fração de experiências endoculturativa. Todos os povos sempre traduzem de alguma maneira esta lenta transformação que a aquisição do saber de vê operar. Ajudar a crescer, orientar a maturação, transformarem, tornar capaz, trabalhar sobre domas, polir, criar, como um sujeito social, a obra, de que o homem natural é a matéria-prima.
Quando a sociedade alcança um estágio mais complexo enfrenta a questão da divisão do trabalho e começa a repensar em processos de transmissão do saber passo a passo, espaços, sistemas, tempos, regras práticas, tipo de profissionais e categorias de educandos.
O ensino formal é o momento em que a educação se sujeira à pedagogia (a teoria de educação), cria situações próprias para o exercício, produz os seus métodos, estabelece suas regras e tempos, e constitui executores especializados. É quando aparecem a escola, o aluno e o professor.
Quando o trabalho e bens passam a ser divididos, começam a gerar hierarquias sociais e se afirma a comunidade. Aparecem as categorias de saber e as de ensinar, a saber. Este é o começo do momento em que a educação vira o ensino, que inventa a pedagogia, reduz a aldeia à escola e transformam-se “todos” no educador. O grupo reconhece no chefe, no feiticeiro, no artista, no escravo a vocação ou por origem, e espera de cada um deles como trabalho social qualificado por um saber. Gera a desigualdade da educação de “homem comum” ou de “iniciado” que cada um deles diferentemente começa a receber. Meninos e meninas são isolados do resto da tribo e se envolvem de ensino forçado, e duras provas de iniciação. Todo trabalho pedagógico da formação destes jovens é conduzido por educadores escolhidos entre todos para este ofício, meninos saem jovens guerreiros e as meninas moças prontas para a posse de um homem, uma casa e alguns filhos. Até aqui o espaço educacional não é escolar. Ele é o lugar da vida e do trabalho: a casa, o templo, a oficina, o barco, o mato, o quintal. O espaço que apenas reúne pessoas e tipos de atividade e onde viver o fazer faz o saber. O exercício social do poder ainda não foi centralizado por uma classe como um Estado, existe a educação sem haver a escola e existe a aprendizagem sem haver o ensino especializado e formal. Em nome de quem os constituem educadores, estes especialistas do ensino aos poucos tomam a seu cargo a tarefa de assumir, controlar e recodificar domínios, sistemas, modos e usos do saber e das situações coletivas de distribuição do saber.
Aos poucos acontece com a educação o que acontece com todas as outras práticas sociais (a medicina, a religião, o bem-estar, o lazer) sobre as quais um dia surge um interesse político de controle.
A palavra escrita parecer ter surgido em sociedades-estado enriquecidas, como entre os egípcios ou entre os astecas. Primeiro sendo usada pelos escribas, para fazer a contabilidade dos bens dos reis e faraós só mais tarde pé que foi usada também pelos poetas para cantarem as coisas da aldeia e de sua gente, a educação. Por toda parte onde ela deixa de ser totalmente livre e comunitária (não escrita e é presa na escola, entre as mãos de educadores a serviço de senhores, ela tende a inverter as utilizações dos seus frutos: o saber e a repetição do saber).
A educação escolar é uma invenção recente na história de cada uma. Da maneira como existe entre nós, a educação surge na Grécia e vai para Roma, ao longo de muitos séculos, da história espartanos, atenienses e romanos. Deles deriva todo o nosso sistema de ensino.
Os primeiros assuntos e problemas da educação grega foram os dos ofícios simples dos tempos de paz e de guerra. Começaram a envolver o saber da agricultura e do pastoreio, do artesanato de subsistência cotidiana e da arte, princípios de honra e solidariedade e fidelidade a polis, a cidade grega. Ali começam as normas de trabalho, de vida ao qual os gregos acabaram chamando de teoria.
Busca no homem livre a plena participação na vida da polis. Paidéia formação do homem para a vida da polis, é o que se pensava na educação. A primeira educação que houve em Atenas e Esparta foi praticada entre todos, porém não havia escola. Esta formação é entre os sete aos catorze anos através do desenvolvimento de todo o corpo e toda a consciência. Aprende com o mestre-escola a verdadeira educação do jovem aristocrata, é o fruto do lento trabalho de um ou de poucos mestres que acompanham o Educando, nobre-guerreiro, toda a educação fora do lar e da oficina por muitos anos. É uma empresa particular, mesmo quando não é paga, e restrita a pouca gente.
Apenas quando a democratização da cultura e da participação na vida pública coloca a necessidade da democratização do saber, é que surge a ESCOLA aberta a qualquer menino livre da cidade-estado. A escola primária surge em Atenas por volta do ano 600 a.C. Surgem as escolas de bairro onde um humilde mestre-escola, “é reduzido pela miséria a ensinar”, leciona as primeiras letras e contas. O menino livre e plebeu em geral pára nela. O menino nobre passa por ela depressa em direção aos lugares e aos graus onde a educação grega forma de fato o seu modelo de “adulto educado”. Os pobres devem exercitar a agricultura ou em uma indústria qualquer e os ricos se preocupam a com a música e a equitação. E entregar-se á filosofia, à caça e “freqüência aos ginásios. Os educadores eram mestre-escola e artesãos-professores, que instruíam para o trabalho, e os escravos pedagogos e educadores nobres ou de nobre educavam para a vida e o poder que determina a vida social”.
Pedagogos eram escravos velhos quase sempre cativos estrangeiros que conduziam as crianças a caminho da escola de primeiras letras, esses eram afinal seus educadores muito mais do que os mestres-escolas. Eles conviviam com a criança e o adolescente e, mais do que os pais faziam a educação dos preceitos e das crenças cultua da polis. O pedagogo era o educador por cujas mãos a criança grega atravessava os anos a caminho da escola, por caminhos da vida.
Os gregos foram guerreiros, músicos e ginastas a educação era ética e artística era uma cultura pouco acostumada a separar a verdade da beleza. O homem livre era imposto pela polis, já o homem maduro para o serviço á comunidade e projeto político. Assim, o ideal da educação é reproduzi uma ordem social idealmente concebida como perfeita e necessária, através da transmissão, de geração a geração, das crenças, valores e habilidades que tornavam um homem tão mais perfeito quanto mais preparado para viver a cidade a que servia.
O formador de jovens, o educador, o filósofo-mestre, como Sócrates, Platão e Aristóteles, reúnem à sua volta os seus alunos, em suas escolas superiores. A escola filosófico-iniciática de Pitágoras, que interna educandos, cria regras próprias de conduta e lhes absorve boa parte do tempo da juventude, antecede a Academia de Platão, o Liceu de Aristóteles e a Escola de Epicuro. Mas são os filósofos sofistas os que democratizam o ensino superior, tonando-o remunerado e aberto a todos os que podem pagar.
Os sofistas transformam a educação superior em um tempo de formação do orador, onde a qualidade da retórica tem mais valor que a busca desinteressada da verdade, exercício dos nobres dos períodos anteriores.
Com o tempo a educação clássica passa a ser questão do Estado, pública. Aristóteles exige do Imperador leis que regulem direitos e controlem o exercício da educação. Atrás das tropas de conquista da Alexandre Magno, os gregos levam as suas escolas para todo o mundo.
Assim, a educação grega não é dirigida à criança no sentido cada vez mais dado a ela hoje em dia. É uma educação contra a criança, que não leva em cont o que ela é, mas olha para o modelo do que pode ser, e que anseia torna-la depressa o jovem perfeito e o adulto educado.
Esta educação humanista olha para o homem todo formado de aprender a teoria e praticar o gesto que constroem o saber e o hábito do homem livre. Conduz o sábio a viver a própria vida, o modelo de um modo de ser idealizado, tradicional, que é missão da Paidéia conservar e transmitir.
A educação do homem é o resultado da ação de todo o meio sociocultural sobre os seus participantes. É o exercício de viver e conviver o que educa. E a escola de qualquer tipo é apenas um lugar e um momento provisórios onde isto pode acontecer.
Entre os romanos o trabalho é entre todos e o saber é de todos. Os primeiros reis de Roma punham os súditos as mãos no arado e lavravam a terra.
Como entre os índios, a educação dos camponeses latinos é comunitária e existe difusa em todo o meio social.A educação da criança é uma tarefa doméstica, começava a aprender com os mais velhos, e quase tudo o que aprendia era para saber e preservar os valores do mundo dos mais velhos, dos seus antepassados. Essa educação busca a formação da consciência moral, não há formação física e intelectual. E sim dedicada ao trabalho com a terra formação do homem para o trabalho e a vida, para a cidadania da comunidade igualada pelo trabalho.opõe-se e defende a criança a ser entregue cedo a alguma forma de educação estatal, militarizada, fora do lar. Entre os romanos os primeiros educadores de pobres e nobres são o pai e a mãe. Mesmo os mais ricos, senhores de escravos, não entregam a um servo-pedagogo ou a uma governanta o cuidado dos filhos. Aos sete anos recebe da mãe o aprendizado a afeição, ele passa para o pai, que não divide se quer com o mestre-escola o direito de educá-lo. Na educação romana o modelo ideal é o ancestral da família, depois da comunidade.
Quando uma nobreza Romana enriquecida com a agricultura e o saque abandona o trabalho da terra pelo da política, a educação deixa de ser o ensino de formar o pastor, o artífice ou o lavrador. O sistema comunitário da base pedagógica familiar compete com outros, começa a aparecer à oposição entre o ensino de educar dos pais, dos mestres-pedagogos que convivem com os educandos e os acompanham.
O ensino elementar das primeiras letras apareceu em Roma antes do século IV século a.C. Um tipo e ensino que podemos identificar com o secundário na metade do século III a.C; e o ensino superior, apareceu pelo século I a.C. Mas, durantes quase toda a sua história, o Estado Romano não toma a seu cargo a tarefa de educar, que ficou deixada à iniciativa popular, como ao tempo em que os reis aravam a terra. Só depois do advento do Cristianismo, por volta do século IV d.C. é que surge se espalha por todo o Império a Schola Publica, mantida pelos cofres dos municípios.
O educador caminha atrás dos passos do general. A educação do conquistador invade, com armas mais poderosas do que a espada, a vida e a cultura dos conquistados. A educação serve aos filhos dos soldados e funcionários romanos sediados entre os povos vencidos e impõe sobre eles à vontade e a visão de um mundo do dominador.
Uma outra maneira de se ver a educação é o que dizem os leg8isladores, pedagogos, professores, estudantes e outros sujeitos como filósofos e cientistas sociais.
Pelas leis do ensino o país garante: “A educação é direito de todos e será dada no lar e na escola... Á família cabe escolher o gênero de educação que deve dar a seus filhos... O direito à educação é assegurado: pela obrigação do poder público e pela liberdade de iniciativa particular...” Vamos encontrar várias definições para a palavra educação, como é o desenvolver as faculdades físicas, intelectuais e morais da criança; adaptar as futuras gerações adultas a vida social, trabalho sistematizado, seletivo, orientador.
Porém não há apenas idéias opostas ou idéias diferentes a respeito da educação. Há interesses econômicos, políticos e pessoais de grupos. Para quem controla muitas vezes definir educação e legislar sobre ela ocultando a parcialidade de seus interesses.
Há ainda a desavença entre educadores entre diferenças de fundamentos na diferença entre modos de compreender o que o ato de ensinar afinal é, e a que e a quem ele serve.
De acordo com as idéias de alguns filósofos e educadores, a educação é um meio pelo qual o homem desenvolve potencialidades biopsíquicas inatas, mas que não atingiram a sua perfeição sem a aprendizagem realizada através da educação. E com a prática coletiva que a sociedade formada pela individualidade das pessoas cada pessoa as suas instituições dever servir assim a educação, como idéia(filosofia), como instituição(escola), como prática(ato de educar) ser realizada como um serviço coletivo que se presta a cada indivíduo, para que ele obtenha dela tudo o que precisa para se desenvolver individualmente.
Foram os primitivos, de maneira natural, que descobriram que na prática o fim da educação é os interesses da sociedade. A consciência de que o saber que se transmite de um ao outro deve servir de algum modo a todos.
Entre os gregos, a separação do trabalho braçal, para a formação do homem político. Em Roma a preocupação em formar o cidadão. No mundo ocidental com a difusão do Cristianismo, as elites da sociedade tornassem posse da mensagem cristã de militância e salvação, elite ociosa e seus intelectuais sacerdotes, filósofos e artistas puderam imaginar com puras a vida, a arte, a ciência e até mesmo a educação.
A educação afinal é pensada como o exercício do educador sobre a alma do educando, com o propósito de purificá-lo do mal que existe na ignorância do saber que conduz a salvação.
Da Antigüidade decadente a Idade Média, foi preciso esperar muitos séculos para que de novo os brancos civilizados aprendessem a repensar a educação como os índios. (carta enviada a Benjamim Franklin).
A educação é então uma prática social, cujo fim é o desenvolvimento do que na pessoa humana pode ser aprendido entre os tipos de saber existentes em uma cultura, para formação de sujeitos, de acordo com as necessidades e exigências de sua sociedade, em um momento da história de seu próprio desenvolvimento. Atuando sobre a vida e o crescimento da sociedade, tanto as sua forças produtivas, quanto no desenvolvimento de seus valores culturais. Segundo Durkheim conclui-se, que o ponto fraco das idéias pedagógicas que avaliou está na crença ilusória de que há, ou deveria haver, uma educação ideal, perfeita, apropriada a todos os homens, indistintamente. Deveria cada tipo de sociedade real, histórica, criar e impor o tipo de educação de que se necessita.
A educação era pensada como alguma coisa que preserva, que conserva, que resguarda justamente de se mudarem, de se perderem, as tradições, os costumes e os valores de um povo cultura ou uma civilização. Porém pessoas educadas são agentes de mudança, promotores do desenvolvimento. É para torná-los mais do que cultos agentes, que a educação dever ser pensada e programada.
Foi a luta pela democratização do ensino que resultou na escola pública. Resultou no reconhecimento político do direito de estudar para todas as pessoas, através de escolas gratuitas, de ensino leigo, oferecido pelo governo.
Há quem diga que isto foi o resultado de um confronto dentre liberais e conservadores, onde políticos liberais pregarem idéias de uma educação voltada para a vida, à mudança o progresso, a democracia, traduziam ao mesmo tempo o imaginário democrático de seu tempo e por outro lado os tradicionais que serviam aos interesses de novos donos do poder e da economia.
Pode se dizer que quem entra e sai das escolas que a educação capitalista cumpre a sua função de reproduzir e consagrar a desigualdade. Há leis de ensino que afirmam com fé de ofício dos valores de uma suposta democracia feita através da educação. Afirmam como idéia o que nega como prática é o que move o mecanismo da educação autoritária na sociedade desigual.
A educação seve como reprodução da desigualdade e á difusão de idéias que legitimam a opressão, em outro pode servir á criação d igualdade entre os homens e á pregação da liberdade.As pessoas são um produto da educação, porém precisa –se levar em conta que determinados tipos de homens criam determinados tipos de educação, para, que, depois ela recrie determinados tipos de homens. Deixemos de identificar a educação com a escolarização, pois a escolarização formal, oficial, programado e técnica, são instrumentos de desigualdade e alienação. A educação existe em toda parte e az parte de existir entre opostos. Quando o fruto do trabalho acumula os bens que dividem o trabalho a sociedade cria categorias de trabalhadores do saber e do ensino.
É a partir daí que a educação aparece como propriedade, como sistema e como escola. O controle sobre o saber oficial transforma em instrumento político de poder. É preciso compreender que a educação existe em muito mais situações do que dentro do sistema e na sala de aula.
Acreditar que o ato humano de educar existe tanto no trabalho pedagógico que luta na rua por um outro tipo de escola, para um outro tipo de mundo, um reino de liberdade e igualdade buscado pelo educador. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
A mortalha de Alzira é o oitavo romance de Aluísio Azevedo, já conhecido do público leitor por obras como O mulato, de 1881. Publica A mortalha de Alzira sob o pseudônimo de Vítor Leal, em forma de folhetim, no jornal Gazeta de Notícias, de 13 de fevereiro a 23 de março de 1891. Em 1892 A mortalha de Alzira será publicado em volume, alcançando muito sucesso: foram vendidos 10.000 exemplares em três anos, o que, na época, foi considerado um recorde. A mortalha de Alzira é o único livro do autor que se passa na sua íntegra fora do país, na França, no período do reino de Luís XV, século XVIII, nos arredores de Paris. Sua história é a eterna luta entre a fé e o erótico: o padre Angelo busca desesperadamente reprimir sua paixão pela cortesã Alzira. Mostra também Aluísio Azevedo a corrupção da Igreja, sua ligação com a aristocracia em processo de decadência. Aluísio Azevedo viveu num período em que a luta da fé contra o livre pensamento estava na ordem do dia: no Brasil, o comportamento do clero, devasso e corrupto, levava os escritores a uma posição anticlerical, e A mortalha de Alzira pode ser considerado um documento nesse sentido. Os romances-folhetins eram em geral romances românticos, mas, quando do início da escola naturalista, faziam muito sucesso os elementos naturalistas que, convivendo com a intriga romântica, passaram a aparecer nos folhetins. Neste momento, na França, havia uma forte onda anticlerical, com a campanha pela criação das escolas leigas.

Da França (Zola) e Portugal (Eça de Queirós) vieram as principais influências da escola naturalista, inaugurada por Aluísio Azevedo com O mulato. Em A mortalha de Alzira encontramos elementos românticos (sonhos, devaneios) e naturalistas. A corrente naturalista no Brasil seguiu o período de mudanças profundas por que passava a sociedade brasileira: decadência da estrutura agrária; fim da guerra do Paraguai; movimentos abolicionistas; luta da Igreja Católica contra a Maçonaria; a vida urbana e seus trabalhadores livres; revolução nas ciências. Em todo o mundo, houve avanços nas pesquisas científicas e na avaliação da importância do conhecimento científico. Falava-se do mundo racional, em oposição ao mundo fantasioso e cristão, de verdades absolutas, do período medieval. A literatura da era "materialista" no Brasil desdenhará o sentimento, e com ele o sentimentalismo romântico, indo buscar a "verdade" dos fatos precisamente observados e recolhidos documentalmente. É neste contexto que as questões individuais de anomalias de comportamento (como o sacerdote, de A mortalha de Alzira) tiveram um preponderante papel: ao investigar através da ciência que se desenvolvia à época o comportamento humano, os autores naturalistas queriam afirmar os condicionamentos do meio sobre o indivíduo; com isso, denunciavam a injustiça de certas instituições e mostravam alguns comportamentos perturbados ou doentios daí decorrentes. Em A mortalha de Alzira o crítico Moisés Massaud considera inovador o fato que o histérico seja um homem, no caso um padre; pois, até então, eram as mulheres as histéricas, e vários romances à época trataram do tema da histeria feminina. Também considera importante o fato de que Aluísio Azevedo denuncia a educação recebida pelo sacerdote como a razão de seu infortúnio, por não lhe ter permitido escolher um outro destino. A figura do médico, muito comum nos romances naturalistas, também está presente em A mortalha de Alzira (o dr. Cobalt), confundindo-se com o próprio romancista, pois é quem investiga o comportamento da personagem/paciente. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Do mesmo modo que o Diário íntimo, os originais de O cemitério dos vivos estão na Seção de Manuscritos da Biblioteca Nacional, onde deram entrada por volta de 1949. Compõem-se de folhas de papel almaço, tiras e folhas sem pauta, escritas à tinta e a lápis. Organizados por Francisco Assis Barbosa, foram publicados em 1956 pela Editora Brasiliense na coleção de obras completas do escritor. Foi nesta edição que baseamos nosso texto. Em caso de dúvida, recorremos à edição de 1993, da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro (Biblioteca Carioca), organizada por Ana Lúcia Machado de Oliveira e Rosa Maria de Carvalho Geno, intitulada Diário do hospício. Ao contrário de Diário íntimo, composto de observações pessoais que não visavam à publicação, aqui encontramos anotações para um romance que nunca foi terminado, mas cujo primeiro capítulo chegou a ser publicado na revista Souza Cruz em janeiro de 1921, quase dois anos antes da morte do autor (dezembro de 1922). A Biblioteca Virtual apresenta os cinco capítulos existentes, precedidos pelas anotações, possibilitando assim ao pesquisador e ao curioso tomar contato com o método de trabalho de Lima Barreto, tido como desorganizado, mas, na verdade, bastante metódico. O cemitério dos vivos passa-se em grande parte nas dependências do Hospício Nacional de Alienados, na Urca.

Narra as desventuras de Vicente Mascarenhas, funcionário público frustrado, cuja vida infeliz conduz à depressão, ao alcoolismo e, finalmente, ao internamento. É confessadamente inspirado em Recordações da casa dos mortos, de Dostoievsky, mas, como tudo no nosso autor, bastante autobiográfico. Lima Barreto foi internado duas vezes no manicômio, em ambas por alcoolismo crônico, com delírios e alucinações. A primeira, em 1914, não diz respeito ao livro. Foi na segunda (de 25 de dezembro de 1919 a 2 de fevereiro de 1920) que resolveu registrar suas experiências. A primeira anotação é datada de 4 de janeiro, a última de 27 do mesmo mês. Numa entrevista ao jornal A Folha, de 31 de janeiro, intitulada "Lima Barreto no Hospício", declarou : "Leia O cemitério dos vivos. Nessas páginas contarei com fartura de pormenores as cenas mais jocosas e as mais dolorosas que se passam dentro dessas paredes inexpugnáveis. Tenho visto coisas interessantíssimas. Agora só falta escrever, meter em forma as observações reunidas. Esse trabalho pretendo encetar logo que saia daqui, porque aqui não tenho as comodidades que são de desejar para a feitura de uma obra dessa natureza." Infelizmente o romance não foi terminado, pois alguns de seus trechos estão entre as melhores páginas que o autor produziu. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Reporta-se um episódio da História do Brasil : a luta travada entre as cidades de Olinda e Recife, nos anos de 1710 e 1711, pelos pernambucanos proprietários de engenhos que viam com desconfiança a prosperidade de Recife, onde residiam os mascates, como eram designados os comerciantes portugueses, resultando forte animosidade. para fugir à autoridade de Olinda, então sede da capitania, os recifenses solicitaram e obtiveram do reino a jurisdição propria da sua vila. Rebelaram-se os de Olinda, que, armados, se apoderaram de Recife , depondo o governador e nomeando para o cargo o bispo de Olinda. Depois de várias lutas, os ânimos serão serenados, conservado Recife, sua autonomia. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e Lingüística. São Paulo: Scipione, 1997.

Alfabetização e a Língua Portuguesa
É habitual pensar na Língua Portuguesa em dois estágios:
1. o que dura um ano - o professor ensina o sistema alfabético de escrita (correspondência fonografia) e convenções ortográficas.
2. desenvolver exercícios de redação e trinos ortográficos e gramaticais.
Por trás da prática desses dois estágios, esta a teoria que concebe a capacidade de produzir textos como dependente da capacidade de grafá-los de próprio punho.
Na Antigüidade grega, o autor era quem compunha e ditava para ser escrito ao escriba.
Na compreensão natural, redigir e grafar rompe com a crença arraigada do domínio do be-a-bá para início do ensino da língua, mostrando que redigir - aprendizagem do conhecimento-e grafar- aprendizagem da linguagem - podem e devem ocorrer de forma simultânea.
A conquista da escrita alfabética não garante ao aluno a possibilidade de compreender e produzir testos em linguagem escrita. Essa aprendizagem exige um trabalho pedagógico sistemático. Ao ler históricas ou noticias do jornal, ensina-se como são organizados na escritas esses gêneros, o vocabulário adequado e os recursos que são característicos. O aluno que dita, está produzindo-o criando um discurso, grafando o ou não.
Todo texto pertence a um gênero literário, com forma própria, e essa diversidade textual deve estar a serviço da expansão do conhecimento letrado do aluno.
Decifrar o escrito é um saber de grande valor social, alfabetizar exige ação e reflexão do aluno, e a intervenção pedagógica permite ao professor ajustar a informação oferecida as condições de interpretação em cada momento do processo.
O ensino da Língua Portuguesa tem sido marcado em ensinar a juntar silabas ou letras, formar palavras, frases e textos. Levando a escola a trabalhar com textos que só sevem pra ensinar a ler.
Um texto não se define por sua extensão. O nome que assina um desenho, a lista do que deve ser comprado, um conto ou romance, todos são textos. A palavra Pare escrita no asfalto, por exemplo pode ser trabalhado pelo professor.
Um texto adequado a um leitor iniciante, tem sido equivocadamente escolhidos pela sua simplicidade, deixando de aproximar as crianças de textos de qualidade. Não se forma bons leitores oferecendo materiais de leitura empobrecidas. As pessoas aprendem a gostar de ler quando de alguma forma, a qualidade de sus vidas melhora com a leitura.
É importante que se trabalhe textos literários no cotidiano da sala de aula.. a literatura não é a copia do real, sua ligação com pó real é indireta, mediado por signos verbais.
Pensar a literatura a partir dessa autonomia ante o real implica dizer que diante de um tipo de dialogo há jogos de aproximações e afastamentos em que a invenção de linguagem, expressões subjetivas, sensações podem se misturar a processos racionalizantes.
O ensino da literatura envolve exercícios de reconhecimento das singularidades e de propriedades compositivas de escrita. Com isso, equívocos costumam estar presentes quando colocados de forma descontextualizadas, não contribuindo para formação de leitores.
Pensar e falar sobre linguagem realiza-se uma atividade reflexiva. Por isso é necessário o planejamento de situações que possibilitem a reflexão sobre is recursos expressivo utilizados pelo produtor autor do texto, quanto aos aspectos gramáticas dos discursos não se deve se preocupar com a categorização, classificação ou a regularização sobre essas questões.
As atividades metalingüísticas estão relacionadas a analises voltada para descrição, por meio de categorização e sistematização de elementos lingüísticos, não estão vinculadas ao processo discursivo.
O ensino da Língua Portuguesa nas práticas habituais trata a fala e a linguagem cmo conteúdo em si e não modo de melhorar a qualidade da produção lingüística. A gramática de forma descontextualizada serve pra ir bem na prova e passar de ano. Por isso tem se discutido a necessidade de ensiná-la, porem a questão é como ensiná-la.
Nos primeiros ciclos deve se centrar em atividades epilingüísticas na reflexão sobre a língua em situações de produção e interpretação no caminho de aprimorar o controle de sobre a própria produção lingüística.
Ai longo dos oito anos de ensino fundamento espera-se que os aluno adquiram uma competência em relação a linguagem que lhes permitam resolver problemas da vida cotidiana, ter acesso a bens culturais e alcançar a participação plena no mundo letrado. Para isso, o ensino da Língua Portuguesa deve organizar-se de modo que os alunos sejam capazes de:
• Expandir o uso da linguagem utilizando com eficácia assumindo a palavra e produzindo textos;
• Utilizar diferentes registros, sabendo adequá-los a situações comunicativas que participa;
• Conhecer e respeitar as diferentes variedades lingüísticas do português falado;
• Compreender os textos orais e escritos;
• Valorizar a leitura como fonte de informação;
• Utilizar a linguagem como instrumento de aprendizagem;
• Valer-se da linguagem para melhorar a qualidade de suas relações pessoas;
• Usar os conhecimentos adquiridos por reflexão sobre a língua pra expandirem as possibilidades do uso da linguagem a capacidade de analises criticas;
• Conhecer e analisar criticamente o uso da língua como veiculo de valores e preconceitos de classes, credo, gênero ou etnia. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  
Carlos Heitor Cony tinha passado duas décadas sem publicar romance quando ressurgiu com Quase memória (1995). Como cronista, publicou pouco em livro: Da arte de falar mal (1963), O ato e o fato (1964) e agora este Os anos mais antigos do passado que, como Quase memória, é livro que já nasce clássico. Uma reunião de crônicas que vale como um volume de memórias. Embora fragmentado em relatos de viagens, em recordações da infância, em alegorias de fatos políticos (cheias de humor e sarcasmo), em registros da rotina do mundo fixados com o pulso do ficcionista, a espinha dorsal do livro é uma longa e mansa busca do tempo perdido. A sua fragmentação é condicionada sobretudo pelo exercício diário que define o gênero, mas suas páginas não deixam de nos transmitir o gosto difuso e fascinante da grande aventura da vida. Seja através da visão retrospectiva dos anos mais antigos do passado (elemento do memorialismo), seja pela notação diária dos fatos transpostos num lirismo de primeira água. São as marés montantes do passado, como queria Mário Quintana, que chegam sem avisar, e tanto são motivo de apreensão quanto de surpresa e maravilhamento. A face amargurada, marcante em Cony, dá sempre lugar a um certo tom elegíaco e à índole lírica.

As suas memórias, que a rigor talvez Cony nunca escreveria, aqui estão, como em Quase memória, disfarçadas, quem sabe exorcizadas. É a sua história, o belo e o feio da humana lida, que aos poucos ele dilui e transfixa nos romances e nas crônicas. Neles, Cony sabe rir como poucos deste circo do mundo, com toda sua carga de frustrações e desastres, sua beleza e sua glória. Ri de um universo que é regido dos altos tronos, seja por Deus, o diabo ou um ser qualquer que se arrogue. Descido aos infernos de sua saudade e de sua incompreensão das coisas, o cronista revive uma fantasia de carnaval antigo, as rezas da mãe contra possíveis desgraças, os extraordinários balões que o pai fabricava, os tantos personagens de rua do subúrbio do menino, o amigo Otto Maria Carpeaux, a visão das mãos do pai morto, impressionante visão: “Mãos que começaram a ficar mais brancas e mais quietas: dentro delas, o nada cheio de tudo o que ele fora”. O lirismo é mesmo o elemento fixador desses movimentos de fluxo e refluxo da memória, pois Cony vê as coisas com os olhos transfigurados do poeta. Se podemos dizer que o seu humor é uma doce herança machadiana, na crônica sua veia lírica só encontra paralelo em escritores da estirpe de Rubem Braga, Antonio Maria e Drummond. E também José Carlos Oliveira ou o Tabajara Ruas de Um porto alegre (Mercado Aberto, 1998). São cronistas que escrevem iluminados pelo poeta que não deixam de ser. Líricos deste tempo escuro e trepidante. veja os vídeos do Programa Zmaro: Humor inteligente de forma descontraída. Acesse www.Zmaro.com.br  


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